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hajaSaúde! | distribuição gratuita | tiragem bimestral | Out. Nov. Ano XI Nº74

hajaViagem - Índia Especial - Dia da ECS-UM

Corrida Vital e MMM

hajaCiência

hajaViagem - Índia

Em outubro, a colheita do fruto


2 hajaSaúde!

hajaEditorial

Luís Araújo. 59221 - lasaraujo91@gmail.com

Chega ao fim mais um ciclo no haja Saúde! Com a certeza de que esta equipa tomou sempre este espaço como seu, de todos e de cada um. Mais que um jornal, este espaço representa um local de partilha de ideias, de experiências, de interesses; representa a História da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Folheando as edições desde 2002 deste jornal faz-me sentir o mesmo quando as folheei há dois anos atrás: sentimento de pertença a esta Escola. Um sentimento partilhado por toda a equipa e, tenho a certeza, por todos os que participaram direta ou indiretamente neste projeto. Elaboramos uma nova equipa editorial. Informatizamos o hajaSaúde na sua plataforma online (onde já obtivemos mais de 18.000 visualizações).

Fizemos trabalhos de interesse geral, como o tema da emigração médica diferenciada, a abordagem constante às alterações nos regulamentos e estatutos de curso, de internato médico e de especialidade, as entrevistas a diversas personalidades, tanto a nível como local, como internacional – contactando desde personalidades intimamente ligadas à Escola, como o prof. Daniel Serrão, até presidentes de sociedades europeias de especialidades médicas, como o Prof. Espregueira-Mendes, passando ainda por uma das 100 personalidades mais influentes do mundo eleitas pela revista Times, como o prof. Dieter Egli. Foram edições que obtiveram grande sucesso. Contudo, entendemos também que o hajaSaúde! é um espaço que necessita de constante renovação, mudança, ideias novas, motivação e vontade renovada. Por este motivo, esta equipa dará lugar a um novo rumo, que tenho a certeza que será tão ou melhor que os anteriores! É com mágoa que escrevo as últimas

palavras num projeto que me acompanhou durante dois anos, mas é com convicção, orgulho e esperança que as escrevo. Convicção de que foi um projeto bem executado; orgulho por ter feito parte deste projeto que marca a História da ECS; esperança de novas vontades e ideias para este projeto sempre inacabado!

breveCrónica Luís Araújo. 59221

Outubro, mês da colheita de fruto cultivado Mês de outubro fantástico para a Escola de Ciências da Saúde! No mês em que se celebrou mais um aniversário da ainda jovem ECS, é com orgulho que posso dizer que estudo nesta Escola. Digo isto após lembrar-me de 4 momentos importantes e exemplificadores da dinâmica que se respira nesta Escola. O primeiro, constituiu um reconhecimento da dinâmica da Universidade do Minho como um projeto de vanguarda científica e educacional, sendo a sua Escola de Ciências da Saúde uma forte fonte de dinamismo da mesma. Foi por isto que a Universidade do Minho foi reconhecida como uma das 400 melhores universidades a nível mundial, de acordo com o principal ranking de instituições de ensino superior (da revista Times Higher Education). A melhor portuguesa. Para que isso fosse e continue a ser possível, e passando para o segundo momento, é responsável o crescimento consistente e exponencial da Escola de Ciências da Saúde, observável a cada

dia 8 de outubro de cada ano. Uma evolução contínua, onde todos participam na formação de todos, onde se procuram otimizar métodos, onde há a abertura suficiente para a mudança. No fundo, encontramos nestes momentos, e irremediavelmente todos os anos, uma Escola diferente, mas com a mesma vontade e capacidade de adaptação e mudança. Terão sido estas as razões que levaram o Dr. António Simões a deixar, no dia do 13º aniversário da Escola a que reconhece viabilidade, mérito e potencialidade, um legado que tem tanto de valor material, como de imaterial, imortalizando o nome de sua mãe no auditório da ECS. O terceiro momento do mês ficou então marcado pelo mecenato de Dr. António Simões, um modelo do reconhecimento neste projeto de Escola! Mas também os estudantes são motores de mudança da Escola. Tanto pela sua capacidade associativa, como pelo seu pensamento crítico sobre a sociedade, como ainda pela sua vontade de

participarem na sua auto-formação. O vídeo promocional da Escola de Ciências da Saúde apresentado pelos estudantes durante o 13º aniversário da Escola, juntamente com o Minho Medical Meeting, desta vez dedicado às técnicas cirúrgicas minimamente invasivas marcaram a atividade estudantil e foram o espelho da “dinâmica que os estudantes de medicina têm tido no nosso país” e nos dão “o prenúncio de que iremos ter médicos de excelência”, segundo o Ministro da Saúde, Paulo Macedo, no âmbito da Apresentação do Minho Medical Meeting. Que se olhe para este outubro como um modelo de Escola que queremos ter e construir!


