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número 2 • ano 1

Educação na era digital Sua escola está preparada?

Os desafios da docência no Brasil

Artigo exclusivo de José Pacheco

Esther de Almeida Pimentel Mendes Carvalho, diretora geral do Colégio Rio Branco, em São Paulo

Pôster

Palavra de Educador A importância da parceria entre a escola e os pais


editorial

Nesta edição da Revista LeYa na Escola estamos abordando um tema que anda incomodando muita escola por aí: a tecnologia em sala de aula. Quais as ferramentas mais usadas? Como utilizá-las? Qual o momento certo para implantá-las? Apesar de o assunto estar presente a todo o momento entre coordenadores e professores de instituições de ensino e também nos veículos de comunicação, pouco se discute sobre a importância de preparar as escolas antes de adquirirem lousas digitais, tablets, câmeras de documento, entre outros. Sua escola está preparada? Se sim, você vai conferir depoimentos interessantes de educadores com diferentes ideias para aplicar a tecnologia em sala de aula. Se não está, confira dicas práticas para preparar, de forma planejada, sua escola para a era digital. Encontre nesta edição também um artigo exclusivo de José Pacheco, o idealizador da Escola da Ponte, que aborda os desafios da docência no Brasil, e confira um texto sobre a importância da parceria entre a escola e os pais. Além disso, preparamos uma matéria sobre a Prova Brasil: novidades, dicas para as escolas públicas e depoimentos de educadores sobre as dificuldades de preparar os alunos para esta importante avaliação. E ainda: projetos pedagógicos das principais disciplinas, matéria sobre o Colégio Christus, no Ceará, Escola da Comunidade, um projeto do Colégio Porto Seguro que ajuda milhares de crianças, dicas de literatura para seus alunos e muito mais! Esperamos que os conteúdos da Revista LeYa na Escola contribuam para o dia a dia de professores, coordenadores e diretores de escolas de todo o país. Agradecemos a todos os educadores e colaboradores que nos ajudaram a construir esta segunda edição. Boa leitura e até a próxima! Helena Poças Leitão Editora

revista

a Y e L

EXPEDIENTE: Editora e Jornalista responsável: Helena Poças Leitão (Mtb 44375/SP) Colaboração Aguinaldo Miranda, Aldeir Antônio Neto Rocha, Amanda Borges, Carolina Bessa Villafranca, Cláudia Maria Tozzi Bernardino Tommasini, Elaine do Amaral, José Pacheco, Samanta Camargo, Silvia Lacerda Fotografia Aline Stival, Betânia Miranda, José Luiz Ferreira Cavalcanti, Luiz Berenguer, Senna Fotografias, Studio Vasconcelos Ilustrações Estúdio Ilustranet Projeto gráfico e diagramação Blog Propaganda Revisão Beto Celli, Graziela Marcolin e Miriam de Carvalho Abões

Entre em contato com a gente!

marketingeducacao@leya.com

Rua Dr. Olavo Egídio, 266 – Santana CEP 02037-000 – São Paulo – SP www.leya.com.br LeYa na Escola é uma revista da Editora LeYa destinada aos educadores e distribuídas nas instituições de ensino brasileiras. Tiragem: 20 000

OPS!

Na edição passada da Revista LeYa na Escola, divulgamos que a Escola Terrinha foi fundada em Guarulhos (SP). Na verdade, a instituição foi fundada em São Paulo (SP) e continua com suas atividades na cidade de sua fundação. A Escola Terrinha possui o projeto “Legumes e Verduras” que conscientiza as crianças da importância de uma boa alimentação. Confira a matéria completa em nosso site www.leyanaescola.com.br


CAPA

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MURAL

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MEU BRASIL

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LEYA MAIS

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Atualidade Conheça um novo olhar sobre a Educação Infantil e descubra por que os modelos atuais de educar não estão funcionando LeYa na minha Escola Educadores contam as razões pelas quais adotaram os livros da LeYa em suas escolas

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Escola nota 10 Conheça o Colégio Christus que há 50 anos atende milhares de alunos no Ceará e tornou-se referência de qualidade no estado

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Sei na minha escola Conheça o colégio Coeso em São José do Rio Preto, São Paulo, que adotou o Sistema de Ensino SEI

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ESTANTE

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Fique de olho Saiba mais sobre a Prova Brasil e confira algumas dicas para preparar sua escola para essa importante avaliação

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Fala, professor! Quais as dificuldades de preparar os alunos para a Prova Brasil? Educadores dão sua opinião sobre o assunto

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Gente do Bem Conheça a Escola da Comunidade, criada pela Fundação Visconde de Porto Seguro, que atende mais de 1 000 alunos de comunidades carentes

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Muito Mais Aula Projetos pedagógicos nas áreas de Matemática, Língua Portuguesa, História, Geografia e Ciências

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Carreira Os desafios da docência no Brasil, artigo exclusivo de José Pacheco

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Palavra de Educador A importância da parceria entre a escola e os pais

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Redes Sociais Saiba das novidades da LeYa por meio de nosso endereço no Facebook, Twitter e em outras redes sociais [5]


CAPA

Educação na era digital.

Sua escola está preparada?

Q

to rápido em todo o mundo. Vídeos alcançam mais de 1 bilhão de visualizações em 1 dia. E as redes sociais, então? É só colocar uma notícia bombástica no twitter ou no facebook para que ela tenha repercussão nacional ou até mesmo mundial. A tecnologia faz com que as informações cheguem para as pessoas de forma rápida e interativa. A nova geração está totalmente integrada a essa era digital. Caderno, lápis e caneta são objetos menos frequentes nos momentos de lazer de crianças e jovens, porém na escola a coisa muda de figura.

Foto: Luiz Berenguer

ue a tecnologia invadiu nossas vidas rapidamente, disso ninguém duvida. Nos dias de hoje, qualquer pessoa tem acesso a um celular. Crianças de três anos já sabem mexer em tablets. Você já pode ir ao cinema e assistir a um filme 4D em que o telespectador, além de ver as imagens em 3D, ainda consegue sentir frio, calor, vento, respirar fumaça e aromas, chacoalhar na poltrona, entre outros mais de 20 estímulos sensoriais. Os e-books, livros virtuais, estão se expandindo mui-

Helena Poças Leitão

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Apesar de muitas escolas utilizarem ferramentas tecnológicas modernas no processo ensino-aprendizagem, a maioria delas ainda está se adequando lentamente à nova realidade. Os principais motivos são falta de recursos, resistência dos professores e falta de informação sobre quais equipamentos são ideais para a escola e como utilizá-los com qualidade em sala de aula. Para a diretora geral do Colégio Rio Branco, em São Paulo, Esther de Almeida Pimentel Mendes Carvalho, é necessário que a escola desenvolva projetos com objetivos bem claros, em que faça sentindo a inclusão da tecnologia. “A grande discussão é qual o uso que faço da tecnologia e não quantos equipamentos eu tenho em minha escola. O que deve realmente contar são as práticas educacionais diferentes, e nem sempre isso acontece”, conta Esther. São muitas as opções de tecnologias educacionais: lousa digital, projetor, câmera de documentos, plataforma digital, tablets, entre outras, e alguns cuidados devem ser tomados na hora de implantá-las: • Planejar toda a implantação da tecnologia educacional nas salas de aula;

• Selecionar equipamentos de acordo com a realidade de sua escola; • Realizar reunião com os pais antes e depois da implantação das novas tecnologias; • Treinar equipe docente; • Ouvir os alunos e entender suas necessidades; • Desenvolver projetos em que a tecnologia faça diferença para alcançar os resultados; • Contratar funcionários na área de tecnologia para apoio e manutenção dos equipamentos; • Avaliar o rendimento das turmas. Não há como fugir da era digital, e as escolas brasileiras têm condições de acompanhá-la, mas é preciso ser cauteloso: a tecnologia deve estar a serviço da qualidade da educação das crianças e deve ser implantada com muito planejamento. “O fundamental é a qualidade, e não a quantidade. Não importa quantas ferramentas de tecnologia a escola possui ou quantas o professor vai utilizar, mas sim se elas ajudarão os alunos a alcançar os resultados desejados”, diz Renata Pastore, diretora de tecnologia de educação do Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo.

Foto: Luiz Berenguer

Geni na era digital Conheça a professora que superou sua insegurança com a tecnologia e encarou a plataforma digital como aliada em sala de aula. Geni de Almeida Lombarde, 61 anos, é professora do 2.º ano do Ensino Fundamental do Colégio Coeso de São José do Rio Preto, em São Paulo. Ela havia decidido aposentar-se, mas mudou de ideia quando a mantenedora do colégio lhe contou que a escola iria utilizar uma plataforma digital. “Eu

nunca fui adepta à tecnologia, sempre que eu precisava de alguma coisa eu chamava meus filhos. Quando a mantenedora me contou que utilizaríamos uma plataforma digital, enxerguei isso como um desafio e decidi encará-lo”, explica Geni. A professora vestiu a camisa e foi à luta. Comprou um notebook e contratou um professor particular. “As pessoas me diziam que eu não precisava de professor, pois mexer no computador era muito fácil. Mas não é tão fácil para quem não tem o hábito de mexer. Não me intimidei e fiz minhas aulas básicas de computação. Tudo o que é novo nos

deixa inseguro, mas é preciso coragem para superar os obstáculos”, acrescenta a professora. Geni se adaptou à plataforma digital e hoje consegue enxergar a tecnologia como sua aliada. “Estou encantada com o material, não preciso mais digitar fichas nem xerocar textos, isso é coisa do passado. Acredito que a plataforma digital busca potencializar a aprendizagem por meio do desenvolvimento das habilidades e competências das crianças. Agora que sei mexer no computador e na plataforma, vi que é mais prático ensinar e os alunos aprendem com mais facilidade. Estou realizada”, conta.

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Glossário das tecnologias educacionais Helena Poças Leitão

Conheça as novas tecnologias utilizadas em sala de aula e veja quais as melhores ferramentas para sua escola

Foto: Luiz Berenguer

O professor pode desenhar, grifar um texto ou mostrar algum trabalho por meio da câmera de documentos

A câmera filma a ação do professor que automaticamente aparece na lousa para que toda a turma possa acompanhar a explicação

Câmera de documentos

Dispositivo eletrônico que pode ser utilizado para exibir em tempo real imagens de documentos, negativos, transparências e objetos tridimensionais. Esse equipamento pode ser conectado a televisores, computadores ou monitores. Uma câmera de documentos tem a câmera, geralmente presa a um braço mecânico, que capta imagens de texto, objetos em 3D, slides 35 mm e outras transparências, slides microscópicos, participantes de videoconferência ou qualquer outra coisa, e então envia essas imagens a um monitor ou projetor para que todos vejam. É possível gravar e salvar imagens que serão distribuídas ou retomadas mais tarde. Os professores usam essa ferramenta para apresentar conceitos físicos, reforçar ideias verbais e interagir com seus alunos. Os professores de Ciências podem

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utilizá-la em suas aulas, principalmente para explorar material microscópico através de um adaptador.

lousa digital

Grande tela que funciona como um computador, porém a interação com ela se dá por meio do toque com os dedos; em alguns modelos, usam-se canetas especiais, fabricadas especificamente para esse fim. O professor pode utilizá-la como uma lousa comum para escrever, desenhar, passar recados ou de forma mais interativa, mostrar vídeos, acessar internet e projetar animações. Com essa ferramenta, o professor pode analisar mapas, acessando o Google Maps e interagir com vídeos e imagens, por exemplo. A lousa digital é muito simples de ser manuseada e facilita a vida do educador em sala de aula. Para a utilização da lousa é necessário um projetor e um notebook ou desktop PC.


