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HMAN HEAVY METAL ALL NIGHT

M A G Fevereiro 2019

ENTREVISTA RESENHAS REPORTAGEM N:3 colunas

Tomando Forma E MAIS:


EDITORIAL U

m professor me disse após a apresentação do meu TCC: “Faça o que você acredita!”. Mais do que ninguém ao longo desses anos sempre acreditei no underground e no HMAN. Sempre foi mais do que um blog, é uma paixão e o Jornalismo me deu as ferramentas para lidar com isso e tornar esse veículo um espaço digno para as bandas que trabalham arduamente no underground. O Heavy Metal All Night sempre foi inconstante. Neste exato momento estamos buscando uma periodicidade com esta publicação digital. O nosso blog será reformulado, para dar mais espaço para a revista. Ainda assim algumas entrevistas e resenhas serão publicadas naquele espaço. O foco agora é a revista e o modelo de publicação que adotamos na nossa página no facebook, sempre divulgando os lançamentos e novidades do underground. Nesta edição utilizamos um modelo mais próximo de uma revista impressa, mais limpo e objetivo, também adicionamos hiperlinks nas entrevistas, e onde achamos pertinente. Diferente das primeiras edições, elas foram bem experimentais, mais poluídas e meio confusas, confesso. Agora, vamos buscar mais alguns colunistas e dar uma incorpada no conteúdo. A partir de agora a HMAN MAG deve ter uma periodicidade trimestral e um plano para anunciantes. Obrigado a todos que de alguma forma fizeram essa revista acontecer. Aos Selos/Distro, as bandas, ao pessoal que sempre apoiou o HMAN. Essa revista é para você Headbanger, que ao seu modo, faz essa engrenagem chamada underground girar.

SUMÁRIO Notícias

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coluna metal etílico

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entrevista Pág. 8

finita

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surgery

coluna metalmancer

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entrevista piah mater

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crushing axes

Pág. 18

weight of emptiness

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especial serpent rise

Pág. 24

entrevista exterminate

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vakan

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resenhas

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Espero que apreciem a leitura!

expediente EDITOR

Artur Azeredo Jornalista MTB0019220/RS

COLABORADORES Wendell Piveta Andrio Santos Jéssica Lang

TRADUÇÃO

Anastácio Bianchi Mario da Rosa

ENTREVISTAS E RESENHAS Artur Azeredo

REVISÃO

Artur Azeredo


notícias

CAMP CELTA Nervochaos “Ablaze” já FESTIVAL A QUARTA EDIÇÃO DO FESTIVAL SERÁ REALIZADA NA SERRA GAÚCHA NA CIDADE DE TRÊS COROAS DURANTE OS DIAS 2, 3, 4 E 5 DE MARÇO.

tem data para lançamento

ARMAGEDDON próximos METAL FEST lançamentos ENTRE as bandas CONFIRMADaS PARA O EVENTO ESTÃO: SHAMAN, The Mist, RATOS De PORÃO E GANGRENA GASOSA

MORCROF - “.:. CODEX · GNOSIS · APOKRYPHV .:. O disco sai ainda em fevereiro via Erinnys Productions. O trabalho contará com oito faixas, inicialmente o lançamento ocorrerá somente no formato físico.

A GRAVADORA HOLANDESA, HAMMERHEART RECORDS SERÁ RESPONSAVEL PELO LANÇAMENTO MUNDIAL DO DISCO

PESTA - FAITH BATHES IN BLOOD O segundo disco de inéditas da banda sai dia 28 de fevereiro via Abraxas.

O evento é organizado pelo Bando Celta com o objetivo de entreter os fãs de temática medieval com muita música, jogos, gastronomia e bebidas típicas. Serão quatro dias em meio à Mata Atlântica, quanto ao local, Raft Adventure Park é um belíssimo espaço em meio à natureza, que oferece diversas opções de atividades, como rafting, tirolesa, rapel, arvorismo e paintball. No cast um dos principais nomes do Folk Metal nacional , os mineiros do Tuatha de Dannan, além dos gaúchos do Apocalypse, Bando Celta, Naahara e Sikúris. Para mais informações acesse o link do evento no facebook! CLICANDO AQUI!

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“Ablaze” é o oitavo trabalho de estúdio da banda, gravado na Itália, no Alpha Omega Studios, sob os cuidados do produtor Alex Azzali, que também mixou e masterizou o disco. A capa foi criada por Nornagest do Ibex Designs​. A banda também liberou a faixa “Demonic Juggernaut” que recebeu um lyric vídeo criado por Raoni Joseph. “Ablaze” será lançado no dia 13 de junho 2019. Confira agora ao lyric vídeo de “Demonic Juggernaut”

QUER ENVIAR NOTÍCIAS DA SUA BANDA OU EVENTO? ENVIE PARA: COINTATOHMAN@GMAIL.COM

AKA FUNERAL - THE ENDLESS EYE Segundo disco de inéditas da banda sai dia 13 de Março via Songs For Satan.

O festival Armageddon Metal Fest 2019 vai acontecer em Joinville/ SC, no dia 01 de junho (sábado), no Expoville. O cast do evento reúne grandes nomes da música pesada, como o Shaman, Ratos de Porão, o Saravá Metal dos cariocas do Gangrena Gasosa e o lendário grupo mineiro The Mist, com 30 anos de história e que retomou as atividades em 2018. Além de nomes como: Motorocker, Symmetrya, Violent Curse, Blackmass, Semblant e Flesh Grinder. O evento promete 14 bandas nos palcos principais, somando 12 horas de música pesada. Ingressos Os ingressos de meia-entrada e promocional custam R$ 115, em valor que dura até 10 de março. Não há taxa de conveniência para a compra online, e os valores podem ser parcelados em até 12x. Para usufruir da entrada promocional, é obrigatório doação de 1 quilo de alimento não perecível ou de ração para gatos e cachorros. Os ingressos estão à venda no site da Ticket Brasil, onde também é possível comprar pacotes de viagem + ingresso, para excursão saindo de Curitiba, organizada pela Mosh Travel. Nessa modalidade também há possibilidades de parcelamento. Excursões partindo de outras cidades serão disponibilizadas posteriormente. O Armageddon Metal Fest 2019 tem realização da Mosh Productions e Metal Scream, com apoio da Opa Bier, programa Midnight Metal e rádio Mundo Livre FM. Para mais informações acesse o link do evento no facebook. AQUI

SVATAN - BLAZING WINDS OF TRANSCENDENCE O segundo disco de inéditas da banda sai em Março via Drakkar Brasil.

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coluna

por Wendell Pivetta

Revolução DVD ao vivo em Venda-Nova

do que estava ouvindo. E o ativista Ricardo Andrade que discursou sobre a importância dos rios para a vida urbana. Sendo assim, vamos a faixa de abertura do show: “Você Só Pensa Em Dinheiro”, um som dos primórdios da banda que ganha uma textura mais rock n’ roll nesta versão ao vivo. Uma música que marca a textura engajada da banda, criticando o lado político brasileiro. Letra sincera que marca a ótima produção sonora do trabalho, e que deixa claro o vocal de Johnny Kiff ao ar livre, contando com uma ótima acústica. A segunda música é do EP O Mito da Alegria Tropical (2017), a faixa “Me Mostre O Que É O Amor” com direito a efeitos de sintetizador. A canção tem uma letra mais simples com versos sobre o amor, porém um som de textura pesada dentro do indie rock que a banda traz para modernizar o seu rock n’ roll para o público. “Amor Digital” dá sequência a esta bela produção, com uma letra super atual, que bate muito bem ao amor jovem desta era digital. Depois, contando com uma influência clara dos irlandeses do U2 temos a música “Primavera no Deserto”, um som mais profundo. Este som traz um swing maior na guitarra que embala uma letra sincera e única a pessoa amada. Com certeza um som mais acústico e calcado nas influências da banda. Logo após o baterista trabalha mais, em suas viradas e feeling para dar vida a faixa “Hino Brasileiro Sincero”. Essa música é a faixa de abertura do EP mais recente da banda. Um som

mais arriscado. A banda constrói uma bela letra. A faixa inicia com influência pura do Queen, e na sequência da musicalidade, passa a ter pegada de outros gêneros como sertanejo universitário e pagode. Realmente um risco, porém encorpora muito bem a realidade que a letra trás, para passar a mensagem de crítica a cenário político brasileiro. Seguindo a linha das faixas românticas, a banda traz a faixa “Gianecchini” que conta com um humor maior na letra, som do primeiro trabalho o grupo, Sucessos Desconhecidos (2012), com um embalo mais popular. Por outro lado, “Bons Motivos Pra Viver” definitivamente traz uma linda letra profunda, uma declaração sincera de um single do segundo disco da banda, O Último Dia de Nossas Vidas (2016). Então vêm a música “Luzes” aonde é trabalhada a mensagem do amor para mudar o mundo. Refrão forte e bem repetido para deixar bem claro a mensagem da letra que traz em sua sonoridade grandes variações na guitarra e bateria fluindo. Mais uma vez a influência de U2 com o indie rock soa bem aos ouvidos. Seguindo as belas composições da banda, chega aquela que para mim é o hino da banda, a música “Sociedade dos Zumbis”. Ela contém uma letra muito bem elaborada e sincera, ritmo contagiante com um belo solo de guitarra. Rock puro e com um reggae na parte final da música marcando bem a obra. Vale ressaltar as belas pontuações do baixista Silas Lopes que marca bem o peso sonoro e articula o backing

vocal. Eis que chegamos a música “Armagedom”, uma declaração sincera pelo nosso mundo atual, um grande pedido e sonho de muitos, em uma bela canção com direito a trecho da música “It’s the End of the world”, do REM, cantado em inglês no fim. Na sequência “Dias de Inverno” trabalha a vivência do amor. A faixa que inclusive é dedicada aos familiares das vítimas de um acidente que ocorreu em Belo Horizonte em 2014, quando um viaduto caiu em umas das principais avenidas da cidade matando 2 pessoas e deixando inúmeros feridos. Vale marcar muito bem até aqui a forte entrega do vocalista que canta muito bem as notas e não perde a energia. No fim é cantado em inglês o refrão da música “ObLa-Di, Ob-La-Da”, clássico dos Beatles. “Eu te amo” é a última faixa romântica do show. Ela finda as sinceridades cantadas sem medo naquela noite. A canção remete a grandes bandas dos anos 80 como The Smiths e Paralamas do Sucesso. E ao mesmo tempo soa como uma música atual e cativante. Na sequência a banda toca “Garnet Azul”, um som muito bem trabalhado no instrumental. Esta tem uma história artística tanto na letra, quanto nos cinemas. Sim! A faixa faz parte de um filme de animação: “O Segredo do Garnet Azul”. Os sintetizadores voltam a ter destaque somados ao um inspirado solo do guitarrista Ekson Wallace.

FORMAÇÃO Vocal - Johnny Kiff Baixo - Silas Lopes Guitarra - Ekson Wallace Bateria - Alessandro Araujo

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e existe uma banda que busca sempre o caminho do sucesso mudando o conceito das pessoas com letras de amor e críticas ao governo, esta banda é a Revolução. E para coroar sua discografia sem medo de erros, a banda traz seu DVD Revolução: Ao Vivo em Venda Nova. O grupo escolheu bem o local da gravação, o Centro Cultural Venda

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Nova é um lugar com biblioteca, cursos de arte, e shows de música, localizado na zona norte de Belo Horizonte. Inclusive, o show de gravação do DVD da banda foi um dos maiores projetos já realizados por lá. E coroou a celebração dos 10 anos do local, em agosto de 2017. Este é o segundo DVD musical da banda.