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Boas vindas aos seus novos alunos Pedro Peixoto, 65737

No passado dia 16 de Setembro, a nossa Escola recebeu mais uma geração de futuros e promissores jovens médicos, num ambiente festivo e de orgulho para toda a comunidade escolar. Mais uma vez, esta recepção ficou a cargo da Unidade de Educação Médica (UEM) e do Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM). Aos novos alunos foi dada a conhecer, não só a metodologia de ensino do curso, assim como as instalações em que o mesmo será ministrado. Ao cargo do NEMUM esteve, à semelhança de anos transactos, o projecto das tutorias, com a participação de alunos de todos os anos subsequentes, clínicos e básicos, com o intuito de ambientar os novos alunos

à casa, que agora os acolhe. O Departamento Pedagógico do NEMUM tem também promovido um conjunto de acções de formação dos tutores, no sentido de os ensinar a ensinar a estudar, permitin-

do, desta feita, melhores resultados das tutorias, com subsequente maior integração dos alunos no projecto educativo da Escola.

Prémio Nobel Medicina 2013 Cláudia Macedo, 56155

Desde 1901 que o Prémio Nobel reconhece as maiores conquistas mundiais nas áreas da física, química, medicina/ fisiologia, literatura e paz. Cada prémio consiste numa medalha, num diploma, numa determinada quantidade de dinheiro e, principalmente, no reconhecimento público de anos de pesquisa e trabalho. O Prémio Nobel de Medicina/ Fisiologia de 2013 foi divulgado a 7 de Outubro tendo sido atribuído a James E. Rothman (Universidade Yale, EUA), Randy W. Schekman (Universidade da Califórnia, EUA) e Thomas C. Südhof (Universidade de Stanford, EUA) “pelas suas descobertas na regulação da maquinaria do trafego vesicular, o maior sistema de transporte nas nossas células”. Randy Schekman, em 1970, usando célu- James E. Rothman las de leveduras mutantes e normais descobriu os genes que desempenhavam um papel crucial no sistema de transporte celular. Por seu turno, James Rothman trabalhou nos anos oitenta e noventa com células de mamíferos tendo descoberto

que as vesiculas possuem, na sua superfície, um complexo proteico com especificidade para se fundir apenas com determinadas proteínas complementares presentes nos seus locais alvo na complexa rede de membranas internas responsáveis pela compartimentação celular. No entanto, faltava esclarecer como era determinada a fusão e a libertação das vesiculas.

Randy W. Schekman

O alemão Thomas Sudhof respondeu a essa questão. Tendo em conta as descobertas feitas por Schekman e Rothman, Sudhof descobriu, através do seu trabalho com células nervosas, que o mecanismo responsável pela libertação

do conteúdo vesicular nos locais certos e no momento certo era controlado pela libertação de iões de cálcio. O comité Nobel realçou a importância da descoberta destes três investigadores que permitiu resolver um antigo enigma na biologia celular e também mostrar que distúrbios nesta maquinaria podem ter efeitos deletérios e contribuir para condições como as doenças neuro-

Thomas C. Sudhof

lógicas, diabetes e desordens imunológicas, apesar destas descobertas não terem, ainda, originado novos tratamentos para as patologias supracitadas.


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hajaICVS - Stress crónico causa dessincronização entre as estruturas cortico-límbicas

(Artigo escrito em junho de 2013, sem edição)

Emanuel Carvalho, 65786

Segundo um trabalho de investigação, realizado no domínio de Neurociências do ICVS, a exposição a stress por períodos prolongados (a que, por exemplo, os estudantes de medicina estão muitas vezes sujeitos!) pode causar uma progressiva dessincronização do circuito entre o hipocampo ventral e o córtex pré-frontal medial, responsável por algumas das alterações comportamentais e cognitivas que esta provoca. O estudo surgiu da “necessidade de explorar em detalhe as alterações electrofisiológicas deste circuito cortico-límbico que explicassem a ligação entre modificações a nível celular e défices comportamentais verificados em modelos animais de exposição crónica a factores de stress”, como refere um dos autores do trabalho, o investigador João Oliveira. Para o levar a cabo, foram feitas duas experiências: a primeira, na qual se gravou simultaneamente a actividade neuronal do hipocampo ventral

e córtex pré-frontal medial de ratos, expostos a um número variado de stressores, durante diferentes períodos; e a segunda, na qual se comparou as medidas electrofisiológicas de determinados animais stressados e normais com o desempenho cognitivo dos próprios, de forma a encontrar correlações entre problemas no funcionamento da rede cortico-límbica e os défices cognitivos. Depois da análise dos dados, a equipa conclui que “o aumento de actividade no hipocampo ventral estava relacionado com a perda de sincronia entre este e o córtex pré-frontal, o que indicia um papel primário do hipocampo como alvo dos efeitos nefastos do stress crónico”, afirma o investigador. Para além disto, acrescenta que “foi também encontrada uma relação directa entre o aumento de actividade neuronal no hipocampo e a má performance na tarefa, o que vem apoiar a hipótese de que esta actividade

desregulada pode prejudicar a função da própria rede e, consequentemente, resultar num défice comportamental”. O objectivo deste tipo de estudos é “indicar novos alvos terapêuticos que possam ser usados quer para tratamento, quer para profilaxia de sintomas causados pela exposição crónica a stressores” e, portanto, o próximo passo na investigação é o “estudo da recuperação dos efeitos nocivos do stress e da caracterização do papel da rede cortico-límbica nessa recuperação”, conclui o investigador. Por último, há que realçar que este grupo de investigação está correntemente a estudar os efeitos nocivos do stress em humanos, sendo os resultados até agora obtidos concordantes com os deste trabalho.

