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CENTRO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES


UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

HELENA SCHUWENCK MARQUES DE SOUZA

CENTRO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo.

Aprovado em ......................................................................................................

BANCA EXAMINADORA ___________________________________________________________ Professor Celso Ledo Martins ___________________________________________________________ Professor ___________________________________________________________ Professor Mogi das Cruzes, SP 2019


DEDICATĂ“RIA

Dedico este trabalho aos meus pais que sempre me incentivaram e foram a minha força ao longo desses cinco anos de muita luta, sem eles nada disso seria possível.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus por estar ao meu lado sempre me guiando pelos melhores caminhos, a minha família e amigos por todo apoio e incentivo e a todos os professores que contribuíram para eu conseguir chegar até aqui e me formar Arquiteta e Urbanista.


“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida“ Sêneca


RESUMO Um Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é um espaço projetado para atender crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade. Trata-se de um projeto que proporciona aos seus usuários o aprendizado e o desenvolvimento pessoal através das práticas de vivência coletiva e das experiências cotidianas. O objetivo do presente trabalho é criar um espaço que atenda às necessidades dos usuários e suas famílias, principalmente no contra-turno escolar, contribuindo para o desenvolvimento das capacidades e potencialidades e que incentive a socialização e a convivência comunitária, além de possibilitar a ampliação do repertório pessoal das crianças e adolescentes, favorecendo a troca de experiências entre eles e a aquisição de novos conhecimentos. O local escolhido para a implantação do projeto situa-se no distrito de Jundiapeba no município de Mogi das Cruzes, estado de São Paulo, pois, verificou-se uma carência de projetos sociais que atendam à essa demanda no distrito estudado, uma vez que trata-se de população de baixa renda e que, na maioria das vezes, não podem contar com um cuidador para seus filhos no período em que não estão na escola. Palavras-chave: espaço de convivência, vulnerabilidade social, crianças e adolescentes.


CAPÍTULO

Introdução

"Criança tem direito pra se respeitar Não pode no papel esse direito ficar E o mundo inteiro tem que entender Que o direito da criança é pra valer" Direito da Criança - Mara Maravilha

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INTRODUÇÃO Um Centro para Crianças e Adolescentes (CCA) é um espaço de convivência, que tem por objetivo atender os usuários a partir dos interesses e potencialidades de cada faixa etária. As intervenções são realizadas a partir de situações lúdicas, culturais e esportivas com a finalidade de integrar, socializar e obter proteção social. Devem atender com prioridade crianças e adolescentes que tenham vínculos familiares fragilizados, estejam em situação de trabalho infantil, sejam portadores de deficiência, famílias beneficiárias de Programas de Transferência de Renda (Bolsa Família, Renda Mínima, Renda Cidadão, Programa Ação Jovem e etc.) ou em situação de risco e vulnerabilidade social. Geralmente, a implantação de um CCA se dá em virtude da necessidade da população que reside no local, tendo como parâmetro famílias cadastradas em programas de transferência de renda, renda por domicílio entre outros dados registrados pelo CRAS. De acordo com o ECA, Art. 4º: É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária (p.19).

A partir dessa necessidade e da mobilização da comunidade, é escolhida uma Organização Não Governamental sem Fins Lucrativos, que possua um projeto que atenda essa demanda. O objetivo principal de um CCA é a assistência às crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, proporcionando-lhes acesso a educação, cultura, esporte, lazer, artesanato e iniciação profissional no contra turno da escola, tirando essas crianças das ruas, oferecendo segurança, auxiliando as famílias no cuidado dos indivíduos e abrindo um leque de novas oportunidades e possibilidades. O projeto tem por foco principal criar espaços amplos e acolhedores que despertem o interesse dos jovens e das crianças nas atividades propostas e que faça com que eles queiram ficar e se sintam bem e acolhidos no local para aprender um pouco mais a cada dia, principalmente no que se refere à preservação e manutenção de laços afetivos, fortalecimento de vínculos, autonomia, projetos de vida e protagonismo e, tendo em vista o que prevê o ECA em seu Art. 7º, que diz “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”. (p.20). O local escolhido para a implantação desse serviço foi o distrito de Jundiapeba, localizado no município de Mogi das Cruzes, essa escolha se deu por tratar-se de ser um distrito bastante populoso e com déficit de serviços especializados no atendimento às famílias carentes e, principalmente às crianças e adolescentes residentes no local que, podem vir a sofrer com situações de risco e vulnerabilidade social, tendo, muitas vezes, seu direito violado. Lima (1995) afirma que não há muitos espaços urbanos para que as crianças se desenvolvam e possam aprender a partir da vivência coletiva, da solidariedade e das regras sociais e esse desenvolvimento e aprendizado não se dão a partir do ensino formal, mas das experiências cotidianas, através dos processos lúdicos, das brincadeiras. Em decorrência dessa demanda, se faz necessário a construção de espaços em que as crianças e adolescentes possam ser assistidas, objetivando a redução de situações de vulnerabilidade, prevenção de riscos sociais, bem como a melhoria da qualidade de vida dos usuários e suas famílias e o aumento de acesso aos serviços da rede sociassistencial. (Tipificação Nacional de Serviços Sócioassistenciais, 2014). 13


CAPÍTULO 2 Objetivo

"Giz, merthiolate, band-aid, sabão Tênis, cadarço, almofada, colchão Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão Criança não trabalha,criança dá trabalho!" (Criança Não Trabalha - Palavra Cantada)


OBJETIVO

GERAL

Criar um espaço que contribua para a prevenção da ocorrência de situações de risco e vulnerabilidade, estimule o fortalecimento de vínculos, as trocas culturais e de vivências, o desenvolvimento de capacidades e potencialidades e que incentive a socialização e a convivência comunitária.

OBJETIVO

ESPECÍFICO

Constituir um espaço que proporcione aos seus usuários e às suas famílias um local de acolhimento, contribuindo para a construção de conhecimentos, pautados em valores éticos e culturais que pensem no desenvolvimento integral das crianças e adolescentes, prevenindo a segregação e o isolamento. Entender a importância destes espaços para sociedade e identificar o público alvo e suas necessidades Projetar ambientes amplos, que receberão iluminação natural, aconchegantes, lúdicos, bem ventilados e acessíveis, onde os usuários se sintam acolhidos e seguros, proporcionando bem estar e facilitando a troca de experiências e aquisição de novos conhecimentos, propiciando vivências que viabilizem o desenvolvimento da autonomia e protagonismo social dos indivíduos.

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CAPÍTULO 3 Justificativa

"- Lara, o que é amor? - Amor é quando alguém te dá coxinha." (Lara, 7 anos)


JUSTIFICATIVA A criação da Entidade Filantrópica para crianças e adolescentes de baixa renda foi escolhida pensando nas crianças e jovens que, muitas vezes, tem o seu direito violado (que estejam em situação de trabalho infantil, vulnerabilidade ou de risco). Nas famílias, que por vezes, não possuem condições de permanecer com os filhos ou que não podem contar com um adulto de confiança no período do contra turno da escola, pois trabalham fora e precisam garantir o sustento da família e não possuem recursos para contratar um profissional para auxiliar no cuidado com a casa e, principalmente com as crianças, que são os indivíduos mais vulneráveis do sistema familiar. De acordo com os dados do Visor de Informações para o Sistema Único de Assistência Social da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes, a partir de dados relacionados ao CENSO/IBGE, no que se refere ao distrito de Jundiapeba, é possível saber que: 2.250 famílias do distrito vivem com ¼ a ½ salário mínimo por domicílio; 4.494 crianças foram alfabetizadas com idades entre 5 a 12 anos; 20.224 moradores têm entre 18 a 59 anos; Em setembro de 2018, 18.370 pessoas eram cadastradas no programa CadUnico; 4.406 famílias vivem com R$85,00 por mês; Em 2016, 1.934 mulheres viviam sozinhas com crianças/adolescentes e uma renda per capita de até R$82,00; Em setembro de 2018, 4.235 famílias eram beneficiárias do Programa Bolsa Família; Em março do ano 2018, 245 famílias eram beneficiárias do Programa Renda Cidadã; Em 2017 foram atendidos pelo CRAS 105 casos de violações de direitos no distrito: 6 casos de abandono, 23 casos de negligência, 7 casos de situação de rua/ mendicância, 2 casos de trabalho infantil, 31 casos de violência física, 28 casos de violência psicológica e 8 casos de abuso sexual. A seguir, é possível observar dados que comparam o distrito de Jundiapeba com o distrito de Cesar de Souza:

Gráfico 01 - Alfabetização - CENSO 2010 - IBGE

CESAR DE SOUZA

ALFABETIZADOS DE 5 A 12 ANOS

JUNDIAPEBA I E II

ALFABETIZADOS DE 13 A 17 ANOS ALBAFETIZADOS DE 13 A 17 ANOS ALFABETIZADOS COM IDADE MAIOR OU IGUAL A 60 ANOS0

20.000

Fonte: Autoria Própria, 2019.

17

40.000

60.000

80.000


CESAR DE SOUZA Gráfico 02 - Renda por Domicilio - CENSO 2010 - IBGE

JUNDIAPEBA I E II

DOMICILIOS SEM RENDIMENTO ATÉ 1/8 DO SALÁRIO MÍNIMO DE 1/8 A 1/4 DO SALÁRIO MÍNIMO

Gráfico 03 - Responsáveis pelo Domicílio

DE 1/4 A 1/2 SALÁRIO MÍNIMO

10 A 17 ANOS

DE 1/2 A 1 SALÁRIO MÍNIMO

18 A 59 ANOS

DE 1 A 2 SALÁRIOS MÍNIMOS

ACIMA DE 59 ANOS

DE 2 A 3 SALÁRIOS MÍNIMOS ACIMA DE 3 SALÁRIOS MÍNIMOS 0

RESPONSÁVEIS MULHERES

2.500

5.000

7.500

10.000

12.500

0

10.000

20.000

30.000

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Gráfico 04 - Quantidade de Famílias no Cadastro Único MARÇO DE 2016 SETEMBRO DE 2016 MARÇO DE 2017 SETEMBRO DE 2017 MARÇO DE 2018 SETEMBRO DE 20180

Gráfico 05 - Renda Per Capita por Domicilio ATÉ R$ 85,00 ENTRE R$ 85,01 E R$170,00 ENTRE R$ 170,01 E R$ 477,00 ENTRE R$ 477,01 E R$ 954,00 ACIMA DE R$ 954,01 5.000

10.000

15.000

Fonte: Autoria Própria, 2019.

20.000

0

2.500

5.000

7.500

10.000

12.500

Fonte: Autoria Própria, 2019.

