Page 1

JNU - Jornal Nacional da Umbanda Edição 58

Omolú -

Orixá que rege a morte Mês de Agosto , é o mês do Orixá Omolu.


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Primeira Página

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Rubens Saraceni contato@colegiodeumbanda.com.br

O PERFEITO IMBECIL!

-Comunico aos meus irmãos e amigos magos aqui no Facebook que um “irmão nosso” de egrégora, que ainda não sei quem é, anda espalhando em Centros de Umbanda dirigidos pelos nossos irmãos magos, que também são dirigentes espirituais, que, porque foram abertos graus adicionais aos vinte e um originais, que eu me excedi e me negativei todo porque ultrapassei meus limites, fato esse que esta prejudicando a ele e a todos os magos formados por mim. -Segundo o relatado que recebi ontem, ele afirma que a Magia Divina é muito boa e poderosa, mas que eu me excedi por ter aberto mais graus dela. -Para mim é um “Perfeito imbecil” quem esta espalhando isso, porque não sou eu quem abre os graus e sim, é o Mestre Seiman Hamisér Yê, o espírito mensageiro responsável pela abertura e implantação da Magia Divina aqui no plano material e sem o amparo dele nada seria possível. Segundo, como poderia uma pessoa negativada abrir um grau mágico da Luz e que, assim que os estudantes deles começam as iniciações já começam a usar dos seus poderes para auxiliar seus semelhantes necessitados? -Para mim isto é um paradoxo, porque das trevas só vem trevas e da luz só vem luz. -Pergunto a esse “Perfeito Imbecil” como é possível uma pessoa negativada transmitir poderes divinos que só atuam de forma positiva na vida dos iniciados e na dos que eles auxiliam? -Até onde fui intuído por Mestre Seimam sobre esse Perfeito Imbecil, ele só é um invejoso que fracassou nos seus propósitos grandiosos e com sua mediunidade, consequentemente falhando com suas forças espirituais, que dele se afastaram e o deixaram à própria sorte e risco e que para justificar seu fracasso pessoal e porque me inveja intensamente, começou a espalhar que as dificuldades inerentes à própria vida de cada pessoa se deve ao fato de eu ter me negativado porque abri mais graus da Magia Divina, justificativa esta que me usa como “bode expiatório” para ele se justificar perante os seus irmãos de egrégora e seus amigos por não ter chegado ou alcançado o que desejava. -Eu lamento que esse (s) meu irmão mago tenha fracassado em seus propósitos e não tenha conseguido o que queria. Mas, irmão mago, você já auscultou o seu intimo para descobrir que das trevas nele existente só lhe advirão mais trevas em sua vida terrena? -Não se mostre como um “perfeito Imbecil’, porque a origem dos seus problemas e o de muitas outras pessoas que já estudaram comigo não se deve a qualquer negativação em mim, e sim, se deve ao seu desequilíbrio espiritual. -Você esta sob algumas pesadíssimas demandas, que estão bloqueando sua vida e induzindo-o à ilusão e a outros negativismos. -O Mestre Seiman Hamiser Yê, que esta aqui ao meu lado vigiando minhas palavras para que eu não o ofenda, pois continua sendo meu irmão mago e irmão em Deus, lhe envia esta mensagem: Página 2

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

-”Filho, você esta à beira de um abismo, do qual deve se afastar o mais rápido possível. Venha para eu possa ajuda-lo enquanto ainda é tempo. E não precisa dizer que foi você que começou todas estas falsidades porque eu já sei disso desde que você começou a propaga-las e os seu mestres de magia se afastaram, deixando-o na companhia dos seus novos “mentores sombrios.. Você caiu sob o poder do “Senhor da Ilusões” e esta agindo do jeito que ele quer: - Atribuindo, a quem só o ajudou, a culpa pelas suas próprias dificuldades e negando a si próprio a culpa por eles. Saibas que não és o único que já caiu sob o domínio dele, muitos outro também sucumbiram diante do fracasso em seus propósitos em se tornarem “grandes”, sem antes ter crescido”! -Estas fora as palavras dele a você e a todos os outros que já sucumbiram diante de suas provações e se deixaram dominar por sentimento negativos. -Saibas que, no interno, a maioria dos espíritos lá retidos pela Lei Maior atribuem a Deus e às Divindades cultuadas por eles a culpa de suas quedas. -Portanto, aqui na terra não seria diferente e até entendo você e todos os outros irmãos magos me usarem como “bode expiatório”para os seus fracassos pessoais. Venha, meu irmão em Oxalá! eu não saberei quem é você porque o Mestre Seiman quer ajuda-lo através de mim e eu o ajudarei a descobrir que lhe fez estas poderosíssimas magías negativas que mexeram com sua cabeça e o jogaram nos domínios do Senhor das Ilusões, que esta se servido de você para prejudicar a implantação da magia divina aqui na terra, onde ajudará muitas pessoas no decorrer dos tempos vindouros. Não se torne de vez instrumento da falsidade e da mentira, tal como já o são todos aqueles que, por pura inveja atacam o meu trabalho de ensino da Magia Divina, atacam os livros psicografados por mim, assim como atacam o ensino da Umbanda a quem quer estuda-la. -PS.: -Se você não fosse meu irmão mago eu não teria lhe escrito esta mensagem, pois aos meus críticos e detratores, não os respeito, não lhes dou atenção alguma e lhes dedico um profundo desprezo, que é o que merece os ‘”perfeitos Canalhas”, sempre mal intencionados! -Cordialmente assino o meu nome, porque tenho orgulho do meu trabalho de ensino Religioso e magístico. Mestre Mago Iniciador Rubens Saraceni

A edição 59, que saíra no mês de Setembro terá seu conteúdo voltado para o tema “Magia Divina”, hoje praticado por mais de 30 mil pessoas formadas pelo Mestre Mago Iniciador Rubens Saraceni, com textos sobre as magias e relatos de magos e pessoas que já se serviram dela. Se tiver texto, relatos, envie-nos pelo e-mail. JNU. JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 3


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

Caderno do Leitor

contato@jornaldeumbanda.com.br

Doutrina, Textos e Relatos

O CURSO DE DOUTRINA, TEOLOGIA E SACERDÓCIO DE UMBANDA.