hajaCiência - Diabetes 0 João Carvas, 56833

E se fosse possível repovoar o pâncreas com células-β produtoras de insulina e acabar com a Diabetes mellitus? Foi isso que alguns cientistas fizeram, liderados por Douglas Melton no Howard Hughes Medical Institute da Universidade de Harvard. Para alcançar este feito trataram um conjunto de ratinhos com um péptido que se liga aos recetores da insulina inativando-os e criando assim um estado de resistência global à insulina. Fisiologicamente isto tem o efeito já conhecido de uma proliferação das células dos ilhéus-β. A diferença é que desta vez os investigadores conseguiram atribuir este efeito a uma nova hormona, a betatrofina, produzida no fígado e tecido adiposo. Quando injetada diretamente nos ratinhos com 8 semanas, a betatrofina promoveu um aumento de 17 vezes no crescimento das células produtoras de insulina, aumentando a sua massa e melhorando a tolerância à glucose nos animais.

Esta hormona atua especificamente nas células-β e é produzida também no fígado humano. A diminuição da função das células-β pancreáticas é a principal causa da diabetes tipo 2, uma doença metabólica que afecta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 13% da população portuguesa2, com enormes custos financeiros e sociais. Segundo os autores do estudo, publicado na edição de Abril da revista Cell, uma injeção de betatrofina uma vez por mês ou uma vez por ano poderá ser suficiente para aumentar a produção de insulina nos pacientes com DM tipo 1 e tipo 2 e melhorar o controlo glicémico de uma maneira muito mais fisiológica que a conseguida a injeções de insulina. Claro que todo este otimismo esbarra com algumas críticas que poderão ser apontadas ao estudo como o facto de utilizar apenas ratinhos jovens e um mecanismo de indução de resis-

tência à insulina pouco fisiológico. Para além disso, até hoje a manipulação de células-β em humanos tem-se revelado extremamente difícil. Adicionalmente a produção de hormona em quantidades suficientes para iniciar estudos em humanos pode ainda demorar alguns anos. Artigo principal: 1 - Peng Y1, Ji-Sun Park, Douglas A. M. - Betatrophin: A Hormone that Controls Pancreatic β Cell Proliferation Cell - Volume 153, Issue 4, 9 May 2013, Pages 747–758 A diabetes em Portugal: 2 – Boaviada JM, et al - Diabetes, Factos e números 2011-

Relatório anual do Observatório

Nacional da Diabetes – Sociedade Portuguesa de diabetologia, 2012. No site: www.ulsm.min-saude.pt


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hajaCiência - O sono, a mulher-a-dias do nosso cérebro João Carvas, 56833

A questão “porque dormimos?” esteve sempre presente ao longo da história da filosofia e da ciência e em particular da ciência do sono. Evolutivamente pode parecer à primeira vista no mínimo intrigante, o porquê de perder tantas horas da nossa vida num estado de “inconsciência” – e logo de vulnerabilidade – quando podíamos usa-lo para juntar comida e dinheiro, ou mesmo para estudar o Harrison como se não houvesse amanhã. A verdade é que este é um fenómeno de tal maneira conservado que só pode ter vantagens adaptativas/ evolutivas. As teorias sobre a utilidade do sono dividiram-se historicamente entre a da (1) “reparação e restauro” das funções vitais que mantêm o organismo a funcionar adequadamente, a da (2) “conservação de energia” em que o sono é apenas um período de poupança de combustível, e a da (3) “consolidação da informação” em que o sono é o período em que se processa, seleciona e armazena toda a informação recebida durante o dia. Muitos cientistas concordarão que provavelmente se tratará de uma combinação de todas estas funções. Para todas as teorias existem argumentos e provas válidas, mas um estudo publicado na revista Science de 18 de Outubro

Imagem original Artigo

vem por o foco de maneira brilhante sobre a teoria da “reparação e restauro”. Mainken Nedergaard e o seu grupo na Universidade de Rochester em Nova Iorque demonstraram pela primeira vez, com evidência ao nível molecular, um dos papéis mais básicos do sono: limpar o cérebro de produtos metabólicos tóxicos. O mesmo grupo descreveu em 2012 uma rede de canalículos microscópicos no cérebro, cheios de fluído e que muito como o sistema linfático, limpam o cérebro de tóxicos. Em vez de transportar linfa, estes canalículos transportam LCR. Foi chamado na altura de “sistema glimfático”. No trabalho deste ano, a primeira autora Lulu Xie, a primeira autora deste estudo, passou cerca de 2 anos a treinar ratinhos para adormecerem num microscópio bifotónico onde é possível seguir o movimento de corante através de um tecido vivo. Uma vez adormecidos os ratinhos eram injetados no LCR com um corante verde através de um cateter. Depois de acordados outro corante desta feita vermelho, facilmente distinguível pelo microscópio era injetado. Seguindo o movimento dos corantes determinou-se que durante o sono havia um maior fluxo para dentro do cérebro, o que era o oposto ao

