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A informação profissional imprescindível Nº5

PARCEIRO

GYM FACTORY,

A Feira do FITNESS e Instalações desportivas Madrid 29-30 de Maio 2015 www.gymfactoryfairs.com

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primavera 2015

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A informação

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INVESTIGAÇÃO

LONGOS PERÍODOS SENTADO E OS SEUS RISCOS O papel positivo da atividade física para a saúde EXERCÍCIO E MEDICINA

“ORA DIGA TRINTA E TRÊS” GYM

Avaliação médica pré-participação – aspetos a reter

Factory

COACHING

QUAL É O MEU PONTO DE PARTIDA? O processo de coaching é simples e prático

MOTIVAÇÃO

NÃO PERGUNTE COMO MOTIVAR OS SEUS ALUNOS! Encontrar soluções que permitam uma oferta mais atrativa


5 ARMANDO MOREIRA Vice-presidente Executivo da AGAP

ENTRAMOS NO SEGUNDO ANO da publicação Revista Gym Factory em Portugal.

Co-editada pela AGAP, numa forte parceria com a marca espanhola dirigida por Inés Ledo, esta revista acaba de festejar 10 anos desde que lançou a primeira edição no país vizinho. Respeitamos e cumprimos a promessa de lançar para o mercado 4 edições em 2014, totalmente em português e em tempo record, e com a participação crescente de autores nacionais. Para este ano voltamos a unir esforços, recursos e vontades para persistir nesta ideia que temos de que o nosso mercado valoriza e necessita de uma publicação especializada. Vejamos: (1) os ginásios portugueses são internacionalmente reconhecidos pela sua qualidade nas instalações; (2) dispomos de profissionais qualificados, muito acima do que é exigido na maioria dos países europeus; (3) existem Organizações em Portugal, tanto a nível privado como associativo, que fazem um trabalho extraordinário no sector do fitness, algumas há largos anos; (4) é mais do que uma sensação o crescimento actual e potencial que os sectores da saúde, bem-estar e da actividade física vão continuar a enfrentar. Ora, é por isto que não tenho dúvidas, e repito, que necessitamos de uma publicação especializada, escrita em português, e a pensar em todos os actores que directa ou indirectamente colaboram no nosso sector. É uma revista que assume a linguagem do fitness como a sua primeira missão, procurando autores prestigiados para artigos de reflexão e de partilha de conhecimento. Acoplamos ainda outras características interessantes como Directórios, calendários de eventos e panorâmicas de mercado para acrescentar valor e enriquecer os conteúdos. Todavia, uma revista necessária e desejada deve assegurar-se, pelo menos, de duas questões essenciais: credibilidade e sustentabilidade. Em função da excelente crítica que temos vindo a receber de empresários, gestores, instrutores, nutricionistas, consultores, recepcionistas, professores, médicos, políticos, da NOSSA revista, acreditamos estar a trabalhar no bom sentido. Quanto ao segundo ponto, não adianta esconder que sem ovos não se fazem omeletes. Por isso, importa sensibilizar marcas de equipamento, agentes comerciais, consultoras, empresas de formação, fornecedores a montante e jusante, do canal privilegiado que é a GYM FACTORY, chegando a mais de 1.500 pontos de contacto, dos quais 90% são ginásios!! 2014 foi um ano positivo e, por certo, 2015 será ainda melhor. Vamos crescer todos juntos?

primavera 2015 número 5 EDITORA: Inés Ledo editora@gymfactory.net Equipa AGAP José Julio Castro Armando Moreira Fabio Lopes Fernando Gonçalves Sara Faria info@agap.pt Administração Susana López administracion@gymfactory.net

Redação Teresa Carmona redaccion@gymfactory.net Imprensa e comunicação Elena I. García prensa@gymfactory.net Design e layout Javier Ojeda redaccion@gymfactory.net Contribuições: Guillermo A. Laich Nuno Pinto da Silva Maria João Sá

Francisco Mata Pedro Ribeiro da Silva Frederico Raposo Tatiana Guerra Dipanda Vilhena e Silva, Amãncio Nuno Ferreira Santos Edita: Inés Ledo Ramos Domicilio social: Avda. del Monte, 25-1 Telf.: 911 274 774 info@gymfactory.net 28250 Torrelodones (Madrid) Espanha

Publicidade Tel: +(34) 911 274 774 info@gymfactory.net Impressão: Artes Gráficas Villena ISSN: 2174-6168 Depósito legal: M-675-2005 Proibida a reprodução total ou parcial de textos, desenhos, gráficos e fotos sem autorização prévia do editor. GYM FACTORY não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos autores, nem se identifica necessariamente com as mesmas.


resumo 66 63 59 55 53 50 49 47 45 43 40

PR I M AV E R A 2 015

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Notícias AGAP Treinadores Investigação Exercício e medicina Personal Training Eventos Coaching Body mind concepts Panorâmica de nutrição Motivação Especialistas

TREINADORES O treino do movimento

O treino do movimento enfatiza todo o seu trabalho, em grandes graus de liberdade, em que a activação dos músculos estabilizadores da coluna estão sempre activos.

BODY MIND CONCEPTS

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Perigos da ruminação obsessiva, quem controla a sua reação, controla a sua situação. Todos nós já ouvimos um disco riscado que está sempre a repetir a mesma música. Mas uma coisa é a música ser boa e outra bem diferente é se for desagradável. Pois bem, o ato de ruminação é como um disco riscado que reproduz o mesmo tema desagradável na nossa mente. Um disco mental que repete os mesmos pensamentos até nos fartar.

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PANORÂMICA DE NUTRIÇÃO

Protectores articulares, serão uma mais-valia para os atletas? Este artigo tem por objectivo esclarecer quais os suplementos alimentares eficazes no tratamento da sintomatologia associada à lesão articular e, ainda, alertar para o papel da alimentação na prevenção deste tipo de lesão

PERSONAL TRAINING Uma profissão com futuro

Numa altura em que as pessoas cultivam, mais do que o corpo, o bem-estar e a saúde, a prática de exercício físico/treino é frequentemente complementada com a prática de uma alimentação saudável

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notícias AGAP FÓRUM AGAP – AS INSTALAÇÕES À MARGEM DA LEI - 27 DE MARÇO EM LISBOA

No seguimento da primeira edição realizada no Porto em 2014 e após contínuas denúncias por parte dos seus associados, volta a organizar um Fórum, desta feita na região de Lisboa para combater as ‘INSTALAÇÕES À MARGEM DA LEI’ – dia 27 de Março, às 10 horas. Estão convidadas para assistir e participar no Fórum as seguintes Entidades: ASAE, IPDJ, ACT, Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, Passmusica, SPA, entre outras. Os principais objetivos do fórum serão, sobretudo, dar voz aos associados, demonstrar e alertar para as realidades locais mais penalizadas, escutar as Autoridades sobre as matérias em

EUROPEACTIVE: UM NOVO PARADIGMA PARA O SECTOR DO FITNESS EUROPEU A European Health and Fitness Association (EHFA) tem uma nova identidade. A partir de Janeiro de 2015, a organização que representa o sector do fitness a nível europeu passou a chamar-se EuropeActive. Por um lado, esta mudança reflecte a tendência para o abandono de acrónimos no panorama associativo de Bruxelas, sobretudo entre entidades que repre-

análise, procurar soluções para combater e terminar com as instalações que funcionam à margem da Lei e negociar com as Autoridades ferramentas de controlo e acompanhamento das denúncias efetuadas. Trata-se de um evento com uma participação muito limitada pelo que os associados que queiram estar presentes deverão entrar em contacto com a AGAP e efectuar a sua pré-reserva. 1. Sente no seu ginásio a concorrência de entidades públicas ou espaços à margem da lei, nomeadamente que não cumpram com os requisitos da Lei 39/2012 (ex: Diretor Técnico, Título de T.E.F.,

sentam grupos profissionais e sectores de atividade. Numa cidade onde milhares de organizações gravitam em torno das instituições europeias e se cruzam nos mais variados fóruns, a utilização de nomes que instintivamente indicam a missão e propósito parece ter cada vez mais adeptos. Porém, esta não é apenas de uma mudança de visual. O processo de rebranding desencadeado na Assembleia Geral de Abril de 2014 (Colónia, Alemanha) corresponde também a uma alteração no conceito estratégico da associação e à adoção de uma

seguro, regulamento, manual de operações, etc.)? 2. Sente no seu ginásio a concorrência de Entidades que não debitam IVA nas suas faturas de exercício físico ou que não apresentam qualquer tipo de comprovativo de pagamento? 3. Sente no seu ginásio a concorrência de Entidades que prestando serviços de atividade física não pagam direitos musicais devidos por lei? 4. Sente no seu ginásio a concorrência de Entidades ou prestadores de serviço que não se conformam com a Lei relativa às condições de trabalho (ex: mapas de pessoal, SHST, etc.)

agenda mais ambiciosa. Criada em 2001, a EHFA esteve desde sempre delimitada na sua esfera de ação pelos conceitos de saúde e fitness. Nesta nova fase, a EuropeActive pretende alargar os seus horizontes e abrir-se a todos os actores que na Europa procuram contribuir para a promoção da actividade física, bem-estar e estilos de vida saudáveis. Dito de outra forma, a mudança de nome destina-se a potenciar o crescimento que a organização tem vindo a registar nos últimos anos e a reforçar a posição do sector no mapa europeu.

