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Jornal Nacional da Umbanda Edição 06

Índice de Matérias Editorial (Rubens Saraceni) pág 02 Teologia e Teologia de Umbanda (Alexandre Cumino) pág 04 Teologia livre de Umbanda (Alexandre Cumino) pág. 05 Orixá Pomba Gira, Orixa Estimulante (Pablo Araujo) pág 06 A Vaidade e o Sol (Bill deOliveira) pág 08 Oração ao Pai Oxumaré (Rafael Martins Marcondes) pág 09 Regras e Moral na Umbanda (Simone Machado Dirigente) pág 09 Sabedoria Oculta(Flavia Vicente) pág 10 O Despertar na Escuridão (Douglas O.Eliás – Vovô Florentino) pág 11 O Vale dos Orixás –parte II- Um pouco de sua História ( Ogã Basílio de Xango) pág 12 Diminua-te (Laerte Nogiri) pág 14 Ao Rufar dos Tambores – Um pouco de História (Anderson r. Faria) pág 15 O Mago e seus deveres (Nelson Junior) pág 16 O Culto Mágico Religioso da umbanda Sagrada (Laerte Nogiri) pág17 Samu – Utilidade Publica – importante (Josiane Trocatti) pág 18 Lançamento do Livro Umbanda de Preto Velho (Etiene Sales) pág 19 Santuário Nacional da Umbanda (Alan Levasseur) pág 20 Ultima Página – (Rubens Saraceni) pág 22

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Santuário Nacional da Umbanda - Pai Ronaldo Linares

Confira a matéria sobre a História do Santuário Nacional da Umbanda em Santo André, as fotografias do Santuário e entrevista em vídeo, estão disponíveis em nosso site www.colégiodeumbanda.com.br no menu GALERIA DE FOTOS E VIDEOS. Saiba como começou o Santuário Nacional da Umbanda. Pág 20

Orixá Pomba-Gira é uma Divindade Unigênita gerada por Deus (Olorum) e manifesta Sua qualidade estimuladora em tudo e em todos. Deus, ao individualizar seu aspecto estimulador, gerou uma Divindade Unigênita chamada Pomba Gira que, a partir daí, geraria em si e a partir de si toda energia estimuladora necessária para a Criação, sendo nesse aspecto e qualidade onisciente, onipotente e onipresente. Pág. 06 A Associação Beneficente e Recreativa de Umbanda Vale dos Orixás, foi fundada em 13.05.86 e esta localizada na cidade de Juquitiba, a 70 km da cidade de São Paulo, com uma extensão de 21 (vinte e um) alqueires de terra nativa. Um verdadeiro paraíso da umbanda a céu aberto e o maior espaço ecológico da umbanda. Pág.12

A CODIFICAÇÃO DA UMBANDA POR W.W. DA MATTA E SILVA, SEGUNDO PAI RIVAS NETO. Acompanhe mais esta polemica no meio umbandista, relacionada à “Codificação da Umbanda”. Texto na integra na pág. 24


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EDITORIAL

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Até o ano de 1990 era desconhecida ou rara uma literatura de romances psicografados por médiuns psicógrafos umbandistas ou fundamentada em seus mistérios, ainda que a Umbanda seja riquíssima nesse aspecto, tanto quanto é o Espiritismo Kardecista. Pouco se escrevia ou sabia sobre as entidades umbandistas que respondem ou se apresentam com nomes simbólicos, tais como: sete encruzilhadas, sete porteiras, sete espadas, sete flechas, sete coroas, sete montanhas, sete lanças, sete escudos, sete ondas, sete raios, sete penas, sete caminhos, sete cachoeiras, sete pedreiras, sete pedras, etc., sendo que esses nomes e tantos outros haviam sido revelados por guias espirituais que se manifestavam ha muitos anos na Umbanda. Nesse ano, quando pai Benedito de Aruanda manifestou-se e apresentou-se como o responsável pelos textos curtos que eu escrevia já há alguns anos e que ele estivera preparando-me para receber uma grande quantidade de livros que abririam para a umbanda um “veio literário” genuinamente umbandista e que, mais adiante, muitos outros médiuns umbandistas também iriam psicografar livros focados dentro desse universo espiritual, senti-me desconfortável com suas palavras incisivas. Inclusive, ele transmitiu que tudo seria muito difícil, mas que era para eu perseverar porque só com o tempo os frutos (novos autores) começariam a surgir e colocar a público seus livros. Aos poucos e ao longo dos anos fui conseguindo publicar livros com nomes simbólicos: O Guardião da Meia Noite, O Guardião dos Sete Portais, O Guardião Tranca Ruas, O Guardião das Sete Encruzilhadas, O Guardião das Sete Cruzes, etc., cujas histórias dos seus personagens eram “fortes”, mas muito elucidativas porque eles são guardiões de mistérios divinos identificados pelos seus nomes simbólicos bastante populares dentro da umbanda devido ao grande número de médiuns que incorporam e trabalham com espíritos guias manifestadores desses mistérios. Estava aberta a literatura ou romance psicografado umbandista, estava se popularizando dentro da religião por causa da boa aceitação dos livros já publicados por mim até então. E novas obras mediúnicas fundamentadas no Rubens Saraceni - Editora Madras universo místico umbandista começaram a vir a público, já pelas mãos de outros médiuns psicógrafos, também umbandistas, expandindo o número de novos títulos à disposição dos leitores, sempre à espera de novas obras fundamentadas no universo umbandista.


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Hoje, 20 anos depois da manifestação de Pai Benedito de Aruanda, vejo nesse jornal umbandistas uma infinidade de potenciais médiuns psicógrafos, pois muitos dos textos aqui publicados são de inspiração espiritual, vindos de seus guias ou mentores. Isso me deixa muito feliz porque é só uma questão de tempo para que se sintam seguros e preparados para começarem a psicografar romances ou histórias relacionadas ao universo umbandista e também eles, trazerem a público, novos livros de umbanda que enriquecerão esse “nosso” veio literário, muito parecido com o que já existe no Espiritismo Kardecista desde o seu inicio e que enriqueceu a Doutrina Espirita a tal ponto que, até os seguidores de outras religiões ou doutrinas, buscam em seus livros informações e conhecimento sobre o mundo espiritual. Coloco aqui o meu muito obrigado a todos os que têm colaborado com nossas edições enviando-nos seus valiosos textos, delineando uma linha editorial instrutiva e doutrinadora genuinamente umbandista, que, aos poucos, esta abrindo para todos os nossos leitores, muitos deles seguidores de outras religiões ou doutrinas, de como é a umbanda e o seu universo mágico, religioso, doutrinário e espiritualista. Meu muito obrigado a todos os novos autores umbandista e aos nossos colaboradores. Que o divino criador Olorum os abençoem e que vossos guias e amigos espirituais os inspirem sempre para que, cada vez mais, essa nossa literatura cresça! Escrevam, escrevam e escrevam! Rubens Saraceni.


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Teologia e Teologia de Umbanda Pensar, Fazer e Produzir Teologia. “Não há religião sem teologia” “A produção teológica não é propriedade de alguns profissionais, “ela não pode ser refém dos líderes e sua hierarquia.” “Nós podemos e devemos fazer teologia” “Temos quase que por obrigação, por missão, fazer teologia”. Prof. Dr. Antônio Boeing Coordenador do Excelente Curso de Bacharelado em Ciências da Religião – UNICLAR “Teólogos são arrogantes por pensar que estão mais perto de Deus.” Clodóvis Boff “Quando um religioso racionaliza, pensa, reflete e fala sobre a sua religião, “produz teologia, não importa qual seja a sua formação”. Alexandre Cumino alexandrecumino@uol.com.br Alexandre Cumino é Ministrante do Curso Livre de “Teologia de Umbanda Sagrada” Um curso livre e aberto a todos que queiram estudar a Religião de Umbanda, Independente de sua formação, sem pretensões acadêmicas ou reconhecimento De quem quer que seja além dos próprios alunos.