que acontecia durante o período de vigília. Foi possível também calcular uma expansão de 60% no volume dos canalículos gliais durante o sono. Os investigadores injetaram também a proteína amiloide-β no c��rebro dos ratinhos concluindo que durante o sono a velocidade de remoção desta proteína tóxica era o 2 vezes superior. Esta proteína pode agregar-se em placas patogénicas estando associada à doença de Alzheimer. Muitas doenças neurológicas como Alzheimer, AVC e demência estão associadas a perturbação do sono. Este estudo aponta para o sono como uma possível causa (e não só uma consequência) destas patologias, uma vez que a remoção de substâncias tóxicas do cérebro é impedida pela diminuição ou ausência de um sono eficaz. O mecanismo pelo qual há este aumento da drenagem de LCR durante o sono ficou ainda por demonstrar. Como é que se põe um ratinho com um cateter a dormir num microscópio, com um cateter no pescoço?? A resposta no próximo artigo! Referências: Xie, L., et al., Sleep drives metabolite clearance from the adult brain. Science, 2013. 342(6156): p. 373-7.

Quadro “The Nightmare” de Henry Fuseli


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Especial - 13º Aniversário da Escola de Ciências da Saúde - Universidade do Minho Pedro Peixoto, 65737

Todos os anos a Escola de Ciências de Saúde coloca-se no seu máximo esplendor para celebrar condignamente o seu aniversário. Não só é um aniversário do nascimento de mais uma escola médica a nível nacional, mas também o nascimento de uma nova forma de ensinar, muito própria desta instituição. A concretização do sonho do Professor Pinto Machado teve, assim, mais uma vez, a tradicional reverência que lhe é merecida, no passado dia 08 de Outubro. Este ano, além do que já era habitual, somou-se, ainda, a generosa doação feita pelo doutor António Simões, que não só prestigia a instituição, como também será útil para a formação dos novos médicos, na sua educação básica e acompanhando-os na investigação que possam empreitar.

No passado dia 08 de Outubro, a Escola de Ciências da Saúde (ECS) comemorou o 13º aniversário da lição inaugural, do “maravilhoso sonho” do Professor Pinto Machado. Contou-se com a participação de toda a comunidade escolar, com especial enfoque para os alunos finalistas desta Escola. Neste dia, os alunos que terminaram o curso no ano lectivo de 2012/ 2013 foram acalorados em várias intervenções, nomeadamente pelo Delegado dos alunos recém-licenciados, João Firmino Machado, pela Presidente do Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM), Raquel Rocha Afonso, pelo presidente da ALUMNI, Pedro Morgado e ainda pelo Professor Jorge Correia Pinto, professor catedrático na Escola. Após a cerimónia de graduação dos novos senhores doutores da Universidade do Minho, o dia seguiu com uma homenagem a António Simões, o mais recente mecenas da Escola. Natural

de Roriz, no concelho de Barcelos, o benemérito benfeitor encontra-se, actualmente, radicado nos Estados Unidos da América, onde desenvolve, não só a sua actividade clínica, como também tem importantes actividades no domínio da investigação científica. Foi este homem, de semblante sereno e de sorriso fácil, que fez uma extraordinária doação de quase 2 milhões de euros, em bens imobiliários, à nossa Escola. Nas palavras do Reitor da Universidade do Minho, António Cunha, este é o bom adubo para a flor de Jacinto que cresce e floresce em terreno duro. Foi de comum acento que a doação de António Simões ultrapassa, e muito, o valor pecuniário envolvido. De facto, pode-se, com ela, ver que há gente sábia que acredita no projecto educativo da Escola, na sua forma de trabalhar e nos resultados obtidos. Em reconhecimento do papel importante que António Simões tem

no futuro da Escola, como semente de confiança num projecto e num rumo vincado, o auditório principal da escola foi renomeado “Auditório Zulmira Simões”, em reverência à mãe do mecenas. Além disso, foi também instituída a cátedra Doutor António Simões, que fará utilização de parte dos fundos doados, visando o apoio á investigação clínica e à educação médica. A homenagem a António Simões, inserida nas comemorações do Dia da Escola, contou, para além da intervenção do Reitor da Universidade do Minho, António Cunha, com a intervenção da Professora Cecília Leão, Presidente da Escola. A sessão finalizou com um momento musical protagonizado pelo Coro de Câmara da Licenciatura em Música da Universidade do Minho, acompanhado no piano por Natália Ferreira e Filipe Andrade.


