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POETA DE BASTOGNE Héber Bensi

1ª Edição

Câmara Brasileira de Jovens Escritores


Copyright©Héber Bensi

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Dezembro de 2007

Primeira Edição

Coordenação editorial: Gláucia Helena Editor: Georges Martins Produção gráfica: Alexandre Campos Revisão: do autor

É proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio e para qualquer fim, sem a autorização prévia, por escrito, do autor. Obra protegida pela Lei de Direitos Autorais


HĂŠber Bensi

POETA DE BASTOGNE

Dezembro de 2007

Rio de Janeiro - Brasil


Héber Bensi

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POETA DE BASTOGNE

SUMÁRIO Cortadores-de-cana Se eu fosse um poeta da Irlanda Quando uma criança passa fome Maquiagem Homens são porcos Soldados que morrem Ideologia Lambrusco Propriedade Privada Excluídos do Sistema A arte pela pureza e liberdade O Poeta-Peão Aquecimento Global Poeta de Bastogne Flores da paz Na Segunda Grande Guerra Plebiscito Tanto ouro, tanto ouro, ouro de merda Hugo Rafael Chávez Frías Ladrões no Ministério da Cultura Pobres soldados O prazer de escrever na Língua Portuguesa Contra as leis, a fama e a riqueza Fodam-se os escritores-celebridades Crise na Infantaria Taleban O dia em que Nova York chorou La negristoshipo 5


Héber Bensi

Poesia de Combate Vaticínio Espinhoso Cintiazinha Bianca Klamt Lucy Horn Cockney

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POETA DE BASTOGNE

CORTADORES-DE-CANA Embaixo do sol, que desgraça, tanto trampo, Mais mortal, quebra pedras no sol quente o Trabalhador de sangue quente, sofre no sol O dia inteiro, salário de merda que mal vê. Quando vê, vê a cara feia do patrão, que dos Direitos trabalhistas pouco sabe, prefere uma Criança na lavoura, reclama, ganha menos, e Trabalha mais. Sempre embaixo da pirâmide, é A vida que é nada, sofre e morre por toneladas. Que no exterior é combustível, fora do país é Tecnologia, patentes ridículas de um país que Morre sem você ver. Cortadores-de-cana, trampo Suado, sofrido...honesto...que Deus os abençoe.

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SE EU FOSSE UM POETA DA IRLANDA Se eu fosse um poeta da Irlanda, tentaria Escrever, sobre as belezas de Dublin, do Sorriso das crianças, e dos momentos raros. Dos traços de glória que nenhum poeta pode Esquecer. Poderia até citar o verde como o Verde, as mulheres mas belas, irlandesas,a Magia, o amor como riqueza, e a poesia como A grandeza, a soar no Tin Whistle toda minha Vida. Se eu fosse um poeta da Irlanda, viver Com Deus iria, pois este me daria o dom pra Escrever Por amor. Mudar o mundo, viver o Sonho profundo. Cantar sobre a lua e o sol.

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POETA DE BASTOGNE

QUANDO UMA CRIANÇA PASSA FOME Quando uma criança passa fome, aqui, lá, ou No outro lado, é sempre o maior dos crimes, Da humanidade, o maior pecado, da vida, maior Castigo, moleque que morre de dor, desesperado. Gritos adjacentes e trigonométricos estancados Na carne, na alma, a dor de um grito que ninguém Ouve...empobrecidos pela ganância, sistema que Não trata a todos por igual, dor e castigo de Uma criança que chora, a um pedaço de pão, Irracional. Maior é o peso que o alento, maior É a morte que a vida, criança que da vida se Despede,os ossos aparecendo, não deixa cicatriz.

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MAQUIAGEM Maquiagem, maquiadas, maquiadas são as Favelas, prostituídas, massacradas, se Por direito, assassinadas. A pobreza é Maquiada, se por base na novela, reina. As notas são sempre maquiadas, se estão Nos esquemas dos políticos a desviar os Milhões...a maquiagem da amante, recebe Um levante, de dólares sujos, é putaria. Que grande merda, a maquiagem na maquete Em exposição...Na Alemanha, é um projeto Que vira circo ao ver favela...do Brasil, Reina, maquiagem, tem a base no congresso.

