H-alt nº9

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09 >>> 2019




editorial 07

entrevista exclusiva com miguel montenegro 08

posse 14

ukun 28

a pergunta- parte 2 38

blackburn-stories 50

a origem do afectocapitulo 2 66

o jogo de nil- 3 episodio 80

cronicas da terra 110

glitch 116

lisa- parte 1 132

Penim Loureiro, Patrícia Costa Rui Ramos, Luis Belerique João Raz Kurt Belcher, Marco Fraga Silva, Rob Croonenborghis Nietzche Pop

Pedro Cruz Marco Fraga Silva, Raq’s Rodrigues, Ana Lopes Fábio Veras, Miguel Santos Mateus Boga


dante 144

providencia 150plurimutante cacadores 154 escolha 158 simplex 162

Lancelott Martins, Maurício LIma Sandro Leonardo, Aristeu F. dos Santos Charles Hoffmann Leonor Macedo, Inês Fetchónaz Nélio Gomes, Sérgio Santos

descobrir- editorial Divergencia 164



Editor Sérgio Santos

Design

Sérgio Santos

Ilustração de capa Miguel Montenegro

Revisão de texto Marco Fraga Silva João Tavares ISSN 2183-6477

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Neste número o artista em destaque é Miguel Montenegro, um conceituado autor da BD portuguesa. E como já é habitual, temos um conjunto muito diversificado de trabalhos de diferentes autores e também várias continuações de histórias que saíram em números passados. Recomenda-se aos leitores da revista que espreitem a plataforma Mixcloud (https://www.mixcloud.com/Halt2/), para poderem escutar o podcast "Conversa H-alt". Lá será possível apreenderem um pouco mais sobre alguns dos colaboradores ligados ao mundo da BD que participam na revista. Estão já disponíveis várias dezenas de entrevistas em formato audio com diversas personalidades, algumas de grande destaque.

zine.h.alt@gmail.com

facebook.com/h.alt.bd

h-alt.weebly.com

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ZOOM

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM miguel Montenegro

Miguel Montenegro foi o primeiro ilustrador português a trabalhar para a Marvel Comics nos estados Unidos. Antes disso, colaborou com outras editoras norte americanas, como a Image Comics, a Dynamite Entertainment e a CrossGen. Em 2016, foi publicado pela editora Marabout no mercado francófono uma antologia da tira humorística Psychocanards, com vários volumes publicados em Portugal. Em 2018, foi publicado Futuroscópio (Verbo/Acádia), uma antologia de histórias curtas que haviam sido publicadas em várias revistas e jornais. Miguel é ainda formado em psicologia clínica e doutorado em filosofia da ciência. O seu trabalho pode ser visto nos seguintes websites: www.miguelmontenegro.net e www.psychoducks.com/fr.

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Como foi a tua relação com a BD desde a infância? Eu sempre tive banda desenhada por perto, sobretudo com os personagens da Disney. Era algo muito comum à época. Quando estava doente, o meu pai levava-me uma revistinha quando chegava a casa. Fui assim criando uma relação afectiva com a banda desenhada. O meu primo mais velho, com quem passava as férias, também tinha bastantes revistas, mas da Marvel. Não altura, achava os desenhos realistas e as histórias aborrecidas, quando comparadas com as da Disney. Mas eventualmente, com onze anos, dei-lhes alguma atenção e fiquei surpreendido pela positiva. Umas semanas depois li a indicia e percebi que haviam pessoas a fazer as bandas desenhadas que eu lia. O nome que mais vezes aparecia nas história que eu gostava era o de John Byrne. Passei aquele verão a ler tudo o que ele havia feito. O impacto foi tal que decidi que também seria um profissional de banda desenhada. Em larga medida, vivi a minha adolescência em função desse objectivo. Passava muitas horas por dia a desenhar e não parei.

