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editorial 09

entrevista exclusiva com reinhard Kleist 10

mancha maldita 16

invasion 34

a tribo- parte 2 44

Daemon Inc. 56

Hroovitnir 66

ravana 76

o sobrevivente 84

Terra firme 92

Genghisal 98

Ilustra - Bruno Balixa 104

Sérgio Santos Alberto Pessoa Edgar Ascensão, Rafael Oliveira, Raquel Rodrigues Rodrigo Nemo Gabriel de Jesus, Oberas Pedro Mendes, Ana Pais Pedro Chagas

António Rocha Tiago Barros, Diana Marques Lukasz Kowalczuk, João Tavares


bag age - 2 110

Lovestick 116

red riding hood 122

soldado 128

Rituais 134

Beagle maluco 140

Vista de Cima 148

a cacada 156

A loba e os cravos 164

iguarias gourmet 168

presente de natal 172

futuro imperfeito 178

Cristian Menna, João Cruz Tavares David Thomas, Francisco Ferreira, Daniel Lopes Rafael Sales

Carlos Silva, Filipe Duarte Joana Varanda, Catarina Eusébio Sérgio Santos, Dieferson Trindade Ross Brighton, Mafalda Fernando Paulo Vicente, Bárbara Lopes Carlos Silva, Pedro Cruz Sérgio Santos, Tânia Cardoso Edgar Ascensão, Marta Lebre André Mateus, Luís Cavaco


bosque adentro 182

Aufklarung 186

Descobrir- Ana Pais 188

Paul Bradford, Luciano Fleitas, JoĂŁo Tavares S.K. Moore


Editor Sérgio Santos

Design

Sérgio Santos

Ilustração de capa Bruno Balixa

Revisão de texto André Mateus João Tavares ISSN 2183-6477

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zine.h.alt@gmail.com

facebook.com/h.alt.bd

h-alt.weebly.com

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Barreiro- Portugal © 2016

Neste quarto número existe uma grande diversidade de histórias de BD, com estilos de desenho e argumentos muito heterogéneos. A ilustração da capa pertence ao ilustrador e concept artist Bruno Balixa. Um artista que trabalha na área já há vários anos e que sempre sentiu um grande carinho pelas temáticas relacionadas com o fantástico e Sci-fi. Nesta edição podemos ler uma entrevista com o premiado autor de BD alemão Reinhard Kleist, que possui alguns trabalhos seus publicados em Portugal. O ano de 2016 foi um ano charneira no crescimento da H-alt. Saíram três números num curto espaço de tempo, existiram inúmeros eventos de promoção, nasceram os prémios Quadradinho Fantástico. Além disso a H-alt esteve nomeada para o prémio de melhor fanzine da Amadora BD 2016 e para o prémio Spirit of Dedication- best fanzine pela Eurocon 2016. O crescimento consolidado da H-alt é claramente uma certeza indesmentivel. O próximo ano irá trazer novos desafios e esperemos que marque também uma viragem na maturidade e consolidação do projecto.

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ZOOM

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM REINHARD KLEIST

Nasceu em 1970 perto da cidade de Colónia. Estudou design gráfico em Münster e enquanto estudante trabalhou em dois livros de BD, "Lovecraft" e "Dorian". Vive em Prenzlauer Berg/Berlin e trabalha num estúdio com outros autores de BD tais como Fil, Naomi Fearn and Mawil on Kastanienallee. Trabalha como ilustrador para livros, Cds, publicidade, magazines e animação. Desde 2006 o livro "Cash - I see a darkness" já foi traduzido para mais de 14 línguas diferentes. Passou um mês em 2008 em Cuba e trabalhou para um travel sketch book que foi publicado nesse mesmo ano. Utilizou o material de pesquisa da viagem a Cuba para criar um livro biográfico sobre Fidel Castro que foi lançado na Alemanha em 2010. Em 2012 lançou o livro" The Boxer" sobre um boxeur judeu que sobreviveu na Alemanha Nazi. Fez uma série de workshops em países como o México, Brasil, Jordânia, China, Tailândia e Canadá graças ao instituto Goethe. Em 2013 teve a oportunidade de trabalhar com o canal ARTE num campo de refugiados no norte do Iraque e os resultados podem ser vistos no ARTE Refugees. "Berlinoir", uma série de BD sobre vampiros, foi republicada em 2014. Criou um livro sobre a refugiada Samia Yusuf Omar com o titulo "Der Traum von Olympia" em 2015. Neste momento está a trabalhar num livro sobre a vida e o trabalho de Nick Cave que prevê lançar brevemente.