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notícias AGAP AGAP REALIZA O MAIOR ESTUDO DO SECTOR REALIZADO EM PORTUGAL GINASIOS: NÚMERO DE CLIENTES SOBE 19 POR CENTO O Barómetro do Mercado de Fitness fornece aos operadores do mercado do fitness uma perspectiva única sobre a evolução do sector de 2013 para 2014. Trata-se do maior estudo realizado em Portugal sobre o sector, conduzido por uma empresa especializada em estudos de mercado mas da responsabilidade da AGAP, o qual incidiu sobre 395 marcas, representando 477 instalações, de TODOS os distritos e regiões autónomas. O número de clientes dos ginásios subiu 19 por cento em 2014 em relação ao ano anterior, segundo os dados de um novo Barómetro da Associação dos Ginásios de Portugal (AGAP) agora divulgados. O número de membros cresceu de 236.811 em 2013 para 280.866 em 2014 nesta amostra, sendo que no ano passado 225 mil pessoas se inscreveram num ginásio e 149 mil abandonaram, o que dá um saldo positivo de 77.873 membros. 53% da amostra cresceu em número absoluto de membros, enquanto 26% indicou uma diminuição de sócios. Numa outra leitura, temos dois terços da amostra que não apresenta quebra (53+21%) que, por si só, é positivo mas pouco indicativo sobre a sustentabilidade financeira. Ao comparar os dados relativos à performance nesta variável de 2013, assistimos a uma evolução bastante positiva. Quanto a dados financeiros, o estudo indica que 80 por cento dos ginásios factura menos de 25 mil euros por mês e que 40 por cento aumentou a factura-

entrenadores

ção (37 por cento em 2013), enquanto 32 por cento manteve e 28 por cento baixou as vendas. O preço médio mantém-se nos 35 euros e, segundo esta amostra, 589 pessoas frequentam cada ginásio do estudo. Enquanto 53% da amostra cresceu em número de clientes, verifica-se que apenas 40% dos clubes (18% cresceu acima de 7,5% + 22% cresceu entre 2,5 e 7,5%) tiveram uma performance na facturação superior ao ano anterior. Em 2013 este valor tinha sido de 36,8%. Se a este valor (40%) adicionarmos 32% dos clubes que mantiveram o seu nível de receitas podemos afirmar que dois terços da amostra pelo menos já não está em quebra, o que face aos últimos estudos nacionais é um evidente sinal de mudança. Claro, tal como na

metáfora sobre se “o copo está meio cheio ou meio vazio”, podemos também fazer a leitura que 60% dos ginásios não cresce e 28% inclusivamente diminuiu. Ao nível do treino personalizado verificamos um enorme potencial uma vez que, praticamente, 70% dos operadores indicam não disponibilizar o serviço ou então que o mesmo representa menos de 2% da facturação. Para o presidente da AGAP, José Júlio Castro, este estudo afirma que “o sector tem vindo a crescer solidamente, após a crise gerada pelo brutal aumento do IVA e das difíceis condições económicas e sociais que o país atravessa. Além disso, denota também a cada vez maior preocupação dos portugueses em fazerem exercício físico com acompanhamento”.


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treinadores O TREINO DO MOVIMENTO

Com a crescente tendência do treino funcional no mercado do fitness, torna-se cada vez mais importante simplificar o processo de treino de modo a voltar à base dos movimentos essenciais que compõem o processo de treino. É com base nesta perspectiva que apresento, de seguida, um conjunto de ideias e pontos de partida para cimentar o treino do movimento.

AMÂNCIO NUNO FERREIRA SANTOS LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DO DESPORTO E OSTEOPATIA. L1 DE CROSSFIT E O COACH PREP COURSE (L2 DE CROSSFIT) E por onde começo a mudança? Como faço com que o treino do movimento seja a base de todo o processo de treino? Nos anos 60, a base do treino eram exercícios voltados para a ginástica correctiva e o pilates. Uma década mais tarde, a parte estética passou a desempenhar maior destaque e o foco passou a ser o culturismo. Nos anos 80, assisitimos à explosão da ginástica localizada e aeróbica, conhecidos pela ginástica Jane Fonda, com coreografias dinâmicas e maillots coloridos! A partir da década de 90, o foco do treino passou a ter uma abordagem de wellness, muito voltada para o bem-estar. E porque acontecem todas estas mudanças de estar e de pensar?

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Essencialmente, porque todos nós nascemos para nos movermos! Desta forma, o movimento humano é composto por diferentes componentes físicas e expressa-se sob numerosas combinações de padrões fundamentais de movimento. As componentes do movimento mais importantes são: Coordenação

Estabilidade

Equilíbrio

Flexibilidade

Força

Potência

Velocidade

Agilidade

Precisão

Capacidade Cardiovascular

Como padrões fundamentais do movimento temos as seguintes acções: Rodar

Agachar

Puxar

Empurrar

Lunging

Flectir

Velocidade

Agilidade

Torcer

Saltar

Neste momento, passo a apresentar uma definição técnica daquilo que é o treino do movimento. O treino do movimento é

algo “integrado, movimentos multiplanares que envolvem aceleração das articulações, estabilização, desaceleração, com o intuito de aumentar e melhorar o desempenho do movimento, força ao nível do core e eficiência neuromuscular.” Bryant 2005 E, de seguida, apresento uma definição mais pragmática do treino do movimento como sendo, movimentos ou exercícios que aumentam uma habilidade com o intuito de completar as tarefas do dia-a-dia, com uma maior eficiência e efectividade. Desta forma, o foco está na melhoria de: • Actividades do dia-a-dia • Actividade Laboral • Actividade Desportiva Este tipo de treino serve para desenvolver melhor todas as actividades motoras diárias, promovendo uma maior liberdade de movimento, potenciando assim todos os componentes de fitness. E como é que treinamos o movimento? • Através de trabalho global • Através de um movimento único e personalizado


• Com qualidade de movimento • Com liberdade de movimento • Integrando todas as componentes físicas no programa de exercício • Possibilitando a utilização de todos os padrões do movimento sem restrições, sob todos os planos de movimento do corpo humano

com utilização de kettlebells, aumentando assim a consciência corporal. O ambiente Ar apoia-se em todo o tipo de equipamentos que ajudam a desenvolver os seguintes componentes do corpo humano:

O treino do movimento enfatiza todo o seu trabalho, em grandes graus de liberdade, em que a activação dos músculos estabilizadores da coluna estão sempre activos. Desta forma, proponho um tipo de treino em que dá especial destaque às origens do movimento humano, assente em 4 pilares fundamentais:

Para desenvolver estas duas áreas, devem ser utilizadas as seguintes ferramentas de treino:

• Terra • Ar • Água • Fogo O ambiente Terra aborda todo o tipo de equipamentos que ajudam a desenvolver os seguintes componentes do corpo humano: • Equilíbrio • Proprioceptividade • Consciência Corporal Para desenvolver estas três áreas devem ser utilizadas as seguintes ferramentas de treino: • Discos de estabilidade • Balance pads • Kettlebells • Bosu • Foam Roller

• Estabilização • Postura dinâmica

• Wellness Balls, mais conhecidas por Fit Ball • Bolas de Ar • Bolas Medicinais Com este material é possível realizar bastantes exercícios, desde flexões com as fit balls, estimulação do transverso do abdómen com recurso às bolas de ar, trabalho de progressão até agachamentos e rotações com as bolas medicinais. O trabalho de estabilização do corpo é bastante potenciado e assegura a manutenção de uma boa postura dinâmica, aquando da realização do movimento. O ambiente Água destaca-se pelo uso de equipamentos pouco conhecidos e ainda pouco utilizados pela maioria dos profissionais de fitness, sendo que estes ajudam a desenvolver os seguintes componentes do corpo humano:

• Desaceleração • Força Neuromuscular Para desenvolver estas duas áreas, devem ser utilizadas as seguintes ferramentas de treino: • Bolas de Água redondas com diferentes dimensões e pesos • Bolas de Água com diferentes formas, maioritariamente ovais Com este equipamento é possível realizar exercícios, de rotação, em que as forças são exercidas no sentido inverso ao que direcionamos a força, fazendo com que o factor desaceleração esteja presente.

