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Ela é tão gata!!!

Ele é tão fofinho!!


A única coisa real sobre Caitriona Genebra Grace é o azul de seu sedan velho. Enquanto o luxo e a vaidade são termos que ela poderia usar para descrever sua vida cotidiana, não são palavras pelas quais ela vive. Em vez disso, são palavras que a mantêm alimentada – escassamente. Como recepcionista em uma clínica de spa, sua vida está longe de ser glamorosa, mas para ela, é melhor assim. Para Cait, qualquer coisa supera a vida que ela deixou para trás quando se despediu de sua pequena cidade após o ensino médio. Sua alteza, o Príncipe Henrik Stuart, é escravo do seu status real. Conduzido pelo dever e controlado pela coroa, ele teme um futuro acorrentado a uma mulher de boa criação — uma herdeira incapaz de fazê-lo se apaixonar. Embora conhecido como o príncipe imprudente, o pensamento de se estabelecer não é o que o incomoda. Em vez disso, se ele pudesse encontrar uma mulher que não se importasse com seu título, ele lhe daria o mundo. Quando uma viagem de fim de se mana leva a um encontro casual, tanto Caitriona quanto Henrik sentem uma faísca entre eles que nunca sentiram antes. Para cada um, o outro é muito bom para ser verdade, mas uma noite de diversão não pode ser negada. Quando ela disse "sim" para o belo desconhecido de olhos verdes, Caitriona não sabia que estava entrando em seu próprio conto de fadas. O que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas... exceto quando é

legalmente vinculativo

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CONTEM

Beijos de Princesa UTILIZADO PARA TRANSFORMAR SAPOS EM PRÍNCIPES!


Os contos de fadas são histórias de vitórias, transformação e amor verdadeiro. Tudo no que acredito fervorosamente. Kate Forsyth


Caitriona O nome que ilumina a tela do meu celular me faz encolher. É a minha mãe. Aperto o botão ignorar e envio a chamada para o correio de voz. Eu não falo com ela há anos. Ela não é necessariamente uma pessoa ruim, mas é uma usuária. A última vez que ela me ligou, foi por dinheiro. Antes disso, era para arrumar um lugar para ela ficar. E o tempo antes disso, dinheiro – novamente. Nunca fomos próximas, e contei os dias até completar 18 anos para que eu pudesse correr o mais longe possível. Minha infância inteira foi uma porta giratória de homens – homens que ela pudesse sugar até que o dinheiro acabasse ou eles se cansassem, então ela passaria para o próximo. Não tenho certeza que ela saiba realmente quem é meu pai. Meu registro de nascimento indica meu pai como – desconhecido. Provavelmente é melhor assim; o calibre dos homens que minha mãe conseguia se envolver, era geralmente patético e na maior parte desagradáveis. Odiava pensar quem era meu pai, por este motivo era melhor não saber.


Faz sete anos que não visito minha mãe, e não planejo voltar a essa pequena cidade tão cedo, também. Mudei para Portland, Oregon, com meus dois melhores amigos no meu décimo oitavo aniversário e, além dos poucos telefonemas que tive da minha mãe, nunca olhei para trás. Tenho certeza de que tenho medo de compromisso quando se trata de relacionamentos com homens. Tenho vinte e cinco anos e não tenho perspectivas, principalmente por causa do meu medo de me transformar na minha mãe. E se eu abrir essa porta e de repente ela se transformar em uma porta giratória? Não quero ser como ela, uma mulher que suga os homens até secálos, que os usa e depois passa para outro. Uma mulher que aceita qualquer coisa por um par de dólares no bolso. Meu telefone me alerta de que tenho uma nova mensagem de voz. Relutantemente, escolho escutar. — Caitriona Geneva Grace, essa é a sua mãe ligando. Estou desesperada. Desta vez, é real, Caitriona. Serei sem teto se não conseguir dinheiro para o aluguel. Me ligue de volta, ou você pode simplesmente depositar o dinheiro na minha conta. Você ainda tem o número da conta, não é? Caitriona Genebra Grace – quem nomeia um bebê com um nome assim? Minha mãe, só ela. A chamada termina e, sem hesitação, excluo a mensagem. Ela esteve à beira de ser sem teto durante toda a vida. É a mesma conversa que ela usou com meus avós antes de morrerem. É a mesma história que usou na primeira e na terceira vez que ela me pediu dinheiro. Depois da terceira vez que cai, estou certa de que é pela mesma situação que ela está me ligando agora. Coloquei meu celular dentro da minha bolsa enquanto ando para dentro do escritório da minha melhor amiga. Madison é completamente o oposto de mim; ela sempre foi assim. Ela é uma advogada bem-sucedida e casada com James, que possui sua própria empresa de construção de casas personalizadas.


Madison, James e eu somos amigos desde o jardim de infância. Em algum lugar ao longo do caminho, seu relacionamento se transformou de amizade para romance. — Ei, — suspiro enquanto me sento em frente dela em sua grande mesa de madeira. Coloco a sacola de papel que contém seu sanduíche de queijo com cream cheese em cima da mesa antes de puxar o meu sanduiche fora da minha bolsa. — Acho que quebrei o pau de James. — Madison fala sem pensar enquanto dou uma mordida no meu sanduíche. Eu mordo e engulo um pedaço da minha comida enquanto ela fala, tentando não sufocar com suas palavras. No entanto, não sei por que eu não esperava isso. É Madison. Minha melhor amiga é super franca e às vezes, me pergunto se suas palavras são apenas para me deixar em choque. — Como? — Finalmente perguntei. Tento não imaginar o pau do pobre James torcido ao meio, quebrado e pendurado. — Estamos tendo relações sexuais há meses, constantemente. Na noite passada, ele me disse que seu pau doeu, que eu estava sendo muito bruta, e que precisava de alguns dias de folga. — Ela explica antes de levantar a cabeça e estreitar os olhos. — Quem recusa sexo constante? — Ela fala. — Um homem que não tem o pau de ferro? — A lembro. Ela praticamente rosna. James e Madison estão tentando um bebê nos últimos seis meses. Ela passou do ponto de calma e racional, e está se tornando desesperada. Temos apenas vinte e cinco anos, mas Madison tem foco e um planejamento que vai além de qualquer coisa que já vi antes. Foi como ela passou pela escola, depois na faculdade de direito, depois passou pela Ordem e conseguiu essa posição fantástica com seu escritório de advocacia. — Preciso de férias!


Ela anuncia antes de morder um bocado de sua comida. — Você e James deveriam ir para algum lugar. Que tal Seattle? — Pergunto. — Não quero ir a lugar algum com ele. Quero fugir de tudo, só você e eu, — diz ela. — Não posso me dar ao luxo de ir a qualquer lugar, Mads. Estou quebrada, — praticamente sussurro. Tenho vivido no mesmo apartamento desde os dezoito anos, em um dos piores bairros de Portland. Vivo na corda bamba e mal consigo me manter. Férias não é algo que possa me dar ao luxo enquanto estiver nesta situação. — Eu pago, Cait, — anuncia com cautela. — Não posso permitir que pague por minhas férias, não posso mesmo. — Preciso de algum tempo de inatividade, uma interrupção de todo esse negócio de bebês. Quero relaxar em uma piscina, beber coquetéis e olhar homens gostosos, — ela sorri. — Mads, simplesmente não posso aceitar isso. Você e James já fazem muito por mim. Eles me alimentaram várias vezes, foram tantos jantares que nunca poderia devolver. Madison sempre finge não querer coisas, como roupas, móveis e utensílios domésticos, dando-os para mim. Eles são meu sistema de apoio desde que éramos crianças. São a minha única família. — Você está indo. Empacote seu traje de banho mais sexy e um vestido ou dois. Nós vamos amanhã depois do trabalho. — Ela anuncia. Antes que eu possa resolver ou fazer mais perguntas, o telefone toca. Ela sorri enquanto levanta, e então coloca seu rosto de advogada séria e começa a falar de negócios. Descarto nosso lixo do almoço, me abaixo e pego minha bolsa, colocando sobre meu ombro, suspiro enquanto saio de seu escritório.


— Olá, Caitriona! — Robert Dayton, um dos parceiros da firma diz enquanto fecho a porta atrás de mim. Robert deve estar próximo dos quarenta e ainda é muito bonito; mas ele sabe disso, e é um completo desperdício. Ele parece bom o suficiente, está em forma e se veste impecavelmente, mas é uma cobra – uma completamente carismática. Algo sobre ele faz minha pele arrepiar, e ele sempre parece me achar quando estou no prédio. — Ei, Robert. Você está tendo uma boa semana? — Pergunto, alisando as dobras da minha saia. Robert perde rapidamente o interesse no meu rosto quando seus olhos se fecham nos meus seios, como sempre faz quando me encontra. Outra razão pela qual realmente não me interesso por ele; Sempre me sinto um pouco desconfortável perto dele. É aquele tipo de cara que você tem que ficar constantemente na defensiva. — Claro que estou, Caitriona. Estou vivo, estou saudável, e estou fazendo muito dinheiro a cada hora que trabalho. — Ele ri. Não me importo com suas palavras. Ele sempre tenta mostrar quanto dinheiro ganha – outra razão pela qual não me interesso por Robert Dayton. — Isso é bom. É melhor eu começar a trabalhar. Desculpe, mas preciso ir. — Digo e quando começo a caminhar em direção ao elevador, sinto a mão fria de Robert agarrar meu braço, interrompendo minha tentativa de uma fuga rápida. — Por que você não deixa essa patética desculpa de emprego no MediSpa e vem ser minha assistente? Vou dobrar o seu salário, — ele se inclina e sussurra, sua boca quase tocando minha orelha. — Isso é, uh, muito generoso; mas não, obrigada, — murmuro. Saio do seu aperto e me afasto o mais rápido possível, sentindo seus olhos me observado enquanto eu me afasto.


Henrik É hora de se assentar, Henrik. As palavras do meu pai se repetem em minha cabeça. Ele as disse, e quis dizer, e me mostrou a mulher que devo escolher enquanto falava. Eugenie, a fria cadela sem coração, olha para mim através de uma foto no dossiê que ele me entregou. Ele se orgulha de sua linhagem familiar, sua educação adequada e sua criação impecável. Agora estou em um avião me dirigindo a Las Vegas. Preciso relaxar. Mais importante ainda, preciso transar. Em breve, vou ser amarrado – acorrentado à cadela de gelo. Meu pau provavelmente irá se destruir no instante em que tentar fodê-la. Estremeço com o pensamento. — Nós estamos aterrissando em menos de uma hora, senhor. Existe alguma coisa que você precisa? — Pergunta a aeromoça com uma voz ligeiramente insinuante. Afundo meus dentes no lábio inferior, pensando no que ela está oferecendo. Poderia lhe dar uma foda rápida no banheiro se quisesse. Ela está se oferecendo, mas aceno que não. Ela sabe exatamente quem sou e é por isso que está se oferecendo. Um ano, mesmo seis meses atrás, eu teria gostado de fazer essa merda. Hoje, não parece tão atraente. Quero alguém que me quer por quem eu sou. Sei que isso parece loucura, considerando que vou me casar com outra pessoa em breve, mas apenas uma vez quero que alguém me queira – não meu título. — Não, obrigado. — Murmuro. Seu rosto entristece antes dela se afastar. Uma hora depois, desembarco em Las Vegas, meu guarda-costas, Hugh, anda ao meu lado. — Chegaremos no hotel, sem chamar atenção? — Pergunto. — Como sempre, sua alteza. — Hugh murmura ao meu lado.


Rolo meus olhos em seu uso do meu título. Ele sabe que isso me deixa louco, e faz isso apenas para me irritar. — Hugh, espero que esse sol relaxe seu traseiro enrugado! — Dou um sorriso. Vejo enquanto estreita seus olhos um pouco, mas ele não diz uma palavra em resposta. Ele é tão tenso, e tão fácil de irritar; mas ao mesmo tempo, ele é meu melhor amigo, além do meu irmão. Então arrisco, porque eu posso. Ele faz isso de volta, mas de uma forma mais sutil, como me chamar de sua alteza.

Caitriona Depois do meu almoço com Madison, vou para o meu trabalho. Sou recepcionista do MediSpa. Agendo compromissos, atendo o telefone e arquivo tudo. Não é um trabalho exigente, física ou mentalmente, mas paga as contas e mantém um teto na minha cabeça. Desejo poder fazer outra coisa, ir à escola e encontrar uma carreira, mas não tenho dinheiro ou tempo para isso. Só há uma pessoa que cuida de mim, e está sou eu mesma. — Você já pensou em fazer qualquer CoolSculpting1 nas coxas e na sua bunda? — Natasha, minha outra colega de trabalho, me pergunta. Natasha é a outra recepcionista do escritório. Eu tenho que passar meus dias sentada ao seu lado, fingindo não desprezar completamente tudo sobre sua personalidade horrível. — Não, não pensei. — Falo através de uma mandíbula apertada. Não olho para ela. Continuo fazendo o meu trabalho, agendando compromissos para o dia seguinte, e enviando e-mail para a equipe, para que saibam de suas agendas amanhã. CoolSculpting (é um tratamento inovador de redução de gordura localizada, com base na Cryolipolysis, no qual as células de gordura são eliminadas com o frio. O método é eficaz e mais seguro por não ser invasivo, sem cortes, anestesias ou outras substâncias injetáveis) 1


— Você realmente deve pensar sobre isso. Você sabe que congela as células gordurosas. Posso dizer, apenas olhando para você, que poderia realmente usar, — ela diz. Posso ouvir o sorriso malvado em sua voz, e sei que ela está apenas tentando me irritar. Ignoro, me recusando a responder. Ela não vale a respiração ou a energia desperdiçada. Natasha me pergunta pelo menos uma vez por semana, se eu estiver no trabalho. Esta semana, é CoolSculpting, na semana passada foi Botox. Na próxima semana, quem sabe o que ela irá inventar. Natasha vê defeitos em todos, e sente a necessidade de apontar – não só para mim, mas também para os clientes. Tenho certeza de que ela vendeu muitos serviços para o spa dessa maneira, mas não para mim. Tenho confiança suficiente em mim mesma para saber que não preciso de nada. Talvez eu tenha algo que precise ser levantado ou preenchido no decorrer da minha vida, mas não será porque sinto que preciso disso; será porque quero, sem ficar acreditando no que falam. Eu tenho curvas. Gosto de sobremesa, adoro boa comida e gosto de tomar coquetéis, então não estou perfeitamente tonificada e em forma, mas está tudo bem para mim. Estou me divertindo e curtindo a vida. Não estou tentando tirar a diversão de tudo, juntamente com todo meu excesso de gordura corporal. O resto do dia de trabalho é bastante calmo. Natasha está muito ocupada conversando com todos ao redor dela para se concentrar em mim durante o resto do dia, e estou agradecida por isso. Caminho para casa em paz, por ter feito meu trabalho mais um dia. Caminhando para dentro do meu apartamento pequeno e chato, estou cansada de pensar nas minhas miniférias com Madison. Preciso arrumar minha mala, no entanto. Sei que se não fizer isso, ela vai abrir o meu armário e arrumar para mim. Joguei minha roupa de banho, alguns vestidos, um par de shorts, outro de calças e alguns tops na minha bolsa. Então tomo uma ducha e coloco uma camiseta antiga antes de me arrastar


para a cama. AmanhĂŁ, tenho que trabalhar durante o dia, entĂŁo vou viajar com minha melhor amiga.


Caitriona Olho para Madison surpresa, enquanto caminhamos até o balcão de check-in. De Portland para Las Vegas. Nós estamos indo para Las Vegas. Nunca estive fora do Oregon antes, e estou muito excitada pelo que está por vir. Vi vídeos de Vegas e fotos, mas estar lá será incrível. Sei disso. Enquanto Madison está registrando nossas malas, meu telefone toca. Me afasto para o lado para atender a ligação olhando o nome primeiro para não ter uma surpresa. É James, o marido de Madison. — Ei, — digo em voz baixa. — Cuide da minha menina enquanto vocês estiverem fora, ok? — Ele pergunta, parecendo cansado e preocupado. Ele está estressado; ele tem que estar. Ele e Madison construíram essa vida maravilhosa, mas estão lutando emocionalmente agora, e eu entendo completamente isso. — Tudo vai ficar bem, Jimmy. Vou ficar de olho nela, teremos momentos relaxantes deitadas à beira da piscina. Aproveite você também este fim de semana para relaxar, — digo suavemente.


— Ela precisa disso, — ele murmura. — Você também, — digo antes de dizer adeus e desligar o telefone. — Pronta? — Diz Madison enquanto se aproxima de mim. Sorrio e aceno com a cabeça, pegando meu bilhete e seguindo a para a linha de embarque. Depois de passarmos pela fiscalização, nós caminhamos até o terminal e nos sentamos. Estou preocupada com o voo. Nunca estive em um avião antes. — Você está bem? — Pergunta Madison. — Estou nervosa, — admito. — Talvez você conheça um cara super sexy enquanto nós estivermos por lá, vamos! — Ela diz, cutucando meu braço com o ombro. — Duvido disso. — Sorrio É engraçado porque na verdade não namoro faz anos. Não é que eu não queira encontrar alguém, é que estou muito aterrorizada de me transformar em minha mãe. Não quero me colocar em uma situação que me lembra a dela. Nós embarcamos no avião e estou um pouco surpresa com o fato de estarmos sentadas na primeira classe. É nos oferecido cookies e um coquetel, rapidamente aceito a oferta, precisando de um rum e coca para me ajudar a relaxar um pouco. — Como você não está nervosa? — Pergunto a ela. — Porque tenho certeza de que o piloto não quer morrer hoje, então ele vai fazer o seu melhor para nos levar a cidade do pecado, usando tudo que sabe, — ela encolhe os ombros. Meus olhos arregalam com suas palavras. Ela está absolutamente certa, e nunca pensei nisso por este ângulo. Me encontro completamente relaxada quando o avião decola e até adormeço durante o período de nosso voo.


Madison e eu chegamos ao hotel Aria. É o lobby2 mais bonito que já vi na vida. Então, quando o elevador se abre no nosso andar e entramos no quarto, quase desmaio. É uma suíte de dois quartos. É maior do que qualquer lugar em que já morei antes. É enorme. Há um quarto de cada lado da suíte com uma área de estar, cozinha e sala de jantar completa separando os quartos. A primeira coisa que faço é deslizar meus sapatos para fora e sentir o tapete felpudo contra meus pés. É como andar no céu. A cozinha tem piso e bancadas de mármore correspondentes, juntamente com todos os aparelhos de aço inoxidável e até mesmo uma geladeira de tamanho normal. Corro para o meu quarto e grito quando entro. É tão grande quanto o meu apartamento inteiro. A cama é do tamanho king, e tenho um pouco de medo de me deitar nela. Parece tão luxuosa que talvez eu nunca queira sair. Então, entro no banheiro e solto um gemido involuntário por causa do tamanho da banheira. — Você ainda não pode se perder na banheira, Cait, — diz Madison. — Nós vamos até a piscina primeiro. — Anuncia antes de se virar e entra em seu quarto. Olho a banheira por alguns segundos, então me sacudo e ando até minha mala, pegando meu biquíni e vestindo rapidamente. Minha roupa de banho não é nada especial. É um biquíni triângulo prata que não esconde muito e tem alças de prata que amarram no lado. Geralmente não uso roupa de banho em lugares públicos. Embora esteja confortável o suficiente com meu corpo, não gosto de mostrar isso. Já sei que definitivamente não serei a garota mais sarada da piscina, então coloco um pequeno vestido e prendo meus longos cabelos escuros em um enorme nó no topo da minha cabeça. Em seguida, calço minhas sandálias

Lobby: Amplo salão ou vestíbulo na entrada de um hotel, teatro ou de qualquer prédio extenso. 2


de dedos de poucos dólares, e me dirijo à sala de estar que temos em comum para esperar por Mads. Madison sai com um maio com estampa de leopardo e saltos altos pretos, juntamente com um enorme chapéu preto. Ela parece uma famosa estrela de cinema, especialmente quando ela coloca seus óculos escuros de grife. — Você está pronta? — Ela pergunta arqueando uma sobrancelha. — Sim, vamos, — quase gemo.

Henrik A vejo entrar na área da piscina. Porra. Ela é absolutamente linda e não tem nenhuma maldita pista, posso afirmar pelo jeito que ela caminha, com a cabeça ligeiramente baixa, seus ombros mostram a vergonha que está sentindo. Ela está caminhando com uma amiga, uma garota magra com cabelos loiros, em sapatos de salto alto. Mas, a loira não é o meu foco. Não posso tirar os olhos da morena curvilínea. Fico olhando enquanto ela tira o vestido uma vez que elas chegam ao seu guarda sol. Meu pau se contrai pela forma como seu traje de banho se encaixa em seu corpo. É uma pequena coisa prateada e ela tem tanta pele mostrando, quero jogar uma toalha sobre ela para que ninguém mais possa a ver assim. Caralho – ela é deslumbrante. Ela fala com o garçom e sorri antes de se aproximar e alcançar algo. Sua amiga diz alguma coisa a ela e se afasta, mas minha garota se deita, ela não está prestando atenção em qualquer outra coisa, e começa a ler o que parece um livro, juro por Deus um livro de bolso, o que me surpreende. Não consigo me lembrar da última vez que vi uma mulher ler um livro de bolso. Meus olhos estão colados nela; não posso desviar o olhar mesmo que eu tentasse. Então vejo quando ela levanta a cabeça antes de ficar de pé e


caminhar até a piscina onde está a amiga dela. É quando ela chega a piscina e fica na borda que percebo dois homens com ela. Um olha para ela e lambe os lábios. Não entendo a raiva que me toma, faz o meu sangue ferver ver o homem olhar para ela. Quando um deles fala com ela, se estende e agarra seu braço, a puxando de uma forma em que ela quase cai na piscina, sei que é hora de intervir. Ando direto para onde ela está, parando logo atrás dela e olhando para cada idiota, antes de falar.

Caitriona Madison me chama para a piscina, rolo meus olhos, dando um suspiro antes de ficar de pé. Madison está dentro da piscina, conversando com dois caras quando chego. Me abaixo e deixo minhas pernas caírem na água enquanto me sento na borda. Os caras com quem está falando são cheios de músculos grandes e volumosos, e eles parecem sobreviver à base suplementos e proteínas magras somente. Eles são bastante intimidantes. — Vinnie e Trey, essa é minha amiga, Cait! — Apresenta Madison enquanto me sento. Sorrio e aceno, tentando não rolar meus olhos atrás dos meus óculos. — Ei, querida! — Vinnie sorri enquanto Trey apenas levanta o queixo na minha direção. — Vocês vão se divertir com a gente esta noite? Nós vamos para New York, New York para aquele bar Coyote Ugly. — Vinnie anuncia, seus olhos saltando de Madison para mim. — Estamos realmente aqui para uma viagem de meninas, mas podemos encontrar vocês lá mais tarde esta noite. — Diz Madison, tentando mostrar que não estamos a fim.


Abro minha boca para encontrar algum tipo de desculpa para nunca encontrar com eles, quando Trey abre a boca, falando antes que eu possa. — Vocês vão mostrar esses corpos sexy hoje à noite? — Ele pergunta. — Acho que quero apostar um pouco, talvez dançar mais tarde, mas apostar com certeza, — digo, tentando evitar os dois olhares dos homens. — Vou levar você para dançar, baby! — Ele diz, estendendo a mão e envolvendo em torno do meu braço, enquanto ele tenta me puxar para dentro da água. De repente uma sombra cai sobre mim. Trey solta meu braço, e tomo esse momento para me virar e olhar para o mais belo par de olhos verdes que já vi – na minha vida. — Há um problema aqui? —Ele pergunta. Sua voz acentuada me estremece. Ele é britânico. — Quem é você? — Trey pergunta. Nem consigo olhar para os homens na piscina porque meu olhar está focado no homem parado atrás de mim. Ele é tão alto, e sua bermuda pendurada frouxamente mostrando seu tanquinho, um abdômen cheio de gomos. Seus ombros são largos e seu corpo é embalado com músculos longos de massa magra. Tudo sobre ele é sexy, mesmo a pequena barba por fazer em seu rosto e os óculos aviador que estão empurrados para cima em sua cabeça. — Você está incomodando a moça. Posso ver mesmo do outro lado da piscina, — ele afirma. — Vá embora, riquinho sofisticado. Essas cadelas não são sua preocupação, — anuncia Vinnie. Meus olhos ficam mais abertos com as palavras de Vinnie, mas o Sr. Sexy de Olhos Verdes não mostra qualquer tipo de reação. Na verdade, ele ignora completamente Vinnie e Trey, mantendo seu foco exclusivamente em mim. — Você está bem, preciosa? — Ele pergunta, estendendo a mão.


Coloco a minha mão na sua palma áspera, e juro, assim que minha pele toca a dele, sinto faíscas entre nós. Tentando ignorar a atração instantânea, me levanto e fico ao seu lado. Minha respiração acelera quando ele envolve seu braço bronzeado em torno da minha cintura nua. Minha boca fica aberta com admiração, e meu corpo cambaleia ligeiramente por causa do calor que está correndo por mim. Ele está me tocando. Este adorável Adônis está me tocando. — Você está vindo, querida? — Pergunta, olhando para Madison. Giro ligeiramente a cabeça para olhar para ela, e juro que vejo seu corpo inteiro tremer antes de nadar até a borda da piscina. Ela salta e segue rapidamente ao nosso lado para o guarda sol. Ele nem nos pergunta onde está, ele já sabe. E eu estou muito impressionada com ele para o questionar. — Obrigada, — finalmente consigo sussurrar depois de estarmos à sombra. Vejo enquanto Madison se afasta para nos dar uma certa privacidade, e então minha atenção está de volta a esse estranho na minha frente. — Você realmente deve ter mais cuidado com quem você se envolve em conversas, — ele avisa, inclinando a cabeça e depois olhando para Madison. — Como posso te agradecer? Eu não sei o que teria feito se você não tivesse interferido, — murmuro, tentando não soar tão sem fôlego. É difícil com aqueles olhos olhando para mim, e seu corpo tão perto do meu. — Você quer me agradecer? — Pergunta, curvando uma sobrancelha, — Saia comigo para dançar hoje à noite, preciosa. — Murmura, correndo a ponta do dedo indicador ao longo da linha do meu cabelo, pelo lado do meu rosto e chegando no meu queixo. Quero que ele deslize seus dedos pelo meu cabelo. Seu toque parece o céu. — Ok! —Sussurro, incapaz de encontrar seus olhos.


Ele pergunta o número do meu quarto e me informa que vai me buscar às nove horas para dançar. Quero gritar, quero pular para cima e para baixo como uma adolescente tola, mas tento ficar o mais calma possível e não faço nenhuma dessas coisas. Em vez de ficar louca, dou um sorriso tímido e observo o piscar de seus olhos antes de se virar e ir para longe de mim. Com os meus olhos colados nele, de repente percebo que sou uma idiota, não sei o nome dele e ele não sabe o meu. Então a realidade me atinge, que dei a um desconhecido o número do meu quarto, e concordei em sair com ele sozinha. O medo me pega, ele pode ser um assassino em série, e simplesmente mordi a isca porque ele é bonito. — Você parece que vai ficar doente, — sussurra Madison no meu ouvido. Pulo de susto e olho para ela. — Eu apenas concordei em ir dançar com ele, — bato na minha cabeça. — Porra! — Ela sorri como louca. — Ele pode ser um assassino em série, Madison. E apenas dei a ele o número do nosso quarto. — Falo enquanto meu coração começa a bater rapidamente no meu peito. Posso sentir meu corpo encher de ansiedade. Vou ter um ataque de pânico; posso sentir isso acontecendo. — Você precisa se acalmar. Não é diferente de um encontro on-line. Você só estará em público, e sei como ele se parece. Nada acontecerá com você. Só por esta vez, Cait, por favor, seja um pouco espontânea. — Se eu acabar morta no deserto de Nevada, será sua culpa, — falo. — Posso viver com isso, — ela encolhe os ombros.


Caitriona Estou em frente ao espelho de corpo inteiro no meu quarto, apenas olhando para o meu reflexo. Estou usando um dos vestidos de Madison. É muito curto e apertado. Madison é uns 15 quilos mais magra que eu, e seu peito é menor que o meu. Eu também tenho pelo menos três centímetros a mais de altura, nos meus 1,72 parece bem menor. É desnecessário dizer que meus seios estão se espalhando pelo topo do decote, tanto quanto meu traseiro está pulando para fora. Parece que estou me arrumando para fazer um programa, e não para sair com um desconhecido. O vestido, ou falta dele, é um tomara que caia, mas com o tamanho dos meus seios, eu nunca deveria usar nada sem alças. Mas o tecido escuro, azul petróleo, é apertado e não deixa espaço para um sutiã; além disso, é tão curto, que se der um passo errado, minha bunda definitivamente vai aparecer. E por ser tão apertado, não posso usar calcinha, e realmente não gosto disso. Eu tento ignorar o fato de que estou sem roupas de baixo, deslizo sobre os brilhantes saltos prata que Madison me forçou a usar e,


felizmente, embora não usamos o mesmo tamanho de roupa, usamos o mesmo número de sapatos. Lavei meu cabelo e deixei ficar enrolado naturalmente, e é uma enorme quantidade de cachos. Normalmente, passo o tempo endireitando, mas não posso esta noite. Felizmente, Madison sabe como é meu estilo e ela sempre faz o melhor trabalho. Pareço selvagem e sexy. Ela sempre sabe como modelar meu cabelo e como acentuar minha maquiagem para destacar minhas melhores características. Ela também faz minha maquiagem, e é absolutamente perfeita. Mads deveria ter ido para a escola de beleza. O nariz e as bochechas, normalmente pálidas, estão suaves, sem uma indicação das sardas que se encontram sob a maquiagem. Meus olhos azuis escuros se destacam tanto quanto meus lábios rosa claro, brilhantes e cheios. — Mads, não posso usar isso, — anuncio, olhando para mim mesma. — Você pode e você irá. Confie em mim quando digo que aquele homem gostoso, vai ficar impressionado. Você parece excelente, — sorriu Madison. — Você é louca. Pareço como se eu fosse fazer programas, e não indo em um encontro, e especialmente não com um cara tão quente quanto ele. Deveria me trocar, — murmuro. Uma batida na porta faz com que eu me assuste e de um pulo, meus olhos vão de Madison para a porta, freneticamente. — Vá! — Diz Madison enquanto ela me empurra. Praticamente caio para frente, tropeçando em direção à porta. Ela não vai me dar a oportunidade de mudar de roupa. Ela está determinada a me deixar sair com aquele estranho, parecendo uma prostituta de cinco dólares, e ela não dá a mínima para isso.


Respiro profundamente e olho para a porta fechada, sabendo que o belo estranho está do outro lado, esperando que esta noite não se torne um completo desastre. — Abra a porta. — Madison pede em um sussurro no meu ouvido. Me viro para ela e estreito meus olhos, mas ela está muito ocupada sorrindo para se preocupar com minha irritação. Suspiro antes de abrir a porta. Quando olho para o homem que está diante de mim, juro que a minha boca cai aberta com a aparência do estranho sem nome. Ele está vestido com jeans escuro que abraçam perfeitamente suas pernas esculpidas, longas e magras, e está usando uma camisa de botão branca que é adaptada para caber seu amplo peito, braços e cintura. Seu cabelo ainda é uma bagunça, ondulado e escuro, em cima de sua cabeça e meus dedos coçam para tocar essa perfeição. Parece tão incrivelmente grosso e suave. Quando meus olhos finalmente encontram os dele, percebo que ele está me examinando também, me avaliando. Eu queria saber o que ele está pensando, mas sua expressão facial é extremamente agradável. — Boa noite, preciosa, — ele murmura. Deixei o seu acentuado inglês profundo e exagerado passar por meu corpo. Jesus, mas isso é quente. Preciso da calcinha. Não, ele simplesmente a derreteria fora. Provavelmente é melhor eu não usar nenhuma. — Ei! — Sussurro, agarrando a pequena bolsa prata que emprestei de Madison, e meus vastos peitos saindo-para-fora-com-este-vestidoapertado. — Não perguntei o seu nome. — Ele diz com os lábios inclinados, e seus olhos focados nos meus. — Caitriona. — Respondo, enquanto começo a me encolher. Realmente odeio meu nome. Minha mãe com suas excentricidades. — Lindo! Sou Henrik. — Ele diz com um sorriso. Antes de perceber o que aconteceu, ele desliza o braço em torno da minha cintura e me puxa para o seu corpo. O meu peito pressionando


contra o dele, toda a minha suavidade contra a sua dureza – e meu bom Deus – ele parece malditamente forte. — Prazer em conhecer você. — Murmurei, meus olhos fixos em seus lábios, cheios. Eles também parecem tão macios. Me pergunto como seria a sensação deles em todos os lugares do meu corpo. — Se você olhar meus lábios por mais tempo, querida, nós nem vamos sair da sua suíte, — ele murmura. Balanço minha cabeça e desvio meus olhos de seus lábios de aparência suave para olhar o seu rosto novamente. Merda, ele é lindo. — Vamos dançar muito esta noite! — Ele anuncia antes de dar um passo atrás de mim. — Tchau, crianças. Divirtam-se! — Madison fala do quarto. Agito minha mão atrás de mim, muito fascinada por esse homem, mesmo tentando desviar o olhar dele. Henrik mantém o braço enrolado em minha cintura enquanto caminhamos em direção aos elevadores. Infelizmente, Madison não me deu lições para andar ou usar seus sapatos incrivelmente altos, e eu tropeço três vezes antes mesmo de chegar às portas do elevador. Henrik tem bons modos e fingi não notar, embora eu não tenha certeza de como. Sou um completo desastre. — Desculpe, não estou acostumada a sapatos tão alto. — Admito, uma vez que estamos dentro da cabine do elevador. — Eles não são seus? — Ele pergunta, enrugando a testa. — Uh, não, — eu respondo. — Madison me vestiu como sua própria boneca Barbie. Nada que estou vestindo é meu, — eu ri. — Eu acho que gosto da Madison. Não... Eu acho que adoro ela, — ele fala.


Suspiro enquanto sua mão viaja para a parte mais baixa de minhas costas. Sinto as pontas de seus dedos dançarem ao longo do topo da minha bunda, e é preciso tudo dentro de mim para evitar gemer. Tudo o que quero fazer é pegar as pontas dos seus dedos e colocar mais para baixo, para que sua mão realmente esteja na minha bunda. Posso imaginar como seus dedos cavariam no tecido fino, e estremeço. — Ela é uma dor na bunda, — digo com um sorriso malicioso. — Há quanto tempo você a conhece? — Conheço ela e seu marido, James, desde que nós tínhamos cinco anos, — digo com naturalidade. — Madison e James são meus melhores amigos em todo o mundo. Nos conhecemos no jardim de infância. Madison empurrou James para fora dos balanços e disse-lhe que as meninas tinham prioridade. Então ele respondeu de volta e disse a ela que ele não via meninas. Ela o atacou e separei a luta. Essa foi a história de nossas vidas desde o primeiro dia. Eles lutavam e eu separava suas brigas. Então, à medida que envelhecemos, fiquei fora de suas lutas, porque elas geralmente terminavam com sexo. — Anuncio, incapaz de parar de me divertir como uma tola total. Henrik ri. É profundo, rico e sexy para caralho. — De onde você é, então? — Ele pergunta enquanto continuamos a caminhar em direção ao clube de dança. Vamos para o interior do hotel, Jewel, pelo qual agradeço. Meus pés já estão começando a doer com esses saltos estranhamente altos. — Portland, Oregon, — digo. Madison, James e eu nos mudamos para Portland quando eles começaram a faculdade. Eu não podia esperar para sair da casa da minha mãe, então me juntei a eles. Somos originários de uma pequena cidade, uma cidade de apenas dez mil habitantes; mas quando Madison e James foram aceitos na Universidade de Portland, todos corremos para longe da vida na cidade que crescemos. Nunca voltei, mas eles vão de tempos em tempos para visitar suas famílias.


— De onde você é? — Pergunto, sabendo pelo seu sotaque que ele deve ser de algum lugar da Inglaterra. — Londres. — Ele diz com um olhar confuso em seu rosto. Ele está me olhando de um modo que não consigo descrever, mas é como se ele pensasse que eu já deveria saber. Então, assim como atravessa seu rosto, desaparece. Ele recupera seus traços e sorri para mim antes de apertar minha cintura quando chegamos à entrada do clube. A música é alta, a sala quase escura, exceto pela explosão de luzes coloridas que são sincronizadas perfeitamente com a batida proveniente dos autofalantes. Enquanto caminhamos para o segurança, ele dá um aceno para Henrik antes que ele nos deixe entrar. Então, há outro guarda que nos encontra com um elevar de queixo, e nós o seguimos em direção a uma área de cordas onde há outro guarda esperando. Me pergunto quem é exatamente esse homem? Olho em volta e vejo que existem várias cabines e mesas vazias, que possuem baldes de gelo montados com garrafas que se assemelham a champanhe descansando dentro. Não sei muito sobre champanhe, já que pessoalmente nunca experimentei, mas não acho que este seja um evento normal. Vejo com fascínio enquanto Henrik caminha, tira uma rolha de uma garrafa e derrama um líquido borbulhante em dois copos que estão vazios e esperando. Sem falar, ele me entrega um copo cheio antes de tomar um gole do dele. Observo como o líquido desliza para abaixo por sua garganta. Nunca vi nada mais quente na minha vida. Levanto o copo nos meus lábios e tomo um gole lentamente. Infelizmente, acabo tossindo enquanto as bolhas invadem minha garganta. — Não gosta de champanhe? — Ele ri. — Nunca bebi isso antes, —grito por causa da música alta. — Nunca? — Ele pergunta, com os olhos arregalados.


Balanço a cabeça, com meus cabelos voando pelo meu rosto e ombros. Olho enquanto ele coloca seu copo na mesa antes de tirar o meu dos meus dedos e colocar junto ao dele. Então sinto suas mãos na minha cintura enquanto ele me puxa para perto do seu corpo. Sua cabeça mergulha em minha direção e seus lábios, tão macios quanto eu imaginava, tocam minha bochecha antes de pressionarem minha boca. — Eu queria beijar você desde que vi você lendo na piscina pela manhã. — Ele sussurra no meu ouvido, seus lábios tocam ligeiramente minha pele. Sinto suas mãos vagarem pela parte inferior das minhas costas e topo da minha bunda, então as pontas dos dedos tocam levemente a pele das minhas coxas, logo abaixo da bainha do meu vestido. Eles são firmes e suas mãos estão quentes, praticamente derretendo meu vestido. Levanto meus braços e me aproximo de seu corpo. Nunca me senti assim com ninguém, como se a nossa conexão fosse instantânea. Nós não precisamos de palavras porque nossos corpos falam o que nossas bocas não dizem. — Você me viu? — Murmuro. — No final da noite, vou fazer muito mais do que te dar um beijo nos lábios, preciosa. — Ele sussurra contra meu pescoço antes que seus lábios toquem minha pele sensível. Estremeço. Nunca tive um encontro de apenas uma noite antes, mas com ele eu quero. Quero deixar de ser cautelosa e viver a vida onde o vento me levar, e aproveitar esse lindo homem que me quer durante esta noite. E eu quero ele. — Dança comigo? — Ele pergunta. Aceno com a cabeça, sabendo que ele provavelmente não seria capaz de ouvir minha resposta de qualquer maneira. Henrik leva minha mão na sua e me guia até a pista de dança. Noto que o segurança que estava posicionado em nossa mesa também nos seguiu. Eu quero perguntar a Henrik o porquê, mas então


suas mãos envolvem a minha bunda e seus quadris começam a se mover, o que me faz esquecer todo o resto. Quando a terceira música acabou, Henrik envolve seus dedos nos meus, me puxando atrás dele e em direção à área separada onde começamos a noite. Uma garçonete aparece e ele nos ordena rodadas doses e drinks. Ele se senta em um dos sofás espalhados pela área, e me puxa para baixo em seu colo, eu caio rápido com uma risadinha. Seus dedos se enrolam na parte de trás do meu pescoço e na minha coxa enquanto a garçonete aparece com uma bandeja cheia de bebidas. — Isso é para nós? — Pergunto com os olhos arregalados. — É claro que sim, querida! — Ele ri e sua mão libera minha coxa e abaixa para pegar um copo. Ele me entrega um copo cheio antes de pegar um para si mesmo. Com uma batida contra meu copo, ele pisca antes de virar tudo. Eu olho para o líquido claro e faço o mesmo. Vou aproveitar esta noite e o toque deste estranho sexy. Nós bebemos mais dois copos de doses antes tomarmos os drinks, que ele também pediu e começamos a beber todos eles. A conversa fluiu facilmente entre nós; não falamos sobre nada importante. Falamos sobre música e filmes enquanto continuamos a beber. Então, deixamos as doses e dançamos na nossa área separada, nunca chegando à pista de dança antes de bebermos mais doses. Os dedos de Henrik deslizam pela bainha do meu vestido novamente; mas desta vez, eles viajaram mais longe, ousando me tocar intimamente. Tanto quanto eu nunca quis antes. Nós dançamos até as duas da manhã, antes de Henrik ter a ideia de viajarmos pela cidade. São duas e meia quando estamos tropeçando pelas portas de Jewel e seguindo para a saída do hotel. Nós estamos bêbados de tantas doses e altos em nossa própria tensão sexual. Nós caminhamos pela rua movimentada, com festas e casais, assim como nós. Nem sinto mais meus


pés machucados. Estou entorpecida com tanta bebida e muito focada em sua mão descansando no meu quadril. — Qual é seu sonho, Henrik? Se você pudesse ser ou fazer qualquer coisa no mundo, o que seria? — Pergunto enquanto caminhamos sem rumo, indo para a frente, mas em nenhum lugar ao mesmo tempo. — Eu gostaria de ser anônimo. — Ele diz, soando ainda mais misterioso do que ele já é. — Por que você quer ser anônimo? Acho que seria impossível. — Por que você acha isso? — Ele pergunta, levantando uma sobrancelha. — Porque você é o homem mais bonito que já coloquei meus olhos. Você sempre será notado mesmo sozinho, — explico. Henrik para no meio da calçada, ignorando as pessoas que têm que desviar para evitar esbarrar em nós, já que caminhávamos com o fluxo da calçada a pé. Ele me puxa um pouco mais perto do peito, uma das mãos na parte inferior das minhas costas, a outra enrolada na bagunça na parte de trás da minha cabeça. — Nunca me diverti tanto, Riona! — Ele insinuou, com um sorriso torto inclinando seus lábios. — Qual é o seu sonho, preciosa? — Ser amada por quem sou, — sussurro, mordendo o lábio inferior com um encolhimento. — Quem não poderia te amar, Riona? — Ele pergunta, usando seu apelido para mim, algo que ele acaba de inventar depois de termos alguns coquetéis. — Como alguém poderia me amar quando meus próprios pais não puderam? — Pergunto, diminuindo a diversão da noite. Henry aperta a cabeça e se move para envolver sua mão em cima da minha enquanto me puxa na avenida. Está quente aqui fora, e o barulho do trânsito é alto e as pessoas se movendo ao nosso redor.


— Eles são idiotas e certamente não refletem uma maldita coisa em você, preciosa. Isso é tudo acima deles. — Ele murmura quando ele inclina a cabeça ligeiramente. Um alto riso faz com que nós dois voltemos nossa atenção para quem anda a nossa frente pelo caminho. Um casal vem em nossa direção do lado oposto. Ela está vestindo um pequeno véu em sua cabeça, e o homem está vestindo um chapéu alto. Eles estão apenas com jeans e camisetas, mas estão envolvidos nos braços um do outro e eles parecem felizes e, obviamente, recém-casados, e bêbados, muito, muito bêbados. Henrik olha do casal para mim e vejo como um sorriso perverso cruza seu rosto. Eu sei exatamente o que ele está pensando, porque meu cérebro bêbado está estupidamente pensando exatamente o mesmo. É estúpido, é imaturo, é imprudente. É uma loucura. — Case-se comigo, Caitriona, — ele sussurra.

Henrik Como essa mulher na minha frente nunca conheceu o amor? Sua amiga a ama, mas isso não é o mesmo que o amor de um pai ou um amante. A profundidade da dor em seus olhos quando ela disse que seus pais não a amavam, que ela só queria ser amada por quem ela é, mexeu comigo. Ela mexe comigo. É perigosa, a pergunta que acabei de fazer a ela. Não só para mim, mas para ela também. Eu deveria me casar com aquela cadela gelada. Talvez esteja sabotando tudo de propósito, talvez queira me divertir um pouco antes de estar amarrado, ou talvez queira mostrar a essa mulher na minha frente que ela tem valor. Estou tão chateado que nem sequer faz sentido dentro da minha própria cabeça. Mas, eu não ligo. Estou casando com essa garota. Aqui e agora.


EntĂŁo, vou foder com ela uma e outra vez. E vou assistir ela gritar, e se desfazer ao meu redor. NĂŁo posso esperar.


Caitriona — O que diz preciosa? Quer fazer de mim um homem honesto? — Ele pergunta, estendendo a mão para chamar um táxi. — Nós não fizemos nada além de nos beijar, Henrik. Você está falando sério? — Pergunto com um pequeno sorriso. — Em poucas horas, ficarei muito indecente, e não vou apenas beijar você, e com o que planejo para nós pelo menos dessa forma será legítimo, — ele encolhe os ombros antes de colocar um doce beijo nos meus lábios enquanto o táxi para ao nosso lado. Juntos, nós entramos, enquanto ele nos pergunta para onde estamos indo. Isso é tolo, tão tolo, mas olhando nos olhos dele, eu quero ser imprudente. Parece bom e pareço segura. Como se eu soubesse que, mesmo quando amanhã chegar, mesmo que obtenhamos isso anulado, continuarei me sentindo bem, que ele fará isso tudo fácil, divertido e apenas – lindo. — Nos leve a capela de casamento mais próxima que esteja aberta, — anuncia Henrik, seus olhos nunca deixando os meus.


— Você vai se arrepender disso de manhã, — o motorista do taxi murmura enquanto ele puxa para o trânsito. — Nunca, — Henrik e eu murmuramos simultaneamente. O taxista nos deixa na Little White Chapel. Sinto que estou em um filme; Como se eu não estivesse dentro do meu próprio corpo, mas sim observando tudo isso de longe. Por que estou fazendo o que estou fazendo, não tenho uma única pista. Mas com o braço de Henrik envolto em torno de mim e o grande sorriso em seus lábios suaves, farei o que quiser. Eu estou tão pronta para ele. Eu estou tão embriagada dele. A capela está ocupada, muito mais ocupada do que eu esperava. Há casais como nós em roupas de festa, esperando por sua vez. Mas também há casais com vestidos de casamento e smokings de verdade. Nós tropeçamos após todos os outros casais bêbados para escrever nossos nomes na lista e preencher nossa papelada para que possamos nos juntar ao resto das pessoas aqui e dizer Sim. — Estamos realmente fazendo isso, — ele declara enquanto nos sentamos e esperamos que nossos nomes sejam chamados. — Nós estamos, — aceno com um grande sorriso pateta. — Não posso esperar para foder minha esposa, — ele murmura quando se inclina e pressiona seus lábios logo abaixo da minha orelha. Eu me aproximo mais dele, e é como se estivéssemos sendo puxados um para o outro, como se não pudéssemos parar. Nossos lábios se tocam como se tivéssemos acabado de acender um fogo entre eles. Quando a língua de Henrik escorrega entre os meus lábios separados, eu gemo. Isso de alguma forma rompe o seu controle, e ele fica selvagem. Ele mordisca e puxa meus lábios, com sua língua invadindo minha boca enquanto ele me consome.


Então, quando ele precisa recuperar o fôlego, sua boca viaja pelo meu pescoço e começa a explorar, lamber, beijar e apalpar as partes superiores dos seios. — Não posso esperar para ter estes em minha boca. — Ele geme contra meus seios enquanto as pontas dos dedos dançam ao longo do meu ombro. Não posso aguardar que sua boca esteja em cada centímetro do meu corpo. Para ouvir suas palavras sussurradas nesse sotaque sexy no silêncio de um quarto. Estou pronta, agora mesmo. Nós dois saltamos quando ouvimos nossos nomes, e levantamos apressados para nossos pontos na frente da capela, entre risos. Não há flores, não tenho um buquê, não há uma marcha nupcial e, honestamente, eu não poderia me importar menos. Isto é Vegas, e vou me casar com o homem mais sexy que já vi na minha vida, mesmo que seja só esta noite. Tudo o que posso pensar e tudo o que quero é o corpo de Henrik pressionado contra o meu. Eu quero ele dentro de mim o mais rápido possível. Não há anéis, mas Henrik sussurra que ele vai me comprar o que quiser na parte da manhã, quando os joalheiros abrirem. Somos apenas nós dois nesta pequena capela, junto com o juiz que vai oficializar nossa união. Não há mais ninguém, e nada já me fez sentir tão certa em toda a minha vida. Nós decidimos dizer nossos próprios votos. Não sei por que, mas parece importante que nós fizéssemos. — Eu, Caitriona Genebra Grace, aceito você, Henrik... — Eu pauso, percebendo que eu nem mesmo sei seu nome completo. — Henrik George William Richard Stuart. — Ele intervem.


Olho para ele, muito bêbada para lembrar de todos os nomes que ele acabou de falar. Decido imediatamente usar seu primeiro e último nome. Não consigo repetir o resto na ordem correta, então nem vou tentar. — Aceito você, Henrik Stuart, para ser meu marido, casando de acordo com a lei. Prometo ser leal e fiel. Estarei com os pés descalços e grávida sempre que você solicitar. Cozinho e limpo para você. Nunca vou negar você. Irei assumir meus deveres sempre completamente e totalmente, e prometo que vou te dar quantos boquetes você me permitir te dar, e não só em aniversários. Eu prometo cuidar de você, na doença e na saúde, sempre estar ao seu lado e te apoiar sempre. Henrik limpa a garganta e, com seu belo sotaque britânico, ele faz seus próprios votos para mim. — Eu, Henrik George William Richard Stuart, te aceito, Caitriona Genebra, para ser minha esposa legalmente casada. Prometo ser fiel somente a você. Eu cuidarei de você a partir deste dia. Mesmo você não querendo nada, vou te dar tudo. Prometo foder com você sempre até você me deixar sem reservas. Eu prometo para lhe dar pelo menos quatro filhos e uma filha, porque toda duquesa merece a sua própria princesa. Eu também prometo te manter segura e longe de todos os perigos. Eu vou honrar e proteger você, todos os dias da minha vida. Imediatamente, as lágrimas fluem pelas minhas bochechas com suas lindas palavras. Não é engraçado, exceto a parte de foder, é totalmente lindo do início ao fim. Eu queria que isso fosse real, queria que este fosse o homem com quem eu deveria passar o resto da minha vida. Me apaixonar por ele seria excepcionalmente fácil, especialmente com as palavras que ele acabou de dizer. O ministro, uso esse termo vagamente porque ele está vestindo um terno de uma peça de Elvis, nos anuncia marido e mulher, e até inclui um giro do quadril. Henrik me puxa para junto de seu corpo e me beija profundamente, sua língua enchendo minha boca e sua mão agarrando um punhado da minha bunda, me pegando e me provando. Gemo enquanto coloco meus braços ao redor de seu pescoço e abro a boca ainda mais para ele.


O ministro limpa a garganta e nós rapidamente nos separamos. Meu rosto fica vermelho e Henrik dispara a rir antes de agradecer e envolver sua mão na minha, me puxando para a saída. Há um táxi esperando por nós, e eu digo que nos leve para o Aria. — Nós podemos ir à minha suíte, — ele murmura contra minha orelha enquanto morde a pontinha. — Não, Madison se preocuparia se eu não aparecer, e voltar para o meu quarto, — eu respiro, tentando com muita dificuldade não jogar minha perna sobre a dele e moer contra ele ali mesmo. Eu o desejei a noite toda e quase chegou a hora. Minhas palmas começam a suar com antecipação nervosa, mas ele não percebe. Ele está muito ocupado mordiscando, beijando e passando as mãos por todo o meu corpo. Quando o táxi para, eu assisto quando Henrik tira algum dinheiro e joga para o motorista no banco da frente antes de sair do carro me puxando atrás dele. — Nós temos que nos apressar. — Ele murmura praticamente correndo através do lobby do hotel. — Henny, eu vou cair! — Eu aviso com uma risadinha. Pouco mais do que um segundo depois, me pega em seus braços e está caminhando rapidamente para o elevador. Solto um grunhido ao tentar colocar a mão sob a minha bunda para que todo o hotel não veja o meu centro descoberto. — Não vou mostrar a ninguém seus itens. Bem, meus itens agora. — Começa a rir enquanto ele continua com seu ritmo apressado em direção ao elevador. Uma vez que estamos na cabine, espero que ele me solte, mas ele não faz. Ele não me solta até que estamos no meu quarto e ele está trancando a porta atrás de nós. — Por que você me carregou todo o caminho? — Pergunto enquanto ele me joga na cama.


— Tive que carregar minha noiva! Como não poderia aproveitar esta oportunidade? Eu gosto quando me chamar de Henny, por sinal. — Ele murmura quando começa a desabotoar a camisa. Perco todo pensamento enquanto ele me mostra o peito. Ele é ainda mais sexy com a camisa desabotoada, de pé na minha frente, do que ele estava na piscina. Talvez porque ele é tecnicamente meu agora. Meu marido. É bobo pensar nisso realmente, teremos este casamento anulado amanhã, mas por enquanto, ele é meu, ninguém tem o que é meu esta noite. — Eu quero ver minha esposa. — Ele murmura, sua voz mais baixa do que antes. O olhar embriagado desapareceu, substituído por um olhar muito mais sério de desejo e calor. Tento tirar o vestido apertado de Madison do meu corpo, mas tenho medo que não seja muito gracioso. Parece muito mais como se estivesse lutando do que retirando o tecido apertado por meus quadris e, finalmente, minhas coxas e pernas, deixando em uma pilha aos meus pés. — Porra, você não usou calcinha a noite toda? — Henrik pergunta, com sua voz aumentando um pouco mais com surpresa. Balanço a cabeça enquanto mordo meu lábio inferior, tentando não rir da palavra calcinha. É adorável as palavras saindo de seus lábios em um insulto ainda embriagado. Respiro enquanto ele se estica e com apenas as almofadas de seus dedos, traça meu pescoço até as pontas dos meus seios antes que ele arraste em torno dos meus mamilos. Ele está fazendo isso muito devagar, muito levemente, e muito longe de onde eu quero que ele realmente me toque. — Henny, — eu lamento. — Sim? — Ele murmura. Olho enquanto ele dá um passo atrás e tira o resto de suas roupas. Ele é musculoso e bem definido, como se ele trabalhasse todos os dias. Lambo meus lábios ao ver seu pau se projetando entre suas pernas. Ele é longo e grosso, mas não excessivamente, e ele está grande. Ele está duro para mim.


Ele rosna antes que esteja na minha frente novamente, e suas mãos estão envolvidas em minhas coxas, me pegando, e me jogando no centro da cama, como se eu pesasse apenas dez quilos, e não como se eu tivesse 1,72. Ele então retira os sapatos altos de Madison, os deixando no chão. — Minha esposa. — Ele murmura contra meus lábios. — Meu marido. — Digo de volta. Os seus lábios batem contra os meus em um beijo áspero, feroz e maravilhoso. Sinto a mão dele entre as minhas pernas e no mesmo instante solto um gemido, enquanto ele enfia dois dedos dentro de mim. — Você está encharcada! — Ele rosna quando desliza dentro e fora do meu corpo, que esteve pronto, aguardando por ele, lentamente algumas vezes antes de empurrar para dentro de mim com um gemido áspero. — Eu estive esperando a noite toda por você. — Suspiro. Meus olhos rolam na parte de trás da minha cabeça enquanto seus movimentos se tornam um pouco mais duros. — Caralho, sim! — Ele murmura enquanto substitui os dedos com a ponta de seu pênis. — Por favor, — sussurro. — Sou todo seu, preciosa! — Ele geme enquanto bate dentro de mim com um rápido impulso de seus quadris. As mãos de Henrik deslizam sob meus joelhos e ele espalha minhas pernas mais abertas enquanto entra mais fundo dentro de mim, seus olhos fixos em mim nunca perdendo contato. Nós não falamos. Nenhuma palavra é necessária, pois nossos olhos permanecem presos um ao outro, e nós damos e tomamos o que a outra pessoa está oferecendo. É o mais conectado que sinto com uma pessoa em toda a minha vida, e ele é um estranho, passaremos casados uma noite e provavelmente nunca mais nos veremos após a anulação. Tento não deixar esse fato me entristecer, tento empurrar para fora da minha mente enquanto me forço para apreciar cada segundo que os braços de Henrik estão ao meu redor e seu pênis está dentro de mim.


Henrik Tento abrir um olho, mas porra, a dor na minha cabeça não permite. Depois, há um ruído terrível de Deus sabe o que acontecendo ao lado da minha cabeça. Finalmente giro um olho aberto e alcanço na direção do som ofensivo do meu telefone. — Alô, — eu resmungo. — Henrik, onde diabos se enfiou? — Ouço meu irmão gritar. Merda, mas meu irmão mais velho é um incômodo. Ele é perfeito, todo mundo pensa e diz isso. Eu sei a verdade. Ele está embutido em um estereótipo, e simplesmente fica lá e faz exatamente o que se espera dele porque ele não quer balançar o barco. No entanto, eu quero que o barco balance, rolando como um fodido furacão. Posso concordar com os desejos da minha família, concordando verbalmente com seus pedidos, mas achei minha chance de fazer o que quero. É tudo sobre saber quando é o momento e o lugar certo. — Shhh, minha cabeça está prestes a explodir. Qual é o problema? — Murmuro. Tenho certeza de que há fotos flutuando ao redor dessa mulher sexy e eu dançando no clube. Que se foda, Riona estava deliciosa. — Bem, o fato do meu querido irmãozinho estar farreando em Las Vegas, na noite passada, com uma morena provocativa, me chamou atenção, — ele anuncia. Eu me levanto. Como se atreve a chamar a doce Riona de provocativa. Ela é qualquer coisa, menos isso. Olho para cima e vejo sua bela massa de cachos se espalhando ao redor dela, com o rosto embaixo do travesseiro, as costas descobertas. O lençol está puxado cobrindo a sua bunda deliciosa, cobrindo mais do que eu preferiria no momento. Porra, mas ela é deliciosa.


Quero me enrolar com ela novamente. A noite passada foi bastante confusa, então quero uma memória coerente de como me sinto estando dentro dela. Algo que posso lembrar quando me casar com a cadela fria, frágil e irritante, de boa família. — Ela não é provocativa. Caralho, Philip, você sabe como essas coisas acontecem. — Eu explico calmamente enquanto estou de pé e pego meu jeans, os puxando para cima em minhas pernas e quadris. Não me importo de abotoar minha calça antes de me inclinar para pegar o resto das minhas coisas, saindo do quarto, para não acordar a doce Riona. — Eu já enviei a segurança para se reunir a você e te levar para casa. — Explica Philip, como se sua ordem fosse lei e eu não tivesse opinião sobre nada. — Hugh está em algum lugar por aqui, então não é absolutamente necessário. Estou aproveitando minhas férias. — Digo, soando como uma criança. Quando Philip me tratar como uma, parece quase necessário. — Henrik, vamos, minhas mãos estão amarradas. O avô viu as fotos; Ele está fora de si. O avião sai em uma hora. Não torne isso mais difícil, por favor, — explica Philip. Soltei um sopro forte de ar. A última coisa que eu quero é um incômodo para Philip. Eu amo o bastardo, mas quero me divertir, quero fazer tudo o que posso antes de ser forçado a me estabelecer. Philip se acomodou com sua noiva com facilidade, mas eu não quero. Eu quero viver. Eu quero me divertir. Quero transar com Riona pelo menos mais uma dúzia de vezes. — Tudo bem, — finalmente concordo. Giro para voltar para o quarto de Riona. — Não se preocupe, — diz Madison, seu corpo encostado na porta do quarto de Riona, seus olhos se concentraram diretamente em mim. Eles estão me avaliando.