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CESAR DE SOUZA JUNDIAPEBA I E II

G´rafico 06 - Mulheres Sozinhas com Criança / Adolescente

Gráfico 07 - Famílias Beneficiárias do Programa Bolsa Família MAIO DE 2016

PER CAPITA ATÉ R$ 82,00

SETEMBRO DE 2016

PER CAPITA ENTRE R$ 82,01 E R$ 164,00

MARÇO DE 2017

PER CAPITA ENTRE R$ 164,01 E R$ 440,00

SETEMBRO DE 2017

PER CAPITA ENTRE R$ 440,01 E R$ 880,00 PER CAPITA ACIMA DE R$ 880,01 0

MARÇO DE 2018 1.000

2.000

3.000

4.000

SETEMBRO DE 20180

Fonte: Autoria Própria, 2019.

MAIO DE 2016

MAIO DE 2017

MAIO DE 2017

SETEMBRO DE 2017

SETEMBRO DE 2017

500

Fonte: Autoria Própria, 2019.

19

7.500

10.000

12.500

Gráfico 09 - Beneficiários do Programa Ação Jovem - Sistema Pró-Social

MAIO DE 2016

250

5.000

Fonte: Autoria Própria, 2019.

G´rafico 08 - Famílias Beneficiárias do Programa Renda Cidadã

MARÇO DE 2018 0

2.500

750

1.000

MARÇO DE 2018 0

100

Fonte: Autoria Própria, 2019.

200

300


CESAR DE SOUZA JUNDIAPEBA I E II Gráfico 10 - Violações de Direitos - Atendidos pelo CREAS em 2017 - Crianças/ Adolescentes - IRSAS ABANDONO DISCRIMINAÇÃO - ORIENTAÇÃO SEXUAL NEGLIGÊNCI A SITUAÇÃO DE RUA/ MENDICÂNCIA TRABALHO INFANTIL VIOLÊNCIA FÍSICA VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA VIOLÊNCIA SEXUAL ABUSO VIOLÊNCIA SEXUAL EXPLORAÇÃO 0

25

50

75

100

Fonte: Autoria Própria, 2019.

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CAPÍTULO 4 Problemática

"Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais." (ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente)


PROBLEMÁTICA Como tirar crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social das ruas dando a elas uma nova chance? Como trazer os jovens que vivem em situação de trabalho e risco para a entidade sendo que a realidade financeira deles muitas vezes exige que eles comecem a trabalhar cedo para complementar à renda e outras vezes são aliciados para entrar no mundo das drogas e do roubo? A área em que o Centro será implantado está em uma cota mais baixa que o seu entorno, fazendo com que o local seja propício a alagamento. Como evitar as enchentes?

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CAPÍTULO 5 Tema

"Meninos e meninas, Não olhem raça, religião nem cor. Chamem os filhos do bombeiro, Os dois gêmeos do padeiro E o caçula do doutor" (Direitos e Deveres - Toquinho)


TEMA O Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes é um espaço pensado e projetado para atender a crianças e adolescentes que vivem em situações de risco social e vulnerabilidade. Trata-se de um espaço para convivência, desenvolvimento de autonomia e protagonismo e da cidadania. Auxilia no aprendizado para a formação de jovens mais participativos e atuantes na sociedade. Tem por finalidade garantir o desenvolvimento pessoal, de habilidades e a socialização de crianças e adolescentes criando ambientes prazerosos que deem a oportunidade dos mesmos estarem em contato com atividades extracurriculares que despertem o interesse dos jovens em permanecer no ambiente e os tirem da situação de vulnerabilidade em que eles se encontram.

DEFINIÇÃO

DO

TEMA

De modo geral, um edifício institucional é um espaço implantado no intuito de atender às demandas da população (desenvolvimento de pessoas, preparação para a cidadania e qualificação para o trabalho). Tendo isso em vista, define-se que estes espaços caracterizam-se por seus grandes fluxos de visitantes e que ofertam de ampla infraestrutura, relacionados a um interesse central. Um edifício destinado ao uso escolar insere-se nesta tipologia e, segundo Ornstein e Neto (1993, pg. 7) possuem grande repercussão social devido a um histórico de padronizações, formulações de diretrizes de projeto e da fiscalização de obras desta natureza. Ao formularem um procedimento para levantamento de campos e análises, contemplando informações iniciais sobre usuários representativos (alunos, professores e funcionários), configuração espacial e funcionalidade, os autores definem junto à F.D.E – Fundação Para o Desenvolvimento da Educação, os setores que compõem o programa arquitetônico das escolas: Pedagógico – inclui os ambientes destinados às aulas comuns e práticas. Administrativo/Direção – inclui os ambientes – secretaria, almoxarifado, sala do diretor, sala do coordenador/orientador e sala dos professores. Vivência – inclui os ambientes – galpão, distribuição de merenda, cozinha, despensa da cozinha, centro cívico, assistência ao escolar, uso múltiplo, cantina, despensa da cantina, depósito – educação física e vestiário dos alunos. Serviços Gerais – inclui os ambientes – sanitários da administração, dos alunos, sanitários e vestiários de funcionários, depósito de material de limpeza e zeladoria. (ORNSTEIN; NETO, 1993, p. 15)

De acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (2014), no que se refere ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, são especificadas as seguintes atribuições para cada faixa etária: DESCRIÇÃO ESPECÍFICA DO SERVIÇO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 6 A 15 ANOS: Tem por foco a constituição de espaço de convivência, formação para a participação e cidadania, desenvolvimento do protagonismo e da autonomia das crianças e adolescentes, a partir dos interesses, demandas e potencialidades dessa faixa etária. As intervenções devem ser pautadas em experiências lúdicas, culturais e esportivas como formas de expressão, interação, aprendizagem, sociabilidade e proteção social.

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Inclui crianças e adolescentes com deficiência, retirados do trabalho infantil ou submetidos a outras violações, cujas atividades contribuem para re-significar vivências de isolamento e de violação de direitos, bem como propiciar experiências favorecedoras do desenvolvimento de sociabilidades e na prevenção de situações de risco social. DESCRIÇÃO ESPECÍFICA DO SERVIÇO PARA ADOLESCENTES E JOVENS DE 15 A 17 ANOS: Tem por foco o fortalecimento da convivência familiar e comunitária e contribui para o retorno ou permanência dos adolescentes e jovens na escola, por meio do desenvolvimento de atividades que estimulem a convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho. As atividades devem abordar as questões relevantes sobre a juventude, contribuindo para a construção de novos conhecimentos e formação de atitudes e valores que reflitam no desenvolvimento integral do jovem. As atividades também devem desenvolver habilidades gerais, tais como a capacidade comunicativa e a inclusão digital de modo a orientar o jovem para a escolha profissional, bem como realizar ações com foco na convivência social por meio da arte-cultura e esporte-lazer. As intervenções devem valorizar a pluralidade e a singularidade da condição juvenil e suas formas particulares de sociabilidade; sensibilizar para os desafios da realidade social, cultural, ambiental e política de seu meio social; criar oportunidades de acesso a direitos; estimular práticas associativas e as diferentes formas de expressão dos interesses, posicionamentos e visões de mundo de jovens no espaço público.

Segundo o Royal Institute of British Architects (RIBA, 2016), a arquitetura escolar está diretamente relacionada à qualidade de ensino, uma vez que foi estimado no relatório “Better spaces for learning” um impacto positivo que incrementa em até 15% a produtividade do ensino e o aprendizado quando os espaços são melhores projetados. Portanto, a partir deste fundamento é compreendida a importância do projeto das escolas e define-se o pensamento inicial na hora de começarmos a esboçar os ambientes. Ao afirmar que o ambiente escolar pode influenciar a forma como as pessoas trabalham e aprendem dentro dele, Kowaltowski (2011) dá continuidade a este pensamento e também define que o projeto arquitetônico deve dialogar diretamente com o projeto pedagógico da escola. A autora também afirma a importância de pensar na comunidade ao qual o espaço irá atender, favorecendo a acessibilidade, a comunicação, as atividades e refletindo o clima social que o ambiente representa. O estímulo no processo de aprendizagem, promovido por um ambiente bem pensado e dimensionado, também é destacado por profissionais da área da educação: Nessa escolha pesam fatores de ordem prática, como a distância, a amplitude e as condições do espaço físico, a segurança oferecida, pois o aluno deve dispor de conforto para que nada interfira na sua disposição de aprender. Além disso, espera-se que o ambiente seja estimulante, pois ele é um dos muitos meios que a escola deve recorrer para promover o desenvolvimento da atenção e explorar a curiosidade. (ARENA, 2003:10)

Para Lima (1995), um espaço de uso coletivo, quando projetados para crianças – com brinquedos – tendem a estimular a imaginação e a descoberta do mundo de maneira lúdica. 26


EVOLUÇÃO

HISTÓRICA

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Art. 2º “Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade” (p.18). A noção de direitos das crianças e adolescentes não existia até a Constituição Cidadã de 1988 e o surgimento do Estatuo da Criança e do Adolescente em 1990. Foi a partir dessas leis, que as crianças e adolescentes foram reconhecidos como cidadãos de direito, podendo gozar de um conjunto de direitos civis, sociais, econômicos e culturais de promoção e proteção (PEREZ E PASSONE, 2010). A definição de Direito, de acordo com o dicionário Priberam, é o “Conjunto de normas e princípios legais que regulam as relações dos indivíduos em sociedade”. De acordo com Rizzini e Pilotti (2009), surgem no Brasil, no século XX, os reformatórios e as casas de correção para crianças e adolescentes, que tinham a ideia de reeducação em detrimento à punição, para crianças e jovens que eram considerados indesejados para a sociedade. O processo de solicitação dos direitos das crianças e adolescentes, por parte dos movimentos sociais, conseguiu inscrever na Constituição Cidadã, a prioridade para esses indivíduos, protegendo-os de qualquer forma de abuso. Em 1990, com o surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), essa defesa foi reafirmada, considerando o atendimento às crianças e adolescentes como parte integrante das políticas sociais (RIZZINI e PILOTTI, 2009). A partir da Resolução Nº 109 de 2009 surgiram os equipamentos que compreendem os Serviços de Proteção da Assistência Social, tais como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), que é a porta de entrada para a Rede Socioassistencial e é responsável por executar os programas e projetos sociais desenvolvidos pelos Governos Federal, Estadual e Municipal. Instalado prioritariamente em áreas de maior vulnerabilidade, o CRAS é um local público de base territorial. Seu objetivo é prevenir a ocorrência de situações de vulnerabilidade e risco social nos territórios onde estão instalados, por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, além da ampliação e garantia do acesso aos direitos de cidadania. É considerado um serviço de caráter preventivo. (BRASIL, 2014). E, foi a partir da mesma Resolução, que surgiram os centros de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes, que, junto com os demais equipamentos e serviços da rede socioassistencial, garantem o acesso às politicas públicas e de proteção integral às famílias (BRASIL, 2014). Segundo Nazario (2010, p. 121 apud RIZZINI e PILOTTI, 2009), já no século XXI, ainda que as crianças e adolescentes tenham seus direitos reconhecidos, não há garantias de que esses direitos estejam sendo traduzidos em práticas sociais de atendimento integral à esses indivíduos, tendo em vista que uma história de negligência não se anula com a publicação de uma Lei. No entanto, é capaz de fornecer subsídios para a mudança, o que justifica a persistência na luta pela implantação e implementação de políticas sociais que consigam retirar as crianças e os adolescentes de situações de vulnerabilidade e risco social, violência – incluindo a violência emocional, trabalho infantil, entre outras situações degradantes.

