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O CUBO

SÃO PAULO, SEGUNDA-FEIRA, 13 DE MAIO DE 2013 * ANO 32 * Nº120

Grupo: Thainá Torres (06) Gabriela Kazuki (08) André Juan (12) Gustavo Afonso (15) Henrico Bonício (18) 2º ano B

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS

* Manuel Antônio de Almeida * Anos depois de sua morte a importância de suas obras permanece intacta, sendo ainda obra obrigatória para vestibulares O ilustre escritor do romance Memórias de um Sargento de Milícias, um clássico da literatura brasileira, nasceu em 17 de novembro de 1831 no Rio de Janeiro e foi criado em um lar simples por seus pais Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida. Foi, muito provavelmente, nesse contexto humilde que Manoel Antônio de Almeida buscou o universo de sua obra que instaurou ao Brasil grande senso de humor, malandragem e descompromisso com o sucesso. Antonio Candido, autor de Dialética da Malandragem, uma análise crítica da obra em questão, fala um pouco sobre Manuel Antonio de Almeida na entrevista a seguir: POR ANDRÉ JUAN - Em que se formou Manuel Antônio de Almeida? Manuel nasceu e foi criado num lar humilde e mesmo assim conseguiu ingressar na faculdade de Medicina. No entanto, enquanto fazia executava o curso, dificuldade financeiras o levaram ao Jornalista e às Letras, e mesmo conseguindo se formar como médico, sempre atuou como jornalista, nunca exercendo a medicina como profissão. - Em que momento de sua vida ele produziu sua obra mais famosa Memórias de um Sargento de Milícias? A obra foi publicada inicialmente no formato de folhetim no Jornal do Correio Mercantil entre 1952 e 1953, estabelecimento onde Manuel trabalhava na época. - Nas primeiras publicações do folhetim Manuel usou o pseudônimo “O Brasileiro”, por quê? Especialmente por que não era comum um livro focado com costumes do povo, da classe baixa, Manuel achou que seria melhor preservar sua verdadeira identidade que era bastante importante sendo ele um jornalista. A escolha pelo dito “Um Brasileiro” seria para se igualar ao povo, se colocar apenas como mais um brasileiro. - De onde veio inspiração para o livro? Diz-se que a inspiração veio após uma conversa com um amigo do jornal onde Manuel trabalhava, que fora sargento comandado pelo Major Vidigal, personagem verídico de grande importância em sua obra. - Quais foram suas outras atividade e obras? Manoel Antônio Manuel escreveu uma peça de teatro:”Dois Amores” que foi apresentada apenas depois de sua morte e não obteve sucesso. Além disso, há de Almeida registros de um Libreto de Ópera escrito pelo autor, algumas crônicas e artigos de sua carreira jornalística e sua tese do Doutorado em Medicina. Em 1858, Manuel tornou-se administrador da Tipografia Nacional, onde conheceu o jovem aprendiz Machado de Assis, tinha também pretensões de ingressar na política o que foi impossibilitado por sua morte precoce. - Como se deu sua morte? Em 1861, quando ele foi viajar para Campos, no barco a vapor Humes com mais trinta companheiros, o barco naufragou na altura da Ilha de Santana, a duas milhas do litoral perto Macaé no Rio de Janeiro.

* Linguagem * POR GABRIELA KAZUKI

Como já dito anteriormente, essa obra revolucionou a literatura da época primeiro por falar sobre uma camada da sociedade que até então só aparecia nos livros de forma periférica ou extremamente coadjuvante para fazer isso Manuel Antônio de Almeida usou também uma linguagem um pouco diferente. A linguagem utilizada para essa popularização é popularesca e coloquial, marcada por incorreções e linguajar lusitano interiorano, lembrando que boa parte das personagens são imigrantes portugueses ou gente simples do povo. Traz, em sua essência, traços carnavalizados, como o contraste entre as propostas de seriedade e ordem e os momentos de completa desorganização. O caricatural, que faz rir, a ironia, misturam-se em um conjunto que retrata o ridículo e o burlesco de diversas situações retratadas. O narrador apresenta-se, muitas vezes, intruso, em que o tempo todo se intromete para dar explicações, analisar fatos, personagens ou conversar com o leitor, havendo assim, uma relação de inclusão do mesmo. Apesar de ser pertencente do romantismo, apresenta características realistas, pois abandona linguagens metafóricas e o amor e a mulher não são idealizados como em outros romances, há até partes em que até ironiza o romantismo. Em seu decorrer, a obra transparece a presença de diversas figuras de linguagem como hipérboles, comparações, perífrases, trocadilhos, metonímias, sarcasmo, barbarismos, entre outras mais.


