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SENAR

Rio de Janeiro Recomeço

Depois da catástrofe vem a recuperação.

Fevereiro 2011 - ano 02- n° 02

Sistema Faerj

Balde Cheio de soluções Parceria entre técnica e planejamento que deu certo.


Sumário

Sumário

Sumário

Sumário

Sumári

Sumário Sumário

Sumário

Tragédia 04 na serra Programa 08 florescer Balde cheio 10

Útero é vida 14 Operação de microtrator 16 Cafeicultura 18


Vimos muita gente trabalhando em igrejas, escolas,

preparando alimentos e confortando os amigos, um quadro comovente

O

início do ano revelou-se catastrófico para os moradores da região serrana do Rio de Janeiro. No dia 12 de janeiro uma inesperada forte chuva causou uma série de desabamentos atingindo os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom jardim. Aquela que poderia ser mais uma chuva de verão tornou-se a maior tragédia natural que já atingiu o Brasil.

Tragédia na Serra

Os números assustam, quase um mês após a chuva, os órgãos governamentais divulgam que cerca de 880 pessoas morreram e outras 400 ainda estão desaparecidas. De acordo com as informações da Defesa Civil mais de 20 mil pessoas estão desalojadas e desabrigadas em sete municípios da região. Ao todo a chuva atingiu mais de 70 mil pessoas. Rodolfo Tavares, Presidente do Sistema Faerj/Senar-Rio, esteve ao lado da população da Região Serrana. No dia 13 de janeiro, dia seguinte a tragédia, visitou os municípios atingidos. - Em um primeiro momento, nos preocupamos em ajudar as famílias que perderam seus entes queridos e nos

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Perdas nas áreas agrícolas podem atingir R$ 300 milhões

preocupamos também em dar alguma dignidade e esperança aos desabrigados. Rodolfo conta que ficou muito emocionado com a mobilização e manifestação de solidariedade das pessoas. - Vimos muita gente trabalhando em igrejas, escolas, preparando alimentos e confortando os amigos, um quadro comovente. Enquanto presenciava cenas fortes, o presidente do Senar/Faerj já pensava em como ajudar na recuperação da região. - No campo, constatei que a intensidade da tragédia foi de tal gravidade que não se pode esperar soluções imediatas. Para manter a continuidade das atividades agrícolas, será necessário um estudo detalhado da nova configuração de topografia e geologia. Levantaremos todas as informações para ajudar as famílias que vivem do campo.

Um estudo preliminar com o diagnóstico dos impactos das chuvas nas áreas agrícolas da região serrana já foi realizado. O objetivo é municiar o poder público de informações que permitam dimensionar a extensão do problema e apontar necessidades e medidas que possam atenuar os estragos e prejuízos da região.

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O material foi desenvolvido por uma extensa equipe que envolve funcionários e colaboradores da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro, Emater-Rio, e a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro, PesagroRio, e concluiu que serão necessários aproximadamente R$ 300 milhões para a recuperação das áreas agrícolas atingidas.

Dados parciais revelam que estradas, pontes, moradias e áreas de produção agrícolas foram devastadas A Região Serrana se consolidou como o mais importante pólo de produção agrícola do Estado do Rio de Janeiro, principalmente no que diz respeito à exploração da olericultura, floricultura e avicultura de corte e postura. Segundo o estudo realizado, os municípios atingidos se caracterizam pela predominância de agricultores familiares. Dentro deste universo de produção, estima-se que 17 mil famílias que se sustentam basicamente da atividade agropecuária tenham sido afetadas. A lama proveniente da enxurrada, o deslizamento de encostas, o tombamento de plantas, a alixiviação de fertilizantes e a erosão laminar e profunda dos solos foram responsáveis

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por grande parte das perdas nas áreas agrícolas. Aqueles que conseguiram salvar suas produções não puderam escoá-las para os clientes. Já que as pontes e estradas da região foram destruídas. Muitos perderam o ponto de colheita tornando o produto impróprio para o comércio. O relatório revela que muitos animais foram soterrados ou levados pelas enxurradas. Os pecuaristas de leite tiveram as ordenhas interrompidas abruptamente. Os avicultores também foram muito prejudicados, além de terem seus aviários destruídos perderam muitas aves. Foram contabilizadas mortes de mais de 230 mil aves de corte e quase oito mil aves de postura. Esses números não são definitivos e tendem a aumentar em função da falta de abastecimento de insumos e energia elétrica nas regiões atingidas. Quase 3 mil hectares foram diretamente afetados pela chuva. Mais de 60% das áreas atingidas estavam cultivadas com olericultura. Estima-se que a perda de áreas exploradas com esta atividade supere 1,5 mil hectares. A percepção é que pelo menos 1,4 mil ha sofreram erosão laminar superficial, em 900 ha formaram-se voçorocas e 500 ha foram soterrados.