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Como foi o seu relacionamento na infância com a banda desenhada? Eu lia Asterix e mais tarde descobri o Batman, os amigos é que me emprestavam os livros porque os meus pais não gostavam de BD com super-heróis. Quando era mais jovem participou em algum fanzine amador de BD? Na verdade, não. Colaborei num livro obscuro com colegas da minha faculdade chamado “Lokomotivenmann” Poderia descrever o mercado de BD (criadores, público, editores) na Alemanha neste momento? Neste momento estamos a passar por um bom momento na BD. Os livros são apresentados nos meios de comunicação e lentamente começam a aparecer na linha da frente das livrarias e não apenas num canto qualquer, escondidos dos olhos do público. Mas isso não significa que existam grandes vendas, em todo o caso a situação é muito melhor do que há 15 anos. E existem um monte de livros incríveis a ter um grande sucesso, como por exemplo “Irmina” por Barbara Yelin.


Poderia explicar-nos com algum detalhe como é o seu método de trabalho quando está a trabalhar numa BD? Primeiro existe um longo tempo de pesquisa depois em seguida escrevo um script como um guião. Faço esboços para os personagens principais e tento desenvolver um estilo que funcione para a história. Em seguida vem o processo de concepção dos layouts das páginas e o trabalho com os lápis, a tinta e os pincéis. Tudo de uma só vez. A última coisa que faço é a digitalização e o trabalho com os speechbubbles no Photoshop. Essa é a versão ideal do meu método de trabalho. Frequentemente acabo por fazer as coisas de forma diferente por causa da minha maneira de trabalhar que por vezes é bastante caótica. Como é a sua relação com a cor? Sente-se mais confortável a trabalhar apenas com preto e branco? Sim, eu gosto de trabalhar com preto e branco, dessa forma temos que nos concentrar mais em onde estabelecer contrastes e o que mostrar. A cor é por vezes sedutora mas acaba por ser mais complexa, acabo por não conseguir lidar bem com essa tensão. Sinto que se reduzir a informação para preto e branco acaba por ser uma melhor opção. As técnicas digitais em BD? São tentadoras? Eu gosto mais de trabalhar com papel. Eu vejo muitos trabalhos brilhantes feitos com o auxilio do computador mas eu preciso de trabalhar com papel, é esse o campo de batalha da minha abordagem artística.


Consegue-se imaginar a criar uma série de histórias de BD com 10 ou mais álbuns e com um elevado nível de exigência? Ou prefere criar antes novelas gráficas com prazos mais longos e com maior liberdade artística? Dessa maneira como diz, prefiro a opção nº 2. Na primeira fase da sua carreira colaborou com vários escritores mas mais recentemente trabalhou apenas sozinho. Pretende continuar assim? Não sei. Actualmentemente sinto-me satisfeito ao criar as minhas próprias histórias em torno de temas biográficos ou históricos. Mas as coisas não têm que ficar assim eternamente. Como tem corrido a internacionalização do seu trabalho? Publicou trabalhos em quantos países? É muito difícil mencionar todos. Cash foi traduzido em 15 idiomas, The Boxer em 8, acho eu. Este ano vamos ter a versão indonésia de The Boxer, o que me deixa muito orgulhoso. Reparo que tem feito trabalhos bibliográficos sobre figuras públicas (Cash, Castro), há alguma razão especial? Estou interessado em histórias reais e muitas vezes eu escolho determinadas figuras sem ter pesquisado muito previamente. Aconteceu isso um pouco com a história de Samia Yusuf Omar, o meu último livro. Eu fui imediatamente atraído para esta história porque teve um grande impacto dramático.


