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A

i n f o r m a ç ã o

p r o f i s s i o n a l

i m p r e s c i n d í v e l

Nº9

PARCEIRO

instrutores

primavera 2016

6€

9

COACHING

QUAL A TUA OPINIÃO? A

“Impossível é apenas uma opinião”

informação

PERSONAL TRAINER

6 QUALIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS PARA UM PT Chegamos ao FAST FITNESS. Será este o caminho da saúde?

FORMAÇÃO

profissional

O EXERCÍCIO FÍSICO EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON

PILATES

EXERCÍCIO E REABILITAÇÃO

O importante papel na promoção da independência, autonomia e qualidade de vida.

Pilates Clínico - Principais diferenças.

imprescindível

Sports Meeting

POINT

Gym

www.gymfactoryfairs.com/spain

Meeting Sports

Recinto Ferial Juan Carlos I Feria de Madrid

A tecnologia como ajuda ou como conceito de negócio.

Boutique: mais que um conceito ou uma moda?

Leon Rudge

Ray Algar

Lesley Aitken

Hans Muench

13 de maio

Necessitamos comerciais mais que nunca. E isto não é negociável.

Um setor em constante mutação no mundo inteiro.

Factory


Feira de Madrid

Recinto Ferial Juan Carlos I

14 de Maio

Fácil de compreender ​D​ifícil de esquecer

I Congresso de Medicina e Ciências do esporte

Comprar seus ​bilhetes em www.gymfactoryfairs.com/spain


A

i nf o r ma ç ã o

primavera 2016 número 9 Editora: Inés Ledo editora@gymfactory.net

p ro fi s s i o n a l

i m p re s c i n dível

editorial instrutores

Diretor: Armando Moreira armando.moreira@apap.pt Equipa AGAP João Pimentel José Luis Costa Fabio Lopes Fernando Gonçalves Sara Faria portugal@gymfactory.net Administração Susana López administración@gymfactory.net Redação Teresa Carmona redacción@gymfactory.net Imprensa e comunicação Carlos Cordeiro prensa@gymfactory.net Design e layout Javier Ojeda redaccion@gymfactory.net Contribuições: Francisca de Lourenço Gomes Sara Faria Catarina Jácome Hugo Moniz Amâncio Nuno Ferreira Santos Miguel Pacheco Nuno Silva Edita: Inés Ledo Ramos Domicilio social: Avda. del Monte, 25-1 Telf.: 911 274 774 info@gymfactory.net 28250 Torrelodones - (Madrid) Espanha Publicidade Tel: +(34) 911 274 774 Impressão: GRAFISTAFF, S.L. ISSN: 2174-6168 Depósito legal: M-675-2005 Proibida a reprodução total ou parcial de textos, desenhos, gráficos e fotos sem autorização prévia do editor. GYM FACTORY não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos autores, nem se identifica necessariamente com as mesmas.

GYM FACTORY, a Feira do FITNESS e Instalações desportivas® 2016 aquece os motores... A dois meses da sua celebração, o evento dos profissionais de fitness da península segue de vento em popa, com uma ocupação esperada de 100%. Não poderia ser de outra forma, face ao elenco tão imponente de empresas confirmadas. Mais de 80 vêm dar-lhe a oportunidade de conhecer e testar os seus produtos mais inovadores de fitness. Durante dois dias, além da montra de produtos, realizam-se uma série de atividades paralelas para estar a par do que se move no nosso universo da saúde e fitness. No mesmo local da feira, ocorrem o Congresso de Medicina e Ciências do Desporto, o Congresso de Personal Trainer e, pela primeira vez, o Congresso GYM FACTORY Sports Meeting Point, que terá a participação de palestrantes do mais alto nível do Reino Unido e Candá, onde o denominador comum é a internacionalidade “O Hoje e o amanhã do fitness Internacional”. Haverá ainda sessões de formação, aulas de grupo e um sem-fim de demonstrações das novas tendências de fitness, por parte das empresas expositoras. Se és um profissional ... Tens que estar ... Inés Ledo Editora 9 g y m facto r y


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Feiras

GYM FACTORY, a Feira de FITNESS e Instalações desportivas 13-14 de maio na Feira de Madrid.

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instrutores

resumo

p r i m ave r a 2016

Inovação

APP´S DE TREINO: Uma moda que veio para ficar.

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Consultório jurídico

65  Feiras 61 Formação 57 Inovação 55 Pilates 51 Consultório jurídico 49  Personal trainer 47 Profissão 45  Coaching 41 Nutrição 39 Especialistas g y m facto r y 9

FAQ – RENOVAÇÃO DE TÍTULO DE TÉCNICO DE EXERCÍCIO FISICO Conjunto de questões acerca da renovação do titulo de técnico de exercício físico.

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Profissão

A PROFISSIONALIZAÇÃO DA ATIVIDADE DO TÉCNICO ESPECIALISTA EM EXERCÍCIO FÍSICO Com os cursos CET a funcionar há quase um ano, que balanço é possível fazer?


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G Y M

F A C T O R Y

Segue imparável!

A um mês da celebração, a Feira conta com uma ocupação de 90%

A MENOS DE UM MÊS da sua celebração, podemos resumir o que será a nova edição da GYM FACTORY, a Feira de FITNESS e Instalações Desportivas. As empresas de máquinas e os fornecedores nacionais e internacionais mais importantes do sector continuam a apostar sobre este importante evento, que já tem uma taxa de ocupação de 90%. Cerca de 70 empresas estão confirmadas para o ponto de encontro para os profissionais de Fitness da península ibérica. 10,000m2 entre espaço de exposição, áreas específicas e ações de formação. Quais as empresas já confirmadas na Feira de FITNESS e Instalações Desportivas 2016? Aefa, Aerobic & Fitness, Agap, Afydad, Alyvesat, Asomed, Bodytone, Burn Caloría, Coygarsport, Crown Sport

Nutrición, Dkn, Egym, España Se Mueve, Elina Pilates, Euroclima, Eurofit Msgc Group, Exercycle, Fneid,

Feria Outlet Y Ocasión SPORT & Fitness, Fitness Tecnology, Fitness 19, Fundacion Vas, Fundación Anda Conmigo, Gerflor,

Quais as novidades que as marcas vão apresentar? Thomas Wellness Group (TWG): nova marca de equipamento fitness Evergy. Star Trac: novas consolas OpenHub™ para a sua linha de cardio. Salter: nova linha de treino funcional INSPIRE, a nova série K de cycling indoor e a linha completa Essence. Rocfit: nova Mi7 de Hoist e as novas passadeiras Sports Art. Netsport: o último em manutenção e higiene em instalações desportivas. g y m facto r y 9

Geometrik Target, Gh Sports, Greinwalder, Gym Factory, Golf Planet, Go Planet, High Quality Fitness, Indoor Walking, Ikas Fit,

Intelinova Training Gym, Instalaciones Deportivas, Ionclinics, Jumping Fit, Justfitart, LG, Life Fitness, Luna Solutions, MAS,

Matrix, Microcaya, Miha Bodytec, My Zone, Net Sport, New Com, Ojmar, Ortus Fitness, Oss Fitness, Paviflex, Pool Bike,

Crown Sport Nutrition: o melhor suplemento de treino para treinar a 100%: 100% All Beef. Ionclinics: apresenta EPTE® Concept Excentrics, a revolução do exercício terapêutico e desportivo isoinercial. O sistema ABE estará presente na Feira Gym Factory. Bodytone: novas estruturas. Technogym: SKILLMILL, a nova solução para o treino e rendimento desportivo. Brookling Fitboxing: Novo franchising pelas mãos da FITNESS19. Justfit: Novo sistema de treino.

Precor, Provis, Queenax, Red Wellness, Roc Fit, Salter, Sistema Abe, Sport Consulting, Star Trac, Supreme Floors,

Technogym, Tecnosport, TelegimBikecontrol, Thomas Wellness, Valgo, Vision Body, World Jumping, Xbody, Zita Sport.

Alyvesat: RE-STYLING. Telegim.TV: Sistemas de aulas virtuais Coygarsport: novos métodos tecnológicos e de ajuste. Trainingym: apresenta os novos módulos WEARABLES, NUTRIÇÃO, RESERVAS DE AULAS e TG TABLET. Supreme Floors: empresa líder em pavimentos desportivos, apresenta as novas soluções de chão para ginásios. Ortus Fitness: a proposta de valor com o seu versátil equipamento de força Axis360ºfit®. BH: o monitor que vai revolucionar o mercado - SmartyFitness.


Além da feira, que outras atividades estão confirmadas? 3 CONGRESSOS EM SIMULTÂNEO COM A REALIZAÇÃO DA FEIRA.

