Issuu on Google+

ED.9 -MAIO - ANO 2

REVISTA

Design & Arte

ร‰ a harmonia dos elementos que dรก o tom ao trabalho da designer de interiores, Cristina Fronza

1


O JEITO MAIS RÁPIDO E FÁCIL DE APRENDER INGLÊS Inglês é na Wizard

PaTREQ

O exterior moderno chama todas as atenções para a nova estrutura da escola de línguas Wizard, em Luís Eduardo Magalhães, que também impressiona em seu interior com ambientes climatizados, arquitetura e decoração arrojados, salas de aula tematizadas, sala para o programa Flex, espaço de estudos com dicionários, livros e revistas nos idiomas trabalhados pela escola, espaço multimídia com computadores, acesso wifi, auditório/sala de cinema, lanchonete e um amplo espaço de convivência com jogos, além de estacionamento próprio. O novo espaço da Wizard já é visto como uma escola modelo, uma referência para rede, com equipamentos de última geração e estrutura planejada também para a acessibilidade de deficientes físicos. Com mais de 1200 escolas ao redor do mundo, atendendo alunos nas modalidades Class, Flex, Executive e VIP, a rede Wizard disponibiliza aos alunos das suas franquias, aulas de alemão, espanhol, inglês, italiano, francês, chinês e japonês, além de português

o Thr

u

gh

nique m au et

para estrangeiros. Em Luís Eduardo Magalhães, a escola atende mais de 300 alunos e possui uma equipe altamente qualificada com professores de espanhol, italiano, alemão, francês e Inglês. Prestes a completar dez anos de atuação em Luís Eduardo Magalhães, a Wizard foi implantada pela empresária Valdete Rucker. A Rede Wizard pertence ao Grupo Multi Holding, líder mundial no mercado de ensino de idiomas e cursos profissionalizantes. Desde sua fundação, em 1987, a empresa oferece serviços de implantação das escolas, material didático altamente qualificado e treinamentos específicos para os departamentos de Marketing, Administrativo, Pedagógico e Comercial. Não por menos, a Wizard é a única rede de ensino de idiomas que possui um canal de TV próprio. A rede também oferece curso de inglês em braile e possui certificação TOEIC (Teste Internacional de Proficiência). “Nosso objetivo é atender com excelência nossos alunos e nos tornarmos referência em aprendizado de idiomas para toda a região”.

m ro

lass. tc

AV. SALVADOR, 566 - CENTRO - TEL.: (77) 3628.3225 / 9953 6330

om

experie n at c ef

the firs

2

wizard.com.br

es m

os s Brazil, t h

y log do ho

, y will ou

ith ish w ch l g learn En us, their learn h ing T be c

r more than 1,200 schools ac h t i uch easier. W

e er


CONHEÇA O CURSO IDEIAL PARA VOCÊ: TOTS Para crianças de 4 a 6 anos de idade. As crianças são estimuladas a explorar as mais diversas formas de atividades lúdicas, que auxiliam na aquisição do conteúdo apresentado. LITTLE KIDS E KIDS Para crianças de 7 a 10 anos. O aprendizado acontece com assuntos de interesse da criança e do contexto de mundo que elas vivenciam nessa idade.

EXECUTIVE Indicado para adultos com necessidade profissional. Situações cotidianas do ambiente de negócios são os temas do aprendizado.

FLEX Curso dinâmico e prático que acontece no seu ritmo. Aprendizado na hora que você quer e do jeito que você precisa.

VIP Aulas desenvolvidas de acordo com o seu nível de conhecimento e necessidade específica. Ex. Viagens internacionais, reuniões, entre outros.

WIZPEN

.

s A WizPen possui tecnologia avançada, é rie t uma extensão do conteúdo de áudio do n seu livro. Funciona como um recurso adiu cional para ajudar na assimilação do idioma co r e melhorar sua pronúncia. the o Você pode estudar e praticar in leitura e pronúncia escutando d n uma página toda do livro com FÁCIL DE USAR apenas em toque da WizPen. il a z a r

A WizPen está disponível em todas as escolas

AULAS MAIS INTERESSANTES E DIVERTIDAS.

Pa TR EQ

m

ark ead et l

rf o r 26 ool tha t ch

Learn En u.

sa W a i z s a y r a e d w t n l ra ear y is a e o op

PRATIQUE OS EXERCÍCIOS ONDE QUER QUE VOCÊ ESTEJA.

ÁUDIO EMBUTIDO OU PLUGUE NO APARELHO DE SOM AMPLIFICADO.

Wizard!

e

years in B

TEENS Para adolescentes que buscam aprender inglês e têm interesse de se relacionar com o mundo. Seja em viagens de intercâmbio ou fazendo amigos ao redor do mundo pela internet.

CLASS Os assuntos abordados são diversificados e fornecem, ao aluno, o conteúdo para se comunicar em situações variadas, das mais informais às de ambiente profissional.

sh with the gli s

3


E

m uma época em que a confiança está em primeiro lugar, nós da Ciel Contabilidade e Assessoria usamos esse princípio como elo fundamental entre a nossa empresa e nossos clientes. Contamos com profissionais especializados nos diversos departamentos que um escritório contábil necessita e procuramos fazer mais do que apenas a rotina dos lançamentos diários, mas assessorar os empresários em suas decisões. Temos a convicção que o bom assessoramento do empresário nos dias de hoje é o divisor de águas entre o sucesso e o fracasso de uma organização. Utilizamos sistemas totalmente informatizados, desenvolvendo os serviços com competência, profissionalismo, agilidade e qualidade.

Tendo dúvidas ou procurando respostas, podem contar conosco. Presente na Região Oeste há 24 anos, a Ciel Contabilidade oferece aos seus clientes, serviços essenciais para a tomada de decisões. Nossos serviços: Escrita Fiscal; Rotinas Trabalhistas; Abertura de Empresas; Declaração de Imposto de Renda - Pessoa Física e Jurídica; Escrituração Fiscal; Escrituração Contábil; Demais assuntos relacionados a serviços contábeis.

Vai Brasil ! Rumo ao Hexa!

CONTABILIDADE E ASSESSORIA

4

Rua 1° de Maio, 90, Jd Paraíso - Luís Eduardo Magalhães/BA (77) 3628-1249 / 3628-1198 / 3628-1570 E-mail: cielcontab@uol.com.br Site: www.cielcontabilidade.com.br


NESTE MÊS Comportamento Nossa brasilidade Mensagem de fé Ensaio Coluna sociaL Stylo em destaque Casa & Decoração Agronegócio

12 17 07 28 31 36 53 66

NOSSA CAPA

PRODUÇÃO: Alexandre Vieira e Patrícia Villeroy VESTIDO DE FESTA: Patrícia Villeroy MAKE: Lázaro Resende FOTOGRAFIA: Neiva Sehn

Editorial Superação

EXPEDIENTE Heloíse Steffens

Editora-chefe revistastylolem@gmail.com hellosteffens@yahoo.com.br 77 9979.9241 Ivete Silvestrin

Administrativo/comercial ivetesilvestrin@yahoo.com.br 77 9942.9885 Lú Sousa

Comercial luciana.adm@outlook.com 77 9928-7823 Projeto Gráfico e Diagramação

H. Steffens Comunicação Empresarial

Colunistas

D

esta vez, a equipe da Revista Stylo se superou. Está mais do que especial a nona edição que acaba de chegar neste final de mês de maio aos nossos clientes, parceiros, amigos e colaboradores. Preparada com muito carinho, separamos assuntos muito especiais – com temáticas voltadas para o público feminino e masculino. Interessante destacar a matéria sobre segurança no campo, que expõe todo o terror e drama vivido pelos produtores da região Oeste. Além de questões climáticas, pragas, fiscalizações, a classe produtiva agora precisa lidar com outro grave e preocupante problema: a insegurança no campo. Voltado ao público do segmento agro, preparamos assuntos diversificados. Destaque também para a matéria com Claudete, moradora de Luís Eduardo Magalhães que está enfrentando um câncer e dá um grande show, um exemplo de fé e de superação. E por falar em fé, a Revista Stylo está com colunista novo. Trata-se de Murilo Rebouças, jovem idealista e atuante que, mensalmente, nos falará do seu diário de bordo, contando acerca de suas viagens e impressões pelo Oeste baiano – com tudo o que este tem de bom, mas não deixando de abordar os pontos negativos. Muitos são os assuntos interessantes desta edição. Você não pode deixar de ler. Uma boa leitura!

Casa & Decoração

Ligiane Kuffel Rogen Fracaro Nossa Brasilidade

Luciano Demetrius Comportamento

Paulo César Dorta de Toledo Heloíse Steffens Editora-chefe

5


AneCler N O I VA S

AV EN I DA J K - 2 6 3 9 - C EN T RO

77 3628 0713 | 77 9993 7165

6


MENSAGEM DE FÉ / CAMINHOS DE CRISTO

Precisamos ser cheios do Espírito Santo Monsenhor Jonas Abib

O

que é ser batizado do Espírito Santo? Desde seu batismo, Deus está em você. O Pai, o Filho e o Espírito Santo estão em você. Mas não basta, pois é preciso que esse Deus, que está em você, venha à tona. De que adianta você ter um poço e não tirar água dele? Da mesma forma, de nada adianta Deus estar em você se Ele não se manifestar em sua vida. O batismo no Espírito Santo é isso: o Espírito, que já está em você, vem à tona. Como disse Jesus: “Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7,38b). A partir do batismo no Espírito Santo, tudo começa a mudar! “Mandas teu espírito, são criados, e assim renovas a face da terra” (Sl 104,30). Essa renovação da face da terra começa a partir da nossa renovação, dia após dia. Essa renovação é carismática, pois é feita com as armas mais poderosas de Deus: os carismas, os dons do Espírito Santo. É só abrir o livro dos Atos dos Apóstolos e veremos quantas maravilhas! Por intermédio das mãos dos apóstolos, as pessoas eram curadas de todos os tipos de doenças: cegueira, lepra… Por isso, multidões abraçavam a fé e vinham para Jesus. Como Ele, os apóstolos também faziam milagres. O maior de todos, porém, o grande milagre, era a transformação das pessoas. Aqueles homens que levavam uma vida totalmente pagã, longe de Deus, reconheciam o Deus vivo e verdadeiro, reconheciam Jesus e se voltavam para Ele. A Palavra era anunciada e o Espírito Santo era derramado. Esse é o propósito de Deus para cada um de nós. Não basta ser católico, ser padre ou religioso, ir à igreja e parti-

cipar da Santa Missa. Também não basta ter um trabalho pastoral na paróquia. Aliás, para fazer tudo isso, e com eficácia, para que as pessoas sejam tocadas e transformadas, é preciso que cada um de nós seja cheio do Espírito Santo. Ser batizado no Espírito Santo é isso: permitir que Ele, que já está em nós, realize os mesmos feitos que realizava nos primeiros cristãos, na Igreja primitiva. Permitir que o Ele nos transforme e nos renove. Posso testemunhar: Deus está me transformando. Este é o primeiro passo. Mas, além disso, Ele está me usando nas pregações, para tocar as pessoas, para convertê-las e trazê-las para Jesus, curá-las e libertá-las. Ele me usa para afastar jovens das drogas, da prostituição e da vida errada, para unir famílias e levar palavras de sabedoria àqueles que delas precisam. Nada sou. É Deus que me usa e faz de mim o que Ele quer. Esta é a consequência do batismo no Espírito Santo: Deus começa a nos usar com uma eficácia única, eficácia divina! Na verdade, o Espírito Santo já está em você. A questão não é de merecimento ou grau de santidade, como pensam alguns. Você recebeu o Espírito Santo em seu batismo, em sua crisma. Com a terra acontece a mesma coisa: no fundo dela há veios, lençóis de água. É preciso perfurá-la até atingi-los. Logo que isso acontece, a água sobe com toda a força. Para que aconteça o batismo no Espírito Santo, é preciso apenas perfurar a rocha que, infelizmente, se criou em cada um de nós. Quando a região onde está o Espírito Santo é atingida, Ele vem com toda a força. Foi o que aconteceu em Pentecostes. (Trecho extraído do livro “O Espírito sopra onde quer” de monsenhor Jonas Abib) FONTE: CANÇÃO NOVA

SOFiStiCaÇÃO PaRa SEu aMBiEntE, BELEZa PaRa tODa ViDa!!! www.casadaspedrasba.com.br astradiotti@uol.com.br

7


RETRATOS DO OESTE / CAMINHOS DE CRISTO

quem Sou eu?

M

urilo Rebouças, 27 anos, reside em Luís Eduardo Magalhães há 12 anos, formado em Direito em 2010, advogado do INCRA e com escritório em Luís Eduardo Magalhães, Coordenador Nacional da Pastoral da Juventude, representando as 25 dioceses da Bahia e do Sergipe e há 4 anos leciona matemática no Colégio Estadual Mimoso do Oeste. Sou um apaixonado pela vida e que busca constantemente viver na maior intensidade possível, tanto nos amores como nas dores. São os amores platônicos e utópicos que me levam sempre a seguir, acreditando existir outro mundo possível, onde a civilização do amor seja real. Acredito no ser humano, na sua bondade e na possibilidade em viver uma verdadeira fraternidade, retirando todos os rótulos impregnados pela mídia que criam estereótipos do homem bom e do homem mal, por concepções superficiais que geram preconceito, exclusão e extermínio, visto que sempre o marginalizado social é o construído como o homem mal. Nessa intensidade entre as dores e amores descobri a minha vocação em optar pelo maravilhoso curso de Direito, contudo, após

a minha aprovação ao curso, logo perguntei: será que conseguirei atuar em um curso de exclusão, conflitos e de injustiça? Hoje vejo que é o curso ideal para todos aqueles que estão cansados das injustiças, que lutam pela efetivação dos direitos e o bem-estar social. Nos caminhos e descaminhos da vida, sempre tive o desejo em poder contribuir no colégio CEMO, onde fiz o meu ensino médio e conheci professores maravilhosos que auxiliaram na construção do meu crescimento intelectual. Era um sonho muito distante, mas ao concluir a faculdade me deparo com um desafio: lecionar a odiada matemática pelos alunos. Acolhi com medo, mas com a certeza que dedicaria ao máximo para poder transmitir tudo que aprendi e sei. Neste caminho já são quatro anos, passando pelo CAPE e também pelo SENAI. Por fim e não menos importante, há dez anos participo da Pastoral da Juventude, um grupo da Igreja Católica que existe desde 1973 com a metodologia dos jovens evangelizando os próprios jovens, através de uma mística que segue os caminhos do Cristo libertador que ora, acolhe, comemora, chora, está inserido na comunidade e lutando pela efetivação dos direitos, em especial o direito

das juventudes. Através desse movimento da Pastoral da Juventude, foi possível conhecer a minha identidade e saber quem sou, fortalecer a minha fé e a minha relação com Deus e com as pessoas, além de proporcionar conhecer os cantos e recantos do nosso Oeste da Bahia, da Bahia e do Brasil com todas as suas potencialidades e fraquezas, com o jeito simples e acolhedor do povo, com suas culturas, histórias e lendas e as comidas típicas. A partir desta edição, como colunista da Revista Stylo, viajaremos pelos diversos cantos desse lindo e escondido Oeste baiano, conhecendo pessoas, histórias, valorização da cultura e da fé dos geraizeiros, quilombolas, pesqueiros, fazendeiros, barranqueiros, indígenas, catingueiros e tantos outros que amam esse chão. Também denunciaremos as situações de tristeza e sinais de morte de um povo que sofre e geme pela mão do opressor, mas que sempre sorrindo nunca perde a fé que o Sol não se apagará e que dias melhores virão nesta terra sagrada chamada de Oeste da Bahia. MURILO REBOUÇAS Advogado, Coordenador Nacional da Pastoral da Juventude e professor de matemática.

Lava Jato Salvador (77) 9993-7332 e 9920-9687 não fechamos aos domingos e feriados. clientes vip: Posto noventa, cooproeste, semear, accert, restaurante vitória e revista stylo.

8

endereço: avenida salvador - s/n - próximo à Delegacia


FÉ E SUPERAÇÃO / CAMINHOS DE CRISTO

fez Da Dor, uma vitória Em uma luta constante pela vida, Claudete Gomes de Mattos vive momentos de angustia, fé e aprendizado. A descoberta de um câncer mudou a sua vida e a de sua família

A

s mudanças da vida são constantes e acontecem inesperadamente. Cada uma com um significado diferente, que desperta nas pessoas uma mistura de emoções. Assim como aconteceu com Claudete Gomes de Mattos, que aos dez anos de idade, mudou-se de sua cidade natal, Laranjeiras do Sul (PR), com seus pais, para estudar em Ponta Grossa. Formou-se em Biologia e dedicou 23 anos ao ensino nas redes pública e particular. A poesia também faz parte da sua vida; do gosto pela escrita originou um livro de poesias publicado no ano de 1989. Claudete casou-se com Júlio Mattos, com quem tem três filhos- a primogênita, Taciana Izabel, advogada, já casada; o segundo filho, Pedro Henrique, acadêmico de Engenharia Civil na Universidade Federal de Tocantins, em Palmas (TO) e, a caçula, Ana Luísa, a artista que alegra a casa ao som de piano e violão. Há também Pedro Neto, o sobrinho considerado filho, primo e irmão da família. Com a vinda do marido para a cidade de Luís Eduardo Magalhães no ano de 2007, Claudete deparou-se com a mudança brusca no cotidiano familiar, quando ficou sozinha com os filhos no Paraná. A saudade do esposo, associada à responsabilidade de resolver questões que anteriormente eram resolvidas por ele, a deixou assustada. Para amenizar a distância, o casal se falava todos os dias, mas a tristeza e as lágrimas perduravam e, com elas, a depressão. Em 2009, Claudete conseguiu uma licença de trabalho e veio para Luís Eduardo com a filha caçula, que não conseguia se adaptar à escola. Ao final deste mesmo ano, a família retornou de férias ao Paraná, com a certeza de que todos viriam para a Bahia. No entanto, apesar de saberem que a mudança era necessária, estavam muito tristes em deixar tudo para trás - parentes, amigos, conquistas... E foi em um dia frio e de muita chuva que partiram de Ponta Grossa para a nova etapa. O ano de 2010 foi de adaptação, tudo correu bem. Ao findar o ano, a família viajou para visitar os parentes no Paraná. Claudete se sentia incomodada com as fortes dores na coxa esquerda.

DiaGnóStico Em janeiro de 2011, Claudete fez uma consulta com um ortopedista, que solicitou vários exames, mas nada foi encontrado. Um exame mais detalhado - uma ressonância magnética – foi requisitado, sendo realizado por ela em uma sexta-feira a tarde em Barreiras. Médicos e técnicos conversavam e Claudete observava atenta, até que finalmente dois profissionais e um educador físico anunciaram o diagnóstico: “é uma neoplasia, a senhora deve procurar um ortopedista oncológico, em um grande centro”. Apesar de não saber identificar o tipo de câncer, os profissionais já sabiam que esta era a doença. “Neste instante o meu chão sumiu, a sensação foi de estar com várias batatas quentes dentro do estômago. Não consegui chorar! A primeira coisa que pensei foi achar alguém para ficar com meus filhos”, disse. O próximo passo foi a viagem para Curitiba, cidade onde foi realizada a biopsia. Após o procedimento foi detectado um sarcoma de alto grau – um tumor de 17 cm de comprimento espalhado pela coxa. “É tão engraçado, naquele momento eu me preocupei com o tamanho da cicatriz. Hoje, minha preocupação é viver”, relata. DeSDe a DeScoberta Entre os procedimentos de tratamento da doença, a cirurgia foi realizada, sendo submetida à radioterapia. Já na terceira aplicação ocorreu uma inflamação na coxa, fazendo-se necessária a sua internação – período em que o médico fez a limpeza e deixou parte do corte aberto. As radioterapias continuaram. Claudete não tinha ideia, mas o corte aberto não cicatrizaria e tal procedimento resultaria em uma infecção no fêmur: osteomelite. O primeiro médico a abandonou e o segundo médico garantiu que salvaria sua perna. Em quatro meses de internação foram 17 cirurgias. A infecção voltou, tão logo recebeu alta. O próximo passo foi ir para São Paulo, onde foi atendida por uma competente equipe de médicos que lhe informaram: seria submetida a uma desarticulação da perna esquerda, mais claramente, a sua per-

9


na teria que ser amputada ou sofreria uma septicemia*. “Ouvir isso foi horrível, e concordar foi ainda pior. No entanto, viver é a solução”, disse. A perna de Claudete foi amputada. Depois do procedimento, ela não se lembra de nada que aconteceu nos 15 dias seguintes. Mas algo a despertou: o fato de sua vida ter mudado para sempre. maiS uma batalha “Eu que antes fazia tudo, não tinha paciência de esperar, era rápida, resolvia tudo em casa, me deparei de repente, dependente, deficiente, incompetente e me sentindo angustiada”, conta. Depois de três meses, Claudete percebeu que não adiantava se revoltar. Ela era a mesma pessoa, porém sem uma perna, limitada, mas não incapacitada. A família esteve presente em todos os momentos. Os exames continuaram sendo realizados de três em três meses. Em outubro de 2013, ao fazer novo exame, constatou-se que o tumor havia reaparecido na pelve. Ao ler o resultado gritou angustiada como se tivessem noticiado a sua morte. Chorou, esbravejou, mas resolveu lutar. Para seguir em frente com a batalha, procurou uma cancerologista, que indicou um médico especialista em pelve, em São Paulo. Em dezembro de 2013, iniciou a quimioterapia, muito mais tranquila, porém, sentindo os sintomas inerentes ao tratamento. Sem cabelos e com alguns problemas na pele e, principalmente, com o tumor necrosado, Claudete aguarda pela cirurgia de remoção do tumor. Em todos os momentos foi assistida pelo esposo, que acompanhou toda a luta e sofrimento. aprenDizaDo Por se considerar uma pessoa impaciente e imediatista, trabalhou muito e sempre se dedicou com muito empenho em tudo que se propôs a fazer. Por essas razões, Claudete sofreu demasiadamente com a descoberta, uma vez que o pai e um de seus irmãos padeceram dessa mesma doença. Durante todo o processo, descobriu o quanto a família é importante e como os amigos estão sempre dispostos a dar carinho. “A nossa vida depende de muitos fatores como poder

contar com as pessoas, dividir os problemas. Eu recebi muito carinho, atenção e respeito de todos que comigo se relacionam. Descobri também, que trabalhei demais, que perdi momentos maravilhosos ao lado dos meus filhos. Aprendi a dar valor a coisas que nunca imaginei viver sem, aprendi que eu sou importante como pessoa, que eu preciso ser positiva, alegre e viver como realmente se deve”.

a sucumbir. “Nosso país é dirigido por pessoas incoerentes e que não pensam, em sua grande maioria, em propiciar uma saúde capaz de trazer benefícios a todos”, lamentou. fÉ “É importante viver intensamente, conviver com pessoas que nos trazem coisas boas, acreditar que existe um ser superior que nos dá força, independente da crença, chorar e desabafar sem desistir de lutar. A vida é maravilhosa e nós somos importantes para muitas pessoas. Essa doença pode ser vencida com tratamento adequado e, principalmente, com pensamento positivo, força espiritual e tudo o que as pessoas nos trazem na forma de carinho, oração e descontração. É importante sabermos que hoje estamos nessa situação, mas que existem pessoas que não são portadoras dessa doença e, de repente, estão piores que nós. Somos vitoriosos quando lutamos por uma boa causa!”. novoS poemaS Claudete adorava o seu trabalho e uma das coisas que mais a entristeceu foi quando teve que se afastar das salas de aula. Com isso, novas poesias estão sendo escritas. Os textos retratam o sofrimento e a superação, a dor e a vitória.

