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Balancho Balancho, antigamente, tinha vários Valis amplum, valampo e valancho: lugar donde se devisa um Vale Amplo, largo, belo. A sua importância remonta à época da romanização, pois por aqui passava perto a principal via romana. Os sítios eram amenos, resguardos, abrigados e ainda hoje no cimo mais alto do Balancho e dos seus arredores se aponta um sítio a que sempre chamaram o “convento”, e hoje lá tem a sua Rua do Convento. Teve capela dedicada a S. Miguel desde muito cedo e foi a primeira desta região de Caxarias. A estrada romana que partia de Scalabis até Celium direta até Conímbriga, tinha por aqui a sua passagem obrigatória, cortando depois da Relvinha Verde para a Lameirinha um braço e seguindo outro na direção de Albergaria dos Doze com passagem pelo Cogominho, Vendas e Casal das Figueiras. Chamou-se Estrada Real. O Balancho esteve sempre unido à Faletia, esta origem árabe, e teve a sua capelinha desaparecida, possivelmente, no início do séc. XIX.

Trabalho realizado por: Francisco Tavares nº7 8ª André Lopes nº3 8ª


Carcavelos de Baixo O forno Os fornos na minha terra são uma tradição. O da minha avó tem mais de 200 anos e foi utilizado pela minha bisavó para cozer o pão que ela depois vendia. Além do pão, o forno é utilizado também para fazer bolos. Na minha terra costumamos fazer bolos no último domingo de cada mês.

A fonte A fonte, conhecida como Fonte dos Gaiteiros, foi renovada em 1901 e terá mais de 200 anos. Deve o seu nome ao facto de por ela passarem, todos os anos em maio, mantendo a tradição, os gaiteiros a tocar as suas gaitas de fole, seguidos dos tambores a acompanhar as pessoas que levam as fogaças.

Trabalho elaborado por: Ana Cláudia Mira Oliveira


Carvalhal Festa de N. Sra. de Fátima

A Freguesia de Rio de Couros apresenta os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora de Fátima. A festa realiza-se no último domingo de julho, no Carvalhal. Na procissão as moças transportam andores de bolos magnificamente enfeitados. Para além das celebrações religiosas que são devidas, não falta a vertente de festa com a realização de jogos tradicionais, exibição de folclore, banda de música e muita animação para todos os gostos.

Élio Gonçalves Antunes, 8.º A, n.º 6


MIB Mês Internacional das Bibliotecas


Introdução Com este trabalho nós pretendemos dar a conhecer o património das nossas terras. De acontecimentos que ainda hoje existem (igrejas, castelo) e também de tradições (feiras).


Feira de S. Bartolomeu Feira de S. Bartolomeu também conhecida como “Feira das Panelas”, uma tradição que remonta ao século XIV, altura em que governava D. Afonso Henriques. Na época desenvolveu-se o comércio e os comerciantes ganharam algum lucro vendendo os seus produtos. A iniciativa atrai alguns curiosos, além das tradicionais tasquinhas(tais como: a barraquinha dos bombeiros; as barraquinhas de venda dos púcaros…), também inclui animação.


Igreja de Nossa Senhora da Purificação Nossa Senhora da Purificação é a patrona da igreja matriz, sem referências cronológicas e históricas, talvez datada entre os séculos XVI e XVII.


Castelo O Castelo de Ourém, também conhecido como Paço dos Condes de Ourém, localiza-se na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias. em concelho de Ourém. Para lá chegar, é necessário subir uma ladeira íngreme que atravessa a zona velha de Ourém. O primitivo castelo foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, em 1136. No entanto, o atual castelo foi construído apenas em 1178. O castelo ganhou uma certa monumentalidade quando passou para as mãos de D. Afonso, 4º Duque de Ourém e filho do primeiro duque de Bragança.


Nome de Ourém Conta a história que, o nome Ourém se deve a uma moura que se apaixonou por um cavaleiro cristão e que, após se converter ao cristianismo, adotou o nome de Oureana. Antes disso, esta terra tinha o nome de Abdegas. Tal fato pode ser comprovado na carta de foral concedida em 1180 a D. Teresa pelo seu pai, D. Afonso Henriques, em que se escreveu “Auren, que antes se chamava Abdegas”.