Por Rubens Saraceni E-mail: contato@colegiodeumbanda.com.br

O curso de doutrina, teologia e sacerdócio de Umbanda foi idealizado por mim no ano de 2000 e vem sendo ministrado desde então com poucas alterações, mas que objetivaram enriquecê-lo com práticas religiosas umbandistas muito úteis aos dirigentes dos centros. Aprimorei e expandi o ensino da Magia de Pemba na Umbanda, incluindo iniciações que habilitam o uso dela pelos alunos, facilitando o trabalho de defesa e proteção de suas casas e dos seus trabalhos. Aprimorei as firmezas das Forças na natureza, dando a elas um caráter de assentamentos nos pontos de forças dos Orixás, aonde os mal intencionados não conseguem mexer com elas e perturbar nossa vida, inclusive firmando todo um conjunto de Forças auxiliares dos nossos Orixás pessoais e dos Guias de trabalhos que incorporam em nós e dos que são passivos e só atuam a partir do Plano Espiritual. Quanto à parte teológica, com o passar do tempo fui condensando as informações sobre a Teogonia umbandista e hoje todo um conhecimento sobre os orixás é transmitido com tripla finalidade: - Teológica, Doutrinária e Pratica. As aulas são muito dinâmicas e visam desenvolver nos alunos uma consciência religiosa umbandista, porque, sem esse estado de consciência continuarão acreditando que todas as religiões são iguais e continuarão vulneráveis às criticas ou mensagens capciosas emitidas pelos seguidores das outras, que objetivam enfraquecer a fé dos umbandistas e faze-los se sentirem inferiores aos seguidores das outras, o que é falso! Às vezes me solicitam o currículo do curso, mas isso não é possível porque a condução do curso e feita por um Caboclo, mestre de Umbanda, que não trabalha incorporado em mim e só atua na condução das aulas e, não raras vezes muda o conteúdo das aulas segundo sua visão das necessidades de informações dos alunos. No geral, o curso engloba aulas de Teologia Umbandista, de Doutrina, de praticas e iniciações, que são dezoito no total e neste novo grupo de estudos serão feitas uma por mês, diferente dos cursos anteriores, quando as iniciações eram feitas seguidas, Página 4

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

uma por semana e sem intervalo entre elas, fato este que sobrecarregava os alunos devido à repetição semanal dos preceitos e resguardos para se apresentarem nas condições espirituais ideais exigidas para as iniciações. Quanto ao conteúdo didático do curso, ele tem por base os livros psicografados por mim, e que são de Pai Benedito de Aruanda, já bem conhecidos no meio umbandista e que formaram uma base para o estudo da Umbanda, utilizada hoje por muitos para ensina-la aos seus médiuns. Enfim, resumir aqui um curso dessa natureza não é possível, porque um único livro contém uma centena de capítulos, com cada um abordando um assunto de interesse dos estudiosos da Umbanda. Então fica aqui o meu convite para que os interessados venham participar desse novo grupo de estudos Umbandistas, não para se sentirem obrigados a abrirem centros, e sim, para melhor se prepararem para o exercício de suas missões como médiuns e melhor poderem falar e ensinar sobre a Umbanda.

MENSAGEM DO SR. EXU DAS 7 PEMBAS SAGRADAS

Psicografada por: Silvana Cavalcanti

E-mail: silvana.cavalcanti@aasp.org.br

Axé não é para quem quer , é para quem tem merecedor de receber. Não somos chucros como imaginam e não somos ignorantes como vossos vãos pensamentos possam sequer nortear. Somos criaturas desenvolvidas no plano espiritual da vida e, se tens todo o conhecimento tecnologico, científico, astronômico, é porque fomos nós que lhe permitimos o ter, desde a invenção da eletricidade, do fogo, e do primeiro aparelho eletrostático ou eletronico. Fazemos usos dos faladores, dos radiofonicos, das máquinas computadoras e de suas mentes para tentar colocar um pouco de discernimento nestas cabecinhas ocas , que só pensam em bobagens. Ajude teu próximo para ser ajudado, perdoe para ser perdoado, já que a humanidade tem mais sujeiras acumuladas do que seu próprio esgoto. Saravá é para quem quer e tem o merecimento... Laruyê. Exu Caveira das 7 Pembas Sagradas

JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 5


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

IMPORTANTE ! O PAPEL ALUMÍNIO

Ricardo Penna, escritor e consultor gastronômico

O papel alumínio é largamente utilizado na gastronomia, mas na grande maioria das vezes isto acontece de forma incorreta. Vejo pessoas usando-o direto nos mais variados pratos e, também, em seu dia-a-dia. É que os usuários tendem a colocar o lado brilhante virado para fora, pois deixa o visual do prato mais bonito. O lado mais brilhante é assim porque recebe um polimento para criar uma barreira ao contato direto do alumínio com o alimento e, por conseguinte a liberação do alumínio para a nossa receita. Tínhamos que chamar o prato assim, por exemplo: Picanha com alumínio?, pois o alumínio entrará como um algoz invisível na receita. Esta proteção, o polimento, só não acontece dos dois lados, pois é um processo caro que inviabilizaria a comercialização do mesmo. O alumínio é altamente tóxico e é comprovadamente o responsável por complicações gerais no funcionamento do nosso organismo e um grande alavancador do Mal de Alzheimer, inclusive fomentando sua aparição precoce. Como usá-lo? Além de usá-lo com o lado brilhante voltado para o alimento, deve-se evitar dar mais de uma volta no alimento, pois na segunda volta em diante os líquidos que gravitarem entre as camadas serão poluídos com o alumínio e voltarão impiedosamente para a nossa receita. Assim é importante fazer a finalização em forma de trouxa que deve ficar situada na parte superior, para evitar esta comunicação dos caldos do alimento com a parte ruim do papel-alumínio. Sobre as panelas de alumínio Na minha cozinha é expressamente proibida a areação de panelas na parte de dentro, pois quando isto acontece, toda vez que cozinhamos algo estamos também incorporando o temível alumínio à nossa receita. Quando isto acontece por alguma pessoa desavisada ou quando a panela ou caneca é nova, fervo algumas cascas de ovo na panela cheia de água, para elas liberarem o carbonato de cálcio, que vão impermeabilizar nossa panela, dando a segurança que necessitamos para nós mesmos e para as pessoas que mais amamos; nossa família e nossos amigos. ALUMÍNIO - ÚTIL E MORTAL - Dr. Sérgio Teixeira Se seu cabelo está caindo, desconfie do alumínio... Este metal, quando está excessivo no organismo, provoca grande oleosidadeno couro cabeludo, que vai sufocar a raiz dos cabelos. Usar xampus contra a oleosidade ajuda, mas se você não eliminar a causa, vai perder muito cabelo. Muitas vezes, a queda de cabelos vem acompanhada de dormências ou formigamentos quando se fica na mesma posição (com as pernas cruzadas, por exemplo). Página 6