Atualmente, utiliza uma cadeira motorizada para circular dentro de casa e faz várias tarefas domésticas, além de artesanato. Na direção, a partir da sua nova realidade, Claudete aprendeu que muitas pessoas não respeitam os deficientes e que as pessoas que não têm condições econômicas para pagar um tratamento de qualidade, estão fadadas

um poema v “Pensei ter ouvido a chuva cair... Ao mesmo tempo uma lágrima despenca vagarosamente pelo canto do meu olho, como se estivesse saindo para passear pelo tempo marcado na minha face. Perambulou pelas preocupações que tive, deteve-se nas decisões que tomei, correu pela alegria marcada na ruga de expressão. A chuva vem para renovar, dar vida, provocar catástrofes... A lágrima vem para demonstrar que a vida pode ter deixado marcas profundas, mas essas marcas só demonstram o quanto somos capazes de enfrentar o sofrimento e a alegria de poder viver intensamente. Que venham muitas lágrimas e deslizem sobre meu rosto hidratando os sulcos provocados pelo sofrimento e que no lugar dele brote só alegria e felicidade!” Claudete Gomes de Mattos

HÁ 12 ANOS COM VOCÊ PRESTIGIANDO GRANDES NEGÓCIOS NO OESTE DA BAHIA

10

Luís Eduardo Magalhães 77 3628 0479 Barreiras 77 3611 1114


Óticas

La vie

RUA PARAÍBA - QD 2 - LT 13 - LOJA 319 - LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

11


COMPORTAMENTO

mulher e mãe: papel essencial para o plano existencial da humanidade

i

ndependente de todo apelo sentimentalista e comercial que nos bombardeia através dos meios de comunicação a todo o momento, o papel da mulher e mãe é importantíssimo para o plano existencial da humanidade. Dentro da linha terapêutica que trabalho, a apometria quântica, a mulher é considerada um ser sublime, responsável por aspectos importantes na manutenção da nossa espécie. Em termos simples e objetivos, a mulher é o relicário primário da alma encarnacional. Acho isso lindo demais, e explico para melhor entendimento: Deus criou o homem e a mulher, os animais e tudo o mais... vou me referir a homem e mulher como humanos dotados de corpo material e raciocínio, afetos e emoções que chamarei de corpo energético e espírito. No momento da criação, Deus dotou a mulher da capacidade de unir a matéria, a parte energética e, ainda, o

espírito que Ele criou lá no início. Isto é fantástico! A mulher, mãe, participa co-criando os seres humanos; ela, a mãe-mulher, é um portal praticamente divino onde é feita a fusão das três partículas divinas, a matéria, a energia e o espírito! Não podemos nos esquecer de que somos imagem e semelhança de Deus e no ato de gerar em si outra vida, a mulher, que eu considero um espírito sublime, senta-se ao lado direito do criador. Afinal, ali, do ladinho, ela pode definir com Ele, em sonhos e desejos, o que quer de melhor para aquele serzinho que está em processo dentro da cápsula placentária que ela carrega em si e nutre com sua energia. É neste momento que eu vislumbro todo o sentimento maravilhoso de doação que as mensagens melosas e puramente comerciais se esquecem de dizer, pois a mãe nutre generosamente aquela vida que lhe foi confiada pelo Criador, com sua própria energia! Há também as mães que não geram, mas entram também no processo de co-criação do projeto humano de Deus. Estas mulheres que não geram, trazem em si, não no útero ou na cápsula placentária, mas no que é chamado de energia (emoções e afetos), o conteúdo que possivelmente aquela mulher que gerou, por motivos múltiplos, não teria. Ambas

têm a mesma importância, energética e espiritualmente falando. Uma traz do universo até nosso planeta e a outra dá condições para que esta vida não sucumba e gere novos frutos. É fantástico tudo isso... Só para não deixar os homens melindrados vai um lembrete: não estou desprezando a energia masculina, mas neste mês é tempo de valorizar a mulher e sua capacidade de ser um portal maravilhoso da graça de Deus que, sem ele, o Plano Divino não se cumpriria. Vou mais além, eu dentro de minhas capacidades mentais, em perfeito estado, assumo que não teria capacidade de gerar em mim uma vida, por isso eu honro, agradeço e venero todas as mulheres que se dispõem a ser este portal relicário da matéria mais sublime do Universo que é uma alma criada por Deus! Felicidade e prosperidade para vocês, que sejam sempre livres para assumir este dom na vida que está dentro de vocês ou em sua capacidade de amar!

Paulo César Dorta de Toledo Filósofo e terapeuta complementar da saúde. Reside em Curitiba (PR) e atende em Luís Eduardo Magalhães mensalmente.

12


Facilidade em comprar, tranquilidade em pagar.

(77) 3628 5900 Rua José Cardoso de Lima, s/n - QD 09 - LT 19 e 20 - Centro CEP 47.850-000 - Luís Eduardo Magalhães/BA

13


REPRODUÇÃO

PESO EM FOCO

EMAGRECEU E AGORA ESTÀ FLÀCIDA? n

ada mais comum do que observar sobra de pele após o tratamento para emagrecer. Essa flacidez é decorrente da diminuição da tonicidade da pele. As áreas mais afetadas são barriga, bumbum, coxas, braços e face. O colágeno e a elastina, que são fibras responsáveis pela sustentação da pele, começam a enfraquecer naturalmente com o passar do tempo e sua intensidade depende de vários fatores, tais como: idade, quantidade de peso perdida, elasticidade da pele, nutrição, tabagismo, fatores genéticos, gestação entre outros. Porém, as causas da flacidez não param por aí, sedentarismo, alimentação inadequada e exposição ao sol em excesso também podem fazer com que uma pessoa saudável se torne

14

flácida no futuro. De acordo com a dermatologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ediléia Bagatin, "um fato curioso é que a flacidez atinge mais mulheres que homens”. A dermatologista explica que a incidência é maior no sexo feminino por questões hormonais. Devido aos hormônios, também, é que a pele fica mais flácida após a menopausa. Um dos passos mais importantes a se tomar para diminuir a flacidez do corpo é balancear a alimentação. Maior ingestão de frutas e verduras de cor laranja e vermellha. Esses alimentos são ricos em vitamina C, essencial para a beleza da pele. Outro produto que pode ajudar a combater a flacidez é a gelatina, que possui colágeno, proteína necessária para manter a firmeza da pele, ou pode-se

optar pelo colágeno em cápsulas ou em pó, encontrado em farmácias de dispensação ou manipulação. Caso a flacidez já esteja evidente é necessário, além das recomendações já citadas, fazer exercício físico e de acordo com profissionais da área de educação física, a atividade mais adequada é a musculação, pois esta atividade enrijece os músculos e tonifica a pele, fazendo com que a flacidez vá embora. "Quanto mais tempo de treino e mais peso a pessoa conseguir levantar, maior será o tônus muscular". E como uma farmacêutica de plantão não posso deixar de ressaltar que os cremes hidratantes também são grandes aliados no combate à flacidez. JAQUELINE SUSAN DE NARDO

FaRMaCÊUTiCa E BioQUÍMiCa CRF 5449


"Comecei a ganhar peso descontroladamente após a gravidez, até fazer um exame e constatar que estava com hipotireoidismo. Na mesma hora comecei a tomar medicamentos que fizeram com que eu parasse de engordar, mas não emagrecer. Foi quando conheci o Programa 7 Semanas. Resolvi tentar e deu certo. Hoje estou satisfeita com o resultado e, com toda certeza, mais feliz.

NATHALIA BORTOLOZZO FREITAS, 19 ANOS

EMAGRECEU 15kg

EMAGRECEDOR 7 SEMANAS

77 3639.0024 | 9965.0832 Luís Eduardo Magalhães Multifarma e franquia na Rua são Francisco (em frente ao supermercado ideal) Barreiras - ao lado da insinuante (Já em funcionamento)

15


Cuidando da saúde e bem-estar da sua família para você viver cada vez melhor.

Fundada por um pequeno grupo de médicos, a Clínica São Camilo acredita, acompanha e contribui para o crescimento de Luís Eduardo Magalhães. Ao longo de 11 anos, sua consolidação – como uma instituição referência em saúde – foi inevitável. Serviços de excelência e qualidade com médicos especialistas em diversas áreas, além de ser a única unidade privada com plantão 24 horas, fazem da Clínica São Camilo, a preferência das famílias da cidade e da região Oeste em busca da restauração e, também, da manutenção da saúde, com serviços

de pronto-socorro, internações, cirurgias e exames laboratoriais e de imagem. O maior complexo hospitalar da cidade é destaque na qualidade e eficiência em exames clínicos. Atualmente, conta com mais de 80 profissionais, entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos, bioquímicos e demais colaboradores.

Rua Piauí - Qd 77 Lt 24 – Centro - Fones: (77) 3628-0011 / 3628-0197 / 3628-5305

16


A S e S d a NBOrasilid

E se tivéssemos sido tetra em 1982?

C

onsiderada a seleção dos sonhos, a formação brasileira que atuou na Copa de 1982, na Espanha, e que foi eliminada pela Itália, no chamado “desastre do Sarriá” (nome do estádio em Barcelona onde o Brasil perdeu por 3 a 2), é até hoje decantada como uma das melhores que nos representou nos 18 mundiais de futebol. A palavra é dos saudosistas, como eu, que viram o Brasil erguer dois títulos após a tragédia comandada por Paolo Rossi, que marcou três gols contra os brasileiros na fatídica tarde de 5 de julho, há quase 34 anos. Quem acompanhou ao menos uma das três primeiras conquistas da seleção canarinho é enfático: o grupo de 1982 não devia nada aos vencedores das Copas de 1958, 1962 e 1970. Exagero se for levado em conta que as equipes campeãs contavam com Pelé, Garrincha, Vavá, Nilton Santos, Bellini, Gerson, Carlos Alberto Torres, Rivelino, Tostão. Isso só para citar os que vieram à memória deste colunista enquanto escreve às pressas. Ninguém tem o dom de adivinhar o futuro e muito menos o de visualizar o que seria possível acontecer de forma contrária aos fatos registrados na vida real. E se Getúlio Vargas não tivesse se suicidado? E se o homem não tivesse pisado na Lua? E se o Brasil tivesse ganho a Copa de 1950? E se Lula tivesse vencido Collor nas eleições de 1989? O que temos, no máximo – e que nos deleitamos em projetar -, são meras suposições. Mas no campo das possibilidades, por que não sugerir o que teria acontecido com nosso futebol, com os rumos do

Luciano Demetrius É jornalista. É assessor de imprensa no Ministério da Saúde, em Brasília. Na região Oeste da Bahia atuou nos jornais Oeste Semanal (Luís Eduardo Magalhães) e Jornal do São Francisco (Barreiras). E assume que sonha em ver a bola cabeceada por Sócrates passar a linha do gol e fazer o Brasil empatar com a Itália por 3 a 3.

Brasil ou até com nosso cotidiano (e destino) se a seleção dos sonhos formada por Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Edinho, Éder, Batista, Toninho Cerezzo, Oscar, Paulo Isidoro tivesse erguido o caneco? Os governantes, ainda militares, não fariam uso da conquista tal qual 1970 para desviar a atenção do público diante de uma crise econômica provocada pela dívida externa e inflação galopantes? O então presidente João Batista Figueiredo não demoveria da ideia de não sediar a Copa, em 1986, e não aceitaria realizar o mundial por aqui? O Brasil não estagnaria na conquista de títulos e, quem sabe, não estagnaríamos no tetra até hoje? O futebol não deve servir de parâmetro para sugerirmos mudanças nos rumos da história, mas muitos comandantes da política e da economia certamente fazem uso do esporte para driblar o que lhes convém. E nada melhor do que uma conquista para ofuscar um fiasco. Voltando à realidade, a meu ver, a conquista do tetra já em 1982 nos faria hexa em 2002. O título coroaria o futebol arte. A abertura política e o retorno da democracia teriam acontecido devido à insatisfação popular pelos abusos do regime militar. O que mudou, apenas, foi que temos um lugar vago na sala de troféus. Suposições não têm embasamento científico. Logo, são tão eficientes quanto o chá da vovozinha para substituir tratamento médico. Ou tal qual a seleção dos sonhos de 1982, que encantou, mas não ergueu o troféu.

UNOPAR Venha estudar na maior universidade de ensino a distância do Brasil. Cursos reconhecidos PELO MEC. DIPLOMA igual ao do presencial. AULAS AO VIVO via satélite.

Mais informações em Luís Eduardo Magalhães www.gacea.com.br

77 3628 5370 AGORA TAMBÉM COM EDUCAÇÃO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO

17


A

Botica Farmácia de Manipulação, fundada em 30 de outubro de 2005 pela farmacêutica-bioquímica Elaine Marcoti, está prestes a completar nove anos de existência, firmando-se cada vez mais completa com produtos de qualidade e buscando sempre o equilíbrio entre manipulação, meio ambiente e consumidor. O trabalho com ética, a responsabilidade ao manipular, a atenção farmacêutica personalizada, a utilização de matérias-primas de excelência, a procura pelos melhores fornecedores do mercado magistral e a preocupação com o meio ambiente são características marcantes da empresa. A preocupação com o meio ambiente vem desde o início, pois A Botica recebe de volta todas as embalagens plásticas e as envia para a reciclagem. Dessa forma, faz a diferença e o meio ambiente agradece. Referência em manipulação no município, A Botica também trouxe mais acessibilidade ao cidadão luiseduardense para esta tendência mundial, tendo em conta que o produto manipulado chega a ser de 30% a 50% mais barato do que aqueles de marca. Vale a pena fazer um orçamento na farmácia de manipulação. Você vai se surpreender! A Botica conta com grande linha de cosméticos das marcas ADCOS, NATUPELE e AVENE, além de produtos diets e lights para diabéticos, fitoterápicos, chás, emagrecedores, uma linha exclusiva para atletas, termogênicos, aceleradores do metabolismo, queimadores de gorduras localizadas e suplementos para definição de massa muscular. Também trabalha com produtos do Laboratório Sanavita, Flores e Ervas, Almeida Prado, Apis Flora, Laboratório Klein e outros, sempre trazendo qualidade para a vida de seus clientes.

77 3628-3053 Rua Pernambuco n° 211 - Centro Luís Eduardo Magalhães - BA - CEP: 48750-000 Curta a nossa página do Facebook: A Botica

18


SAÚDE

mais saúde para a melhor idade

L

uís Eduardo Magalhães e Oeste baiano receberam mais um importante reforço na área de saúde, em especial, a terceira e melhor idade que, na região, ainda carece de melhor acompanhamento. Agora não é preciso mais se preocupar, nem se deslocar aos grandes centros em busca de atendimento médico. Dr. Américo Peixoto de Carvalho Neto acaba de chegar à região Oeste, formado em medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Especialista com Residência Médica em Clínica Médica e Geriatria pelo Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG/AMB). Em Luís Eduardo Magalhães, está atendendo na Clínica São Camilo, em Luís Eduardo Magalhães, com intenção de estender o atendimento para outros municípios. Em entrevista à Revista Stylo, o profissional – que chama a atenção pelo carinho e dedicação voltados para o cuidado com a melhor idade – responde perguntas de interesse para este público alvo. Acompanhe. como DeSpertou o Seu intereSSe pela Geriatria? Eu sempre tive uma relação muito especial com meus avós e tenho neles meus ídolos, apesar de não serem mais vivos. E a partir desta relação sempre me chamou atenção a pessoa idosa, sua forma de respeitar o próximo e as raízes, além do caráter. No mundo em que vivemos, onde se perde muito facilmente os valores, isto é de grande valia. E com este interesse especial, já entrei na faculdade de medicina sabendo que queria ser geriatra, pra tratar e ajudar no cuidado de nossos idosos, como se cada um deles, representasse os meus avós. o que realmente um mÉDico eSpecialiSta em Geriatria faz? O geriatra é o especialista na saúde da pessoa idosa. Ele vê o idoso globalmente através da Avaliação Geriátrica Ampla, com consultas e visitas domiciliares - as mais completas e possíveis em que abordamos as questões socioeconômicas e familiares do idoso, o lado psicológico, cognitivo, funcional, a nutrição, atividades físicas, autonomia, promoção da saúde, além de realizar o manejo das doenças agudas e crônicas que afetam o idoso. O geriatra tenta sempre maximizar,

na medida do possível, a independência funcional e a qualidade de vida do idoso e caracteristicamente trabalha com equipes multiprofissionais, visando sempre o bem -estar do paciente. qual a importÂncia Da peSSoa que cheGou À terceira iDaDe Ser aSSiStiDa por um Geriatra? É justamente por encontrar ali um profissional que estudou e se especializou na sua saúde. O idoso é uma população muito complexa, heterogênea e que tem o corpo diferente dos mais jovens, ocorrem alterações em todos os sistemas do organismo, mudando muitas vezes os tipos de remédios que podem ser dados, as dosagens e as interações entre várias medicações, já que muitos necessitam de vários remédios, a maneira de lidar com as doenças específicas para a idade etc. E o geriatra se aperfeiçoa nestas questões próprias ao envelhecimento. Uma vantagem que sempre vejo é o idoso ter no geriatra um gestor da sua saúde, como os “médicos da família” de antigamente, o que evita ficar passando em vários especialistas, vários exames, com várias receitas, o que gera muitas vezes mais riscos do que benefícios para o paciente. E sempre que precisa do colega especialista em alguma área mais específica, o próprio geriatra prontamente encaminha ou pede uma opinião ao colega, em prol do paciente. De que forma avalia a SaÚDe Da terceira iDaDe atualmente, no contexto nacional – que aponta para um aumento Da expectativa De viDa? A população está envelhecendo, o brasileiro está vivendo mais. E não podemos encarar isso como um peso, isto é uma das grandes vitórias da humanidade. No século passado não se conhecia um dos quatro avós, hoje a criança que nasce conhece os quatro. Hoje no Brasil temos mais de 20 milhões de idosos e, em 2050, este número deve ultrapassar os 60 milhões. Temos que preparar a sociedade para esta realidade e devemos focar na construção de políticas públicas direcionadas ao idoso. Hoje a saúde do idoso tem muitos problemas, como a saúde em geral no país, mas podemos melhorar, com políticas públicas adequadas, educação e formação de profissionais habilitados a cuidar do idoso, com promoção da saúde,

Dr. Américo Carvalho construção e estruturação de hospitais e programas próprios para o idoso, entre outras ações. Envelhecer não é doença, pode sim aumentá-las, mas temos que fazer o possível para promover o envelhecimento saudável. De que forma o Seu trabalho vai contribuir para a qualiDaDe De viDa Do iDoSo na reGião oeSte Da bahia? O Brasil tem poucos geriatras e a maioria se concentra no Sul e Sudeste do país. A Bahia é um dos três estados que têm mais idosos e centenários no Brasil e, sabendo disso, agradeço o desafio e a oportunidade de ajudar a cuidar destes idosos. Venho com minha pequena contribuição, querendo somar. Mudei de Goiânia para Luís Eduardo Magalhães e em pouco tempo de trabalho aqui já me deparei com excelentes profissionais nas diversas áreas da saúde e fico muito feliz com isso. E junto com estes profissionais quero acrescentar e trabalhar cada vez mais para o crescimento da Saúde, da Medicina e da Geriatria do Oeste baiano. Se conseguirmos, estaremos contribuindo para a qualidade de vida desta população, já que a saúde está diretamente inserida neste contexto. onDe aS peSSoaS intereSSaDaS em atenDimento poDem buScar por informaçÕeS? Neste início estou atendendo em consultório de Geriatria e também de Clínica Médica. Pretendo também, em breve, atender em Barreiras. ATENDIMENTO NA CLÍNICA SÃO CAMILO, EM LUÍS EDUARDO MAGALHÃES Rua Piauí - Qd 77 Lt 24 - Centro Fones: (77) 3628-0011 / 3628-0197 / 3628-5305

19


20


21


Bem-estar dos seus pés A podologia é a ciência que tem como principal foco, o estudo profundo dos nossos pés. O podólogo é um profissional que atua na área da saúde e sua formação lhe dá competência para tratar de casos em diferentes níveis de patologias. Conhecimento, atualização e, principalmente, estudo, são os principais aliados do podólogo no decorrer da profissão. Preencher a ficha e a anamnese, saber lidar com calos, calosidades, verrugas plantares, unhas encravadas, fissuras e micoses, verificar a marcha, confeccionar anteparos, fazer teste de sensibilidade e orientar os clientes sobre medidas de prevenção, são atribuições do podólogo que devem ser exercidas com profissionalismo e dedicação.

TRATAMENTOS COM LASER NA PODOLOGIA

Um dos problemas mais antigos e difíceis de cuidar e tratar - a micose de unha - agora tem um novo tratamento com excelentes resultados: o laser terapêutico. Quem não conhece alguém que tem? Até mesmo você, que está lendo agora esta informação, pode ter! Pois agora uma nova tecnologia chegou para ajudar neste tratamento com ótimos resultados. Procurando oferecer serviços e tratamentos cada vez mais eficazes, a Podologia está sempre procurando novas técnicas e equipamentos que possam ser utilizados nesta área e, com isso, a grande novidade foi à descoberta do laser terapêutico. Apesar de estar sendo usado há anos na medicina, só recentemente comprovou-se que o laser tem grande importância quando aplicado na cicatrização de feridas, inflamações decorrentes de unhas encravadas, frieira e, também, tratamento para unha com micose.

A APLICAÇÃO DO LASER PROVOCA DOR?

O uso do laser não é sentido pelo paciente, já que sua potência é baixa. Por isso não esquenta, não arde, não dói, não causa prurido e nem traz nenhum desconforto. Com isso, deixamos bem claro que não se trata de um laser cirúrgico, mas

22

REPRODUÇÃO

BELEZA

sim de um laser terapêutico. O laser de baixa potência acelera o processo de mitose das células e por isso estimula a desinflamação e a cicatrização, diminuindo também a dor.

BENEFÍCIOS DO LASER NA PODOLOGIA

- Diminuição da dor na hora do tratamento da unha infeccionada (Analgesia) - Anti-inflamatório - Diminui o inchaço e vermelhidão - Previne inflamação e combate, pois estimula rapidamente a regeneração celular - Excelente cicatrização - Diminui os retornos para curativos - Combate fungos e bactérias

TRATAMENTOS:

- Frieira - Micose nas unhas - Unha infeccionada - Rachaduras no calcanhar - Verruga Plantar - Pés Diabéticos, entre outras.

■ TRATAMENTO DE CaLos, CaLosiDaDEs, VERRUGas E CRaVos. ■ ÓRTESES PARA CoRREÇÃo DE UnHas EnCRaVaDas. ■ REFLEXOLOGIA - UnHas EnCRaVaDas E inFLaMaDas ■ TRATAMENTO DE MiCosE (FUnGos nas UnHas) ■ FISSURAS (RaCHaDURas Dos PÉs) ■ TRATAMENTOS A LASER

enas p a nto ada e m i d rc Aten hora ma com COntatO

77 9904.3444 Adriana Santos da Mota Podóloga, esteticista e massoterapeuta formada em 1994, em Uberlândia (MG), com especialização em Podologia Esportista, Podologia Infantil, Podologia da Terceira Idade e Laserterapia. Formada em Administração e acadêmica de Serviço Social e tecnóloga em Segurança do Trabalho. Em 1997, abriu a primeira clínica de estética na cidade, que funcionou por 15 anos. Mais tarde, em virtude de problemas de saúde, teve de encerrar as atividades, mas sempre pensando em manter uma empresa de estética. Adriana é proprietária do Centro de Podologia Espaço dos Pés, espaço recém-inaugurado no município.

avenida Brasília, QD. 04 LT. 08 (ao lado da Clínica Via oeste) - Luís Eduardo Magalhães/Ba

EM BREVE; EM noVo EnDEREÇo. RUa CÂnDiDo PoRTinaRi, nº 816 - BaiRRo JaRDiM PaRaiso


REPRODUÇÃO

Serviços • • • • • • • • • • • •

Corte Escova Manicure Hidratação Depilação Corporal Mechas Penteados MAKE Maquiagem definitiva Modelagem Corporal Pressoterapia Rejuvenescimento

Tecnologia Europeia Visite sem Compromisso.