Conclusão Com este trabalho concluímos que há muito a descobrir sobre as nossas terras. Ficamos a conhecer coisas que não conhecíamos das nossas terras e esperamos ter dado a conhecer aos nossos colegas.


Trabalho realizado por: Catarina Tavares, nยบ5, 8ยบA e Maria Ferreira, nยบ12, 8ยบA


Porquê o nome caxarias? O nome Caxarias surge já mencionada num documento de 1478, sob a forma de “Aldeia Cacheyrias”. O nome Caxarias também existiu graças a um mosteiro que aqui terá existido. Tratava-se da Abadia dos Tomaréis, à qual D. Afonso Henriques entregou carta de couto em Março de 1172, mas que acabou por ser extinta em meados do século XVI. Segundo estudos etimológicos, o topónimo “Caxarias” é um derivado de “Caxaria”, que por sua vez provém do português arcaico, significando “terreno onde há carvalhos”.

Freguesia de Caxarias

Igreja de Caxarias Trabalho realizado por: Inês Gameiro, nº8, 8ºA


Espite Espite é uma freguesia pertencente ao Concelho de Ourém que tem cerca de 1000 habitantes. O seu nome vem do latim, Hospite, e tem origem nos tempos medievais. Quando a Península Ibérica estava dividida em vários reinos, Espite era uma pousada de guerra aos comandos de Dom Afonso lll. Nesta freguesia podemos encontrar vários monumentos como a sua Igreja, cujo padroeiro é S. João Baptista; a Capela de São Bento, no Arieiro; a Capela de São Pedro, na Freiria; a Capela de Nossa Senhora do Rosário, na Cumieira; a Capela de São Tiago, no Carvalhal, e a principal, a Capela de São Paulo, ao lado da Igreja Paroquial. A acrescer a todos estes monumentos, existe ainda uma Ponte Romana entre Matas (freguesia vizinha) e Espite, bem como a Cova dos Mouros, na Cumieira, entre muitos outros.

Trabalho realizado por: Tomás Baptista, 8.º A


IGREJA PAROQUIAL DE CAXARIAS

Em 1949, o arquiteto Fernando de Barros Santa Rita, de Leiria, visitou três locais para a construção da igreja. O escolhido foi o cruzamento das pontes. O arquiteto Fernando justifica: “fácil acesso, magnífica localização, eixo das vias principais, facilidade de construção, oferta de terrenos e compra simbólica de outros, eixo longitudinal no prolongamento exato da estrada de Alvaiázere no seu lanço reto desde a ponte até à bifurcação com o ramal da estrada da estação e num terreno com dimensões e configuração bastantes para igreja paroquial e adro suficiente para os arraiais das festas.”. A sua inauguração foi em 5 de outubro de 1958, passados 9 anos. A igreja ao longo dos tempos tem sido alvo de várias obras e tem vindo a evoluir ao longo dos anos com catequese, festas e outras cerimónias. Clérigo ao serviço: Bertolino Vieira

Trabalho realizado por: Lara Simões, nº10, 8.ºA e Matilde Gonçalves, nº14, 8.ºA


Lenda de Gaspar Moreira Conta a lenda que “No dia 4 de Agosto de 1578, ficou prisioneiro dos mouros, Gaspar Moreira, Moço de Câmara de El-Rei Dom Sebastião, Filho de Pedro Alves Bandeira, 4º Neto do Grande Gonçalo Pires Bandeira, era natural de Arcos de Valdevez, Nossa Senhora da Natividade, que se venera nesta Igreja, livrou-o da prisão e cativeiro”. Esta descrição consta num painel de azulejos existente na escadaria que dá acesso à Igreja Paroquial de Rio de Couros, no Concelho de Ourém, reproduzindo uma antiga gravura que outrora existiu na sacristia da antiga igreja que entretanto foi demolida, dela atualmente não restando mais do que a torre sineira.

QUEM ERA GASPAR MOREIRA? Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.