— O quê? — Perguntei, me voltando para olhar a pequena beleza. — Não entre lá e faça promessas a Cait que você não vai manter. Você deve simplesmente sair agora. Ela nunca teve um caso de uma noite. Ela ficará com muita merda sobre si mesma sem suas promessas vazias, — anuncia Madison. Recordo vagamente Riona me dizendo que ela é uma advogada. Não consegui imaginar isso antes, mas agora, eu definitivamente posso. Ela é assustadora. — Quero ver ela novamente... — Começo a dizer, mas sou prontamente interrompido por Madison. — Mas você não vai. Ela teve uma vida bastante difícil, Henrik. Acho que você é um cara muito legal. Posso dizer que você a quer, mas vamos ser honestos, se pudesse, como você ficaria com ela? Ela seria esse pequeno segredo sujo, escondido e a visitando algumas vezes por ano? Ela teria uma casa legal, modesta e dinheiro depositado em sua conta corrente mensalmente? Fecho meus olhos e penso sobre suas palavras, suas perguntas. Ela sabe quem eu sou. Mas Riona não pareceu saber. Era tudo uma artimanha? — Você sabe quem eu sou? — Eu faço. Devo me curvar, ao Príncipe Henrik? — Ela pergunta enquanto seus lábios se inclinam. — Ela sabe quem eu sou? — Não. Ela não tem televisão, e ela não presta atenção aos tabloides e fofocas. Não é coisa dela. Ela não tem ideia, — diz ela. — Esse era o meu irmão. Aparentemente, Riona e eu deixamos os fotógrafos loucos. Minha família não está feliz, — expliquei. — Eu realmente gosto dela, — sussurro, deslizando minha camisa. — Eu vou dizer a ela da melhor maneira que puder, que você não escolheu deixar ela assim, — diz Madison com um sorriso triste. Não consigo reunir um sorriso parcial. Tudo dentro de mim está gritando para rastejar na cama e fazer amor com a mulher que eu quero.


Nunca me senti tão livre, tão ligado a uma mulher em toda a minha vida. Ela não sabe quem eu sou, e se soubesse, realmente não se importaria. Nunca me senti tão despreocupado antes. Quero isso novamente, quero isso todos os dias. Não digo mais nada. Em vez disso, aceno para Madison antes de sair da suíte do hotel. Todo o meu corpo dói com cada passo que tenho que dar para fora da porta, enquanto ela é fechada. Fecho meus olhos enquanto imagino seu rosto, como vai ficar completamente devastado quando acordar e perceber que eu sumi. Madison continuou me dizendo que era uma aventura de uma noite, mas embora tenha começado dessa maneira, não me sinto assim agora. Parece muito mais. Mais uma vez, saio do elevador e caminho para a minha própria suíte. Posso tomar banho e me trocar no avião depois de uma rápida parada no meu quarto para pegar minha bagagem. Tenho a sensação de que este será o meu último fim de semana de alegria, pelo resto da minha vida. Sei que meu avô e meu pai certamente apertarão as correntes depois disso; mas não a minha mãe. Pelo menos minha mãe estará sempre ao meu lado. Ela acredita que deveria ter minhas liberdades. A liberdade de escolher qualquer mulher que eu queira como esposa, para me apaixonar e me casar. Infelizmente, meu avô e meu pai sempre ganharão todos os argumentos, sempre me julgando e decidindo por mim.

Quatro horas depois, comprovo corretamente o meu pensamento. Os meus dias de festa já terminaram. A cadela fria está pronta para anunciar nosso noivado e planejar um casamento. Também é hora de me concentrar um pouco mais em meus deveres como príncipe. Detesto a ideia


toda. Como o segundo filho, as chances de eu estar no comando de qualquer coisa são difíceis. Por isso, por que deveria importar com quem vou me casar? Uma vez que Philip tiver um herdeiro, é praticamente impossível. Além disso, não quero isso. Gosto do meu trabalho como capitalista de risco, e não tenho vontade de fazer qualquer outra coisa. Philip é ótimo em suas funções. Eu, no entanto, não sou como ele. — Não fique muito chateado, Henrik. — Diz minha mãe depois que meu avô e meu pai saem da sala, uma vez que eles, obviamente, esfregaram as fotos em meu rosto, e entregaram suas ordens. — Eu tenho certeza que vou ficar bem. Meu pai me deu um dossiê para olhar. Ela é quem escolhi, — murmuro, olhando para os meus sapatos. — Tenho certeza que ela era uma garota adorável, mas todos nós temos nossos deveres. — Minha mãe Helena murmura antes de colocar um beijo na minha bochecha e sair da sala. Caitriona Genebra Grace não era apenas uma garota adorável. Ela era sexy e linda, divertida e doce, tudo em uma embalagem só. Odeio o fato de que não consigo me lembrar da noite inteira. Eu só consigo lembrar pedaços, e isso é o pior de tudo. Eu não consigo me lembrar de cada detalhe da melhor noite da minha vida.


Caitriona Ne percebo o voo na trajetória de volta para casa, estou ocupada olhando pela janela, me perguntando o que aconteceu para fazer Henrik me deixar da maneira que ele fez. Eu não esperava que ele fosse meu novo namorado, mas pensei que o que tivemos, o pouco tempo que tivemos, foi fantástico e que, pelo menos, ficaria na minha cama um pouco mais. Estou tão consumida em meus próprios pensamentos que nem percebi que ignorei Madison em todo o voo para casa. — Você tem permissão para ficar pensando nele apenas neste avião, — Madison anuncia quando o avião começa a descer de volta a Portland. — O quê? — Pergunto em confusão. — Não há nenhuma razão para se debruçar sobre alguém como ele. Os casos de uma noite devem vir cheios de arrependimento na manhã seguinte, — exclama ela. Eu realmente quero me arrepender, mas não. Não me arrependo de nada. Não me lembro de cada segundo da noite, e lamento o fato de eu ter bebido demais para manter as lembranças frescas.


Lembro da maneira como me senti quando seus dedos dançavam em minha carne. Me lembro da maneira como ele me segurou quando caminhamos juntos, ou quando dançamos. Da maneira como seus belos olhos verdes dançaram quando eu fui tola. Também não poderia esquecer, mesmo que tentasse, a forma como o meu corpo se sentiu quando gozei com ele dentro de mim. Nunca esquecerei nada disso. — O que aconteceu exatamente entre vocês dois? — Ela pergunta enquanto o avião aterrissa. Eu balancei minha cabeça, sem vontade de responder a ela. Aquela noite com ele é meu segredo, minha própria rebelião. E nosso casamento? Me lembro que nos casamos. Eu duvido muito que seja legal, mas ainda é nosso. Estávamos em Vegas, e nos casamos às três e meia da manhã, por um sósia do Elvis. Nunca esquecerei, os pedaços vivos estão ardendo na minha mente. Eu simplesmente queria que toda a noite fosse brilhante e inesquecível.

Entrar no trabalho na segunda-feira de manhã me faz sentir náuseas. Estou cansada, esfolada e simplesmente deprimida. As últimas pessoas que quero ver são meus colegas de trabalho, especialmente Natasha, que está sentada atrás da mesa de recepcionista com o tipo de sorriso em seus lábios, como um gato que comeu canário — Teve um bom fim de semana? — Ela pergunta. — Eu tive. — Encolho os ombros, sem entrar em detalhes. — Tenho certeza que teve, — ela ri. — Caitriona, podemos te ver no escritório, por favor? — Teri, meu gerente, grita.


Ignoro Natasha e entro no escritório para encontrar não só Teri, mas Stephanie, a proprietária, sentada na mesa de consulta. Me sento na cadeira de pelúcia em frente a eles, o que geralmente é reservado para os clientes, e meu olhar vai de Teri para Stephanie, e para Teri novamente, esperando o que quer que esteja a caminho. — Você sabe porque está aqui? — Pergunta Stephanie. Eu balanço minha cabeça. Não tenho ideia de porque estou no escritório deles. Eles estão olhando para mim, como se esperassem que eu dissesse algo, mas não tenho ideia do que eles querem de mim. — Isto. — Diz Teri, lançando uma revista para mim. Meus olhos se alargam e eu olho para baixo, chocada com o que está sendo exposto na minha frente. Estou na capa de uma revista de fofocas. Na. Capa. Estou na capa de uma revista de fofocas, embrulhada nos braços de Henrik, usando o pequeno vestido de Madison enquanto dançava em Las Vegas. Pareço triste e horrível. O ângulo também é terrível. Henrik, é claro, parece tão bonito quanto sempre. Então meus olhos vislumbram a manchete. A noite sexy do bad boy príncipe Henrik em Las Vegas com uma mulher misteriosa. — O que diabos é isso? — Pergunto em um sussurro. — Isso vai melhorar nosso negócio, — Stephanie ri. — Eu não quero que ninguém saiba que sou eu, você está louca? — Grito. — Oh, eles vão saber, e isso aumentará as vendas uma loucura! Imagine, a mulher que passou uma noite com um príncipe, as pessoas vão vir ver você no MediSpa. As pessoas vão reservar horário apenas para te conhecer, apenas para tentar ter uma conversa, — diz Teri, sua voz subindo uma oitava com entusiasmo.


— Não, de jeito nenhum, — eu digo, balançando a cabeça e afastando a revista. Eu não quero olhar para tudo o que eu exibi, tudo o que o mundo agora pode ver. — Muito tarde. Já vendemos essa pequena informação, — Teri dá risada na minha cara. — O quê? — Eu respiro. — Provavelmente já está online, mas vendemos seu nome para os paparazzi e seu local de trabalho. Você não pode pensar que nós deixaríamos passar algo tão suculento? — Stephanie pergunta com um sorriso. Eu quero dar um soco no rosto dela, mas esse é o meu trabalho e preciso dele. Não sei o que vou fazer. Isso é insanidade. Insanidade completa e total. Quero gritar e chorar e dar uma bofetada em meus chefes de uma só vez. Então quero me enrolar em uma bola e comer um barril de chocolate e beber vinho pelo gargalo para tentar esquecer que essa agora é a minha vida. — Vou te dar dez minutos para se recolher, então estar de volta ao trabalho. Isso vai ser ótimo, Caitriona. Você nunca sabe o que a publicidade oportuna nesse ramo pode te trazer, — diz Stephanie, apertando minha mão antes que ela e Teri se afastem. Os ignoro completamente e retiro meu celular da minha bolsa antes de encontrar o número de Madison e pressionar a ligação. — Você não vai chorar, — Madison praticamente grita no meu ouvido. — Você viu? — Pergunto com surpresa. — Eu recebo as atualizações da TMZ no meu telefone, por minuto, Cait, você sabe disso. Quem foi o idiota que vazou seu nome esta manhã? — Espere um minuto, quando você soube sobre tudo isso? — Eu pergunto confusa.


— Eu sabia quando ele pegou você na piscina. Eu não sabia que o mundo sabia até um pouco mais tarde. Na manhã seguinte, ele estava no telefone na sala de estar com seu irmão. As notícias vazaram sobre o fim de semana com você, e ele estava sendo obrigado a sair. Ele parecia em conflito, como se ele não quisesse ir, mas sabia que não poderia ficar. Eu disse a ele para ir. Pensei que seria mais fácil do que se ele te acordasse e fizesse promessas vazias, — explica ela. — Como você não pode me dizer? — Eu respiro. — Eu não achei que alguém descobriria que era você. Imaginei, que em alguns dias, algo novo atingiria as notícias de fofocas e ninguém mais se importaria com a garota misteriosa. Eu sabia que você não percebeu quem ele era, e sabia que você gostou dele e você se divertiu. Por que estragar tudo isso? — Você deveria ter me contado, — murmuro, descansando minha cabeça na minha mão. — É a primeira vez que você jogou a cautela ao vento, Cait. Você conheceu um estranho bonito e teve uma noite maravilhosa. Eu não queria que nada estragasse isso, — ela explica. — Bem, estou fodida agora. Meus chefes são aqueles que anunciaram meu nome, por dinheiro! — Gritei. — Esses malditos idiotas, — ela grita. — Concordo. — Venha jantar hoje à noite. James está fazendo salmão; você ama salmão, — ela implora. — Preciso ficar sozinha está noite. — Que tal amanhã? Nós não devemos sair. — Estarei lá. Prometo. Eu só preciso passar esta noite sozinha, — digo com uma risada. — Me desculpe. Eu deveria ter dito para que você estivesse preparada, — ela murmura. — Tudo bem, Mads. Eu entendo por que você não fez.


Nós acabamos a conversa, eu juro que vou chamar ela assim que chegar em casa para garantir que estou bem em passar esta noite sozinha, sem abraços, chocolates e vinhos e sem minha melhor amiga. Eu respiro fundo antes de decidir enfrentar o que certamente será um show de circo por um dia. — Você deveria ter feito o CoolSculpting quando eu sugeri. Aposto que você já está arrependida. — Natasha ri enquanto eu me sento atrás do meu computador. Ignoro sua observação sarcástica e faço meu trabalho. O dia está cheio de pessoas caminhando e corpos ocupados sussurrando e apontando para mim. Apenas um punhado de mulheres realmente tem a coragem de me perguntar sobre Henrik. Tanto quanto eu quero ser uma puta e ignorar a todos, este é o meu trabalho e preciso disso, então dou as respostas mais vagas que posso e depois me desculpo. Nunca estive tão contente de encerrar o dia de trabalho como estou hoje. Dirijo para casa, no meu horrível, Chevy Cavalier azul real, no piloto automático, sem saber nada além da estrada e dos carros na minha frente. Ou seja, até sair do meu carro no estacionamento do meu apartamento e vejo as dezenas de pessoas ao redor da minha porta. — Oh, merda! — Eu respiro. Respiro fundo e decido ser a mais corajosa possível e fazer meu caminho em direção à minha porta. Com a cabeça baixa e os meus olhos treinados no chão, subo a minha escada. Eu sei que meu mundo está desmoronando, porque é como se o ar tivesse sido sugado em minha volta. A multidão de repórter está em círculos em torno de mim, todos juntos começam a gritar perguntas para que eu responda, todos falam ao mesmo tempo, um sobre o outro. Faço o meu melhor para atravessar seus corpos e abrir caminho até a minha porta sem dizer uma única palavra. Me recuso a falar sobre Henrik ou meu tempo com ele. Isso foi para nós. Odeio que o mundo tenha visto até mesmo um vislumbre disso.


Nem me importo de comer o jantar. Em vez disso, eu caminho para a minha cama, tiro minhas roupas e deslizo entre os lençóis baratos e gastos. Acordo assustada, meu coração batendo fora de controle contra minha caixa torácica. Meus olhos vagam em torno da minha sala escura, me perguntando o que me acordou e então ouço novamente. Alguém está batendo na minha porta da frente. Moro em um estúdio. Eu não tenho um quarto, então pego meu telefone e vou para o banheiro, fechando a porta e trancando antes de mergulhar na minha banheira e ligar para o 9-1-1. O assistente permanece no telefone comigo até a polícia chegar. Então, enquanto vistoriam meu apartamento e porta, eu chamo James. — Estarei aí em dois segundos. — Ele grunhiu, com sua voz tremendo de sono. Permaneço completamente fora do caminho do oficial enquanto eles olham ao redor, verifiquei minha porta e fiquei um pouco aborrecida por toda a cena. Eu tenho que admitir, não é muito emocionante. Nada realmente aconteceu, e nada foi tirado. — Parece que seu bloqueio foi mexido. É fácil de fazer com esses mais baratos, — um dos oficiais me informa. — O que acontece agora? — Alguma coisa foi levada? — Ele pergunta. — Não, e não sei se ele realmente entrou. Eu estava escondida no banheiro, — digo. — Você tem alguma ideia de quem poderia ser? — Ele pergunta, retirando um pequeno bloco de notas. Em vez de responder verbalmente, eu balanço a cabeça. — Ex-namorado, ou algo do tipo? — Novamente, balanço minha cabeça. Eu não namoro faz um tempo. — Havia alguns repórteres fora da minha porta quando cheguei em casa. Você acha que poderia ter sido um deles? — Eu pergunto.


— O que eles estavam fazendo aqui? — Perguntou o outro oficial, franzindo as sobrancelhas. — Eu fui vista com alguém famoso durante o fim de semana e meus chefes venderam meu nome aos paparazzi, — murmuro. — Você é a garota que saiu com o príncipe? — Um deles pergunta. Meu rosto aquece com vergonha. Eu sussurro um sim quase inaudível antes de James irromper pela minha porta. — Porra, Cait. Você está bem? — Ele pergunta, correndo até mim e me abraçando. — Estou bem, James. Nada aconteceu. Apenas me assustou, — admito antes de dar um passo para trás. — E você quem é? — Pergunta um dos oficiais. — Este é meu amigo, James Beck, — eu apresento. — Quem era? Vocês pegaram o bastardo? — James chacoalhou, exigindo saber. O oficial explica sobre os paparazzi na porta, o fato de que eles não viram nenhum dano ou itens roubados, e que eles não têm pistas reais. James insiste que eles escrevam um relatório de qualquer maneira, e leva mais trinta minutos de perguntas para reunir informações para o relatório. — Você está indo para nossa casa, — James anuncia. — James... — Eu começo a dizer. Ele olha para mim e seu olhar instantaneamente me cala. Preparo uma pequena bolsa para algumas noites com poucas roupas e juntos fechamos minha porta da frente e deixo meu pequeno apartamento de merda. — Por que você não me ligou quando esses repórteres estavam pulando em torno de você? — Pergunta James uma vez que estamos instalados em sua caminhonete. — Honestamente, queria apenas ir para a cama. Mads disse o que aconteceu?


— Sim, — ele acena com a cabeça. — Eu só queria estar sozinha, — murmuro, olhando pela janela do passageiro. — Sim, você queria se revoltar e sentir pena de você mesma, — diz James. — Não posso ter um dia para sentir pena de mim mesma? — Pergunto defensivamente. — Madison e eu somos sua família. Estamos aqui para você, Cait. Você não precisa fazer nada sozinha, e isso significa desafiar aqueles malditos abutres que estavam na sua porta. — Não pensei que algo assim pudesse acontecer. Eu só queria esquecer tudo, — suspiro. — Não mais, Cait. Isso me assustou demais. — Ele grunhiu quando entramos na entrada da casa dele e de Madison. Eu adoro este lugar. James possui sua própria empresa de construção de casas personalizadas, e ele remodelou completamente a casa principal e a casa da piscina assim que compraram a propriedade alguns anos atrás. Os detalhes que ele acrescentou e o amor e o cuidado que ambos colocaram no projeto derramam na própria casa. Nós não dizemos uma palavra enquanto entramos na sala de estar, e é quando vejo Madison sentada no sofá de roupão. Seu cabelo está em um coque bagunçado e ela não tem maquiagem, uma visão que ninguém na terra provavelmente já viu além de James e eu. — Você vai se mudar para a casa da piscina. Nós vamos limpar tudo neste fim de semana. Você dará um aviso ao seu senhorio, e vai viver gratuitamente para sempre e estar no meu quintal, assim como deveria ter sido sempre. — Madison anuncia, seus olhos olhando diretamente para mim e sua voz nunca vacilando. — Madison, não posso depender de você e de James. Eu não me sentiria bem.


— Eu não dou a mínima para como você se sente, Cait. Esta noite foi a noite mais assustadora da minha vida. Não seja uma puta, seu apartamento é uma merda, o bairro é pior do que a merda, e isso me aterroriza em um dia normal. Se você estiver na casa da piscina, James e eu estamos perto o suficiente para ajudar se você precisar de nós e vice-versa. Você pode ajudar com a cozinha, lavar roupa, tarefas domésticas e trabalhos de quintal, se isso faz você se sentir melhor. Mas, você está ficando. Você precisa de nós, e Deus sabe que eu sempre preciso de você, Cait. Não vou aceitar não como resposta e tampouco James, — afirma ela. Não sei como responder a isso. O que há para dizer afinal? — Eu quero minhas melhores meninas perto. — James murmura, finalmente falando. Ele não nos chamou de suas melhores meninas desde o ensino médio. Eu giro para olhar para ele e ver que está obviamente preocupado. Essa mudança seria apenas para o meu benefício, mas faria com que as duas pessoas que mais amo no mundo se sintam e durmam melhor. — Vocês são loucos! — Eu sussurro enquanto meus olhos se enchem de lágrimas. — Nós estamos embalando suas coisas amanhã depois do trabalho, e alguns dos caras de James podem te ajudar a se mudar no sábado, — ela sorri. Aceito, incapaz de dizer qualquer outra coisa. Já sinto as lágrimas caírem dos meus olhos.

Uma vez que carregamos a caminhonete com as minhas coisas, olho em torno do meu apartamento e percebo que não tenho nada decente. Madison e James mobilaram completamente a casa da piscina, então as únicas coisas que eu realmente preciso trazer são meus itens pessoais.


Originalmente, pensei em colocar tudo em um armazém, mas à medida que meus olhos examinavam o espaço, percebi que isso é inútil. — Acho que vou ligar para um lugar de doação para pegar todo o resto, — anuncio. — Realmente. — James pergunta. — Oh, graças a Deus, — Madison suspira. — Sim, não vale a pena armazenar, — encolho os ombros. — Cait, eu amo você, mas isso é uma porcaria, — anuncia Madison. Se eu não a amasse, provavelmente a estrangularia. Ela está certa, no entanto. Todas as minhas coisas são de segunda mão, e as coisas que ela e James me deram também eram usadas. As poucas coisas que comprei foram porque eu precisava delas, não porque elas eram lindas e queria fazer da minha casa um lar. Quando transportamos caixas para cima e para baixo da minha escada, agradeço que os paparazzi não estejam pendurados hoje e espero que tenham mudado para alguém mais interessante. Embora os clientes do meu trabalho não tenham. Estávamos mais ocupados hoje do que nunca, e eu parecia ser o centro das atenções. Olhares, risadinhas e perguntas bobas, durante todo o dia, foram direcionados para mim. Com o meu carro azul, sigo atrás da caminhonete de James, não posso acreditar que estou me mudando. Não posso acreditar que apenas empacotei tudo o que queria, doei o resto e agora vou viver na casa da piscina de James e Madison. É uma loucura. Completamente e totalmente louco. Antes de podermos passar pela entrada, soltei um suspiro. Os paparazzi não estavam na minha casa porque eles estão reunidos na casa de James e Madison. — Tire a bunda da frente do meu gramado, — ouço Madison gritando enquanto abro a porta do meu carro. — Vá pela lateral, não os deixe ver você. — Fala James em voz alta para mim. Eu olho para onde Madison está. Ela está mantendo todos ocupados, provocando e delirando os repórteres de plantão. Eu me apresso o mais rápido que posso em direção à cerca traseira, e entro no quintal, trancando


o portão atrás de mim. Fecho meus olhos e solto uma respiração enquanto deixo minha cabeça cair contra o portão fechado. Não posso acreditar que o pesadelo não acabou. Está aqui, e agora eu o trouxe para a casa dos meus amigos, sua bela casa. — Nem sequer se estresse sobre isso, — diz Madison, sua voz cortando meus pensamentos. — No seu quintal, em sua casa, Mads, — murmuro. — Eu os cravos. Caralho, me fez um favor, — ela ri. — Mads, — eu sussurro. — Você está em casa agora. Está bem. Eu não poderia dormir se não soubesse que você estaria segura. Há muitos estranhos no mundo. Madison envolve sua mão em cima da minha, me apertando antes que ela me guie para a casa da piscina recém-remodelada. Eu nunca estive dentro, não desde que James refez, terminando a construção apenas algumas semanas atrás. Eu vi isso em seu estado original, o que era muito triste. Era apenas uma grande sala vazia que eles usavam como armazém com um banheiro dentro. — Agora é apenas um quarto, mas é todo seu, Cait. — Madison anuncia quando abre a porta e entra. Fico espantada com a visão diante de mim. É o lugar mais bonito que já vivi na minha vida. Giro a minha esquerda e vejo a pequena cozinha com bancadas em granito e aparelhos de aço inoxidável top de linha. O granito é um azul profundo com redemoinhos brancos e dourados por toda parte. Os armários são brancos com vidro e puxadores dourados para as gavetas. O assoalho é de um mogno profundo, rico e bonito em toda a casa. Há um sofá branco e uma cadeira azul, modelo imperador, com uma mesa de café branca combinando com o armário da cozinha. Há até uma pequena sala de jantar que tem uma mesa alta, azul escuro com quatro cadeiras. Madison pega minha mão e me puxa para a sala que é meu quarto. Tem uma cama queen size com duas mesas de cabeceira e uma cômoda correspondente, com uma televisão de tela plana montada na parede logo


acima. O edredom da cama é um roxo profundo com travesseiros de turquesa e ouro. — Você é demais, — eu sussurro enquanto as lágrimas molham as minhas bochechas. — Tudo isso é demais. — Você deveria ter se mudado assim que terminei. É seu. Você é nossa família, — James murmura, entrando no quarto. — Nós amamos você, tanto! — Sussurra Madison enquanto envolve seus braços em meus ombros e me abraça. James segue o exemplo, pressionando sua frente para as costas de Madison e envolvendo seus braços ao nosso redor. Esta é a minha família. Quando James e Madison vão para a casa principal, é quando me deito na cama e minha mente se dirige para Henrik. Fecho meus olhos, imaginando seu sorriso, seus cabelos bagunçados e se me concentrar, eu ainda posso imaginar seu cheiro. Nunca tive um homem tão gentil comigo quanto Henny foi. Apenas queria que tudo pudesse ter sido real. Desejo que tivéssemos tido mais, mesmo que fosse apenas mais um dia.

Henrik Coloco uma moeda na mão enquanto meu amigo Rueben fala sobre um carro novo que ele acabou de comprar. Aparentemente, é fantástico. No entanto, não me importo com isso. — Henrik, qual é o seu problema? — Ele pergunta. — Hã? — É a morena de Las Vegas? É isso que tem te incomodando tanto? — Ele pergunta. Levanto meus olhos para olhar para ele e ele está sorrindo como um idiota. — Ela era uma distração. — Cale a boca, você está errado, — rosno. — Você está pronto para se casar com Eugenie? — Ele pergunta, mudando de assunto.


— E meu membro congelar e se dividir um milhão de fragmentos? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. Ele estremece com minhas palavras e balança a cabeça. — Certo. — Sim, certo, — eu resmungo. — Você está realmente passando por isso, então? — Ele pergunta. — Eu estou, — encolho os ombros. — Família, país e toda essa merda. — Você está perdido desde Vegas. Foi sério com a menina? — Ela se foi. Não importa, — encolho os ombros. — O olhar em seu rosto diz que sim. Você tem certeza de que não pode tentar ficar com ela? — Ele pergunta, soando quase esperançoso. — Ela é doce, sim. Ela é macia e quente, e nada como as mulheres aceitáveis que tenho permissão para considerar. Ela também é americana, o que a torna tão inaceitável que é ridículo. Então, sim, tenho certeza de que não posso tentar ficar com ela. — Porra. Eu queria ser você, você sabe? — Ele admite. — Agora, quanto mais velhos estamos, mais responsabilidades de merda são jogadas contra você, eu não invejo você. Isso me faz um amigo de merda? — Ele pergunta com um sorriso. — Isso o torna inteligente. Você vê a verdade de tudo. Eu não tenho controle sobre nada na minha vida, e isso é o pior. Fecho meus olhos por um segundo, vendo Riona quando faço, desejando que não fizesse, mas feliz ao mesmo tempo em que ainda me lembro de cada curva de seu corpo macio. Porra. Eu a quero novamente, e novamente, uma vez mais não seria suficiente. — O que aconteceria se você simplesmente assumisse o controle? — Ele pergunta. Penso em suas palavras. O que aconteceria?


Eu honestamente nĂŁo sei. Mas eu gostaria de ter atitude suficiente para descobrir.


Caitriona Já se passaram quatro semanas desde que me mudei para a casa da piscina de James e Madison. Os paparazzi ainda não me deixaram em paz, embora tenha diminuído um pouco. Eles estão me perturbando enquanto estou no trabalho, ou caminhando para o meu carro em público, porém não estão mais na casa de James e Madison, pelo que estou extremamente agradecida. Esta noite, estamos comendo juntos na casa de James e Madison, um jantar familiar de macarrão do restaurante favorito de James. Enquanto eu estou amando, posso dizer que há algo errado com Madison. Ela está saltando por toda a cadeira e não consegue ficar quieta. — Mads, o que está acontecendo com você? — James finalmente pergunta, tomando um gole de vinho. — Estou grávida! — Ela explode. Levanto o mais rápido que posso e corro para minha melhor amiga, a envolvendo em um abraço gigante. Nos leva um minuto para perceber que James não disse nada. Nós duas paramos e olhamos para ele. Ele está sentado na mesa, um copo de vinho na mão e a boca aberta.


— Vá ficar com seu marido. Eu vou para casa, — murmuro, dando um último abraço. — Não, fique e comemore, — ela pede. — Absolutamente não. Celebraremos em breve com um monte de chocolate e sorvete. Esta noite, fique com seu marido. — Eu viro e pego meu prato de comida com o garfo, colocando minha mão no ombro de James, dando um aperto. — Vá para sua esposa, James. Eu vou embora deixando-os ter um momento de felicidade. Este é um momento privado. Estou tão feliz por meus amigos, mas eles precisam estar sozinhos e saborear a notícia alegremente. Eles tentaram tanto e têm se estressado muito sobre isso, e merecem saborear a alegria juntos, sem uma terceira pessoa. Uma vez que estou de volta na minha própria casa, liguei a televisão e, como um acidente de trem, não posso desviar o olhar. Lá, em cores vivas, Henrik. Ele está de pé com o irmão e a noiva de seu irmão. Como não o reconheci? Eu me sinto tão tola agora, olhando para trás. A segurança, o tratamento VIP no clube e a surpresa nos olhos quando me disse de onde ele era Tudo faz sentido agora. Levanto o volume e escuto as notícias da família real. Eles estão anunciando a data do casamento de seu irmão Philip e, ao mesmo tempo, o noivado de Henrik. A câmera cai sobre uma mulher de pé ao lado de Henrik. Ela é absolutamente deslumbrante. O locutor diz que ela vai domesticar o bad boy do castelo. Ela é loira e pequena, vestida com um terno de saia com perfeitos cabelos e maquiagem. Ela é tudo o que não sou, inclusive da própria família real. Não consigo entender mais nada que os repórteres estão dizendo. Meu foco é unicamente em Henrik. Ele está ao lado de seu irmão e sua nova noiva, em um suéter, sem um toque do homem divertido e gentil que


conheci há pouco mais de um mês atrás em Las Vegas. Meu coração dói com as notícias e a visão dele. Desliguei a televisão, incapaz de ouvir mais alguma coisa, incapaz de olhar para ele um segundo mais, dói demais. Uma noite não deveria prejudicar assim. O ver com outra pessoa não deveria me afetar dessa maneira, mas nós tivemos uma conexão. Eu me apaixonei por ele instantaneamente. De repente a verdade me bate na cara, ele não era solteiro. Eu sou a outra mulher. Ele a traiu comigo; não existe outra explicação. Eu decido mudar para meu pijama e ir para a cama. Hoje é uma ocasião feliz para Madison e James, não preciso dessa nuvem negra acima de nossa casa. Isso é o que pensar em Henrik faz; traz essa nuvem escura de desgraça sobre mim. Não posso o ter, e nem sequer pensar nele.

Henrik Estar ao lado do meu irmão, com o sol quente, tentando sorrir para as câmeras de televisão, em um suéter, é minha versão do inferno. Felizmente, eu gosto da noiva de Philip, Bee, então aguento esse desfile de merda, apenas por ela. No entanto, não pela mulher à minha direita. — Você sabe que agora toda a atenção será sobre você, não é? — Philip murmura do lado de sua boca. — Sim, — encolho os ombros. — Você pode escolher sua própria esposa, — insiste Philip, tentando manter sua voz baixa, de modo que o segurança ao meu lado não o escute. — Não importa. — Henrik. — Ele suspira, mas depois, felizmente, não diz mais nada. O que não posso dizer é que não importa porque não posso ter a única garota que eu sempre quis. Caitriona nunca seria aceita por meu pai


e meu avô. Eu não teria permissão para casar com ela, e apesar de terem passado cinco semanas desde que a vi, não quero mais ninguém desde que a tive. Ela é a única mulher que desejo. Passei todos os cenários possíveis na minha cabeça um milhão de vezes e não há como fazer que minha família a aceite. Não posso esquecer nada sobre ela: seu sorriso contagiante, seus cabelos escuros e grossos, ou seu lindo corpo cheio de curvas. Ela não é nada como as outras mulheres que eu já tive, e ainda assim é tudo o que desejo agora. Ninguém mais. Ninguém mais é atraente. E não sou um filho da puta? Eu nem a conheço. Era suposto ser meu último momento de diversão antes de me estabelecer com a cadela fria. Eu não deveria ansiar por ela do jeito que faço, e ainda assim, não posso esquecer ela. Eu era apenas Henrik para ela, só eu e não um príncipe. Um sopro de ar fresco que me deu vida, é assim que descrevo Caitriona. Uma vez que a minha aparição pública está terminada, tiro a máscara, deixo a cadela ao meu lado e vou para o meu carro. Preciso de ar fresco e uma longa viagem para limpar minha cabeça. Preciso entrar no bom estado de espírito novamente. Não posso ficar obcecado com uma mulher que não posso ter. Eu preciso esquecê-la, como se fosse fácil.

Caitriona Acordei me sentindo terrível, a notícia do noivado de Henrik me atingindo mais do que deveria, mais do que tenho o direito de sentir. Eu não o amo; não o conheço o suficiente para amá-lo, mas isso não me faz esquecer ele e sentir sua falta. Isso não tira o fato de que, uma vez que ele se casar com essa mulher, haverá zero chance de estarmos juntos novamente. Não que tivemos muita chance de qualquer maneira.


Ouço uma batida na porta e pego meu robe, colocando sobre o pijama antes de abrir a porta. Lá, de pé e mais tristes do que deveriam para duas pessoas que acabaram de descobrir que estão prestes a ter um bebê, estão James e Madison. — Podemos entrar? — Pergunta Madison. Eu já sei o que eles vão dizer, com base em sua hesitação. — O que está acontecendo? — Pergunto. — Eu não queria te dizer isso, mas sei que você descobrirá mais cedo ou mais tarde, — diz James. Eu olho para Madison, que de repente se tornou muito interessada no travesseiro do sofá. — Apenas me diga, Jimmy. — Ele ficou noivo ontem. Foi anunciado. Alguma Duquesa ou Lady ou algo assim. Eu não entendo seu sistema de monarquia, — ele caminha. Eu fecho meus olhos enquanto a dor atravessa meu corpo inteiro novamente. Ouvir as palavras não diminuem minha dor. — Eu sei, vi a notícia ontem à noite, — murmuro. — Suponho que ele não pode permanecer solteiro para sempre. — Só faz algumas semanas. Esse cara é um idiota, — diz Madison. — Não importa, Mads. Ele é quem é, e eu não sou ninguém. Sabia que nunca mais iria vê-lo, nem depois de todos os paparazzi e tudo. Só espero que agora eles me deixem sozinha. — Essa é outra coisa, — murmura James. — O quê? — Eles estão em toda parte. Há mais desta vez. Eu acho que você deveria dormir na casa por um tempo, até que tudo seja esquecido, — sugere James. Não me incomodo em responder verbalmente. Eu aceno com a cabeça para ambos e depois vou para o meu quarto e arrumo uma pequena


mochila com as coisas necessárias. Quando nós saímos, eu posso ouvir o barulho na frente da casa. Se já não fosse suficientemente ruim que assisti na televisão como o único homem em que senti uma conexão anuncie seu noivado, agora tenho repórteres e paparazzi no gramado da minha melhor amiga, na esperança de tirar uma foto e uma declaração minha sobre o noivado. Quero gritar e ficar louca. Não o faço. Em vez disso, entro, tomo uma ducha e me troco, agradeço que seja domingo e não tenho que deixar a casa. Então, Madison e eu passamos o dia todo na cama, comendo besteira e assistindo filmes de garotas cheias de energia, e falando de bebês. É o dia mais relaxante e livre de estresse que tive desde o retorno de Las Vegas. Henrik não é citado uma única vez, e finalmente, o desfile das pessoas diminui. Sei que é apenas um breve momento de silêncio, mas vou aceitar. Espero que isso aconteça logo e que possa seguir em frente. Se eu puder seguir em frente.

No dia seguinte, me arrasto para o trabalho, só para descobrir que o enxame de paparazzi que estavam em frente ao quintal de James e Madison no dia anterior está agora na entrada do meu prédio. Decido que o é suficiente. Não vou mais ficar em silêncio. Madison e James já disseram para eles irem embora. Mas talvez se eu disser, eles finalmente irão. — Como você se sente sobre o noivado do príncipe Henrik? — Uma mulher grita. — Estou feliz por ele. — Digo com um sorriso tão genuíno quanto posso reunir. — Foi uma surpresa para você que ele te trocou tão rápido? — Pergunta um homem.


— Tivemos um fim de semana juntos. Foi maravilhoso, mas isso foi tudo. Ele está noivo agora, e estou feliz por ele ter encontrado a felicidade. — Você passou a noite com o Príncipe? Como ele estava na cama? — Grita uma mulher. Meu rosto se aquece com vergonha, mas a ignoro. O que compartilhamos foi muito mais do que poderia descrever em palavras. Talvez não me lembre de todos os detalhes sobre a noite que compartilhamos, mas com certeza me lembro como ele me fez sentir. — Viu que seu menino vai se amarar? — Diz Natasha com um sorriso falso em seus lábios. Eu também a ignoro. No final do dia, sinto que se eu ouvir a palavra compromisso mais uma vez, irei começar a gritar. É tudo sobre o que poderiam falar. Todos queriam saber se o Príncipe Henrik me chamou pessoalmente para me contar sobre seu noivado. Eu queria gritar que ele não tinha meu número, e mesmo que ele tivesse, por que ele me ligaria? Minha única escapada de uma noite vai me perseguir, não só na minha mente, mas também na minha vida cotidiana, para sempre. Eu caio no sofá da sala de estar de James e Madison com um suspiro pesado, pronta para terminar o dia. Não, o ano. Talvez no próximo ano, nenhuma dessas pessoas se lembrará ou se importará com quem diabos eu estou. — O que há de novo? — Pergunta Madison, enquanto coloca seu cereal na boca. — Por que você está comendo Lucky Charms? — Estou fodidamente faminta, — ela encolhe os ombros enquanto puxa as pernas para o banco da cadeira de grandes dimensões. — Eu quero desaparecer por um ano, — admito. — Isso vai acabar um dia, — ela diz com simpatia. — Já faz mais de um mês, Mads. Ele está comprometido com outra pessoa e isso é uma merda, mas você sabe o que mais é uma merda? Ter que ouvir sobre isso o dia todo por muito tempo,


— Eu enjoo o tempo todo e Robert Dayton está me implorando para sair em um encontro duplo, nós e você, — diz ela. — Não me diga que você disse que sim, — digo, estreitando meus olhos. — Ele é parceiro, não posso dizer não. Eu preciso fazer um parceiro, e quanto mais cedo melhor, — ela murmura. — Esse cara é pegajoso, Mads. — Eu sei, eu sei, mas James e eu estaremos com você. Vai ser divertido. Uma refeição grátis, sem nada mais, — ela encolhe os ombros. — Quando? — Sexta à noite, — ela diz, mastigando o lábio inferior. — Poderia também terminar minha semana com um estrondo, — suspiro. — Desculpe. Posso cancelar. Não deveria ter dito sim. Eu sei como ele é com você. — Não, eu vou fazer isso. Talvez ele não seja um idiota quando ele está fora do escritório, — ofereço com um sorriso falso. — Ele provavelmente é, — ela murmura. — Eu sei. — E concordo.

O resto da semana passa em um borrão. Os paparazzi não me deixaram em paz, e parece que eles realmente pioraram depois de falar com eles. Eu pensei que até agora, até sexta-feira, tudo teria terminado e eles estariam em outra coisa. Henrik está noivo de outra mulher, por que eles não estão me deixando em paz? Eu gemo logo que atravesso minha porta da frente. Esta noite tenho que ir em um encontro duplo, James e Mads, eu e Robert Dayton. Tremo de


desgosto, realmente espero que ele possa diminuir a sua personalidade debochada para a noite, apenas uma noite. Eu procurei minhas roupas, tentando encontrar algo legal, mas não excessivamente sexy. Não quero dar a impressão errada. Eu não vou para casa com ele está noite. Na verdade, não tenho vontade de fazer sexo novamente tão cedo, com qualquer um. Estar com Henrik foi incrível, mas as repercussões de apenas uma noite foram um pesadelo. Escolho uma saia preta e uma blusa; A saia é uma forma de lápis que estica meus joelhos com um pequeno corte na parte de trás. A blusa tem uma frente de decote V, mostrando um pouco mais de pele do que eu gostaria, mas é clássico e agradável, com uma correspondência que o torna sexy, mas não muito. Agarro meus saltos altos nudes e deslizo antes de fazer minha maquiagem e cabelo. Passo um pouco de rímel e pó, uma tonalidade mais escura de batom, deixo meus cabelos encaracolados e estou pronta. Apenas quando estou tirando minhas coisas da cama, há uma batida na porta. Caminho os poucos passos em direção a porta e olho pelo olho mágico, e encontro Robert esperando. Ele está vestido do mesmo modo que para o trabalho: calças de terno azul escuro, jaqueta correspondente, uma camisa de botão preto, sem gravata, e ele abriu alguns botões para mostrar seu peito bronzeado. Eu fecho os olhos e respiro fundo, tentando não me irritar por causa camisa desabotoada. — Robert, — saúdo enquanto abro a porta, um sorriso falso em meus lábios. — Você parece deliciosa esta noite, Caitriona. — Ele diz enquanto seus olhos se estreitam no meu decote. Esta será uma longa noite. Madison me deve muito. Grande. Suprimo meu tremor de desgosto com suas palavras e seu olhar errante. Esta noite, tenho que aguentar suas investidas. Estou fazendo isso para tentar seguir em frente e esquecer Henrik, mas também estou fazendo isso para Madison e sua carreira. Eu sei que Robert é um idiota. Se eu puder ter a graça divina


por apenas um jantar, então vou ter feito a minha parte e talvez tudo isso me ajude a continuar com a minha vida. Uma vez que tranquei a porta, Robert desliza sua mão pela parte inferior das minhas costas e se instala no meu quadril. Repito para mim mesma, uma e outra vez, que esta é apenas uma noite. James e Madison estarão lá para me dar apoio. Eu posso fazer isso. Eu vou fazer isso. É apenas um jantar, quão ruim pode ser realmente?


Henrik — Tem uma reunião de emergência com o chefe de segurança, — Philip anuncia enquanto entra no meu escritório. — Sobre o quê? — Eu pergunto, sem olhar para cima da tela do meu computador. Hoje estou trabalhando em meus deveres da coroa, em vez de minha empresa de capital de risco. Estou olhando a proposta de contrato de novos equipamentos táticos para as nossas forças armadas. Tudo é muito avançado e muito caro, mas esta empresa é incrível. Penso que investir neles será realmente uma decisão sábia. — Não importa sobre o que, é agora. — Philip divaga. Fecho o meu computador antes de levantar e seguir o meu irmão. Eu não sei sobre o que é essa reunião, e tenho certeza que não importa, e tampouco quero ir. Eu odeio toda essa besteira de pompa. Eu só quero passar meus dias sozinhos, escondido da minha noiva, Eugenie. Ela é um incômodo. Além de ser uma pirralha malcriada, ela é uma mau-caráter completa e total. Sempre brinquei que acabaria com uma, então eu fui e fiz isso. A realidade é uma merda.


Juntos, entramos no escritório, e percebo que meu pai está sentado em uma das duas cadeiras em frente à mesa de madeira do chefe da segurança; minha mãe está na outra cadeira. Fico surpreso ao ver a presença da minha mãe, já que nunca esteve em nada que tenha a ver com assuntos de negócios no passado. Minha mãe tem seu próprio negócio para atender. Ela gosta de seu trabalho de caridade em todo o mundo, algo em que meu pai torce os olhos. Meu pai não gosta de como seu trabalho a afasta do seu lado. Ele é tão mimado quanto Eugenie. Philip e eu nos sentamos no sofá e estico minhas longas pernas na minha frente, as cruzando no tornozelo. Estou pronto para o sermão do dia. É hora do chá, e tudo o que posso pensar é em ir para casa e beber alguns copos de minha bebida escocesa antes de ir dormir, para que eu possa me levantar e repetir tudo novamente. — Sobre o que é isso, Malcom? — Pergunto para o chefe da segurança, que está sentado atrás de sua mesa. Malcom é pequeno e redondo, fuma muito e bebe como um peixe. Ele é normalmente engraçado, mas hoje não há sorriso no rosto, e ele parece um pouco perturbado. — Bem, Henrik, eu estava obtendo todos os documentos necessários para o seu casamento, os preparando para que a data possa ser marcada o quanto antes. Exceto, que encontrei um obstáculo, — ele murmura. Eu olho enquanto os olhos de minha mãe se ampliam e seus lábios se fecham juntos. Tenho a sensação de que ela está esperando que apareça algo sobre os antecedentes de Eugenie. Ela a adora tanto quanto eu, ou seja, de modo algum. — Qual a dificuldade? — Eu pergunto. — Parece que você estará cometendo bigamia se você casar com Eugenie em seis meses, — ele anuncia. Várias emoções atravessam os rostos da minha mãe e do meu pai, mas não posso me concentrar neles. Estou no meu próprio estado de


choque. Ele realmente está dizendo que já sou casado? E se ele está, então, como pode ser isso? Eu acho que me lembraria de me casar. — O que você quer dizer? — Sussurro. — Parece que um, Henrik Stuart, se casou com uma, Caitriona Geneva Grace, quase dois meses atrás, em Las Vegas, Nevada, EUA, — diz ele. À distância, ouço minha mãe suspirar, meu irmão gemer, e meu pai rosnar. Riona. Não deixei de pensar sobre a beleza selvagem e de cabelos escuros todos os dias desde que a deixei desmaiada na cama. Ela era linda, divertida e doce, mas não havia como me casar com ela, como aconteceu? Eu não faria isso com minha família, para o meu avô, ou para ela. Se eu fiz, me casei com ela e a deixei. Que tipo de merda eu sou? — Como os paparazzi não ficaram sabendo de tudo isso? — Eu pergunto pasmo. — Isso deve ser um erro. Sim, estava com ela, mas não lembro me casar. — Nós tentamos manter isso em segredo, mas os paparazzi descobriram seu nome, não seu casamento, mas seu nome. Ela tem estado em toda a mídia, — admite Malcom. — Por que só ouço isso agora? Porque diabos? — Eu exijo. — Você ficou focado no trabalho, em seus deveres. Eu achei o melhor, nós não tirarmos você dos trilhos, especialmente por causa de alguma pequena provocadora americana com quem você passou uma noite — meu pai anuncia. — Eu deveria ter sido informado. — Digo, recusando olhar meu pai nos olhos. O bastardo controlador. Malcom se ergue e se move para mim antes de empurrar um pedaço de papel no meu peito. Eu pego e olho para baixo, uma certidão de casamento, completo com a minha assinatura. A única garota que já atormentou minha mente dia a dia é minha esposa.


Somos casados. Eu percebo que há outro pedaço de papel por trás do certificado, e trago isso para a frente. É uma fotografia de nós dois. Estou em meu jeans e camisa de botão que usei em nosso encontro, meu cabelo é uma bagunça, meus olhos vermelhos, vermelhos de álcool, e lá, ao meu lado, está Riona. Ela estava vestindo aquele pedaço ridículo de tecido que ela dizia que era um vestido. É muito curto e pequeno demais, mas lá está ela, ao meu lado com um sorriso gigantesco no rosto. Olho de novo para mim e vejo que também estou sorrindo. E sorrio. Parece extático. Sinto uma presença ao meu lado e vejo que minha mãe ficou parada e agora está sentada ao meu lado no sofá. Eu olho enquanto ela se aproxima e tira a fotografia do meu alcance. — Essa é ela, Henrik? — Ela pergunta, já conhecendo a resposta. — Em todas as fotografias que vi, nunca consegui ver seu rosto. — A única pessoa em quem eu confiei é minha mãe. Ela me entende. Ela sabe como penso e como me sinto. Eu disse a ela que conheci Riona, que me apaixonei instantaneamente. Ela sabe que desejo me casar por amor e não por status ou pelo bem do país. Ela também sabe que por causa de quem eu sou, essas coisas não são possíveis. Ela sugeriu que eu procurasse dentro do meu círculo, e esperava que um dia eu encontrasse uma mulher que pudesse amar. Meu desejo de namorar e amor não está lá. Tudo o que há, é Riona, no fundo da minha mente, preenchendo meus pensamentos – e se... — Sim, mãe, essa é minha Riona, — murmuro, incapaz de tirar meus olhos de seu rosto. — Está provocadora, essa menina, você se casou com ela? — Meu pai rugiu, tirando a foto do alcance de minha mãe. Não reajo; eu apenas prossigo em afirmação. — Você vai anular imediatamente este casamento. Você vai pagar, se você precisar. Isso não chegará à mídia. — Ele anuncia antes de sair da sala, deixando a foto no chão.


Philip se aproxima e pega. Eu olho enquanto seus olhos examinam a imagem de Riona e eu. Então ele acena uma vez e olha para cima. — Ela é linda, Henrik. Agora sei por que foi tão difícil para você a deixar. — Ele murmura. Meu irmão tem um coração muito mais suave hoje em dia. Ele está prestes a se casar em apenas algumas semanas, e ele e sua noiva já falam sobre crianças. Ele ama sua esposa com todo o coração. E tem estado contra o meu compromisso com Eugenie desde o início. Philip, assim como minha mãe, querem que eu me case por amor. — Você vai até ela, vai contar tudo e ela assinará os papéis. Você vai acabar com esse matrimônio, mas você vai fazer isso gentilmente. — Minha mãe me informa enquanto ela limpa os olhos e sai do escritório. A hesitação em sua voz me diz que não queria dizer as palavras alto. Eu a conheço bem o suficiente para assumir que ela queria me dizer para ir pegar minha garota e voltar para casa; mas não poderia, nunca poderia verbalizar tal coisa. Ela nunca iria contra meu pai. — Eu tenho seu endereço na América, — disse Malcolm, me entregando outro pedaço de papel. — Você sabe alguma coisa sobre sua vida? — Perguntei. — Desculpe, Henrik, apenas o endereço. Eu posso desenterrar mais, mas você vai sair dentro de uma hora para a América. Philip, acho que você deveria o acompanhar. — Comenta Malcom. Philip concorda. Não me pergunto por que ele quer Philip ao meu lado. Eu já sei. Ele quer que ele me faça ser responsável. Quer garantir que faça fazer o que devo fazer. Philip sempre foi o irmão responsável. Eu sempre fiz besteira. Tudo isso prova que, mais uma vez, sou uma merda. — Você vai levar a Bee? — Pergunto enquanto caminhamos para nossos aposentos. Ele acena com a cabeça, não verbalizando sua resposta. Nós fazemos planos para nos encontrar em vinte minutos e depois nos separamos. À medida que arrumo minhas malas, o único pensamento que percorre minha mente é o fato de estar casado. Estar casado com a única garota pela qual já senti alguma coisa.


Estive casado com ela por semanas, e não lembro de nada disso, nada além do clube e da manhã que a deixei sozinha, pensando que nunca mais a veria. Fecho meus olhos. Penso no que Malcom disse. Como os paparazzi souberam quem ela é, como eles a perseguiram. Amaldiçoo em voz alta. Como eu poderia ter sido tão descuidado, tão estúpido e egoísta? Ela provavelmente esteve vivendo um pesadelo, um que eu criei. Nunca deveria ter levado ela em público. Deveria ter sido mais cuidadoso, deveria ter sido mais consciente, e não deveria ter pensado apenas com o meu pau. Uma hora depois, todos estamos no jato e descemos em direção a Portland, Oregon. Philip, Bee, uma equipe de segurança e eu. Há um hotel com várias suítes já reservadas e esperando por nós, juntamente com alguns carros alugados. O chefe da segurança propôs que chegássemos à casa de Riona sem segurança aos nossos lados, então ele alugou um carro para nós levar lá. Nossa segurança estará lá, é claro, eles sempre estão lá, mas estarão escondidos. Concordo. Quanto menos atenção pudermos atrair para nós mesmos, melhor. Não sei o que me espera quando estiver reunido com Riona. Será que ela se lembrará de mim? Ficará com raiva de mim? Não tenho ideia do que esperar. Embora ela seja tecnicamente minha esposa, realmente não a conheço. Eu a desejo, a anseio, mas não sei muito sobre ela. — Você está bem? — Pergunta Bee. Sua voz é suave, interrompendo meus pensamentos. Ela é tão amável e suave, assim como minha mãe. Compreendo completamente por que Philip a adora e está feliz casando com ela. Ela é encantadora por dentro e por fora. Philip namorou dentro do círculo de mulheres aceitáveis, sempre com os desejos da família, os desejos da coroa em mente, desde que ele era adolescente.


Ele nunca foi rebelde, e quando conheceu Beatrice em uma festa, ele imediatamente a achou atraente; Mas Philip não se aproximou dela, não até pesquisar exatamente quem era. Me diverti com ele por isso, ri dele. Ele simplesmente me falou com toda a simplicidade, só porque acho ela linda não significa que preciso levar mais longe do que olhar, Henrik. Não até que eu saiba que ela é uma opção. Do que serviria sair com ela, mesmo se nos gostássemos, sabendo que não poderia ir mais longe? Agora, entendo exatamente o que meu irmão quis dizer. — Não, não estou bem, — suspiro, respondendo à pergunta dela. — Juro que não sabia que nos casamos. Não sei se ela sabe ou não. Eu acabei a deixando sozinha sem uma só palavra na manhã seguinte. Ela provavelmente me odeia, — murmuro. Embora, Riona me odiar é a minha menor preocupação. Se a mídia descobrir sobre isso, será catastrófico tanto para ela quanto para mim. — Tenho certeza de que ela não o odeia. No entanto, ela pode não estar emocionada de você a ter deixado sozinha na manhã depois das núpcias, — diz ela. — Você realmente não se lembra de nada? — Não, Bee, realmente não lembro. Me lembro de dançar com ela no clube, e bebemos muito, lembro de entrar em um táxi. Me lembro de algumas atividades para adultos — digo limpando a garganta antes de continuar, — por fim, me lembro de acordar com uma ressaca furiosa, Philip me ligando, e ela deitada ao meu lado parecendo um maldito sonho. — Caralho, Henrik, você se colocou em uma encrenca enorme, — meu irmão murmura. — Não, merda. — digo rindo. Deixo minha cabeça cair de volta contra meu assento e fecho os olhos. Eu preciso tentar descansar. Tenho a sensação de que os próximos dias serão um inferno para mim. Não tenho ideia do que vou estar enfrentando. Será que ela vai rir de todo o cenário e apenas assinar os papéis? Será que ela vai fazer uma cena e alertar a mídia? O fato é que, realmente não sei nada sobre ela. Não sei do que ela é capaz. Estou acordado quando o avião está pousando. Estamos em um pequeno aeroporto, vazio, exceto por dois


carros nos esperando. Eu assisto enquanto a segurança descarrega as malas e equipamentos em um carro e, em seguida, Philip e eu seguimos o processo, carregando nossa bagagem para o outro. Uma vez que coloquei as informações do hotel no sistema de GPS do carro e me lembro que a unidade americana anda do lado contrário da estrada, não o lado correto, como nós fazemos, levo o carro em direção ao hotel para deixar nossas malas e tomar um banho. O hotel é bom; tão bom quanto Portland tem para oferecer, tenho certeza. Poderia ser um buraco de merda infestado de ratos e não me importaria neste momento. A única coisa que quero fazer é colocar meus olhos em Riona. Quero a ver, pessoalmente, conversar com ela, talvez até segurar ela um pouco. Que tipo de fodida tortura estou tentando me infligir? A segurar? Corro minhas mãos pelo meu cabelo, puxando os fios com frustração. — Chegamos tarde, Henrik. Que tal nós descansamos esta noite e irmos procurar por ela amanhã de manhã? — Philip pergunta enquanto tomamos o elevador em direção ao nosso quarto. Estou tão envolvido em meus pensamentos, que nem percebi que ele e Bee ainda estavam de pé comigo. — Não, quero encontrar com ela hoje à noite, — exijo. — Vou sair em vinte minutos, com ou sem vocês dois. Não lhes dou a oportunidade de falar. As portas do elevador se abrem e ando em direção ao meu quarto, abrindo minha porta e entrando. Preciso de espaço. Preciso respirar sozinho por pelo menos cinco minutos. Eu ando em direção ao quarto, percebendo que minha bolsa já foi colocada no guarda roupa. Pego uma muda de roupa e vou tomar um banho. Quatro minutos depois, estou no andar de baixo, esperando o manobrista, quando Philip aparece. — Bee? — Eu pergunto. — Descansando. Ela vai querer conhecer sua Caitriona, amanhã, no entanto. — Ele murmura.


Aceno com a cabeça concordando quando o carro chega. Rapidamente entrego ao manobrista uma gorjeta e deslizo no banco do motorista do carro antes de colocar o endereço que Malcom me deu no GPS. Ficamos em silêncio o caminho todo para a casa de Caitriona. Acho que Philip tem medo de falar. Se eu fosse ele, provavelmente teria medo de falar comigo também. Estou sentindo uma mistura de tantas emoções, como se estivesse prestes a explodir. Estou animado, zangado, nervoso e fodido de tristeza. Agora, posso lidar com o resto, mas tristeza, não posso. Odeio me sentir triste. É uma emoção que não me permito sentir. No entanto, agora mesmo, é o que mais sinto. Procurei o endereço e notei que é um bairro agradável e tranquilo. Parece, porém, uma casa familiar. É uma grande casa de dois andares com tijolos e rochas na frente, um grande quintal e uma garagem de três carros. Esta casa não diz solteira; esta casa diz mulher de família. Me pergunto se ela mentiu para mim. Talvez ela tenha um homem e eu era apenas uma noite de diversão. Ela está muito bem por si mesma, para uma garota que nunca antes consumiu champanhe. — Este é um bairro agradável. Talvez ela viva com seu pai e mãe. — Philip observa enquanto minhas mãos apertam em torno da direção. Olho para ele e percebo que está sorrindo para mim. Ele já deduzido o que estou pensando, o bastardo. Não tinha pensado em Riona morar com seus pais. O medo que senti apenas momentos atrás rapidamente sai do meu corpo e sorrio de volta para ele. — Vamos então. — Solto um rosnado, abrindo a porta do carro e balançando as pernas para fora. Andamos pelo percurso da frente para a varanda. Estou muito nervoso para bater, então Philip toca a campainha para mim. Sinto que o medo e a raiva me cobrem instantaneamente assim que a porta se abre. Um homem está parado, um homem com mais ou menos a minha idade, definitivamente não é o pai.


Raiva varre as minhas veias. Quero matar o bastardo. Travo meu maxilar e meus punhos simultaneamente. As palavras não estão vindo para mim. Estou com muita raiva e vejo tudo vermelho. — Estamos à procura de Caitriona Grace; estamos no endereço certo? — Perguntou Philip, notando que estou incapacitado. — Cait? Uh, sim, posso dizer a ela quem está perguntando? — Ele pergunta. O homem é alto, mas ele é magro e tem cabelos claros. Caitriona não deveria estar com um cara como ele. Ela deveria estar com um homem capaz de lidar com seu corpo curvilíneo. Eu sei, de fato, que esse merda não pode saber como lidar com ela. Não como eu posso. — Sou Philip, esse é meu irmão, Henrik. Nossa visita tardia é um assunto bastante pessoal. — Philip, sempre diplomata, explica. Vejo como os olhos do homem crescem cinco vezes seu tamanho. Merda, ele nos reconhece. — Caralho! Umm, Cait está aqui, mas agora não é um bom momento, — ele murmura. — Errado. Momento perfeito, — não espero antes de passar por ele e atravessar sua casa. Vagamente, ouço sua voz e a de Philip atrás de mim, mas estou em uma missão para chegar a minha Riona. Ando pela cozinha e abro a porta que leva ao que suponho é o quintal. Assim que saio da casa, eu a vejo. Paro abruptamente. Ela está de costas para mim e as mãos de outro homem estão ao redor de sua cintura. Não consigo ouvir o que está dizendo, mas não importa. Caminho em direção a ela, minha preciosa garota.