Claudia studio hair

77

3628.5664 / 9963.7173

Rua Cândido Portinari Nº 256 Jardim Paraíso - Luís E. Magalhães/BA

23


Alergia a

esmaltes:

saiba como evitar e continuar com unhas lindas

A

Esmaltes hipoalergênicos disponíveis no mercado:

Ellen Gold

lém de deixar as mãos mais bonitas, os esmaltes também podem proteger as unhas de agressões externas. grande paixão feminina, os esmaltes não são tão inofensivos quanto aparentam e podem causar alergias. A alergia a esmaltes pode aparecer em todas as fases da vida, especialmente na adulta. Muita gente imagina que a alergia a esmaltes afeta somente as unhas e a mão. Por esse motivo, quando as pessoas sentem olhos e rosto coçando e inchando, não sabem detectar de onde vem o problema. Em caso de sintomas deste tipo, é importante procurar um especialista e fazer um teste de contato com as substâncias alergênicas. os principais causadores de reações alérgicas são o formaldeído, o tolueno e alguns pigmentos e conservantes presentes na composição desses produtos. As pessoas podem desenvolver alergia ao cosmético, repentinamente, sem aviso prévio. E não são somente os esmaltes coloridos que causam reações: bases incolores e coberturas

também contêm tolueno e formaldeídos, e podem provocar quadros alérgicos. Se você é ou conhece algum alérgico, vale lembrar que é possível não abrir mão da vaidade e desfilar com unhas pintadas e bem feitas. A melhor maneira de prevenir os sintomas causados pela alergia é apostar no uso de esmaltes hipoalergênicos, ou seja, livres de tolueno, formaldeído e dibutilftalato (DBP). Algumas pessoas ficam anos sem pintar as unhas por não saber que poderiam usar alguns esmaltes, por falta de informação. Atualmente, a maioria das marcas importadas e algumas nacionais já retiraram as substâncias mais alergênicas de toda sua linha de esmaltes, possibilitando às alérgicas escolherem entre várias opções de cores, seguindo a moda sem colocar a saúde em jogo.

Milani

Star Vie

Revlon

Two One One Two

Star Nail Polish

Orly

Nyx

Bourjois

Hits

BU

Nubar

Alfapart

Débora Francisco. Formada em Turismo pela instituição de Ensino Superior de Brasília (iESB) e Administração de Empresas pela Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira (FAAHF). Sócia-proprietária da Dedo de Moça Esmalteria.

RuA PiAuÍ nº 516 - CEnTRo (Ao LADo DA óTiCA DA FÁBRiCA)

24

Maybelline

Top Beauty

(77) 3628.2637 / 9989.0112


greice Kelly Fontana Klein para

25


REPRODUÇÃO

MODA

o inverno está aí. escolha o seu estilo!

O estilo Bohemian, ou Boho, é uma mistura de estilos com origem no movimento hippie, marcado pela leveza, conforto, simplicidade e glamour. Pela descrição pode parecer desleixado, mas na verdade é despojado, muito luxuoso e elegante sim! O estilo Bohemian é marcado pelo mix de tecidos, texturas e acessórios. Escolho o estilo boho (bohemiam chic) para

26

o dia, que particularmente adoro. No folk boho, temos os vestidos leves e esvoaçantes que combinam com nosso clima baiano, as calças flare com blusas de floreado miúdo e batas e a skinny com tricôs leves e de modelagens variadas, com pontos maiores e elaborados detalhes. Bom levar aquele velho e bom moletom na bolsa. No sul do Brasil, diferenciado pelos acessórios de frio e seus casacões, mantas, luvas, botas, chapéus e muito couro, a palavra chave é conforto. Para a noite, aposte no folk opulento, os mesmos vestidos leves e esvoaçantes em chifon, sedas, crepes e cetins, brilhos, bordados intrincados, coloração de tons, aviamentos luxuosos para ter efeito impactante de ultrafeminilidade com riquezas do artesanal. As cores são vinho, rosa blush e nuances de lilás, roxo e rosa, cinza mesclado, vermelho, cobalto, oliva. Como disse Vera Wang sobre sua coleção inverno 2015: “... A Mulher mais feminina e romântica que se cobre com capa e capuz totalmente bordados em contos de fada que unam realidades...”. Sua coleção desfilada é lindíssima!!! Nos acessórios, o mesmo pensamento universal: chapéus para homens e mulheres; óculos de sol; anéis maxi, anéis mínimos em vários dedos, colares longos, maxi brincos, bolsas de mão com riqueza de detalhes, bolsas tiracolo menores, botas até o joelho, sandálias e sapatos de saltos mais grossos. É isso: faça uma bela arrumação no armário e pince o que já tem para combinar com o que falta. Até a próxima!

CoNHeçA o ATeLier

Patrícia Villeroy

n

este mês de maio seria óbvio falar de noivas. Escolhi o inverno. O conceito é amplo e faz parte do inconsciente coletivo entre criadores. Cada um faz sua moda e escolhe sua inspiração e por isso o moderno seria dizer que o principal é cada um ter seu estilo pessoal e adaptar ao que mais combina consigo dentro de todas as escolhas. Resumindo, tem muitas opções nesta estação que nos leva às cidades de serra e nos faz pensar em vinhos e comidinhas em frente a uma lareira. As tendências mais mostradas estão aqui: ● Onças e leopardos mais discretos e repaginados ● Alfaiataria ampla ● Calças flare (boca de sino) ● Skinny que continua em looks mais rock. ● Quadriculados estilizados ● Riqueza de detalhes “contos de fada” ● Franjados ● Tricôs ● Opulência folk ● Vestidos leves anos 70 ● Referências dark e rock

● Acessórios e vestidos de festa artesanais com estilo Boho chic ● Acessórios de Noivas FoNe: (77) 9972.5253 E-mail: patriciavilleroy@ ig.com.br Luís Eduardo Magalhães - BA


&

Alexandre Júnior Meassi Mona Lisa Carvalho Nunes Dia dos Namorados O tempo é muito lento para os que esperam Muito rápido para os que têm medo Muito longo para os que lamentam Muito curto para os que festejam Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

Books Especiais 77 8105 2729 (VIVO) 9131 7347 (TIM)

27


Felipe & EM DESTAQUE

28

Fernanda


n

ascido em Três Passos (RS), Felipe Davi Schwengber é técnico agrícola e administrador em Agronegócio, formado na primeira turma do curso em Luís Eduardo Magalhães. Atualmente, administra juntamente com seu pai, as propriedades da família, onde cultivam soja, milho e feijão em sequeiro. Mesmo se dizendo um produtor de pequeno porte, Felipe acredita que os negócios não devem ser geridos como uma pequena empresa familiar. Por isso está sempre atento às informações do mercado de commodities e procura acompanhar todas as atividades. “Sou de uma geração privilegiada, pois temos fácil acesso às fontes de conhecimento, à tecnologia e aos financiamentos. Meu pai e meus tios não tiveram nada disso quando chegaram à região ainda no início dos anos 80”, destaca. É com a namorada Fernanda Peixoto da Luz, engenheira formada pela Universidade Federal da Grande Dourados (MS), que Felipe troca experiência e conhecimento. Natural de Campo Grande, Fernanda vem de uma família de pecuaristas na região sul do Mato Grosso do Sul. Escolheu o Oeste baiano – onde já está há quatro anos - em busca do crescimento profissional e pessoal e pelo fato da região estar em constante crescimento agrícola. Hoje atua como representante técnica comercial em uma empresa especializada em nutrição e proteção de plantas. “Fico feliz e me sinto realizada em poder contribuir, aprender e agregar aos produtores da região, pois são de fundamental importância. Produzir alimento é uma arte para poucos”, disse Fernanda.

FICHA TÉCNICA PRODUÇÃO

MAKE UP

FOTOGRAFIA

29


“T EXPORTE & LAZER UD OS V I OE T M AR OR TIGOS ESP PES CA E CAMPING.”

Saúde e Beleza em Harmonia

REPRODUÇÃO

Estaremos presentes na FELEM durante o período da Bahia Farm Show.

Estação do Mar m o d a pr a i a e f i t n e s s

Rua Pernambuco, s/n, QD 43 LT 01 - Centro (ao lado dos Correiros) Luís Eduardo Magalhães - Fone: (77) 3628-2188 - E-mail: olympicaesporte@hotmail.com

30


COLUNA SOCIAL

Homenagem da Wizard pelo Dias das Mães Uma tarde animada para as mamães da Wizard. Este foi o objetivo de uma parceria entre a escola de idiomas e a marca de cosméticos Mary Kay, para homenagear a todas pelo Dia das Mães. Durante o encontro, foram presenteadas com sessão de maquiagem e cuidados com a pele.

Um ano da Décorer Para comemorar o primeiro ano de atuação da Décorer - loja que é um mimo em Luís Eduardo Magalhães -, a proprietária Lillian Accioly promoveu, em grande estilo, o Brunch do Dia das Mães. Em uma tarde animada, reuniu amigas, clientes e parceiras profissionais para integração e, também, para trocar ideias sobre as novidades que surgem a todo o momento em arquitetura e design de interiores. O encontro aconteceu nas dependências da loja e contou com sorteio de brindes para as convidadas presentes.

31


&

evento

“mulher de Sucesso”

Evento da Racco Cosméticos reuniu dirigentes e consultoras da marca

u

m grande evento: “Mulher de Sucesso “. Este foi o tema do encontro promovido pela Racco Cosméticos de Luís Eduardo Magalhães, no dia 03 de maio, nas dependências do Hotel Porto Center, para consultoras e dirigentes da marca. O evento teve como objetivos, a valorização e homenagem da consultoras e dirigentes, a capacitação sobre produtos e seus benefícios, a apresentação de lançamentos da campanha do dia dos namorados e proporcionar um momento de integração e lazer. Durante toda a tarde, as profissionais participaram de uma programação especial que contou com palestra sobre a marca, homenagens, desfile, sorteio de brindes e coquetel. Presentes ao evento, o casal de

32

diretores, Lucimar e Fátima Camilo, da regional de Brasília. Lucimar ministrou a palestra sobre a linha alimentícia "Life", abordando os benefícios de cada um dos produtos. Fátima falou sobre a missão, valores e sistema, deu ânimo às consultoras falando de autoestima, de sua história e de como a Racco foi responsável pela transformação pessoal, profissional e financeira. Em seguida, a diretora Fátima, acompanhada da promotora de Luís Eduardo Magalhães, Liliam Ester Baumgartner, fez a entrega de certificados às dirigentes de 5, 10 e 15 anos de companhia, a homenagem para as dirigentes Super Top e consultoras de destaque. O público também acompanhou o desfile com produção da equipe Racco. As modelos

desfilaram a coleção outono inverno da loja Jenyfer Fashion, com direção de Josi e produção de Tayane Paulo (maquiadora) e Patricia Moura (cabelo). Todos os presentes participaram de sorteio de brindes, patrocinados pela Racco e também pela loja que cedeu as roupas para o desfile. Em seguida, desfrutaram de um coquetel oferecido pela Panificadora Doce Paraíso. A entrada do evento para cada convidado foi um chocolate. A arrecadação foi revertida para os projetos Cidadão do Futuro e Casa de Passagem – Projetos desenvolvidos pela Associação dos Moradores do Aracruz (AMA). Obrigada a todos que participaram e, também, à Gráfica Corujinha, que patrocinou os convites para este grande evento.


5 Anos de Racco

TEXTO/FOTOS: REVISTA STYLO

10 Anos de Racco

Destaque em comprometimento com eventos

15 Anos de Racco Ione Biegas, Divanilde dos Anjos e Elisa Makio Souza

Destaque Em Propostas Floresnete dos Santos Nelsi dos Reis

Desfile

Sorteio de brindes e homenagens

Cledimar Belem

Destaque em vendas

33


COLUNA SOCIAL

CASAMENTO

Fábio & Danielly

Fábio Messias Fiuza e Danielly Silva Figueiredo aproveitaram o início deste mês - que é também o mês das noivas - para trocar alianças. A confirmação do SIM foi um acontecimento memorável, em Luís Eduardo Magalhães, quando foram abençoados pelos familiares e amigos. Ao novo casal, muitas felicidades!

34


aniVERsÁRio

GELSOn FOntana

SOCIAL

Gelso Fontana comemorou no último domingo, dia 18 de maio, o seu aniversário de 72 anos de idade que, neste ano, tem um sabor diferente e especial. Este ano comemora 36 anos de vivência no Estado da Bahia e, também, de 50 anos de casamento. O dia foi festejado em sua residência, onde passou ao lado de familiares e amigos, que desfrutaram do bom e tradicional churrasco.

35


36


Douglas

Rebequi

O CAMINHO TRILHADO DO ESPORTE À GESTÃO FINANCEIRA

EM DESTAQUE

Como a vivência nos esportes desde a infância moldou as características necessárias para a gestão financeira em uma grande empresa antes dos 30 anos.

G douglas.rebequi.3

aúcho de Passo Fundo, formado em Administração de Empresas e com nove anos de experiência em vendas, administração, marketing e finanças, Douglas Rebequi é um dos exemplos do novo perfil de gestores que tem conquistado cargos importantes nas empresas brasileiras: jovem, motivado e sempre em busca de novos conhecimentos. Atuando como gerente financeiro e administrativo da Terramac Empreendimentos Imobiliários, empresa de destaque na construção civil e no mercado imobiliário de Luís Eduardo, ele atribui muitas das suas características profissionais à sua proximidade com os esportes desde a infância. “Sempre pratiquei esportes, do futebol ao atletismo. Essa vivência me ensinou valores e hábitos importantes para a minha vida profissional, como a autoconfiança, disciplina e trabalho em equipe. No dia a dia da empresa é necessário não ter medo de inovar e, para isso, a autoconfiança é o grande diferencial. A disciplina exerce extrema importância na área financeira, onde é fácil se perder no meio de tantos números. E o trabalho em equipe é o que realmente faz a empresa crescer e prestar um serviço de qualidade. Saber gerenciar diferentes personalidades é um desafio diário e no esporte se aprende muito bem a agir como um grupo.” O pensamento de Douglas traduz o que grandes consultores de RH de todo

o Brasil têm percebido. Profissionais que sabem conciliar vida pessoal e profissional têm tido maiores resultados em suas atividades. “Atualmente faço academia todos os dias e esta é uma hora sagrada. Além de cuidar do corpo e da saúde, é neste momento que toda a pressão do dia a dia some e minha mente clareia para enfrentar um novo dia na empresa. Afinal, o resultado do trabalho vem de 1% inspiração e 99% transpiração.” Cursando o MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria da Fundação Getúlio Vargas pela FAAHF, Douglas considera essencial a constante capacitação profissional. “Além do MBA, estou sempre em busca de informação através da leitura de jornais e revistas. Estar desatualizado é um grande erro em qualquer situação.” E o que jovens profissionais como Douglas buscam no mercado de trabalho atual? “Esse perfil de novos profissionais busca tanto reconhecimento profissional como um bom retorno financeiro do seu trabalho. Empreendedorismo também é um valor importante para qualquer empresa que queira atrair os talentos do mercado. Empreender não é apenas ser dono do próprio negócio, mas estar em um ambiente que dê espaço para o profissional inovar e criar. Além disso, dinamismo no dia a dia e desafios constantes estimulam os jovens a buscar sempre a excelência nas suas tarefas”.

37


38


GUIA DE NEGÓCIOS

S

39


GUIA GASTRONÔMICO

Restaurante & Lanchonete Feijão Tropeiro O melhor feijão tropeiro de segunda à sexta você só encontra no Restaurante & Lanchonete Feijão Tropeiro. Aos sábados, servimos feijoada em porções. Também trabalhamos com marmitex. O serviço pode ser contratado pelo tele-entrega. Entregamos para fazenda, construtora e domicílio. Experimento o sabor do melhor feijão tropeiro.

Pizzaria Forno à Lenha A Tradicional Pizzaria Forno à Lenha foi reaberta e você já

REPRODUÇÃO

pode saborear as deliciosas pizzas e calzones no mesmo espaço amplo e acolhedor que só a Churrascaria Tradição oferece. Funciona apenas para o jantar. Estamos localizados à Rua Ipê, 97, no bairro Jardim Primavera, aos fundos da Agrosul. Não deixe de fazer suas refeições na churrascaria que já é Tradição em Luís Eduardo Magalhães e, agora, como tudo acaba em pizza, suas noites não seriam diferentes. Ela voltou com a mesma TRADIÇÃO.

Todas as terças e quartas 2 pizzas grandes + 1 refrigerante de 2 litros no balcão.

R$ 45

Tele-entrega (77) 3628-2298 / 9971.2298 / 9172.9998

40

Rua Paraná (anexo ao Bar e Bola - Centro - Luís Eudardo Magalhães/BA

,00 *reFriGerANTe DiSPoNÍveL No DiA


A Panificadora e Restaurante Delícia é a melhor escolha para realização de todas as suas refeições no período da Bahia Farm Show. Para o café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, não deixe de nos procurar. Aceitamos encomendas para festas, aniversários, coffee break e confraternizações.

Restaurante e Panificadora

Variedade de produtos, bom atendimento e preços promocionais! Delícia, a tradição de fazer o melhor!

Rua Paraíba, 226, Centro Luís Eduardo Magalhães - BA Telefone: 77 3639-0337

41


No período da Bahia Farm Show, venha desfrutar de todo o sabor da gastronomia brasileira, italiana e de outros países. Restaurante O Casarão, a sua melhor experiência gastronômica em Luís Eduardo Magalhães.

O RESTAURANTE

CASARÃO Av. Octagonal 223 – Jardim Imperial Luís Eduardo Magalhães (Na rotatória da Câmara Municipal de Vereadores)

42

77 9150 8455 (TIM)

77 9963 0816 (VIVO)

77 8108 5282 (CLARO)


GUIA IMOBILIÁRIO

viver em conDomínio?!

A

grande tendência do mercado imobiliário brasileiro segue em direção aos condomínios fechados. São uma realidade para investidores que visualizam um ótimo negócio e para inúmeras famílias que procuram segurança e tranquilidade. Há alguns anos essas famílias encontram nos condomínios fechados, características que mesmo os bairros mais tradicionais não têm mais como oferecer. A escolha realmente é pessoal e depende de muitas variáveis e necessidades, tais como: localização, área de lazer, segurança, privacidade e conforto. Além da possibilidade de construir a casa dos sonhos, os condomínios fechados oferecem uma série de vantagens para quem opta por um lote ou uma casa em um destes empreendimentos. Com muros altos, segurança 24 horas e sistemas de câmeras em locais estratégicos, os condomínios são uma resposta ao aumento da criminalidade. Como muitos consideram morar em casa mais perigoso e vulnerável, morar em um condomínio fechado passou a ser uma boa opção considerável. Uma boa vantagem é o custo beneficio, que na maioria das vezes as taxas de condomínio são bem mais inferiores que o que seria pago se morasse em um edifício de alto padrão mais no centro da cidade. Por exemplo, a taxa do condomínio de um apartamento chega a ser 10x maior do que o custo de um condomínio horizontal. Para concluir, diante da necessidade de um mundo cada vez mais sustentável, em muitos condomínios fechados há grandes áreas de preservação ecológica, onde os moradores podem entrar em contato com o verde e respirar um pouco de ar puro.

REPRODUÇÃO

Marcos César Oliveira Imobiliária Chapadão

43


44


45


46


47


Bella

3628-2717 Vista �77�� 9151-5622 Imóveis �9924-4899 �77��� �77���

REDE DE ÁGUA E ENERGIA ELÉTRICA DRENAGEM PLUVIAL REDE DE ESGOTO 100% ASFALTADO LOCALIZAÇÃO PRIVILEGIADA

(PRÓXIMO AO HIPER SANTO ANTONIO)

Central de Vendas Bella Vista Imóveis (em frente ao Hiper Santo Antonio)

48


O D A T LI I C A F O T M N O E C S AM

PAG É T A EM

E S E M

60 O PRÓPRIO* T N E IAM

C N A FIN

49


50


CRECI/BA 11073

51


www.luzmotos.com.br (77) 3628.1075 / (77) 9119.8517

Rua Paraná Qd. 71 lote 23 e 24, 714 – Centro – LEM- BA

52


CASA & DECORAÇÃO

q

uem já ouviu falar em automação residencial e imaginou a casa dos Jetsons? Muitas pessoas ficam perdidas com tudo que é possível fazer com essa grande ferramenta tecnólogica, que cada vez mais tem deixado de ser ficção de desenho animado e se tornado realidade no nosso contexto atual. No Brasil, a automação residencial vem crescendo nos últimos anos e pas-

Ligiane Kuffel ARQUITETA. SÓCIA-PROPRIETÁRIA DA LIGIANE KUFFEL ARQUITETURA - RUA JOÃO EDVINO FLOSS. QUADRA 2 LOTE 1. LOTEAMENTO JK. (77) 3628.1280 - 9949.5928 - 9120.3956

sou a integrar os novos empreendimentos das grandes cidades. Isso porque as grandes empresas já perceberam o que o público exige e os benefícios como maior conforto, economia e sustentabilidade, que é a grande bandeira da construção civil atual. e o que É automação? A Automação Residencial consiste na integração de todo o controle de iluminação; som; vídeo; acessos; climatizadores (temperatura e umidade); controles; câmeras; aberturas (janelas e persianas); alarmes e sensores da sua residência, permitindo o comando centralizado de tudo através do seu smartphone e/ou tablet, inclusive quando você estiver à distância, via internet. Além do ganho com comodidade, eficiência e segurança, dependendo do nível de automação implementado, poderá ainda representar uma economia em energia elétrica.

REPRODUÇÃO

automação reSiDencial e quanto iSSo cuSta? Isso vai depender muito do que cada usuário tem necessidade. Os sistemas atuais que não param de evoluir se tornam cada vez menos complexos, facilitando o uso e diminuindo o custo. Hoje é possível instalar de forma cabeada, quando sua obra ainda está em andamento ou de forma sem fio, o que possibilita uso dessa ferramenta para aqueles que já finalizaram a obra e não querem mais saber de quebradeira. Então, imagina que delícia. Você entra em casa, acessa seu celular e com apenas um toque, o sistema de som toca a música que você mais gosta, a televisão liga no seu programa favorito, as cortinas se abrem ou se fecham como você preferir, as luzes se acendem para criar o clima do seu dia e o ar condicionado já está na temperatura ideal. Para “piorar” ainda mais, a sua banheira estará te esperando com a água quentinha. É demais... Não, não é um milagre, é tecnologia.

53


A SSIM É UMA EMPRESA ESPECIALIZADA NA INTEGRAÇÃO DE A SSIM É UMA EMPRESA ESPECIALIZADA INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL NA QUE PROPORCIONAM SISTEMAS DE SEGURANÇA AUTOMAÇÃO ERESIDENCIAL QUE PROPORCIONAM CONFORTO, ECONOMIA PARA O SEU DIA-A-DIA. CONFORTO, SEGURANÇA E ECONOMIA PARA O SEU DIA-A-DIA. Iluminação Iluminação Programação de efeitos luminosos com variação das cores valorizando aspectos arquitetônicos e decorativos imóvel. Programação de efeitos luminosos com do variação das cores valorizando aspectos arquitetônicos e decorativos do imóvel. Entretenimento Entretenimento Experiência de cinema, através de Home Theater com qualidade digital de áudio e vídeo. Experiência de cinema, através de Home Theater com qualidade digital de Distribuição áudio e vídeo.de som e vídeo por todo imóvel. Distribuição de som e vídeo por todo imóvel. Segurança Segurança Cadastro de usuários através de biometria, senha ou cartão com gerenciamento permissões de acesso porou horários Cadastro de usuáriosde através de biometria, senha cartão ou cômodos. Circuito fechado de TV com monitoramento com gerenciamento de permissões de acesso por horários de gravação digital de vídeo e áudio, em tempo ou cômodos. Circuito fechado de TVcom comacesso monitoramento de real. gravação digital de vídeo e áudio, com acesso em tempo real. Climatização Climatização Resfriamento, aquecimento, ventilação e umidicação dos ambientes. Resfriamento, aquecimento, ventilação e umidicação dos ambientes. Energia Energia Economia de energia elétrica através de dimerização e cenários de Economia deiluminação. energia elétrica através de dimerização e cenários de iluminação. Comunicação Comunicação Rede de banco de dados doméstico. Maior interação com sistemas e vídeo Rede deconferência. banco de dados doméstico. Maior interação com sistemas e vídeo conferência. Interfaces Interfaces Controle remoto a partir de celular, smartphones ou computador, controle remoto local por meio de touch panels parede, leitores Controle a partir de pulsores, celular, smartphones oude computador, biométricos e comando de voz. controle local por meio de pulsores, touch panels de parede, leitores biométricos e comando de voz.