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HOMENS SÃO PORCOS Homens são porcos, e não se define, na Luta, junto ao sangue, quem é quem, se O homem é porco, se porco é homem, é a Ganância, humanidade, perdida no ouro. Homens são porcos que se alimentam de Ouro...na luta, valentes, se vale moedas, No destino, atraso, se pouco vale saber, Do modo de vida, vulgar, luta e dinheiro. Da ignorância o mercado se define, cobiça E troca...tapetes dourados que levam o rei, Podem um dia levar você, culpar a morte de Alguém...no valer da propriedade, dinheiro. Dinheiro vale mais que vidas humanas, é o Mercado, força vale o financeiro,chiqueiro. Homens são porcos que se alimentam de Ouro...como o rei ou peão, eu e você.

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SOLDADOS QUE MORREM Pobres dos soldados que morrem em batalha, De dor, rapidamente, agonizando, queimados Pelo fogo, explodidos pela granada, a reza De suas mães levanta-se na medida do fim. De suas mães levanta-se na medida desgraça, Que os sargentos não souberam calcular, o Pouco que vale o dinheiro, no caminho que é A Guerra e o matar...Soldados que morrem, da Razão no dinheiro...a indústria bélica é o Financeiro, que dos bancos sempre encontram O sentido em financiar. Tanta morte e fim de Soberanias...tantas guerras e fim de vidas. Pobres são os soldados que morrem sem ter A oportunidade, viver em um mundo de paz.

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IDEOLOGIA Baseada na Filosofia Materialista, a Burguesia consolida-se no poder, com O direito de vencer a realizar-se, a Alienação, manifestação, sempre tudo A classe dominante. Dominante teoria, Exploradores contra explorados, sim, Complicações de toda vida, humanidade, Direitos baseados nas atitudes, ricos. Ideologia, fundamento da classe rica, A manter-se no poder, por tudo, lá, é Pouco, a riqueza, manifesta, faz vencer.

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LAMBRUSCO Lambrusco, vinho frisante, brilhante, Delirante, doce italiano, é de Deus, Vinho na região da Emilia Romana, ao Infinito, é a melhor bebida do mundo. Lambrusco de Sorbara, muita sorte de Quem encontrara, vinho da glória, da Luta, da vitória. Lambrusco Salamino De Santa Cruce, hão de encontrar-se, Mas nunca na terra, no mar ou no céu. Lambrusco Grasparossa de Castelvetro. Lambrusco, vinho frisante, delirante, Á glória, à vitória, o vinho de Deus.

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PROPRIEDADE PRIVADA Lados de ouro, cercados por ouro, o ouro Quando ouro, o verde quando verde, nada Importa quando é grande, ao sistema, é É tudo de poucos, é a terra de dois, um Com tanto, outro com tão pouco. Palacete Ao lado, miséria, outro lugar, mais fácil Ver do que esquecer. Do dinheiro, de poucos, A grandeza é do homem pouco homem, escravo. Muito escravo quando à vida o que agüenta Pouco cabe, no bolso que a morte um dia vai Levar. ‘Que devolve ao pobre o que ele perde, Ao rico o que abocanha’...ao lado que ganha, Um cercado de terra, que sempre, sempre valerá.

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EXCLUÍDOS DO SISTEMA Excluídos do Sistema, por alguma razão, Sem leis, direitos, o que diz são, são Os direitos, armados, amaldiçoados, ao Tudo, quando diz, o juiz, do sistema é Amigo. Crianças morrendo, enquanto notas Frias são usadas sem punição. Da lavagem, Putaria, desvio, extrema unção, jamais é Calculado, por uma prostituta do Senado, Que de paraíso fiscal tanto entende, como Lavar e secar uma nota, dois e dois sempre Será quatro. Como a mãe do deputado corrupto, Se não fizer indigestão, que dor a que sente.