A palavra Teologia vem do grego (Théos + Logos) em que Théos = Deus ou Divindade, Logos = Palavra ou Estudo. Logo literalmente Teologia é o Estudo de Deus, das Divindades ou simplemente o Estudo do Sagrado. Quem primeiro se utilizou do termo foi Platão em A Republica para delimitar um campo de compreensão racional da naureza divina, diferente das abordagens poéticas. Aristóteles também empregou o termo para definir a filosofia primeira mais tarde chamada de Metafísica. Quando um religioso pensa sobre sua religião está pensando teológicamente, sua reflexão é teológica e suas conclusões são de conteudo teológico, desta forma se produz teologia. Racionalizar, pensar, refletir e expressar a religião partindo de dentro da mesma é sempre teologia. Cada religião tem a sua teologia e muito mais do que isso há formas diversas de pensar teologias, ou seja, muitas teologias e multiplas opções de pensar uma mesma religião por exemplo. Há a Teologia Cristã que engloba várias Teologias como Teologia Católica, Teologia Luterana, Teologia Calvinista, Teologia Metodista, Teologia Adventista, Teologia Evangélica, Teologia Pentecostal, Teologia Neo-pentecostal, etc. Dentro da Teologia

Católica podemos catalogar diferentes Teologias como a Teologia Franciscana, Teologia Jesuita, Teologia Dominicana, Teologia Mariana, etc. Pode-se estudar Teologia Histórica buscando a Teologia Medieval, Teologia Moderna e Teologia Contemporânea ou Teologia Pós-Moderna, buscando as tendencias de acordo com a época. Assim como há Teologia da Libertação, Teologia da Esperança, Teologia da Prosperidade, Teologia do Perdão, Teologia do Pecado que são formas de pensar algumas questões especificas dentro de um campo social, cultural ou dogmático. Conforme se organiza e divide a Teologia em áreas de conhecimento surega Teologia Sistemática, dividida em sistemas que explicam temas e assuntos como Angeologia, Cristologia, Mariologia, Escatologia, Pneumatologia... Podemos tratar de todas estas várias teologias e outras ainda apenas dentro do cristianismo, que engloba em si mesmo uma grande variedade de teologias. E da mesma forma encontraremos diferentes Teologias e variações teológicas dentro de todas as religiões; como Teologias Islãmicas, Teologias Judaicas, Teologias Hinduistas, Teologias Afras, Teologias Indigenas e muitas outras.


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Teologia é para todos e não para poucos, todos pensam sobre Deus e o sagrado, inclusive ateus..

Rubens Saraceni - Editora Madras

Por Alexandre Cumino

Em 1996 Rubens Saraceni idealizou e concretizou um “Curso de Teologia de Umbanda”, partindo de vasto material que vinha psicografando com o pensamento, reflexão e conceitos passados a ele por seus guias, mentores e outros mensageiros de Umbanda. A espiritualidade manifestava por ele a clara intenção de organizar e produzir material teológico com uma visão de cima para baixo, do mundo espiritual para o mundo material. Dentro desta proposta estava o objetivo inovador de ensinar a todos que tivessem o interesse de aprender um pouco mais sobre umbanda. Leigos, médiuns e sacerdotes umbandistas (Pais e Mães de Santo, Madrinhas e Padrinhos, Babás e Babalawôs, Caciques e Mestres), independente

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de serem ou não seus filhos espirituais, filhos de santo, discipulos ou umbandistas. Embora na Umbanda já houvesse um pensar teológico variado que se identifica como Umbanda Branca, Tradicional, Popular, Mixta, Esotérica, Pura, Eclética e etc. Não houe uma produção teológica sistemática por boa parte destes seguimentos e o umbandista em geral carecia de compreensão teórica para suas práticas e fundamentos. Há sim uma literatura de umbanda que teve inicio em 1933 com a primeira publicação de Leal de Souza e que se multiplicou desde a década de 1950, ainda assim, em sua maioria, ou usavam (os autores umbandistas) uma linguagem muito popular ou abusavam de pseudo-erudição ocultista-esotérica para explicar confundindo e confundir explicando. Copiando o hermetismo europeu com seus dogmas e tabus explicados à razão de fundamentos Atlantes, Lemurianos, Sanscritos, Egipcios e outros. Tão distantes da Umbanda quanto à distãncia temporal e geográfica de suas pseudo-origens e mitos fundantes de religiões primordiais e verdades absolutas. Existem muitas Faculdades de Teologia, assim como há Faculdades de Filosofia, Sociologia, Antropologia, História, Matemática... E assim como há faculdades para estas disciplinas também há cursos livres, sem a pretenção academica de graduação, mas com o unico objetivo de ensinar a quem queira apreder independente de sua formação, como é o caso do “Curso de Teologia de Umbanda Sagrada”. São muito comuns os “Cursos Livres de Teologia” ministrados em Igrejas e Templos Católicos, Luteranos, Evangélicos, Pentecostis e Neo-pentecostais. Estes cursos se destianm a religiosos que querem simplesmente aprender mais e conhecer os fundamentos de sua religião e não a pretensos e pretensiosos academicos que pretendem usar de graduação para diminuir os seus iguais. Assim como há Faculdades de Matemática, há Cursos Livres de Matemática, Faculdades de Filosofia e Cursos de Filosofia, Faculdades de História e Cursos de História, Faculdades de Engenharia Elétrica e Cursos de Elétrica em que o estudante não se forma em grau nenhum, mas aprende um pouco mais sobre o que lhe interessa conhecer. Se... O Curso de Teologia de Umbanda Sagrada incomoda tanto a algumas pessoas (Já


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que é o unico curso livre de teologia que se tem notícia na Umbanda) ao ponto de sermos bombardeados, nesta e noutras listas, diariamente com criticas direcionadas a este mesmo e unico “Curso de Teologia de Umbanda” livre e

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despretencioso, o qual já tem uma tradição de ser ministrado há 10 anos por mim (Alexandre Cumino) e há 15 anos por meu Amigo, Irmão, Pai Espiritual e Mestre Rubens Saraceni.

É PORQUE ESTE CURSO É MUITO BOM E AGRADA A MUITA GENTE... Pode falar o que quiser, pode falar que quantidade não é qualidade, Pode falar que não é reconhecido pelo MEC, pode falar que somos isso ou aquilo... O que é afinal o Velho Escravo? O Indio? O Boiadeiro? São Meus Mestres de Teologia!!! Esta é a unica verdade: “Se Paulo fala mal de Pedro... então conheço mais de Paulo que de Pedro”.

Se Rubens Saraceni idealizou o primeiro curso livre de “Teologia de Umbanda” hoje surgiram muitos outros cursos de Umbanda, que levam nomes variados como Curso de Doutrina Umbandista, Curso de Iniciação Umbandista, Curso Básico Umbandista, Curso de Introdução á Umbanda ou simplemente Curso de Umbanda. Multiplicam-se os Cursos dentro e fora dos terreiros com o unico objetivo de organizar o conhecimento e passar informação adiante. É fato que a obra de Rubens Saraceni colaborou e muito como inspiração para o surgimento de novos cursos e também de uma nova literatura umbandista, que vem ganhando o coração dos adéptos. Realmente estamos muito distante de um diálogo, pois a premissa básica para o mesmo é o respeito, respeito ao outro e ao trabalho do outro, não exite este respeito quando se tenta por todos os meios diminuir e desacreditar o trabalho alheio. Enviado por: Alexandre Cumino E-mail: alexandrecumino@uol.com.br

O PODER ESTIMULADOR DE DEUS. Orixá Pomba-Gira é uma Divindade Unigênita gerada por Deus (Olorum) e manifesta Sua qualidade estimuladora em tudo e em todos. Deus, ao individualizar seu aspecto estimulador, gerou uma Divindade Unigênita chamada Pomba Gira que, a partir daí, geraria em si e a partir de si toda energia estimuladora necessária para a Criação, sendo nesse aspecto e qualidade onisciente, onipotente e onipresente. Deus é o Todo e Pomba Gira é parte do todo que foi individualizada em seu aspecto estimulador. E assim também o é com Ogum que é a individualização de Deus em seu aspecto Ordenador, ordenando tudo e todos na Criação, desde o desenvolvimento de uma célula que tem que desenvolver-se de forma ordenada, até o desenvolvimento do caráter intimo de cada ser. E assim é com todas as divindades, que geram em si as condições e meios ideais para que os seres gerados sejam amparados e possam evoluir. Pomba Gira é também conhecida como Trono dos Desejos ou senhora regente dos desejos, pois é o atributo que melhor qualifica a energia divina estimuladora gerada por Ela. A nossa mentalidade e cultura judaico-cristã nos influência a idealizarmos o desejo como algo voltado somente ao sexo e ao pecado, porem o desejo ou estimulo como energia divina esta relacionada a todos