CAPA

Moodle

Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment – sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem colaborativa. Os professores postam textos, trabalhos, vídeos para que os alunos possam se preparar para as aulas, apresentações e provas. Os alunos podem também fazer perguntas aos professores ou comentar os conteúdos. O Moodle é ideal para cursos on-line: o programa é disponibilizado na forma de software livre e pode ser instalado em diversos ambientes como Linux, Windows e Mac OS. Saiba mais: http://moodle.org

plataforma digital

Mídia que oferece aos professores recursos interativos para aplicar em sala de aula. Podem ser projetados diretamente na parede ou em uma lousa digital, que oferece mais agilidade para esse tipo de ferramenta. A 10 Escola Digital, plataforma de última geração desenvolvida pela LeYa, traz testes interativos com correção automática, livro digital, jogos, animações, slides, vídeos e muitos outros recursos que deixam as aulas mais atraentes para o aluno e mais práticas para o professor. Com a 10 Escola Digital, o professor pode enviar lição de casa on-line e monitorar sua execução, gerando relatórios em tempo real. Além disso, a plataforma oferece comunicação com a turma por meio de área de mensagens, chat e fórum de discussão. Saiba mais: www.10escoladigital.com.br

blets podem realizar as mesmas tarefas que um PC. Tablets mais conhecidos: Apple iPad, Samsung Galaxy Tab, Asus Eee Pad, Motorola Xoom, Toshiba Tablet, BlackBerry PlayBook e Gradiente Tablet OZ - Meu Primeiro Gradiente.

tecnologia 3d

Software educativo que oferece objetos de aprendizagem como vídeos, simulações interativas, animações, laboratórios virtuais, tudo com visualização 3D. A empresa 3D Education, por exemplo, oferece esse software com conteúdos das disciplinas de Matemática, Química, Física e Biologia focadas no Ensino Médio e cursos de graduação. Há casos em que as animações ou vídeo requerem os óculos 3D e o resultado é impressionante. Os alunos podem ver bem de perto o corpo humano de forma tridimensional. O professor pode girar cada parte do corpo, aproximar, abrir e, ao mesmo tempo, explicar o conteúdo estudado. Para utilizar essa tecnologia, é necessário que a escola tenha servidor, projetor multimídia, computador, sistema de som simples e óculos 3D. Para o investimento não ficar muito alto, em vez de adquirir os equipamentos, a escola pode alugá-los. Saiba mais: www.3deducation.com.br

Dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à internet, organização pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento com jogos. Apresenta uma tela touchscreen (sensível ao toque) que é o dispositivo de entrada principal. A ponta dos dedos ou uma caneta aciona suas funcionalidades. É um novo conceito, não deve ser igualado a um computador completo ou a um smartphone, embora possua funcionalidades de ambos. Assim como existe o Windows para os computadores, para os tablets existem diferentes sistemas operacionais. O mais usado costuma ser o Android, que, por ser gratuito, é adotado por muitos fabricantes nos seus equipamentos e conta com um grande número de programas ou aplicativos disponíveis. Por meio dos aplicativos, os ta-

Foto: Luiz Berenguer

tablets

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Escolas Digitais

Colégio Rio Branco – São Paulo (SP)

“A maioria de nossos professores já sabia lidar com a tecnologia, portanto a implantação de novas ferramentas não foi tão complicada. Estamos aos poucos instalando as lousas digitais em sala de aula e os professores estão gostando muito. Para maior aproveitamento da lousa, utilizamos a plataforma 10 Escola Digital, que oferece recursos como jogos, animações e atividades que estão deixando as aulas mais interativas, facilitando a absorção dos conteúdos pelos alunos. Com a plataforma, os professores também conseguem planejar melhor as aulas. Já temos, inclusive, pais interessados em matricular seus filhos na escola porque temos a plataforma digital. As redes sociais são um tipo de tecnologia que utilizamos muito, principalmente o facebook. Lá, temos uma página do colégio e trocamos muitas informações com pais e alunos.” Sandra Mara Dias Reis Grecco, coordenadora do Ensino Fundamental e Médio do Colégio Coeso.

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“Em nossa escola temos vários tipos de aplicação da tecnologia. A própria sala de aula é dotada de diversos recursos, como internet, projeção e sistemas que fornecem rapidamente todas as informações necessárias para o desenvolvimento do conteúdo com os alunos. No ambiente virtual, trabalhamos com o Moodle, com o objetivo de preparar os jovens para a sala de aula. Nesse ambiente, os professores postam o que será estudado na próxima aula, textos complementares, vídeos e links. Essa é uma metodologia que utilizamos para o Ensino Médio e tem funcionado muito bem. Nós trabalhamos com projetos integrados, utilizando aplicativos para fazer coisas que geralmente não conseguimos fazer com métodos antigos. Fizemos um projeto cujo objetivo era o lançamento de um livro. Os alunos fizeram tudo, dos textos até as ilustrações. No final, o livro foi impresso e também se tornou um e-book, e todos puderam conferir a obra por meio de tablets ou computadores. Esse projeto integrou métodos antigos com a tecnologia.” Esther de Almeida Pimentel Mendes Carvalho, diretora geral do Colégio Rio Branco.

Foto: Luiz Berenguer

Foto: Luiz Berenguer

Confira como algumas escolas estão trabalhando com a tecnologia em sala de aula e inspire-se!

Colégio Coeso – São José do Rio Preto (SP)


Foto: Sema Fotografias

CAPA

Centro Educacional Ângela Clara Gama (DF)

“Desde o planejamento até a aplicação em sala de aula, utilizamos tecnologias como as lousas interativas, em que o professor apresenta vídeos, animações, jogos e muitos outros recursos. Dispomos de projetores e lousas digitais em todas as salas do Fundamental, e, em algumas da Educação Infantil, contamos com uma equipe especializada em produzir material interativo, sanar dúvidas do corpo docente e fornecer assistência técnica para os equipamentos eletrônicos. Aliado a isso, adotamos os livros didáticos da LeYa que oferecem a versão digital. Desse modo, o professor também pode projetar as páginas das matérias estudadas durante a aula, tornando o aprendizado mais agradável aos nossos alunos. É preciso ficarmos atentos para que o aluno não veja a escola como algo obsoleto. Por esse motivo, venho informatizando a minha escola para que ela esteja preparada para atender essa nova geração.” Ângela Clara Webe de Lima, diretora e mantenedora do Centro Educacional Ângela Clara.

Foto: Ronaldo Filho Fotografia

“Atualmente usamos em sala de aula computador com acesso à internet, projetor e uma plataforma digital oferecida no pacote do Sistema de Ensino SEI, com recursos que facilitam e tornam mais eficientes o processo ensino-aprendizagem. Essa plataforma digital, que é projetada pelo datashow na parede da sala, torna as aulas mais dinâmicas e prazerosas, despertando, assim, a curiosidade e atenção dos alunos. Kallyne Alves B. Fernandes, coordenadora pedagógica do Colégio META I.

Foto: Luiz Berenguer

Colégio META I – João Pessoa (PB)

Colégio Visconde de Porto Seguro São Paulo (SP)

“As ferramentas de tecnologia custam muito caro e não adianta usar a tecnologia sem objetivos bem definidos. Antes de iniciar um projeto é importante perguntar qual o impacto do uso da tecnologia nesse trabalho. No colégio utilizamos diversas ferramentas como Moodle, câmera de documentos, lousa digital, projetor, internet e tablets. Os professores participam de workshops para aprender sobre as novas tecnologias e aperfeiçoar seus conhecimentos.” Renata Pastore, diretora de tecnologia de educação do Colégio Visconde de Porto Seguro.

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ATUALIDADE

Novo olhar sobre a educação infantil Carolina Bessa Villafranca

Especialistas americanos colocam em xeque a maneira de educar e provam, por meio de pesquisas, que os modelos no qual acreditávamos não funcionam Fazer elogios às crianças é essencial para desenvolver sua confiança e autoestima. Estimular a sinceridade faz que elas não mintam. As crianças também não percebem o preconceito racial se não frisarmos com frequência a questão. Essas são premissas tidas como verdadeiras por pais e educadores. Com o intuito de criar crianças preparadas para a vida e felizes, é fácil acreditar nos conselhos de manuais, que se tornam regras eficazes para o dia a dia. Mas e se você descobrisse que tudo o que imaginou ser um sucesso educacional na realidade é um mito? O livro Os 10 erros mais comuns na educação de crianças (NurtureShock: new thinking about children), publicado no Brasil pela editora Lua de Papel (grupo LeYa), mostra exatamente isso: os modelos que costumamos seguir simplesmente não funcionam. Po Bronson e Ashley Merryman, jornalistas e especialistas em educação,

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provocam um choque ao desmistificar muitas crenças sobre o assunto. Baseando-se em pesquisas recentes, feitas especialmente nos Estados Unidos, nas áreas da neurociência e da psicologia comportamental, os autores debatem sobre temas bem corriqueiros, como a falta de sono, o papel dos elogios, as discussões entre irmãos, as mentiras e o preconceito racial. Por que erramos? Segundo eles, usamos a palavra instinto para designar a sabedoria coletiva criada pela experiência em educar. “O problema é que os nossos instintos podem nos enganar, pois nada mais são do que reações inteligentes e bem informadas”, pontua Bronson, pai de dois filhos, de 7 e 4 anos. O poder dos elogios para o bem e para o mal Diferentemente do que se imaginava, quando os elogios são feitos com frequência indiscri-

minada e de forma incondicional, podem minar a confiança das crianças e paralisá-las diante de desafios. Para comprovar essa hipótese, os autores mostram experiências desenvolvidas pela educadora americana Carol Deck em escolas de Nova Iorque. Entre elas, uma série com testes de dificuldades distintas. Após o término de cada fase, parte das crianças era elogiada por sua inteligência, outra parte, pelo esforço realizado. Verificou-se que aqueles elogiados pelo esforço tiveram melhor desempenho do que os que acreditavam ser muito inteligentes. Segundo Carol, enfatizar o esforço dá à criança uma variável que ela pode controlar. “Ela entende que pode controlar seu sucesso, ao passo que enfatizar a inteligência inata retira o controle, sem orientar sobre como reagir ao fracasso”, diz ela. “O elogio é muito importante, sim, e pode causar efeito positivo, desde que seja específico”, enfatizam os autores.

Agressividade × conflitos domésticos Incentivar as crianças a assistir programas educativos pode torná-las mais sociáveis e menos agressivas? Bronson e Merryman afirmam que não. Pesquisas realizadas em Minnesota pelos especialistas em agressão infantil e meios de comunicação Jamie Ostrov e Douglas Gentile mostram que esses programas podem, ao contrário, aumentar a agressividade relacional dos pequenos e torná-los mais autoritários e controladores. “Hoje, sabe-se que as causas das agressões não são tão simples assim”, ponderam. Por exemplo, interromper uma desavença doméstica rotineira para poupar os filhos, segundo as pesquisas, é uma atitude que não funciona. Quando a criança assiste a pequenas discussões entre os pais e presenciam principalmente a reconciliação – com manifestações de afeto –, elas ficam felizes, e a situação pode fazer bem ao seu desenvolvimento psicológico.

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Sono: por que poucos minutos fazem diferença Perder poucos minutos de sono é normal nos dias de hoje; dormir mais tarde não interfere na vida cotidiana; o cansaço passará quando as crianças crescerem. Esses são argumentos comuns para justificar a irritabilidade, a sonolência e outras reações infantis. Mas estudos atuais apontam que perder uma hora de sono, ou até menos, pode prejudicar as crianças em sua sociabilidade, estabilidade emocional e, sobretudo, em seu desempenho escolar. É comprovado que o cérebro se desenvolve até os 21 anos, e boa parte desse processo ocorre durante a noite. Nas crianças, o aprendizado relacionado ao vocabulário e à memória é sintetizado pelo hipocampo durante o sono de ondas lentas – profundo e sem sonhos. Elas permanecem nessa fase muito mais tempo que os adultos. Por isso, perder minutos do sono é ruim e, em longo prazo, pode influir no comportamento do adolescente.

Ter irmãos nem sempre favorece a socialização É comum o fato de filhos únicos terem mais dificuldades de se relacionar e de dividir espaços, mas ter irmãos não significa nenhuma vantagem nesse sentido. “Nem sempre os impactos de ter um irmão são positivos no contexto social”, avisam os autores. Irmãos brigam não só pelo afeto dos pais, mas porque nem sempre sabem negociar e ceder, ainda que convivam diariamente. Essa habilidade, em geral, costuma ser aprendida com os amigos e,

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nesse sentido, os filhos únicos podem estar em pé de igualdade com os que possuem irmãos. Os pesquisadores modernos dizem que conseguir o que se deseja dos amigos é o que faz que a criança desenvolva suas competências sociais; irmãos que têm uma relação de amizade verdadeira podem desenvolver com mais facilidade essas aptidões.


ATUALIDADE

Mentiras: pequenas e grandes consequências Fazer algo errado e negar para não sofrer as consequências é uma atitude corriqueira. E não se engane: a partir dos 3 ou 4 anos, as crianças já sabem manipular os pais. Segundo os autores, mesmo as mentiras inocentes, se ignoradas, podem estimular a necessidade de mentir. Victoria Talwar, especialista norte-americana em comportamento mentiroso, aponta que quanto mais clara for a distinção entre verdade e mentira, maior será a predisposição para dizer a verdade. Para quem acredita que as crianças param de mentir quando crescem, um alerta: elas passam a mentir ainda mais. “Pais e educadores devem aproveitar a ocasião para conversar sobre a importância da honestidade. Se isso não acontece, as crianças aos poucos se sentem mais confortáveis ao dissimular. A falta de sinceridade passa a ser, literalmente, parte da rotina”, defendem Bronson e Merryman. Discutir com os filhos pode ser bom Atritos, conflitos e mentiras: esse costuma ser o dia a dia doméstico quando se tem um adolescente em casa. Alguns pais, por temerem um clima ruim, preferem ser liberais, acreditando que as discussões sejam prejudiciais. Muitos pensam que, sendo menos rígidos, saberão mais da vida do filho. Mas, na prática, pais liberais não sabem mais sobre seus filhos. Em geral, os adolescentes costumam entender a ausência de regras como desinteresse, avisam os autores, “É como se os pais quisessem abdicar de seus papéis”. Pais que estabelecem regras com equilíbrio – e explicam suas finalidades –, abrindo a possibilidade para autonomia em outras situações, têm filhos que mentem menos. Para os autores, os entraves diários podem ser positivos para todos, desde que haja uma conversa respeitosa. “São os pais que costumam se aborrecer mais nas discussões e sair mais abatidos desse embate”, avalia o estudioso Laurence Steinberg, da Universidade de Temple.