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POETA DE BASTOGNE

A ARTE PELA PUREZA E LIBERDADE Maior que as labaredas de Washington, os Versos daqueles pela paz, pela liberdade, Pureza, coisas que nunca tilintarão na Escravidão.A arte pela pureza e liberdade, É o que um dia transformará o mundo, melhor Lugar...um melhor lugar, das crianças, são Os sorrisos das crianças, pela paz, pela paz Em todo o mundo, defeitos perdoados, dividas Perdoadas. Qual será o júri, de onde virá, E o juiz, onde encontrar?...em 48 horas a Decisão, do mundo, do amor, em todos os Lugares...A arte pela pureza e liberdade.

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O POETA-PEÃO Na vida somos todos reis ou peões, Foi dito o velho adágio do velho Mundo...dividido em exploradores E explorados, pobres e ricos, os Honestos e corruptos. Sou simples, Mas grande, pois a literatura me Fez quem eu sou, um poeta-peão, um Guerreiro que luta, contra aqueles Que são injustos, que promovem a Corrupção. Nem o presidente deve ser Poupado, pois por pior que seja, é O rei...o sistema, como a vida, é Um jogo de xadrez, longe e grande O poeta, na frente do Lula, sem Temer, melhor é, sempre xeque-mate.

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AQUECIMENTO GLOBAL Desgraça, desgraça, desgraça aparenta ser, O futuro do Planeta Terra, cheio de dióxido De carbono e pouco bom senso, o dinheiro é Maior que a preocupação, é a crise, oceanos Que já não saberão se são frios ou quentes. As cidades e países das costas, debaixo de Águas estarão, Londres você pode esquecer, Manhattan também, e o futuro do mundo não É o que em um conto de fadas aparenta ser. Aquecimento Global, muito mais que a poucos Especialistas, interessa a todos os seres Humanos, os que tudo têm, os que pouco têm, Todos que algum dia nem mais terão onde pisar.

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POETA DE BASTOGNE O poeta de Bastogne, abençoado no frio, junto Da neve, escreve como quem luta, chora como quem Ri, faz justiça como quem vibra...na superação Faz a glória, vibra e canta com a lua que desce. Canta a lira contra o fascismo, desce a estaca Ao nazismo, quebra o ódio com o gládio, tilinta O amor com a granada...no campo de batalha, que A justiça seja feita aos heróis que lutam por Liberdade. Desenhar a vitória com a ponta do lápis, Ajudar um amigo e chamá-lo irmão...aos inimigos Indicar luta até a morte, contra os líderes dos Campos de concentração...Poeta é da Bélgica, poeta Do mundo, de qualquer lugar, quando com a liberdade, Junto da igualdade um soldado está...contra todo o Fascismo, o nazismo, usar um lápis à glória da luz.

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POETA DE BASTOGNE

FLORES DA PAZ Garotinho que viu a guerra, da guerra Nunca se esqueceu, do sangue frio dos Soldados, da Luger, da dor, carnificina, Terror, pobre menino que nunca teve Oportunidade de viver em um mundo sem Guerra. No territorio distante, apenas a Esperança o mantinha vivo, o sonho de Que algum lugar não fosse feito de minas E concreto, de corpos, de vidas, deserto, Menininho que sonhava com as Flores da Paz.

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NA SEGUNDA GRANDE GUERRA Na Segunda Grande Guerra, na Europa, dos Direitos, divergências em poder. Guerra Com a, sem, sempre a guerra dos direitos Em poder, sobre perder, pouco se sabe, no Campo de concentração ninguém queria morrer. Nos tantos lugares, poucos lugares, trincheiras Dominadas pelos interesses do dinheiro, Deus Sempre esteve longe dos campos, apesar de que Seu filho era sempre chamado quando uma granada Explodia. Em um mundo cujo futuro ninguém conhecia, De guerras, atômicas, mundo que até Deus quis esquecer.