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os nossos sentidos e áreas da nossa vida, pois somos estimulados pela Divindade Pomba Gira e vibramos intimamente o desejo de professar uma fé e buscar uma religião que nos proporcione o prazer de vivenciarmos Deus através dela, de vencer na vida e passar por todos os obstáculos e dificuldades pertinentes ao nosso dia-dia, de amar o próximo, de casar e constituir família. Ela também estimula em nós o desejo de buscarmos a retidão de caráter, o equilíbrio, a razão, o conhecimento, a sabedoria, ou seja, todas as virtudes divinas, afastando-nos dos vícios e desestimulando os sentimentos negativos vibrados por nós. Se formos estimulados no campo da fé, desejamos buscar uma religião que nos traga a satisfação e o prazer de vibrarmos Deus através das virtudes Divinas, tais como a tolerância, o respeito para com outras religiões e formas de cultos. Se formos estimulados no campo do conhecimento, desejamos buscar um estudo, seja ele de fundo religioso ou cientifico que nos agrade, traga-nos a satisfação e o prazer. De estarmos estudando algo que nos impulsiona a crescer no sentido de evoluir e assim melhor servir Deus servindo ao próximo. envolventes, vão despertando cada ser de seu enclausuramento e apatia, trazendo-os à realidade da vida e com uma boa gargalhada ensina-os que, se a vida é difícil de viver, no entanto é maravilhosa, pois o Criador de tudo e de todos sempre nos faculta a oportunidade de Então vemos que Estimulo, passamos a internalizar um ódio retornarmos onde paramos e nos Desejo, Satisfação e Prazer, não desmedido pelo alvo de nosso estimula a continuar a evoluir, estão somente ligados ao sexo e sentimento, a frustração de substituindo o amargor da vida sim a todos os sentidos da vida. qualquer desejo almejado por por uma bela taça de champanhe Pomba Gira é a força intima ou nós, mas que não conquistamos. (estimulo e desejo de viver), a mola propulsora que nos Os traumas psíquicos que passando a entender que, se impulsiona para cima, sempre se originaram a partir de temos dificuldades no decorrer que nossos desejos negativos sentimentos negativos da nossa evolução, Deus não nos arrastam para o fundo dos vivenciados por nós, alojando- nos privou das soluções que nossos abismos pessoais. se no mais fundo do nosso estavam e sempre estarão em Enquanto O Orixá Exu intimo, onde somente as nós mesmos. Isso tudo esta implícito rege o estado externo da criação Senhoras dos abismos têm a de forma emblemática nas denominado de Vazio, A Orixá chave de acesso, pois trabalham Pomba-Gira Rege o estado no resgate de todos os seres, próprias linhas de trabalhos de interno da criação denominado encarnados ou não, cuja magoa, pombas giras que, por de traz de de abismo, ou seja, tudo que se frustração e repressão de um seus nomes simbólicos estão os abre para dentro e que se sentimento os levaram a quedas campos onde atuam. Por esconde em nosso intimo, tal intermináveis em seus abismos exemplo, citemos a linha de como, a repressão de pessoais, abertos em seus trabalho denominada Pomba Gira Maria Molambo da sentimentos, por exemplo, o íntimos. amor reprimido, que, se na As manifestadoras Lixeira, ali este implícito que os origem é um sentimento divino, espirituais do Orixá Pomba Gira nomes molambo e lixeira são só quando não temos o objeto lidam com esses aspectos uma forma simbólica de mostrar amado, desvirtuamos esse sentimentais como verdadeiras o campo de atuação desse sentimento divino (Amor) e psicólogas e, nas suas conversas mistério, que é os sentimentos


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negativos de frustração que anularam a vontade de viver das pessoas que passaram a vivenciar esses sentimentos em seus íntimos e desistiram da vida. Essa Pomba Gira que trabalha com esse mistério, atua desestimulando esse sentimento

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de anulação total da vida, recolhendo-os em seus campos para que possam ser diluídos e em contrapartida atua com a sua energia estimuladora do amor à vida, despertando o ser de seu recolhimento e estimulando nele o desejo de viver e buscar o seu crescimento espiritual. Essa

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Pomba Gira atua nos campos da Mamãe Oxum que rege o Sentido do Amor. SARAVÁ UMBANDA Enviado por: Pablo Araújo E-mail: pablo.lokal@hotmail.com

Quem dança, não dança por orgulho... assim quem é médium não o deve ser por orgulho... Quem se expressa... não se expressa por vaidade... a expressividade devia apenas servir para a comunicação, ou melhor, para fins positivos. Mas isto tem sido confundido... nas artes e na espiritualidade... A produção artística e a produção mediúnica... com a vaidade... o artista vaidoso nunca será bom... e assim um médium vaidoso nunca será bom no seu trabalho... Assim como a arte é uma linguagem além do bem e do mal... a mediunidade é algo sagrado, é uma passagem ao imaterial, metafísico. Ambas são passagens ao mundo quântico, mental, sonhador... Divino... O artista e o médium, são ao mesmo tempo criadores e co-criadores da realidade prática... e a realidade cria com eles. Assim, o médium não esta preso ao seu guia... pois isto caracterizaria uma obsessão... saiamos da vaidade de dizer que todos somos médiuns completamente inconscientes sem o sermos!... Esta vaidade é uma necessidade do ego em querer ser perfeito... de forma errônea... Assim, voltemos ao exemplo inicial: Quem dança não pode ser orgulhoso! Neste mundo atual de vaidade pensa-se que quem dança o faz para exibir-se e não é isto! Dançar é viver! Ser médium é manter o equilíbrio da vida! A vida é uma dança! A mediunidade é uma dança, sim, há uma catarse nisto, há um traço iogue... há uma felicidade... Já parou para pensar que tudo na natureza segue uma dança... seja cósmica ou celular! Atômica... É uma forma de comunicação de interação... de comunhão, de relacionar-se com o todo, de responder e ressoar ao todo. Vejo que isto tem sido esquecido... e fico triste ver estas pessoas sem sensibilidade falando de arte, e de mediunidade... como quem é erudito... aliás, ser erudito não quer dizer ser artista não é mesmo?... nem médium... Por que a ponte entre a arte e a mediunidade...? Porque, para mim, ambas devem ser realizadas com amor... e uma não vive sem a outra. Seja o que você é... se assuma, assuma seu brilho... sua luz e sua treva... seu contorno... sua forma... sua dança. Saravá. Enviado por: Bill de Oliveira E-mail: macacomagnetico@ymail.com


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Amado e Divino Pai Oxumarê Clamamos vossas sete luzes divinas renovadoras dos nossos sentimentos já cansados e esgotados pela luta do ser e existir. Amado Pai nos envie vossos fatores positivos para que, inundados com eles, possamos ser instrumentos renovadores na vida do nosso semelhante e na nossa vida. Dilua todos os negativismos que vibram no nosso intimo, todas as impurezas e vícios que carregamos no decorrer de nossas encarnações. Envolva com suas cores vivas todos os espíritos sofredores que estejam ligados a nós neste momento por cordões cármicos e que eles sejam envolvidos nas vossas cores sagradas, sejam curados, tenham suas dores aliviadas e seus mentais reequilibrados dos tormentos terríveis que eles carregam. Dilua-os, meu Pai e renove neles os sentimentos positivos e a busca pela evolução rumo ao Divino Criador Olorum. Pai, também clamamos que envie suas forças renovadoras aos hospitais, presídios, orfanatos, asilos e a todos que imploram por uma nova chance de evoluírem, mas se encontram na escuridão por terem se afastado do Divino Criador. Olhe por nossos familiares e amigos encarnados ou desencarnados e que eles recebam a benção das sete luzes vivas e divinas do Arco Íris Sagrado. Meu Pai ilumine todo planeta, leve vossas cores aos que só enxergam escuridão e nos livre dos tormentos negativos, nos proteja hoje e sempre na nossa caminhada evolutiva no maravilhoso Planeta Terra! Amém Saravá o Divino Pai Oxumarê Enviado por: Rafael Martins Marcondes E-mail: rafael.marcondes@folha.com.br

Ouvi comentários sobre esse assunto esta semana e resolvi expor minha opinião, pois penso que muitos que frequentam os terreiros por esse país abençoado pensam que na Umbanda não existem regras morais e comportamentais. Sim, nós Umbandistas temos regras de moral como qualquer outra religião, ainda que muitos que frequentam terreiros não saibam. Não temos um livro codificador, mas temos a máxima de: amai-vos uns aos outros, temos ainda o “quem planta colhe o que semeou”. O código do verdadeiro umbandista é o amor! Infelizmente muitos pensam que vivemos de fazer trabalhos negativos e vivemos como bem entendemos, pois lidamos com a magia e assim podemos usa-la para qualquer fim. Alguns, como já ouvimos dizerem, nem contrariam uma pessoa que lide com magia por medo!