E foi uma maneira de dizer algo sobre o tema da migração, que é um grande problema na Alemanha. Muitas pessoas não sabem que os imigrantes passam por uma longa odisseia atrás deles antes de subirem a bordo dos navios a partir dos quais tentam chegar à Europa. O seu trabalho sobre Fidel Castro foi criticado. Isso seria inevitável, sendo ele uma figura controversa? Ah sim. Eu gostei que tivessem existido comentários controversos. Eu procurei ser ao mesmo tempo crítico sobre ele e as suas políticas, mas também salientar aspectos positivos. Não pode existir uma visão a preto e branco na política relativa a Cuba. Há sempre vários tons de cinzento. Qual foi o trabalho que acabou por ser um ponto de viragem na sua carreira como autor de novelas gráficas? Definitivamente o álbum Cash. Foi um enorme sucesso e abriu muitas portas para mim. Antes eu estava a viver uma crise de identidade e não sabia se deveria seguir o caminho como criador de BD. Pode-nos contar um pouco mais sobre o seu novo trabalho biográfico baseado no músico Nick Cave? Eu tive essa ideia há muito tempo. Eu sempre fui um grande fã do Nick Cave e então aconteceu que eu tive contacto com ele e ele gostou da ideia. Agora eu estou a trabalhar no guião e é muito difícil porque ele não é um personagem fácil de trabalhar. Eu gostaria de contar partes da vida dele através dos olhos dos personagens diferentes. Podem ver algumas ilustrações em nickcave-comic.com Quais são os seus projetos no curto e médio prazo? Estou sem grandes ideias. O livro do Nick Cave está a consumir toda a minha energia agora e ainda há um longo caminho a percorrer.


A entrevista com Reinhard Kleist foi originalmente publicada no site da H-alt em 2015-06-28. O autor desta entrevista foi SĂŠrgio Santos.


mancha maldita Argumento: SĂŠrgio Santos Legendagem: Alberto Pessoa Arte: Alberto Pessoa

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invasion Argumento: Edgar AscensĂŁo

Legendagem: Rafael Oliveira Arte: Rafael Oliveira

Cores: Raquel Rodrigues

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a tribo- parte 2 Argumento: Rodrigo Nemo Legendagem: Rodrigo Nemo Arte: Rodrigo Nemo

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao mérito do trabalho de Rodrigo Nemo considerou-se que valia a pena quebrar as regras. O Rodrigo Nemo faz parte do colectivo brasileiro ELF que edita uma publicação regular de grande qualidade. A 1º parte da história foi publicada na revista H-alt nº3.

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Daemon Inc. Argumento: Gabriel de Jesus Legendagem: Oberon Blenner Arte: Oberon Blenner Cores: Oberon Blenner

56


Hroovitnir Argumento: Pedro Mendes Legendagem: Pedro Mendes Arte: Pedro Mendes Cores: Ana Pais

66


ravana Argumento: Pedro Chagas Legendagem: Pedro Chagas Arte: Pedro Chagas Cores: Pedro Chagas

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao mérito do trabalho do Pedro Chagas, considerou-se que valia a pena quebrar as regras.

76


o sobrevivente Argumento: António Rocha Legendagem: António Rocha Arte: António Rocha Cores: António Rocha

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao grande mérito do trabalho do António Rocha, considerou-se que valia a pena quebrar as regras.

84


terra firme Argumento: Tiago Barros Legendagem: Tiago Barros Arte: Diana Marques Cores: Diana Marques

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genghisal Argumento: Lukasz Kowalczuk Legendagem: João Tavares Tradução: João Tavares Arte: Lukasz Kowalczuk Cores: Lukasz Kowalczuk

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao mérito do trabalho do ilustrador polaco Lukasz Kowalczuk, considerou-se que valia a pena quebrar as regras.