Desta vez contando com uma super produção com direito a vários recursos nas filmagens e na captação do show. O CD deste trabalho já foi lançado nas plataformas digitais. Já o DVD conta com extras especiais e participações inusitadas que abrilhantaram a noite. Como o morador vizinho ao local que ouviu o show em sua casa, e foi ao palco dizer que gostou

SETLIST 1 - Você Só Pensa em Dinheiro 2 - Me Mostre O Que É O Amor 3 - Amor Digital 4 - Primavera no Deserto 5 - Hino Brasileiro Sincero 6 - Gianecchini 7 - Bons Motivos Pra Viver 8 - Luzes (A Solução É O Amor) 9 - Sociedade dos Zumbis 10 - Armagedom 11 - Dias de Inverno 12 - Eu Te Amo 13 - Garnet Azul 14 - Classe Média Pág. 7


ENTREVISTA

FORMAÇÃO Luana Palma nos Vocais Bruno Portela na Guitarra Fernando no Baixo Guilherme Gindri no Teclado Fabrício Splinter na Bateria

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Finita surgiu em 2009 na cidade de Santa Maria/RS. Transitando entre o Gothic e o Doom/Death Metal, a banda tem em sua discografia um disco de estúdio, lançado em 2015 “Voices from Sanatorium“ e um EP “LIE” de 2018. Sobre a trajetória e lançamentos conversamos com a banda. Nos conte um pouco sobre a Finita! Somos uma banda de Metal de Santa Maria/ RS que transita entre death e gothic. Tentam-

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ESTABELECENDO

OBJETIVOS “Apesar do pouco investimento no metal, o que pode as vezes desestimular, temos confiança de que o caminho é tentar melhorar sempre e nos esforçar para espalhar a palavra.”

os fazer algo diferente, mas mantendo sempre conexão com as nossas raízes. A ideia é sempre tentar encontrar o equilíbrio entre o peso, a excentricidade e a melodia. A formação é a mesma de nove anos atrás. Em 2018 a Finita lançou seu segundo disco de inéditas. “Lie” é um trabalho conceitual, como surgiu a ideia? E como foi compor esse disco? Quem puxa a frente nas composições e letras é o Portela. Ele que responda hahaha

Portela: Lie surgiu de uma ideia bem antiga, quase uma reminiscência da minha adolescência. As ideias de bem e mal, Deus e Diabo, como geralmente aprendemos, nunca fizeram muito sentido pra mim. Se considerarmos a mitologia judaico-cristã e suas histórias bíblicas verdadeiras (hipoteticamente, claro), como explicar que um ser sumamente bom e poderoso não consegue perceber a rebelião de suas criaturas mais belas? Como explicar o holocausto que foi o dilúvio e tantas mortes nas mãos de Deus descritas na bíblia? Fora que

boa parte desse imaginário, ainda hoje utilizado para induzir comportamentos, é totalmente aberta a interpretações. Dito isso, resolvi criar uma história alternativa recontando alguns eventos a partir de uma perspectiva mais “coerente”. O ponto de vista se centra na visão de Lúcifer. Entre sua queda e ascensão, ocorreu toda a história do nosso mundo, na qual ele teve protagonismo, não Deus. O holocausto foi fruto do anjo caído, Jesus foi criação sua e mesmo o inferno e a condenação dos injustos têm uma justificativa próprias. Todas as dúvidas dele nessa caminhada são questões existenciais fundamentalmente humanas e é totalmente viável explorar isso a partir dessa figura incompreendida. Somos mais vício que virtude na maior parte do tempo e buscamos sentido para esse caos que é existir num corpo cheio de desejos que coabita com uma racionalidade fria que busca frustradamente controla-los. A simbologia é tosca, mas instigante. E nos ajuda a explorar algumas reflexões mais profundas. Há um texto de apresentação desse EP que conta a primeira parte dessa história. Ele estará no encarte da versão física. Depois que lançarmos o segundo EP, pretendemos criar algum material escrito e/ou ilustrado pra apresentar a visão completa dessa história.

Leo Mayer, que produziu os sons e o Bruno Gonzales, que criou a arte gráfica. Mataram a pau!!

com material físico e nos empenhamos muito nesse EP. Certamente vai rolar um lançamento independente.

“Voices from Sanatorium” saiu em 2015, o que mudou desde então? Como você avalia esse registro? Foi nosso primeiro registro e nos rendeu muita alegria e também muito aprendizado. Os sons são mais melódicos e não possuem a identidade e experiência que alcançamos de lá pra cá. Certamente, muita coisa mudou. Os sons amadureceram conosco. Criamos bons vínculos, com bandas e artistas de diferentes locais, o que nos ajudou a buscar cada vez mais profissionalismo. Mudamos nossa identidade visual, começamos a nos organizar financeiramente e agora estabelecemos objetivos a médio e longo prazo. Apesar do pouco investimento no metal, o que pode as vezes desestimular, temos confiança de que o caminho é tentar melhorar sempre e nos esforçar para espalhar a palavra.

“Lie” deve ganhar sequência? Quanto ainda podem explorar dentro desse conceito? Sim. Estamos trabalhando na sequência já. Algumas músicas já estão em nosso repertório de palco e outras duas em ensaio. Estamos nos organizando financeiramente e esperamos que na metade de 2019 possamos entrar em estúdio. A ideia é fechar esse capítulo de um jeito bem coeso. Pensando mais a frente, outras ideias estão tomando forma, mas nada impede que essa temática seja revisitada de tempos em tempos.

O primeiro registro da banda, “Voices from Sanatorium” foi lançado de forma independente, mas no formato físico. “Lie” também seguiu esse rumo no entanto somente no formato digital. “Lie” deve ganhar versão física? Se ganhar vai ser um lançamento independente? Como dito antes, rolou uma parceria com a MS e vamos lançar em breve. A responsável pela versão física é a Alpha mídia de São Paulo e a demora tem um bom motivo. Os CDs foram prensados nos EUA e estão a caminho. Sabemos que a mídia especializada trabalha

Deixo aqui um espaço para suas considerações finais! Todo o nosso material é disponibilizado gratuitamente. Quem quiser conhecer mais do nosso trabalho, segue a gente no Facebook, no Instagram: @finita.metal e ouça o EP-Lie. Se gostar, comenta, curte e compartilha. Isso ajuda demais a banda. Aproveitamos para agradecer ao Artur e à Heavy Metal All Night pela oportunidade. Essas iniciativas mantém o ‘Underground vivo e fazem o trabalho das bandas chegar mais longe.

Quais os planos para a divulgação de “Lie”, pode nos adiantar algo? A MS vai ajudar na divulgação e ficará encarregada da distribuição do material físico à mídia especializada. Da nossa parte, vamos tentar fechar shows em diferentes cidades durante o ano. Temos um clipe live da The Fall, que lançaremos em breve e já estamos orçando um clipe mais elaborado para ajudar na divulgação.

“Lie” tem uma excelente produção, um material gráfico invejável, no entanto foi lançado somente no formato digital. Por que? Bom. Em poucas linhas, ter material de qualidade custa caro. Priorizamos a produção e a arte pois o mais importante é entrega-los ao público, principalmente aquele que nos contata pelas mídias buscando material e quem está junto com a gente nos shows. A decisão foi difícil, mas acertada. Após o lançamento, fomos contatados pela MS METAL PRESS e logo lançaremos os CDs físicos em parceria com eles. Importante citar aqui os responsáveis:

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ENTREVISTA

“Absorbing Roots” é o segundo disco de inéditas da banda. Saiu em fevereiro de 2018 via Support Underground.

nós temos uma banda, família e profissão, também todos passamos dos 40 anos de idade então não queremos por os concertos acima da família. Às vezes tocamos algo durante o final de semana e isso é ótimo!

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F

ormada em 2002 na Eslováquia, o Surgery executa um Melodic Death Metal na linha da velha escola. Após algumas instabilidades na formação e um hiato, a banda retoma as atividades em 2010. Ainda em 2010, lança o EP “Pulled by the Rope”, em 2012 vem o primeiro disco de inéditas “Descent”. No início de 2018 a banda lança seu segundo full “Absorbing Roots”. Sobre o atual momento e “Absorbing Roots” conversamos com a banda. Conte-nos um pouco sobre a formação da

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SONHOS PRECISAM SER CONCRETIZADOS Surgery, e o que motivou esse hiato até 2010? Rado Body - A banda teve como origem as ruinas de minha antiga banda “In Silence”. Assim como qualquer outro músico, eu gostava desde criança de Death Metal e sonhava em um dia ter minha própria banda. Bem, sonhos precisam ser concretizados Sim, realmente passaram-se 8 anos desde a criação da banda até o lançamento do primeiro disco. Houveram várias razões, nós não tínhamos um vocalista ideal, estávamos lidando com trocas constantes de membros, alguém não tinha dinheiro para pagar o estúdio... mas

apesar disso, durante esses oito anos, fomos capazes de nos apresentarmos mesmo sem possuir um “disco físico”. O EP “Pulled by The Rope” é o primeiro registro da banda. O que esse lançamento representa para a Surgery? Rado Body - Mesmo após algum tempo, posso dizer que o estilo que criamos no nosso primeiro EP foi preservado até os dias de hoje. Claro que as bandas mais novas foram enormemente influenciadas pela velha guarda do Death Metal. Mas não são uma cópia,

nós temos nosso próprio caminho e qualquer pessoa que escute atentamente vai achar nossa cara nas músicas. A Surgery segue uma linha Melodic Death Metal que remete um pouco as bandas suecas da primeira metade da década de 90. Quais as principais influências? O que ajudou a moldar essa sonoridade? Rado Body - A música da Surgery remete a cena de Death Metal e especialmente as bandas da primeira metade dos anos 90. Sim, você pode mesmo sentir um pouco da cena sueca em nossa música, crescemos escutando isso e posso dizer que até hoje ainda ouvimos a música deles. Acho que esse estilo acabou ficando conosco, amamos o Death Metal sueco. Mudando um pouco de assunto, vocês conhecem ou acompanham alguma banda brasileira? Tem algum conhecimento do underground brasileiro? Rado Body - Bom, vou dizer algo que não deverá ser uma surpresa quando falo que a primeira banda brasileira que me vem a mente

é Sepultura. Os álbuns Beneath the Remains e Arise são os melhores do mundo! Mas o que a banda virou depois do lançamento do segundo CD foi simplesmente um desastre, eles deveriam acabar ou pelo menos mudar o nome da banda. Posso também mencionar Krisiun e as garotas da Nervosa. A ultima que mencionei (Nervosa) também é muito popular por aqui e seguidamente se apresenta em nosso país. Entretanto, para mim, a melhor de todas é Sarcófago e o lendário álbum “The Laws of Scourge”, eu amo esse álbum! Do contrário, o que eu posso ver no Underground acho que na cena de vocês são bandas de Thrash e Black Metal. Falando em Underground, como é a cena local? Existem muitas bandas? Eventos? Rado Body - Nós temos várias bandas boas bandas das quais eu curto aqui na Eslováquia, posso citar Brute, Perversity, Depresy, Dehydrated. Mas infelizmente não posso dizer o mesmo das bandas Tchecas, não temos nada muito famoso. Eu acho que temos bons concertos por aqui e eles são suficientes, todos

O segundo disco de inéditas, “Absorbing Roots” saiu em fevereiro de 2018. Como tem sido a receptividade desse material? Vocês chegaram a fazer alguns shows de divulgação? Rado Body - Claro que sim! Tivemos concertos suficientes e ainda o divulgamos em nossos shows. A banda foi formada em 2002, mesmo com o hiato e mudanças na formação retomou seu caminho. “Absorbing Roots” é a reafirmação da Surgery quanto banda? (Olá! Estamos aqui! Somos a Surgery e viemos para ficar!) Rado Body - Bem como você escreveu, apesar dos problemas pessoais nós continuamos na cena e planejamos ficar aqui pelo tempo que for possível!!! Agradeço a disponibilidade e deixo um espaço para as suas considerações! Rado Body - Muito obrigado e estamos felizes que seus leitores nos conhecem em um lugar tão distante como o Brasil. Se vocês gostam de um Death Metal old-school, escutem a Surgery! E caso vocês queiram nos ajudar comprando um CD, por favor, entrem em contato com a Support Underground.

