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editorial 11

entrevista exclusiva com Riff reb’s 12

o amor e o mar 20

tiros entre caninos 22

mundo de mulheres 32

Down the Wormhole 34

fantasmas de julio 42

emersao 50

purga 60

ilustra- aunia kahn 68

imortal 72

bad age 1 80

Riff Reb’s Carlos Drummond de Andrade Daniel Franco, Angelo Dias Raphael A. , Raq’s Rodrigues Dina Barbosa, Dário Fernandes David Gil, Telma Branco Wilson Faws, Sara Leal

Alberto Pessoa, João Tavares, Alexandre Câmara Paulo Vicente, Edgar Ascensão

Filipe Duarte, André Mateus Pedro Mendes, Cristian Menna, Sérgio Santos, Ana Pais


night sky 84

amado planeta 88

puns maleficos 96

eleni 102

Estrela Lourenço, Daniel Horowitz Simão Batista, Angelo Dias João Cruz Tavares, Bernardo Silva Mosi Simão, Carlos Silva

entrevista exclusiva com hermann 110

a copia 116

cidade sonora 120

a libertacao da crianca 128

ligacoes perigosas 138

ronin 142

Gabriela Torres, Jorge Santos Tiago de Carvalho, Angelo Dias

Bruno Teodoro Maio, Liliana Maia Pedro Lopes, André Mateus, Alexandre Câmara Mariana Serra, David Thomas

zoom- 4 bandas desenhadas, 5 pais 152

o pistolas 158

Sérgio Santos, Bernardo Silva


alien 162

lupe o pombo heroi 164

a passagem na florista 168

l gaiteira 172

mesa dos sonhos 176

punicao 178

a mae de sofia 182

intocavel 184

conto- montanha das nuvens pretas 2 188

Jo Fevereiro Breno Ranyere, Paulo Alexandre Nunes Liliana Maia, Alexandre Câmara Patrik Caetano Vitor Fernandes, Dário Fernandes Tânia A. Cardoso, Sérgio Santos Alexandre Carvalho, André Morgado Rui Gonçalves, Edgar Ascensão Paulo Gomes, Nelson Mota, Paulo Vicente


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Editor Sérgio Santos

Design

Sérgio Santos

Ilustração da capa Aunia Kahn

ISSN 2183-6477

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zine.h.alt@gmail.com

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A construção deste segundo número superou todas as expectativas!... Compreende-se que a H-alt cresceu de forma consolidada e isto é motivo de grande alegria! A magnífica imagem da capa pertence à artista plástica norte-americana Aunia Kahn, uma figura de destaque do Surrealismo Pop. Nesta edição é possível ler uma entrevista do grande autor de BD francês Riff Reb’s e temos o imenso privilégio de ter uma história de BD original assinada por ele. Algo completamente impensável! Será também possível assistir à continuação do conto de Conan, o Cimério. Sem o esforço notável dos vários colaboradores este número não seria possível; para todos eles vai um grande agradecimento pelo seu merecido esforço. Agradecemos todas as palavras de incentivo e apoio e desejamos que os leitores possam apreciar o nosso trabalho.

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ZOOM

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM Riff Reb’s

Riff de Reb (ou Riff Reb’s), cujo verdadeiro nome é Dominique Duprez nasceu na Argélia, mas mudou-se com a família para Duprez Le Havre em França durante a sua infância. Em 1983, ele colaborou num álbum coletivo chamado ‘neuvième Cauchemar’ e nesse mesmo ano começou a ter uma formação em Artes Decorativas. Um ano depois, fundou a atelier Asylum conjuntamente com outros artistas tais como: Édith, Kisler, Cromwell, Ralph, Gonnort, Joe Ruffner e Karim. Juntos, esses ilustradores trabalharam em ‘Les Mondes Engloutis’, uma série de animação, que foi adaptado para o formato de banda desenhada tendo sido publicada pela Casterman. Em 1985, publicou o seu primeiro álbum: o primeiro volume de “Le bal de la sueu”. Iniciou a sua primeira série,” Myrtil Fauvette’ de 1990 a 2005. De 1993 a 1996, ilustrou vários pequenos livros de humor para La Sirene. Criou a série ‘Glam et Comet’ em 2005 com Abuli, tendo sido substituído por Corcal para o segundo livro da série em 2007. Lançou também uma história baseada no conto de fadas “La Carotte aux Étoiles” com Régis Lejonc em 2010. Em 2012 criou o álbum premiado e muito aclamado pela crítica “Le Loup des Mers” e em 2014 lançou o livro “Hommes à la mer”.