Poderias falar um pouco da tua experiência na participação de fanzines e como entraste no circuito de BD lisboeta? Eu praticamente não publiquei em fanzines. O meu objectivo era tornar-me profissional e as publicações fanzineiras pareciam-me demasiado amadoras. Não queria estar associado a elas. Se bem me recordo, abri apenas três excepções: uma para o fanzine TertúliaBDzine (julgo ser esse o nome), editado pelo Geraldes Lino, quando fui o convidado da Tertúlia BD; outra para o fanzine Vertigens, editado pelo meu amigo Paulo Amorim, e; mais recentemente, para o fanzine Efeméride, também editado pelo Geraldes Lino, onde contribui com um prancha de homenagem ao Mandrake. Agora, que voltei a ser amador – no sentindo em que não tenciono fazer BD a troco de dinheiro nos próximos tempos –, não tenho qualquer problema em publicar histórias em fanzines. Na verdade, talvez até prefira, dado não haver pressão por parte dos editores e de a contrapartida pela minha colaboração ser liberdade criativa total. Só nestas publicações amadoras ou semi-amadoras é que tenho liberdade para fazer o que quero. Poderias falar da tua experiência profissional no mundo dos comics americanos? Trabalhei para as principais editoras norte-americanas, com excepção da DC e da Dark Horse, as quais, à época, dificultavam a contratação de novos talentos. Tirando essas, trabalhei para a Marvel, Image, Dynamite, Crossgen…


O meu trabalho favorito foi o fill-in para a Crossgen, escrito pelo Rob Zombie. Foi o único guião que recebi em formato “Marvel way”, que é das minhas formas preferidas de trabalhar em colaboração com um argumentista. Foi também o único trabalho que fiz cuja qualidade de produção final – arte-final, cores e letragem – foi boa. As restantes colaborações foram frustrantes, por vários motivos. Na Marvel, os guiões que recebi dificilmente poderiam ser piores. Eu tinha de letrar as pranchas antes de as desenhar para garantir que haveria espaço suficiente para os diálogos intermináveis e seriamente desinteressantes, tal como o próprio enredo; na Image, também houve problemas a vários níveis: o guião era fraco – e.g., metade do primeiro número, aquele que serve para prender a atenção das pessoas, teve de ser desenhado num estilo Steve Ditko, para emular os comics dos anos 50-60, uma excelente forma de afastar leitores –, a arte-final foi deplorável, as cores piores ainda e a letragem inenarrável. Chamei a atenção para estes problemas, mas a chefe editorial ignorou. Como andava a dormir com o Jim Valentino, o nosso chefe, as coisas eram feitas à maneira dela e saí do título ao fim de dois números. Na Dynamite, a coisa correu um pouco melhor. Eu pedi para ser eu o responsável por toda a parte visual da revista, do desenho às cores, e eles acederam. Os guiões eram melhores e as vendas foram boas o suficiente para haver uma sequela da série. Depois disso, já estava demasiado desgastado para continuar a querer trabalhar daquele modo a troco de compensações baixas. Ganhava três vezes mais como ilustrador de publicidade, onde tinha menos responsabilidades e muito mais tempo livre. Os psicopatos são um dos teus trabalhos mais conhecidos. Porquê a junção do humor e da psicologia? Os Psicopatos é o meu melhor trabalho até agora. Considero que é mesmo algo muito bem realizado. Tenho orgulho em tudo o que fiz e esse sentimento não tem passado com o tempo. A satisfação que obtenho dos Psicopatos ajudou-me a perceber a importância e a diferença entre fazer algo com que nos identificamos com algo que não nos diz nada. Foi em parte por isso que comecei a escrever histórias curtas de banda-desenhada, em 2013, onde faço exactamente o que quero e o que me apetece. Também tenho orgulho nessas histórias e revejo-me nelas. Julgo que também serão actuais durante muito tempo, pelo menos aos meus olhos. Os Psicopatos surgiram enquanto eu estava a fazer o mestrado em psicologia Clínica no ISPA como uma forma de expor algumas das contradições que ia encontrando nessa disciplina. Através das tiras, pude dar voz ao que devia ser calado nas aulas. Comecei a publicá-las no Facebook e foram um sucesso entre os meus colegas e professores. O Reitor convidou-me para fazer um livro de Psicopatos, integrado nas comemorações do ISPA, e foi assim que o projecto se tornou mais sério. A esse “Volume Zero”, foram posteriormente publicados mais dois volumes por uma editora generalista e mais um em França a compilar ambos os livros.