Pequenos gênios Um filho muito inteligente será um sucesso, e quanto mais cedo se detectar essa aptidão, melhor. Bronson e Merryman mostram que essa crença é uma falácia. Segundo eles, milhões de crianças americanas competem por vagas em escolas para superdotados, mas até os educadores que aplicam os testes erram em 73% dos casos. Os pais, por outro lado, ávidos por diagnosticar a excelência de seu rebento, incentivam essa competição. “Em geral, essa busca é muito precoce. O verdadeiro desenvolvimento intelectual não se dá de forma equilibrada ou orquestrada. Ele apresenta picos vertiginosos de crescimento e duros reveses, que precisam ser superados”, avaliam. Por isso, os pais não devem forçar o desenvolvimento intelectual dos filhos; o ideal é respeitar o tempo deles, observar os interesses e estimular a curiosidade.

Por que o brincar pode ensinar o autocontrole O ímpeto natural dos pais, quando se trata de ensinar os filhos, é exigir que eles prestem atenção e obedeçam, sem muitos diálogos ou negociações. “Eles acreditam que as crianças não serão capazes de aprender, se não evitarem distrações”, acredita Bronson. Mas, segundo ele, elas aprendem se estiverem em atividades escolhidas por elas mesmas, ou seja, quando pedimos para uma criança copiar algo que a professora escreveu na lousa, ela não vai querer fazer. Seu pensamento será: “Não escrevo tão bem quanto a professora”. Mas se dermos um bloquinho de papel para que finja ser garçom, por exemplo, acabará praticando mais a escrita, tentando anotar os pedidos dos fregueses. A distração com o brincar não é necessariamente ruim, pois, quando brinca, a criança aprende naturalmente os princípios básicos para sustentar o desenvolvimento indispensável ao sucesso e constrói noções primordiais com maior facilidade do que quando está em uma aula convencional.

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LEYA NA MINHA ESCOLA

franco’s photos/ Shutterstock

Por que sua escola adotou os livros didáticos da LeYa?

“A equipe pedagógica da Escola Balão Vermelho Alicerce, após análise criteriosa dos livros de História, Geografia e Ciências da LeYa, decidiu por sua adoção. O conteúdo proposto pela Editora LeYa foi ao encontro do Projeto Político Pedagógico de nossa escola. O material didático oferece aos alunos a oportunidade de realizar suas tarefas diárias com um ótimo instrumento de apoio para o desenvolvimento cognitivo em sala de aula. Os livros nos dão abertura para complementar os conteúdos e as atividades, possibilitando aos alunos a reflexão, a troca de informações e a criatividade. A qualidade do papel e as imagens com excelente definição estimulam a imaginação, ampliando os diversos conhecimentos. Acreditamos ter acertado na escolha dos livros adotados. Ao completarmos, este ano, 45 anos de existência, firmamos, uma vez mais, o compromisso de uma educação de excelência”. Corpo docente e coordenação: Gina de Oliveira A. Ferreira, Ligia Maria Barra Costa (coordenadora), Leila Aparecida O. Evangelista, Leciene G. Peixoto Almeida e Eliane Delgado B. Lopes

Foto: Betânia Mirande

Livros adotados: Coleção A Aventura do Saber (Geografia)

Livros adotados: Coleção A Aventura do Saber (História, Geografia e Ciências)

Escola Balão Vermelho Alicerce (Juiz de Fora – MG)

“Ao conhecermos a proposta da coleção A Aventura do Saber, ficamos encantados com a riqueza do material. A qualidade gráfica, a distribuição dos conteúdos, os recursos cartográficos demonstram o cuidado da LeYa com seu público. Outro fator importante é a assessoria sempre presente, que nos favorece um feedback imediato do processo educacional. Um dos recursos que fazem sucesso é a plataforma digital, que oferece um excelente resultado ao professor e a satisfação do alunado, propiciando aulas movimentadas, estimuladoras e lúdicas, uma das grandes preocupações da Escola Anita Garibaldi.” Ana Paula da Cruz de Souza Leão, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental

Escola Anita Garibaldi (Recife – PE) [16]


“Os valores de uma pessoa são tecidos ao longo de sua existência, de acordo com as relações sociais que ela estabelece nos mais diferentes ambientes que compartilha. A escola é um desses ambientes de convivência – um dos mais ricos – e é por meio das ações nela desenvolvidas, sejam elas planejadas ou não, que os valores propostos pela instituição de ensino (aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer) tornam-se realidade. Aprender a conviver de forma cooperativa, solidária e respeitosa, por exemplo, é conteúdo tão importante a ser desenvolvido quanto os conteúdos específicos das disciplinas escolares. Nos últimos anos, o Colégio Cristão do Recife assumiu como estratégia investir em um padrão de alto nível de ensino, com os mais modernos e diferenciados recursos pedagógicos, aliando tecnologia e excelência acadêmica numa só escola. Este ano solidificamos nossa estratégia em parceria com o grupo educacional LeYa, compartilhando novos projetos pedagógicos, ações de cidadania, ecologia e solidariedade. LeYa é um grupo inovador que procura fazer sempre o melhor, atrai professores e alunos com a sua plataforma digital, uma poderosa ferramenta pedagógica com recursos de interatividade. O Colégio Cristão do Recife utiliza em todo Ensino Fundamental I essa plataforma: “maneira prática e acessível de conectar os nossos alunos com a informação e o conhecimento”. A presente parceria está cumprindo uma dupla missão: dotar os alunos de um material de primeira qualidade e aprender que tão importante quanto adquirir o conhecimento é poder transportá-lo para a vida. É por esse tão forte motivo que o CCR decidiu ser LeYa com amor.” Katia Regina Siqueira de Lima, coordenadora pedagógica.

Foto: Aline Stival

Livros adotados: Coleção A Aventura do Saber (História, Geografia e Ciências)

Livros adotados: Coleção A Aventura do Saber (História e Geografia)

Colégio Cristão do Recife (Recife – PE)

“Adotamos os livros didáticos da editora LeYa pela qualidade das imagens, textos e atualidade do material, que atende nossa proposta de trabalho e metodologia. A escola é  inspirada numa linha sociointeracionista, baseada na pesquisa individual e em grupo, na construção e no desenvolvimento de projetos e na vivência de experimentos, buscando oferecer ao jovem todas as ferramentas intelectuais, emocionais e sociais que o habilitem e o ajudem a agir com autonomia e solidariedade ao realizar o seu projeto de vida.”Gleice Marques Miguel, coordenadora.

Colégio Victória Figueiredo “Os Pequeninos” (Goiânia – GO) [17]


Foto: Vasconcelos Nonato

Foto: Vasconcelos Nonato

ESCOLA NOTA 10

Colégio Christus: Tradição e Pioneirismo

Helena Poças Leitão

Conheça a instituição que há 50 anos atende milhares de alunos no Ceará e tornou-se referência de qualidade no estado

O

s professores Roberto Rocha de Carvalho e Maria Lucia de Carvalho fundaram, em 1951, o Instituto Christus em Fortaleza, Ceará. Eles alugaram uma casa e começaram a atender turmas até o 4.º ano do Ensino Fundamental do antigo curso primário. Em 1955, o colégio conquistou

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sua primeira sede própria e, a partir daí, não parou de crescer. Em 1961, teve autorização do Ministério da Educação para receber alunos do curso colegial, atual Ensino Médio, e passou a se chamar Colégio Christus. A partir da década de 1980, os irmãos David Rocha, diretor administrativo, José Rocha, diretor


pedagógico geral, e Raquel Rocha, diretora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, administram essa que é uma das maiores e mais tradicionais instituições de ensino do Nordeste. Com a chegada dos irmãos, o colégio começou a se estender por vários pontos de Fortaleza. Atualmente, há unidades Christus nas regiões Aldeota, Dionísio Torres, Parquelândia, Cambeba, Lagoa Redonda e Benfica. “Esse crescimento deve-se a muito trabalho e a mudanças na gestão do colégio. Temos como interesse primordial a qualidade do ensino e o relacionamento e a integração com as famílias. Antes de matricular qualquer aluno, conversamos com a família dele. Essa é uma tradição que mantivemos porque sempre funcionou. Os pais precisam confiar no colégio para ficarem seguros”, conta José Rocha. Hoje, a escola tem mais de 8 000 alunos e o diretor geral conta que, graças à quantidade de número de estudantes, o colégio conseguiu realizar atividades diferentes e investir mais fortemente na instituição. “Graças à quantidade de alunos conseguimos dar mais qualidade para a educação. Se fôssemos uma escola pequena, não conseguiríamos investir tanto em treinamentos, materiais didáticos, lousas digitais, entre outros”.

Ao longo dos anos, a direção do colégio sentiu necessidade de misturar duas metodologias de ensino, a clássica e a construtivista para aperfeiçoar e acompanhar a evolução educacional. “Não havia material pedagógico na linha que queríamos, então criamos algo novo. Cada conteúdo é discutido e passado aos alunos com a metodologia que acreditamos ser mais eficiente para o entendimento deles”, explica José. Em 1995, foi fundada a Faculdade Christus com cursos de Pedagogia e Administração, com 50 vagas anuais. Atualmente a instituição possui em média 3 mil alunos e oferece um leque maior de cursos como Fisioterapia, Ciências Contábeis, Direito, Medicina, entre outros. Em 2012 os alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio começaram a utilizar material didático e recursos pedagógicos multimodais com modernas tecnologias digitais. Todas as salas agora têm lousa digital 3D, e os alunos utilizam os tablets para acompanhar as aulas. “Não tem quem segure a tecnologia. É preciso acompanhá-la. Queremos crescer mais e com a mesma qualidade, então o investimento em tecnologia é essencial”, afirma José Rocha. Foto: Vasconcelos Nonato

Foto: Vasconcelos Nonato

“Temos como interesse primordial a qualidade do ensino e o relacionamento e a integração com as famílias.”

Amplo espaço para os alunos na hora do intervalo e uma sala de cinema especial para as crianças da Educação Infantil.

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estrutura do colégio christus Tecnologia 3D em sala de aula A partir de 2012, os alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio do Colégio Christus começaram a utilizar material didático e recursos pedagógicos multimodais com modernas tecnologias digitais – os alunos utilizam livros em papel e digitais (para serem visualizados em tablets, por exemplo). Em cada sala de aula há uma lousa digital com tecnologia touchscreen multitouch que funciona com um projetor 3D, caixas de som e acesso à internet durante toda a aula. Os professores utilizam a lousa digital exibindo imagens, vídeos e animações em 3D e produzem exercícios interativos. Os alunos e seus pais podem acessar o portal do colégio de sua casa ou dos computadores da escola e utilizar recursos pedagógicos, como professores no plantão on-line, exercícios complementares e suas respectivas resoluções, visualização dos conteúdos que foram ministrados em cada uma das aulas, simulados de vestibulares, entre outros.

O segundo foi inaugurado em 1993, na sede Dionísio Torres, com capacidade para mais de 450 pessoas, de estilo italiano, cujo nome homenageia o grande compositor cearense Paurillo Barroso. Assim, sempre que necessário, alunos, coordenadores e professores têm, à sua disposição, espaços propícios para a execução de seus projetos e eventos.

Laboratórios O Colégio Christus oferece a seus alunos modernos laboratórios de Ciências, Biologia, Física e Química, nos quais eles realizam experiências práticas, de acordo com o nível de aprendizado das turmas e aplicam os conceitos científicos vistos nas disciplinas curriculares. Por meio de instrumentos adequados à realização dos experimentos e com o acompanhamento de profissionais especializados, os laboratórios são espaços propícios ao estímulo da curiosidade e à descoberta do conhecimento científico.

Bibliotecas e Salas de Leitura Pensando em criar um espaço propício para a leitura, a pesquisa e os estudos, o Colégio Christus desenvolveu um sistema moderno e eficiente de bibliotecas. São sete bibliotecas voltadas aos alunos do Ensino Fundamental e Médio, reunindo um extenso acervo de aproximadamente 30 mil obras. Esse acervo é dividido em livros didáticos, publicações da literatura nacional e internacional, revistas, periódicos, além de obras de consulta, como dicionários e enciclopédias. Para a Educação Infantil, o Colégio Christus criou as salas de leitura, nas quais os pequenos aprendizes têm acesso a obras da literatura infantil e participam de rodas de leitura e de contação de histórias.

Teatros Com o propósito de acolher os eventos e as produções teatrais da escola, o Colégio Christus construiu teatros e auditórios em todas as suas unidades. O primeiro foi inaugurado em 1988, na sede Barão de Studart, com capacidade para mais de 400 pessoas e, até hoje, é um dos únicos teatros nesse formato em todo estado.