(77) 9187-9096 (77) 9187-9096 9115-8481 (77) (77) 9115-8481 (77) 8851-8481 (77) 8851-8481 (77) 9950-1122 (77) 9950-1122

54

www.ssimweb.com.br atendimento@ssimweb.com.br www.ssimweb.com.br atendimento@ssimweb.com.br Av. Tancredo Neves, 1879 Qd. 34 Lt. 12Neves, - Jd. Paraíso Av. Tancredo 1879 Luís Eduardo Magalhães Qd. 34 Lt. 12 - Jd. Paraíso - BA Luís Eduardo Magalhães - BA

Associado Associado


CASA & DECORAÇÃO

SAIBA ESCOLHER O EDREDOM IDEAL

G

rafismos, florais, neutros ou com aquela cor que você ama – o que realmente importa é que você goste e que o modelo combine com a decoração do seu quarto. Com tantas opções fica até difícil escolher a peça que vai acompanhar você quando o friozinho começar, não é verdade? Estamos tratando, claro, do edredom, esta peça que, mesmo não estando no inverno, nos acompanha nas outras estações do ano, afinal, as madrugadas costumam ser bem frias na região. A Revista Stylo traz algumas dicas para ajudar você na escolha e, também, no jeito certo de cuidar do seu edredom novinho! NA HorA De CoMPrAr – Procure saber qual é o modelo exato da sua cama (solteiro, casal, queen, king size). Vale também levar as medidas de sua cama para informar ao vendedor no momento da compra. Assim, além de cobrir perfeitamente a cama, o edredom vai apresentar um melhor caimento. NA HorA De LAvAr – Se puder, prefira lavar seu edredom em lavanderias especializadas, para garantir que a peça seque perfeitamente. Se optar por lavar em casa, verifique primeiro se sua máquina de lavar suporta o peso do edredom, assim você evita danificar tanto o equipamento quanto o tecido. Coloque um pouco de molho para facilitar o processo de lavagem e opte por produtos de limpeza líquidos que deixam menos resíduos. Também é importante retirar o edredom do varal apenas quando estiver completamente seco, pois os microrganismos podem se propagar com a umidade. Especialistas indicam que a peça deve ser lavada a casa seis meses. NA HorA De GUArDAr – Os edredons que não estão sendo usados também merecem cuidados especiais. É recomendado guardá-los em sacos de TNT, tecido que permite a ventilação. A umidade também é uma péssima companhia para o seu armário e sua roupa de cama. Para afastá-la, coloque uma pedrinha de cânfora ou pedacinhos de giz! Gostou das dicas? Agora é só buscar uma inspiração para deixar o seu quarto muito mais bonito!

Sofisticação & Conforto para seu lar

CORTINAS MEDIDA CAMA, MESA MESA EE BANHO BANHO• •TAPETES TAPETES CORTINASSOB SOB MEDIDA• •PERSIANAS PERSIANAS •• CAMA,

77 3628.5017 3628-5017 REPRODUÇÃO

77

10 ° CENTRO RuaRua Goiás,Goiás, Qd.10 - QD.10 Lt. 10 - Centro ao Pomodoro) ° LT.(próximo requintecortinas2011@hotmail.com PRÓXIMO AO POMODORO REQUINTECORTINAS2011@HOTMAIL.COM

55


CASA & DECORAÇÃO

Espelhos

Venezianos C

omo o próprio nome já sugere, os espelhos venezianos surgiram em Veneza no século XIV, quando se teve a ideia de unir o vidro a chapas de metal, criando assim o espelho que utilizamos até hoje! Com moldura toda trabalhada no próprio vidro e estilo clássico, fica lindo em ambientes que seguem o mesmo estilo e até em ambientes com estilo diferente, fazendo um contraponto entre eles. Por si só, o espelho veneziano confere à decoração muita beleza, pois se trata de uma obra de arte, mas se já não bastasse, ainda confere todos os benefícios de um espelho comum: amplitude e luminosidade. Garante charme à decoração e pode ser usado em ambientes como hall de entrada, salas de estar/jantar, quartos, lavabos, closets... Venha conferir as inúmeras opções de venezianos na Décorer!!!

Lillian Accioly Proprietária da Loja Décorer Engenheira Agrônoma, pós-graduação MBA gestão de negócios e cursando Design de interiores Rua 25 de Julho – 430 Jardim Paraíso 77 9839-1201 www.blogdecorer.com.br facebook.com/blogdecorer instagram: @lojadecorer

56


Design & Arte

É a harmonia dos elementos que dá o tom ao trabalho da designer de interiores, Cristina Fronza

I

nstigante, instintivo e funcional. É assim que a designer de interiores, Cristina Fronza, define o seu trabalho. Nascida em Lages, Santa Catarina, ingressou no curso de Design de Interiores em Balneário Camboriú (SC), no Instituto Brasileiro de Design de Interiores (IBDI). Ao término do curso em 2013, retornou para Luís Eduardo Magalhães – cidade na qual já reside há nove anos. Para a profissional, design e arte andam juntos. Esta é a harmonia dos elementos que dá o tom aos seus trabalhos – que exploram, muito, o sensorial, o lúdico, as variadas formas de expressão e a qualidade final do ambiente. Atualmente, desenvolve projetos comerciais e residenciais, já tendo feito diversos trabalhos em SC e no município de Luís Eduardo Magalhães, onde vê com otimismo o crescimento e o reconhecimento do design e da arte e a mudança no olhar crítico da população. Como você se define profissionalmente? Cristina Fronza: Explorar, sem afetação, as possibilidades do décor e a funcionalidade na criação dos projetos, é o que priorizo como designer de interiores. O foco é transformar os espaços de forma arrojada, através de uma linguagem bem contemporânea, preservando sempre a essência do morador. Livre na combinação de estilos, o ecletismo e a versatilidade são qualidades presentes no modo de projetar.

Existe um processo que você emprega para construir um ambiente? Priorizo o atendimento personalizado; não abro mão de acompanhar todas as etapas de implantação e dar total assistência ao cliente. Fujo dos estereótipos, a pessoa real é sempre interessante e cheia de boas informações. Não recuso boas oportunidades no mercado, independente do poder de investimento de cada projeto. Sou adepta às promoções em se tratando de móveis e objetos, pois temos ótimas opções de qualidade no mercado. Claro que lidar com obras de arte já é um caso à parte, assim como as peças de design consagradas, daí falamos em investimento. O objetivo ao aceitar o pedido de um projeto é executá-lo, atribuindo ao produto final, qualidade, tendo em vista o custo benefício e a exigência do cliente para atender as necessidades, as prioridades e disponibilidade orçamentária. Quando tem liberdade para criar, que linha prefere seguir? Baseado nas necessidades do cliente, praticidade e bom gosto. Claro, uma pesquisa minuciosa sobre o cliente ajuda muito com toda essa liberdade para seguir uma linha bem consistente. Interesso-me pelas soluções de projetos, de acordo com as particularidades dos mesmos.

Designer de interiores, Cristina Fronza De que forma você procura estar sempre atualizada ao mundo do design? Costumo ir a muitas feiras e exposições, ando pelas lojas e procuro estar sempre atualizada com o que há de novo. Quando me sento para projetar um espaço, todas essas imagens surgem. Mas não se enganem porque há muito trabalho até chegar na melhor solução. Qual a importância de um designer de interiores para empresas e pessoas? É um profissional que pode ajudar no estudo de identidade, de aproximação com o cliente. Já falando de pessoas, a questão do “nosso espaço” é recorrente. É uma conquista e, por isso, o se expressar no modo de vida é tão importante. Tem a ver com se conhecer, se estudar, se observar, se assumir. Selecionar as referências que têm sentido para a sua história, organizar seu estilo de vida, priorizar certas qualidades e hábitos, apreços. O valor da nossa casa, do nosso escritório, da cara do nosso negócio, do que queremos externar como cuidado para os clientes, no caso de projetos comerciais e corporativos. Os cenários que queremos criar para nossa família, para nossos amigos, para os nossos dias, nossa história. Há sempre uma atmosfera construída com uma sensação de base: aconchego, conforto. Qualidades que conseguimos transmitir através da seleção de materiais, móveis, cores, composição etc. Por que contratar um designer de interiores? Porque é o profissional que sabe unir criatividade, questões culturais, percepção de espaço, organização, ergonomia, otimização do espaço, entre outros quesitos, além da estética. É assim que eu

vejo a importância de contratar um profissional especializado, pois ele saberá unir os elementos técnicos de um projeto com os elementos estéticos. Todos sabem o que é bonito, mas a organização de um ambiente por completo, não se trata apenas de beleza e sim da soma de beleza com conceitos técnicos necessários para a harmonia do ambiente. Apenas o designer saberá unir todos esses elementos para o cliente. Como você vê o desenvolvimento e o futuro do designer no Brasil e na nossa cidade? Vejo como algo elitizado, assim como a arte. O consumo do design e da arte ainda é um pouco elevado. As marcas estão percebendo que precisam da união dessas duas para qualificar seus produtos e torná-los atraente. Nossa! Se pensarmos em alguns anos atrás, os setores de designer nas empresas e residências nem existiam. Grandes marcas de cunho popular, por exemplo, estão firmando parcerias com grandes designers para se aproximar do grande público. Aí entramos na questão social e do peso que carrega. Ela está diretamente ligada à qualidade de vida das pessoas no Brasil e só tende a crescer, pois está cada vez mais em evidência. Lógico que é um caminho longo, mas está sendo percorrido. O mercado absorve cada vez mais os profissionais criativos que venham somar e trazer soluções às necessidades no cotidiano.

Cristina Fronza | Designer de Interiores

Endereço: Rua Cândido Portinari, 1300 - Qd. 37 Lt. 07 - Jardim Paraíso - Luís Eduardo Magalhães/BA - 77 9961-9620 | 9109-3101 - crisfronza@hotmail.com

57


BartzEn A Bartzen é especializada na fabricação de cozinhas, dormitórios, home offices, home theaters, lavanderias, banheiros e mobiliário corporativo planejados. O respeito e a satisfação dos clientes em todo o país comprovam a qualidade da linha de produtos versáteis e modernos, que cabem perfeitamente em cada projeto. Conforto e bem -estar ao alcance de todos, além de atendimento diferenciado, para transformar necessidades em realidade. Acompanhando as transformações dos mercados de construção e de decoração nacionais e internacionais, a Bartzen oferece um mix de produtos de estilo contemporâneo, alinhado com as mais atuais tendências do design e capaz de responder às sempre mutantes necessidades das famílias e organizações. Por isso, a marca Bartzen já está presente em todo o país com mais de 120 lojas exclusivas. Chegando à Bahia, a Bartzen já dá seus primeiros passos com a segurança da sua origem alemã e de seu parque industrial, hoje com uma complexa planta com mais de 14 mil m² de área construída, operando equipamentos de altíssima precisão. A loja baiana garante aos seus clientes produtos de qualidade e preço justo. Chegou o que faltava na Rua: José Cardoso de Lima, 941, Bartzen armários de alto Padrão! Luís Eduardo Magalhães – BA Rua José Cardoso de Lima, 941 – Centro Tel: 77-3628-5785 / 8809-2826

58


59


Um novo destaque em móveis

INTERIORES

VENHA CONFERIR E SURPREENDA-SE!

Fone: (77)

60

3628-4316 | 9918-7632 Rua Paraíba, 546 - Centro Luís Eduardo Magalhães - Bahia CEP: 47850-000


61


Localizada na Rua José Cardoso de Lima, centro de Luís Eduardo Magalhães, a Metalúrgica e Serralheria Paraná está presente no município há oito anos, sendo administrada pelo proprietário José Ailton Escarate Ferreira. A empresa mantém características de empreendimento familiar; os funcionários que atuam na produção têm uma relação muito próxima com os proprietários. Quando surgiu, em março do 2006, a Metalúrgica e Serralheria Paraná era uma pequena serralheria, cujos principais produtos eram consertos e fabricações de portões e grades residenciais. Atualmente, a empresa está focada na fabricação e montagem de estruturas metálicas, caixas d’águas, armários e beliches para alojamentos e, também, mantém a produção de grades e portões, o que proporciona empreitar uma obra por

62

completo, no que diz respeito à parte metálica. Hoje, a Metalúrgica e Serralheria Paraná possui 20 funcionários, com uma capacidade produtiva de 21 toneladas/mês de aço. Os projetos são personalizados de acordo com o cliente.


Fone: (77) 3628-0773 Cel:(77) (77) 9125-9386 FONE: 3628-0773 CEL.: (77) 9125-9386 / 9117-2891

63


64


nOSSa COnSOLiDaÇÃO É FRutO Da QuaLiDaDE DOS PRODutOS OFERECiDOS, GaRantinDO aO CLiEntE O QuE HÁ DE MELHOR nO SEtOR. na BaMaGRiL, HÁ GaRantia, tRanQuiLiDaDE, DuRaBiLiDaDE E SatiSFaÇÃO DO CLiEntE.

Bamagril, o lugar certo para você que quer vencer no campo!

aV. JK QUaDra 07 LotEs 01, 02 E 03 - JarDiM iMPEriaL - LUÍs EDUarDo MaGaLHÃEs - Ba (77) 3628-3330 / 3628-3409 / 9936-4332 - BaMaGriL@BaMaGriL.CoM.Br

65


AGRONEGÓCIO

Presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo participa de conferência internacional 66


Sede do Sindicato Rural de LEM

soja. E mesmo assim, o Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo. O presidente do Sindicato explicou ainda que o Brasil é o único país no mundo onde o agricultor tem reserva. Nos demais países, a maioria das reservas é grama e o agricultor é pago para mantê-la, ou seja, o agricultor não possui reservas, quem detém é a União. Em 35 anos, o Brasil aumentou 31% a área utilizada, obtendo crescimento da produção em 135%. Vanir Kölln destaca que a “prioridade hoje é continuar preservando para ser um exemplo mundial, provando que respeitamos o Código Florestal, que é uma lei e deve ser cumprida. Assim, mostramos para o mundo que estamos fazendo o nosso dever de casa”. Vanir ressalta ainda que o governo precisa acelear a regularização da

nova lei, sem deixar de produzir riquezas nas quais o Brasil possa continuar a manter o “Bolsa Família’ e todas as outras regalias não existentes há 30 anos. “Temos que falar a verdade, é através da agricultura brasileira que estão bancando os projetos do governo. Então, o que acontece é que as ONGs internacionais pagas com o dinheiro de outros países e, até mesmo do Brasil, procuram difamar quem produz em território brasileiro, pois eles não querem competir com o Brasil”, explica. A conferência também abordou temas como a importância da tecnologia nas plantações agrícolas. Em uma análise irrefutável foi apontando que a tecnologia usada de forma coerente e responsável só tem a acrescentar à agricultura brasileira.

TEXTO E FOTOS: SINDICATO RURAL

D

urante os dias 7 e 8 de maio aconteceu a 9ª Conferência Internacional sobre Soja Responsável (RT9), em Foz do Iguaçu (PR). O evento foi organizado pela Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), sendo considerado a maior conferência mundial com o objetivo de discutir práticas sustentáveis do cultivo da soja. De acordo com o site ‘Clip New’, o RTRS já obteve a certificação aprovada para o cultivo de soja desde 2010. “Para adquirir o selo, o cultivo precisa contar com uma série de práticas agrícolas, laborais, ambientais, legais e empresariais adequadas, além de relacionamento responsável junto à comunidade”. A conferência reuniu representantes de instituições financeiras, palestrantes brasileiros e internacionais, produtores, Organizações Não Governamentais (ONGs), indústrias, pesquisadores e a sociedade civil. O tema principal do encontro deste ano foi “Repensando Paradigmas. Inovação para a Soja Responsável”. O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Antonio Kölln, esteve presente no encontro e destacou a importância de eventos como o RT9. “Foi muito produtivo porque conseguimos defender o Brasil de acusações que nos são submetidas ou imputadas injustamente. Provamos para o mundo que cuidamos do nosso meio ambiente e não escravizamos ninguém”, diz. Em meio às discussões foram apresentados dados oficiais mostrando que 61% do território brasileiro ainda possui a vegetação nativa. Apenas 28% da superfície do território brasileiro são usados para a pecuária e lavoura e apenas 7% são utilizados na agricultura. Dessa porcentagem, somente 2,7% do território nacional é utilizado para a plantação de

Vanir Kölln: "Brasil é o único país do mundo onde o agricultor tem reserva"

67


SEGURANÇA NO CAMPO

refÉnS Da inSeGurança Lavouras de alto investimento na região Oeste despontam como um dos principais celeiros na produção de grãos do Brasil, mas o sucesso adquirido no campo tem atraído quadrilhas especializadas. Os alvos são os grandes produtores. Estima-se que, em um período de quatro anos, a soma de todos os assaltos bata na casa dos R$ 10 milhões, aproximandamente

Delegado Carlos Ferro

I

nsegurança. A palavra define a situação nas áreas rurais da região Oeste da Bahia. As lavouras de alto investimento despontam como um dos principais celeiros na produção de grãos do Brasil. Mas o sucesso adquirido no campo tem atraído quadrilhas especializadas. Os alvos são os grandes produtores. Estima-se que a soma de todos os assaltos de estoques de insumos agrícolas e defensivos bata na casa dos R$ 10 milhões, aproximadamente, em um período de quatro anos. A maior parte dos assaltos ocorre aos finais de semana.

68

É quando o movimento na propriedade fica menor por conta da folga dos funcionários, facilitando a ação e também a fuga dos criminosos. Somente entre os dias 28 de abril a 05 de maio, duas fazendas foram atacadas neste ano, no distrito de Roda Velha, em São Desidério. Cerca de 20 homens encapuzados levaram mais de R$ 3 milhões em produtos utilizados nas lavouras de soja, algodão e milho. Os proprietários destas propriedades foram as mais recentes vítimas de um bando armado com fuzis e metralhadoras que

vem aterrorizando produtores e trazendo insegurança à região. De acordo com o delegado de São Desidério, Carlos Cruz Ferro, os bandidos têm permanecido por horas e horas nas propriedades rurais, mantendo como reféns todos os residentes. O depósito de agrotóxicos é o local mais cobiçado pelos ladrões. Nele estão produtos que podem chegar a R$ 13 mil o quilo. Ferro diz ainda que muitos produtores estão assustados com a violência empregada nas ações criminosas e, por esta razão, preferem que os seus nomes e o de suas


fazendas não sejam divulgados. Um produtor que teve sua fazenda invadida há anos atrás e que não quis ser identificado, conta que subtraíram de sua propriedade, defensivos agrícolas, veículos, pertences, carnes, louças, comida e peças da oficina – um prejuízo avaliado em R$ 900 mil reais. “Embora não tivesse ninguém da família na propriedade, ficamos muito traumatizados. Os funcionários largaram a produção e não conseguimos dar prosseguimento nos tratos culturais, então foi um prejuízo grande, ainda maior do que realmente foi levado”, explica. O produtor tem razão em estar ainda mais preocupado. De fevereiro de 2012 a 2013, os assaltos às propriedades rurais aumentaram quase 30% em todo o estado da Bahia. Medidas adotadas por fazendeiros e autoridades buscam deter os assaltos, mas os crimes são constantes. Em São Desidério, o delegado Carlos Ferro, que está há quatro anos investigando os crimes, concedeu entrevista à Revista Stylo e falou de todo o trabalho investigativo realizado, mas que até agora não levou à prisão de nenhum criminoso. “Identificamos pelo menos três quadrilhas de ladrões de defensivos. A investigação demorou em média três anos e identificamos 22 pessoas envolvidas em roubos de defensivos na região, que fazem parte de quadrilhas especializadas que roubam em pelo menos cinco estados brasileiros. Os mesmos meliantes que já foram identificados, não ficaram presos, não foram condenados. A Justiça tem conhecimento, mas estão soltos, estão agindo”, destaca. Dificuldades As longas distâncias até as propriedades e a grande extensão do Oeste da Bahia são apontadas como os principais desafios para uma ação policial mais eficaz. Em Barreiras, o comandante regional da Polícia Militar, Coronel Lira, destacou o trabalho da polícia e adiantou possíveis investimentos em segurança para a região Oeste. “Todo o estado da Bahia tem uma extensão de 564 mil km² de área. O Oeste tem pouco mais de 190 km², portanto, estamos com quase um terço da área”, disse Lira, destacando ainda que a região pode vir a contar, futuramente, com uma base aérea. O delegado de São Desidério, Carlos Ferro, cita a falta de estrutura como a principal dificuldade para atuação da Polícia Civil. “Um município que tem pouco mais de 15 mil km², praticamente do mesmo tamanho do estado de Sergipe, que tem 21.500 km², trabalha com uma única viatura. Não possuímos um carro descaracterizado, o que dificulta a investigação. As informações chegam ao nosso conhecimento, mas temos limitações”, lamentou, destacando ainda que, na maioria das vezes, para tentar dar uma resposta, a polícia precisa contar com o apoio financeiro das próprias vítimas. A situação relatada pelo delegado é confirmada pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, que responde também por outros oito municípios da região, Vanir Kolln, que considera a situação alarmante e preocupante. Além da seca, o medo e os prejuízos econômicos e psicológicos estão desestimulando o setor. Conforme Kolln, a reclamação é geral. Todos esses problemas foram passados para o chefe da Casa Civil,

69


em audiência realizada em Salvador. “É preocupante. Primeiro pela ausência do estado, segundo, pela impunidade, não só aos ladrões, mas também aos receptadores. Os produtores clamam por ações estratégicas da Polícia Militar e Civil na garantia da defesa da propriedade rural”, ressalta. A intenção do sindicato é de que a permanência no campo seja tranquila, com segurança, valorizando o trabalho de quem se dedica ao cultivo da terra e leva o desenvolvimento ao país. Na opinião do presidente do sindicato, se não houver medidas urgentes e eficazes por parte das autoridades competentes para buscar inibir e frear esse quadro danoso, a situação poderá se agravar ainda mais, provocando o abandono generalizado no meio rural.

lhões de reais na lavoura, mas deixou de investir nas tecnologias de segurança, como cercas elétricas, sensor de movimento, câmeras e GPS nas cargas de defensivos agrícolas. Tudo isso poderia não evitar o roubo, mas inibir os bandidos”, frisa. O delegado de São Desidério chama atenção para outra conduta: a contratação de mão-de-obra. Muitas vezes, pela dificuldade de pessoal disponível e havendo a necessidade de contratar grande número de funcionários, principalmente na época do plantio e da colheita, empregadores acabam contratando sem buscar referências sobre aquele colaborador. “Verifiquem a procedência. Exijam documentação, os antecedentes criminais. Isso é importante, pois esta pessoa pode repassar informações sobre a propriedade, posteriormente”, destaca.

meDiDaS De SeGurança a SeGurança na prática Depois de assaltados, muitos agricultores investiram em alambrados, iluminação e segurança privada na sede da propriedade. O delegado Ferro evidencia que essas são medidas pertinentes, contudo, ainda não são suficientes. “O grande empresário está investindo mi-

Esta é uma conduta já adotada pelo produtor Amauri Stracci. “Procuramos tomar muito cuidado com a contratação de funcionários. Só contratamos pessoas indicadas por outro trabalhador que já está há bastante tempo conosco. Para a

segurança da nossa propriedade, contratamos também vigias que permanecem 24 horas por dia, mas sabemos que esta é uma falsa impressão de que estamos seguros”, evidencia. Receosos em deixar os produtos nas lavouras, além dos custos com a produção, muitos produtores estão tendo um gasto a mais: estão optando por deixa -los nas revendas, onde pagam aluguel e seguro da mercadoria. O produto é levado para a propriedade somente no dia de uso. Esta também é uma alternativa usada pelo produtor Stracci, que ele garante ser vantajosa. “Já invadiram a nossa fazenda, mas não levaram muita coisa, até porque nós não deixamos grande quantidade na fazenda. Deixamos os produtos armazenados nas empresas, o gasto é um pouco maior, mas é seguro”, avalia. Essas e outras orientações estão disponíveis na cartilha que está sendo distribuída entre os produtores, para inibir a ação dos ladrões. A cartilha elaborada pelas polícias Civil e Militar foi reeditada este ano pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em parceria com Prefeituras e Conselhos Comunitários de Segurança. ●

A Biosolo Serviços Agrícolas, tradicional empresa com 17 anos de atuação no Rio Grande do Sul, na reciclagem de resíduos industriais para transformação em adubo orgânico, iniciou suas atividades no Oeste da Bahia, em São Desidério. Instalada no município, a empresa oferece serviços de preparação de solo agrícola, com aplicações de diversas grades e corretivos - calcário, gesso e adubo.