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Porque utiliza o pseudónimo de Riff Reb’s nos seus trabalhos em BD? Existem dois motivos. Primeiro, por razões pessoais, não queria usar o meu nome real. Depois achei que se ia seguir a carreira de desenhador de BD deveria inventar um nome apropriado para esta vida. Riff Reb’s quer dizer acorde de guitarra rebelde. O meu pseudónimo está relacionado com o meu amor ao Rock and Roll, pois quando o criei na minha juventude era um punk. Pode falar-nos sobre o seu relacionamento com a BD e o desenho? Desde novo gostava de andar com lápis. Desenhar é uma das mais belas formas de expressão que encontrei. A minha mãe dizia-me sempre que eu já tinha nascido com um lápis na mão e por isso é que o parto tinha sido tão difícil! Os desenhos animados e a BD sempre me fascinaram, mas na verdade eu sempre fui curioso em relação a todas as formas de expressão artística.


Poderia explicar como é o seu método de trabalho quando cria uma história de BD. Penso que muitos leitores iriam apreciar essa descrição. Vou explicar o meu método de trabalho dos meus últimos álbuns que são adaptações literárias. Primeiro procuro escolher um trabalho que me toque particularmente pela profundidade filosófica do seu conteúdo, pela qualidade da sua prosa e que tenha potencialidades para poder ser adaptado para BD. Em seguida, depois de ter já passado algum tempo após a escolha, começo a contar a história para mim mentalmente. Isso permite-me condensar um pouco a história e fazer os cortes necessários porque os romances são sempre muito extensos e o meu editor não pode dar-se ao luxo que eu crie um álbum sem limite de páginas. Depois eu preciso de desenhar um tipo de “curva gráfica” para estabelecer a dramatização da narrativa e definir os capítulos, divisão e duração. Trabalho depois numa montagem composta em parte por textos e desenhos. É o momento mais difícil, mais importante e o mais emocionante na criação da história. Simultaneamente, começo a estudar as personagens e os cenários. Quando finalizar o storyboard completo do livro, este estará quase completo. Necessito de descansar um pouco e vou procurar documentação que será útil para mim mais tarde. Releio tudo e corrijo o storyboard e dou-o ao meu director artístico. Faço as últimas correcções necessárias e finalmente estou pronto para começar a ilustrar. A partir desse momento concentro-me exclusivamente no desenho do álbum. Trabalho de uma maneira convencional: com papel e tinta da china.


No fim vem o trabalho de desenvolvimento da cor que costumo fazer no computador. Noto que o seu estilo de desenho sofreu várias alterações ao longo dos anos. O seu estilo actual é muito elogiado pela crítica? O meu estilo de desenho não é único. Eu odeio desenhar sempre da mesma maneira. Consoante a história posso ter um estilo de desenho diferente. O meu estilo é semi-realista e pode variar consoante a temática das histórias (drama, comédia). Eu sempre tive algum reconhecimento pelo meu trabalho, mas é verdade que nos últimos tempos o meu estilo mais realista tem tido um grande sucesso. Mas eu desejo permanecer livre nas minhas opções para poder trabalhar da maneira que ache mais apropriada. Participou da fundação do atelier Asylum. Pode contar-nos um pouco mais sobre essa experiência? Sim, eu era um dos fundadores do atelier Asylum. Esse atelier foi criado para que pudéssemos mais facilmente publicar os nossos trabalhos e ganhássemos uma maior experiência profissional. Todos ambicionávamos viver exclusivamente da banda desenhada Esta experiência foi fantástica e ajudou-nos a crescer de forma mais rápida, dessa maneira pudemos aconselhar-nos mutuamente e utilizar a crítica de forma construtiva para melhorar o nosso trabalho.


Infelizmente, muitos não conhecem os seus álbuns traduzidos em Portugal, mas felizmente eu pude ver a maravilhoso adaptação da obra de Jack London “Le Loup des Mers” (Prémio BD Fnac 2013). Muitos críticos têm elogiado o seu trabalho, o que acha disso? Sim. Infelizmente, não tive ainda a oportunidade de ser publicado em Portugal. Mas “Le Loup des Mers” está publicado em 8 ou 9 países agora, o que para mim é uma grande alegria. E, sim, tenho recebido muitos elogios a respeito das minhas adaptações literárias. Acho que é muito positivo isso acontecer após quase 30 anos de trabalho estar a ter este reconhecimento público e profissional. Que outros planos tem para o futuro, profissionalmente? Estou a trabalhar numa BD baseada no romance de um escritor francês (“Novice” de Richard Gaitet), vou utilizar um estilo de desenho juvenil diferente do que fiz até agora. Tenho neste momento, uma grande exposição retrospectiva em Perpignan e preparo uma exposição de trabalhos originais para venda na galeria Maghen em Paris em Outubro. Estou também à procura de uma nova adaptação literária ... Fez várias adaptações de obras literárias. Sente-se confortável a trabalhar desta forma? Eu fiz muitas coisas diferentes ao longo dos anos e de diferentes maneiras. Já criei os meus próprios argumentos, trabalhei com argumentistas e nos últimos tempos tenho feito adaptações. Gosto muito de poder adaptar obras literárias de grande qualidade e ter, apesar de tudo, grande liberdade criativa para o fazer.