Quadras Poliesportivas Com a supervalorização das atividades esportivas no dia a dia dos estudantes, o Colégio Christus proporciona a seus alunos diversos espaços para a prática e o ensino de esportes. Com a finalidade de contemplar as aulas de Educação Física do Ensino Fundamental, a recreação da Educação Infantil e o horário do recreio de to-

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Foto: Vasconcelos Nonato.

Foto: Vasconcelos Nonato.

ESCOLA NOTA 10

O colégio oferece uma excelente estrutura para as crianças, desde o ambiente para a recreação até as salas de aula.

das as sedes, a escola oferece para seus alunos uma moderna e eficiente estrutura física, que abrange 16 quadras polivalentes – que atendem às modalidades esportivas de futebol, vôlei, basquete e handebol –, 6 salas de ginástica, 6 salas de dança, 2 salas de judô e 3 salas para musculação.

Foto: Vasconcelos Nonato.

Capela Na Capela Christus, Filius Dei, é celebrada uma missa dominical, da qual participam muitos alunos, bem como seus familiares e a comunidade adjacente. Durante o ano, alunos, professores e funcionários dos diversos setores do colégio participam de várias atividades religiosas: meditação, Via-Sacra, missas de Páscoa, Coroação de Nossa Senhora, confissões, palestras, reuniões catequéticas, entre outros.

Observatório Astronômico Christus O Observatório Astronômico Christus (OAC) foi fundado em 1987 na sede Barão de Studart. Desde então, realiza várias atividades como o acompanhamento de aulas com conteúdo astronômico, a fim de despertar a curiosidade científica, e oferece cursos e palestras ao público leigo, sobre Astronomia e ciências afins. As pesquisas do OAC são variadas, cobrindo observações de corpos do sistema solar, cometas, chuvas de meteoros, eclipses, ocultações e Lua. O Observatório Astronômico Christus oferece aos visitantes um passeio pelo céu, apontando seu telescópio principal para planetas e estrelas de interesse, possibilitando-lhes uma visão clara e real do universo.

Conheça Mais! Colégio Christus Tel: (85) 3277-1515 www.christus.com.br

Os irmãos José Rocha, diretor pedagógico geral e Raquel Rocha, diretora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I do Colégio Christus.

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MURAL

400 anos de São Luís do Maranhão Samanta Camargo

Conheça o projeto pe dagógico da escola UEB Alberto Pinheiro em comemoração ao 400.º aniversário da ci dade de São Luís.

A UEB Alberto Pinheiro está trabalhando num projeto pedagógico especial em celebração aos 400 anos de São Luís, a capital do estado do Maranhão. O projeto foi desenvolvido pela professora de Arte Sheila Bógea para os alunos do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental. Os trabalhos começaram no início do ano e estima-se que serão encerrados no mês de setembro. Esse projeto ajuda os alunos no processo de investigação, colaborando com o desenvolvimento de suas habilidades e competências. Confira passo a passo como aplicar o projeto em sua escola! Você pode adaptá-lo para a comemoração de aniversário de sua cidade, por exemplo.

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Picsfive/ Shutterstock

Público-alvo Alunos do 6.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental Coordenação da escola Paulicéia Coelho Silva Pinto Responsável pelo projeto: Sheila Bógea Objetivo geral Estabelecer uma prática de ensino-aprendizagem que ultrapasse os muros da escola, favorecendo o diálogo aluno/patrimônio, visando alargar fronteiras e diversificar procedimentos. Objetivos específicos • Conhecer o patrimônio histórico e artístico da cidade. • Proporcionar vivências que favoreçam o reconhecimento desses patrimônios como um bem coletivo. • Compreender o órgão que protege o patrimônio histórico e artístico nacional, o IPHAN. • Despertar a necessidade de admirá-los e preserválos. Estratégias • Apresentação de material (imagens e vídeos) para o estudo e confecção do trabalho. • Seminários com profissionais da área. • Saídas para estudo de campo. • Exposições de imagens fotográficas, pinturas e desenhos produzidos pelos alunos.

Etapas do projeto Primeira etapa – 1.º bimestre • Aprofundamento dos conhecimentos sobre a cidade de São Luís (detalhes históricos, viabilização de imagens fotográficas, exibição de vídeos, socialização de pesquisas e registros referentes ao tema). • Primeiros desenhos e pinturas, como resultado do que foi coletado pelos alunos. Segunda etapa – 2.º bimestre • Visitas a campo para a socialização do que já vivenciaram. Coleta de dados mais específicos (busca de maiores detalhes teóricos, curiosidades e registros de imagens com base em fotografias feitas pelos alunos). • Avaliações feitas em aulas de campo com questionários direcionados aos monitores e estudos prévios com a professora após exibição de vídeos e apresentações no PowerPoint.   Terceira etapa – 3.º bimestre • Organização, confecção e montagem de todo material coletado. • Exposição de desenhos, pinturas e fotografias.   Quarta etapa – 4.º bimestre • Conclusão e avaliação do projeto. • Entrega de um trabalho escrito, com os registros de todos os processos.

Sheila Bógea, responsável pelo projeto e Paulicéia Coelho Silva Pinto, coordenadora da escola.

Fotos: José Luiz Ferreira Cavalcanti

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Robbi/ Shutterstock

Nome do projeto São Luís 400 anos


SEI na minha escola

COESO: preparado para o futuro Conheça o colégio Coeso em São José do Rio Preto, São Paulo, que adotou o Sistema de Ensino SEI para modernizar a escola e se preparar cada vez mais para o futuro O Colégio Coeso é uma das instituições mais respeitadas do interior de São Paulo referência quando se trata de inovação e qualidade educacional. Em entrevista, Sandra Grecco, coordenadora do Ensino Fundamental e Médio, conta um pouco sobre a opção de adotar os serviços da SEI e também sobre a implantação da tecnologia na escola.

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LeYa - Quais os diferenciais do Coeso? Sandra - O colégio prima pela educação, no conceito mais amplo da palavra. Não basta a informação. A abordagem pedagógica envolve a formação global do aluno, explorando competências e habilidades que o transformem em um indivíduo realizado e feliz. A aprendizagem com mediação tecnológica é algo imprescindível, já que essa geração nasceu na era digital.  Nosso intuito é extrair o que o aluno tem de melhor para oferecer e, por isso, precisamos entender o mundo dele, entender o que ele busca, seus anseios... Somente assim, a construção da aprendizagem será significativa.  

Espaço para a Educação Infantil

LeYa - Quantos alunos o Coeso atende atualmente? Sandra - Em torno de 680 alunos. LeYa - Por que a sua escola adotou a SEI? Sandra - O material e a proposta da SEI retratam nossa proposta pedagógica. LeYa - Alunos e professores estão gostando dos materiais da SEI? Sandra - Estamos muito contentes com a adoção do material. A cada dia, conseguimos explorá-lo e utilizá-lo melhor. Recebemos grande apoio em todos os aspectos, sendo atendidos com prontidão.

Espaço para a produção artística dos alunos

Piscinas para as crianças

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Palco para apresentações das turmas

Conheça a História do COESO LeYa - Por que o Coeso decidiu implantar a tecnologia em sala de aula? Sandra - Nós já tínhamos a proposta tecnológica em nosso ambiente, ela vinha tomando conta do colégio gradativamente. O material veio ao encontro de nossos anseios. LeYa - Quais as tecnologias utilizadas atualmente no Coeso? Sandra - Possuímos projetor em todas as salas de aula, e a maioria das aulas acontece dentro da plataforma digital. Os demais recursos pedagógicos que a tecnologia proporciona aparecem naturalmente. Algumas salas também possuem lousas digitais, nos últimos anos do Ensino Fundamental.  

Sandra Grecco, coordenadora do Ensino Fundamental e Médio do Coeso

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Em 15 de fevereiro de 1993, na unidade I da Escola Infantil Arte Manha, iniciavam-se as atividades pedagógicas do Centro Educacional de Orientação Infantil Pirilampu’s, escola que atendia crianças a partir de um ano e meio a 6 anos de idade. Dois anos e meio depois, no dia 3 de julho de 1995, nesse mesmo prédio, nasceu a Escola Infantil Arte Manha, que atendia crianças da mesma faixa etária, sob o comando de Cenira Blanco Fernandes Lujan e seu marido, Carlos José Lujan. Acreditando na escola e em seus colaboradores, a Escola Infantil Arte Manha cresceu, necessitando de maior espaço para seus atendimentos.


Em 1996, os proprietários da escola adquiriram dois terrenos anexados à escola, que propiciaram o início da construção de mais um prédio. No ano de 2000, o prédio já estava sendo totalmente utilizado. Somente em 2002, começou a implantação gradativa do Ensino Fundamental com o nome de Coeso - Colégio para Estimulação do Saber Orientado. No mesmo ano, iniciaram-se as atividades específicas de berçário. Uma nova unidade foi montada especificamente para o atendimento de crianças a partir de 4 meses. Hoje, o Coeso atende até o 9.º ano e junto com a Escola Infantil Arte Manha e o Coeso contam com cinco unidades de atendimento. Em parceria com o Colégio, a academia Coeso/sports é responsável pela parte esportiva, além das aulas de dança, caratê e futebol. A escola propõe um trabalho baseado nas diferenças individuais e na consideração das peculiaridades das crianças de cada faixa etária e entende que deve proporcionar atividades lúdicas e vivenciais, por meio de projetos contínuos, para que haja interação entre as crianças e o objeto de estudo.

Dessa forma, a compreensão e a reconstrução do conhecimento estimulam o interesse e a participação cada vez maior do aluno. Como se vê, a metodologia de ensino está baseada no socioconstrutivismo, ou seja, procura desenvolver a capacidade de observar, descobrir e pensar, com a assimilação do conteúdo necessário para a integração da criança com a realidade atual.

Quadra poliesportiva para os alunos

Os alunos aprendem de forma mais fácil com a plataforma Escola Digital

Biblioteca com diversidade de literatura infantil e juvenil

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MEU BRASIL

BRASÍLIA Conheça a história e as belezas da capital brasileira

uma cidade nova e pulsante Carolina Bessa Villafranca

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Crédito: Imagem retirada do livro “Sabor Brasília 2011” (Senac-DF)

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om 52 anos de idade, localizada no centro do Brasil, no paralelo 15 S, onde forma-se o Lago Paranoá (lago artificial formado pelas águas represadas do Rio Paranoá, cuja bacia se situa na porção central do Distrito Federal), Brasília tem 5 801,9 km². Hoje conta com cerca de 2,6 milhões de habitantes, dos quais 53,8% são naturais da cidade, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São os chamados candangos. Mas, como se sabe, a Capital Federal foi erguida por milhares de brasileiros, oriundos de diversas localidades e impulsionados pelo sonho de construir uma cidade do zero, bem no coração do país. Por essa razão, o Distrito Federal é ainda o território nacional com maior percentual de migrantes: 46% da população. São pessoas vindas, principalmente, do Norte, Nordeste e estados do Sudeste, como Minas Gerais. Inaugurada em 21 de abril de 1960, por Juscelino Kubitschek, Brasília foi projetada pelo urbanista Lúcio Costa para ser uma cidade de trabalho ordenado e eficiente, mas também para oferecer vida aprazível. Ao lado do engenheiro Israel Pinheiro e da equipe de Oscar Niemeyer (que projetou todos os prédios públicos e grande parte dos residenciais da nova cidade), Costa levantou a tão esperada capital do país. Foi Costa quem criou o plano piloto que deu origem à cidade. A área para os prédios do governo não se mistura com as áreas de habitação: é esse o princípio que orientara o projeto urbanístico em formato de avião, cortado de norte a sul (da ponta de uma asa até a ponta da outra) pelo chamado Eixão, que tem função circulatóriatronco, com pistas centrais de alta velocidade. E, de leste a oeste (da cabine até a cauda do avião) pelo chamado Eixo Monumental, que recebeu o centro cívico e administrativo, o setor cultural, o centro comercial e de diversões, além do setor administrativo municipal. Dessa maneira, Brasília encontra-se dividida em Asa Norte, Asa Sul, Setor Militar Urbano, Setor de Garagens e Oficinas, Setor de Indústrias Gráficas, Área de Camping, Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul e Norte, Vila Planalto, Granja

do Torto, Vila Telebrasília, Setor de Áreas Isoladas Norte. Sedia ainda os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. Um pouco distante das áreas centrais ficam as demais regiões administrativas ou cidades-satélites, de pequeno ou médio porte, localizadas a uma distância que varia de 6 km a 25 km do Plano Piloto. São elas: Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II e Candangolândia. Essas regiões possuem administração própria, sob coordenação do governador do Distrito Federal. Brasília foi tombada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, em 7 de dezembro de 1987. É o único monumento arquitetônico do mundo com menos de cem anos a receber esse título. Nascimento de um sonho Ao longo da história do Brasil Colônia e do Império alguns brasileiros, entre eles Tiradentes, propuseram a mudança da capital para uma posição na faixa entre os paralelos 15 S e 20 S, no interior do país. Em 1823, José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, propôs oficialmente a criação de uma nova capital no interior do Brasil (sugerindo o nome Brasília ou Petrópole), longe dos portos, com o intuito de garantir a segurança do país. A existência da cidade também se deve ao engenheiro militar Francisco Adolfo de Varnhagen, o visconde de Porto Seguro. Sua primeira manifestação em favor da transferência da capital, foi em 1839, por meio de uma carta ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Em 1877, Varnhagen fez uma viagem ao interior do Brasil para procurar a posição geográfica do que viria a ser a cidade-capital. Foi a Constituição de 1891 que estabeleceu a mudança de forma regular. Mais tarde, em 1892, foi nomeada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada pelo astrônomo Luiz Cruls e integrada por médicos, geólogos e botânicos, que fizeram um levantamento sobre a topografia, o clima, a geologia, a flora, a fauna e os recursos materiais da região do Planalto