Com este material é possível realizar uma extensa gama de exercícios, desde agachamentos e flexões no bosu para estimular o equilíbrio e proprioceptividade, variados exercícios de consciência corporal com recurso ao foam roller e balance pad, até uma gama extensa de exercícios

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treinadores Todo o trabalho de força, aliado à mudança constante do peso da água dentro de uma bola, permite que o corpo humano tenha de ter constantes respostas e adaptações neuromusculares, face á constante mudança do centro de massa associado à oscilação da água aquando da realização de cada movimento. O ambiente Fogo assenta toda a sua atenção em equipamentos que ajudam a desenvolver os seguintes componentes do corpo humano: • Potência • Integração Para desenvolver estas duas áreas, devem ser utilizadas as seguintes ferramentas de treino: • Todo o tipo de Pêndulos • Bastões com diferentes tamanhos e pesos • TRX Com este tipo de equipamentos, é possível realizar vários exercícios de rotação, exercícios utilizando maiores ou menores braços

de alavanca, torções com deslocamento, posicionamento das cargas próximas do nosso corpo ou distantes, aumentando assim o braço de resistência. É possível, com alguns destes equipamentos, desenvolver também o treino em pares, o que pode ser uma vantagem, dependendo do objectivo que se procura alcançar. Todo este trabalho permite que se desenvolva a potência e ao serem exercícios multi-planares, o nível de integração é enorme. O que deve estar sempre em sintonia com este tipo de treino do movimento e com a utilização destas ferramentas são dois dos princípios de treino mais importantes: Princípio da sobrecarga que permite que a intensidade de determinado exercício coloque o corpo humano num nível de stress fisiológico cada vez maior, obtendo daí os melhores resultados. Princípio da progressão que é fundamental e necessário para se conseguir um treino seguro e de qualidade. Exercícios analíticos apresentam maior simplicidade face aos exercícios integrados em que o nível de complexidade é crescente.

O treino do movimento enfatiza todo o seu trabalho, em grandes graus de liberdade, em que a activação dos músculos estabilizadores da coluna estão sempre activos.

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E como deve ser feita a progressão de um exercício ou rotina de treino? Uma articulação

Várias articulações

Carga ligeira

Carga pesada

Estável

Instável

ROM pequeno

ROM amplo

Lento

Rápido

Fadiga local

Fadiga geral (central)

Isolado

Integrado

Um Plano

Multiplanar

Carga de treino Pouco Volume

Muito Volume

Baixa Intensidade

Alta Intensidade

Muita recuperação

Pouca recuperação

A grande mensagem que se procura aqui passar é que todos os equipamentos são meras ferramentas de trabalho, sendo que o cérebro de cada profissional de fitness deve elevar o seu nível de conhecimento, utilizando da melhor forma todos estes equipamentos de treino. A chave é ter uma estratégia no planeamento e aplicação de treino, por forma a saber identificar sob que parâmetro devemos trabalhar.


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investigação LONGOS PERÍODOS SENTADO E OS SEUS RISCOS

O papel positivo da atividade física para a saúde não se esgota na prevenção da obesidade e de outras doenças e traz inúmeros outros benefícios que abrangem claramente as pessoas saudáveis de todas as idades. Tem sido estudado o efeito que o exercício físico tem no corpo e está provado que influencia positivamente o funcionamento de vários aparelhos e órgãos. Destacamos os efeitos positivos sobre os aparelhos: cardiovascular, respiratório, osteoarticular e muscular, assim como promove o bem-estar psicológico, a saúde mental e a socialização, contribui para melhorar o equilíbrio, a capacidade cerebral, o sono e o sistema imunitário e é importante no controlo do peso e na prevenção de várias doenças crónicas não transmissíveis.

N

as últimas décadas verificaram-se progressivos avanços tecnológicos que vieram alterar os modos de vida da sociedade. O impacto desta evolução tem tido reflexo nos indivíduos de todas as idades, tendo como resultado um aumento do tempo despendido em atividades de carácter sedentário, na posição de sentado (quantidade de termogénese de atividade sem exercício, NEAT – Non Exercise Activity Termogenesis). A evidência científica tem vindo a destacar que longos períodos na posição sentada estão associados a problemas de saúde contribuindo para aumentar a prevalência de doenças não transmissíveis. Assim, será importante, além de promover o aumento dos índices de atividade física, procurar reduzir os longos e contínuos

instrutores

FRANCISCO MATA

PEDRO RIBEIRO DA SILVA

LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DO DESPORTO, DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE

MÉDICO, DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE

períodos diários de atividade sentada. Um estilo de vida sedentário aponta para reduzidos níveis de atividade física moderada e vigorosa, sendo que são apontados benefícios para a saúde associados ao cumprimento das recomendações da OMS para a atividade física. Contudo, mesmo que estas sejam cumpridas, os indivíduos que ficarem na posi-

ção sentada por longos períodos enfrentam e acentuam eventuais riscos para a sua saúde. Atualmente, evidências apontam para a importância das pausas entre atividades sedentárias, realizando interrupções curtas a cada meia hora em que se podem fazer as tarefas de pé durante esses momentos como é o caso de falar ao telefone, ler os e-mails ou beber água, procu-


rando também aumentar as oportunidades e situações que possam evitar a posição sentada (sempre que possível reunir em pé, reduzir a utilização de transportes motorizados). A promoção da saúde não depende apenas do aumento da prática de atividade física mas também da redução de longos períodos diários na posição sentada. Um estudo realizado pela American Medical Association, em 2012, teve como objetivo determinar a relação entre o tempo sentado e causas de mortalidade, utilizando uma amostra de 222.497 adultos. A conclusão foi de que longos períodos na posição sentada estão significativamente associados à mortalidade (6,9%), independentemente da prática de atividade física, sexo, grupo etário, saúde ou índice de massa corporal. Outro estudo mais recente, 2015, indica que elevados períodos de tempo sedentário estão associados a problemas na saúde dos indivíduos, independentemente da atividade física. Os efeitos nefastos de estar longos períodos na posição sentada são mais pronunciados nos indivíduos que praticam pouco ou nenhum exercício, quando comparados com aqueles que o fazem regularmente. Apesar de haver algumas incertezas quanto à intensidade

mínima e à duração ótima das interrupções, a mudança da posição sentada para a posição de pé envolve diferentes processos benéficos para a saúde, como aqueles que estão envolvidos no metabolismo da gordura no organismo. O dispêndio energético do individuo em pé, devido ao aumento da frequência cardíaca e do envolvimento de um maior número de músculos, poderá apresentar valores duplamente superiores quando comparado com a posição sentada. Esta preocupação com a saúde intensifica-se quando se analisam os dados disponíveis da última sondagem Eurobarómetro sobre desporto e atividade física, publicada em março de 2014. Dos 28 países onde se fez o inquérito, aqueles em que a população pratica menos atividade física são a Bulgária, em que 78% dos inquiridos não praticam exercício, Malta, com uma percentagem de 75% e Portugal com 64%. Estes dados são preocupantes pelos efeitos que têm

na saúde das populações em especial se associados aos aspetos negativos do sedentarismo e do tempo que se passa na posição de sentado. Se as pessoas iniciarem atividades de exercício físico, progressivamente, terão tendência a aumentarem a quantidade de atividade física que praticam e a serem menos sedentárias, portanto, a passarem menos tempo na posição de sentados. No entanto, colocam-se várias dificuldades relacionadas com os estímulos que podem desencadear o início da prática do exercício físico e a sua manutenção. Para refletir sobre esta vertente central da promoção da atividade física relembramos 2 artigos do Prof. Jorge Mota, que ao refletir sobre as vertentes que influenciam a motivação para a prática e a manutenção da atividade física considera como cruciais o prazer e a felicidade que essa prática deve dar ao indivíduo e os aspetos relacionados com a comunicação

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investigação “Se as pessoas iniciarem atividades de exercício físico, progressivamente, terão tendência a aumentarem a quantidade de atividade física que praticam e a serem menos sedentárias, portanto, a passarem menos tempo na posição de sentados.” interpessoal, onde se inclui a comunicação não-verbal. Citando: “Podemos isolar cinco tendências na evolução das exigências sobre a atividade física no contexto do lazer: 1. A procura da autonomia, que tem como consequência a rejeição das grandes organizações, as quais lidam com os indivíduos com um excesso de restrições e regulamentações; 2. A procura do prazer, da alegria e realização pessoal, em detrimento do tradicional ascetismo desportivo; 3. A procura da vitalidade e da “forma” com o intuito de garantir o bem-estar físico; 4. A procura de uma rica comunicação interindividual, pela participação em pequenos e informais

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grupos por oposição às grandes organizações e instituições; 5. A procura de uma harmonia entre as qualidades mentais e físicas, como envolvimento natural e urbano”. Nesse artigo é ainda referido que “O usufruto das atividades de lazer é determinado mais por fatores subjetivos como a liberdade e perceção de competência na realização daquelas práticas, do que por fatores objetivos como a prática em si mesmo ou a capacidade financeira do sujeito”. Como conclusão considera-se importante procurar formas de promoção de atividade física que tenham estes fatores em linha de conta, para além das

componentes culturais específicas dos portugueses relativamente às oportunidades da prática de atividade física, nomeadamente, a sua sazonalidade. Considera-se, também, crucial que a promoção da prática da atividade física seja feita em simultâneo com a diminuição dos períodos em que se está sentado, estimulando as pausas ativas para a posição de pé. Bibliografia

Biswas A. et al. Sedentary Time and Its Association With Risk for Disease Incidence, Mortality, and Hospitalization in Adults. 2015 Mota J. Actividade Física e Lazer – contextos actuais e ideias futuras. Rev. Port. Ciências do Desporto. 2001 Mota J. Atividade Física, sedentarismo e promoção da saúde. Rev Bras Atividade Física e Saúde. 2012 Peterson MD. Sitting Time and All-Cause Mortality Risk. Arch Intern Med. 2012


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exercício e medicina “ORA DIGA TRINTA E TRÊS” Avaliação médica pré-participação – aspetos a reter As horas de treino no ginásio aumentam rapidamente, as aulas de grupo que não consegue deixar de faltar e ainda o exigente crossfit que agora se parece ter entranhado nos treinos semanais. Surgem depois o calçado inovador, os tecidos mais leves, os batidos proteicos, entre tantos outros, que fazem parte das preocupações dos amantes do fitness. Mas há quanto tempo não diz “Trinta e três…trinta e três…”?