Caitriona — Obrigada por chegar na hora certa, Robert, — murmuro. Não falo a ele que eu esperei por um bom tempo, porque essa seria uma mentira baixa. Eu não minto, e não estou prestes a inflar seu ego já gigantesco. Ele toma meus agradecimentos como um convite e envolve seus braços ao meu redor, a ponta dos dedos pressionando minha cintura. Levando minhas mãos, as pressionando contra seu peito. Pressionando firmemente, tento me afastar, para afastar seu aperto de mim. — Você pode me agradecer adequadamente, sem palavras. — Ele murmura quando seu rosto começa a mergulhar mais perto do meu. Giro minha cabeça para trás e tento escapar de suas intenções óbvias. — Tire suas mãos da minha esposa! — Uma voz baixa, mas acentuada fala atrás e mim. Todo o meu corpo fica rígido, e sinto um arrepio percorrendo minha coluna vertebral. Conheço essa voz. Talvez eu tenha ouvido apenas uma noite, mas nunca poderia esquecer. Nem em um milhão de anos.


Henrik. — Sua esposa? Acho que está enganado, amigo. — Diz Robert, com sua voz desafiadora. — Acho que conheço a minha própria esposa. — Henrik diz, sua voz um pouco mais perto dessa vez. — Por favor, Robert, me solte, — sussurro. Não só quero suas mãos fora de mim, quero ver Henrik. Se passaram quase dois meses desde que o vi pessoalmente. Eu preciso olhar para ele. Não é uma vontade, e não é um desejo, é uma necessidade, que está enraizada tão profundamente dentro de mim, que neste momento nada pode ficar no meu caminho, exceto o aperto de ferro desagradável de Robert na minha cintura. — Não, você saiu comigo esta noite, esse cara pode cair fora. — Rosnou Robert. — Se você não tirar as mãos da minha esposa, vamos ter um sério problema, — grita Henrik. Por sorte, Robert decide me libertar. O mais rápido que posso, me viro para encarar o homem com quem sonhei estes dois meses. O homem que me deixou na manhã após a melhor noite da minha vida. O homem que eu não tinha ideia que era um príncipe de verdade. O homem que nunca pensei ver novamente. — Henny! — Eu sussurro, olhando para seus olhos verdes. Ele não diz uma palavra enquanto percorre os poucos passos que precisa para estar diretamente na minha frente. — Que merda? — Robert diz atrás de mim. Imagino que ele esteja tendo um chilique como uma criança, mas estou muito hipnotizada por Henrik para me incomodar e me virar para ver. — Melhor não me atrapalhar, — murmura Henrik.


Há um movimento atrás de mim, da porta da casa se fechando, e eu sei que é Robert saindo. Estamos sozinhos agora. — Vamos entrar, Riona, — murmura Henrik. Aceno com a cabeça e pego minha chave com uma mão trêmula, virando a fechadura e abrindo minha porta. Uma vez que nós dois entramos, Henrik fecha e trava a porta atrás dele antes de inclinar suas costas contra a porta fechada. Seus olhos estão colados aos meus e me colocaram no meu lugar na entrada. Se eu esticasse, poderia o tocar; mas ele não está me olhando com luxúria em seus olhos. Ele não está me olhando com nenhuma expressão. — Quem é esse idiota? — Ele pergunta, finalmente falando. — Robert Dayton, um parceiro da firma onde a Madison trabalha, — declaro. — E você está transando com ele? — Me pergunta, arqueando uma sobrancelha. — Não que seja realmente da sua conta, mas não. Fomos jantar em dupla com James e Madison. Eu realmente não queria ir. Fiz isso como um favor para Madison, — expliquei. — Então, sua amiga está te usando? — Ele pergunta. Estendo a mão e bato em seu rosto antes que perceba o que acabei de fazer. Nunca bati em ninguém, nunca. Também nunca tive um homem insinuando que eu me estava me prostituindo por qualquer motivo. Sua cabeça muda para o lado e depois ele traz de volta. Seus olhos acham os meus novamente, instantaneamente. — Ele te tocou... — Sussurra Henrik. — Não, pedi para ele que não fizesse. — Henrik não diz outra palavra. Em vez disso, ele fecha a distância entre nós, e seus lábios encontram os meus sem mais uma palavra. Eu gemo assim que suas mãos se enrolam na minha cintura e começam a deslizar para minha bunda. A língua de Henrik aproveita essa


oportunidade para invadir a minha boca, me possuindo como se estivesse sedento por mim. — Riona, minha doce e preciosa Riona! — Ele murmura contra meus lábios. — Nós não podemos fazer isso. — Eu aviso enquanto seus lábios beijam a coluna do meu pescoço. — Por quê? Nós somos casados! — Ele sussurra contra minha carne, enquanto desliza até os meus seios. — Não, não, não estamos; na verdade não. E você está noivo, — afirmo, colocando minhas mãos em seus ombros e o empurrando levemente. Henrik ignora meu protesto e esmaga seus lábios contra os meus, sua mão se levanta para torcer na parte de trás dos meus cachos e seus quadris empurram contra mim, seu duro comprimento pressionando contra meu estômago. Eu gemo e ele toma isso como um convite. Levanto minhas mãos para afastar suas investidas, mas acabo as envolvendo ao redor do seu pescoço e me pressionando mais perto de seu peito. Ele abre minha saia, a empurrando para baixo dos meus quadris, e ela cai aos meus pés. Então me pega pelas minhas coxas e me leva até a frente do sofá. Eu levanto meu rosto para olhar para o dele e suspiro com o fato de ele realmente me carregar. Ele não responde à minha reação; em vez disso, envolve seus dedos em torno da bainha da minha camisa e rapidamente a retira, passando sobre minha cabeça, e a jogando em algum lugar atrás dele. — Porra! — Ele sussurra enquanto olha para mim, de pé só de sutiã e calcinha. — Henrik, — murmuro. — Maldição você é deslumbrante. Minhas lembranças nubladas daquela noite não fazem nenhuma justiça da realidade que você é, — ele fala.


— Não devemos fazer isso, — sussurro. — Não! Isso é exatamente o que devemos fazer Riona. — Ele rosna enquanto retira meu sutiã e puxa as alças por meus braços, expondo meus seios. — Foder, é exatamente o que devemos fazer. Assisto enquanto ele rapidamente remove suas próprias roupas e envolve seus dedos na minha calcinha e a retira, então sua mão está entre as minhas coxas. E ele me enche no mesmo instante com seus dedos, e eu gemo. — Tão molhada! — Ele sussurra contra meu peito, sugando um mamilo em sua boca. — Henny, — suspiro enquanto rolo os meus quadris. — Você vai tomar o pau do seu marido? — Ele murmura contra meu mamilo. — Oh, Deus! — Eu gemo, deixando minha cabeça cair enquanto monto sua mão. Estou na borda, tão perto que praticamente posso provar meu orgasmo, então ele retira os dedos do meu centro, envolve suas mãos ao redor dos meus joelhos e os puxa para que eu caia com minha bunda, no sofá. — Henny! — Falo, antes de me surpreender com ele me enchendo em um impulso rápido. Minhas pernas se enrolam em torno de seus quadris, meus saltos altos cavando na carne de sua bunda dura, e ele me fode. Suas investidas são fortes e rápidas. Seus joelhos estão apoiados na borda do sofá, e as mãos ao lado da minha cabeça. Seus olhos verdes se concentram completamente em mim, e seus dentes afundam em seu lábio inferior. — Está boceta, merda, você me faz me sentir tão bem! — Fala, enquanto entra e sai de mim. — Oh, meu Deus! — Murmuro enquanto meu corpo treme. — Goze para mim, preciosa. Seja uma boa menina, e goze agora. — Ele pede.


Seu pedido é tão suave, misturado com louvor, é demais, e eu me perco. Os seus golpes são mais rápidos, mais fortes e mais erráticos quando a mão dele desliza da parte de trás do sofá e envolve o meu cabelo, se enrolando nos fios antes de apertar. Seu aperto me segura e puxa de volta – duro. — Agora! Quero que você goze agora! — Ele rosna, com seus olhos selvagens. Deslizo uma das minhas mãos entre nós e acaricio meu clitóris com um gemido que se transforma em um longo gemido. Seus dedos apertam novamente no meu cabelo assim que suspiro e meu corpo inteiro estremece enquanto gozo. Ele não para seus movimentos, e continua investindo, até eu sentir seu pênis contrair enquanto ele se aprofunda ainda mais, me enchendo com sua libertação. Os olhos de Henrik se alargam, quase surpresos antes que ele solte um longo gemido. — Nós realmente estamos casados, Caitriona, — ele murmura, contra meu pescoço. — Como isso é possível? — Pergunto tentando entender e usar minha inteligência. — Foi em Vegas as três da manhã com um sósia de Elvis, — digo. — Você se lembra? — Você não? — Sussurro, enquanto ele se afasta de mim. As sobrancelhas de Henrik estão enrugadas e olho enquanto ele puxa o jeans e depois me entrega minhas roupas. Minha mente está correndo, perguntando o que diabos ele está pensando enquanto coloco minha roupa rapidamente, não querendo estar tão vulnerável nesta essa conversa. Ele não se lembra de nada, nem de ter se casado comigo. — Desculpe, Riona. Não lembro de nada desde o momento em que deixamos o bar até o momento em que estávamos em seu quarto. — Murmura puxando sua camisa. — Pelo menos você se lembra daquela parte.


— Aquela noite está gravada em minha memória por toda a eternidade, preciosa. — Ele ressoa, agarrando minha bochecha com a palma da mão. — Então, estamos realmente casados? — Eu suspiro. — Você está noivo e acabamos de fazer sexo. — Eu sei, — ele acena com um leve sorriso. — Eu sou a outra mulher, novamente. Oh, meu deus! — Digo enquanto me levanto e volto para o sofá com descrença, a realidade das notícias finalmente me atingindo. — Tecnicamente, ela é a outra mulher. Nós nos casamos antes de Eugenie e eu realmente ficarmos noivos, — ele diz com um sorriso. — Oh, meu Deus! Meu Deus! — Eu repito, ainda em um choque total. — Você parece doente. Você está bem? — Ele pergunta, caminhando em minha direção e se agachando na minha frente. Olho para cima e estou cara a cara com ele. Ele é lindo; classicamente bonito com um maxilar forte e cinzelado e um início de barba que meus dedos coçam para sentir. — Nós estamos casados e você está noivo, oh meu Deus! — Digo, repetindo o cenário, incapaz de desviar o olhar do rosto dele, com medo de que se eu fizer, possa esquecer de como ele se parece. Esta poderia muito bem ser a última vez que o vejo tão perto. — Eu não a amo. Caralho, eu nem gosto dela, Riona, — ele murmura. — Não importa! Você está noivo e a mídia – foda-se – a mídia... — Digo enquanto meu estômago dá voltas. — Eles não se aproximarão de você novamente. — Ele diz, levantando a mão para descansar contra o meu pescoço. — Eles não me deixaram em paz desde que descobriram quem eu era. Eu tive que me mudar, Henrik! — Grito enquanto estreito meus olhos. — Se mudar? — Ele pergunta confuso.


— Você acha que eu sempre vivi na casa da piscina de Madison? Eu costumava viver em um estúdio sozinha. Alguém entrou no meu apartamento no meio da noite enquanto eu dormia. A polícia e James vieram. Eles se recusaram a me deixar viver sozinha novamente. — Porra, preciosa. — Ele respira com dificuldade enquanto se senta sobre seus joelhos e move a mão livre para a minha bochecha. Não percebo que estou chorando até que seu polegar limpa uma das minhas lágrimas. — Nunca mais, — ele murmura. — Como você vai parar isso? Uma vez que eles descobrirem, vai ser uma festa, quando descobrirem que você veio me ver vai ser um pesadelo ainda maior, — choro ainda mais. — Ainda não sei, mas vou descobrir. — Ele afirma. Uma batida na porta interrompe nossa discussão. Ele cumprimenta quem está de pé do outro lado. — É meu irmão. — Anuncia Henrik, abrindo a porta. Vejo como uma versão mais velha de Henrik entra na pequena casa da piscina. Ele está bem barbeado e um pouco mais magro do que Henrik, mas não posso negar que são irmãos. Seu irmão me olha de cima a baixo na minha posição sentada no sofá antes de me dar um sorriso triste. Devo parecer um desastre com as lágrimas que acabei de chorar, além da rodada de sexo inacreditável que tivemos. Eu me encolho, esperando que não seja óbvio que acabamos de foder. — Precisamos deixar essas pessoas descansarem por esta noite, Henrik. Vamos agendar uma consulta amanhã e obter toda a documentação necessária, — ele murmura. — Papelada? — Pergunto enquanto meus olhos vão de Henrik para seu irmão. — A anulação. — Seu irmão responde com um aceno de cabeça.


— Farei o que for preciso, é claro Henny. — Eu murmuro, mais para mim do que qualquer outra pessoa, sentindo como se uma faca entrasse no meu peito. — Henny? — Pergunta seu irmão. — Vamos discutir tudo amanhã, — murmura Henrik. — Vamos, Philip. Henrik não olha para mim antes de partir. Ele se vira e se afasta sem um olhar para trás, um movimento que ele parece ter aperfeiçoado desde que me deixou semanas atrás em Las Vegas. Fico sentada no sofá, incapaz de me mover, sem saber como estou respirando. Estou apenas olhando a porta fechada, desejando que ele volte. Querendo nada mais do que ele declarar que existe algo entre nós. Não sou ingênua de acreditar que estou apaixonada por ele, ou que ele poderia estar apaixonado por mim, mas há algo entre nós. Pelo menos para mim, há algo entre nós. A porta se abre e em vez de Henrik encher minha porta, é Madison. Nós não falamos. Olha para mim, e ela sabe tudo o que precisa. Ela corre para o meu lado e envolve seus braços em volta de mim. Enterrando meu rosto no seu pescoço, choro. Lamento porque a fantasia desapareceu e a realidade se instalou. Ele está casando com outra mulher e eu sou uma mancha. Uma mancha que ele deseja livrar de seu passado, apagar e fingir que nunca aconteceu. Ele queria um último gosto de mim, e eu cai, assim como fiz em Las Vegas. Pelo menos não terei que me perguntar o que seria. Conheço a resposta agora. Ele me encontrou, e sabe quem eu sou, e não me quer. Foi divertido por uma noite. Nunca foi nada além disso. Construí um nós que só está em minha mente, como uma garota tola, como minha mãe. Madison me segura até eu adormecer em seus braços. Posso ouvir a voz de James em segundo plano quando ela se move e coloca um travesseiro debaixo da minha cabeça antes de me cobrir com um cobertor. Meus melhores amigos do mundo, minha única família, as únicas pessoas com as quais posso contar para me amar e cuidar de mim.


Amanhã vou ter que ser forte; mas hoje à noite, estou em pedaços. E vou sofrer novamente quando ele me deixar para voltar à sua vida normal. Vou pegar as peças e vou seguir em frente. Talvez não imediatamente; não, acho que preciso sentir isso. Estive despedaçada tantas vezes que deveria estar acostumada a isso. Minha mãe não me quis, e nenhum homem já se interessou por mim, mas a fantasia que Henrik poderia vir para mim um dia acabou. É tolo. É completamente tolo, mas dói muito mais do que outros sonhos partidos que já tive no passado.

Henrik — Eu não quero conversar! — Interrompi Philip antes mesmo de conseguir uma explicação. — Ela é uma pessoa adorável, — ele murmura. — Eu lhe disse que não queria falar, — falo. — Você gosta dela, verdadeiramente! — Ele diz com um aceno de cabeça. — Não importa se eu gosto ou não. — Oh, eu não sei. Você está legalmente casado, — meu irmão ressalta. — Me deixe indicar apenas alguns motivos por que não importa. Um, ela não é da realeza. Dois, avô e três, pai. Qualquer outra coisa que você possa pensar apenas acrescenta ao drama de por que isso não interessa, — eu despejo através de um maxilar apertado. Eu gosto dela, gosto muito da maneira que fodi ela, e deixar ela hoje à noite foi ainda mais difícil do que a deixar em Las Vegas todas essas semanas atrás. Vendo as mãos do idiota sobre ela, sabendo que quando os papéis forem assinados, ela terá as mãos de outros homens sobre ela, e se casará com um outro homem um dia, me enche de raiva.


Então, estar dentro dela novamente, era como ter fogos de artifício explodindo dentro de mim. Ela era absolutamente tudo o que me lembrava e ainda mais. — Nossa mãe te apoiaria. — A mãe não faria nada e você sabe disso. — Você não lhe dá crédito suficiente, Henrik. — Não importa. Eu saí publicamente e anunciei que Eugenie e eu estamos noivos. Seria um escândalo e eu levaria Riona para isso? — Ressalto. — Eugenie é uma cadela gelada. Quando o dia terminar e você estiver deitado na cama ao lado de sua esposa, o resto do mundo não importa. Tudo o que interessa é a mulher que você segura e faz amor, a mulher que deseja levar seus herdeiros. É isso que importa. A política e a coroa são lixo e você sabe disso. — Você é um maldito rebelde sob tudo, Philip. Por que estou apenas descobrindo isso agora? — Pergunto com uma risada. — Estou longe de ser um rebelde. Mas eu vi a maneira como ela olhou para você, Henrik. Ela olha para você do jeito que Bee me olhou quando namoramos. Ainda não é amor, mas essa garota, ela adora você. Eugenie só quer um título e o status. Caitriona, só quer você. Pegue esta noite e pense sobre isso. Escolher ela trará muito drama, mas você está preparado para viver uma vida sem ela? Sem, pelo menos, descobrir se há algo mais lá? Philip direciona o carro para o manobrista no hotel e me enfrenta quando ele desliga o motor, me dando um último pedaço de sabedoria para a noite. — Eu te conheço meu irmão, e sei que, embora seja impulsivo e imprudente, você não é tão impulsivo e imprudente. Mesmo você estando bêbado, no fundo sabia o que estava fazendo quando se casou com ela. Não foi por nada. Cabe a você decidir se havia uma verdadeira razão por trás disso. Ninguém pode tomar essa decisão por você.


Sem me permitir falar, ele sai do carro e entra no hotel. Eu me sento por alguns momentos antes de seguir o exemplo e subir para o meu quarto. Minha mente e meu coração estão pesados esta noite. A decisão que preciso tomar afeta tantas pessoas; minha família, Caitriona, sua família e, até certo ponto, o resto do mundo. Embora o impacto no mundo não seja tão grande, vai estar marcado nos livros de história. Será um escândalo, e Eugenie não o receberá bem. No mínimo. Estes são todos os fatores que devo pesar, e só tenho algumas horas para pensar. Então, devo decidir, se quero uma cadela fria como Eugenie e se me preocupo com ela o suficiente – o que eu não faço. Ela é uma megera, uma cadela gelada, e a única coisa sobre essa situação que a irritaria, seria o fato de que ela não será uma princesa dentro de alguns meses. Vou voltar para a casa de James e Madison amanhã para levar Caitriona para casa comigo, como minha esposa, ou pedir a ela que dissolva nossa união.


Caitriona Olho para fora da minha janela e me pergunto se tenho tempo suficiente para dar um mergulho antes que Henrik chegue. Eu não sei a que horas ele estará voltando, e nadar seria uma maneira de liberar a energia e ansiedade que atravessam meu corpo. Sem outro pensamento, me apresso e coloco o meu maiô. Não é sexy, apenas uma peça preta que tem os lados cortados. Eu mergulho na piscina e começo a nadar dando voltas e mais voltas pela água, agradecida por James ter transformado a piscina em uma aquecida quando ele renovou toda a casa. Seu talento me impressiona. Nunca deixa de me surpreender às coisas lindas que ele pode realizar com a combinação de sua mente e mãos. Gostaria de encontrar um homem como ele para mim. Robert Dayton certamente não é esse homem e, infelizmente, Henrik também não. Uma vez que estou fisicamente exausta, saio da piscina. Um rosnado me assusta, vindo bem atrás de mim, e salto dando um grito antes de me virar para ver Henrik a poucos metros de mim, com suas mãos nos bolsos e um sorriso nos lábios.


— Quanto tempo você esteve me olhando? — Pergunto trazendo a toalha para me cobrir. — Não! — Ele murmura, se aproximando de mim. Não me mexo. Estou congelada enquanto ele levanta a mão e traça meu seio onde está à borda do meu maiô. Ao longo da minha pele, apenas o suficiente para enviar arrepios sobre todo o meu corpo – como se ele não tivesse me fodido tão forte na noite passada que ainda o sinto entre as pernas. — Henrik, — sussurro. — Henny. — O quê? — Você – você me chama de Henny, — murmura. Abro minha boca para perguntar a ele sobre o que ele está falando quando sinto seus lábios contra os meus. Seu beijo, embora suave, doce e breve, me deixa sem palavras. Levanto meus braços e enterro meus dedos em seu cabelo aveludado enquanto ele aprofunda o beijo. Sua língua enche minha boca enquanto suas mãos vagam pelas laterais do meu corpo nu. A noite passada foi apressada e frenética, esse beijo é deliciosamente lento e doce, me fazendo derreter. — Não podemos! — Sussurro contra seus lábios, me recusando a abrir meus olhos. — Não podemos não, Riona, — murmura. — Eu deveria me casar em menos de seis meses com uma cadela fria, amarga e mimada. A maior parte da minha família provavelmente nunca aceitará nossa união, e certamente teremos um escândalo. Você será perseguida por muitos paparazzi, muito mais do que atualmente, — diz ele. Finalmente abri meus olhos e os direciono para seu olhar sério. Não sei por que ele está me explicando essas coisas. Estas são coisas que já conheço, além da notícia de sua noiva ser uma cadela mimada – embora provavelmente poderia ter adivinhado isso, se fosse julgar à primeira vista.


Vamos ser honestos, eu já julguei ela há muito tempo, por nada além de puro ciúmes. — O que você está tentando me dizer agora? — Pergunto, precisando de esclarecimentos. — Preciosa, você é minha esposa. Você é minha e eu me casei com você para torná-la minha. Não dormi ontem à noite. Não pude, porque tudo o que podia fazer era pensar, pensar em você. Se eu te deixar, outro homem vai te reivindicar um dia. Outro homem colocaria seu filho dentro de você, e isso não é algo que eu possa aceitar. — Nós nem nos conhecemos, e você está noivo, — ressalto. — Eu não me importo! Você é minha. Você deveria ser minha, e eu estou mantendo você. — Ele sussurra enquanto coloca beijos contra meu pescoço. — Henny... — Respiro. — Não! Não diga nada. Você não está assinando a anulação ou a não divulgação. Você está voltando para casa comigo, como minha esposa ao meu lado. Vamos enfrentar a tempestade juntos. Eu não sei o que vai acontecer conosco, mas sei que não vai ser fácil, querida, também sei que nos encontramos e nos casamos por um motivo, então vamos descobrir essa razão. Começo a protestar, mas seus lábios tocam os meus novamente. Me desmancho nele, me derreto para ele, assim como fiz a primeira vez que ele me beijou; assim como eu fiz com cada beijo depois. Henrik me carrega e me leva para dentro da casa da piscina, trancando a porta antes de me levar para o meu quarto. Ele me põe de pé e deslizo meu corpo no dele. Seus dedos abaixam as tiras do meu traje de banho e gentilmente o desliza pelo meu corpo, arrancando-o completamente, assim como eu gostaria de ter feito para ele semanas atrás.


Seguro a respiração enquanto ele levanta a mão novamente e tira o elástico que prende meus cabelos indisciplinados antes de passar os dedos pelas mechas molhadas. Henrik dá um passo para trás e retira suas próprias roupas, sem dizer uma palavra, nunca tirando os olhos de mim. — Você é lindo! — Murmuro, meus olhos se afastando de seus cabelos escuros e bagunçados descendo por seu amplo peito, contornando sua forma muscular magra e depois pousando em seu pênis, duro, me esperando. — Não, preciosa. Eu sou apenas um homem. Você que é espetacular. — Eu não respondo, sabendo que não sou o que ele diz, mas me deleitando com as palavras. Suspiro quando suas mãos fortes se envolvem em minha cintura e ele me levanta um pouco antes de me deitar na cama, abro minhas coxas para acomodar seus quadris entre elas. Com seus olhos ainda completamente focados nos meus, Henrik estica seus dedos e passa pelo meu corpo, chegando até o meu seio, apertando minha carne com um rosnado. — Porra, esses seios são deliciosos, Riona! — Murmura. Eu gemo quando ele puxa meu mamilo entre os dedos, enviando desejo através do meu corpo imediatamente. Enrolo meus dedos em torno de seus ombros e inclino meus quadris em um convite. Isso é tão diferente da noite passada. Hoje ele está indo lentamente, é absolutamente maravilhoso. — Sua boceta precisa de mim? — Ele pergunta enquanto seus dedos deixam meu seio para acariciar meu centro. — Henrik! — Sussurro enquanto ele desliza um dedo dentro de mim. Solto um gemido enquanto ele gira o dedo em torno do meu clitóris antes de mergulhar dois dedos dentro de mim, me enchendo e me esticando. — Você me quer, Riona? Você quer o seu marido?


— Sim! — Gemo enquanto meus quadris procuram por ele. Vejo com fascínio enquanto um sorriso atinge seus lábios antes de mover sua outra mão da cama, e torcer meu cabelo. Então ele retira seus dedos, e sem aviso prévio, está dentro de mim. Um impulso e seu pênis está completamente dentro até a base, me fazendo suspirar. — Enrole suas pernas em volta de mim, preciosa e me foda. — Rosna. Levanto minhas pernas e as enrolo ao redor de sua cintura. Ele está sobre mim, mas preciso que ele se mova, e que me foda. Movo minhas mãos de seus ombros para tocar em seus cabelos levantando os quadris um pouco enquanto meus olhos permanecem nos dele. Ele está completamente focado em mim, seus olhos percorrendo meu rosto. — Me foda, Riona. — Ele fala gemendo. Eu faço, aperto minhas coxas ao redor dele e seguro em seu corpo, levantando meus quadris até que ele murmure para que eu pare. Então, com um sorriso, ele começa a bombear dentro e fora de mim com movimentos lentos. — Eu não queria deixar você naquela manhã, Riona. Você tem que acreditar em mim. — Ele explica enquanto continua com seu ritmo nunca parando. — Henny. — Suspiro, incapaz de me concentrar em suas palavras; eu o ouço, mas sou incapaz de responder quando meu corpo está cada vez mais perto do meu orgasmo. — Porra! Você faz eu me sentir tão bem, preciosa. — Ele sussurra enquanto um brilho de suor aparece em sua testa. — Vamos, Henrik, deixe ir! — Falo. Ele está se segurando, e não quero isso. Eu quero tudo, cada impulso dele. Quero aquele homem áspero da noite passada. — Venha comigo, faça esse sonho virar realidade. — Murmura no meu ouvido enquanto começa a empurrar cada vez mais rápido.


Eu não respondo, não posso. Tudo o que posso fazer é gritar enquanto meu orgasmo vem com uma intensidade que nunca senti antes. Henrik ruge enquanto seu próprio orgasmo toma conta dele, e se derrama dentro de mim. — E quanto a Eugenie? — Pergunto depois que minha respiração voltou ao normal. — O que tem ela? — Ele grunhiu. — Se eu voltar com você como sua esposa, o que acontece com ela? — Pergunto enquanto passo meus dedos para cima e para baixo em suas costas. — Eu vou contar a ela antes mesmo de tocar em solo britânico. Nunca existiu amor, Riona. Nunca a cortejei. — Ele murmura enquanto suga meu pescoço. — O quê? — Pergunto com surpresa. Ele ri enquanto rola para o lado, me puxando em seus braços. Pressiono minha bochecha contra o calor do seu peito e aguardo ele falar. — Um casamento de status, não amor. Nós nem nos gostamos, Riona. Eu nem mesmo propus este compromisso. Tudo foi organizado através do nosso pessoal de relações públicas e nossos pais, — ele encolhe os ombros, como se não fosse grande coisa. — Mas você se casaria com ela, teria filhos com ela? — Sim, eu estava preparado para fazer isso, — ele diz, balançando a cabeça. — Para sempre? — Para sempre. Mas então eu encontrei você, e depois você reapareceu. — Ele murmura enquanto seus dedos penteiam meus cabelos ainda úmidos. — Você está fazendo tudo isso apenas para sair do seu noivado? — Pergunto, mastigando meu lábio inferior nervosamente. — Eu pensei durante toda a noite. Naturalmente, sou uma pessoa mais impulsiva do que os outros membros da minha família, mas não sou


idiota. Eu me casei com você, mesmo que estivesse completamente bêbado. Eu fiz isso e não acho que devo questionar. Não deixei de pensar em você nem mesmo por um dia desde que deixei Las Vegas, sonhei com você, e lamentei a maneira como fui embora. Então, eu descubro que somos casados? É demais para ser simplesmente uma coincidência. Sei que as repercussões são inevitáveis, graves e muito desconfortáveis, mas quando adormecer à noite, quero estar com você ao meu lado, ninguém mais. — Henny... — Me engasgo quando as lágrimas caem dos meus olhos. — Vamos contar as nossas famílias nossa decisão. — Ele murmura. — Você pode me beijar mais uma vez antes que todo o inferno seja liberado? — Praticamente imploro. — Eu vou te beijar todos os dias pelo resto da minha vida, se você permitir isso. — Ele murmura quando seus lábios batem contra os meus em um beijo duro e molhado. — Mesmo se você não permitir, vou te beijar de qualquer jeito. Nós nos separamos e eu me apresso no banho para enxaguar a água da piscina e lavar meu cabelo. Não me preocupo em secar. Em vez disso, apenas faço uma trança e deixo cair em um lado do ombro, antes de me vestir. Eu coloco uma calça preta e uma camisa sem mangas amarela, antes de colocar um par de sandálias. — Pronta? — Henrik pergunta Olho para ele, descansando, as costas contra a cabeceira da cama e as pernas esticadas. Ele não parece nada com o príncipe que ele é. Parece apenas um homem normal da minha idade. É então que percebo que não sei quantos anos ele tem. Há tantas coisas que eu não sei sobre ele; sua idade é apenas mais uma. — Quantos anos você tem? — Pergunto. — Você não sabe? — Eu balanço minha cabeça e aguardo sua resposta. — Venha cá, — ele murmura.


Ando até ele enquanto ele balança suas pernas e as coloca no chão, alargando as coxas antes que envolva as mãos na minha cintura e me puxe entre elas. Eu não falo, aguardo sua resposta, curtindo a sensação de suas mãos quando elas se enrolam ao redor das minhas coxas e se movem até os quadris. — Você realmente não sabe nada sobre mim, não é? — Sua voz me estremece profundamente. — Não. Só sei o pouco que você me disse, e vi na televisão que você estava noivo. Mas não, eu não sei mais nada, — admito. — Você sabe o quão absolutamente refrescante é conhecer uma mulher que não tenha ideia de quem eu sou? Que não está olhando para mim e pensando em todas as coisas que ela poderia ganhar usando meu nome? Essa é uma das muitas razões pelas quais realmente acredito que você foi feita para mim, Caitriona, — murmura enquanto olha para mim. — Tenho trinta e um anos de idade. Sou muito velho para ter me comportado do jeito que fiz, ficando bêbado e casando com uma estranha, mas estou feliz que eu fiz. — Estamos loucos. Isso é loucura, — sussurro. — Certo. É insanidade; mas você quer se perguntar sobre nós para o resto de sua vida? — Não, só preciso de mais um minuto, — admito. — Então vamos contar a todos. Vamos contar a eles, e depois esperar as merdas que virão, enquanto eles tentam mudar nossa decisão. — Ele sorri. Eu não falo, apenas aceno com a cabeça como minha resposta e ele está de pé, movendo as mãos para cima da minha coluna até que uma está enrolada na parte de trás do meu pescoço e a outra está pressionando contra o meio das minhas costas. Então ele me beija novamente. É outro beijo duro e molhado que envia ao meu cérebro e meu corpo uma avalanche de desejo e luxúria. — Vamos dar a notícia e terminar logo com esta situação, preciosa! — Ele murmura contra meus lábios.


— Sim. — Suspiro. Começamos a caminhar em direção à porta, então Henrik agarra minha mão e me puxa contra o seu peito. — Vai ficar tudo bem, Riona. Tudo vai dar certo, eu juro para você, — ele diz com convicção. — Você está tentando me convencer ou a si mesmo, Henny? — Pergunto, assistindo enquanto ele fecha os olhos e me aperta um pouco mais forte por um segundo. Ele acena com a cabeça, não me respondendo, mas eu sei a resposta. Ele está tentando se convencer, e está tudo bem. Realmente toda esta situação é assustadora, e não consigo imaginar o que ele está sentindo. Esta situação não afeta apenas a nós e as nossas famílias, é um impacto que realmente não podemos mensurar. Observo quando ele fecha os olhos por um segundo, respirando profundamente enquanto me abraça. Caminhamos de mãos dadas em direção à casa principal, em direção à nossas famílias – ou pelo menos parte dela. A cena dentro da casa de James e Madison é quase cômica. Praticamente. James e Madison estão sentados de um lado da mesa, enquanto Phillip e sua noiva estão do outro. James e Beatrice estão olhando para todos os lados, menos para as pessoas em frente a eles, e Phillip e Madison estão olhando diretamente nos olhos um do outro. Madison está olhando para ele, o desafiando, e ele está apenas sorrindo para ela. — Tudo está tudo pronto, então? — Pergunta Phillip ao entrarmos. — Sim! — Anuncia Henrik, sem oferecer mais informações. — Bem, alguém fodidamente pode me dizer alguma coisa, caramba! — Madison fala nervosa. — Madison... — Eu disse e fui interrompido por Henrik. — Aparentemente, nosso fim de semana em Las Vegas foi muito frutífero, Madison, pois estamos casados. — Henrik anuncia. Eu olho enquanto ela suspira e seus olhos se arregalam. Os olhos de James agora estão focados na mesa, e eu posso dizer que ele está


extremamente desconfortável. Ele provavelmente sabe que Madison está prestes a ter um ataque. — O quê? — Ela sussurra. — É verdade. Não pensei que fosse um casamento legal, embora eu me lembre de tudo. Henrik não se lembrava de nada. O time de segurança do palácio descobriu isso enquanto eles estavam reunindo os documentos para o casamento de Henrik com Eugenie. — Explico, sabendo que se não contar tudo, ela não me deixará em paz antes de descobrir todos os detalhes. — O que você quer dizer com não achou que fosse legal? — Pergunta Madison com os olhos semicerrados. — Você sabia deste detalhe o tempo todo e nunca me disse nada? Você percebe que sou uma advogada. Eu poderia ter descoberto se era legal ou não, — ela repreende, grita e me fulmina com o olhar tudo ao mesmo tempo. — Foi uma cerimônia realizada por um péssimo imitador de Elvis depois das três da manhã, e nós estávamos completamente bêbados, — digo em minha defesa. — Não importa os detalhes, o que está feito está feito! — Henrik interrompe. — Sim, e agora que está tudo explicado, eu tenho os documentos de anulação e o acordo de não divulgação que Caitriona pode assinar para que possamos seguir nosso caminho, — Philip anuncia. Sinto Henrik ficar tenso ao meu lado, apertando minha mão novamente. — Isso não vai acontecer, Philip. Caitriona e eu somos casados legalmente. Não vou abandonar ela novamente. — Henrik diz enquanto solta minha mão e desliza o braço em volta dos meus ombros, me aproximando mais dele. — Maldito inferno! — Murmura Philip; mas em vez de uma carranca, um sorriso se forma em seus lábios. — Essa notícia vai irritar a família. — Sim, eu já pensei sobre isso, mas há coisas mais importantes na vida do que como o avô e o pai se sentem, — ele murmura.


— Pode crer, há! — Philip ri. — Philip, eu não entendo, — Beatrice fala. — Meu irmão aceitou alguns conselhos bastante fantásticos, e ele vai acabar com o compromisso que ele tem com aquela mulher horrível e manter sua esposa – sua esposa, — diz Philip. — Isso vai ser uma bagunça, — murmura Madison. — E eu vou adorar, maldição! Mas você escute aqui, senhor, Caitriona é minha melhor amiga, e eu vou caçar e matar você se a machucar. — Entendido, — Henrik ri. — Então você está me deixando? — Madison diz, se voltando para me encarar com lágrimas em seus olhos. Eu não falo. Não posso. Tudo o que posso fazer é assentir. Estou deixando ela. Ela finalmente está grávida, e eu vou ser uma tia, e estou deixando ela. É demais. Madison está de pé e se aproxima de mim, me envolvendo em seus braços. — Eu quero que você seja muito feliz! — Ela sussurra através de seus soluços. — Mas por que você tem que ser feliz tão longe de mim? Juntas, choramos e nos abraçamos. Todos os presentes se emocionam, e é apenas minha melhor amiga e eu. Então, sinto outros braços em torno de mim, e percebo que é James. — Isso é uma conversa fiada, — ele fala. — Eu amo você, James, — suspiro. — Vamos demorar algumas horas para nos recuperarmos, descansarmos, então vamos jantar aqui. Um jantar em familia. — Diz Madison, limpando a garganta quando nos separamos de nosso abraço. Cada um tem suas próprias coisas para organizar. Henrik me informa que ele tem vários telefonemas para fazer e que estará de volta à noite com Philip e Beatrice para o jantar. Ele me deixa com um beijo suave que, claro, me deixa querendo muito mais dele.


Caitriona — Você é uma pequena cadela suja, Cait. — Madison anuncia quando começo a cortar vegetais para a nossa salada. — Como assim? — Pergunto. — Você casou com ele e não me falou? Além disso, você fodeu hoje, não foi? — Ela diz com um sorriso largo. Como ela sabe sobre isso, não faço ideia, não demostrei nada. — Eu não sabia que nós estávamos casados, Mads; juro. Eu disse que pensei que não era legal! — Respondo, escapando de sua segunda pergunta do melhor jeito possível. — Ok, posso acreditar nessa merda, mas você fodeu hoje, certo? — Sim. Eu sou sua esposa. Como posso impedir que ele me queira? — Pergunto, tomando um gole da minha taça de vinho com uma risada. — Como foi? — Pergunta Madison, enquanto enche uma panela de água para ferver o espaguete.


É a única coisa que ela sabe fazer, e desde que meu cérebro não está funcionando, eu apenas a deixo fazer isso hoje à noite. Não estou com vontade de preparar uma refeição elegante para todos, e James está se escondendo, com medo de entrar no meio da conversa das meninas. — Ouso dizer que foi incrível. — Eu olho enquanto seus olhos arregalam e seu sorriso se transforma em um sorriso conhecedor. — Bom, isso é bom, Cait, você merece sexo incrível! — Ela assente com a cabeça como se estivesse de acordo consigo mesma. Eu mereço sexo incrível, especialmente porque nunca tive sexo incrível com ninguém. Não sou uma virgem tímida, mas os parceiros que tive, todos falharam no quesito sexo. Henrik não deixa nada a desejar, nem um único aspecto, e esta manhã provou isso. Ambos estávamos completamente sóbrios e ainda era absolutamente excepcional. — Estou com medo. — Sussurro enquanto ando até um banco e sento. — Sim, é normal estar apavorada. Você nem sabe o tipo de problemas que espera por você. Ele vai ter que interromper publicamente seu noivado com Eugenie e, em seguida, anunciar publicamente seu casamento de uma só vez. Então, como se isso não fosse ruim o suficiente, há ainda a sua família. Eu duvido muito de que eles estarão recebendo você com os braços abertos e amorosos. Estremeço. Ela está totalmente certa. Estou tão fodida. Totalmente e verdadeiramente fodida. — Você não está melhorando as coisas, Mads. — Eu queria poder, mas diante dessas novas notícias: esta situação está prestes a ser pública e viral, e não há nenhuma maneira de contornar essa merda. Toda a sua vida está prestes a mudar. Além disso, você vai se mudar para outro país. Problemas virão, e não há nada que alguém possa fazer sobre isso. Então, é melhor você colocar sua calça de garota grande, amarrar esses peitos enormes e se esquivar dos socos, porque estou apostando que esses socos serão de campeões dos pesos pesados.


Fiquei com a boca aberta. Ela está certa em tudo. Mesmo que suas analogias sejam um pouco estranhas, ela está certa. Tudo isso vai ser um circo da mídia. Sinto como se devesse me esconder na posição fetal sob uma mesa somente pensando sobre isso. — A que horas deveriam estar aqui? — Pergunta James da entrada da cozinha. Abri a boca para lhe dizer, mas a campainha toca em vez disso. Ele ri, e acena antes de virar e se afasta para atender a porta. — Estou enlouquecendo, — admito. — Bem, sim, — Madison encolhe os ombros. — Você deveria me ajudar, — digo, dando um pequeno sorriso. — Não posso te ajudar. Vocês vão ter que lidar com isso sozinhos. Nossa conversa rapidamente chega ao fim quando Henrik entra na cozinha. O ar está cheio de tensão. Estamos todos estressados sem saber o que nos espera. — Você precisa relaxar, preciosa. — Ele sussurra no meu ouvido enquanto envolve seus braços por trás ao redor da minha cintura. — Hhmmmm! — É tudo o que posso dizer de volta. Eu preciso relaxar. Claro, vou relaxar quando não estiver pensando no circo da mídia, ou no meu rosto sendo estampado em todos os lugares, ou o fato de ser sua esposa ou sua família e, com certeza, minha eminente humilhação pública. — Tudo ficará bem, Riona! — Ele sussurra. Quando estava falando, seu celular toca. Eu dou uma olhada e aparece: Eugenie Cadela Fria chamando. Sinto medo preencher a sala e todo o meu ser. Henrik não sai da sala para falar com ela. Ele responde o telefone enquanto está parado ao meu lado. — Olá. — Ele diz ao telefone.


Henrik Claro, Eugenie escolhe esse momento exato para retornar meu telefonema. Estremeço antes de responder, sabendo que essa conversa será extremamente desagradável, e que sua voz se tornará ainda mais alta do que o normal e provavelmente aguda o suficiente para quebrar o vidro. — Henrik, — ela fala. — Eugenie, — respondo. — Eu tentei ir ao seu apartamento e seus seguranças não estavam lá. O porteiro não me deixou entrar e me disse que você arrumou suas coisas e foi para o aeroporto, — diz ela. A mulher poderia trabalhar para a inteligência britânica. Ela é como um maldito espião. — Sim, Eugenie, estou na América. É por isso que liguei. Eu preciso ter uma conversa bastante delicada com você e, infelizmente, vai ter que ser por telefone. Eu não tinha a intenção de falar com você sobre isso assim, no entanto, tenho medo que você saiba pelos paparazzi primeiro. Eu odiaria que isso acontecesse. — Tem alguma coisa a ver com o escândalo que foi manchete em toda a mídia por semanas, seu envolvimento com a garota em Las Vegas algumas semanas atrás? — Ela pergunta. Quase ri de suas palavras; ela realmente deve ser uma investigadora. Eu olho para cima e vejo que tanto Madison quanto Caitriona estão olhando para mim. Madison com um sorriso nos lábios, como se não pudesse esperar para ver o que vou dizer em seguida; E Caitriona parece que vai desmaiar. — Caitriona e eu somos casados, Eugenie. Nos casamos há semanas em Las Vegas. Nós simplesmente não nos lembrávamos, e Malcom descobriu apenas alguns dias atrás, — expliquei. — O quê? — Ela grita.


— É verdade. Nosso compromisso deve acabar. Eu já aprovei um comunicado apropriado para imprensa, que minha equipe irá emitir amanhã de manhã, bem cedo. Não implicará de forma alguma que você fosse à outra mulher, mas anunciará Caitriona como minha esposa. — Explico quando me viro para encontrar os belos olhos azuis de minha Riona. — Como você se atreve, Henrik. Como é suposto eu sair ilesa? Eu seria a outra mulher, se você estiver me dizendo que se casou em Las Vegas semanas atrás, — ela rosna. — Eugenie, o comunicado de imprensa diz a verdade. Eu me apaixonei à primeira vista por Caitriona Geneva Grace em Las Vegas. No entanto, tive que sair na manhã seguinte, sem saber que estávamos, de fato, legalmente casados. Então, durante o tempo em que minha equipe estava preenchendo a documentação adequada para dar entrada em nosso casamento, foi descoberto que eu já era casado. Quando cheguei aqui, descobri que o casamento seria adequado para mim. Não vamos dissolver nossa união. Lamento que você tenha sido apanhada no meio deste escândalo, mas está feito. Não vou oferecer qualquer outra informação sobre o assunto, então aceite minhas mais profundas desculpas. — Bem, espere até que seu avô e seu pai saibam disso. Ela é americana, Henrik, uma americana sem título, — ela vomita. Praticamente posso sentir seu ódio. — Nós não estamos apaixonados, Eugenie. Nós nunca estivemos. Os títulos e a besteira de pompa não significam nada para mim, — explico. — Eles poderiam deserdar você, e então o que você vai fazer? — Ela desafia. — Eu pensarei sobre isso se isso acontecer. Por hoje, não vou pensar nisso. Agora, devo ir. Eu vejo você com certeza em alguma festa. Desejo a você toda a sorte no mundo! — Murmuro antes de terminar a chamada. — Henrik. — Caitriona sussurra ao meu lado. Não sei se ela está com raiva ou não. O olhar em seu rosto é indescritível para mim. Eu sei que ela não sabia do comunicado à


imprensa. Fiz isso assim que a deixei esta manhã. Talvez ela esteja chateada com isso, mas é algo que não pode ser evitado. — Riona. — Murmuro de volta, com medo de dizer qualquer outra coisa. — Você se apaixonou por mim à primeira vista? — Pergunta ela, com lágrimas brilhando em seus lindos olhos. — Qualquer um faria Riona, qualquer homem que não seja tolo. — Eu também me apaixonei por você. — Ela anuncia antes de envolver seus braços ao redor do meu pescoço e pressionar seus lábios nos meus. Minha Riona. Minha esposa. — Bem, agora vamos comer! — Madison anuncia depois de limpar a garganta. Nós seis estamos reunidos na grande mesa de jantar de James e Madison, e depois de carregar nossos pratos com comida, há um silêncio na sala. A tensão é tão espessa que você pode cortar com uma faca. — Caitriona, conte-nos sobre você. Isso aconteceu tão rapidamente. Eu adoraria saber mais sobre minha futura cunhada. — Beatrice pergunta a Riona com muito prazer. — Não há muito a dizer; na verdade, — ela encolhe os ombros. — E a sua família, seu trabalho, passatempos? — Pergunta Beatrice. — Ummm, — murmura Caitriona. Posso sentir sua perna ao meu lado começar a tremer. Coloco minha mão em seu joelho antes de tomar um bocado de salada. — Minha, humm, James e Madison são minha família. Trabalho em uma clínica que se chama Medical Spa, como recepcionista, e foi meu chefe quem chamou os paparazzi e disse que eu era a mulher misteriosa nos tabloides, na esperança de ganhar mais negócios. Tem sido um pesadelo, e


odiei cada segundo. Não tenho passatempos, porque não tenho realmente tempo, e mesmo que eu quisesse, nunca tive dinheiro para eles. Caitriona fala rapidamente antes de se levantar e apressadamente sair da sala, nos deixando olhando para onde ela saiu com surpresa. Não sabia disso; Porém, como eu poderia? Nós realmente não nos conhecemos, e isso nunca foi aparente. — O que ela quer dizer com vocês sendo a família dela? Ela deve ter parentes de sangue, — murmuro. — Essa é a história que Cait deve contar. Talvez você devesse ir e perguntar a ela. — Sugere Madison. Desculpo-me com o grupo, ouvindo vagamente os pedidos de desculpas de Bee e a garantia de Madison de que tudo ficará bem. Meu foco não é sobre eles, no entanto, é sobre Riona e sua angústia óbvia. Eu não sei como lidar com isso – como lidar com ela. Nunca estive em um relacionamento antes. Eu fodi, sem namoros, ou um verdadeiro relacionamento, onde você questiona sobre passado e futuro? Sou um novato completo, e esse cenário está me fazendo sentir desconfortável. Eu ando no quintal e a vejo de pé na beira da piscina, apenas olhando para longe enquanto o sol se põe. Ela está linda, como sempre, com os cabelos escuros ainda colocados na trança que ela fez antes. Ela é como uma visão diante de mim, uma visão indecifrável e indomada, e é a coisa mais assustadora que já encontrei. Com uma mulher de família, eu sei o que esperar. Uma mulher como Riona, não tenho ideia do que vai acontecer, o que ela dirá, ou o que fará – ela não é obrigada a se curvar a ninguém. — Fale comigo! — Murmuro, pressionando meus lábios em seu pescoço. — Eu venho do lixo, Henrik. Minha mãe saltou de homem, para homem, por toda a minha vida. Eu a deixei um dia depois que me formei no ensino médio, e eu segui James e Madison aqui para Portland. Eles foram aceitos na faculdade; e mesmo que esse não fosse o meu futuro, eu


vim de qualquer maneira. Tive que me afastar da minha vida. Eu tenho trabalhado no MediSpa por mais de cinco anos, e sou apenas recepcionista, Henrik. Não sou ninguém, e não sou nada. Isso não vai funcionar! Suas últimas palavras terminam engasgadas, e sei que ela está chorando. Não posso suportar não olhar em seus olhos um momento mais, a viro para que ela esteja de frente para mim. Eu a puxo para perto, e a agito levemente até que ela levante seu rosto com lágrimas para encontrar o meu. — Olhei para você, lendo seu livro junto à piscina, sem prestar atenção a ninguém além de você, e sabia que você era alguém. Quando você falou, soube instantaneamente que você era uma coisa rara. Você, Caitriona, você não é um nada. Philip me perguntou se eu estava preparado para passar o resto da minha vida sem acordar com você ao meu lado, se eu poderia viver sem saber o que poderia ter sido de nós. Não posso viver sem saber mais de você, Riona. Eu não poderia em Vegas, e certamente não posso agora. Você não é ninguém. Você é uma princesa, minha princesa. — Eu declaro. — Henny... — Ela começa a se opor. Eu a encontro, colocando minha boca sobre a dela em um beijo firme que se aprofunda rapidamente, como sempre quando meus lábios vão de encontro aos dela, nada mais importa. Nada além de nós. Enfrentaremos o que vier. Philip estava cem por cento correto. Quando o sol se põe e estou deitado na cama com minha esposa, quem eu quero ao meu lado? A resposta é clara quero – minha Caitriona Genebra.


Caitriona O jantar não foi tão estranho quanto eu esperava. Philip e Beatrice são muito mais gentis do que eu imaginava. Espero verdadeiramente que Beatrice e eu possamos nos tornar amigas, porque ela parece ser extremamente doce. Uma vez que o jantar está terminado, limpamos tudo antes da sobremesa, e ficamos sentados conversando, nada profundo ou significativo, mas ainda é agradável e até mesmo calmo. À medida que a noite avança, Philip e Bee se desculpam e voltam para o hotel, James e Mads também se desculpam e vão para a cama, e agora Henrik e eu estamos na casa da piscina, sozinhos. — Partimos amanhã. Você não deveria estar empacotando suas coisas? — Henrik pergunta enquanto cai no sofá. — Partir? Amanhã? — Pergunto, desconhecendo os planos de viagem. — Sim! Preciso voltar. — Ele anuncia como se fosse óbvio e não pudesse entender por que estou chocada. — Henrik, isso é demais, muito rápido. Eu não acho que posso simplesmente sair assim. Você nem me perguntou nem me falou sobre isso.


— Murmuro, pensando no que significa verdadeiramente eu partir assim tão rápido – para James e Madison, e meu trabalho. — Você está viajando comigo, e você estará fazendo isso amanhã. — Ele afirma, com seus olhos verdes me mantendo refém. — Isso é loucura! Você é louco. Não posso deixar tudo e todos! — Tento explicar. Isso cai em ouvidos surdos. Henrik se ergue e anda em minha direção, com a mandíbula apertada e seus olhos se estreitaram quando ele faz seu caminho para mim. Suspiro quando seus dedos encontram os botões do meu shorts. Antes de perceber o que está acontecendo, ele os puxa, junto com minha calcinha, para baixo. Estou muito chocada para reagir a sua ousadia. Estou paralisada até que ele move meu corpo, me posicionando da maneira que ele me quer, inclinado minha cintura sobre o braço do sofá. — Henny, — sussurro. — Quieta! — Ele murmura enquanto sua mão desliza para dentro da minha coxa e no meu centro. A sala está completamente silenciosa, até ouvir o sussurro de suas roupas atrás de mim, a abertura do cinto, os dentes de seu zíper enquanto ele o puxa para baixo, e então o escorregar de seu jeans pesado enquanto atinge o chão em um som carregado. Suspiro quando sinto seu pênis na minha entrada. Ele empurra apenas a ponta e mantém seu corpo completamente imóvel atrás de mim. Sinto sua mão deslizar por minha coluna e seu punho vai para o meu cabelo antes de puxar minha cabeça para trás e virar meu pescoço para que eu possa ver seu rosto. — Você é minha esposa. Você vem comigo onde quer que seja. Somos só nós agora, Caitriona. Você estará do meu lado, não em um país completamente diferente, onde não posso proteger você, segurar e te foder quando eu quero! — Ele grunhe enquanto empurra para dentro de mim, centímetro a centímetro. — Estou com medo, — confesso.


— É claro que você está. Me deixe proteger você, Riona. Dê uma chance real para este casamento dar certo. — Murmura enquanto se acomoda completamente dentro de mim. Ele não se move, seus olhos verdes completamente focados nos meus, sua mandíbula ainda apertada e seu rosto como pedra. — Se mova, Henny, por favor! — Eu imploro, precisando que ele se mova antes de gritar de frustração. — Você vem comigo amanhã? — Ele pergunta. Posso ouvir um sorriso na voz dele. Não respondo. Em vez disso, me afasto como posso e deslizo minha mão entre meu corpo e o sofá. Passo minhas unhas contra suas bolas antes de mover minha mão para o meu clitóris. Preciso de alívio, mesmo que eu tenha que me dar. — Você joga sujo, preciosa! — Ele geme. Sem outra palavra, ele se afasta e com um impulso rápido e duro está dentro, fazendo com que minha respiração falhe. Ele não relaxa, não para, e não perde a força enquanto me fode contra o braço do sofá. É implacável na forma como ele está tomando meu corpo. Meu couro cabeludo dói enquanto ele mantém o meu cabelo preso, com cada impulso de seus quadris. — Goze no meu pau, Riona, — ele geme. Movo meus dedos contra meu clitóris, perseguindo meu clímax. Quando ele me atinge, nem tento segurar o soluço que escapa. — Porra, preciosa! — Henrik grita. Ele soa tão distante, abafado e à distância enquanto tento me concentrar no simples ato de apenas respirar. Sinto seu peito pressionar contra minhas costas antes que seus lábios toquem meu pescoço e ele solte meu cabelo. — Eu sei que é assustador. O futuro é terrível, mas se quisermos tornar real, precisamos estar juntos. — Ele murmura contra a concha da


minha orelha, seus lábios deslizando em minha pele com cada palavra sussurrada. — Ok, Henny, tudo bem! — Suspiro. — Sou seu marido, assim como você é minha esposa. Estamos unidos. — Meu príncipe, — murmuro. — Caralho, sim, eu sou um príncipe! — Ele ri antes de me libertar e escorregar do meu corpo. — Há algo mais que precisamos discutir, — anuncio. Ele congela, no meio do processo de puxar o jeans para cima. Continuo puxando meu próprio shorts antes de falar. Não querendo ter essa conversa, que me faz sentir extremamente vulnerável, sem calças. — Cada vez que estivemos juntos, não nos preocupamos com proteção. — Anuncio. Vejo como Henrik pisca devagar e depois sorri antes de balançar a cabeça. — Eu pensei que era algo sério preciosa, — ele ri. — Eu acho que não usarmos nenhuma proteção é um problema muito sério. — Certo, bem, você é minha esposa desde a primeira vez que estivemos juntos. Não houve ninguém além de você. Faço exercícios físicos regularmente, e você é a única mulher que transei sem proteção. Estou saudável, — ele encolhe os ombros. — Eugenie? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. — Acho que meu pau provavelmente congelaria se eu tivesse chegado perto daquela mulher fria. Eu nunca toquei nela, não assim. Só você, Riona. Me dá um arrepio de desgosto só com o pensamento, enquanto termina de puxar o jeans. Ele fecha o zíper, mas não se preocupa em fechar o botão.


— Ok, mas e quanto a crianças? — Pergunto. O rosto de Henrik fica pálido enquanto ele se senta no sofá. — Você poderia estar grávida? — Eu agito minha cabeça, com medo de deixá-lo pensar em crianças por mais um momento. — Depois de Vegas, era uma possibilidade, mas não estou. Assim que cheguei, fui ao médico, e estou tomando pílula agora, — explico. — Nós ainda não precisamos de crianças. Um dia, mas ainda não, — ele murmura. — Não, certamente não. — Um dia, quando passar toda essa novidade, e quando estivermos prontos, vou te dar esses quatro meninos e uma princesa, como eu prometi. — Ele murmura, colocando a mão em volta da minha cintura e me puxando entre suas coxas. — Você se lembra? — Engasguei. — Não lembro de tudo, mas há pedaços, e me lembro do que prometi claramente, — ele admite, olhando para mim. — Henny... — Preciosa. Vamos para a casa, vamos construir a vida que ambos desejamos, — ele suspira. — Tudo bem! — Concordo com um aceno de cabeça. Como posso dizer não? Não há como não dar tudo o que ele quer, não quando seus olhos verdes estão focados completamente em mim. Não quando ele está prometendo cuidar de mim e me proteger enquanto nos preparamos para percorrer águas desconhecidas, juntos. Estamos dando um salto completo de fé, juntos, olhos abertos e correndo diretamente para um futuro escuro. Nunca tive mais medo ou estive mais excitada ao mesmo tempo. Se houver alguém com quem eu queira fazer isso, este é Henrik. Passo as próximas horas arrumando minha maior mala. Eu não tenho muito o que levar aqui, além de roupas e sapatos. Henrik adormece na


cama antes de eu terminar, e é difícil me concentrar no que vou levar e o que vou doar enquanto o vejo dormindo na minha cama. Ele parece mais jovem, mais em paz quando dorme. O estresse e a preocupação de seu rosto desaparecem, e ele se parece mais com o homem que conheci em Las Vegas. Eu queria que houvesse uma maneira de manter seu rosto assim sempre, como em Las Vegas, como no sono. Suspiro, sabendo que provavelmente não é possível, e continuo empacotando, tentando decidir o que levar realmente, sabendo que vou ter que pedir a Madison para doar o restante para caridade. Quando termino, eu mudo para um pijama e me arrasto ao lado dele. Ele geme um suspiro e envolve seus braços em volta de mim, me puxando mais perto do seu lado antes de jogar sua perna nua sobre minha coxa. Aguardo seus olhos abrir, ou ele falar, mas nada acontece. Ele está perdido no país dos sonhos, e eu sorrio enquanto fecho meus próprios olhos, feliz por estar envolvida em seus braços. A primeira noite do resto de nossas vidas. Será uma montanha-russa total, mas se os bons momentos forem tão maravilhosos quanto eu imagino, toda dor de cabeça valerá a pena no final.

Henrik Eu acordo antes que o sol se levante e olho para a mulher enrolada ao meu lado. Caitriona. Ela ficará bem aqui a partir de agora. O pensamento não me assusta nem me enche de pânico, como aconteceu quando imaginei acordar ao lado de Eugenie, ou qualquer outra pessoa depois do casamento. Em vez disso, me excita. Não posso esperar para ver o que nossa jornada trará. Eu só queria que a escuridão e a destruição dos paparazzi e da minha família já tivessem acabado. Meu telefone toca.


— O comunicado de imprensa está ao vivo, e Eugenie está falando, — Philip murmura no meu ouvido. Posso dizer que ele provavelmente esteve acordado enquanto eu dormia. — O que a vaca diz? — Ela está dizendo que tudo é uma surpresa para ela. Que você mentiu, e a fez de idiota. Que você a traiu com Caitriona. Pobre lamentável Eugenie, — Philip murmura. — É claro que ela é, — exalto. — Eu não me importo. Ela pode dizer o que quiser. — O avião sai em três horas. Precisamos voltar e tentar controlar os danos. O pai já me ligou cinco vezes. — Ninguém tentou falar comigo. — Falo, confuso sobre por que ele está chamando Philip e não eu. — Ele está zangado; provavelmente quer deixar seus gritos para quando você estiver na sua frente. — Philip ri. — Oh, porra. — Bee e eu iremos nos reunir com vocês em duas horas. Esteja pronto. — Ele diz antes de desligar o telefone. Acordo gentilmente Caitriona e a aconselho a começar a se preparar para sair. Atordoada ela se dirige para o banheiro. Uma vez que o chuveiro ligou, me levanto e me dirijo para fora querendo tomar um pouco de ar fresco. — Você está indo embora, e ela vai com você, não é? — A voz de Madison corta a brisa da manhã. — Nós partimos em três horas, — admito. — Achei que você iria sair hoje. Quero que você cuide dela, e se você não fizer isso, vou cortar seu pau fora, mas tenho a sensação de que você já tem problemas o suficiente para resolver, e há mais que serão lançados antes de toda essa situação se resolver. Então não vou dizer essas coisas, mas... — Você está lendo as revistas de fofocas, — rio.


