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N.W.77 Nuclear Awake Rotthenness Por Leandro Fernandes

9,0

Com bastante humor e irreverência, o N.W.77 faz um som pra não botar defeito. Com o disco Nuclear Awake a diversão é completamente garantida! O crossover da banda de é de alto calibre, técnica e competência. Marcel Ianuk consegue, juntamente aos seus companheiros, desenvolver grande agressividade, chegando a mostrar pegadas mais densas e “old school”. O mesmo leva uma linha vocal totalmente nervosa e pegada, mostrando a pegada Punk Rock que a banda possui emaranhada com o Thrash, juntamente com Rodrigo Pinto (bateria), conseguem criar uma cozinha bem homogênea e rápida sem delongas. Marcio e PC comandam as seis cordas com riffs interessantes e solos bem elaborados, dando um peso bem “sujo” ao disco. Com uma introdução que mostra ser uma homenagem ao grande ator Charles Bronson, emendam logo uma pegada mais Punk com riffs velozes. “Hannemania” segue a destruição com um belo refrão em coro. “NAGACA” é um verdadeiro “coice de porco”, faixa de cinquenta segundos que pode ser feita uma bela roda de pogo. “Wolrdwide Death” já entra em uma cozinha mais destacada, com uma letra bastante engraçada, citando capitais do mundo inteiro. Como uma espécie de “segunda parte” do disco, “Mad Driver” e “Bacchanalia Open Air” levam uma pegada mais Thrash com bastante groove. Assim como em um todo, o disco consegue seguir a mesma pegada e diversão impostas desde o início. Claro, se você curte um som rápido e pegado, esse aqui com certeza vai embalar suas tardes de cerveja e churrasco. Recomendado do início ao fim!

Blackning Order Of Chaos Vingança Music Por Pedro Humangous

8,5

Um Power Trio de respeito, formado por nomes como Cleber Orsioli (vocal/ guitarras, ex-Andralls), Francisco Stanich (baixo, ex-Woslom) e Elvis Santos (bateria, ex-Postwar), só poderia resultar em uma coisa: um discaço! “Order Of Chaos” é o primeiro registro do Blackning e já demonstra bastante personalidade em um disco composto por dez britadeiras em forma de música. O trio nos apresenta um Thrash Metal nervoso, veloz e agressivo, sem brechas para respirar ou sequer pensar, é entrar na roda e bater cabeça do início ao fim! As composições têm aquela pegada do Metal brasileiro, lembrando um pouco de Soulfly e o próprio Andralls. As músicas são muito bem construídas e executadas, contando com uma produção de primeira – méritos para o experiente Fabiano Penna, que cuidou da produção e da mixagem. O Thrash aqui apresentado é moderno e empolgante, trazendo aquele ar de novidade, porém com um leve toque de déjà vu – fator positivo na minha opinião. As faixas são bastante homogêneas, mesclando o Thrash clássico e reto, com algumas inserções de Punk e doses extras de melodia aqui e ali. Destaque para a música “Silence Of The Defeat”, com influência latente de Exodus – uma das melhores do disco por sinal. Outra faixa que merece menção é “Censored Season”, cantada em duas línguas, português e inglês. O trio consegue ser criativo, com linhas de bateria bem interessantes, riffs viciantes e um baixo super encorpado, preciso no preenchimento de todo e qualquer espaço que ouse ficar vazio. No encarte infelizmente não fala, mas a arte feita pela Art Plague é sensacional. Pra finalizar, um excelente cover de “Thy Will Be Done” da banda Overdose. Um grande lançamento dessa banda que promete, e muito, abalar as estruturas do Metal nacional! Se ainda não ouviu, não perca mais tempo, vale cada segundo!

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Hell Divine Nº 23 - Junho 2015  

Nova edição da revista digital brasileira voltada ao Metal e seus mais variados estilos! Acompanhem nosso trabalho em facebook.com/helldivin...

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