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VI Minho Medical Meeting- “Técnicas Minimamente Invasivas” NEMUM

O Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM) organizou o VI Minho Medical Meeting subordinado ao tema “Técnicas Minimamente Invasivas – Cirurgia e Radiologia de Intervenção” Este decorreu nos dias 26 e 27 de Outubro na Escola de Ciências da Saúde e contou com cerca de 200 congressistas, entre os quais estudantes, investigadores e profissionais da área da saúde. Durante o dia de sábado e a tarde de domingo, os congressistas assistiram diversas palestras versando os vários sistemas e órgãos, nomeadamente, sistema gastrointestinal, cardíaco, pulmonar, músculo-esquelético e neurológico.

Na sessão de abertura estiveram presentes Cecília Leão, presidente da ECS, Manuel Dias de Barros, Diretor da Região Norte do IPDJ e Helena Veloso, presidente da Comissão Organizadora do VI Minho Medical Meeting. Durante a manhã do domingo, decorreram workshops sobre suturas, ecografia, laparoscopia, artroscopia e toracoscopia, havendo duas sessões de cada tema. Nestes workshops, os participantes tiveram oportunidade inicialmente, compreender a base teórica da técnica e, em seguida, praticar a mesma recorrendo a modelos específicos.

Na sessão de encerramento estiveram presentes Jorge Correia Pinto, presidente da Comissão Científica e Raquel Rocha Afonso, presidente do Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho. No final houve ainda um momento musical com a Orquestra do Curso de Música da Universidade do Minho, enquanto era servido o Verde de Honra.

será entregue numa cerimónia oficial que será promovida pela Associação Académica da Universidade do Minho, na qual será também doado o total angariado por esta associação para o mesmo fundo. A corrida vital é aberta a todas as idades e embora os prémios estejam reservados para os escalões juniores, séniores e veteranos, todos ganharam em saúde. Tal como nas duas anteriores edições, a corrida vital procurou intervir e sensibilizar a população para a adoção de estilos de vida saudáveis, ao nível da alimentação e do desporto.

Para melhor vivenciar a realidade deste evento, consulte a reportagem fotográfica na nossa página de facebook: https://www.facebook.com/ NEMUM, bem como a reportagem pela BragaTV http://www.youtube.com/ watch?v=1PX82yd-x88

III Corrida Vital A III Corrida Vital, organizada pelo NEMUM, contou com cerca de 440 participantes, batendo um record em relação as edições anteriores. Esta participação ativa na corrida atingiu os objetivos da organização destacando-se dois deles: a adesão crescente de participantes, demonstrando uma maior preocupação da população com a sua saúde, através da prática de desporto e participação nos rastreios de saúde. Por outro lado, nesta edição a III Corrida Vital incutiu um cariz solidário, angariando com o valor da inscrição 479€ quantia que reverterá na totalidade para o Fundo Social de Emergência da Universidade do Minho, um fundo criado este ano pela Universidade para apoiar os estudantes com dificuldades económicas, já que cada vez mais estudantes universitários tendem a abandonar o ensino superior por motivos financeiros. Tal montante,


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Faleceu Fundadora da Operação Nariz Vermelho, Beatriz Quintela Emanuel Carvalho, 65786

Beatriz Quintella, fundadora da Operação Nariz Vermelho, faleceu no passado dia quatro de Setembro aos cinquenta anos de idade. A atriz, nascida no Brasil, vivia em Portugal há vinte anos. A ideia dos Doutores Palhaços, que visitam crianças hospitalizadas, surgiu em 1993 quando soube que havia algo similar nos Estados Unidos e Brasil. Com a convicção de que “a gente pode e deve brincar com situações difíceis” foi voluntária durante oito anos no Hospital D. Estefânia, levando a sua personagem de palhaço às crianças internadas. Depois de provar com o seu trabalho como voluntária que a ideia era concretizável, criou oficialmente, a quatro de Junho de 2002, a Operação Nariz Vermelho. Hoje, esta conta com 22 Doutores Palhaços que visitam cerca de 40 mil crianças por ano, internadas nos serviços pediátricos de 12 hospitais espalhados pelo país. A Operação

tem como missão levar alegria à criança hospitalizada, aos seus familiares e profissionais de saúde, através da arte e imagem do Doutor Palhaço, de forma regular e com uma equipa de profissionais com formação específica. A instituição que fundou lembra Beatriz como “a mulher que escolheu viver a partilhar sorrisos com crianças hospitalizadas, deixando uma obra que é a maior prova da sua filantropia, abnegação, carisma e amor pelas crianças”. Assim, Beatriz Quintella deixa atrás de si um rasto humano que jamais será esquecido, quer pelos doentes, quer pelos seus familiares e quer por todos aqueles que apenas a conheciam pelo seu trabalho admirável junto das crianças com doenças terminais.