Quando trabalho com um argumentista, por vezes surgem alguns problemas quando não concordo com algumas ideias ou considero o texto mal escrito. Gosta de ler romances e contos? Às vezes noto que muitas pessoas ligadas à BD ficam muito fechadas no seu mundo. Acho isso um erro. Sim, cada vez mais. É bom buscar outras fontes de inspiração além da BD. Isto é muito gratificante. Criar BD baseada noutras obras de BD é um exercício de escleroterapia. No álbum “Les Hommes à la maire” noto que há uma homenagem à literatura, ao mar e à fantasia. Podia falar um pouco mais sobre esse trabalho? Criar álbuns baseado em romances de aventuras marítimas não é simples, porque existem muitas obras-primas baseadas nessa temática na literatura, BD, filmes ... Isso coloca muita pressão. Mas esta pressão é positiva. Somos obrigados a criar tendo em conta um nível de qualidade elevado. Todas as referências nos “Les Hommes à la maire” são homenagens a escritores e pintores que criaram obras inspirados no mar. Está optimista em relação à banda desenhada em geral? Acha que o público está a crescer no mercado franco-belga? Não estou particularmente optimista. O mercado franco-belga continua a crescer, mas o consumo não acompanha o lançamento de novos trabalhos. Esta superprodução é negativa, mas os editores parecem incapazes de travar os novos lançamentos.


Pensa que a pirataria de BD na Internet pode causar graves danos aos rendimentos dos autores? Serão os ebooks um cavalo de Tróia? Sim, isso já acontece, a banda desenhada clássica não é compatível com ebooks. É difícil viver só da BD em França nos dias de hoje, se não tivermos algum sucesso comercialmente e na critica especializada. O desenvolvimento de obras originais só compensa para alguns autores. Que conselho daria para os jovens desenhadores de BD? Se tiverem o fogo sagrado, a chama do verdadeiro contador de histórias através do desenho, procurem ser mais exigentes e ambiciosos. Criando dessa forma trabalhos que saiam para lá dos limites da BD. Há muitos ilustradores que desistem de ter uma carreira na BD, porque acham que é muito trabalhoso. O que acha? O que recomendaria? Eu compreendo que muitos dos meus amigos, todos eles desenhadores excelentes, tenham desistido. Isto é um trabalho de loucos! Por isso, recomendo que sejam loucos!


A entrevista com RIf Reb’s foi originalmente publicada no site da H-alt em 2015-08-20. O autor desta entrevista foi SÊrgio Santos.


O amor e o mar Poema: Carlos Drummond de Andrade Legendagem: Riff Reb’s Arte: Riff Reb’s

É uma grande honra que Riff Reb’s tenha aceite o desafio de ilustrar o belo poema de Carlos Drummond de Andrade sobre o mar, criando esta magnífica e notável banda desenhada.

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tiros entre caninos Argumento: Angelo Dias Legendagem: Raphael Andrade Arte: Daniel Franco Cores: Raq’s Rodrigues

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mundo de mulheres Argumento: Dรกrio Fernandes Legendagem: Dina Barbosa Arte: Dina Barbosa

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Down the Wormhole Argumento: Telma Branco Legendagem: David Gil Arte: David Gil Cores: David Gil

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Fantasmas de julio Argumento: Wilson Faws Legendagem: Sara Leal Arte: Sara Leal Cores: Sara Leal

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emersao Texto: Jo찾o Tavares Legendagem: Jo찾o Tavares Arte: Alberto Pessoa Cores: Alexandre C창mara

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purga Argumento: Edgar Ascens達o Legendagem: Edgar Ascens達o Arte: Paulo Vicente Cores: Paulo Vicente

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ILUSTRA

aunia kahn Pintora É uma artista figurativa, fotógrafa e empreendedora criativa. Criou uma forma de arte híbrida que combina várias disciplinas, procurando desenvolver e aprofundar diversas personagens femininas. Nas suas obras aborda também diversas temáticas tais como: locais inexistentes, sonhos, ilusões, medos e fábulas onde procura fundir elementos da arte clássica e contemporânea. Já recebeu vários prémios, tendo sido destaque em inúmeras publicações nos Estados Unidos da América e internacionalmente. A Aunia possui também uma carreira de curadora tendo aparadinhado inúmeros projectos tais como: Tarot Under Oath book, the Lowbrow Tarot book. Os seus projectos pessoais incluem trabalhos como: The Silver Era Tarot, Inspirations for Survivors, Obvious Remote Chaos, Minding the Sea: Inviting the Muses Over for Tea, Avalanche of White Reason, Witch’s Oracle, An Epidemic of Retrospective, Disintegrating Stars and the Muse Tarot deck. Recentemente foi fundadora da Alexi Era Gallery & Publishing . A Aunia possui também um blog e podcast onde procura ajudar e inspirar criativos a seguir os seus sonhos! http://auniakahn.com/