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ENTREVISTA

FORMAÇÃO Luis Felipe Netto Vocal e Guitarra Igor Meira Guitarra Kalki Avatara Bateria

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A

Piah Matter é uma banda de Progressive Death Metal do Rio de Janeiro, formada em 2010. Em oito anos dois registros lançados, são eles: “Memories of Inexistence” de 2014 e “The Wandering Daughter” de Outubro de 2018. Sobre a tragetória da banda conversamos com Luis Felipe Netto vocalista e guitarrista.

BUSCANDO SENTIDO

nos próprios demônios A Piah Mater surgiu em 2010, mas somente em 2014 saiu o primeiro registro, “Memories of Inexistence” inicialmente no formato digital. O que esse trabalho representa para vocês? Como vocês avaliam esse primeiro registro? Luis Felipe Netto: A concepção da banda como ideia se deu em 2010, de fato. De forma bastante despretensiosa, eu devo dizer.

Era um momento no qual Igor e eu estávamos explorando sonoridades recém-descobertas; bandas como Opeth, Katatonia e October Tide estavam começando a exercer uma influência forte em nossa forma de tocar e, em muitos sentidos, redefinindo a própria maneira que nós ouvíamos música na época. Tínhamos ambos 18 anos, com alguma proficiência nos instrumentos, mas ainda longe do que julgáva-

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aldo Rodrigues também contribuiu bastante para esse fim. A sensação de se estar ouvindo uma banda tocando ao vivo, com todos os membros no mesmo ambiente era a imagem que eu gostaria de passar em The Wandering Daughter, e foi isso que motivou o ingresso desses nomes.

“The Wandering Daughter” é o segundo disco de inéditas da banda. Lançado em Outubro de 2018 pelo selo italiano Code666.

mos necessário pra trazer a nossa visão à vida. Então precisou-se de um tempo de maturação - que incluiu diversas ideias indo pra lata do lixo - para que então conseguíssemos chegar a resultados que fossem (pra nós) dignos de serem gravados. Em 2012, as primeiras composições começaram a se concretizar e daquele ponto até o lançamento em 2014 foi um processo exaustivo de estudo e prática para que conseguíssemos atingir o critério que tínhamos definido para nós mesmos em termos de qualidade de som e performance. Até a fase de masterização, Memories of Inexistence foi um álbum inteiramente DIY. Na véspera do lançamento, apenas 6 pessoas haviam ouvido o álbum, incluindo os membros da banda. Foi uma experiência bastante valiosa que nos ensinou muita coisa sobre o processo de se fazer um disco. Muitos e muitos erros foram cometidos ao longo dessa jornada e, ouvindo aquelas músicas hoje, eu consigo ouvir muitos deles. Ainda assim é um trabalho que eu carrego um (comedido) orgulho de ter conseguido realizar aos 23. Em “Memories of Inexistence” eram apenas dois membros Igor Meira e Luiz Felipe Netto e a bateria era programada. Em 2016 houve a adição de um baterista, Kalki Avatara. Por que se fez necessário a adição de um baterista? LFN: Como dito acima, inicialmente a Piah Mater era uma operação muito simples, que envolvia o menor número de pessoas possível. Eu mesmo gravei o baixo no debut, por exemplo, e todas as decisões eram tomadas sob esse

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mantra – tudo que parecesse muito expansivo e que pudesse fugir facilmente do nosso controle era descartado. Em retrospectiva, deveríamos ter nos empenhado mais em achar alguém pra tocar com a gente desde aquela época e gravar as baterias em uma sala com uma boa acústica e tudo mais. Mas ter uma bateria programada no álbum não era algo que me incomodava. Hoje em dia é simplesmente algo inimaginável de eu optar por fazer em qualquer produção que eu esteja envolvido.

“As referências são mais visuais hoje em dia do que qualquer coisa.” Mas tudo isso faz parte do processo, gostos evoluem. E cada álbum é uma nova chance de corrigir os erros do anterior. Nesse contexto é que o Kalki entrou na banda. Da necessidade de darmos uma áurea mais orgânica às músicas, algo que está conectado com o conceito das letras e do álbum como um todo. Não somente ele, mas a participação do baixista Luan Moura e do tecladista Ron-

A sonoridade da Piah Mater se caracteriza pelo Progressive Death Metal. Mas é faixa a faixa que percebemos as influências sonoras da banda. O vocal gutural e o lado mais extremo, as passagens calmas e o vocal limpo, tudo trabalhado com muito cuidado. Como nasce essa construção sonora? Quais as principais referências? As referências são mais visuais hoje em dia do que qualquer coisa. Penso que se criarmos uma imagem mental forte o suficiente e usá-la como guia para as composições, os ouvintes vão conseguir visualizar essa mesma imagem, ou algo similar e poderão experienciar aquelas músicas de forma próxima de como nós as concebemos. Então podemos dizer que as inspirações de filmes e séries – tão como da nossa própria imaginação, claro – tem um grande impacto em como as músicas acabam soando. “The Wandering Daughter” saiu em outubro de 2018 no formato físico por um selo italiano. Como ocorreu esse contato? E como tem sido a receptividade do novo disco? A parceria com a Code partiu de iniciativa nossa. Já conhecíamos as bandas com as quais eles trabalhavam e achávamos que o nosso material se encaixaria bem no catálogo deles. Entramos em contato com o selo e em menos de 10 minutos recebemos a resposta. Eles curtiram a amostra que enviamos e pediram pra ouvir o restante do álbum. Após algumas semanas de negociações, tínhamos o contrato assinado. A recepção do álbum tem sido bastante positiva e muito se deve ao trabalho de divulgação que o selo tem se empenhado em fazer. Receber o reconhecimento de publicações como Metal Hammer, Decibel entre outros é uma gratificação muito grande pra a gente.

a se tornar “The Wandering Daughter” já tinha suas demos gravadas antes mesmo que qualquer um ouvisse uma nota sequer de “Memories of Inexistence”. Já em relação à gravação, aí sim foi um processo totalmente diferente. O primeiro álbum foi feito todo em meu home estúdio. De forma bastante exploratória pois esta era a minha primeira vez me aventurando pelos mares da produção fonográfica. Então tudo ali era uma descoberta e foi na base do erro e acerto que chagamos lá. Dessa vez, porém, tivemos o privilégio de dispor das instalações de dois estúdios excelentes aqui no Rio, o primeiro deles sendo o Superfuzz no Humaitá e o outro, o Mata em Niterói. A ironia é que, pouco tempo depois de termos concluído as gravações, o Superfuzz fechou as portas. E o Mata, capitaneado pelo grande amigo Matheus Ullmann, só foi oficialmente inaugurado depois de nós termos lá gravado. Eu costumo dizer que esse álbum viu estúdios morrerem e nascerem. Tanto “Memories of Inexistence” quanto “The Wandering Daughter” foram masterizados por Tony Lindgren, na Suécia. Como chegaram até ele? Chegamos no Tony depois de muita pesquisa. É um profissional que tem um conhecimento de causa muito profundo e que sabe quais botões

“Tínhamos ambos 18 anos, com alguma proficiência nos instrumentos, mas ainda longe do que julgávamos necessário pra trazer a nossa visão à vida.”

bem introspectivos e do cotidiano familiar, que às vezes pode ser muito conturbado. Quem é o encarregado das letras e por que? Eu mesmo escrevo as letras. A razão delas terem um cunho mais pessoal e intimista é por esses temas serem justamente os que mais me atraem nas canções de outros artistas e, na hora de sentar e escrever é um movimento natural para mim o de debruçar-me sobre meus próprios demônios e tentar tirar sentido de tudo isso.

Para a divulgação de “The Wandering Daughter” veremos alguns shows da Piah Mater pelo Brasil? Existe algum planejamento para que isso aconteça? apertar para chegar no resultado esperado. A Não há planos imediatos para que isso ocormasterização é uma etapa muito importante no ra. Mas não estamos fechados a oportunidades fluxo operacional da confecção de um disco que possam vir a surgir. hoje em dia. Nem sempre foi assim. Em poucas décadas, a ideia de se masterizar um álbum Deixo um espaço para suas considerações! passou de algo restritamente utilitário e por “The Wandering Daughter” é o nome do muitas vezes dispensável, e se tornou uma área álbum. Está disponível em todas as plataforque exige um alto nível de especialização e uma mas digitais e também em um lindo digipak considerável sensibilidade artística. Em ambas para aqueles que gostam de ter o trabalho físias oportunidades que colaboramos com o Tony co em mãos. Para quem não nos conhece, peço nós ficamos bastante felizes com a abordagem uma chance. Para aqueles que já nos acompandele e pretendemos voltar em trabalhos futuros, ham, um sincero “muito obrigado” pelo apoio sem dúvida. e até muito em breve. Não vamos levar 4 anos pra lançar um próximo trabalho, isso eu posso A Piah Mater faz questão de abordar temas garantir.

Quanto ao processo de composição e gravação de “The Wandering Daughter” como ocorreu, se comparado com “Memories of Inexistence”? A composição se deu de forma muito parecida. Na verdade, quando terminamos de compôr o primeiro álbum, Igor e eu continuamos escrevendo mais e mais material ao passo que produzíamos e mixávamos as composições já existentes. O que ocasionou no estranho feito de termos um segundo álbum praticamente todo escrito antes mesmo de lançarmos o primeiro. Aquilo que veio, obviamente depois de algum tempo de desenvolvimento das ideias,

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ENTREVISTA pal motivo que me levou a criar um projeto nos moldes One-Man-Band, já tinha algumas ideias que não serviram muito bem em outras bandas e resolvi investir no formato. Geralmente você disponibiliza os discos para download. Os lançamentos são sempre virtuais? Chegou a lançar algum material em formato físico? Cogitei fortemente lançar o álbum Undead Warrior de 2014 em formato físico, até conversei com algumas gravadoras e selos, porém o momento em geral estava bem ruim e eu acabei optando por lançar ele virtualmente, até então só lancei álbuns virtuais, porém ainda tenho muita vontade de lançar os materiais em formato físico.