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hajaViagem Francisca Bartilloti Matos

Se me pedirem para descrever a minha viagem à Índia eu responderei: isso não chega para uma crónica, dêem-me um ano de descrições e talvez aí caiba tudo o que tenho para dizer. Não tudo o que há para dizer, mas tudo o que conseguiria traduzir em palavras. Foi um mês de saltos de cidade em cidade, templo em templo, montanha em montanha. De carro, comboio e avião. Percorrendo o norte de lado a lado. A Índia é um mundo à parte do mundo. Mal saímos do aeroporto, um bafo húmido, um calor molhado diz-nos isso. Estás noutro sítio, isto é novo, isto é diferente. E basta um segundo nas ruas para concretizarmos esta impressão. O trânsito louco, os carros em contra mão que se misturam com carroças de cavalos e camelos, as 5 filas de carros quando há três desenhadas no chão, as vacas que fazem com que as três filas passem a duas se decidirem fazer a sesta no meio da via rápida. Os saris das mulheres, recheados de lantejoulas cintilantes, os turbantes que escondem longos cabelos, os barbeiros que os cortam no passeio, a comida fumegante por toda a parte que cheira maravilhosamente e sabe ainda melhor. E os templos místicos, fabulosos, concentrando tantas religiões, tantas fábulas magníficas! As cerimónias no Ganges, que são tão fantásticas que precisarei da próxima crónica para falar delas. Imaginar corpos a serem queimados à vista de todos, cinzas no rio, pessoas que esperam a morte numa casa sagrada! Os palácios de marajás riquíssimos e sumptuosos, o Taj Mahal, branco, perfeito, com as suas cúpulas e colunas reflectidas nos lagos azuis. As monções, que caem no meio de tudo isto, como se centenas de cascatas se abrissem do céu de repente e de repente se extinguissem. O que eu quero hoje é procurar resumir tudo brevemente, dar uma visão geral deste país que sempre nos intrigou. Há duas faces da Índia: a que vem nos guias e a que não vem nos guias;

aquela que procuramos e aquela que culpadamente tentamos ignorar. É inegável que é um país magnífico: tudo, desde as pessoas à comida (deliciosa) e aos templos é colorido. Há templos, palácios, fortes completamente estonteantes, lagos, paisagens de cortar a respiração, animais como macacos, elefantes e camelos que nunca vemos no dia-a-dia, montanhas, praias… Acima de tudo, locais de uma energia fantástica, causada pela devoção cega de milhares de pessoas e por rituais para nós quase sobrenaturais. Há também coisas únicas

e engraçadíssimas: os meios de transporte, os banhos no rio completamente vestidos, os turbantes, a reacção de espanto face aos turistas (muitos até queriam tirar fotografias connosco). Mas claro, em tudo há um reverso da moeda: os milhares de mendigos que dormem no chão, as crianças e deficientes que suplicam dinheiro, a falta de higiene com que comem, a sujidade e mau cheiro que se sente em todo o lado, o trânsito que acelera quando vê um peão, as gorjetas sempre espera-

das, as vacas, vacas e mais vacas que sujam tudo e só incomodam. As castas que fazem com que haja pessoas marginalizadas e condenadas por nela terem nascido e que haja indianos que olham para os seus conterrâneos como lixo. A subserviência das mulheres, cujos pais têm de pagar somas avultadas aos maridos pelo casamento combinado há anos. As crianças-viúva que, sem nunca terem conhecido o marido que morreu têm de usar luto para toda a vida. Gandhi bem lutou contra tudo isto, mas é um trabalho de várias décadas e que exige continuidade. Mas quando surgirá outro santo como ele, se é que alguma vez? Nunca é bom sentirmo-nos lordes com servos, com pessoas que até nos lavavam os pés por rupias. Como reagir quando saímos do hotel e há inúmeras mãos estendidas, quando crianças se agarram à nossa roupa por comida arrastando-se em trapos? Não sei, não sei, mas é algo que algumas rupias não resolvem nem melhoram. Tem de, como sempre, partir de um governo de um país que é tão próspero e que está na vanguarda das tecnologias. Mas o que a minha mente ocidentalizada vê, é algo que é quase impossível de mudar sem uma força demolidora, algo que exige uma profunda reforma de costumes e de modo de vida. Incomoda-me ver que a Índia gasta milhões na exploração espacial e não em passeios e casas. Mas não há nada que um estrangeiro possa fazer nem nada que seria aceite feito por um estrangeiro. É preciso partir de dentro e é preciso vontade de mudar. Espero com isto não ter desencorajado futuras viagens! Eu não poderia ter gostado mais e não poderia sonhar mais com lá voltar. Toda a viagem foi um espanto, sensações novas a cada segundo, deslumbramento sem fim. Mas nada pode ser perfeito. Apesar de tudo, continua a ser, sem dúvida, uma incrível Índia esta, que vale a pena voltar e revoltar e sonhar e ressonhar.


