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Deguella Headshot Ms Metal Records Por Cupim Lombardi

8,5

Banda no Piauí que faz um Hardcore na sua essência, com levadas pesadas e groove. Lançado em 2014, fizeram um álbum inteiro em português o que facilita o recado que é de destruição - como já diz a primeira música “Auto Destruição” - muita desgraça e alguma crítica social como em “Corrente da Escuridão”, música, aliás, que traz um ótimo trabalho da cozinha, com o baixo bem estridente e aberto e bateria na medida, sem exageros. Destaque também para a música “Alcool” que utiliza elementos diferentes, inclusive com a presença de teclado dando um ar mais sinistro ao tema. Enfim, a produção contribuiu muito para o bom andamento do álbum, visto que deu o tom do Hardcore em uma gravação não tão limpa, que nada tira a qualidade do material. É isso aí, Hardcore nacional na veia e na essência!

Bloody Violence Divine Vermifuge Violent Records / Oneye Records Por Pedro Humangous

9,0

Se eu tivesse que apostar minhas fichas em qual seria o grande destaque do underground brasileiro nos próximos anos, jogaria tudo o que tenho no Bloody Violence! Reconheço, não é um som de fácil assimilação. Definitivamente não é para qualquer um, “Divine Vermifuge” requer ouvidos treinados. É tanta informação jogada em você, em tão pouco tempo, que os desavisados podem ficar atordoados. Quando resolveram que iriam praticar o Technical Death Metal, levaram a coisa tão a sério que são candidatos aos mais técnicos do mundo. É impressionante o que esses caras são capazes de fazer com seus instrumentos e criar esse emaranhado de notas que chamam de música. Quando resenhei seu EP de estreia, já tinha ficado espantado, perplexo e estupefato. E boquiaberto continuo ao ouvir esse primeiro disco completo, agora contando com o dobro de músicas do EP, totalizando oito devastações sonoras. Mas esteja avisado caro leitor e ouvinte, não será fácil digerir esse álbum. Sugiro ouvi-lo aos poucos, pois em certos momentos pode se tornar cansativo. Nos Estados Unidos esse estilo de som é muito praticado e apreciado. Aqui no Brasil ainda temos poucos adeptos e pouquíssimas bandas se arriscando por esses terrenos, porém o Bloody Violence o faz com maestria. Pra quem procura por referências, eu citaria influências de Rings Of Saturn e Brain Drill. A parte gráfica está primorosa e mais uma vez ficou nas mãos do experiente Rafael Tavares. Todos os músicos aqui dispensam qualquer elogio ou menção, desempenham seus papéis brilhantemente ao longo do álbum, principalmente Igor Dornelles, guitarrista responsável por todas as composições. As letras insanas e doentias ficaram à cargo do excelente vocalista Cantidio Fontes – que ampliou seu alcance vocal e utiliza ainda mais variações do que no trabalho anterior. O baterista Eduardo Polidori e o baixista Israel Savaris são outros dois monstros, super criativos e técnicos, completando o som encorpado e frenético da banda. O que mais dizer de “Divine Vermifuge”? Um disco desafiador, diferenciado e extremo! Sua audição é obrigatória e sua presença física é indispensável em qualquer coleção que se preze.

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Hell Divine Nº 23 - Junho 2015  

Nova edição da revista digital brasileira voltada ao Metal e seus mais variados estilos! Acompanhem nosso trabalho em facebook.com/helldivin...

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