FORMAÇÃO Alexandre Rodrigues Vocal, todos os instrumentos

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O

ne-man-band formado em 2008, idealizado por Alexandre Rodrigues, o Crushing Axes realiza lançamentos virtuais anuais, sempre disponibilizando o trabalho completo para download. Abordando temas como a mitologia nórdica, misantropia e o lado obscuro da mente e alma humana. Sendo assim o estilo que melhor define o Crushing Axes talvez seja o Death Metal. Alexandre conte-nos um pouco de como surgiu a ideia de estruturar a Crushing Axes? Alexandre: Participei de algumas bandas, embora seja amigo até hoje da maioria dos membros, a escassez de tempo foi o princi-

Você tem 4 lançamentos somente em 2018. Como funciona o processo de concepção de um disco da Crushing Axes? Você tem um home studio? Grava tudo sozinho? Em geral eu gosto de trabalhar 4 ou 5 álbuns na frente, as vezes simultaneamente, em alguns casos eu trabalho em um álbum até acabar, no momento eu tenho ideias para 4 álbuns, algumas ideias e outros algum conceito, geralmente algum filme ou livro me inspira e boa parte da ideia do álbum já aparece pronto. Todos os álbuns com a exceção do Undead Warrior foram gravados no meu homestudio, o Undead foi gravado no VibeVale em Taubaté, para esse álbum eu convidei um baterista (Gledson Gonçalves) que tocava em uma banda chamada Primal Rage, que sempre foi uma inspiração para mim, convidei também o baixista (Fernando Molinari), excelente baixista que já acompanhou grandes músicos como o guitarrista Greg Howe. Em 2017 convidei 3 vocalistas, Jairo (Chaos Synopsis), Luiz (Hatematter) e Glauber (ex-Nekrost, atual DownShifter, Rhino), as vozes foram gravadas em um estúdio chamado Wasabi. Um dos 4 álbuns, o Legacy of Death, na realidade são músicas antigas, que foram feitas entre 2004 e 2008, tive uma banda chamada Legacy of Death, conversei com os integrantes sobre a minha vontade de gravar as músicas e eles gostaram da ideia. O projeto é uma One-man-band mas já surgiu propostas ou interesse em estruturar uma banda? Ou até mesmo alguma apresentação ao vivo solo? Durante algum tempo surgiram diversas propostas, porém sempre existem algumas concessões que eu não estou disposto a fazer, tenho muita vontade de montar uma banda e fazer shows, inclusive sempre pensei que algumas músicas fariam muito mais sentido com uma banda completa, sinto que algumas vezes parte da energia se perde, porém por enquan-

“A principal força por trás do Crushing Axes é bem egoísta e é uma necessidade de compor.. ”

cilidades que a internet trouxe, poucas bandas mantém uma certa consistência com relação a carreira, são raras bandas que se mantém ativas por um longo tempo, em questão de oneman-band, temos poucos projetos, embora as bandas sejam boas, ainda acredito que falte longevidade. Espero poder manter o Crushing Axes por muito tempo, melhorando e trazendo elementos novos. Quais os planos para o futuro da Crushing Axes? Adoraria trazer novos convidados, assim como ter a participação dos músicos que já participaram no projeto, tenho esperanças de lançar algum material físico, talvez até uma

compilação dos materiais antigos, apesar de não ser tão fã de coletâneas e achar que raramente elas representam a totalidade do álbum com fidelidade, gostaria de fazer pelo menos alguns shows em formato de banda, com certeza pelo menos mais um álbum para 2019. Desde já agradeço a sua disponibilidade e deixo aqui um espaço para as suas considerações finais! Agradeço muito o espaço e o interesse, aprecio muito seu trabalho e a persistência no underground, gostaria de agradecer a todos que acompanham o projeto e posso garantir que se depender de mim vai continuar por muitos anos. Obrigado.

to ainda não consegui juntar a galera certa, eu gostaria de regravar o álbum Legacy of Death com uma banda ao vivo, a banda original que tocou as músicas entre 2004 e 2008. Pode se dizer que o Death Metal é o que melhor caracteriza a sonoridade da Crushing Axes. Mas vai além existem muitas influências do Black Metal e de outros gêneros. As ambientações, talvez sejam o ponto forte pois, sempre caracterizam muito bem a atmosfera de cada disco. Qual é o seu norte na hora de compor? Existe uma linha a ser seguida ou você deixa fluir? A maior influência sem sombra de dúvidas é o Death Metal, porém escuto muito Black e Thrash, gosto muito de trilhas de filmes, sempre que leio algum livro penso em alguma trilha para o momento, acredito que os livros ajudam bastante na hora de começar, em alguns casos também gosto de deixar fluir, talvez esse seja um dos maiores problemas em conseguir montar uma banda, algumas das músicas são completamente espontâneas. Este trabalho que você faz com a Crushing Axes é totalmente espontâneo. Seria uma forma de saciar os seus anseios musicais ou vai além? R: A principal força por trás do Crushing Axes é bem egoísta e é uma necessidade de compor, mas olhando até mesmo atualmente com as fa-

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ENTREVISTA onde nos pintamos como Catrines. Foi uma turnê divertida com muitas pessoas legais com quem ainda conversamos e construímos laços, de lá nós conhecemos as pessoas da Concreto Records que reeditaram o álbum em terras astecas. Em suma, nos deu um espectro diferente para estar em outro país e aprendemos muito sobre como tudo funciona quando estamos girando, estamos mais bem preparados. Quanto ao turismo em terras brasileiras, é um tema que sempre temos em mente, gostaríamos de estar lá curtindo o público brasileiro, é uma questão de organizá-lo bem e que algum produtor sério deve entrar em contato conosco.

“.. os estilos e gêneros que cada um ouve são muito variados, pessoalmente eu amo a death e black metal em geral, mas eu também ouço rock progressivo, jazz fusion ou algo mais leve.. ”

FORMAÇÃO Alejandro Ruiz Vocal Juan Acevedo Guitarra Alejandro Bravo Guitarra Mauricio Basso Bateria Mario Urra Baixo

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Weight of Emptiness surgiu em 2015 e em 2017 lançou de forma independente seu primeiro disco. “Anfractuous Moments for Redemption” que teve uma excelente aceitação sendo relançado no México em 2018. No momento a banda trabalha no seu próximo lançamento.

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ENTRE OS MELHORES

“...é difícil fazer álbuns aqui na América do Sul...”

A Weight of Emptiness é uma banda chilena que segue uma linha Progressive Death Metal. Talvez não seja muito conhecida no Brasil, mas já fez alguns shows pelo México, nos conte como foi essa tour e tem planos para tocar por aqui, no Brasil? Alejandro Ruiz: A turnê do México foi no

final de outubro de 2017 e na verdade foi fascinante para conhecer a cultura deles naquela época do ano, como encontramos o “Dia dos Mortos” e é um feriado maravilhoso muito diferente do Halloween gringo. Em homenagem a essa festa e ao amor do público, fizemos uma data especial em 1 de novembro,

Em 2017 a Weight of Emptiness lançou seu primeiro registro, “Anfractuous Moments for Redemption” de forma independente. Por que preferiram fazer esse lançamento de forma totalmente independente? Bem, como você bem sabe, é difícil fazer álbuns aqui na América do Sul já que não há mercado que sustente as bandas com força menos quando você quer lançar seu álbum de estréia, ou seja, ninguém te conhece. Por que eles querem financiar seu álbum? Pessoalmente também estou muito desconfiado dos selos, já que (aqui pelo menos no Chile) você investe em instrumentos, salas de ensaio, tempo, paga para gravar e eles só imprimem o físico e ficam com tudo e pagam com você 100 álbuns ... leve sua retribuição lá !!! E você está empenhado em pedir permissão para tudo que você pode fazer ao maldito selo ... eles

também não promovem nada, eles não te colocam em shows, eles não transmitem sua música... então se eles só contribuem para extrair o seu material físico, então eu prefiro tirá-lo sozinho e gastar esse dinheiro em um material que vamos gerenciar 100%, diferente é o que acontece com o Concreto Record e Sun Empire Prods, pois entendemos que é um negócio diferente, já que nosso álbum é promovido em outro país e eles sabem sobre o negócio, eles fazem shows e, em geral, os caras fazem o seu trabalho muito bem e eles são metalheads como qualquer outro. “Anfractuous Moments for Redemption” foi indicado ao “Escuchar Awards” de 2018 como Melhor Álbum de Metal Extremo. Como receberam essa notícia? E o que de fato isso significa para a banda? Sem dúvida, foi uma ótima notícia para nós, imagine que é o nosso álbum de estréia e já foi indicado entre os melhores do metal no meu país foi uma grande honra, porque aqui há muitas bandas. A sonoridade da Weight of Emptiness segue uma linha Progressive Death Metal, mas não se atêm muito a este rótulo. Percebe-se muitas ambientações nas composições e diversos elementos do Metal Extremo. Como construíram essa sonoridade cheia de elementos, mas com uma característica bem latente.

Enquanto é o nosso álbum de estréia, com a maioria dos caras da banda tocamos juntos por muito tempo desde que tínhamos uma banda na primeira década do ano 2000 chamada Twilight Mist que fizemos algo similar, mas mais experimental, nesse sentido WOE é mais direto e mais conciso e a ideia era sempre poder compor sem limitações de som e cada um de nós tem muito a contribuir nesse sentido, já que os estilos e gêneros que cada um ouve são muito variados, pessoalmente eu amo a death e black metal em geral, mas eu também ouço rock progressivo, jazz fusion ou algo mais leve como Soda Stereo ou Foo Fighters, enquanto eu gosto que seja tudo de bom e outros podem ir para o inferno. No momento a banda encontra se trabalhando em seu próximo lançamento. Como funciona o processo de composição dentro da banda? O que você pode adiantar sobre este novo disco? Já existe algo encaminhado? Se de fato estamos trabalhando em um novo álbum, e já temos algo como 10 músicas na pasta, temos que escolher quais serão incluídas no álbum, que estamos agendados para estar nas ruas em meados de 2019 e sair para tocar esses novos. canções por todo lado. Quanto ao processo de composição geralmente vem alguém com uma idéia básica, um violão rítmico ou algo parecido e cada um está contribuindo com os seus próprios até que esteja pronto

“Anfractuous Moments For Redemption” foi lançado em 2017 de forma independente. Em 2018 foi relançado no México pelo selo Concreto Records.