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CAPÍTULO 6 Estudo de Caso

"Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência." (ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente)


ESTUDO FICHA

DE

CASO

1

-

TÉCNICA

Nome: Projeto Social – JAMDS (Jurema Amor nas Mãos para Surdos e Deficientes). Arquitetura: João Duayer e Thiago Tavares Localização: Rio de Janeiro, Brasil Ano do projeto: 2016  Obra: Equipe Caldeirão Área: 1.430 m²

O

JAMDS O

LOCAL Figura 01 -Acesso Principal

Figura 02 - Circulação

Figura 03 - Sala de Atividade

Fonte: Archdaily – JAMDS Projeto Social, 2018.

Fonte: Archdaily – JAMDS Projeto Social, 2018.

Fonte: Archdaily – JAMDS Projeto Social, 2018.

JAMDS

Conforme VADA (2018) o Projeto Social JAMDS (Jurema Amor nas Mãos para Surdos e Deficientes) já acontecia dentro da casa de Jurema, no bairro Paciência, subúrbio do Rio de Janeiro. Ela recebia 50 crianças e adolescentes com deficiência e ensinava Libras – Língua Brasileira de Sinais, aula de dança, jiu-jitsu, entre outras atividades. Foi com a doação de um terreno baldio que foi possível melhorar as condições e hoje se tornou um centro de referencia na região. Foram criados módulos com contêineres adaptados a necessidade do espaço. A locação deles cria um eixo de circulação que deixa o espaço fluido e ventilado. A cobertura central feita por um telhado de fibrocimento protege da chuva e do sol (VADA 2018). Um padrão geométrico colorido junto com o piso de madeira e a cobertura branca garante a unidade dos blocos. O terreno grande permitiu que fosse implantado além do programa básico, quadra de futebol, parquinho e horta na área externa (VADA 2018). Foi plantado grama por todo o terreno para amenizar o calor e permitir maior permeabilidade do solo. Foi um projeto de baixo impacto ambiental e baixa geração de lixo. Foram instalados painéis fotovoltaicos, produzindo cerca de 70% do consumo de eletricidade (VADA 2018).

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PLANTAS

-

JAMDS

Figura 04 - Planta: Circulação, Acessos e Ambientes.

Figura 05 - Planta: Setorização

Fonte: Archdaily – JAMDS Projeto Social, 2018.

Fonte: Archdaily – JAMDS Projeto Social, 2018.

30


ESTUDO FICHA

DE

CASO

2

-

ESCOLA

TÉCNICA

O

Arquitetos: Agrau Arquitetura Localização: Vila Mariana - São Paulo, Brasil Equipe: Gabriel Grinspum, Isabel Sperry, Tomas Faria, Gisela Porto, Carlos Arellano Início do projeto: 2016 Conclusão da obra: 2017 Área do terreno: 500 m²   Área construída: 340 m²        Materiais predominantes: Aço / Concreto / Vidro

A

ESCOLA

DO

DO

BAIRRO

LOCAL

Figura 06 - Fachada Frontal

Figura 07 - Sala de Aula

Figura 08 - Varanda

Fonte: Veja SP – Escola do Bairro, 2016.

Fonte: Archdaily – Escola do Bairro, 2018.

Fonte: Archdaily – Escola do Bairro, 2018.

BAIRRO

A Escola do Bairro é uma instituição que foi instalada no Bairro Vila Mariana e tinha como objetivo educar as crianças com experiências vividas dentro e fora das salas de aula. Para conseguir colocar isso em prática o escritório de arquitetura requalificou um antigo casarão e construiu um pavilhão anexo. O casarão, que era um sobrado precisou passar por adaptações como a construção de novas salas e sanitários, mas principalmente em sua estrutura para o seu novo uso como um edifício educacional. A fachada foi restaurada. Beirais, esquadrias, telhado de tijolos e sacada proporcionam as crianças um espaço em que elas se sintam confortáveis, na sua “segunda casa”. Por conta do clima tropical, quente e úmido foi necessário que buscassem referências na arquitetura brasileira rural, com seus elementos vazados, janelas amplas, portas de correr e varandas que criam uma transição entre o interior e o exterior (VADA, 2018; MATAZUKI, s.d.; WAJSKOP, 2016). O bairro foi escolhido pois faz parte da memoria afetiva da diretora já que a sua avó morou durante anos em um endereço que fica a aproximadamente 700 metros da escola. Também foi escolhido por sua área externa, por suas árvores e porque preserva na edificação existente que foi restaurada, a história das residências paulistanas dos anos 1940 e 1950. Ela acredita que a edificação faz parte da história então deve ser respeitada. A escola está implantada em um terreno com o entorno tombado pelo patrimônio histórico (VADA, 2018; MATAZUKI, s.d.; WAJSKOP, 2016).

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PLANTAS

-

ESCOLA

DO

BAIRRO

Figura 09 - Planta: Acesso e Circulação

Figura 10 - Planta: Setorização

Fonte: Archdaily – Escola do Bairro, 2018, adaptado pelo autor.

Fonte: Archdaily – Escola do Bairro, 2018, adaptado pelo autor.

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ESTUDO FICHA

DE

CASO

3

TÉCNICA

-

ESCOLA

MONTESSORIANA O

Nome: Escola Montessoriana Waalsdorp Arquitetura: Escritório De Zwarte Hond Localização: Haia, Holanda do Sul Ano do projeto: 2014 Obra: Bouwonderneming Stout B.V. Área: 2.480 m²

A

ESCOLA

MONTESSORIANA

WAALSDORP

LOCAL Figura 11 - Fachada

Figura 12 - Circulação

Figura 13 - Sala de Aula

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015.

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015.

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015.

WALLSDORP

Conforme Pedrotti (2015), a escola esta localizada em um terreno triangular com mais duas escolas e uma creche. A escola conversa com o entorno de ruas estreitas e casas de tijolos de 1930. Sua fachada é construída com tijolos de proporções inusitadas que lembram o Material Dourado criado por Maria Montesori. As escolas montessorianas se desenvolvem a partir de um espaço central comum, formando uma área que liga todos os espaços do edifício. Na Wallsdorp o grupo educacional de crianças mais novas fica no pavimento térreo, que também está localizada a área administrativa, as salas multiuso e a área comum, outro grupo de crianças de idade mediana e o grupo de crianças mais velhas estão localizados no primeiro pavimento, separados pela quadra de esportes. As áreas de circulação são como uma extensão da sala de aula, onde as crianças podem brincar e estudar nesse espaço que também é de convivência (PEDROTTI, 2015). De acordo com Pedrotti (2015) as salas de aula, com pé direito de 3,40m, possuem um layout diferente, com mobiliários alternativos que motive a criança a buscar novos conhecimentos e a conviver com outras crianças. A escola também possui um ambiente onde são inseridas prateleiras, pia, tanque de lavar, vassouras e demais utensílios domésticos no tamanho das crianças que tem por objetivo trabalhar os movimentos, a coordenação motora e ensinar as atividades do dia a dia. Painéis de madeira foram projetados para incorporar estantes de livros, ganchos para pendurar casacos, estações de trabalho permanentes e armários.

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PLANTAS

-

ESCOLA

MONTESSORIANA

WALLSDORP

Figura 14 - Pavimento Térreo: Acessos e Circulação Vertical

Figura 15 - Primeiro Pavimento: Circulação Vertical

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015, adaptado pelo autor.

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015, adaptado pelo autor.

Figura 16 - Pavimento Térreo: Setorização

Figura 17 - Primeiro Pavimento: Setorização

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015, adaptado pelo autor.

Fonte: ArchDaily – Escola Montessoriana Waalsdorp, 2015, adaptado pelo autor.

34


CAPÍTULO

Visita Técnica

"Crianças, iguais são seus deveres e direitos. Crianças, viver sem preconceito é bem melhor. Crianças, a infância não demora, logo, logo vai passar, Vamos todos juntos brincar." (Direitos e Deveres - Toquinho)

7


VISITA 1 CORAÇÃO

ASSOCIAÇÃO

MISSIONÁRIA

CATEQUISTA

DO

SAGRADO

A visita foi realizada no dia 06/03/2019 com o acompanhamento da Irmã Tereza, uma das seis irmãs que trabalham, mantém e coordenam o local. A associação está localizada na Rua Francisco Martins no bairro do Socorro no município de Mogi das Cruzes onde atende 110 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 15 anos que residem no mesmo bairro e por vezes em bairros vizinhos como o Conjunto Toyama. A associação funciona somente no turno matutino com entrada as 07h00min e saída as 12h00min de segunda a sexta feira oferecendo café da manhã e almoço. As crianças são divididas entre seis oficinas, são elas: panificação, música, dança, arte, estética e informática. É possível que cada indivíduo escolha até três opções que são alternadas durante a semana. A intenção é fazer com que cada um permaneça no mínimo seis meses em cada oficina para que consiga vivenciar cada atividade e saber se realmente gostou ou não podendo trocar de oficina ou dar continuidade na mesma para desenvolver sua aptidão. O local é propriedade das Irmãs Ursulinas desde 1979 tendo também uma creche e um centro de acolhimento para mulheres. É amplo e vem sendo adaptado conforme as necessidades. Recentemente passou por uma reforma para atender a NBR 9050, foi feita a construção de rampas de acesso na área externa. Os acessos acontecem por rampas, escadas e elevadores. Quadro 01 - Programa Arquitetônico – Associação Missionária Catequista do Sagrado Coração

AMBIENTES

QNT.

Sala Socioeducativa Cozinha para Oficina de Panificação Sala para Oficina de Informática Sala para Oficina de Música Cozinha Refeitório Crianças/Adolescentes Refeitório Funcionários Pátio Coberto Pátio Descoberto Sanitário para Crianças/ Adolescentes Sanitário Funcionários Sala Administrativa

3 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2

Fonte: Autoria Própria, 2019.