“Porque antigamente abundavam ali os curtumes, a terra passou a denominar-se Rio de Couros. Ao que se afirma, lá deve ter existido uma cidade ou grande povoação cujo nome se ignora, sendo também, de anotar que houve, nessa terra, uma capela consagrada a Nossa Senhora de Rio de Couros, ou Radecouros, como noutros tempos se dizia, e que, por fim, mudou para o título de Nossa Senhora da Piedade. Em escavações várias, feitas nas proximidades da igreja, foram encontrados não somente ossos de homens de grande estatura, crânios ainda com dentes, cipós, ou seja colunas próprias para a afixação de instruções de interesse público ou decisões do Senado romano, alicerces, pedaços de telha, tudo denotando grande antiguidade. A fama do santuário da bonita e pitoresca localidade chegava longe, muita gente admirando o fervor religioso da população, de velhos e novos. Em Rio de Couros passou a viver um dia, um homem, natural de Arcos de Valdevez, chamado Gaspar Moreira, que foi moço de câmara do rei D. Sebastião. Estava na corte de Lisboa quando o “Desejado” se encaminhou para África e travou com os mouros a célebre batalha de Alcácer Quibir, infausto combate ocorrido em 4 de Agosto de 1578, e no qual, entre outros portugueses e bons cristãos, intervieram, não só aquele monarca, como Gaspar Moreira, que ali ficou prisioneiro. A sua presença irritava constantemente os agarenos, que alimentavam o desejo de lhe dar morte violenta. Poucos cativos, como é da história, foram resgatados, e outros ali morreram em consequência de ferimentos que tiveram no duro combate, e, depois, cheios de fome ou maltratados. Os carcereiros mouros revelavam com as atitudes tomadas contra eles o seu rancor à Pátria lusitana. Gaspar Moreira era tratado de maneira diferente pois estava preso à parte e às ordens de um oficial da moirama. Beneficiava de certo conforto na masmorra e de boa alimentação. Numa noite luarenta, quando meditava sobre a sua vida, viu o tal oficial andar passeando perto dos muros da prisão. Na mão direita levava uma espada, e, com a esquerda, segurava uma forte corrente de ferro, a que prendia um grande e domado leão.


O lusitano, continuando junto das grades, ouviu, estupefacto e atemorizado, ele falar com a fera, dizendo que não tardaria muito que não lhe proporcionasse um farto banquete, pois o cristão estava engordando e ia atirar com ele para a sua boca para que o devorasse. Queria vingar-se dos portugueses, que tendo expulsado os mouros das Espanhas, ali em Marrocos, os tinham, depois, atacado, mas sido vencidos por graça de Alá. Ante tal facto, atemorizado pela ideia de que o leão o mataria, recordou-se das suas romagens ao Santuário de Nossa Senhora de Rio de Couros, lembrando-se também da Batalha de Alcácer Quibir, dos seus companheiros de armas e de D. Sebastião, que ali tinha perdido a vida. No dia seguinte, viu entrar na prisão o oficial mouro que levava um pensamento: verificar se, com efeito, ele estava em condições de satisfazer o seu inclemente intento. Então, o agareno perguntou-lhe se desejava ficar liberto, ao que logo respondeu, afirmativamente. Nova atitude do oficial o deixou perturbadíssimo, pelo que fez uma prece a Nossa Senhora da Natividade para que, milagrosamente, o livrasse do cativeiro e o conduzisse para Portugal. De repente, uma luz raiou na prisão, aparecendo-lhe a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços, fazendo-lhe sinal para que a seguisse. Então, as portas do cárcere abriram-se e ele acompanhou a sua libertadora, que, momentos após, desapareceu. De joelhos, tendo reconquistado a liberdade, agradeceu-a ao Céu e à Senhora da Natividade. Logrou, depois, regressar a Portugal, nessa altura já sob dominação castelhana, logo se dirigindo à ermida de Nossa Senhora de Rio de Couros para se lhe mostrar grato pelo seu milagre. Mais algum tempo passou e, quando sentiu a morte aproximar-se, rogou que o seu corpo – e assim se fez – fosse metido num caixão de pedra e sepultado junto da capela. Isso fortificou, justificadamente, a fé que já se tinha na miraculosa Senhora”.