DR.ª MARIA JOÃO SÁ MÉDICA

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eja nas aulas de cycling, seja nas aulas de crossfit, ou na passadeira do clube, adivinham-se as horas e os quilómetros que o vizinho do lado treina semanalmente. De facto, se por um lado vemos uma grande percentagem de portugueses que não pratica exercício físico, por outro vemos uma outra fatia, ainda que muito menor, adepta do exercício, que pratica de forma regular e assídua. Muitas vezes, tanto ou mais do que alguns

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dos atletas federados que, obrigatoriamente, necessitam de uma avaliação médica para ingressar a prática desportiva. Se aquilo que se impõe com a prática de exercício são os seus benefícios, nomeadamente para a saúde, é fulcral que seja feito de forma segura, após uma avaliação médico-desportiva. A lei portuguesa em vigor obriga a que “Todo o praticante desportivo deve ser sujeito a exames médicos de admissão e aptidão à prática do desporto, com a periodicidade adequada à respetiva idade, sexo e modalidade desportiva” apesar de, o exame médico-desportivo ter apenas carácter obrigatório para o acesso à prática desportiva no âmbito das federações desportivas. No entanto, a lei contempla que o atleta não inscrito numa federação tem “especial obrigação assegurar-se, previa-

mente, de que não tem quaisquer contra -indicações para prática desportiva”. O que fazer então? Numa perspetiva abrangente, a avaliação médica pré-participação serve para identificar fatores de risco potenciais para patologias agudas e crónicas e para recomendar intervenções preventivas ou terapêuticas. O objetivo primordial é detetar doenças ou condições em que a prática de exercício possa pôr em risco a saúde do praticante ou a de terceiros. A importância desta avaliação, complementada com a realização de um eletrocardiograma (ECG), tem sido largamente demonstrada. Um estudo de Maron, B. J. et al, que incluiu 4111 indivíduos jovens (entre 23 e 35 anos de idade) da população em geral, identificou 7 indivíduos portadores de cardiomiopatia hipertrófica (uma


Numa perspetiva abrangente, a avaliação médica pré-participação serve para identificar fatores de risco potenciais para patologias agudas e crónicas e para recomendar intervenções preventivas ou terapêuticas.

das principais causas de morte súbita em atletas), em que apenas um dos sete tinha tido sintomas cardíacos relacionados com a doença. Assim se compreende o grande interesse na realização desta avaliação para a deteção precoce de doenças cardiovasculares que sejam responsáveis por morte dos atletas, especialmente em indivíduos assintomáticos. Alguns sinais de alerta são a história pessoal de síncope ou a história familiar de doença cardíaca ou de morte prematura (antes dos 50 anos). Uma avaliação médica, complementada com determinados meios de diagnóstico, permitem a exclusão diagnóstica, rápida e eficaz, deste tipo de patologia grave, que cursa, muita das vezes, de forma assintomática. A patologia cardiovascular é a mais valorizada, particularmente a morte súbita, pela tragédia e mediatização que lhe é associada, no entanto a avaliação médica pré-participação tem uma intervenção mais vasta, como seja a prevenção de lesões, a orientação do atleta em função da modalidade que pratica seja no que diz respeito à alimentação e hidratação, à medicação em curso ou a utilizar em casos específicos, ao alerta para substâncias dopantes, assim como para introdução de medidas particulares associadas a patologia já conhecida como a Hipertensão Arterial, a Asma, a Epilepsia,

a Diabetes, entre outros. Nestes casos, o acompanhamento médico regular é importantíssimo e a articulação entre o médico e o treinador determinante. Muitas vezes são necessárias recomendações ou cuidados especiais, ajustes na terapêutica em curso, bem como do próprio plano de treino individual. A aproximação entre o fitness e os cuidados médicos é fundamental, quer pela importância da prática de exercício de forma segura, quer

pelos benefícios claros que advêm desta sinergia. Posto isto, está claro que uma avaliação médica anual, idealmente feita por profissionais de Medicina Desportiva, complementada com um ECG, prova de esforço e estudo analítico sumário (em casos particulares) é de todo indicada. Para treinar em segurança não hesite em consultar o seu médico! Afinal de contas, dizer “trinta e três” não custa e a sua vida custa bem mais…!

instrutores


personal training

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Personal Trainer Uma Profissão com Futuro

Numa altura em que as pessoas cultivam, mais do que o corpo, o bem-estar e a saúde, a prática de exercício físico/treino é frequentemente complementada com a prática de uma alimentação saudável. Procuram-se, não só alimentos alternativos, optando-se muitas vezes por uma alimentação biológica, mas também por “novos” métodos de treino, obtendo-se, da simbiose entre ambos, energia para enfrentar o dia-a-dia e o stress da vida moderna. Neste contexto, não é, pois, de admirar que Personal Trainer seja uma das profissões mais apetecíveis do momento, já que a procura por treinos personalizados tem vindo a aumentar consideravelmente no nosso país. Aliás, a indústria do fitness, por si só, gera cerca de 25 biliões de euros em todo o mercado europeu.

DIPANDA VILHENA E SILVA LICENCIADO EM DESPORTO, VARIANTE TREINO DESPORTIVO DE ALTO RENDIMENTO GROUP PERSONAL TRAINER COORDINATOR NO FITNESS HUT

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aseando-me na minha experiência como Personal Trainer e apoiando-me em

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vários estudos que fiz ao longo dos últimos dez anos, reflectirei, de seguida, sobre as razões que levam alguém a procurar a ajuda de um profissional do treino e darei dez bons motivos para se treinar na companhia de um. Aqui há uns tempos atrás encontrei, por mero acaso, um velho conhecido. Um amigo que não via há cerca de dez anos. Lembro-me de uma das últimas vezes que nos encontrámos. Eu acabado de entrar para o mundo do Personal Training,

ele um céptico convicto em relação ao mesmo. Passado este tempo todo, espantei-me ao ver que o ditado se confirma e há, de facto, coisas que não mudam. Das perguntas rotineiras de quem não se vê há uma década ao comentário estupefacto do «Mas ainda continuas a trabalhar como PT?» foi um ápice. Disse-o com o tom de quem acredita ser impossível fazer-se carreira do fitness. Como se, em Portugal, e dada a crise que todos os dias nos esvazia os


bolsos, não fosse compatível ter uma família (como eu tenho!) e trabalhar como Personal Trainer. Na sua opinião, não há muito quem recorra aos serviços de um Personal Trainer no nosso país. Cada vez mais as pessoas cortam no supérfluo e o ginásio (pior ainda o PT) é das primeiras despesas a eliminar. Continuou, afirmando que ninguém precisa verdadeiramente de um PT, que não há nada que se faça com um PT que não se possa fazer sozinho. Qualquer pessoa pode perfeitamente fazer um treino por conta própria, até mesmo ao ar livre num dos muitos circuitos que hoje já existem para o efeito. Respondilhe de forma breve que me considero a prova viva de que é possível viver do fitness e do treino personalizado no nosso país e que conheço centenas de casos que corroborariam este facto. E quanto a treinar sem ajuda de um profissional, disselhe, sim!, é perfeitamente viável, todavia não é a mesma coisa, pois não? Desculpei-me por estar cheio de pressa e despedi-me, um pouco cansado com este tipo de conversa e aproveitando o facto de ter um treino para dar. Não voltei a pensar neste encontro até me terem convidado há umas semanas atrás para escrever este artigo sobre o treino personalizado. Refiz todo aquele episódio na minha cabeça e pensei em todos os argumentos que poderia (e talvez devesse!) ter dado em prol da minha profissão. E a verdade é que os motivos pelos quais continua a ser pertinente treinar com um Personal Trainer são muitos e bons. Aliás, não é à toa que na edição online da Visão do dia 10 de Abril de 2014 a profissão de Personal Trainer apareça no Top 10 do ranking das profissões com maior

empregabilidade. Mesmo em tempos de crise! Fazendo uma retrospectiva de todos os anos em que me dediquei, mais do que a esta profissão, a pessoas, relembro todos os clientes a quem já tive o prazer de treinar. Pessoas diferentes, com histórias de vida muito distintas e nem sempre movidas pelas mesmas razões. Apercebo-me agora de que de há dez anos para cá só um punhado dos meus clientes é que se mantém inalterado,

sendo que os que treinam comigo há mais tempo fazem-no precisamente de há dez anos para cá. Os outros vão e vêm, treinando comigo apenas por períodos de tempo mais ou menos prolongados conforme os objectivos a que se propuseram inicialmente. Em ambos os casos as razões pelas quais procuram um PT são muito semelhantes. Habitualmente pretendem perder peso rapidamente,