37


Figura 18 - Sala de Informática

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 19 - Refeitório

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 21 - Refeitório Funcionários

Figura 22 - Sala de Panificação

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 20 - Sala Socioeducativa

ANÁLISE

Fonte: Autoria Própria, 2019.

O espaço é de propriedade das irmãs Ursulinas mas não foi construído para esse uso específico, portanto com o tempo passou por diversas reformas para que se tornasse o que é hoje. A associação está localizada em uma área central de muito movimento mas o acesso dos usuários se dá por uma via local de baixo fluxo de pedestres e veículos. O local é amplo e de maneira geral os ambientes recebem iluminação e ventilação natural, mas alguns espaços como o refeitório dos funcionários, a área administrativa e o pátio interno recebem baixa iluminação artificial e nenhuma iluminação natural, fazendo com que os ambientes se tornem pouco agradáveis. A circulação acontece por escadas, rampas e um elevador.

Figura 23 - Sala de Música

CRÍTICA

Fonte: Autoria Própria, 2019.

38


VISITA

2

CENTRO

EDUCACIONAL

JABUTI

A visita foi realizada no dia 07/03/2019 com o acompanhamento da Fátima, coordenadora do Projeto. A associação está localizada na Avenida Laurindo Pereira no distrito de Jundiapeba no município de Mogi das Cruzes onde atende ao todo 117 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos que residem no bairro. A associação funciona em dois turnos: matutino com entrada as 07h30min e saída às 11h30min e diurno com entrada as 13h00min e saída às 16h30min de segunda a sexta feira oferecendo todas as refeições. As crianças são divididas por idade (6 a 10 anos, 14 a 13 anos e 14 a 17anos) e participam de três oficinas, são elas: música, horta e artes plásticas. O espaço é alugado, plano e foi adaptado para atender as necessidades deles. Quadro 02 - Programa Arquitetônico – Centro Educacional Jabuti

AMBIENTES Quadra de Futsal Descoberta Salão com Mesas de Jogos Biblioteca Horta Sala para Oficina de Artes Plásticas Sala para Oficina de Música Sala Socioeducativa Cozinha Refeitório Sanitário Sala Administrativa Fonte: Autoria Própria, 2019.

39

QNT. 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1


Figura 24 - Sala de Música

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 27 - Sanitário

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 25 - Biblioteca

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 28 - Sala de Materiais

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 26 - Horta

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 29 - Quadra

ANÁLISE

CRÍTICA

O Centro está localizado em uma via coletora próximo a importante Avenida Lourenço de Souza Franco que liga o distrito ao centro da cidade. De maneira geral todos os ambientes recebem ventilação e iluminação natural, exceto o único sanitário que o local possui para o uso das crianças/adolescentes e dos funcionários que além disso também não atende a norma NBR 9050 de Acessibilidade a Edificações e não é suficiente para a quantidade de usuários. As salas de oficina são pequenas, o refeitório possui somente uma mesa de dez lugares que também não é suficiente para a quantidade de usuários. A área comum coberta é pequena, o que inviabiliza qualquer atividade em dias chuvosos. A edificação é mal conservada além de possuir infiltração em diversos pontos.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

40


VISITA 3 – CENTRO FAMILIAR MARIA MISERICORDIOSO - NOVA UNIÃO

M E D I A N E I/ I N S T I T U T O

AMOR

A visita foi realizada no dia 20/03/2019 com o acompanhamento da Irmã Tatiane, uma das irmãs que cuidam do espaço. O Instituto está localizado na Rua Joaquim de Mello Freire, número 1530, no bairro Vila Oliveira, município de Mogi das Cruzes onde atende ao todo 140 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos que residem principalmente no bairro Vila Nova União mas também Conjunto Cocuera e Vila Natal. O instituto funciona em dois turnos: matutino com entrada as 08h30min e saída às 11h30min e diurno com entrada às 13h30min e saída às 16h30min de segunda a sexta feira oferecendo café e almoço para quem fica no período da manhã e almoço e café para quem fica no período da tarde. As crianças são divididas por idade (6 a 7 anos, 8 a 9 anos, 10 a 12anos e 13 a 17 anos) podendo participar das oficinas de artesanato, pintura em tecido, culinária, violão e atividades na sala socioeducativa. O espaço é propriedade das irmãs e foi construído em 2010 para ser um Centro da Família, mas o projeto não foi aprovado pela prefeitura já que existia um projeto para abertura de um CRAS no bairro, foi ai que as irmãs optaram por oferecer um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Crianças e Adolescentes que funciona desde 2011. Os acessos internos acontecem somente por escada. Quadro 03 - Programa Arquitetônico - Instituto Amor Misericordioso - Nova União

AMBIENTES Sala Coordenação Sanitário Funcionários Refeitório Funcionários Sanitário Crianças/ Adolescentes Refeitório Crianças/ Adolescentes Cozinha Salão de Festas Sala de Materiais Hall de Descanso Sala para Oficina Música Sala de Jogos Sala da Psicóloga/ Assistente Social Sala Socioeducativa Sala para Oficina de Artesanato Sala para Oficina de Pintura em Tecido Biblioteca Cozinha para Oficina de Culinária/ Experimental Jardim com Árvores Frutíferas Fonte: Autoria Própria, 2019.

41

QNT. 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1


Figura 30 - Hall de Descanso

Figura 31 - Sala de Música

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 33 - Sala Socioeducatia II

Figura 34 - Oficina Artesanato

Fonte: Thiago Mazzaro, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 32 - Sala Socioeducativa I

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 35 - Biblioteca

ANÁLISE

CRÍTICA

O Instituto está localizado na Vila Nova União, bairro periférico de Mogi das Cruzes em uma via coletora de fluxo considerável já que é trajeto de transporte público e está no centro comercial do bairro. O local que recebe 70 crianças por turno possui ambientes amplos, acolhedores e aconchegantes, todos recebendo iluminação e ventilação natural, o mobiliário é simples mas atende a necessidade dos usuários. A edificação que é bem conservada conta ainda com um pomar na área externa. O ponto negativo é que a circulação vertical se dá somente por escadas.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

42


VISITA

4

NÚCLEO

APRENDIZ

DO

FUTURO

A visita foi realizada no dia 20/03/2019 com o acompanhamento da Ireniude que é responsável pelo financeiro da Instituição. O Instituto já existe a 26 anos e está localizado na Rua Desidério Jorge, número 676, no bairro da Vila Natal, município de Mogi das Cruzes onde atende ao todo 220 crianças e adolescentes com idades entre 7 e 17 anos que residem principalmente no bairro Vila Natal. O instituto funciona em dois turnos: matutino com entrada as 08h00min e saída às 11h45min e diurno com entrada às 12h30min e saída às 16h45min de segunda a sexta feira oferecendo café e almoço para quem fica no período da manhã e almoço e janta para quem fica no período da tarde. As crianças são divididas por idade (7 a 9 anos, 10 a 12 anos, 12 a 15anos e 15 a 17 anos) podendo participar das oficinas de informática, padaria, artesanato e atividades na sala socioeducativa. Quadro 04 - Programa Arquitetônico – Núcleo Aprendiz do Futuro

AMBIENTES Garagem coberta para carro da instituição Secretaria Sala Assistente Social Sala Coordenação Sala do Financeiro/ RH Sanitário Funcionários Quadra Horta Almoxarifado Cozinha para Oficina de Padaria Sala para Oficina de Informática Sala de Jogos/ Biblioteca Sanitário Crianças/ Adolescentes Sanitário PNE Sala de Descanso/ Socioeducativa Cozinha Refeitório Pátio Fonte: Autoria Própria, 2019.

43

QNT. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1


Figura 36 - Acesso ao Núcleo

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 39 - Refeitório

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 37 - Sala de Informática

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 40 -Sala Psico/Ass Social

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 38 - Biblioteca e Sl. de Jogos

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 41 - Pátio

ANÁLISE

CRÍTICA

O Núcleo Aprendiz do Futuro está localizado em uma via coletora do bairro Vila Natal. O espaço é próprio, mas foi aproveitada a edificação que já existia no local fazendo adaptações para adequação do espaço. O acesso acontece por uma rampa fora das normas. De maneira geral os ambientes não possuem janela então são todos voltados para um pátio central descoberto, dessa forma a ventilação e a iluminação natural acontecem pela grande porta de entrada dos espaços. Um ponto negativo a ser destacado são os ambientes que apresentam muita infiltração.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

44


CAPÍTULO 8

Área de Intervenção

"- Marina, você se considera uma pessoa de que cor? - Uma pessoa colorida." (Marina, 4 anos)


MOGI

DAS

CRUZES

Mogi das Cruzes é um município do Estado de São Paulo que hoje tem 458 anos e segundo o IBGE, em 2018 estimou-se que a população era de 440.769 habitantes. Possui 721 km² de área territorial sendo que 287 km² são de área urbana, ou seja, 40% da área do município. A cidade está a cerca de 50 km da capital, por conta do fácil acesso a Grande São Paulo o local também é conhecido por ser uma “cidade dormitório” já que muitas pessoas moram no município e trabalham na capital. Mogi é formada pelos distritos de Biritiba-Ussu, Brás Cubas, César de Souza, Jundiapeba, Quatinga, Sabaúna e Taiaçupeba. A cidade está situada a uma altitude média de 780 metros e possui as seguintes coordenadas geográficas: Latitude 23 ° 31'22.01 "Sul e Longitude 46 ° 11'17.99" Oeste. A cidade faz divisa com Suzano, Itaquaquecetuba, Arujá, Santa Isabel, Guararema e Biritiba Mirim.