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Além dos seus cabelos, todo o seu organismo está sendo prejudicado: o alumínio deposita-se no cérebro, causando o mal de Alzheimer (esclerose mental precoce) e expulsa o cálcio dos ossos, produzindo a osteoporose. Esse cálcio vai se depositar em outros lugares, produzindo bursite, tártaro nos dentes, bico de papagaio, cálculos renais.... E também vai para dentro das suas artérias, estimulando a pressão alta e a possibilidade de isquemias cardíacas (infarto), cerebrais (trombose) e genitais (frigidez e impotência). Para o Dr. Mauro Tarandach, da Sociedade Brasileira de Pediatria, está bem claro o papel do alumínio nas doenças da infância, graças ao avanço da biologia molecular no que tange ao papel dos oligoelementos na fisiologia e na patologia. Os sintomas clínicos da intoxicação por alumínio nas crianças, além da hiperatividade e da indisciplina, são muitos: - anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, alterações ósseas e renais, anorexia e até psicoses, o que se agrava com a continuidade da intoxicação. Atualmente se utiliza a biorressonância para avaliar o nível do alumínio e outros metais. O método é muito menos dispendioso, podendo ser utilizado no consultório ou na casa do paciente. E como o alumínio entra no organismo? Através das panelas de alumínio, por exemplo, que vêm sendo proibidas em muitos países do mundo. Na Itália, famosa por seus restaurantes, nenhum deles pode usar essas panelas, devido à proibição do governo italiano. É que as panelas de alumínio contaminam a comida intensamente.. Para você ter uma idéia: pesquisa da Universidade do Paraná demonstrou que as panelas vendidas no Brasil deixam resíduos de alumínio nos alimentos que vão de 700 a 1.400 vezes acima do permitido. Isso só ao preparar a comida.. Se esta ficar guardada na panela por algumas horas, ou de um dia para o outro, este valor pode triplicar ou quintuplicar.. Viu por que vale a pena trocar de panelas? Mas não é só. Sabe as latinhas de refrigerantes e cervejas, hoje tão difundidas no Brasil? Pesquisa do Departamento de Química da PUC demonstrou que elas não são fabricadas de acordo com os padrões internacionais. Em conseqüência, seu refrigerante predileto pode conter quase 600 vezes mais de alumínio do que se estivesse na garrafa. E além do alumínio, foram demonstrados pelo mesmo estudo mais 12 outros metais altamente perigosos para a saúde nessas latinhas, como o manganês, que causa o mal de Parkinson, o cádmio, que causa psicoses, o chumbo, encontrado no organismo de muitos assassinos, e outros. Prefira SEMPRE as garrafas, OK? Descoberto em 1809, o alumínio é um metal muito leve (só é mais pesado do que o magnésio) e já foi muito caro. Naquela época, Napoleão III, imperador da França, pagou 150 mil libras esterlinas (mais ou menos 300 Mil reais) por um jogo de talheres de alumínio. Esse metal tem espantosa versatilidade, sendo utilizado em muitas ligas metálicas. JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 7


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Depois do aço, é o metal mais usado no mundo, seja em panelas, embalagens aluminizadas de sucos, iogurte e outras, papel alumínio para embalar alimentos,(um dos piores pois os alimentos vão ao forno ou estão quentes) latas de refrigerantes e cervejas, antiácidos e desodorantes antitranspirantes, assim comovasilhames para cães e gatoscomerem e beberem. Nestes, pode causar paralisia dos membros posteriores que leva ao sacrifício precoce dos animais.

PAI OMOLU: O SENHOR DA VIDA

Por André Cozta E-mail: andrecozta@gmail.com

A morte cantada em prosa e verso pelos encarnados, pode, se não tivermos cuidado, transportar aqueles que nela acreditam à níveis vibratórios da ilusão. A fantasia vendida por alguns religiosos, ao longo dos tempos (pois, penso que as religiões nada têm a ver com as mazelas criadas pelos seres humanos), tem levado, invariavelmente, muitas pessoas ao fundo de um poço que, estivessem elas cientes e conscientes, minimamente, de como funciona a Ciência Maior, encarariam o momento da passagem como uma reciclagem, como mudança para uma casa nova, mais ampla, confortável, arejada e com belas, cheirosas e novas roupas no armário. O Senhor e Divino Orixá Omolu, nada mais é do que um Poder Divino à serviço da Vida. É chamado por muitos de Senhor da Morte. E realmente o é. O problema não está em este Orixá receber este título, e, sim, na minha opinião, no conceito errôneo e peso dados a esta palavra. Se nos detivermos a compreender o conceito verdadeiro, perceberemos que Senhor da Morte = Senhor da Vida. Por que a morte aqui na matéria nos propicia uma nova etapa, ou, “nova vida” em uma outra realidade, seja ela positiva ou negativa. Coloco entre aspas por que, em verdade, a vida é uma coisa só, desde nosso nascimento como centelhas divinas no útero gerador do nosso Divino Criador Olorum, até o instante presente. Portanto, não vivemos várias vidas como atores que interpretam diversos personagens em telenovelas Vivemos uma única existência, onde, numa curta etapa (a jornada humana reencarnatória), temos várias passagens pelo plano material do Planeta Terra para que, por insistência, aprendamos o básico do básico da jornada evolutiva. Trocando em miúdos: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. E assim vamos evoluindo. Escrevo assim, por que a nossa caminhada evolutiva inicia-se muito antes da jornada humana reencarnatória e vai muito além dela. Página 8

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Temos a eternidade e o infinito ao nosso favor. É difícil de compreendermos isto, por que, não conseguimos ver além do muro que nos separa do lado de lá. E isto faz com que nos sintamos finitos em todos os sentidos. E um ser será sempre aquilo que pensa ser. Se não muda sua mentalidade, sofre, e como sofre, até que aprenda pela dor... às vezes, muita dor! Voltando ao objetivo central deste texto, quero encerrar dizendo que o Divino Orixá Omolu, o Senhor da Vida, pode ser muito útil neste momento, na sua vida, auxiliando-o, carregando até seus domínios todas as mazelas do seu dia a dia, tenham sido criadas por você ou não. Curando suas chagas espirituais, energéticas e até materiais. Basta que você se dispa dos preconceitos disseminados ao longo dos anos, jogue a definição demonizadora dele e de outros Orixás no lixo, veja-o como um Poder Divino paralisador de tudo aquilo que atenta contra a Vida e jogue-se aos pés dele, estenda suas mãos e entregue-se. Há de se ter muita coragem e determinação para jogar-se aos pés de um Orixá. Assim fazendo, estará se entregando a Deus. Desejo que reflita bastante sobre este texto.