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personal training ou porque têm o casamento marcado para breve, ou alguém a quem impressionar ou simplesmente porque depois da gravidez acumularam uns quilos que gostariam de perder. Há ainda quem procure os nossos serviços para recuperar de uma lesão ou simplesmente

obter confiança e conhecimento para treinar a posteriori a solo. Determinados problemas de saúde (tais como dores lombares ou hérnias discais) são também fortes impulsionadores da procura de ajuda na área do treino. Independentemente do porquê da motivação para treinar, há dez bons motivos para o fazer com um PT: 1) O treino será específico, tendo em conta os objectivos traçados; 2) Será também adequado às características e condicionantes físicas do cliente; 3) Será mais seguro e correcto, evitando-se lesões por sobre-uso devido a execuções técnicas incorrectas; 4) Será diversificado, não incorrendo assim na monotonia; 5) O cliente beneficiará de aconselhamento nutricional de forma a maximizar resultados; 6) Beneficiará ainda de uma voz motivadora e encorajadora, que o incitará a continuar o bom trabalho; 7) Testará os seus limites e ultrapassá-los-á; 8) Não «deixará para amanhã o treino que pode fazer hoje», pois tendo o

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compromisso com o PT, não falhará; 9) Melhorará a sua performance desportiva, e 10) Atingirá os seus objectivos de forma mais rápida, eficaz e duradoura. Daqui concluo, com orgulho, que toda a gente, incluindo o amigo que não via há anos e de quem falei no início, precisa da ajuda de um profissional do treino para treinar com mais qualidade e atingir melhores resultados. A verdade é que há inúmeros exercícios que a maioria das pessoas (não técnicas) não pode fazer desacompanhada, já para não falar nos exercícios que pura e simplesmente desconhece e que poderiam até ser os mais indicados para alcançar os objectivos que pretende. É quase como se eu, perante um determinado sintoma, resolvesse medicar-me, sem consultar um especialista e sem ter conhecimentos suficientes para tal. Se não sofresse os efeitos dessa decisão irreflectida a curto prazo, senti-los -ia, sem dúvida alguma, a longo prazo. Exactamente o mesmo se pode dizer em relação ao treino. Não se tendo experiência a este nível e não se sabendo exactamente o que se está a fazer, o preferível é sempre começar com acompanhamento. Ou «o corpo é que paga». Personal Trainer é, de facto, uma profissão do presente e com futuro.


eventos GYM FACTORY, La Feria del FITNESS e Instalaciones deportivas 2015, imparável

G

inásio Factory, a Feira de FITNESS e Instalações desportivas está com 95% de ocupação. Uma grande notícia e que nos leva a crer que vamos ter casa cheia nesta edição de 2015. Clientes muito importantes, nacionais e internacionais, já confirmaram a sua participação e farão parte do único evento profissional de Fitness da península. Os organizadores da feira lançaram uma campanha nas redes sociais e nas próprias edições GYM FACTORY de Espanha e Portugal, assim como noutros meios. Em breve será lançada uma grande campanha de marketing e comunicação para tornar esta edição um estrondoso sucesso, para Expositores e Visitantes. As empresas que até hoje confirmaram a sua presença são: Precor, Star Trac, Salter, Technosport, Bodytone, Fit4life, GH Sports, DKN, Mygym, Oss Fitness, BH Sports, Les Mills, La Milla Sport, Indoor Walking, Acero Sport, Coygarsport, X-Body, Aerobic & Fitness, FNEID, Portal Fitness, Quamtrax, Trendingfit, Aefa, Elina Pilates, Orthos, CED, Paddlelite, BMS, Instalaciones Deportivas Hoy, Sector Fitness, True, Yoim, Lastonred, SpringBoard



Pilates, Trainingym, Slim Belly, Diffusion Sport, Jumping Fitness, i2ACronos, Biomed, USA Fitness, Valgo, Zumba, Provisport, Bottom, Microcaya, Geflor, Sport RBL, Sport Managers, Paratifit, T-Innova, Mimic, Bolance, Netsport, Alpha adventure, Miha Bodytech, Calmera, Sistema ABE, Social Gym, Roc Fit, Telegim, Bikecontrol, Rehab medic, e Gym Factory. Além da feira, a iniciativa contará com Congressos de importância internacional como o 1º European Medical Fitness Congress sob o lema “O exercício é o melhor remédio”, um evento que reunirá todas as disciplinas na área de saúde relacionados com o Exercício Físico e o Desporto e contará com palestrantes internacionais de grande prestígio no campo da medicina desportiva. A nível nacional foram confirmados vários congressos muito importantes para o setor: Congresso Nacional Federação Nacional de Empresários de Instalações Desportivas [(FNEID) – congénere da AGAP em Espanha], Congresso Nacional de Personal Trainer, Seminários sobre Outdoor e a 2ª Jornada de Fitness e Wellness em centros

desportivos. A marca Zumba vai dispor de 2.500m2 para reciclagens de formação de istrutores de Espanha e Portugal. Apesar de um calendário quase lotado, a organização da feira continua a trabalhar para aumentar o leque de actividades e seminários. El Corte Inglés Viajes, a agência oficial da Feira Gym Factory, acaba de lançar packs combinados de viagens a partir de vários pontos de Espanha e Portugal. Viagens de avião, comboio ou autocarro com descontos especiais, hotéis de várias categorias, ... Nunca foi tão fácil assistir a um evento. A Gala de Fitness GF 2015 vai organizar uma grande Festa para os principais empresários, personalidades, autores prestigiados, operadores e anteriores vencedores dos prémios “Por um Mundo mais Fitness”. Este é o ano da recuperação, o ano em que as empresas do nosso setor se uniram para dar um impulso à indústria do Fitness e posicioná-la novamente no lugar de destaque. Para comprar bilhetes, reservar hotéis, stands ou outras atividades: www.gymfactoryfairs.com

GYM FACTORY, la Feria del FITNESS e Instalaciones deportivas 2015

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Cortesia GYM FACTORY e AGAP: bilhete com desconto 50% Madrid 29-30 de Maio 2015 De 10h-20h Recinto Ferial Juan Carlos I

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1 dia (Só Profissionais e Técnicos) também comprar o seu bilhete com 50% de desconto entre no nosso site: www.gymfactoryfairs.com


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coaching QUAL É O MEU PONTO DE PARTIDA?

O processo de coaching é simples e prático ...e é altamente potenciador de resultados. De uma forma pragmática procura dar resposta a 3 questões, sendo essas as grandes referências da sua estrutura. E vale a pena dedicarmos tempo a responder à primeira pergunta do processo de coaching.

NUNO PINTO DA SILVA DIRETOR GERAL DA LIFE TRAINING EX ATLETA INTERNACIONAL, CERTIFICADO EM COACHING E MASTER EM PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA

P

ara muitos autores, o lançamento do livro “The Inner Game of Tennis” em 1974, de Timothy Gallwey, professor e treinador de ténis, é considerado por muitos o marco fundamental para o início do Coaching como o conhecemos hoje. Começemos então por conhecer o interessante trajecto que o termo Coaching percorreu. Ini-