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e nós maqueteamos para ver como soa. Eu posso te dizer que este novo álbum é um pouco mais pesado e mais escuro que o anterior, que tinha tons um pouco mais melancólicos, além de abrir um pouco mais o espectro musical e adicionar mais sons à nossa música, acho que nossos fãs ficarão muito felizes o resultado. A Weight of Emptiness tem sua origem lá em 2012, com os antigos membros da extinta banda Twilight Mist. Como ocorreu a formação da Weight of Emptiness? Quando foi terminado Twilight Mist para 2009, há uma época em que vários dos caras eram dedicados a outras bandas, suas vidas familiares, etc, eu me juntei pessoalmente à lendária banda de death metal chilena Homicide. (No qual ainda toco) com o qual aprendi muito e acho que cresci muito como músico e como vocalista e continuei tocando todos esses anos. Eu acho que de alguma forma outros precisavam também de tocar e nosso guitarrista Juan Acevedo um dia me consultou se eu ainda lembrava os riffs que tinham permanecido pendente para TM e se eles poderiam ser passados para ​​ uma nova banda. Eu respondi que sim, assim com o material que ele já estava criando juntamente com Alejandro Bravo (que é importante em arranjos das músicas na guitarra) veio o nosso primeiro material. Depois que a formação estável que se juntou ao grande baterista Mauricio Basso (Letargo) e David Hernandez em que após a gravação do álbum aposentado dos compromissos da banda com sua outra banda Morver e foi substituído por Manuel Villarroel que deixou a banda até recentemente e foi substituído por Mario Urra, que hoje é responsável pela composição do baixo neste novo álbum. Em outubro de 2016 a banda lançou o EP promocional “Anfractuous” limitado a 100 cópias. Este material foi distribuído para mídia e produtores no Chile e Europa. Em 2017 essas faixas foram relançadas no “Anfractuous Moments for Redemption” o que esses registros representam para a banda? Quando nós já tínhamos todas as músicas do primeiro álbum, a verdade é que nós já tínhamos decidido o nome “Anfractuous Moments for Redemption”, então o EP que

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saiu só tinha metade do nome porque eram metade das músicas, mais do que um EP, eu acho que é uma espécie de avanço, o que foi feito depois foi terminar o processo de masterização, mas tecnicamente é o mesmo registro. Em 2018 “Anfractuous Moments for Redemption” foi lançado no México pelo selo Concreto Records. Como ocorreu esse contato? Não tem previsão de distribuição no Brasil? Como comentei antes, junto com a turnê para o México, esse tipo de situação foi dado, já que as pessoas do Concrete estavam em um dos shows e amavam a banda, então entramos em conversas para editar o álbum lá. Quanto ao que está relacionado à edição do álbum no Brasil, entendo que existem conversas mas todos esses aspectos são vistos pelo nosso guitarrista Juan Acevedo, que além de tocar violão, gerencia a banda, fecha os negócios e dirige o carro. De qualquer forma, se você editar o álbum em português, você saberá através de HEAVY METAL ALL NIGHT !!!! Jajajajja

“.. este novo álbum é um pouco mais pesado e mais escuro que o anterior.. ” Deixo aqui um espaço para as suas considerações finais! Alejandro Ruiz: Queremos convidar todos os metaleiros que leram esta entrevista para rever o nosso último videoclipe da música “Unbreakable” com o qual ficamos bastante satisfeitos e recebemos críticas muito boas do público e da mídia. Muito obrigado, como forma de nos cobrir e dê-nos difusão em sua terra e uma grande saudação a todos os metaleiros do Brasil !!! Esperamos estar lá em breve ... manter “inquebrável” !!!!!


especial

“Anastenárides” primeira demo da Serpent Rise lançada em 1994.

O Retorno SERPENT RISE ESTÁ DE VOLTA!

Esta era a última frase, e também a que mais fazia sentido, naquela postagem da página oficial da Serpent Rise no facebook, do dia 29 de Setembro de 2018. O tão aguardado retorno que outrora parecia tão improvável estava realmente acontecendo. Passados quase 21 anos do lançamento de “Gathered by...”, podemos ter a oportunidade de ver mais um disco da Serpent Rise ganhar vida.

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O INÍCIO

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m dos nomes seminais do Doom Metal brasileiro nasceu em solo gaúcho, a Serpent Rise surgiu em 1993 em Santa Maria/RS. Em 1994 a banda lança sua primeira demo “Anastenárides”, muitas cópias foram distribuída de forma gratuita no Brasil e no exterior. Este registro abriu algumas portas para a Serpent Rise. “Graças a essa demo tape ter parado nas mãos do Sr. João(Cogumelo records), nós fomos convidados para tocar com o Anathema e o Dorsal

Atlântica no B.H.R.I.F e isso nos ajudou ainda mais a ter visibilidade na cena.” comenta Agnaldo. Ainda em 94 a banda tem uma música incluída na coletânea “The Winds of a New Millenium I”, lançado pela gravadora mineira Demise Records. “Travellin´ Free...” sai em 1995 sobre este registro Agnaldo destaca “foi a continuação natural das ideias que a banda estava desenvolvendo naquele momento e a demonstração de que novas influências estavam direcionando a musicalidade da banda e de certa forma preparando para o que seria o “Gathered

by...”.”. Em 1996 a Serpent RIse prepara-se para entrar em estúdio e gravar o derradeiro debut. Lançado em 1998 pela Megahard Records “Gathered by…” é o primeiro disco de inéditas da banda. Agnaldo faz questão de ressaltar que “Gathered by…” “foi um álbum muito “avantgard” para sua época e isso dificultou que as pessoas envolvidas com a imprensa conseguissem resenha-lo de forma positiva ou negativa. Lembro-me, também, que não tivemos um apoio da gravadora, em termos de promoção e divulgação do álbum, então, ele meio que passou desapercebido. Gravamos o “Gathered by...” em 1996 e foi tudo feito com muita pressa. Não tínhamos experiência , não pré- produzimos o álbum , então, não atingimos a sonoridade que poderíamos e gostaríamos de atingir. Hoje em dia , passados 20 anos do lançamento deste álbum, eu fico realizado ao saber que ele ainda agrada e é ouvido pela velha, e nova geração, de doomers. Mas como uma das mentes criadoras deste trabalho , eu nunca vou estar 100% satisfeito , porque visualizo o que pode ser mudado , retocado, e afirmo que o Julio também comunga da mesma opinião que eu... e quem sabe num futuro próximo não venha à luz um “Gathered by... revisited”.

A PAUSA “Bem, já se passaram quase vinte anos , mas lembro-me que basicamente o que nos levou a interromper as atividades com a Serpent Rise foi a dificuldade de se conseguir estabilizar uma formação. Naquela época estávamos sem baixista , sem tecladista e isso nos deixou muito desanimados. Pessoalmente falando , eu pas-

sava por um momento de transição em vários aspectos da minha vida, então, isso contribuiu para que eu também perdesse o interesse em seguir com a Serpent Rise.” Revela Agnaldo. No final dos anos 90 início dos anos 2000 a Serpent Rise encerra suas atividades. Após um período de quatro anos algumas tentativas de retorno foram feitas, sobre este momento de retomada Agnaldo revela: “Veja bem , foi preciso um silêncio de quatro anos, um período observando a cena ao redor e arquitetando a volta. Em 2004 , eu e o Julio achamos que o momento pedia um retorno, pois naquele momento haviam outras pessoas para nos acompanhar, passamos um ano produzindo canções boas até que o Julio, por motivos profissionais, precisou transferir residência para outro estado, então, eu decidi que continuaria as atividades da banda. Pode parecer que este momento não rendeu frutos, mas eles existem, eles cresceram, estão guardados e chegará o tempo em que serão compartilhados. Aqui podemos citar, também, a fase de 2006 à 2008 , a onde, a Serpent Rise esteve bastante ativa em termos de shows e ainda produziu o EP - “Euphoric Waves of Melancholy”. Após findar este período(2006-2008), eu resolvi encerrar as atividades da Serpent Rise e deixar para trás toda essa história.” Mais uma vez as atividades da Serpent Rise eram encerradas e agora parecia que o retorno se tornará improvável.

O RETORNO

Eu criei , em 2010, uma pequena “produtora” para gerenciar os negócios das bandas ao qual eu estou envolvido(Serpent Rise / Arcanum XIII) e desde então tenho mantido o nome e a música da Serpent Rise sempre ativos na cena. As coisas estavam indo conforme havíamos combinado(eu e o Júlio) , mas em 2016 durante as férias do Júlio, quando ele retorna à Santa Maria e quando os outros membros também estão por aqui, nós decidimos convidar todos os membros da fase “Gathered by...” para uma “brincadeira”. Eu reservei algumas horas em um estúdio, para fazermos uma jam , para nossa surpresa apenas o Luis Henrique (baterista) apareceu e aquele ensaio foi tão bom que decidimos seguir como um trio para a produção do novo álbum e para algum show no futuro. É lógico que os shows não são tão prioridade, mas iremos subir no palco com ajuda de membros contratados, porém, as condições e a logística precisam ser bem estudadas.” Enfim o aguardado retorno, e as novidades só aumentam, após 20 anos do lançamento de “Gathered by... kharma”, a banda planeja o lançamento de um novo disco. Sobre o novo registro Agnaldo comenta: “...nós vamos lançar o segundo álbum. Já estamos trabalhando em seis composições e elas estão bem adiantadas. A nossa intenção é lançar este álbum no segundo semestre de 2019 , mas antes vamos disponibilizar um single para que possamos intensificar ainda mais a nossa divulgação. Eu acredito que o novo álbum será Serpent Rise e quem gosta da nossa música continuará gostando.”

Em 2009 temos o retorno em definitivo com os membros fundadores (Júlio - guitarra e Agnaldo - vocal), retomando as atividades lentamente, em 2016 como o retorno de Luiz Henrique (bateria) a banda sente-se ainda mais motivada e planeja um novo registro. “...em 2008 encerrei as atividades da Serpent Rise e estava disposto a não mais me envolver com ela, mas no verão de 2009 o Julio retornou de férias à Santa Maria e resolvemos sentar em um bar e conversar sobre nossas vidas e sobre a Serpent Rise. Nesta conversa , chegamos a conclusão de que se a banda Serpent Rise tivesse que continuar suas atividades seria comigo e o Julio na formação e que iríamos produzir um novo álbum. Veja bem, uma conversa de dez anos atrás, isso pode parecer que não rendeu frutos, mas ao longo destes anos o Julio montou seu home estúdio (Loudness art estúdio) e fez inúmeros cursos voltados para gravação e produção. Ele desde então vem trabalhando em novas músicas e já começamos a gravá-las.

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ENTREVISTA

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Exterminate surgiu em 2005 em Porto Alegre/RS, depois de algum tempo em 2009, sai o primeiro registro uma Demo “Insane Faith”. Em 2012 a banda lança o excelente EP “Ascencion”. Após três anos, em 2015 vem o primeiro full “Burn Illusion”, registro que evidencia a qualidade sonora da banda. Mais três anos e no final de 2018 temos mais um lançamento “Pray for a Lie”.