— Tenho a sensação de que você terá todo um fã clube aguardando seu retorno. Deixe que a cadela tenha isso, no entanto. Ela está chamando a Cait de a outra mulher. Estou feliz que ela mora na Inglaterra e não aqui, — ela praticamente rosna. — Vá entre e fale com ela. Ficarei aqui até que você termine. — Digo, empurrando minha cabeça em direção à casa da piscina. Não vejo Madison correr em direção à casa pequena. Mantenho meu olhar direcionado ao homem que está nos observando, James. O outro homem na vida de Riona; um homem que a conhece há anos, a quem ela adora e ama. Ele está me olhando como se pudesse me desmembrar a qualquer momento e sentir grande satisfação com isso. Ignoro os seus flagelos malignos e caminho até ele. — Você está levando ela para longe. Deveria te dar uma surra. — James anuncia. — Você e Madison serão sempre bem-vindos na minha casa. Qualquer dia e sempre que quiserem... sempre, — ofereço. — Você vai cuidar dela, de todas as suas necessidades? — Pergunta James. — Qualquer coisa que ela puder sonhar, vou dar a ela. — Bom. Ela merece tudo e mais um pouco. — Obrigado por cuidar dela todos esses anos! — Digo, estendendo minha mão para sacudir a dele. James aperta minha mão, mas não nos falamos. Nós nos separamos, há um entendimento agora entre nós. Eu cuidarei dela. Ele se importou com Riona como um irmão por tanto tempo, deve ser difícil deixar ela ir embora, especialmente porque a estou levando para tão longe. Só posso esperar a fazer feliz – a mulher mais feliz da terra. Espero que eu não foda isso completamente.


Caitriona A manhã em que vou embora chega muito rápido. Quando saio do banheiro, Madison está sentada na cama com lágrimas nos olhos. Não há nada a ser dito. Minhas malas estão embaladas e prontas para ir, é óbvio, e ela sabe que vou embora. Queria não precisar ir embora. Queria poder ficar aqui em Portland para sempre, com ela e James, mas não posso. Tenho uma vida totalmente nova esperando por mim, só que é do outro lado do oceano. Queria que não fosse, gostaria de estar mais perto, mas é Henny, e não posso negar que estou atraída por ele. Eu tenho que saber como vai ser nosso caminho juntos. — Eu quero as atualizações do bebê, diariamente. Quero todas as novidades sem falta todas as quintas feiras durante o almoço, não me importo com o horário do dia ou da noite para mim, e quero que você jure que você vai me visitar regularmente, — exijo enquanto as lágrimas fluem pelas minhas bochechas. — Sim para tudo. Porra, sim! — Madison solta, enquanto ela me puxa para um abraço.


Alguns minutos depois, James está aqui e ele se junta ao abraço. Nós três, melhores amigos desde os cinco anos, inseparáveis e, no entanto, estamos fazendo exatamente isso – nos separando. Parece surreal, completamente e totalmente surreal o que está acontecendo. Estou indo embora, não assimilei isso ainda. Tenho a sensação de que, quando o fizer, me atingirá como um trem de carga. — Fique forte, Cait. Sério, não deixe que os ingleses esquisitos, tensos e frios coloquem você para baixo. — Madison sussurra no meu ouvido. — Não vou, — rio. James e Madison me deixam, e alguns minutos depois, Henrik atravessa a porta. Ele me dá um beijo antes que de ir tomar banho, sem palavras. Dou um último e longo olhar em minha pequena casa. Eu não vivi aqui por muito tempo, mas foi o mais próximo a um lar que tive. O que mais sentirei falta serão James e Mads. Nos últimos vinte anos foram sempre nós três, vivendo a vida, cometendo erros e amando uns aos outros. — Philip estará aqui em breve para nos pegar. Você está pronta? — Henrik pergunta suavemente quando sai do banheiro. — Sim. Não! Eu não sei! — Admito com sinceridade. — Riona, você vai ficar bem. Eu juro que vou cuidar de você sempre! — Ele murmura, agarrando minhas bochechas com as palmas das mãos. — Espero que sim, — sussurro. Ouço um carro estacionar na frente da casa, interrompendo minhas inseguranças, e sei que está na hora. Sinto que alguém deveria estar tocando uma corneta ao fundo, ou deveria ter um baterista solitário batendo seu tambor ou algo assim. Isso tudo parece tão definitivo. Eu sei que para onde vou, não vou ter amigos, nem confidentes. Vou ficar perdida e muito sozinha. Não tenho certeza de como conseguirei lidar com tudo. Estou tão ansiosa e nervosa com tudo que está acontecendo.


Sinceramente, só quero fugir com Henrik, só nós dois, e nunca olharmos para trás. — Venha preciosa, é hora de nós partirmos. — Ouço a voz suave de Henrik chamar fracamente. Saio da casa da piscina, seguindo atrás dele em direção à casa principal, onde vejo que James e Madison estão de mãos dadas esperando por nós. Henrik está puxando minha bagagem e sai pela porta da frente. James, Madison e eu nos envolvemos em outro abraço de grupo, sem saber quando seremos capazes de fazer isso de novo. O peso de estar os deixando se instala em mim. Não quero deixar eles para trás. — Os paparazzi estão lá fora. Philip apenas telefonou. Eles não podem sair do carro para chegar à porta. — Anuncia Henrik, rompendo nosso abraço. — Como vamos sair? — A segurança está a caminho da porta e eles vão nos acompanhar, — ele murmura. — Segurança? — Pergunta Madison. — Eu viajo com segurança sempre. Eles estiveram aqui o tempo todo, apenas nas sombras, — ele encolhe os ombros. — Você vai ter muitos seguranças agora. Porra, isso é tão maravilhoso! — Diz Madison com um sorriso quando uma batida soa na porta. — Vamos? — Henrik pergunta. Olho para James e Madison uma última vez. É isso. Este é o momento em que minha vida muda para sempre. Quando eu passar pela porta, nada mais será o mesmo. Apesar do encontro com Henrik mudar tudo, uma vez que meu nome foi divulgado, minha vida cotidiana não mudou. Ainda acordei e fui trabalhar todos os dias; e ainda almoçava com Madison às quintas feiras. Mas agora? Agora, estou indo cegamente para o desconhecido. É assustador para caralho. Eu sinto uma mão quente apertar a minha, e olho


para os olhos verdes cintilantes de Henrik. Ele sorri com um aceno de cabeça, e juntos saímos da minha vida antiga para a nova. O segurança é gigantesco e ajuda a abrir caminho em direção ao carro; depois, é claro, ele tira minha mala de Henrik. As luzes das câmeras piscando e as altas vozes dos repórteres ecoam nos meus ouvidos, mas mantenho minha cabeça baixa e minha mão se agarra firmemente a de Henrik. Parece que levou uma hora, apenas para ir da porta da frente ao carro esperando no meio fio. Uma vez que estamos dentro e Henrik fecha a porta do carro, o barulho finalmente diminui. — Você foi ótima, Riona. — Henrik murmura, envolvendo o braço ao redor dos meus ombros. Olho para o banco da frente, surpresa ao encontrar no carro Philip e Beatrice. — Onde está a segurança agora? — Pergunto, ignorando seus elogios. — Eles estão no carro atrás de nós. Eles estarão viajando de volta para casa conosco no avião. Vou apresentar você a eles, — Henrik murmura. — Isso foi horrível. Você está bem? — Beatrice pergunta, se virando um pouco em seu assento para me olhar nos olhos. Olho para ela e a vejo perfeita, como ela tem sido as poucas vezes que a vi. Seu cabelo castanho escuro é puxado para cima em um coque impecável, e sua maquiagem é excepcionalmente perfeita, incluindo o seu batom vermelho forte. Decido pedir ajuda a ela. Ela está vestindo um blazer azul marinho sobre o que parece ser uma blusa de seda creme, e um olhar sobre sua calça de sarja skinny escuro, me deixam saber que ela definitivamente tem tudo combinando. Eu me pego amaldiçoando minha própria escolha de roupas de uma calça colorida jeans skinny, um tope branco e dourado justo. Meu cabelo está solto e selvagem, minha maquiagem é mínima, e não estou usando batom, apenas brilho, em meus lábios rosa claro.


— Preciosa, você está bem? — Henrik pergunta, afastando minha atenção de Beatrice. Pisco sem perceber que ambos me perguntaram se estou bem. Eu me sinto tão perdida, estúpida e fora do meu elemento. — Me desculpe, isso foi apenas demais, muita coisa ao mesmo tempo. Eu fui bombardeada antes, mas nada assim. — Eu gostaria de lhe dizer que você vai se acostumar com isso, ou que vai se acalmar, mas você não vai e eles não se acalmarão, é para sempre. Faz parte da sua vida agora, Caitriona. É um fardo que todos carregaremos, assim como nossos filhos e nossos netos. — Beatrice explica. — Como você consegue? — Pergunto enquanto o carro entra no hangar do aeroporto. Ela sorri, mas não me responde enquanto abre a porta e sai do carro. Henrik faz o mesmo e eu sigo o exemplo; então Bee está bem ao meu lado, e ela liga seu braço ao meu. Minha respiração para pôr um segundo, pois fico surpresa com a atitude dela, ela sorri gentilmente antes de se inclinar para me sussurrar. — Eu vou te contar o que a mãe de Philip e Henrik compartilhou comigo quando nos namorávamos, e os paparazzi estavam em toda parte. Ela me disse que a mídia sempre estaria por perto, não importa onde fosse, mas que dependia de eu decidir o que fazer com o poder que eles nos dão. Poderíamos ignorar, ficar irritada, ou poderíamos os usar para fazer o bem neste mundo. Os use como uma plataforma para ajudar os outros e para espalhar o amor e a bondade em um mundo cruel, — ela murmura. — Eu gostaria disso. Gostaria muito disso, — admito. — Pensei que você gostaria. Você me lembra muito a mim mesma quando entrei pela primeira vez nesta família. Assustada e insegura, não querendo estar no centro das atenções, e definitivamente não querendo me tornar o centro das atenções. No entanto, essas coisas vão acontecer, não importa o que, por isso cabe a nós dar-lhes a voz adequada. — Usar nossos poderes para o bem! — Rimos enquanto nos aproximamos do avião.


— Exatamente! — Ela acena antes de soltar meu braço e começar a subir a escada para o avião. — Você está bem? — Henrik pergunta, pressionando a palma da mão na parte inferior das minhas costas. — Estou. Ela estava me dando conselhos sobre como lidar com a mídia. — Encolho os ombros. — Você faz bem em escutar os conselhos da Bee. Ela é amada por todos, e por uma boa razão. Ela é adorável o tempo todo. — Afirma Henrik. — Posso ver isso. — Murmuro, me sentindo muito consciente de que não sou amável o tempo todo. Na verdade, agora pareço um desastre, especialmente em comparação a ela. — Riona? — Pergunta Henrik. Me viro para ele. — Sua personalidade é adorável o tempo todo. Eu não quis dizer nada mais, preciosa. — Estou com medo e nervosa e muito consciente de que não sou nada como ela! — Sussurro. Tenho medo de falar as palavras muito alto; com medo de que, se o fizer, descobrirá o erro que ele cometeu com este casamento. — Você é linda e sou o homem mais sortudo do mundo! Agora, vamos subir neste avião para que eu possa levar você para casa e mostrar ao mundo a minha esposa. — Ele murmura quando toca minhas bochechas e desliza seus lábios contra os meus antes de soltar. Suspirei, desejando que houvesse mais tempo para seus maravilhosos beijos. Subo pela escada e entro no avião. É a coisa mais luxuosa que já vi. Assentos de couro e espaço para as pernas, é como algo que só vi pela televisão. As cadeiras de Philip e Beatrice são viradas e de frente para os assentos vazios que Henrik me guia. Eu me sento e me acostumo com a minha cadeira, ainda uma bola de nervos completa com o que me espera quando aterrissarmos no exterior.


— Oh, eu esqueci! — Diz Beatrice enquanto entrega a Henrik uma pequena caixa. Ele sorri para ela enquanto pega a caixa e então a entrega para mim. — Abra! — Henrik murmura com uma voz grossa. Abro a caixa lentamente e suspiro quando vejo o que está dentro. É um anel, no entanto, chamar de anel deveria parece ridículo, já que é muito mais do que apenas um anel. Há um rubi, corte esmeralda de pelo menos dez quilates no centro, com diamantes ao redor. Há também diamantes em todo o arco. Um os arcos da aliança é uma linha de diamantes vermelhas e a outra de diamantes normal, totalizando três anéis. Olho para Henrik com uma pergunta em meus olhos. — Os diamantes vermelhos são raros; significa tudo que é lindo e raro, como você é para mim. A aliança de diamantes vermelhos e a aliança de diamantes são porque a Bee declarou que você precisava ter eles, que apenas um anel simplesmente não era o suficiente, — ele diz com uma leve risada. — É a coisa mais bonita que eu já vi! — Sussurro com admiração. — Você vai usar, então? — Ele pergunta com um sorriso. — Para sempre! — Concordo e espero com uma mão trêmula enquanto ele desliza os três anéis em meu dedo. Eu olho para o meu dedo e não consigo esconder o sorriso gigantesco que atravessa meus lábios. Nunca imaginei que teria um anel tão bonito, que teria um homem tão bonito ao meu lado. No entanto, aqui estou, vivendo um sonho, um sonho que nunca quero acordar. — Eu acho que eles são adoráveis! — Diz Beatrice enquanto ela toma minha mão para inspecionar o anel em meu dedo. Olho para o dedo dela e percebo que o anel dela é também uma pedra ametista colorida, de corte oval e cercado de diamantes. Eu toco seu anel com a mão livre e ela sorri muito.


— Não importa o que é dito, eles escolhem joias adoráveis! — Murmura. — Minha mãe escolheu isso, você sabe. Tenho gosto terrível para joias, — Philip ri. — Bem, é adorável, — digo. — Escolhi o seu anel, então você pode me agradecer completamente mais tarde. — Henrik sussurra no meu ouvido. Arregalo meus olhos e engasgo, tentando esconder minha surpresa com suas palavras. O homem é simplesmente diabólico, não parece nada com aquele que encontrei na piscina de Las Vegas. Gosto do homem que está agora a meu lado para o resto da minha vida. Espero que eu sempre sinta essa animação do meu do futuro com ele.

Henrik Olho para ela enquanto dorme. Minha preciosa, Caitriona. Ela não é tão polida e equilibrada como Beatrice, mas ainda é a mulher mais bonita que já conheci. Posso estar cometendo um grande erro, e as repercussões da minha família podem significar um título despojado. Embora eu espero que isso não aconteça, mas tenho que estar preparado para o que meu avô vai decidir. Sei que isso não é o que ele deseja, que ele me queria com Eugenie, uma mulher que tem todo o treinamento e o título que ele deseja ter na família. Foi azar ela ser uma cadela fria. Ele verá este casamento com Caitriona como uma desgraça, como uma mancha em nossa família. Semanas atrás, eu teria feito o que ele desejava. Eu teria dado a Riona os papéis de anulação para assinar e virado as costas para ela sem ao menos olhar para trás. Eu teria sofrido, e acabaria em uma vida de miséria. No entanto, Philip está certo. Quando o sol se põe e você está na cama com sua esposa, o que importa seu título, sua criação ou seus antecedentes? Tudo o que importa é a felicidade, a minha e a dela.


Não estamos realmente prejudicando ninguém por estarmos juntos. Eugenie nunca me amou, ela nunca sentiu carinho por mim, então, mesmo tornando tudo público, pessoalmente, não a machuquei. — Parece que você pode estar doente. — Murmura Philip calmamente, com Bee também dormindo ao seu lado. — Apenas pronto para acabar logo com isso; pronto para escutar o falatório e o discurso do avô e do pai. — Realmente gosto dela para você. Ela é calma e doce, embora eu tenha a sensação de que há fogo por baixo de tudo. Ela te faz bem, irmão, — diz Philip. — Ela me adora e há fogo, definitivamente. Eu não sei nada sobre ela, mas não posso esperar para descobrir todos os detalhes que há para saber, — admito. — Isso é bom. Não sei tudo sobre Beatrice. Eu aprendo algo novo sobre ela diariamente, e adoro isso. Na verdade, adoro aprender mais sobre ela e como ela pensa. — Só espero que a família não torne isso muito difícil. Já tem tanta pressão com a mídia, — murmuro, manifestando minhas preocupações. — O que quer que aconteça, você vai lutar contra, e será mais forte por vocês.


Caitriona Acordo com os lábios de Henrik beijando meu pescoço, sua voz profunda murmurando suavemente que o avião está prestes a aterrissar. Lentamente, abro meus olhos e solto um suspiro. Não quero acordar. Quero ficar aqui para sempre, com Henrik, sem exposição ao resto do mundo e ao desconhecido. — Acorda! Acorda! —Philip grita com uma risada. — Isso é horrível. Nunca mais repita isso! — Resmungo. Todo mundo ri e ele olha para mim. Beatrice se oferece para ir ao banheiro comigo para que possamos nos refrescar, pois pode haver um circo esperando por nós quando chegarmos. Eu agradeço que ela me ajude a domar meu cabelo um pouco, e até mesmo me mostrar onde tem uma escova de dentes extra. — Tudo vai ficar bem, Caitriona. — Ela diz com sua voz suave e doce. — Nunca fiz nada assim antes. Não sei o que estou fazendo. — Confesso.


Ela sorri e acena com a cabeça. Ela sabe que nunca fiz nada assim antes. Por que senti a necessidade de dizer a ela, não sei. Estou caminhando nervosamente, e só quero que tudo isso acabe. Beatrice toma minhas duas mãos nas dela e sorri calorosamente antes de falar. — Você vai conseguir, Caitriona. Você é uma mulher forte, e você vai estar ao lado do seu marido com um sorriso no rosto. O deixe responder por você em todas as conversas, assim você não precisa falar. Eles estarão fazendo perguntas sobre sua união e sobre Eugenie, tudo o que ele pode responder. Ele foi treinado em como falar corretamente com a mídia de uma maneira onde eles são menos propensos a distorcer suas palavras e fazer ter um significado diferente em uma entrevista. — Ok, — sussurro. — Me deixe ver o seu sorriso bonito, — ela fala. Eu sorrio, mas parece artificial, e ela ri de mim. — Não! Me dê o sorriso que você tem quando você pensa sobre Henrik. Quando você pensa sobre o fato de que você estará passando o resto dos seus dias com aquele belo homem, — ela murmura. Sorrio novamente, mas desta vez é genuíno, e Beatrice responde com um sorriso próprio. — Agora, devemos aterrissar a qualquer momento. Vamos nos juntar aos nossos homens. Caminhamos juntas a curta distância de volta aos nossos assentos. Eu olho para os outros dois homens no avião, ambos preparados e prontos para descer. Jasper e Hugh são nossos seguranças. Jasper é atribuído a Philip e Hugh a Henrik. Ambos são construídos como tanques e silenciosos – muito silenciosos, de fato, que não os ouvi falar uma só vez, nem mesmo quando nos apresentamos um ao outro. Fecho meus olhos enquanto as rodas do avião se ajustam e começamos a pousar. A decolagem e a aterrissagem sempre me deixam nervosa, e desta vez não é exceção. Quando o avião finalmente aterrissa, vamos pegar nossas coisas, e decido olhar pela janela e vejo a pista. Eu não deveria ter olhado.


Há enxames de fotógrafos, e um bando de pessoas que se alinham nos dois lados dos degraus e pelo caminho que leva a um carro em espera. Eu suspiro com a vista e Henrik coloca sua palma quente na minha coxa, apertando para chamar minha atenção. — Há tantos... — Murmuro, me afastando da janela para olhar em seus olhos verdes. — Há, e você vai ficar bem! — Ele me assegura, mostrando um sorriso suave. — Beatrice me disse para te deixar conduzir toda a conversa. Eu acho que é um ótimo plano. — Eu falo. Philip ri assim como Henrik — É um plano maravilhoso. Agora, esposa, devemos sair? — Ele pergunta enquanto se levanta e estende a palma da mão para mim. Peguei a mão dele e me levantei do meu assento, agradecida que ele vai conduzir toda a conversa e a única coisa que preciso me preocupar é estar sorrindo e mais nada. Normalmente, essas são tarefas simples. Hoje, no entanto, não estou tão confiante. Assisto quando Jasper lidera o caminho para Philip e Beatrice sair do avião. Hugh está esperando na porta por nós, e quando seus olhos castanhos escuros encontram os meus, me sinto um pouco mais à vontade. Embora ele não esteja falando, seus olhos parecem ternos, quentes e gentis. Então ele sorri antes de acenar com o queixo e Henrik me puxa pelo braço. Sorrio o mais naturalmente possível, com o aperto inflexível enquanto seguro a mão de Henrik, seguramente cortando o fluxo de sangue em seus dedos. Descemos alguns passos pela escada do avião e paramos na parte inferior, enquanto as luzes das câmeras piscam com as milhões de fotografias que estão sendo tiradas. Henrik move sua cabeça, e levanto o meu rosto para olhar para ele. Ele sorri e seus olhos verdes brilham, me fazendo relaxar um pouco mais. Ele é tão carismático e bonito. Estou impressionada pelo fato de ele ter me escolhido, especialmente porque ele poderia escolher qualquer garota melhor que eu.


— Estou disposto a responder cinco perguntas, — ele anuncia. Surpreende-me que ele está disposto a responder qualquer coisa. — Esta é a sua noiva americana? — Pergunta um repórter. — Esta é minha esposa, Caitriona, — confirma Henrik. — Essa é a mulher do clube noturno em Las Vegas com a qual você foi flagrado, há algumas semanas? — Perguntou outro repórter. — Sim; você não consegue reconhecer seus lindos cabelos? — Ele riu. — Essa foi à noite em que nos casamos. — Henrik termina, colocando um beijo casto na minha bochecha, fazendo com que o flash da câmera fique louco. Apenas sorrio, com medo de tentar falar. — Você vai ter uma cerimônia de casamento oficial? — Grita alguém por trás. — Se Riona quiser, sim, nós iremos; mas ainda não discutimos isso. — Ouço um zumbido de vozes quando ele diz meu apelido, e não posso deixar de morder meus lábios, e meu sorriso cresce. — Mais duas, — grita Henrik. — Sua família está chateada com seu caso secreto? — Pergunta uma mulher do meu lado direito. — Nós nunca tivemos um caso, e não houve segredos. Simplesmente tomamos uma decisão que nenhum de nós lembrou na manhã seguinte, — ele ri, como muitos dos repórteres. — No entanto, não tenho certeza de como a minha família se sente, já que ainda não falei com eles. — Como Eugenie se sente sobre ser trocada? — Eu não sei como Eugenie se sente sobre a situação, mas eu falei com ela. Nada disso tem a ver com ela; ela é uma mulher adorável, e quem a escolher como parceira será um homem extremamente feliz! — Ele fala. A culpa sobre a publicidade de sua ruptura me consome com cada palavra. Eu entendo que ele disse que não se importa com ela, e que está feliz em se livrar dela como noiva, mas não muda o fato de que isso deve ser uma coisa dolorosa para ter empurrado em seu rosto de todas as direções.


Henrik e eu começamos a caminhar em direção ao carro, suas cinco perguntas agora terminaram. Hugh fica com a porta aberta e nos espera. Estou prestes a entrar quando ouço alguém chamar meu nome. — Nos mostre o seu anel! Eu ouço vários repórteres gritar. Sem pensar, orgulhosa da linda joia que Henrik me deu, ergo minha mão para poderem tirar fotos do belo anel. Não consigo limpar o sorriso dos meus lábios enquanto os repórteres dançam e tiraram fotos da minha mão. Depois de cerca de trinta segundos, Henrik pressiona a mão na parte inferior das minhas costas e me desliza dentro do carro, Hugh fecha a porta atrás de nós antes que o carro saia. — Você está pronto para o que te espera com o avô e o pai? — Pergunta Philip enquanto dirigimos em direção ao nosso destino, em algum lugar do qual não tenho certeza neste momento. — Nunca! — Henrik dá uma gargalhada. Poucos minutos depois o carro para, e nós chegamos a um prédio lindo, todo feito de tijolos vermelhos com varandas brancas. Parece um palácio, mas eu sei que não é o palácio. Não há portões ou guardas, mas é o maior edifício que já vi. Parece tão velho, tão grandioso, tão espetacular, é simplesmente lindo. — Você vai se juntar a nós para jantar, com o pai e a mãe? — Philip pergunta enquanto o carro para. Vejo como Henrik levanta seu queixo como resposta. Minha porta se abre, e o motorista está de pé na calçada, me oferecendo a mão dele. “Será que isso é onde vamos morar?” Estou completamente chocada. — Saia, preciosa. — Sussurra Henrik. Minhas pernas finalmente se movem quando agarro a mão do motorista e saio. Henrik se junta a mim um momento depois, tomando minha mão na dele. Eu deveria ter adivinhado que eles também estariam aqui. Deveria ter visto isso, mas eu estava meio relaxada e extremamente cansada. Por isso, não percebi que ainda havia mais fotógrafos esperando por nós, ou


que seria mesmo uma possibilidade, pensei que eles estavam todos no aeroporto. Henrik envolve seu braço em torno da minha cintura enquanto me guia para a segurança das portas do prédio. Eu assisto quando ele desliza um cartão e as portas se abrem. Nós deslizamos para dentro antes de fecharem a porta firmemente atrás de nós. Henrik não pronunciou uma palavra enquanto ele nos conduz para a recepção — William, preciso apresentar você à minha esposa, Caitriona. Ela vai morar aqui de forma permanente, então preciso adicioná-la à lista do meu apartamento e pegar suas chaves de acesso total. — Henrik anuncia com o braço ainda firmemente enrolado em minha cintura. Os olhos de William se alargam, o rosto completamente em choque com as palavras de Henrik. Ele é o porteiro, gordo, com apenas alguns fios de cabelo cinzentos em sua cabeça brilhante. Quando seus olhos cortam os meus, percebo que eles são um azul bem pálido, e eles olham gentilmente para mim. Sinto um calor preencher meu corpo, e imediatamente uma conexão é formada. Parece um tipo paternal, e nunca conheci um desses. Eu olho para ele esperando que tenha encontrado um rosto amigável em tão pouco tempo neste país. — Claro, senhor! — Ele diz, abaixando a cabeça. — Irei enviar as chaves o mais rápido possível. — Ele pisca. Henry então agradece e caminhamos em direção ao elevador. — Espero que goste do apartamento. Tudo o que não gostar na decoração saiba que você tem plena liberdade para mudar. Contratei um decorador para torná-lo apresentável; nada realmente significa alguma coisa para mim quando se trata dessas coisas. — Diz Henrik com um gesto de mão enquanto o elevador sobe em direção ao nosso destino. — Tenho certeza que é maravilhoso. Este edifício é absolutamente deslumbrante, — murmuro.


— Quero que você se sinta confortável, quero que você se sinta como se fosse sua casa, Riona, porque agora é! — Ele explica, me fazendo ficar um pouco mais apaixonada por ele. Assim que a porta do elevador se abre, Henrik sai e segura a minha mão. Juntos, nós caminhamos para o apartamento. Minha boca praticamente cai no chão, na verdade, acho que sinto um pouco de babá deslizando pelo meu rosto pelo que vejo a minha frente. O apartamento não é como qualquer apartamento que já vi. É enorme, moderno e lindo. O assoalho é de uma cor escura, uma parede inteira da área de estar é de madeira e as janelas são amplas e largas com vista para um parque. O resto das paredes são pintadas de cinza claro com molduras e rodapés brancas. Sigo atrás de Henrik enquanto caminhamos para uma sala de estar, onde há sofás cor creme adornados com almofadas chocolate, um contraste total com a sensação moderna das paredes e janelas. Imediatamente imagino almofadas turquesa no sofá creme, em vez dessas, quero adicionar ao local um ar colorido. A mesa de café tem os pés de prata com um grande topo espelhado, outro contraste com a aparência moderna da sala. Há uma grande televisão de tela plana em uma parede, e eu sorrio. James também ama as suas televisões – deve ser uma coisa de homem. — Venha, me deixe te mostrar sua nova casa! — Henrik murmura contra minha orelha, me fazendo tremer em antecipação. Caminhamos pelo enorme apartamento, Henrik me mostrando o lugar, um passeio guiado a cada quarto. A cozinha é linda, enorme e escura, piso de cerâmica preta com armários brancos e bancadas em granito preto. Os eletrodomésticos são elegantes, de aço inoxidável, em toda parte superior da cozinha, nunca vi nada parecido na minha vida, o que já diz muito, porque a cozinha de James e Madison é maravilhosa. Há também uma pequena mesa de café da manhã para quatro pessoas. É preta e muito moderna, exatamente como deve ser. Não posso esperar para cozinhar aqui.


Henry me leva na sala de jantar formal, que tem uma mesa com doze lugares, que é enorme. As cadeiras são cobertas com veludo preto, como os topos arredondados e assentos densamente acolchoados. Eles parecem extremamente luxuosos e confortáveis. A própria mesa também é preta. Me pergunto se ele realmente ama o preto, porque tudo é apenas preto. Ele precisa de alguma cor. Decido que a minha primeira tarefa será adicionar um pouco de cor a esta casa. Então, ele me leva a uma sala de multimídia, que tem uma enorme tela de projeção e poltronas reclináveis de couro preto. É um mini cinema. Ouvi falar de pessoas famosas tendo estas salas em suas casas, mas nunca imaginei, em um milhão de anos, viver em qualquer lugar que tivesse uma. — Isso está além de qualquer coisa que já vi antes. — Sussurro admirada enquanto olho em volta da sala. — É seu agora, Riona. O céu é o limite! — Henrik murmura, embrulhando os braços ao redor da minha cintura e colocando um beijo no meu pescoço. — Parece um sonho! — Murmuro. — Isso pode parecer um sonho para você, mas você é meu sonho. — Eu me viro nos braços de Henrik e coloco minhas mãos em suas bochechas. — Você é adorável, Henny, e eu adoro. — Dou uma risada e me levanto nas pontas dos pés e pressiono meus lábios contra os dele. — Não posso esperar para foder você aqui com um filme passando em segundo plano, — ele murmura contra meus lábios. — Você é tão sujo, Príncipe Henrik! — Praticamente gemo. — Imoral! — Ele ri antes de sua língua mergulhar na minha boca e me consumir, ele dá um passo para trás e me informa que devemos continuar com nossa turnê. Eu não quero. Quero que ele me foda aqui e agora, mas continuo, relutantemente, indo atrás dele, enquanto ele continua me mostrando a nossa casa.


Há uma grande sala com estantes de livros em uma parede inteira, e uma mesa de madeira lindamente esculpida; Henrik me informa que é o escritório dele. Depois entramos em um quarto com um bar cheio e uma mesa de pôquer, sua sala de entretenimento. Então, é claro, ele tem sua própria academia, completa com uma sala de musculação que tem uma parede espelhada e tudo. É tudo insano, e minha cabeça está girando, pois é aqui que vou morar. Finalmente, ele me leva a um passeio pelos quartos. Há quatro no total. Todos os quartos estão decorados, alguns estilos mais femininos e outros mais masculinos. — Nós não precisamos ter todos os quartos mobiliados. Se você quiser esvaziar algum deles para usar como seu espaço pessoal, isso está perfeitamente bem. — Explica ele. Simplesmente aceno com a cabeça, incapaz de falar. Um espaço só meu? O que eu faria com isso? Não consigo pensar mais enquanto entramos no nosso quarto. Imediatamente quero embrulhar meus braços e pernas ao redor dele e o derrubar logo na cama. É perfeito, melhor do que eu poderia ter imaginado ou sonhado. O assoalho é da mesma madeira profunda, rica e escura que é colocada ao longo do resto da casa. Há portas francesas que levam a uma varanda de um lado, e uma parede completa de janelas de cada lado das portas, do chão ao teto. A cama é estilo trenó preta, e é enorme, a maior cama que eu já vi. O edredom é cinza, parece super macio, eu adoro. Os travesseiros são negros, é claro, assim como a cômoda. No entanto, tudo se encaixa ao espaço; as paredes são de cor cinza médio, harmonizando tudo e mantendo a luz com o chão escuro e a cor do mobiliário. Então ele me leva ao maior armário que já vi. Todos os seus ternos estão arrumados perfeitamente dentro do espaço, com sapatos, gravatas,


cintos e depois suas roupas regulares. É como um showroom para uma loja de departamento caro. Estou apenas olhando ao redor com admiração. — Este é o meu closet. — Henrik explica. Então, assisto enquanto ele abre a porta ao lado e minha boca cai. O quarto é o dobro do tamanho do armário de Henrik e acende em luzes brilhantes. Há uma cômoda central com gavetas, fileiras e fileiras de prateleiras, furos, cubículos e toneladas de espaço para pendurar roupas. Nunca na minha vida eu teria roupas suficientes para preencher este espaço. Está todo vazio, e é nítido que está à espera por centenas de roupas para preencher tudo. — Este é o seu closet, preciosa! — Sussurra Henrik, envolvendo os braços em volta da minha cintura e me puxando para trás. — Eu nunca vou preencher todos estes armários, — murmuro. — Você vai, amor! — Ele me assegura enquanto coloca um beijo no meu pescoço. — Eu volto já. Preciso verificar minhas mensagens. Quando penso que não posso estar mais chocada e admirada, entro no banheiro. E quase desmaio. É do tamanho de toda a casa da piscina de Madison e James. O pavimento é preto, naturalmente, os armários pretos e os balcões, são um choque de branco. Há uma enorme banheira que toma boa parte do ambiente, e um banco, com uma área iluminada para a aplicação de maquiagem, suponho. Eu olho para o chuveiro que está ao lado. Conto quatro duchas, quatro! Eu quero rir e chorar ao mesmo tempo. É tudo tão ridículo e deslumbrante. Olho para mim mesma no espelho e meus olhos crescem. Oh, não! Nós devemos conhecer sua família para o jantar esta noite. Não tenho absolutamente nada para vestir, para não mencionar, que nem sei o que seria apropriado usar. Henrik volta e meus olhos pegam o dele no espelho antes de me virar e falar.


— Que roupas vou vestir esta noite, Henny? O que nós vamos fazer? Eu não trouxe nada apropriado para conhecer sua família. Estou entrando em pânico, tentando ignorar a maneira como eu o quero. — Que tal nós descansarmos um pouco? — Henrik murmura. Olho enquanto ele caminha em minha direção. Minha barriga dá voltas ao ver ele vindo, a maneira como seus olhos estão concentrados nos meus, e a intenção que posso ler em seu rosto. Eu quero ele, aqui e agora, mas minha mente está tão ocupada. Um milhão de pensamentos diferentes ao mesmo tempo. Ele envolve sua mão em torno do minha e gentilmente me puxa para dentro do quarto. — Vou ligar para Sarah agora mesmo, para ela pegar algumas coisas. Qual é o seu tamanho? — Ele pergunta, retirando o telefone e apertando alguns botões. — Eu acho que as medidas são diferentes aqui... — Começo a falar. — Sarah, minha esposa está aqui e iremos em um jantar na casa dos meus pais, esta noite, um jantar familiar. Acabamos de chegar e ela não tem nada apropriado para vestir. Quero que você compre roupas e sapatos? — Ele olha para mim e eu lhe digo o tamanho americano. Ele me assegura que Sarah vai trazer tudo e estar no apartamento nas próximas horas. — Agora, de volta ao nosso descanso. — Henrik murmura. Vejo como ele começa com a bainha da minha camisa, a levantando pelo meu corpo lentamente, e depois sobre minha cabeça antes de jogar em algum lugar atrás dele. Com as mãos enroladas em torno da minha cintura, ele me arrasta para a cama, me sentando enquanto abre minhas coxas e fica em pé entre elas. — Porra! Não posso acreditar que você está realmente aqui. — Ele sussurra como suas mãos deslizando nas minhas costas e retirando meu sutiã.


Suspiro quando sua boca se fecha em meu seio e sua língua gira em torno do meu mamilo. Minhas mãos automaticamente mergulham em seus cabelos bagunçados, o segurando e arqueando minhas costas e curtindo a sensação de sua boca quente na minha pele. — Henny, — sussurro. — Vamos, Riona, vamos descansar, — ele murmura. — Um descanso? — Eu praticamente choramingo, querendo mais de sua boca no meu corpo. Ele ri enquanto arranca minha calça, junto com a minha calcinha. Henry se ergue e tira suas roupas antes de envolver suas mãos em minha cintura e me jogar na cama. Então, ele se arrasta até o final da cama e olha para mim, descansando de joelhos. Meus olhos deslizam pelo seu corpo, até pousarem no seu pênis duro. Molhando meus lábios, sento antes de me arrastar para ele nas minhas mãos e joelhos, e abrir minha boca, o levando para dentro. Suas mãos voam para os lados da minha cabeça enquanto olho para ele por baixo dos meus cílios. — Porra, preciosa! — Ele geme enquanto empurra seus quadris um pouco. Levo o máximo que posso na minha garganta. Ele é longo e grosso, e não consigo abocanhar tudo, então envolvo minha mão em torno de sua base e aperto enquanto subo e desço em seu comprimento. — Exatamente como eu gosto! — Ele murmura enquanto move seus quadris. Eu relaxo o máximo que posso, permitindo que vá o mais fundo na minha garganta. Então ele de repente sai de mim, e me olha com um sorriso nos lábios. — Meu esperma vai preencher essa doce boceta, não sua garganta. Se vire! — Ele fala rouco. Eu faço como ele me ordena. — Fique de joelhos. — Gemo quando sinto suas mãos deslizarem descendo por minhas costas e minhas coxas até minha bunda, em seguida, puxa meus cabelos antes de puxar meu pescoço em sua direção. — Henny! — Ofego.


Ele se aproxima de mim por trás, seus lábios encontram os meus antes de sorrir. — Abra mais os joelhos. — Ele exige. Faço o que ele pede, abrindo minhas pernas. — Boa garota, se incline um pouco. — Ele me guia direcionando com o aperto em meus cabelos, para eu me dobrar um pouco, ergo traseiro e meus olhos se fecham quando ele me enche de uma vez por trás. Ele se move rudemente, seu pau batendo dentro de mim. Quando ele para, meus olhos se abrem. O meu pescoço dói pelo jeito que está me segurando, mas ele olha para mim e sorri. — Você não tem ideia do quão espetacular você está agora. Seu corpo se arqueou para mim, tomando tudo o que lhe dei. É verdadeiramente uma visão, Riona. Estou feliz que você é minha. — Ele sussurra enquanto seus lábios tocam a ponta do meu nariz. Eu sinto uma das mãos dele sair do meu cabelo enquanto viaja por minha cintura e para baixo na minha boceta, seus dedos tocando meu clitóris. — Preciso me mover, — falo gemendo. — Não, você precisa ficar exatamente onde você está. É nesta posição, que quero sua boceta, — ele falou rouco. — Henny! — Grito enquanto seus dedos começam a me acariciar mais e mais rápido. É tão intenso, e sinto o desejo de me mover tão forte que quase dói. As lágrimas enchem meus olhos, mas ele simplesmente olha para mim. — Humm, estou pronto para que sua boceta me agarre apertado, somente como você consegue. — Ele respira contra meus lábios antes que ele me beije. Meu corpo inteiro começa a tremer, minhas pernas são incapazes de me manter por mais tempo. A única coisa que me obriga a ficar onde estou, é a pressão no meu cabelo. As lágrimas caem por minhas bochechas, sou incapaz de me segurar enquanto meu corpo se empurra para o clímax.


— Maldito aperto você tem! — Ele rosna enquanto solta meu cabelo e envolve suas mãos em torno de meus quadris. Meu corpo inteiro cai para a frente enquanto ele empurra dentro e fora de mim com uma força que eu não sabia que ele possuía. Vou ficar dolorida por dias, eu acho, minha boceta pulsa com cada impulso de seus quadris. Meu orgasmo é longo e poderoso, estou tão ofegante quanto os impulsos de Henrik, e então ele se enfia profundamente com um grunhido. Sinto seu pênis contraído, juntamente com o clímax que me enche. — Porra! — Ele suspira antes de cair, me pressionando no colchão. — Com você sempre é o céu, preciosa! — Ele fala enquanto seus lábios tocam o lado do meu pescoço. — Prefiro estar aqui do que qualquer outro lugar, Henny, — sussurro. — Porra! Caralho, me sinto o máximo! — Ele fala roucamente enquanto sai de mim e puxa minhas costas para a frente. Me envolve em seus braços, e sei que é exatamente onde quero estar. Não sei se é onde deveria estar, ou aonde a vida me levará daqui para frente; mas agora, aqui é exatamente o lugar que quero estar, e isso é tudo o que importa.


Caitriona Após o que para mim parece ser como cinco minutos, sinto os lábios de Henrik pelo meu ombro antes que eles toquem o lado do meu pescoço enquanto a mão dele toca meu seio e aperta minha carne suavemente. Eu gemo, me sentindo mais excitada com cada carinho. Tento rolar meu corpo em seus braços, mas ele me segura contra o peito, e não posso me mover. — Henny. — Praticamente lamento. — Quando você diz meu nome assim, fresco de sono, não quero nada além de foder sua doce boceta, — ele ressoa em meu pescoço. Suspiro quando sua língua serpenteia e ele lambe a minha pele. — Você pode fazer isso? — Pergunto sem rodeios. — Novamente? Riona... — adverte. Eu faço um beicinho, embora não tenha efeito, porque estou de frente para a parede e ele não pode me ver. Então, é como se ele lesse a minha mente, sua mão se desvia do meu seio, passa pelo meu estômago e entre minhas pernas.


Minha barriga estremece quando seu dedo pressiona contra meu clitóris. Henrik desliza sua perna entre meus joelhos, de modo que meu centro está completamente aberto. Eu suspiro quando ele desliza dois dedos dentro de mim. Eles entram com facilidade, já estou molhada para ele, encharcada apenas pelo pensamento de seu toque. Ele geme no meu pescoço, seu peito vibrando contra minhas costas quando seu outro braço se reajusta e envolve meus seios. — Você sempre é tão espetacular. — Ele murmura. E tudo o que posso dizer é um hum como resposta. Mecho meus quadris, procurando por mais dele, precisando mais do que apenas seus dedos me enchendo. Desejando, não, implorando que se mova para dentro de mim. Seus dedos em meus seios apertam e puxam meus mamilos, se movendo de um para o outro, enviando ainda mais desejo por todo o meu corpo. — Henny, — digo desesperada. — Ssshh... — Ele ressoa enquanto desliza seus dedos para fora de mim e os substitui com seu pênis longo e duro. Minha respiração sai dos meus pulmões enquanto nós dois congelamos. O nariz de Henrik acaricia meu pescoço e fecho meus olhos, tentando evitar que meu desejo assuma o controle e eu me mova, sabendo que não seria bem recebido. — Quero que você goze no meu pau. — Ele sussurra. Suspiro quando seus dedos começam a brincar com meu clitóris, suavemente, mas firme. Tento me mexer, mas ele tira os dedos. Um padrão que estou reconhecendo como dele, me fodendo forte e áspero, e na próxima vez, sendo gentil e doce. — Não vou me mexer, e você também não. Você vai ficar perfeitamente imóvel e gozar no meu pau. Eu quero sentir cada vibração de seu aperto perfeito. — Minha resposta é choramingar, com medo de que se eu falar, vou soluçar.


Ele está afirmando seu domínio e controle, e amo tanto quanto odeio isso. Os dedos de Henrik voltam ao espaço entre minhas pernas, e ele começa a me aproximar mais do meu orgasmo. Ele começa a me acariciar suavemente, girando os dedos e pressionando contra meu clitóris; então ele muda de tática para beliscar e, de vez em quando, entregando uma leve torção contra mim. — Oh, porra! — Eu soluço enquanto escalo cada vez mais alto em meu clímax. — Quero que você grite meu nome quando você gozar. — Ele fala através do maxilar cerrado. Não espero outro segundo. Meu orgasmo passa por mim e grito seu nome, o único nome que ele deseja que eu o chame, Henny. — Porra! — Ele rosna quando minha boceta agarra ao redor dele bem apertado, segurando seu comprimento duro dentro de mim enquanto o resto do meu corpo tremula incontrolavelmente. Então, ele me põe no meu estômago, nunca perdendo nossa conexão, sua mão deixando meus seios para enrolar na parte de trás do meu cabelo. Meu corpo está completamente esgotado, e não posso me mover, mas ele rosna atrás de mim, suas pernas se deslocam até os joelhos estarem entre minhas coxas. Ronrono quando suas mãos agarram meus quadris e ele os puxa para cima; então finalmente, ele se move. Henrik não facilita enquanto entra e sai de mim. Não, ele impulsiona seus quadris com rigor, e um poder implacável. Meu corpo, uma vez completamente exausto, está pronto e disposto para mais. Encontro seus impulsos, me deleitando com o gemido que escapa dele com meu movimento. — Me foda, Riona, foda meu maldito pau! — Ele rosna antes que sua mão caia contra minha bunda em uma bofetada. Faço como ele exige. Fodo seu pau, encontrando-o em cada impulso e novamente sinto outro orgasmo se aproximando.


— Goze! Goze para mim! — Ele ordena, dando outro tapa na minha bunda. E novamente faço como ele me solicita. Eu grito, meus braços incapazes de segurar meu corpo tremendo por mais um momento. Henrik mantém o corpo dele enquanto ruge sua liberação. Então, ele cai em cima de mim, seu corpo contra o meu suado, sua boca contra o meu pescoço. — Espetacular! — Ele sussurra enquanto suga suavemente a minha pele. — Uau! — É tudo o que posso fazer através das minhas respirações ofegantes. — Sarah estará aqui a qualquer momento. Devemos tomar banho rapidamente. — Ele murmura enquanto permanece imóvel, seu pau ainda está dentro de mim. — Você precisa sair de mim se quiser que eu tome banho. — Digo com um sorriso tocando meus lábios. Eu realmente gostaria que ele pudesse ficar exatamente onde está durante o maior tempo possível, evitar a realidade parece ser a mais esplêndida das ideias no momento. No entanto, ele rosna e desliza fora de mim antes de se afastar da cama e me ajudar a descer também. Nos apressamos e tomamos banho, tentando evitar foder contra a parede do chuveiro. É difícil, especialmente quando ele se assegura de que todas as partes do meu corpo estão mais limpas do que elas já estiveram em toda minha vida. Eu devolvo o favor, naturalmente, e quando o seu comprimento começa a crescer na palma da minha mão, ele se deixa afastar com um sorriso e uma piscadela. Henrik me traz um robe para vestir, me garantindo que Sarah deve estar aqui dentro de meia hora para me vestir para o jantar desta noite, e que se vestir seria inútil. Eu me enrolo em seu robe preto, que é de pelúcia por dentro, mas de cetim por fora e extremamente delicioso. Henrik volta depois de alguns minutos, vestido com um terno cinza claro, que parece ter sido feito apenas para o seu corpo. Se não foi, eu


ficaria surpresa. Ele está vestindo uma camisa de seda escura, e alguns botões na parte superior estão abertos. Ele também está usando um cinto cinza escuro que combina com seus holgaches3 cinza escuro até a perfeição. Seu cabelo ainda está úmido, mas penteado e estilizado, e ele parece com o príncipe que ele é, até o grande relógio preto que repousa em seu pulso. — Você está muito bonito, — murmuro. — Obrigado! — Ele diz distraidamente enquanto olha para o telefone dele. — Oh, Sarah está aqui! — Seguro minha respiração enquanto eu o acompanho a sala de estar e em direção à porta. Uma vez que ele abre a porta do apartamento, tudo o que vejo são vestidos pendurados em lindos e brilhantes sacos pendurados em uma prateleira. Então eu pego o movimento no canto do meu olho, e suspiro com a visão diante de mim. Há uma mulher pequena, em todos os sentidos, uma mulher pode ser redonda, cabelos coloridos roxos, sombra rosa nos olhos e batom vermelho. Ela está vestindo uma saia lápis roxa brilhante com uma blusa com botão de seda pink e um blazer roxo que combina com a saia. Seus sapatos são de “saltos de gatinha4” vermelho brilhante. Ela é tão brilhantemente colorida; sinto como se eu precisasse de meus óculos de sol apenas para olhar para ela. — Eu sou Sarah. Não olhe fixamente, patinho! — Ela anuncia, enquanto atravessa a porta, puxando o carrinho atrás dela. — Boa noite, Sarah! — Henrik ri antes de se inclinar e pressionar seus lábios contra sua bochecha. — Você vai sair agora, pois tenho que cuidar de sua mulher rapidamente, ou você estará atrasado. — Ela repreende. Sapatos casuais. Saltos de gatinha: Estes sapatos tem uma altura de uns 3 a 6 centímetros, portanto dão uma certa estatura e são super confortáveis. 3 4


Ouço Henrik rir e quase perdi sua piscadela na minha direção antes de fechar a porta e se dirigir em direção ao seu escritório. — Eu sou Caitriona. — Digo, sorrindo o melhor que posso, enquanto estendendo a mão para ela. Ela sacode minha mão, enquanto seu olhar me dá uma avaliação e depois sorri. — Ok, vamos começar então? — Sarah anuncia enquanto entramos no quarto principal. Aceno com a cabeça, sem saber o que fazer enquanto ela começa a se mover. Assisto enquanto ela abre dois sacos de roupas e levanta dois vestidos para eu olhar. Tampouco são opções que eu consideraria usar – nunca. Ambos são completamente enfadonhos de se olhar. O primeiro é um preto, com um pescoço alto, um casaco capado, um corte direto abaixo do joelho, um vestido chato para caralho, que se parece com um retângulo gigante. Então, há um vestido verde azeitona, simples, que tem uma manga três quartos com a parte superior de corte V profunda. Parece que o comprimento vai até meus joelhos e, depois de um segundo olhar, parece bonito. Pego o vestido e sinto o tecido entre meus dedos. Eu gosto disso; é suave e feminino. Os sapatos, por outro lado, são lindos e simples, saltos altos rosa pálido. Adorei eles. Pego o vestido embrulhado e experimento, depois deslizo meus pés dentro dos sapatos. Sorrio para o meu reflexo no espelho. Gostei do resultado, abraçando minhas curvas sem ser ousado demais. — Eles estarão esperando algo como o preto, mas vi sua foto de casamento, e sabia que esse verde combinava mais com você. — Sarah anuncia, acenando com a cabeça concordando com a escolha que eu fiz. Eu estremeço com o anúncio que ela viu minha foto de casamento, e também o muito curto e muito apertado, vestido de Madison. Eu gostaria que isso desaparecesse. Pareço que estou prestes a arrebentar as costuras na fotografia. Tento esquecer a imagem e decido me concentrar na tarefa à minha frente.


Rapidamente entrei no banheiro e tentei fazer a minha maquiagem, colocando uma base leve com sombra de cor champanhe, um pouco de rímel e brilho labial. É o que costumo usar, uma vez que a maquiagem não é realmente minha coisa. Noto no espelho que minhas sardas estão a mostra mais do que o habitual, mas eu simplesmente encolho os ombros. Talvez isso incomode algumas pessoas, mas eu gosto delas. Borrifo um pouco de ativador de cachos que aumenta as ondas em meu cabelo, e arrumo meus cachos da maneira que Madison me ensinou. Eu realmente não tenho tempo para tentar endireitá-lo, então vai ter que ficar indomado, ou seja, o habitual. Um último olhar, e não posso acreditar que essa sou realmente eu. Um novo vestido e sapatos realmente fazem a diferença, me fazendo parecer mais polida do que nunca. Pego meus novos e lindos anéis de casamento e os coloco em meu dedo, como é minha única joia, significa que estou pronta para ir. Volto para a área do quarto para encontrar Sarah terminando de pendurar o resto das roupas que ela comprou e seus olhos se encontram com os meus. Ela sorri hesitante e instantaneamente entro em pânico. — É muito apertado, não é? — Pergunto, olhando para o espelho de corpo inteiro novamente. O vestido me abraça forte do peito à cintura, e então se acende no meu quadril. O vestido mostra uma pequena quantidade de pele no decote, mas uma enorme quantidade das minhas curvas. — Você está adorável. E se esses idiotas esnobes falarem alguma outra coisa, não os escute, — ela fala. — Agora, vou embora, mas estarei de volta pela manhã por volta das dez horas, para que possamos te equipar com um guarda-roupa apropriado. — Sarah murmura antes de beijar as minhas bochechas. Pareço surpresa, apenas assistindo enquanto ela sai do quarto. Não tenho certeza do que ela quer dizer, com me ver amanhã de manhã, mas estou muito confusa para questionar o que ela diz.


Vou para a sala de estar para encontrar Henrik com os olhos fechados e a cabeça inclinada contra o sofá. Eu o observo por um momento, querendo lembrar seu rosto bonito tão relaxado. Odeio interromper, mas eu sei que precisamos ir ou chegaremos atrasados para este jantar. Limpo minha garganta e ele se senta em linha reta, com os olhos abertos e depois se concentrando em mim antes de sorrir. Os lábios de Henry se separam um pouco quando seus olhos começam a me escancear; então eles começam a se abrir em um sorriso que ilumina o seu rosto, mas ele fica em silêncio. Quando ele não fala, começo a entrar em pânico novamente, me perguntando se tomei a decisão correta na escolha do vestido. Contemplo correr de volta para o quarto e mudar para o terrível vestido preto. Henrik começa a caminhar em minha direção, sério e pronto para sair. — Venha, minha linda garota, vamos fazer isso! — Ele diz, sua voz rouca e grossa. — Este vestido é lindo, preciosa. Vou ficar duro durante toda a noite! — Ele sussurra em minha orelha. Um arrepio desce meu corpo e ele observa enquanto ele se afasta. Eu noto um brilho nos seus belos olhos verdes. Eu sorrio para ele e balancei minha cabeça. — Vamos acabar com isso para que eles possam me dizer o quanto eles me odeiam, e podemos chegar em casa e você pode me mostrar o quanto você gosta de mim, — murmuro. — Eles podem não aprovar, Riona, mas ninguém poderia odiar você. Eu não quero ouvir qualquer coisa contrária a isso, — ele rosna. — Certo. Caminhamos de mãos dadas para fora do apartamento. Agradeço que não existam mais repórteres esperando com as câmeras, e espero que deixar o apartamento seja sempre tão silencioso e calmo. Deslizo no banco de trás do carro e deixo o silêncio me relaxar. Eu mergulho no silêncio e apenas respiro. Henrik parece saber o que preciso, porque ele não tenta falar. Ele não me pergunta se estou bem, só me deixa quieta por alguns instantes, e estou extremamente agradecida.


O carro se direciona para um prédio. Estou muito nervosa para olhar, sabendo que este é o nosso destino. Henrik envolve sua mão na parte de trás do meu pescoço e aperta gentilmente. Eu me viro para ele, vendo seus olhos em mim – amáveis e preocupados. — Tudo ficará bem, Riona, — ele me assegura. — Eu quero que eles gostem de mim, e sei que eles não vão, pelo menos não agora, não pela maneira em que começamos, — murmuro. — Minha mãe vai te amar. Não importa o que aconteça, você tem Philip, Bee, minha mãe e eu ao seu lado. — Aceno, não me sentindo mais confiante depois de falar com ele. Ele me beija, enquanto o motorista abre a porta. Agora é a hora. Agora é quando tudo se torna realidade. Tudo até agora tem sido real, mas me sentia dentro de um sonho. Agora, esta noite, o sonho termina e a verdadeira realidade se instala. Não estou pronta.


Caitriona Parei ao lado de Henrik, estou mais nervosa neste momento do que a minha vida inteira. Há uma sala cheia de pessoas que na maior parte provavelmente me odeiam, mesmo me vendo a primeira vez, para não mencionar o fato de que estou em um país estranho, tudo isso me deixa desconfortável. Nada pode preparar uma pessoa para conhecer seus futuros sogros quando eles também são o rei e a rainha – absolutamente nada. Henrik soa o sino e esperamos. Eu torço meus dedos enquanto seu polegar suavemente massageia meu lado, onde sua mão repousa contra meu quadril. O movimento provavelmente deve ser reconfortante, mas tudo o que posso pensar é como suas mãos estavam em meu corpo nu, há apenas algumas horas. Quando a porta se abre, eu pisco forte, duas vezes. O homem que está diante de mim é, obviamente, um mordomo. Ele está vestido com um uniforme impecável que o deixa perfeito, e eu me sinto frustrada apenas por estar perto dele, o que significa que me sentirei horrível em torno da família de Henrik. Fantástico.


— Angus. — Henrik diz com um aceno de cabeça. Sua mão se move para a parte inferior das minhas costas e ele aplica pressão para me guiar pela porta. Sei que estou tremendo de medo, real verdadeiro medo. Tudo é tão desconhecido, e sinto como se estivesse entrando no que poderia ser um desastre completo e total. Provavelmente, não potencialmente. Não, isso vai ser um total e completo total. A mão de Henrik está enrolada em minha cintura, e estou escondida ao seu lado quando entramos na sala de estar formal. Todos os olhos se voltam para nós. — Avô, pai, mãe, eu gostaria que conhecessem minha esposa, Caitriona! — Anuncia Henrik. Me preparo enquanto forço meus olhos a olhar pela sala, para me concentrar em cada pessoa, para enfrentar qualquer pessoa que venha no meu caminho. Eu tenho várias emoções enquanto faço contato visual com cada um. O desgosto e o ódio são os mais comuns, mas a mãe de Henrik olha para mim com pura simpatia e, possivelmente, até pena. Odeio isso. Então a ouço. — Não consegui acreditar quando vi essa horrível foto de vocês dois esta manhã, mas é verdade. Ela é tão gorda pessoalmente como na capa de uma revista. A voz de Eugenie flutua no ar e me corta como uma faca afiada enquanto ela entra na sala. Eu sei que é ela. Não só a vi na televisão, mas também ouvi sua voz aguda através do telefone de Henrik. Minha primeira reação é virar e chorar, mas então sinto a mão de Henrik apertar em torno da minha cintura, e ouço um baixo rugido de sua garganta. — Inaceitável, Eugenie. — Henrik anuncia calmamente. — Por que você está aqui? — Ele pergunta.