A Preguiça Mental e Espiritual

Por Alexandre Cumino E-mail: alexandrecumino@uol.com.br

Preguiça é algo real que nos distancia de nosso caminho pessoal. Muitos se tornaram distantes de si mesmos por preguiça mental, preferem se entregar a inércia, pois para melhorar é preciso analisar-se e isso dá trabalho, dói e exige uma tomada de posição. Na adolescência, acreditamos piamente que seremos melhores do que nossos pais, no entanto, com o tempo, vamos fazendo as mesmas concessões que eles fizeram na vida, indo ao encontro das mesmas insatisfações e frustrações. Vivemos em uma inércia alimentada por uma “indução magnética”, algo como um processo de “osmose” em que, sem nos darmos conta, vamos nos tornando iguais a nossos pais por comodismo, pois, afinal, eles já abriram o caminho para nos tornarmos iguais a eles. Há bem pouco tempo, o filho de um sapateiro acabaria sendo sapateiro também, independente se isso lhe agradaria ou não, pois foi o melhor que o seu pai pôde fazer. E, como era apenas a continuidade dos seus pais, só lhe restava dar continuidade ao que ele começou. Mas isso não precisa ser assim. Vencer a preguiça é vencer também o comodismo, paradigmas pessoais e condicionamentos que vêm muitas vezes de nossos pais, parentes e amigos. Tudo nos influencia, somos frutos do meio, ao mesmo tempo em que somos frutos genéticos de nossos pais e frutos divinos no Criador. O meio e a raiz familiar nos influenciam de forma inebriante e, em alguns casos, até mesmo fatalista, mas não podemos esquecer de que também somos frutos divinos e trazemos em nossa alma uma ligação com o Mistério maior da Criação. Há tribos que consideram as crianças verdadeiros mestres, pois guardam lembranças frescas do mundo em que estavam antes. Reprimir ou corrigir uma criança é coisa séria que pode deixar marcas para toda a vida. Uma criança reprimida já está a caminho de se tornar um adulto frustrado, a não ser que consiga juntar força suficiente para vencer seus traumas. Neste caminho, o primeiro passo é perdoar seus pais, seus agressores e, principalmente, perdoar-se a si mesmo por caminhar com essa culpa com relação à vida e a si mesmo. Na Umbanda, temos a oportunidade de buscar força e entusiasmo para criar mudanças, curas e transformações que nos permitam vencer todas estas limitações, comodismos e condicionamentos. Portanto, saia do lugar comum, saia da preguiça mental e espiritual. A Umbanda lhe chama para trabalhar a si mesmo. Pare de apenas pedir coisas e reclamar das pessoas para os guias de Umbanda. Pare com este comportamento cômodo em que você é a vítima do mundo. Perceba que as dificuldades que está passando são resultados de suas escolhas na vida ou de suas escolhas feitas antes de encarnar. JNU - Jornal Nacional da Umbanda Página 9


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Perceba que tudo que o incomoda no comportamento dos outros reflete apenas suas dificuldades internas e o quanto você ainda precisa crescer para não se incomodar mais com os outros. Este é um fato: a Umbanda lhe convida para crescer e, ao mesmo tempo, lhe oferece muitas ferramentas para isso. Além de uma infinidade de recursos magísticos (defumação, banho de ervas, firmezas, oferendas e etc.), temos recursos religiosos (práticas mediúnicas, rezas, atos devocionais, comportamentais, doutrinários e etc.) e, por fim, o mais importante, temos a presença de nossos amados guias e Orixás em nossas vidas. Aprenda com a vida, aprenda com as dificuldades da vida e supere suas limitações, contando com o amparo da espiritualidade. E lembre-se: ninguém pode fazer a sua parte. HISTÓRIAS DA ATUPO - Portugal

BAIANA E OS ACARAJÉS Anabela Loureiro E-mail: nogmary@gmail.com

O S. Coquinho é um baiano que gosta muito de contar pequenas histórias para chegar ao coração das pessoas pois, como ele diz, “uma história perdura e é passada aos outros, uma conversa por mais interessante que seja é mais facilmente esquecida! Ainda nas palavras dele, “O conhecimento deve ser transmitido aos outros porque se assim não for, morre com a pessoa. A evolução dá-se pela passagem de testemunhos. Claro que nem todos são bons, mas isso cabe a cada um de nós utilizar o conhecimento, conforme o nosso livre arbítrio!” A mais recente história contada por S. Coquinho foi a história da Baiana que amava fazer acarajés (bolinhos de feijão fradinho): “ Há algum tempo atrás, numa localidade da Bahia, vivia uma baiana que tinha um negócio caseiro de confeção de acarajés. Ela era uma senhora muito humilde e alegre e, enquanto preparava todos os ingredientes para fazer os seus bolinhos, adorava cantar e todas as pessoas a conheciam pela alegria e satisfação com que os fazia. Apesar de ter bastante clientela, não poupava no preço das cebolas, pois segundo ela, estas deveriam ser as mais suculentas e saborosas, mesmo que o preço fosse um pouco mais elevado, nem de escolher os alimentos mais frescos e saborosos, tão pouco nas quantidades ou no amor com que os fazia. Todos os dias, colocava o feijão fradinho a demolhar em água e, quando prontos, para lhes tirar a “pele”, descascava - os um a um. No decorrer desse trabalho, a baiana cantava com amor e nunca se sentia saturada ou cansada perante tal tarefa minuciosa. Por fim amassava num pilão o feijão fradinho, moldando a massa em pequenos bolinhos, fritando-os de seguida em azeite. O negócio foi prosperando, pois, como ela gostava de apregoar, os seus acarajés eram os melhores da região e quiçá até do mundo inteiro. E tinha razão. Tinha clientes não só da sua região como de outras regiões, tal era a fama que aqueles acarajés tinham. Em cada um, ela punha todo o seu amor e alegria e as pessoas gostavam de ser atendidas pela baiana, pois os vendia com a mesma alegria com que os fazia, contagiando a todos que a procuravam. A baiana foi amealhando um dinheirito e conseguiu por o seu único filho a estudar Página 10

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

na Capital para ser doutor. Quando este terminou o curso, regressou à sua terra natal, e ao ver o tamanho dos acarajés que a mãe fazia e o tempo que ela perdia na sua confecção, começou a explicar-lhe que estavam em tempo de crise e que também ela deveria fazer algumas poupanças. Deveria comprar as cebolas mais pequenas e baratas pois, segundo ele, o sabor seria o mesmo e os clientes não iriam notar. Que, em vez de picar o feijão no pilão, deveria comprar uma dessas máquinas mais modernas que picam uma quantidade maior de feijão, sem haver a necessidade de os descascar um a um. A mãe que amava muito o seu filho acabou por fazer o que ele queria. Notou que, de facto, com as ideias do filho, ela não perdia tanto tempo a fazer os acarajés. Pouco a pouco, a baiana foi deixando de cantar e de por todo aquela alegria a que estava habituada enquanto descascava o feijão; os acarajés grandes e apetitosos começaram a ficar cada vez mais pequenos e sem aquele sabor tão agradável de anteriormente o que, com o passar do tempo, levou a que os clientes deixassem de comprar os seus acarajés. E o negócio faliu. Quando as suas vizinhas lhe perguntavam o que havia acontecido, a baiana respondia, “- Afinal o meu filho, que é Doutor das economias, é que tinha razão! A crise é que acabou com o meu negócio e os fregueses deixaram de comprar, porque não têm dinheiro” S. Coquinho, depois de terminada a história, disse, “a baiana deixou de acreditar nela mesma, influenciada pelo filho, pois como ela dizia, afinal ele é que sabia das coisas, afinal ele estudou na capital para ser doutor das economias e sabe destas coisas. Nunca parou para pensar que o que arruinou mesmo o seu negócio foi o facto de ela deixar acreditar em si mesma. Ao deixar de cantar, deixou de manifestar a sua alegria que tanto contagiava os que por ali passavam, que não lhe compravam os acarajés apenas para os comerem, mas pelo amor com que ela os fazia!” Não esqueçamos então que se nos guiarmos pela nossa fé e continuarmos a lutar pelos nossos sonhos com alegria, com determinação, com amor, contagiaremos tudo à nossa volta e faremos da tempestade uma brisa que nos ajudará a rumar em direção ao arco-íris!