Em sua formação, a Exterminate conta com músicos experientes, que já tocaram em outras bandas e/ou ainda tocam. Em termos de sonoridade essa bagagem é fundamental, quando se tem como norte uma sonoridade técnica e brutal como a da Exterminate. Como chegou a essa formação? E quão importante é essa bagagem? Adriano: A banda passou por diversas formações até a minha chegada. No line up atual já são mais de 10 anos de estrada. Eu tocava

Tomando Forma

FORMAÇÃO Adriano Martini - Guitarra/Vocal Marcelo Feijo - Baixo Rafael Lewandoeski - Guitarra Sandro Moreira - Bateria

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“...gravar, tocar ao vivo e firmar o nome da banda aqui no Brasil e começar a levar para fora do pais nosso trabalho. É um longo caminho, mas estamos caminhando nossa estrada com firmeza.”

na Mental Horror. Um dia surgiu a oportunidade de tocar na Exterminate e logo mais tarde trouxe o Sandro. Toda a bagagem musical é valida, vindo de shows, gravaçoes etc. Ter musicos com mais experiência sempre ajuda. Depois da Demo “Insane Faith”, saiu o EP “Ascencion”. Como foi produzir e lançar esses materiais? O que eles representam para a banda? Esses materiais foram uma espécie de laboratório. Fomos nos preparando e tomando nosso rumo musical antes do primeiro full lenght. Acho isso importante , corrigimos o que achavamos “fraco“ e mantivemos as partes boas na nossa composição. Em 2015 a banda lançou seu primeiro disco de inéditas “Burn Illusion”, que teve um retorno bem bacana para a banda, imagino. Como foi a receptividade desse material? Foi muito boa! Bem positiva! Esse disco nos

deu uma boa visibilidade. Embora não fizéssemos tantos shows quanto queriamos. Esse play nos botou na cena . Nas capas dos discos e nas letras, fica clara a proposta lírica e gráfica da banda, total repúdio ao cristianismo e as imposições da igreja. Como é o processo de composição da banda? Vocês costumam ler ou se basear em algum fato histórico até mesmo cotidiano para compor? Gosto de falar sobre o domínio da religião, não somente o cristianismo mas TODAS as religiaões. Religião é uma forma de política é uma forma de manipular as pessoas, de intimida-lás, plantando medo e receio desde que se nasce. Toda religião é manipuladora, toda! A arte gráfica de “Burn Illusion” e “Pray for a Lie” foram criadas pelo artista gráfico Marcos Miller. Por que escolheram o trabalho dele? Quão importante esse conceito lírico e gráfico é importante para a obra da Exterminate? O Marcos é meu amigo de infância, morávamos na mesma rua, começamos a ouvir metal juntos desde moleque. Ele sabia desenhar e eu tocar! Acho ele um artista formidável!!! Ele capta o que queremos e faz trabalhos primorosos não so para o Exterminate mas para muitas bandas!!! Sobre o atual momento do underground brasileiro, existem muitas bandas novas surgindo e com muita qualidade, vide a Infected Sphere de Caxias do Sul. Essa renovação tanto de bandas quanto de público é algo natural, quase que um ciclo. Como você vê esse momento apesar de tanta ladainha política e de uma crise financeira Cara o Tomasini tem nosso total apoio e respeito o cara botou a guita na sacola e foi ao mundo mostrar seu material e seu trabalho! Foda demais! Tempos atras fiz um post sobre esse assunto, renovação na cena. Cara isso e deveras importante! Temos que renovar! Receber essa galera nova e outra, esse pessoal que tá vindo tem de ser bem recebido por nós! Temos a obrigação de mostrar que somos uma grande irmandade e não ficar fazendo cara feia porque muitos não conhecem determinadas bandas e coisas afim. Cabe a nós manter a renovação!

Marcelo Feijo Baixo Foto por Day Montenegro

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“Cabe a nós manter a renovação!”

“Pray for a Lie” recém saiu do forno, uma tour de divulgação é viável? Está nos planos da banda? Sim, com certeza! Estamos agendando shows e em breve caimos na estrada!! Desde já agradeço a disponibilidade e deixo aqui um espaço para as suas considerações Valeu! Eu que agradeço o espaço e a oportunidade! Espero ver todos os bangers que estão lendo essa materia em breve na estrada! Valeu e abraço a todos!

Sandro Moreira Bateria Foto por Day Montenegro

Adriano Martini Guitarra e Vocal

Foto por Day Montenegro

“Pray For a Lie“ saiu no final de 2018 via Mutilation Records e Rapture Records. A arte é do artista gráfico gaúcho Marcos Miller.

Lá se vão 13 anos de Exterminate dois discos lançados, um EP e uma demo. Quando você deu inicio as atividades da banda projetava algo duradouro ou foi algo que aconteceu naturalmente? Como você avalia esses anos de Exterminate? Quando começamos com essa formação queríamos alcançar esses objetivos atuais, gravar, tocar ao vivo e firmar o nome da banda aqui no Brasil e começar a levar para fora do pais nosso trabalho. É um longo caminho! Mas estamos caminhando nossa estrada com firmeza.

Rafael Lewandoeski Guitarra

“Religião é uma forma de política é uma forma de manipular as pessoas, de intimida-lás.. ”

Foto por Day Montenegro

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ENTREVISTA costuma ser o mais difícil de encontrar. No ano seguinte, por indicação, nós conhecemos o Renan (Poersch, bateria), e o Vakan finalmente saiu do papel. Acredito que a nossa sonoridade inicial se deva pelo fato de que o heavy tradicional, embora nós escutássemos outras coisas, fosse o estilo em comum entre nós, além do power metal. Acabou que os covers que a gente tocava iam pra esse lado, bem como algumas composições iniciais. Mas dá pra se dizer que essa fase durou até a gente lançar o Freeze!.

FORMAÇÃO Matheus Oliveira - Vocal Natanael Couto - Baixo Alexandre Marinho - Guitarra Lucas Oliveira - Bateria

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APRENDENDO COM OS ERROS

ormado em 2010 em Santa Maria/RS, o Vakan segue uma linha Heavy Metal tradicional. Em 2012 lançaram seu primeiro registro o EP “Freeze”, já demonstrando muita qualidade. Em 2018, enfim sai o primeiro full lenght: “Vagabond”. Sobre o atual momento da banda conversamos com Lucas Oliveira (bateria), Matheus Oliveira (vocal) e Natanael Couto (baixo).

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Como surgiu o Vakan? E por que optaram por uma sonoridade tradicional? Matheus Oliveira: O embrião do Vakan surgiu em 2009. Fazia vários anos que eu queria fundar uma banda autoral, depois de alguns projetos e bandas de garagem que não foram adiante. Um dia, a minha irmã, que tinha começado a cursar Design, me falou sobre um colega dela metaleiro que tocava guitarra

e que tinha esse mesmo interesse. Foi assim que eu vim a conhecer o Guma (Streb), a gente entrou em contato e se deu super bem. Tempos depois, o Carlos (Schmitt, baixo), com quem eu tinha tocado um ano antes na Elitte, de São Pedro do Sul, veio conversar comigo. Estava sem banda e queria começar um projeto do zero. Então nós três nos reunimos pra conversar sobre, mas faltava um baterista, que

“Freeze!” é uma prova da qualidade sonora da banda. Um registro cru, mas com uma sonoridade empolgante, com refrãos grudentos. Como foi produzir este trabalho? Matheus: Cara, foi... rápido, de certo modo. No final de 2010, depois de alguns shows, nós voltamos a ser um trio (Carlos, Guma e eu). O irônico é que a gente tinha uma música gravada ─ Behind a Lie ─, ganhamos um concurso com ela, que nos dava tempo de estúdio suficiente pra gravar um EP, mas não tínhamos banda. E ficamos assim durante vários meses no ano seguinte, até quase o fim, quando, num intervalo de poucas semanas, o Lucas ─ nós somos primos ─ voltou a morar em Santa Maria e o Alexandre respondeu a um dos anúncios que a gente fez numa comunidade do falecido Orkut. Não seria exagero considerar que foi nesse momento, com essa formação, que a banda começou de fato. No último mês e meio do ano a gente compôs e gravou o EP, e a ideia a princípio era que fosse um heavy/power metal mais direto mesmo. A exceção foi a Moving On, que foi um processo diferente. Tinha muita coisa acontecendo, a gente se conhecendo, várias ideias surgindo. A produção pode ter sido precária e tudo mais, mas o momento da banda foi legal. No geral, acho que foi um registro de estreia digno.

formação ou foi algo que ocorreu de forma natural? Lucas Oliveira: Acredito que a instabilidade na formação pode ter atrasado de certa forma, mas o principal motivo desse grande intervalo entre o EP e nosso primeiro álbum foi por incompatibilidade da agenda de todos integrantes, mesmo assim, esse tempo foi importante para o amadurecimento das composições. Matheus: Aconteceu tudo isso que vocês mencionaram e mais um pouco, hahaha. Depois que a gente lançou o Freeze! em 2012, o restante do ano foi produtivo: nós divulgamos na internet, fizemos shows, eu e o Alexandre já estávamos nos reunindo pra escrever músicas pro álbum ─ tem músicas incluídas no Vagabond que foram escritas já nessa época. Ocorre que, nesse meio-tempo, pra além dos nossos compromissos paralelos e da falta de organização, nós fechamos uma produção de alto custo que acabou nunca sendo realizada. Houve má fé. É um dever contar esse lado da história, sobretudo depois de ficar sabendo, recentemente, que nós não fomos a única banda a ser lesada. Isso comprometeu a logística pra gravar o álbum por alguns anos. Em compensação, são momentos como esse, fora de cena, na ociosidade, ocupando a mente com outros

projetos, que acabam sendo os mais importantes pra quem tem uma pretensão artística. Não só pelo amadurecimento do processo criativo, mas porque é nessas horas que a gente é confrontado pela dúvida e acaba tendo a noção real da importância de determinados caminhos que escolheu. No nosso caso, a arte, a música. O nosso ímpeto sobreviveu. Aos poucos, a gente foi retomando o ritmo, lançando single e, quando a gente viu, o álbum estava gravado. A produção de “Vagabond” foi mais cuidadosa. Nota se pela preocupação com a qualidade gráfica, o lançamento do single em forma de lyric vídeo. Pode se dizer que este registro foi mais pensado. O que “Vagabond” representa para o Vakan? Matheus: Vagabond foi aquele filho planejado. O problema foi a gestação de elefante, hahaha. Mas a gente aprendeu muito com os erros nesse meio tempo, eu não tenho dúvidas de que o Vakan é outra banda agora. Nós sabíamos que, sendo uma banda pequena, longe dos centros, tínhamos que fazer o melhor possível pra não passarmos batidos, já que era o primeiro álbum. E aí a gente vai assimilando que não basta só fazer músicas marcantes, se a divulgação for falha. E, claro, o trabalho de arte visual e de audiovisual precisa acompanhar

Praticamente seis anos depois a banda nos brinda com “Vagabond”. Esse intervalo entre os lançamentos se deve a instabilidade da

“Vagabond” é o primeiro disco de inéditas da banda. Lançado em 2018 de forma independente. A belíssima arte gráfica é de Rafael Sarmento.

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essa lógica. E a gente contou com uma galera muito talentosa, da produção e mixagem até às artes visuais e animação. E isso só com artistas locais, o que acabou sendo uma coincidência bacana. Em resumo, o nosso álbum de estreia representa o fim de uma longa espera, uma satisfação pessoal e um pontapé inicial, porque agora nos temos material pra divulgar. “Beyond Mankind”, faixa liberada como single de “Vagabond”, demonstra o alto nível alcançado pela banda. Música rápida, melódica e com aquele refrão grudento. Essas são as principais características da banda mantendo as melodias sem perder o peso. Qual o segredo? Como funciona o processo de composição? Matheus: O processo de composição do Vagabond foi baseado na fórmula que eu e o Alexandre usamos: ele gravando algum riff e me mostrando; eu gravando algum refrão e mostrando pra ele. Aí a gente se reúne, vai formando o esqueleto, começando pelo riff ou pelo refrão, dependendo do caso, e vai completando as lacunas. O resto do processo é uma mistura da nossa criatividade com as referências que a gente carrega, que vão do peso ao pop. Depois, levamos pros ensaios pro Lucas sentar a porra da madeirada. Isso de gravar ideias antes, além de ajudar a ganhar tempo, também faz a ideia passar por um crivo mínimo de qualidade. Você vai selecionando as melhores e aí já tem um ponto de partida pra trabalhar nas reuniões. Isso tem funcionado. A gente pretende ficar mais versátil e dar mais sofisticação para as nossas músicas com o tempo, mas eu creio que isso passe mais por acúmulo de referências, teoria e técnica. O método de gravar as ideias no celular acho que não vamos abandonar tão cedo, hahaha. Santa Maria conhecidamente é um caldeirão cultural, ou já foi. Festivais já não ocorrem com tanta frequência, ainda assim algumas bandas ainda mantém suas rotinas de ensaio e até de lançamentos como é o caso do Vakan. Qual é o fator primordial para essa estagnação? Lucas: Penso que as novas gerações de adolescentes estão cada vez mais distantes do Heavy Metal ou outros estilos de Rock no geral, fato que aqui em nossa cidade o número de novas bandas, formadas por novos músicos é cada vez

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menor. Isso acaba gerando desinteresse nos produtores em fomentar festivais ou quaisquer eventos desse estilo musical, pois o público é decrescente. Natanael Couto: Acredito que seja soma de uma de fatores, como o rock não ser mais um estilo de grande massa como fora nos anos 80 e hoje em dia ser algo mais de nicho, com a tendência de se manter assim. Na cidade também sempre houve uma demanda por bandas tributos ou covers, não que isso seja

“Vagabond foi aquele filho planejado.” um demérito, pois quem geralmente toca em bandas assim foi porque precisou se sustentar com a música, mas isso fez com que a procura por bandas com som autoral não fosse tanta ou quase nula, fazendo assim com que não valesse a pena ter tantos festivais como nos anos 90 e início dos 2000. Ainda pensando na divulgação de “Vagabond”. Uma tour pelo estado de repente pelo país seria viável ou estaria nos planos da banda? Quais os planos para o futuro do Vakan?