* Personagens * POR HENRICO BONÍCIO

Tudo nessa obra é extremamente peculiar, mas nada supera seus personagens certo? E suas interelações? Um pouco confusas? Isso vamos resolver pra você! Leonardinho É o protagonista da obra, que no final, se torna Sargento de Milícias. Fruto de “um beliscão e uma pisadela”, seus pais o abandonam quando pequeno e vive a juventude sobre os cuidados do padrinho. Apronta muitas travessuras, arruma confusões, não representando nenhum ideal de homem; é um anti-herói, malandro. Vive à custa alheia, tanto que é chamado, pelo autor, de “Vagabundo-Mor”. Na obra, é narrada sua história desde que seus pais se conhecem até quando vira sargento. Maria das Hortaliças Mãe de Leonardo; conhece o pai do garoto poucos dias antes de embarcarem rumo ao Brasil. Essa “saloia” é infiel à Leonardo-Pataca; tanto que sai de casa, após uma briga com o companheiro e foge com um comandante de navio. Compadre Barbeiro que é vizinho da família; é escolhido como padrinho de batismo de Leonardo. Quando o garoto é literalmente chutado para fora de casa, o padrinho acolhe-o e cria o menino com muito carinho. O rapazinho é terrível; apronta com todos os clientes do padrinho. Põe o afilhado na escola e morre durante a história, legando sua herança toda ao garoto, o que desperta a ambição no pai do menino. Luisinha A anti-heroína romântica. Descrita como magra, pálida, de queixo afundado, acaba se tornando uma paixão do protagonista; mas a garota casa-se com José Manuel. Tomás da Sé Companheiro de Leonardo no tempo de sacristão na Sé que o acolhe quando o protagonista é expulso de casa pelo pai por causa da filha da comadre. Leva –o para a casa de Vidinha, pela qual o garoto acaba se encantando. Maria –Regalada

Leonardo-Pataca Fazendo parte da comitiva real que veio de Portugal com D. João VI, esse oficial de justiça (meirinho) é pai de Leonardo. É mulherengo e está sempre com uma nova paixão, o que lhe acarreta vários problemas.

Comadre parteira, é a madrinha de Leonardo. Sua filha Chiquinha, tem uma filha com o pai do afilhado.

D. Maria conhecida com D. Maria das demandas, é uma senhora respeitável e obcecada por causas judiciais. Depois que seu irmão morre, toma conta da sobrinha, Luisinha. José Manuel conhecido de D. Maria, casa-se com Luisinha pelo seu dote e pela herança que há de vir do falecido sogro, mas morre do coração ao perder certa quantia.

Vizinha dos agouros uma vizinha do compadre que prediz um péssimo destino ao garoto. “Ele tem maus bofes” dizia.

Major Vidigal Única figura da obra que realmente existiu, é descrito como “um homem alto, não muito gordo”. É um feitor da lei, que concentra em si todo o poder policial da época, inspirando o medo e sendo temido por todos. Manda e desmanda na cidade, sem qualquer interferência.

Vidinha “Uma mulatinha, entre 18 e 20 anos” que adorava cantar uma modinha na viola. Vive com a mãe, com as irmãs, com a tia, com os primos e com Tomás da Sé( que leva Leonardo para a casa).

Ex-namorada do Major, que ajuda a comadre a libertar Leonardo da punição por ter enganado o Major ao passo que volta aos braços do amor passado.

* Pícaros e Malandros *

POR GUSTAVO AFONSO

Na literatura brasileira e mundial te,os uma diversidade de personagens, alguns opostos, outros parecidos, mas diferentes, como é o caso dos pícaros e dos malandros, mas afinal o que os diferencia?

Grande parte da nossa literatura é composta por histórias de malandros, isso influencia o nosso estilo de vida até hoje, chegamos a nos identificar com malandros, e sê-los. A cultura brasileira deve muito para as histórias de malandros, ou seria o contrário?

O Cubo - Memórias de um Sargento de Milícias  

Memórias de um Sargento de Milícias - Linguagem, autor, personagens,.

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