PREPARO DE TERRAS

FONES:

• • • •

(77) 3623 2865 (77) 9800 9924 (77) 9102 6920 (77) 8157 9725

Serviços de Grades Aplicações de Corretivos de Solo Minhocultura Plantio

BR 135 KM 19, ao lado da AABB, (Banco do Brasil), São Desidério/BA - Email: biosolo@terra.com.br

70


TOLEDO COMERCIAL

Vergalhão

Rafael Frandoloso REPRESENTANTE COMERCIAL

Chapas

REPRESENTANTE BORTOLOTTO FERRO E AÇO Perfis

Telhas

Tubos

rafael@bortolotto.com.br

Rua Sergipe, número 542 (Jardim Imperial próximo ao Sindicato Rural) Luis Eduardo Magalhães - Telefone (77) 3628- 5077

REPRESENTANTE NO OESTE DA BAHIA

Em 10 anos de existência, queremos agradecer a todos os nossos clientes, colegas de trabalho e amigos. Tudo o que até agora construímos deve-se a um esforço conjunto aliado a alta capacidade individual de cada um. A Gilmáquinas já está em sua nova sede, na Rua Juscelino Kubitschek, Qd. 08, Lt. 01, bairro Jardim Paraíso/ LEM. Telefone (77) 3628-6090. Faça-nos uma visita.

71


ARTIOGO / AGRONEGÓCIO

PROPRIETÁRIOS RURAIS TÊM PRAZO DE UM ANO PARA REALIZAREM O CADASTRO AMBIENTAL RURAL

o

denominado Novo Código Florestal, aprovado em 25 de maio de 2012, estabelece que os proprietários de imóveis rurais que possuem Área de Preservação Permanente (APP) e/ou Reserva Legal abaixo do mínimo legal obrigatório devem regularizar sua situação aderindo aos Programas de Regularização Ambiental (PRA). Porém, para que seja possível a adesão ao PRA, é obrigatória a inscrição do imóvel rural no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que consiste no registro público eletrônico das informações ambientais do imóvel rural. Com a publicação do Decreto nº. 8.235/2014, em 05 de maio de 2014, os proprietários de imóveis rurais possuem o prazo de um ano, a contar de 06 de maio de 2014, para efetuarem o seu Ca-

72

dastro Ambiental Rural (CAR) para que possam aderir aos Programas de Regularização Ambiental, iniciando, assim, a regularização dos imóveis que possuem Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal menores do que o exigido por lei. De acordo com o §1º do artigo 3º do referido decreto, os proprietários rurais devem inscrever seus imóveis rurais no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). A inscrição pode ser realizada por meio do site www.car.gov.br, disponibilizado pelo Governo Federal. Após proceder à inscriçao do imóvel rural, o próprio sistema identificará se existe necessidade de regularização das Áreas de Preservação Permanente e/ou de Reserva Legal, para que o proprietário possa elaborar os planos de recuperação de sua propriedade.


REPRODUÇÃO

O proprietário rural que aderir ao Programa de Regularização Ambiental precisa apresentar o seu projeto de recuperação até 2017, o qual poderá ser executado em até 20 anos. Sobre as formas de regularização das Áreas de Preservação Permanente e das Reservas Legais, o decreto prevê a recuperação por meio da recomposição, que pode ser realizada mediante a plantação de mudas ou sementes de vegetação nativa, da regeneração, em que o proprietário pode isolar a área para que a vegetação nativa nasça de forma natural e por meio da compensação, que pode ser realizada em parques e reservas florestais ou por meio de cotas de reserva ambiental. Ainda, aqueles proprietários que possuem uma área de Reserva Legal com dimensão maior do que a exigida legalmente, podem requerer ao órgão

ambiental do seu Estado, o registro da área excedente como cotas de reserva ambiental, as quais poderão ser adquiridas por proprietários que necessitam regularizar suas Reservas Legais. Igualmente, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) traz uma segurança maior aos proprietários que têm passivo ambiental, tendo em vista que o artigo 9º do Decreto n. 8.235/2014 determina que: “Enquanto estiver sendo cumprido o termo de compromisso pelos proprietários ou possuidores de imóveis rurais, ficará suspensa a aplicação de sanções administrativas, associadas aos fatos que deram causa à celebração do termo de compromisso...”. Tal determinação conforta os proprietários que possuem passivo ambiental e que estão com seus imóveis rurais embargados, pois no período em que a recuperação das áreas estiver sendo realizada, os embragos permanecerão suspensos. Importante destacar que de acordo com o que estabelece o §1º do art. 9º do decreto, tal suspensão não impede a aplicação de penalidade referente às infrações cometidas a partir de 22 de julho de 2008. Portanto, a inscrição no CAR possibilita a regularização ambiental, caso o proprietário rural possua algum passivo ambiental relacionado à Área de Preservação Permanente e/ou à Reserva Legal, sendo que a ausência do cadastro no CAR poderá resultar em prejuízos ao proprietário rural, impedindo a obtenção de crédito rural e gerando insegurança jurídica. O Decreto n. 8.235/2014 instituiu também o Programa Mais Ambiente Brasil, que deverá ser coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de apoiar, articular e integrar os Programas de Regularização Ambiental dos Estados e do Distrito Federal. O aludido programa será composto por ações de apoio à regularização ambiental de imóveis rurais, especialmente aquelas voltadas para a educação ambiental, a assistência técnica e extensão rural, a produção e distribuição de sementes e mudas e a capacitação de gestores públicos envolvidos no processo de regularização ambiental dos imóveis rurais nos Estados e no Distrito Federal.

Ronise Cristina Drunn Klein é advogada, pósgraduada em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade Cândido Mendes e professora universitária da Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira FAAHF. É também sócia-proprietária da Fontana & Klein Advogados e Associados. TEL: 77 9999-5125

73


PrESidENtES Sr. Osmar Martins Olmiro Flores Pedro Hersen Felipe Faccioni Ida Barcellos

JaraGuÁ BaHia aGroSul CaMPoEStE laVroBrÁS BaMaGril (atual presidente, empossada em 27 de setembro de 2013)

UniÃo EM ProL Do ProGrEsso Associação surgiu da necessidade de propiciar a união das principais revendas de máquinas e equipamentos agrícolas do Oeste baiano para reafirmação de um agronegócio forte A Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) - entidade que representa as empresas Agrosul (John Deere), Lavrobrás (Valtra), Agrovia (Massey Fergunson), Jaraguá Bahia (New Holland), Maxum Case (Case), Iropel Implementos Agrícolas, Bamagril (Yanmar e Implementos Agrícolas Multimarcas), Missioneira (Jacto e Implementos Agrícolas) e Campoeste (Stara) – iniciou suas atividades no ano de 2005 com o objetivo de propiciar a união das principais revendas de máquinas e equipamentos agrícolas do Oeste baiano, que sentiram a necessidade de trabalhar juntas pelos interesses da categoria e atender com excelência, as demandas de seus clientes e da comunidade. Entre as principais realizações da Assomiba, estão a co-realização da Bahia Farm Show, em conjunto com a AIBA, parcerias com o Sindicato dos Produtores Rurais para formação de operadores de máquinas agrícolas e, com o Senai, para qualificação profissional de mecânicos, além de patrocínios em ações de filantropia e participação ativa como membro do Conselho de Segurança Pública. A entidade também representa seus associados em reuniões com os ban-

74

cos a fim de alinhar estratégias de financiamento de máquinas agrícolas, visando o aumento e a agilidade na oferta de créditos e, em encontros com diversos órgãos, como Ministério da Agricultura, quando necessário. Empossada em 27 de setembro de 2013, a nova presidente da Assomiba, Ida Barcellos - empresária que está há 28 anos na Bahia, dos quais, 14 anos somente em Luís Eduardo Magalhães - deseja fortalecer e estreitar a amizade e impulsionar as revendas de máquinas e implementos agrícolas em busca de melhores resultados. “Trabalharei para que a associação, por meio de suas revendas, faça a diferença para os seus associados, clientes, parceiros e comunidade. A associação é muito importante para a região, principalmente, as empresas que dela fazem parte e que contribuem para a reafirmação de um agronegócio forte nas condições de clima e solo do Oeste da Bahia, aliado às extensas áreas e agricultores inovadores. Tudo isso faz com que a região seja propícia para maquinários de grande porte, rendimento e tecnologia. Com o apoio dos principais agentes financeiros, a entidade contribui para o sucesso e consolidação do Oeste da Bahia” evidencia Ida Barcelllos.


A Accert® iniciou suas atividades em 2002 no segmento de cargas fracionadas e encomendas da cidade de Goiânia (GO) para Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, região Oeste da Bahia. Expandiu a atuação para o Distrito Federal e a região de Rio Verde (GO) e São Paulo (SP) e, recentemente, iniciou suas atividades em Feira de Santana, incluindo a grande Salvador. Hoje, atende os mais diversos tipos de negócios e produtos: agrícolas, metalúrgicos, máquinas e equipamentos, construção civil, manutenção, hidráulica, elétrica, tintas, peças automotivas, fios e cabos, pneus, borrachas entre outros produtos de diversas naturezas.

Frota própria para coleta e entrega da carga

Comodidade para o cliente

Rapidez

Pontualidade

Qualidade

Segurança (seguros de carga, veículos com rastreamento via satélite, canais de informações e tracking on-line – acompanhamento da localização da mercadoria pelo cliente)

ENDEREÇO E DEMAIS INFORMAÇÕES NO ARQUIVO EM PDF Usar a logomarca, o globo, o mapa com a rota feita pela Accert...com a plaquinha e os nomes das cidades...tem no arquivo de apresentação em pdf... Avenida Salvador, 546 - Caixa Postal 1404 Luís Eduardo Magalhães - Bahia - 47.850-971 (77) 3628.2400 / 3628.0755 / 9128.0008 / 9110.9547 / 9128.8000 accertlem@accertlogistica.com.br

75


22

76

22


77


78


ARQUIVO CMLEM

Entrevista

uma avaliação do trabalho legislativo e do cenário municipal atual

n

esta edição, a Revista Stylo entrevistou o presidente da Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães, Domingos Carlos Alves dos Santos, o qual prefere ser chamado de Cabo Carlos. Baiano, natural de Andaraí, marido e pai, morador deste município há 20 anos (ou seja, ainda quando era distrito de Barreiras), o vereador e militar licenciado encontra-se em seu quarto mandato consecutivo e tem a missão de administrar a Casa de Leis Municipal. Com essas características, o político possui a peculiaridade de ter acompanhado todo o desenvolvimento da cidade, de ter participado do processo de emancipação e de estar presente em decisões políticas fundamentais, o que lhe gabarita para falar um pouco sobre o cenário municipal atual. o Senhor faz parte do cenário político de Luís eduardo Magalhães desde a criação do município, afi nal é vereador desde 2001. O que isso signifi ca para o Senhor? Eu vim para este município quando ainda era distrito de Barreiras, o antigo Mimoso do Oeste, em 1993. Eu comandava a Polícia Militar do local, há época tínhamos aproximadamente 7 mil habitantes. Quando o município foi emancipado vi a oportunidade de me candidatar como vereador, e acabei eleito. Desde então esta virou minha profissão. A importância de ser vereador durante esses 14 anos é que acompanhei o desenvolvimento político do município, participei da votação e discussão de leis importantes e pude colaborar no desenvolvimento desta cidade. Além disso, fiscalizei com afinco o Poder Executivo, algumas ações que se encontram no Supremo Tribunal Federal fui o denunciante, como a dos combustíveis. Tenho buscado na minha vida política, me pautar por uma política limpa e correta, atuando sempre dentro da lei, representando o povo de Luís Eduardo Magalhães e buscando defender os interesses da população. Atualmente, o Senhor é Presidente da

CMLeM. Como tem sido administrar o Poder Legislativo? Esse foi o maior desafio da minha vida política, pois é uma tarefa difícil e que exige muita responsabilidade, afinal estamos lidando com o dinheiro público e devemos zelar ao máximo por ele. Nesse período como presidente, houveram vários projetos de leis que foram discutidos na Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães e que trouxeram benefícios para o município, assim como buscamos ao máximo melhorar a estrutura administrativa e física do Poder Legislativo Municipal. Acredito que dentre os bons resultados que tivemos na Presidência da Casa de Leis foram: a homologação do concurso público e a nomeação de todos os servidores aprovados, assim a maior parte do nosso quadro de funcionários é efetivo; a compra de equipamentos de informática suficiente para todos os setores; o término da construção do segundo bloco do prédio sede da Câmara Municipal; mobiliamos todos os setores e gabinetes; adquirimos veículos para os gabinetes dos vereadores; investimos fortemente em recursos humanos, sempre disponibilizando cursos de aperfeiçoamento aos funcionários; e, por fim, o que acredito ser mais importante é a efetiva instalação da Transparência Pública, por meio do site da Câmara Municipal, no qual todos os cidadãos podem acompanhar as despesas, receitas e processos licitatórios, assim como o site também disponibiliza aos cidadãos, o acompanhamento dos projetos de leis em trâmite e todas as leis municipais atualizadas. Com todo esse trabalho, me sinto satisfeito com o resultado obtido com a ajuda dos vereadores e da equipe deste órgão público. O mais importante é que foi possível fazer tudo isso e devolver dinheiro para o município. Em 2012, foram devolvidos R$ 417.000,00 e, em 2013, R$ 362.000,00, o que com certeza foi revertido em prol da sociedade. Como o Senhor avalia a atuação do Poder Legislativo Municipal? O Poder Legislativo tem feito seu trabalho

que é legislar, ou seja, apresentar e discutir projetos de leis ou discutir os projetos enviados pelo Executivo, e depois votá-los, visando sempre o interesse público. Todos esses projetos são amplamente discutidos nas Comissões e em Plenário para que os vereadores formem o seu livre convencimento e votem conscientemente. A outra função do Poder Legislativo é fiscalizar o Poder Executivo, o que tem sido feito também. Os vereadores constantemente têm tido reuniões com o prefeito e os secretários municipais, cobrando soluções dos problemas municipais e tendo êxito em parte das demandas. Além disso, votamos as contas do prefeito, somos nós que a aprovamos ou rejeitamos. Até o presente momento não recebemos as contas de 2013, mas garantimos aos cidadãos que serão analisadas com diligência. Assim, entendo que a atuação do Poder Legislativo Municipal tem sido positiva e dentro dos limites estabelecidos pela lei. Qual a sua visão a respeito de Luís eduardo Magalhães? Nosso município é muito próspero e tem um potencial incrível de crescimento em todos os setores, seja agrícola, industrial ou comercial, o que me traz muito orgulho. Por outro lado, o crescimento populacional acelerado e desordenado tem trazido problemas de infraestrutura, pois não há como acompanhar de maneira organizada tal crescimento. Assim é necessário um investimento pesado em escolas, saneamento básico, asfalto, segurança pública, saúde etc. Evidente que tudo isso precisa vir acompanhado de mais professores, médicos, enfermeiros, entre outros, o que gera um custo altíssimo para o município. No entanto, tenho buscado na minha carreira política melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, intervindo em todas as demandas que de alguma forma promovam melhorias nos serviços públicos e na infraestrutura municipal.

79


A parceria entre o produtor e as máquinas sempre foi sinônimo de sucesso e fez da região, esta fronteira agrícola de produtividades recordes nas culturas de soja, milho e algodão, despontando como uma grande potência produtiva. A Maxum, concessionária Case IH, parabeniza o cliente produtor pela realização profissional da atividade e homenageia aqueles que tiveram papel de fundamental importância na transformação do cerrado - seja no desbravamento ou no exercício do cultivo da terra nos dias de hoje.

80


FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

a SaGa DoS pioneiroS

um sonho que virou realidade D

Dirceu Di Domenico

Em terras baianas, o paranaense, de Toledo, Dirceu Di Domenico, alcançou todas as suas metas: tornou-se produtor rural e expandiu os negócios

e prestador de serviço durante o período da colheita no Oeste baiano, ainda em meados da década de 80, a produtor rural. Natural de Toledo, no Paraná, Dirceu Di Domenico, 54, não esperava, mas este era um sonho prestes a tornar-se realidade em terras baianas. Depois de três anos colhendo para a Agropecuária São Luís, adquiriu em 1989, o primeiro pedaço de chão na região, onde plantou, neste mesmo ano, 240 hectares de lavoura de soja em Roda Velha, distrito de São Desidério. “Através de um amigo, conheci e vim prestar serviço, me encantei com a região. Era um sonho comprar uma propriedade aqui e já no terceiro ano de prestação de serviço, consegui comprar. Foi aí que eu vi a oportunidade”, relembra Di Domenico. Foram tempos difíceis aqueles. Longe da família que estava em Toledo – a esposa Solania Malacarne e os filhos Douglas, 6, e Diego, com um aninho, na época - a única coisa que lhe aproximava de suas raízes era a companhia de um funcionário, que também era do Paraná. “Quando che-

81


A saga dos pioneiros

cançar a realização de todos os sonhos. Enquanto Dirceu permanecia na fazenda boa parte do tempo, a família ficava na cidade para que as crianças pudessem ir à escola. No campo, Di Domenico enfrentou muitos desafios. “Todo início é muito difícil, e nós viemos sem dinheiro. Não tinha estrada, era muito buraco, muita lama. O carro quebrava demais”, conta. Se na fazenda era difícil, na cidade não era diferente. “Passamos muitas dificuldades, como muita gente também passou. Na época, o aluguel era caríssimo e complicado de encontrar”, evidencia Solania, ressaltando que hoje a cidade oferece melhor estrutura do que na época em que chegaram à região.

Pensamentos de desistência

Produtor em meio à lavoura de soja em duas fases diferentes

guei, não tinha nada, apenas a área aberta de 240 hectares e um rancho cheio de morcego. Foi preciso uma grande faxina. Estava eu e um funcionário que também era do Paraná”, conta. Sozinho na região, Dirceu Di Domenico plantou duas safras. Ao voltar para a sua cidade, no interior do Paraná, foi surpreendido pelo filho mais velho, que não mais reconheceu o pai em virtude do tempo de afastamento e da distância. “Isso eu senti muito, foi a coisa que eu mais senti”, diz. O impulso para a tomada de decisão

82

veio da esposa Solania. “Eu disse da região e ela não hesitou, porque tinha uma irmã que morava em Barreiras. Disse a mim: vamos embora”, recorda o produtor. Em seguida, a família toda veio de mudança, fixando residência em Barreiras.

Dificuldades A vinda da esposa e dos filhos tranquilizou o coração de todos, mas não os livrou das dificuldades de todas as ordens que teriam de enfrentar para al-

Das dificuldades encontradas, a mais sentida pela família foi à precariedade da saúde, um fator que quase fez Dirceu e Solania – que na época tinham 30 e 24 anos, respectivamente - desistir da região de oportunidades. Os pensamentos de desistência não foram poucos. Muitas vezes, diante de situações de sacrifício e de dificuldades, o casal pensou em deixar os sonhos para trás. “Teve momentos que pensamos em desistir, mas persistimos. Pensei várias vezes em ir embora e cheguei a dizer para a minha esposa: vamos embora! Não fomos embora só por Deus mesmo e porque éramos novos e tínhamos muita vontade de vencer”, destaca Di Domenico. A esposa confirma o desejo do marido de “vencer na vida”. “Quando chegamos, mais novos, tínhamos vontade de crescer, mas tudo era muito limitado. Dirceu sempre foi um homem muito ambicioso, trabalhador, tinha muita vontade”, comenta. A região de oportunidades, a vontade de crescer, a persistência e a vocação para o trabalho no campo foram fatores fundamentais para a concretização de todos os sonhos. “Fui criado no Paraná, morando no interior, e sempre trabalhei, desde os sete, oito anos de idade. É o que eu gosto, o que eu sei fazer”, disse Di Domenico.

Expansão dos negócios A paixão pelo trabalho, a dedicação e o planejamento asseguraram o sucesso. De uma área inicial de 240 hectares, a família expandiu os negócios, onde todos estão inseridos e ocupam funções de responsabilidade. Dirceu Di Domenico


A saga dos pioneiros

Máquinas da marca trabalham nas propriedades do produdor cuida da comercialização e disponibilização de recursos; a esposa Solania, do financeiro e pagamento dos funcionários e, os filhos, na administração das duas propriedades da família. O mais velho, Douglas, hoje com 29 anos, administra propriedade na região do Coaceral, com 6.500 hectares. O outro filho do casal, Diego, engenheiro agrônomo formado, com 25 anos hoje, administra propriedade em Roda Velha, com 3.500 hectares. Nas duas propriedades, a família planta as culturas de soja, milho e algodão. “Os dois dão conta do recado. Todos estão fazendo o que gostam, o que querem. Todos trabalham e todos têm responsabilidades”, evidencia Di Domenico.

Desafios de hoje Uma vez superados os desafios antigos, o produtor permanece apostando na região que, segundo ele, continua sendo promissora, de muitas oportunidades. Di Domenico ressalta os empecilhos de hoje, citando a qualidade da energia - precária e que ainda não chegou a muitas regiões -, a condição das estradas para escoamento e a mão de obra – que carece de qualificação e é difícil de ser encontrada.

Segurança no campo A preocupação do produtor, no entanto, está com a segurança no campo, em virtude da onda de assaltos às propriedades. “Este é o principal problema que nos aflige. Ninguém tem paz hoje nas fazendas. Ninguém tem sossego para levar os filhos e passar um final de semana. Ninguém mais trabalha tranquilo”, evidencia. E o produtor tem motivos para estar ainda mais preocupado. Há anos atrás, uma das propriedades da família foi invadida por bandidos, que subtraíram defensivos agrícolas, entre outros itens da fazenda - um prejuízo avaliado em R$ 900 mil reais e que acabou sendo ainda maior. Isso porque, embora não tivesse ninguém da família na propriedade, todos ficaram muito traumatizados. “Os funcionários largaram a produção e não conseguimos dar prosseguimento nos tratos culturais, então foi um prejuízo muito grande, ainda maior do que o que foi levado na ocasião”, recorda. Passado o episódio, o produtor investiu pesado em segurança privada e em recursos tecnológicos para fornecer à propriedade, a proteção e tranquilidade necessárias para o exercício da atividade agrícola.

Da esquerda para direita: Diego, Solania, Dirceu e Douglas

Di Domenico destaca que a crescente onda de assaltos às propriedades tem preocupado os produtores e que, não havendo a contrapartida por parte do Estado, a classe produtiva precisa contribuir financeiramente. “O delegado tem interesse, quer trabalhar, mas não tem condições para executar o trabalho, pois esbarra na burocracia e na falta de recursos”, comenta. Para resolver o problema, o produtor insiste na importância de haver maior apoio do Estado, em recursos e atenção. “Tem que ter mais apoio, mais recursos, olhar com outros olhos. Esta região precisa de cuidado maior, pois faz fronteira com diversos Estados. O roubo aqui é muito grande. Nossa situação é de abandono”, avalia.