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Crédito: Imagem retirada do livro “Sabor Brasília 2011” (Senac-DF)

Central. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls e seus dados foram apresentados em 1894 ao governo republicano. Somente em 1955 foi delimitada uma área de 50000 km2, onde se localiza o atual Distrito Federal. A construção da nova capital teve início em abril de 1956, sob o comando do então presidente Juscelino Kubitschek. Profecia Uma aura mística também envolve a cidade por conta de um sonho visionário. Em 1883, o santo italiano Dom Bosco sonhou que viajava em companhia de um jovem. Durante esse percurso, Dom Bosco avistou uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto em que se formava um grande lago, entre os paralelos 15 S e 20 S. O jovem afirmou ao santo que ali era a terra prometida e naquele lugar surgiria uma nova civilização.            Economia            A atividade econômica mais importante de Brasília é sua própria proposta inspiradora, ou seja, sua função administrativa. Além disso, podemos encontrar na região indústrias bem desenvolvidas nas áreas de softwares, cinema, vídeo, gemologia, além de contar com o incentivo na preservação ambiental e na manutenção do equilíbrio ecológico. A agricultura e a avicultura também se destacam na economia brasiliense.  A área correspondente ao plano piloto de Brasília hoje possui a maior renda per capita do Brasil: acima de um quinto da população possui renda média mensal acima de US$ 1350 (dados de 2007). Turismo e vida cultural A ideia de Lúcio Costa era criar condições de bem-estar para os habitantes com ar, luzes, espaço, jardins e horizonte. Niemeyer desejava tecer uma arquitetura clara e bela, com simplicidade e nobreza. Por isso, as edificações de Brasília movimentam seu turismo e são seu principal chamariz. A Praça dos Três Poderes, a mais significativa da cidade, reúne os Palácios do Planalto (sede da Presidência da República), da Justiça (sede do Supremo Tribunal Federal) e o Congresso Nacional (que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Fede-

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ral). É nessa praça que encontramos ainda importantes obras de artes plásticas: a estátua Os guerreiros (também conhecida como Os candangos), de Bruno Giorgi; a estátua de A Justiça, de Ceschiatti; e A cabeça de Juscelino Kubitschek, de José Alves Pedrosa. A cidade conta também com grandes trabalhos de Athos Bulcão – espalhadas por pontos como o salão do Itamaraty e o Teatro Nacional – e o paisagismo de Burle Marx. Integrada aos Três Poderes está a Esplanada dos Ministérios, na qual destacam-se os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores (Itamaraty) por sua arquitetura diferenciada. No final da Esplanada, encontra-se a Catedral de Brasília, o Complexo Cultural da República e o Teatro Municipal. De grande beleza, a catedral abriga na entrada a obra Os evangelistas, de Ceschiatti, um dos cartões-postais da capital do Brasil. Bem próximo aos Três Poderes está o Palácio da Alvorada, residência presidencial, e o Palácio Jaburu, da vice-presidência. Entre as referências turísticas e culturais da cidade estão ainda a Torre de TV, o Memorial JK, a Praça do Buriti, o Palácio do Buriti, o santuário de São João Bosco, o campus da Universidade de Brasília (UnB), entre outros. Brasília possui importantes parques, um Jardim Botânico e um Jardim Zoológico. Paisagens naturais e gastronomia Situada num extenso planalto, Brasília tem como vegetação típica o Cerrado, com árvores pequenas e mata ciliar, ladeando rios como o Paranoá, o São Bartolomeu e o Maranhão. O lago artificial Paranoá circunda parte da cidade e também tem grande potencial de lazer e turismo. Ao seu redor estão, por exemplo, alguns clubes como o Iate Clube. Pequi e Buriti são árvores nativas do Cerrado e seus frutos integram a culinária elaborada por lá. No entanto, por ser muito nova, a cidade não possui uma gastronomia típica. Mas essa mistura cultural confere à gastronomia brasiliense uma rica mescla de sabores nortistas, nordestinos, mineiros e sulistas. Entres os pratos consumidos no local estão o churrasco, a carne-seca, o lombo mineiro e a feijoada. Brasília é hoje considerada o terceiro polo gastronômico do país, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.


“Sabor Br asília 2011 ” (Senac-D F)

Receita: Azul Marinho do Cerrado

retirada do livro

Pescada-branca feita na panela de ferro, com tomates, cebola, azeite, banana e pequi. Servida com pirão e arroz. Receita vinda de um quilombo, próximo a Parati (RJ) e adaptada ao paladar do Centro-Oeste.

Crédito: Im agem

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Tempo de preparo: 30 minutos Porções: 1

Ingredientes: Peixe • 200 g de pescada-branca em postas • 2 bananas-nanicas • 50 g de tomate • 50 g de pimentão • 20 g de cebola • 15 g de pequi • 20 g de caldo de peixe • 1 limão • 50 ml de leite de coco • sal e cebolinha a gosto

Pirão • 200 ml de caldo de peixe • 100 g de farinha de mandioca • sal e cebolinha a gosto • 50 ml de leite de coco

Modo de preparo: Peixe Tempere as postas com sal e limão. Coloque para ferver 500 ml de água juntamente com o leite de coco, dissolvendo o caldo de peixe. Quando ferver, baixe o fogo e coloque o peixe para cozinhar por 5 minutos. Acrescente o tomate, a cebola, o pimentão (em tiras), as bananas sem casca e o pequi em pequenas lascas. Tampe e deixe cozinhar por mais 2 minutos.

Pirão Retire a posta de peixe da panela, aproveite o caldo do cozimento e, em fervura, adicione a farinha de mandioca. Mexa até obter consistência homogênea. Sirva com arroz. Receita extraída do livro: Segredos dos chefs: Brasil sabor Brasília 2011, (editora Senac.) Fontes: www.cbhparanoa.df.gov.br, www.brasilcultural.com.br, www.brasiliaweb.com.br, www.candango.com.br Livros: Brasil, capital Brasília: a história de Brasília ontem, hoje e amanhã (Editora Thesaurus) Viver Brasília com bons olhos (Editora Senac DF)

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FIQUE DE OLHO

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Prova Brasil: o momento é agora! Saiba mais sobre a Prova Brasil e confira algumas dicas para preparar sua escola para essa importante avaliação Helena Poças Leitão

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Prova Brasil e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) são avaliações para diagnóstico em larga escala desenvolvidas pelo Instituto . Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). Têm como objetivo avaliar a qualidade do sistema educacional brasileiro a partir de testes padronizados e questionários socioeconômicos. Os resultados, entre outros fatores, definem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que determina a qualidade do ensino oferecido por escolas, municípios e estados. As escolas públicas urbanas e rurais do país com mais de 20 alunos por turma realizam a Prova Brasil para avaliar as competências de Língua Portuguesa e Matemática dos alunos do 5.º e do 9.º anos. O ministro da educação, Aloizio Mercadante, disse em audiência pública no Senado que irá incluir a disciplina de Ciências na Prova Brasil, mas ainda não é certo que essa alteração seja aplicada na próxima edição, marcada para 2013. Com a inclusão de Ciências na Prova Brasil, o exame fica mais próximo do Programa Internacional de Avaliação (Pisa), teste internacional aplicado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para medir as habilidades dos alunos em Linguagens, Matemática

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e Ciências. No ranking do último Pisa, em 2009, dos 65 países participantes, o Brasil ficou em 45.º lugar. Aldeir Antônio Neto Rocha, diretor de gestão educacional da editora LeYa, diz que o ensino de Ciências é fundamental para despertar a atitude investigativa da criança, com impacto direto no despertar para o fazer científico, ponto crucial para um país que precisa formar cientistas. A presença dessa disciplina na Prova Brasil dá a ela um status diferenciado, que até o momento é conferido somente a Português e Matemática. Isso traz para esse componente curricular outro foco de atenção. Sabemos que muitas outras ações são necessárias, mas é um passo a mais, um avanço. Independentemente de quais as disciplinas examinadas na Prova Brasil, é importante que as escolas façam um trabalho permanente com os alunos durante o ano todo, e não apenas às vésperas da prova. Desse modo, os alunos aprendem mais, as escolas melhoram a qualidade do ensino, os municípios se desenvolvem e avançam com seus índices, e tudo isso contribui para o progresso da educação brasileira. Fontes: Inep (www.inep.gov.br) e Agência Brasil (www.agenciabrasil.ebc.com.br).


10 dicas para um bom desempenho na Prova Brasil Aldeir Antônio Neto Rocha

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Trabalhe de forma permanente e alinhada com as práticas didáticas, pedagógicas e metodológicas da escola. A concepção da avaliação deve estar presente e harmonizada com o fazer cotidiano.

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Aplique simulados aos alunos. O contato com a estrutura da prova, com o tipo de questão que ela pode conter e com os cartões de resposta ajuda a tranquilizar o aluno e deixá-lo mais seguro. Simule também o tempo, para evitar que ele se sinta muito pressionado no dia da prova oficial.

Conte com auxílio de especialistas ou contrate uma assessoria – se necessário e possível – para elaborar os itens de teste (questões adequadas a esse tipo de avaliação). Um relativo distanciamento da equipe docente que está em sala pode ser saudável nesse processo.

Conheça em detalhes a organização da prova e das questões. Veja qual é o papel dos distratores em cada questão, preste atenção às diferentes formas de testar o aluno e perceba que são necessárias habilidades que estão além do mero conhecimento técnico do componente curricular.

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Conheça e estude os descritores que são a referência para a elaboração do instrumento de avaliação. As expectativas de aprendizagem relacionadas às competências e habilidades da matriz são ótima referência para o planejamento das aulas.

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Escolha um material didático que favoreça o trabalho pedagógico nesse contexto. Alguns livros dão maior importância à repetição mecânica de atividades do que ao processo de (re)construção conceitual, atitudinal, procedimental e à aplicação de conceitos.

Pesquise as provas anteriores e seus resultados. A partir dos índices de erro e acerto e analisando o percentual de cada alternativa, conseguimos perceber quais são as habilidades que os alunos não desenvolveram. Esteja aberto para revisar a matriz curricular, o projeto pedagógico e os planos de aulas sempre que necessário. Esses elementos devem ser dinâmicos por natureza.

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Comece esse trabalho já, e não pare mais! Essa não é uma ação apenas para os meses que antecedem a prova. Aldeir Antônio Neto Rocha é mestre em Educação pela UFJF, especialista em Educação e Tecnologias Contemporâneas pela UNB e possui MBA em Gestão de Instituições Educacionais. Trabalha com educação há 19 anos e atualmente é diretor de gestão educacional da editora LeYa.

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Considere que preparar os alunos para essa avaliação não significa apenas treiná-los para uma prova. As habilidades examinadas nela são essenciais para a formação integral do aluno.


FALA, PROFESSOR!

Quais as dificuldades de preparar os alunos para a Prova Brasil?

“Entre as diversas dificuldades que temos para preparar o aluno para a Prova Brasil, destaco a fragilidade do professor em criar condições favoráveis ao desenvolvimento de habilidades relacionadas à competência leitora dos alunos. Também devo ressaltar que, mesmo com tantas campanhas visando à conscientização dos alunos sobre a importância da Prova Brasil para a qualidade do ensino do país, muitos estudantes fazem as provas com descaso, ou seja, não se preparam com entusiasmo e dedicação, o que resulta, muitas vezes, em uma estatística desprivilegiada. É necessário o despertar para que os alunos sejam leitores esclarecidos e entusiasmados com a aprendizagem.” Luciana Garcia Brisson Siliprandi, diretora. Escola Municipal Prof.ª Acácia Leitão Portella - Rio de Janeiro (RJ)

“Na sala de aula, procuramos apresentar aos alunos uma enorme variedade de gêneros textuais, buscando despertar neles o gosto pela leitura, visando à análise reflexiva das realidades que o cercam e à ampliação de sua visão de mundo. No entanto, ainda encontramos algumas dificuldades durante o processo: falta de hábito, de concentração, de compreensão e de interesse pela leitura. Na Prova Brasil encontram-se muitos textos e um tempo predeterminado, muito curto, para análise e reflexão.”