No mesmo recinto da feira vão realizar-se três grandes conferências, além das sessões de formação, aulas de grupo e um conjunto alargado de demonstrações de novas tendências de fitness por parte das empresas expositoras.

I CONGRESSO GYM FACTORY SPORTS MEETING POINT Com o patrocínio da

POINT Meeting Sports

Apadrinhado pela Fneid, Fundación VAS, Colef e Fadge Com o passar do tempo, os operadores do setor de instalações desportivas estão a profissionalizar-se cada vez mais e são necessários mais gestores e mais bem preparados. A formação é importante e permite que os profissionais estejam em constante aprendizagem e aperfeiçoamento. Esta conferência não é apenas um ponto de encontro ibérico, mas também o lugar onde todos podem vir aprender com excelentes oradores internacionais. Gym Factory procura assim dar a oportunidade de se aprender com alguns dos melhores speakers internacionais, sem ter que despender muito dinheiro e tempo em deslocações. Poderá, assim, ter uma visão do que está a acontecer além-fronteiras, em países com diferentes culturas e diferentes realidades. No entanto, apesar de tudo, sabemos que muitas das visões trazidas por estes especialistas serão extremamente aplicáveis ao nosso mercado. O denominador comum destas conferências é a internacionalidade, com temáticas diferentes.

Sports Meeting

RAY ALGAR (Reino Unido)

“Boutique: mais que um conceito ou uma moda?

Especialista do setor, Ray Algar realiza estudos sobre o prestigiado mercado britânico e europeu. Tem produzido estudos como “Review of the UK Health and Fitness Industry and Outlook for 2015”. É diretor de Oxygen Consulting, uma consultora britânica focada na conceção estratégica de modelos nos centros de fitness. É um dos oradores mais valiosas em vários fóruns. LESLEY AITKEN (Reino Unido)

“Necessitamos comerciais mais que nunca. E isto não é negociável”

Lesley Aitken é uma oradora muito requisitada graças ao seu positivismo, inspiração e experiência. Especialista em vendas e serviços, Lesley é a fundadora do Nurturing Skills. Acima de tudo, é uma motivadora de pessoas, uma grande comunicadora e muito astuta nos dotes comerciais ao encontrar e desenvolver oportunidades que outros rejeitam. Lesley goza de uma carreira de sucesso na área de vendas e serviços com mais de 20 anos e ganhou uma grande experiência como Diretora de centros desportivos.

LEON RUDGE (Reino Unido)

“A tecnologia como ajuda ou como conceito de negócio”

Consultor e orador em soluções de tecnologia (IT). Certificação em Microsoft Solution Developer há mais de 12 anos faz dele um assessor especializado no mercado de tecnologia. Tem uma sólida experiência no mundo dos centros desportivos e bancário. Os seus conhecimentos vão desde a aplicação de infraestruturas adequadas para realizar um correto desenvolvimento até à estratégia mais elaborada para alcançar o objetivo desejado. Por último, Leon está totalmente imerso no mundo do desenvolvimento tecnológico da indústria do fitness. HANS MUENCH (Canada)

“Um setor em constante mutação no mundo inteiro”

Passou a maior parte da sua carreira na Europa, tendo realizado um estudo abrangente sobre o mercado europeu de fitness em 8 países e 270 clubes. Iniciou a sua atividade na IHRSA a partir de 1985 a 1993. Em 1994 mudou-se para Boston para se tornar o primeiro diretor de desenvolvimento internacional até 1999, retornando à Europa para trabalhar numa cadeia alemã antes de voltar novamente para IHRSA como Diretor Europeu em 2007. Fluente em alemão, francês e clubes Inglês, Hans visitou 26 países europeus e conhece em primeira mão as principais tendências.

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G Y M

II CONGRESSO DE PERSONAL TRAINER

F A C T O R Y

Madrid acolhe pela segunda vez o Congresso Nacional de Personal Trainers. O evento terá lugar no dia 14 de maio de 2016 no âmbito da Feira de Fitness Gym Factory. SECTORFITNESS European Academy organiza a segunda edição do congresso, que será uma oportunidade para os profissionais partilharem resultados dos seus trabalhos de investigação, estudos, experiências e discutir as tendências e necessidades do personal trainer como profissão emergente. Uma oportunidade única de interagir e formar novos contactos com profissionais do

ramo, num ambiente agradável, com o objetivo de estabelecer as bases para a aprendizagem e reflexão. O programa inclui quatro blocos temáticos distribuídos em Inovação e Tecnologia, Treino, Saúde e Atividade Física, Gestão de Empresas e Legislação, com 3 apresentações por profissionais de referência no setor e uma mesa redonda no final de cada bloco. O evento terá início com a apresentação de Juanfran Guevara, piloto do Campeonato Mundial de Velocidade. Programa e inscrições em: www.congresopersonaltrainer.com

I CONGRESSO DE MEDICINA E CIÊNCIAS DO DESPORTO O primeiro Congresso de Medicina e Ciências do Desporto terá lugar no dia 14 de maio de 2016 no âmbito da Feira de Fitness Gym Factory. Este Congresso foi fundado com o compromisso de implementar uma base sólida para criar um evento anual de grande nível, uma vez que foi concebido para fornecer uma visão geral inovadora e abrangente de conceitos fundamentais e a integração dos mais recentes avanços médicos e científicos relacionados com o desporto. Tem como publico-alvo médicos, cientistas, instrutores e treinadores de qualquer desporto, fisioterapeutas, osteopatas, psicólogos, desportistas, atletas, e, de uma forma geral, toas as pessoas que querem saber mais e sentir-se melhor. Existem três principais objetivos do Congresso de Medicina e Ciências do Desporto: 1. expor os mais recentes avanços na medicina e ciência do desporto; g y m facto r y 9

2. promover a investigação e educação; 3. promover o intercâmbio de conhecimentos e ideias entre os profissionais do mais alto nível. Além disso, também se destina a gerar intercâmbios intelectuais inovadores e agradáveis. Organizador do Congresso é o Dr. Guillermo A. Laich, um prestigiado professor reconhecido internacionalmente, com mais de 40 anos de experiência. Venda de entradas em: www. gymfactoryfairs.com/spain

Durante todo o dia na sexta-feira e sábado vão ocorrer diferentes atividades organizadas pela Technogym. Por um lado, fantásticas aulas de grupo no núcleo 1que irão surpreender todos os

assistentes. Por outro, contará com salas de formação específicas, a anunciar no seu site.

No sábado (14) organizará uma jornada de formação e reciclagem sobre os produtos recentes. Mais informação nas próximas semanas.

GHsports® vai realizar 2 TEAMday® de cycling indoor para 100 pessoas na área de atividades (Hall Norte, Sala N105). As Master Classes decorrem sexta-feira à tarde e sábado de manhã, para vivenciar a experiência do Coach by Color® e o treino por cores na Tomahawk IC7. Inscrições em www.tomahawkspain. com e nas redes sociais.


Haverá preços especiais para as viagens?

Sim, existem preços especiais para viajar desde qualquer ponto da península. Entre em contacto com a agencia de viagens El Corte Ingles e reserve o seu pacote, com voo, comboio, aluguer de viatura + hotel. Preços especiais em hotéis de 3, 4 e 5 estrelas.

GALA GYM FACTORY 2016

Na sexta-feira, após a Feira, decorre a Gala de Fitness GF 2016 e na qual terá lugar a cerimónia dos “ Premios por un mundo más Fitness” e a entrega das penas de prata aos autores GYM FACTORY mais votados. • ENTREGA DE PREMIOS POR UN MUNDO MAS FITNESS Os “ PREMIOS POR UN MUNDO MAS FITNESS “ destinam-se a reconhecer o mérito de várias empresas presentes em Espanha, bem como personalidades, pela sua participação ativa na divulgação da atividade física e promoção da saúde através do exercício físico e hábitos de vida saudáveis. Estes prémios reconhecem o apoio que empresas e indivíduos fornecem à indústria de fitness, divulgando estilos de vida saudável e a prática de atividade física em diferentes áreas. Categorias 2016: Promoción de la AF y hábitos saludables en la tercera edad Entidad sin ánimo de lucro por el fomento de la actividad deportiva Entrenador personal del año por su promoción de la actividad física y entrenado del año Promoción de la actividad física y hábitos saludables en medios online Promoción de la actividad física y hábitos saludables en TV Premio a la Superación personal Acción de promoción/Campaña publicitaria de la actividad física Labor en la mejora del sector a través de la formación de sus profesionales Premio a la trayectoria profesional en el sector del fitness Premio al mejor medio por la promoción de la actividad física

• ENTREGA DE PENAS DE PRATA A AUTORES GYM FACTORY Na Gala GF 2016 serão entregues as penas de prata aos autores mais votados. Um prémio que reconhece os autores de maior prestígio no cenário nacional. Os autores nomeados são: • José Luis Gaytan • Vicente Javaloyes • Chano Jiménez • Pablo Lopez de Viñaspre • Antonio Manzano • Lucas Peña • Manel Valcarce Os autores nomeados na secção técnica são: • Álvaro García • Jordi García • Iván Gonzalo • Guillermo Laich • Santiago Liébana • Pablo F. Martín • Luis Miguel Pérez O júri é constituído por 5 secções de diferentes grupos profissionais, além de um voto popular nas redes sociais: • Voto de jurado Profissional Universitário • Voto de jurado Profissional do setor • Voto dos Autores que colaboram com GF • Voto de associações do setor • Voto das Redes sociais Todos os autores receberão uma pena comemorativa da cerimónia.