Como evoluiu o teu processo de desenho, arte-final e coloração ao longo do tempo? Tem variado. Eu aborreço-me facilmente a fazer a mesma coisa, pelo que preciso de algum grau de experimentação. Houve uma fase em que desenhava em papel. Depois, comprei uma Cintiq e passei a fazer tudo digitalmente. Metade dos comics que desenhei para a Marvel já foram feitos desta maneira e devo ter sido um dos primeiros ilustradores a usar esta ferramenta de modo regular para desenhar pranchas num estilo tradicional. Hoje, mantenho a mesma técnica. No entanto, para as minhas duas curtas de bd mais recentes, fiz primeiro esboços soltos de algumas vinhetas – feitos na toalha de papel de um restaurante – que depois digitalizei e finalizei com a Cintiq. Percebi que é um processo mais rápido e mais prazeroso, pelo que sou capaz de o passar a usar com mais frequência. À parte as técnicas propriamente ditas, quanto ao desenho, prefiro fazer “esboços finalizados”, aquilo que os norte-americanos chamam de “breakdowns”. Era assim que John Buscema e Jack Kirby trabalhavam a maior parte do tempo. É muito mais divertido, permite fazer mais pranchas por dia e colocar o foco da atenção na narração da história, que é a minha parte favorita. Praticamente já não se trabalha assim. Agora, os editores esperam receber desenhos finalizados que mais parecem pranchas arte-finalizadas. Para mim, são uma grande chatice de fazer e uma inutilidade, dado que depois vai ser tudo traçado por cima pelo arte-finalista. Como agora sou sempre eu a arte-finalizar, faço sempre desenhos muito soltos e depois espero para ver o que sai na fase da arte-final.


A arte-final também é um processo que considero bastante aborrecido. A forma de ultrapassar isso foi desenvolver uma técnica de arte-final mais solta, influenciada pelo trabalho do Sean Murphy. É possível fazer um traço solto sem que pareça despachado. Arte-finalizar digitalmente também ajuda muito. Permite-me evitar a ansiedade do erro, associada ao trabalho em papel. Com um software, há sempre o “undo” salvador, pelo que podemos ir riscando, várias vezes, até sair a linha certa. Julgo que a qualidade das minhas ilustrações melhorou consideravelmente quando passei a arte-finalizar digitalmente, e o meu próprio estilo foi-se alterando. Quanto às cores, continuo a fazer modelação dos personagens como sempre fiz. O que mudou recentemente foi o uso de texturas para conferir mais informação à página e para evitar aquele aspecto demasiado digital dos comics actuais. Também tenho tentado usar cores menos convencionais, como cor-de-rosa, roxo e alguns verdes para criar ambientes exóticos e diferentes. Quais alguns dos autores de BD que mais te influenciaram no passado e no presente? Sem qualquer dúvida, a minha maior influência vem de John Byrne. Eu costumo dizer que não lia banda desenhada, mas sim John Byrne, dado que 90% das minhas leituras eram comics associados ao nome dele. Actualmente, a minha maior influência vem de Sean Murphy. Adoro a fluidez do traço, o dinamismo dos painéis, o ambiente contrastado pelo branco e negro, as cores que usam nos trabalhos dele… de um modo geral, o trabalho dele é divertido e excitante, sem ser vulgar. No momento em que escrevo, estou a tentar conciliar influências desses dois autores: a narrativa clara e a anatomia mais realista – por comparação – de John Byrne com os ambientes e traço solto do Sean Murphy. Outras grandes influências foram e/ou têm sido, sobretudo de, no lado americano, Jim Lee, Scott Campbell, Bryan Hitch, John Buscema, John Romita Sr. e, no lado europeu, Albert Uderzo, Régis Loisel, Janry, Jean Giraud, e outros que me estarei a esquecer. Seduz-te regressares ao mundo da BD americana? Nada, o que não quer dizer que não volte eventualmente. Por exemplo, espero publicar ainda este ano (2018) uma antologia com as minhas curtas de bd. É possível que tal livro seja publicado no mercado norte-americano e que, com esse livro, possam surgir oportunidades interessantes, que me aliciem, mas considero tal pouco provável. Depois de escrever as minhas próprias histórias, de fazer um curso em psicologia clínica e estando a meio de um doutoramento em filosofia das ciências, tenho dificuldade em interessar-me por guiões tradicionais de bd. Na verdade, praticamente não leio nada. Diria que apenas releio comics com valor sentimental para mim, que me reenviam para lugares felizes. Só sigo regularmente o trabalho de John Byrne, de Sean Murphy e de Mark Millar.