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Fabrícia Ricobom, professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II. CAIC Professor Mariano Costa - Joinville (SC)

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“É preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos. Mas, independentemente da atividade que esteja sendo realizada, o foco tenderá a permanecer no conteúdo, e as competências e habilidades, que deveriam ser o objetivo final, serão vistas de modo minimalista. O que é necessário fazer então? Mudar o enfoque do conteúdo para as habilidades; Mudar nossa postura, como educador, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno. Podemos dizer que a maior dificuldade diante de avaliações como a Prova Brasil é que ainda estamos trabalhando conteúdos como fim, quando, na verdade, eles devem ser meios para que diversas habilidades venham a ser desenvolvidas, habilidades essas que são específicas desse novo mundo globalizado em que vivemos, e, por isso mesmo, necessárias não só para que o indivíduo seja inserido no mercado de trabalho, mas também para que possa exercer sua cidadania, pois um indivíduo que não tenha a capacidade de síntese, analógica, diagnóstica e argumentativa, por exemplo, não poderá fazer valer seus direitos, principalmente numa sociedade competitiva e altamente tecnológica como a nossa.”

Foto: Luiz Berenguer

Andréia Laura de Moura Cristaldo, diretora adjunta. Escola Municipal Imaculada Conceição - Campo Grande (MS)

“Uma das dificuldades é a didática do professor utilizada em sala de aula. Para solucionar esse problema, a Secretaria Municipal oferece cursos de formação para os coordenadores, que orientam os professores e acompanham seus trabalhos. Para preparar o aluno para a Prova Brasil, é preciso um trabalho contínuo, a escola não pode começar a trabalhar alguns meses antes, ela precisa ter um planejamento para aplicar durante todo o ano. Essa avaliação tem uma concepção construtivista, em que o aluno deve interagir com a língua ou com uma situação-problema. Esse tipo de concepção está conforme os Parâmetros Curriculares. O que acontece é que muitas escolas não aplicam os parâmetros: o aluno aprende de forma diferente e, quando chega a hora da prova, os resultados nem sempre são bons. Uma dica para a escola é planejar a preparação dos alunos, incluindo as edições passadas da avaliação e acrescentando novos textos, sem nunca esquecer a formação dos professores, fundamental para alcançar os resultados desejados.” Liliane de Almeida, coordenadora da Educação Básica; Luzia Matos Carreteiro, coordenadora de Alfabetização; Karin Maia, coordenadora de gestão escolar, e Iara Mazzeto, pedagoga. Secretaria Municipal de Educação - Jandira (SP).

“Acredito que a maior dificuldade esteja nos diferentes níveis de alfabetização dos alunos do 5.º e 9.º ano. Isso acontece nos primeiros anos do Ensino Fundamental e acaba refletindo nas turmas seguintes. Muitos alunos têm um nível de letramento muito além do esperado enquanto outros não conseguem ler com fluência nem um pequeno texto. Essa desigualdade faz com que os resultados não sejam bons nas duas disciplinas básicas: Língua Portuguesa e Matemática. Professores chegam a responsabilizar a família pelo pouco envolvimento na educação dos filhos. Essa é outra dificuldade que também afeta o rendimento educacional das crianças.” Aline Ávila de Santana, coordenadora pedagógica e professora do 3.º ano do Ensino Fundamental Escolas: E.M.E.F. Oviêdo Teixeira e Escola Estadual Profª Rosa Mª Nascimento Freire - Aracaju (SE)

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LEYA MAIS

LeYa Mais é um projeto dedicado aos livros de literatura infantil e juvenil da LeYa. Você encontrará em todas as edições da revista LeYa na Escola boas dicas de leitura para seus alunos, além de uma lista dos temas abordados e indicação de datas comemorativas para trabalhar em sala de aula. Além disso, apresentamos um projeto pedagógico exclusivo para você trabalhar com sua classe.

O ciclo do ovo Autoras: Cristina Quental e Mariana Magalhães Ilustrações: Sandra Serra A partir de 6 anos

Naquela manhã, a professora Tita começou a ouvir um burburinho. Olhou para o canto da sala e viu que Mário e Jorge discutiam animadamente sobre uma questão que os intrigava: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? A professora achou a discussão coerente, reuniu a turma e fez uma proposta: – E se fôssemos amanhã visitar o galinheiro da minha amiga Sônia para tentar descobrir o mistério dos ovos e das galinhas? Não perca esta oportunidade! Embarque com a turma da professora Tita e aprenda tudo sobre o ciclo do ovo. Para terminar, divirta-se com a seção “Lenga-lenga”, que vem no final do livro. Conheça os outros livros da coleção:

O ciclo do leite e O ciclo do arroz!

Temas: alimentação saudável, nutrição, vida rural, tecnologia de alimentos, brincadeiras (lenga-lenga, música, teatro).

A partir de 6 anos

Onde está o Mi? Autora: Ana Vicente Ilustrações: Madalena Matoso O Dó acha que o Mi é muito desafinado e não gosta nada de ouvi-lo. Quando todas as notas resolveram se encontrar para ensaiar uma canção nova, o Mi não apareceu... O livro trabalha as notas musicais de forma divertida para as crianças. Temas: educação musical (sistema tonal), gêneros musicais (folclore, ópera, samba, rock, erudito, fado, pop, valsa, rap, blues, jazz), a importância da harmonia.

O primeiro dia de escola Autor: António Mota Ilustrações: Paulo Galindro O primeiro dia de escola é o início de uma etapa singular na vida de todas as crianças; é a entrada para um mundo novo e diferente, com experiências e vivências tão fortes que nunca mais serão esquecidas. Essa nova fase na vida de uma criança envolve toda a família e mexe com cada um de maneira diferente. A partir de 8 anos

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Temas: relacionamento entre irmãos, reminiscências familiares, solidariedade, cumplicidade.


Esses conteúdos e muitos outros você encontra no blog do projeto LeYa Mais (www.leyamais.com.br). Confira essas grandes dicas de literatura para sua escola!

O livro dos trava-línguas Autor: António Mota Ilustrações: Elsa Fernandes Por meio de divertidos jogos de palavras e situações cotidianas que envolvem o convívio entre seres humanos e animais, a criança explora várias possibilidades de comunicação. Indicadas para trabalhar a pronúncia – desenvolvimento da linguagem oral –, as múltiplas abordagens do dia a dia contidas no livro visam ainda desenvolver a capacidade de elaborar e responder questões e ajudam a criar intimidade com novos vocábulos, além de estimular a imaginação: as ilustrações interagem criativamente com os textos, ampliando a habilidade linguística para entender e produzir palavras e sentidos (neologismos). Temas: ética, cotidiano, trabalho e consumo, pluralidade cultural, solidariedade e diversos itens de língua portuguesa (o texto é recheado de onomatopeias engraçadas, rimas e uso do discurso direto e indireto).

A partir de 8 anos

As consultas do Dr. Serafim e a bronquite da Senhora Adriana Autora: Rosário Alçada Araújo Ilustrações: Afonso Cruz Há dias estranhos na vida de todos nós, mas o dr. Serafim nunca viveu um momento tão misterioso como aquele em que a senhora Adriana foi se consultar com ele. Nessa divertida história, você vai reconhecer uma série de onomatopeias e, depois de lê-la, certamente vai dar mais atenção à pontuação. Temas: introdução ao estudo de onomatopeias, a importância da pontuação, iniciação aos fonemas, comunicação escrita, oralidade. A partir de 8 anos

Esdrúxulas, graves e agudas, magrinhas e barrigudas Autor: José Fanha Ilustrações: Afonso Cruz

ESDRÚXULAS, GRAVES E AGUDAS, MAGRINHAS E BARRIGUDAS DIVISão SILáBIcA E REGRAS DE AcENtUAção

As palavras não são todas iguais. Há palavras magrinhas e barrigudas e todas elas se distinguem pela sua acentuação. Neste livro, as palavras ganham vida e brincam umas com as outras num jogo de monossílabos e polissílabos, de tils e acentos circunflexos, de palavras agudas, graves e esdrúxulas.

As palavras não são todas iguais. Há palavras magrinhas e barrigudas, e todas elas se distinguem pela acentuação. Nesse livro, as palavras ganham vida e brincam umas com as outras num jogo de monossílabo e polissílabo, de til e acento circunflexo, de palavras agudas, graves e esdrúxulas.

ESDRÚXULAS, GRAVES E AGUDAS, MAGRINHAS E BARRIGUDAS

José Fanha

Temas: gramática, acentos gráficos, regras de acentuação, divisão silábica, iniciação à fonética, fonologia, morfemas, poesia. ISBN 978-85-8044-304-2

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A partir de 10 anos

Ilustrações

aFonsoCruz

17/09/11 20:49

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LEYA MAIS

COMO PASSA O TEMPO? A partir de 7 anos

Autora: Ana Vicente Ilustrações: Madalena Matoso

O tempo não volta. Não pode ser comprado nem substituído. Mas um belo dia, no livro de Ana Vicente, ele resolve sair do relógio e descobrir o mundo que ele controla por meio das horas, minutos e segundos. Em momentos de fantasia e descobertas, a cada página desvenda-se um tipo de relógio que desperta na criança o desejo de conhecer as diversas formas de marcar o tempo.

Introdução Relógio de pêndulo, de parede, eletrônico, digital, despertador, de areia, de bolso, de corda, de pulso, de azeite, de água – todos eles têm o mesmo objetivo: medir o tempo. Mesmo na época em que o ser humano não sabia ler nem escrever já eram desenvolvidos instrumentos de medida com base em elementos da natureza, como o Sol, a Lua e as marés. A organização do tempo é um desafio atual; saber medi-lo e organizá-lo de forma que sejam executados planejamentos a curto, médio e longo prazo é uma habilidade. Reconhecer a passagem do tempo e suas ferramentas de medição é um importante passo para a organização de atividades e para o melhor aproveitamento do dia.

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Projeto Pedagógico Por Amanda Borges

Objetivo geral Trabalhar com a medição do tempo e suas ferramentas.

Faça uma tabela de horários para as atividades ou aulas da escola. Deixe-a exposta dentro da sala para que se percebam a organização, a divisão e o planejamento do tempo no período de aula.

Objetivos específicos

c) Crie um relógio de areia (ampulheta).

• •

Material: – 1 kg de areia – 2 garrafas PET (2 litros) – fita adesiva

• •

Explorar conceitos de medição: grandezas e medidas. Reconhecer as representações convencionais de medidas de tempo. Desenvolver noção de tempo pelo estudo da rotação da Terra e do decurso do dia e da noite. Conhecer e construir ferramentas de medição de tempo.

Sugestões de sequência didática Atividade prévia Identifique título da obra, autor e biografia, gênero textual, editora etc. a) Promova atividades para medir e comparar tamanho, peso, capacidade de um recipiente, volume e finalize dando ênfase à medição de tempo. Relacione esse conceito a vivências como pesar o lanche das crianças, medir e comparar o tamanho dos alunos na sala de aula, tempo de atividades ou intervalos de aula e recreação na unidade escolar. b) Dentro de uma caixa, coloque um relógio e deixe que as crianças tentem adivinhar o que tem lá dentro, criando suspense. Converse sobre o uso social da medição de tempo. Faça a leitura do seguinte poema:

Modo de fazer Coloque areia em uma garrafa, junte seu bocal ao de outra garrafa e feche com a fita para não vazar. Vire a garrafa e calcule, medindo com um relógio convencional, quanto tempo demora para a areia cair. Proponha atividades que os alunos tenham que executar antes de toda a areia da ampulheta cair. Discuta a noção temporal que envolve fatos do passado, do presente e do futuro.

Avaliação Ao final deste projeto, espera-se que os alunos saibam relacionar os movimentos da Terra com a ocorrência do dia e da noite. É importante que conheçam as diversas ferramentas de medição de tempo, bem como formas de organização dele para potencializar as atividades cotidianas. Acesse www.leyamais.com.br e confira este projeto pedagógico completo!

O relógio

Passa, tempo, tic-tac Tic-tac, passa, hora Chega logo, tic-tac Tic-tac, e vai-te embora Passa, tempo Bem depressa Não atrasa Não demora Que já estou Muito cansado Já perdi Toda a alegria De fazer Meu tic-tac Dia e noite Noite e dia Tic-tac Tic-tac Dia e noite Noite e dia

Dreamstime

Vinicius de Moraes

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Pós-Graduação a Distância

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NOTA

27º

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GENTE DO BEM

Escola da Comunidade:

transformando realidades

Helena Poças Leitão

Conheça a Escola da Comunidade, criada pela Fundação Visconde de Porto Seguro, que atende mais de 1 000 alunos de comunidades carentes.