Cliente Maxum Case IH Dirceu Di Domenico tornou-se cliente da Maxum Case IH desde a fundação da empresa, comprando tratores Magnum 240 cv. Atualmente, o produtor conta com colheitadeiras para algodão e grãos, plantadeiras e tratores Case em suas propriedades. “O equipamento é bom, é uma concessionária de respeito. Outro fator que a gente leva muito em consideração é o fato de os donos – com quem temos uma relação boa – também serem do ramo da agricultura, também trabalharem com o agronegócio. Eles são produtores, então eles entendem o produtor”, finaliza. ●

83


Do Paraná para o Oeste baiano A mudança de Estado transformou a vida de Paulo Mizote. Apesar das dificuldades encontradas, o produtor rural enfrentou todos os desafios, sempre acreditando que poderia dar certo 84

N

ascido em Araçatuba (SP), mas criado no Paraná, o agricultor Paulo Mizote foi um dos pioneiros que ajudou a desbravar o Oeste baiano em meados dos anos 1980. De mudança para Maringá (PR), a família investiu no plantio de café, quando este era apenas uma criança. Ao chegar à adolescência, Paulo e mais três irmãos assumiram responsabilidades. Ajudavam o pai na lavoura, em diversas funções, de tratorista a carregador de sacaria, sem deixar de lado o compromisso com os estudos. À noite, depois de finalizado o trabalho, todos seguiam para a escola. A dizimação do cafezal, atingido por fortes geadas ainda na década de 1970, mudou o perfil do trabalho realizado pela família no campo, que investiu na soja - cultura bastante mecanizada -, despertando Paulo para outra paixão: máquinas


A saga dos pioneiros FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Máquinas da Case em operação sob o olhar atento de Paulo Mizote

Filhos de Paulo Mizote brincando em meio a lavoura de algodão

e equipamentos. Era preciso aprofundar nesta nova descoberta. Foi cursar engenharia mecânica, formando-se em 1984. Com um diploma na mão e diante da falta de perspectiva de melhores condições de vida no estado do Paraná, ocasionada pela alta da inflação no valor das terras e pelo crescimento estagnado, Paulo Mizote decidiu mudar-se para a Bahia neste mesmo ano. “As oportunidades no Paraná eram poucas e o preço da terra estava muito alto”, recorda. Descendente de orientais, a vontade de conhecer e a coragem para enfrentar desafios impulsionaram o produtor rural nesta viagem ao desconhecido. Da região Oeste, o produtor sabia apenas que havia terras com baixo valor de mercado e que, talvez, pudesse mudar de vida. “No Nordeste havia subsídios do governo e a taxa de juros era menor”, conta. Ao desembarcar na região, formado em engenharia mecânica e ainda soltei-

ro, Paulo Mizote veio acompanhado do irmão Sérgio – já casado e que também não via mais perspectivas de crescimento na região Sul do país. Trouxeram de lá, dois tratores, e escolheram o Distrito de Roda Velha, município de São Desidério, para se instalar, comprando na época 2.500 hectares de terras – quantidade que consideraram uma “boa área para começar”. Além dos maquinários, trouxeram na bagagem, o gosto pelo trabalho, a experiência com a atividade do campo, a dedicação e a persistência para enfrentar todos os desafios. E eles não foram poucos. Mizote não contava que o solo baiano fosse tão diferente das terras paranaenses e que, no cerrado, enfrentaria tantas dificuldades. “Os desafios foram muitos. Não havia energia elétrica e nem água. Para todos os afazeres era necessário buscá-la no rio”, relembra Paulo Mizote. O que

amenizou a situação foi a localização das terras às margens da rodovia BR-020, que deveria facilitar o escoamento da produção, mas que não ajudava muito. “Era cheia de buracos e sem estrutura alguma”, relembra. A falta de mão de obra - disponível e qualificada - para operar o maquinário, fez com que os irmãos realizassem todo o trabalho, do plantio à colheita. Com tecnologia pouco disponível e variedades da oleaginosa que não estavam bem adaptadas à região, muitas foram às iniciativas frustradas. Em muitas colheitas na propriedade dos irmãos, podia-se fazer o serviço à mão, tão rala era a soja produzida no cerrado. Diante da inexperiência com os tratos culturais no cerrado, a única solução encontrada pelos irmãos foi o estudo do solo. Após muito trabalho e pesquisa foi possível aplicar a adequada correção, tornando a terra então mais produtiva.

85


A saga dos pioneiros

Paulo acompanha de perto todo o trabalho na propriedade, em sua chegada à região

“Com o tempo, mais agricultores chegaram ao Oeste baiano, a iniciativa privada passou a investir em pesquisas regionais e, finalmente, a produtividade da sojicultura melhorou”, conta. Mais tarde, os irmãos adquiriram mais dois maquinários.

Adaptação A adaptação dos irmãos em solo baiano não foi fácil. Foi preciso superar a falta de estrutura e desapegar-se de hábitos e de costumes trazidos do Paraná. Apesar da distância da propriedade em Roda Velha, constantemente vinham até Barreiras para comprar frutas e verduras, trazidas de Brasília uma vez por semana. Ainda assim, sentiam a falta de alguns produtos – que não encontravam na região e estavam disponíveis apenas no Paraná. Por essa razão, viajavam com frequência à região Sul, onde Paulo aproveitava para rever a namorada, que lá residia. Após o casamento com a paranaense Eunice, o casal se deparou com outra dificuldade: o precário acesso à saúde em Barreiras e região.

86

Novos desafios O produtor orgulha-se do segundo lar que adotou. Na Bahia, o produtor constituiu família e cresceu economicamente. Em suas propriedades, produz milho, soja e algodão. De acordo com o produtor, as dificuldades de hoje são diferentes, mas nem por isso deixam de serem desafios. Caso dos problemas de logística, das novas pragas, das questões trabalhistas e ambientais e da falta de segurança. Este último, na opinião do produtor, é o pior de todos, por deixar todos a mercê da ação dos bandidos. Para Mizote, a solução para combater com mais eficiência e amenizar o crescente aumento de ocorrências no campo está na realização de um trabalho conjunto e integrado entre produtores, governos e polícia, por ar e por terra. “O uso da tecnologia também seria uma ferramenta a favor dos produtores, por meio de sistemas de alarmes e incremento na comunicação entre polícias organizadas, sociedade e produtor rural, inclusive com o oferecimento de gratificação a quem trouxer informações de relevância e um disk denúncia para que, ao invés de ajudar no roubo, a pessoa

trabalhe do lado daqueles que querem solucionar o problema”, disse.

Expansão dos negócios Do plantio de lavoura de soja com 150 hectares, em área de 2.500 hectares, o Grupo Mizote expandiu a sua atuação. Hoje o Grupo Mizote trabalha com o cultivo, comercialização e exportação de grãos e fibras, nas culturas de soja, milho e algodão. De acordo com Paulo, o sucesso deve-se aos constantes investimentos em tecnologia. “Atualmente, a competição é global, daí a necessidade de nos reciclarmos constantemente”, evidencia.

Case Primeiro a adquirir um produto da marca Case na região Oeste, Paulo Mizote desenvolveu e mantêm uma parceria de amizade com o Grupo Franciosi, do qual se orgulha em fazer parte, onde segundo ele, ambos têm histórias de vida parecidas. O produtor reconhece o trabalho realizado pelo grupo em prol do desenvolvimento agrícola da região Oeste, pois foram pioneiros em acreditar no potencial existente e em utilizar tecnologia de ponta. ●


A saga dos pioneiros

Coragem para desbravar que está no sangue N Roberto Pelizaro deixou a agricultura e a suinocultura na região Sul do país para investir nas oportunidades do Cerrado, onde obteve sucesso. Natural de Toledo, no Paraná, o produtor detém em solo baiano, cinco propriedades onde cultiva as culturas de soja e milho

atural de Toledo, no Paraná, Roberto Pelizaro, com 20 anos na época, chegou à região Oeste em 25 de julho de 1985. Poucos meses depois, foi à vez da família - os pais, duas irmãs e um irmão com quatro anos de idade – também deixarem a vida confortável na região Sul do país, onde trabalhavam com agricultura e suinocultura, para iniciar a atividade agrícola em terras desconhecidas. A escolha de Rosário, distante 200 km da sede de Correntina, na divisa da Bahia com o Goiás, se deu depois de muita pesquisa. “Na época, começamos a procurar terras nos estados do Pará e do Maranhão e se falava muito da Bahia. Nós viemos com corretores de lá e vimos que tinha possibilidades, que era realmente uma região diferenciada”, relembra Roberto Pelizaro. Eles não tiveram dúvidas. Venderam tudo o que tinham no Paraná e investiram em solo baiano. A compra ocorreu em novembro daquele mesmo ano – oportunidade em que trouxeram a mudança. Foi preciso muita fibra, garra, vontade de vencer, perfil empreendedor e desbravador para não apenas mudar-se para a região, mas para permanecer em cenário inóspito. “Se fosse hoje, com aquelas condições, não sei se tinha coragem, mas está no sangue do sulista esta vontade de crescer e de superar dificuldades”, evidencia. E as dificuldades não foram poucas. “Era preciso buscar água em caminhão-pipa de 2.000 litros e encher no balde – uma tarefa que toda a família ajudava e que era suficiente para o consumo de uma semana, cuidando o máximo para não desperdiçar. O problema operacional, com contratação de mão de obra, era muito grande. A estrutura era zero. Muito mal, tínhamos a BR 020 e, ainda assim, cheia de buracos. Itens de necessidade e para o trabalho no campo, tínhamos que comprar em Formosa, Brasília, Goiânia e Barreiras. Eram tempos difíceis aqueles. Quem não sabia “se virar”, precisou aprender na marra”, recorda Pelizaro.

87


A saga dos pioneiros

Roberto Pelizaro

88


A saga dos pioneiros FOTOS: STYLO E ARQUIVO PESSOAL

Casa da família na chegada ao Oeste baiano Mas o desafio maior da época, segundo destaca o produtor, diz respeito ao pouco conhecimento que se possuía sobre o solo da região, afinal, estavam conhecendo uma região nova. Mas todas as dificuldades foram superadas, pois a inteligência, a sorte para ajudar a tomar as decisões certas para melhorar cada vez mais, além de uma visão a longo prazo, foram fundamentais para o produtor paranaense obter sucesso, superando todas as expectativas.

Conquista em terras baianas

Em terras baianas, o produtor, hoje com 48 anos de idade, detém cinco propriedades – Fazenda Veneza, Fazenda Flórida, Fazenda Santa Terezinha II, Fazenda São Jorge III e Fazenda Norte Sul, que juntas totalizam pouco mais de 3,5 mil hectares para a produção das culturas de soja e milho. Em todas as suas propriedades, o produtor não teve problemas com a lagarta helicoverpa – praga que causou grande prejuízo financeiro aos produtores da região Oeste e de vários outros estados brasileiros. Pelizaro acredita que o manejo de solo adotado, com a utilização de produto fisiológico e, este ano, com a adoção de produtos biológicos, tenha contribuído para não ser afetado pela doença em suas lavouras. As únicas queixas do produtor em relação à safra deste ano, dizem respeito ao fator climático e, também, à mosca branca – praga que prejudicou pequeno pedaço da lavoura e que foi um problema na região. “Meu problema maior foi a seca. Tive dois períodos de estiagem, mas sei que teve lugares em que o prejuízo foi pior. A safra não foi boa, mas ainda assim, melhor do que nos dois

últimos anos”, avalia. O produtor não conta com nenhuma área de produção irrigada. Também em terras baianas, o produtor mudou a sua vida pessoal. Divorciou-se da primeira companheira para, anos mais tarde, conhecer a goiana Nair Pereira Ramos, de 32 anos, com quem casou em janeiro de 2000 e teve as filhas Roberta, 10, e Rafaela, 09. Os pais e irmãos de Roberto também prosperaram com a lida no campo e investiram em comércios em Rosário, onde residem até a presente data.

Desafios atuais No que diz respeito aos desafios atuais, que atrasam o crescimento e a evolução do setor na região, o produtor é enfático. “Ainda carecemos de estradas de qualidade. Não se tem logística – não se vê a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) avançar. Precisamos de logística para escoar grãos, pois estamos em região que está se destacando e estamos sofrendo com isso. A telefonia também é um problema. Melhorou, mas continua sendo muito ruim”, aponta o produtor, que também insiste na necessidade das áreas da saúde e da educação avançarem,

acompanhando a evolução da própria região. Outro problema destacado pelo produtor está relacionado à mão de obra, que continua sendo um impasse, pois é preciso buscar de fora. De acordo com Pelizaro, a região descobriu a sua vocação, mas ainda não alcançou a capacitação. É neste sentido que o produtor espera avanços. “Mesmo com conhecimento sobre a região, as empresas estão investindo, mas ainda há muita coisa para descobrir. É preciso buscar formas de minimizar custos e melhorar a produtividade”, evidencia.

Parceria que dá certo Também por essa razão é que o cliente optou por produtos que levam o nome da marca Case e encontrou na concessionária Maxum, o entendimento necessário para alcançar o objetivo: minimizar custos e melhorar a produtividade. Em 2012, o produtor adquiriu um pulverizador Patriot 3500 e uma colheitadeira, no ano passado. “Estou satisfeito com as máquinas, que não estão causando problemas. O pulverizador é de pouca manutenção e é simples para trabalhar, pois tem a opção digital e manual para o trabalho. A colheitadeira também oferece as duas opções; trabalha-se das duas formas. É uma máquina que oferece qualidade de grão e baixa manutenção. Estou satisfeito com a concessionária. São muito comprometidos e disponíveis. Sempre fui muito bem atendido. A Maxum está sendo caprichosa comigo”, encerra. ●

89


Produtor Anildo Kurek

90


A SAGA DOS PIONEIROS

A persistência de uma família unida Da esquerda para a direita: a filha Angélica, Anildo Kurek, a esposa Eliane e o filho Douglas

A força de vontade e o apoio da família foram fatores determinantes para alcançar a vitória: transformar o Cerrado em lavoura altamente produtiva na região Oeste da Bahia. O produtor Anildo Kurek hoje possui área de 12 mil hectares, onde produz milho, soja e algodão

Netos de Anildo

Anildo e o genro Kleber Sosnoski

O

Oeste da Bahia - região que atualmente se destaca na produção de soja, milho e algodão - já foi berço de oportunidades, mesmo para quem ainda não sabia cultivar a terra. Nos últimos 30 anos, com muita persistência e disposição para o trabalho, os pioneiros mudaram o perfil da economia do Estado. O produtor Anildo Kurek, casado e pai de dois filhos, é um dos protagonistas desta história. No ano de 1989, Kurek deixou Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, para apostar no sonho de conhecer o Oeste. Juntamente com o sogro Omar Seifert, comprou terras entre Roda Velha e Rosário, oportunidade em que enfrentaram inúmeras dificuldades, pois a região nada oferecia. Era uma realidade muito diferente da cidade onde morava, onde a família vivia uma vida tranquila e estruturada. Ao chegar à região, se depararam com a realidade de estar no meio do “nada”. Não havia asfalto, estradas, escolas, hospitais e mercados, tampouco, água e energia elétrica. Mesmo assim, os gaúchos não tiveram medo de enfrentar o "território desconhecido", com todas as suas adversidades. A persistência, a for-

91


a SaGa DoS pioneiroS

ça de vontade e o apoio da família foram fatores determinantes. “Tudo era muito difícil. Tínhamos que nos deslocar para Posse e São Domingos, no Goiás, para comprarmos mantimentos e produtos de primeira necessidade. Para termos água, tínhamos que percorrer 25 km. Muitas vezes chegamos a pensar em desistir, porque realmente era difícil, mas a nossa persistência foi fator determinante, nos impulsionava a continuar”, relembra. E tamanha perseverança valeu a pena. Os anos de prática e as novas tecnologias ajudaram na virada econômica e social da família. Hoje, com uma área de 12 mil hectares, o agricultor produz milho, soja e algodão – área de produção dividida entre as três culturas. Atualmente, o produtor utiliza nove colheitadeiras de grãos e três de algodão, cinco tratores e três pulverizadores - máquinas da marca Case IH. A destinação dos diferentes produtos, por sua vez, é variada, conforme explica Kurek. O milho é proposto para clientes da região Nordeste e algumas empresas de estados vizinhos. A semente de soja é destinada para região Nordeste, Tocantins e outras regiões. A produção total de algodão é dividida igualmente entre exportação e abastecimento do mercado interno nacional. “O caroço também é negociado”, comenta.

toDo eSforço DeDicaDo À família Para o produtor Anildo Kurek, todas as páginas da história de sua vida são dedicadas à família. Residente em Brasília há dez anos, é casado com Eliane, pai de Angélica e Douglas e avô de Judhá e Ravi. Possui grande admiração por seu sogro Omar Seifert e conta com o apoio incessante do seu genro Kleber Sosnoski – este último responsável técnico por todo o empreendimento, sendo considerado o seu “braço direito”. A família, de acordo com o produtor, é a base de tudo, pois sofreram e cresceram juntos. Em meio a qualquer dificuldade, o lema sempre foi: “não vamos desistir agora. Vamos ficar, lutar e vencer mais uma vez”. Por isso mesmo, nada mais

92

justo do que homenagear a companheira de convívio. Todos os empreendimentos de Anildo Kurek carregam o nome da esposa Eliane: Algodoeira Eliane, Fazenda Eliane e Sementes Eliane.

oS novoS DeSafioS De acordo com o produtor, a realidade que se via em algumas lavouras espalhadas pelo país era a de profissionais sem qualquer estrutura ou condição de trabalho, sendo transportados em veículos improvisados, enfrentando a falta d’água e energia elétrica. O desafio atual, segundo Kurek, agora é garantir a qualidade na produção. Contratar mão-de-obra no campo, por exemplo, não é uma tarefa fácil. Segundo Kurek, sobra trabalho e falta gente qualificada. Além do conhecimento, outro desafio relatado pelo produtor diz respeito às lagartas, principalmente a helicoverpa armígera. “O nosso maior desafio é combater as pragas. Sempre aparecem novas pragas que podem prejudicar o nosso trabalho, por isso é preciso ficar atento e investir muito em pesquisa, para que possamos descobrir como tratar estas doenças, cuidando da nossa produção", afirma. Devido aos problemas enfrentados com lagarta e estiagem, Kurek calcula que a produtividade média caiu 15% em relação à safra passada. Além disso, outro desafio citado pelo produtor se refere às dificuldades com logística. “As estradas precisam de pavimentação e necessitamos da implantação de outros modais para o escoamento da produção. A falta disso tudo atrasa a economia do estado”, evidencia.

parceria que Deu certo Para Kurek, o sucesso do agricultor depende não só do trabalho diário no campo, mas principalmente da informação, da tecnologia e de produtos de qualidade. O produtor aposta na marca Case - referência mundial em alta tecnologia, desempenho e produtividade em mecanização agrícola. Com uma completa linha de tratores, colheitadeiras, colhedoras especializadas para algodão, açúcar e café, equipamentos para feno e forragem, equipamentos para a preparação do solo, plantadeiras e pulverizadores, a Case atende todos os segmentos do agronegócio brasileiro. “Minha relação com a marca Case, através das revendedoras em Luís Eduardo Magalhães e Rosário, tem dado muito certo. É uma empresa empenhada em ficar cada vez mais próxima de seus clientes e levar o melhor em soluções para o produtor rural. É uma relação de amizade com o Grupo Franciosi. Quando tenho um problema, a empresa logo dá um jeito de mandar assistência ao local. O maquinário é de boa qualidade. Acredito que a Maxum vem sempre buscando melhorias”, evidencia. De acordo com o produtor, o sucesso se faz assim. “Parceria que dá certo é crescimento garantido. O nosso muito obrigado ao Grupo Franciosi”, encerra Anildo Kurek. ●


a SaGa DoS pioneiroS

93


FOTOS: STYLO E ARQUIVO PESSOAL

Da esquerda para a direita: Celestino Zanella, Marilene Zancanaro e Sandro Zancanaro

Uma decisão que fez a diferença Da expansão dos negócios em Unaí, Minas Gerais, para a região Oeste da Bahia, foi preciso decidir. Hoje o Grupo Decisão enfrenta os desafios no agronegócio sem grandes dificuldades e vem ampliando a sua atuação em território baiano 94

A

vocação para o trabalho no campo está no sangue. São agricultores profissionais há várias gerações. A luta e a disposição para enfrentar o novo e suas adversidades fazem parte da história da família Zancanaro e, por isso mesmo, justificam a história de sucesso do Grupo Decisão que, na região Oeste da Bahia vem ampliando a sua área de produção, onde cultivam as culturas de soja, milho, algodão, feijão e café. Além dos empreendimentos em terras baianas, o grupo – composto por Sandro Zancanaro, Marilene Zancanaro e seu esposo Celestino Zanella, Gilberto Zancanaro (agrônomo) e sua esposa Marli, Marilete Zancanaro e seu esposo João (técnico agrícola) - também possui propriedade em Minas Gerais. A relação da família com o cultivo da terra é antigo – uma herança herdada dos bisavós que, na Itália, já exerciam a atividade agrícola, dando prosseguimento assim que pisaram


a SaGa DoS pioneiroS

em terras brasileiras. O pai de Marilene, Marilete, Sandro e Gilberto, por sua vez, Nelsir Zancanaro, produtor nascido no Rio Grande do Sul, com mais de 50 anos de atuação no Paraná, Centro-oeste e outros estados, fundador do grupo Zancanaro, foi o responsável pela inclusão, também, dos filhos, na nobre arte de cultivar a terra. “Meu pai saiu do Rio Grande do Sul, chegando com minha mãe e os filhos no Paraná, em 1959, antes passando por Santa Catarina. Em Cascavel (PR), permanecemos plantando até 1979, momento em que também adquirimos áreas em Diamantino (MT) e Unaí (MG)”, relembra Marilene Zancanaro. Nos três estados – Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais, pais e filhos trabalharam juntos por 13 anos, até que se decidiu pela divisão das terras entre os herdeiros, ficando os filhos Sandro, Marilene, Gilberto e Marilete, com a propriedade localizada em Unaí (MG).

a vinDa ao oeSte Decisão. Esta é a melhor palavra para definir o sucesso do grupo que leva este mesmo nome e que foi criado, justamente, a partir de uma indecisão, obrigando todos a uma escolha. “Quando foi feita a divisão das terras, ninguém decidia o que seria feito da propriedade em Unaí; ninguém queria ficar com aquela terra. Nós ficamos e foi a melhor decisão. E isso aconteceu depois de muita conver-

Nelsir Zancanaro e o genro Celestino Zanella, com netos sa. Por essa indecisão, decidimos que o nome do grupo ficaria Decisão”, recorda Marilene Zancanaro. Na época, quando a empresa foi criada, o pai de Marilene tinha maioria. O sucesso obtido com a propriedade localizada em terra mineira permitiu o sucesso em solo baiano. “Por dificuldades em expansão de área em Unaí, uma vez que as terras boas já haviam sido compradas, nos atentamos para os benefícios da irrigação. Foi neste momento que nós optamos e aproveitamos para ampliar a área irrigada”, evidencia um dos administradores do grupo, Sandro Zancanaro. Com isso, estavam em busca de outra região e sabendo da imensidão de terras na Bahia, o grupo precisou expandir.

Vieram conhecer o Oeste em 2002. “Procurávamos um lugar que tivesse condições que nos agradasse, como energia, disponibilidade de água e localização geográfica - que estivesse próximo de região de consumo interno para abastecimento do Nordeste. Nesta época, não pensávamos em exportação”, conta Celestino Zanella, esposo de Marilene e um dos administradores do condomínio. “No final deste ano, viemos conhecer. Nós - eu, Gilberto e João - olhamos a área e fixamos ideia do que podia ser feito na região. Percebemos que projetos de pivô seriam viáveis, bem como a distribuição de água por canal, pois era ótima em recursos hídricos”, lembra Sandro. Examinadas as condições, partiu-se para a negociação e, em seguida, para a

Celestino Zanella acompanha os trabalhos em sua chegada à região

95


A saga dos pioneiros

Construção de canal

Construção de barracão

Instalação da rede de energia elétrica na Fazenda Decisão

compra no ano de 2003, da área em São Desidério que passaria a chamar-se Fazenda Decisão.

Dificuldades encontradas na região Ainda que tardia a chegada à região, em vista dos pioneiros que aqui desembarcaram há mais de 20, 30 anos, nem por isso o grupo deixou de encontrar inúmeras dificuldades. “Tinha certa estrutura, mas não como tínhamos de onde viemos, mas já se tinha algumas facilidades. Era muito mais fácil no Mato Grosso e em Minas Gerais. Eu tive dificuldades para deixar tudo para vir para cá, nunca tinha deixado a cidade onde nasci”, disse Marilene, hoje responsável pela questão contábil e administrativa do grupo. O marido de Marilene, Celestino Zanella, relembra alguns dos desafios en-

96

frentados à época, como a infraestrutura precária e a comunicação. “Não tinha celular, o telefone não pegava bem, chovia o mês inteiro e ficávamos sem comunicação. A telefonia era muito ruim e as estradas eram difíceis. Nós e os vizinhos fizemos praticamente 20 km de estradas”, evidencia. O cunhado de Zanella, Sandro Zancanaro, também faz referência às dificuldades. “Foi época de muito trabalho, pois era área de cerrado fechado. Não tinha gente para trabalhar. Tivemos que fazer energia, barracão, canal, sistema de captação, quebramos área de pivô e desmatamos a área para produção somente para o que nos interessava”, acrescenta. Organizados os procedimentos burocráticos como documentos para desmate, iniciaram o projeto elétrico e a instalação da rede, ficando sem produzir neste mesmo ano por conta da concessionária de energia. O primeiro plantio

só ocorreu em 2004, com implantação de pivô para irrigação em plantio de área de 593 hectares. Mais tarde, em 2007, ocorreu o plantio das culturas de soja, feijão e milho, em 2.500 hectares irrigados. A área total da Fazenda Decisão é de 3.300 hectares. A compra da segunda área do grupo – Decisão Rio Branco, localizada na Estrada do Café - ocorreu em 2008, oportunidade em que fizeram o plantio irrigado de soja, milho, algodão e feijão em área de 272 hectares. Em 2010, próximo à Fazenda Decisão, em São Desidério, o grupo adquiriu mais terra – as Fazendas Bom Jesus e Santa Clara. “Tínhamos compromisso de pagar terra, então isso nos fez trabalhar mais, acordar mais cedo e sermos mais econômicos. A vida inteira fomos agricultores”, disse Celestino Zanella. As produções são destinadas à exportação e consumo interno do Nordeste. O grupo também mantém a propriedade em Unaí (MG), que foi o início de tudo, onde plantam café, soja, milho e feijão. Em todas as propriedades do grupo, as áreas são irrigadas.