PORQUE ESTUDAR A MAGIA DIVINA?

Por Rubens Saraceni E-mail: contato@colegiodeumbanda.com.br

O estudo da Magia Divina começou em 1999 e até hoje já iniciou dezenas de milhares de pessoas, que passaram a ter nos seus graus recursos imagísticos, inimaginados por elas. Desde seu inicio a Magia Divina surpreendeu a todos pela sua praticidade e objetividade no desencadeamento de ações magicas em beneficio das pessoas necessitadas. Eu tenho estimulado o estudo dela porque conheço seus resultados benéficos! Entre as milhares de pessoas que se iniciaram nela, centenas já se tornaram magos iniciadores e hoje iniciam outras pessoas, criando uma corrente de transmissão de iniciações. Às pessoas que desconhecem a Magia Divina ou não tiveram a oportunidade de se iniciar nela, afirmo-lhes que iniciar-se é graduar-se diante de Deus e de Suas Divindades- mistérios, para melhor servi-lo aqui na terra, prestando aos seus semelhantes um auxilio inestimável, porque todos somos necessitados, em algum momento, do auxilio da magia, seja ela de fundo religioso ou puramente magico. Nas religiões, alguns de seus rituais são mágicos, ainda que não sejam entendidos como tal devido todo um cerimonial que reveste esses rituais mágicos. JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 11


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Não que isto seja errado, e sim, é indispensável para que seus seguidores sejam ajudados de uma forma mais rápida, porque tudo que é gerado de forma negativa pelos seres humanos, por eles deverá ser reparado ou anulado. E isto é o campo da Magia Divina, que nos auxilia na solução desses desequilíbrios, tipicamente humanos. A experiência de tantos anos de ensino da Magia Divina nos mostrou que os que nela se iniciam desenvolvem uma compreensão melhor sobre o mundo espiritual, também conhecido como sobrenatural. Fato esse que anulam em seus íntimos muitos dos temores sobre o outro lado da vida. Mas, além disso, as pessoas que se iniciam desenvolvem alguns poderes que as habilitam a auxiliar seus semelhantes, independente da religião que seguem, porque a Magia Divina não interfere na crença religiosa dos que nela se iniciam. Esses poderes são adquiridos durante as suas iniciações e tornam-se parte do poder pessoal do iniciado, fato esse que o gradua e o habilita a prestar o auxilio aos necessitados onde quer que se encontre, sem outras necessidades além dos poderes adquiridos. A Magia Divina não abre para os que nela se iniciam o lado sombrio ou negativo do submundo astral e, por isso, não tem aplicação destrutiva ou prejudicial a ninguém, podendo ser iniciado nela todas as pessoas que gostam de ajudar seus semelhantes. O ditado popular que diz isto: -“Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos!” é verdadeiro, assim como também o é o que nos revela que, para servirmos Deus, temos que nos preparar e nos aprimorar nos seus mistérios divinos, capacitando-nos para sermos seus instrumentos aqui na Terra ou depois, no Plano espiritual. Por isso sempre envio convite aos meus amigos, oferecendo-lhes a oportunidade de vir conhecer a Magia Divina e nela se iniciarem, habilitando-se para servi-Lo também nesse campo! Conceda a si um momento de desenvolvimento do seu poder pessoal, poder este que, com o tempo se transformará em um dom pessoal, o qual fluirá naturalmente através do seu pensamento e da sua boa vontade em semear o bem onde a sua semeadura se fizer necessária.

Trabalho com a força do Tempo para virar magias negativas

Por: Rubens Saraceni E-mail: contato@colegiodeumbanda.com.br

Elementos: Um copo com água e uma vela branca com um pavio no pé. Procedimentos: Dirigir-se a um local descampado, ajoelhar-se, saudar o Tempo e pedir-lhe ajuda para virar contra quem fez todo e qualquer trabalho que tenha sido feito contra si. Colocar o copo de água oferecendo-o ao tempo, acender a vela branca, elevá-la acima da cabeça e dizer estas palavras: “Tempo! Tempo! Tempo! Eu vos peço que todo e qualquer trabalho de magia negativa feito contra mim, contra minhas forças, contra minha casa (ou centro), contra meus familiares, contra minha vida, eu vos peço aqui, na sua força, seja tudo virado contra quem fez. Tempo! Tempo! Tempo! Tempo que vira! Tempo que roda! Tempo que leva! Tempo que traz! Eu vos peço que leve de volta para quem fez e todos estes trabalhos e me Página 12

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

traga de volta a paz, a saúde, a harmonia, o equilíbrio e a prosperidade. Também vos peço que leve para longe da minha vida quem fez e quem pediu que fossem feitos estes trabalhos contra mim. Amém!” A seguir passe a vela para a mão esquerda e acenda o pavio do pé dela. Enfia a ponta dela no solo, apertando a terra em volta porque a vela não pode cair.A seguir deve-se bater palmas (3X3) e dizer estas palavras: “Tempo! Tempo! Tempo! Peço-lhe que leve para bem longe da minha vida todas estas demandas e quem as fez ou pediu que fossem feitas”

A seguir bater palmas novamente (3X3) e dizer estas palavras: “Tempo! Tempo! Tempo! Eu vos peço licença para me retirar em paz. Amém!” (tudo de joelhos) A seguir deve se levantar, dar sete passos para trás com o pé direito, virar-se e ir embora. Nota: estes procedimentos podem ser feitos para outras pessoas, porém não podem ser ensinados a ninguém. Comentário do Pai Rubens Saraceni: "Amigos, eu coloquei esta magia de retorno com a autorização do meu mestre espiritual porque, desde que foi ensinada em aula tem ajudado muitos dos que a conheceram a se livrarem de certas ações malignas muito dificeis de serem detectadas ou cortadas. O propósito é ensinar os que não sabem, mas que são vitimas de pessoas desequilibradas, que acreditam que, porque sabem como fazer o mal a um semelhante, não se intimidam com as consequencias dos seus atos nefastos. Quem sabe eles também vejam que tudo pode voltar para eles e comecem a respeitar suas vitimas, deixando-as em paz? Afinal, não há nada de errado em virar um trabalho de magia negativa e devolve-la para quem teve o capricho de faze-la, mesmo sabendo que estava errando. A lei do retorno sempre se cumpre! Qualquer falta de explicação na contra magia ensinada deve-se ao fato de eu ter copiado dos meus arquivos e colado no mural sem reler. Para os que ficaram em dúvida, é preciso cortar um pedacinho do pé da vela e deixar um pavio para acender e firma-la de ponta cabeça, com a mão esquerda, devolvendo para o contribuinte a sua má ação. Eu a uso sempre e não fico com a consciencia pesada porque quem gerou uma má ação não fui eu, e sim, quem quer o meu mal. Logo, que o mal volte para quem o gerou!"

JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 13


JNU

Página 14

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

Matéria de Capa Por Alan Levasseur

contato@jornaldeumbanda.com.br

POR ALAN LEVASSEUR

Orixa Omolú

E-mail: contato@colegiobaianojeremiascom.br

Omolu, na África, é considerado junto à sua mãe Nanã, o Orixá da morte. Se não é aquele que faz a transição do espírito que desencarnou, é o responsável pela morte dos enfermos. Em época de várias mortes com a varíola, foi responsabilizado pela morte de milhões de pessoas, sendo conhecido como o Orixá (ou FAUZER) da varíola. É considerado o responsável pela passagem dos espíritos do plano material para o espiritual. Seus filhos são sérios, quietos, calados, alegres de vez em quando, ingênuos demais , porém espertos e observadores e um tanto teimoso. Seus filhos agem como pessoas muito idosas, são lentos e tem hábitos de pessoas muito velhas. Seus filhos também tem muitos problemas de saúde. Mas assim como Omolu pode trazer a doença, ele também a leva. Os devotos lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, o deburu ou doburu, em sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego. Em algumas casas de santo, as pipocas são estouradas em panelas com areia da praia aquecida, lembrando a relação desse orixá com Iemanjá, chamado respeitosamente de tio, principalmente pelo povo da casa branca. Afinal, conta a história que JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 15


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Omolu, muito doente, foi abandonado num rio perto da praia por sua mãe Nanã, por ele ter nascido com grandes deformidades na pele. Iemanjá o tomado como filho adotivo e o curou das doenças. Seu amor materno por ele foi tão grande, que ela o criou como seu próprio filho. Por isso, são realizadas oferendas a Omolu nas areias das praias do litoral brasileiro. Vestido com palha da costa e com contas nas cores vermelha, preta e branca, Omolu dança o opanijé, dança ritual marcada pelo ritmo lento com pausas, enquanto segura em suas mãos o xaxará, instrumento ritual também feito de palha-da-costa e recoberto de búzios. Em alguns momentos da dança, Omolu espanta os eguns, (espíritos dos mortos) e afasta as doenças, com movimentos rituais. Omolu também possui relação com Iansã, em especial Oyá Igbalé, qualidade de Iansã que costuma dançar na ponta dos pés e direciona os eguns para o reino de Omolu. Junto a Nanã Buruku, Ewá, Oxumaré e Tempo ou (Iroko), forma a família de orixás dahomeana, costuma ser reverenciado às segundas-feiras e sincretizado com os santos católicos São Lázaro e São Bento de Núrsia, patrono da boa morte. No sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, em especial na Umbanda é sincretizado com São Roque. Dia da semana: segunda-feira Cores: amarelo, preto, vermelho, branco Oferendas: feijão-preto, carne de porco, pipocas, etc Fios de conta e guias: preta e branca leitosa, amarela e preta Frutas: abacaxi Folhas e ervas: mamona, alfavaca, babosa, barba de velho, Bebidas: água mineral e vinho tinto doce Omolú é comemorado em 16 de Agosto devido ao sincretismo com São Roque. É sincretizado como São Roque na forma de Obaluaiê, o jovem. Na forma mais velha de Omulú, é sincretizado como São Lázaro. Omulú é sincretizado com São Roque, que é um santo da Igreja Católica, protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. A sua popularidade, devido à intercessão contra a peste, é grande sendo protetor de múltiplas comunidades em todo o mundo católico e padroeiro de diversas profissões ligadas à medicina, ao tratamento de animais e dos seus produtos e aos cães. A festa em homenagem a Omolú/Obaluaiê é celebrada em 16 de Agosto. Dia de Omolú e características dos filhos Uma das características mais marcantes dos filhos de Omolú é que eles parecem ter mais idade do que realmente têm por conta da entidade ser mais velha e agem como se tivessem uma idade bastante avançada. Os filhos de Omolú são doces, mas reclamões, rabugentos, um tanto mal-humorados. Quando querem, fazem e ajudam a todos sem exceção. Os filhos deste orixá sofrem com muitos problemas de saúde que se arrastam por anos, geralmente desde criança ou desde o nascimento. São fiéis, dedicados e amigos de verdade. Podem ter premonições e seus filhos tem um pensamento de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças, ou serem irresponsáveis. Gostam Página 16

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

da ordem e disciplina. Pipoca é a oferenda principal de Omolu Os devotos de Omolú lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, o deburu ou doburu, em sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego. Doburu é a comida ritual mais apreciada pelos orixás Obaluaiêe e Omolú. É o milho de pipoca estourado em uma panela, em alguns lugares com óleo, em outros com areia. Nesse último caso, é preciso peneirar a areia dessa pipoca depois de pronta. Ao final, a pipoca é colocada em um alguidar (vasilha de barro) e enfeitada com pedacinhos de côco. Lenda de OmolU Lenda de Omolu - o Orixá que dança só Há muitos e muitos anos, um episódio interessante percorre a África inteira. É sobre uma grande festa, que reunia uma lista de ilustres convidados - Oxum, Iemanjá, Oxalá, Xangô, Oxossi, Ossaim, Obá, Logunedé, Iansã, Nanã, Ogum e Oxumaré. Todos os orixás estavam lá. Na verdade, quase todos, porque faltava o Omolu. Omolu ficou do lado de fora com vergonha das marcas que a varíola lhe deixara no rosto. Ao saber disso, Ogum correu até a floresta e teceu uma roupa de palha, o ofilá, para que o irmão participasse da festa. Omolu entrou, mas ninguém quis dançar com ele. Mesmo cobertas, suas feridas causavam repulsa nos orixás. A corajosa Iansã foi a única que o chamou para uma dança. E como Iansã é a orixá dos ventos, sem querer, mandou a roupa de Omolu pelos ares! Qual não foi a surpresa quando, livre do ofilá, surgiu um homem lindo, sem defeito algum. Ao ver a beleza de Omolu, os orixás femininos suspiraram e os masculinos se morderam de inveja. Omolu ofereceu à Iansã uma recompensa, mas, a partir daquele dia, passou a dançar sempre sozinho nas festividades.