— Edward me convidou. Sou quase da família. Tenho o direito de estar aqui para essa discussão familiar. — Ela grasna quando aponta para os pais de Henrik. — Você certamente não é quase da família, é disso que se trata. Eu disse que não vamos nos casar. — Henrik rosnou, se voltando para o pai, que agora eu sei, se chama Edward. — Você não pode estar falando sério sobre manter essa farsa, Henrik. Isso é irresponsável e simplesmente estúpido! — Diz Edward. Eu olho enquanto seus olhos se enchem de raiva. — Todo mundo se sente. — Anuncia o avô de Henrik. Todo mundo na sala congela antes de se sentarem prontamente, incluindo Henrik e eu. Nós caminhamos e nos sentamos ao lado de Philip e Beatrice. — Eu estou muito infeliz, Henrik. — Ele começa. Meus olhos viajam até meus sapatos. Eu quero chorar. — Eu não estou apenas infeliz por causa de como você se comportou ao longo de sua juventude e até alguns meses atrás, também estou infeliz com a escolha descuidada que fez se casando com essa garota. Conscientemente ou não, você fez algo inédito. É um maldito embaraço e uma mancha na nossa família, — diz ele. Nunca me senti tão envergonhada, envergonhada e suja, como agora. Henrik era um caso de uma noite, meu único caso de uma noite, que terminou em matrimônio. O que temos não é convencional, não para mim e definitivamente não para ele, mas também não é sujo. É uma história para os livros e fofocas suculentas para os tabloides; mas para nós, entre nós dois, é muito mais. Eu odeio como seu avô está tornando isso algo que não é baseado apenas na percepção – nada mais. — Sua mulher, se você deseja a chamar disso, não é suficientemente boa para você. Ela também não é boa o suficiente para este país. Ela está com excesso de peso, até o ponto de desprezo completo, seu cabelo é


absurdo, e ela se veste como lixo comum. Eu vi o dossiê sobre ela, e devo dizer que não estou impressionado. Ela é uma criança bastarda que nem conhece o nome de seu próprio pai. A mãe dela já se casou mais do que eu poderia contar e viveu com mais homens do que isso. Ela mora na casa da piscina de um amigo, e ela tem quinhentos dólares em sua conta corrente. Ela não possui nada, nem mesmo seu carro. Este casamento não será aceito por mim ou pelo país. Vou deserdar você de seu futuro título, e qualquer herdeiro que você crie com essa criatura, se você escolher ficar com ela, — ele anuncia. No final do discurso do avô de Henrik, me encontro destruída e em lágrimas, meu corpo tremendo com soluços silenciosos. Ele é um homem horrível, e atingiu todos os aspectos negativos de minha vida inteira em menos de cinco minutos. O velho se levanta e sai antes que alguém possa tentar falar. Nem uma vez ele disse que embora minha vida não tenha sido fácil, fiz o melhor que pude cuidando de mim mesma. Trabalhei arduamente para ter o que podia, para melhorar a vida que a minha mãe me deu. Henrik envolve o braço em volta dos meus ombros e me põe em seu lado, cada vez mais perto, como se ele pudesse me proteger das palavras cruéis que foram lançadas na minha direção. Eles estão me expulsando e eu deveria fugir, voltar para Oregon; mas no momento, estou muito magoada para me mover. — Bem, acho que o pai disse tudo o que precisa ser dito. No entanto, vou adicionar algo, um pouco de compromisso. — Diz Edward. Meus olhos se levantam para encontrar os seus, cheios de ódio. — Henrik, a coloque em um apartamento modesto, lhe de um subsídio e se divorcie dela. Se case com Eugenie e faça herdeiros legítimos com ela! — Edward oferece com um sorriso. Olho de Edward para Henrik, que suponho, não vai aceitar a sugestão, mas ele não nega, e parece pensativo. Pânico entra no meu corpo, e giro para olhar para Helena, a mãe de Henrik, que está me observando com mais compaixão em sua expressão do


que quando entrei há alguns minutos. Meus olhos se deslocam para Beatrice, que está me olhando do mesmo jeito. Então, olho para Eugenie, que ficou silenciosa durante todo este tempo, e ela está sorrindo, parecendo muito satisfeita. Alguns instantes passam e estou com medo. Henrik está pensando em tudo isso. Ele me trouxe aqui, me prometeu uma vida maravilhosa, e agora está realmente pensando nesta proposta. Não consigo aguentar mais o silêncio ou o olhar. Eu me separo de Henrik e falo. — Eu quero sair, agora, — digo em voz baixa, mas com firmeza. — Preciosa! — Henrik avisa. Me viro para olhar para ele. Ele parece arrependido. Sua decisão foi tomada, e isso me deixa doente. — Não, Henny. Simplesmente não. Bem, todos vocês querem que eu aceite em silêncio, e viva em um apartamento modesto? Para isso, minha resposta é claro que não. Eu voltarei para o Oregon, para minha família real. Dou um passo para longe dele quando ele alcança minha mão, e eu a empurro. — Riona, nunca disse que era o que eu queria, — diz ele suavemente. — Não precisava, Henrik. Me sentei aqui em silêncio por cinco minutos enquanto você pensava. Essa é toda a confirmação que eu preciso. Você me prometeu coisas, você me retirou da minha vida e da minha única família com um grande gesto de grandeza, mas tudo era besteira, não era? A sala está silenciosa, tão silenciosa que se uma agulha caísse, o som que faria ao acertar o chão seria ensurdecedor. Olho para Henrik uma última vez, e não sinto nada além de decepção. Estou desapontada com a facilidade com que ele me trocou, depois que ele chegou no Oregon e me incentivou, depois de muitas promessas. Mas não ficarei ao redor dessas pessoas nem mais um momento. Minha confiança e fé em Henrik estão em pedaços.


Me afasto dele, meu coração completamente destruído, as esperanças que eu tinha evaporaram. Eu sabia que isso aconteceria, mas não esperava que isso acontecesse tão rapidamente. Eu queria viver um grande amor, ou ter uma jornada excitante e fantástica. Eu me apresso a sair da casa, seguindo pelo mesmo caminho que entrei, pela porta da frente. — Caitriona, espere! — Ele grita atrás de mim enquanto ando pela calçada, para onde, eu não sei. — Por favor, não, Henrik. — Eu digo, lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Me recuso a me virar e permitir que ele me veja dessa maneira. — Vamos para casa e vamos conversar sobre isso, vamos descobrir uma maneira de resolver tudo. — Ele sugere e eu suspiro. Ele envolve sua mão em torno do meu braço para me parar. Eu paro, mas continuo me recusando a dar a volta. A derrota em sua voz está clara. Ele desistiu de nós. — Não, por favor, me leve para um hotel. Ficarei lá até que eu possa voltar para o Oregon. Não estou querendo ficar perto dele. Estou tão decepcionada, tão fodidamente desapontada. Eu aproveitei e olhei nos seus olhos. Parecem mortos. Eles perderam o brilho que tiveram apenas poucas horas atrás, e isso faz meu coração doer. Posso estar sendo excessivamente dramática, mas a mágoa que eu sinto agora, a dor que as palavras de sua família me causaram e a maneira que ele apenas os deixou falar, não se recusando a me esconder como sua prostituta! É demais. — Preciosa, — ele sussurra, fechando os olhos. — Me deixe cuidar de sua segurança. Aceno com a cabeça, não porque quero ir com ele, mas porque não tenho nenhuma pista de onde estou agora. A última coisa que quero é estar perdida em um país estranho, com meu coração destroçado. Agora eu sei o que ele quer, apenas garantir minha segurança e nada mais. Meu coração está triste. Vejo quando um carro se aproxima, é o mesmo motorista de


antes, que mergulha seu queixo enquanto abre a porta do carro para nós. Eu deslizo silenciosamente no carro. Henrik segue atrás de mim, e eu o ouço falar o nome de um hotel. Sou incapaz de ouvir, meu coração está batendo muito alto em meus ouvidos, meu sangue correndo rápido pelo meu corpo. Eu só quero estar sozinha para chorar. Nem mesmo vinte e quatro horas juntos, e meu casamento acabou. Nos dirigimos para o hotel em silêncio, separados o máximo possível na parte de trás do carro. Estou pressionada contra a porta, rezando para que possamos chegar em breve. O tempo de viagem é curto, e nós chegamos em um prédio que não se parece com um hotel. Parece mais o edifício de apartamentos em que Henrik mora. O motorista abre minha porta e me ajuda a sair do carro, e espero na calçada para Henrik se juntar a mim. Sem palavras, ele atravessa as portas do prédio, e eu sigo. — Bem-vindo ao 41 Hotel, como posso ajudá-lo? — A mulher na recepção cumprimenta. Ignoro a troca entre ela e Henrik, optando por olhar ao redor do lobby. Parece um salão de clube, como em lugar que você veria velhos e ricos homens britânicos que descansavam bebendo Bourbon e fumando charutos enquanto falavam sobre finanças. Existem cadeiras de couro e pequenas mesinhas espalhadas por tapetes de lindos padrões. Eu encontrei um bar com assentos escondidos. É tudo muito luxuoso, provavelmente também discreto. Henrik entrega a minha chave e me informa de qual quarto eu vou ficar. Me viro para me afastar dele quando sinto sua mão envolver no meio das minhas costas me trazendo para a frente dele. Então, seus lábios deslizam pela concha da minha orelha e ele inala profundamente antes de falar. — Me deixe subir. Vamos conversar, — ele murmura. — Não há nada a dizer, Henny. — Besteira, há muito, — ele rosna.


Giro e dou um passo para trás, precisando me afastar dele e de seu toque, que me torna uma idiota, capaz de ir a um país completamente diferente para ser abandonada apenas algumas horas depois. — Você vai desafiar sua família e ficar comigo? — Pergunto. Eu já conheço a resposta. Também sei que é muito pedir isso. Não é tudo preto no branco. Entendo que não é algo simples, nem fácil. Mas também não quero ser a segunda escolha, um segredo para manter afastado e esquecido. Quero um homem que esteja disposto a fazer tudo e qualquer coisa para estar ao meu lado. Isso não significa que eu espero que ele se afaste de sua família completamente, mas se for forçado, quero um homem que me ama o suficiente para fazê-lo de qualquer maneira. Ele faz uma pausa, e aguardo enquanto se concentra. — Eu quero, mas você precisa entender o que meu avô está ameaçando. Eu vou ter que renunciar ao meu título, e os títulos dos meus herdeiros. Isso não é algo para decidir durante a noite. Essa noite você fica por aqui, então me deixe encontrar um lugar, e depois vamos seguir daí, — ele sugere enquanto alcança minha mão. — É isso que você está sugerindo, que eu me torne sua amante? — Pergunto. — Não penso assim, Riona. Eu adoro você, e quero muito que estejamos juntos. — Ele murmura, sua voz baixando. Eu poderia culpar sua família por isso, mas não vou. Em última análise, é sua decisão. Aparentemente, manter seu título e a aprovação de sua família são mais importantes do que eu, do que nós. Eu nem deveria ficar com raiva. Eu entendo. Racionalmente, realmente entendo. Emocionalmente, ainda estou ferida. Minha cabeça compreende por que ele não pode simplesmente lhes dizer para ir para o inferno, mas meu coração ainda não. Estou com raiva, pois ele me prometeu uma vida juntos, um futuro, amor e felicidade, e depois tirou tudo quando eu tive apenas um vislumbre do que poderíamos ser.


Queria que o conto de fadas fosse verdadeiro. Eu queria ser a estrela na minha própria história da Cinderela. Para mostrar a garota perdida, assustada e sem esperança, que ela está autorizada a sonhar grande, e jogar a cautela ao vento, que nem tudo vai acabar em desastre, que há um homem lá fora para ela, que vai adorá-la. Infelizmente, os contos de fadas não são reais, isso é realidade, e aquela garotinha está acostumada a estar totalmente desapontada com a vida. Então, continuarei, e ficarei bem, eu sou uma sobrevivente. No entanto, não o farei como amante de alguém. Nem mesmo se esse alguém for Henrik. — Alguns dias por semana, você quer dizer? Você me quer quando é conveniente para você e, então, o quê? Ir para casa para Eugenie e seus adorados herdeiros com títulos extravagantes? Não, obrigada, não quero isso para mim. Eu me respeito um pouco mais do que isso. — Digo calmamente, como se machucasse dizer as palavras em voz alta. Na verdade, sim, machuca. — Você não quer dizer isso, Riona. — Ele sussurra. Não posso acreditar que estamos tendo essa conversa no lobby do hotel, mas não vou deixar ele entrar no meu quarto, onde ele pode tentar me foder novamente. E por que ele não acredita que eu quis dizer isso? Por que eu gostaria de ser a amante de um homem? Não quero compartilhar meu homem com outra mulher. Porra, não. — Eu quero, Henrik. Preciso de alguém que honre suas promessas. Preciso de alguém que só me deseje, e que queira ficar só comigo. — Digo com dureza. Me viro e me afasto antes que ele possa reagir. Não preciso ouvir mais nada. Ele não negou que queria que eu fosse sua amante. É exatamente o que ele quer. Para ter a aprovação de sua família, e ainda ter o que o seu coração deseja. Talvez eu esteja sendo muito áspera, talvez esteja esperando muito dele. Não sei.


Eu sei que não serei um segredo sujo, não para um homem que deveria ser meu marido, nem mesmo se ele é um príncipe.


Henrik O que diabos eu estou fazendo? Eu sou o rei de todos os cretinos! Sempre imaginei que meu pai iria controlar esse título por toda a vida, mas aqui estou, lutando para reivindicar esse título sozinho. Eu ando dentro do meu apartamento, completamente sozinho, e olho em volta, ouvindo o vazio que me rodeia, me perguntando que porra está errada comigo? Como eu poderia deixar minha família falar com minha doce Riona dessa maneira e não fazer nada – não dizer nada? Meu avô, meu pai e Eugenie a degradaram, e eu falhei, pois não fiz nada sobre isso. E para quê? Tudo porque eu estava com medo de que me tirassem o meu título? Fiz o que sempre faço, e aceitei tudo falaram, sabendo que se eu lutasse contra eles, eles vomitariam mais veneno em Riona. Honestamente, eu nem ligo para o meu título, mas então o avô teve que deserdar os meus herdeiros e eu congelei.


Eles sabem tudo sobre ela e sua mãe. Minha pobre Caitriona, vivendo uma vida tão horrível, lutando durante todos esses anos desde a infância. Ela não mereceu isso, e é óbvio que ela quer muito mais para o futuro dela. Meu pai me entregou o dossiê quando Caitriona entrou no quarto. Eu mergulhei na parte de trás da minha calça, não querendo que ela o visse. Quando estávamos no carro, o deslizei entre os assentos. Eu não iria olhar, não queria saber, mas me encontro muito curioso para parar. Sento no sofá e abro, vejo uma foto de Caitriona que parece de seu anuário de ensino médio. Ela é deslumbrante, mesmo quando menina, antes da idade adulta, ela é tão bonita quanto agora. Caitriona não teve namorados nem foi vista na presença de qualquer outro homem além de James durante anos. Ela não flerta, ela trabalha, e trabalha muito. Ela, obviamente, está determinada a não se transformar em sua mãe. Sua conta bancária é como meu pai declarou, triste. Como ela sobreviveu todos esses anos por conta própria com os escassos salários que ela ganha? Eu olho ainda mais fundo no arquivo, vendo fotografias do apartamento que ela desocupou quando os paparazzi começaram a persegui-la. Era indescritível. Nunca vi nada tão pequeno e tão nu. Fecho meus olhos antes de fechar o arquivo real, incapaz de olhar mais um minuto. Liguei para o meu motorista. Ele vai receber um bônus extra este mês apenas por lidar comigo esta noite. Eu me apresso pelo edifício e sou grato por ver que ele já está na calçada. — Me leve de volta ao Hotel 41. — Anuncio enquanto deslizo no banco de trás. Eu percebo que seus lábios se contraem, mesmo nas sombras do banco da frente. Leva apenas alguns minutos para o hotel. Agradeço e saio, batendo a porta atrás de mim. Eu pego a chave no meu bolso, sabendo que provavelmente seria errado que eu tivesse pego uma chave extra com a recepcionista, enquanto Riona estava olhando ao redor do lobby.


Tenho somente um pensamento quando o elevador sobe em direção ao seu quarto. Eu consertarei isso. Não vou perder minha esposa. Me recuso a perdê-la sobre os problemas da minha família, sobre seus dramas. Eu ganharei sua confiança de volta. Se não posso ficar horas sem ela, como vou viver o resto da minha vida? Sou estúpido pensando que poderia a degradar, mesmo deixando a sugestão no ar para ela ser minha amante. Me sinto sujo e repugnante por até mesmo pensar na ideia por uma questão de simples conveniência – por razões de status. Madison me avisou sobre eu a machucar. E já fiz isso, em menos de dois dias, machuquei minha doce Riona, minha preciosa, minha esposa. Deslizo a chave na porta e hesito, não porque não desejo a ver, mas porque estou realmente com medo de sua reação. Ela está brava e magoada. Ela pode decidir que não quer mais nada comigo. Fui um maldito canalha esta noite enquanto lidava com a minha família. Deveria ter levantado, e abandonado o meu título. O que vai importa se no final, estou sem a única pessoa que eu quero? Não há outra mulher que me faça sentir da mesma maneira que Caitriona Genebra Grace Stuart faz. Eu quero mais dela. Quero mais de nós. E se isso significa desistir de uma parte da minha herança, então suponho que vou ter que fazer isso. E farei o que for preciso para cumprir as promessas que fiz a ela e fazê-la sorrir novamente. Não é como se eu perdesse meu trabalho durante o dia. Eu ainda trabalharei no meu campo, mas provavelmente serei dispensado dos meus deveres como príncipe, o que, para ser sincero, pode ser um alívio. Talvez um dia minha família venha. Talvez eles nos aceitem e devolvam meu título, ou pelo menos o deem aos meus filhos. Eu me recuso a perder ela. A sala está escura, mas a cama está banhada pelo luar, e Riona está enrolada em uma bola. Seus olhos estão fechados, mas ouço seu gemido,


sabendo que ela, obviamente, estava chorando. Como eu poderia me afastar dela? Como eu poderia deixar ela ir embora? Eu rapidamente retiro minha camisa e meus sapatos, mais fico com minha boxer, só deslizando a minha calça para baixo, antes de caminhar ao redor da cama e deitar atrás dela. Enrolo meu braço em torno da sua cintura e a puxo para ela ficar encostada contra meu peito, precisando sentir seu calor. Ela suspira antes de virar em meus braços, e então seus olhos se abrem e ela olha diretamente através de mim, me vendo do jeito que ela faz desde o primeiro dia. Para ela, eu sou apenas seu Henny, mais ninguém. Agora, nesta cama, depois de tudo que aconteceu esta noite, isso ainda não mudou. Ainda sou apenas seu Henny. — Devemos fazer isso funcionar, Riona. — Murmuro enquanto repouso minha testa contra a dela. — Não podemos, — ela choraminga. — Não há outra escolha. Eu não vou deixar você, e você definitivamente não vai me deixar. Me recuso a permitir isso, — rosno. — Eu queria tanto ficar com você, que não pensei na realidade de nada disso. Eu não pensei no que eles poderiam fazer. — Ela divaga antes de fechar os olhos. Pressiono meus lábios contra os dela antes de deslizar minha língua dentro de sua boca. As palavras não convencerão minha Riona, que ela é minha, apenas ações. Eu vou mostrar a ela que estamos destinados a estar juntos. Vou convencê-la com meu corpo. Rapidamente, tiro seu vestido, agradecido por ser elástico e fácil de retirar. Riona termina de retirar seu vestido, antes que eu remova sua lingerie. Rolo meu corpo entre suas pernas, rompendo nosso beijo apenas para puxar meus próprios boxers pelas minhas pernas. Deslizando minhas mãos por suas coxas e estômago, subindo para acariciar seus seios, antes de passar meus dedos em seu cabelo selvagem. Mantenho meus olhos conectados com os dela, enquanto deslizo entre suas dobras direto no seu centro, afundando em seu calor molhado.


— Você não está me deixando! — Murmuro enquanto impulsiono para dentro e para fora de seu corpo, a reivindicando e mantendo como minha – minha esposa. — Henny. — Ela geme enquanto as lágrimas escorregam pelo seu rosto, e seus quadris se levantam para encontrar os meus. — Caralho! Você é minha esposa, e você não está me deixando! — Falo, batendo meu pênis dentro dela, minha pélvis contra seu clitóris. Sinto sua doce boceta me apertando, e sei, sem sombra de dúvida, que estamos destinados a estarmos juntos. Ela é minha. — Goze! — Balbuciei contra a boca dela. Seu corpo endurece e ela geme, arqueando seu pescoço. Quando seu corpo apertado finalmente relaxa abaixo do meu, eu sei que ganhei, por agora. Empurrei mais algumas vezes antes da minha própria liberação preencher sua boceta, e então a beijo, minha língua invadindo sua boca. Amanhã trará seus próprios desafios, mas para hoje à noite, ela está em meus braços, me dando boas-vindas dentro de seu corpo, e é tudo o que preciso para me sentir como um maldito rei.

Caitriona Na áspera luz do dia, a noite passada parece que foi um erro. Talvez só precisássemos de uma última vez juntos para acabar de vez com essa farsa de casamento. Mas quando viro a cabeça e vejo Henrik dormindo ao meu lado, sei que nunca haverá encerramento ou final quando se trata de nós. Ambos sentimos a conexão, que nos torna dependente um do outro e é inexplicável. Exalo uma respiração instável e fecho meus olhos. Não sei o que o hoje me trará, e para ser honesta, não quero saber. Todas as horas, desde o


momento que Henrik chegou ao Oregon até agora, foram estressantes – completamente e totalmente estressantes. Na noite passada, provamos que não somos apenas de diferentes origens e países, somos de universos completamente diferentes. — Você está pensando muito alto. Você me despertou. — Henrik murmura quando abre um olho e depois o outro. — Nossa situação é irreparável, Henrik, — anuncio. — Nada é irreparável. — Eles nunca me aceitarão e não vou poder conviver comigo mesma se forçar você a escolher entre mim e eles, — explico. — E se nós namorarmos? Viver separadamente até todos se acostumarem com a ideia de você em minha vida. Podemos ficar sem aparecer por um tempo em público, não dar aos paparazzi mais munições, e então minha família poderia conhecer você, e não o seu arquivo? — Ele sugere. Penso em sua sugestão, sabendo que isso realmente não torna nada melhor, não resolve uma única coisa, e mesmo assim, ainda quero dizer sim. Quero dizer sim, apenas para tê-lo da forma que puder. Me odeio por sequer contemplar um acordo absurdo. Ele não está mudando nada, apenas suas palavras. Ele essencialmente quer me manter escondida como uma amante. Não posso permitir isso. Não posso ser assim. Não importa o quanto eu o deseje, não importa como ele me faz sentir. — Desculpe, Henny. Me chame de egoísta, se quiser, mas quero você todo. Vim aqui para dar uma chance real ao nosso casamento, sabendo que temos algo possivelmente muito especial entre nós. Não posso dar um passo atrás e concordar com algo assim. Talvez isso me torne mais parecida com a sua família do que eu gostaria de admitir. Estou disposta a abrir mão


de muitas coisas, mas não isso, não quando se trata de nosso relacionamento e da maneira como vamos viver nossas vidas. Olho enquanto ele fecha os olhos, uma expressão dolorida atravessando seu rosto. — Não permitirei que você me deixe. Não posso. Então, faremos isso de maneira diferente. Nós faremos juntos, — diz ele. — Seu título? — Pergunto. — Nós só teremos que atravessar essa ponte quando chegarmos lá. Não sei como será nosso futuro, mas sei que quero que você esteja aqui, ao meu lado a cada passo do caminho. Se isso significa renunciar ao meu título porque meu avô e meu pai estão sendo teimosos, então que assim seja! — Ele anuncia com um ligeiro aceno de cabeça antes de rolar em cima de mim. Suspiro enquanto seu peso pressiona contra mim, sinto seu corpo inteiro me apertando, olho para seus lindos olhos verdes. Ele está certo, estamos destinados a estarmos juntos. Ele beija meus lábios antes de beijar minha bochecha, depois meu pescoço, lambendo e mordendo o caminho até seus lábios fecharem em torno do meu mamilo. Posso ouvir sua respiração, e então ele o morde, me fazendo gritar com uma dor deliciosa e prazerosa. Em seguida, ele lambe e beija o caminho para meu outro peito para repetir seus cuidados. A boca de Henrik desliza pelo meu peito, até minha barriga, girando e mergulhando sua língua antes de ir para meus lábios inferiores. Ele suga um lábio completamente na boca antes de lamber e beijar meu clitóris. Sinto que ele o golpeia com a língua antes sugar entre os dentes, raspando suavemente, enquanto eu levanto meu traseiro e abro minhas pernas ainda mais para deixar ele entrar. — Minha preciosa Riona. Minha pequena esposa e sua boceta gananciosa! — Ele rosna. Tremo com suas palavras. Elas geralmente são palavras que eu não gostaria de ouvir, mas vindas dele, com esse sotaque sexy e com a boca em mim, não me incomodam nem um pouco.


— Somente para você, Henny, — sussurro. Ele rosna com sua boca entre minhas pernas novamente, e me enche com sua língua. Eu grito com a surpresa e mergulho meus dedos em seus cabelos emaranhados, segurando os fios grossos enquanto ele me aproxima da minha liberação. Quando ele desliza dois dedos dentro de mim, os movendo em conjunto com sua língua contra meu clitóris, perco o controle. Chego no máximo do meu clímax e choro com o prazer que alcanço. Sem outra palavra, ele nos vira, de modo que estou sentada em seus quadris. Não hesito, levando seu pênis na minha mão e o coloco em direção do meu centro, afundando lentamente em seu comprimento duro. Eu gemo quando seu pênis me estica totalmente. As mãos de Henrik seguram meus seios antes de beliscar os mamilos e puxá-los firmemente, enviando calafrios pelo meu corpo. Meus olhos se abrem para ver os seus olhos verdes, completamente focados em mim, com sua testa franzida parecendo preocupado. — Amo sua boceta, Riona! — Ele murmura. — Não se mova! — Suas mãos envolvem minha cintura e eu suspiro quando ele pulsa dentro de mim. Seus dedos me apertam, me segurando perfeitamente. Ele desliza quase completamente antes de voltar para dentro. Seu ritmo permanece lento e estável, seus olhos nunca desviam dos meus, nem mesmo quando o suor comece a percorrer sua testa. — Você não está me deixando! — Ele murmura. Não sei se ele está tentando me convencer ou a si mesmo, e não me importo. Ele está ferozmente tentando convencer e é tão lindo. Depois de alguns impulsos, ele nos desloca para que eu esteja de costas e ele em cima de mim. Sua pélvis bate contra meu clitóris com cada golpe, e faz meu corpo tremer. Estou sensível nesta posição, e a fricção extra está apenas me empurrando para mais perto de um segundo clímax. — Henny! — Suspiro.


Henrik rosna antes que ele envolva suas mãos nos meus joelhos e puxe minhas pernas para cima. Então, ele olha para a nossa conexão, observando como ele me fode. — Amor, adoro observar meu pênis escorregar bem para dentro de você, minha amante, minha esposa, — ele geme. — O jeito que você faz amor comigo é tão lindo. — Então, sem aviso prévio, ele começa a empurrar violentamente com abandono. Uma de suas mãos desliza entre nós e começa a circular meu clitóris. Seu foco está em nós, observar como ele me fode, como morde seu lábio inferior em concentração. É provavelmente uma das coisas mais sexy que vi sobre ele. — Goze para mim, minha preciosa, — ele rosna. Minhas pernas começam a tremer quando fecho meus olhos, e deixo meu corpo sucumbir ao meu clímax. Gozo tão forte que vejo estrelas, e então sinto que sua calorosa liberação entrar no meu corpo enquanto ele permanece dentro de mim. Henrik cai e pressiona seu peso contra mim enquanto seu rosto acaricia meu pescoço, seus lábios pressionando minha pele suada, me beijando levemente. — Eu nunca vou fazer você se sentir indesejada novamente, minha preciosa. Vamos ficar juntos. Nós permaneceremos unidos, — ele murmura. Quero muito acreditar nele, mas não tenho certeza se devo. Ele estava tão em conflito na noite passada; e agora pouco, ele queria que vivêssemos separados. Eu não sei mais o que esperar. Só sei que independente do que aconteça, preciso ser forte. Preciso ser corajosa. Tenho a sensação de que essa estrada que estamos prestes a percorrer vai ser a mais áspera que encontrei na minha vida.


Caitriona Henrik e eu deixamos o Hotel 41 apenas depois de termos desfrutado, possivelmente, do mais delicioso café da manhã que já provei. Estamos silenciosos em nosso caminho de volta para seu apartamento, e eu gemo antecipando o que nos espera. Há um grupo de cerca de trinta paparazzi esperando fora do edifício de Henrik, e estou usando meu vestido da noite anterior. Eu tomei banho, mas não troquei de roupa, refiz a maquiagem ou penteei meu cabelo, apenas fiz uma trança que recai no meu ombro direito, mas de resto pareço como alguém que esta fazendo a caminhada da vergonha. — Isso não é bom, — murmuro. — Por quê? — Olhe para mim! — Exclamo. — Estou olhando para você. Você parece absolutamente deliciosa, — ele murmura, pressionando seus lábios contra os meus. — Estou com o vestido da noite passada, tenho zero maquiagem no meu rosto e nem escovei o meu cabelo. — Não importa. Você ainda é linda, — ele afirma.


A porta se abre e o motorista está parado na calçada com a mão para me ajudar. Coloco minha palma na dele e solto uma respiração instável, saindo lentamente do carro enquanto Henrik segue atrás de mim. O motorista desaparece e o enxame de paparazzi nos rodeia. Então, magicamente, Hugh aparece ao meu lado, impedindo à visão das câmeras, arruinando completamente todo foco que estava em nós. Felizmente, as portas da frente do edifício não estão muito longe, e podemos chegar até eles sem incidentes. — Obrigada! — Sussurro, olhando para Hugh. Ele sorri e balança a cabeça, mas não responde verbalmente, então ele se vira e sai. Henrik e eu nos apressamos andando em direção ao apartamento, e quando ele fecha a porta atrás de nós, sinto como se finalmente pudesse respirar. Abri minha boca para falar, mas o telefone de Henrik toca e ele responde quase que imediatamente. — Oh, devo ter esquecido. Sim, venha. Estamos atrasados. Por favor, me perdoe! — Ele explica. Olho para ele confusa e ele sorri. — Sarah está vindo. Se apresse e mude de roupa, — ele me instrui. — Para o quê? — Pergunto com surpresa. — Compras, lembra-se? Ela vai te vestir adequadamente. — Eu esqueci. — Com tudo o que aconteceu, esqueci completamente. Eu me apresso para o quarto e procuro em meu armário, olhando as roupas que Sarah trouxe ontem, algo que me sirva e deixe bonita o suficiente para ser fotografada, pois, aparentemente, isso é o que acontecerá regularmente. Coloco uma calça jeans slim que abraça minhas coxas, quadris e bunda. Olhando no espelho, me pergunto se estou realmente acima do peso, e se Henrik pensa que estou gorda.


Não sou magra como Eugenie. Tenho curvas, e elas não são poucas. Eu balanço minha cabeça, irritada com o pensamento. Nunca me imaginei com excesso de peso, nem um dia na minha vida. Eu sou curvilínea. Tenho seios, quadris e coxas – sou uma mulher. — Você está pronta, preciosa? — Henrik pergunta, entrando na sala. Estou pulando, de pé apenas em meu jeans, e meu tronco completamente nu. Ele franze a testa um pouco antes de colocar a cabeça para o lado. — O que você está fazendo? — Seu avô disse que estava com excesso de peso. Não estou nem perto de Eugenie, Beatrice, nem mesmo de sua mãe, — expliquei. Henrik não diz nada. Ele apenas olha para mim, seus olhos vagando pelo meu corpo antes de fechar a distância entre nós e ficar atrás de mim. Seu olhar encontra o meu no espelho e ele sorri enquanto as mãos se aproximam e descansam na minha barriga. — Você está longe de seus tamanhos, é verdade. É também o que me atraiu em você. Talvez eu nunca tenha sido visto publicamente com uma mulher que se parece com você. Mas toda mulher que tive na minha cama, tinha o mesmo corpo que você tem. Provavelmente não é algo que você queira ouvir, mas acho que você necessita. Eu tenho as minhas preferências. — Ele sorri antes de apalpar meus seios em suas palmas grandes e quentes. — Eu gosto de seus lindos e cheios seios. — Ele murmura antes de deslizar as mãos até minha cintura. — Eu gosto de quão pequena sua cintura é. — Então ele desliza as mãos para os meus quadris. — Amo seus quadris, e isso, — ele murmura antes de dar um passo para trás e aperta minha bunda — é perfeito, sua bunda se encaixa perfeitamente nas minhas mãos. Você é uma mulher, Caitriona, em todos os sentidos. Você é minha mulher. Eu escolhi você acima de todas as outras mulheres. Com suas palavras me viro, e passo meus braços ao redor de seu pescoço, pressionando meus seios nus em seu peito, e olhando em seus olhos. — Também escolho você, Henny. Sempre você! — Sussurro antes de pressionar meus lábios contra os dele em um beijo exigente e poderoso.


— Ótimo. Agora vá e gaste todo meu dinheiro com Sarah. — Ele ri, então dá um passo para trás com um suspiro e se afasta sorrindo e balançando a cabeça. — Você precisa de roupas para seu novo status. Eu tirei você de sua casa, o mínimo que posso fazer é lhe fornecer um guarda-roupa adequado, — ele murmura. — Espere, se você renunciar ao título, vai ser afetado financeiramente? — Pergunto, não acreditando que eu não tenha pensado nesse detalhe antes. — Não! — Ele balança a cabeça com uma risada. — Eu tenho um fundo fiduciário, e já tenho controle total sobre ele. Além disso, meu trabalho é muito rentável. Estamos bem, Riona. Agora vá e compre tudo que precisar, — ele ordena, me beijando antes de sair do quarto. Passo os próximos dez minutos terminando de me vestir. Coloco um suéter suave com decote V que é solto e confortável, juntamente com um par de sapatilhas, de lona. Então escovo meu cabelo e refaço minha trança. Eu não me importo com a maquiagem, decidindo apenas levar brilho labial comigo. Saio do quarto para encontrar Sarah e Henrik conversando. Quando os olhos verdes de Henrik se elevam para os meus, ele sorri, e é lindo. Sarah me cumprimenta, ela está vestindo uma roupa de cores vivas que rivaliza com a do dia anterior, uma calça verde limão com uma blusa azul elétrica e sapatos de “saltos de gatinha”. Sua maquiagem é tão brilhante e colorida como no dia anterior, e isso me faz sorrir. Ela é eclética e atrevida. De certa forma, ela me faz lembrar de Madison, fazendo e vestindo o quer, e o resto do mundo que se dane. — Eu sei fazer o meu trabalho, não sei? — Ela murmura, se voltando para Henrik. — Não mude demais a minha esposa. Gosto dela exatamente como ela é, — ele diz, seus olhos nunca deixando os meus. — Apaixonado é o que você é! — Sarah Ri. — Se mova agora, temos trabalho a fazer! — Ela anuncia.


Começo a caminhar em direção à porta da frente quando Henrik envolve seu braço em volta da minha cintura e me puxa. Seu nariz corre ao lado do meu e sua boca pressiona contra minha em um beijo gentil. Inalo seu cheiro limpo enquanto enrolo minhas mãos ao redor de seus ombros. — Se divirta hoje. Aproveite tudo! Ouça a Sarah. Eu sei que parece que ela não sabe escolher, mas confie nela. Ela vai te transformar na princesa que você nasceu para ser! — Ele murmura contra meus lábios antes de dar um passo atrás. — Hoje Hugh vai se juntar a vocês senhoras. Tente não deixar ele tão cansado. — Espero que ele consiga nos acompanhar. — Sarah anuncia com a mão na maçaneta da porta. — Se divirta, Riona. — Henrik grita quando ando em direção a Sarah. Eu me viro para ele e sorrio, lhe dando o meu sorriso mais brilhante, e também aflito. Principalmente porque estou aterrorizada. No entanto, não quero que ele saiba disso. Não quero que se preocupe comigo. Ele já tem o suficiente para se preocupar. Um dia sem ele, fazendo compras, não deve ser tão difícil. Encontramos Hugh na frente do elevador, meus olhos encontram com um rosto austero. Ele não parece zangado, apenas muito, muito sério. Sorrio para ele, que não faz nada além de mergulhar o queixo em reconhecimento. — Marquei um horário para depois do almoço no salão, — ela anuncia. — Um salão? — Pergunto enquanto entramos no elevador. — Pessoalmente, adoro seu cabelo e seu rosto fresco. Mas infelizmente, não vai funcionar para sua posição. Você precisa estar preparada e impecável em todos os momentos. Os paparazzi estarão atrás de você em uma base regular, e estarão procurando qualquer motivo para virar fofocas, defeitos em roupas, cabelos ou até a maneira que você come e se porta. Tudo vai ser motivo. — Sarah encolhe os ombros. — Odeio ser o centro das atenções, — murmuro.


— É por isso que Beatrice e Helena passam seu tempo extra como voluntárias para instituições de caridade. Elas usam a fama para fazer caridade e ajudar pessoas. Penso no que disse Beatrice, como elas usam a fama para ajudar as pessoas, e me pergunto se isso é algo com o qual eu posso lidar. Eu acho que gostaria de algo assim, seria uma maneira de conhecer pessoas novas também. Caminhamos silenciosamente para fora do prédio, e solto um suspiro de alívio que não há repórteres. É algo que eu não consigo adivinhar, quando ou onde eles estarão, o que me deixa muito mais apreensiva com esta situação. Talvez devesse ter aceitado a oferta de Henrik e me esconder, me tornando sua amante para que eu pudesse ficar longe de todo o drama que vem como sua esposa. Hugh abre a porta de trás do SUV que está esperando na calçada, eu entro e Sarah sobe ao meu lado. Então eu olho enquanto ele entra no lado do motorista e nós estamos saindo. Sarah gasta o tempo no carro teclando em seu telefone e eu fico feliz pelo intervalo de sua atenção em mim. Deixo minha mente vagar para as instituições de caridade nas quais eu poderia estar envolvida. Acho que quero fazer algo com crianças, talvez câncer infantil e órfãos. Talvez vítimas de abuso também. Embora não saiba o que é ser abusado fisicamente, conheço em primeira mão a angústia e o tormento que vem do abuso mental e emocional. Gostaria de ajudar as crianças que sofrem de qualquer forma. Me viro para Sarah e explico minha intenção. — Eu gosto disso. Acho que é uma causa muito digna, e ainda mais, o mundo vai te amar por isso. É evidente que vem do seu coração, — diz ela. — O que Beatrice e Helena fazem no seu trabalho de caridade? — Eu pergunto. — Beatrice trabalha com mulheres e crianças que foram traficadas – usadas como escravas para o sexo e drogas. Ela também faz alguma consciên para o HIV e AIDS. Helena trabalha em estreita colaboração com


fundações de câncer de mama e próstata. Então, a sua ideia, é diferente do que elas se envolvem e isso seria muito bom. Eu penso sobre as suas palavras, sobre como estender as causas de Helena e Beatrice, mas também, que o que eu quero fazer vem do meu coração, cem por cento, do meu coração. Eu não acho que as crianças deveriam ter que sofrer. Elas são presentes preciosos para o mundo. Nenhuma criança deve sofrer com doença ou na mão de outra pessoa. Meus pensamentos tristes são interrompidos por Sarah anunciando nossa chegada. Olho para cima e estou em choque e admiração pelo edifício em que chegamos. Parece à frente do Panteão em Roma, os pilares altos e a pedra em torno da frente do prédio. — Isto é um shopping? — Pergunto com surpresa. — Isto, minha querida, é The Royal Exchange! — Sarah ri, enquanto Hugh abre a porta de traz para nos deixar sair. Olho para as pessoas. Elas estão vestidas fabulosamente, e eu pareço uma caipira de um país pobre, parece que acabei de sair da cama em comparação. Sarah puxa meu pulso e nós três nos dirigimos para a entrada. — É improvável que alguém a reconheça sem Henrik ao seu lado. O cartão da minha empresa também é em nome de um desconhecido, então não se preocupe com uma caixa ou balconista chamar os paparazzi. — Sarah me informa quando entramos na The Royal Exchange. Arregalo meus olhos, admirada e espantada com todos os detalhes. Não dá para simplesmente chamar de shopping, é insultante. É The Royal Exchange, e é absolutamente deslumbrante. — Hugh, querido, eu te amo, você sabe que sim, mas nossa primeira parada é Agent Provocateur5. Tenho certeza de que Henrik não deseja que você veja a lingerie que sua esposa está comprando. Você pode ficar de guarda na porta da loja em vez de entrar? — Sim, madame! — A voz profunda de Hugh soa ruidosa. 5

Loja de lingerie em Londres.


Sarah e eu entramos na loja de lingerie e ainda estou espantada, mas também apreensiva. As peças que me cercam estão além de qualquer coisa que já vi antes. Victoria's Secret costumava ser um deleite especial, mas essa loja é mil vezes melhor. Sarah explica a vendedora o que exatamente estamos procurando. Não entendo metade das coisas que ela está dizendo, mas não me importo. Estou muito ocupada examinando as peças sexy e deslumbrantes ao meu redor. — Posso medir você? — Pergunta a vendedora. Giro para ela com um sorriso. — Qual o tamanho de sutiã que você está vestindo? — Ela pergunta com olhos estreitados. — 36D, — explico. — Não, — ela ofega. — Você é pequena nas costelas; você é um 34. E seus seios não são D, você é um DD, — ela explica. Eu olho para a boca dela, achando incríveis suas palavras. — Sou tamanho grande, de jeito nenhum poderia ser tão pequeno. — Confie em mim! — Ela ri. Sou guiada para o vestiário, e quando provo meu primeiro sutiã, quase choro. É o sutiã mais confortável que já coloquei no meu corpo. Eu exclamo, e a menina de vendas ri. Pergunto seu nome e ela fala que é Harper. Passo a próxima hora experimentando as peças mais sexys de lingerie que já vi. Harper me traz um após o outro, e Sarah os separa para comprarmos. Nunca gostei do meu corpo nu, mas dentro dessas peças, eu pareço gostosa. Elas se encaixam perfeitamente no meu tamanho e mostram as melhores partes de mim, levantando o que precisa ser levantado, seja meus seios ou minha bunda. Nunca mais usarei outra marca. Quando terminamos, olho para o meu sutiã e calcinha simples. Então, Sarah me passa um par de lingerie e grita: — Troque suas peças antigas.


— Realmente? — Pergunto. — Realmente. Nós gastamos o resto da manhã comprando. Visitamos todas as lojas da The Royal Exchange, e estou morrendo de fome. Infelizmente, não há tempo para almoçar, pois precisamos nos apressar para o salão. Quando chegamos, me espanto com o pequeno buffet. — Sabia que você ficaria faminta. — Diz Sarah enquanto ela carrega um par de pratos para nós. Não a escuto conversando com o estilista enquanto estou muito ocupada empurrando pequenos croissants na minha boca. — Seu cabelo é lindo. — A cabeleireira murmura enquanto desmancha a trança. — É selvagem e difícil de domar! — Explico. — Eu odeio, mas sei que é o que será mais atraente para sua nova família. Sugiro usarmos Keratin Hair Straightening6. — O que é isso? — Pergunto. — Algumas pessoas chamam isso de Brazilian Blowout 7. — Ela diz. Me lembro de ouvir algumas das meninas na Medical Spa falar sobre Brazilian Blowout. Mordo meu lábio inferior, me perguntando se isso vai arruinar meu cabelo para sempre. Eu não adoro minha massa de cachos selvagens, mas não tenho certeza de que eu quero que seja liso para sempre. — Caitriona, será melhor para o visual polido que queremos. — Sarah gentilmente explica. Aceito o acordo, esperando que não cometer um grande erro. Fecho meus olhos enquanto a cabeleireira faz sua magia. Isso demorou muito tempo, e no momento em que ela terminou, não só estou cansada de ficar sentada, mas simplesmente cansei de tudo. Quero ir para casa, e deitar no sofá com um bom livro e simplesmente descansar. 6 7

Tratamentos com queratina. É um tratamento capilar a base de queratina para o controle dos cabelos rebeldes.


Compramos durante a manhã toda, e montamos um guarda-roupa sofisticado, mas ainda jovem. Não é tão conservador quanto o de Beatrice, mas ainda é mais agradável do que qualquer coisa que eu já tenha possuído. É estressante, mas confio em Sarah com o que ela pensa que eu preciso. — Você precisa de mais roupas. Depois disso, estamos apenas comprando roupas, sem mais sapatos e acessórios. — Sarah anuncia, e o maquiador me explica sobre o contorno – algo que nunca vou poder fazer sozinha. — Mais? — Pergunto a Sarah — Você tem algumas peças coringas, mas você precisa de mais roupas básicas, — ela explica. — Sinto que nós compramos o suficiente para equipar três mulheres, pelo menos! — Reclamo. Sarah levanta uma sobrancelha e fecho minha boca e paro de choramingar. Não importa como me sinto sobre passar mais tempo experimentando roupas ridículas, se é o que precisa ser feito, para Henrik... — Vamos para Harvey Nichols. — Sarah anuncia enquanto saímos do salão ao lado de Hugh. — Mais? — Ele pergunta, me fazendo rir. — Eu disse o mesmo. — Dou sorriso. Passamos o resto da tarde na maior loja de departamentos que já vi. No final do dia, tenho sapatos, bolsas, acessórios e roupas suficientes para equipar um pequeno país. Estou exausta, completamente e totalmente exausta. Tanto que adormeci no carro a caminho de casa.


Henrik Meu telefone está em minha mão e estou sorrindo. É uma fotografia de Caitriona em Harvey Nichols, experimentando um belo vestido de noite. Envio um texto para Sarah lhe dizendo para comprá-lo. Vestidos de noite vão ser uma parte importante de sua nova vida, e ela precisa ter alguns itens em seu armário para ocasiões de última hora. Sarah explica que Riona está cansada, e eles vão sair em breve para voltar ao apartamento. Então o telefone do meu escritório toca e eu atendo, não respondendo a Sarah, mas ainda me concentrando na foto de Riona com cabelo liso. Ela parece adorável, mas eu já sinto falta de sua cabeleira encaracolada. — Olá, — murmurei distraidamente. — Você já se livrou dela? — Pergunta meu pai, indo direto ao assunto, sem rodeios. — Eu decidi que não vou, — afirmo. — Então você vai renunciar ao seu título e aos títulos dos seus herdeiros? — Ele pergunta.


— Eu não quero, e realmente não acho que seja algo com o qual eu deveria estar sendo ameaçado. Não fiz nada de errado. Embora minha decisão não tenha sido minuciosamente planejada ou pensada, Caitriona é uma boa mulher. O passado de sua mãe não é o melhor, mas não houve nada de tão grave no dossiê que você forneceu, — explico. Riona vem de uma mãe que é um lixo – óbvio e claro. Mas Riona não é assim. Ela teve menos de um punhado de amantes, todos em relacionamentos estáveis, a noite que ela passou comigo foi a única coisa selvagem que encontrei em seu passado. Ela manteve os empregos constantes. Talvez não tenha podido pagar a faculdade, mas sempre foi capaz de cuidar de si mesma. Ela é completamente autossuficiente, e gosto disso sobre ela. Eu a respeito e, verdadeiramente, a admiro. — Você acha que você será capaz de ensiná-la a ser uma princesa ou uma duquesa? São coisas que nascem dentro de você. Eles não podem ser ensinados, — ele explica. — Se você quer dizer, se posso ensiná-la a se comportar como a Eugenie? Não, não posso, e não vou. Ela é uma boa mulher, pai. Você faria bem em lhe dar uma chance. Eu acho que você gostaria dela. Ela é doce e gentil. — Você não vai mudar de ideia, não é mesmo? — Ele pergunta, exasperado. — Não. Embora, ontem à noite, vocês quase conseguiram. — Rio. — Ameaçar os títulos dos meus herdeiros foi um golpe baixo. — Eu acho que seu avô vai se acalmar. Talvez não hoje ou amanhã, talvez não no próximo ano, mas ele vai, eventualmente. No entanto, quero que você saiba que não estou te apoiando, nem estou tolerando esse relacionamento, — ele anuncia. Eu quase ri. Se toda a situação não fosse tão fodida, estaria rindo de tudo. Ele começa a falar comigo sobre calendário de eventos, o casamento de Philip e Beatrice, além de algumas outras obrigações familiares que estão acontecendo nos próximos meses.


Então ele explica que haverá um chá com Beatrice e mãe na semana que vem, e que Caitriona também precisa estar presente. Eu anoto depois de fazer uma anotação, então vejo que um novo texto chegou no meu telefone, me informando que minha esposa está no andar de baixo e está adormecida. Sorrio enquanto guardo minhas coisas e desço encontrá-la. Conhecendo Sarah, o Land Rover SUV está abarrotado com sacos de vestuário e calçados. Pobre Hugh. Uma vez que cheguei na calçada, vejo Sarah pedindo ajuda do porteiro e de alguns outros funcionários descarregar todas as compras. Eu olho para ela e para Hugh e vejo ele parado ao lado do carro, parecendo intrigado olhando para o banco de trás. — O que foi? — Pergunto, caminhando atrás dele. — Eu não tinha certeza de como a tirar do carro. Ela está cansadíssima; não vai acordar por nada, — ele murmura. Olho para dentro e vejo que ela está completamente encostada na porta do carro. Se eu abrir, ela vai cair no concreto duro. Eu troco de lado no carro e entro, rastejando até chegar ao seu lado. Ela parece tão em paz, adormecida no carro. Odeio acordá-la, mas tenho que fazer. — Riona, — murmuro, a sacudindo ligeiramente. — Henny? — Sussurra enquanto a cabeça gira e ela me olha com sono. — Vamos para casa. —A ajudo a sair do carro. Ela está mole e tenho que arrastá-la. Eu quase ri de quão cansada ela está apenas por fazer compras. Ela se agarra a mim quando saímos do elevador, e a coloco na cama antes de ajudar com suas compras. Uma vez que agradeci e me desculpo com Sarah pelo dia, volto para minha esposa. Não me incomodo em fechar as cortinas, enquanto o sol está se pondo e lançando um brilho agradável que rodeia sua beleza dormindo.


Franzo o cenho pelo fato de que ela ainda está com a roupa do dia, então retiro tudo para que ela possa dormir mais confortavelmente. Porra, dou um silvo quando vejo o que ela tem sob suas roupas. Essa definitivamente não é a lingerie que estava usando quando saiu de casa esta manhã. O que ela está vestindo agora é quase a sombra exata de sua pele e é transparente, posso distinguir cada centímetro de sua pele deliciosa. Deslizo minha mão para cima da coxa em seu quadril, e depois para sua cintura antes de suavemente correr um dedo por seu busto, olho para o seu rosto e vejo que seus lindos olhos estão concentrados em mim. — Tenho que me desculpar antecipadamente. — Ela diz, sua voz grossa e rouca de sono. Eu grunho, incapaz de formar uma maldita frase. — Fui um pouco impulsiva nessa loja de lingerie. Sarah continuou me trazendo coisas e elas eram tão adoráveis. Nunca vi nada parecido na minha vida, — ela sussurra. Franzo minhas sobrancelhas, sabendo exatamente o que ela quer dizer, mas me sentindo triste. Ela deveria ter tido dias maravilhosos, como este, deveria sempre ter tido coisas bonitas. Mas ela não teve, nunca. É triste. Isso me faz querer comprar o mundo e colocar aos seus pés, dar isso a ela, lhe dar o que ela merece. — Nunca se desculpe por querer coisas adoráveis. Eu sempre darei o que seu coração desejar. — Murmuro, e quero dizer cada palavra. Ela não responde com palavras. Em vez disso, envolve suas mãos ao redor das minhas bochechas e me puxa para baixo, mais perto dela. Então pressiona seus lábios nos meus e desliza sua língua na minha boca. Eu assumo o beijo, o controlando enquanto enfio a minha língua na sua boca quente com em um beijo exigente. Enrolo meus dedos em torno de seu quadril enquanto rompo o beijo e volto a me dedicar ao seu estômago. — Essas são lingeries verdadeiramente adoráveis, mas preciso tirálas, — falo quando a arrasto por suas pernas bem perfeitas. — Espalhe suas pernas, preciosa. — Olho enquanto ela espalha suas coxas para mim.


Sua vagina está exposta, e lambo meus lábios olhando a suave carne rosa que me cumprimenta. Corro minhas mãos sobre suas coxas, depois o traseiro, agarrando-o antes de espalhar as bochechas, meus olhos se concentraram em sua boceta. — Henny. Retiro meus boxers antes de alinhar meu pau com sua doce boceta. Ela está molhada de desejo, e fecho meus olhos quando me inclino e entro nela. Seguro um gemido de prazer com sua boceta apertada enrolada em volta do meu pau. — Foda meu pau. Me mostre o quanto você me quer. — Falo e Riona se desloca um pouco antes encontrar meus impulsos. Minhas mãos voam para seus quadris e a agarro enquanto faz isso de novo e de novo. Caralho, como ela é gostosa. Deixei que ela controlasse o movimento, meus olhos se concentraram no jeito em que meu pênis desaparece repentinamente no céu, que é sua boceta. Minhas mãos circundam sua cintura quando começo a mexer meus quadris e encontrar seus esforços com os meus. Sinto seus seios, e o laço macio que os cobre e seus mamilos duros me cutucando. Aperto-os enquanto entro e saio de dentro dela, assumindo o controle. — Brinque com esse botãozinho bonito, Riona. — Grunho enquanto continuo a preenchê-la repetidamente com meu pau. — Vou gozar! — Ela respira com um sussurro. — Goze no meu pau. — Henny! — Ela chia e depois suspira. Eu a empurro para frente até que ela está deitada na cama, meu pau ainda bombeando dentro e fora de sua boceta. Me sinto enlouquecido de desejo, desejo de estar dentro dela. A fodo com todas as minhas forças, sabendo por seus pequenos suspiros que ela provavelmente ficara dolorida, mas não consigo me parar.


— Você me deixa extasiado, preciosa! — Sussurro na sua orelha enquanto meu pau continua a empurrar dentro dela, meus quadris a prendendo na cama. — Henny! — A maneira simples que ela disse meu nome tem minhas bolas apertando enquanto meu orgasmo se precipita em mim. É aqui, neste exato momento, que percebo que ela me possui. Eu preencho sua boceta com a minha porra enquanto pressiono meus lábios na parte de trás do pescoço. Eu farei tudo por ela, apenas para a ter em meus braços como minha.

Caitriona Depois de comprar o dia todo e passar algumas horas envolvidas nos braços de Henrik, fiquei faminta novamente. Ele pediu uma comida para nós, e estou grata por não ter que tentar cozinhar na sua cozinha imaculada, um lugar que parecia ter sido arrancado das páginas de uma revista e provavelmente nunca foi usado para preparar nada. Então na cama, não estou vestindo nada além da camisa dele, e Henrik vestindo nada além de sua cueca boxer, jantamos juntos. Henrik fez um pedido para viagem, de um lugar que faz hambúrguer no norte de Londres chamado Homeburger. Não pensei que Londres poderia fazer hambúrgueres melhores do que os Estados Unidos. Estava errada. Eles não são exatamente como em casa, mas são completamente deliciosos. — Melhor do que os da América? — Henrik pergunta como se estivesse lendo minha mente. — Melhor? Não, acho que ninguém poderia fazer um hambúrguer melhor do que aquele pequeno bar em Portland, onde James gosta de ir. Mas estes estão muito próximos, talvez até empatado, — sorrio. Se passam alguns minutos e estamos curtindo silenciosamente o jantar quando Henrik se vira para mim.


Ele parece preocupado e depois fala. — Nunca pensei que teria uma esposa com a qual poderia fazer isso, — ele anuncia. — Fazer o quê? — Pergunto em torno da última mordida do meu hambúrguer maravilhoso. — Sentar na cama e comer hambúrgueres depois de uma foda épica, — ele encolhe os ombros. Eu rio com suas palavras, mas sinto exatamente o mesmo. Nunca pensei que teria um marido. Sempre pensei que seria uma solteirona, destinada a evitar o matrimônio como a praga, com medo de me transformar em minha mãe. Agora, porém, sou casada com um príncipe, um verdadeiro príncipe, e não me sinto absolutamente nada como minha mãe. Me sinto como a garota mais afortunada do universo inteiro, e isso não tem nada a ver com títulos ou status, e tudo a ver com o homem ao meu lado. O homem que me diz que sou bonita, que pensa que eu mereço lingerie cara e sexy. Para o mundo, ele é Henrik Stuart. Para mim, ele é meu Henny. — Oh, você tem um chá com minha mãe e Beatrice na semana que vem. Terça-feira, se não me engano, — ele murmura. — Tenho? — Perguntei, surpresa por ele ter mudado o assunto tão rapidamente. — Meu pai ligou e nós falamos sobre alguns itens do calendário, esse era um deles, — ele encolhe os ombros. Recolho o lixo e o levo para a cozinha, e jogo na lixeira antes de tirar uma garrafa de água da geladeira, imaginando o que exatamente este chá irá consistir. Eu gosto muito de Beatrice, e Helena parece muito tranquila e reservada, doce. Espero que não seja muito terrível. Toda a situação de mesmo ver a família de Henrik novamente me deixa nervosa.


— Riona? — Ele pergunta quando levo a garrafa de água que eu peguei. — Estou apenas nervosa com o futuro, sobre o que vem com sua família, — murmuro quando deslizo ao lado dele na cama. — Não fique nervosa. Tudo dará certo, — diz ele. Ele não parece convencido de suas próprias palavras, e isso me deixa ainda mais ansiosa. Eu olho enquanto ele alcança seu telefone antes de levar até sua orelha. — Alô? — Henrik diz quando responde seu telefone. Eu nem o ouvi tocar. Então o ouço rir antes de me entregar o telefone. — Madison, diz ele. Peguei o telefone e coloco no meu ouvido, sentindo que não falei com ela em meses. Só faz dias, mas os dias foram longos e estressantes. — Ei, — falo com prazer. — Bem, é aí, princesa, — ela ri. — Como é Londres? — Diferente, mas fui fazer compras o dia todo hoje, e você teria gostado da aventura. — Bem, cabe a você me levar quando eu for para uma visita, — diz ela. Passamos a melhor parte de uma hora conversando sobre seu trabalho, James, e ela também me conta tudo sobre a visita ao médico. É bom ouvir tudo sobre seus acontecimentos. Então ela me diz como foi no MediSpa quando ela contou sobre minha partida. Que o rosto de Natasha virou cinco tons diferentes de vermelho, de tanta irritação e que era fantástico, que se pudesse ela teria gravado para mim. — Diga-me a verdade. Você está feliz? — Ela pergunta no final da nossa conversa. — Por enquanto? Sim, realmente estou, — admito. — Por enquanto?


— Sim, por enquanto. Honestamente não sei o que vai acontecer. Estou com medo do futuro, mas sim. Estou feliz, — murmuro enquanto me deito e me enrole ao lado de Henrik. Terminamos a ligação, prometendo conversar novamente muito em breve e me sinto sombria enquanto pressiono o fim. — Você está bem? — Henrik pergunta, envolvendo seus braços em volta de mim depois que ele põe o telefone na mesa de cabeceira. — Apenas sinto falta deles, — admito. — Você se arrepende de ter vindo? — Ele pergunta. Levanto minha cabeça e coloco meu queixo em seu tórax. — Não, nunca. Se eu ficasse, então não estaria aqui, em seus braços, — murmuro. — Não significa que eu não sinto falta deles, no entanto. — Vamos ter que programar uma viagem para eles até aqui em breve, é uma solução, — ele sorri. — Obrigada, Henny, — sussurro. Seus olhos verdes me observam e eles começam a ficar ardentes. Ele é meu. Este é o homem que eu deveria ter. Sabia que minha vida nunca seria fácil, mas não sabia os tipos de desafios que enfrentaria. Estou bem preparado para o que vier. Um olhar em seus olhos, o jeito que ele me observa e estou pronta. Eu farei o que for preciso para mantê-lo comigo. Eu vou encarar de frente.


Caitriona — Eu estou indo para o meu escritório hoje. Volto à noite. Se você quiser ir a qualquer lugar, basta ligar para Hugh. Deixei seu número de celular no balcão da cozinha, — Henrik sussurra no meu ouvido. Fico com os olhos abertos e olho para o relógio. Seis horas da manhã; muito cedo para que eu compreenda tudo o que ele está me dizendo. — Quando você voltará? — Pergunto, minha voz é áspera. — Eu negligenciei meus deveres. Provavelmente ficarei até bem tarde esta noite novamente, — ele anuncia. — Tudo bem, — murmuro. Uma vez que ele se foi, tento voltar a dormir, mas não posso. Henrik voltou à sua rotina há alguns dias. Ele sai no início da manhã e não chega em casa até depois da meia noite todas as noites. Na noite passada, sextafeira, ele ficou até as três da manhã. Ele me deixou um celular esta manhã. Apenas com alguns números programados, mas é meu pelo menos.