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PLEBISCITO Decisões, ataques, união popular...com um sonho, Um além sonho, decisões de algum lugar, que muda Mais que um lugar, um mundo inteiro, contra um Ditador, um partido, um governo, contra alguém Dono do dinheiro. Do dinheiro sujo ao dinheiro Limpo, do dinheiro limpo ao dinheiro sujo, é Avante a corrupção no paraíso, financeiro, de Lavagem...grandes empresas ‘’amigas do povo’’. Governos ‘’amigos’’ do povo, esperando a primeira Oportunidade para impor ditadura, prisões que a Tudo avança, o futuro nunca tarda, a podre chegar.

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TANTO OURO, TANTO OURO, OURO DE MERDA Na mais valia, pouco valia, nada valia, de tudo Valia a divisão, exploradores e explorados, ricos E pobres, na fossa da indústria, no passar sempre Massacrado dos operários destruídos na ganância. Tanto ouro, tanto ouro, ouro de merda, ouro dos Edifícios de um patrão que só quer ter, grandes Propriedades, grandes desigualdades, desigualdades Pelos grandes do poder...corrupção, pobre esfolado, Do direito massacrado, sem vida, sem razão para vencer.

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POETA DE BASTOGNE

HUGO RAFAEL CHÁVEZ FRÍAS Hugo Chávez, da Venezuela, ditador, talvez Dono, talvez amigo, da democracia, estranho, Dos Estados Unidos, velho inimigo, contra o Império que avança, a declaração de guerra... Valente, guerreiro, ao ‘’colega’’ Bush disse Assassino, fascista, amigo do demônio, ao seus Ideais declarou graça...contra a raça imperial Do dólar. Contra a história de desgraça dos Estados Desunidos da América. Por ideais dele Sempre luta, a um país melhor, seja como for, Se melhor for, a uma democracia, outrora tarde.

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LADRÕES NO MINISTÉRIO DA CULTURA Circularam notícias na TV, de corruptos ‘’Trabalhadores’’ do Ministério da Cultura, Propina cobravam, dinheiro desviavam, tudo Na sujeira, às escuras o futuro da Cultura No país. Sacanear a cultura é a pior desgraça Que podem fazer com um país, é sacanear o que É mais importante, o pilaste da justiça, o Pilaste do futuro...toda a esperança para o País viver. Triste é os que fazem, triste ação De roubo...com o Ministério mais importante de Uma nação...sacanear a cultura é sacanear até Deus... Junto com um povo analfabeto que triste sempre chora.

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POETA DE BASTOGNE

POBRES SOLDADOS Pobres soldados, que lutaram em Bastogne, sobre A Bélgica Infernal, sem comida, com a companhia Das árvores que apenas explodiam com a artilharia Alemã...corpos explodiam, tudo explodia, diante do Horror da Guerra. Diante do horror da morte, homens Que não viveram em um Mundo de paz. Pobres soldados, Das linhas de fogo, das linhas de guerra...das linhas Da destruição, campos de Batalha, de Concentração... Pára-quedistas que saltavam apenas para lutar, e matar. Matar alemães...soldados que apenas recebiam ordens... Pobres americanos e alemães, se tivessem se conhecido Em outros tempos poderiam ser amigos, jogar cartas, Pescar. Não estarem em Campos, lutar, atirar, matar...

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O PRAZER DE ESCREVER NA LÍNGUA PORTUGUESA Eu não posso negar, o quanto acho legal escrever Em português, por mais que o Léxico seja grande, A gramática espinhosa e cabeluda, e os gringos Pouco entendam, escrever em português é emoção. É uma Língua maltratada, pois pouco ensino o Governo passa...mas é uma Língua maravilhosa A quem oportunidade tem de usar, e que Deus Abençoe o português, que grande vai continuar. Mas escrever poesia é sempre um problema, pois Na morfologia nunca quero colocar o meu bico... Pois nós todos sabemos que acentos se diferem De assentos, e o pênico sempre difere do penico.