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Estão muito enganados, pois formamos uma religião como as outras existentes e, como toda religião, praticamos o bem. E se ouvirem dizer que em tal terreiro de Umbanda se presta a serviços de amarrações, separações de casal ou qualquer outro trabalho negativo, saiba que esse lugar pode ser qualquer outra coisa, menos Umbanda. Nós Umbandistas sabemos que o mal praticado volta a quem fez, assim como o bem realizado! Sabemos que temos que ter boa conduta moral, seja na família, no trabalho ou em qualquer área de nossa vida. E assim, um verdadeiro Umbandista procede, não por medo de um Deu, que irá nos castigar, mas sim por que sabemos que o amor e o respeito fazem parte de nossas vidas, como mola propulsora. Lidamos com pessoas neste mundo e com espíritos no plano astral e vemos as terríveis consequências que a falta de amor e respeito às Leis de Deus causam. . Verdadeiros Umbandistas praticam o que pregam e sabem que a cada erro praticado será sempre cobrado uma reparação e mudança consciêncial em pouco tempo. Ai então, podemos ouvir sobre médiuns que violaram algumas regras de conduta, não interessa em que campo, serem cobrados em suas reparações e reforma íntima, pela Lei de Ação e Reação, mas, muitas vezes, preferem se afastar do terreiro, ocultando seu interior, dizendo que aquela casa não estava fazendo bem a ele. E saem falando mal do dirigente e do corpo mediúnico da casa, e muitas vezes da própria religião que o abraçou e apenas pediu-lhe uma consciência limpa. Oras, a quem essas pessoas querem enganar? A Umbanda, sim, é uma RELIGIÃO. E se um "fiel" infringe regras ele mesmo tem que reparalas, senão entrará em choque com seus próprios Guias, que de tudo fazem para que possa crescer de forma consciente e equilibrada. Portanto, saibam que a Umbanda e seus membros têm sim regras comportamentais, mas elas são alimentadas pelo mais puro amor e respeito ao próximo e a Deus, pois somos todos UM! Enviado por: Simone Machado (Dirigente) E-mail: templodenana@hotmail.com

Aqui nessa vida achamos que somos os verdadeiros criadores dos nossos caminhos, mas a pergunta que não quer calar é: -- Somos criadores ou co-criadores do nosso atual estado de evolução? Ao pararmos para analisar vemos quantas vezes agimos sem pensar por uma onda de instinto avassaladora que nos remete a tomar determinadas atitudes boas e nem sempre tão boas assim... Creio que é chegada a hora de começarmos a ser puxados para a “razão espiritual” e enxergar um duplo sentido em tudo e todos que nos cercam; de sermos aquele que será o observador (razão consciente) e observado, analisando-nos e decifrando o que realmente está por debaixo do véu. Espero que nessa mensagem vocês encontrem uma luz, pois o véu está a se levantar e precisamos estar prontos. Mensagem enviada pelo Senhor Exú Lucífer: “Não se pode crer na primeira coisa que ver como se fosse o certo. E, ao pararmos para refletir, estamos pondo no subconsciente um ponto de interrogação, uma pergunta, tal como: isso pode ou não, é bom ou não?” A cada segundo de vida na terra temos que manter os olhos bem abertos, ouvir e sentir com o coração. Tudo tem uma questão duvidosa, dualista atrás e é por causa desse dualismo que muitas vezes cometemos erros insuperáveis ou irreparáveis e aí se torna um ciclo onde cada ação tem uma reação,


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onde ás vezes, por ordem da LEI DA SINTONIA NOS LIGAMOS A SERES INFERIORES que nos vão seduzindo, envolvendo a ponto de nos prender em uma teia e a saída é praticamente impossível, porque naquela teia ele nos tem como presas e trabalha com nossas próprias forças, utiliza dos nossos dons e mistérios, transforma-nos em armas letais para espalhar e semear o mal entre todos na terra. Aqui, nas Trevas, não é melhor ou pior do que na terra, como vocês pensam. O que simplesmente vocês não entendem é: O ser que não se purificou de seus delitos contra o criador e contra seus semelhantes vem parar aqui em um dos vários domínios existentes, dependendo do maior negativismo que esse ser tiver, como: A ganância desmedida. quando esse ser desencarnar ele irá para o reino onde o que impera é a ganância e ali esse ser será atormentado por seu maior desejo, aqui o seu maior desejo se torna o seu maior tormento. Não somos monstros de GRANDES CHIFRES e ENORMES GARRAS, como muitos dizem, para amedrontar seus desafetos ou para mostrar superioridade perante seus semelhantes, somos sim, guardiões e sustentadores de mistérios infinitos em si e trabalhamos para a luz dentro da lei maior nessa infinita escuridão”. Exú Lúcifer. Enviado por: Favia Vicente Email: flaviavicente@click21.com.br

A chuva fina desbotava o roseiral anunciando no beiral da mata uma noite fria e sem luar, convidando ao aconchego, no sossego para quem é de sossegar. Os olhos dos pássaros iam-se fechando, siriris se afogando e os cães atropelavam-se na estrada já barrenta percebendo lá de longe o ronco do motor do velho Ford - camioneta do seu senhor. Num canto recolhidas, as mimosas coloridas, desde ontem, meio secas, eram colocadas no peitoral da janela do quarto de Amaralina, moça bela, sarapatéia, que encantou seu rico senhor sendo então acertado pelos seus pais o casório para a antevéspera dos treze anos, firmando a promessa para o Santo que é Antônio e da Santa que é Maria, a Virgem. Chamuscado pelo barro, descia o chofer dono do carro, pigarreando e com cusparadas, praguejando o tempo e os cães em suas zoadas: _ “Sai pra lá, pestes de animais... eis que me sujam e já tiram a minha paz... prendam-nos! Cadê meu capataz?”. Embriagado com desvelo, equilibrando um garrafão com cachaça do engenho, titubeou, tropeçou, sacudiu o ar à procura da firmeza de um tronco, sem alcançá-lo, ao chão lançou-se. Rolou no barrete sem controle, ralhando um palavrão, sorriu enfim feliz ao ver intacto seu garrafão: _ “Está salva maldita aguardente que me traz tanta satisfação” Levantou-se se refazendo, ajeitou-se, armou-se, pensou nos cães dar açoites, esquivou-se, retemperou-se, serviu-se se encachaçando num grande gole, mas engolfou e engasgou-se. Gargalhou e gritou: _ “Fiáááá!”

Vinha Amaralina que seu esposo “Fia” a apelidaria: _ “Cadê o capataz? Chame-o para ajudar a descarregar”. _" Eis que vem vindo, marido meu, mas estás bem? Pareces Bêbado também? _ Olha rapariga, não me afronte. Entre já para o quarto que hoje tu vai provar dessa fonte... teus olhos vejo e estou louco de desejo. _ “Ah, Deus meu, que castigo este marido que me deu!”. Resignou-se retornando a casa encontrando o capataz que com olhos ansiados, cruzou-os com os dela revelando à sentinela desejos de intimidades marginais. Caminhou o capataz, resoluto e Cortez, acudindo seu patrão e seus pertences. Descarregou lentamente, armazenando a carga na despensa e já prendia os cães no canil, ouvindo gritos, suspirou nervoso, pois sabia vinha de sua


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amada, covardemente estuprada pelo velho bêbado que desposara. Controlando sua ira, desfez um golpe num pontapé; não podendo ter o seu patrão na mira, destruiu o pequeno broto de mirra. Empreendeu corrida refugiando-se na mata úmida, numa pequena cabana, arrumando distração, cuidando de armas de caça, chicotes em amarração, controlando sua raiva e sua sanha. Amaralina já sem forças, agredida e maltratada, selvagemente seviciada por quem deveria só amála, jazia agora chorosa, dolorida até nas tripas, respingando o rubro e tinto sangue que menstrua todo mês na lua cheia, mas que nessa noite, encoberta pelas nuvens, não Luzia. O Coronel jazia encolhido a roncar, debruçado no lençol de linho branco, bêbado, depois de satisfeitos seus desejos de sexo brutal e desatinos. Amaralina ultrajada e ferida pensou em matá-lo e, livre dele, melhorar sua vida. Em pensamentos planejava um golpe com o ferro de passar roupas ou, talvez, desferir-lhe com o facão, num talho profundo no coração.

