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Boletim

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Nº 961 • QUARTA-FEIRA, 11 DE JUNHO DE 2014

Ecetistas em Luta

Órgão da corrente nacional Ecetistas em Luta

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UMA LIÇÃO IMPORTANTE PARA OS METROVIÁRIOS, ECETISTAS E TODOS OS TRABALHADORES

PSTU capitula diante de Alckmin, do princípio ao fim Por isso os patrões querem entregar sindicatos para o PSTU, para fazer o que eles fizeram no Metrô de SP

Depois de cindo dias de greve, o Sindicato dos Metroviários decidiu – por indicação da direção do PSTU/ Conlutas – decidiu pelo fim do movimento, após o governo Geraldo Alckmin, encaminhar a demissão de dezenas de grevistas, entre os quais combativos grevistas, que justamente por isso foram acusados pelos fascistas tucanos de “vandalismo”, de fazerem piquetes e outras ações que não foram também apoiadas pela direção do sindicato. O fim da greve foi disfarçado pela direção sindical com uma ameaça de voltar à greve na quinta-feira que os sindicalistas sabem que não irá acontecer na medida em que o recuo cria condições muito mais difíceis para uma retomada, apenas dois dias depois, com a aceitação- de fato – da miserável proposta salarial do governo e diante das demissões não canceladas. A ação reacionária e truculenta do governo e da justiça tucana contra a greve, contou com a ampla colaboração dos sindicalistas da Conlutas/ PSTU, que atuou desde o primeiro momento para fragilizar a greve por meio da tradicional política do peleguismo de rebaixar as reivindicações (que são a expressão das necessidades dos trabalhadores diante dos patrões) sob o pretexto fajuto de que isso facilitaria as negociações com o governo inimigo dos trabalhadores. Assim a campanha salarial começou com a reivindicação de reajuste salarial de 35,47% (incluindo reposição de perdas e aumento real), foi transformada pela direção do Sindicato, nos primeiros momentos da campanha em uma “luta” por 16,5%. Já na primeira audiência no TRT, no primeiro dia de greve, a diretoria da Conlutas recuou

mais uma vez e rebaixou a proposta para 12,2%, para logo em seguida anunciar e fazer campanha pela imprensa que aceitariam qualquer coisa que chegasse a dois dígitos, ou seja, 10%. Não parou ai. No último dia de greve o presidente do Sindicato deu diversas declarações à imprensa afirmando que o “erro” do TRT tinha sido não aceitar a proposta de técnicos da justiça que propuseram um reajuste de 9,5%, ou seja, colocaram-se na defesa de que a greve teria como objetivo conquistar menos de 1% a mais do que o que foi imposto pelo governo. Com esta política, os trabalhadores que fazem greve não por uma opção ideológica ou parecerem combativos (como alguns sindicalistas), mas para lutarem pelo atendimento de suas reivindicações reais, foram sendo colocados diante de uma “luta” por quase nada. Ao mesmo tempo, a categoria se deparou com a política – também comum a toda a burocracia sindical – de realizar uma greve de aparência, na qual a direção do sindicato (se opondo à combatividade de setores da base da categoria) pedia desculpas todos os dias por fazer a greve (arma necessária e efetiva da classe operária contra os patrões), como se tivesse cometendo um crime contra a população (isso em uma empresa em que ocorrem centenas de acidentes todos os meses que colocam em risco a segurança de milhares de pessoas). Essa capitulação diante da campanha patronal contra a greve chegou a tal ponto que a diretoria do Sindicato, propôs realizar uma greve, sem paralisação, uma “greve” que fosse consentida pelo governo com a liberação das catracas. Essa covardia política se viu até o fi-

nal da greve. “Voltamos imediatamente ao trabalho em respeito à população. Quando a gente decide fazer greve, fazemos greve. Quando a gente decide voltar a trabalhar, queremos voltar o mais rápido possível exatamente para atender melhor a população de São Paulo”, declarou o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior (Portal IG, 09/06/2014), assumindo que via na greve um “desrespeito à população” e procurando ocultar que a política covarde do PSTU tinha provocado um retrocesso que fez com que mais de 80% das estações já estivesse funcionando, na noite desta segunda, quando a diretoria propôs a “suspensão” da greve. Além de uma necessária campanha entre os metroviários e no conjunto dos trabalhadores contra as demissões, pela readmissão dos demitidos e pelo cancelamento das multas contra o sindicato (que visa enfraquecer a luta dos trabalhadores), o movimento operário deve tirar lições fundamentais sobre esta importante greve, de uma categoria que tem força política e econômica para parar a maior cidade do País, um enorme poder diante dos patrões e do seu governo (mais do que os garis ou os motoristas que realizaram importantes greves recentemente), mas cuja política de sua direção (repetimos, idêntica à de toda a burocracia sindical que domina a quase totalidade dos sindicatos e das “centrais”) é um limite que precisa ser superado para fazer vitoriosas as próximas mobilizações que, por certo virão, diante da inflação crescente e da política dos patrões e seus governos de descarregarem sobre os trabalhadores o peso da crise capitalista que se aprofunda.