Oferenda Omolu Toalhas ou panos branco e preto sobrepostos formando oito pontas ou bicos; velas branca, preta e vermelha; fitas branca, preta e vermelha; linhas branca, preta e vermelha; pembas branca, preta e vermelha; flores (crisântemos, flores do campo, rosas brancas); frutas (maracujá, ameixa preta, ingá, figo); comidas (pipocas estaladas e regadas com mel, coco seco fatiado e regado com mel, batata doce roxa cozida e regada com mel, bistecas ou fatias de carne de porco regadas com azeite de dendê; bebidas (água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã). Texto de sugestão para oferenda retirado do Livro Rituais Umbandistas de Rubens Saraceni, Editora Madras. JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 17


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

MORTE DO CORPO FÍSICO -

Deligamento do Cordão de Prata

Por Alan Levasseur E-mail: contato@colegiobaianojeremias.com.br

Já comentamos em matérias anteriores sobre o cordão de prata, o cordão de ouro, as ligações entre o corpo material e o perispírito ou psicossoma, e do perispírito com o próprio espírito, também chamado corpo mental. Trataremos agora do desligamento do corpo físico, isto é, o processo da morte. E há um trecho no livro “Obreiros da Vida Eterna” do espírito André Luiz e psicografado por Francisco C. Xavier, que esclarece magistralmente:

Obreiros da Vida Eterna, Capítulo XIII:

“…Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador: - Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma: “ o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; Página 18

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.” Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual. O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal (no cérebro), Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias. “A fossa romboidal ou rombóide fica a nível do 4º ventrículo, corresponde mais ou menos a inserção da cabeça ao pescoço, a “ para-nuca”

JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 19


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto. Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do “morto”, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.” Raríssimos espíritos encarnados tem a capacidade de auto-desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. No Brasil, citase o caso do grande médium Eurípedes Barsanulfo. Aliás, este grande educador, médium das primeiras horas do Espiritismo brasileiro, que alem de farmacêutico, mantinha em Minas Gerais uma escola nos moldes daquela que educara Allan Kardec, cujo professor foi nada menos que Pestallozzi. Seu desencarne ocorreu com apenas trinta e oito anos, vitima da gripe espanhola, após ter exaustivamente ajudado a todos também acometidos. Diz-se que ele não precisou de ajudar para libertar seus laços perispirituais, e logo estaria participando de comunicações Estranhamente, em sincronia ao ano 1918, também desencarnaram: a médium Italiana Eusápia Palladino, primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências por cientistas, Alexandre Aksakof, César Lombroso, Charles Richet, Enrico Morselli dentre outros exponentes da época, como se tivessem sido chamados a um só tempo, em missão para o astral. A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados “vibratoriamente” ao planeta. Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando. Se considerarmos sob a ótica da Umbanda, vamos observar o admirável trabalho dos Exus e Pombogiras na tarefa de proteção, notadamente as falanges ligadas ao Sr. Exu Caveira, e as Linhas do Cemitério, as das Almas, que rendem respeito ao Orixá Omulu. Quando o espírito é merecedor de auxílio durante seu desencarne, aqueles espíritos que tem a tarefa de auxílio nesta área realizam as seguintes tarefas:

• Preparação – O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Página 20

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos. • Proteção – Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em “vampirizar” os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas. • Desligamento – já descrito acima. • Encaminhamento – Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, deixados por sua conta,mas isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Como durante a vida encarnada, atrairá com seus pensamentos aquela realidade com a qual se afiniza. No livro “Voltei” já em espírito, Bezerra de Menezes, em psicografia de Francisco C. Xavier, esclarece que na maioria dos casos, não seria possível libertar os desencarnados tão apressadamente, e que a rápida solução do problema liberatório dependeria, em grande parte, da vida mental e das idéias a que se liga o homem na experiência terrestre. Até o rompimento do cordão de prata o espírito encontra-se como um balão cativo (palavras de Bezerra de Menezes), e fica mais suscetível à influência do ambiente onde se encontra, também menos consciente e fraco. Após o rompimento, ocorre um gradual aumento da consciência e fortalecimento. Quanto à necessidade de existir guardiões na calunga pequena protegendo os recém desencarnados, é fato freqüente, descrito nos livros de Rubens Saraceni e Robson Pinheiro, entre outros. Criaturas trevosas rondam buscando meios de roubar os restos de ectoplasma que ainda persiste algumas horas após o desenlance. Este ectoplasma é o mesmo fluido vital que permeia corpo físico, ligando-o ao perispírito, e pode ter uma utillização incorreta. Felizmente os protetores na grande maioria das vezes conseguem impedir tais cometimentos.

JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 21


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Algumas pessoas, por estarem muito apegadas à matéria, levam às vezes quase 48 horas para finalizar seu processo de desligamento, daí ser o ideal, em caso de cremação, que ela ocorra após este período. Poderemos voltar a escrever sobre isso posteriormente. No livro “Evolução em Dois Mundos”, André Luiz, espírito, em psicografia de nosso querido Chico e Waldo Vieira, fala da “Segunda Morte”, condição em que o espírito afundou tanto na lama de seus erros e vibrações inferiores, que perde a capacidade de manter seu perispirito, passando a ser um “ovóide”, ser com a mente atrofiada, sem vontade própria, que geralmente se torna prisioneiro de senhores da escuridão. No entanto, autores de textos relacionados à Fraternidade Branca, também falam da “Segunda Morte”, num sentido mais elevado, onde o espírito, por seu grau evolutivo, perde o envoltório constituído pelo perispírito, que não deixa de ser um tipo de matéria, e se torna praticamente, só Luz. Seria a morte de qualquer resíduo de materialidade, para a ascensão.

Oração aO Pai Omulu! Por: Luciana Mattos E-mail: luciana-mattos2011@hotmail.com

Salve meu Pai Omulu, Senhor da terra, Senhor do Corte, do fim e do começo! Saúdo-vos e reverencio respeitosamente e peço que me abençoe com vossas vibrações divinas, e que sua terra consuma todos os defeitos que nos impedem de crescermos espiritualmente e materialmente. Que o senhor em sua misericórdia divina ensine-me a remediar e, ao mesmo tempo, curar-me das tristes doenças que levam os desencarnados aos seus domínios, para que na hora de minha passagem eu possa reverencia-lo e servi-lo estando lá para ajudar, e não para ser punido. Que o vosso poder divino ajude-me a cortar e eliminar os meus defeitos de inveja, mesquinharia, maldade, rancor, ódio, ira, bestialidade, egoísmo, vaidade, soberba, e medo! (3x) Ajude-me a tornar-me uma pessoa melhor, pois eliminando os meus defeitos estarei, também, eliminado as oportunidades de meus inimigos! Meu pai que já me acolhei muitas e muitas vezes, eu vos peço que deixe sobre mim o seu símbolo sagrado, para proteger-me contra todos os que atentem contra minha vida. Que toda e qualquer ação negativa, ativada na vossa vibração contra a minha vida, seja revertida aos seus autores e mandantes, e que sejam recolhidos seus poderes, forças e símbolos, neutralizando-os totalmente e assim não atentem mais contra a vida de quem quer que seja! Agradeço-lhe pai divino, e vos peço a benção a mim, minha casa e meus familiares. Salve Senhor da Terra! Salve Pai Omulu! Atotô meu Pai! Página 22

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

SOMOS LUZ

Enviado por Marcelo Augusto M. Leonardeli Facebook: https://www.facebook.com/messages/marceloaugustomoraes.leonardelli