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Determinada caminhou com dificuldade procurando os materiais, mas qual? De repente ouviu um forte barulho, um grito e um estampido: o que será? Voltou ao quarto e viu seu coronel que agonizava atravessado pelo gargalo do garrafão, com o sangue em jorrete inundando todo o ventre. Assombrada, indagava o que ocorreu. Jamais saberia. Dificilmente deduziria, mas a explicação: Eis que o coronel acordou num assombro, pois sonhava estar preso por homens-monstro, vampiros, negras almas do mal e trevosa horda animal. Então acolhera em seu cangote, mais do líquido hipnótico e vendo seus verdugos ganharem vida materializando-se em sua frente, amedrontou-se, se desequilibrou, mas dessa vez não teve sorte, pois o garrafão de cachaça que nunca abandonava foi sua sina onde encontrou a própria morte. (continua no site www.jornaldeumbanda.com.br no menu Textos e artigos especiais...). Por: VOVÔ FLORENTINO DE AGODÔ Recebido por Douglas O. Elias

Por: Ogã Basílio de Xangô

Ogã Basílio de Xangô discursando no templo do Vale dos Orixás, em Juquitiba no dia 9 / 01/ 2011.


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A Associação Beneficente e Recreativa de Umbanda Vale dos Orixás, foi fundada em 13.05.86 e esta localizada na cidade de Juquitiba, a 70 km da cidade de São Paulo, com uma extensão de 21 (vinte e um) alqueires de terra nativa. Um verdadeiro paraíso da umbanda a céu aberto e o maior espaço ecológico da umbanda. Este espaço tem a administração da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil (1), presidida pelo pai Jamil Rachid e da Associação Paulista de Umbanda (2), hoje representada pelo pai Edson dos Anjos, duas federações irmãs, que se juntaram há anos. Pai Jamil Rachid e o saudoso Pai Demétrio Augusto Domingues, juntos e sem medir esforços, se empenharam ao máximo para presentear a nossa família umbandista com este paraíso e dar um basta àquela situação criada pelas pessoas que faziam e deixavam os trabalhos espirituais nas encruzilhadas, nas ruas e nas cachoeiras. Aliás, vale anotar aqui que até hoje e apesar de já ter uma idade mais avançada, o Pai Jamil Rachid, que tantas e tantas vezes se pôs a edificar com suas próprias mãos as grutas, capelas e tendas ou templos que lá estão, continua se dedicando de corpo e alma para a manutenção e solidificação daquele nosso solo sagrado, sem nunca deixar de lado todas as suas ocupações e obrigações frente à religião e sem jamais abandonar a União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil. Trata-se de um local totalmente adaptado para nossas famílias umbandistas poderem desenvolver os trabalhos espirituais em paz, sossegadas e de modo adequado, sem ter que invadir propriedade alheia. No Vale dos Orixás, são realizados vários eventos anuais, tais como: amaci, festas dos ciganos, de Oxóssi, de Iansã, dos Baianos e dos Boiadeiros e festa de São Jorge (orixá Ogum), já que foi completada por pai Jamil a sua missão em levar os 50 anos dessa festividade no ginásio do Ibirapuera. Todos os que conhecem já sabem - e aqueles que ainda não conhecem um dia ainda visitarão e saberão que, realmente, é um verdadeiro “Vale dos Orixás”, como a própria razão social diz. É verdade que, infelizmente, ainda existem confusões entre o Vale dos Orixás com outros locais destinados a praticas umbandistas. Mas, esperamos que com o tempo cessem essas confusões entre as denominações de vários locais com a mesma finalidade: facilitar para a nossa comunidade suas praticas na Natureza! (1) União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, fundada em 30.10.55, localizada na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Cardeal Arco Verde, 940, Pinheiros. O local também funciona o Templo Espiritualista e Confraternização de Umbanda São Benedito, tendo como chefe espiritual o Baluarte da Umbanda, pai Jamil Rachid, cuja incansável luta pelo reconhecimento e engrandecimento da Umbanda todos conhecem. E tem como vice-presidente pai Milton Aguirre, coordenador geral Ogã Jose Juvenal dos Santos e diretor jurídico Dr. Antônio Basílio Filho, mais conhecido como Ogã Basílio de Xangô. O templo realiza os trabalhos espirituais todas as primeiras sextas feiras do mês e a União de Tendas realiza suas reuniões com Pais e Mães de Santo todos os primeiros domingos do mês. Também realiza inúmeros cursos para Sacerdotes e Sacerdotisas. (2) A Associação Paulista de Umbanda está sediada na Rua Engenheiro Guilherme C. Frender, nº 512, no bairro de Jardim Aricanduva, em São Paulo - SP e atualmente é representada pelo pai Edson dos Anjos. Ela foi fundada pelo saudoso pai Demétrio Dominguez, seu primeiro presidente, que lutou muito pelo reconhecimento e desenvolvimento da Umbanda entre nós. Ele faleceu em 2007, deixando um grande legado espiritual para toda a nossa comunidade. E não é por outra razão que, na gestão de pai Edson dos Anjos, foi criada e outorgada em sessão solene no auditório Paulo Kobayashi, a medalha de honra Demétrio Pai Aguirre, Pai Rubens e Ogã Basílio. Dominguez, com a qual foram recentemente agraciados expressivos líderes e destacados membros da religião, com a presença de pai Jamil Rachid e pai


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Milton Aguirre, respectivamente presidente e vice-presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, de Sandra Santos, presidente da Associação Espiritualista do Estado de São Paulo, da Ekédi Ogunladê, representante do Primado do Brasil, dos dignos representantes da Federação Umbandista Maria Padilha, do Dr. Antônio Basílio Filho, direto jurídico do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, entre muitos outros ilustres representantes da Umbanda.

‘’Se queres crescer, DIMINUA-TE’’.

‘’Conheça a ti mesmo, conhecerá a teu semelhante, é o Senhor teu Deus’’. ‘’Diga-me com quem andas que vos direis que és’’. ‘’Ninguém busca a fonte... Com jarra cheia’’. Todos os estudantes que se propõem a buscar os conhecimentos dos Mistérios Divinos sejam eles Religiosos ou Magístico devem saber, Que tanto nos estudos religiosos quanto da Magia Divina, tem dois lados, sendo um Exotérico e outro Esotérico que diferenciamos assim: Primeiro Exotérico: Significa tudo o que esta escrito de forma aberta ou profana, seja nos livros Sagrados ou nos livros de Magias, de Doutrinas ou até mesmo nos livros em forma de Romance, Mitos, Lendas e Sagas, encontrados nas livrarias. Segundo, Esotérico: Significa tudo que esta escrita na forma oculta ou fechada às pessoas não preparadas para adquirir estes conhecimentos Divinos, mas que estão todos eles contidos dentro desses livros. Como acessar os Mistérios Divinos? Deus, Nosso Pai Misericordioso para com todos os seus filhos, não faz distinção se pobre ou rico, se intelectual ou analfabeto. É muito comum vermos em nossos Trabalhos Religiosos, médiuns com formação universitária ler e reler os livros de doutrina de sua Religião e não conseguirem entender e muito menos ensinar. Ao passo que outros médiuns com grau menor de escolaridade, não só entende como consegue ensinar os seus pares. A chave de acesso aos Mistérios Divinos contidos nestes livros é o ‘’Grau de Evolução Consciêncial’’. Este grau não se adquire em escola de ensino regular seja ele fundamental básico, médio ou universitário. Por isso eu disse que Deus não distingue seus filhos. Como pai amoroso, nos criou uma Centelha Viva e Divina, e nos fez Evoluir nos Planos da Vida, dotando-nos com seus Fatores Divinos, capacitando-nos a sermos sua Imagem e Semelhança, mas regulando a todos com a Lei do Livre Arbítrio, que nos torna semelhante na carne, mas com diferentes Graus na Evolução Consciêncial na utilização da Lei do Livre Arbítrio nas diversas Encarnações já vividas por nós. A Soberbia, Prepotência, Vaidade, Orgulho, Inveja, Intolerância, Preguiça, são algumas formas de utilização do livre arbítrio, usadas pelos Seres Humanos, mas que os faz regredirem no seu Grau de Evolução Consciêncial. Enquanto que a Humildade, Perseverança, Amor, Fé, Benevolência, Tolerância, são alguns dos atributos que elevam o nosso Grau Consciêncial e nos colocará de frente para os Mistérios Divinos. É importante que o estudante ENTENDA e COMPREENDA: Não é você que absorve os Mistérios Divinos; portanto, pode ler e reler quantas vezes quiser, só entenderá de forma Profana ou Exotérica, e quando ensinar o que aprendeu o fará de forma fria e não conseguirá contagiar os seus pares. É muito comum vermos acontecer discórdia, a não aceitação da forma com que esta sendo passada pela pessoa que predispõe a ensinar, mesmo usando método áudio visual dos mais modernos. Portanto, quando isto vier acontecer com você que predispõe a ensinar, faça uma avaliação. É necessário aceitar as desavenças como um conflito de opinião e continuar com humildade o seu trabalho de fazer com que seus pares venham adquirir os seus mesmos conhecimentos. É sinal que se