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cialmente desenvolvido num contexto desportivo, foi começando a ser adoptado pelo contexto empresarial, tendo mais recentemente voltado a ser reconhecido como um importante pilar do desenvolvimento na área desportiva. O processo de Coaching pode ser explicado de forma muito directa procurando a resposta a 3 simples perguntas: 1. O que está a acontecer? 2. O que quero que aconteça? 3. O que preciso de fazer agora? O início do processo de Coaching procura responder à primeira pergunta, ajudando o Coachee (o beneficiário do processo de Coaching) a fazer um diagnóstico descritivo do seu estado actual, ou seja, o seu

ponto A. Isto é o mesmo que dizer que se tivermos em conta o contexto do fitness e, por exemplo, o início de um processo de Coaching entre instrutor e aluno, aquilo que o instrutor vai fazer é orientar o aluno no seu auto-diagnóstico do estado físico com o objetivo de aumentar o seu nível de consciência da sua situação actual. Sendo o processo de Coaching uma viagem entre o ponto onde (A) estamos e o ponto onde queremos estar (B), o início do processo passa por definir de forma clara o ponto de partida..... sendo que ,só isso, pode apresentar alguns desafios. Vamos imaginar que tenho um cliente que chega ao meu Ginásio ou Clube e que tem pouca percepção sobre o seu estado físico. Tem pouco auto-conhecimento sobre o seu corpo, as suas


limitações e capacidades. Não sabe qual o seu peso ideal, ritmo cardíaco, massa corporal, ... Se lhe perguntassem qual o “cenário” actual da sua condição física ...respondia “que condição física?” Este cenário apesar de parecer um pouco irreal é a mais dura realidade em relação ao nível de consciência que grande parte da população portuguesa tem da “componente” física. Segundo uma sondagem Eurobarómetro recentemente publicada, 64% dos portugueses raramente pratica exercício ou faz desporto (na União Europeia esse indicador é de 59%). Fazendo a transposição para um contexto de Coaching, isto é o mesmo que dizer que com a actividade física quero chegar a um determinado objetivo ou

“destino” (B) sem sequer saber onde estou. Como posso decidir como ir para Paris se não sei se estou no Porto ou em São Paulo? O Instrutor/Coach é alguém que vai ajudar a traçar um caminho (e não fazer esse caminho). Que tipo de indicações este poderia dar ao seu Aluno/Coachee se este lhe ligasse a perguntar como poderia ir para determinado sítio se não soubesse onde estava. A primeira coisa que o instrtutor ia tentar obter seria alguma informação sobre o o local onde este estava para então lhe poder começar a dar indicações. Muitas vezes, o insucesso do processo de Coaching, e também do acompanhamento dos instrutores em relação aos seus alunos, resulta do facto de não dedicarmos tempo suficiente a

perceber o que está a acontecer nesse momento, que tipo de resultados físicos o aluno está a ter agora. E esse é o ponto de partida de todo um processo que vai potenciar resultados sustentados e em relação aos quais o processo de Coaching é, sem dúvida, um importante contributo. A melhoria da performance física é tanto mais possibilitadora quanto mais for sustentada numa importante estrutura mental que nos dê fortes referências de onde estou, para onde quero ir e como hei-de lá chegar. O processo de Coaching, como explicitarei nos próximos artigos, é antes de mais assumir um forte compromisso em relação aos resultados pretendidos. Quais resultados? Aqueles que são realmente importantes para o Aluno/Coachee!


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Body-mind concepts PERIGOS DA RUMINAÇÃO OBSESSIVA Quem controla a sua reação, Controla a sua situação.

Todos nós já ouvimos um disco riscado que está sempre a repetir a mesma música. Mas uma coisa é a música ser boa e outra bem diferente é se for desagradável. Pois bem, o ato de ruminação é como um disco riscado que reproduz o mesmo tema desagradável na nossa mente. Um disco mental que repete os mesmos pensamentos até nos fartar.

GUILLERMO A. LAICH DE KOLLER LICENCIADO EM MEDICINA E CIRUGIA

A

s ruminações são pensamentos cíclicos que reverberam no nosso cérebro sem que os possamos parar ou excluir. Repetem-se e andam à volta das nossas conversas, relações, sentimentos, expressões, comportamentos e erros que ocorreram no passado. Quando as ruminações

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são de tal forma obsessivas e que não permitem ao individuo deixar de pensar nos assuntos, então, entramos num transtorno psíquico anormal.. Na verdade, uma ruminação pode ter como origem um qualquer problema que aconteceu com a pessoa no passado mas, geralmente, será um assunto desagradável e que provoca episódios repetidos de ódio e raiva. Poderá ser um problema com o campanheiro/a ou um tratamento injusto por um colega ou chefe. A questão continua às voltas na cabeça da pessoa sem que ela possa estabelecer uma explicação ou solução definitiva e, portanto, vive em permanente estado de stress. O processo é cansativo e,

paradoxalmente, o indivíduo acaba por se sentir-se mal e bem, ao mesmo tempo. É uma sensação boa porque muitas pessoas gostam da punição por lembranças de eventos que lhes causou dor emocional. Paradoxalmente, o indivíduo neurótico gosta e desfruta quando lhe acontece algo que o faz sofrer. Os pensamentos que as ruminações transportam para o presente desde o passado trazem consigo toda uma bagagem enorme de memórias e emoções tóxicas que tinham de ser deixadas onde estavam. A palavra “ruminação” tem sua origem o processo digestivo dos animais ruminantes que ingerem e engolem rapidamente os alimentos para fazer uma pré digestão e poderem amolecer. De seguida, regurgitam lentamente o alimento desde o estômago até à boca e mastigam-no melhor. Da mesma forma que os animais ruminantes, os seres humanos, por vezes, absorvem demasiado depressa certos processos emocionais que psiquicamente não foram digeridos, processados, metabolizados ou aceites na íntegra. A essência deste processo é que não foi possível, ou não se soube, processar a experiência adequadamente e, por consequência, não foi possível fornecer uma explicação ou um significado satisfatório.


Uma vez que o cérebro de mulheres é mais adequado para lidar com as relações humanas, o sexo feminino tende mais para a ruminação do que o Homem. Sempre que se rumina sobre um tema potencia-se a sensação de stresse, deficiência, baixa auto-estima e impotência. Tudo isto produz ódio e raiva contra a presumível pessoa ou alegada situação. Mesmo que a pessoa esteja a caminhar ao longo de uma praia sob um sol escaldante, o ódio e raiva criado pela ruminação serão direccionados para o interior da pessoa privando-a da experiência agradável do momento e predispondo-a para um quadro depressivo. Uma vez que o cérebro de mulheres é mais adequado para lidar com as relações humanas, o sexo feminino tende mais para a ruminação do que o Homem. Como nas relações humanas abundam frequentemente os paradoxos e as ambiguidades, as mulheres preocupam-se mais em tentar que funcionem o melhor possível. Nunca se sabe o que o outro pensa, se é honesto, mentiroso, infiel, falso ou autêntico. Por isso, os relacionamentos interpessoais são o combustível mais inflamável e idóneo para a ruminação. Como não se pode pretender dominar o presente sem ter dominado o passado, para acabar com a ruminação é preciso, primeiro, acabar com a ansiedade, raiva, ressentimento e a base da obsessão. Todo o pensamento negativo deve ser imediatamente removido

e substituído por outro de ordem positiva, podendo este ser qualquer coisa, desde praticar uma actividade física, ler um livro, fazer crochê ou mantra. Seja qual for o caso, o diálogo interno inútil aparece uma ou outra vez nas nossas mentes e com ele chega o sentimento de ódio e raiva que se gera, que, por sua vez, liberta adrenalina e noradrenalina, e predispõe a pessoa a sofrer aumentos da frequência cardíaca, arritmias e ataques cardíacos, aumentos da tensão arterial e acidente vasculares cerebrais. O processo também está associado a uma variedade de transtornos mentais como depressão, ansiedade, obsessões e compulsões, stress pós-traumático, alcoolismo, atracções alimentares e uso e abuso de substâncias. Para contrariar estes efeitos, por vezes, são necessárias sessões de psicoterapia para ajudar a pessoa a conciliar-se com os seus pensamentos distorcidos e mal tratados. Dependendo da gravidade dos sintomas, tais sessões podem ser complementadas com medicamentos tipo ISRS (inibidores selectivos da Recaptação da Serotonina), ou outros, cujos efei-

tos positivos sobre os níveis cerebrais de serotonina e outros neurotransmissores reduzem os sintomas e interferem sobre a continuidade dos ciclos reverberantes. No caso de continuar sem correcções, a ruminação reproduzirá situações do passado de abuso e desprezo mas desta vez o abusador é a própria pessoa. Neste caso, tem que deixar que a natureza, a moralidade e a própria consciência combater as pessoas pobres causadoras dos distúrbios assim como com as suas ações e estabelecer uma distância emocional segura. Pelo contrário, é bem possível que a autopunição nos prive da nossa saúde e felicidade. Mas uma coisa é clara. Aqueles que nos odeiam e sentem raiva de nós nunca vencerão, a menos que também reajamos com ódio e raiva, reciprocamente. Na maioria dos casos, isso é exatamente o que essas pessoas querem. Se conseguirem estimular e desenvolver a nossa raiva e ódio e com isso inverter o sentido, então terão triunfado no seu propósito de amargurar-nos a nossa vida através de um processo de autodestruição. Precisamente aqui, neste curto e simples conceito, radica a essência e a razão para terminar para sempre com a ruminação. Lembre-se: quem controla a sua reação, também controla a sua situação. A decisão cabe a si…

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panorámica de nutrição PROTECTORES ARTICULARES Serão uma mais-valia para os atletas? O exercício físico pode culminar em lesões da cartilagem pelo stress causado sobre as estruturas articulares. No atleta jovem este fenómeno ganha uma importância particular, dado que se encontra no processo de desenvolvimento, no qual, as cartilagens existentes nas extremidades dos ossos estão mais vulneráveis a lesões por sobrecarga mecânica. A sintomatologia associada, nomeadamente, dor, inflamação e rigidez articular surge quando o desgaste articular supera a produção de nova cartilagem e de líquido sinovial.