JUNDIAPEBA Segundo Gomes, (2018) antigamente, Jundiapeba era conhecido como Jundiapahuba, que fazia referência à grande quantidade de capim melado que existia ali, chamado de Jundiá. Com a chegada dos freis do Carmo, o local foi batizado como Campos de Santo Ângelo. No século XX, a empresa Central do Brasil inaugurou no dia 20 de junho de 1914, a Estação Ferroviária de Santo Ângelo, atual estação Ferroviária de Jundiapeba. Em julho de 1918, o Convento do Carmo cedeu parte de suas terras para a construção do então Sanatório Modelo, atualmente Hospital Arnaldo Pezzuti, mas a responsabilidade ficaria por conta da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mais de 515 hectares de solo fértil nos arredores das dependências atraíram produtores de diferentes locais do país à procura de uma oportunidade para trabalhar com a agricultura familiar. Mas, nordestinos do estado de Pernambuco tornaram-se os principais moradores do local que passou a ser conhecido como “Chácara dos Baianos” (GOMES, 2018). Uma ordem vinda da capital pedia para que os moradores definissem outro nome para o bairro, pois existia uma cidade com o mesmo nome no estado do Rio Grande do Sul. A população do bairro se reuniu e “Jundiapeba” pelo bairro estar localizado entre os rios Jundiaí e Taiaçupeba, foi o nome escolhido. A troca foi oficializada em 30 de novembro de 1938 (GOMES, 2018). Ainda nas proximidades do sanatório, há indícios que em meados de 1960 quando uma família cavou um poço caipira para captação de água potável para consumo encontrou um material branco que depois de análise foi comprovado que era caulim, minério utilizado na indústria de papel, borracha, plásticos, pesticidas, entre outros. A família que antes estava em busca da agricultura familiar passou a investir no minério que fora encontrado. A mineradora Horii ofereceu mão de obra para os moradores do distrito (GOMES, 2018). Jundiapeba, ao longo dos anos sempre teve criações de novas moradias que trouxeram pessoas de áreas de risco e até mesmo de outros lugares de Mogi das Cruzes, em meados de 1990 o distrito recebeu a construção e três condomínios pelo CDHU – Programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – e de conjuntos residenciais, o que trouxe pessoas de outras cidades no século XXI. De 2011 a 2013 foram entregues 14 condomínios residenciais com mais de 2.000 aposentos. Em 2009 foi entregue o Jundiapeba I, com 280 apartamentos. Ali residem principalmente famílias que moravam na beira do rio Jundiaí e do Córrego dos Canudos, cidadãos da Chácara dos Baianos e moradores de áreas de risco como a Favela do Cisne, no Jardim Rodeio (GOMES, 2018). 47


Conforme Gomes (2018), no dia 15 de junho de 2001, inaugurou-se em Jundiapeba um resort com 75 apartamentos e um restaurante, tudo administrado pela família Horii que era dona da área e também do estabelecimento. Depois de idas e vindas em 2008 o Grupo Horii Empreendimentos retorna a administração do local junto com uma empresa de consultoria hoteleira, tornando-se um dos maiores centros de convenções em Hotel no Brasil com capacidade para atender até 2.000 pessoas, em uma área de 1,2 milhão de metros quadrados e 416 apartamentos. Em 2014, ano em que o Brasil foi sede da 15º Copa do Mundo Fifa o distrito recebeu no hotel mais de 50 membros da delegação Belga durante toda a competição. Desde 2016 o espaço administrado por uma empresa francesa e é conhecido como Club Med Lake Paradise. Atualmente, Jundiapeba abriga cerca de 70 mil habitantes em um raio de 50 quilômetros quadrados. O distrito, formado pelos bairros de Jundiapeba, Vila Nova Jundiapeba, Conjunto Santo Ângelo, Santo Ângelo, Parque São Martinho, Parque Varinhas e Jardim Nove de Julho é o terceiro mais populoso do município, ficando atrás dos distritos Centro e Brás Cubas (GOMES, 2018). Ainda, de acordo com Gomes (2018) hoje o distrito conta com 30 escolas municipais e estaduais. Três Unidades Básicas de Saúde (UBS), uma Unidade Clínica Ambulatorial (UNICA), um Pronto Atendimento 24 horas, dois Centros de Referências de Assistência Social (CRAS) e o Hospital Dia, Unidade Ambulatorial Tipo II. Em março de 2018, o então prefeito assinou, junto com empresários a outorga da licença que autoriza a construção de um aeroporto particular no distrito de Jundiapeba, às margens da Estrada de Varinhas, em área próxima ao Club Med Lake Paradise. A proposta é receber pequenas aeronaves e jatos executivos, serviços de táxi-aéreo, operação de helicópteros e, com o passar do tempo, poderá até ser ampliado para receber aeronaves de médio porte. O equipamento, embora construído com recursos da iniciativa privada, será de uso público (GOMES, 2018).

48


ANÁLISE

DO

TERRENO

TERRENO

Conforme pode ser observado, o sol faz o percurso do leste para oeste e o vento do nordeste para o sudoeste. Figura 43 - Percurso do sol e do vento

O terreno está localizado no distrito de Jundiapeba e faz face com as ruas: Dolores de Aquino com 48,08 metros, Avenida Benedito Rodrigues de Souza com 98,89 metros, Manoel de Freiras Garcia com 97,52 metros e Benedicto dos Santos com 44,75 metros, possuindo então uma área total de aproximadamente 5.808 m² Figura 42 - Área de Intervenção

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

49

A escolha do terreno foi realizada pensando principalmente no deslocamento dos usuários que saem do Centro de Apoio e vão para a escola e os que saem da escola e vão para o Centro de Apoio, partindo desse principio o terreno escolhido tem em seu entorno 6 escolas dentro de um raio de 300 metros, outra premissa importante utilizada na escolha do local de intervenção foi a área do terreno que é grande e comportará bem tudo que será implantado. A maior fragilidade é a propensão que a área possui de alagar já que ele se encontra em uma cota mais baixa que o seu entorno.


Figura 44 - Área de Intervenção Figura 46 - Rua Manoel de Freitas Garcia

Fonte: Google Maps – Jundiapeba, 2019, adaptado pelo autor.

LEVANTAMENTO

Fonte: Autoria Própria, 2019.

FOTOGRÁFICO

Figura 45 - Avenida Benedito Rodrigues de Souza

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 47 - Rua Benedicto dos Santos

Fonte: Autoria Própria, 2019.

50


Figura 48 - Rua Dolores de Aquino

Fonte: Autoria Pr贸pria, 2019.

Figura 49 - Avenida Benedito Rodrigues de Souza com a Rua Dolores de Aquino

Fonte: Autoria Pr贸pria, 2019.

51

Figura 50 - Rua Benedicto dos Santos com a Rua Manoel de Freitas Garcia

Fonte: Autoria Pr贸pria, 2019.

Figura 51 - Rua Manoel de Freitas Garcia com a Avenida Benedito Rodrigues de Souza

Fonte: Autoria Pr贸pria, 2019.


LEVANTAMENTOS Figura 52 - Uso e Ocupação do Solo

Figura 53 - Gabarito de Altura

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 54 - Risco de Alagamento

Figura 55 - Equipamento Urbano

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

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LEGISLAÇÃO O terreno se enquadra na Zona de Dinamização Urbana categoria 2, conforme demarcado em preto na figura abaixo

Figura 56 - ZDU-2 / Zona de Dinamização Urbana 2.

Figura 57 - Zona de Dinamização Urbana

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes – Secretaria de Planejamento Urbano, 2019, adaptado pelo autor.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes – Secretaria de Planejamento Urbano, 2019, adaptado pelo autor.

Perante o Zoneamento ZDU-2 onde o terreno se encontra, os Índices Urbanísticos definem: Taxa de Ocupação de 50%; Coeficiente Aproveitamento Básico 1 e Máximo 1,5, sem limites de Índice de Elevação, e Taxa de Permeabilidade de 20%. Há também critérios implantação para posterior aprovação da prefeitura, os lotes que estão localizados no Meio de Quadra devem atender as seguintes seguintes parâmetros: Recuo Posterior de 5,0 metros; Recuo Lateral de 1,5 metros e Recuo Frontal de 2,0 metros. Já plicando para lotes esquina: Recuo Posterior de 5,0 metros; Recuo Lateral e Frontal de 2,0 metros cada. Aplicando os índices na área de intervenção, temos os seguintes parâmetros a serem seguidos: Área aproximada do Terreno: 5.808 m² Taxa de Ocupação: 2.904 m² Coeficiente de Aproveitamento Básico: 5.808 m² Número de Pavimentos de acordo com o CAb: 2 pavimentos Coeficiente de Aproveitamento Máximo: 8.712 m² Número de Pavimentos de acordo com o CAm: 3 pavimentos Taxa de Permeabilidade: 1.161,6 m²

53

de de os de


CAPÍTULO 9 Perfil do Usuário

"- Sofia, você sabe o que é saudade? - Saudade é quando a gente quer dar um abraço na pessoa e não pode." (Sofia, 4 anos)


PERFIL

DO

USUÁRIO

Crianças e Adolescentes com idades entre 6 a 17 anos, principalmente moradores de Jundiapeba, que de alguma maneira tem o seu direito violado (situação de trabalho infantil, situação de vulnerabilidade ou risco), que vivenciam situações de fragilização de vínculos, pobreza, ou famílias que não conseguem ficar com os indivíduos no horário oposto ao da escola.

55


CAPÍTULO 10

Conceito e Partido

"Meninos e meninas, Não olhem cor, nem religião, nem raça. Chamem os quem não tem mamãe, Que o papai tá lá no céu, E os que dormem lá na praça." (Direitos e Deveres - Toquinho)


CONCEITO

E

PARTIDO PALAVRAS CHAVE: Integração – Interação – Áreas Livres – Paisagismo.

O projeto tem como conceito a integração com o entorno, fazendo com que as pessoas interajam com o ambiente em que estão inseridos. O objetivo é que o local tenha ênfase em ser convidativo para o público, formando uma área social onde seja possível usufruir de todo paisagismo abordado oferecendo a eles um ambiente harmonioso, aconchegante e agradável. Baseado no conceito que o projeto será desenvolvido, toma-se como partido arquitetônico: Técnicas e Materiais Construtivos: Metálica, tijolos, ferro, cimento queimado, alvenaria estrutural, vidro; Formas Arquitetônicas: Formas regulares e retilíneas. Espaços Arquitetônicos: Ao valorizar a funcionalidade serão utilizados espaços abertos cobertos, fechados cobertos, abertos descobertos, horta e jardins; Elementos e Peças Arquitetônicas: Pilares, colunas, elementos vazados, janelas, portas, peitoris, jardim vertical e pergolados; Cores: Cores dos materiais, pinturas e grafismos com um forte colorido com cores quentes, lembrando a arte de rua e o Pop Art;

57

Figura 58 - Cimento Queimado

Figura 59 - Vidro/ Esquadria

Figura 60 - Horta

Fonte: Mapa da Obra – Resinas Protegem o Cimento Queimado, 2013.

Fonte: Archdaily – Campus Sustentável da Peer School, 2017.

Fonte: Plantar Agropecuária – Dicas para se ter uma horta, s.d.


Figura 61 - Pátio de Convivência

Figura 62 - Jardim

Figura 63 - Jardim

Fonte: Archdaily – Jardim de Mesas com Árvores, 2019.

Fonte: Archdaily – Jardim de Infância TTC, 2019.

Fonte: Archdaily – Jardim de Infância TTC, 2019.

Figura 65 - Pintura

Figura 66 - Elemento Vazado

Figura 67 - Jardim Vertical

Fonte: Archdaily – Um Jardim de Infância não projetado, 2017.