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encontra no caminho correto e cabe a você despertar nos seus os Graus de Evolução Consciêncial, mas respeitando o Livre Arbítrio de cada um. Mas se você desistir e abandonar o grupo são sinal que ainda não se encontra de frente com os Mistérios Divinos. Portanto, cabe a você humildade buscar os conhecimentos que lhe faltam para ser absorvido pelos Mistérios Divinos. Quando isso acontecer tudo fluirá de forma natural com os Conhecimentos dos Mistérios Divinos. Você será uma pessoa Agregadora e as Divindades Regentes dos Mistérios o farão instrumento da vontade delas. Dali em diante tudo o que estava oculto aos seus olhos lhe será mostrado como um passe de mágica. Assim, quando for ler algo para ser ensinado aos seus, leia nas entre linhas, pontos e vírgulas, que lhe abrirão novos meios de ensinar nunca imaginado; portanto é necessário que tenha a Humildade de, quando for buscar os conhecimentos que o elevará nos seu Grau de Evolução Consciêncial, procure internalizar todos os conhecimentos adquiridos através dos livros e cursos já efetuados por vice, ou esvazie a taça do seu Saber. Vá à busca dos conhecimentos e aprendizados com a taça do Saber vazia. Só assim colherá novas Sabedorias que preencherão as lacunas existentes na sua vida. Se for com a Taça do Saber cheia você mostrará a todos uma pessoa Soberba, Prepotente e Mesquinha, pois todos os novos ensinamentos se transbordarão no vazio do esquecimento. Esclarecimento: Antônio de Carvalho, locutor da rádio Bandeirante produtor do programa durante mais de trinta anos chamado ‘’Conversinha ao Pé do Ouvido’’, discípulo do Professor João Henrique de Souza, fundador da Escola Teosófica do Brasil. O termo ‘’DIMINUA-TE’’ não se encontra nos livros, era usado pelas escolas Esotéricas da Civilização do passado, assim também surgiu de outra Escola Esotérica no Oriente o termo ‘’Se Quer Crescer, DIMINUA-TE’’. A dois mil anos atrás o mestre Jesus veio acrescentar em forma de parábolas; ‘’Conheça a Ti Mesmo, conhecerá o Teu Semelhante e o Senhor Teu Deus’’. Enviado por: Laerte Nogiri E-mail:

A música desde há muito tempo é usada como uma maneira do ser humano conectar-se com as divindades. Cada povo a sua maneira, tem seu modo de mostrar suas alegrias, suas tristezas, suas lamentações, seus pedidos de ajuda e proteção. Muitas civilizações antigas e atuais usaram e usam deste recurso musical para se comunicar com o Divino. Dentre outros achados, que evidenciam o uso da música por civilizações muito antigas, arqueólogos encontraram tambores do período neolítico na Morávia datados de 6000 anos A.C. No Egito foram encontrados tambores com peles esticadas datados de 4000 anos A.C. Na Mesopotâmia e na antiga Suméria, alguns tambores de 3000 anos A.C. ainda são encontrados. Os primeiros tambores eram feitos de troncos ocos e as peles eram de répteis ou couro de peixes. Com o passar do tempo, foram surgindo uma grande variedade de tambores, com formas, tipos de peles e métodos de fixação diferentes; usavam-se pregos, grampos, cola, faziam-se furos nas peles pelas quais passavam cordas a fim de esticá-las. O método de fixação de peles com aros surgiu na Europa. Em todo o mundo encontramos religiões ou seitas que utilizam tambores em seus rituais. Na China, usam-se tambores feitos de bronze em rituais sagrados e cerimônias de casamento.


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No Japão temos o ritual “Bate o Coração da Mãe Terra”, representado por um gigantesco tambor chamado O-TAIKO, que tem ligação direta com a história sagrada do Japão e ao culto original do Xintoísmo. Há também os de menor tamanho chamado SHIME-TAIKO. Esses instrumentos são usados para a evocação ritual dos Kamis (espíritos universais). Nativos norte-americanos também associam os toques nos tambores com as batidas do coração da Mãe-Terra. Para os Xamãs, é veículo para a invocação de espíritos para curas e para afastar a força do mal. È o instrumento de comunicação entre o Céu e a Terra. No Brasil, povos trazidos da África para cá como escravos, trouxeram o culto aos Orixás, aos Inkices, aos Voduncis, etc., que também se utilizavam de tambores em seus rituais. E essa maneira de cultuar as forças da natureza se espalhou aqui em nossa Pátria, dando origem a várias religiões tidas como Afro-brasileiras, entre elas a nossa querida Umbanda, que também se utiliza dos atabaques para entrar em sintonia com o criador de tudo e de todos: nosso Pai Olorum! Os ata baques dentro da Umbanda são instrumentos sagrados que devem ser reconhecidos como um dos meios que os Umbandistas utilizam em seus rituais a fim de estabelecerem uma comunicação mais rápida e harmoniosa com os Orixás e as Entidades e também como motivação positiva dos seus adeptos e frequentadores. Enviado por: Anderson R. Faria. E-mail: Andersonogum56@hotmail.com

O MAGO E SEUS DEVERES O que seremos nós, se não a consciência que podíamos ter, ou que poderemos alcançar? É dever do Mago, ter consciência de que é um instrumento da Lei e da Justiça de Deus, para que nunca se envaideça quando bem sucedido, nem nunca entristeça quando sua ação parecer inócua, pois com certeza foi o mago um instrumento ante o merecimento de quem foi beneficiado, seja muito ou pouco. É dever de o Mago zelar pelos Mistérios que passa a guardar, pois quem não guarda o que Deus lhe dá, não mantém o que desperdiça, e não valoriza o que poderia ter. É dever de o Mago estar sempre atendo com as oportunidades de auxilio, independente da hora, independente do lugar, independente da posição social, credo ou raça, tendo como guia suas delimitações nos Mistérios que guarda, cumprindo a Lei Divina e não suas opiniões pessoais. É dever de o mago manter o respeito pelo seu iniciador enquanto aluno, e pelo seu iniciado enquanto mestre, cabendo ao desrespeitoso, de qualquer parte, o peso da ação desrespeitosa, no ir e vir da balança do Karma. É dever do mago não explicar o que não sabe; não falar do que não entende, nem palpitar sobre o que desconhece. É dever de o mago cumprir a carta de princípios passada pelo Mestre Seyman Hamisser Yê, para que nossas línguas não sejam nem farpas, nem pregos, e cujo único fio venha da verdade e da auto critica. É dever do Mago, não confundir momentos de agradecimento dos auxiliados com débitos pessoais com o mesmo, pois muitas vezes o maior devedor pode ser o Mago, que numa ação de Karma positivo, pôde iniciar-se em Mistérios que o ajudam a auxiliar quem um dia ele mesmo pode ter feito cair em vidas passadas. É dever de o Mago ter confiança no que sabe, e na dúvida procurar seu iniciador, e na necessidade ajudar ou ser ajudado por um irmão, de acordo com o que ocorrer numa demonstração de fraternidade e sensatez. É dever de o mago praticar a Magia Divina sempre que for necessário ou solicitado. E é lícito sempre utilizá-la para si, pois o que ocorrer estará no merecimento e não será uma ação negativa ou fora dos ditames da Lei, por que o que é Divino não comporta erros. É dever de o mago ser pleno na Sua comunhão com Deus, pois só entendendo que Deus é a plenitude única e esta em tudo, em tudo o Mago estará feliz, pois mesmo em Lágrimas, consolará quem


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esta na dor, curará mesmo em solidão e será a boa companhia. E mesmo em miséria gerará riquezas, pois todo Mago é servo de Deus, é Instrumento da Lei, e é a extensão dos Mistérios que carrega e, como tal, deve estar acima do que é óbvio e ser o ponto de apoio aos que não têm a mesma compreensão da Criação, mas como ele, são filhos de Dele, ainda em evolução. Mas como todos os deveres terrenos, cabe somente ao nosso livre arbítrio levá-los a bom termo, bastando acreditar que todas as ações geram reações, e que obrigações Divinas, são obrigações Sagradas. Enviado por: Nelson Junior E-mail: nelsonjuniorguitar@gmail.com