Eu não deixei o apartamento em dias. Não desde que fui fazer compras com Sarah. Nem tive a chance de experimentar minha nova maquiagem. Não vejo o ponto em desperdiçar, quando estou em casa sozinha o tempo todo. O apartamento é impecável, e a roupa lavada a seco, e tudo está limpo. O telefone do apartamento toca e isso me surpreende. Eu hesito por um momento, me perguntando se eu deveria responder o telefone de Henrik, mas depois percebo que, tecnicamente, também é meu telefone. Sou sua esposa. Meu último nome já foi alterado legalmente. Os documentos foram entregues, sua equipe lidou com tudo. — Olá! — Respondo. — Oh, porra muito obrigada, você está acordada. Ligue sua televisão em qualquer canal de notícias de fofocas! — Grita Madison. Estou surpresa ao ouvir sua voz, sem saber como ela conseguiu esse número, mas depois lembro – é Madison. Ela provavelmente exigiu isso antes mesmo de deixar os EUA. Pego o controle remoto da televisão e a ligo. Não sei qual canal é o canal de fofocas aqui. Não é algo que eu assista, nem mesmo enquanto eu estive em casa sozinha. Então procurei até encontrar um que parece certo. Sei que estou no canal certo quando há uma fotografia de Henrik com uma mulher deslumbrante no braço que não sou eu. Feita noite passada. — Me diga que é uma brincadeira! A foto está gravada na minha memória para sempre. Infelizmente, não é apenas uma foto. São três. Três fotografias do meu marido, vestido com um lindo smoking. Seu cabelo está indisciplinado e bagunçado, da maneira que eu amo; há até um restolho leve no rosto que está sempre presente. E seus olhos verdes brilham para a câmera. A mulher é absolutamente linda – e eu nunca a vi antes. Ela está vestindo um vestido sem costas, até o chão, champanhe que é adornado


com cristais de cima a baixo. Seu cabelo loiro platinado é puxado para cima e longe de seu rosto em um penteado elegante. Na primeira foto, sua mão está descansando na parte inferior de suas costas, e seu braço está apertado em torno de sua cintura, o lado de seu corpo é pressionado firmemente contra o dele. A segunda foto, ele está dobrado com os lábios pressionados contra a sua testa, enquanto ela sorri para um grupo de pessoas que os rodeiam. A terceira foto é o que me envia ao limite. A mão do meu marido está logo acima da sua pequena bunda, e sua mão está enrolada em seu pescoço, obviamente, indo para um beijo. — Um evento de caridade, — murmuro. — Fale comigo, — ordena Madison. — Ele voltou para casa depois das três da manhã na noite passada, ou esta manhã, seja lá o que for. Ele trabalhou até tarde a semana inteira; e quando digo tarde, quero dizer depois da meia-noite. Eu só estive aqui alguns dias, mas simplesmente assumi que ele estava atrasado no trabalho, já que ele demorou para vir do Oregon, e mais alguns dias para me ajudar a me instalar. Ele não trabalhou, ele...? Meu lábio começa a tremer e eu sinto as lágrimas nos meus olhos antes de começarem a fluir pelo meu rosto. — Eu sou tão estúpida, — digo suavemente. — Não, você não é, — assegura Madison. — Eu sou. Ele me prometeu tudo, então, em um piscar de olhos, ele se virou para outra pessoa. Ele me disse que não importava o que seu avô dissesse, que ele poderia renunciar ao seu título e ficaria ao meu lado. Que ele queria que ficássemos juntos. Ele tentou me mudar para uma casa separada e me manter como sua amante, eu lhe disse isso? Quando eu disse não, ele lutou por mim, disse que não se importava com o que acontecesse, que tudo o que ele queria era eu. Ele me fez mais promessas, promessa depois de promessa. Eu deveria saber, — soluço. — Cait, — Madison murmura


— Eu nem o conhecia quando me casei com ele. Estava feliz sozinha no Oregon com você e James. Mas então ele veio, e me ofereceu tudo, e acreditei em cada uma das malditas palavras. Mas, aqui estou, a idiota, a amante. Só que, eu sou sua esposa, — rio, mas parece psicótico. — Ele é o idiota, não você. Nunca você. Cait, você entende que ele é o problema? Você confiou nele, e isso é bonito, — ela disse. Ela sabe tudo o que há para saber sobre mim, cada coisa, e ela esteve ao meu lado sempre. — Eu sou uma tola. Esta é a minha vida, então? Sendo a prostituta do príncipe. Que lindo para mim, — falo, minhas palavras gotejando sarcasmo. — Nunca mais fale assim, Cait. Você não é o problema, ele, ele é o problema, — diz ela. — Eu preciso ir, — sussurro. — Não, não posso deixar você sair deste telefone antes de saber que você está bem. — Eu sou uma garota grande, Mads. Eu ficarei bem. Só não quero saber mais nada sobre a merda dos paparazzi, — murmuro. — Nem mesmo ia te contar, eu juro que não ia, mas então comecei a pensar como me sentiria se fosse eu em seu lugar, — ela murmura. — Eu sei. E aprecio isso mais do que você imagina. Eu realmente faço; mas não quero saber mais nada por um tempo. — Eu te amo, Cait, — ela sussurra. — Eu te amo muito, Mads. Dê um abraço em James por mim, e seja gentil com ele. — Vou tentar ser legal, — ela ri baixinho. Eu me sento imóvel, olhando para a televisão. Está no mudo. As palavras não são importantes, não quando vejo as fotos. Essas fotos, elas dizem mil palavras, cada uma delas. Então eu vejo outra foto, essa de mim mesma. Eu pareço terrível. Foi tirada no Oregon, antes que ele me


trouxesse, naquelas semanas quando eu era desconhecida. Olho em volta do apartamento, e me pergunto porque ainda estou sentada aqui. Eu realmente vou me sentar aqui e sentir pena de mim mesma? Ou, eu vou chamá-lo para se explicar? Não é uma coisa minúscula. Isso é enorme, ele estava em público com ela, abraçando seu pequeno corpo, enquanto eu me sentava em casa sozinha. Sou sua esposa, e ele fez algo errado – muito errado. Não posso simplesmente deixá-lo escapar. O que acontece quando não for apenas uma festa? Eu realmente vou me permitir ser empurrada para o lado, ignorada até ele querer o meu corpo? Não, eu não vou. Eu sou uma ninguém no Oregon, mas aqui sou a esposa de Henrik, e não posso deixar que ele me embarace assim – na frente do mundo. Eu me levanto e me banho. Faço o meu cabelo e maquiagem, assim como as pessoas no salão me ensinaram, e me asseguro de parecer ardente. Se eu for humilhada publicamente, vou sair muito bem na foto. Busco pelo meu armário, em seguida, procuro o vestido mais sexy que eu tenho e que não seja roupa de noite. Eu sorrio quando encontro. Pego a saia lápis ameixa escura e a deslizo antes de brilhar em uma blusa de seda, cor verde. Então deslizo em um par de saltos altos nude. Olho para mim mesma no espelho e sorrio. Claro, eu não pareço a loira perfeita e magra com a qual ele foi visto, mas minha roupa mostra todas as curvas – curvas que Henrik alega amar. — Olá, — Hugh responde o telefone e parece confuso. — Eu preciso ir a um lugar. Estarei lá embaixo te esperando. — Digo antes de desligar o telefone. Não me importo em explicar nada. Eu direi a Hugh quando entrar no veículo. Não quero que ele chame Henrik antes do tempo e o avise da minha chegada. Este é um ataque furtivo.


Quero sua resposta real, não a bobagem, com a qual ele vai tentar me enganar. Uma vez que chego no andar de baixo, não estou surpresa ao ver a quantidade de repórteres esperando lá fora do prédio. Hugh está ao meu lado, segundos depois da minha chegada, e ele me dá um olhar confuso quando fala com o manobrista sobre como levar o carro. — Aonde vamos? — Nós vamos fazer uma visita para Henrik, mas se você o avisar, vou ficar chateada! — Digo estreitando meus olhos. Suas sobrancelhas se levantam e ele me olha com preocupação. Por sorte, ele não me questiona, nem alcança o telefone. Eu vejo uma revista na recepção, e a pego e levo comigo. Na capa, está Henrik, a mulher misteriosa e eu, juntamente com algumas manchetes que não consigo ler. Eu aceno e jogo no peito de Hugh como minha maneira de explicar o que vai acontecer. — Cait, — ele murmura. — Sem simpatia. Quero respostas e eu vou buscá-las. — Sim, eu acho que é hora, — ele diz. Isso tem dias, dias, e Hugh está certo. É hora de obter respostas porque os tabloides não vão resolver esse problema. Meu marido envolvido em torno de outra mulher em uma festa não deveria ser um problema. Estou chateada e com o coração partido – completamente e totalmente despedaçado. — Se prepare para uma grande quantidade de perguntas, — Hugh diz enquanto o carro puxa para a calçada. — A única coisa que eu quero são respostas, — murmuro. — Vamos pegar algumas, então! — Ele fala. Com Hugh como meu escudo, nós caminhamos para o carro. Os repórteres me gritam, lançando uma pergunta após outra na minha direção, mas as ignoro. Não quero ouvi-los falar, nem desejo perder mais tempo pensando nas minhas próprias perguntas. Eu tenho só uma coisa em


mente, e meu foco é chegar a Henrik e exigir que ele me diga o que está acontecendo. Chegamos ao seu prédio, o carro totalmente silencioso. Hugh me acompanha e fala com o funcionário da recepção antes de contar qual é o piso em que Henrik está e me deseja sorte. Eu sorrio, muito nervosa para responder. Eu ando em direção ao elevador e pressione o botão que me leva ao seu escritório. Aparentemente, alguns dias, ele trabalha no palácio real, mas hoje ele está trabalhando aqui, no escritório, em vez de cuidar dos deveres da coroa, então ele está em um prédio de escritórios abaixo da rua do palácio. Eu sou uma bola de nervos, mas tenho que fazer isso. Henrik tem brincado com meu coração, e não aprecio nem um pouco. Afastando o constrangimento e a humilhação, ele está brincando comigo, e é simplesmente cruel. As portas do elevador se abrem e eu saio do elevador. Entrei na área de recepção e estou sorrindo para a pequena recepcionista. Ela é muito pequena, jovem e extremamente adorável, o que não faz nada para aliviar minha imaginação, já extremamente ativa. Ao passar por ela, percebi vagamente que está falando, mas não tenho tempo para ela. Marcho direto para o escritório do meu marido, percebendo seu nome na porta antes de abrir e depois fechar atrás de mim. Henrik salta e seus olhos voam para mim com descrença. — Riona? Preciosa, o que você está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa? — Ele pergunta, preocupado comigo, fecho meus olhos e os abro, tentando me acalmar. Ando até a frente de sua mesa e atiro o tabloide. Seus olhos baixam e depois voltam para mim. Vejo arrependimento e culpa neles. Idiota. — Onde você conseguiu essa revista? — Ele pergunta em voz baixa. — Madison me ligou esta manhã para me iluminar sobre as fotos da festa de gala da noite passada e então liguei a televisão. — Digo com calma, mesmo que por dentro estou cheia de raiva, ferida e furiosa totalmente.


— Riona, — ele sussurra. — Eu quero o divórcio. — Anuncio. Percebo quando o rosto dele fica pálido enquanto olha para mim.


Henrik Eu não digo qualquer coisa. Meus olhos pousando no tabloide que ela jogou na minha mesa. O que há para dizer? Não é o que parece? Eu quero o divórcio. Minha respiração é roubada apenas pelas palavras que ela disse, por sua demanda. Essas fotografias são, infelizmente, exatamente como elas se parecem. Fui a uma festa de gala com outra mulher. Nada aconteceu, as fotos parecem um pouco mais íntimas do que realmente são, mas ainda fui em público com uma mulher que não era minha esposa, tudo por causa de pressões familiares. — Não, — rosno. Pensar em ela me deixar, se divorciar de mim, faz meu peito doer, eu não vou aceitar. — Não? — Ela pergunta, arqueando uma sobrancelha.


— Isso mesmo, não. Esta era uma festa que eu fui obrigado a participar. Eugenie, é claro, era minha companhia original; mas desde que cortei os laços com ela, o meu avô me colocou com uma princesa holandesa, Nicoline. Não era um encontro, nada além do que trocas de obrigações, — expliquei. — E por que eu como sua esposa não poderia te acompanhar? — Ela pergunta quando as lágrimas nadam em seus olhos. — Eu cai, Riona. O meu avô me pressionou. Eu só ia mostrar meu rosto por algumas horas. Foi uma emboscada, e Nicoline foi colocada ao meu lado, — murmuro. — Você não é nada além de um covarde do caralho! — Ela diz e cobre sua boca, como se ela estivesse surpresa ao dizer as palavras. Ela provavelmente está. Minha Riona não amaldiçoa com frequência. — Riona... — começo. — Não, por favor, simplesmente não. Isso, — ela diz apontando para o tabloide. — Isso me faz parecer uma idiota. Você me fez parecer uma tola para todo o seu país, e nem uma vez você pensou nisso. Você diz que esteve aqui noite após noite trabalhando. Na realidade, não sei o que você tem feito. Você mentiu para mim, Henrik. — Ela fala e então uma lágrima cai de seus olhos. Eu me aproximo até ela e estendo a minha mão, mas ela dá um passo para trás. — Não quero que você me toque neste momento. Não confio em você e realmente não gosto de você, — ela sussurra. Cada palavra parte meu coração. Eu fodi tudo. E falei de maneira real. — Você não entende as pressões, preciosa. — Murmuro, sabendo que minhas desculpas são pura merda.


— Faz uma semana, Henrik. Uma semana, e você está fora com outra mulher. Inocentemente ou não, não muda o fato de que eu simplesmente não posso confiar em você. — Vou compensar você, eu juro. Direi ao meu avô hoje que não importa. Ele pode renunciar aos meus títulos e aos títulos dos meus herdeiros. Eu vou fazer, simplesmente não me deixe. — Eu imploro, soando exatamente como o covarde que ela me proclamou. Seus olhos vão para os meus e eles parecem completamente mortos. Eu fiz isso com ela, , ninguém mais. Magoei minha doce Caitriona. — Não volte para casa, — ela sussurra. — Riona, — minha voz racha. Eu olho enquanto ela se vira e sai. Permaneço completamente imóvel, congelado dentro do meu escritório enquanto ela se afasta de mim. Lutei por ela, para estar aqui. Eu a trouxe de sua casa, e então falhei. E tudo por quê? Por causa de um título? O telefone do meu escritório toca e eu atendo rápido, gritando minha saudação, completamente bravo com quem está interrompendo meu momento de choque. — Ela já deve ter visto a notícia. — Philip murmura na outra extremidade. — Ela me pediu para não voltar para o apartamento. Ela quer o divórcio. — Admito. Se alguém entender a minha situação, será Philip. — Me encontre na minha casa. Estou enviando Beatrice para falar com Cait, — ele oferece. Eu concordo e fecho meu escritório, não conseguindo trabalhar mais nem um minuto. Minha mente está ficando fora de controle; meus pensamentos não são outros, senão a solidão, o desespero, o arrependimento e a auto-aversão. — Está tudo bem, senhor? — Pergunta, minha secretária. Eu nem olho em sua direção, minha mente muito ocupada pensando em Riona.


— Está tudo bem, — murmuro. — Aquela mulher, eu tentei a deter. Me desculpe. — Ela sussurra suas desculpas. Isso me faz parar. — Aquela mulher tem acesso completo a este andar e ao meu escritório. Ela é minha esposa, — anuncio. — Sua esposa? — Ela ofega. — Caitriona Stuart, minha esposa. As palavras caem dos meus lábios, parecendo adorável. Ela é minha esposa, e preciso manter ela comigo. Não à estou perdendo, não por causa da minha estupidez e da teimosia do meu avô. Me recuso. Saio do meu escritório, não oferecendo explicação de onde eu vou. Não importa. É sábado e ninguém deve estar aqui, mas estão. Tudo por causa de mim e da minha família. Foda-se. Saio do prédio e vou até meu carro. Pego meus seguranças no canto do meu olho e eles me observam. Eles estarão logo atrás, me seguindo, tudo bem. O edifício de Philip não é muito distante de carro, e quando eu chego na frente do prédio, meu segurança está estacionando atrás de mim. Um sai para me acompanhar até a porta da frente, como uma criança. — Eu estarei aqui para o resto do dia. Vou telefonar quando estiver pronto para partir, — murmuro. Robert assinala seu reconhecimento e sai assim que Jasper, o segurança de Philip, responde a porta. Passei por ele, murmurei uma saudação enquanto vou para o escritório na casa de Philip. Ao contrário de mim, Philip só trabalha em casa. Todo o seu trabalho está dentro de sua residência com seu pessoal entrando e saindo durante todo o dia. Eu me pergunto se isso vai durar quando Beatrice se mudar. Eu não posso imaginar que ela iria querer tantas pessoas entrando e saindo de sua casa durante todo o dia, todos os dias.


— Você é um idiota. — Philip anuncia assim que eu fecho a porta de seu escritório atrás de mim. — Sim. — Suspiro enquanto me sento em seu sofá de couro. — Foi culpa do avô? — Ele pergunta, arqueando uma sobrancelha. — Sim. — Como você vai consertar isso? E mais importante, você quer realmente consertar? — Ele pergunta, me olhando com desconfiança. — Cometi um erro. Eu fui a essa festa de gala na noite passada, pensando que eu ficaria por algumas horas e depois iria para Riona. O avô tinha Nicoline esperando por mim. Eu não poderia apenas abandonar ela sozinha, não assim. Então tirei algumas fotos e comi ao lado dela no jantar. Nós não falamos mais do que dez palavras durante a noite inteira, — suspiro. — Você deixou de estar certo quando você concordou em tirar fotos com ela, imagens que são públicas, que você sabia que levaria a especulações. — Philip diz: — Eu não estava pensando, — praticamente grito. — Você vai ter um tremendo trabalho para consertar essa situação, irmão. — Eu não sei como consertar. — Murmuro correndo os meus dedos entre meus cabelos bagunçados, puxando os extremos com frustração. — Convide-a para um encontro. Como sua namorada e esposa, — ele sugere. — Ela vai dizer não! — Declaro firmemente. — As mulheres são diferentes de nós. Você nem sempre pode dizer o que está sentindo ou adivinhar o próximo passo. Se eu fosse você, faria isso antes de ficar difícil de alcançar, e ela voltar para seus amigos nos EUA. — Cortejar ela, então? Isso é tudo o que eu preciso fazer? — Pergunto com esperança.


— Oh, você precisará rastejar também, mas acho que um bom começo é namorar com ela publicamente. Não deixe só ela saber, deixe o mundo ver o quanto você se importa com ela. — Você tem certeza de que não é um conselheiro matrimonial? — Pergunto com uma risada. — Vá para casa para sua esposa, — ele me manda embora. — Obrigado, Philip, verdadeiramente, — digo, baixando minha voz. — Se você a quer, verdadeiramente a quer, então você vai se empenhar e trabalhar para manter ela ao seu lado. Eu saio sem responder a sua declaração de despedida, não há necessidade de falar. Ele tem razão. Se eu quiser ela, então vou me empenhar e trabalhar para a manter ao meu lado. E eu faço... quero ela. Ela é minha esposa, e não há outra mulher para mim. Começo a me dirigir para o meu carro antes de decidir sobre um desvio. Eu escrevo meus planos para Robert, e dirijo em direção à minha próxima parada – meu avô. Olho meu relógio quando toco o sino para sua residência privada. Ele já deve ter comido e provavelmente está sentado para assistir alguns de seus programas em sua cama. O velho é um madrugador e está sempre na cama às sete da noite. Estou certo de que isso o irritará e ele ficará nervoso comigo, mas não me importo. Esta questão precisa ser resolvida antes de começar a cortejar minha esposa. — Henrik, o que foi, porque você está aqui? — Meu avô diz com uma tosse quando entro em sua sala de estar. — Tomei uma decisão e você não vai gosto disso. Odeio que tenha sido colocado nesta posição para conseguir ficar com minha esposa. Estou de pé no meio de sua sala de estar, muito nervoso até mesmo para tentar me sentar. — Ele se senta e seus olhos claros se estreitam um pouco — Eu vou continuar casado com Caitriona. Não vou anular meu casamento, e ela não será escondida nem enviada para casa. Ela é minha esposa! — Digo antes de exalar uma respiração que não percebi que estava segurando durante o meu breve discurso.


— Sua decisão final, então? — Ele pergunta. — Sim. — Falo firme e alto. Pela primeira vez na minha vida, não estou me encolhendo para ele. Sempre estive estragando tudo, mas não hoje. Minha escolha de esposa não é aprovada por ninguém da família, exceto Philip e talvez minha mãe. O fato é que eu não me importo mais. Meu título não me define. Nunca fez. Claro, sou um príncipe, mas no final do dia, sou apenas um homem; e quero que apenas uma mulher esteja ao meu lado, e é Caitriona. — Não vou retirar seu fundo fiduciário, nem exigirei que você abandone seu trabalho para a coroa. No entanto, pedirei que o seu título seja despojado, juntamente com o de todos os herdeiros que você produz com o constrangimento de esposa que você escolheu para estar ao seu lado, — ele anuncia. — Vale a pena, Henrik? Mesmo depois de tudo o que eu disse? — Se Riona vale a pena? — Pergunto. Ele acena com a cabeça e eu sorrio. — Ela vale. Ela é tudo para mim. — Admito. Vejo como seus lábios se curvam e ele acena com a cabeça. — Como um avô, estou feliz por você. Você tem que acreditar nisso. Como um rei? Estou triste para caralho. Minhas declarações originais sobre sua posição. Ela não está polida, vem do lixo e tem excesso de peso. Mas se ela te faz feliz e você está disposto a desistir não apenas do seu título, mas do seu legado, então que Deus te abençoe. Não falo mais nada para ele. Nada mais precisa ser dito. Ele já expressou suas opiniões. Não sei ainda se o que eu sinto por Riona é amor. Eu acho que a luxúria carnal que senti por ela desapareceu, e a cada dia que passa, começa a se transformar em algo mais. Ela está se sentindo ferida, por minha culpa, novamente, isso me angustiou de uma maneira que eu não quero que aconteça de novo. Tomei minha decisão, e minha decisão é ela. Só espero que não seja tarde demais.


Caitriona Paro na entrada do meu armário e fico olhando fixamente. Nenhum dos itens aqui são meus, na verdade nada. Minhas roupas ainda estão embaladas na minha mala, apenas mais uma lembrança de que tudo isso não é mais que um sonho – um sonho ruim. Uma batida na porta me surpreende, e me apresso em responder, olhando através do olho mágico percebo que é Beatrice. Ela parece nervosa enquanto junta os dedos, esperando que eu abra. Suspiro forte antes de abrir a porta, sabendo que nada disso, absolutamente nada disso é culpa dela. Não estou com raiva dela – estou com raiva de Henrik. — Beatrice! — Murmuro enquanto abro a porta. Sua cabeça aparece e ela me dá um sorriso instável antes de entrar no apartamento. — Eu não sabia se você me permitiria entrar. — Claro, venha e se sente. — Ofereço, agitando minha mão em direção ao sofá. Sigo Beatrice e me sento em frente a ela em uma cadeira. Ela abre a boca como se fosse falar e depois a fecha. Ela faz uma segunda vez, e na terceira, eu digo a ela que apenas fale. — Ele é um idiota. Um legítimo idiota. Eu não consigo segurar, começo a rir, e então aquela risada se transforma em uma gargalhada tão grande que até seguro a barriga. Uma vez que me controlo, respiro e sorrio. — Ele é! — Concordo. — Eu estava lá. Não concordei com isso, mas não era uma coisa planejada da sua parte. Ele parecia absolutamente miserável o tempo todo, — ela murmura.


— Ele não pareceu miserável nas fotos. — Todos nós somos ensinados a desligar as emoções ou a desempenhar as nossas funções quando as câmeras estão apontadas para nós. É PR 101. Eu sei que não diminui a dor nem a raiva, mas pensei que você deveria saber, — diz ela suavemente. — Eu deveria deixá-lo, e voltar para casa, — anuncio. — Você poderia, ou você poderia ficar. O faça implorar, o faça trabalhar para voltar às suas boas graças. Enquanto isso, conheça Helena e eu na próxima semana e podemos começar com as instituições de caridade que você está interessada em ajudar, — ela oferece. — Como você sabe sobre as instituições de caridade? — Henrik estava tão excitado, ele me contou o que você queria fazer. Eu absolutamente amo a ideia, e Helena já encontrou algumas instituições de caridade maravilhosas. Ela tem reuniões e ideias já planejadas para você, Cait. Você é forte, independente e tem um bom coração, o que é muito importante, — diz ela com um sorriso. — Se eu ficar, se quiser ficar com Henrik, ele tem que desistir de tanto. Eu não acho que posso lhe pedir para fazer isso, não importa o quão brava esteja com ele, — confesso. — Vale a pena. E se ele não acredita que você é importante, então ele não te merece, — afirma ela. — Agora, espero você para o chá na terça-feira. Helena está muito animada. Ela não me dá a chance de responder antes de sair pela porta. Quando a porta fecha atrás dela, eu penso em suas palavras. Se ele não acredita que você é importante, então ele não te merece. Não posso deixar de pensar que, se ele me dá tudo, se eu permitir que ele faça isso, isso não significa que sou quem realmente não o merece? Eu permaneço sentada no sofá enquanto a primeira lágrima cai, depois a próxima, até eu estar soluçando incontrolavelmente. Não acho


que a resposta seja clara aqui. De modo nenhum. Não sei o que fazer. Não sei o que é certo ou errado.


Henrik Eu ando no apartamento em silêncio. Não sei exatamente o que vou dizer, então estou sendo cauteloso enquanto coloco minhas chaves e a minha carteira na bancada da cozinha. Começo a caminhar em direção a Suíte Master quando percebo algo no canto do meu olho. É Riona; ela está enrolada em uma bola no canto do sofá. Com passos rápidos, chego até ela e me aproximo do sofá, onde ela está curvada, colocando minha mão no seu quadril. Ela não se move. Em vez disso, percebo que está silenciosa, dormindo. Me dou um momento para olhar seu rosto, realmente olho para ele. Seus lábios e olhos estão inchados, e há riscas vermelhas em suas bochechas. Ela esteve chorando, por um longo tempo, e é tudo minha culpa. Eu fiz isso a ela. Sou um bastardo de proporções épicas. Decido a levar para a cama, deslizando meu braço debaixo de seus joelhos, e o outro embaixo de suas costas. A pego, olho para seu rosto novamente, precisando olhar para ela, e sinto um aperto no meu coração. Saber que causei isso, essa dor, isso me machuca de uma maneira que nunca senti antes.


Ela está certa. Eu fui um covarde. Deixei meu avô me empurrar, me manipular para a machucar. Não mais. Ela nunca mais sentirá dor assim, não deixarei. — Henrik? — Ela me pergunta uma vez que a coloco na cama. — Você não está me deixando, — murmuro. — Não posso falar sobre isso agora, — ela choraminga. Corro meus dedos pelo lado de seu rosto e deslizo em seus cabelos suaves que estão na altura do ombro. Sinto falta de seu cabelo encaracolado, e sei que sinto falta porque era ela, cem por cento ela, e não uma personalidade falsa. — Falei com o meu avô. Ele pedirá que meus títulos sejam despojados. Como um rei, ele está desapontado com minhas escolhas. Como meu avô, ele quer que eu seja feliz, — expliquei. — Todas essas coisas que ele falou sobre mim? — Ela sussurra. — Ele disse aquela coisa como um rei. Independentemente de como minha família se comporta, no final do dia, sem a besteira de pompa, eles querem que eu seja feliz. Você faz isso, Caitriona, você me faz feliz. — Queria poder fingir que nunca vi aquelas fotos, que eu não sei. Mas não posso, — ela sussurra. — Eu sei. Um erro que sempre me arrependerei. Você não precisa me receber de braços abertos, Riona. No entanto, ficaria eternamente grato se você não fechasse completamente a porta, entre nós, — murmuro envolvendo minha mão ao redor do pescoço. Ela fecha os olhos por um momento, e quando os abre, eles estão cheios de fogo. Se não estivesse tão preocupado que ela está prestes a mandar eu me foder, estaria duro como uma pedra. Neste momento ela parece muito sexy. Então ela abre a boca para falar e me corta com cada palavra. — Estou tão brava com você, Henrik; mas além dessa raiva, estou ferida. Estou esmagada e devastada por suas ações. Estes são sentimentos que não vão simplesmente desaparecer, muito menos em breve. Mas há


uma razão pela qual estou aqui ao seu lado. Há uma razão pela qual me casei com você. Talvez, um dia, possamos voltar para onde estávamos, mas esse dia não é hoje, e também não será amanhã. — Eu vou pular cada obstáculo que você jogar em mim, Riona. Eu aceitarei todas as provas para ganhar sua confiança e seu coração novamente, — murmuro. — Apenas me dê a oportunidade. — Não estou pedindo que você salte sobre obstáculos, e não vou fazer com que você faça testes. Estou pedindo tempo e lealdade, nada mais, — ela oferece. — São seus. Você também tem espaço. Gostaria de cortejar você, corretamente. Gostaria de a ter ao meu lado, para mudar essa impressão e te conhecer como deveria. — Tudo bem, — ela diz hesitante. — Agora durma! — Murmuro, pressionando meus lábios em sua testa antes de me levantar e sair. Decido trabalhar em meu escritório aqui em casa. Eu também chamo Sarah e minha publicitaria para agendar uma reunião. Tenho declarações que precisam ser feitas e uma esposa para reivindicar e apoiar completamente, não só pessoalmente, mas também publicamente. Também preciso fazer uma declaração sobre a renúncia de meus títulos. Tenho que encontrar uma maneira de fazer isso, sem fazer meu avô parecer o fodido do caralho que ele é.

Caitriona Eu olho para a porta vazia e me pergunto o que aconteceu. Henrik apenas me disse que ele aceitou que seus títulos fossem despojados não apenas dele, mas de seus herdeiros também. Isso é pedir demais a ele. Se eu fosse menos egoísta, poderia simplesmente sair no meio da noite e nunca olhar para trás. No entanto, acho que não posso fazer isso.


Não acho que poderia simplesmente sair sem nunca saber como poderia ter sido nossa relação. Quando somos apenas nós, ninguém para atrapalhar, somente nós dois, é um paraíso. Sei que não posso simplesmente perdoar, aceitar e seguir em frente com o que ele me fez. Ele não foi apenas a uma festa sem mim; isso seria prejudicial por si só, mas eu poderia superar. Ele envolveu seus braços em torno de outra mulher, a tocou e socializou com ela, tudo enquanto me escondeu. Eu não penso em mim como uma dessas pessoas ciumentas, mas isso, o que ele fez, foi o suficiente para levar a mulher mais calma à loucura. Fecho meus olhos e tento não pensar nas fotos, na mídia ou nos tabloides. Sei que na próxima vez que eu estiver em público vou ter que lidar com isso. Mas por agora, tudo o que quero dormir.

— Não me importo. Preciso emitir um comunicado de imprensa, e gostaria que lesse isso antes de eu fazer. A menos que você queira que apenas o emita sem sua aprovação? — A voz de Henrik flutua no quarto, me despertando do meu sono. Eu me sento lentamente, olhando as janelas e vendo que o sol está aparecendo. Uma manhã ensolarada de domingo nunca se pareceu tão sombria. O peso dos acontecimentos de ontem se instala novamente em meus ombros. Olho e Henrik está ao meu lado, com uma folha que está sobre a sua cintura e peito desnudo. Me pergunto se ele dormiu nesta cama na noite passada. Parece que sim, nesse caso é a última vez. Posso estar disposta a resolver as coisas e aceitar o seu voto de me cortejar adequadamente, mas não o aceito de volta ao meu corpo tão cedo.


— Estou fazendo uma coletiva de imprensa amanhã de manhã, avô, o tempo é essencial, — ele murmura. — Sim. Certo. — Ele termina a ligação e joga o telefone na mesa de cabeceira. — Espero que não tenha acordado você. — Ele suspira sem sequer olhar em minha direção. — Você dormiu aqui? — Pergunto. — Sim. — Ele admite quando vira a cabeça em minha direção. — Nós não estamos juntos, não assim, pelo menos. — Eu não vou dormir em outro lugar além do lado da minha esposa. Isso não é negociável. No entanto, nunca vou pressionar ou forçar você a nada, Riona. Nós somos casados, dormimos na mesma cama, mas estou lhe dando tempo e a lealdade, assim como você pediu. Odeio que ele tenha razão. Quero lhe dizer para obter o seu próprio quarto, para me deixar em paz, mas o olhar determinado em seu rosto me diz que é melhor não abordar o assunto. — Henrik... — Sussurro. Eu vejo com fascínio enquanto ele se ajeita, rolando para onde metade de seu corpo está pressionado contra o meu. Posso sentir seus músculos duros acima de mim, pressionando contra meu corpo mais suave. O verde em seus olhos se intensificou, e seu olhar é de pura determinação. — Você é minha, minha esposa, minha Riona. Eu lhe darei tempo e lealdade, como você pediu. Não lhe darei espaço para desistir de nós. Estamos aqui, nesta cama, neste casamento, por um motivo. Acredito nisso com todo o meu coração. Você é minha preciosa garota, e eu vou ganhar você de volta. Sinto meu nariz coçar enquanto meus olhos enchem de lágrimas. Eu não sabia que ainda tinha lágrimas para chorar, mas aqui estão. Sem pensar em minhas ações, envolvo meus braços ao redor de seus ombros e enterro meu rosto no pescoço dele. E choro.


Choro por uma mistura de emoções, uma delas é felicidade. Com tudo o que aconteceu nos últimos dias, a felicidade não é uma emoção que eu pensei que poderia sentir em breve, mas aqui está, borbulhando na superfície. — Preciosa, o que foi? — Ele murmura quando seus dedos penteiam meu cabelo. — Eu quero te odiar tanto, mas não posso. Suas palavras são muito bonitas, Henrik. Apenas espero que você as diga de coração, — sussurro com esperança. — Cada fodida palavra, preciosa, todas elas são verdadeiras. Nós nos separamos e Henrik olha para mim. Parece que ele está perdido em pensamentos, e eu queria poder ler a sua mente. Queria saber o que ele está pensando enquanto me olha desse jeito. Ele está tramando algo, e quando sorri para mim, está confirmado. — Passe o dia relaxando, minha Riona. Quero levar você para sair, mas temo que os paparazzi fiquem loucos. Estou fazendo uma declaração amanhã, então talvez eu possa levar você para jantar em nossa varanda, o que acha? — Você está me perguntando se eu quero? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha com um sorriso. — De fato, estou. Jantar à luz de velas com uma bela mulher; não consigo pensar em outra maneira que prefiro passar a noite de domingo, — ele sorri novamente. Seus olhos verdes brilham, e acho que não poderia negar, mesmo se tentasse. — Então, sim, aceito. — Tome um banho, leia, assista tv ou faça absolutamente nada. Seja o que for, relaxe, passe o dia sem fazer nada. — É este o seu jeito de dizer que amanhã pode não ser tão relaxante? — Pergunto.


— Talvez, não tanto, pelo menos, não depois dos anúncios que vou fazer. — Eu queria que as coisas pudessem ser diferentes. — Digo, franzindo as sobrancelhas. Henry aperta o polegar entre as sobrancelhas e sorri para mim, balançando a cabeça uma vez. — O fato de você desejar que as coisas pudessem ser diferentes me convence muito mais de que é exatamente o que precisa ser feito. Quem sabe, talvez um dia meu avô volte atrás em sua decisão, ou talvez meu pai assuma o reino; talvez até mesmo Philip. Nunca seria um rei, Riona. O máximo que eu poderia esperar é o Ducado, talvez um Condado, e nossos filhos seriam Lordes e Ladys. Tirar isso de mim, não me faz sentir bem, mas também não me incomoda. Agora, sou conhecido como Henrik Stuart e você Caitriona Stuart. O que isso faz? O que isso muda? Nada, absolutamente nada. Aqui mesmo, nesta cama, neste apartamento, tudo o que importa é que você é minha Riona e eu sou seu Henny, — ele murmura. — Você precisa parar de me fazer chorar! — Falo. Henrik pressiona seus lábios contra os meus em um beijo rápido e gentil antes de ele se levantar e começar a se afastar de mim, em direção ao banheiro. Então ele para e se vira para me encarar. — Nunca vou deixar de dizer o quão incrível você é, e o quão feliz sou por ter você comigo. — Ele murmura antes de fechar a porta do banheiro. Ouço o chuveiro ligar, mas meus olhos estão colados naquela porta fechada, sabendo que ele está atrás dela e está nu. Não posso negar que meu corpo ainda o quer, especialmente depois que ele me disse coisas tão lindas. Tudo perfeito, seus olhos brilhantes, seus sorrisos e suas palavras de lealdade e devoção, quero isso – para sempre. Espero que tenha tomado a decisão certa de ficar ao seu lado. Talvez eu seja uma tola, mas quando ele diz as coisas dessa maneira e me olha


com intensidade e paixão, não sinto que é um erro. Sinto que estou exatamente onde deveria estar. Passo o dia exatamente como Henrik me instruiu. Relaxando. Tomo um banho e depois procuro entre os livros de Henrik algo para ler. Gosto de ler, embora não tenha tido tempo de fazer sempre que eu gostaria. Talvez isso mude agora. Talvez tudo se altere. Henrik passa o seu dia em seu escritório. Ele sai de lá apenas algumas vezes, toda vez que ele conversa no telefone. Mais tarde, vejo enquanto Sarah e um homem passam por mim em direção ao escritório de Henrik. Eles não percebem que eu os espio do sofá, e não interrompi suas atenções, obviamente, determinadas enquanto eles caminham para o escritório. Quanto o sol cai, Sarah e o homem não identificado deixam a casa. Henrik me informa que o jantar chegará dentro de uma hora e ele se vestirá. Agradeço e me apresso me arrumar. Não sei o que vestir para um jantar à luz de velas em uma varanda com meu marido. Calças de ganga e uma camiseta parecem muito ocasionais para a ocasião. Decido, por um suéter creme solto, com caimento de um lado e uma calça jeans Slim, em meus pés um par de botas de camurça. Eu deixo meus cabelos soltos e meu rosto livre de maquiagem. Henrik me viu no meu pior, o meu rosto inchado de chorar a noite toda, e somos só nós dois esta noite. Caminho em direção à varanda e vejo a mesa. Há um candelabro no centro; as velas cônicas cor de creme iluminam, e há dois pratos com cúpulas cobrindo a comida esperando por nós. Mas isso não é exatamente o que me deixa admirada, embora, seja muito amável. Henrik está de pé, seu quadril descansando contra a borda da grade e seus olhos fixos nos meus. Ele curvou seus lábios em um sorriso antes de caminhar em minha direção. Usando um jeans escuro e um suéter azul claro, ele parece tão bonito e diabólico como no fim de semana que conhecemos. — Boa noite, preciosa, — ele murmura. — O jantar nos aguarda. — Isso é muito bonito, — falo.


— Não posso aceitar todo crédito, apenas encomendei tudo; mas espero que você aproveite a companhia. Sorrio enquanto me sento na cadeira que ele puxa, olhando enquanto ele caminha para se sentar em frente a mim. Seus olhos verdes estão completamente focados em mim, nada mais existe no mundo. De alguma forma, eu sei que vamos nos acertar, só temos que começar. Começamos a comer e todo o cenário é um pouco estranho, até eu tomar um gole do meu champanhe, então milhões de memórias me atingem. — Obrigada por me dar champanhe pela segunda vez! — Sussurro. Sua cabeça dispara. — Riona, — ele brinca. — Me diga seu momento mais embaraçoso como adolescente, — digo com um sorriso. — Nunca! — Ele ri. Arco minha sobrancelha e ele revira os olhos. — Estava fora no internato. Um grupo de amigos decidiu que íamos pegar um carro e fugir. Um dos rapazes tinha um pouco de bebida, então aqui estávamos, quinze anos e chateados com nossas vidas. Finalmente nos levantamos e voltamos aos dormitórios, mas nos separamos. Todo mundo entrou em seus dormitórios regulares, mas por qualquer motivo, acabei no dormitório das meninas, — sorri. — Você não fez! — Falo. — Eu fiz, e cai com o rosto na primeira cama, mas era da garota pela qual eu tive uma grande paixão. Ela gritou antes de me expulsar da cama, — ele ri. — Henny, — respiro enquanto rio. — Você agora! — Ele diz, tomando um bocado de comida na boca e levantamento do queixo. — Me conte sobre o seu momento mais feliz, — ele murmura.


— Meu momento mais feliz, nunca? — Sim, — ele pede. Mordo meu lábio inferior, me perguntando se eu deveria admitir para ele qual é o meu momento mais feliz. Então decido apenas falar. — Foi quando me tornei sua esposa, — sussurro. — Riona! — Ele ressoa. Ele fica de pé e se aproxima de mim, envolvendo sua mão em cima da minha antes que de me apertar em seus braços. Eu suspiro quando seus lábios batem contra os meus e ele me consome, me consome completamente e totalmente enquanto a sua língua enche minha boca. Ele rompe o beijo e move seus lábios para a minha bochecha até que estão contra meu ouvido antes que ele fale. — Casar com você foi a melhor decisão tomei. — Ele sussurra no meu ouvido.


Henrik Estou na conferência que marquei no prédio do meu escritório. Está vazio neste momento, mas em cerca de dez minutos, estará cheio de jornalistas. Não me sinto pronto, mesmo que meu discurso tenha sido escrito pela minha equipe e aprovado pelo time do meu avô. Dizer que ele está infeliz que estou fazendo isso é um grande eufemismo, mas não ligo. Estou fazendo isso por Riona e por mim, por nós. Tem pouco a ver com ele quando se trata disso. — Você está pronto? — Paul, meu publicitário, pergunta. — Não realmente. — Encolho os ombros. — Isso é uma decisão muito grande. — Ele murmura enquanto bebe seu café expresso. — Isto é, e ainda, na realidade, parece que não é suficiente, — digo a ele. — Ela vale a pena, então? — Cada parte dela. Ela realmente vale, — aceno com a cabeça.


— Estou feliz que você tenha isso, então. As regras devem ser condenadas, — ele sorri. Paul, um conselheiro que se tornou um grande amigo. Um colega. Ele é exatamente quem eu quero me acompanhando hoje, e estou grato por ter ele aqui. — Vamos começar? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. — Sim, senhor! — Ele acena uma vez antes de se virar e abrir as portas para a sala. A reunião em si não começará por mais cinco minutos, mas os repórteres precisam de tempo para se organizar, então estou de pé atrás do pódio os assisto. Os repórteres empurraram e entraram, parecendo os animais sedentos de sangue que realmente podem ser às vezes. Estou no topo da mesa, um pódio na minha frente. Estou feliz por ter o pequeno pedaço de madeira lá. Ele serve como uma barreira entre eles e eu. — Bom dia, senhoras e senhores da imprensa, — começo. — Chamei vocês aqui hoje para discutir uma infinidade de coisas que vem acontecendo, principalmente na minha vida pessoal. Eu preparei algo para dizer, e então vou abrir para perguntas. Responderei as perguntas que o tempo permitir. — Como a maioria de vocês sabe, me casei com uma mulher da América. Foi um caso rápido, e um que não percebemos que era legítimo até algumas semanas atrás. Desde que descobriu a verdade, Caitriona se mudou para cá e ocupou seu lugar como minha esposa. Meu compromisso com Lady Eugenie terminou. Minha família não ficou satisfeita com minhas ações, nem com minhas decisões em como lidei com esse casamento. Não vou me separar nem me divorciar da minha esposa. Algumas noites atrás, fui a uma festa de gala, onde fui visto na companhia de uma amiga, a princesa Nicoline. Não há relacionamento romântico entre nós, nunca existiu. Estou profundamente arrependido de minhas ações


naquela noite, quando machucaram os sentimentos da mulher que mais me importo, minha esposa. — Estou inteiramente dedicado à minha esposa e, como tal, tomei a decisão muito difícil, mas necessária, de renunciar ao meu título, juntamente com os títulos dos meus futuros herdeiros com Caitriona ao meu lado. O zumbido da multidão se transforma em uma chama de luz, e as câmeras começam a piscar nos meus olhos. Nada disso me incomoda, no entanto. Me sinto calmo e em paz. Sei que isso é o certo, sei que minha Caitriona é a decisão certa para mim, sempre ela, somente ela. — Agora, se alguém quiser me fazer perguntas, estão livres. — Digo como encerramento. Eu não queria culpar meu avô por minha renúncia ao meu título. Que bem isso faria? Não serviria de propósito real, mas sim causaria mais drama que ele não deseja. — Sua majestade, a renúncia ao seu título decorre de pressões da coroa? — Pergunta um repórter. — Minha renúncia decorre do fato de que, não importa como seja vista, Caitriona é uma plebeia e é estrangeira sem vínculo com nenhuma realeza. Empurrá-la para essa posição seria errado da minha parte; não só para a coroa, mas também para o povo. — Respondo, ganhando um sinal de cabeça de Paul. Mais alguns minutos passam e as perguntas estão sendo lançadas para mim de todas as direções. Nem uma pessoa faz perguntas sobre Riona, nem estão tentando a derrubar. Devo admitir que estou agradavelmente surpreso, surpreso que não haja nenhuma escavação que venha a caminho. Eles podem dizer o que querem sobre mim, sobre o meu problema, mas não quero que eles digam nada sobre minha preciosa Riona. — Sua esposa vai se juntar a você nas núpcias do seu irmão em dois meses? — Alguém pergunta. — Se ela aceitar meu pedido para ficar ao meu lado, eu gostaria muito de escoltar ela como meu encontro, — murmuro.


Paul encerra o questionamento e retira os repórteres da sala. — Você fez muito bem. — Sarah me assegura. — Eles não me perguntaram nada sobre Riona. Estou surpreso! — Digo, manifestando a minha confusão. — Eles ainda não a conhecem; ela foi bastante escondida durante todo esse tempo. Você é o canalha que saiu com outra mulher, — ela diz, arqueando sua sobrancelha. — Não se preocupe, Riona também não me vai me deixar esquecer dessa história tão fácil, — rosno. — Eu sabia que tinha um motivo para gostar dela. — Ela sorri antes de dar uma palmada na minha bochecha se afastando de mim. Passo o resto do dia pensativo. Penso em tudo o que aconteceu. Foi um turbilhão estas últimas semanas; e, honestamente, não mudaria nada. Caitriona ainda é a de extrema importância para mim, assim como a sua felicidade, e pretendo fazê-la o mais feliz possível. Ela é a mulher mais forte que conheci, e mais indulgente do que qualquer pessoa que já encontrei. Quando ela sorri, parece que está me dando um presente, todas às vezes. Riona é a minha outra metade, não apenas porque nossos corpos se encaixam tão bem juntos, mas porque quando ela não está por perto, não consigo respirar, ela na minha vida me faz me sentir inteiro. Só espero que possa a fazer tão feliz quanto ela me faz.

Caitriona Fiquei espantada com o noticiário na televisão, minha orelha pressionada no telefone, ouvindo Madison gritar enquanto Henrik fala. Eu não posso acreditar que ele veio a público e disse todas aquelas coisas. Ainda estou completamente chocada com suas palavras. — Ele é totalmente dedicado a mim. — Sussurro quando finalmente falo.


— Porra, sim, ele é! — Murmura Madison. — Ele está profundamente arrependido por ser um capacho fodido também, você ouviu essa parte? — Ele não disse isso, — rio. — Não, mas ele quis dizer. Você sabe que sim. — Eu sou estúpida por ficar aqui, depois de tudo o que aconteceu? — Pergunto, querendo sua opinião completamente parcial. — Queria dizer que você é burra, porque sou egoísta e gostaria que você estivesse de volta aqui comigo. Mas mesmo tão egoísta quanto eu sou, não posso dizer isso a você, — ela suspira antes de falar novamente. — Ele está dizendo todas as coisas certas, ele sempre faz. Eu acho que é parte de seu treinamento ou alguma merda. Mas ele está dizendo, e só o tempo dirá se ele vai manter. Ele fodeu, de forma real, perdoe meu trocadilho, mas ele fodeu tudo. No entanto, não consigo imaginar a pressão que ele sofreu. Ele fez algo que não era muito legal, no entanto, não enganou você, certo? — Ele diz que não. — Digo, acenando com a cabeça como se ela pudesse me ver. — O deixe provar isso para você. Se ele quiser provar isso como ele afirma, deixe-o fazer, — ela sugere. — Ele está se recusando a dormir em outro quarto, — explico. — Ha! Henrik sabe como é bom estar com você, e você tem o trunfo na mão, o poder de decidir o que acontece e o que não acontece. Deixe ele de bolas azuis por algumas semanas. Ele vai viver, — ela ri como uma histérica. — Madison, — suspiro. — Sério, Cait. Você está no controle agora, ninguém mais. Mova seu relacionamento a um ritmo com o qual você está mais confortável. Se você está planejando ficar casada, você tem o resto da vida para fazer isso funcionar. Não apresse nada, — ela aconselha. — Eu tenho algo mais importante que precisamos discutir, no entanto.


— O quê? — Pergunto, quase temendo o que ela está prestes a me dizer. — Sua mãe me contatou. Ignorei suas chamadas por um tempo, mas ela não parou. Ela queria que eu lhe dissesse que ela está sem casa agora, morando em um abrigo. Ela também disse que viu você no noticiário, — diz Madison, como se estivesse se encolhendo. — Porra, — silvo. — Vou deixar você saber se eu ouvir algo mais. Não lhe dei dinheiro nem nada. Mas Cait, estou preocupada com ela indo aos paparazzi ou algo assim, — diz ela, manifestando sua preocupação. — Vou falar com Henrik sobre isso. Obrigada por me informar, — digo fechando meus olhos. Felizmente, ela muda o assunto e começa a falar sobre tudo o que está acontecendo em sua vida, seu trabalho, o bebê que a está deixando doente e gorda ao mesmo tempo. E, claro, há James, que não é apenas inconveniente, mas também o homem mais doce, tudo ao mesmo tempo. No final da conversa, me sinto melhor, mais leve do que na semana passada. — Faça boas escolhas. — Madison diz quando terminamos nossa ligação. Isso é algo que sua mãe nos disse, toda vez que saíamos de casa em uma noite de sexta-feira ou saíamos com James para festejarmos. Se tornou uma piada entre nós, porque quase nunca fizemos boas escolhas. — Riona, — Henrik soa da porta do quarto. Me pergunto quanto tempo ele esteve lá. — Eu assisti seu discurso, — explico. Ele acena com a cabeça, vindo até a cama e se sentando. Não me incomodo em manter a distância. Ele tem a cabeça entre as mãos, e parece completamente miserável. Eu me arrasto e envolvo meus braços ao redor dele por trás enquanto pressiono minha bochecha em suas costas. Respiro, curtindo o calor, a quietude e a calma que nos rodeiam.


— Eu quis dizer todas as palavras. Sou inteiramente dedicado a você, Riona. Quero muito que tudo funcione entre nós, — ele fala. O solto antes de me mover ao redor dele e no chão, me ajoelhando entre suas coxas e olhando para o seu rosto triste. — Henny. — Sussurro. Suas mãos estendem até as minhas bochechas antes que ele coloque seus lábios nos meus e afunde no chão na minha frente. Sua língua se lança e passa pelos meus lábios. Não consigo parar o gemido que a minha garganta faz, e quando minha boca se abre, ele mergulha dentro, e preenche meus sentidos enquanto sua língua me faz amor. Não é duro ou rápido, é suave e sensual enquanto devora cada parte minha. — Quero você toda, Riona. — Ele sussurra enquanto mordisca meu lábio inferior. — Henny, — Suspiro. Sua mão sobe o meu suéter enquanto ele puxa sobre minha cabeça, então sua boca está na minha, sua língua me enchendo novamente em um beijo suave, doce e molhado. Não o detenho quando ele retira o meu sutiã. Minhas mãos puxam sua camisa, a tirando das calças antes de começar a desabotoar, então deslizo sobre seus ombros enquanto seus lábios descem pelo meu pescoço até a parte superior dos meus seios. — Preciso de você, Riona! — Ele sussurra contra meu mamilo. Não digo nada, meu gemido é o único que é capaz de escapar dos meus lábios. Henrik desabotoou sua calça, as deixando cair até seus pés antes de empurrar seu boxer para baixo. Meus olhos estão paralisados em seu pênis longo e duro. O admiro enquanto ele envolve sua mão ao redor e se acaricia, meus olhos voam para encontrar os dele, percebendo que ele tem um sorriso em seus lábios. — Tire sua calça e sua calcinha, quero você brincando com esse botão quente, por mim, — ele murmura.


Deslizo minha calça pelas minhas pernas junto com minha calcinha observando-o se masturbar. Ele é tão ousado, tão sem vergonha, tão desinibido. Não sei se poderia fazer isso. — Vamos Riona, me mostre sua bela boceta, — ele ressoa. — Henny, — sussurro. — Para mim, preciosa! — Ele sussurra. Permaneço de joelhos, não estou disposta a deitar e espalhar minhas pernas, não querendo estar tão vulnerável. Mas espalho minhas pernas o mais amplo possível e deixo meus dedos deslizar pelo meu estômago para minha boceta, girando meus dedos em torno do meu clitóris antes de deixar escorregar ao longo da minha fenda. Henrik geme enquanto eu mergulho dois dedos dentro de mim, os arrastando de volta ao meu clitóris para me acariciar. — Quero que você se toque para eu admirar. — Ele murmura. Olho para o rosto dele e percebo que está totalmente focado na minha mão. Com um suspiro pesado, deslizo meus dedos dentro de minha boceta e solto um gemido. Mexendo minha palma contra o meu clitóris, começo a gentilmente deslizar meus dedos para dentro e para fora do meu centro. — Porra, sim! — Murmura. Fecho meus olhos e deixo minha cabeça cair de volta quando começo completamente a me dar prazer. Minha mão livre desliza sobre meu corpo e a envolvo em meu seio, apertando enquanto continuo a me agradar. — Caralho, — Henrik grita, me surpreendendo. Ele envolve sua mão em torno do meu pulso e a puxa do meu corpo. Me empurrando de volta, gentilmente, mas firmemente, no chão, segurando meu pulso acima da minha cabeça. — Henny! — Eu suspiro. Seu pau me enche em um único movimento, e nós dois gememos. — Levante suas pernas, e as coloque contra minhas costas preciosa. — Ele ordena.


Rapidamente faço o que ele exige, sentindo-o escorregar dentro de mim um pouco mais profundo. — Vou deixar minha mulher satisfeita agora. — Ok. — Sussurro, olhando nos seus olhos, incapaz de desviar o olhar, mesmo que eu quisesse. Henry entra e sai de mim, sua pélvis batendo no meu clitóris. Seu pênis, atingindo o ponto mais perfeito com cada impulso. A segunda vez eu perco a respiração, e envolvo minha mão livre ao redor do seu pescoço para me segurar. Ele não para. Empurra para dentro de mim com golpes longos, profundos e fortes. Gemo enquanto me aproximo mais do meu orgasmo, sabendo que está vindo e apenas me preparando para isso. — Caralho, Riona, caralho! — Vou gozar! — Praticamente choro. — Sim! Você vai. — Ele grunhe antes de começar a bombear erraticamente dentro e fora de mim. Os movimentos bruscos e repentinos misturados com o fogo em seus olhos me enviam ao limite. Sinto minha boceta ao redor dele, apertando e pulsando contra seu pau. — Porra! — Ele amaldiçoa antes de se plantar profundamente. Enterra seu rosto suado no meu pescoço com um longo gemido enquanto seus quadris continuam a bombear em minha boceta. — Henny. — Eu nunca quero sair de sua boceta perfeita. — Sussurra contra meu pescoço antes de levantar a cabeça com um sorriso. — Isso não deveria acontecer. — Sussurro com um sorriso. — Sim, eu sei. — Responde, seu sorriso crescendo. — Vamos sair do chão e voltar para a cama. Faço o que sugere, ele rapidamente me puxa ao seu lado e me encosta contra o seu peito.


— Amanhã é o chá com mamãe e Bea? — Pergunta, mudando de assunto.


Caitriona Estou vestindo um vestido estilo camisa. O roxo não é a minha cor favorita, mas parece tão agradável contra minha pele, e meus cabelos escuros. Aperto o cinto marrom em torno da minha cintura, destacando minha figura violão naturalmente, da maneira que Sarah me instruiu a fazer. Então deslizo meus pés para os saltos altos nude que particularmente me agrada, principalmente porque sei que literalmente posso usá-lo com qualquer coisa e eles combinam. Enrolo meu cabelo com um modelador de cachos, o deixando ondulado, algo que nunca fiz antes; mas com o tratamento do Blowout brasileiro, agora é possível. Os cachos são soltos e definidos. Olho para o meu rosto, observando que estou usando mais maquiagem do que o habitual, e espero que eu tenha acertado. Ando pelo apartamento, mas não consigo achar Henrik, então começo a procurar pela sala o encontrando em sua sala de musculação. Ele está levantando pesos, concentrado no seu reflexo no espelho. — Impressionante! — Henrik anuncia enquanto me olha através do espelho.


— Eu poderia dizer o mesmo, — respiro. — Eu vou para o chá. — Ainda não. Venha aqui. — Fala, e seus olhos escurecem ligeiramente. Ando até ele e giro para poder o encarar quando chego. Ele se move para a frente e respiro quando as pontas de seus dedos deslizam pelas minhas coxas. — Henny, não quero chegar atrasada, — sussurro. — Vou ser rápido, — ele resmungou. — Henrik, nós conversamos sobre isso, — sussurro com calma enquanto meu corpo responde com arrepios ao seu toque. — Riona, — ele diz no que parece um aviso. Meu corpo inteiro estremece, eu o quero, e não deveria. Deveria me afastar agora mesmo, mas não posso. Me viro, meu coração está batendo desenfreado. Me vejo no espelho, suas mãos sob meu vestido. Ele puxa minha calcinha para baixo e a retira, meus olhos acompanhando enquanto ele a joga para o lado. — Desabotoe seu vestido. Quero ver você toda, — ele fala. Mordo o canto do meu lábio inferior quando abro meu vestido e solto o meu cinto, os retirando. Então solto meu sutiã sem que ele me peça, apenas para ouvi-lo gemer. Meu corpo treme enquanto ele desliza suas mãos para cima do meu corpo e para em meus seios, beliscando levemente meus mamilos antes de voltar aos meus quadris. — Quero olhar você no espelho. Quero assistir você pegar meu pau, e quero ver seu quadril rebolar enquanto meus dedos tocam seu clitóris, — ele ressoa. — Henny, — sussurro. Girando ligeiramente a cabeça para ver que ele está completamente nu, sua roupa de ginástica suada está jogada ao seu lado e seu pau duro está pronto, aguardando.


Amplio minhas pernas antes de começar a descer lentamente. Sento em seu colo, mas não o coloco dentro de mim. Ele abre suas coxas abaixo de mim. Olho para o seu reflexo no espelho com surpresa. — Quero brincar por um minuto. — Ele fala enquanto seus lábios tocam meu ombro. Assisto enquanto suas mãos se movem dos meus quadris, deslizando para minha barriga. Então, um desliza no meu peito enquanto o outro desliza para baixo chegando em minha boceta. — Henny, — Ofego. — Você vai montar na minha mão primeiro, depois meu pau. — Declara quando desliza dois dedos dentro de mim. Deixei minha cabeça cair contra seu ombro enquanto ele coloca seus dedos dentro de mim, sua outra mão, brinca suavemente com meu seio, o amassando e apertando meu mamilo, bem forte antes de mudar para o outro. — Olhe para si mesma, Riona. Veja o quão impressionante você é, — ele exige. Levanto a cabeça e olho para mim mesma no espelho. Não sei se sou impressionante, mas minhas bochechas estão coradas, seus braços bronzeados estão ao meu redor, e seus dedos dentro de mim. Quando olho para o modo como ele está me observando, de repente me sinto absolutamente linda. — Você me faz feliz, — admito em um sussurro. — Você está pronta para o meu pau, preciosa? — Sim! — Respondo com um arrepio. Ele sorri enquanto desliza os dedos do meu corpo e os gira em torno do meu clitóris antes de tocar minha coxa. Levanto um pouco, observando enquanto posiciona seu pênis na minha entrada.