Fonte: Archdaily – Escola Várzea Paulista, 2012.

Fonte: Coco Verde Reciclado – Jardim Vertical

Figura 64 - Jardim

Fonte: Archdaily – Jardim de Infância TTC, 2019.

Figura 68 - Pergolado

Fonte: Gallery of Social – Cobrire, s.d.

58


CAPÍTULO 11

Programa de Necessidades "Ser criança é acreditar que tudo é possível. É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco. É tornar-se gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos. Ser criança é fazer amigos antes de saber o nome deles. É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar. Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias. Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser." (Gilberto dos Reis)


Quadro 05 - Programa de Necessidades

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Fonte: Autoria Prรณpria, 2019

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CAPÍTULO 12

Agenciamento, Organograma, Setorização e Fluxograma

"- Para brilhar, temos que ser diferentes dos outros brilhos." (Letícia, 11 anos)


Quadro 06 - Agenciamento

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Figura 69 - Organograma

Fonte: Autoria Própria, 2019.

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Figura 70 - Setorização

Fonte: Autoria Própria, 2019.


Figura 71 - Fluxograma

Fonte: Autoria Prรณpria, 2019.

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CAPÍTULO 13

Diretrizes e Premissas

"Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor." (ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente)


DIRETRIZES

E

PREMISSAS/LEGISLAÇÃO

DML    FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação (2019) DEPÓSITO DE MATERIAIS – SALA DE MATERIAIS FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação (2019) SALA DE INFORMÁTICA FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação (2019) SALA DOS PROFESSORES Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017)   ÁREA DE RECREAÇÃO DESCOBERTA Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) Código Sanitário de São Paulo (1978)   ÁREA DE SERVIÇO DESCOBERTA Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) SALAS DE AULA - SALA PARA OFICINAS  Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) Código Sanitário de São Paulo (1978)   NBR 9050 (2004) SANITÁRIOS PARA ALUNOS E PROFESSORES Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) Código Sanitário de São Paulo (1978) FNDE – Fundo de Desenvolvimento da Escola (2006) NBR 9050 (2004)

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QUADRA POLIESPORTIVA CIE – Centro de Iniciação ao Esporte (2016) FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação (2019) PÁTIO COBERTO Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) REFEITÓRIO Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação (2019) RECEPÇÃO E SECRETARIA - SALA COORDENAÇÃO Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) Código Sanitário de São Paulo (1978) COZINHA Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação (2019)


DESPENSA Código de Obras e Edificação de Mogi das Cruzes (2017) CORREDORES Código Sanitário de São Paulo (1978) BEBEDOURO Código Sanitário de São Paulo (1978)NBR 9050 (2014) VAGAS PARA VEÍCULOS   NBR 9050 (2014) COE – Código de Obras e Edificações (2017) HORTA Manual para Escolas – Horta (2001) INSTRUÇÃO TÉCNICA – Nº 11 (2018) Largura Das Saídas De Emergência Larguras Mínimas A Serem Adotadas Distâncias Máximas A Serem Percorridas NBR 9050 (2014) Área De Circulação Manobra De Cadeiras De Rodas Com Deslocamento Área De Transferência Rampas Degraus E Escadas Fixas Em Rotas Acessíveis Dimensionamento De Degraus Isolados Corrimãos E Guarda-Corpos Superfície De Trabalho

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CAPÍTULO 14

Tecnologia e Sustentabilidade

"Ser homem é ser responsável. É sentir que colabora na construção do mundo. Antoine de Saint-Exupéry"


ENERGIA

SOLAR

FOTOVOLTAICA

O sistema fotovoltaico é baseado na utilização de painéis fotossensíveis que transformam a energia dos raios do sol em corrente elétrica (corrente contínua CC). A potência gerada é enviada para o inversor, equipamento responsável pela conversão da energia para os padrões da rede da concessionária (corrente alternada, CA). Posteriormente, a energia é injetada na rede elétrica da residência e já poderá ser utilizada pelo consumidor. Os sistemas conectados à rede substituem ou complementam a energia elétrica convencional disponível na rede pública. Esse sistema possui dois componentes básicos: 1. Painéis Solares – Fazem o papel de coração, “bombeando” a energia para o sistema. São responsáveis por transformar energia solar em eletricidade. 2. Inversores – Cérebro do sistema, é responsável por converter a energia elétrica gerada pelos painéis (CC) para corrente alternada (CA), também são responsáveis pela sincronia com a rede elétrica. Toda a energia que não for utilizada é transferida para a rede da concessionária. Esta energia passa pelo relógio medidor de energia e esta parcela de energia se transforma em créditos. Assim, o usuário poderá utilizar nos períodos em que o sistema não está gerando energia, à noite, por exemplo, ou também quando o consumo de energia é maior do que a geração. Figura 72 - Sistema Fotovoltaico Grid-tie (Sistema Conectado à Rede)

Fonte: Neosolar, Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica e seus componentes, s.d.

CISTERNA A Cisterna Equipada para Água da Chuva é um sistema de armazenamento de água da chuva que pode ser utilizado para uso secundário, como lavagens de áreas externas, irrigação de jardins e hortas e abastecimento de vasos sanitários.

73


LÂMPADAS

DE

LED

Segundo o INMETRO, as lampas de LED duram mais que as lâmpadas incandescentes e fluorescentes. Por conta disso, são mais econômicas e é a melhor opção em termos de iluminação já que possui várias tonalidades e permite diversas combinações para inúmeros ambientes, além disso, dissipa menos o calor, embora tenha um custo maior é resistente, possui garantia maior. Não emite radiação ultravioleta nem infravermelha e reduz a conta de energia consideravelmente.

TELHA

ECOLÓGICA

A telha ecológica pode ser fabricada com fibras naturais como sisal, bananeira e coco. Ela também pode ser produzida com materiais reciclados, como papel, garrafas Pet e caixas Tetra-Pak. Figura 73 - Telha Ecológica

Fonte: Leroy Merlin, Telha de Fibra Vegetal Ecológica, 2019.

BACIAS

SANITÁRIAS

E

MICTÓRIOS

A

VÁCUO

Figura 74 - Bacias Sanitárias e Mictórios a Vácuo

Fonte: Evac, Evac Optima 5, s.d.

74


BACIAS SANITÁRIAS As bacias usam o mecanismo de descarga pneumática, com memória de descarga e tecnologia de sensor de vácuo. O consumo de água e o tempo de descarga podem ser ajustados, o assento suporta pesos de até 280 kg. Baixo consumo de água – 1,2 litros por descarga – Reduz em até 90% o consumo de água por acionamento de descarga, comparado ao vaso sanitário gravitacional. MICTÓRIO Utiliza o mecanismo de vácuo integrado no recipiente em vez de um tanque de interface de vácuo. Baixo consumo de água – 0,6 litros por descarga. O sistema funciona da mesma forma que um aspirador de pó. Não depende da gravidade, se baseia na diferença de pressão entre o interior da tubulação dedicada e o ambiente: A força do ar vai empurrar o efluente coletado dentro da tubulação até o local de descarga. A Central de Vácuo é o “coração” do sistema. Ela vai criar o vácuo necessário para o funcionamento do sistema e coletar o efluente. É a única peça do sistema que precisa de uma alimentação elétrica.    Diminuição do impacto ambiental (menos água consumida e menos esgoto gerado). Design higiênico, durável e compacto; Redução do custo do tratamento do esgoto.Até 30% de redução do consumo de energia elétrica (a água economizada não necessita ser recalcada).

PISOS

75

CIMENTÍCIO

DRENANTE

Figura 75 - Placa Drenante

Figura 76 - Bloco Retangular Drenante

Fonte: Rhino Pisos, Placa Drenante, 2019.

Fonte: Rhino Pisos, Bloco Retangular Drenante, 2019.


PLACA DRENANTE E BLOCO RETANGULAR DRENANTE Pisos permeáveis e drenantes, as placas são feitas com concreto poroso, por onde a água é drenada. Permite um melhor escoamento da água da chuva, ajudando a combater enchentes e inundações. A estrutura permite a passagem da água como se fosse um filtro. A água chega ao sub-solo (terreno natural), infiltra naturalmente, e encontra o lençol freático.

CONCREGRAMA Pavimento ecológico, permeável e drenante, promove um melhor escoamento da água, ajudando a combater enchentes. Figura 77 - Concregrama

Fonte: Rhino Pisos, Rhino Grade, 2019.

76


CAPÍTULO 15

Materiais e Acabamentos

"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade." Karl Mannheim


Quadro 07 - Especificação de Pintura

Fonte: Autoria Própria, 2019. Quadro 08 - Especificação de Materiais

Fonte: Autoria Própria, 2019.

79


Quadro 09 - Especificação de Pisos

Quadro 10 - Especificação de Revestimentos

Fonte: Autoria Própria, 2019. Quadro 11 - Especificação de Portas

Fonte: Autoria Própria, 2019.

Fonte: Autoria Própria, 2019.

80


CAPÍTULO 16 Plantas

“Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer.” (Lilo e Stich)


83


84


85


86


87


88


RUA BENEDICTO DOS SANTOS

AV. BENEDITO RODRIGUESDE SOUZA

R. DOLORES DE AQUINO

736,3 736,4

736,4

736,4

PASSEIO

PASSEIO

R. MANOEL DE FREITAS GARCIA

ATERRO A SER FEITO

PLANTA TOPOGRÁFICA ESC. 1:750


N + 0.25

0.38

+ 0.25

+ 0.25

+ 0.15

+ 0.00

IMPLANTAÇÃO ESC. 1:500


CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CUMEEIRA

PLATIBANDA

CALHA QUADRADA 15 CM

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm PLATIBANDA

CALHA QUADRADA 15 CM

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

TELHA ECOLÓGICA I= 10%

CUMEEIRA

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm PAINEL FOTOVOLTAICO

CUMEEIRA CUMEEIRA CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

PLATIBANDA

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

PLATIBANDA CALHA QUADRADA 15 CM

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CALHA QUADRADA 15 CM

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

TELHA ECOLÓGICA I= 10% CUMEEIRA PAINEL FOTOVOLTAICO

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

CONDUTOR VERTICAL AP 100 mm

PLANTA DE COBERTURA ESC. 1:250


N

A 01

Legenda - Portas Tipo P1 P2 - Correr P3 - Correr

18.00

35.20

31.00

Legenda - Janelas Tipo Altura 0,60 m J1 0,60 m J2 1,00 m J3 1,00 m J4 1,00 m J5 1,30 m J6 2,00 m J7 2,00 m J8 2,00 m J9 2,00 m J10 2,00 m J11 2,00 m J12 2,00 m J13 2,00 m J14 1,00 m J15