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ILUSTRA

Bruno Balixa Ilustrador e concept artist Desde cedo com interesse pelo desenho, desenvolveu o seu traço por iniciativa própria e por inspiração de livros e jogos de fantasia e ficção científica, revistas de banda-desenhada (ex: Selecções BD, Heavy Metal), filmes e desenhos animados. Ainda durante a adolescência, com auxílio de alguns cursos de iniciação à BD com José Pires e mais tarde com António Valjean, alicerçou o seu interesse pelo desenho e pelo desenvolvimento de um estilo pessoal. Durante a frequência do curso de Gestão de Sistemas de Informação, iniciou a sua actividade artística em pequenos projectos de cartoon para o jornal da Escola Superior de Ciências Empresariais de Setúbal. Trabalhou no mercado português de jogos durante cerca de 7 anos, havendo passado por duas empresas, Ydreams e Gameinvest, onde desenvolveu várias funções artísticas: desenho de storyboards, desenvolvimento de conceitos de personagens, ambientes e interfaces. Após o fim da Gameinvest, participou como artista de conceito de cenários na produção de uma pequena série animada direccionada ao mercado angolano. Após a sua experiência em empresas nacionais, é actualmente ilustrador em regime de freelance, contando com participações em diversos projectos de fantasia e ficção científica, em publicações americanas de manuais de role-playing-games (ex: Shadowrun, Heroe’s Tears, Aventyr, Old Dragon) e em jogos de tabuleiro (ex: Smash-up, Talisman, Netrunner). https://www.behance.net/brunobalixa https://www.artstation.com/artist/brunobalixa http://jumpei.deviantart.com/gallery

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bad age- 2 Argumento: Cristian Menna Legendagem: João Cruz Tavares Arte: João Cruz Tavares Cores: João Cruz Tavares

A parte 1 da história Bad Age surgiu inicialmente na revista H-alt nº2 e irá continuar nos próximos números.

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lovesick Argumento: David Thomas Legendagem: Daniel Lopes Tradução: Francisco Ferreira Arte: Daniel Lopes Cores: Daniel Lopes

116


Red riding hood Argumento: Rafael Sales Legendagem: Rafael Sales Arte: Rafael Sales Cores: Rafael Sales

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao grande mérito do trabalho do Rafael Sales considerou-se que valia a pena quebrar as regras.

122


soldado Argumento: Carlos Silva Legendagem: Filipe Duarte Arte: Filipe Duarte

128


Rituais Argumento: Joana Varanda Legendagem: Joana Varanda Arte: Catarina EusĂŠbio Cores: Catarina EusĂŠbio

134


beagle maluco Argumento: SĂŠrgio Santos Legendagem: Dieferson Trindade/ SĂŠrgio Santos Arte: Dieferson Trindade

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Vista de cima Argumento: Ross Brighton Legendagem: Mafalda Fernando Tradução: Mafalda Fernando Arte: Mafalda Fernando

Cores: Mafalda Fernando

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A cacada Argumento: Paulo Vicente Legendagem: Bรกrbara Lopes Arte: Bรกrbara Lopes

156


A loba e os cravos Argumento: Carlos Silva Legendagem: Pedro Cruz Arte: Pedro Cruz Cores: Pedro Cruz

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iguarias gourmet Argumento: Sérgio Santos / Tânia Cardoso Legendagem: Tânia Cardoso Arte: Tânia Cardoso Cores: Tânia Cardoso

168


presente de Natal Argumento: Edgar AscensĂŁo Legendagem: Marta Lebre Arte: Marta Lebre Cores: Marta Lebre

172


futuro imperfeito Argumento: André Mateus Legendagem: Luís Cavaco Arte: Luís Cavaco Cores: Luís Cavaco

176


bosque adentro Argumento: Paul Bradford Legendagem: João Tavares Tradução: João Tavares Arte: Luciano Fleitas Cores: Luciano Fleitas

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Aufklarung Argumento: S. K. Moore Legendagem: S. K. Moore Arte: S. K. Moore

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao mérito do trabalho de S.K. Moore considerou-se que valia a pena quebrar as regras.

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DESCOBRIR

Ana Pais Ilustração Nasceu em Lisboa em 1987, e sempre se lembra de gostar de colorir e desenhar. Nunca teve problemas em pegar numa folha e num lápis e desenhar o que lhe vai na cabeça. Com uma enorme paixão por cores e formas, nunca teve dúvidas que o seu caminho seria nas artes. ​ ostou sempre de trabalhar com artes e foi apoiada pela família G nessa decisão. Enverdou pelo Design como profissão, mas sem nunca se afastar do mundo da ilustração e das pinturas. ​ etira inspiração de tudo à sua volta, desde filmes a videojogos, e R está sempre à procura de novas técnicas a utilizar. Podem descobrir mais trabalhos dela em: https://www.facebook.com/aemecreative00

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H-alt nº 4  

Revista digital de BD H-alt sobre Sci-fi, fantasia e realidade/história alternativa.

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