Trabalho realizado por: Maria Inês Lopes nº13 8ºA


Pederneira Porque é que se deu o nome de Pederneira? Deu-se o nome de Pederneira, porque havia muita abundância de umas pedras de cor azul-escura/pretas, às quais a população chamava Pederneiras e que ao serem friccionadas uma na outra produziam lume. Daí o nome de Pederneira.

Como se fundou a igreja da Pederneira? A igreja da Pederneira era já uma ambição de há muitos anos da população. Em 1982, depois de uma reunião bastante participada pelo povo, nomeou-se uma direção formada por José Goncalves Marques, Jacinto Bernardino De Carvalha e José Dias Lopes. O processo de construção/de conclusão do projeto demorou cerca de 10 anos.

Entrevistadora: Leonor Lopes Oliveira Entrevistado: José Dias Lopes


R i o D e C o u ro s Origem do nome ”Rio De Couros”: -Rio De Couros chama-se assim porque, pelo que temos vindo a pesquisar e a falar com pessoas mais antigas, antigamente, as pessoas com mais idade lavavam o couro no rio, daí o nome Rio De Couros.

Lenda do forno: -Na nossa zona também temos a lenda do forno, um grande forno, onde um Senhor fez uma promessa, sempre que cozessem o pão, esse Senhor ia sempre colocar uma flor na boca do forno. Depois do pão cozido várias pessoas se juntavam para ir distribuir o pão pela freguesia. Dizem também que esse forno levava sete carradas de lenha, que vinham transportadas por carros de vacas, sete carradas de lenha, sete quilos de farinha…Tudo em número sete.

Trabalho realizado por: João Pereira, nº9 8ºA e Soraia Costa, nº17, 8ºA


Urqueira No século XX, a freguesia de Urqueira revelou-se uma região de grande importância arqueológica, tendo-se separado da freguesia de Olival no ano de 1928. Com origem latina, o topónimo Urqueira evoca uma viagem a períodos muito anteriores à fundação da História, talvez mesmo a uma civilização megalítica. A Carta de Couto passada por D. Afonso Henriques em 1172 ao Mosteiro de St.ª Maria de Tomarães faz mesmo referência a uma “mamoa” em Urqueira – “Vadit ad mamonam vertente acqua quanodo vadit ad orcariam”. A freguesia de Urqueira é constituída por várias localidades, uma delas é o Estreito (que não pertence só a Urqueira mas também à freguesia de Casal dos Bernardos). Há muitos anos aconteceu nesta povoação um episódio que ficou registado na memória das pessoas e que foi dado a conhecer por Frei Agostinho de Santa Maria no seu “Santuário Mariano”.


Tudo começou quando D. Luís ficou refugiado e disfarçado nesta aldeia. Algum tempo depois, três cavaleiros provenientes de Lisboa, de passagem por ali, surpreenderamno quando acompanhava um lavrador que conduzia uma carrada de mato. Ao notar o interesse que os cavaleiros mostravam por si, afastou-se sorrateiramente, seguido pelo lavrador, que descarregou sobre ele todo o mato que transportava, frustrando assim os intentos dos cavaleiros que acabaram por se afastar.

Saído do esconderijo, D. Luís atribuiu o caso à intervenção de Nossa Senhora do Testinho, de cuja imagem, oferecida pelas religiosas de Santo Alberto de Lisboa, jamais se apartava. D. Luís fugiu do País, mas, quando anos mais tarde regressou, quis pagar a dívida contraída com Nossa Senhora do Testinho, ao defender-lhe a vida no esconderijo do Estreito.

Bibliografia/Sites http://www.ourem.pt/index.php/municipio/freguesias/urqueira/84-urqueira http://portugaltorraonatal.blogspot.com/2011/05/freguesia-de-urquira.html

Trabalho realizado por: Alice Alves, Nº1, 8ºA e Sara Pereira, Nº15, 8ºA


Mês Internacional das Bibliotecas Escolares - Ag. Cónego Dr. M. L. Perdigão  

Trabalhos realizados no âmbito da Disciplina de Português para a Comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares - Ag. Cónego Dr. M. L. Perdigão  

Trabalhos realizados no âmbito da Disciplina de Português para a Comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.

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