TATIANA GUERRA LICENCIADA EM DIETÉTICA E NUTRIÇÃO Fisiologia articular As articulações são essenciais para o movimento, garantindo suporte mecânico às estruturas ósseas adjacentes. A cápsula fibrosa que envolve a articulação contém no seu interior líquido sinovial constituído por ácido hialurónico, um lubrificante natural que fornece nutrientes aos tecidos envolventes. A cartilagem resulta de uma complexa matriz constituída por condrócitos, diversos tipos de proteína e água. O colagénio, proteína mais abundante no organismo, está intimamente ligado a um complexo de proteoglicanos e glicosaminoglicanos que conjuntamente conferem suporte e flexibilidade articular. Tratamento da lesão articular O tratamento foca-se na redução da dor e inflamação com o objectivo de manter a mobilidade e evitar stress desnecessário na área atingida.

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Dietoterapia A dietoterapia detém um papel crucial na manutenção da cartilagem articular por garantir a ingestão de nutrientes como o cálcio, vitamina D, vitamina C (estimula a produção de colagénio), vitamina E (estimula a produção de condrócitos), zinco e proteína. Aliado a isto, a optimização da massa muscular também se torna pertinente por reforçar a estrutura articular. Glucosamina e Sulfato de Condroitina A glucosamina, aminomonossacárido sintetizado pelos condrócitos, actua como substrato para a síntese de glicosaminoglicanos, proteoglicanos e de ácido hialurónico. As suas funções passam por estimular a condrocitose, a sinoviocitose e a produção de matriz. Como suplemento alimentar pode surgir sob três formas: sulfato (forma mais estudada), hidroclorito e n-acetilglucosamina. A condroitina é considerada uma classe de glicosaminoglicanos necessária na formação de proteoglicanos presentes na cartilagem articular. O sulfato de condroitina inibe a acção de enzimas degenerativas no líquido sinovial. Os ensaios clínicos desenvolvidos até à data demonstram que a suplementação com 1500mg de sulfato de glucosamina e de 1200mg

de sulfato de condroitina reduz a dor e inflamação articulares, atrasa o processo degenerativo da articulação, estimula a produção de nova cartilagem e promove a mobilidade articular. De ressalvar que o hidroclorito de glucosamina não pode ser recomendado por falta de ensaios clínicos. Os efeitos da ingestão a curtomédio prazo (2-6 meses) destes suplementos tem sido extensivamente estudada. Apesar das referências na comunidade científica do efeito do sulfato de glucosamina no aumento da glicemia, verificouse, através de ensaios clínicos, que este suplemento não exerce qualquer efeito nesse parâmetro clínico ou na hemoglobina glicada (A1C), sendo por isso a sua utilização segura em indivíduos com Diabetes Mellitus. Ácido hialurónico O ácido hialurónico é um tipo de glicosaminoglicano composto por uma sequência de dissacáridos, ácido glucorónico e n-acetil-glucosamina, naturalmente presente no líquido sinovial. A utilização de ácido hialurónico como terapêutica nas lesões articulares surge pelas suas propriedades viscoelásticas que reduzem o atrito entre as superfícies de contacto e estimulam as células sintetizadoras de líquido sinovial. A sua ingestão per


SCITEC NUTRITION

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SCITEC NUTRITION Nome do produto Ingredientes

SFY PROFESSIONAL NUTRITION

UNIVERSAL

USP LABS

F2 FULL FORTE NUTRITION

OLIMP NUTRITION

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NEM FORTE NEM® (Membrana da Casca Natural), Ácido Ascórbico, Sulfato de Manganês Monohidratado, VITAMINA C Modo de utilização 1 cápsula por dia com uma refeição. Conteúdo 36 DOSES Função contribui para a função normal dos tecidos conjuntivos, cartilagens e ossos.

J-X COMPLEX Sulfato de Glucosamina, Sulfato de Condroitina, Metilsufonilmetano, Agentes de Transporte, Gelatina. Modo de utilização Tome 1 cápsula, 4 vezes ao dia, com as refeições. Conteúdo 100 CAPS Função Alivio da dor articular e dos tendões; Retardamento da manifestação de doenças degenerativas a nível das articulações.

Nome do produto Ingredientes

ANIMAL FLEX Glucosamina, condroitina, MSM, CMO e ácido hialurónico Modo de utilização Tome um pack diariamente, em jejum ou acompanhado por uma refeição Conteúdo Embalagem de 44 packs Função Permite-lhe treinos mais prolongados, cortando com as barreiras que as lesões nas articulações muitas vezes implicam.

Nome do produto Ingredientes Modo de utilização Conteúdo Função

COLLAGEN CAPS Colagénio Marinho Hidrolizado 4 cápsulas em jejum e outras 4 antes de jantar 180 cápsulas Óptimo para a saúde da Pele, das Articulações, do Cabelo e Unhas!

os é dificultada pelo seu elevado peso molecular que limita a sua absorção pelo tracto gastrointestinal. Desta forma, a terapia usual passa pela administração de injecções intra-articulares. Este tratamento foi aprovado pela Food and Drug Administration desde 1997, no entanto, a eficácia deste tipo de injecções ainda gera controvérsia na comunidade cientifica. Das meta-análises disponíveis até à data, as conclusões dividem-se entre efeitos benéficos, efeitos minor ou ausência de efeito. Assim, são necessários mais ensaios clínicos randomizados que garantam qualidade metodológica para comprovar o efeito benéfico desta terapêutica nas lesões da cartilagem articular. De ressalvar, que nos ensaios clínicos referidos não foram reportados efeitos adversos pela administração de ácido hialurónico intra-articular.

Metilsulfonilmetano De forma a produzir nova cartilagem o organismo necessita de enxofre. Este composto é parte constituinte do metilsulfonilmetano (MSM), substância com acção anti-inflamatória que inibe a síntese de prostaciclinas e a acção de radicais livres. Actualmente, apenas foi desenvolvido um ensaio clínico piloto, que per si não garante a segurança e toxicidade secundárias à ingestão deste suplemento alimentar. A European Food Safety Authority (EFSA) reforça esta questão concluindo que não existe evidência que suporte a relação directa entre a ingestão de MSM e a manutenção da saúde articular. Hidrolisado de colagénio O colagénio é um componente vital da matriz presente na maioria dos tecidos e órgãos. Este encontra-se

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ARTHROXON Sulfato de Glucosamina, sulfato de condroitina, Hidrolizado de colágeno tipo II, Metilsulfonilmetano, ácido hialurónico,NEM® Modo de utilização 5 cápsulas em conjunto com a refeição. Conteúdo 105 cápsulas. Função Arthroxon™ é constituído por uma fórmula direccionada para a manutenção das articulações.

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AESTHETICS 100% SHAPE PROTEIN Proteína de soro de leite, hidrolisado de colagénio, magnesio, vitaminas. Modo de utilização 50 g duas vezes ao dia , café da manhã e depois do treino. Conteúdo 1,300 GRS. Função Cuidados articulações (tendões e ligamentos) , mantendo a pele boa e tecidos e recuperação após o treino.

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SUPER CISSUS Cissus Quadrangularis, GELATINA, CELULOSE 2 Cápsulas duas veces por dia Embalagem com 150 cápsulas Melhorar a saúde dos seus músculos, tendões, cartilagens, articulações e ossos.

Gold Glucosamine 1000 Glucosamina y vitamina C 1 cápsula por dia com água pela refeição principal 60 caps Contribui para a formação de colagénio normal e a função normal dos ossos e da cartilagem.

em elevada concentração na cartilagem, onde desempenha um importante papel na manutenção da integridade do tecido conjuntivo articular. A sua ingestão pode ser feita através da alimentação, encontrando-se na carne rica em tecido conectivo e em alguns produtos que contenham gelatina.Este pode obter-se sob a forma de suplemento alimentar, como hidrolisado de colagénio, o qual apresenta uma elevada concentração de glicina e prolina, considerados essenciais para a estabilidade e regeneração da cartilagem. Apesar dos diversos ensaios clínicos sobre a acção do hidrolisado de colagénio na melhoria da dor articular a EFSA considera que a viabilidade destes estudos não traduz evidência científica de que este suplemento optimize a saúde articular.

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motivação NÃO PERGUNTE COMO MOTIVAR OS SEUS ALUNOS! (PARTE 1)

Face aos inúmeros, e muitíssimo bem documentados, benefícios para a saúde física e mental do exercício físico, surge a necessidade imperativa de envolver cada vez mais pessoas com programas de exercício que se possam integrar e manter no longo prazo. Tal leva a que a realidade das estruturas que prestam este tipo de serviços, seja alvo de profunda reflexão crítica, com a perspetiva de encontrar soluções que permitam uma oferta mais atrativa, e consequentemente com resultados diferentes na adesão a longo prazo dos praticantes. Estas estratégias terão necessariamente de passar pelo tipo de intervenção (i.e. tipo de estratégias motivacionais utilizadas) dos profissionais de exercício, procurando promover a qualidade da motivação dos seus alunos.