Projectos futuros? Para já, publicar uma antologia com as minhas curtas de bd e publicar o terceiro volume de Psicopatos, de preferência ainda este ano, com lançamento na ComicCon 2018, em Lisboa. Depois disso, talvez continue a fazer curtas de BD ao ritmo que me apetecer, talvez escreva uma novela gráfica cujo enredo já está traçado – talvez a ser desenhada por outro ilustrador ou talvez nada. Impera o sentimento de liberdade.

A entrevista com Miguel Montenegro foi originalmente publicada no site da H-alt em 2018-08-22.


posse Argumento: Penim Loureiro Legendagem: Patrícia Costa Arte: Patrícia Costa Cores: Patrícia Costa

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ukun Argumento: Rui Ramos Legendagem: Luis Belerique Arte: Luis Belerique Cores: Luis Belerique

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A pergunta- parte 2 Argumento: João Raz Legendagem: João Raz Arte: João Raz Cores: João Raz

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blackburn- stories Argumento: kurt Belcher Legendagem: Rob Croonenborghis Tradução: Marco Fraga Silva Arte: Rob Croonenborghis Cores: Rob Croonenborghis

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A origem do afectocapitulo 2 Argumento: Nietzsche Pop Legendagem: Nietzsche Pop Arte: Nietzsche Pop

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Nietzsche Pop , considerou-se que valia a pena quebrar as regras. Para conhecerem melhor a biografia e contactarem os autores podem ir ao site da H-alt (H-alt.weebly.com), basta clicarem na secção de colaboradores para poderem aceder a essa informação.

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o jogo de nil- 3 episodio Argumento: Pedro Cruz Legendagem: Pedro Cruz Arte: Pedro Cruz

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cronicas da terra Argumento: Marco Fraga Silva Legendagem: Raq’s Rodrigues Arte: Ana Lopes Cores: Raq’s Rodrigues

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glitch Argumento: Fábio Veras Legendagem: Miguel Santos Arte: Miguel Santos Cores: Miguel Santos

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lisa- parte 1 Argumento: Mateus Boga Legendagem: Mateus Boga Arte: Mateus Boga

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Dante Argumento: Maurício Lima Legendagem: Lancelott Martins Arte: Maurício Lima

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Providencia Plurimutante Argumento: Sandro Leonardo Legendagem: Aristeu F. dos Santos Arte: Aristeu F. dos Santos

Cores: Aristeu F. dos Santos

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cacadores Argumento: Charles Hoffmann Legendagem: Charles Hoffmann Arte: Charles Hoffmann Cores: Charles Hoffmann

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escolha Argumento: Leonor Macedo Legendagem: Inês Fetchónaz Arte: Inês Fetchónaz Cores: Inês Fetchónaz

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Simplex Argumento: Sérgio Santos/ Nélio Gomes Legendagem: Sérgio Santos Arte: Sérgio Santos

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editorial divergencia A Editorial Divergência é uma editora centrada na ficção contemporânea que aposta preferencialmente nos escritores de língua portuguesa, promovendo-os tanto em Portugal como além-fronteiras. Cria edições acessíveis e de qualidade, com regularidade e sem acordo ortográfico de 1990. Ela própria com várias edições e autores premiados, a Divergência é responsável por vários concursos literários e pela coordenação de várias antologias temáticas, que permitem conhecer novos autores, dentro da Ficção Especulativa. Tem também vários projectos dedicados, por exemplo dentro dos subgéneros de Steampunk, Dieselpunk e Winepunk, em parceria com instituições como a Liga Steampunk de Lisboa, o Fórum Fantástico, os Nirvana Studios e a Invicta Imaginária. O logótipo representa o carinho que depositamos em cada manuscrito, desde o rascunho do autor até ao livro que entregamos ao leitor. Cada uma das três folhas representa uma ética da editora: • Cuidar do planeta: edições amigas do ambiente; • Cuidar dos autores e leitores: os autores recebem apoio na divulgação e pagamento justo pelo seu trabalho sem terem de investir um único cêntimo; os leitores terão acesso a edições de qualidade a um preço acessível; • Partilha dos lucros: parte dos lucros são distribuídos pelos colaboradores e investido em novos autores. https://divergencia.pt/

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