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POETA DE BASTOGNE

CONTRA AS LEIS, A FAMA E A RIQUEZA Quando a lei protege os ricos, os donos do poder, De nada adianta saber ler ou escrever...lá com As grandes propriedades, grandes desigualdades, De tudo, ao nada, quem tem mais dinheiro vai vencer. A impunidade é o maior triunfo do Brasil, sempre as Barbaridades comem solta sem algum arpejo, político Que rouba não vai preso, no máximo, perde o mandato, Pobre que rouba galinha,aí sim, à grade enche o papo. Sobre fazer arte, do que adianta por aqui? Os que Deveriam se importar não sabem ler, e os que sabem Querem mais é que o Héber Bensi vai embora se foder.

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FODAM-SE OS ESCRITORES-CELEBRIDADES Fodam-se os escritores-celebridades, os estrelinhas Dos best-sellers de auto-ajuda, os que andam sobre Tapetes vermelhos nas Bienais, os que sabem muito Menos do que alardeiam saber, fodam-se vocês. Os escritores das sessões de autógrafo, da Folha Ilustrada, das seções da Veja e do Fantástico... Exacerbados do achar que têm mais talento do Que têm, se é que têm, vermes do Mercado Editorial. Coelhinhos das grandes editoras, Companhia Das letras, Record, ahahah, fodam-se vocês, ainda Que tarde, sempre do nada, ao tudo, vão vender.

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POETA DE BASTOGNE

CRISE NA INFANTARIA Crise na Infantaria, os soldados pararam de lutar, Jogaram as armas e se esconderam...esconderam-se Da batalha...anexados nas trincheiras, cansaram De lutar, depois de tanto sangue derramado...corpos Em todo os lugares em que a vista conseguia alcançar... Crise na Infantaria...se isto era Glória, melhor que Não fosse, que não fosse a guerra, jeito desgraçado De morrer, ‘’Glória, glória, jeito desgraçado de morrer.’’ Crise na Infantaria, corpos para todos os lados, triste Legado, dos Campos de Batalha...marcas eternas, violência, Sujeira...choros das pobres mães...Crise na Infantaria.

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TALEBAN Taleban, movimento nacional, do islã Descendentes, do poder, convincentes... Domínio Afeganistão... Etnia afegane Pashtu... do líder Mohammed Omar... Vistos como terroristas no outro lado Do Mar... Alcorão, biblia, Tio Sam. A lei islâmica propuseram no território, No ensino de seu jeito, no cultivo de toda A crença...morte aos infiéis, ao Império Da América, o ópio do mundo inteiro, avante. Homens de barba longa assustando Nova York... Homens de barba longa assustando o Império, Taleban, movimento nacional, do islã, Islamismo impulsionado...divulgado, Taleban.

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O DIA EM QUE NOVA YORK CHOROU O dia em que Nova York chorou, dia já Treva...alegria já dor, 11 de Setembro, Ódio destruidor edificou-se sobre os Edifícios, no dia em que Nova York chorou. O dia em que Nova York chorou, pessoas Viraram barbantes vermelhos girando no ar... Bombeiros viraram cinzas, mães viraram desgraça, Tristeza saltitante desesperada e fúnebre. Logotipo carnicento da chacina da morte É o Terror, do que adianta se inocentes morrem por Causa de dois ou três líderes que não sabem o Que fazer... mortes por riquezas, religião e poder.

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LA NEGRISTOSHIPO A escravidão, sempre existente, cotemplando A estupidez e ganância humana, destroçando Vidas, crimes contra a humanidade, notas Podres ,rutilantes , barbárie inexplicável. No passado, lá aqui, em qualquer lugar, Uma raça imperando sobre outras, Europeus ‘’Civilizados’’ tratavam negros como animais... Acerbo sofrer do abismo na alma já não falava. Longos dias, longos anos, anos tristes... Mas que não acabaram, não, acabaram não; Em muitos lugares do Brasil ainda há trabalho Escravo...dois ou três que aniquilam toda a gente.