Haverá oportunidade para REUNIÕES CONCERTADAS com os fornecedores?

Os visitantes terão a possibilidade de agendar uma reunião para assegurar a entrada na feira. As reuniões terão lugar nos dias 13 e 14 de Maio no horário de funcionamento da Feria feira (10:00 às 19:00). Para agendar ou reservar uma reunião concertada, faça o pedido através de info@gymfactory. net indicando com que empresa(s) deseja reunir-se. 9 g y m facto r y


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O exercício físico em indivíduos com Doença de

PARKINSON

A DOENÇA DE PARKINSON é uma das doenças do movimento mais prevalentes e é considerada a segunda desordem neurológica mais comum. A doença afeta, geralmente, indivíduos acima dos 50 anos de idade e a prevalência é estimada em cerca 13.000 pessoas afetadas em Portugal (APDPk, 2014). É uma doença crónica neuro degenerativa, caracterizada por sintomas como acinesia, rigidez, tremor de repouso e diminuição do equilíbrio, que estão relacionados com o défice dopaminérgico da via nigroestriatal (Bello & Fernandez-Del-Olmo, 2012).

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stes indivíduos enfrentam dificuldades e limitações nas atividades da vida diária e na mobilidade que levam à perda de independência, inatividade, quedas e isolamento social, resultando numa diminuição da qualidade de vida (Keus et al., 2014). Apesar da ótima terapia medicamentosa e neurocirúrgica os indivíduos com DP continuam a experienciar deterioração das funções corporais, atividades da vida diária e participação (CIF Classificação Internacional de Funcionalidade). A fisioterapia na reabilitação da DP tem principal enfoque nas transferências, função do membro superior, equilíbrio, prevenção de quedas, marcha, capacidade física básica e prevenção da inatividade e também em áreas adicionais como a dor e problemas respiratórios (Keus et al., 2014). As principais ferramentas terapêuticas para atingir estes objetivos são várias e podem ir desde as técnicas mais tradicionais até à utilização de pistas (cuing strategies), treino na passadeira, estratégias de movimento cognitivas, modalidades de exercício, artes marciais e dança (Tomlinson et al., 2014). Contudo, uma revisão sistemática recente refere que apenas existe evidência do benefício a curto prazo da fisioterapia nestes indivíduos devido à baixa qualidade metodológica dos estudos desenvolvidos, em particular devido ao curto período de follow-up (Tomlinson et al., 2012). Também não é possível identificar se existe algum tipo de intervenção de fisioterapia mais eficaz ou mais adequada do que outra, devido à pouca quantidade de estudos comparativos realizados (Tomlinson et al., 2014). O exercício, em particular, durante muitos anos não era uma estratégia de reabilitação recomendada na DP, uma vez que se acreditava que não tinha nenhum

efeito mensurável na doença ou até que poderia piorar a patologia subjacente e deveria, portanto, ser evitado (Hirsch, M & Farley, B. 2009) Apesar disso, hoje em dia, são cada vez mais os estudos de intervenção que utilizam o exercício e que relatam principalmente possíveis benefícios ao nível da flexibilidade, força muscular, marcha, equilíbrio e capacidade física (Roy & Roy, 2012), prevenção de quedas, independência funcional e severidade da doença (Tomlinson et al., 2012). Para além destes potenciais benefícios, a literatura aponta outras áreas em que o exercício pode ter efeitos significativos, embora, em muitos casos, os mecanismos de ação não sejam ainda conhecidos e o nível de evidencia seja, para já, insuficiente para afirmar uma relação de causa -efeito concreta.

Os potenciais benefícios do exercício em indivíduos com DP podem também estender-se a: • Melhoria da função cognitiva, em particular da função executiva (Tanaka et al., 2009); • Prevenção de eventos cardiovasculares e da osteoporose, principalmente devido à quebra do ciclo da inatividade; • Diminuição da severidade da depressão, que é um sintoma comum da doença de Parkinson; • Melhoria no sono, cujas disfunções ocorrem em dois terços desta população; • Diminuição da obstipação, um dos sintomas mais frequentes na DP, chegando a ocorrer entre 50 a 80% da população; • Diminuição da fadiga, presente entre 30 a 50% dos indivíduos com DP;

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f o r m a ç ã o Bibliografia:

• Melhoria da absorção da Levodopa durante a atividade física e à otimização da via dopaminérgica, o exercício pode potencialmente influenciar a produção e libertação endógena de dopamina, melhorando assim a neurotransmissão dopaminérgica (Speelman et al., 2011). Em indivíduos com DP tem sido sugerido que exercícios que incorporam treino de capacidades motoras baseadas em objetivos, ou seja, a prática de atividades que levam à melhoria da performance, como a marcha e o equilíbrio, e que incluam nos seus parâmetros intensidade, repetição, especificidade, dificuldade e complexidade são importantes para a neuro plasticidade. Sendo que a componente de ‘cognitive engagement’ tem sido considerada importante para ativar circuitos cognitivos relevantes na aprendizagem motora (Nieuwboer et al., 2009; Petzinger et al., 2013; Sehm et al., 2014). Os estudos que utilizam programas de exercício estruturado, em particular os com enfoque no equilíbrio, tem um efeito positivo na melhoria da estabilidade postural e/ ou em reduzir a incidência de quedas e lesões. Estes programas de treino de equilíbrio forneg y m facto r y 9

cem exercício num contexto específico orientado à tarefa e movimento funcional, desafiando a posição do corpo no espaço através da modificação do tamanho ou forma da base de suporte (Kaesler et al., 2007; Lange et al., 2000). O indivíduo deve conscientemente controlar os seus movimentos, solicitando um maior recrutamento neuromuscular, recorrendo ao feedback verbal dado pelo instrutor e a estratégias de atenção, num ambiente supervisionado, possibilitando a facilitação da aprendizagem (Nieuwboer et al., 2009). Para além disso, o feedback desafia os indivíduos com DP a irem mais além dos níveis de capacidade auto selecionada percebida, mantém a motivação e ajuda os indivíduos a tornarem-se cognitivamente conscientes acerca de movimentos que eram anteriormente automáticos e inconscientes (Lange et al., 2000). Em suma, existe crescente evidência que aponta para o benefício do exercício como um instrumento terapêutico em indivíduos com a doença de Parkinson e que pode ter um importante papel na promoção da independência, autonomia e qualidade de vida desta população.