Lucas: Estamos em contato com organizadores de eventos onde a cena do metal é muito forte e alimentando a ideia de fecharmos parcerias com bandas. Temos intenção de fazer uma tour pelo Brasil, primeiramente, mas como nossa audiência no Spotify vem de outros países, não descartamos a ideia de fazermos shows fora do país ainda esse ano. Natanael: A ideia de uma tour tanto pelo estado quanto pelo país sempre está aberta, mas acredito que agora seja um momento de divulgação e de tocar mais por aqui (Santa Maria) e pela Região Metropolitana de Porto Alegre para criar um público, e também trabalhar em algum material que temos para um futuro álbum daqui alguns anos. Desde já agradeço a disponibilidade, aproveito e deixo aqui um espaço para a banda. Natanael: Agradeço ao Artur Azeredo e toda a galera que acompanha o Heavy Metal All Night. Gostaria também de parabenizar o Artur pelo blog. Matheus: Além de parabenizar o Heavy Metal All Night e de agradecer pelo espaço, gostaria de dizer também que o Vakan é muito grato pelo fato do Artur nos acompanhar praticamente desde o início. É uma satisfação poder dividir parte da nossa história com o HMAN e o seu público, e a gente espera retornar com mais histórias daqui uns tempos. Um último recado: tomem vacina e nos sigam no Spotify e nas nossas mídias sociais!


resenhas lentos e arrastados, tudo muito bem dossado. A produção deixou tudo muito limpo e audivel, talvez o ponto a se questionar, se fosse um pouco mais sujo seria perfeito. O disco foi lançado em 2018 via Tankcrimes Records e Carbonized Records. Detalhe, este trabalho figurou na lista dos 40 melhores da Decibel Magazine em 2018. Nota: 4,5/5

Eslovénia, lançado em junho de 2018 via Soulseller Records. O trabalho foi gravado no Studio Ork, produção e mixagem a cargo de Benjamin Kic, e a masterização feita por Patrick W. Engel (Candlemass, Pentagram, Darkthrone, Exodus) no Temple Of Disharmony. A bolacha conta com 10 faixas de um Doom Metal calcado na velha escola, vocal limpo, arrastado e cheio de feeling. Prato cheio aos amantes do tradicional, sem firulas. Excelente registro, com ótimas faixas, “The Ghoul”, “Ora Pro Nobis”, “December”, e a atmosférica “Free Me of the Sun”.

Mundo Caos Discos e mais alguns selos. O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Alysson Irala no FundsHouse Studio entre julho de 2016 e Setembro de 2017. São 10 faixas de um Death Metal destruidor, afinal o Imperious Malevolence tem a receita. Em “Decades of Death” a banda mantém a sonoridade direta, o que não quer dizer que as músicas não sejam bem trabalhadas, pelo contrário o cuidado com as composições é de se resaltar. O ponto é a evolução sonora, o que já era bruto ganhou contornos mais técnicos. A de se destacar a excelete “Ascending Holocaust”, “Nocturnal Confessor”, “Imperius Malevolence” e a cantada em português “Arquiteto da Destruição”.

Nota: 4/5

Affront - World in Collapse

O Affront tem pouco tempo de estrada como banda, mas em sua formação menbros já rodados. O que com certeza faz a diferença na hora de compor e gravar. Lançado no final de 2018 via Rottheness Records, o disco foi gravado entre junho e agosto de 2018 e conta com a produzição do baixista e vocalista, M.Mictian e pelo guitarrista R.Rassan, a mixagem e masterização ficaram a cargo do Ciero no Da Tribo Studio/SP. Temos aqui um Thrash/Death arrasador, são 11 faixas com uma audição que mal chega aos 35 minutos, de tanta porradaria. Faixas curtas mas matadoras, certeiras vide: “Monument To Hate”, “Violence”, “Ancestral”,”Forgotten by God” e a própria “World in Collapse”. Ainda deu tempo de uma homenagem a Villa Lobos, a faixa “Mazurka”, uma versão de um chorinho. Nota: 4/5

Piah Mater - The Wandering Daughter

Luvart - Ruler of Chaos

Terceiro disco de inéditas da horda mineira Luvart, lançado em agosto de 2018 via Drakkar Brasil. Temos oito faixas de um Black Metal sombrio e atmosférico, seguindo uma linha mais cadenciada primando pelas ambientações. Vide faixas como: a agonizante “Blaze of Lust”, a brutal e certeira “Unholy War”, a arrastada e desesperadora “A Domain of Damnation and Death” e a excelente “The Sign of the End”. Uma verdadeira ode ao caos, trabalho repleto de boas composições. Disco certeiro, ambientado, com faixas bem trabalhadas e produzidas. Excelente registro! Nota: 4,5/5

Mortuous - Through Wilderness

Primeiro disco de inéditas dessa banda de Brutal Death/ Doom Metal(Sim você não leu errado!) de San Jose, California/EUA. Em termos de sonoridade a banda explora o lado mais Brutal do Death Metal, com seus Blast Beat’s, solos rápidos, peso descomunal e vocal gutural, mas com andamentos mais

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Vulturine - Panegyric Ov Death The Synoptic Picture Ov Negativism

Quarto disco de inéditas do Vulturine, horda paulista formada em 2002. “Panegyric Ov Death - The Synoptic Picture Ov Negativism” foi lançado em Março de 2018 via Drakkar Brasil. O disco contém sete faixas de um Black Metal mais trabalhado, mantendo a aura da velha escola, mas focando nas ambientações e melodias. O vocal beira o desespero e os riffs melódicos te carregam por uma audição agonizante. Faixas como: “Símbolo”, a bem trabalhada “Fracture” que se mostra melódica e ao mesmo tempo bruta, a insana “Substance“ com um vocal aterrador, beiram a insanidade. Execelente registro! Composições bem trabalhadas com aquela sonoridade suja e atmosférica, fazendo jus ao Old School Black Metal, mas com muita propriedade e autonomia. Nota: 4,75/5

Mist - Free Me of the Sun

Primeiro disco de inéditas dessa banda da

Lançado em outubro de 2018 pelo selo italiano Code666, “The Wandering Daughter” conta com seis faixas de um Progressive Death de muita qualidade. Produzido e mixado por Luiz Felipe Netto (vocal e guitarra), masterizado por Tony Lindgren no Fascination Street Studios na Suécia. Em se tratando de sonoridade “The Wandering Daughter” é certeiro, na sua proposta em mesclar o extremo com o progressivo, vocais limpos e o gutural, o brutal e o melódico tudo lado a lado em plena harmonia. Faixas cuidadosamente produzidas, longas, mas não enjoativas, arranjos e melodias, cuidadosamente dosados. Alternando momentos brutos com passagens melodicas e limpas, com maestria este é “The Wandering Daughter”. Impossível citar uma faixa quando se tem uma identidade sonora tão marcante e cada faixa é tão autonoma e ao mesmo tempo forma uma bela unidade. A produção é invejável diga se de passagem.

Abske Fides - O Sol Fulmina a Terra

Segundo disco de inéditas dessa banda de Funeral Doom de São Paulo/SP. Lançado em 2016 via Solitude Prod, Nuktemeron Productions, Odicelaf e mais quatro selos, “O Sol Fulmina a Terra” saiu em digipack, limitado em 500 cópias. Gravado, mixado e masterizado entre março e agosto de 2015 no Estúdio Duna em São Paulo, por Kexo, Francisco G. Bueno e Abske Fides. O registro contém cinco faixas de um Funeral Doom atmosférico e agonizante. As letras são cantadas em português. Faixas arrastadas a exaustão dão a impressão de estar literalmente agonizando ao sol de um deserto, delirando pela falta de água com a certeza de que a morte é a única salvação. Excelente registro, produção certeira, não deixou a sonoridade muito polida nem muito crua, ficou aquela sugeira gostosa. Nota: 4/5

Nota: 5/5

AS NOTAS FUNCIONAM DA SEGUINTE FORMA: 0 OU 1 = RUIM OU INSATISFATÓRIO 2 = REGULAR 2,5 = NA MÉDIA 3 = BOM 3,5 = MUITO BOM 4 = EXCELENTE 5 = PERFEITO

Imperious Malevolence - Decades of Death

Nota: 4/5

Infected Sphere - Abyss ov Flesh Primeiro disco de inéditas desta banda gaucha de Brutal Death Metal, lançado em 2018 via Rapture Records e Mutilation Productions. Gravado, mixado e masterizado por Ernani Savaris no Sound Storm Studio em Bento Gonçalvez/RS. Mostrando a que vieram a Infected Sphere destila em 10 faixas uma sonoridade brutal, mas clara méritos da produção. O vocal de Charles é aterrador e o trabalho de guitarra de Luis é fantástico. Faixas como “Bisarre Mutilation”, “Surgical Putrefaction”, “Abys ov Flesh” e “Spreading the Rotteness” que conta com algumas participaçõe no vocal, Leozir (Sarcastic), Lohy (Rebaelliun), Mutillo (Atropina), Leonardo (DyingBreed) são provas mais do que suficientes da competência sonora da Infected Sphere. Nota 4,5/5

Em junho de 2018 saiu o quinto disco de inéditas do Imperious Malevolence, via Sangue Frio Records, Blasphemic Art, Rapture recors, Jazigo Distro, Violent Records, Terceiro

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resenhas tro. “From the dark hills of the past” é o primeiro disco de inéditas desta horda gaucha formada por menbros do Patria, Land of Fog e Thorns of Evil. O disco foi gravado, mixado e masterizado por Leandro Debenetti no Mantra Studio em Carlos Barbosa/RS em Outubro de 2010. Quanto a sonoridade, é uma verdadeira ode a aura gélida e sinfônica do Black Metal do início dos anos 90. Trabalho de alto nível, composições atmosféricas deixam aquele clima denso e agonizante. Vide faixas como “Night and Mysteries”, “A Funeral Frost” e “Triumph of Cruelty”, para citar algumas, pois o material beira a perfeição.