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imortal Argumento: AndrĂŠ Mateus Legendagem: Filipe Duarte Arte: Filipe Duarte Cores: Filipe Duarte

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Bad Age 1 Argumento: Cristian Menna Legendagem: SĂŠrgio Santos Arte: Pedro Mendes Cores: Ana Pais

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Night Sky Argumento: Daniel Horowitz Legendagem: Estrela Lourenรงo Arte: Estrela Lourenรงo Cores: Estrela Lourenรงo

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amado planeta Argumento: Angelo Dias Legendagem: Sim達o Batista Arte: Sim達o Batista Cores: Sim達o Batista

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puns maleficos Argumento: Bernardo Silva Legendagem: Jo達o Cruz Tavares Desenho: Jo達o Cruz Tavares Cores: Jo達o Cruz Tavares

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eleni Argumento: Carlos Silva Legendagem: Mosi Sim達o Arte: Mosi Sim達o Cores: Mosi Sim達o

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ZOOM

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM hermann

Hermann nasceu 17 de julho de 1938 em Beverce (cidade de Malmedy), uma pequena aldeia belga da região de Fagnes, na fronteira com a Alemanha e a cidade de Liège. Aos dezoito anos, ele mudou-se para o Canadá com sua família. Quatro anos depois, decidiu voltar para Bruxelas. Ele casou-se em 1964 com Adeline Vandooren. O seu cunhado Philippe Vandooren, futuro director editorial da Dupuis, propõe-lhe então o desafio de criar a sua primeira história na revista Scout. Posteriormente seria convidado a entrar no estúdio de BD de Michel Greg. Em 1966 em parceria com Greg surgiu a série Bernard Prince. Participou também nos dois primeiros álbuns da série Jugurta. Em Dezembro de 1969 iniciou-se a publicação da série Comanche novamente em parceria com Greg. Em 1977, Hermann avança para a sua primeira série a solo, Jeremiah, publicada pela editora alemã Koralle e pela belga Novedi. A série ainda está em curso depois de ter sido retomada pela editora Dupuis. De 1980 a 1983, ilustra Nic, uma série publicada na revista Spirou, com argumento de Morpheus (cujo verdadeiro nome é Philippe Vandooren). Em 1982, ele lançou o álbum “La Cage” e no mesmo ano e abandonou a série Comanche que depois é retomada por Michel Rouge. Em 1984 resolve criar a série de BD medieval As Torres de Bois-Maury. Em 1991 lança o álbum missie Vandisandi onde são abordados temas referentes à África colonial. Em 1995 ele publicou Sarajevo-Tango, que nasceu da indignação sobre a situação dramática do cerco de Sarajevo. Em 1997 surgiu Caatinga , um álbum ambientado nos anos trinta no nordeste brasileiro. Em 1999 criou o western “Wild Bill”. Em 2000, com a cumplicidade de Jean Van Hamme nasceu a “Guerra Lua”, um trabalho que retrata o absurdo e a estupidez humana. Em parceria com o argumentista Yves H. desenhou o álbum Laços de sangue, a dupla pai / filho iria posteriormente criar mais dois álbuns que compõem a “trilogia USA”.

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Pode falar-nos sobre o seu relacionamento com a BD desde a sua infância até agora? Eu li muitos livros do Tintim na minha infância e só mais tarde retomei o contacto com o BD em adulto quando comecei a desenhar. Seria possível descrever com detalhe o seu método de trabalho. É muito difícil explicar um método de trabalho. A partir de que momento? Quando utilizo o lápis para fazer o primeiro esboço para uma vinheta, ou a desenvolver um estudo de cores? ... Isso depende se há personagens ou apenas paisagens ... Também é necessário prever a localização do balão onde irão aparecer os diálogos. Como explica a sua imensa produção de livros de banda desenhada ao longo dos anos? Apenas pelo meu desejo, e até mesmo a minha necessidade de desenhar e procurar tentar sempre fazer melhor. Gosta de colorir as suas histórias com métodos tradicionais. A Pintura digital não o seduz? Eu preciso de um contacto carnal com o papel, os pincéis, as cores. Porque uma prancha desenhada tem um valor visual e emocional que para mim nunca poderia


estar numa tela de computador. Existirá sempre muitas pessoas a utilizar o papel, isso não vai mudar. Autores como Hergé, Franquin, jacobs, etc... continuam a ser relevantes mesmo nunca tendo trabalhado com computadores. Ao longo de sua carreira, quais foram os artistas que mais o influenciaram? Inicialmente foi Jijé e Jean Giraud. Desde então, existem vários autores que admiro mas não altero o meu estilo em virtude dessas influências. Devemos ter o nosso próprio estilo. Você tem um estilo muito pessoal e identificável, nunca pensou em criar um pseudónimo e desenhar de uma forma completamente diferente para poder ser mais livre nas suas escolhas? É inútil ter um pseudónimo, um olhar perspicaz reconhece sempre o estilo do autor. Eu desenhei a mini-série NIC e “A vida exagerada do homem nylon” utilizando um estilo diferente do habitual. Poderia nessa altura ter escolhido outro nome, não o fiz e assinei o trabalho. Achei simplesmente que o estilo que desenvolvi era o mais apropriado para o tema. Desenhar para si é uma necessidade? Quantas horas trabalha por dia? Sim, como eu disse anteriormente, desenhar é uma necessidade. Trabalho muitas vezes cerca de 10 horas por dia incluindo fins de semana. Se entretanto por vários motivos sair para dar um passeio de bicicleta, assistir a um filme ou sair à noite com os amigos é natural que não dedique tanto tempo ao trabalho.