APDPk. (2014). Consult. 2014, disponível Bello, O., & Fernandez-Del-Olmo, M. (2012). How does the treadmill affect gait in Parkinson’s disease? Curr Aging Sci, 5(1), 28-34. Kaesler, D., Mellifont, R., Kelly, P. S., & Taaffe, D. (2007). A novel balance exercise program for postural stability in older adults: a pilot study. Journal of Bodywork and Movement Therapies, 11(1), 37-43. Keus, S., Munneke, M., Graziano, M., Paltamaa, J., Pelosin, E., Domingos, J., Brühlmann, S., Ramaswamy, B., Prins, J., Struiksma, C., Rochester, L., Nieuwboer, A., & Bloem, B. (2014). European Physiotherapy Guideline for Parkinson ’ s Disease. Lange, C., Unnithan, V., Larkam, E., & Latta, P. M. (2000). Maximizing the benefits of Pilates-inspired exercise for learning functional motor skills. Journal of Bodywork and Movement Therapies, 4(2), 99-108. Nieuwboer, A., Rochester, L., Muncks, L., & Swinnen, S. P. (2009). Motor learning in Parkinson’s disease- limitations and potential for rehabilitation. Parkinsonism and Related Disorders, 15S3, 53-58. Petzinger, G. M., Fisher, B. E., McEwen, S., Beeler, J. A., Walsh, J. P., & Jakowec, M. W. (2013). Exercise-enhanced neuroplasticity targeting motor and cognitive circuitry in Parkinson’s disease. The Lancet Neurology, 12(7), 716-726. Roy, I. S., & Roy, S. S. (2012). A systematic review on various modes of exercise on people with Parkinson Disease [Versão eletrónica]. The Internet Journal of Allied Health Sciences and Practice, 10(1), disponível. Sehm, B., Taubert, M., Conde, V., Weise, D., Classen, J., Dukart, J., Draganski, B., Villringer, A., & Ragert, P. (2014). Structural brain plasticity in Parkinson’s disease induced by balance training. Neurobiology of Aging, 35(1), 232239. Speelman, A. D., van de Warrenburg, B. P., van Nimwegen, M., Petzinger, G. M., Munneke, M., & Bloem, B. R. (2011). How might physical activity benefit patients with Parkinson disease? Nat Rev Neurol, 7(9), 528-534. Tanaka, K., Quadros, A. C., Jr., Santos, R. F., Stella, F., Gobbi, L. T., & Gobbi, S. (2009). Benefits of physical exercise on executive functions in older people with Parkinson’s disease. In Brain Cogn (Vol. 69, pp. 435-441). United States. Tomlinson, C., Herd, C., Clarke, C. E., Meek, C., Patel, S., Stowe, R., Deane, K. H., Shah, L., Sackley, C. M., Wheatley, K., & Ives, N. (2014). Physiotherapy for Parkinson’s disease- a comparison of techniques (Review). The Cochrane Library, 6. Tomlinson, C. L., Patel, S., Meek, C., Herd, C. P., Clarke, C. E., Stowe, R., Shah, L., Sackley, C., Deane, K. H., Wheatley, K., & Ives, N. (2012). Physiotherapy intervention in Parkinson’s disease: systematic review and meta-analysis. BMJ, 345, e5004.

Catarina Jácome

Terapeuta. Licenciada em Fisioterapia - EES IPS(2004). Especialização em Parkinson Pela University of South Florida College of Medicine e National Parkinson Foundation EUA (2007).


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APP’s de Treino: uma moda que veio para ficar

As aplicações móveis vieram revolucionar a vida dos adeptos das novas tecnologias. A tecnologia e o uso das App´s de treino passaram a ser uma tendência prática e útil não só para os utilizadores de ginásio mas também para os gestores dos Fitness Clubs. O treino do sócio deve ser planeado à medida da sua saúde e dos objetivos a que se propõe, preferencialmente sob a supervisão de um Personal Trainer. Estes tipos de soluções na Cloud permitem que, mesmo à distância, o Personal Trainer consiga controlar e monitorizar o desempenho de cada sócio, face ao programado. g y m facto r y 9

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mercado do Fitness tem passado por várias fases e tendências de treino. Passamos por uma fase em que o elemento diferenciador eram os produtos que cada ginásio possuía, o tamanho das instalações, os serviços que prestavam aos seus sócios e por aí fora. No entanto, é cada vez mais evidente que o sócio típico de um fitness club procura no seu dia-adia a solução que lhe garante uma experiência de treino mais impactante e de acordo com as suas necessidades básicas, que se prendem com a comparação entre o estado atual de condição física e aquilo que pretende alcançar com o processo de treino. Os utilizadores de ginásio têm um nível de conhecimento cada vez maior sobre o seu corpo,


sobre o que querem e sobre todo o tipo de informações de treino que são valiosas para a sua evolução. Não é por acaso que a principal tendência de treino para 2016, segundo a ACSM (American College of Sports Medicine), é a Wearable Technology, ou seja, todo o tipo de dispositivos e gadgets tecnológicos, que monitorizam e controlam o processo de treino. O sócio frequentador dos Fitness Clubs, hoje em dia, além de querer monitorizar a sua frequência cardíaca durante o treino, quer saber a distância que percorre, as médias percorridas por quilómetro, a potência desenvolvida, as calorias consumidas, a carga total levantada no treino, a performance do seu treino face a treinos anteriores e tudo aquilo que faça sentido no seu processo de treino. Em resumo, o sócio atualmente quer e gosta de saber tudo o que diz respeito ao seu treino e à sua evolução, de forma muito objetiva. Deste modo, as App´s de treino em traços gerais permitem ao utilizador ter acesso aos seguintes pontos: • Programas de treino individualizados, temporizados e adaptados ao tempo e material, local e objetivo do treino. • Rede social para a partilha de fotos e treinos, registo de atividades e da evolução do peso. • Programas de exercícios pré -estabelecidos que variam no tempo e nível do sócio. • Biblioteca de vídeos de exercícios de musculação para vários níveis e sugestões de treinos consoante o objetivo individual. • Visualização dos treinos em tempo real, com gráficos com tempo, distância, velocidade, ritmo e calorias, entre outros.

O investimento numa ferramenta de treino na Cloud tem benefícios e vantagens para os três players que intervêm com um Fitness Club, numa relação de win-win. BENEFÍCIOS PARA O SÓCIO • Acesso a um programa de treino atribuído pelo Personal Trainer 24/7 (anytime, anywhere). • Acesso a uma variada biblioteca de exercícios com vídeos do movimento associados • Visualização dos vários treinos atribuídos pelo PT • Visualização dos treinos efetuados • Realização de variadas medidas de bio impedância e análise corporal BENEFÍCIOS PARA O PERSONAL TRAINER • Alocação de sócios a cada PT e atribuição de treinos a esses sócios • Possibilidade de criar os seus programas standard na biblioteca de treino • Acesso a uma vasta biblioteca de exercícios a desenvolver e atribuir aos sócios • Possibilidade de utilizar programas de treino desenvolvidos por outros PTs • Possibilidade de estabelecer timings e avisar o sócio quando tem de fazer novas pesagens de bio impedância e mudanças de treino. BENEFÍCIOS PARA O CLUBE NA ÓTICA DE GESTÃO • Acesso à base de dados de sócios integrada com a solução Cloud de treino • BSC (Balanced Score Card) associado ao desempenho dos sócios e do staff

• Verificação do trabalho e tarefas desenvolvidas diariamente pelo staff, face ao proposto • Reports constantes ao sócio sobre: – Programa de treino – Resultados da Bio impedância – Reprogramações de treino – Informações específicas do clube – Lembretes de ausência ao treino Posto isto, julgo ser bastante visível que as aplicações na Cloud vieram preencher aquele espaço que faltava para melhorar as experiências dos sócios no ginásio, ajudando no cumprimento dos objetivos e resultados de treino, tendo sempre ao seu alcance tudo o que precisa para realizar o seu treino. Como conclusão final, este tipo de soluções está a ter cada vez maior aceitação pelo facto de possibilitar ao sócio de forma integrada, ter acesso a toda a toda a sua análise corporal, treinos feitos à medida, acesso a uma gama enorme de exercícios, comunicar constantemente com o Personal Trainer recebendo dados importantes relativos ao seu treino. As aplicações de treino são assim, uma forma criativa e profissional de tornar a comunicação entre o Personal Trainer e o sócio, o mais eficiente possível com o intuito de elevar o processo de treino para um nível de desempenho superior.

Amâncio Nuno Ferreira Santos Licenciatura em ciências do desporto e Osteopatia. L1 de Crossfit e o Coach Prep Course (L2 de crossfit)

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pilates

PILATES CLÍNICO Exercício e Reabilitação Pilates é uma das metodologias de treino mais procuradas, da qual provavelmente já ouviu falar. A sua evolução tem sido rápida e significativa a nível mundial. Tem conhecimento deste método? Em que se baseia? A partir do Pilates Tradicional surgiu a necessidade de adaptar os exercícios para que qualquer pessoa conseguisse aprender e executar esta técnica de acordo com as suas capacidades físicas e limitações. Sabia que a essa modificação chamamos Pilates Clínico? Talvez sejam demasiadas perguntas, mas convido-o a ler os seguintes parágrafos de forma a ficar mais esclarecido(a)!