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DE

Hospital de Braga Entrada Principal

ORGANIZAÇÃO

NOVEMBRO

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Horário para Escolas

Horário de livre acesso

9h30 às 17h00

17h00 às 18h00

PARCEIROS


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hajaLigaNEMUM Grupo A

Grupo B

hajaDesporto - Zon Sagres 2014 – Tudo igual, tudo diferente Dinis Oliveira

O início da Liga Zon Sagres 2014 prometeu-nos mais do mesmo: uma grande disputa Porto-Benfica (aos olhos da comunicação social), as vulgares trocas de provocações entre presidentes e um Braga que, mesmo fora da Liga dos Campeões, mantém expectativas em relação às provas Europeias. No entanto, houve mudanças substanciais face a 2013. Comecemos pelo Benfica. A “equipa das finais”, após um final de época marcado por desaires sucessivos e pela indisciplina de Cardozo, tem mostrado dificuldades em tomar as rédeas da Liga 2014. Iniciou a época com uma derrota, à qual se seguiram pontos com exibições pouco conseguidas, quer a nível nacional, quer na Champions League. Pelo meio houve um suado empate com o Sporting. Já o F.C.Porto continua a liderar a Liga e conseguiu, em parte, responder às saídas de Moutinho e James. Apesar

de apenas ter cedido um empate, a nível interno, não tem enchido o olho aos adeptos. Mas, nos últimos jogos, tem vindo a crescer em qualidade. Na Champions League, tem-se apresentado a um nível superior, mas algumas falhas evitáveis conduziram a duas lastimáveis derrotas. A grande novidade desta Liga tem um nome: Sporting. Apesar de ter terminado a época transata afogado em problemas financeiros e péssimos resultados desportivos (7º lugar na Liga) respondeu às dificuldades com uma forte aposta na formação e algumas contratações fulcrais, das quais destaco a de Montero, mais um goleador colombiano na Liga. Tem conseguido manter-se na luta pelo 1º lugar, com o FC Porto, com boas exibições,

embora tenha recentemente perdido o clássico com os dragões. Até agora, a grande desilusão da temporada é mesmo o Braga que, afastado da Europa pelo humilde Pandurii, tem somado derrotas no campeonato, distanciando-se do estatuto de 4ºgrande, que vinha reclamando. Todavia, o campeonato está no início e estas contas poderão sofrer muitas voltas.


hajaAgenda Filipe Costa, 59247

Exposições Exposição Japão 1997 (António Júlio Duarte)| Centro Cultural Vila Flor – Guimarães |21 Setembro a 22 Dezembro | Seg. a Sáb. 9h30 às 13h00 e das 14h30 às 19h00; Dom. e Fer. Das 14h00 às 19h00|2€ Lições da Escuridão (Centro Internacional José Guimarães)| Centro Cultural Vila Flor – Guimarães | | 10h00 às 19h00 todos os dias e Dom das 10h00 às 14h00| 4€ (Gratuito aos Domingos)

Concertos / Espectáculos Ron Carter “Golden Strikes Trio” | Centro Cultural Vila Flor – Guimarães | 8 Novembro| 22h00| 20€ Martial Solal Newdecaband - Jazz| Centro Cultural Vila Flor – Guimarães | 9 Novembro| 22h00| 20€ Jane Monheit - Música| Theatro Circo Braga | 9 Novembro| 21h30| 15€ Festival Semibreve 2013 |Theatro Circo Braga | 15, 16, 17 Novembro |21h30 (19h30 no dia 17)|9€ Marta Ren – Música | Centro Cultural Vila Flor – Guimarães | 23 Novembro| 24h00| 4€ Slimmy (Sai de Baixo) | Theatro Circo Braga | 29 Novembro| 21h30| 7€ Landing (Né Barros) | Centro Cultural Vila Flor – Guimarães | 30 Novembro| 22h00| 10€ Récita 1º de Dezembro (Associação Académica da Universidade do Minho) | Theatro Circo Braga | 30 Novembro| 21h30| a definir André Indiana (Sai de Baixo) | Theatro Circo Braga | 5 Dezembro| 21h30| 7€ XX Celta (Certame Lusitano de Tunas Académicas- Azeituna) | Theatro Circo Braga | 7 e 7 Dezembro| 21h30| a definir Ah, Os Dias Felizes (Teatro Nacional São João) | Theatro Circo Braga | 13 Dezembro| 21h30| 12€ Carlos do Carmo (50 Anos de Carreira) | Theatro Circo Braga | 14 Dezembro| 21h30| 15€

Cinema Parkland| Drama /Thriller | 7 Novembro Insidious – Capítulo 2 | Terror/Thriller | 14 Novembro Lovelace | Biografia/Drama | 14 Novembro O Conselheiro | Crime/Drama | 14 Novembro O Quinto Poder| Biografia/Drama | 14 Novembro Mostra o que vales| Musical | 14 Novembro 7 Pecados Rurais| Comédia| 21 Novembro The English Teacher| Comédia/Drama| 28 Novembro The Hunger Games: Em Chamas | 28 Novembro Mr. Morgan’s Last Love | Comédia/Drama| 5 Dezembro O Hobbit: A Desolação de Smaug | Aventura /Fantasia| 12 Dezembro Borgman | Thriller| 12 Dezembro O Hobbit: A Desolação de Smaug | Aventura /Fantasia| 12 Dezembro Quebra-Nozes 2013/2014 | Musical| 12 Dezembro Oldboy | Acção/Drama| 19 Dezembro 47 Ronin| Acção/Drama| 26 Dezembro A Vida Secreta de Walter Mitty | Comédia/Drama| 26 Dezembro