Qual das suas séries (Jeremiah, Comanche, Bernard Prínce... ) é mais popular para o público? Existe um público nostálgico que gostou muito das séries Comanche e Bernard Prince, que leram BD na juventude... Nas séries Jeremiah ou As Torres de Bois-Maury, isso é equivalente. Tenho reparado que os jovens são cada vez mais atraídos por álbuns a solo e não tanto por séries. Ao longo de sua carreira trabalhou com vários argumentistas e também criou vários álbuns individuais. Como se sente mais confortável? No principio da minha carreira trabalhei muito com o Greg. Depois existiu uma época em que eu criava os meus próprios argumentos. Eu fiz um álbum com Jean Van Hamme e nos últimos anos tenho trabalhado muito com o meu filho. Se eu desenhar uma história com um argumento meu ( de vez em quando...) ou com do meu filho, isso não faz muita diferença. Inclusive se criarmos uma história em conjunto também é um desafio, e esse eu gosto! A BD tem evoluído ao longo dos anos. Inicialmente, ela foi dirigida a um público muito jovem. Actualmente, existe um público mais adulto que parece cada vez mais interessado. O que acha disso? O público jovem que cresceu a ler BD hoje está mais crescido. Durante muito tempo existiu uma certa elite que desprezava a BD como sendo algo “inferior” e nos últimos tempos tem conseguido atrair mais e mais adultos, até mesmo os intelectuais que antes desprezavam este género.


Por outro lado, eu tenho pena que as histórias de BD para crianças tenham sido abandonadas pelos novos desenhadores, o que eu tenho visto parece-me muitas vezes débil e graficamente fraco. Eu tenho alguma curiosidade. É verdade que a banda desenhada franco-belga movimenta muito dinheiro? Eu reconheço que a BD franco-belga é o maior da Europa, e que alguns autores conseguem em virtude disso ter grandes tiragens. Existem também obras originais de BD históricas e actuais que atingem valores vertiginosos em leilões na Christie’s, Sotherby, Salesroom e outros. Qual é a sua opinião sobre a manga japonesa e os comics norte-americanos? Eu não vejo o interesse da manga japonesa. Quanto às histórias de BD com super-heróis, acho que são muito infantis.


A entrevista com Hermann foi originalmente publicada no site da H-alt em 2015-06-17. O autor da entrevista foi SĂŠrgio Santos.


a copia Argumento: Jorge Santos Legendagem: Gabriela Torres Arte: Gabriela Torres Cores: Gabriela Torres

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cidade sonora Argumento: Angelo Dias Legendagem: Tiago de Carvalho Arte: Tiago de Carvalho Cores: Tiago de Carvalho

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a libertacao da crianca Argumento: Liliana Maia Legendagem: Bruno Teodoro Maio Arte: Bruno Teodoro Maio Cores: Bruno Teodoro Maio

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ligacoes perigosas Argumento: André Mateus Legendagem: Sérgio Santos Arte: Pedro Lopes Cores: Alexandre Câmara

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ronin Argumento: David Thomas Legendagem: Mariana Serra Arte: Mariana Serra Cores: Mariana Serra

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ZOOM

4 BANDAS DESENHADAS, 5 PAIS

Fui desafiado a escrever uma recensão crítica. Foi-me sugerido escrever sobre as minhas bandas desenhadas preferidas. Quem me conhece sabe que a minha escolha iria incidir em BD de autor, biográficas ou autobiográficas. Sendo fiel a mim mesmo, a minha escolha recaiu sobre diferentes romances gráficos, os quais vou nomear de seguida. De algum modo, foram as minhas leituras preferidas nestes últimos tempos, e as razões são muitas! Maus, Fun Home, Arte de voar e Diário do meu Pai. Vou apresentar cada uma pela ordem que as li, assim como acrescentar no final uma curiosidade comum a todas elas. Maus é daquelas obras que pensamos: ‘porque não fui eu que a criei?’. A inveja nestas situações não pode ser considerada pecado! Entretanto vi e li mais histórias do mesmo autor e não há dúvida, temos que nos render à evidência: o senhor é um génio! Maus é uma Banda Desenhada a preto e branco onde as personagens são animais, e relata-nos uma parte terrível da história do nosso passado recente. Senti, como nunca, a crueldade que o ser humano pode ter relativamente ao outro, o diferente. ​ m livro duro, verdadeiro, frontal e pessoal que nos relata o antissemitismo Nazista, sob a figura U principal desse ódio gratuito e irracional que todos nós conhecemos: Adolf Hitler. Art Spiegelman, autor desta obra, coloca na primeira página do livro uma frase que permite revelar um pouco do cenário que o livro nos dá: “Os judeus constituem sem dúvida uma raça mas não são humanos. Adolf Hitler.” (Spiegelman, 2001, p3). Por considerar o livro uma referência, recomendei-o a uns amigos, mas pela dureza que tudo aquilo representa, disseram-me que não estavam preparados para tal leitura. Art Spiegelman narra a história do seu pai, sobrevivente judeu que sofreu a segunda guerra mundial e esteve preso em Auschwitz, campo de concentração que serviu de autêntico palco de chacina