Benefícios da irrigação Isso porque, segundo explica Celestino Zanella, a vantagem do pivô para o grupo está no fato de fornecer o uso racional da água e o manejo adequado para a planta. “Utilizamos de um software desenvolvido na Universidade de Viçosa que nos fornece informações para que façamos irrigação sem desperdício, atendendo a necessidade que a planta precisa, então é algo bastante profissional. Desde 2007 até hoje, contamos com apoio, onde o nosso custo por milímetro irrigado é bastante reduzido. Este foi um projeto que foi todo calculado, feito sob medida, tudo muito redondo e especí-


a SaGa DoS pioneiroS

fico. Nós temos chuva em quantidade suficiente na região, mas mal distribuída. Nós optamos por deixar de comprar terra, para investir. Fomos os primeiros a utilizar esse tipo de sistema na região”, destaca Zanella. Concordando com ele, Sandro ressalta que o grupo sempre produz bem na região e que sempre tiveram irrigação em suas áreas. “Nunca perdemos lavoura aqui”, comemora Marilene. Com os investimentos em irrigação, o grupo foi menos afetado pela estiagem em relação a outros produtores da região, que não contam com irrigação em suas lavouras e tiveram significativos prejuízos. Se a seca não foi um problema que bateu à porta das propriedades do grupo, o prejuízo ficou por conta das pragas. “Pela própria condição do clima, elas surgem primeiro aqui, caso das doenças fúngicas e das lagartas, mas a região tem aprendido e adotado medidas de controles biológico e químico”, evidencia Zanella. Além de administrador do grupo, Celestino Zanella é vice-presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), entidade na qual participou ativamente da criação do Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária para combate da lagarta helicoverpa. Com lagarta e bicudo, além de outras pragas da região, o grupo perdeu 1/3 da produção de algodão e 10% de soja – números que, segundo o administrador, estão dentro da média da região. No ano retrasado, 60% da produção de feijão foi atingida pela mosca branca. “Os produtores precisam participar, pois as pragas não têm mais divisa”, frisa.

DeSafioS para o homem Do campo E se já não bastasse os desafios com o ataque de pragas, os produtores rurais

carecem de condições em infraestrutura para o exercício da atividade. Estradas precárias, deficiência enorme em energia, a demora na concretização da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), comunicação ineficiente – em telefonia e internet -, e portos sem condições para escoamento, estão entre as reclamações do grupo. “Depois do Anel da Soja, nenhum quilômetro de asfalto foi feito pelo governo nos últimos anos. Só está acontecendo agora por uma ação de produtores e governo, através de Parceria Público Privada (PPP). Na região do Coaceral, não há energia gerada pelo sistema, mas apenas por gerador, como em Jaborandi, Cocos... a infraestrutura é ruim no Oeste, no contexto geral. Além disso, a Fiol anda a passos de tartaruga. Temos portos com capacidade pequena e que não exportam porque não tem navio, porque não atraca. Isso tudo encarece nossos produtos. Hoje precisamos de telefonia e de internet – problemas que inviabilizam muitas atividades, pois é preciso respeitar prazos de envio de documentação, entre uma série de coisas. Isso ainda vai tirar muitos produtores da atividade”, avalia Celestino Zanella. Por essa razão é que o grupo é o maior incentivador da criação do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio (Prodeagro) - fundo criado por produtores para decidir com o governo como destinar os investimentos em infraestrutura. Mas o grupo não insiste apenas na necessidade de melhorias para o setor do agronegócio, mas para o Oeste, em diversas áreas. “Precisamos melhorar o aspecto educacional – com mais escolas básicas, médias, técnicas e superiores, pois percebemos que hoje as deficiências vêm desde o ensino fundamental. Além disso, temos esperança que os nossos políticos melhorem, que tenham

comprometimento com as necessidades e anseios da região, e que estes sejam legítimos, em especial para o setor produtivo do agronegócio”, completa. O discurso do grupo - que procura avaliar não apenas o Oeste como uma grande região produtora de grãos, mas um Oeste que carece de avanços no campo social -, justifica as iniciativas adotadas ao longo dos anos. “Logo que chegamos à Bahia, procuramos fazer parte da Aiba, em defesa dos produtores, entidade na qual hoje sou vice-presidente. Também buscamos participar da implantação do Rotary em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, como forma de contribuir com prestação de serviço voluntário. Nós sempre procuramos ter uma visão social e sempre tivemos esse espírito de servir. Acho que todo mundo busca um pouco o “servir”. Não pensamos apenas na gente, mas no bem-estar da comunidade inteira”, explica Zanella. É justamente com o bem-estar da comunidade - urbana e rural – que Zanella se preocupa. A falta de segurança – tão rotineira nas cidades - está chegando ao campo, preocupando produtores rurais. “Nossa preocupação é enorme com segurança pública, porque isso gera um temor nas fazendas. Isso tem tirado o sono de muitos produtores, que estão desistindo da atividade”, comenta.

relação com a marca A relação do Grupo Decisão com a Case é de longa data. Ainda em Unaí, em Minas Gerais, já contavam com uma colheitadeira da marca. Na Bahia, possuem seis colheitadeiras de grãos e, em terra mineira, um total de três máquinas. “O diferencial é significativo. São boas máquinas. A concessionária Maxum procura nos atender bem”, encerra Sandro Zancanaro.

implantação de irrigação na propriedade

97


A saga dos pioneiros

Patriarca da família Franciosi, João Antônio e Ubiratan

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Franciosi: unidos pelo sangue, pelo esporte e pelo agronegócio As razões que unem os três irmãos vão muito além do fato de terem a mesma filiação paterna e materna. Eles dividem responsabilidades nos negócios e nutrem paixão pelo esporte 98

H

á exatos 28 anos, João Antônio Franciosi, de Casca, no Rio Grande do Sul, dava os primeiros passos que mudaria para sempre a sua vida e as dos seus irmãos Ubiratan e Romeu. Ele não sabia, mas estava escrevendo uma história de sucesso a partir do ano de 1986, momento em que deixou o estado gaúcho em busca de um novo rumo nos negócios, vindo conhecer o cerrado baiano. Na região sul do país, deixou os pais, os familiares e os amigos. Diferente dos pioneiros que chegaram à região Oeste com larga experiência no cultivo da terra, adquirida a partir da experiência dos pais e dos avós, os irmãos Franciosi trouxeram na bagagem apenas determinação, força de vontade, coragem e visão empreendedora, além de muitos sonhos.


a SaGa DoS pioneiroS Plantação de milho

Matriarca da família em conversa com funcionárias da fazenda

Primeira casa dos Franciosi no oeste baiano

Colheita mecanizada de algodão

Plantação de arroz Foram estes inúmeros sonhos que fizeram João Antonio sair de uma pacata cidade do interior, com aproximadamente seis mil habitantes à época, onde os pais trabalhavam com fabricação de compensados, para se aventurar no desbravamento do cerrado. Primeiro veio ele, sozinho e ainda solteiro, vindo a constituir família um ano depois de sua chegada em solo baiano. Seis anos mais tarde, foi à vez de Ubiratan, já casado e com um filho pequeno, também vir em busca de melhores oportunidades de vida. “Na verdade, queríamos ir para o Mato Grosso, mas era mais caro. Não tínhamos condições de comprar lá. Então nos falaram que na Bahia as terras eram mais baratas. A gente veio conhecer a região em 1986 e optou pela Bahia, basicamente pelo preço da terra. Nós já viemos para trabalhar com lavoura. No início de 1987, iniciamos o trabalho”, recorda João Antonio - o primogênito de Romeu e Neide Zandoná Franciosi.

o início De tuDo Ao chegar à região, instalou-se em uma propriedade próxima da beira do Rio de Pedras que, na época, ainda pertencia ao município de Barreiras, pois que a emancipação política do então distrito Mimoso do Oeste aconteceu apenas no ano de 2000, passando a se chamar Luís Eduardo Magalhães. Na época da chegada dos irmãos, muito pouco existia – apenas um posto de combustível. Por todos os lados que se olhava, era possível perder de vista as grandes áreas de cerrado. Nesta propriedade adquirida de 3.000 hectares, iniciou o plantio das culturas de soja em sequeiro e arroz em área de Muito trabalho na propriedade

99


A saga dos pioneiros

200 hectares, mais tarde e, aos poucos, ampliando a área plantada. Com muito trabalho, todas as dificuldades foram enfrentadas, alcançando através da produção de grãos, dias mais prósperos. Mas esta não foi uma tarefa nada fácil. “A gente veio pra cá e foi morar na beira do rio, porque não tinha diferença morar na cidade e no meio do mato. Deste rio, tomávamos água, banho e fazíamos todas as refeições. Não tinha televisão, nem rádio, nem nada, só água. Moramos por quatro anos naquele local, até que viemos morar na ‘cidade’, quando aluguei uma casa”, conta.

O desafio de produzir O desafio maior da época, de acordo com João Antonio Franciosi, era fazer produzir. “Não se produzia nada no cerrado. Em areia braba se plantava e não se produzia. Não se tinha informações sobre variedades certas, que tipo de adubo e de calcário usar, não se sabia de nada. Tudo era feito no achismo, no chutometro. Até fazer desenvolver o negócio, foi uma briga grande”, evidencia. A briga a qual o produtor se refere diz respeito a todo o estudo de solo e tecnologia que teve de ser empregada para tornar a área produtiva – um trabalho que, segundo Franciosi, foi de 15 anos. “Tivemos que trabalhar principalmente com perfil de solo. Em 1989, ia de caminhão com o motorista em Uberaba (MG), para pegar gesso – rico em calcário e enxofre, para ver se a planta enraizava. Foi muito trabalho e a maioria das tentativas não dava certo. Depois vendi essa área”, recorda. Ainda de acordo com o produtor e empresário, este foi um trabalho que foi feito em toda a região. “Não fui só eu não. A terra era muito difícil. Se você abrir e plantar, o cerrado não dá nada, nem capim, por isso que as terras aqui eram muito mais baratas. O bom preço atraiu muita gente, mas muitos vieram pra cá e quebraram, acabaram voltando. E muitas dessas pessoas venderam tudo o que tinham para comprar aqui e perderam tudo”, conta. Não foi o caso dos irmãos Franciosi. Em 1992, praticamente dobraram a extensão de suas áreas, dando início também ao plantio irrigado.

Primeira concessionária adquirida por Franciosi

A entrada no segmento de máquinas agrícolas Em 1994, a decisão que para muitos era ousada e incerta, para João Antonio pareceu a coisa mais correta a se fazer. Comprou a concessionária Valmet, de máqui-

100

Concessionária dos irmãos Franciosi


A saga dos pioneiros

nas agrícolas, que tinha sede em Barreiras. Fechou a empresa na cidade, instalando-a em seguida à beira da rodovia, onde hoje está localizada em Luís Eduardo Magalhães. “Tive um problema sério com isso. Os caras acharam um absurdo tirar de lá e trazer pra cá, fechar uma empresa na cidade e coloca-la no meio do mato. Deu certo e todos depois vieram com o ‘rabo entre as pernas’”, conta. Nesta mesma década, os irmãos inovam mais uma vez. Em 1997, passam a representar na região Oeste da Bahia e também no Sul do Piauí, a marca Case, que produz máquinas agrícolas de alta tecnologia. A concessionária passou a chamar-se Maxum. Hoje está sediada em Luís Eduardo Magalhães, conta com uma filial em Rosário e, atualmente, outras duas – no distrito de Roda Velha, em São Desidério, e Bom Jesus (PI) – devem abrir, em breve. “A concessionária está sempre se renovando, se refazendo. A inovação precisa ser constante. É muita tecnologia embarcada, então precisa treinar. Estamos sempre formando pessoas”, destaca. Em 2000, tem início o plantio da cultura do algodão – conhecida como “ouro branco”. “Na verdade, quem descobriu e mostrou o potencial da produção da região foi o algodão. Para produzir era Incentivo ao esporte

preciso investir mais no algodão. Quando voltamos a produzir soja, vimos o potencial. Quem ensinou a região a ter altas produtividades foi o desenvolvimento do solo para produzir algodão”, evidencia. Em 2003, com a chegada do irmão mais novo, Romeu Franciosi, já casado, os três irmãos consolidam uma empresa de sucesso. Passam a beneficiar seu próprio algodão. Inauguram uma usina com capacidade de 45 fardos/hora – momento em que representam uma área de plantio de 11.000 hectares de algodão. Em 2004, nasce a Franor Agrícola S/A - resultado da sociedade entre Franciosi & Norfil. Já em 2007, inauguram mais uma usina responsável pelo esmagamento do caroço – a MAQFRAN - colocando no mercado a marca de torta de algodão Gado Forte, passando a fornecer às principais regiões de bovinocultura do País, suplemento protéico de alta qualidade.

Desafios da atualidade Depois de muitos anos de atuação e de trabalho, hoje os irmãos são produtores e empresários bem sucedidos, com áreas espalhadas desde Rosário, em Correntina, até o Piauí, ondem plantam as culturas de soja, milho e algodão. Juntos nos negócios, os três irmãos dividem respon-

sabilidades. João Antonio trabalha na administração; Ubiratan, na produção e, Romeu, da parte operacional. Apesar da vitória alcançada e de todos os desafios do passado terem sido superados, João Antonio Franciosi insiste na melhora do quadro do agronegócio na região Oeste. “O desafio não é apenas um, mas vários. Não temos estrada decente e nem condições para exportação pelos portos. A logística está muito aquém do que deveríamos ter. Sofremos ainda com problemas sérios com meio ambiente e Ministério do Trabalho, além do ataque da lagarta helicoverpa no ano passado”, aponta. É com relação a este último assunto que Franciosi se diz desapontado. A não liberação do produto para combate da lagarta – já amplamente difundido em outros países – trouxe ainda mais prejuízo aos produtores. “É só aqui que as coisas não funcionam. A gente perde lavoura, como foi no ano passado, sabendo que iriamos perder, e sem poder fazer nada. Pela incompetência, o produto não foi liberado e o que tínhamos não matava nunca. É uma vergonha, a novela continua e este prejuízo ninguém nos devolverá”, analisa.

Roubos nas fazendas Outra questão que preocupa o produtor é a crescente onda de assaltos às propriedades. “Esta é uma realidade. O ladrão só fica onde é acolhido. É por isso que a gente está vendo a possibilidade de trazer uma patrulha área para o Oeste, com base para helicóptero, voltada para este tipo de roubo. Eu vejo esta como a ferramenta número um”, ressalta.

Paixão pelo esporte Além dos negócios, os irmãos nutrem uma mesma paixão: o esporte. Já no Rio Grande do Sul, João Antonio Franciosi sempre foi um incentivador dos esportes, especialmente os de corrida. “Lá no Sul, em Casca e Serafina Corrêa, eu já corria de motocross, e agora na região Oeste da Bahia. Eu sempre tive paixão por esporte, por corrida”, conta. Tamanha paixão já lhe rendeu alguns títulos. Por dez vezes, foi campeão baiano de Autocross e vários outros títulos no Rally dos Sertões. “Este é um desafio maior, exige muito preparo físico. Este ano, eu estou me antecipando para chegar preparado”, adianta. Além de João, o outro irmão Romeu também continua correndo na competição. Apenas Ubiratan parou de se dedicar à prova.

101


oferecimento:

Evolução Constante

A parceria entre o produtor e as máquinas sempre foi sinônimo de sucesso e fez da região, esta fronteira agrícola de produtividades recordes nas culturas de soja, milho e algodão, despontando como uma grande potência produtiva. A Campoeste, concessionária Stara, parabeniza o cliente produtor pela realização profissional da atividade e homenageia aqueles que tiveram papel de fundamental importância na transformação do cerrado seja no desbravamento ou no exercício do cultivo da terra nos dias de hoje.

102


A saga dos pioneiros

O sucesso de quem acreditou nas oportunidades do Cerrado O economista e produtor, Amauri Stracci, dispensou a vida confortável em São Pedro do Ivaí, no Paraná, para aventurar-se em terras do Oeste baiano, sem prever que contabilizaria, 30 anos depois, 10 mil hectares

A

mauri Stracci está entre aqueles que depositaram na união de esforços, a esperança de um futuro melhor, e que elegeram no agronegócio, o caminho para alcançar o desenvolvimento pessoal, profissional e financeiro. E lá se vão quase 30 anos desde que o sonho do economista e produtor rural começou a se transformar em realidade em terras baianas. Com 21 anos, deixou São Pedro do Ivaí, no estado do Paraná, em busca de melhores oportunidades. Em 1984, na companhia do pai, da mãe e de uma grande comitiva, veio ao Oeste baiano trazendo duas carretas, cinco tratores, máquinas de calcário e uma quantidade imensa de materiais para o trabalho no campo. Antes de pisar em território baiano – chegando ao distrito de Mimoso do Oeste, hoje Luís Eduardo Magalhães - a viagem teve paradas em Mato Grosso e Minas Gerais. O local foi escolhido pela família por estar menos desenvolvido do que os outros pelos quais passaram e, também, por ter sido desbravado por poucos agricultores. A ideia de investir na região partiu do patriarca Lúcio Stracci, ao deparar-se com o aumento da família e com a possibilidade, cada vez mais remota, de ampliar as lavouras de soja e trigo no Para-

ná. Não teve dúvida: desfez-se de parte dos bens e apostou todas as esperanças. A trajetória da família Stracci se assemelha a de milhares de agricultores que deixaram a vida confortável da região sul do país - que já contava com serviços essenciais como eletricidade, água e saneamento básico - para se aventurar em terras que ofereciam difíceis condições de sobrevivência, em busca de melhores condições de vida. Sem saber o que os esperava e sem nunca ter ouvido falar acerca da região, empreenderam muito entusiasmo, vontade e idealismo. “A ideia de vir para o Oeste da Bahia partiu do meu pai que sempre teve uma visão voltada para o futuro. Eu me lembro das palavras ditas por ele até hoje: “se vocês querem crescer na vida, no ramo da agricultura, vamos para o cerrado, pois lá é o futuro do Brasil”. E assim fizemos. Chegamos ao Oeste da Bahia e encontramos tudo o que um agricultor queria: área em abundância, com preço baixo e terra plana - o sonho de qualquer agricultor”, lembrou Amauri. E o patriarca da família estava certo. Trinta anos depois, Amauri não podia prever que contabilizaria 10 mil hectares em propriedades distribuídas nos estados da Bahia – distrito de Roda Velha, município de São Desidério - e do Piauí. Nos dois estados, o produtor rural cultiva as culturas de soja, milho e algodão.

103


A saga dos pioneiros

Produtor Amauri Stracci

Um passo difícil, mas importante para o sucesso Em uma área de 2,5 mil hectares, a família começou plantando soja, trabalhando de sol a sol e, aos poucos, e com muito esforço – foi conquistando bons resultados safra após safra, adquirindo novas propriedades e equipamentos agrícolas. Todo o esforço se deve também à dona Luíza Stracci, mãe de Amauri, segundo ele, grande entusiasta na transformação. “Tínhamos nossa casa, carro, energia elétrica e, de um dia

104

para a noite, a gente jogou todo o conforto para o alto e passamos a morar debaixo de uma lona, com lampião a gás e água distante 40 km da propriedade. Mas nunca reclamamos. Se houve dificuldades a gente não lembra. Se fosse necessário, eu faria tudo de novo”, disse Stracci.

Rotina de trabalho Levantar antes do nascer do dia e logo cedinho passar pelo galpão da fazenda, reunir a equipe e traçar as diretrizes

de trabalho, passar o dia percorrendo a propriedade, acompanhar de perto e, constantemente, envolver-se com as tarefas, literalmente pondo as mãos na massa, ou melhor, na terra, são atividades rotineiras do dia-a-dia do produtor. Logicamente que fazer tudo isso sozinho, não é tarefa fácil. Por essa razão é que o agricultor conta com a contrapartida daqueles que devem ser os seus sucessores no futuro: um casal de filhos. Conforme Stracci, os mais velhos chegam com a experiência adquirida ao longo dos anos e os mais


A saga dos pioneiros

jovens com as novas técnicas e recursos, recém-assimilados nas escolas e universidades. Esta é a receita de sucesso que muitos proprietários vêm utilizando com excelentes resultados - um esquema de ação que leva em conta todas as competências familiares de geração a geração. “Não tenho dúvida de que o que conquistamos foi em função da nossa união. Quando se trabalha em conjunto, tudo fica mais fácil. O apoio da família é essencial, pois temos a segurança de que vai dar certo. Tudo está ligado ao amor, se não tiver amor naquilo que a gente faz, nas pessoas que estão a nossa volta, nada vai para frente. Valeu a pena arriscar!”, evidencia.

Parceria com Stara Além do apoio da família, Amauri acredita que boas parcerias, como a que ele mantem com a Stara - são ingredientes indispensáveis para alcançar o tão sonhado sucesso. “Eu sou cliente da Stara há muito tempo. Fui uma das primeiras pessoas a acreditar no potencial da Stara, que hoje se apresenta como uma empresa dinâmica, que se antecipa às necessidades dos produtores rurais, gerando tecnologia voltada para o aumento da produtividade e do lucro na atividade. Esta foi uma ótima parceria. A Stara está sempre se desenvolvendo, se renovando e colaborando. É uma empresa que não tem medo de errar. Esperamos que a Stara continue acreditando no produtor, assim como nós acreditamos no potencial da empresa. O grupo está de parabéns”, avaliou Stracci.

Investimento futuro

O grupo Stracci começa a se preparar para a integração lavoura-pecuária e já dá os primeiros passos para o aprendizado do manejo com a braquiária. “Esta é uma tendência para os próximos anos, apesar de que este ano estamos entrando mais fortes em um negócio novo – que é aprender a comprar e vender gado, mas indo devagar para não errar muito, porque errar custa dinheiro. Este ano estamos com 1,8 mil hectares para fazer o sistema de integração lavoura-pecuária. A aptidão do agricultor do Oeste é a produção de grãos e algodão. Já temos total domínio sobre essas culturas, por isso, acredito que a diversificação venha com a pecuária”, disse Amauri.  