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POESIA DE COMBATE Poesia é espada, como nas mãos do padre Corta o rei no catecismo, no cair do sol... Velente luta o vate, contra as injustiças De todo o mundo, trêmula surdina alcantilada. Emurchecida esperança, desejos do povo acabados, Cavalos bravos, corruptos, velejam no Congresso... Pesado arnês vibrante, espuma saltitante, parem De enganar todo o povo...vampiros s’ia vaporosos.

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VATICÍNIO ESPINHOSO Vaticínio Espinhoso, o futuro do Brasil, Os ricos mais ricos, os pobres mais pobres... Corrupção destruidora, CPI’s ameaçadoras, Que, no fim das contas, nunca vão dar em nada. Os reis e peões pelejando nas estradas, campos E cidades, para ver quem está certo em meio à Riqueza fracassada, à má distribuição destroçada, Junto as rosas das viúvas dos campos de concentração. E um futuro em que Sem-Terra e Fazendeiros darão as Mãos não existe. A paz não existe. O futuro não existe, A beleza que canta o poeta é passageira, em meio a Passagem de tristeza em que vive a cidade, como o Campo, todos tristes, como não, nunca vão dar em nada.

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CINTIAZINHA Cintia, Cintiazinha, a mais querida, como Pode ser outra, mais bonita, e fazer igual? A ela, que do nada, é tudo, brilhar sempre, Contudo, sem se deslumbrar, tem o amor e o Talento, e os canta no mar, na terra e no Céu. Cintia, Cintiazinha, de Campo Bom, e O sorriso como o mundo inteiro. Dedicada Por inteiro. Vive e canta, a todos encanta Com sua luz ao desfilar. Resplandece, doce Menina, com alma de mulher, guerreira, sim, Aos amigos, todo o amar. Cintia Dicker, da Terra, do Céu, um anjo, meu anjo, poder voar.

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BIANCA KLAMT Um poema à menina simpática, que as estrelas Do céu cintilam a beleza, dos cabelos belos, Dos olhos, pureza, às passarelas do mundo o Brilho a vicejar. Abrir o céu, tanto carinho. Ilumina a todos quando passa, ou nas fotos que Tira, a pérola do mar...da existência, em um só dia, Quando em alguma passarela sempre está a caminhar, Enche de graça, é a flor, rompe a aurora pelo sonho. Que fique uma lembrança, pra Bianca escrever, versos Dedicar, o carinho do coração, a poesia vai lembrar. Bianca, minha amiga, por você, grande é o desvelo... De verdade, infinito, a menina de alguma passarela. E mais, muito mais, sempre, tudo, é sempre do coração. Bianca à minha vida, despertar querida, então...amor.

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LUCY HORN Lucy, de Estrela, gaúcha, de grande Simpatia, como é grande o céu, Lá nas Orlas do horizonte, tão maravilhosa, Alma grande, brilha sempre à luz do sol. Estrela da manhã, grande inspiração, ao Arpejo, tudo, no alborecer estende-se a Sempre, brilhar por todos os lugares do Mundo. De toda a forma, luz nos altos céus. Por onde embarcas, de Estrela leva sempre o Lembrar...Lucy Horn, à luz do sol, caminhar.

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COCKNEY A classe trabalhadora, de Londres, a Sucessora, na grandeza e na glória,é A classe que viverá para na história Estar...à glória, à glória.. Oi! Oi! Cockney, crianças, jovens e adultos, Operários, os que fazem, calcular-se Para não são...são para trabalhar, e Construir, o futuro que melhor há de Vir...sem uma xicara de chá, revolução A comemorar, um copo de cerveja, contra Os inimigos lutar, à glória que chegará. A classe que viverá para na história Estar...à glória, à glória.. Oi! Oi!

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Héber Bensi - Poeta de Bastogne  

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