O estudo também apontou o desaparecimento e a inutilização de máquinas e equipamentos, além da destruição das instalações de produção. As equipes técnicas constataram a destruição de duas agroindústrias, 102 galpões de usos diversos, pelo menos 13 câmaras frigoríficas, 364 estufas teladas, mais de 31, 5 mil metros de redes de eletrificação, cerca de 50 quilômetros de cercas, além de currais, estábulos, tanques de resfriamento de leite, insumos em geral e caixarias. Serão necessários recursos para reconstrução das áreas de infra-estrutura e produção. Os especialistas estão propondo medidas que agilize e simplifique o processo de pagamento dos seguros agrícolas pelos agentes financeiros. Outras propostas também serão apresentadas para minimizar os impactos dos prejuízos agrícolas, como a prorrogação imediata de todos

os contratos de financiamento de custeio e investimento de Crédito Rural e a repactuação dos contratos de financiamento nos municípios onde foi reconhecido o estado de calamidade pública. A Faerj/Senar-Rio pretende participar ativamente da recuperação da área. Rodolfo Tavares explica que será feito um diagnóstico personalizado para identificar os produtores e suas demandas individuais. - Realizaremos ações em conjunto com órgão governamentais e não governamentais.Constituiremos grupos de trabalho nos municípios para proporcionar acessibilidade aos recursos disponíveis. Estaremos ao lado do produtor para encaminhar todas as suas necessidades em um único lugar, sem ter que correr de instituição em instituição. Orientaremos o produtor rural na retomada das suas atividades, finaliza

Infraestrutura produtiva a) Estradas e pontes

R$ 55milhões

b) Moradias

R$ 25milhões

Recursos de Produção a) Agricultura

R$ 45 mihões

b) Pecuária

R$ 4 milhões

c) Máquinas e Equipamentos

R$ 10 milhões

d) Instalações

R$ 40 milhões

Perdas seqüenciais em decorrência da interrupção das atividades R$ 90 milhões Total R$ 269 milhões

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Lama encobriu parte da produção (Foto: Celso Pupo/G1)

Programa Florescer

Produtores de flores improvisam para driblar efeitos da enchente Falta de energia complica cultivo e conservação. Fonte: portal G1/ Reportagem de Luciana de Oliveira

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enchente em Nova Friburgo também afeta a produção de flores de corte, na qual a cidade é uma das maiores do Brasil. O cultivo se concentra em Vargem Alta, que faz parte de um dos distritos da cidade serrana.

José Hernanes Bom, um dos principais nomes do setor na cidade, teve de recorrer a um gerador para manter a câmara fria onde conserva as flores colhidas. A medida também foi adotada por outros produtores locais.

Ali não houve mortes, mas a estrada estreita ainda está cheia de terra, galhos, árvores inteiras caídas, postes entortados e até arrancados do chão. Até terça-feira (18), faltava energia elétrica na localidade, o que, segundo produtores, compromete principalmente a conservação das flores.

Com a chuva, a força de um córrego que passa nos fundos de uma das duas propriedades de Hernanes arrastou a casa de máquinas que bombeava água para as estufas. Para não ficar sem a irrigação, ele improvisou um motor de moto no lugar.