Então me vejo afundando sobre ele, o levando para dentro de mim completamente, seu pênis desaparecendo em meu corpo. — Você vê o quão incrível isso é, Riona? — Ele pergunta. Levanto os olhos para encontrar os dele no espelho e aceno com uma idiota. — Você é minha esposa maravilhosa. Nenhuma outra mulher poderia me fazer sentir desse jeito, preciosa! Sua mão retorna a minha boceta e ele começa a acariciar meu clitóris. Sua mão aperta meu mamilo, me pedindo que me mova. Começo a me mexer no seu pênis, meus olhos lentamente se afastando dele para nossa conexão. Lambo meus lábios ao ver seu pênis brilhando com meus sucos quando ele desaparece dentro do meu corpo e depois reaparece. É impressionante, assim como ele disse. Minha boceta vibra quando me aproximo do meu orgasmo. O estrondo constante de seus dedos contra meu clitóris, tornando impossível me afastar. — Henny, estou perto, — falo. — Sim, preciosa! Eu sei, — ele grunhe. — Goze. Giro minha cabeça enquanto seus dedos me acariciam mais e mais rapidamente. Gozo com um gemido longo, meu corpo se esticando e depois tremendo, com o meu clímax. As mãos de Henrik se movem para os meus quadris e ele me guia enquanto me eleva, me fodendo com todas as suas forças até eu observar seu aperto de mandíbula e sua cabeça cai contra meu ombro com seu próprio gemido. Sua liberação ocorre exatamente como ele prometeu, me enchendo cada polegada com seu pênis. — Preciso me vestir. — Por quê? — Pergunto com o meu peito subindo e descendo enquanto tento recuperar o fôlego. — Quero escoltar você para o chá. Os paparazzi estão morrendo de vontade de ter sua opinião sobre a situação, e não quero eles a bombardeando. Não quero que você se sinta sobrecarregada.


Pisco meus olhos com surpresa. Ele está cuidando de mim, e esse pensamento sozinho me faz sorrir. Ele coloca um doce beijo contra o lado do meu pescoço quando desliza para fora de mim. Pego nossas coisas e nos apressamos para o quarto. Retoco minha maquiagem e cabelo, enquanto Henrik toma banho e se veste rapidamente. Alguns minutos depois, aparecemos impressionantes, prontos e apropriados, enquanto ele envolve sua mão em torno da minha e juntos caminhamos silenciosamente para fora do nosso apartamento e em direção ao elevador. — Tenho ingressos para uma ópera esta noite. Você gostaria de ir comigo? — Ele pergunta enquanto pressiona o botão que nos leva ao lobby. — Eu... nunca fui, — admito. — Diga que você vai comigo. É um encontro que exige um dos seus vestidos de noite. — Ele murmura, pressionando os lábios contra minha testa enquanto o elevador desce. — Realmente? — Pergunto. — Sim, Riona, realmente. — Ok. — Não vou estar disponível para trazê-la para casa após o chá, mas Hugh vai acompanhar você. No entanto, esta noite, vou buscar você às cinco para um jantar, e depois nos dirigiremos para a Ópera. Aceno de acordo, mas minha respiração é simplesmente roubada do meu corpo enquanto caminhamos em direção as portas da frente do nosso prédio. O número maciço de paparazzi é mais do que já presenciei. — Henny, — sussurro. — Fique calma, Riona. Estou com você. — Ele murmura, deslizando a mão na minha cintura. Juntos, caminhamos em direção à porta, e Hugh está lá com um olhar sério em seu rosto, separando a multidão de pessoas enquanto tentamos caminhar em direção ao carro. As pessoas estão gritando, mas não ouço o que eles estão dizendo, ou perguntando. Meu sangue está correndo rápido


e batendo em meus ouvidos tão alto que não conseguiria ouvir uma sirene ao meu lado neste exato momento. Henry me ajudou a entrar no banco de trás do carro e eu deslizo para o outro lado enquanto ele sobe atrás de mim. Me obrigo a respirar, respirar profundamente e depois liberar o ar. Tenho que me acostumar, ou vou enlouquecer completamente. — Me desculpe por mais essa loucura. Vai diminuir eventualmente. — Ele encolhe os ombros. — Foi a pior que já vi, — murmuro. — É um grande assunto, renunciar ao meu título e contar ao mundo em uma coletiva de imprensa. — Ele oferece, envolvendo o braço em torno dos meus ombros. — Eu sei. — Eu disse o que precisava ser dito. Não pergunto por que ele fez tudo isso por mim, eu não sou nada. Ele poderia encontrar uma linda lady, duquesa, princesa ou o que quer que fosse para ter ao seu lado, e todo esse drama teria desaparecido. Mas ele me quer; ele disse que é totalmente dedicado a mim, e ainda não entendo. Sei por que estou atraída por ele. É o homem mais sexy que já conheci, transborda charme, sofisticação e confiança. Sua confiança por si só simplesmente me surpreende. Ele também é amável e atencioso de uma maneira que eu nunca tive antes. Ele cometeu erros, mas não me magoou intencionalmente, na verdade. — Chegamos, preocupada. — Henrik desliza antes de sair do carro e depois me ajuda. Olho em volta, agradecida pelo fato de que não há paparazzi escondidos. Estou tão perdida em meus pensamentos, que demoro a registrar que Henrik acabou de me chamar de preocupada. — Você realmente acha que sou preocupada? — Pergunto enquanto o sigo até a porta.


— Eu sei que você é Riona. Tudo bem, no entanto. Normalmente não sou, então nós nos equilibramos. — Normalmente? — Perguntei, inclinando minha cabeça para olhar para ele. — Estive preocupado em perder você desde o primeiro dia. É a primeira vez que me sinto assim, e é difícil para mim compreender completamente. — Ele murmura, pressionando seus lábios nos meus em um beijo leve. — Você esteve? — Pergunto, embora deveria saber a resposta, porque quase o deixei duas vezes. — Você sabe que é verdade. Mas não vou deixar você me abandonar nunca mais. — Resmunga. Quando ele começa a me beijar, há um som de alguém limpando a garganta. Nós nos separamos como dois adolescentes pegos fazendo algo proibido na varanda da frente. — Madame está pronta para o chá com as senhoras? — Jasper pergunta, arqueando uma sobrancelha. — Sim, certo. — Henrik murmura, limpando sua própria garganta. — Se eu não estiver aqui para buscá-la, por favor, peça a Hugh para escoltar a Sra. Stuart até sua casa. — Henrik instrui e Jasper acena com a cabeça. Então Henrik se vira para mim e toma minha bochecha na palma da mão, o polegar contornando meu lábio inferior. — Tudo vai dar certo. Vejo você a noite para o jantar —Fala, o assisto ir embora, aproveitando a visão de seu traseiro. Mordo o canto do meu lábio pensando na noite passada, pensando sobre o jeito em que ele segurou o meu braço e me fodeu forte no chão. Jurei que não iremos fazer sexo novamente em breve, mas fizemos, e foi completamente fantástico. — Você está pronta, Senhora? — Pergunta Jasper, interrompendo meus pensamentos. — Estou, — suspiro.


Sigo Jasper para dentro e depois em direção a mesma sala de recepção onde fui humilhada pelo ancião da família Stuart. Seguro a respiração ao entrar na sala, mas as únicas pessoas que vejo, são Helena e Beatrice. Elas estão sentadas separadamente, Helena no sofá, e Beatrice em uma cadeira, mas ambas estão me oferecendo sorrisos gentis quando entro na sala. — Bem-vinda! — Helena diz enquanto está de pé e se aproxima de mim, me abraçando calorosamente. — Beatrice me contou os seus planos para o trabalho de caridade, e estou tão animada! — Oh, fico feliz! — Murmuro enquanto ela agarra a minha mão e coloca junto a sua me puxando em direção ao sofá para me sentar ao seu lado. — Também estou feliz de que você não esteja deixando meu filho. — Ela anuncia, arqueando uma de suas sobrancelhas para mim. — Ele é muito charmoso, — murmuro. — De fato, ele é. Passamos o resto da tarde falando, não só sobre o trabalho de caridade que Helena trouxe para mim, mas também sobre a família e o casamento de Beatrice. Me disseram que é em duas semanas, e haverá atividades e festas por vários dias. Parece divertido e cansativo ao mesmo tempo. — Então, pensei que talvez possamos fazer uma turnê para você, — sugere Helena. — Uma turnê? — Pensei que você poderia precisar de algum tempo longe de tudo. Se você não quiser, está tudo bem; nós podemos encontrar outra coisa, — diz ela. — Oh, na verdade, eu gosto dessa ideia. Quanto tempo seria? — Apenas um mês. Vocês estarão viajando para diferentes hospitais infantis, casas seguras e abrigos para mulheres; isso te daria exposição, e você poderia conhecer e conversar com os responsáveis por essas


instituições. Os meios de comunicação estarão por toda parte, o que traria consciência às instituições de caridade. — Helena explica. Estou instantaneamente apaixonada pela ideia. Henrik não ficará entusiasmado com isso, mas talvez Helena esteja certa, e eu precise de espaço para respirar. Quatro semanas não é tanto tempo assim, e sei onde meu coração estará. Sei que voltarei para casa, para Henrik, não importa o que aconteça. Nós já passamos por tantas coisas em nosso casamento, nesse período extremamente curto, que seria bom pensar e se concentrar em outra coisa por um tempo. — Eu vou fazer, — afirmo. — Você não quer falar com Henrik? — Beatrice pergunta. — Não, eu não vou falar com ele. Por favor, Helena, adoro o conceito, e realmente quero levar adiante, — digo, olhando minha sogra nos olhos. — Você vai sair na próxima sexta-feira, — ela me adverte. — Estarei em casa para as festividades do casamento? — Sim, — ela confirma. — Então, sim, vamos fazer! Quando o chá termina, ligo para Hugh e agradeço quando me leva rápido para casa. Tenho trinta minutos para me aprontar para a Ópera. Pego o vestido rosa pálido, que está pendurado no meu guarda-roupa e sorrio. Espero que fique tão bem como quando experimentei com Sarah, e que Henrik goste. Deslizo em meu corpo e giro para olhar o decote das costas no espelho. Ele mergulha bem baixo na parte inferior das minhas costas, me deixando inteiramente nua do pescoço até o início do meu traseiro, exceto pela linha do sutiã. Está parte está coberta com tecido, pois é um vestido sem alças. Espero e rezo para que tudo permaneça em ordem esta noite. Nunca usei um vestido sem alças, além do minúsculo vestido que Madison me fez usar na noite em que me casei com Henrik em Las Vegas. — Riona, você está pronta, preciosa? — Henrik grita.


Dou um último olhar no espelho e aceno para mim mesma, meu vestido é tão rosa pálido que pareço quase nua no espelho, apenas meus sapatos vermelhos se destacando, a única competição é o fato de que cada movimento que faço faz com que meu vestido brilhe na luz. Meus saltos altos clicam no piso duro, o que faz Henrik olhar para cima antes que sua boca se abra ligeiramente com a minha visão. Provavelmente estou olhando para ele exatamente da mesma maneira, ele está vestindo um smoking e parece fantástico. — Volte para lá e coloque um saco de lixo. — Absolutamente não! — Solto uma risada divertida. — Você está completamente deslumbrante! — Ele sussurra enquanto sua mão desliza em minhas costas. Ele congela então me vira para olhar minhas costas. — O que aconteceu com o seu vestido? Está faltando um pedaço. — Anuncia. — É feito dessa maneira, — sorrio. — Porra! Inacreditável, — ele amaldiçoa. — Você realmente odiou? — Pergunto, me sentindo consciente. — Não, é deslumbrante. É muito sexy e agora sei com certeza que todos os homens terão seus olhos em você. — Ele rosna antes de pressionar seus lábios contra os meus. — Você está com ciúmes? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha. — De cada homem que olhar em sua direção. Você é minha, e ninguém mais deve olhar. — Que absurdo! Você sabe quantas mulheres olham para você? — Pergunto enquanto caminhamos em direção ao elevador. — Não importa, — ele encolhe os ombros. — Bem, eu sinto o mesmo. Não importa! — Encolho os ombros para ele.


Ele sorri, mas não responde. Me pergunto se haverá um bom momento esta noite para eu contar sobre os meus planos de sair por quatro semanas já na sexta-feira. Mas acho que nunca haverá um bom momento para contar isso a ele. Estou nervosa e assustada. Posso esperar até a manhã de sexta-feira. Não, vou contar hoje, talvez depois da ópera. Esta será uma ótima noite. Mesmo que acabe em uma discussão, não me importo. Estou indo para um jantar requintado e uma ópera elegante com meu marido, nosso primeiro encontro real. Estou tão animada que quase não consigo suportar.


Henrik Caitriona é olhada por todos. Eu não estava mentindo quando disse que todos os homens olhariam em sua direção. Atravessando o restaurante para jantarmos, a cabeça de cada homem foi virada e na Ópera, a mesma coisa. Ela era uma visão espetacular, e agora que nos dirigimos para casa, ela está tensa e, obviamente, preocupada com alguma coisa. Não digo uma palavra, quero esperar até que estejamos no nosso apartamento para abordar o que a está deixando completa e totalmente estressada. Destranco a porta e entramos. Assim que a porta se fecha, atiro minhas chaves no balcão da cozinha e encaro ela. — O que aconteceu? — Pergunto. Ela não se incomoda em negar, porque ambos sabemos que há algo acontecendo, e preciso descobrir o que é. — Não acho que você vá gostar, — ela praticamente sussurra. — Não gosto de muitas coisas, mas ainda assim sobrevivi a elas. Então, o que é? — Eu pergunto, indo para ela e segurando sua bochecha na minha mão. — Eu vou embora por um mês, — ela explode.


Eu congelo. Fico paralisado, morto, nunca experimentei essa sensação antes. Sinto que estou olhando de fora do meu corpo, como se isso não pudesse ser real. — Para onde você vai? — Pergunto, apertando meu maxilar, para que não diga algo que possa me arrepender. — No chá esta tarde, sua mãe me disse que fez um cronograma de turnê para mim. Estarei visitando hospitais infantis, casas de segurança e abrigo para mulheres, chamando atenção para as causas e também falando com os responsáveis pelas instituições, — explica. Minha raiva diminui um pouco e olho para ela, realmente a olho. Ela está preocupada, mas, por baixo disso, está animada. — Você quer isso? — Sussurro. — Acho que seria uma ótima experiência. — Então você vai. — Você não está chateado? — Pergunta, olhando para mim com olhos arregalados e assustados. — Eu quero que você fique aqui comigo? Absolutamente! Eu vou sentir sua falta? Naturalmente! Eu quero que você seja feliz? Definitivamente, — murmuro passando o meu nariz ao lado dela. — Você vai voltar para mim? — Claro, não há outro lugar onde prefiro estar. — Então você deve ir. — Sussurro antes de pressionar meus lábios contra os dela.

Caitriona Os lábios de Henrik pressionam contra os meus, e juro que o mundo gira rapidamente sob meus pés. Esta noite foi mágica, e então, quando pensei que seria destruída, ele me surpreende. Ele sempre me surpreende.


Ele me solta e dá um passo para trás, mas rapidamente enrolo meus braços ao redor do seu pescoço e dou um passo para frente, fechando a distância que ele tentou criar. — Riona. — Ele praticamente fala sufocado. — Quero você Henny! — Sussurro, meus olhos completamente focados nos seus brilhantes. — Vou sair na sexta-feira. E quero te dar toda a atenção possível, — confesso. — Sexta-feira? — Ele pergunta paralisado. — Sexta-feira, de modo que eu volte a tempo para todas as celebrações do casamento de Philip e Beatrice. — Mamãe pensou em tudo, não é? — Ele pergunta com uma risada sem humor. Abri minha boca para responder, mas ele não me deixa falar. Ele pressiona seus lábios nos meus antes que se incline e me pegue na parte de trás das minhas coxas, me levando para o nosso quarto, meu coração está correndo com cada passo. — Prepare-se preciosa, se você me quer vai me ter muitas vezes antes da sexta-feira, porque vou estar dentro de você sempre que possível nos próximos três malditos dias. — Ele rosna, enviando arrepios pela coluna. Sem outra palavra, ele retira meu vestido, me deixando nos meus sapatos, calcinha e sutiã. Mantenho a respiração quando ele rompe nosso beijo e dá um passo para trás. Seus olhos examinam meu corpo, e seus dentes se afundam no lábio inferior com um leve sorriso. — Magnífica, preciosa, — ele murmura. Eu assisto com a respiração presa enquanto ele lentamente remove seu smoking. Eu queria poder fazer isso, porque o ver está me deixando ansiosa, me deixando querer arrancar tudo com pressa e o levar para dentro de mim. — Eu tinha planos para esta noite. Eu ia te dar prazer depois te colocar na cama, sem pedir nada em troca. — Ele brinca enquanto sai de sua calça.


Ele está agora sem nada além de sua cueca boxer, e posso ver o esboço de seu pênis debaixo do tecido fino. Ele está duro e pronto, me esperando. — Mas? — Pergunto em uma silaba enquanto ele aperta seu comprimento duro em sua palma. — Agora, não acho que eu possa adormecer sem te fazer gritar. — Ele anuncia com um encolher de ombros. Eu quero tudo. Quero gritar seu nome quando gozo. Quero que ele me faça alcançar o clímax. Quero tudo isso. Henrik me coloca na beira da cama, com minhas pernas penduradas com os meus pés ainda firmemente plantados em seus saltos altos vermelhos. Seu dedo penetra minha coxa e atravessa o centro da minha calcinha para o outro lado da minha coxa e para baixo. Eu o ouço zumbir antes de agarrar as bordas da minha calcinha e a arrancar pelas minhas pernas. — Calcinha muito bonita, mas muito desnecessária. — Tremo. — Tire seu sutiã e me mostre seus seios, Riona. Faço como ele ordena, pronta para fazer o que quiser. Observo com os olhos arregalados quando ele puxa seu boxer pelas pernas, então ambos estamos nus, mas ainda não nos tocando. Henrik me diz para ficar no meio da cama, sentada de costas para a cabeceira. Eu faço o que ele pede, trazendo meus joelhos para o meu peito para me cobrir, embora ele já tenha visto cada centímetro do meu corpo, não tenho certeza por que sinto a necessidade de me manter longe dele. Ele faz um barulho com a língua antes de se arrastar, agarrando meus tornozelos e puxando as pernas para longe. — Nunca se esconda de mim, Riona, — fala. — Henny, — sussurro.


— Me deixe ter um gosto, — ele resmunga. Eu suspiro quando sua língua se empurra para dentro de mim. Minhas mãos voam automaticamente para seus cabelos castanhos emaranhados. — Deliciosa, agora monte meu rosto. — Ele grunhe enquanto suas mãos se envolvem em minhas coxas e as amplia ainda mais, encaixando seus amplos ombros entre elas. Deixei minha cabeça cair de volta, batendo na parede atrás de mim enquanto levantava meus quadris, me aproximando ainda mais dele enquanto seus lábios envolvem meu clitóris antes de voltar para o meu centro, sua língua deslizando para dentro enquanto seus dedos se mantêm em minhas coxas ainda mais firmes. Ele faz eu me sentir tão bem, com sua boca e língua contra mim. Meu corpo se move, e não consigo controlar, enquanto ele me consome e, como sempre, me possui. — Estou perto! — Grito. Escalo mais alto em direção ao meu orgasmo, meus quadris não param. Ele puxa para trás, me deixando no limite, grito de surpresa e frustração. — Vou te comer, Riona, — ele sussurra. Mantenho minha respiração enquanto ele se aproxima de mim, seu pau enchendo minha boceta, me esticando como só ele faz. Suas mãos seguram na cabeceira da cama em cada lado do meu rosto, suas coxas empurrando meus joelhos ainda mais alto, e seus olhos se concentraram completamente nos meus. — Henrik, — suspiro. — Isso não é quem eu sou para você! — Ele rosna, então gentilmente se afasta e depois entra em mim com um forte, profundo e rápido impulso de seus quadris. — Henny! — Grito, erguendo as mãos aos lados.


— Porra. Sim! — Enterra o rosto no meu pescoço, seus lábios pressionando contra minha pele, sua respiração pesada enquanto ele me fode com força e rapidez. Minhas pernas começam a tremer, sua pelve esmagando meu clitóris com cada impulso descendente de seus quadris. Todo o meu corpo está no limite, suado e preparado para sua liberação. Então sinto seus dentes contra meu pescoço, afundando na minha pele, e eu gozo, meu clímax assumindo quando cravo as unhas em suas costas. — Porra, sim! — Ele rosnou. — Essa sua boceta, esse corpo perfeito, faz meu pau doer, preciosa. — Ele murmura contra o lado do meu pescoço enquanto arremete dentro de mim. Seus quadris se movem com irregularidade e o olho enquanto ele levanta a cabeça para trás com um longo e profundo gemido, seus olhos encontram os meus quando ele goza dentro de mim. — Goze novamente, por mim! — Ele murmura enquanto continua a bombear para dentro e para fora do meu corpo, com a cabeça inclinada para nos assistir. — Henny! — Gemo. — Agora, Riona! Quero ver você se tocar. — Ele exige. Levanto minha mão e deslizo entre minhas pernas, tremendo com a sensação de seu pau me fodendo. Ainda estou sensível do meu primeiro orgasmo, mas quero agradá-lo também, e sei o quanto ele gosta de observar eu me tocar enquanto ele me fode. — Você é tão linda! — Murmura. Ele começa a se mover um pouco mais rápido, seus quadris se movendo com precisão, um pouco mais forte a cada impulso. — Mais! — Imploro, meu dedo trabalhando furiosamente entre nós. Estou tão perto, no limite novamente, precisando de algo mais para me levar ao clímax. Uma das mãos dele sai da cabeceira da cama e se move


para baixo, no meu seio, beliscando meu mamilo, o puxando e repetindo o movimento até eu não aguentar. Atinjo o clímax gritando. Imploro que ele pare, mas minhas palavras caem em ouvidos surdos enquanto ele continua a me foder, mais forte do que antes, através do meu orgasmo. Movo meus dedos, meu clitóris está tão sensível que é doloroso tocar. Henry ordena que minha mão se mova novamente entre as minhas pernas. Cumpro, com lágrimas brilhando nos meus olhos, sabendo que estar muito sensível. Mordo meu lábio inferior e faço como ele ordenou, e em poucos minutos, a dor é esquecida enquanto um terceiro orgasmo se aproxima. — Sim! Goze para mim novamente. Henrik canta enquanto continua a bater no meu corpo. Ele está suado agora. Está escorrendo pelo rosto e por seu peito, e é a visão mais bonita que já vi. Sinto minhas pernas tremer, e ele sorri, seus olhos se chocando com os meus quando ele entra no meu centro, se movendo dentro de mim e me enchendo. — Riona, preciosa. — Ele geme. Seu gemido se espalha por toda a sala e então atinjo novamente o clímax. Meu corpo treme incontrolavelmente, e grito com toda força dos meus pulmões. Grito seu nome enquanto soluço, e meu corpo fica completamente exausto. — Caralho! Sim. Porra! — Henrik rugiu, se plantando profundamente, enquanto goza novamente, enchendo meu corpo com mais de sua liberação. Sinto seu pênis contrair, então ele colapsa contra mim. O suor de seu peito pressiona contra o meu, e enrolo em meus braços e pernas ao redor do seu corpo, o segurando, precisando de sua proximidade. — Você está bem, preciosa? — Pergunta quando acaricia meu pescoço, e seus braços se aproximam dos meus pés, para remover meus sapatos, que estão pressionados contra suas costas. — Estou. Realmente estou, — murmuro.


— Estou feliz por isso, minha preciosa Riona, — ele murmura. — Nunca vou ter o suficiente de você. — Admito descaradamente enquanto meus dedos andam por suas costas. — Você vai voltar para mim e avançaremos quando você fizer. Ele não me pergunta. Afirma isso como um fato. Que eu realmente voltarei para ele e passaremos por Nicoline e a renúncia do seu título. Seremos Henrik e Caitriona. Fecho meus olhos, esperando que sua afirmação seja correta, eu quero isso, quero mais do que qualquer coisa. Quando estamos aqui, envoltos nos braços um do outro, tudo parece tão certo. — Sim, — sussurro. — Eu quero isso. Tomamos um banho longo e quente juntos em silêncio. A noite se vai, o pressentimento do que os próximos dias trarão paira sobre nossas cabeças como uma nuvem escura sombreada. Quando finalmente nos secamos e nos arrastamos para a cama, Henrik envolve seus braços em volta de mim e me puxa para o seu peito com a boca no meu pescoço. — Quatro semanas é muito tempo, — ele murmura. — Sim. — Sussurro, olhando para a escuridão da sala. — Você vai fazer isso, mas você nunca mais sairá do meu lado. — Henny... — Falo com um tom de advertência. Ele me aperta antes que eu possa dizer outra palavra. — Não é negociável. Você é minha esposa. Seu lugar é na minha cama, no meu pau e ao meu lado, — ele anuncia. — Henrik! — Silvo, tentando me afastar do seu alcance. Ele me aperta para manter meu corpo imóvel. — Você sabe que gosta, minha preciosa garota, não aja como se não o fizesse. Agora, durma um pouco. — Fala, meu aborrecimento, o fazendo rir. Ele tem razão. Gosto disso, mas ele não deveria ter dito isso em voz alta. Henrik é meu dono, de cada parte minha, e adoro quando estou com


ele, principalmente quando está dentro de mim. Isso não significa que meu único foco na vida é seu pau, no entanto. Gosto do fato de que esta viagem me dará a chance de fazer algo que é importante para mim, isso não tem a ver com a mídia, somente eu querendo sensibilizar o mundo e, esperançosamente, levantar dinheiro para o futuro dessas crianças.


Caitriona A minha mala está em cima da cama, mas estou achando difícil arrumar. Eu sei que preciso sair, e quero, mas... Henrik. Partir significa estar sem ele por um mês inteiro, e embora eu ainda esteja muito magoada e chateada, ele ainda está muito na vanguarda da minha mente. Estou dobrando um jeans quando ouço seu grunhido vir da porta. — Sim? — Pergunto sem olhar em sua direção. — Você está realmente saindo. — Estou, — concordo. Há um momento de silêncio enquanto continuo a tentar me empenhar com a bagagem, sendo muito mais difícil não olhar para ele. Se fizer isso, talvez não vá nessa viagem. Preciso desse espaço e tempo longe. Também preciso dessa experiência. Paro quando sinto que seu braço circunda minha cintura e sua mão escorrega contra meu estômago. — Vou sentir saudades, Riona. — Ele murmura quando seus lábios passam pelo meu pescoço. Lentamente, endireito minhas costas, ainda tenho medo de me virar e olhar nos olhos dele. Esses olhos verdes me capturam e me mantêm refém.


— Também sentirei sua falta, — sussurro, olhando para a frente. — Diga que você ficará. — Eu não posso. — Suspiro, fechando os olhos. Me dói dizer isso, deixar ele, mas é só por algumas semanas, não é para sempre. — Quando você voltar para casa, vamos ficar bem de novo? — Ele pergunta enquanto sua língua serpenteia e saboreia meu pescoço. Tremo em seus braços, e sua mão se aperta contra meu estômago quando ele sente isso. Ele sabe como me afeta. Henrik continua me perguntando se nós vamos ficar bem que eu voltar. Continuo lhe dizendo sim, para o deixar calmo; mas na realidade, não sei. Não sei como vou me sentir. — Espero que sim, — murmuro. Minha respiração acerta quando as duas mãos se deslocam e se movem para o exterior das minhas coxas, arrastando meu vestido até minha cintura. Então ele arranca minha calcinha em um movimento rápido. — Se curve! — Ele ordena. Fecho meus olhos, inalando profundamente, depois faço como ele exigiu. Eu me inclino. Vou sair em algumas horas e, egoisticamente, quero sentir ele dentro de mim uma última vez antes de ir embora. Sem uma palavra, a mão de Henrik pousa na minha bunda em um golpe forte. Eu suspiro, mas antes que possa dizer qualquer coisa, pensar qualquer coisa, ele empurra completamente para dentro de mim em um impulso rápido. — Henrik! — Grito — Suponho que você precise se lembrar de como é quando estou dentro de você, já que, de repente, você espera que fiquemos bem depois do seu retorno, — ele anuncia. Eu não sou capaz de responder quando ele puxa para fora e depois entra novamente com uma ferocidade punitiva. Ele não para, não diminui,


mas continua a me foder com um abandono selvagem. É como se estivesse me marcando como sua, para não o esquecer, como se eu pudesse. Meu clímax vem sem aviso prévio, e minhas pernas bambeiam, ao mesmo tempo. Henrik não retarda seus impulsos ásperos, enquanto eu clamo com a minha liberação, não até que ele tenha alcançado seu próprio orgasmo; e só então ele se planta profundamente, enquanto geme. — Preciosa! — Ele murmura, dobrando sobre mim, seu pênis ainda completamente enterrado em mim, e sua boca quente contra minha orelha. — Volte para mim. Suas palavras estão acima de um sussurro antes que ele saia do meu corpo e se afaste. Fiquei dobrada sobre a mala aberta com esperma vazado pelas minhas coxas. Eu corro para o banheiro para me limpar. Uma vez que cuidei de mim mesma, olho no espelho. O machuquei usando a palavra espero, como se eu não fosse voltar para ele. Ele já desistiu de tanto por mim, anunciou isso ao mundo e, no entanto, não estou me comprometendo plenamente com ele, não da maneira que ele quer que eu faça. Ainda não estou preparada, essa é outra questão. Eu não consegui esquecer que meu marido foi em um encontro com outra mulher e estava planejando manter esse segredo de mim. Eu não estou pronta para esquecer que ele posou para a mídia com ela, enquanto eu esperava em casa por ele. Então, enquanto eu entendo suas inseguranças e compreendo por que ele está chateado, ele vai ter que compreende os meus sentimentos também. Termino de arrumar minhas malas, já não questionando minha decisão de ir nesta viagem. Preciso disso, para minha própria sanidade; e se Henrik não pode lidar com algumas semanas de separação, então ele tem problemas maiores e que não têm nada a ver comigo. Preciso desta viagem para refletir. Uma hora depois, estou com a minha mala ao lado da porta da frente. Ainda estou usando o mesmo vestido, um azul marinho com tecido de


bolinhas branco. É sem mangas com um decote em V e abraça minha cintura antes de acender uma saia de linha A e desce até o início dos meus joelhos. É um estilo anos cinquenta e combinado com um cardigã branco, me sinto elegante e recatada. — Hugh irá acompanhar você durante toda a viagem? — Henrik pergunta do sofá. Me assusto, não percebi que ele estava na sala. — Sim, ele vai. — Concordo com um aceno de cabeça. — Melhor ir logo, então, — ele grunhiu. Ignoro suas palavras e, em vez disso, ando até ele, e me sento ao seu lado, levanto minha mão, e a coloco em sua bochecha, forçando sua cabeça a virar para mim, para me enfrentar, precisando ver esses olhos verdes. Quando eu faço, me sentindo mal. Ele parece tão triste. — Henny, — murmuro. — Apenas vá, — ele responde. — Quatro semanas, Henrik. Apenas quatro semanas, — sussurro. — Você espera, — ele grunhiu, baixando os olhos. — Não seja assim. — Vá, preciosa. Será bom, divirta-se, — ele murmura. — Eu voltarei em quatro semanas. Pressiono meus lábios contra os dele, mas ele não tenta aprofundar o beijo, nem eu. Não é necessário agora. Já tivemos nosso momento no quarto e ontem à noite, a noite passada realmente fizemos amor. Foi lindo, nosso verdadeiro adeus. Quando o nosso beijo se rompe, encosto minha testa contra a dele e apenas inspiro seu perfume. — Se você não sair agora, eu vou ser forçado a levar você ao quarto e amarrá-la para mantê-la aqui comigo, — ele sussurra. — Você é terrível! — Respondo com uma risadinha. — Eu não estou brincando. — Ele rosna.


Balanço minha cabeça, sorrindo para ele. Ele está mal-humorado e irritado como uma criança. O meu Henrik não está acostumado a não conseguir o que quer, e, aparentemente, isso faz com que ele seja extremamente infantil. Pressiono meus lábios nos seus uma última vez antes de uma batida na porta nos interromper. Em pé, caminho até a porta e vejo Hugh do outro lado. — Você vai cuidar dela, manter ela segura? — Henrik pergunta caminhando atrás de mim. — Com a minha vida, sua Alteza. — Hugh acena com a cabeça. — Não há mais título, Hugh. Não é essa a minha posição. Henrik está bem. — Ele encolhe os ombros. — Senhor. — Hugh murmura, pegando minha bolsa e caminhando em direção ao elevador para me esperar. — Volte para mim. — Ele murmura, envolvendo o braço em volta da minha cintura e me puxando para um abraço. — Vou voltar. — Sussurro. Nós nos separamos, mas não nos beijamos. As lágrimas estão começando a encher meus olhos, preciso sair daqui, ou permitirei que me amarre e me mantenha com ele, sem hesitação. Eu me afasto, deixando metade do meu coração para atrás com ele. Sei que isso é necessário, mas ainda dói, a cada passo que me leva mais longe do seu lado. — Quatro semanas. — Hugh murmura quando as portas se fecham. — Estou sendo uma criança. — Você não está, mas depois de tudo... — Hugh sabe de tudo o que aconteceu, ele esteve ao meu lado, me protegendo da mídia a cada passo que eu dei. Ele sabe o que as pessoas estão dizendo e como a família trabalha. Ele também sabe que é um grande sacrifício para Henrik renunciar ao seu título.


— Eu preciso do espaço. — Você precisa do espaço, — ele concorda. — Vamos nos tornar melhores amigos, Hugh, você e eu. — Digo sorrindo para ele. — Talvez Jasper gostaria de acompanhar você nesta viagem. — Ele grunhiu antes de piscar para mim. — Você é terrível! — Falo enquanto caminhamos em direção ao carro em espera. Não há repórteres ou câmeras hoje, e por isso sou grata. Subo no banco do passageiro, não querendo me sentar atrás sozinha. Nós temos uma viagem de carro para o nosso primeiro destino, onde vou ficar por apenas alguns dias, então estaremos viajando de jatos e aviões para o resto da nossa programação. — Você gosta de música country americana, Hugh? Por favor, digame que você adora, — eu sorrio. Hugh só grunhiu, tentando me ignorar. Eu não o deixo, porém; temos três horas no carro sozinhos. É uma longa viagem, e preciso fazer algo para manter minha mente longe de Henrik. Conecto meu telefone no carro e escolho uma música de George Strait. Eu o deixei cantar sobre suas ex do Texas, e eu canto, irritando Hugh, mas percebo que ele está sorrindo enquanto faço isso. Tento não pensar sobre a noite passada, sobre o nosso adeus. Foi absolutamente lindo. Henrik e eu comemos uma refeição deliciosa dentro do apartamento, o silêncio ensurdecedor e a tristeza enchendo o ar, mas depois fomos para a cama e estávamos desesperados um pelo outro. Não importou que tivemos relações sexuais tantas vezes que perdi a conta. Precisávamos demais um do outro. — Quatro semanas não é tanto tempo. — Diz Hugh, interrompendo minha memória. — Sim, — sussurro, meus olhos se deslocam para a janela do passageiro.


Henrik Fechei a porta depois que a vi ir. Me sinto vazio por dentro. Olho em volta do meu apartamento, percebendo que Caitriona só esteve aqui por algumas semanas e, no entanto, ela faz parte do espaço agora, e parte de mim. Ela entrou no meu coração, na minha alma e eu não poderia estar mais feliz. Mas eu tinha que foder tudo, e agora ela se foi. Ela disse que é só por quatro semanas, mas o que acontecerá quando ela voltar e percebe que não me quer mais? Chamo a única pessoa que posso pensar para tirar minha mente de tudo. Chamo meu irmão. — Henrik? — Quer ir ao clube, jogar tênis, golfe, ou qualquer coisa? Preciso sair deste apartamento, — grito. — Ela já foi então? — Sim, ela fodidamente foi— rosno. Estou com um humor horrível e não tento esconder. — Certo, tudo bem, seu grande urso. Vamos jogar dezoito buracos. Depois de concordar em me encontrar em meia hora, entro no quarto para colocar o meu traje de golfe. O quarto parece menor do que ontem, sem vida e excitação, tão silencioso. Riona traz tanta vibração para minha vida que nem percebi, até ela partir. Mesmo quando ela não faz nada, ainda está iluminando os quartos simplesmente entrando neles. Não sei como vou passar as quatro semanas sem ela. Eu me fodi bem fodido. Quero que ela volte para mim e diga que me ama, que não pode viver sem mim, que estava miserável durante toda a viagem.


Na realidade, nada disso provavelmente acontecerá. Sua viagem será um grande sucesso porque ela estará ajudando as pessoas, e isso vem do seu coração. Quanto a amor, não sei se estamos apaixonados ainda. Sei que do que eu desisti, não faria por qualquer mulher. Do jeito como me sinto agora, sem ela, não duvidaria se me dissessem que tenho sentimentos românticos por ela. Pensar em estar sem Riona me faz sentir náuseas. Quero ter uma família com ela um dia e a manter ao meu lado sempre. Se não é amor, então não sei o que é. Definitivamente não é apenas luxúria, embora eu a quero com loucura. Deixo o apartamento vazio, sabendo que ficará vazio de vida e vitalidade nas próximas quatro semanas e ficando absolutamente doente sobre isso. Talvez o dia com meu irmão seja exatamente o que preciso para levantar meu ânimo. No caminho para o clube, penso em tudo, incapaz de tirar Riona da minha mente até mesmo uma fração de segundo. Tenho a sensação de que vou me enterrar no trabalho, completamente, apenas para manter minha mente longe dela. Esta tarde, no entanto, o golfe me aguarda.


Caitriona Sigo a mulher vestida em uma bela calça creme através do Children's Hospital. As paredes são brilhantemente pintadas com desenhos de animais ao longo de todos os salões que nós percorremos. Hugh está atrás de mim, mantendo uma distância razoável, mas também está perto o suficiente para fazer seu trabalho, que é me proteger. A mulher fala sobre orçamentos e outras coisas. Não tenho dinheiro para doar, não é por isso que estou aqui. Estou aqui para conhecer crianças e apenas escutar suas histórias. Embora, uma ideia surgisse na minha mente. Um baile de caridade. Faço uma nota mental para mandar um texto para Beatrice e perguntar sobre isso. Se ela pode me ajudar a organizar um, então talvez eu possa doar todas as doações para encontrar a cura para o câncer, não para cada hospital individualmente, mas para a própria pesquisa. — Essa é a ala dos doentes terminais, vamos ignorar e eu a levarei para ver os bebês, — ela anuncia. — Por que nós vamos ignorar essa ala? É exatamente onde eu queria ir.


— Por quê? — Ela pergunta, na verdade parecendo desconcertada. Não me incomodo em explicar. Ela, obviamente, não entenderia. Eu passo por ela, Hugh um pouco mais perto de mim agora, e caminho para a estação da enfermeira. A enfermeira congela quando ela me vê e a boca se abre ligeiramente. — Eu gostaria de visitar algumas crianças, se isso for possível. — Digo, tentando parecer o mais equilibrada possível. — Você é a princesa Caitriona, — ela sussurra. — Tenho acompanhado você. Eu não sei o que dizer. Não sei se ela me seguir é uma coisa boa ou ruim. Não tenho falado com muitas pessoas desde que me mudei para cá. Fiquei isolada, exceto por Sarah, a família de Henrik e Hugh. — Espero que você tenha dado ao Príncipe Henrik uma lição quando ele foi a esse baile sem você! — Ela diz quando fica de pé e se aproxima do balcão. Eu rio com suas palavras e dou um assentimento. — Eu dei! — Confesso com um sorriso. — Muito bem! Agora, você tem certeza de que este é o piso que deseja visitar? Pode ser muito deprimente aqui. — Ela diz calmamente enquanto olha em volta para se certificar de que ninguém mais a ouviu. — Sim, por favor. — Certo. Tudo bem, então, — diz ela. — Eu conheço o paciente perfeito para você visitar. Elizabeth é a criança mais doce, e acho que ela sabe mais sobre a família real do que o próprio Rei, — ela ri. Nós caminhamos para dentro do quarto escuro, e a primeira coisa que noto é o cheiro, é horrível. Meu estômago embrulha, mas tento ignorar. Vejo uma mulher dormindo na cadeira e percebo que ela deve ser a mãe da menina. Então eu olho para a garota. Ela não passa de pele e ossos, e tem um lenço em volta de sua cabeça, parece estar prestes a desaparecer no ar, ela é tão pequena.


— Elizabeth, querida, desperte! Você tem uma visitante! — A enfermeira fala. Eu levo meus olhos da menina brevemente e me volto para sua mãe, que agora se sentou e está nos olhando confusa. Eu decido me apresentar antes de começar a falar com a filha. — Olá! — Digo, estendendo minha mão para ela. — Eu sou... — Eu sei quem você é. — Ela diz mergulhando a cabeça. Não posso dizer se ela está brava por eu estar aqui ou não. — Estava pensando, se estiver tudo bem para você, eu poderia passar algum tempo com sua filha? Ela olha ao meu redor e seus olhos se aproximam de Hugh. — Ele é o homem que vai tirar as fotos? — Pergunta com um grunhido. — Sem imagens. Ele é meu segurança. — Digo com um sorriso. Entendo sua hesitação agora. Ela acha que isso não passa de marketing e estou usando sua filha para isso. — Sem imagens? — Estou aqui apenas para visitar e conversar. Nada mais. — Murmuro. Ela me dá um aceno de cabeça, mas mantém seus olhos em cima de mim com suspeita. Passo os próximos vinte minutos conversando com a pequena Elizabeth, que está além do entusiasmo por conhecer um verdadeiro membro da família real. Eu me alegro, porque embora eu esteja casada com Henrik, não sou nada especial, na verdade. — O Príncipe Henrik realmente renunciou à coroa por você? — Pergunta ela. — Elizabeth... — Sua mãe silva. — Está tudo bem. — Eu ouço Hugh tossir uma risada atrás de mim. — Sim, ele renunciou! — Digo. Então sussurro para ela. — É tudo muito


sórdido. Veja, nos casamos sem a aprovação adequada, e isso chateou algumas pessoas. Então, em vez de lutar com sua família ou com qualquer outra pessoa, Henrik decidiu renunciar ao seu título. — Para manter a paz, — ela diz com um aceno de cabeça. — Sim, para manter a paz. — Concordo. — E a princesa Nicoline? — Ela pergunta com os olhos arregalados. — Uma surpresa para mim também. — Admito com um sorriso. — Você não ficou terrivelmente ferida? — Ela pergunta. — Eu estava muito ferida, sim. Mas quando Henrik descobriu como estava ferida, pediu desculpas imediatamente. — Você o aceitou de volta? — Ela pergunta. Eu amo como ela é curiosa, e também muito inteligente. — Eu ainda não tenho certeza. Devo aceitá-lo de volta? — Pergunto, levantando minha sobrancelha. — Ele é muito bonito! — Diz ela, como se estivesse realmente refletindo seu conselho para mim. — Eu acho que se ele implorou seu perdão de joelhos, então sim, você deveria. Eu dou uma risada e pego sua mão colocando junto a minha. — Você é incrível, Elizabeth, — sussurro. — Obrigada por me visitar. Não vou estar viva para ver você ter filhos com Henrik, mas quando você fizer, espero que você tenha dezenas, — ela sorri. Não permaneço muito mais tempo, enquanto Elizabeth começa a dormir. Eu ando para fora de seu quarto, sua mãe seguindo atrás de mim. Então ela me dá um abraço apertado. Eu devolvo o abraço. Então ela chora em meus braços, a mãe dessa linda criança, mas muito doente, soluça em meus braços. — Obrigada! — Ela sussurra. — Eu sinto que não fiz nada! — Digo enquanto dá um passo para longe e começa a limpar os olhos.


— Mas você fez! Você a fez sorrir, e isso vale um milhão de libras, — diz ela. — Quanto tempo de vida ela tem? — Pergunto, sentindo um peso apertando meu coração. — Dias, horas, minutos. Nós não sabemos exatamente quanto tempo. — Ela sussurra. Eu lhe dou um último abraço, a segurando bem perto, e sussurrando que ela e Elizabeth estarão em minhas orações. A deixo e continuo pelo corredor. Vou visitar todas as crianças com doença terminal no hospital. Passo trinta minutos com cada um deles, e meu coração dói com a situação de cada uma. Eu choro com todos os pais que estão ao lado de seus filhos, e quando saio do hospital, é com uma nova determinação. Eu farei parte dessa causa. Usarei meu nome como Caitriona Stuart para ajudar a encontrar uma cura. — Você foi muito bem. — Diz Hugh enquanto caminhamos para o carro. — Esta foi a experiencia mais difícil que eu vivenciei, — sussurro. — Só ficará mais difícil em cada lugar que estivermos. Duvido que vai ficar mais fácil. Isso vem do seu coração. Você está fazendo o que está destinada a fazer, — ele murmura. — Por que eu sinto que não fiz absolutamente nada? — O que parece nada para você é tudo para eles. — Ele diz com um aceno de cabeça. — Como você sabe? — Eu fui um desses pais uma vez. Minha filha morreu de câncer. Então eu sei que às vezes, observar um estranho conversar com seu filho doente como se fossem completamente normais, pode significar tudo. Eu também sei que apenas dar um abraço a um pai, mostrar seu apoio, isso pode significar muito.


Não impeço as lágrimas que caem em meu rosto com a confissão de Hugh. Pego sua mão na minha e a aperto enquanto ele dirige em direção ao nosso hotel para descansarmos. — Sinto muito, ouvir isso me faz querer fazer isso ainda mais. — Digo, olhando pela janela. — Você é uma boa mulher, Cait. — Ele diz enquanto entramos e deixamos o carro para o manobrista do hotel. — A mãe da sua filha? — Perguntei por curiosidade. — Ela não conseguiu lidar com isso. Nos divorciamos cerca de um ano depois da morte da minha filha. Eu tentei ajudar, mas ela não queria minha ajuda, — ele murmura. — Você é um bom homem, Hugh! — Ecoo suas palavras. — Eu poderia ser um homem melhor. Poderia ter sido um marido e um pai melhor. A situação, quando você vivencia, fica tão envolvido que não pode ver mais nada. Não há uma imagem maior, porque sua única imagem está doente e você é impotente para a curar e a livrar da dor. — Tudo o que você pode fazer é o seu melhor, — digo suavemente. — Exatamente. Mas as pessoas gostam de você, e você é especial, mesmo que não acredite, o tempo que você leva em cada visita, especialmente sem a imprensa, isso é tão emocionante e especial. Você é casada com um príncipe, renunciando a coroa ou não, ele sempre será um príncipe para nós. Você é uma princesa por associação, e está doando o seu tempo, não porque você quer que as câmeras o capturem por publicidade, mas porque realmente se importa. Isso significa muito. Você nunca saberá quão profundamente você acabou de tocar todas essas pessoas. Hugh não espera pela minha resposta. Ele sai do carro enquanto o atendente abre minha porta. Nós não conversamos sobre isso novamente, tudo já foi dito. Conheço um pedaço do passado de Hugh que a maioria das pessoas provavelmente não sabe, e me sinto honrada por ele confiar em mim.


Somos todos iguais. Todos nós temos passado. Todos nós temos mágoas. Se eu puder aliviar a dor de alguém, mesmo que seja apenas por quinze minutos, então tudo valerá a pena. Os paparazzi, as notícias, as fotos, a exposição, vou aceitar tudo, se isso significa que coloquei um sorriso no rosto de uma criança doente porque eles sabem quem eu sou e os fiz se sentir especiais.

Henrik Sarah entra no meu escritório para a nossa reunião mensal. Ela geralmente me informa de negócios reais, me contando sobre certos eventos, obrigações diferentes que tenho que atender, coisas dessa natureza. Hoje, ela entra com um olhar sombrio em seu rosto. Isso me surpreende, geralmente ela está bem-humorada em nossas pequenas conversas. — O que aconteceu? — Pergunto enquanto me afasto do meu computador para a encarar. — Estou absolutamente atordoada, — ela sussurra. Então seus lábios se curvam em um grande sorriso. Espero ela continuar, mas em vez de dizer qualquer coisa, ela coloca uma revista de fofocas na minha mesa. Eu pego e examino a primeira página. É uma foto de Caitriona saindo do Children's Hospital que estava na programação para visitar alguns dias atrás. Ela está limpando claramente uma lágrima de seus olhos. — O que é isso? — Pergunto, sem ler o artigo, sabendo que Sarah já fez. — Eles a amam. Eles a adoram absolutamente! — Ela avisa. Arqueio uma sobrancelha esperando que ela continue.


— Ela é a princesa com um coração. Ela fez todas essas aparições, de uma forma que nunca foi feita antes, e o público está comentando isso. — Como assim? — Pergunto em confusão. — Nenhuma cobertura da mídia. Nenhum repórter ou câmera a seguiram. Apenas ela e Hugh, indo direto para a ala dos pacientes terminais e visitando cada criança. Isso foi feito depois que alguém do hospital alertou os paparazzi. — Eu pensei que mamãe tinha solicitado a cobertura da mídia. — Falo confuso. — Cait cancelou, quase imediatamente depois que eles chegaram. Disse a Helena que não queria levar um bando de pessoas para o hospital com ela. É genial e genuíno, tudo ao mesmo tempo. — Então, eles a amam? — Pergunto, com meus lábios se curvando em um sorriso. — De fato, poderia mesmo arriscar dizer que, com o passar do tempo, eles a adorarão completamente. Sarah e eu continuamos nossa reunião, e uma vez que ela se foi, eu pego a revista de fofocas e olho para a foto. Minha Riona parece absolutamente adorável, nada como as princesas. Hugh está de costas, fazendo seu trabalho com precisão. Mas é com Riona que estou encantado. Seu cabelo está liso, não do jeito que eu prefiro, como quando nos conhecemos, mas está é sua imagem agora, então sei que ela deve usar dessa maneira. Seu vestido é clássico, recatado, mas por causa de seu corpo, também é naturalmente sexy. Eu sinto falta dela. Sinto falta de tudo sobre ela, mas ela está fazendo coisas maravilhosas. Coisas importantes. Ela está deixando seu coração a guiar, fazendo o que se espera dela, mas de maneira não convencional, à sua maneira. Isso é o que as pessoas adoram sobre ela.


Caralho, é isso que eu amo sobre ela. Ela é completa e totalmente genuína. Ela nunca foi fascinada pelo meu título, nem mesmo depois de descobrir quem eu era. Riona sempre me tratou como se eu só fosse Henny. Minha preciosa garota é magnífica, e não posso esperar para vê-la novamente.


Caitriona Estou exausta. Hugh e eu já estamos na estrada por três semanas. Visitamos todos os hospitais das crianças na nossa lista, e agora começamos a visitar as casas seguras de abrigo para mulheres. Essa viagem me abriu os olhos. Não tive a melhor vida ao crescer, ou a melhor mãe, mas vivi uma infância e uma vida privilegiadas em comparação com a vida de algumas dessas mulheres e crianças. — Você parece pálida. — Hugh anuncia quando estamos saindo da casa segura que visitamos. — Estou cansada. — Admito em um suspiro. Hugh não diz mais nada, ele continua a caminhar ao meu lado até que estamos no carro. Ele nos conduz a uma loja e me diz para ficar dentro do carro, me dizendo que ele precisa pegar algo. Não poderia me importar menos enquanto puder me sentar aqui e fechar os olhos por alguns instantes. Eu acho que estar longe, viajar e, em seguida, o pedágio emocional de cada visita que faço, está me causando um pouco de desgastasse emocional e físico.


Uma vez que Hugh está de volta ao carro, vamos direto para o hotel. Quando paramos ele joga uma bolsa de papel no meu colo. Abro e fecho prontamente, meus olhos voando para ele. — Faça, — ele grunhiu. — Por que caralho você comprou isso? — Pergunto com um estridente grito. — Apenas faça. Se estiver errado, estou errado. — Ele encolhe os ombros. Deslizo para fora do carro sem olhar para trás caminhando em direção ao lobby do hotel e depois para o meu quarto, batendo a porta atrás de mim. Não sei por que estou tão irracionalmente irritada com o que Hugh me comprou, mas estou. Pego meu telefone na minha bolsa, algo que Henrik enfiou na mala antes de eu sair. Aliás, não sei porque já que ele ainda não me ligou. Tento não pensar nisso enquanto percorro os poucos nomes que eu listei, então acho o que quero. — É melhor ter uma boa razão para ligar esta hora. — Ouço ela resmungar no telefone. — Oh, não! Esqueci a diferença de horário, — suspiro. — Cait? — Ela murmura. Posso ouvir rugir e tenho certeza de que ela está sentada na cama. — O que está errado? — Hugh me comprou um teste de gravidez! — Sussurro, com medo de dizer as palavras em voz alta. — Seu segurança lhe comprou um teste de gravidez? Não é um pouco pessoal, Cait? — Ela ri. — Ele conhece seu ciclo também? — Cale a boca! — Eu grito enquanto ela ri. — Desculpe, eu realmente não quis ofender, você acha que está grávida? — Ela sussurra do outro lado. — Eu não sei.


— Há quanto tempo você não menstrua? — Eu não tive meu período faz tempo. Pensei que fosse estresse. — Admito, me sentindo estúpida. — Faça o teste, sua cadela louca! — Ela ordena. — Você vai esperar comigo pelo resultado? Não posso fazer isso sozinha, — murmuro. Ela concorda e eu solto o telefone e corro para o banheiro para fazer o teste. Então me apresso a voltar para o telefone. — Você já ouviu falar da minha mãe? — Pergunto, tentando me distrair de examinar esse teste. — Novamente não. Acho que ela se foi, quem sabe? Continuo pesquisando os sites de fofocas para ver se ela está tentando reivindicar alguma coisa, mas ainda não houve nada. — Ela explica. Respiro fundo. Não consigo falar sobre outra coisa, os resultados desse teste me consumindo. — O que eu vou fazer se for positivo? — Falo em pânico. — Nossos bebês seriam quase da mesma idade. Estou fazendo James se mudar para a Inglaterra! É isso aí. Está decidido! — Ela anuncia. — Madison, — silvo. — Não posso ter um bebê. Não tenho nem certeza do que vai acontecer com Henrik e eu. — Você vai voltar e viver o felizes para sempre. Ele fodeu. Mas ele não dormiu com outra e nem a beijou. Ele foi um idiota, mas resolveu tudo muito rápido. Não fique louca. Você está tão apaixonada por ele, que é ridículo, — diz ela. — Diz a mulher cujo marido nunca fodeu nada, — resmungo. — Ele já fodeu! — Ela murmura. Não me incomodo em perguntar quando, sei que ela está prestes a me dizer. Quando ela faz, me deixa completamente chocada.


Ela me fala sobre a época que ela estava estudando para o exame da Ordem dos Advogados, ela estava totalmente neurótica e estressada, uma merda completa. Me lembro bem da época. James ficava longe do apartamento em que viviam durante o maior tempo possível depois do trabalho, porque ela se queixava cada vez que ele fazia qualquer ruído. Ele havia ido a um bar após o trabalho tomar algumas cervejas com seus colegas de trabalho. Então ela me fala sobre essa garçonete que se interessou por ele. Nada aconteceu, mas James começou a questionar seu amor a Madison, começou a se perguntar se eles realmente estavam destinados a ser. Ele falou a Madison assim que começou a ter esses pensamentos. — Então, o que você fez e por que não soube nada disso? — Pergunto. — Eu disse que se ele queria uma vagabunda de bar desagradável, então ele poderia tê-la. Também pedi desculpas por estar louca. Estava sob muita pressão, e tinha colocado tudo em banho-maria em minha vida, — ela murmura. — E estava envergonhada, é por isso que nunca lhe disse. — O que aconteceu? — Nada. Ele parou de ir ao bar depois do trabalho, e parei de gritar com ele sobre cada pequena coisa. Eventualmente, nós nos acertamos e tudo ficou bem, mas demorou muito para poder confiar nele novamente, — ela admite. — É onde estou no agora. A parte da confiança, — murmuro. — Bem, eu sigo os tabloides religiosamente, e ele é como um santo ultimamente, nada sobre Henrik, — Madison anuncia. — Ele não ligou, — murmuro. — Você disse que precisava de espaço e tempo. Os homens são literais. É desagradável. — Não sei o que vai acontecer entre nós, e agora que estar grávida é uma possibilidade, realmente não sei o que vai acontecer, — admito. — Olhe para o teste! — Madison incentiva.


Eu o pego e olho. A palavra Grávida está na tela. Eu murmuro para Madison e ela grita no meu ouvido, quase me fazendo soltar o telefone. Grávida. Não parece real. Isso não pode ser real. — Madison... — Sussurro. — Fique feliz! Você é adulta, casada com um príncipe, eu posso acrescentar. Isso não é uma coisa ruim. — Ela explica. — Eu sou casada, mas meu casamento está cheio de problemas, — ressalto, mesmo que não devesse. — Sim, bem, não estará por muito tempo. Na próxima semana, quando você voltar, aposto que será perfeito. Ele provavelmente está com medo de ligar, sendo honesta. — Provavelmente. — Admito, pensando na maneira como eu sai. Ele não queria que eu fosse, e penso em como ele estava com medo de que eu não quisesse continuar casada quando retornar. Ele provavelmente está com medo, e preocupado com o fim do nosso relacionamento. — Qual é o seu próximo passo? — Ela pergunta. — Quando voltar? — Sim. — Contar a ele, eu acho, — suspiro. — Primeiro, lhe diga que você o quer, e que sentiu falta dele. — Ela sugere. Aceno com a cabeça como se ela pudesse me ver, concordando com suas palavras. — Então, lhe diga que ele colocou um biscoito no seu forno! — Sorrio das suas palavras e agradeço por me ajudar a passar pelo meu drama, mesmo que ela estivesse meio adormecida.


— Sempre que você precisar de mim, Cait, estou aqui, a qualquer momento. — Ela murmura. Posso dizer que ela está ficando emocionada. — Amo você! — Sussurro. — Também te amo. Nós terminamos a ligação e eu apenas seguro o teste na minha mão, olhando a palavra Grávida. Filhos não são algo que eu já tivesse pensando. Assim como o casamento, até conhecer Henrik. Agora, porém, há Henrik e quero lhe dar filhos. Quero lhe dar tudo. Ele realmente está desistindo de tanto por mim. Esta viagem me mostrou o quanto os títulos significam para as pessoas. Títulos que eu pensava ser besteira, mas não são. Os títulos, as posições e a linhagem da família, representam algo, eles também podem motivar as pessoas. Esta família, não são apenas celebridades ou figuras políticas, mas são um legado, uma entidade. Pressiono minha mão no meu estômago e me sinto triste. Este bebê não será parte do legado em que Henrik nasceu, por causa de mim. Agora entendo exatamente por que ele não queria renunciar ao título dele e de seus futuros herdeiros. Me pergunto se essa gravidez realmente o deixará feliz? Ele se lembrará do fato de que está criança não será um Lorde ou uma Lady, ou o que quer que seja? Então, quando Bee e Philip tiverem um filho, vai esfregar o sal na ferida novamente? Me deixa triste pensar que essa criança não será tratada da mesma forma que seus primos. Não posso mais pensar nisso. Decido ir para a cama. Em apenas cinco dias, eu voltarei para Henrik. Espero que ele fique feliz com o que acabei de descobrir e que vamos conseguir juntos. Posso fazer qualquer coisa por conta própria, mas não posso negar que ter Henrik ao meu lado é o que eu quero.


Henrik Desligo o telefone com Hugh. Minha atualização diária de Riona está completa. Eu não liguei nem uma vez desde que ela se foi. Estou tentando lhe dar o espaço e o tempo que ela solicitou. Mas isso não significa que não tenha sido informado sobre seu paradeiro e sua segurança. Hugh diz que está cansada, mas bem. Ela tem estado de bom humor e realmente gostou de visitar os hospitais e casas de seguranças, que estiveram em seu itinerário. Eu só espero que quando ela voltar, ela ainda vá me querer – nos querer. A porta do meu escritório se abre e olho para cima, surpreso ao ver meu pai, acompanhado por meu avô, vagueando como se eles fossem os donos do lugar. É ridículo como eles se comportaram apenas alguns dias atrás. Me inclino para trás na cadeira do meu escritório enquanto vejo cada um se sentar na frente da minha mesa. — Como posso ajudá-los, senhores? — Você já viu a publicidade dela? — Meu avô pergunta. — Sarah me manteve informado. — Digo, acenando com a cabeça, perguntando o que diabos eles estão fazendo aqui. — Eles a amam! — Meu pai murmura surpreso. — Quem? — Pergunto, sabendo bem quem ama Riona. Todos a amam. — O país inteiro e a América também. — Grunhiu meu avô. Me sento em silêncio, olhando para eles, me perguntando por que eles estão com um humor horrível. Eles deveriam estar felizes de que as pessoas a adoraram. Ela deve ser menos embaraçosa para eles agora. Deveria agradar-lhes que ela não é o lixo que eles originalmente pensaram. Infelizmente, eles não parecem nada satisfeitos.