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dos Judeus. Para além deste relato do passado, como se se tratasse de um diário pessoal, é um testemunho, um documento da história. O livro apresenta-nos dois tempos distintos: o durante a guerra contada, recordada pelo pai, e o pós-guerra, ou seja, o momento presente. Há um recurso constante de analepses e prolepses na forma como a história é contada. No plano pessoal, esta banda desenhada mostra-nos o relacionamento complicado do autor com o seu pai, e como os danos da guerra ecoam ainda pelas gerações da sua família. Um livro inteligentemente criado onde há pontos de pura mestria e também de ironia. Dando um exemplo, na página 41 da versão portuguesa (editora Difel, volume 2) vemos Art Spiegelman sentado junto ao seu estirador usando uma máscara com figura de rato (judeu), escondido atrás de um cigarro, e um marcador para começar o segundo volume de “Maus”. Nessas vinhetas, fala-nos do sucesso do primeiro volume de “Maus” e do seu mediatismo.

Nas quatro primeiras, vemos moscas a voar à sua volta, percebendo na quinta e última vinheta, a razão de estarem ali presentes. Num cenário macabro, chocante ou surrealista, percebemos que Art Spielgelman está com o seu estirador no topo de corpos de ratos amontoados deixando um cheiro putrefacto dos mortos. Na sua fala revela estar deprimido. Portador de uma “mensagem”, os media querem-no catalogar. Rodeado e afogado em perguntas e propostas, o autor entra num colapso total, chorando, e, desesperado, grita pela mãe. Vemo-lo ficar mais pequeno na sua cadeira. Pequeno como uma criança, e não como um adulto responsável, brevemente pai. Um retrato íntimo e psicológico que nos faz questionar: O que é sobreviver?

Agora apresento uma segunda banda desenhada, que, ao invés da primeira, aborda a problemática de não se querer mais viver. Muitas vezes dizemos que a nossa vida podia ser uma novela. Alison Bechdel, abriu a porta da sua intimidade e através da banda desenhada apresenta “Fun Home”, uma obra autobiográfica. Lendo a obra, fui sentindo uma grande proximidade com a personagem, ao ponto de pensar que a conhecia, só não conseguia falar com ela.


Revela-nos, sem receios, as suas descobertas, as suas emoções, os seus pensamentos, as suas leituras, e vamos apreendendo a sua orientação sexual, os caminhos que quer trilhar. Em poucas páginas, estamos lado a lado de uma menina que se faz mulher, cuja evolução nos mostra o desenvolvimento de uma determinada identidade. Poderia recomendar esta obra a adolescentes, admitindo que seria talvez controverso, mas retrata uma realidade sem floreados, tal como é. Creio que ajudaria muitas adolescentes na descoberta do seu “eu”, funcionando como espelho das suas realidades. Todavia, talvez ainda tabu para pais mais reservados ou retrógrados. Para além de irmos conhecer a Alison Bechdel, esta autora fala do seu pai e da relação que tinha com ele. O pai é uma figura que marcou bastante a personagem, um pai diferente dos outros pais fechado num pequeno mundo, numa casa-funerária, de onde sai o nome da obra e também de um trocadilho com a palavra “Fun”, divertido. Alison partilha connosco a sua visão do pai, conta-nos o seu modo de vida, os seus gostos, a sua maneira de ser. Revela-nos a homossexualidade do pai, a sua surpresa perante ela, e a estranha morte que teve. Alison não sabe lidar com ela, uma morte que aparenta ter sido um suicídio ou então um acidente estúpido. Havia entre eles algum distanciamento e um amor reservado, e não a figura do “papá” de proximidade e de carinho, embora Alison sentisse por ele uma certa admiração. A relação desconfortante entre pai e filha, baseada nas aparências, em não mostrar fraquezas, é recíproca, vivida por ambas as partes. Nas primeiras páginas, Alison Bechdel brindou-nos com um momento raro e dos mais encantadores da obra. Uma saudade de menina pequena: “Tal como muitos pais, o meu deixava-me às vezes brincar ao «avião» quando me erguia, todo o meu peso caía num ponto entre os seus pés e o meu estômago. O desconforto valia bem o raro contacto físico, e seguramente o momento de equilíbrio perfeito quando pairava sobre ele. No circo, os números de acrobacia em que uma pessoa se deita no chão equilibrando outra são chamados «jogos de Ícaro». Tendo em conta o destino de Ícaro depois de ignorar os conselhos do pai e de voar tão perto do sol que as suas asas derreteram, deve ser uma espécie de humor negro. Na nossa versão particular desta relação mítica, não fui eu mas sim o meu pai quem se despenhou do céu”. Uma comédia-trágica familiar em que a fragilidade se apoderou de todos os seus aspetos na demanda de continuar a voar mais alto.