Produtores de flores improvisam para driblar efeitos da enchente (Foto: Celso Pupo/G1)

A lama encobriu boa parte das flores. O produtor estima que, por mês, colhia mil maços de astromélia, por exemplo. - Agora não vamos tirar nem 100. Vai levar muito tempo para recuperar, prevê, observando funcionários que lavam algumas das flores nas estufas. O prejuízo com a chuva de um só dia é calculado em R$ 30 mil.

outra propriedade, a maior que tem, com seis alqueires e meio (cerca de 157 mil metros quadrados), que não foi afetada pela enchente. Ele suspendeu a chegada de novas mudas, vindas de São Paulo, nesta semana. - Mas o importante é que nada aconteceu com nossa casa nem com a gente, conforma-se

Hernanes diz que, com a falta de energia, também terá problemas com as espécies que requerem iluminação artificial, como crisântemos, tangos e asters, cultivadas em

Fotos retiradas do link: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/produtores-de-flores-improvisam-para-driblar-efeitos-da-enchente.html

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Hoje além da visão técnica de uma propriedade, vejo também a família e os resultados sociais Balde Cheio - Sítio Santa Cristina Com o Projeto Balde Cheio além de resultados relevantes que tenho obtido no trabalho diário, o maior resultado aconteceu comigo. Mudei como técnico e como homem.

Sítio Santa Cristina

Hoje além da visão técnica de uma propriedade, vejo também a família e os resultados sociais que posso obter com o meu trabalho. Não existe nada mais gratificante que resgatar a autoestima de pessoas desacreditadas e sem esperança no futuro. Assim começa o depoimento do instrutor Bruno Cerqueira ao informativo do Senar-Rio. Ele se emociona ao contar a história do produtor Rogério Senra, do Sítio Santa Catarina, em Rio das Flores. A família de Rogério aderiu ao programa em janeiro de 2009 quando passava por uma fase muito difícil na atividade leiteira. Endividado, o

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produtor procurou o escritório da Emater-Rio com o objetivo de mudar este quadro e adotar tecnologias que tornassem sua atividade viável. O instrutor Bruno foi o responsável por apresentar o projeto Balde Cheio e os resultados que pequenos produtores estavam alcançando em todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil. O cenário encontrado na propriedade na primeira visita não era positivo. O solo apresentava baixa fertilidade. O gado não utilizava uma dieta equilibrada. As vacas magras apresentavam baixa aptidão leiteira. A produção de leite era de 30 litros por dia. Até os bezerros estavam com o desenvolvimento comprometido. O gado utilizava um pasto sem divisões, onde os animais andavam de um lado para o outro atrás de algo para comer. O produtor

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também não mantinha controles zootécnicos e financeiros, pois acreditava que esses dados não eram tão importantes para a propriedade. Rogério já estava desistindo de tudo quando o instrutor apresentou um planejamento para o Sítio. Foi preciso incentivo para que a família acreditasse no projeto. - Fiz uma proposta de visitarmos outros produtores do Balde Cheio para vermos na prática o que eles estavam fazendo. Escolhemos duas propriedades de Valença. A do produtor Fabio Jorge, a menor do projeto e a do Carlos Furtado, mais parecida com a do Rogério, com topografia acidentada e terras com menor fertilidade. Após a visita uma mudança radical havia acontecido e dava para ver o brilho dos olhos dele. O Rogério, como costumo dizer, voltou ligado no 220V. Era tudo que qualquer técnico quer. Um produtor motivado e desafiado, diz Bruno.

Juntos, técnico e produtor, montaram e executaram o planejamento. Para gerar recursos alguns animais foram vendidos e o dinheiro investido na fertilidade do solo e no melhoramento da qualidade dos alimentos dados aos animais. Foram criadas áreas de sombra para proporcionar conforto ao gado. As vacas magras, com sombra, água fresca e alimento de qualidade se transformaram em vacas gordas e a produção de leite começou a aumentar. Como parte do plano, foi reduzida

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a área trabalhada na propriedade de 5ha disponíveis para 1,28ha intensificados e bem manejados. A produção de leite chegou até 105 litros de leite por dia e se manteve por alguns meses, um sonho do Rogério, que nunca havia conseguido tamanha quantidade de leite. Hoje após a secagem de algumas vacas está próxima dos 80 litros. - As melhores vacas estão sendo inseminadas e suas crias estão sendo vendidas a melhores preços para compor a renda da propriedade. Uma novilha 7/8 de Holandês e uma bezerra Jersolando estão sendo recriadas para serem futuras matrizes do rebanho. Com aumento da produção e da renda mensal a dívida que Rogério tinha no banco está sendo quitada em dia e a certeza de dias melhores é uma realidade, conclui Bruno.

