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A GUINÉ-BISSAU E O CAJU INTRODUÇÃO


O caju


CONTEXTO GERAL

      

Tamanho: 36.125 Km2 População: + 1.200.000 habitantes Ligação com o caju: 70% da População Produção:+/- 130.000 Ton./Ano Característica: ORGÂNICA País de exportação da castanha: Índia Exportação prevista para ano 2006: 100.000 Ton.


CONTEXTO GERAL Idade dos Cajueiros: Relativamente Jovens  Previsão: Crescimento acelerado nos próximos 20 anos (em condições normais) 


PRODUÇÃO Plantação: Uso directo das sementes no solo  Espaçamento: Aleatórios  Pouca atenção a Selecção de Sementes ou mudas enxertadas  Nenhuma melhoria Genética dos materiais 

OBS: Apesar disso, o rendimento parece relativamente aceitável


PRODUÇÃO





Falta de Programas de Pesquisa e serviços de extensão apropriada INPA não tem vindo a ser financiado

Obs.: Será necessário reavivar a pesquisa para apoiar os agricultores a melhorarem as suas produtividade e assegurar competitividade contínua da produção do caju Guineense no mercado mundial.


Mercados e Preços 

Exportação : Índia

O mercado nacional é muito pequeno, estimado em menos de 20 tons para o Mercado  O mercado de Dakar e Banjul são maiores, provavelmente não excedem poucas centenas de toneladas  A Guiné-Bissau produz boa qualidade de castanha; apreciada pelos processadores por causa do seu elevado rácio rendimento 


Comercialização Domestica e Exportação Ambiente de negocio relativamente liberalizado  Legislação: Elimina barreiras e diminui custo de entrada  O preço médio ao produtor varia entre 60 e 70% do preço FOB.  Não existem sinais aparentes de aproveitamento na fileira de comercialização 


Comercialização Domestica e Exportação 

 



o custo da comercialização doméstica e exportação da castanha bruta é extremamente elevada: Taxas portuárias também são elevadas Procedimentos de exportação burocráticos é dispendiosos Custos de comercialização internos são também muito elevados


Comercialização Domestica e Exportação Obs.: Melhorias a todos os níveis da cadeia de comercialização são desse modo críticas para melhorar a competitividade e o rendimento dos produtores. Essas melhorias deveriam merecer a atenção de todos, em particular do Governo no apoio ao desenvolvimento do sector


PROCESSAMENTO/INDUSTRIALIZAÇÃO   

Nº Unidades com escala económica: 4 (+/-1000 Ton./Ano) Unidade pequenas produzem no mínimo 17 toneladas de amêndoa por mês Dificuldades:    

Constituição de stock Elevado custo de investimento Acesso ao crédito para fundo de maneio nas instituições financeiras locais Elevadíssimos custos para fundos dos bancos comerciais (14-19% ao ano)


PROCESSAMENTO/INDUSTRIALIZAÇÃO 

Dificuldades: 





Falta de Mercado doméstico capaz de absorver quantidade significativa de amêndoa O mercado regional (Dakar, Cabo Verde e Banjul) é maior, mas não excede algumas centenas de toneladas O mercado internacional é muito promissor. Não existe limite. Contudo, os mercados finais são muito exigentes em termos de padrões de segurança, qualidade e fiabilidade.


CAMPANHA 2006  



O preço ao produtor, era irrealista O aumento da base tributária de $ 650 para $750 / Ton. Não contribuiu para uma boa campanha e muito menos para o aumento da receita do estado A forma de apreensão de Stock de OLAM contribuiu para a redução da concorrência e consequentemente a redução do preço ao produtor


FINANCIAMENTO 





Os produtores do caju não têm acesso ao crédito: os bancos comerciais não financiam produtores Os comerciantes, os exportadores e os processadores têm acesso muito limitado aos serviços financeiros As condições de elegibilidade do BCEAO de que os operadores devem possuir sistema contabilístico SYSCOA, impede muitos operadores privados de acederem ao financiamento dos bancos comerciais


CONTROLO DE QUALIDADE 





Não existem laboratórios especializados para o controle de qualidade de castanhas ou amêndoas A qualidade da castanha é avaliada pelos compradores internacionais Está em curso a implementação de um programa da UE/UEMOA com vista a resolver estas questões de segurança alimentar


ESTRUTURA DE COORDENAÇÃO       

CNC: Comissão Nacional de Caju ANAG: Associação Nacional dos Agricultores AGEX: Associação Guineense de Exportadores ATCAJU: Associação dos Transformadores da Castanha de Caju ACGB: Associação Comercial da Guiné-Bissau CACI: Câmara de Agricultura Comércio e Industria CCIA: Câmara de Comércio Industria e Agricultura

Obs.: Sem prejuízo da existência de CNC, urge a necessidade de criação de uma instituição autónoma responsável pela coordenação de todas as actividades do caju ao nível nacional


PRINCIPAIS ACÇÕES DE CNC PARA 2007 1.

Programa de sensibilização em todos os meios de comunicação social em línguas nacionais

2.

Inicio de implementação do Sistema Integrado HACCP

3.

Inicio de actividades com vista a instalação de um laboratório licenciado e multi-sectorial

4.

Auditoria técnica as unidades de processamento existentes e o financiamento do investimento necessário para as suas certificações para exportação.

5.

Assinatura de convénios com a EMBRAPA com vista a transferências de tecnologias modernas adaptadas a nossa realidade para a industria de caju

6.

Elaboração de uma política Nacional de caju


CONTINUAÇÃO …


Cashews in Guinea Bissau PORT