O biofísico alemão e vice-presidente do Instituto Internacional de Biofísica, FritzAlbert Popp descobriu que, no interior das células humanas, o ADN emite Luz na forma de biofotões. Os biofotões são as menores unidades físicas de luz, as quais são armazenadas em, e utilizadas pelos organismos biológicos – incluindo o nosso corpo. Todos os organismos vivos emitem biofotões ou ligeira luminescência (comprimento de onda de 200 a 800 nanómetros). A luz é uma das maiores energias que movem o mundo. E, nesse sentido, o descobrimento das emissões biofotônicas significou um passo muito importante. Os fótons têm sido denominados “a luz das células”. Não é por acaso, são luzes débeis emitidas pelos organismos vivos, por meio dos quais se comunicam entre si. “A luz do sol é uma comida natural das plantas, e também dos humanos e dos animais, no sentido de que se alimentam de plantas que têm fótons armazenados. Por exemplo, se separamos a glicose - o açúcar - em CO2 e H2O, ambos são componentes moleculares do açúcar, mas ambos contém luz do sol, armazenam luz do sol, e nosso corpo aproveita o CO2 e o H2O do açúcar, e o resto é luz do sol, que permanece em nosso corpo enquanto o CO2 e o H2O desaparecem. Portanto, também vivemos da luz e temos que encontrar como se realiza esta conexão entre a capacidade de armazenagem da comida e sua qualidade. É muito provável que a qualidade da comida seja melhor quanto maior seja sua capacidade de armazenar luz, e por isso medimos sua capacidade de armazenar luz. Isto parece muito simples explicado assim, mas é muito mais complexo.” Fritz-Albert Popp. JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 23


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

CURSOS E EVENTOS

DIVERSOS

CURSO DE NUMEROLOGIA KABALISTICA, ASTROLOGIA E MAPA ASTRAL

Inscrição: 25 de Agosto, domingo Horário: 10 às 12h Mensalidade: R$ 65,00 Duração: 3 meses cada módulo, podendo fazer independente, ou seja, apenas um, dois ou todos. Endereço: Rua Padre Adelino, 1776, próximo ao shopping metro Tatuapé. Fone: 2764.1096 e-mail: contato@colegiobaianojeremias.com.br

RESERVAS POR EMAIL, OU TELEFONE, LIMITE DE 30 VAGAS!

Aprenda a fazer sua numerologia, alterar sua assinatura para energizar e imantar seu nome de forma correta, fazer seu Mapa Astral e interpretar cada casa, planeta, disposição e local de cada planeta. Com a astrologia, mapa astral e numerologia é possível identificar retornos cármicos, planetas retrógrados, questões de saúde, vicio e ambiente familiar, além de mostrar as pessoas os “porquês” de tanta coisa na vida que não encontramos solução. Curso com Certificado.

Curso de Tarô Cigano -

Duração: 2 meses Mensalidade: 90,00 Ministrante: Silvana Dia: Sábados das 13h às 15h Inicio: 31 de Agosto Reservas pelo e-mail: contato@colegiobaianojeremias.com.br

Página 24

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Colégio de Umbanda Baiano Jeremias DESENVOLVIMENTO MEDIUNICO Aulas teóricas e práticas Iniciando turma em Agosto para as quintas-feiras, das 20h às 22h.

BENZIMENTO

Duração: 1 mês Dia: as quartas-feiras, das 20h às 22h. Inscrição: 11 de Setembro Endereço: Rua Padre Adelino, 1776 - Tatuapé próximo ao Shopping Metrô Tatuapé/SP Maiores informações e reservas: e-mail: contato@colegiobaianojeremias.com.br fone: 2764.1096 JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 25


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

ÚLTIMA PÁGINA

contato@jornaldeumbanda.com.br

estudar Umbanda -

ESCOLA DE DESENVOLVIMENTO MEDIUNICO UMBANDISTA

Por Rubens Saraceni

Na Umbanda o desenvolvimento dos médiuns acontece com as pessoas possuidoras da mediunidade de incorporação, entrando para corrente mediúnica e pouco apouco irem desenvolvendo-se e sendo doutrinadas até que, com o passar dos anos, comece a dar passes. Esta é a regra e tem sido assim desde o inicio da Umbanda como religião. A idéia de criar um curso voltado exclusivamente para o desenvolvimento dos médios de incorporação e para prepará-los mais rapidamente surgiu em meados da década de oitenta, quando eu abri o meu primeiro centro de Umbanda e vieram muitas pessoas com mediunidade pedindo para entrarem nele e ali se desenvolverem. Por determinação do Senhor Caboclo Arranca toco, nos fazíamos uma lista de espera e as pessoas vinham tomar passe espiritual até que um grupo se formasse e pudesse se desenvolver todos juntos e por igual. Nesse tempo, mais ou menos a cada seis meses um novo grupo começava e era auxiliado pelo os mais velhos da casa. Era muito positivo esse método por que separava o médio iniciante do trabalho pesado (desobsessão corte de demanda, descarrego etc) e quando o médio adquiria estabilidade em sua incorporação e já entendia o funcionamento da casa e dos trabalhos, então era integrado aos guias de atendimentos ao publico, ajudando a cambonear os guias e gradativamente começava a fazer transportes, descarregos e desobseções. Com cerca de seis meses de giras de desenvolvimentos separados dos trabalhos de atendimentos, um médio iniciante já incorporava guias espirituais de todas as linhas puxadas por nós Caboclos (as), Pretos velhos (as), Baianos Boiadeiros, Marinheiros, Sereias, crianças, Exus e Pomba-gira (estas só para mulheres). Então, com o mediun já seguro de sua mediunidade e conhecedora do seu universo espiritual, e na hora de conduzi-lo à sua misão. Nesse tempo a doação de um dia especifico para o desenvolvimento trouxe grande crescimento à nossa modesta, mas ampla Tenda espiritual localizada no bairro jardim Ercília, na zona leste de São Paulo. E, muitos anos depois, Já instalados no bairro do Belenzinho, capital, retornei a dinâmica de desenvolvimento já testada muitos anos antes e criei a escola de desenvolvimento mediúnico umbandista, voltada exclusivamente para o médium iniciante. O sucesso é inegável e são tantas as pessoas que buscam o desenvolvimentos que temos que conter a estrada de nossos médiuns por falta de espaço físico, E a mesma receptividade tem tido nestas escolas de desenvolvimento criadas em centros de amigos nossos que também acreditam que esta na hora da umbanda organizar-se melhor e oferecer ao seus novos adeptos um pouco mais de conforto, doutrina e confiança. Esperamos que em breve todos os centros criem suas escolas de desenvolvimento, separando o iniciante e auxiliando em um curto espaço de tempo a conceder melhor suas forças espirituais. Página 26

JNU - Jornal Nacional da Umbanda


JNU

São Paulo, Agosto de 2013.

Edição: 58

contato@jornaldeumbanda.com.br

Essa idéia já foi adotada por muitos e todos estão satisfeitos com os resultados obtidos. Umbandistas, adotem esta idéia e criem em seus centro suas escolas de desenvolvimento mediúnico!

JNU - Jornal Nacional da Umbanda

Página 27

Jnu Edição 58  

Jornal Nacional da Umbanda - jnu

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you