PILATES – O QUE É? É um método de treino que utiliza uma diversidade de exercícios de forma a fortalecer o nosso corpo, alongar os nossos músculos e estabilizar a nossa região lombo-pélvica. Baseando a sua essência na respiração controlada e na contração dos g y m facto r y 9

músculos abdominais mais profundos, o Pilates foca-se na execução correta do movimento e não na quantidade. PILATES CLÍNICO – PRINCIPAIS DIFERENÇAS Nos dias de hoje, pelos seus excelentes resultados, o Pilates é

uma tipologia de treino com imensa procura e também oferta. Encontramos classes num ginásio, numa clínica fisiátrica, em centros de ‘Wellness’ ou, até mesmo, em meio hospitalar. O que se constata é que o tipo de população que originalmente começou a trabalhar com


comuns na utilização destes exercícios. Assim sendo, surgiu a necessidade de modificar os mesmos, decompondo cada exercício em diferentes níveis de dificuldade, para que cada indivíduo possa iniciar a sua recuperação e aprendizagem em graus mais simples e ir evoluindo de acordo com as suas capacidades e melhorias. O Pilates Clínico posiciona-se no mercado como uma vertente mais específica para a reabilitação. PRINCÍPIOS DO PILATES CLÍNICO São conhecidos seis Princípios do Pilates Clínico: Centro, Respiração, Precisão, Concentração, Movimento Fluído e Controlo. Sendo uma técnica que trabalha em conjunto corpo e mente, os dois primeiros princípios são os verdadeiros “heróis” e aqueles que distinguem o Pilates Clínico de qualquer outra técnica que implique movimento corporal.

este método (bailarinos e ginastas) não é o mesmo que procura a sua utilização no presente. Idosos, grávidas e casos clínicos com dor lombar ou disfunções na articulação sacroilíaca são algumas das histórias mais

• Centro: os exercícios devem ser executados numa posição confortável da nossa coluna lombar, evitando a anteversão e retroversão da bacia. É essencial manter uma contração constante da nossa musculatura abdominal profunda, mais especificamente o transverso abdominal, cujo principal objetivo é fornecer suporte à zona lombo-pélvica, durante todo o treino. • Respiração: devemos expirar no movimento que causa mais instabilidade à nossa zona lombo-pélvica. Em regra, expiramos quando os nossos membros se afastam do tronco e inspiramos quando regressam. Favorecemos ainda uma respiração torácica. Como Joseph Pilates disse “Respirar é a primeira ação da

vida, e a última...acima de tudo aprenda a respirar corretamente.” Precisão: executar os movimentos de forma eficaz, introduzindo a respiração e a contração muscular durante todo o tempo de treino. Só atingiremos melhores resultados se a execução do método for correta. Concentração: Estar focado no seu corpo, na sua mente e no exercício que está a realizar de forma a conseguir relaxar e obter um total comprometimento com o método. Movimento Fluído: Todos os exercícios são executados de forma fluida e sequencial, tornando-os apelativos a quem os pratica. Controlo: Controlar o movimento é essencial para trabalhar contra gravidade num colchão, ou contra resistência em equipamentos. Utilizar apenas o esforço e os músculos necessários para determinada tarefa é fundamental para o bom funcionamento do nosso corpo.

COMO PRATICAR PILATES CLÍNICO? Existem várias opções para quem deseja iniciar o seu percurso com este método. A mais simples e confortável é o colchão, que permite uma melhor adaptação aos exercícios. É fácil de transportar, podendo até praticar em casa, necessitando apenas de roupa confortável e motivação. A bola, que tão certamente relaciona com o Pilates, é considerada uma peça de pequeno equipamento, que podemos utilizar para variar o nosso repertório de exercícios. Por outro lado, se quer aumentar o nível de exigência, treinar mais equilíbrio e coorde9 g y m facto r y


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pilates nação tem à sua disposição grandes equipamentos, sendo os mais famosos: Arc Barrel, Cadillac, Reformer e Wunda Chair. DICAS E CUIDADOS A TER Grávidas: • A partir do segundo trimestre, substituir o decúbito ventral pelos quatro apoios; em decúbito dorsal utilizar uma cunha para retirarem o tronco superior do colchão e praticarem os exercícios com uma inclinação mínima de 30º, a fim de evitar situações de hipotensão; o decúbito lateral é um dos posicionamentos mais utilizados junto desta população, uma vez que lhes permite trabalhar glúteos, adutores e abdutores da coxa de forma mais confortável, o uso de uma almofada entre a barriga e o colchão neste decúbito é imprescindível, assim como pedir o movimento de levar a anca em direção aos calcanhares, antes de iniciar os exercícios, no sentido de corrigir a sua postura lordótica habitual. • Evitar em decúbito dorsal a posição de “double tabletop” (dois membros inferiores fora do colchão a 90º de flexão da anca e joelhos) e

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optar por subir apenas um membro inferior. • Não utilizar “Shoulder Bridge” (exercício em posição de ponte, apoiando os membros superiores, cabeça e pescoço no colchão) 18 semanas antes do parto e 6 semanas após. Dor lombar: • Em decúbito ventral, ter algum cuidado com casos de espondilolistese, utilizando sempre uma pequena almofada ou toalha entre a zona abdominal e o colchão. • A menos que se encontre perante uma situação de dor lombar aguda não especifica, os exercícios de nível 1 e 2 de Pilates Clínico foram desenhados para causar menos tensão à nossa coluna lombar do que o movimento de se levantar e sentar de uma cadeira, assim sendo está perfeitamente seguro a utilizá-los nesta população. • Em situações de rigidez optar por exercícios de mobilidade, que impliquem movimento segmentar vertebral e dissociação entre membros e coluna. Idosos: • Promover exercícios que desafiem a sua coordenação

e equilíbrio, no sentido de fortalecer os seus músculos estabilizadores e prevenir quedas. • Evitar exercícios de flexão e rotação exageradas da coluna vertebral, em casos de osteoporose, prevenindo fraturas. Para qualquer uma destas populações, o Pilates Clínico tem sido aplicado no sentido de prevenir e tratar alterações posturais, lesões músculo-esqueléticas e neurológicas. Quando utilizado, correta e frequentemente, modifica o nosso corpo de forma positiva. Desta forma, se pretende aumentar a sua flexibilidade, fortalecer a sua musculatura profunda e superficial, melhorar o equilíbrio e, acima de tudo, se pretende otimizar o seu bem-estar, preenche os critérios para experimentar esta técnica e começar a sentir os seus benefícios!

Francisca de Lourenço Gomes

Licenciada em Fisioterapia. Instrutora e Formadora de Pilates Clínico


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c o n s u l t ó r i o

j u r í d i c o

FAQ –

Renovação de título de TÉCNICO de EXERCÍCIO FISICO A AGAP e o Instituto Português do Desporto e Juventude, compilaram um conjunto de questões frequentemente colocadas por associados e profissionais do fitness, acerca da renovação do Titulo de Técnico de Exercício Físico. Qual a Lei que define o regime jurídico da responsabilidade técnica pela direção e orientação das atividades desportivas em ginásios, nomeadamente a emissão, renovação e caducidade do Título? Lei n.º 39/2012, de 28 de agosto. Qual a portaria que define os procedimentos necessários para a manutenção do título profissional de diretor técnico e do título profissional de técnico de exercício físico? Portaria n.º 36/2014 de 14 de fevereiro.

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Qual a validade do Título? O título tem a validade de 5 anos, desde a sua data de emissão. Quantas unidades de crédito (UC) são necessárias para revalidar o Título? São necessárias 5 UC e o Título ficará válido, novamente, por 5 anos.


As ações de formação contínua deverão ser devidamente certificadas pelo IPDJ, IP e realizadas no período de vigência do Título em questão. As 5UC correspondem a 25 horas de formação presencial ou 50 horas de formação à distância. Onde posso consultar o meu Título? O Instituto Português de Desporto e Juventude disponibiliza uma plataforma dedicada para a emissão, consulta e validação do Título em http://Prodesporto.idesporto.pt.

Quais as ações de formação homologadas pelo IPDJ e quantas UC atribuem? A lista de entidades certificadas bem como as ações de formação contínuas válidas para efeito da renovação do Título estão disponíveis na plataforma. Se à data de caducidade do Título não tiverem realizado ou completado as 5 UC o Titulo é anulado? Não, o título fica suspenso até realizar as ações de formação contínua necessárias.

Como se carregam as ações de formação realizadas? 1. O técnico de exercí-

É possível exercer funções de Técnico de Exercício sem o Título válido? Não. Se à data da renovação do Título não estiver na posse de 5 UC devidamente homologadas e carregadas na sua área pessoal, não está habilitado a exercer a função de técnico de exercício físico.

cio deverá fazer login na plataforma Prodesporto com os seus dados; 2. Verificar as UC que já tiverem sido carregadas na sua área pessoal; 3. Adicionar outras ações de formação contínua previamente certificadas pelo IPDJ, através do número do Código da Ação e do Certificado de Participação (upload na própria plataforma); 4. Aguardar validação do ponto 3 pelo IPDJ.

Qual a contraordenação que o Técnico de Exercício incorre por exercer a função sem Título válido? Constitui contraordenação muito grave, punível com coima entre € 2000 e € 4000, para pessoas singulares.

No caso de ter mais que 5 UC, estas acumulam para a seguinte renovação do Título? Não.

Qual o custo da renovação do Título? A renovação do Título não tem qualquer custo.

Qual a contraordenação que o proprietário da Instalação onde decorre atividade física incorre por permitir que um Técnico de Exercício exerça a função sem Título válido? Constitui contraordenação muito grave, punível com coima entre € 4500 e € 9000, para pessoas coletivas.