Se em “Fun Home” o pai de Alison busca sempre voar até cair e morrer, deixando a dúvida do suicídio, na banda desenhada “Arte de voar”, temos a revelação indubitável de um suicídio. O facto de nunca ter voado e a inadaptação para tal, foi motivação para o personagem voar, por breves instantes, e saber o que é viver, antes de cair. Das quatro bandas desenhadas que apresento aqui, esta foi a que emocionalmente mais me deixou perturbado, de boca aberta e com aquele nó na garganta, que nos faz questionar sobre o sentido da vida. Acaba por ser uma história arrepiante. Nós somos tão pequenos. O ser humano é realmente uma coisa esquisita, que pelas leis gravitacionais está numa vida agarrado a um chão do qual dificilmente pode escapar e nele viverá para o bem ou para o mal, para o que lhe é “destinado”. Não costumo usar este termo, mas o tempo prevalece sobre as nossas vontades, sobre o que desejamos fazer. As coisas acontecem ou não acontecem, apesar de pensarmos positivamente e batalhar contra as adversidades. Somos perdedores. Estava destinado. Foi como fiquei ao acabar de ler esta obra. Pensar o porquê? Ser de alguma forma livre, tirar os pés da terra, não é um motivo suficiente para uma pessoa querer voar? Pensar o porquê de uma pessoa com 91 anos, depois de uma vida difícil, passando por duas guerras, resolver suicidar-se, precisamente quando tudo parecia estar, enfim, a correr bem? O filho conta-nos como foi, pois ele sabe como o pai morreu. Refere-se ao filho assim nas primeiras páginas da obra: “Estive sempre nele porque um pai é feito de todos os seus potenciais filhos…e eu sou o único filho que foi possível o meu pai ter… Descendo do meu pai, sou o seu prolongamento e, mesmo antes de ter nascido, já participava, como potencial genético, de tudo o que lhe acontecia… Por isso sei como morreu… E também como viveu…”. António Altarriba, autor desta narrativa, entra no corpo do pai para dar a si mesmo uma explicação do seu suicídio. Esta obra põe-nos em constante questionamento. Estar a viver no mundo é querer felicidade, mas sem ela, o que somos nós? Seja na arte de nadar, na arte de rastejar ou na arte de andar, nas ideologias, crenças/convicções e pensamentos, todo o ser procura a felicidade alcançável através da liberdade. E, finalmente, o pai alcançou a liberdade por breves instantes. ​ or sua vez, a liberdade alcança-se através da mudança, da aquisição de coP nhecimento, através do outro. Os seres tornam-se mais autónomos, mais fortes, mais seguros, alcançando a liberdade por consciencializarem-se do seu lugar no mundo, ser alguém no mundo. Porém, ser alguém com voz própria, será, necessariamente, sinónimo de felicidade?


Finalmente, a última das quatro bandas desenhadas apresenta-se no estilo japonês mangá, mais especificamente, no movimento gekigá, e intitula-se “O diário do meu pai”. Retomando a problemática da liberdade e felicidade, da adquisição de outras experiências e conhecimentos, e da relação com o outro, esta novela gráfica retrata o afastamento do ninho, a fuga às asas dos pais. Digamos que afastar-se pode ser um mal necessário para crescer. Mas uma vez crescidos, não podemos esquecer de onde vimos, das nossas origens. Jiro Taniguchi fala-nos disso. Ao contrário das bandas desenhadas anteriores que se apresentam unicamente como biográficas e/ou autobiográficas, esta narrativa tem algumas referências de âmbito autobiográfico, mas também de âmbito ficcional. Na vida real, o telefonema de um amigo de infância embriagado reclamando quando é que este voltava para tomarem um copo juntos, depois de ter falado com a sua mãe, e esta lhe ter revelado estar há quinze anos sem que filho tivesse voltado, é mote para a consciencialização do tempo que o autor esteve afastado da sua terra natal. Apesar disso, na ficção, o regresso à terra natal não acontece pelo amigo, mas para ir ao funeral do pai. Porquê este afastamento? Porque nunca mais voltou? Na realidade, o autor confessa ter sido por preguiça, e por estar sempre ocupado. Após um fogo que destruíra a cidade de Tottori, deu-se uma destruição maior, a destruição da sua família com a saída de casa da mãe, e o abandono dos dois filhos deixados aos cuidados do marido. Yoichi, o filho mais novo, culpara toda a vida o pai dessa tragédia familiar, acusando-o de nunca estar disponível, sempre a trabalhar, e que a mãe, naturalmente, se cansara. Acompanhamos esse rancor do narrador ao longo do seu crescimento e idade adulta. Cria-se, assim, uma barreira e um distanciamento de difícil retrocesso. Na página 32, confessa: “Assim deitado no caixão, o meu pai pareceu-me muito mais pequeno que da última vez que o tinha visto. De repente, fiquei com remorsos de não ter estado presente quando morreu. (… ) O meu pai… desde a minha infância que sempre guardei um ressentimento em relação a ele… e agora, está morto”.