Técnico e produtor

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instrutor Bruno conta que além da relação profissional, surgiu uma grande amizade e respeito mútuo com esse trabalho. - No Projeto Balde Cheio a propriedade é uma escola para o produtor e para o técnico. Conceitos de intensificação da produção de leite em pequenas áreas são aplicados, mas acima tudo a maior lição é a de vida. É um exercício diário de muito trabalho e uma relação de carinho e respeito com a família. As crianças sentem falta da minha presença e sou chamado de tio. O Gabriel de 3 anos de idade zela pelo meu trabalho e recomenda os visitantes a não mexer ou tocar em algo que tenha feito junto com seu pai. Liga-me quando passo alguns dias sem ir à propriedade e me visita no escritório quando está com saudades. A Vivi é como trato a Vitória uma loirinha de 7 anos agarrada comigo

que ajuda o pai quando não está na escola e até tira leite.

A Amanda com 13 anos ajuda nas anotações dos controles zootécnicos e financeiros. Além do produtor, as crianças são parceiras e o sucesso do trabalho também é atribuído a elas. A relação que começa cheia de cuidados e desconfianças se solidifica ao longo do trabalho. Assim como Bruno, o Senar-Rio também se orgulha de ter participado dessa história de sucesso

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Promoção Social

Durante o evento o Senar-Rio recebeu 156 mulheres e seus filhos Cuidando da mulher do campo Útero é Vida

Útero é Vida Cuidando da mulher do campo

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m dezembro, no distrito de Vargem Alegre, em Barra do Piraí, o Sindicato Rural da região e o SenarRio receberam as mulheres do campo para um evento dedicado a elas. Trata-se do programa Útero é Vida, para prevenção do câncer de colo de útero da mulher rural. O programa tem por objetivo gerar oportunidades de educação, prevenção e diagnóstico do câncer do colo do útero em comunidades carentes, levando informações importantes que conscientizem as mulheres do meio rural e possibilitem seu acesso ao exame preventivo. Durante o evento o Senar-Rio recebeu 156 mulheres e seus filhos. As participantes assistiram às palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis e prevenção do câncer de colo do útero. Pelo menos 142 exames de papanicolau foram realizados durante o evento.

Além de cuidar da saúde, foi disponibilizado as participantes o Espaço Beleza, que oferecia serviços de massagem e escova nos cabelos e manicure. Enquanto as mamães cuidavam do visual, os filhos participavam de brincadeiras com recreadores no colégio ao lado. Segundo Chico Leite, presidente do Sindicato Rural de Barra do Piraí, foi uma verdadeira operação de saúde. - Todos os órgãos municipais se envolveram com o evento. Contamos com parcerias das Secretarias Municipais de Ação Social, Educação e Saúde. Contamos também com a ilustre presença da Sra. Thelma Nora Riskalla Anchite, primeira-dama do município de Barra do Piraí, que fez questão de participar de todo o evento.

O Senar-Rio e seus parceiros realizaram um dia especial em Vargem Alegre, que se repetirá em outros municípios. Estão previstas ações semelhantes em Trajano de Moraes, Bom Jardim e Carapebus

COMO PARTICIPAR:

Procure o Sindicado Rural da sua cidade ou o Senar-Rio e saiba quais cursos e treinamentos serão realizados na sua região.

Ligue 0800-2820020.

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Você sabia ?

Operação e manutenção de microtrator O

perar um microtrator pode não ser tarefa fácil para quem não está acostumado com o equipamento. É preciso entender bem como funciona a máquina para aumentar a produtividade, reduzir o tempo e o custo de produção, além de evitar acidentes no campo. O curso do Senar-Rio apresenta a máquina, ensina a operá-la e a fazer a manunteção correta do equipamento, proporcionando uma maior vida útil do micro trator. Segundo Pedro Cattete, técnico em agropecuária e instrutor do curso do Senar-Rio, o micro trator é uma máquina agrícola de pequeno porte que tem como objetivo atender aos pequenos e médios produtores, voltados para a agricultura familiar, como por exemplo, os que trabalham na cultura de olerícolas. - No campo, a máquina pode ser adaptada a várias funções e tem como vantagem atravessar terrenos onde normalmente veículos não entram e realizar

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Microtrator ou TOBATTA? A marca que virou sinônimo de micro trator. Nos anos de 1970, a fabricante de micro tratores TOBATTA lançou seu primeiro equipamento, logo se tornou a marca referencia do mercado. Em meados de 1980 a TOBATTA fechou, mas o seu nome é utilizado até hoje para identificar microtratores.

trabalhos pesados que antes eram feitos pelo produtor e consumiam muito esforço físico.