A

Fundação Visconde de Porto Seguro criou a Escola da Comunidade em 1966. Começou acolhendo 36 crianças no curso diurno e 35 adultos no turno da noite. O grupo era composto por pessoas de baixa renda que são atraídas para a região pelo adensamento populacional e obras públicas e privadas. O objetivo do curso era colocar esses estudantes em sala de aula com as mesmas condições e padrão de ensino dos alunos pagantes do Colégio Visconde de Porto Seguro. Com a mudança da sede do Colégio para a Unidade Morumbi, em 1974, a Escola da Comunidade começou a atender, principalmente, moradores da comunidade de Paraisópolis, próxima ao Porto Seguro.  Hoje, atende também a comunidade da Vila Andrade e recebe alunos de outros bairros da região.   A Escola da Comunidade atende 1 370 alunos. Além da Educação Básica  (Educação Infantil ao Ensino Médio), oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA - Ciclo I, Ciclo II  e Telecurso para o Ensino Médio), cursos profissionalizantes e de artesanato. Ainda tem um coral e uma banda, que representam o colégio em atividades internas e externas. Em entrevista, Celina Cattini, diretora-geral, e Rachel Braun, diretora da Escola da Comunidade – Morumbi, contam mais detalhes: LeYa - Quais crianças podem estudar na Escola da Comunidade? Crianças, jovens e adultos provenientes de famílias com renda mensal per capita de até um salário mínimo e meio que, de preferência, morem nos bairros de Paraisópolis e Vila Andrade.

LeYa - Materiais como caderno, caneta, livros, entre outros, são doados pela Fundação? Como funciona? Sim, a Fundação doa os uniformes, todo o material didático e a merenda escolar aos alunos. Oferece ainda atividades culturais e estudos do meio que complementam o projeto pedagógico. Dessa forma, os estudantes da EC participam das mesmas atividades que aqueles que frequentam o Colégio Visconde de Porto Seguro. LeYa - Se alguém quiser ajudar o projeto de alguma forma, é possível? Como proceder? É possível ajudar com doações e trabalho voluntário em nossas campanhas, como a do agasalho ou a de Natal, na qual presenteamos as crianças da EC com brinquedos. Os voluntários também podem doar o seu tempo, realizando workshops profissionalizantes e palestras planejadas às famílias da EC, de forma a capacitá-las para uma atividade que aumente a renda ao final do mês (ex.: palestras na área de saúde e cursos para desenvolver outras habilidades, como aulas de culinária).

Celina Cattini, diretora-geral, e Rachel Braun, diretora da Escola da Comunidade – Morumbi.

A Escola da Comunidade atende 1 370 alunos dos bairros Paraisópolis e Vila Andrade, em São Paulo.

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MUITO MAIS AULA

As aventuras de Calculino

MATEMÁTICA

Aguinaldo Miranda e Amanda Borges

Descubra como os jogos e as brincadeiras propiciam momentos de descoberta em sala de aula

A

construção do conhecimento matemático pelos alunos é um desafio, pois a sua prática deve levá-los a uma aprendizagem voltada para a realidade da qual participam. As atividades devem ser trabalhadas de forma significativa, com estratégias que remetam o cotidiano dos alunos à sociedade na qual estão inseridos. Nossas crianças tiram conclusões sem pensar, e entre as muitas razões disso está o fato de que nem sempre estão interessadas e atentas; isso pode ocorrer com qualquer um de nós. No entanto, o motivo mais importante é que, frequentemente, não há estímulos para pensar. É claro que temos intenções bem diferentes. Queremos que nossos alunos exercitem o raciocínio. No entanto, a forma atual de trabalhar com eles pode não contribuir para isso. O que fazer para mudar? Se desejamos que nossas crianças pensem, tenham ideias próprias, exercitem o raciocínio, precisamos aproveitar todas as oportunidades para atingir esses objetivos, mas como conseguiremos isso? Propomos atividades de cálculo mental: trabalhar com nossos alunos diferentes exercícios que os levem a entender o que estão fazendo e a raciocinar durante a aprendizagem. Em outras palavras, usamos: jogos, brincadeiras, desafios, teatro e os cálculos como se fossem problemas. O cálculo mental não se restringe à Matemática, não é exclusividade dessa disciplina, mas, baseados em experiências vivenciadas, podemos afirmar que ele: • possibilita o exercício de capacidades como memória, dedução, análise, síntese, analogia e generalização; • permite a descoberta de princípios matemáticos como a equivalência, a decomposição, a igualdade e a desigualdade;

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• propicia o desenvolvimento de conceitos e habilidades fundamentais para aprofundar os conhecimentos matemáticos; • favorece o desenvolvimento da criatividade, da capacidade de tomar decisões e atitudes de segurança (principalmente diante de desafios, provas etc.); • finalmente, propicia que a criança conviva com os estudos (dentre eles, a Matemática) de maneira menos formal, mais criativa e motivadora. Os jogos, brincadeiras e desafios, quando bem utilizados em sala de aula, propiciam momentos de descobertas e sinapses nos neurônios (relação dos dendritos entre células nervosas), tornando as aulas mais atrativas e menos cansativas. Baseados em experiências vivenciadas em várias etapas da aprendizagem do Ensino Fundamental I, desde a educação infantil, indicamos a utilização dessas atividades extracurriculares como recursos lúdicos. Essas ações podem provocar mudanças no ensino da Matemática, possibilitando ao professor observar e considerar os conhecimentos intuitivos que as crianças têm sobre a matéria de acordo com suas experiências diárias.


Público-alvo: Tempo estimado: Disciplina: Avaliação:

alunos a partir do 4.º ano do Ensino Fundamental 60 minutos Matemática A avaliação acontece independente do resultado pois o objetivo nessas atividades é desenvolver habilidades mentais.

Provocando a reflexão kanate/ Shutterstock

Desafio espaço e forma Construa a figura abaixo em papelão ou madeira. Figura 1 = 10 cm × 7 cm × 3, 5 cm × 3, 5 cm × 5 cm Figura 2 = 7 cm × 7 cm × 10 cm Figura 3 = 3,5 cm × 3,5 cm × 3,5 cm × 3,5 cm Figura 4 = 5 cm × 5 cm × 7 cm Figura 5 = 5 cm × 5 cm × 5 cm × 3, 5 cm × 3, 5 cm 1) Monte um quadrado sem usar a figura 3. 2) Agora monte um quadrado usando a figura 3.

3

5 1

4

2 Respostas 1)

2 1

4 5

3

2)

2 3

5 1

4

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MUITO MAIS AULA

RPG

aBC

LÍNGUA PORTUGUESA

PEDAGÓGICO

Imaginação e criatividade a serviço da educação

Silvia Lacerda

O

Role Playing Game é um jogo em que não há perdedores nem ganhadores, e os participantes encontram formas criativas de vivenciar situações-problema, decifrar enigmas e charadas por meio de muita pesquisa e leitura. Por proporcionar grande participação e integração entre os jogadores, exercita a oralidade, a socialização, a liderança e o resgate de valores morais e éticos.

Introdução O RPG, ou “jogo de interpretações de papéis”, na tradução literal, surgiu nos EUA na década de 1970 e espalhou-se rapidamente por todo o mundo. Na década de 1990 apareceram os primeiros estudos sobre a aplicação do jogo como ferramenta pedagógica, e o Brasil é um dos países que mais têm trabalhado nessa pesquisa. O RPG vem sendo usado por muitos educadores, que pretendem deixar um pouco de lado os modelos tradicionais de aula e apostar em ferramentas pedagógicas novas e eficientes. Para que possa lançar mão desse instrumento pedagógico lúdico é importante primeiramente conhecer o jogo, com suas regras e possibilidades, já que você, professor, será o “mestre” que dirigirá e orientará todo o processo, a dinâmica do grupo e o planejamento. Objetivo geral Trabalhar com habilidades e competências que concorram para estabelecer organização e retenção das informações e despertar o interesse dos alunos por diferentes conteúdos que parecem não ter aplicação imediata em sua vida. Objetivos específicos Estimular a leitura e a pesquisa; utilizar-se de diversas linguagens; exercitar a criatividade e a disciplina; conhecer e construir estratégias.

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Orientação Depois da escolha do livro, a dinâmica do grupo e o planejamento dependerão de você. Desenvolva o jogo tendo como objetivo algum conteúdo curricular ou tema transversal. É importante também ressaltar que o RPG funciona muito bem em projetos interdisciplinares, pois uma história pode englobar assuntos de várias áreas. • Procure elaborar um enredo interessante, repleto de situações-problema, enigmas e charadas. • Estabeleça regras simples e objetivas. • Distribua os papéis. • Não dê respostas. Sua função, como mestre, é orientar pesquisas, leituras, gerenciar debates e trocas de informações e apontar novos caminhos para os alunos. • Incentive a participação de todos, promovendo sempre o diálogo democrático e a socialização. • Determine o tempo do jogo: de uma a três aulas (dê tempo para que os alunos possam realizar suas pesquisas, leituras e reuniões para trocarem as informações). • Tendo em vista o roteiro, defina a época, o(s) ambiente(s) e outros pontos que julgar importantes para o desenvolvimento do jogo.


Sugestão de RPG Livro: Os três mosqueteiros em cordel, de Klévisson Viana, inspirado na obra homônima de Alexandre Dumas. Editora LeYa. alunos do 8.º ano do Ensino Fundamental quatro aulas Língua Portuguesa, História e Geografia leitura, interpretação, produção de texto e expressão oral

Sinopse: uma instigante aventura de capa e espada vivida por Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan, que mescla momentos de conspiração, vingança, traição, política e religião na corte de Luís XIII, rei da França. Sugestão de sequência didática: • Escolhido o texto, faça uma roda de leitura para o conhecimento da história. Em seguida, proponha transformar a aventura de Os três mosqueteiros em um jogo de RPG; • Explique o jogo para os alunos: as regras, o tempo que eles terão para fazer as pesquisas e leituras, as discussões e trocas de informações, e distribua os papéis. Sugira um debate para abordar os principais fatos da história lida; • Oriente os alunos para que possam elaborar um tabuleiro que recrie o ambiente principal do enredo. Lembre-se

de que eles deverão anotar cada passo, descoberta e decisão que tomarem no decorrer do jogo, para que possam resolver as situaçõesproblema e decidir as novas estratégias de ação; • A partir daí, seja um mediador, orientador e supervisor das pesquisas, leituras e descobertas dos alunos, sempre observando o desempenho individual para a avaliação futura; • Ao final do jogo, você terá elementos suficientes para avaliar seu aluno e as diversas informações coletadas.

Referências: ANDRADE, Flávio. “RPG e educação”. Disponível em: www.rpgnaescola.com.br/rpgpedagogico.php. MARCATTO, Alfeu. Saindo do quadro. Cosciência, 1996. kanate/ Shutterstock

Público-alvo: Tempo estimado: Disciplina: Avaliação:

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MUITO MAIS AULA

História: Linha do Tempo HISTÓRIA

Elaine do Amaral

Público-alvo: Tempo estimado: Disciplina: Avaliação:

alunos do 5.º ano do Ensino Fundamental I dez aulas História identificação da passagem do tempo; noção de presente, passado e futuro; reflexão sobre ações e implicações para o futuro

. .. U O S S A P O P M E T E O

O

ensino tradicional de História pode ser monótono, mas, com um pouco de imaginação e instrumentalização, a aula pode se tornar divertida e interessante para o aluno. Situar o aluno no tempo e levá-lo a entender que é um sujeito que vive em determinado tempo histórico e que suas escolhas individuais influenciam o contexto social em que está inserido pode não ser uma tarefa simples, assim como levá-lo a entender a passagem do tempo. Mas, por meio de um trabalho que faça o aluno se enxergar como protagonista de sua vida, podemos facilitar esse processo e torná-lo agradável.

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Etapa 1 Entregue aos alunos uma folha com a seguinte pergunta: quais são os principais acontecimentos da sua vida e quando aconteceram? Ela deve ser respondida juntamente com os familiares. Assim daremos a oportunidade para que cada aluno enumere os acontecimentos que lhe são mais significativos. Etapa 2 Com as respostas em mãos, os alunos devem ser levados até a sala de informática. Peça-lhes que pesquisem o que estava acontecendo no mundo nos anos, meses e dias mencionados nas respostas. Dica: todos os grandes jornais mantêm acervo on-line. De acordo com o conteúdo que está desenvolvendo, defina a área de pesquisa. Exemplos: economia, política, esporte, sociedade, arte etc. Etapa 3 Quando todos tiverem concluído a pesquisa, peça-lhes que reflitam sobre os acontecimentos e suas consequências

nos dias atuais (provavelmente isso será assunto para uma nova pesquisa). Explique aos alunos que as atitudes podem causar bons ou maus efeitos, e isso se refere aos aspectos de ética e cidadania. Faça-os refletir sobre as escolhas que fazem diariamente, e o quanto elas podem impactar suas vidas. E por falar em futuro... Vamos refletir sobre a noção de futuro partindo da data de nascimento dos alunos e da pesquisa que fizeram. Peça-lhes que façam considerações sobre o tempo de vida e o tempo histórico. Considerar o tempo de vida humano pode ser um bom parâmetro. Para finalizar, proponha a construção de uma linha de tempo pessoal. Se possível, use fotos pessoais dos alunos, em momentos importantes da vida deles, e fotos do que estava acontecendo no mundo naquele momento. Construa a linha do tempo da seguinte forma:

MOMENTOS DO ALUNO NTO 1

MOME

MOMENTO 2

MOMENT

O 3

MOMENTO 4

FATO HISTÓRICO 1

FATO ICO 2 R HISTÓ

FATO HISTÓRICO 3

FATO CO 4 HISTÓRI

kanate/ Shutterstock

FATOS HISTÓRICOS CORRELATOS

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MUITO MAIS AULA

Soluções Socioambientais GEOGRAFIA

Elaine do Amaral

Público-alvo: Tempo estimado: Disciplina: Avaliação:

alunos do 4.º ano do Ensino Fundamental I um mês Geografia predisposição para a mudança de hábito

O

termo sustentabilidade, cada vez mais popular, vai muito além da preservação do meio ambiente, e remete à ideia de uma sociedade na qual as pessoas possam viver de forma digna, confortável, saudável e justa. Outros itens podem ser acrescentados à definição, como o respeito à diversidade cultural, a ética e principalmente as mudanças de atitude. Cada um de nós deve fazer o que estiver ao seu alcance para defender o equilíbrio do planeta, e isso tem tudo a ver com a escola, pois ela é um espaço privilegiado para o aprendizado das relações interpessoais e com o meio ambiente, e é também nesse espaço que os alunos, se bem orientados, refletem sobre as consequências de suas atitudes no meio em que vivem. Quando pretendemos desenvolver um trabalho sobre sustentabilidade, podemos partir de qualquer situação que, de alguma forma, desequilibre as relações dentro do ambiente escolar, e depois fazer que os alunos pensem sobre os problemas da sociedade em um sentido mais amplo. É preciso estar consciente de que educar para a sustentabilidade é educar para a transformação.

