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Boletim

Ecetistas em Luta Edição Brasília - ano IX- nº 132 -

- Distribuição gratuita -

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

Na Internet: olhovivoecetista.blogspot.com.br • fones: (61) 3225-9155 ou 9556-4183 (Juliano) Receba o boletim Ecetistas em Luta por e-mail, escreva para: correios@pco.org.br

TERCEIRIZAÇÃO

O AUMENTO DA EXPLORAÇÃO DOS TRABALHADORES Os funcionários terceirizados não recebem os mesmos salários e benefícios dos concursados

A terceirização vem aumentando de maneira assustadora nos Correios. Até pouco tempo atrás, o número de funcionários terceirizados era reduzido e se concentrava em sua maioria entre os setores administrativos. Hoje, o número de terceirizados é grande inclusive entre os carteiros. Há setores em que turnos inteiros são compostos por 80% de terceirizados. O que abriu caminho para a terceirização foi em primeiro lugar a aprovação do PCCS (Plano de Cargos Carreira e Salários) de 2008, o PCCS da escravidão, assinado pelos sindicalistas do Bando dos Quatro (PT, PSTU, Psol e PCdoB) sem o consentimento da categoria. Em segundo lugar, a alteração do estatuto da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) pelo governo e a direção da empresa também deixou o espaço aberto para a terceirização. Terceirização:

o

mento da exploração do trabalhador Todo mundo sabe que os patrões adoram a terceirização. Os funcionários terceirizados não têm os mesmos direitos, não recebem o mesmo salário e sequer tem ligação com a empresa. É muito comum as empresas terceirizadas darem o calote nesses trabalhadores, nos Correios, inclusive,

já aconteceram vários casos em que a ECT foi obrigada a pagar os terceirizados que levaram calote. Nos Correios, à medida que foi aumentando o número de terceirizados, foi ficando mais claro a exploração a que são submetidos. Os chamados MOTs au- (Mão de Obra Temporária)

tem um contrato de apenas três meses, prorrogáveis por mais três e depois são descartados. Até agora, a direção da ECT tentava disfarçar a exploração contra esses terceirizados, procurando pagar o mesmo salário e os mesmos benefícios dos concursados. Mas já não é mais assim. De acordo com o que relataram alguns companheiros, a ECT está atraindo novos terceirizados, pagando salários e benefícios rebaixados. Enquanto isso, é claro, os concursos públicos são cada vez mais escassos e o número de trabalhadores que saem da empresa é cada vez maior. O objetivo da direção da ECT é transformar os Correios em uma Petrobras, com cerca de 70% de terceirização. A direção petista da ECT que age de acordo com os interesses dos capitalistas internacionais que querem privatizar a empresa e aumentar os lucros à custa da exploração dos trabalhadores.


SÃO PAULO

EMPILHADEIRAS COLOCAM EM RISCO A VIDA DOS FUNCIONÁRIOS O excesso de trabalho faz com a chefia exija o uso inadequado das empilhadeiras

Continuam as reclamações dos trabalhadores do CTE (Centro de Tratamento de Encomendas) Saúde, em São Paulo, em relação às péssimas condições de trabalho no setor. Um problema constante são as empilhadeiras que não são apropriadas para circularem no local. O excesso de serviço coloca os funcionários que trabalham no chão e os operadores das empilhadeiras em risco constante de acidentes. A chefia exige um ritmo alucinante, forçando as empilhadeiras a passarem em alta velocidade em locais onde há circulação de pessoas. Recentemente uma empilhadei-

ra bateu na pilastra no meio do setor, por sorte ninguém se machucou. Os operadores trabalham sob uma pressão constante, entre a preocupação de não atropelar ninguém e garantir que o trabalho saia no tempo exigido pela empresa. São comuns casos em que a empilhadeira tem que frear bruscamente para evitar atropelamento. Acidentes com empilhadeiras são muito graves, portanto, essa situação precisa ser imediatamente resolvida, antes que uma ocorra uma fatalidade. Além disso, as empilhadeiras emitem gazes, contaminando o

ambiente, o que revela que o tipo de empilhadeira usado não é apropriado para uso interno. Isso sem contar os ruídos que estão acima do permitido, mas a direção dos Correios procura esconder que o volume de decibéis no setor é mais alto do que o permitido. Esses problemas não são exclusividades do CTE Saúde, eles são frequentes em todos os setores operacionais. No CTE Saúde, inclusive, sequer foi feita a vistoria do prédio pelos bombeiros, de modo que não é possível saber se portas, elevadores, extintores, banheiros e a estrutura em geral são adequados para o serviço.

CTO LESTE

MOTORISTAS SOFREM COM ASSÉDIO MORAL CONSTANTE

Os trabalhadores do CTO Leste, setor onde trabalham os motoristas nos Correios, estão sofrendo com a perseguição constante. Se o trabalhador não é parte da panelinha dos chefes, pode se preparar, porque qualquer motivo é motivo para receber advertências e assédio moral. A chefia chega ao ponto de inventar coisas para justificar a perseguição. Inventam, por exemplo, que é proibido estacionar em um local que sempre é usado para estacionar o veículo para poder dar adver-

tência. Essa acusação é ainda mais absurda porque o estacionamento do CTO Leste está lotado de veículos, caminhões, carretas e vans. Os motoristas que precisam manobras as carretas sofrem com o espaço super reduzido. Outro motivo de perseguição são os supostos “atrasos”. Um trabalhador foi obrigado a responder um questionamento por escrito porque o chefe acusou-o de ter atrasado o trajeto. A acusação, porém, é um abuso, pois quem controla

os horários de saída e entrada dos caminhões são os chefes dos setores. Nas documentações de entrada e saída são anotados os horários, portanto, se em um setor atrasa na hora do carregamento ou descarregamento, o motorista não tem nada a ver com isso, é claro. Mas os chefes do CTO não querem nem saber e atacam os trabalhadores. A ideia é tornar a vida dos motoristas um inferno, pelo menos para aqueles que não se “enquadram” na patotinha da chefia.

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