O Culto Mágico Religioso da Umbanda Sagrada É um ritual novo dentro dos trabalhos de Umbanda Sagrada, mas que fazia necessário para preencher uma lacuna existente dentro do ritual umbandista. Haja visto que o trabalho dentro do Templo Umbandista sempre se faz de forma individual (entidade espiritual e o consulente). É necessário para que a Umbanda Sagrada ofereça, como uma religião na mente e no coração de todos que a buscam nos momentos de aflições e desesperos, algo mais que venha tocar seus corações e volte suas mentes ao Divino Criador, restituindo-lhes sua fé. Possam ver os Templos de Umbanda Sagrada, com os ensinamentos internalizados na sua infância, juventude ou seus conceitos atuais sobre a sua religiosidade. O Culto Mágico Religioso dentro do ritual de Umbanda Sagrada tem esse poder de mostrar a todos algo familiar e Divino. Onde todos passarão ver a Umbanda Sagrada não como um meio de resolver seus problemas urgentes e depois de resolvidos irão embora e só voltarão quando estiverem novamente desesperados, mas passarão a ver a Umbanda Sagrada como uma religião Divina e seus Templos Sagrados onde voltarão sempre para louvar o Divino Criador e suas Divindades com Amor em seus corações. Os Sagrados Orixás que regem a Umbanda Sagrada abriram para o meio material o Culto Mágico Religioso a través do seu médium Rubens Saraceni. O qual, por meio da psicografia recebeu diversas orações Sagradas, com poderes amplos de realização na vida das pessoas, atuando de forma coletiva, não se restringindo somente às pessoas presentes, mas também alcançando a todos que estejam ausentes. Mas que de certa forma estão ligados a nós através dos fios invisíveis, sejam eles de ordem mentais ou espirituais, onde todos e tudo são beneficiados, regenerados, curados, reordenados, reequilibrados redirecionados, segundo os ditames da Lei Maior e da Justiça Divina. Assim sendo, devemos explicar o que significa “O Culto Mágico Religioso". O Culto Mágico Religioso é uma louvação ao nosso Divino Criador Olorum, durante o qual os participantes têm a oportunidade de entrar em sintonia vibratória com Ele e, intimamente clamar por seu auxilio Divino, confessando-lhe suas dificuldades, seus sofrimentos, suas magoas e tristezas. É mágico: porque traz ações realizadoras e a concretização do Verbo Divino, através das ordens mágicas contidas dentro das orações Sagradas e Divinas. É a realização de quando Cristo Jesus disse: “Pedis e Sereis Atendidos”. “Bateis e lhes Serão Abertas as Portas”. Peça paz, e lhe será dado; peça harmonia e lhe será concedida; peça saúde, paciência, fartura, amor, benevolência etc., e serão atendidos. Bata, que as portas lhe abrirão, bata que as passagens lhe serão concedidas, bata que seus caminhos se abrirão para dias melhores, mais cheios de graças e prosperidades. Basta saber pedir, saber bater, para que o Divino Criador lhe atenda.


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É religioso: porque é um ato de fé. Porque é realizado dentro de um Templo de Umbanda Sagrada e também, porque é realizado por um sacerdote ou sacerdotisa, que trás em si a outorga de realizar o Culto Mágico Religioso, dentro do ritual de Umbanda Sagrada. O Templo de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, vem realizando o Culto Mágico Religioso no inicio dos seus trabalhos espirituais. Porque entende que desta forma, vai internalizando nos corações de todos que a buscam os conhecimentos Divinos, como mais uma forma de louvar Deus e seus Divinos Tronos, (os Sagrados Orixás da Umbanda) e atender a muitos de uma só vez. Enviado por: Laerte Nogiri E-mail: jornalpba@yahoo.com.br

UTILIDADE PÚBLICA - IMPORTANTE As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada os feridos têm um celular consigo. No entanto, na hora de intervir com estes doentes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado. Para tal, o SAMU lança a ideia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contatos o NUMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: 'AA Emergência' (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos). É simples, não custa nada e pode ajudar muito ao SAMU ou quem nos acuda. Se lhe parecer correta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos. É tão-somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação. Por favor, não destrua esta mensagem! Ré envie-o a quem possa dar-lhe uma boa utilidade. JOSIANE TROCATTI Coordenadora Administrativa SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.


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Sobre o livro Umbanda de Pretos-Velhos.................................................................................................

A Umbanda é um conjunto religioso, assim como o Cristianismo, formado por diversas vertentes ou ramificações. Cada uma dessas ramificações da Umbanda representa uma religião dentro da religião, formando um complexo diverso e plural................................................................................. A diversidade da Umbanda gera uma riqueza de doutrinas, ritos, formas, cores e manifestações, em que a Umbanda de pretos-velhos, linha doutrinária seguida pelo CESJB - Centro Espírita São João Batista, é uma dentre tantas manifestações que revela a grandiosidade da Umbanda em seu conjunto religioso. Nosso livro é uma construção singela que tenta mostrar um pouco dessa "Umbanda de Pretosvelhos"; um pouco dessa ramificação da Umbanda praticada no CESJB, fundado em 1945 pelo Babalorisá Nilton Vianna e que tenta preservar uma história, uma tradição, uma cultura religiosa em um mundo de grandes transformações...... ................................................ Um mundo em que os médiuns de cada casa de Umbanda têm pouco interesse pelas tradições de suas próprias origens, em entendê-las ou preservá-las. Porém, existe uma pequena parte dos médiuns que busca esse entendimento, esse conhecimentos, esses porquês escondidos na raiz do tempo, para entendimento da Umbanda que praticam ou que outros praticam. Para esses médiuns, para essas pessoas, tivemos o interesse de fazer esse livro. Axé, Umbanda!!! Salve, os Pretos-velhos e Pretas-Velhas de cada terreiro, e que Zamby ilumine, cada vez mais, esses guias maravilhosos!!! Por: Pai Etiene Sales


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Entrada do Santuário Nacional da Umbanda, Estrada do Montanhão, 700 – Parque Pedroso – Santo André.

O Santuário Nacional da Umbanda, esta situado na cidade de Santo André, no bairro do Montanhão, onde foi uma antiga pedreira. Acreditem, era pedra pura aquele local! Conforme nos explicou Pai Ronaldo Linares, presidente da FUGABC e responsável pela manutenção e preservação do Santuário, a cerca de 40 anos atrás a região onde se localiza o Santuário da Umbanda era, nada mais nada menos, que uma grande pedreira, que já vinha sendo explorada há muitos anos. Quando começou a cuidar desta área, que era uma grande cratera, resultado da exploração local, Pai Ronaldo conta que foi preciso plantar cada muda existente hoje lá. Foi feito um verdadeiro REFLORESTAMENTO no local, pois não existiam plantas, árvores e nem mesmo queda de água. Hoje as duas cachoeiras que estão livres para acesso são resultados do desvio de um pequeno córguinho que corria atrás da montanha, e com a extração de pedras do local acabou por tornar-se duas quedas d´agua, duas cachoeiras.


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O santuário da Umbanda, dispõe de estacionamento amplo, sanitários, lanchonete, loja de artigos religiosos e áreas para realização de trabalhos espirituais, são tendas de vários tamanhos, distribuídas em todo o Santuário, mais de 140 tendas, sendo algumas delas para locação avulsa e outras são de locação fixa. Pai Ronaldo Linares mantém no Santuário da Umbanda um laboratório botânico, onde são preparadas mudas para plantio, e caso você passe por lá, vale dar uma atenção especial às colunas onde estão os Orixás, ao redor e atrás de cada uma, foi plantada a planta correspondente ao Orixá em questão, sendo algumas trazidas de longe, por não serem nativas da região, como é o caso dos “dendezeiros” que ficam ao redor do vale onde estão localizadas as imagens dos Orixás. Ao redor de toda a propriedade existem plantas todas em correspondência com o Orixá próximo à cerca. Existe um barracão onde esta sendo atualmente montado a imagem de Oxalá, com de 15 metros de altura, que em breve estará ocupando um lugar de destaque no topo do vale. São feitas restaurações e criação de imagens neste barracão, tudo mantido pelos frequentadores e pela FUNGABC. Por incrível que pareça, quando fomos fazer a visita no Santuário da Umbanda, Pai Ronaldo enquanto descrevia com riqueza de detalhes, sobre como foi a construção do Santuário, comentou em dado momento que mesmo fazendo reflorestamento local, criando toda aquela área verde, sem a ajuda da prefeitura e de empresas privadas, apenas com seus colaboradores, buscando em determinadas épocas mudas de plantas na serra a caminho do mar, foi multado por solicitar a ajuda de um funcionário, para tirar uma árvore que havia caído e estava obstruindo a passagem na estrada. O detalhe é que o funcionário não derrubou a árvore, apenas desobstrui a passagem partindo uma árvore que já estava tombada devido à chuva e vendaval. Vale lembrar que o Santuario da Umbanda dispõe de seguranças uniformizados e apaisana, sendo um local seguro e muito amplo para realização de trabalhos, Instrumento macumba oferendas e etc.