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Desperdício não! Um dos maiores problemas em âmbito mundial, em termos de sustentabilidade, é o desperdício de alimentos, quando há milhões de pessoas que sofrem com a fome. Isso configura um desequilíbrio, que pode ser corrigido com conscientização e mudança de atitudes. Etapa 1 Apresente aos alunos o vídeo Ilha das Flores, disponível em: http://www.youtube. com/watch?v=KAzhAXjUG28 • Após a apresentação, ajude os alunos a refletir sobre o assunto abordado no vídeo por meio de conversa, desenhos, colagem, cartazes ou texto. • Peça aos alunos que, individualmente ou em grupos, proponham soluções para o problema apresentado. • Promova o compartilhamento das soluções elaboradas por eles.

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Sugestão de TRABALHO Etapa 3 • Peça aos alunos que, individualmente ou em grupos, pesquisem receitas com alimentos reaproveitados, cascas, sobras ou partes que normalmente vão para o lixo. Proponha que solicitem ajuda à família ou sugira sites na internet. • Com a receita em mãos, eleja juntamente com os alunos uma ou mais receitas para serem servidas no horário do lanche. Se não for possível fazer a receita na escola, peça ajuda às famílias.

Etapa 2 • Converse com os alunos sobre o conceito de sustentabilidade. Enfatize que ele não se refere somente a desequilíbrios como falta de água, energia, poluição etc. • Viabilize uma pesquisa sobre o tema, considerando dados estatísticos sobre o desperdício de alimento e a fome no mundo.

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MUITO MAIS AULA

Poluição não!

CIÊNCIAS

Elaine do Amaral

Público-alvo: Tempo estimado: Disciplina: Avaliação:

alunos do 3.º ano do Ensino Fundamental I um mês Ciências identificação dos diversos tipos de poluição; mudança no comportamento dos alunos, que devem se preocupar com a diminuição do barulho

Psiiiuuuuuu!

S

abemos que qualquer tipo de poluição traz consequências para a saúde. A poluição sonora, por exemplo, é apontada hoje como o maior causador de estresse nos moradores das grandes cidades. Aparentemente inofensivo, o excesso de barulho despertou a preocupação dos órgãos de saúde pública, que vêm lançando campanhas de conscientização de seus malefícios. Estar exposto a ruídos de intensidade forte por um longo período de tempo traz vários prejuízos à saúde, não só estresse, mas também perda da audição, perda do poder de concentração, irritabilidade, insônia ou sensação de noite maldormida. Na escola não é diferente: sabemos que todos estão expostos a ruídos fortes e de longa duração. Os alunos produzem o barulho e eles mesmos ficam irritados, com dores de cabeça e com pouca predisposição para o aprendizado. Já os professores, além do estresse, têm prejuízos na voz e na audição. Combater a poluição é um dever de todos, portanto um dever cidadão. A escola tem um papel essencial na formação do cidadão e é em nossas aulas que ensinaremos os alunos a identificar, refletir e combater todo e qualquer tipo de poluição. Neste momento iremos trabalhar o combate à poluição sonora no ambiente escolar.

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Etapa 2 Selecione sons agradáveis e desagradáveis,altos e baixos,corriqueiros e incomuns. Grave-os e apresente-os à classe. Distribua

tiras de papel aos alunos, uma para cada som que eles vão ouvir. Peça que escrevam nas tiras suas sensações ao ouvir esses sons. De acordo com as sensações que eles mencionarem, explique todos os impactos da poluição sonora em nosso corpo. Peça aos alunos que, durante uma semana anotem todos os barulhos da escola, os agradáveis e os desagradáveis (você pode criar uma planilha para as anotações). Separe 10 minutos por aula para que sejam feitas as anotações. Após esse período, anote em um cartaz as ocorrências mais frequentes, os sons que eles registraram como agradáveis e desagradáveis, e deixe-o afixado na sala. Proponha soluções e acordos para que o ambiente se torne mais calmo. Discutam formas de minimizar os barulhos que nos incomodam, como por exemplo: não gritar, falar baixo, não conversar em grandes grupos de pessoas etc. Todas as vezes que o barulho estiver incomodando, recorra às anotações, lembrando a classe do combinado. A conscientização e a mudança de atitude são os principais objetivos deste trabalho.

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Etapa 1 Primeiramente vamos trabalhar o conceito de poluição. Peça aos alunos que procurem (em jornais,revistas ou sites) imagens de água limpa e de água suja; de ar puro e de ar poluído; de ruas e praças com e sem lixo; de lugares que sugiram calma e silêncio e de lugares barulhentos e agitados. Monte um painel com as figuras que os alunos trouxerem e peça-lhes que respondam às seguintes perguntas: O que é poluição? Quais são os tipos de poluição existentes? Quem as produz? Quais às suas consequências para os seres humanos? E para os animais? Com base nas respostas dos alunos, leve-os a refletir sobre a responsabilidade de cada um de nós na construção de um mundo sustentável e livre de poluição. Após a discussão, peça que os alunos produzam um texto ou cartaz sobre o tema, expondo o que pôde ser aprendido neste trabalho.

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José Pacheco

studos recentes dizem-nos que o Brasil vive uma verdadeira tragédia educacional. As escolas de “dar aula e nota” produziram 24 milhões de analfabetos funcionais. Perante este trágico quadro, urge interpelar o poder público e as instituições de formação. Urge criar condições para a reelaboração da cultura pessoal e profissional dos professores.

escola, no futuro, não se reduzirá a um lugar fixo murado, tornando-se, verdadeiramente, uma atividade pública”. Dito de outro modo: o que é que uma escola ensina, que não podemos aprender em outros lugares? Se há tantos modos de fazer educação, por que razão se insiste num só modelo de escola? Talvez a Física explique, quando se analisa o fenômeno da inércia…

Urge que os educadores entendam que, sem a criação de vínculos afetivos, uma escola poderá converter-se numa usina de boçais.

O Brasil estacionou no século XIX da cultura política e educacional, e as escolas, que se mantêm ancoradas num modelo de ensino obsoleto, viraram obstáculos ao desenvolvimento humano. Porém, acredito que ainda possam transformarse em locus de humanização. Que me seja perdoado o estilo “normativo” do discurso, porque não creio que se possam sequer esboçar soluções. Mas, perante os desafios contemporâneos da docência, arriscarei elencar mais algumas urgências.

Em primeiro lugar, afirmar que um educador não ensina aquilo que diz – ele transmite aquilo que é. Aprendemos uns com os outros, enquanto consolidamos vínculos, não apenas de natureza cognitiva, mas, sobretudo, emocional. Será, pois, necessário que os professores assumam atitudes coerentes com os valores e princípios dos seus PPPs (Projeto PolíticoPedagógico) escritos. Mutatis mutandis, para que seja exemplo da prática de tais valores (que constam em todos os PPPs), o professor terá de abandonar a solidão de celas de aula, para trabalhar em equipe e garantir aos jovens uma educação plena. A educação escolar deverá afastar-se da fórmula tradicional, para que possa acontecer em múltiplos tempos e lugares. Urge que os educadores se curem da síndrome do vira-lata (que o saudoso Nelson tão bem definiu), que prestem menos atenção às modas estrangeiras e escutem mais os autores brasileiros, como o Lauro: “a

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Urge que a universidade se distancie de práticas de formação incompatíveis com as necessidades educacionais do nosso século. Que substitua aulas e outras práticas destituídas de fundamento teórico (ou de mero bom senso) pela diversificação de processos, porque todos podem aprender e porque a excelência acadêmica não é incompatível com a inclusão social.

Urge que os professores não deem ouvidos a pseudoespecialistas, que pontificam na TV e nos congressos, economistas e outros opinion makers, que creem que uma escola pode ser gerida como se fora um escritório, ou uma padaria… Urge rever o tipo de gestão das escolas, passar de uma tradição hierárquica e burocrática para decisões colegiais. Urge que os educadores entendam que, sem a criação de vínculos afetivos, uma escola poderá converter-se numa usina de boçais. Como poderá um professor conhecer a pessoa do aluno, “dando aula”, numa atitude frontal anônima? José Francisco de Almeida Pacheco é licenciado em Ciências da Educação, mestre em Educação da Criança pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; idealizou e coordenou há mais de 30 anos a Escola da Ponte em Portugal. No Brasil, desde 2001 acompanha projetos de escolas em diversos estados. Além disso, ministra palestras nessas instituições, e cursos e seminários em escolas, universidades, centros de formação de gestores, empresas e no MEC.


Foto: Luiz Berenguer

Palavra de educador

A importância da parceria entre a escola e os pais Cláudia Maria Tozzi Bernardino Tommasini

A escola e a família mudaram nos últimos anos. Atualmente, por razões diversas, encontramos várias configurações familiares e uma escola modificada em relação à sua estrutura e dinâmica interna. Tal fato é evidenciado pelas diversas publicações e trabalhos sobre o tema e também pela preocupação constantemente manifestada por profissionais da educação. É comum ouvirmos dos professores que “a família não vai bem”, “os pais não educam”, “os lares estão desestruturados”. Por outro lado, os pais vêm à escola para serem informados das inúmeras dificuldades dos filhos, manifestando os mais variados sentimentos: permissividade, autoritarismo, cobrança, rejeição, negligência; por fim, culpam a escola, culpam a si próprios e não sabem o que fazer. O fato de que a família não vai bem, e que isso influencia o desempenho escolar dos alunos, deve ser considerado. Porém, assumir esse discurso e diagnosticar a família como a única responsável pelos problemas ocorridos na escola leva-nos a um conflito permanente e a pressões recíprocas. Além disso, a escola terá consequências negativas e perderá o seu eixo de ação. Então, como deveria ser entendida a participação da família na escola? À família, independentemente de sua conformação, cabe a estruturação do sujeito por meio da vivência socioafetiva. É nessa dinâmica que o sujeito se constitui. A escola, por sua vez, tem como função transmitir o saber culturalmente organizado por meio do conhecimento científico e, assim, contribui com o desenvolvimento do sujeito. Portanto, as duas instituições assumem o papel de educar, embora de maneiras distintas. Mas educar para quê?

Segundo Gabriel Perissé, escritor e doutor em Filosofia da Educação, a origem do termo educar está no latim. Vem da associação de ex, que significa fora, e ducere, que significa trazer, conduzir. Portanto, “conduzir para fora”. Neste sentido, educar significa preparar para o mundo, educar para a autonomia (capacidade de governar a si mesmo) e, como enfatiza o psicólogo e consultor educacional José Ernesto Bologna, “não existe outra educação senão a educação para a autonomia”. Família e escola, desse modo, educam para o mesmo fim. Estabelecer uma relação de cooperação (co-operação, como escreve Piaget para sublinhar a origem etimológica do termo) entre família e escola implica admitir a necessidade de intervenções planejadas e conscientes. Cabe à escola ter consciência de sua responsabilidade na construção dessa parceria, criando espaços para a reflexão, promovendo a aproximação das duas instituições, possibilitando o ressignificar e o repensar da família acerca de seu verdadeiro papel no processo escolar de seus filhos, pois quando a escola tem a família como parceira, o êxito pode substituir o fracasso.

O fato de que a família não vai bem, e que isso influencia o desempenho escolar dos alunos, deve ser considerado.

Cláudia Maria Tozzi Bernardino Tommasini é graduada em Psicologia, pós-graduada em Psicanálise e Linguagem pela PUC/SP; habilitada na área de deficiência pela Escola Paulista de Medicina; tem título de especialista em Psicologia Educacional pelo Conselho Regional de Psicologia. É psicóloga escolar e orientadora educacional da escola Villare. Atua no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, atende alunos, pais e professores, realiza programas de orientação profissional, inclusão escolar e projetos para o desenvolvimento moral dos alunos.

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