Um dos tópicos mais importantes do curso é o que diz respeito a operação do equipamento, ressaltando os cuidados nas manobras a serem realizadas e principalmente as normas de segurança no trabalho. - Não temos que temer a máquina e sim respeitá-la. Normalmente os acidentes ocorrem quando ultrapassamos os limites do respeito às atividades a serem realizadas, explica Cattete.

Seguindo a metodologia do Senar-Rio, o produtor que participa do curso de operação e manutenção de microtrator obtém conhecimento teórico e prático e sai apto a manusear o equipamento. Pronto para aumentar sua produtividade, reduzir seu esforço e proteger sua saúde seguindo as normas de segurança no trabalho

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cafeicultura Senar Rio lança o programa Bule Cheio Aos moldes do Balde Cheio, o Bule Cheio nasce com a proposta de desenvolver a cafeicultura no Estado do Rio de Janeiro

Sob a coordenação de Hugo Siqueira e com o apoio de José Braz Matiello, da Fundação Pró Café, e José Ferreira Pinto, do Ministério da Agricultura, o Senar-Rio espera formar técnicos para atuar nas propriedades cafeeiras. O objetivo é melhorar o custo de produção e a qualidade do produto. Hugo Siqueira nos conta que algumas propriedades já estão sendo visitadas e um plano desenvolvido de acordo com as observações de cada produção.

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Uma propriedade da região será transformada em uma Unidade de Demonstração, o que permitirá que todos os envolvidos no projeto troquem experiências práticas e que outros produtores acompanhem o trabalho. O Bule Cheio também oferecerá oportunidade aos produtores que querem investir em uma nova lavoura. - Nesse caso, nós daremos todas as orientações, desde a compra das mudas, indicando as que são mais resistentes as pragas e as mais produtivas.

A idéia é também transmitir os conceitos de qualidade ao produtor. Segundo Hugo, uma saca de café de

qualidade no mercado custa cerca de R$ 400 enquanto a do café inferior custa a metade do preço. - Não temos a intenção de deixar o produtor se endividar para melhorar seu rendimento. Sabemos que baixar os custos e investir na qualidade é o caminho, finaliza Hugo.

Técnicos e produtores interessados em conhecer o projeto podem entrar em contato com o Senar-Rio pelo telefone 0800 2820020. O Bule Cheio é uma parceria do Senar-Rio, Faerj e Sebrae-RJ

- Será feita a análise do solo, avaliada a idade dos cafezais, o espaçamento entre os pés, a variedade das mudas e a infraestrutura da propriedade. Todo trabalho será feito com intuito de melhorar a qualidade do café e aumentar a rentabilidade do produtor, explica.

Os técnicos serão treinados para aplicar novas tecnologias na lavoura de café e para passar conceitos de gerenciamento à propriedade. A metodologia utilizada, semelhante a do Balde Cheio, é a do trabalho prático.

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O Senar-Rio em 2010 recebeu mais de oito mil pessoas em seus treinamentos e eventos sociais. Venha participar conosco das ações em 2011. Procure o Sindicato Rural ou um órgão parceiro do Senar-Rio na sua região.

Sistema Faerj


Editorial

Rodolfo Tavares

Presidente do Conselho Administrativo – SENAR-AR/RJ

Maria Cristina Teixeira de Carvalho Tavares Superintendente – SENAR-AR/RJ

Carla Ribeiro Valle

Chefe do Departamento Técnico e Pedagógico

Bianca de Fátima Machado

Chefe do Departamento de Arrecadação

Geiza Mesquita Assessora de comunicação

Projeto gráfico, QK Movie + Design

Administrativo Titular Rodolfo Tavares Carlos Eduardo Dair Coutinho Manoel Affonso Mendes de Farias Mello Rosanne Curi Zarattini Oto dos Santos Suplentes Maria Zeni Andrade Morais Ueber Moreira Poeys José Nolasco de Salles Filho Jairo Roberto Marques da Fonseca Manoel Oscar Jotta Barboza

Fiscal Titular João Batista da Silva Roberto Monnerat Ezaquiel Siqueira da Conceição Suplente Aloysio José Braga Monteiro Heloísio Amorim Machado Júnior Martins Barbosa


Informativo Senar RJ - Fevereiro 2011  

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