AgendaNEMUM Novembro Churrascão: 6 de novembro Filme de culto: 12 de novembro Hospital dos Bonequinhos dias 13, 14 e 15 de Novembro Evento Formativo: Ativismo| Humanização dos Cuidados de Saúde | Voluntariado Médico-16 de Novembro Conversas Médicas: Como viver a dor? (19 novembro) XXIII ENEM 22, 23 2 24 de novembro Congresso DSRS: 30 nov e 1 dez

Dezembro Dia Internacional das pessoas com deficiência- 3 de Dezembro Conversas Médicas: “Voluntariado Internacional como?” (10 de dezembro) Red Party: 18 de dezembro


hajaSaúde! 13

hajaPassatempos Filipe Costa, 59247

Quizz - Prémio Nobel da Fisiologia e Me- Sudoku dicina O Nobel da Fisiologia e Medicina é atribuído anualmente na Suécia pelo Instituto Karolinska, desde 1901, tendo galardoando até então 204 personalidades. Vamos colocar à prova os nossos conhecimentos sobre os “Prémios Nobel da Fisiologia e Medicina”.

1-

Quem foi(oram) o(s) galardoado(s) com o Nobel da

Medicina e Fisiologia em 2013?

5-

António Egas Moniz foi até ao momento o único

português galardoado com o Nobel da Medicina e Fisiologia,

a)

Randy Schekman

pela descoberta da “relevância” da lobotomia pré-frontal no trata-

b)

James Rothman

mento de certas doenças mentais. Em que ano, juntamente com

c)

Thomas Südhof

Walter Rudolf Hess, foi premiado?

d)

b) e c)

a) 1949

e)

todas as anteriores

b) 1959

2-

Qual

c) 1969 a

descoberta

que

o(s)

galardoado(s)

supracitado(s) publicaram recentemente?

d) 1979 e) 1989

a)

A activação da resposta inata.

b)

A maquinaria de regulação do tráfego vesicular.

c)

A ribotransferência.

d)

O prião como partícula infecciosa proteica.

a)

Às suas descobertas sobre as células dendríticas.

e)

Mecanismos do óxido nítrico

b)

Ao desenvolvimento da fertilização in vitro.

c)

À invenção e desenvolvimento da Ressonância

3-

De que nacionalidade é/são o(s) mais recente(s)

galardoado(s)? a) Alemã b) Britânica c) Norte-americana d)

a) e b)

e)

a) e c)

6-

O britânico Robert Geoffrey Edwards foi galardoa-

do em 2010 devido:

Magnética Nuclear d)

Às suas descobertas dos receptores odoríferos e

organização do sistema olfactivo e)

À descoberta da enzima telomerase e dos telóme-

ros como protectores das extremidades dos cromossomas.

7-

Em que ano foi atribuído o prémio Nobel pela

invenção e desenvolvimento da Ressonância Magnética Nuclear 4-

Que publicação/ções ou descoberta(s) foi(ram)

premiada(s) no ano de 2008? a)

A descoberta do vírus do papiloma humano como

causador de cancro cervical. b)

As descobertas sobre o vírus da imunodeficiência

humana. c)

a) 1987 b) 2097 c) 2003 d) 2005 e) 2008

A descoberta da bactéria Helicobacter pylori e o

seu papel na úlcera de estômago e gastrite. d)

a Paul Christian Lauterbur e Peter Manfield?

Invenção e desenvolvimento da Ressonância Mag-

nética Nuclear. e)

a) e b)

f )

Nenhuma das anteriores

Soluções: 1- e;2- b ;3- e :4- e ;5- a ;6-b; 7- c;


Na borda do precipício

hajaArte

Muitas vezes segue nossa alma, Na borda de profundo abismo No entanto, qual derradeira báscula, Sempre surge um vento de sofismo, Que embora pretensiosamente verdadeiro Não passa de uma mentira derradeira. Mente a enseada que surge como futuro brilhante, Engana a rocha funda de névoa verdejante. Qual ser inerte, perene, impotente, Surge a alma que nem sim, nem sente.

Jornal hajaSaúde! NEMUM Distribuição Gratuita. Tiragem: 150 exemplares. Edição: Luís André Araújo. Colaboradores: João Carvas, Filipe Pinto, Catarina Pereira, Francisca Bartilloti Matos, Pedro Peixoto, Emanuel Carvalho, Filipe Costa, Patrícia Varela, Cláudia Macedo, João Carlos Simões, Dinis Oliveira. Paginação & Grafismo: José Carlos Rodrigues/ Luís Araújo Impressão por: Copyscan

Pedro Peixoto, 65737

Se por vezes rogo por um final, Qualquer que seja a sua semente, Sempre ressurge, qual fénix, A vontade de rumar a novo sinal. Errático surge o caminho, Perigosa surge a tempestade, Mas vale a pena o redemoinho, Para viver aquilo a que chamam verdade!

Núcleo de Estudantes de Medicina Universidade do Minho Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho Campus de Gualtar, 4710-057 BRAGA


Hs! outnov