A renovação do Título de Diretor Técnico respeita às mesmas regras do Titulo de TEF? Sim. Para efeitos da renovação do Titulo de DT, o titular deverá acumular 5 UC e proceder à sua validação na plataforma. Pode o TEF portador do Titulo de DT exercer em mais do que um ginásio? SIM. O título de DT não identifica a instalação mas a função. O ginásio deverá apenas manter afixado o nome e horário de permanência do DT. O título de DT substitui o título de TEF num ginásio em que o próprio não seja o DT? O título de DT contempla todas as valências do título de TEF pelo que, mesmo não sendo o DT da instalação, poderá exercer a função de TEF. O oposto já não se verifica, ie, um título de TEF não contempla as valências do título de DT. Um instrutor que tenha o Titulo de TEF a caducar numa data e o Titulo de DT numa outra, como deverá proceder? As UC validadas para TEF, servem também para DT, ou seja, na prática, ao revalidar um título, está automaticamente a revalidar o outro, desde que o mesmo tenha data de emissão anterior à data de realização das formações creditadas. Exemplo: TPTEF de 30.01.2012, TPDT de 15.03.2013 – As ações realizadas entre 30.01.2012 e 13.03.2013, só creditam para o TPTEF, se ações realizadas após 15.03.2013, creditam para os dois Títulos.

José Julio Castro (AGAP) e Mário Moreira (IPDJ)

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personal trainer

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N

o decorrer de anos de experiência e desempenho profissional, tentei adquirir competências que me distinguissem dos restantes colegas. Passei por várias escolas de formação em diversos países na Europa e nos EUA, o que me permitiu diferenciar e distinguir. Neste momento, o mercado está bastante dinâmico mas muito mais rigoroso, sendo que a diferenciação e o “valor” são claramente as chaves para o sucesso de um Personal Trainer e não o seu preço. No

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qualificações obrigatórias para um

entanto, esta é outra grande questão com a qual nos debatemos: afinal o que é um “PT DE SUCESSO”? O que vende mais? O melhor tecnicamente? O mais relacionável com os clientes e com os colegas? O mais trabalhador? O que conta melhor e não se engana? Boa aparência física? Enfim, são inúmeras as características que poderia enunciar. Prefiro responder a esta questão citando um dos melhores formadores e colegas que alguma vez conheci, João Moscão:

PT

“Qualidade não é o mesmo que sucesso. Há sucesso sem qualidade alguma, e poucas vezes há qualidade sem sucesso - Pregar um prego não parece ser tarefa difícil, mas a arte e a precisão de acertar no prego sem dar cabo de qualquer estrutura adjacente é bem difícil. Esta tarefa é supostamente acessível a qualquer um. Todos nós já pregamos vários pregos na vida, no entanto só mesmo um verdadeiro mestre carpinteiro é que o consegue fazer na perfeição. Se eu quiser martelar um prego irei certamente ter


sucesso depois de 10/20 marteladas, divididas entre a madeira, o prego e o dedo. No final, o que se vê? É o prego pregado na madeira, mas se formos analisar ao pormenor, a madeira o prego e o dedo foram literalmente “agredidos”, alterando as suas propriedades. O resultado final foi uma tarefa realizada de qualquer maneira, mas muito, mas mesmo muito diferente da de um mestre carpinteiro que em 3 marteladas finaliza o prego na madeira sem qualquer problema e sem quaisquer alterações estruturais dos materiais envolvidos”. Comparando com a nossa realidade, o mesmo está a acontecer com a nossa profissão, aparentemente tudo é bem feito. O Fitness considera que quase todos os alunos são aparentemente normais e que se encaixam na perfeição nos programas pré-coreografados ou pré-concebidos, preocupando-se somente com a performance externa. As apropriações individuais e graduais do treino às adaptações do corpo são praticamente excluídas da noção consciente do treinador. Na realidade, as estruturas estão a ser constantemente agredidas e violadas, quer nos princípios estruturais mecânicos, articulares, fisiológicos, anatómicos quer nos endócrinos. Tudo porque os treinadores não sabem o que acontece realmente dentro de um corpo, pedindo constantemente o impossível, treino após treino, repetição após repetição. Desconhecem verdadeiramente o sentido de performance Interna. Fazendo outra analogia, chegamos ao FAST FITNESS (um género de fast food do Fitness) onde quer que eu

esteja tenho o mesmo alimento pré-concebido, de uma forma rápida e sem respeitar as verdadeiras necessidades de um corpo. Será este o caminho da saúde?? Não me parece! Por esta razão, considero imprescindível melhorar 6 grandes qualificações profissionais. A profissão de PT é talvez das profissões mais nobres do mundo, se não mesmo das únicas onde podemos verdadeiramente ajudar a saúde dos nossos clientes de forma natural, respeitando as funções musculares, articulares e mecânicas. O nosso “valor” enquanto profissão é enorme, temos é de o fazer merecer através da aplicabilidade focada, exata e precisa. Desta forma, recomendo a todos os que procuram melhorar profissionalmente as suas competências, que invistam nas seguintes áreas:

1. 2.

Neuromuscular/Sistema Nervoso (pela regulação contráctil e respostas adaptativas) Biomecânica Qualitativa (fundamentos da biomecânica aplicada; biomecânica da resistência; análise de resistências dos materiais mais utilizados pelos Ginásios, como por exemplo - peso livre, fitas e suspensão, cabo, elástico, máquina guiada, etc.) e o perfil de resistência, o que é e como o posso manipular).

ombro, cotovelo, anca, joelho e coluna). Estas são a meu ver as principais áreas técnicas a dominar pelos profissionais de Fitness. Para complementar as competências gerais de um PT e qualquer área de gestão de equipas e clientes, recomendava também investimento nas áreas:

5. 6.

Psicologia Positiva (Resiliência e comportamento construtivo);

Gestão/Controlo Financeiro e Marketing (definição de “valor” e preço; conhecimentos de gestão nomeadamente contabilidade geral; estratégias de uma marca).

Este é apenas um ponto de vista partilhado por mim, um profissional de Fitness como tantos outros, mas onde a humildade, aprendizagem sã e a lógica são os meus drivers de progressão. Com isto, termino com uma frase do Thomas Purvis, em RTS: “10 anos da mesma experiência não fazem de ti um melhor instrutor, mas sim um principiante 10 anos mais velho!”

3.

Fisiologia e Anatomia Muscular (condicionantes mecânicas à produção de força nas extremidades inferiores, superiores e coluna);

4.

Fisiologia e Anatomia Articular (articulações principais, tornozelo,

Hugo Moniz

CEO - EXS Exercise School Personal trainer

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A Profissionalização da Atividade do Técnico Especialista em

EXERCÍCIO FÍSICO

Temos que recuar apenas 7 anos, corria o ano de 2009 para encontrar um mercado de trabalho, que entre outros aspetos, se caracterizava por uma total falta de enquadramento legal para a atividade que à data se designava por vulgarmente por Instrutor de Ginásio. Em 2012, Portugal passa a ser um bom exemplo no contexto da Europa, ao nível do enquadramento técnico na área do fitness de acordo com patamares de exigência e de qualidade na formação inicial dos agora designados por Técnicos de Exercício Físico.

A

s atividades profissionais na área do desporto têm historicamente um papel relativamente secundário no contexto social das profissões. A título de curiosidade, no ensino oficial, o Prof. de Educação Física chegou a ter um vencimento diferenciado, leia-se, menor que os professores das restantes áreas profissionais. Também na área do fitness e até há poucos anos atrás, bastaria pouco mais

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do que ter sido um praticante regular e intenso de ginásio, para estarmos perante um possível profissional do setor. Até ao ano de 2009, a atividade profissional do então vulgarmente designado instrutor de ginásio, não tinha qualquer exigência académica ou profissional. As entidades formadoras tinham o seu modelo de funcionamento que passava por formações de cada horária variável, normalmente a rondar as 100 a 150 horas de formação, e que dotavam os formandos de competências na área da muscu-

lação e cardiofitness, aulas de grupo, personal trainer e outras áreas afins. Apesar de existir este modelo de formação de certa forma informal, a verdade é que o mercado se auto-regulava e como tal não existia um nível de exigência mínima em termos de formação, para poder se instrutor e trabalhar num ginásio. Em 2009 surge um enquadramento legal que colocava uma exigência académica nos profissionais do exercício físico, definindo que os mesmos teriam que ser licenciados na área da Educação Física e Desporto. Este enquadramento teve um regime transitório até outubro de 2011, período no qual os profissionais no ativo podiam requerer a sua Cédula Profissional, mas em 2012 surge a revogação desse diploma através da Lei n.º 39/2012, atualmente em vigor. Chegámos assim aos dias e hoje, passados que estão cerca de 10 meses após a entrada em funcionamento das primeiras turmas do curso de Técnico Especialista em Exercício Físico (TEEF), curso esse que resultou da efeti-