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Estas são apenas algumas fotografias do santuário da Umbanda, entrem no site www.jornaldeumbanda.com.br e no menu GALERIA DE FOTOS E VIDEOS, e veja as demais fotografias do Santuário, juntamente com uma entrevista cedida pelo Pai Ronaldo Linares ao Pai Rubens Saraceni, a respeito da criação e conservação do Santuário, mais um patrimônio da Umbanda. Por: Alan Levasseur

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Rubens Saraceni publicou um conjunto de quatro livros ( Doutrina e Ritual de Umbanda, Magia de Umbanda, Orixás: Os Tronos de Deus e A Ciência dos Orixás ) num único “livrão” intitulado Código de Umbanda no qual afirma, logo na apresentação do mesmo: Muitos devem estar achando pretensiosa a obra que ora chega às suas mãos, caro leitor, e nós até entendemos o ceticismo e a inquietação que deve despertar uma obra como esta [...] Mesmo nós... ponderamos acerca do efeito psicológico de se usar um título com o “peso” de um termo como este: “código” [...] achávamos uma temeridade utilizar esse termo, pois a intenção nunca foi ferir suscetibilidades, e parecia-nos muito provável que isso ocorresse [...] Mas os Mestres (espirituais) insistiam no termo e, aos poucos, apresentavam desdobramentos do tema original (“A Ciência dos Orixás”) [...] O resultado foi um conjunto de temas e assuntos tão abrangente que, se não representava formalmente um “código religioso”, tratava-se no mínimo , de uma “codificação” extensa de vários pólos relativos aos fundamentos do Ritual de Umbanda Sagrada, tanto ao nível de sua estruturação no


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astral quanto de consciência religiosa e práticas rituais [...] Código de Umbanda não é, portanto, um código no sentido de “um conjunto de regras”, mas sim no sentido de “um conjunto de conhecimentos, conceitos e preceitos” [...] Sendo este “Código de Umbanda” o nome dado a um conjunto de 4 livros, o tema “Código” não é abordado no conteúdo do mesmo, já que cada livro possui tema definido, fica claro que “Código de Umbanda” é apenas um título que dá sentido de ser a um conjunto de informações organizado sobre Umbanda. No título Tratado Geral de Umbanda, Rubens Saraceni apresenta um texto sobre As Sete Linhas de Umbanda, no qual cita codificação como vemos: Pai Benedito de Aruanda e mestre Seiman Hamiser yê, de fato, revolucionaram o repetitivismo até os anos 90 do século XX e deram início à abertura dos mistérios da Umbanda e a uma codificação ampla e ilimitada, pois nas sete vibrações divinas estão todos os Orixás, nas sete linhas cabem todos eles [...] Esperamos que novos autores umbandistas venham a aceitar e aderir a nossa codificação de sete linhas bipolarizadas [...][14] Aqui o autor está falando de uma nova forma de compreender as Sete Linhas de Umbanda, em que codificação aparece, dentro de uma linha de raciocínio toda voltada ao tema, que é título, As Sete Linhas de Umbanda. O tema “código” e “codificação” é praticamente inexistente na obra de Rubens Saraceni, quase 60 títulos publicados. Por conta da publicação do livro “Código de Umbanda” e esta passagem sobre a “codificação” das Sete Linhas de Umbanda, alguns umbandistas trataram do assunto (código ou codificação) como se fosse uma novidade. E encontraram “brecha” para criticar, de forma pejorativa tentam desclassificar o autor, Rubens Saraceni. Imputando ao mesmo a intenção de “codificar a Umbanda”, dando a entender que o mesmo tem objetivo de dominá-la, como se isso fosse possível... Desavisados ou mal intencionados; desavisados, por desconhecer a História da Umbanda ou mal intencionados em sua tentativa de manipular a opinião de terceiros no meio umbandista.

Código de umbanda, o livro que esta tirando o sono e consumindo todo o tempo útil de muitas pessoas, entre elas, o escritor F.Rivas Neto, que escreveu em seus livros que a CODIFICAÇÃO DA UMBANDA havia sido consolidada em 1956 por W.W. da Matta e Silva, conforme documento público abaixo. Atentem para os destaques em verde!

CODIFICAÇÃO DA UMBANDA POR W.W. DA MATTA E SILVA, SEGUNDO PAI RIVAS NETO. Em seu livro “A PROTOSÍNTESE CÓSMICA”, Francisco Rivas Neto (Pai Rivas), afirma com todas as letras que W.W. da Matta e Silva restaurou a verdadeira Umbanda (como se a praticada até então fosse falsa!) e no livro “Lições Básicas de Umbanda” afirma que a codificação da Umbanda começou em 1908 com Pai Zélio de Moraes e foi consolidada por W.W. da Matta e Silva em 1956, conforme consta em documento anexo no fim da página, que é uma prova jurídica. No processo da AUEESP contra o que é considerado ofensivo às entidades da Umbanda, em 2010, na pagina 738 do processo, anexo abaixo, mais uma vez o Pai Rivas afirma que a codificação da Umbanda foi consolidada em 1956 por seu mestre W.W. da Matta e Silva.


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Então, onde esta a coerência se em seu livro já antigo e em um processo recente (2010) ele afirma que a Umbanda já foi codificada. E nas listas de discussão e fóruns de Umbanda e em vídeos na internet ele afirma ser contra a codificação da Umbanda?!!! SERÁ INCOERÊNCIA, SEGUNDAS INTENÇÕES OU INTERESSES FERIDOS? Nos seus livros, Pai Rivas afirma ser seguidor de W.W. da Matta e Silva. No processo, Pai Rivas afirma não ser mais seguidor dele há vários anos. Logo depois do encerramento do processo, Pai Rivas torna a afirmar que é o único e legitimo sucessor de W.W. da Matta e Silva e de sua Umbanda Esotérica. Mais uma vez, onde esta a coerência??? Um líder religioso e escritor umbandista pode até cometer erros porque não é infalível, mas não pode ser incoerente senão confunde seus seguidores. O meu livro não se chama A CODIFICAÇÃO DA UMBANDA. Portanto, porque a implicância com um livro meu denominado CÓDIGO DE UMBANDA que, logo em sua introdução diz não querer codificar a Umbanda e sim, que é um código de chaves interpretativas do seu universo oculto? Será esquecimento do que escreveu; implicância com minha obra mediúnica; ou será má intenção? Para mim e muitos umbandistas que lemos os seus livros, não entendemos como alguém que reafirmou em um processo, cuja página de seu livro tornou-se um documento público de sua defesa e no qual reafirmou recentemente perante a justiça que a codificação da umbanda já foi concluída por W. W. da Matta e Silva em 1956, já há vários anos venha afirmando que é contra a Codificação da Umbanda, atribuída a mim devido ao nome do meu livro, publicado desde 1998. É muita contradição e muito estranho, não? Eu não consigo entender essa postura contraditória dele! E muito menos dos seus discípulos e seguidores, que, mesmo sabendo de tudo isso que foi escrito por ele, ainda lhe fazem coro há vários anos. Talvez não tenham lido o livro do próprio mestre deles, não? Se o leram, não se justifica tais ataques ao meu livro. E, se não leram, então estamos diante de um caso único, onde todos fazem o que o mestre manda, mas não se dão ao trabalho de confirmar se o que ele diz é verdadeiro. E isso pode ser classificado como ingenuidade ou idiotice por parte deles, certo? Pois o meu, tenho certeza que todos eles já o leram e releram várias vezes, aprendendo mais comigo que com o próprio mestre deles, o que acho muito bom, sabem? Afinal, sou lido pelos que me admiram e (SOU MUITO MAIS LIDO E ESTUDADO) pelos que me perseguem. É UM CASO ÚNICO, CERTO? Peço a todos que leiam o que ele escreveu em seu livro e que juntou a um processo público, tornado documento público de defesa, destacado em negrito por nós. Depois, tirem suas próprias conclusões. A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: E ENTÃO PAI RIVAS E ASSECLAS, A UMBANDA JÁ FOI CODIFICADA OU NÃO? SE JÁ FOI CODIFICADA, TUDO BEM! MAS SE NÃO FOI. . . UM DIA SERÁ!


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PS.: Só colocamos esta prova documental nesse jornal devido às incessantes críticas e ataques ao seu fundador, Pai Rubens Saraceni que, por ter escrito um livro com o nome “CÓDIGO DE UMBANDA”, vive sendo atacado em listas e fóruns de Umbanda por inúmeros seguidores desse autor, pois não queremos transformar o jornal em palco de disputas ou discórdias entre os umbandistas.


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