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Santa Catarina

Chapa 2 - PSTU e Chapa 3 - Chapa“laranja” a ECT se juntam no Tribunal contra os votos dos trabalhadores do interior No dia 09 de junho de 2014, às 17 horas ocorreu uma audiência na 3° Vara Trabalhista de São José, região da Grande Florianópolis, para decidir sobre o impasse das eleições sindicais para nova diretoria do Sintect-SC . O impasse foi gerado pela não apuração de mais de 198 votos dos trabalhadores do interior, que tiveram seus votos ignorados. A juíza da 3° Vara trabalhista depois de concordar que seria um absurdo ignorar 200 votos de trabalhadores, numa eleição que a diferença de votos de uma chapa para o a outra é só de 11 votos, além do fato de que os votos destes trabalhadores estariam sendo jogados na lata do lixo, decidiu acatar a vontade da chapa 2 PSTU e da chapa 3 – chapa laranja da ECT, de não apurar os votos dos trabalhadores do interior. Para não ficar com o ônus dessa decisão arbitrária, que é ignorar o direito do trabalhador filiado ao sindicato de votar e ser votado, a Juíza deliberou que a chapa 2 do PSTU tenha que convocar assembleias regionais, em um prazo de 30 dias, para decidir se vai ou não apurar os votos dos trabalhadores do interior. Como o PSTU tem medo dos

trabalhadores do interior, já sabemos que eles vão tentar fugir destas assembleias, uma vez que na própria audiência, a chapa 2 PSTU e chapa 3 Laranja da ECT se recusaram até a proposta da juíza de que se abrisse os votos por correspondência e a chapa 1 da atual diretoria ganhasse a eleição, a eleição não valeria nada, e novo processo eleitoral seria instalado. Essa postura da chapa 2 do PSTU e a chapa 3 laranja da ECT não tem o mínimo respeito pelo voto do trabalhador do interior, pois não teria porque não abrir os votos do interior nestas condições. Para entender o Processo No dia 08 de maio, a chapa 2 e 3 invadiram o sindicato com cinquenta pessoas ameaçando e exigindo que a comissão eleitoral apurasse apenas os votos que já estavam no sindicato, e deixasse para trás mais de 300 votos do interior que misteriosamente não haviam chegado nesta data. Sob ameaça, a comissão fez a apuração parcial, onde a chapa 2 do PSTU obteve 11 votos a mais que a chapa 1 da atual diretoria. No entanto, no dia seguinte, dia 09 de maio, logo pela amanhã apareceram mais de

150 votos do interior na agência dos correios. Como a diferença entre as duas chapas foi minúsculas, e a quantidade de votos que chegaram na agência foi superior a 10% do total de votos, vários trabalhadores, inclusive candidatos na eleição fizeram recursos para que comissão eleitoral apurasse os votos dos trabalhadores do interior, respeitando o direito de votar destes trabalhadores. Nesta hora ficou evidente o conluio da direção da ECT com a chapa do PSTU, pois a Chapa 3 – uma chapa “laranja” criada pela Diretoria Regional de Santa Catarina, para retirar votos da chapa da atual diretoria se uniu com a chapa 2 para jogar na lata do lixo os mais de 150 votos dos trabalhadores do interior que chegaram na agência dos correios. Diante do Impasse, a decisão sobre a apuração destes votos e o resultado final das eleições foi parar na justiça, que demonstrou ser totalmente parcial em defesa dos interesses da chapa 2. Precisamos mobilizar a categoria para que os votos dos trabalhadores do interior sejam respeitados, através das assembleias regionais. A chapa 1 não têm medo dos votos dos trabalhadores.

Chapa 2, com a ajuda da chapa 3 tentam invadir o SintectSC com capangas antes da audiência do dia 09 e junho.

Com medo de que a juíza decidisse apurar os votos dos trabalhadores do interior, ou anulasse a eleição, um grupo formado por pessoas ligadas ao PSTU que tem medo dos votos dos

trabalhadores do interior, tentaram invadir o sindicato com mais de 15 capangas para tomar posse na marra, achando que os trabalhadores iriam intimidar-se com truculência.

A alucinação do grupo do PSTU é tamanha que alguns militantes do PSTU chegaram a ir em frente do Sintect-SC fazer protesto contra a Copa, como se o Sindicato fosse o Itaquerão... Uns lunáticos.

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