“Confiança e segurança para o seu ginásio”


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p r o f i s s ã o vação da Lei n.º 39/2012 já referida. Com o curso a funcionar há quase um ano, que balanço é possível fazer? Pensamos que existirão 3 consequências da maior profissionalização da atividade profissional do instrutor, agora designado por Técnico de Exercício Físico: a) A preparação de profissionais altamente qualificados para um setor que cresceu 19% no número de sócios de 2013 para 2014, de acordo com o Barómetro da AGAP do ano de 2014. Não há muitos setores da economia que possam apresentar valores de crescimento desta ordem, e que espelham a forma como o setor do fitness conseguiu ultrapassar os dolorosos anos da crise económica e social em que o país esteve mergulhado. b) A melhoria da imagem dos espaços de fitness, junto do segmento dos prescritores do exercício físico, nomeadamente da classe médica, que teve sempre alguma desconfiança sobre a credibilidade do sector do fitness. Julgamos que esta desconfiança resulta do facto da classe médica não reconhecer no setor do fitness, um nível de competências técnicas adequadas para lidar com a saúde e condição física das pessoas não saudáveis ou que apresentem necessidades de acompanhamento técnico mais específicas. c) Um aumento da qualidade do serviço prestado nos espaços de fitness, mercado que regista uma taxa de cancelamentos muito expressiva. A Attrition1 é uma variável que permite objetivar esta realidade e revela-nos um valor de 58%, valor

este que subiu em 2014 relativamente a 2013, de acordo com os dados uma vez mais retirados do barómetro da AGAP de 2014. Qual a expetativa que podemos criar relativamente à chegada dos TEEF ao mercado de trabalho? Uma questão prévia que podemos colocar, é saber de que forma é que os TEEF serão absorvidos pelo mercado de trabalho. Falamos de profissionais que realizaram um curso de formação inicial com 850 horas de formação específicas em vários domínios do conhecimento associados diretamente e indiretamente ao exercício físico na área do fitness, horas a que se soma a prática em contexto de trabalho (estágio) com mais 400 horas. Os primeiros formandos do curso TEEF estão neste momento em estágio, procurando a sua oportunidade de ingresso no mercado de trabalho. A taxa de empregabilidade do TEEF será um tema a que fará sentido voltar daqui por uns meses, após decorrer algum tempo após o fim das primeiras turmas do curso. Pesa embora o nível de incerteza sobre a empregabilidade do TEEF, pensamos que será inevitável que o mercado de trabalho sofra as seguintes transformações: 1. Uma maior profissionalização do setor e estabilidade dos quadros técnicos, reconhecendo nos TEEF, profissionais qualificados num diverso conjunto de competências técnicas, pessoais e sociais, que vão da qualidade do serviço, das vendas, da coordenação e da gestão, e com grande destaque para a área das diversas

1. Attrition, indicador que nos indica a rotação de membros e que é calculada da seguinte forma: Total de cancelamentos dos últimos 12 meses / N.º médio de sócios desse mesmo período.

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atividades de fitness, complementadas por conhecimentos de nutrição, de primeiros socorros, da pedagogia, da psicologia e do coaching, citando apenas algumas. 2. Um aumento da satisfação dos clientes, traduzida numa diminuição da Attrition e consequente aumento da Taxa de Retenção ou Fidelização dos clientes, variáveis muito sensíveis do mercado. 3. Uma aproximação cada vez maior aos benefícios que a atividade física tem, não apenas fisiológicos, mas também de bem-estar físico e emocional, desde que enquadrada por profissionais qualificados. Podemos ver aqui uma oportunidade para um desejo que setor tem de ver reduzida a taxa de Iva, bem como uma consciente perceção de que o exercício físico pode contribuir para uma melhoria da qualidade de vida das populações. 4. Os formandos que fazem o curso TEEF, revelam uma grande disponibilidade e interesse em prosseguir estudos para o ensino superior na área da Educação Física, nas suas diversas ramificações. Pensamos que daqui por uns anos, um setor que tem um conjunto significativo de técnicos com formação académica superior bem como uma formação profissional especializada, será um setor mais reconhecido em termos sociais e profissionais.

Miguel Pacheco

Mestre em Gestão do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana. Coordenador do Curso de Técnico Especialista em Exercício Físico do CEFAD.


SEMPRE NÀ FRENTE


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c o a c h i n g

Qua tua l a opin ião? ”IMPOSSÍVEL É APENAS UMA OPINIÃO” pode-se ler algures no facebook de Susana Henriques, mais conhecida por Su, e uma das mais populares participantes do programa Peso Pesado. Com que opinião se passa de um peso de 170 kg para cerca de 70 kg?

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o âmbito desta área dedicada ao coaching, tenho vindo a falar sobre a estrutura do coaching e formas de aplicação prática desta estrutura. Neste artigo, decidi por bem citar um exemplo de como se pode passar de um ponto A para um ponto B, podendo este ponto B ter contornos de “quase impossível”.

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Eventualmente, todos nós já ouvimos de ouvir falar de Susana Henriques, uma ex-concorrente do programa Peso Pesado. Com 28 anos e 1,53 cm de altura, pesava 170 kg. Na adolescência era desportista, praticava ginástica, mas um momento traumático da sua vida (a morte da sua mãe) contribuiu para que a comida se tornasse num refúgio “seguro”.

Note-se que a obesidade é reconhecida pela OMS – Organização Mundial de Saúde - como doença grave, que atinge proporções epidémicas no mundo, sendo que não deve ser descurado o facto do peso excessivo estar associado ao papel emocional da alimentação. Incentivada por colegas e amigos decidiu inscrever-se no programa “Peso Pesado” da SIC, tendo sido selecionada de um grupo de mais de 10.000 candidatos. No primeiro dia, os concorrentes tiveram que enfrentar um dos primeiros desafios que consistia em atravessar uma piscina de lama para ir ao outro lado buscar a bandeira da equipa. A Susana ficou enterrada na lama, quase sem se conseguir mexer e a sua dupla perdeu o desafio e ficou em risco de ser eliminada. Relatou mais tarde que foi, exatamente nesse momento, que se apercebeu que tinha mesmo que fazer qualquer coisa por si, para que não ficasse “enterrada na lama” o resto da sua vida.


O processo de evolução humana pode-se fazer de duas formas: evolucionária e revolucionária. Qual a diferença entre as duas? A evolução remete para o aperfeiçoamento, crescimento ou desenvolvimento de uma ideia, sistema, hábito ou indivíduo. A evolução consiste num conjunto de modificações lentas em direção a um determinado sentido, que remete para um desenvolvimento gradual e progressivo. A evolução representa uma alteração progressiva de um ser ou de um sistema em direção a um estado final. A revolução pressupõe um momento emocionalmente significativo, ao qual está associado muita “dor”. Significa que só estou em condições de “avançar” quando tiver chegado ao “fundo do poço”. Ao contrário da evolução que é um processo gradual, no desenvolvimento revolucionário há uma rutura, uma inversão radical dos processos internos. Esse momento, emocionalmente impactante, pode ser a morte de alguém, um acidente, ficar desempregado, etc. O nosso sistema irá encontrar formas (por vezes através de uma alimentação desequilibrada) de compensar essas perdas.

Se não formos capazes de antecipar um processo de desenvolvimento evolucionário, só quando estamos “enterrados na lama” é que teremos motivos suficientes para escolher outro tipo de opções daquelas que têm sido as rotinas habituais! Essas outras opções serão aquelas que nos farão sentir mais congruentes e genuínos connosco mesmos! Não basta dizer que se quer…. e que se quer muito. Torna-se fundamental “olhar para dentro de nós” e reconhecer a “veracidade” desse “quero muito”. Reconhecermos em nós próprios a confiança dessa afirmação e a sua credibilidade! Caso contrário, continuaremos num processo de autossabotagem em que estaremos a atirar areia para os nossos próprios olhos. Em que iremos continuar a afirmar coisas que queremos e a sentir exatamente o seu contrário! Quando há um alinhamento interno e uma congruência entre aquilo que dizemos e aquilo que fazemos estamos a reforçar a nossa crença de que é “possível” e começamos a construir a crença que o “impossível é uma mera opinião”. Pode, de facto, chegar a hora de escolher e ter uma opinião diferente e essa opinião passar a ser “é possível”! Quando o programa terminou, Susana Henriques tinha 117 kg e como refere “houve muito trabalho cá fora”. A Susana é uma atleta de Crossfit e está muito grata ao CrossFit. “Foi uma modalidade que descobri durante o processo e que se tornou num modo de vida. Costumo dizer muitas vezes que se o Peso Pesado salvou a minha vida, o Crossfit mantém-me viva e é tão verdade.” Decidi recuperar esta história da Susana Henriques porque reconheço na mesma a estrutura de coaching que tenho tido oportunidade de partilhar nesta

revista. Nomeadamente, a estrutura dos objetivos e a razão pela qual fazemos o que fazemos. Quando estamos atrás de um ponto B devemos ser muito bons a fazer estas perguntas a nós próprios e aos nossos clientes…. • O que é que eu quero que aconteça? • O quanto esse objetivo é importante para mim? É realmente importante para mim? • Eu acredito que posso atingir esse objetivo e que isso depende, principalmente, de mim? • O que vai significar para mim atingir esse objetivo? • O que vai significar para mim se não conseguir atingir esse objetivo? • Como vou saber se me estou a aproximar do objetivo? • Quem me pode ajudar na concretização desse objetivo? Este pode ser mesmo o primeiro passo para mudarmos a nossa “opinião”!