B 01 5.90 J2

4.00

8.50 4.00

P1

24.10

P1

8.60

P1

Altura 2,10 m 2,10 m 2,10 m

Largura 3,00 m 7,50 m 1,00 m 2,00 m 2,50 m 1,60 m 2,00 m 2,50 m 3,00 m 3,50 m 4,00 m 5,00 m 6,50 m 7,50 m 1,80 m

Peitoril 2,40 m 2,10 m 1,00 m 1,00 m 1,10 m 1,45 m 0,50 m 0,50 m 0,50 m 0,75 m 0,50 m 0,50 m 0,50 m 1,00 m 0,80 m

4.00

8.50

Largura 0,90 m 1,00 m 2,00 m

J2

J2 P1

P1

V2

09

8.80

0.35

P1

Área Total Construída Área Total Permeável

08 J14

P1

4.40

T.P. = 20% 5.808m² 2.568,35m² 2.496,11m²

07

0.38

P3

4.40

BLOCO B

Terreno

J14

0.38

V1

3.50

0.35

Quadro de Áreas (m²) T.O. = 50% C.A. = 1

10

8.10

9.89

D 01

3.50

8.90

P1

11

9.20

0.38

0.38

Peitoril 0,50 m 0,50 m

³

2.00

C 01

8.90

5.00

0.38 J2

0.38

4.00 8.50

5.00

J9

5.00

5.40

J11

8.00

5.00

8.50

D 01

J12

9.74 5.40

14.29 4.00

Legenda - Vidro Fixo Largura Tipo Altura 2,00 m 2,00 m V1 3,00 m 2,00 m V2

8.90

2.30

BLOCO A

21

BLOCO C 17.60

06

6.80

4.50

4.50

J7

1.80

20

05

J4

19

0.38 2.00

J6

0.38

P1

5.00

2.00

6.00

P1

3.60 J3

P1

J8

7.20 14.30

J13

0.38 4.24

J8

J8

J15

0.38

J8

5.40

0.38

3.00

P1

P1

3.20 J10

03

14

02

13

01

12

J5

0.38 0.38

4.24

E 01

7.60

J8

B 01

P1

7.20

P1

5.00

0.38 4.24

17.80

15

8.80

3.25

P1

5.00

5.00

0.38

BLOCO E

BLOCO D

P1

4.24

P1

1.25

6.55

P1

5.00

0.38

P2

16

J4

P1

V1

7.20

7.20

7.60

0.35 0.38

E 01

V1

4.50

V1

4.90

V1

2.00

2.20

0.35

P1

17

+ 0.25

3.60

0.38

1.20

V2

P1

J1

3.80 3.60

3.60

0.35

P2

0.38

1.20

V2

18

P1

3.60

P2

04

8.80

2.00

7.30

27.05

+ 0.25

BLOCO F

C 01

A 01

PLANTA BAIXA ESC. 1:250


BLOCO A

BLOCO B

BLOCO C

BLOCO F

BLOCO D

BLOCO E

PLANTA DE LAYOUT ESC. 1:250


DET. - CALHA

PLATIBANDA 0.60m

0.38

0.35

0.35

2.00

2.10

0.38

0.50

0.25

2.00

2.10

3.53

3.50

1.00

0.20

4.08

0.35

0.25

CORTE DD

PLATIBANDA 0.60m

0.35

0.35

0.25

0.35

0.38

2.10

3.50

1.70

0.38

PLATIBANDA 0.60m

0.90

0.20 2.00

2.10

0.38

0.90

0.35

3.53

1.00

0.25

0.50

0.15

2.10

3.50

0.00

4.08

0.60

4.08

4.08

DET. - CALHA

0.35

0.25

0.15

0.00

CORTE EE

CORTES ESC. 1:250


7.35

4.08

0.38

0.35

2.00

0.35

0.25

0.50

0.35

0.25

0.80

0.35

1.70

3.50

7.00

0.20

1.00 2.00

0.38

0.50

0.35

0.25

0.15

0.00

0.80

1.70

3.50

1.00

4.08

0.25

0.15

0.00

CORTE AA DET. - CALHA

PLATIBANDA 0.60m

4.08

0.38

0.38

1.00

0.35

0.25

0.35

1.70

2.00

3.53

3.53

0.60

3.53

0.38

0.35

0.38

0.80

0.35

0.25

7.50

0.53

2.10

3.50

0.60

0.80

0.20

4.08

0.35 0.25

CORTE BB DET. - CALHA

PLATIBANDA 0.60m

1.40

2.10

0.90

0.38

1.70

1.50

0.38

2.50 2.00

1.10

0.90

0.25 0.35

3.00

1.70

2.00

0.60

0.20

4.08

0.38

0.35

0.25

CORTE CC

CORTES ESC. 1:250


FACHADA 1

DaEe8531d

1

2 D8 5 7eb6a 0 Bc3Cd9 E 84

1 29C b A 3d7Bc

A

2

FACHADA 2

DaEe8531d 1 29C2b

A 3d7Bc

DaEe8531d 1 29C2b

A 3d7Bc

1

2 D8 5 7eb6a 0 Bc3Cd9 E 84

A

1

2 D8 5 7eb6a 0 Bc3Cd9 E 84

A

1

2 D8 5 7eb6a 0 Bc3Cd9 E 84

A

1

2 D8 5 7eb6a 0 Bc3Cd9 E 84

A

FACHADA 3

ELEVAÇÕES ESC. 1:200


FACHADA 4

FACHADA 5

FACHADA 6

ELEVAÇÕES ESC. 1:200


5 5

0.60 1.20 2.00

2

4

1.60 1.20

4.00

20/40

A

20/40(MORRE)

P7

P5

20/40(MORRE)

8.30

8.30

20/40(MORRE)

V104

P10

P9

20/20

20/40

P11 20/40

P8

B

P15 20/20

VB106

20/20

VB116

20/20

P17

20/50

20/25

P18

P19

E

20/20

20/40

20/20

P22 20/20

P21

L106 V106 P16

20/80

P19

E

P17

20/50

20/25 (MORRE)

20/20 (MORRE)

V107 P20 20/40

20/20 (MORRE)

P22

20/20

P33 20/40

20/70

20/40

20/20 (MORRE)

20/35

P28

P29

20/40 (MORRE)

20/20 (MORRE)

P30 20/20 (MORRE)

3.45

L112

20/80

L113 V110

P32 20/20

H

20/35

V111

20/20 (MORRE)

P25

20/25 (MORRE)

P34 20/40

PROJETO ESTRUTURAL - FUNDAÇÃO

I

P31

20/30

20/20 (MORRE) 20/45

20/20

V109 P27

G

P26 P24

L111

V112

20/30

VB118

20/45

VB112

P31

VB122

3.45 1.25

I

P30

20/20

20/25

L110

20/40

20/20 (MORRE)

20/20

P29

20/40

20/20 (MORRE)

2.20

P28

P23

F

V114

20/20 20/20

VB110

H

V115

3.80 P26 P25

1.25

20/35

20/20

VB114

2.20

VB109 P27

G

L109

V108

20/40

20/20

20/20 (MORRE)

P21

20/20 (MORRE)

20/20

P24

P18

L108

20/20 (MORRE)

20/40

VB117

20/40

VB115

3.80

VB108 P23

20/20 (MORRE)

L107

20/25 (MORRE)

20/20

F

P15 20/20 (MORRE)

D

VB107 P20

20/20

20/25 (MORRE)

P14

2.20

20/80

VB113

2.20

20/25

P13

20/50

20/25 (MORRE)

V113

P16

P12

C

2.20

2.20

P14

D

L105 L104

V105

20/25

P11

20/40 (MORRE)

4.70 P13

20/50

20/25

20/20 (MORRE)

20/40 (MORRE)

L103

20/45

VB120

4.70

VB105 P12

C

P10

P9

20/50

20/40 (MORRE)

P33

20/40 (MORRE)

V111 20/70

20/80

20/50

20/40

L102

V122

VB104 P8

B

L101

20/45

P7

20/40

7

P6

20/50

20/40

P5

6

0.60 1.20 2.00

V103

P6

20/50

3

20/80

VB103

A

1

V116

4.00

7

20/40

1.601.20

6

V120

4

V117

3

P32

20/20 (MORRE)

20/35

2

V118

1

P34

20/40 (MORRE)

PROJETO ESTRUTURAL - PAV. TÉRREO

PLANTA DE ESTRUTURAS ESC. 1:250


1

P1 20/40 (MORRE) A

P1 20/25

2

VB 101 20/45

3

4.39

4

4.39

P2

P3

P4

15/25

15/25

15/25

P6 20/20 (MORRE) L2

V102 20/80

P9 20/25 (MORRE)

P8 20/40 (MORRE)

P7 20/40 (MORRE)

L3

V103 20/40 P10 20/20 (MORRE)

C

PROJETO ESTRUTURAL - FUNDAÇÃO

4.41

P4 20/45 (MORRE)

P3 20/25 (MORRE)

3.50 P11 20/45

4

4.20

V106 20/50

VB103 20/40

P10 20/20

1

L1

B

VB107 20/80

VB106 20/50

3.50 C

P2 20/40 (MORRE)

V101 20/80

P5 20/20 (MORRE) V104 20/30

VB105 20/30

P9 20/25

5.20

V107 20/80

P4 20/45

P3 20/25

P8 20/40

P7 20/40

3

8.20

P6 20/20

VB102 20/80

2

4.20

P2 20/40

VB101 20/80

P5 20/20

VB104 20/30

5.20 B

5.20

V105 20/30

P1 20/40

A

4

3

2

8.20

5.20

1

P11 20/45 (MORRE)

PROJETO ESTRUTURAL - PAV. TÉRREO

5

4.41

1

P5

P1

20/25

A

2

4.41

3

4.39

V101

P2

20/25 (MORRE) 20/45

4

4.39

P3

15/25 (MORRE)

5

4.41

P5

P4

15/25 (MORRE)

20/25 (MORRE)

15/25 (MORRE)

VB 102

20/50

20/50

V107

L4

V106

20/50

L3

20/50

L2

V104

20/50

20/50

V103

L1

V105

5.20 VB 107

VB 106

20/50

20/50

VB 105

20/50

20/50

VB 104

VB 103

5.20

A

V102

20/45

20/45

B

B P6

20/25

P7

15/25

P8

15/25

P9

15/25

PROJETO ESTRUTURAL - FUNDAÇÃO

P10 20/25

P6

20/25 (MORRE)

P7

15/25 (MORRE)

P8

15/25 (MORRE)

P9

15/25 (MORRE)

P10

20/25 (MORRE)