Desafio para o agronegócio

Apesar de satisfeito com os bons re-

Stracci: "Gargalo logístico envolve praticamente toda a infraestrutura de transporte do país" sultados obtidos e com as expectativas futuras, o produtor é enfático ao afirmar que todo o trabalho do produtor corre risco de sofrer um pesado revés, se problemas relacionados à infraestrutura logística - o maior obstáculo para o desenvolvimento do agronegócio do Brasil - não forem solucionados. O gargalo logístico envolve praticamente toda a infraestrutura de transporte do país.  Apesar da maioria dos produtores, inclusive da própria Agência Brasil, garantir que o grande desafio para o agronegócio em 2014 é a infraestrutura logística, Amauri considera a falta de mão-de-obra capacitada como o principal desafio atualmente. De acordo com o produtor, as empresas procuram profissionais qualificados e com alta capacidade de aprendizado, porém percebe-se que há falta de qualificação técnica e de mercado. Segundo Stracci, mesmo sabendo que o agronegócio possui grande representatividade para a economia brasileira, sendo o principal responsável por assegurar o saldo positivo da balança comercial, bem como empregar aproximadamente um terço da mão de obra no País, o governo não reconhece o empenho da classe produtiva. “A infraestrutura logística é um entrave, mas neste contexto o maior problema que temos de logística chama-se governo, que não olha para o produtor do Brasil, mesmo sabendo que ele gera quase 40% do PIB e que temos um crescimento acima de 4% ao ano, na

cadeia do agronegócio. O governo não consegue enxergar por um único motivo: os produtores não somam votos. Jamais um governo vai investir na produção, infelizmente é essa a visão que temos do governo. Acho difícil que isso se resolva em curto prazo”, analisa. Como se vê, os obstáculos para o crescimento do agronegócio brasileiro são imensos, mas as soluções também existem e precisam ser colocadas em prática. As empresas rurais esperam que o governo (esferas federal, estadual e municipal) e iniciativa privada mantenham a sua determinação em modernizar a infraestrutura brasileira e resolvam problemas domésticos para que o país se torne a potência do agronegócio do futuro. “Cadê o retorno com a arrecadação dos produtos que saem da região? Se passaram praticamente 30 anos e nós ainda não temos estradas para tirar o nosso produto, atolando caminhão, quebrando caminhão, perdendo carga”, reclama. Consciente da importância da organização dos produtores para o crescimento do setor, Amauri Stracci envolveu-se, desde o início, com as principais entidades de classe da região: a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Fundação Bahia, na qual assumiu diversos cargos de diretoria. “As associações são importantes, mas precisamos trabalhar ainda mais para alcançarmos o peso político”, destaca. ●

105


a SaGa DoS pioneiroS

oferecimento:

Evolução Constante

106


A saga dos pioneiros

Grupo Ilmo da Cunha: gestão e conhecimento para alavancar os resultados O grupo Ilmo da Cunha é formado pelos irmãos Izabel, Márcio e Ivana e tem sua sede em Luís Eduardo Magalhães, região oeste da Bahia, grande produtora de grãos. A família saiu de Linha Glória, Victor Graeff, rumando ao Paraná para depois se tornar referência em agronegócio no oeste baiano, onde cultivam soja e algodão. Isabel ainda é presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão e Márcio é cliente MAS (Manejo Avançado Stara).

U

Dona Anny e seus filhos Isabel, Márcio e Ivana

ma família que sempre esteve ligada ao agronegócio. Assim é a família Cunha, residente na região oeste do estado da Bahia. Os filhos de seu Ilmo, agricultor, e dona Anny, professora, Isabel, Márcio e Ivana tem na agricultura o seu dia a dia e formam o Grupo Ilmo da Cunha. No grupo, Isabel cuida da parte financeira e administrativa do grupo e Márcio da produção e coordenação das fazendas. A história da família Cunha na Bahia iniciou em 1983, quando os irmãos deixaram Corbélia, no Paraná (onde residiam desde 1974, quando seu Ilmo trocou a área herdada em Victor Graeff por uma área na região de Cascavel) para morar na fazenda de 5 mil hectares em Luis Eduardo Magalhães, região oeste do estado. "Quando viemos para cá, meu pai tinha comprado uma área de 5 mil hectares sem vir conhecer, sem ver a área. Foi no escuro. Ele só disse que queria um lugar que chovesse e que pudesse construir um futuro para a família", conta Isabel. Os pais continuaram morando no Paraná e os 4 filhos (incluindo um já falecido) foram assumir a nova propriedade da família, enfrentando dificuldades nos primeiros tempos em solo baiano. "Na fazenda não tinha quase nada, era tudo muito precário, muito difícil. Quando chegamos a casa não estava pronta. É aquela tradicional história que muitos tem, de morar em um puxadinho, um barraco, até conseguir terminar a casa. Nós também passamos por isso",

lembra. Além de ser uma região distante e desconhecida, a família enfrentou dificuldades para adaptar os conhecimentos em agricultura à região, que hoje é conhecida como a maior produtora de grãos do estado da Bahia. "No começo não havia um histórico de como fazer. Tivemos que ir aprendendo e quase sempre pagando para aprender. Mas nos últimos 15 anos aconteceu uma evolução gigantesca na área de tecnologia e conseguimos acompanhar. Sempre dispostos a mudanças, não ficando numa zona de conforto. Sempre buscando novas tecnologias e conhecimento para estar produzindo com qualidade e em quantidade", explica Isabel. Hoje nas fazendas do grupo, uma localizada em Luís Eduardo Magalhães e a outra nos municípios de Formosa do Rio Preto, Bahia, e Mateiros, Tocantins, são plantados soja e algodão. A família já possuía experiência na cultura da soja, cultivada no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas desconhecia o manejo do algodão. "Começamos plantar algodão em 89. Algumas pessoas foram mais pioneiras no cultivo, mas nós esperamos um pouco até por questão de estrutura e conhecimento. É muito diferente, mas hoje eu não vejo o nosso grupo sem plantar algodão", explica Isabel. "Nos especializamos em soja e algodão. Até pouco tempo atrás plantávamos milho também, mas, por ser uma região de sequeiro, é uma cultura muito instá-

107


A saga dos pioneiros

Isabel da Cunha e o irmão Márcio vel", complementa Márcio. O cultivo de algodão tornou o grupo Ilmo da Cunha referência e levou Isabel à presidência da Associação Baiana de Produtores de Algodão. Abapa O estado da Bahia é o segundo maior

108

produtor de algodão do Brasil, concentrando a maior área de cultivo na região oeste do estado. Em 2012, a cotonicultura ocupou mais de 400 hectares, com áreas alcançando produtividade acima de 500 arrobas por hectare. No ano 2000, um grupo de produtores se uniu para criar a Associação Baiana dos Produtores de Algodão, a

Abapa. Hoje, a associação reúne mais de 200 produtores na região oeste e 30 na região sudoeste e tem Isabel da Cunha como presidente até dezembro de 2014. "Já havia a Abrapa, nacional, e os produtores daqui tiveram a intenção de criar uma associação na Bahia. Quando fizeram a primeira reunião para fundar a Abapa eu fui convocada. Sempre parti-


A saga dos pioneiros

cipei das reuniões e comecei a fazer parte da diretoria. Primeiro como suplente, depois como titular em cargos menores e vice-presidente. Quando percebi eu me tornei presidente", lembra Isabel. A atuação da associação junto aos produtores, buscando novas tecnologias para o manejo e condições mais favoráveis de mercado, tornou a Abapa uma referência nacional. "É uma associação referência nacional por sua organização e unanimidade, onde se buscam os mesmos objetivos: melhorar a produtividade, a qualidade, agregar valor ao produto, enfim, o melhor para o produtor", explica Isabel. A qualidade do algodão colhido influencia diretamente o valor de venda. "O algodão tem que ser bom, se for meio bom já perde muito em valor comercial. Temos que agregar valor e reduzir custos para chegar num resultado melhor. Não adianta ter produtividade, tem que ter rentabilidade", conclui. Isabel concilia as atividades na associação com a administração do grupo. Para isso, acredita ser necessário formar uma boa equipe de trabalho. "É difícil compor uma diretoria participativa e encontrar pessoas dispostas a doar seu tempo em favor do todo. É por isso que temos que estar cercados de pessoas competentes, que nos assessorem", ressalta. Evolução Constante e desafios do agronegócio Com a propriedade estruturada, tanto em pessoal como em equipamentos, o grupo se prepara para alavancar os resultados. "Estamos sempre buscando evoluir, buscando conhecimento, máquinas, dispositivos e ferramentas para estar sempre crescendo. Porque se ficarmos parados, o mundo nos engole, temos que estar sempre preparados. É uma evolução constante, cada ano vamos conquistando espaço, conhecimento e credibilidade a mais", afirma Isabel. O irmão Márcio complementa dizendo que "sempre tem algo a ser melhorado, desde a produtividade até o bem-estar dos colaboradores (algo que pregamos muito), além de questões ambientais. De forma geral, buscamos melhorar o sistema". Segundo Márcio, a maior ferramenta para aumentar os ganhos na propriedade é o conhecimento. "O básico todo mundo sabe. Daqui para a frente é uma questão de acerto fino, partir para os detalhes com uma adubação bem afinada,

químicos e produtos muito bem escolhidos. Tenho uma visão de que chegamos em um ponto onde o próximo passo desse nosso ajuste fino é a agricultura de precisão", explica. O setor agrícola enfrenta muitas dificuldades. Os irmãos Cunha destacam o manejo (pragas e doenças) e a falta de reconhecimento do setor como os principais gargalos do agronegócio. "Hoje o maior desafio para o algodão é a infestação com o bicudo e as doenças. Temos uma preocupação com o manejo e a convivência com essas novas pragas, muitas que surgiram nesses últimos 3 anos. E o manejo é o desafio para qualquer cultura", comentam. Outro ponto é a falta de reconhecimento do setor agrícola dentro do país. "As pessoas não reconhecem a importância do setor. Da hora que se acorda até a hora que se vai dormir usam produtos oriundos do agronegócio", lembra Isabel. Além disso, a agricultura tem papel fundamental para a economia brasileira. "Economicamente, quando há um superávit na balança comercial é graças ao agronegócio e infelizmente isso não é reconhecido. Somos conhecidos como destruidores de natureza", se resigna. Lembrando ainda que pessoas como ela, que estão a frente do agronegócio, tem o desafio de buscar o reconhecimento para o setor. Sucessão e trabalho em família O grupo Ilmo da Cunha é uma empresa familiar, onde as partes tem funções distintas. Os filhos do seu Ilmo assumiram a propriedade e os negócios de forma natural e hoje tentam manter seus filhos próximos da propriedade para que ocorra da mesma forma."Espero que seja natural, da mesma forma que foi com o meu pai, porque hoje vemos muitos amigos que têm lavoura, mas os filhos estão dispersos e ainda não demonstram interesse em tocar a propriedade", lembra Isabel. O filho mais velho de Isabel, André, já trabalha no grupo, auxiliando a mãe na parte comercial. Além dele, duas sobrinhas, Joana (filha da Ivana) e Carolina (filha do Márcio), fazem faculdade de Agronomia com intenção de trabalhar na propriedade da família. "Cada um dos irmãos tem 3 filhos, além dos que já estão encaminhados, tem mais um monte de guris querendo trabalhar na lavoura", brinca Isabel.

Apesar de querer que os filhos continuem na propriedade, Isabel e Márcio acreditam que um dos segredos para o sucesso profissional seja fazer o que gosta. "Quando a sucessão é natural é melhor. Mas tem uma coisa que eu sempre digo, tem que fazer o que gosta", afirma Isabel. "Trabalhar em família só traz ganhos. Nos encaixamos muito bem nesse estilo de trabalho, ela na parte financeira e eu na produção. Não vejo como ser diferente. Se um faltasse iria ter problemas, se faltasse o outro também. Um complementa o outro. Eu não faria o que ela faz e nem ela se adaptaria ao que eu faço", conclui Márcio. "Aprendemos a trabalhar juntos e juntos conseguimos chegar onde estamos. Juntos conseguimos mais", lembra Isabel. Stara A partir desse ano, Márcio da Cunha passou a ser um dos clientes MAS (Manejo Avançado Stara). O convite aconteceu durante a Agrishow 2013, em Ribeirão Preto. "Nosso primeiro ano de trabalho vai ser este. Pelo que conheço do projeto, a expectativa que tenho é de realizarmos um bom trabalho", explica. Márcio conhece o parque fabril da Stara e mantém um bom relacionamento com a empresa e sua concessionária na região, a Campoeste. "Conheço a fábrica da Stara. Estive duas vezes lá, no cinquentenário da empresa e esse ano no encontro MAS e APSul América. Dessa última vez eu fiquei muito impressionado com o desenvolvimento e a evolução que aconteceu na fábrica. Inclusive meu gerente não conhecia e até questionava porque eu escolhia a Stara em meio a tantas outras marcas. Ele ficou impressionado com o que viu, já que me acompanhou na última visita", comenta o produtor, que acrescenta: "um dos motivos por termos optado pela Stara é porque ela é brasileira (nacional). Porque nós somos brasileiros e temos que valorizar o que é nosso. A assistência técnica é mais fácil, mais próxima. A Campoeste está sempre presente e tem um atendimento familiar também". Para o produtor, o grande diferencial da empresa é apresentar soluções em tecnologia para melhorar o desempenho das lavouras. Os equipamentos são projetados para facilitar o trabalho nas propriedades, baseados nas necessidades de cada região. Isso é percebido na gama de equipamentos que a Stara oferece aos seus clientes. ■

109


CMO: 25 anos de história no Oeste baiano Solidariedade, fé, dedicação, compromisso, amor, pioneirismo e determinação foram práticas presentes durante toda a trajetória de trabalho educacional da instituição e que hoje justificam todo o sucesso alcançado

O

ferecer educação de qualidade e, por meio do ensino, formar cidadãos no então distrito Mimoso do Oeste. Este foi o objetivo e responsabilidade ao qual um grupo de educadores da comunidade, no ano de 1986, se propôs a realizar na localidade ainda pertencente à cidade de Barreiras. Assim como os primeiros desbravadores, que à região chegaram ao final da década de 60, trazendo muitos sonhos, força do trabalho e união, o Colégio Mimoso do Oeste (CMO) há 25 anos participa e constrói, juntamente com toda a comunidade, a Educação do município de Luís Eduardo Magalhães. Visando ser um educandário que estivesse à altura dos grandes centros, o CMO não apenas fez parte da história, como ajudou a escrever a história deste próspero município. No decorrer dos anos, o colégio vem ampliando sua estrutura, recebendo mais alunos, formando mais cidadãos capacitados para a vida pessoal e profissional e reafirmando o seu comprometimento com a comunidade, mantendo sempre o seu papel social de entidade educadora – a quem compete

110


A saga dos pioneiros

não apenas o ensino, mas o repasse de noções de ética e de cidadania. Esta não foi uma trajetória fácil. Para concretizar um sonho, segundo a filosofia da instituição, não basta apenas imaginá-lo; é preciso foco, competência e vontade para que as ideias e os pensamentos se concretizem. Quando o Colégio Mimoso do Oeste iniciou suas atividades educacionais, foi preciso acreditar que este era um projeto a longo prazo. Basta saber que, em 1990, o colégio contava com apenas um aluno na 8ª série e três alunos na 3ª série. Para superar todas as dificuldades e, posteriormente, festejar os momentos de alegria, foi imprescindível contar com uma equipe aguerrida – apoio que os proprietários do colégio sempre tiveram em todos os anos de atuação. De 1990 a 1992, o colégio funcionou no prédio do Adelche e, depois, nas instalações do Jardim Paraíso, onde funciona atualmente. Hoje, o CMO vem ampliando a cada dia. O número de alunos que chegam todos os anos é crescente. A liberdade, a

livre iniciativa e a educação de qualidade justificam o progresso. Ghandi, um dos maiores pacifistas que a terra já conheceu, disse que quem quer progredir não pode repetir a história, tem que fazer uma nova. Foi o que o CMO fez e é por isso que hoje festeja os seus 25 anos de história de atuação e de sucesso, sendo 13 deles reconhecidos pela sociedade luiseduardense, por meio do Prêmio Destaques do Ano da Acelem. Também por ter sido agraciado com o título por dez anos consecutivos, o colégio recebeu medalha de honra ao mérito – uma das poucas empresas a conseguir esta preferência. O colégio conta com turmas de Grupo 02 ao 3° ano do Ensino Médio, com 749 alunos, conforme levantamento até maio deste ano, além de prédio novo, auditório e oito salas. Obrigada, comunidade de Luís Eduardo Magalhães, por permitir ao CMO ser uma instituição de ensino que é, sobretudo, uma ferramenta de ação contínua em busca de um mundo melhor. Que possamos construir a cada dia a nossa história guiada pelo bem e amparados por Deus.

111


A saga dos pioneiros

Gelso e Nadir

O gaúcho que venceu em solo baiano Do Rio Grande do Sul, Gelso Fontana trouxe também o perfil participativo nas questões sociais, políticas e culturais, que já possuía em sua cidade natal

112

A

família estava crescendo. Era preciso comprar mais terras para assegurar melhores condições de vida e, também, um futuro mais próspero para a esposa e filhos. Estando cada vez mais difícil adquirir propriedades e havendo a necessidade de ampliar a área de plantio, o gaúcho de Espumoso, Gelso Fontana, com 36 anos à época, não teve dúvidas: estava na hora de sair em busca de novas oportunidades de crescimento. Deixou a sua propriedade, no Rio Grande do Sul, onde plantava 50 hectares das culturas de soja, milho e trigo, à procura de uma nova região promissora que possibilitasse a realização de todos os sonhos da família. Depois de passar pelo próprio território gaúcho e pelos estados do Paraná, Santa Catarina, São

Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, encontrou na Bahia o incentivo que precisava para fazer as malas. “Nós procurávamos um local que tivesse clima bom, que chovesse bem, que não tivesse pedras – como é no Sul -, que fosse planície para realizar o trabalho com máquinas e que tivesse como sobreviver. Na Bahia, encontrei terra boa e barata, além de uma calorosa recepção das pessoas que aqui estavam”, recorda. A primeira viagem do patriarca da família ao Oeste baiano aconteceu em julho de 1980, oportunidade em que veio acompanhado de Anildo Ficagna (já falecido). Neste mesmo ano, ele e mais quatro irmãos - Moacir, Geraldo, Roberto e Lucir - adquiriram uma área de 3000


A saga dos pioneiros

Festa de bodas de Rubi. Família com filhos e netos hectares, em Bela Vista. Destes, 1000 hectares pertenciam a Gelson Fontana que, do Rio Grande do Sul já havia trazido máquinas – três tratores, caminhão e colheitadeira – e implementos para realizar o plantio de uma área inicial de 200 hectares, onde cultivou arroz e soja. Dificuldades O início não foi nada fácil. Neste primeiro momento, o produtor veio só, enquanto a esposa Nadir e quatro filhos – Valtair, Tania, Elizandra e Greice, com idades de 13, 12, seis e um ano, respectivamente -, ficaram no Rio Grande do Sul. “Não tinha estrada, energia, comunicação e nem água. Era preciso percorrer 14 km para buscar água, com tambor. Mais tarde, íamos de carro pipa. Não era possível criar animais. Não tinha nada aqui quando cheguei, somente um bar no entroncamento e depois um posto de combustível que, ainda assim, veio depois. Ainda pertencia a Barreiras, que era uma cidade bem carente. Quando necessitávamos de algo, era preciso buscar em Barreiras, por isso tínhamos uma casa de apoio lá. Se fosse algo mais

complicado – como ainda é até hoje em saúde, por exemplo – tínhamos que ir para Brasília. Não tinha agência de peças, nem de máquinas e de insumos – tínhamos que comprar no Sul e trazer de ônibus. Era preciso trazer tudo de fora”, conta Fontana. Caso do calcário, que era trazido de outro estado pelo produtor. Entre idas e vindas do Rio Grande do Sul para a Bahia, o produtor teve de driblar a difícil tarefa de produzir, de tornar o cerrado produtivo. Em solo baiano, esta foi a grande dificuldade encontrada por Fontana, assim como foi para todos aqueles que chegaram à região em décadas passadas. “O povo que vinha do Sul tinha larga experiência em produção e em solo, e embora o clima fosse bom, a terra daqui era pobre, tinha pouco material orgânico. Nós não sabíamos o que produzir nesta terra, então plantamos soja, milho e arroz, trazendo semente do Rio Grande do Sul. Nenhuma cultura produziu. A soja não crescia”, explica. Ainda de acordo com Fontana, a princípio, o trabalho inicial foi mais de abertura de área, contratação de mão de obra e, a partir do terceiro ano em diante, investimento pesado em adubação.

“Até acertar a variedade, demorou. Mas a gente via que a região prometia muito”, relembra. Foi somente quando se passou a usar semente da Embrapa e se fez a correção do solo, que as terras do cerrado começaram a produzir bem. O produtor também destaca a importância do entrosamento entre os produtores que vieram do Sul e as instituições e profissionais da área para a obtenção da melhoria produtiva de toda a região, em plantio, genética e semente. “Fazíamos reuniões e dias de campo para trocarmos conhecimentos em correção de solo e plantio. Dessas reuniões saiu uma plantadeira adequada para a região. Alguns agrônomos, neste contexto, foram de fundamental importância, como Aroldo Marafiga, Antonio Guadanin, Joao Kuffel, Adelar Cappellesso, entre outros”, evidencia. Contribuição ao desenvolvimento da região Além do avanço no aspecto produtivo, o produtor orgulha-se de outro papel muito bem desempenhado por ele ao longo do tempo: o de contribuir para o

113


muito na estruturação do Oeste baiano, em estradas, vilas, igrejas. Também do ponto de vista esportivo, fui treinador de futebol em Bela Vista. Ajudei a trazer o Sicob e trabalhei para a vinda do Sicredi, esta última uma experiência que está dando certo. Esta foi uma luta travada por mim e meus companheiros. Fui Patrão do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) por dois anos aqui. Já participava no Sul e trouxe esta cultura pra cá”, conta. Em 1998, ocorreu a expansão dos negócios: a compra de 2000 hectares em área no Novo Paraná, própria para pecuária. Nesta área – atualmente arrendada - mantém gado, ovelha, soja e feijão. A propriedade de Bela Vista é administrada pelos filhos do casal. Propriedade em Bela Vista

Primeira viagem de Gelso e Nadir para a Bahia em agosto 1980

Local onde muitas pessoas de fora ficaram na propriedade de Gelso

Primeiro galpão da Fazenda Pratinha

114

povoamento da região. “Fazia muitas viagens no decorrer do ano ao Rio Grande do Sul, porque a família estava lá. Então passava muito tempo indo e vindo. Calculo que eu tenha feito umas 50 viagens, trazendo pessoas de lá para conhecer a região. E essas pessoas que vinham da região sul, voltavam e faziam propaganda. Muitas pessoas trazidas por mim acabaram ficando”, conta. A mudança, em definitivo, de toda a família, aconteceu em 1994. Com tamanha propaganda sendo feita da região, grande era a procura, em especial de pessoas do Rio Grande do Sul e do Paraná, para fixar residência no cerrado baiano. Estimulador da formação de uma comunidade em Bela Vista, Gelso Fontana abrigou muitas pessoas que chegaram à região, mas não tinham onde morar, ou que estavam aguardando a construção de suas casas. “Era muito grande a procura. As terras eram baratas e planas. Muitos, até construírem suas casas, acamparam em nosso galpão, em Bela Vista. Nós recebíamos muitos visitantes, pois que foi a primeira comunidade. Depois veio Novo Paraná, Roda Velha e, posteriormente, Placas. Tinha muitas crianças novas naquele tempo e as famílias eram bem unidas. Era bem legal”, conta. Do Rio Grande do Sul, Gelso Fontana trouxe também o perfil participativo nas questões sociais, políticas e culturais, que já possuía em sua cidade natal, onde foi vereador e secretário de uma cooperativa de produtores. “Colaborei

Emancipação política A emancipação do distrito Mimoso do Oeste, ainda no ano de 2000, foi outra luta travada por Gelso Fontana. “Nós prevíamos que seria uma grande cidade. Não tinha ninguém contra, todos queriam. De aproximadamente 18 mil pessoas que moravam naquela época, tivemos pouco mais de seis mil votos. Toda a comunidade ajudou. Por isso que a cidade cresceu depressa. Nós fizemos várias reuniões com a comissão de emancipação e fizemos projeto. Eu participei de todas as reuniões e audiências como tesoureiro. Deu para pagar quase todas as despesas”, recorda. Hoje, Gelso Fontana vê Luís Eduardo Magalhães como uma cidade que está crescendo, se estruturando e se expandindo para, num futuro muito próximo - prazo de dez anos, estimado por ele alcançar os 200 mil habitantes. “Assim como todos aqueles que vieram há mais de 30 anos, a gente tem amor por essa terra. Por isso mesmo, temos esperança de um futuro melhor, de termos uma cidade bem estruturada, sem violência, com melhores condições em saúde, educação e segurança, uma cidade boa para viver, sem pó e sem lama. Ainda falta muita coisa, mas estamos no caminho certo”, avalia. Em solo baiano, o produtor alcançou todas as metas e hoje se diz uma pessoa realizada. “Em Espumoso, no Rio Grande do Sul, deixei muitos amigos, mas aqui também tenho muitos. Se tivesse que começar do zero, faria tudo de novo, porque valeu a pena. Estou realizado, meu dever como cidadão foi cumprido. Tudo que planejei, deu certo, acima das expectativas, com muito sacrifício”, finaliza. ●


115


116


Revista Stylo - Ed. 09 - Maio/2014