Queiron - Endless Potential of a Renegade Vanguard

Lançado em Novembro de 2018 via Heavy Metal Rock, este é o quinto disco de inéditas desta banda de Brutal Death Metal de São Paulo. O trabalho conta com a masterização de Neto Grous no Absolute Master, e a arte gráfica é de Alcides Burn, a parte gráfica ainda conta com algumas ilustrações de Emerson Maia. Brutal, rápido, técnico e repleto de passagens melódicas este é “Endless Potential of a Renegade Vanguard”. O trabalho apresenta faixas relativamente longas, mas devidamente trabalhadas. Aliando muito peso a uma velocidade decomunal o Queiron mostra a que veio. Faixas como “Denial Upon the Heavenly Scorn”, “Misleading Mission”, “Unholy Perverse Rapture”, “Tombs I Desecrate” e “Endless Potential of a Renegade Vanguard” são provas cabais dessa destruição sonora. A produção deste trabalho é um destaque a parte, deixou tudo na medida, sonoramente é impecável. Nota: 4,75/5

Cold Mist - From the Dark Hills of the Past

Lançado em Junho de 2017 via Cold Art Industry, Extreme Sound entre outros selos/dis-

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Nota: 4,8/5

Mordeth - The Unknown Knows Lançado em Setembro de 2018 via Heavy Metal Rock, este é o terceiro disco de inéditas da banda paulista de Progressive Death. O registro trás 7 faixas inéditas, gravadas em 2017, mais o EP “Robotic Dreams” como bonus. A sonoridade apresentada aqui é um Death Metal em suma, mas que foge dos padrões. Muitas ambientações soam quase como uma trilha de um filme de ficção cientifica, fora a pegada bem prog. Vocais limpos assim como as passagens calmas são dosadamente utilizados, o que se vê são muitas passagens melodicas, ditando a atmosfera das composições, o resto é pancadaria. “Monolith”, “The Gray Man” e “Beyond” são insanas. Excelente registro! Quanto ao EP “Robotic Dreams” registro lançado em 2009, aqui apresentado como bônus. Deixa evidente que a banda manteve a pegada Prog Death, na época um pouco mais crua. O interessante é que a atmosfera insana permanece. “Virus”, “H-Tedrom” e “Robotic Dreams“ são absurdas, agressivas, mas ao mesmo tempo melódicas e doentias. Nota: 4,5/5

“Rebuilding the Future” foi gravado e produzido pelo Douglas no AJM Studio em Americana/SP. Lançado em 2018 via Heavy Metal Rock e Misanthropic Records. O trabalho contém 8 faixas de uma sonoridade arrastada, melódica e melancólica. Faixas devidamente ambientadas ditam a atmosfera agonizante do disco. “Suffocating Grayish Darkness”, “The Bitter Taste of Illusion” e “Explicit Way to Relieve Pain” são provas da competência sonora deste projeto. Registro de muita qualidade e mostra que tem potencial para evoluir, dentro da sua proposta.

As faixas são pesada e melódicas, em certo ponto a atmosfera imprimida pelas melódias e pelos riffs arrastados chega a ser agonizante, vide: “As We Slowly Fade” e “While the Moon Darkness”. As ambientações com uso do teclado e coros também dão as caras como em: “The Gost”, “Bridge Between Life and Death” e “Ocean”. Excelente registro, agonizante, atmosférico, técnico e muito bem produzido. Nota: 5/5

Nota: 4/5

Facada - Quebrante

DyingBreed - Under a Black Sun

Segundo disco de inéditas dessa banda gaucha, lançado no final de 2018 via Black Hole Productions e Rapture Records. Gravado e produzido por Thiago Caurio no Black Stork Studio em 2017. Mixado por Benhur Lima também no Black Stork Studio em 2018. Masterizado no Absolute Master em São Paulo. O registro conta com 11 faixas de um Death Metal esmagador, faixas absurdamente rápidas e diretas. A bateria em alguns momentos beira a velocidade da luz, o vocal de Leonardo está absurdamente aterrador, as linhas de guitarra certeiras, ditam a cadência e os andamentos das composições, o baixo é insano. Registro mais do que competente, com uma produçaõ de alto nível. Death Metal para ninguém colocar defeito, vide faixas como: “Agent of Chaos”, “Crawling” que conta com a participação de Lohy Silveira(Reabelliun), “Season of the Undead”, “Under a Black Sun” e “Real Faith”. Nota: 5/5

Vesperaseth - Spectrophobia

Primeiro disco de inéditas dessa banda de Campinas/SP, lançado de forma independente no formato digital, mas que em breve deve ganhar uma versão física. “Spectrophobia” trás nove faixas de uma sonoridade que flerta com diversos elementos do Metal Extremo, que vão facilmente do Gothic, ao Black Metal com pitadas de Death Metal, tudo isso cantado em português. Logo na segunda faixa “Spectrophobia”, já observamos uma pegada bem Death Metal, na sequência “Delirium” revela o lado mais atmosférico, com algumas ambientações explorando mais o Gothic e o Black Metal. “Anjo no Abismo” segue a mesma linha, explorando as ambientações evidenciando esse lado mais Gothic, o vocal alternando entre um gutural rasgado e mais grave, explorando alguma passagens Death Metal. O trabalho segue nessa linha, sem soar repetitivo. Disco bem interessante, podemos observar as diversas nuanças do Metal Extremo trabalhando para formar uma sonoridade coesa. Nota: 3,5/5

Deep Memories - Rebuilding the Future

Este é o primeiro registro desta One Man Band de Melodic Doom/Death idealizada por Douglas Martins.

Quarto disco de inéditas da banda, lançado em Junho de 2018 via Black Hole Productions. O disco contém 23 músicas de um Grindcore insano. O disco passa tão rápido que apertar o play de novo é inevitavél. A produção aqui, fica em segundo plano. Quando o assunto é violência sonora tem que ser sujo e agressivo. As letras sempre acidas são vociferadas, urradas, berradas, espelidas em português, o instrumental é direto e reto, sem tirar o pé do acelerador passando por cima de tudo e todos. Excelente registro de uma das bandas mais relevantes do cenário nacional quando o assunto é Grindcore. Disco de quem tem aglo a dizer! Nota: 4,5/5

Labyrinth Spell - Shadow and Dust

Segundo disco de inéditas desta horda oriunda do Espirito Santo, lançado via Shulpur Records em 2017. Seguindo uma linha Pagan Black Metal, a horda utiliza de composições mais trabalhadas e ambientada deixando uma atmosfera densa e gélida. Vide faíxas como: “Imperious Flame”, “The Evil That Lies Within”,”Born of the Invaluable Obscurity”, conseguem aliar a agressividade e rispidez do Black Metal a passagens melódicas e atmosféricas. Registro competente, bem produzido e ambientado. Nota: 4/5

HellLight - As We Slowly Fade

Lançado em Novembro de 2018 via Solitude Productions, “As We Slowly Fade” é o sexto disco de inéditas da banda paulista de Funeral Doom/Death Metal. O disco trás sete faixas apresentando uma sonoridade atmosférica e arrastada, o que não é novidade em se tratando do HellLight, mas aqui tudo soa ainda mais brutal e certeiro ponto para a produção desse trabalho que foi muito competente.

Selos/Distros, Assessorias e bandas interessadas em envio de material par resenha entrar em contato pelo email: contatohman@gmail.com

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resenhas português, mostram a capacidade da banda em criar transições melódicas e obscuras, sem perder aquela atmosfera agonizante. Registro competente, com composições bem trabalhadas e atmosféricas, destaque também para a produção que deixou tudo na medida. Nota: 4,5/5

Orthostat - Monolith of Time

Primeiro disco de inéditas desta banda de Death Metal de Jaraguá do Sul/SC. Lançado em janeiro de 2019, disponível no formato físico e digital. “Monolith of Time” traz oito faixas de um Death Metal na linha da velha escola, com um instrumental na cara e aquele vocal que quase não se escuta nada. Disco atmosférico cortesia das passagens arrastadas e do vocal aterrador. Faixas como: “Qetesh”, “Eridu”, “Incitatus” e “Orthostat“ (faixa que leva o nome da banda) são certeiras, rápidas, atmosféricas, brutais, provas mais do que suficiente da qualidade sonora deste trio. Nota: 4/5

Nota: 4/5

Desalmado - Save Us From Ourselves

Lançado em fevereiro de 2018 “Save Us From Ourselves” é o segundo disco de inéditas da banda. Gravado no estúdio Family Mob em São Paulo, produzido e mixado pela própria banda e Hugo Silva, e masterizado no Absolute Master. O registro apresenta um Grind/Death certeiro, mesclando o caos do Grindcore com uma pegada mais Death Metal que o tradicional. Com isso faixas mais extensas e trabalhadas aparecem, como em: “Bridges to a New Dawn” e “Save Us From Ourselves”. Vale destacar também as insanas “It’s Not Your Business”, “Binary Collapse” e “Exist and Resist”. A produção é um destaque a parte deixou tudo na medida. Nota: 4,85/5

Songs of Oblivion - Essência Obscura

Segundo disco de inéditas da banda de Doom/Post Black Metal lançado dia 1 de fevereiro de 2019 no formato digital, produzido por Gabriel do Vale no Nova Estúdio em Araraquara/SP. “Essência Obscura” te transporta por uma viagem introspectiva de cinco faixas, cortesia da sonoridade agonizante devidamente ambientada. “The Song of Oblivion”, “Entropy”, “Darkness of Dawn” talvez a mais agressiva do disco e a excelente “Eterno Retorno” que é cantada em

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Terceiro disco de inéditas desta banda paulista de Grindcore, lançado em fevereiro de 2018 via Black Hole Productions. Gravado e mixado no Estúdio Datribo por Ciero e André Stuchi entre 2014 e 2017. Masterizado por William Blackmon. São 25 faixas de puro ódio, uma sonoridade que beira a insanidade, doentio e caótico como manda o figurino. Registro apocalíptico, competente em sua proposta, podridão caótica, as faixas seguem a linha Grind com pitadas Death Metal. O horror e a acidez nas letras de certa forma trazem uma breve representação da nossa realidade. A parte gráfica do encarte merece destaque, um blocket com ilustrações de historias em quadrinhos gentilmente surrupiadas de revistas de horror dos anos noventa.

Malicious Intent - Under The Shine Of The Ripping Sickle

Primeiro registro dessa banda de Death Grind de Brasília, formada por membros do Violator, Kurgan e Ameaça Cigana. “Under The Shine Of The Ripping Sickle “ foi gravado em 2017 em Brasília. Mixado e masterizado no estúdio Duna, em São Paulo, por Kexo. A arte gráfica é de Fernando JFL a produção ficou a cargo da própria banda. Lançado em julho de 2018 a bolacha trás 13 faixas de um Death Grind insano. Aquela alternância entre o Death Metal e o Grindcore é recorrente e absurdamente funcional. As faixas são curtas mas bem trabalhadas, os elementos são cuidadosamente dosados. Faixas como: “Species Wars”, “Life, the Competition”, “ The Good, The Bad And The Roily View” e “Obsession Anguish” são certeiras. Quase uma obrigação apertar o play de novo! Nota: 4,85/5

HUTT - Apocalipster

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Essa é a terceira edição da nossa revista digital. Além de entrevistas e resenhas você encontrará uma matéria especial sobre o retorno da Se...

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