A história é toda narrada na primeira pessoa, e nas entrelinhas das outras personagens é-nos revelado o quotidiano normal de qualquer mortal. É precisamente através destas personagens que Yoichi redescobre o pai, e perceciona um outro pai totalmente desconhecido para ele. Esses momentos são particularmente fortes, comoventes, belos e pertencentes à esfera íntima e pessoal. ​ Numa simbiose perfeita entre a narrativa e o desenho, o autor relata: “Todas aquelas facetas diferentes do meu pai que me tinham sido reveladas nessa noite me vinham à memória. Todo o sofrimento do pai que tinha desconhecido… também percebemos a sua bondade. A sua bondade grande demais. Comecei a chorar, as lágrimas corriam-me pela cara.” (pag.254). Uma obra desta sensibilidade estética e emocional só poderia vir de um autor como Jiro Taniguchi. Estar tão longe quando se pode estar tão perto, também podendo estar tão perto estando longe. Que distância é essa? A distância afetiva que dois seres podem ter, pai e filho, filho e pai. Relembro que esta escolha recai sobre as minhas bandas desenhadas preferidas lidas até agora. Será mero acaso, serendipidade, todas elas terem em comum a figura do pai representada? Haverá uma mensagem subliminar por detrás desta atracção? Nada é por acaso, tinha de acontecer? Pensando no meu pai, ele também seria uma personagem com uma história de vida ideal para um romance gráfico. S​ erá algo a pensar seriamente? E porque não? Certamente quererá dizer isso. Começo a pensar num título? O pai já existe e é meu, falta é a banda desenhada!

Este artigo foi originalmente publicada no site da H-alt em 2016-03-19. O autor deste texto foi Pedro Ferreira.


O pistolas Argumento: Bernardo Silva Legendagem: Sérgio Santos Arte: Sérgio Santos Cores: Sérgio Santos

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alien Argumento: Jo Fevereiro Legendagem: Jo Fevereiro Arte: Jo Fevereiro Cores: Jo Fevereiro

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao mérito do trabalho do Jo Fevereiro considerou-se que valia a pena quebrar as regras. Os caracteres “alienígenas” utilizados são da fonte Roswell Wreckage que se encontra gratuitamente na Internet. É possível através dessa fonte descodificar as mensagens que aparecem nos textos da BD.

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Lupe o pombo heroi Argumento: Paulo Alexandre Nunes Legendagem: Bruno Ranyere Arte: Breno Ranyere Cores: Breno Ranyere

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A passagem na florista Argumento: Liliana Maia Legendagem: Liliana Maia Arte Liliana Maia Cores: Alexandre C창mara

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L gaiteiro Argumento: Patrik Caetano Legendagem Patrik Caetano Arte: Patrik Caetano Cores: Patrik Caetano

O objectivo da H-alt é criar histórias colaborativas. Excepcionalmente e devido ao mérito do trabalho do Patrick Caetano consideramos que valia a pena quebrar as regras no caso dele.

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mesa dos sonhos Argumento: Dário Fernandes baseado num poema de Alexandre 0’Neill Legendagem: Dário Fernandes Arte: Vitor Fernandes

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punicao Argumento: Sérgio Santos Legendagem: Tânia A. Cardoso Arte: Tânia A. Cardoso Cores: Tânia A. Cardoso

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a mae de sofia Argumento: AndrĂŠ Morgado Legendagem: Alexandre Carvalho Arte: Alexandre Carvalho

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intocavel Argumento: Edgar Ascensão Legendagem: Edgar Ascensão Arte: Rui Gonçalves

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Conto: Paulo Gomes Ilustrações: Paulo Vicente, Nelson Mota e Paulo Gomes

Apesar da H-alt ser uma revista de BD considerou-se que seria positivo publicar também contos ilustrados. A paginação é da autoria de Paulo Gomes. Nesta edição surge a 2º parte do conto.

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H-alt nº2  

Revista digital de BD H-alt sobre Sci-fi, fantasia e realidade/história alternativa.

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