— Talvez possamos obter algum treinamento de etiqueta apropriado, levar ela para o olho do público um pouco mais? — Meu pai murmura, mostrando o verdadeiro motivo pelo qual eles estão aqui. — Nós podemos realmente torná-la da realeza, lhe dar treinamento, e então ela pode continuar seu trabalho. Será favorável para todos nós, — grunhiu meu avô. — Querem saber o que penso? — Pergunto. Estou prestes a ser brutalmente contundente, e se eles querem saber ou não, problema é deles, vão ouvir tudo o que tenho a dizer sobre o assunto. Ela é a minha esposa, e eles fizeram um estardalhaço sobre a minha escolha, chegaram ao ponto de ameaçar tirar meus títulos. Eu desisti deles, e agora eles estão aqui e perceberam, talvez, que eles estavam errados. — Eu acho que Caitriona não precisa de nenhum treinamento de etiqueta, acho que o mundo gosta dela do modo que ela é, o que também é a maneira que eu prefiro. Eu não quero uma esposa gelada e perfeita. Quero minha doce, engraçada e gentil Riona. Ela se comportou encantadoramente durante a viagem, não aconteceu nada embaraçoso ou desagradável. Ela não queria que as câmeras a seguissem porque isso não era um golpe de publicidade, isso era simplesmente sua vontade de ser uma boa pessoa e ajudar os outros da maneira que pudesse. Eu acho que vocês dois perceberam o quão idiotas vocês foram para ela, e agora estão querendo tentar salvar a imagem de vocês. Também não me importo nem um pouco. E não quero meu título de volta. Vocês podem mantê-lo. Eu me dirijo a minha porta, e a abro, parando enquanto espero que eles saiam do meu escritório. — Você está sendo ridículo, Henrik. — Diz o meu avô, levantando a voz. — Não estou sendo ridículo, avô. Eu simplesmente não quero para minha vida e da minha família todas as imposições que a coroa e os títulos exigem. Eu gosto de uma vida mais normal, e gosto da serenidade que oferece. Eu nunca estarei fora de foco completamente, mas tenho que ser


sincero, é bom não ter que ser perfeito em tudo. Eu gosto do meu trabalho para a coroa, juntamente com o meu trabalho regular, e gosto de poder visitar minha família sem nenhuma besteira de pompa diplomática. Então, mantenho a afirmação da minha renúncia, — disse, firme. — O peso que foi levantado dos meus ombros desde que renunciei aos meus títulos foi enorme e, honestamente, não tenho vontade de voltar a ser adicionado. — Você não está pensando. E os seus filhos? — Pergunta meu pai. — Não posso tomar decisões por crianças não concebidas. Você fez isso por mim como parte de sua declaração há semanas. — Estou modificando. As pessoas a amam, vamos manter a calma. Sua esposa pode ser uma princesa ou uma duquesa, e seus filhos Lordes e Ladys. Não tire isso deles só porque você é teimoso, — diz o meu avô. — Não vou tirar nada de ninguém. Obviamente, com título ou sem título, Caitriona pode continuar fazendo o que ela ama. São apenas formalidades neste ponto, e tomei minha decisão, com minha esposa ao meu lado. Tomamos a decisão em conjunto. Estou firme nisso. Meu avô aflige um sopro de ar enquanto se levanta e passa por mim, está irritado, mas vai passar. Ele é meu avô e nenhum título muda isso. Eu sei que ele me ama, e com o tempo, ele também adorará Riona. Meu pai começa a segui-lo, mas para bem na minha frente, colocando a mão no meu ombro com um aperto. Seus olhos verdes olham diretamente para mim, e é como se eu estivesse olhando no espelho. Eles são exatamente da mesma cor que os meus. — Estou orgulhoso de você, filho. Não importa a política ou as decisões, aparentemente ruins, que você tomou, talvez você não fosse tão fraco depois de tudo, estou orgulhoso. Você é um homem que sabe o que quer e conhece suas convicções. Mesmo que você está tomando uma decisão que eu não tomaria, necessariamente, estou orgulhoso de você. — Ele diz antes de soltar meu ombro e depois seguir meu avô para fora do prédio de escritórios. Fecho a porta atrás deles e não volto para minha mesa, mas sim para o sofá que está contra a parede. Eu me sento e enterro meu rosto em


minhas mãos, me perguntando e esperando que tenha tomado a decisão certa. As decisões que fiz nos últimos meses alteraram e impactaram muito minha vida. Eu não penso só em mim, mas Riona também, e nosso futuro, também em nossos filhos, quando decidimos os ter. Não sou só eu mais. É muito mais do que apenas eu.


Caitriona — Você não está me falando o resultado por algum motivo? — Hugh pergunta quando embarcamos no avião a caminho de para casa. Faz uma semana que fiz o teste de gravidez que ele empurrou para mim. Faz uma semana que descobri que estou gravida. Henrik e eu vamos ter um bebê, e isso me assusta até o ponto em que não quero dizer em voz alta porque então, será uma verdade. — Não quero pensar sobre isso. — Murmuro enquanto sento e aperto meu cinto de segurança. — Você percebe que em algumas semanas, não terá importância, será de conhecimento comum? — Ele ri. Hugh e eu desenvolvemos uma amizade durante este mês juntos. Aprendi também sobre o seu passado e os aspectos compartilhados das nossas vidas. Ele provavelmente me conhece, meu passado e minha personalidade melhor do que Henrik. Ele me manteve sã e me ajudou a aprender sobre a monarquia, a história, as regras e as tradições que eu não entendia.


— Eu tenho que contar a Henrik assim que voltarmos. — Murmuro, olhando pela janela quando nosso avião começa a se mover. — Você não vai esconder dele, vai? — Ele pergunta, curvando sua sobrancelha e seus lábios ao mesmo tempo. É frustrantemente irritante. — Não. — Minto. Mas vou tentar esconder o maior tempo possível, embora eu não saiba como isso vai realmente ser possível. Meus seios já estão maiores e mais sensíveis do que na semana passada. — Você é uma mentirosa terrível. — Seja como for, — murmuro. — Ele me liga todos os dias, você sabe. — Hugh resmunga. Eu me viro para ele, claramente em choque. — Sim, ele me liga, pergunta sobre você e seu bem-estar e também estava preocupado com você. — Ele não me ligou nem uma vez, — sussurro. — Não sou um conselheiro matrimonial. Estou apenas dizendo que ele me liga. Talvez ele quisesse lhe dar a distância que você desejava tanto? Olho para ele e odeio que ele provavelmente está certo. Eu estava inflexível em precisar de espaço e tempo durante essa viagem. Provavelmente eu também não me ligaria. Mordo meu lábio inferior e fecho os olhos, lamentando as coisas prejudiciais que disse a Henrik antes de sair. O mantive distante, quando ele só desejava saber que estávamos bem. Então ele está se perguntando a semanas qual é o nosso status, não sei se ele ainda vai me querer, nos querer. — Durma, ele estará no aeroporto aguardando sua chegada. — Hugh murmura. Não respondo. Soltei a respiração que não tinha percebido que estava segurando e inclinando minha cabeça na parte de trás do meu assento. Espero que ele esteja lá quando chegarmos, e que ele esteja feliz em me ver,


verdadeiramente feliz. Senti tanta falta dele. Não quero ficar longe dele novamente. Percebi o que ele é para mim, o homem com quem eu deveria estar. Nós não teremos um casamento perfeito, isso é impossível, mas vamos ter um cheio de paixão e espero que um dia ele me ame. Sinto que o amo agora, mas quero mais tempo com ele antes de dizer as palavras. Acordei com uma sacudida e olho em volta, só para perceber que estamos desembarcando. Hugh dá uma risada ao meu lado, mas o ignoro e viro minha cabeça em direção à janela. Eu o vejo de pé na pista e sorrio. Meu marido. Meu príncipe. Meu Henny. Eu podia detectar sua massa de cabelos bagunçados em qualquer lugar da multidão, e há uma multidão reunida na pista. — Você está pronta? — Hugh pergunta quando ouço as escadas serem colocadas, e a porta se abrir. — Não! — Sussurro. — Ele espera por você, a apreensão está escrita por todo o seu rosto, o que definitivamente não é normal, — ele murmura. — Não o deixe sofrer mais, Cait. — Eu preciso o tranquilizar que sou dele. — Digo mais para mim do que para Hugh. Hugh se levanta e sai primeiro. Eu o vejo descer a escada, e sei que ele está esperando lá embaixo para me ajudar na estreita escada. Eu também sei que Henrik está esperando além das escadas, esperando por mim, para saber minha reação ao vê-lo. Eu paro e vou para a escada. De repente, sinto essa atração, essa necessidade de o ver. Ele é o único em minha mente enquanto desço as escadas com um sorriso.


Ouço o ruído de fundo, as pessoas gritando, e há flashes de luzes, mas quando meus olhos pousam nos olhos de Henrik, intensos e inseguros... Eu corro. Corro diretamente para ele, sem querer que dezenas de pessoas estejam à nossa volta. Quando estou perto o suficiente dele, eu pulo em seus braços fortes. Henrik me pega, dando um passo para trás e fazendo um barulho, mas ele me pega. — Preciosa! — Ele sussurra enquanto descansa sua testa onde meu pescoço e ombro se encontram. — Eu senti sua falta, Henny! — Choro no pescoço dele. Ele não diz nada em resposta. Em vez disso, ele lentamente me solta e depois toca minhas bochechas com as palmas das mãos e pressiona seus lábios contra os meus. O beijo é lento, suave, lindo, sensual e sexy, tudo ao mesmo tempo. — Eu também senti sua falta, Riona! — Ele sussurra contra meus lábios. Estou brilhando de felicidade c quando ele envolve uma mão em torno de mim e me puxa para o carro. Meu corpo se move por vontade própria enquanto ele me guia e entro no banco de trás e então ele entra atrás de mim. Hugh me dá um olhar interrogativo no espelho retrovisor. Minhas notícias são as únicas em minha mente enquanto olho nos olhos dele. Quero lhe dizer agora, não quero esperar, como eu pensei que queria antes, mas quero que seja especial. Preciso que seja especial, doce e romântico. De repente, estou extremamente ansiosa por sua reação, espero que seja de felicidade. Olhando para ele, o pânico diminui e, em vez disso, a excitação me enche. — Você parece tão bonita! Senti sua falta. — Henrik soa baixo o suficiente para que só eu possa ouvir.


— Estou grávida! — Eu explodo, meus olhos voando para ele enquanto cubro minha boca em estado de choque. Hugh desvia o carro um pouco antes de endireitar. Os olhos de Henry piscam lentamente, tão devagar que estou curiosa para saber se ele os reabrirá. Então ele faz, e vejo algo próximo à raiva em seu olhar. — Grávida? — Ele pergunta, com sua voz profunda. — Sim, — sussurro. De repente, não estou nervosa ou animada, apenas assustada. Não é assim que eu esperava que fosse sua reação. Esperava choque e surpresa, mas não a raiva que ele está demonstrando, nem a hostilidade que está enchendo o carro, dificultando a respiração. Ele não diz outra palavra. O resto do passeio para o apartamento é feito em um silêncio desconfortável, até chegarmos. A mídia está fora do nosso prédio novamente. No entanto, não me importo; só quero saber por que Henrik está de repente tão irritado. Saímos do carro e atravessamos a entrada, com minha bagagem bem atrás de nós. Uma vez que chegamos no andar de cima para o nosso apartamento, e Hugh deixa minhas malas e sai, Henrik trava a porta e então se vira para me encarar ainda com algo muito parecido a raiva em seu olhar.

Henrik Grávida. A palavra flutua na minha cabeça e enquanto inicialmente senti entusiasmo por sua proclamação, agora sinto medo – uma mistura de raiva e medo. Essa criança não é necessariamente algo negativo, e não é como se não tivéssemos estabilidade financeira. Eu sou mais do que capaz financeiramente, mas acabei de renunciar ao meu título e isso significa que eu também abandonei este pequeno, algo que era apenas em teoria até


agora. As repercussões das minhas ações se acomodam nos meus ombros como chumbo. Me sinto como se fosse sufocar. — Henny? — Ela pergunta. Sua voz passa sobre mim, tão fodidamente doce. Acendo a lâmpada ao meu na mesa lateral e olho tudo, atravessando a sala e observando como tudo está me esmagando. Eu poderia ter tido o meu título de volta, este bebê teria um título também, mas eu fiz exatamente como meu avô e meu pai me avisaram, abri mão de algo que não era só meu. Cometi outro maldito erro. Caitriona faz um suspiro enquanto traz os dedos para os lábios – lábios que eu beijei momentos atrás, lábios que eu já sinto falta. Ela parece chocada com a minha reação, completa e totalmente surpreendida. — Por que você está tão bravo? — Ela me pergunta em um sussurro. — Meu avô e meu pai ofereceram meu título de volta, e eu recusei. E agora você está grávida e esse bebê não terá seu legado, tudo por causa do meu maldito orgulho, — gritei. — Tudo bem, Henny, vai ficar tudo bem. — Ela diz, dando um passo em minha direção. — Talvez para você! Você é americana. Essa não foi sua vida. Isso é algo que você tropeçou, você nunca entenderá. — Digo, soando mais cruel do que quero realmente. Nada disso é culpa dela, mas aqui estou, praticamente a culpando. — Me desculpe! — Ela sussurra colocando a mão na barriga. Ela se vira e se afasta, em direção ao quarto principal. Estou preso, congelado no lugar, a observando se afastar de mim. Sou um bastardo. Corro atrás dela. Quando entro no nosso quarto, meus joelhos ameaçam se curvar. Riona está sentada à beira da cama, o rosto em suas mãos e seu corpo tremendo de seus soluços. Eu rapidamente vou em direção a ela, e me ajoelho. Eu sou um idiota.


— Sou imbecil, — digo a ela. Ela não responde, apenas chora. A machuquei novamente. É tudo o que eu faço quando se trata de Riona. — Eu machuquei você de novo, — murmuro meus pensamentos. — Nada disso importa. Não é culpa sua, preciosa. Não era algo para o qual eu estava preparado. Pensei que tivéssemos tempo até ter que pensar sobre crianças, títulos e tudo mais. Eu reagi exageradamente. — Murmuro, agarrando suas bochechas em minhas mãos e limpando suas lágrimas com meus polegares. — Eu não planejei que isso acontecesse, — ela sussurra. — Eu sei, preciosa. Eu sei. Aparentemente, nem sempre reajo bem sob estresse e surpresa. Vou trabalhar isso no futuro. — Ofereço com um pequeno sorriso, inclinando minha cabeça para o lado. — Foda-se os títulos! — Não diga isso. Eles são importantes. Sua reação inicial prova isso. — Ela diz, olhando nos meus olhos, felizmente, suas lágrimas agora estão secas. — Nada disso é tão importante quanto nós, como você, como essa criança. Isso é uma grande notícia e estou feliz. Eu juro. Apenas entrei em pânico, — admito com sinceridade. — Hoje eu agi como um cretino. Minha reação inicial foi egoísta e não desejada, preciosa. Me desculpa? Fico de pé e me inclino para a pegar e colocar no centro da cama, seus braços se envolverem em torno de mim e eu me coloco entre as coxas dela, desejando que ela usasse um vestido em vez desse jeans exasperantes. Olho em seu rosto bonito e aceito que minha doce esposa, minha Riona, é o que mais importa. Então, sem dizer uma palavra, pressiono meus lábios contra os dela. Coloco minha língua para provar seu gosto, e quando ela abre, um gemido sai, e sei que estamos bem, ainda estamos bem. — Henny! — Ela sussurra quando derrete no colchão abaixo de mim. — Desculpe! — Murmuro contra seus lábios.


Deslizo minha mão por debaixo da camisa solta que ela está vestindo. Minha palma toca sua pele quente e não consigo segurar meu próprio gemido. Faz tanto tempo que senti seu corpo. Movo minha mão para cima e puxo seu sutiã, precisando sentir seu seio. — Eu senti sua falta, Riona. — Murmuro enquanto meus lábios deslizam em seu pescoço com beijos suaves e meus dedos se arremessam em torno de seu mamilo. Dou um aperto suave no botão endurecido e ela estremece. — De seus seios também. Eu rapidamente retiro sua camisa e sutiã, os jogando pelo quarto para que meus olhos, e minha boca, possam se banquetear com seus generosos seios. Sugo um deles na minha boca o máximo que posso, o soltando com um pop antes de dar atenção ao mamilo endurecido. — Oh, Deus! — Ela sussurra enquanto seus dedos mergulham no meu cabelo. Ela puxa os fios, e sei que isso é o melhor neste momento. Aqui é onde prosperamos como um casal. Quando estamos juntos fisicamente, nossa química supera tudo. — O que você quer de mim, minha esposa? — Murmuro contra sua pele enquanto dou atenção ao outro seio e aguardo sua resposta. — Só você! — Ela geme, seus dedos me agarrando com força. — Minha boca ou meu pau? — Pergunto, levantando a cabeça e olhando para seus olhos famintos. — Ambos? — Eles são seus, — murmuro. — Somente seus, Riona. Quero dizer todas as palavras enquanto beijo sua barriga no caminho até sua doce boceta. Eu faço um rápido trabalho em seu jeans, os desabotoando e os descendo por suas coxas gostosas, junto com sua calcinha. Então espalho suas pernas e apenas olho para o seu doce centro. Ela é minha, somente minha, e vou recuperar ela hoje à noite, vou lembrá-


la a quem ela pertence, quem é o marido dela e fazer ela gritar meu fodido nome. Enterro meu rosto em sua boceta, devorando seu doce gosto enquanto escuto seus gemidos e suspiros toda vez que minha língua passa por seu clitóris. Quando sinto suas pernas tremendo, sei que ela está próxima do clímax. Não dou a ela a liberação que ela tanto anseia. — Henny, — ela geme. — Eu quero sua boca em mim, preciosa. — Digo enquanto retiro minha calça e a cueca. Não sabia ela que poderia se mover tão rapidamente. Ela está de joelhos no colchão em segundos. Seus olhos se encontram com os meus enquanto ela envolve meu pau com sua boca quente. — Caralho! — Amaldiçoo enquanto envolvo seu cabelo em minhas mãos. Não controlo seus movimentos. Quero que ela comande, mas não posso deixar de tocar. Ela faz zumbidos em torno de meu pau, e tenho que apertar os dentes para evitar gozar em sua boca. É preciso todo o meu autocontrole. Retiro suavemente meu pau, porque com sua língua, boca quente e a maneira óbvia de que ela está se divertindo, não posso me conter por muito tempo. O único lugar que eu quero gozar é em sua boceta. — Deite-se. — Murmuro. Ela sorri enquanto se dirige para o centro da cama e deita. Rastejo sobre ela, pressionando meus lábios contra os dela enquanto entro lentamente dentro de sua boceta quente e úmida. — Eu amo você, Riona. — Sussurro contra seus lábios. Sua respiração acelera quando ela envolve suas pernas ao redor da minha cintura e os braços em volta do meu pescoço. Ela está ao meu redor, me cercando completamente, e não quero estar em qualquer outro lugar do mundo. Nos viro para que eu esteja de costas e ela em cima de mim.


— Oh, Henny! — Ela sussurra enquanto começa a me montar. — Minha linda esposa! — Murmuro, enfiando seu cabelo atrás da orelha. — Goze em meu pau, preciosa. Não digo mais nada enquanto ela procura seu orgasmo. Vejo o brilho do suor aparecer, o balanço de seus seios enquanto empurro dentro dela. Meu polegar pressiona contra seu clitóris endurecido, tudo combinado tira meu fôlego. Então ela chia e joga a cabeça para trás em um gemido longo, e sinto sua boceta vibrar em torno de mim antes de apertar o meu pênis. Eu tento o máximo que posso evitar meu orgasmo, mas é demais, e também me sinto fodidamente bem. Enrolo o braço em volta da sua cintura e uso seu corpo para foder meu pau. Movo seu corpo exausto enquanto ela se encontra entregue ao prazer, seus olhos se concentraram em mim observando meu rosto quando eu a fodo. — Você é incrível! — Murmuro. — É tão bom, você me faz tão bem! — Ela sussurra. Não demorou muito antes de continuar com meu clímax e gozar dentro da minha esposa deslumbrante. Eu a puxo contra meu peito, meu pau ainda enterrado dentro de sua doce boceta. — Eu também te amo, Henny! — Ela sussurra contra meu pescoço.


Caitriona Estou com uma excitação que me envolve, e se aprofunda. Henrik geme ao meu lado e não posso deixar de sorrir. Ele está me abraçando. Nós não acordamos juntos muitas vezes, geralmente ele sai antes de mim e vai para o trabalho. Mas desde o meu retorno ontem, ele me informou que estava ficando o resto da semana em casa para passarmos um tempo sozinhos. — O que é que você realmente faz? — Pergunto, virando a cabeça para o lado para acariciar seu pescoço. Não sei por que nunca fiz essa pergunta antes; acho que assumi que ele fazia algo por seu avô, algo próprio de um principe. No entanto, ele passa seus dias naquele prédio de escritórios que é dele. — Você não sabe? — Ele ri. — Não. — Eu sou um Conselheiro de Estado, o que significa que meu avô delega algumas funções e poderes estatais quando não está disponível. Eu também administro a minha própria empresa de capital de risco, investindo em empresas. — Ele explica.


— Uau! — Respiro. Ele é bem-sucedido e inteligente. Não que eu não soubesse, mas sua carreira é muito mais importante do que eu imaginava. — Além disso, tenho muitas aparições para fazer, no entanto, provavelmente, isso diminuirá já que não tenho mais um título. — Você quer de volta seu título? — Pergunto, virando em seus braços para o encarar. Depois da noite passada, não conversamos. Acabamos dormindo, mas sua reação ao bebê, sobre os títulos, foi intensa. Não me esqueci. Seus olhos vagam sobre meu rosto e seus dedos se deslocam para brincar com as extremidades do meu cabelo. — Você sabe, foi oferecido a mim apenas alguns dias atrás, junto com os seus e os dos nossos filhos. — Ele murmura quando sua mão se move e acaricia minha barriga. — Sim. Fico em silêncio, o observando, esperando que ele continue. — Eu recusei, — ele anuncia. — Quando você me contou sobre o bebê, tive uma súbita onda de arrependimento por minhas ações e é por isso que fiquei com raiva. Honestamente, não teve nada a ver com você, preciosa e tudo a ver comigo. Respiro e seguro, aguardo o resto, sabendo que deve haver mais. — Eu não quero mais isso, nem desejo ter tudo o que vem com ele. Pensei nisso depois que você dormiu a noite passada. Eu pensei sobre isso por um longo tempo, e você sabe o quê? Eu balancei minha cabeça, querendo que ele continuasse, feliz por ele estar me contando tudo isso. — Estou feliz assim como somos, preciosa. Renunciar a oferta diminuiu o peso do meu dever de meus ombros. Eles sempre serão minha família, isso nunca mudará. Nós sempre seremos um alvo para os


paparazzi. Nós sempre seremos conhecidos. Mas também teremos mais liberdades e menos pressões sem os títulos e as obrigações adicionais. Nossos filhos terão menos pressões e mais liberdade também. Eles serão capazes de se casar com quem quiserem, ir para qualquer faculdade, e ser o que desejarem, algo que nunca experimentei. Você pode fazer o seu trabalho de caridade e posso me concentrar no meu próprio trabalho – um trabalho que eu realmente gosto. Penso em suas palavras, sobre tudo o que ele desistiu por mim. Tudo foi oferecido de volta para ele, mas ele não quis, mesmo que ele teve um momento de pânico, ele não queria, principalmente depois que ele realmente pensou sobre isso. Levanto minha mão para correr meus dedos sobre seus lábios cheios, sabendo que esse homem é meu. Ele foi para mim como nenhum outro poderia ser. Ele é o pai do meu filho, e ele nasceu em uma vida de luxo, uma vida que veio com pesados fardos e deveres. Não era algo que ele escolheu, mas agora, agora ele está tomando uma decisão e escolhendo o que ele quer. Assim como a vida em que nasci, e a mãe que tive, não foi escolha minha. Mas eu tomei uma decisão e deixei essa vida, e então escolhi deixar o Oregon para estar ao seu lado. — Eu amo você, Henny! — Sussurro, sem saber o que mais dizer. — E eu adoro e amo você, Riona! — Ele murmura antes que seus lábios toquem os meus. Não há mais nada a dizer. As decisões e escolhas que fizemos moldaram nosso futuro. Teremos sua família ao nosso lado, mas ele não é mais a Sua Majestade o Príncipe Henrik, e ele está feliz com esse fato. Ele rola meu corpo até estar entre minhas coxas e pairando sobre mim; então ele lentamente desliza dentro do meu centro, seu pênis duro e quente. Levanto minhas pernas para me envolver em torno de seus quadris, trancando meus tornozelos atrás das suas costas. Henrik faz amor comigo, lento e gentil, seus olhos verdes nunca deixando os meus. Eu gozo quando seus lábios tocam os meus e ele engole


meu grito. Depois que ele gozou, espero que ele sai, mas ele permanece dentro de mim, e sua boca continua a tomar a minha em um lento beijo sensual e devorador.

— Você precisa se preparar. — Henrik anuncia algumas horas depois, enquanto entra no quarto. Estou deitada na cabeceira da cama, ainda completamente nua, comendo um croissant e um prato de frutas. Depois de fazermos amor, eu precisava dormir, então acordei e precisava de comida. Nunca me senti tão faminta em toda a vida. — Para onde eu vou? — Pergunto comendo o pão celestial amanteigado. — Mamãe deseja ter uma reunião com você, algo sobre um baile? — Ele pergunta, arqueando sua sobrancelha. O baile! Esqueci completamente. Está programado para o próximo sábado. Beatrice e Helena têm organizado para mim, especialmente porque eu tenho zero conhecimento e ainda menos contatos para preparar algo dessa magnitude. — Verdade! — Murmuro. — Sobre o que é isso? — Ele pergunta enquanto começa a se vestir. Vejo que seus cabelos estão úmidos com o banho, ele está vestindo um jeans escuro e uma camiseta branca e forte. Eu não o vi parecer tão casual, nunca, e adoro isso. — Oh, uh, pensei desde que fiz todas essas visitas a diferentes hospitais que eu tentaria levantar algum dinheiro para pesquisas sobre câncer infantil, em vez de tentar arrecadar dinheiro e, em seguida, distribuir entre os diferentes hospitais, — encolho os ombros enquanto como um pouco de melão do meu prato.


— Isso é brilhante, Riona! — Ele murmura. — Realmente, adoro essa ideia. — Falo, contente por ele me apoiar. Minha respiração se modifica quando ele se estende e coloca alguns fios de cabelo atrás da minha orelha e passa a mão em minha bochecha. — Você é uma pessoa muito bonita, por dentro e por fora. Eu adoro isso sobre você. — Obrigada, — sussurro. — Pule dessa cama, iremos juntos para a sua reunião. Estou muito interessado em ver como será esse baile, — ele sorri. Coloco meu prato na mesa de cabeceira e depois vou para o banheiro para tomar banho e me preparar. Henrik geme antes de me deixar, presumivelmente, para ir ao escritório e trabalhar um pouco. Sei que ele tirou uma folga, mas também sei que ele vai querer verificar algumas coisas em certos momentos. Eu gosto disso, ele foi ensinado a ser responsável independentemente da sua juventude selvagem. E tenho a sensação, pela forma como sua família agiu, que ele foi totalmente insano. Uma vez que estou fresca do banho, dou uma olhada no meu armário. Eu não desembalei um único item, mas ainda tenho algumas coisas que posso usar para ver Helena e Beatrice. Decido por um simples jeans coral e um top branco, combinado com um blazer de algodão azul marinho; então eu deslizo meus pés em um par de sapatos de salto alto dourados. Quando estou pronta, caminho para o escritório de Henrik. Fico na entrada e o vejo trabalhar. Ele está concentrado em seu computador, sua língua levemente em seu lábio enquanto suas sobrancelhas se fecham levemente. Ele parece mais jovem, com os cabelos confusos, vestido com uma camiseta. Eu gosto desse jeito, tão confortável, isso me faz lembrar da maneira como eu o vi na piscina de Las Vegas. — Pronta? — Ele pergunta sem olhar para cima. — Como você sabia que eu estava aqui?


— Posso sentir quando você entra em uma sala, preciosa. Ele sorri enquanto olha para mim, com seus olhos verdes brilhando. — Você ouviu meus sapatos? — Pergunto, me encostando ao lado da porta. Vejo como ele desliga o computador, e vem em minha direção em silêncio. Ele envolve suas mãos em torno de meus quadris e me puxa para seu corpo, com a cabeça inclinada para que seu nariz percorra o meu. — Ouvi seus sapatos, Riona, mas também sei quando você está em uma sala. Meu corpo sabe que seu desejo está presente. — Ele murmura antes de me beijar. — Você soa como um desses lobisomens em um livro paranormal. — Não tenho ideia do que você quer dizer, — ele ri. — Você sabe, eles sempre dizem que eles podem sentir o seu companheiro e outras coisas. — Murmuro, percebendo que pareço completamente boba. — Eu não sei sobre lobisomem, preciosa, mas meu pênis sabe quando você está por perto. Está em constante estado semiereto sempre que você está no mesmo espaço. — Henrik! — Murmuro. — Você está molhada? — Ele pergunta, movendo seus lábios para a minha orelha. — Não! — Minto. — Eu poderia comê-la rapidamente contra minha mesa. — Ele oferece, pressionando seu comprimento contra minha barriga. — Tire a calça sexy e se dobre que vou foder sua doce boceta. — Por favor! — Sussurro. Eu quero isso. Tivemos um sexo doce e suave desde que estive de volta em casa, mas eu quero o que ele está grunhindo no meu ouvido, agora mesmo.


Henrik me pega, pressionando seus lábios nos meus e empurrando a língua na minha boca enquanto ele nos conduz para a mesa dele. Sem dizer uma palavra, ele me gira e me curva, pedindo que coloque minhas mãos na mesa. Eu faço isso sem questionar. Estou tão pronta para o seu toque, para ele me foder, vou fazer o que ele exige. Eu tremo quando sinto os dedos no meu jeans, desabotoando e depois os arrancando pelas minhas pernas, parando no meio das coxas, junto com minha calcinha. As mãos fortes de Henry agarram minha bunda e apertam antes que uma delas deslize para o meu centro e seu dedo pressione meu clitóris. Eu já estou molhada, e pelo som de seu zumbido atrás de mim, ele está satisfeito. — Você está pronta para o meu pau? — Ele pergunta enquanto empurra dois de seus dedos para dentro de mim. Inclino meus quadris de volta um pouco mais e choramingo com sua intrusão rápida. Estou pronta para ele todo, e o quero agora. — Sim! — Gemo. Henri tira os dedos das minhas pernas e suas mãos agarram meus quadris com firmeza e controle, cavando minha carne. Então sinto seu pênis pressionando contra o meu centro e ele lentamente se afunda dentro de mim. — Henny! — Suspiro uma vez que ele está completamente dentro. — Preciosa Riona. — Murmura antes de retirar quase completamente fora de mim e então entra novamente com força e me faz perder o fôlego. Ele faz de novo, e de novo, não parando, nem diminuindo, ou aliviando seus impulsos. Está perfeito. Deixo meu corpo relaxar enquanto o levo dentro de mim. Cada golpe, cada impulso, eu aceito. Meu corpo está solto e flexível, enquanto ele me conduz ao auge do prazer. — Quero que você se toque, Riona. — Ele pede. Posso dizer que seu clímax está próximo. Seu ritmo está mudando, se tornando mais rápido com cada impulso de seus quadris. Deslizo uma das minhas mãos entre minhas coxas e tremo quando minha mão toca inicialmente meu clitóris. Estou tão perto, posso sentir meu orgasmo, só preciso de um pequeno empurrão.


Coloco meu antebraço na mesa e deixo minha testa descansar contra meu braço. Então começo a esfregar em círculos contra meu clitóris enquanto Henrik continua a bombear vigorosamente dentro e fora do meu corpo, com abandono selvagem. — Vamos, Riona! Se foda, preciosa, goze comigo. Ele praticamente implora atrás de mim, sua voz tão grossa que é quase irreconhecível. Em segundos, faço como ele implora. Eu gozo, e quando eu faço, é com um soluço. Henrik congela dentro de mim, e sinto seu pau contrair e depois seu clímax. — Caralho! — Ele amaldiçoa enquanto pressiona seu peito contra minhas costas. As únicas coisas que me sustentam são a mesa e seu aperto no meu quadril, caso contrário, estaria suada, bagunçada e uma pilha de carne e ossos no chão agora. — Como vou olhar sua mãe nos olhos em alguns minutos? — Pergunto sem fôlego. Henrik ri, mas oferece zero conselho para mim, exceto para me bater na bunda e me dizer que nós vamos sair em cinco minutos. Eu me apresso no banheiro para me limpar, consertar meu cabelo e maquiagem antes de o seguir pela porta. Henrik envolve sua mão ao redor do meu quadril e me põe ao seu lado antes de acariciar meu pescoço enquanto entramos no elevador. — Te amo, Riona! — Ele murmura, pressionando seus lábios na minha pele. — Eu também te amo, Henny! — Sussurro. Caminhamos até o carro que está esperando, e para minha surpresa, Henrik nos leva para a casa de seus pais. Ele mantém uma mão na minha perna toda a curta distância até a casa de seus pais. Mesmo quando saímos do carro, ele se encontra ao meu lado e desliza sua mão ao redor do meu quadril novamente, me segurando e me mantendo lá. Adoro isso, o carinho, os toques simples. É absolutamente perfeito.


Henrik Escuto minha mãe e Beatrice falar sobre o baile e todos os planos que elas fizeram. Riona parece interessada em tudo, e até mesmo faz algumas perguntas, nenhuma das quais estou prestando atenção. Tudo o que posso pensar é o fato de que ela está aqui ao meu lado, em casa, nos meus braços e na minha cama, e que está grávida do meu filho. Eu sinto como se estivesse vivendo, um sonho. — Sarah colocou o evento em sua agenda, não é? — Pergunta minha mãe, rompendo meu sonho acordado. — Não sei o que está na minha agenda, mãe. Tenho certeza de que ela fez. — Bem, então, Caitriona você precisa de um vestido. Eu tive meu assistente contatando alguns designers exclusivos, mas, infelizmente, suas amostras estavam todas ocupadas. — Diz minha mãe, sussurrando suas últimas palavras. Ela está tentando ser delicada e agradável. Ela não está dizendo a Riona a verdade, no entanto. Os vestidos de amostra são em tamanhos minúsculos, algo que eu sei porque Eugenie falou sobre isso incessantemente as poucas vezes que estava em sua presença. — Não se preocupe, vou cuidar disso. — Murmuro, beijando sua cabeça antes de me levantar e me afastar. Fui até o pátio traseiro e liguei para Sarah. — Senhor. — Ela murmura, obviamente ocupada. — Há um baile no próximo fim de semana, — anuncio. — Sim, o amável evento de sua esposa. Está na sua agenda, — diz ela. — Minha linda noiva não tem um vestido. Mamãe apenas lhe informou que todas as amostras de designer estão ocupadas.


— Isso é um monte de besteira. — Sarah murmura. — Eu sei, e é por isso que estou ligando para você. O que você pode fazer? — Pergunto, com esperança de que ela possa encontrar alguma coisa, ou alguém para projetar um vestido. — Você sabe o que eu acho que seria esmagador? — Ela pergunta. Eu posso dizer que ela está sorrindo, um sorriso extremamente largo, e ela provavelmente está se sentindo um pouco sorrateira, que é uma das razões pela qual eu realmente a adoro. — Continue. — Ela precisa de um vestido de uma loja de departamentos. As pessoas vão adorar isso. Claro, não será algo barato, ainda será requintado, mas também parecerá que ela é mais “mortal”, — explica Sarah. Parece a minha Riona, então concordo com o plano dela. — Eu vou buscar ela amanhã às dez. — Sarah anuncia antes que ela termine a ligação. Eu sorrio para mim mesmo, contente por ter Sarah ao meu lado para ajudar com tais questões, sabendo que ela vai cuidar muito bem da minha Riona.


Caitriona Eu me olho no espelho, completamente chocada com o quão elegante estou. Nunca pareci tão elegante em toda a vida, e ainda aqui estou. Meu cabelo está enrolado em um enorme coque, longe do meu rosto e muito elegante. Nada que lembre sua natureza selvagem está em exibição. Meus sapatos dourados, de salto alto, com parafusos ao redor da borda – Valentino, uma marca que nunca pensei em ter a oportunidade de ver pessoalmente, e muito menos de possuir. Meu vestido é azul elétrico, com um corpete, sem manga. Há um pequeno corte na minha cintura com uma torção de tecido, tanto na frente como na parte de trás. Ele abraça minha cintura e depois cai livremente até o chão. Olho para o meu anel de casamento e sorrio, minha única joia, mas a única peça que eu preciso. Pego minha bolsa de mão, dourada brilhante e caminho para a sala de estar, onde eu sei que Henrik está me esperando. De pé com o quadril contra o balcão e um coquetel na mão, ele parece exatamente o príncipe que ele é.


Henrik está vestido com perfeição em um smoking que sei que foi feito especialmente para ele por um designer famoso. Seu cabelo está bagunçado e sexy como é o seu habitual, e seu rosto tem um pouco de restolho, mas ele parece absolutamente... — Impressionante! — Ele diz, exprimindo meus pensamentos exatamente. — Eu concordo. — Aceno com a cabeça, sem tirar meus olhos dele. — Você está esquecendo algo, preciosa. — Murmura quando ele abaixa seu copo e o deixa. Ele então se aproximou de mim, sua marcha lenta e sexy. — O quê? — Sussurro. Eu olho enquanto ele pega dentro de sua jaqueta e tira uma pequena caixa de veludo. Então ele abre e fico sem fôlego. Aninhado no veludo azul escuro tem um colar, e não apenas qualquer colar, mas um colar de diamantes. Cada diamante é enorme, não consigo adivinhar o peso total do quilate, mesmo que eu tente, e eles estão cercados por um ajuste de ouro rosa. — Henny! — Sibilo para ele. Ele não diz nada. Apenas remove o colar antes de jogar a caixa no sofá e caminhar ao meu redor. Então sinto o peso da joia tocar meu pescoço e minha mão automaticamente toca as magníficas pedras enquanto ele o fecha no meu pescoço. Então, ele agarra em meus ombros e me gira para encará-lo. — Você se parece com a realeza. — Ele murmura antes que seus lábios toquem suavemente os meus, com cuidado para não borrar meu batom. — É tão bonito, Henny, muito obrigada! — Sussurro. — Pode esperar muito mais de mim no futuro, Riona. Você merece muitas coisas lindas.


Abro minha boca para me opor às suas palavras, mas sua mão pressiona contra meu estômago e seus olhos verdes se encontram com os meus quando os lábios se dobram em um sorriso. — Como você está se sentindo? — Ele pergunta. — Bem. Maravilhosa, na verdade, — sussurro. — O que médico disse? Henrik marcou uma consulta para mim hoje, a minha primeira consulta médica, e ele não conseguiu estar presente. Houve uma emergência em seu escritório, e ele teve que ir a uma reunião, sobre a qual ele não estava entusiasmado. Ele também expressou sua infelicidade bem alto. Abro minha bolsa de mão e retiro de dentro o pequeno pedaço de papel que o médico me deu. É a primeira foto do nosso filho, uma ultrassonografia que confirma que eu realmente estou grávida, seis semanas de gravidez, na verdade. O médico me disse que todo o estresse que eu passei recentemente tornou simples confundir qualquer sintoma relacionado a gravidez. Lhe perguntei sobre os enjoos matinais e por que eu não tive nenhum, e ele me disse para me sentir afortunada até agora, e que poderia chegar a qualquer momento ou não. — O que é isso? — Henrik pergunta, tirando o papel da minha mão. — Está pequena gota é o nosso bebê! — Murmuro, apontando para o que o médico me disse que era nosso filho. Parece uma gota para mim, mas o médico me assegurou que era, de fato, um bebê. — Sério? — Ele pergunta enquanto estuda a foto do ultrassom. — É lindo! Absolutamente lindo! — Murmura Henrik, seus olhos completamente focados. Um bip em seu telefone nos alerta para o fato de que a limusine está esperando no andar de baixo. Henrik tira a foto e coloca no bolso do smoking, no lugar que estava meu colar apenas alguns momentos atrás.


— Isso é meu? — Ele pergunta quando ele bate o bolso da jaqueta. — Sim, — confirmo. — Bom. — Ele grunhe quando envolve sua mão na minha. Juntos, saímos do apartamento e em direção ao elevador. Nós andamos na limusine em silêncio, eu me aproximei do lado de Henrik enquanto pegamos o resto do nosso grupo, Philip e Beatrice. — Seu vestido é tão bonito, onde você achou? — Pergunta Beatrice enquanto dirigimos para o evento. — Sarah e eu decidimos ir para algumas das principais lojas de departamento para ver o que poderíamos desenterrar no último minuto. Ela disse que na próxima vez eu poderia tentar falar com um designer, como talvez para o seu casamento, — digo. Beatrice olha para mim de um jeito estranho, mas depois me dá um caloroso sorriso. Não tenho tempo para a questionar quando chegamos ao nosso destino. Meus olhos se alargam quando vejo um tapete vermelho e os paparazzi espalhados em cada lado, juntamente com câmeras de notícias e repórteres. — Preparada, preciosa? — Henrik sussurra no meu ouvido. — Não. — Murmuro com sinceridade. — Se prepare, porque só há uma saída da limusine! Ele sorri e depois a porta se abre. Somos bombardeados com luzes brilhantes piscando, mas tento ignorá-las quando abro meu sorriso e permito que Henrik me ajude a sair do carro. Ele me coloca ao seu lado, e juntos, começamos a caminhar pelo tapete vermelho. Philip e Beatrice estão na nossa frente e todos acabamos parando para tirar fotos a cada poucos passos. Parece tão surreal que não posso acreditar que essa é realmente a minha vida. — Há rumores que tudo foi ideia sua, Princesa Caitriona, — diz um repórter.


— Eu tive a ideia para juntar fundos em uma festa de gala para a pesquisa do câncer infantil, sim. Mas foi o Príncipe, Helena e Beatrice que realmente fizeram toda a organização e trabalho árduo. — Eu sorrio. Continuamos no nosso caminho quando o último repórter da linha explode. — Como você se sente sobre a presença da Princesa Nicoline? Eu tento não demonstrar emoção com a pergunta, mas meu estômago dá um nó e me sinto doente. A mão de Henrik se aperta em torno da minha cintura, e vejo ele abrir a boca, prestes a dizer alguma coisa, mas eu o paro. — Estou ansiosa para conhecer a linda princesa! Eu me apresso e digo antes de começar a me afastar e entrar do edifício. — Eu juro que não sabia. — Henrik diz rapidamente. — Existe uma razão para eu estar chateada com o fato de ela estar aqui? — É só que é a sua noite e não quero te aborrecer, — ele caminha. — Você vai me abandonar para ficar com ela? — Pergunto com um sorriso nos meus lábios. — Riona... — ele assobia. — Henrik, está tudo bem. Você é meu, certo? — Pergunto, envolvendo meus braços ao redor do seu pescoço. — Sempre, a cada segundo de cada dia. — Ele murmura enquanto suas mãos se aproximam dos meus quadris e puxam meu corpo. Então seus lábios tocam os meus em um doce, mas breve beijo. Entramos no salão de baile e fico feliz por ter recebido o aviso sobre a princesa Nicoline, porque ela é a primeira pessoa que nos cumprimenta. — Nicoline, conheça Caitriona. — Henrik diz, apontando para ela com uma varredura de sua mão. — Prazer em conhecê-la, Caitriona, — ela diz com doçura. — É um prazer conhecê-la também, — digo com um sorriso.


— Foi bom ver você de novo, Henrik. E muito bom finalmente conhecer você, Caitriona. — Ela murmura antes de se afastar. É uma pequena troca, mas não desagradável. Eu não sabia sobre o que ele estava tão preocupado. Isso quase me faz rir. Era uma mulher com quem ele passou algumas horas contra a vontade, seguindo os desejos de seu avô. Não posso usar isso contra ele para sempre; nada aconteceu. Passamos o resto da noite dançando, comendo, dançando mais um pouco, e no final há um leilão. Olho para a folha de leilão e suspiro com todas as coisas que estão para lances. Há semanas férias em vilas por toda a Europa, dias de spa, refeições preparadas por alguns chefs famosos, joias e até mesmo um projeto com um designer exclusivo. — Beatrice, como você conseguiu todas essas coisas em tão pouco tempo? — Pergunto em um sussurro. — As pessoas podem ser muito generosas, especialmente quando envolve a família real, crianças e uma nova princesa muito amada. Ela sorri antes de se virar. — Nova princesa muito amada? — Pergunto, me voltando para Henrik. — O mundo adora você, Riona. Você deve ter visto as notícias. Você está se tornando uma das pessoas favoritas do povo. — Explica ele. Olho para ele com surpresa e choque. — Todas as visitas que você fez, do jeito que você fez tudo isso de forma particular, e com verdadeira compaixão em seu coração. Isso fez você se tornar cativante para milhões. — Eu simplesmente não queria que fosse uma grande produção, — murmuro. — É exatamente por isso que você é atraente para tantas pessoas, preciosas. Você está apenas sendo você, e você é doce. — Henny, — sussurro.


— Não chore! Aproveite cada segundo disso. — Ele sussurra, beijando a minha testa.

Henrik Passar a noite em uma festa de gala não é a minha coisa mais favorita a fazer no mundo. No entanto, observando como a elite trata minha linda esposa, isso foi uma coisa boa. Eles a amavam, todos para quem eu a apresentava, jovens e velhos, simplesmente a adoravam. Eu tomei a melhor decisão absoluta da minha vida quando estava chateado e bêbado em Las Vegas e me casei com uma garota que eu não conhecia. Caitriona não é da realeza, nem mesmo perto disso. E, no entanto, ela é amada e aceita não só por todas as pessoas que conheceu no círculo da minha família, mas também por todas as pessoas que conhece. Ela definitivamente deveria estar ao meu lado. Algumas pessoas podem pensar que desistir do meu título, e do título dos meus herdeiros, não valeria a pena apenas por uma mulher. Então, novamente, eles não conhecem minha preciosa Riona. — Estou tão cansada, Henny! — Ela sussurra, me abraçando enquanto vamos para casa. — Vamos levar você para casa, então, — sussurro, pressionando minha boca no topo da sua cabeça. — Eu te amo! — Ela sussurra em um bocejo. — Eu te adoro meu amor.


Henrik Seis meses depois — Henrik! — Philip entra através da minha sala de conferências. Estou em uma reunião com toda a minha equipe de gerenciamento e pedi para não ser perturbado até que esteja finalizada. — Henrik! Porra, Henrik, — ele diz. — Se acalme, o que aconteceu? — Pergunto, sabendo que deve ser grave para provoca uma resposta tão grande do meu irmão, normalmente, moderado. — Cait, ela está no hospital. Caralho, Henrik, temos que ir! — Ele diz e congelo. Não posso me mover. — Ela teve o bebê, Henrik, seis semanas antes. Ninguém conseguiu chegar até você. Hugh está lá, mas ninguém vai falar com ele. Algo está errado, e eles não vão contar nada a ele. — Ele continua caminhando, mas parece que ele está debaixo d'água. Meus pés não se moveram. Nada se moveu. Minha Riona, e meu bebê, algo está errado. Philip me agarra pelo meu pescoço e me empurra fisicamente para a porta.


Não consigo pensar. Nem sei se estou respirando corretamente. Mas quando sou levado pelo meu irmão para fora do meu escritório e colocado em um carro que estava esperando, olho para o assento ao meu lado e vejo Beatrice. Ela está chorando, e envolve sua mão em torno do meu antebraço. — Bee... Minha cabeça corre enquanto o carro entra no trânsito. — Tudo bem, Henrik. Os bebês nascem mais cedo todos os dias. Tudo está bem, — ela me assegura. O carro leva apenas alguns minutos, mas parece uma eternidade. Não respiro até entrarmos na garagem do hospital. Felizmente, há um estacionamento perto da saída, e eu pulo do carro e corro para a entrada do hospital, Philip e Bee me logo atrás de mim. Me apresento no hospital e percebo que é tudo tão branco e brilhante, procuro por Hugh que está encostado na parede, um olhar solene no rosto pálido. Eu sei, nesse momento, que tudo não vai ficar bem, como Bee tentou me assegurar no carro. — Hugh, o que está acontecendo? — Pergunto. Minha voz é fria e desprovida de emoções. Quando na realidade, estou completamente em pânico e absolutamente aterrorizado. — Eles não me contaram muito, mas eu sei que ela precisou fazer uma cirurgia de emergência e uma transfusão de sangue. — Ele afirma assim que as portas para o elevador são abertas e todos nós saímos. Minha menina, minha linda e preciosa Riona precisou ser operada, teve uma transfusão de sangue e um bebê seis semanas mais cedo, e eu estava sentado no meu escritório, em uma reunião onde eu comuniquei à minha secretária que não queria ser perturbado. Eu sou um bastardo, como de costume. Passo diretamente para a recepção, e tudo o que posso pensar é descobrir como está Riona e quando posso vê-la. A enfermeira olha para mim com olhos arregalados e chocados, mas eu percebo vagamente. Agora, eu só quero respostas.


— Estou aqui para ver Caitriona Genebra Grace Stuart. Preciso falar com o médico sobre sua condição imediatamente. — Declaro o mais profissional possível. Em minha mente, eu estou gritando – levante dessa cadeira e chame o médico do caralho. Preciso saber como está minha Riona. — Uh, sim senhor, sua alteza, senhor, — ela tropeça. Normalmente, eu sorriria e talvez dê uma piscadela; mas agora, não tenho tempo para essa merda. Preciso ver minha esposa. — Príncipe Henrik! — Diz um homem, vindo em minha direção com um jaleco branco. Ele deve ser o médico. — Henrik está bem, doutor, — digo. Ele pede que eu o siga para seu escritório. — Apenas Henrik, por favor. — Ele declara para minha comitiva de Hugh, Philip, Bee e Jasper nas minhas costas. — Tudo bem então. Caitriona deu à luz a um bebê hoje, e tenho certeza de que você está bem ciente. Tanto quanto posso ver, ela não tinha sinais iniciais de trabalho prematuro. Eu liguei para o médico dela, e ele confirmou isso para mim. Ele também está a caminho para sua avaliação. Sua bolsa estourou em casa, e seu segurança a trouxe aqui. Menos de uma hora depois, ela já estava dilatada cerca de oito centímetros. Normalmente, isso não seria um grande problema; é cedo, mas não muito. No entanto, houve um desprendimento placentário muito pequeno, onde a placenta se separou parcialmente do útero. Foi o que causou o trabalho de parto prematuro. Provavelmente era tão pequeno que passou despercebido, mas, infelizmente, durante o parto, o útero de Caitriona se rompeu e eu tive que operar, — ele me explica. Só entendo um quarto do que ele está dizendo. Eu não sou um médico, e tudo o que posso pensar é minha esposa, sozinha em uma sala de hospital.


— Seu filho está na UTI neonatal, e parece estar indo bem no respirador, — ele me informa. — Caitriona vai ficar bem? — Pergunto, minha voz logo acima de um sussurro, me sinto tão sobrecarregado. — Normalmente sim, mas se não pudermos parar o sangramento, teremos que realizar uma histerectomia de emergência, mas quero evitar tanto quanto posso, e acho que consigo. Nós lhe demos uma transfusão de sangue, e embora seu tempo de cura seja muito maior, eu antecipo uma recuperação completa. Não será fácil, mas tenho grandes esperanças de que ela se recupere. Ela está dormindo agora, mas deve acordar em breve. Você também pode visitar o bebê, — ele diz com um sorriso e um aceno de cabeça. — Você está dizendo que ela e o bebê quase morreram? — Pergunto, ainda chocado, ainda processando tudo o que ele acabou de dizer. — Sim, Henrik. Foi por um triz, mas ela é saudável e forte, e reagiu. — Acenei e me levantei. Eu preciso vê-la, a segurar, para saber que ela está bem. — O bebê vai ficar bem também? — Pergunto, com minha mão na maçaneta da porta. — Sim, ele ficará bem. Ele provavelmente terá que ficar aqui alguns dias, talvez uma semana. Quando for capaz de respirar e comer por conta própria, ele poderá ir para casa. Ele... meu bebê... ele. Tivemos um menino. Eu deveria estar gritando nos telhados e passando charutos, não temendo pela vida dele e de Riona, meu filho! Eu corro do escritório privado do médico, ignorando os olhares de questionamento de Philip, Hugh e Jasper. Eu tenho um lugar para estar e só um lugar. Ao lado da minha esposa. Corro em direção à porta de Riona, a abrindo para encontrar minha preciosa garota. Ela está pálida, seus cabelos em completa desordem em torno do travesseiro. Ela parece tão frágil naquela cama. Eu corro para o


lado dela e me ajoelho, pegando sua mão na minha e beijando seus dedos um a um. Fecho meus olhos e percebo os sons das máquinas, o sinal sonoro rítmico de seu coração. Eu me odeio por não estar aqui ao seu lado. Eu sempre soube que não a merecia – agora está confirmado. Sou um marido de merda.

Caitriona Estou vagamente ciente de uma presença ao meu lado, minha mão envolta em um calor familiar, e posso ouvi-lo falando em meu ouvido. Eu tento rolar, me mover, mas meu corpo está pesado, e meus membros parecem amarrados. O cheiro está me deixando enjoada, tento me acalmar para que eu possa entender os murmúrios e zumbindo à minha volta. — Riona, minha preciosa, por favor, acorde, por favor acorde! Ouço o murmúrio da voz de Henrik. Quero lhe dizer que estou acordada. — Cait, você precisa abrir esses belos olhos. Ouço Hugh falar de algum lugar distante. Me pergunto quantas pessoas estão neste quarto. Eu queria poder abrir meus olhos e ver por mim mesma. — Preciosa, eu te amo, por favor, acorde! — Sussurra Henrik. Sinto meus olhos abertos, o que parece segundos mais tarde, e o quarto está envolto na escuridão. Posso sentir uma leve brisa na minha mão e olho para baixo para ver uma massa de cabelo ondulado descansando na minha cama. Seu rosto está ao lado da minha mão, e sua respiração está fazendo cócegas em meus dedos. Eu os contraio para tentar acordá-lo. De repente, sua cabeça levanta e seus olhos se fecham com os meus. Lhe dou um sorriso preguiçoso e vejo enquanto suas sobrancelhas franzidas se relaxam.


— Preciosa! — Ele murmura. Absorvo aquela palavra, uma única palavra. — Henny. — Falo, com minha garganta seca e cansada. — Sshh, Riona, não fale. Vou chamar o médico. — Ele diz enquanto pega o telefone. Quero lhe perguntar o que aconteceu. Por que ele teria que chamar um médico? E onde está meu bebê? Me lembro da minha bolsa estourando, e não consegui chegar a Henrik por telefone e tive que ligar para Hugh. Mas tudo depois de chegar ao hospital é um borrão, um borrão completo. Eu tentativamente toco meu estômago e percebo que, na verdade, não estou mais grávida. Eu quero meu bebê, e quero saber se ele está bem. Assim que eu começo a entrar em pânico, um belo homem mais velho com um jaleco branco chega. O médico começa a me fazer perguntas sobre o nível da dor e verifica meus sinais vitais. Ele começa a me contar sobre o parto, fala sobre a ruptura de útero, transfusões de sangue e que meu bebê está na UTI neonatal. Meu coração começa a bater acelerado quando ele fala sobre a UTI. — Quero ver meu bebê. — Digo suavemente. O médico acena com a cabeça e me diz que enviará uma enfermeira com uma cadeira de rodas para me levar até ele e sai. — Você o viu? — Pergunto a Henrik. Ele coloca as mãos nos bolsos, e olha para os sapatos. — Não. Estava preocupado com você. Eu queria que fossemos juntos, — ele murmura. — Henny? — Pergunto em confusão, não entendendo por que ele não viu nosso filho.


— Estive ao seu lado por quase vinte e quatro horas. Eu não podia, não quando você não o tinha segurado primeiro. — Ele explica e seus olhos estão assombrados. Naquele momento, a enfermeira entra e me ajuda a sentar na cadeira de rodas. Provavelmente é uma das experiências mais dolorosas da minha vida. Henrik me ajuda, mas nada pode parar a dor de simplesmente me movimentar. Estou deslizando por um monte de corredores e percebo que há policiais e guardas em todos os lugares. Olho para Henrik, mas ele apenas pisca os olhos e encolhe os ombros. Uma vez que eu sou levada para a UTI, sei quem é meu bebê antes mesmo de me aproximar dele. Quando meus olhos se encontram com meu lindo e pequeno bebê, as lágrimas fluem. Deus, eu não chorei a minha vida inteira o tanto que chorei esse último ano. Está me drenando. A enfermeira da UTI diz que posso segurar ele, então ela coloca o pequeno pacote em meus braços. Ele é tão pequeno e frágil, não quero soltá-lo. Quero segurar ele no meu peito e o proteger para sempre, de todos, para que ninguém jamais lhe cause dor. Me pergunto como vou proteger ele. Meu próprio corpo não pode proteger ele o suficiente para entregá-lo com saúde. Como vou protegê-lo o resto da vida? — Ele é lindo, Riona! — Sussurra Henrik do meu lado. Ele está agachado e admirando nosso belo menino. Aceno com a cabeça meu acordo, sem palavras. — Como vão nomeá-lo? — Pergunta a enfermeira. Olho para o meu filho e fecho meus olhos. Ele parece muito com seu pai. — Somente um nome se adequará a ele, você não acha? — Pergunto, olhando para Henrik. — E qual seria? — Henrik pergunta, um sorriso nos lábios. O bastardo sabe, ele está apenas me fazendo dizer isso em voz alta.


— Henrik George William Richard Stuart II. — Você tem certeza? — Ele pergunta. Eu aceno com a cabeça, incapaz de dizer qualquer outra coisa sem chorar ainda mais. — Esse será o nome dele, então? — Pergunta a enfermeira, seus olhos brilhando de excitação. — Sim. Este belo garoto em meus braços, e este belo homem ao meu lado, eles são tudo para mim. Sem eles, eu seria uma alma perdida. — Eu amo vocês dois demais, — Henrik exala. — Eu amo você mais do que você poderia imaginar, Henny. Obrigada. Obrigada por me dar esse tesouro! — Sussurro, olhando para o nosso filho. — Sinto muito eu não estar com você durante tudo o parto, — ele murmura. — Você está aqui agora, — digo suavemente. — Estou preciosa, sempre estarei aqui para você. Henrik é o homem que me ama e eu o amo com todo meu coração. Cada parte minha ama todas as partes dele. Nossa família é qualquer coisa, menos convencional. Minha família está distante, James e Madison moram no Oregon; e a família de Henrik é literalmente a realeza, mas há mais amor do que eu poderia ter imaginado possível nas pessoas que nos rodeiam. A família de Henrik pode ter ficado surpresa com nossas núpcias em Las Vegas e inicialmente desaprovaram, mas nos últimos meses eles acharam fantástico. O pai de Henrik e mesmo o avô aceitaram essa nova dinâmica, o fato de Henrik ter abdicado seu título real parece que deixou o vínculo entre eles ainda mais forte. Bee, Helena e eu também nos aproximamos,


trabalhando uma ao lado da outra e nos tornando mais do que apenas parentes, mas também amigas. A história de nossa vida não acabou, está apenas começando. Sinceramente, não posso esperar por mais. Não posso esperar pelo que nos espera, pela enorme quantidade de amor que irá preencher nossas vidas, pela loucura que Madison vai trazer quando ela vier para uma visita com sua pequena família, para a montanha-russa que é nossa vida, e tem sido desde que o conheci junto à piscina na cidade do pecado. Meu príncipe, Meu Henny.

FIM


Então PoisonCats, gostaram do livro? A primeira pessoa que comentar no post de lançamento desse livro no Poison, informando em qual página está o Merlin Intruso e respondendo corretamente a pergunta abaixo, ganhará nosso próximo lançamento antecipadamente! Ahn, e não se esqueça de marcar a Freyja para validar a resposta! Boa sorte! QUAIS SÃO OS APELIDOS PELOS QUAIS HENRIK E CAITRIONA SE CHAMAM?

Royally Relinquijhed- Hayley Faiman  
Royally Relinquijhed- Hayley Faiman  
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