Nuno Pinto da Silva

Diretor Geral da LIFE Training. Ex atleta internacional, Certificado em Coaching e Master em Programação Neurolinguística.

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nutrição

ÓMEGA 3

A GORDURA é um componente necessário de uma alimentação saudável e apresenta funções importantes como a reserva e fornecimento de energia, transporte de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e composição de membranas celulares.

A

qualidade e propriedades das gorduras dependem do tipo de ácidos gordos que as constituem: saturados, monoinsaturados e polinsaturados (ómega 3 e ómega 6).

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Os ómega 3, juntamente com os ómega 6 formam a família dos ácidos gordos essenciais uma vez que, apesar de fundamentais para o normal funcionamento do nosso organismo, este não tem a capaci-

dade de os sintetizar, tendo de ser obtidos através da alimentação. Quimicamente, os ómega 3 caracterizam-se por possuírem a primeira ligação dupla no terceiro átomo de carbono a


FUNÇÕES Os ómega 3 desempenham funções importantes no organismo nomeadamente no funcionamento do sistema cardiovascular, fluidez das membranas celulares (DHA), mielinização dos neurónios, comunicação entre as células nervosas (sinapses), função cognitiva, visão, destacando-se o seu papel no estado inflamatório. De um modo geral os ómega 3 apresentam propriedades anti-inflamatórias ao contrário dos ómega 6, que promovem a inflamação. Assim, torna-se clara a importância de uma ingestão em proporções equilibradas de ómega 3 e ómega 6. No entanto, a típica dieta ocidental é muito rica em ómega 6 e consequentemente pobre em ómega 3, o que pode gerar um potencial inflamatório perigoso. Estima-se que a ingestão de ómega 6 seja 10 a 20 vezes superior à de ómega 3, quando o rácio ideal deveria rondar os 4:1 ou menos. É então evidente a necessidade de aumentar a ingestão de ómega 3.

contar do último radical metilo, ou seja, a contar do fim da molécula. Existem diferentes tipos de ácidos gordos da série n-3: ácido eicosapentaenóico (EPA), ácido docosahexaenóico (DHA), ambos presentes em alimentos de origem animal e ácido alfa-linolénico (ALA) presente essencialmente em alimentos de origem vegetal. O ALA tem a particularidade de poder ser convertido pelo organismo em EPA e DHA.

FONTES DE ÓMEGA 3 Dentro das fontes de origem animal podemos destacar o peixe gordo como o salmão, sardinha, atum, cavala e arenque (fornecedores de EPA e DHA). Como fontes vegetais temos as nozes, amêndoas, pistácios, linhaça, chia (fornecedores de ALA). Pessoas que não ingerem peixe gordo (por questões relacionadas com o risco de excesso de mercúrio ou dioxinas) ou que seguem uma dieta vegetariana nem sempre fazem uma ingestão adequada de EPA e DHA (1 a 3g por dia). Nestes casos é adequado recorrer-se à suplementação.

Existem vários suplementos de óleo de peixe (com baixos níveis de contaminantes) e suplementos à base de microalgas para os vegetarianos. É, no entanto, fundamental verificar a qualidade dos suplementos. Produtos de fraca qualidade apresentam níveis elevados de peróxidos, prejudiciais à saúde. Algumas marcas divulgam o índice de peróxidos com análises laboratoriais independentes. ÓMEGA 3 NO DESPORTO A suplementação em ómega 3 tem sido também estudada no âmbito da nutrição desportiva, pelas suas propriedades anti -inflamatórias. Alguns dos benefícios encontrados em estudos passam pela atenuação da elevação de marcadores inflamatórios após exercício, diminuição do catabolismo proteico, melhoria da capacidade circulatória, redução do tempo de recuperação de frequência cardíaca após esforço, supressão da broncoconstrição induzida pelo exercício e redução da dor muscular após exercício, facilitando a recuperação. Fica assim clara a importância de uma ingestão adequada de ómega 3 para a população em geral, com especial interesse para os atletas.

Sara Faria

Licenciada em Ciências da Nutrição. Nutricionista do Gimnocedro.

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especialistas

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Sara Faria

n Licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. n Mestranda em Nutrição Clínica pela. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. n Membro efectivo da Ordem dos Nutricionistas. n Trabalha na área clínica e desportiva em ginásios e clínicas privadas. n Detentora do CAP – Certificado de Competências Pedagógicas de Formador.

Francisca de Lourenço Gomes

n Licenciada em Fisioterapia n Instrutora e Formadora de Pilates Clínico pela APPI (AustralianPhysioterapy and Pilates Institute) n Fisioterapeuta (CESPU) com forte paixão pela área de Pilates, que aplica em contexto clínico e formativo. n Conhecimento técnico extraordinariamente profundo sobre o Método de Pilates Clínico Primeira instrutora portuguesa do método de Pilates Clínico (APPI) n Estágio na clínica da APPI em Londres, com Glenn e Elisa Withers.

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Catarina Jácome

n Terapeuta n Licenciada em Fisioterapia - EES IPS(2004) n Especialização em Parkinson Pela University of South Florida College of Medicine e National Parkinson Foundation EUA (2007) n Certificaçãoem LSVT BIG® -Alemanha (2011); MDS Allied Health Professional Summer School: Physiotherapy for people With Parkinson Diseases -Holanda (2013) n Vários anos de experiência clínica exclusivamente em Doença de Parkinson e Parkinsonismo na Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

Hugo Moniz

nC  EO - EXS EXERCISE SCHOOL nP  ERSONAL TRAINER nH  ugo.moniz@exs.com.pt nF  ormador e CEO da EXS EXERCISE SCHOOL - Training - Consulting& Management nM  estre em Gestão Empresarial, Business School INDEG-ISCTE n L icenciatura em Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias nR  esistance Training Specialist Mastery - RTS, Science 1 e 2, Musculoskeletal Mechanics; Resistence Mechanics, USA Oklahoma.

Amâncio Nuno Ferreira Santos

n Licenciatura em Ciências do Desporto pela FMH n Pós Graduação em Marketing Management, pelo ISEG n Licenciatura em Osteopatia, pelo ITS n GroupClub Manager Coordinator do Fitness Hut n CrossfitLevel 1 trainer n Crossfitlevel 2 trainer n Co-organizador dos Manz Cross Games n Formador produto da Technogym n Formador dos cursos da Manz

Nuno Pinto da Silva

nD  iretorGeral da LIFE Training n Ex atleta internacional, Certificado em Coaching e Master em Programação Neurolinguística n Licenciado pela Faculdade de Economia do Porto e PósGraduação em Gestão de Marca n Practitioner e Master em Programação NeuroLinguística n Certificação Internacional em Coaching n Sócio e DiretorGeral da LIFE Training n Diretor Executivo da Global Fitness n Consultor estratégico

Miguel Pacheco

nM  estre em Gestão do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana. n Coordenador do Curso de Técnico Especialista em Exercício Físico do CEFAD n C hefe de Divisão de Projetos Desportivos da Câmara Municipal de Lisboa n D outorando em Gestão do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana. n Professor Convidado em várias Universidades. n D iretor de Operações da Leirisport e do Europeu de Futebol, Euro 2004, em Leiria. n Formador há 20 anos na área da Gestão do Desporto com especialização na Gestão de Espaços de Fitness, Marketing Pessoal e Informática. n Consultor desportivo em vários projetos nacionais e internacionais, nomeadamente do Programa “Preparar e Planear Clubes de Futuro” do CEFD em 2001 e dos Sextos Jogos Africanos, realizados no Zimbabué em 1995. n Prémio Professor Albino Maria de Investigação & Desenvolvimento em Gestão do Desporto, 2ª edição em 2012, atribuído pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior n A uditor de Qualidade


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