PROJETO ESTRUTURAL - PAV. TÉRREO

PLANTA DE ESTRUTURAS ESC. 1:250


1

2

3

6.73

P1

VB101

20/35

1

2

7.39

20/70

3

7.39

6.73

P2

P3

20/35

20/35

P1

P2

V101

20/35 (MORRE)

P3

20/35 (MORRE)

20/70

20/35 (MORRE)

A

3.70

20/35

V106

20/35

V104

L104

V103 20/70

P

20/35

C

P

20/35

2

4.97

VB101 20/60cm

20/45cm

4

1

P4

20/30cm

20/30cm

3

4.20

P5

15/20cm

5.20

P3

20/25cm

20/35 (MORRE)

2

4.95

P2

P9

20/35 (MORRE)

PROJETO ESTRUTURAL - PAV. TÉRREO

3

4.20

P8

20/35 (MORRE)

P1

4.97

V101 20/60cm

20/45cm (MORRE)

A

4

4.95

P2

P3

P4

20/25cm (MORRE)

20/30cm (MORRE)

20/30cm (MORRE)

P5

15/20cm (MORRE)

5.20

1

P7

20/35

PROJETO ESTRUTURAL - FUNDAÇÃO

P1

20/35 (MORRE)

L103

20/70

P9

A

P6

15/35 (MORRE)

20/70

VB102

C

P5

V102

20/35 (MORRE)

B

20/35

VB105

20/35

20/35

VB104

20/35

VB103

3.70

P4

P6

15/35

20/35

L102

20/35

P5

P4

B

L101

V105

3.70

3.70

A

P6 15/20cm

P6 15/20cm (MORRE)

P8

V103 20/50cm

P8

20/40cm

20/85cm

P10

20/20cm

20/45cm (MORRE)

V104 20/40cm

20/50cm

P11

L104 V105

3.50

20/25cm (MORRE)

V106

VB103

20/50cm

20/45cm

VB105

20/85cm

VB104

3.50

P10

P9 20/25cm (MORRE)

B

20/25cm

C

L103

20/80cm

P7

20/25cm (MORRE)

V108

25/40cm

20/50cm

L102 20/25cm

B

V102

P9

V107

20/25cm

20/50cm

20/80cm

VB106

L101

VB102

P7

P11 20/20cm (MORRE)

C

PROJETO ESTRUTURAL - FUNDAÇÃO

PROJETO ESTRUTURAL - PAV. TÉRREO

PLANTA DE ESTRUTURAS ESC. 1:250


1

2

1

2

8.70

8.70

VB101

V101

20/80cm

P1

A

20/45cm

A

P4

20/45cm

B

P6

C

20/80cm

P1

P2

20/45cm (MORRE)

20/45cm (MORRE)

4.20

P2

4.20

20/45cm

L101 VB102

V102

20/80cm

20/80cm

P3

C

P3

P4

20/45cm (MORRE)

20/45cm (MORRE)

20/45cm

20/45cm

PROJETO ESTRUTURAL - FUNDAÇÃO

P5

20/45cm (MORRE)

V103 20/80cm

L102

20/40cm

V104

20/80cm

20/40

VB103

V105

4.20 P5

VB105

20/40cm

VB104

4.20

20/45cm

20/40cm

B

P6

20/45cm (MORRE)

PROJETO ESTRUTURAL - PAV. TÉRREO

PLANTA DE ESTRUTURAS ESC. 1:250


7.75

A

7.85

B

7.85

C

7.75

D

4.20

E

F

PROJETO DE ESTRUTURA METÁLICA - QUADRA

PLANTA DE ESTRUTURAS ESC. 1:250


1

2

3

8.25

7.04

4

7.85

5

10.55

6

1.24

7

3.74

8

9

3.74

4.27

10

11

3.41

12.65

11.45

A

6.65

B

L101

3.21

C

L102

D

5.69

L103

L104

3.50 0.35

L105

E F

L106

L111

L109 L107

L110

L108

G L112

13.89

L113

L115

L114 L116 L119 L118 L117 L120

7.60

H

L122

L121 L124 L123

I

PROJETO ESTRUTUAL - LAJE DE COBERTURA

PLANTA DE ESTRUTURAS ESC. 1:500


N P1

S

S

³

S

S

S

S

S

S

S

S

S

S Sp

S

S Sp

Sp

SS

S Sp S S

S

S

S

S

PLANTA DE ELÉTRICA ESC. 1:500


N P1

³

³

S

S

PLANTA DE ELÉTRICA ESC. 1:500


CAPÍTULO 17

Considerações Finais

"Futuro do mundo Não pode sofrer nenhum tipo de agressão Criança amada Só tem carinho e amor no coração" (Direito da Criança - Mara Maravilha)


CONSIDERAÇÕES

FINAIS

Através de pesquisas, análises, estudos e visitas técnicas foi possível compreender melhor o tema bem como a sua importância, problemática, relações com o usuário e as normas e leis vigentes como forma de validar no processo projetual todas as exigências e necessidades para a elaboração de um Centro De Convivência E Fortalecimento De Vínculos Para Crianças E Adolescentes de qualidade que atraia o público e tenha um importante papel na região.

107


CAPÍTULO 18 Referências

"Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura." (ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente)


REFERÊNCIAS ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SAO PAULO. Decreto, Codigo Sanitario de São Paulo. São Paulo, SP. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2004. 105 p.   BARBOSA, Tania Maria.  Sao Paulo.  Disponível em: <http://datasus.saude.gov.br/nucleos-regionais/tocantins/96-nucleos-regionais/sao-paulo>. Acesso em: 22 mar. 2019.   BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília: Secretaria de Direitos Humanos - SDH, 6ª Edição, p. 1819, 2011.   BRASILIA. Luziele Maria de Souza Tapajós. Presidenta do Conselho Nacional de Assistência Social (Org.).  Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.  2014. Disponível em: <https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf>. Acesso em: 05 mar. 2019.   BRASILIA. Antônio Carlos Carpintero. Ministério da Educação (Org.). Teorias do Espaço Escolar. Brasilia: Profuncionario, 2009. 92 p. (II). COMO Chegar: Descobrindo Mogi das Cruzes. Disponível em: <http://www.mogidascruzes.sp.gov.br/mogi-das-cruzes/como-chegar>. Acesso em: 01 abr. 2019.   CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CNAS (Brasil). Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009. [Aprova a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais]. Diário Oficial da União de 25 de novembro de 2009, Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, p. 9-14, 2012.   FUNDACAO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO. Catalogo de Ambientes. Sao Paulo, 2019. FUNDO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA.  Manual para adequação de prédios escolares. Brasilia: Fundescola, 2006. 52 p. GOMES, Gustavo. 80 anos de Jundiapeba: Fatos Marcantes. Mogi das Cruzes, 2018. 94 p. GOVERNO FEDERAL. Projetos Padrão do Cie: Rio de Janeiro: Ministério do Esporte, 2016. 41 slides, colorido.

109


ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SAO PAULO. Decreto, Codigo Sanitario de São Paulo. São Paulo, SP. IBGE: Mogi das Cruzes. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/mogi-das-cruzes/panorama>. Acesso em: 20 mar. 2019.   IBGE: São Paulo. Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/panorama>. Acesso em: 20 mar. 2019.   IRALA, Clarissa Hoffman; FERNANDEZ, Patrícia Martins.  Horta - Manual para Escolas:  A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. Brasilia: Universidade de Brasilia, 2001. 21 p. KOWALTOWSKI, Doris K. Arquitetura Escolar.  O projeto do Ambiente de Ensino. 1ª Ed., São Paulo, Oficina de Textos, 2011.   LIMA, Mayumi Watanabe de Souza. Arquitetura e Educação. São Paulo: Studio Nobel, 1995.   MATUZAKI, Thais. Escola do Bairro: Passado com marcas do presente. Disponível em: <https://www.galeriadaarquitetura.com.br/projeto/agrauarquitetura_/escola-do-bairro/4446>. Acesso em: 20 mar. 2019.   MOGI DAS CRUZES. Constituição (2017). Lei Complementar, de 2017.  Codigo de Obras e Edificacoes de Mogi das Cruzes: SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E URBANISMO. Mogi das Cruzes.   ORNSTEIN, Sheila Walbe; NETO, José Borelli. O desempenho dos edifícios da rede estadual de ensino. O caso da Grande São Paulo. 1ª Ed., São Paulo, 1993. PEDROTTI, Gabriel.  Escola Montessoriana Waalsdorp.  2015. De Zwarte Hond Arquitetura. <https://www.archdaily.com.br/br/759921/escola-montessoriana-waalsdorp-de-zwarte-hond>. Acesso em: 20 mar. 2019.

Disponível

em:

PEREZ, José Roberto Rus; PASSONE, Eric Ferdinando. Políticas sociais de atendimento às crianças e aos adolescentes no Brasil. Cadernos de Pesquisa, [s.l.], v. 40, n. 140, p.649-673, ago. 2010. PIB Sao Paulo. Sao Paulo. Disponível em: <https://www.investe.sp.gov.br/por-que-sp/economia-diversificada/pib/>. Acesso em: 03 abr. 2019.PLOTKA, Emilia. Better spaces for learning: Royal Institute of British Architects. Londres: Riba, 2016. 31 p. POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SAO PAULO (Estado). Constituição (2018). Instrucao Tecnica, de 2018. Saida de Emergencia. Sao Paulo, SP.

110


PROJETO JAMDS. Disponível em: <http://cargocollective.com/tavaresduayer/Projeto-JAMDS-Caldeirao-do-Huck-1>. Acesso em: 25 mar. 2019. RIZZINI, Irene; PILOTTI, Francisco. A Arte de Governar crianças: a história das políticas sociais, da legislação e da assistência à infância no Brasil. 2ª. Ed. São Paulo: Cortez, 2009.   SECRETARIA Municipal de Transportes. Transportes. Disponível em: <http://smtonline.pmmc.com.br/>. Acesso em: 28 mar. 2019.   SETORES de Negocios: Sao Paulo. Disponível em: <https://www.investe.sp.gov.br/setores-de-negocios/>. Acesso em: 25 abr. 2019.   VADA, Pedro. Escola do Bairro. 2018. A GR a u Arquitetura. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/904401/escola-do-bairro-a-gr-a-u>. Acesso em: 20 mar. 2019.   VADA, Pedro. JAMDS Projeto Social. 2018. Tavares Duayer Arquitetura. Disponível em: <https://www.archdaily.com/888107/jamds-social-projecttavares-duayer-arquitetura>. Acesso em: 18 mar. 2019. WAJSKOP, Gisela. Escola do Bairro. 2016. Disponível em: <http://escoladobairro.com/escola/>. Acesso em: 20 mar. 2019.

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CENTRO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES  

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