D FREDERICO RAPOSO DOUTORANDO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO – ESPECIALIZAÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE MESTRADO EM EXERCÍCIO E SAÚDE PELA FMH

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e facto, as evidências que suportam a relação inversa entre a atividade física e a doença cardiovascular, hipertensão, enfarte agudo do miocárdio, osteoporose, diabetes tipo 2, obesidade, cancro do cólon, cancro da mama, ansiedade e depressão, continuam a acumular-se (ACSM, 2014). No entanto, os níveis de sedentarismo em Portugal mantêm-se dramaticamente elevados. Segundo os

dados publicados no Eurobarómetro (2014), no nosso país, cerca de 64% das pessoas “nunca”, fazem exercício físico, ou desporto (a média europeia é de 42%). Uma das principais preocupações, segundo Papadimitriou e Karteroliotis (2009), dos gestores de centros desportivos e de fitness é a apresentação de serviços de qualidade que levem à satisfação dos clientes, tendo


para tal de se considerar os professores como um dos principais atributos nesse sentido. A adesão à prática é um elemento fundamental para o futuro da indústria. Os números são esmagadores relativamente à capacidade dos clubes manterem os seus clientes: cerca de 35 a 45% deles perdem-se anualmente (McCarthy, 2007). Sabe-se que após a adoção de um comportamento de iniciação da prática de exercício físico, a principal barreira é a adesão continuada. A taxa de adesão dos programas de exercício sofre uma queda acentuada nos primeiros seis meses (45%), estabilizando de seguida, embora com um ligeiro decréscimo até aos 18 meses (50%) (Buckworth & Dishman, 2002). Apesar de não existirem dúvidas relativamente à importância da inclusão da atividade física nos programas de saúde e bem-estar, sabe-se menos relativamente a que tipo de programas, especificamente, são os melhores para promover mudanças comportamentais a longo prazo (McClaran, 2003). Para conseguir concretizar com sucesso este objetivo, tornase crítico compreender como motivar para a atividade física (AF) e para a mudança de estilos de vida. Estar motivado significa “ter vontade” de assumir um determinado comportamento. Alguém que não se sinta compelido, ou inspirado a fazer algo, é então caracterizado, como estando desmotivado, ou, de forma mais correta, amotivado. Pelo contrário, alguém que se sente energizado, ou ativo relativamente a um fim, considera-se que está motivado. As pessoas diferem, não apenas na quantidade de motivação mas também na sua orientação (o tipo de motivação), ou seja os objetivos e as atitudes subjacentes, que determinam a ação (Ryan & Deci, 2000). De facto “ter vontade”

pode implicar várias “razões” para essa vontade. Umas mais internas que outras... A Teoria da Autodeterminação (TAD) de Deci e Ryan (1985, 2000) fornece um racional teórico sobre os motivos que levam as pessoas a iniciar e a manter determinado comportamento. É uma macro-teoria dos processos de motivação humana, emoção e personalidade, em contextos sociais. A teoria suporta que o comportamento dos indivíduos, precisa de ser autodeterminado ou seja, dependente da sua vontade, para ter uma motivação ótima. Especificamente, a TAD propõe a existência de um continuum, no qual o tipo de auto-regulação de um indivíduo varia desde o mais determinado externamente ao mais intrínseco, tendo estas variações uma importante implicação, para o afeto desse indivíduo, assim como para o seu bem-estar físico e mental. Se se dividir este contínuo, conseguem identificarse dois tipos de motivação: controlada (quando se age com base em pressões externas ou internas) e autónoma (quando a decisão de agir é verdadeiramente interna, livre de pressões). A TAD identificou três necessidades psicológicas básicas fundamentais – autonomia (escolha livre e internamente sustentada), competência (perceção de capacidade para lidar com sucesso com o envolvimento) e relacionamento (rela-

ções de suporte e aceitação com entes significativos; sensação de integração social) – que o contexto pode potenciar para permitir o crescimento, integração, desenvolvimento social positivo e bem -estar do indivíduo, debruçandose sobre os fatores que permitem ou inibem a satisfação dessas necessidades. A TAD tem sido frequentemente relacionada com o exercício, para além de outras diferentes áreas da investigação, como a educação ou a saúde (Su & Reeve, 2011; NG et al, 2012; Teixeira, Carraça, Markland, Silva & Ryan, 2012), denotando que intervenções que promovam a satisfação das necessidades acima mencionadas promovem tipos de motivação mais autónomos. De facto, têm sido identificados dois “estilos” tipo de estratégias motivacionais (Reeve, 2009): 1) de suporte à autonomia; 2) de controlo. As primeiras representam um conjunto de estratégias que visam levar as pessoas a estarem mais autonomamente motivadas. Alguns elementos são disto facilitadores: i) estrutura (p.ex. Definição conjunta de objectivos desafiantes, mas adaptados ao nível dos clientes; feedback informativo; informação clara e adequada ao caso específico ao invés de informações generalistas e frases feitas “faz-lhe bem”), o suporte à autonomia (p.ex. Desenvolver um leque de opções adequadas e encorajar a

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motivação escolha face a elas, incitar a reflexão e desenvolvimento de um conjunto de “razões pessoais” para se estar a fazer aquela atividade, e do significado pessoal que ela possa ter) e o envolvimento positivo (preocupação não centrada nos resultados obtidos mas na pessoa e no seu bem-estar). As estratégias de controlo, levam (uma vezes de forma mais explicita outras implicitamente) a dirigir as ações dos clientes, condicionando pensamentos e emoções. São exemplos a utilização de recompensas controladoras (motivar os alunos, prometendo recompensá-los, se fizerem as coisas bem), a relação condicional (i.e. investimento no outro apenas se o seu comportamento for o que eu valorizo, dando menos suporte aos clientes quando tal não acontece), a intimidação e depreciação (pode passar por ameaça mais explicita ou velada, ou pelo desvalorizar do outro (“é um fraco”) e excessivo controlo pessoal (p. ex. ligar excessivamente, ser intrusivo nas questões colocadas, “cobrar” satisfações). Sabe-se que quando os praticantes de exercício percecionam um estilo de interação de suporte à autonomia por parte do professor, estes melhoram as suas sensações de competência e autonomia (Puente & Anshel, 2010), sendo possível treinar um profissional de exercício, para criar um clima de aula marcado pelo suporte à autonomia, estrutura e envolvimento interpessoal (Edmunds, Ntoumanis & Duda, 2008), o que reforça a importância de perceber quais as competências a desenvolver nos profissionais que intervêm ao nível do exercício em contexto recreativo, na perspetiva de os dotar de mais ferramentas para atuarem com mais eficácia na motivação dos seus alunos. De facto, apesar de ser evidente que práticas controladoras levam a resultados contraproducentes e paradoxais, a verdade é que ainda

instrutores

são muito prevalentes em vários contextos, exercício incluído (Su & Reeve, 2011). Tal deve fazer pensar nas causas para isto aconteça e como mudar esta situação. O facto de os profissionais estarem muitas vezes eles próprios sujeitos a pressão (Taylor, Ntoumanis & Standage, 2008) será uma das causas. O interesse e disponibilidade para outro tipo de abordagem motivacional poderá ser uma das vias. Tal implicará uma mudança de paradigma. Enquanto o profissional quiser ele próprio “motivar” o outro (assumindo ele a regulação do exercício) estaremos perante um cenário controlador. A Teoria da Autodeterminação pode ser considerada particularmente atrativa, para os profissionais do exercício e da saúde que procuram promover estilos de vida saudáveis! Assim, não pergunte como pode motivar os seus alunos, mas sim “Como posso criar as condições através das quais os alunos se motivarão?” Complicado? Comece pelos aspetos mais simples. A linguagem! Por deformação profissional, empregamos frequentemente termos como “deve”, “tem de”, “precisa de” (ex: “Deve treinar 3 vezes por semana!”). Alterar uma frase com o mesmo objetivo para “O que o poderia motivar a treinar 3 vezes por semana?”, utilizando um formato mais desafiador, estimulador da identificação de razões pessoais para a prática, pode fazer a

diferença na forma como os alunos vão percecionar a intervenção do seu professor, sentindo-se mais autonomamente motivados. Na próxima edição daremos sequência a este artigo, abordando mais pormenorizadamente as estratégias a utilizar com os seus alunos. Especial agradecimento à Prof. Dr. Marlene Nunes Silva, FMH-UL Referências

1. Buckworth, J., & Dishman, R. K. (2002). Exercise psychology. Champaign, IL: Human Kinetics 2. Deci, E. L., & Ryan, R. (1985). Intrinsic motivation and self-determination in human behavior. New York: Plenum. 3. Deci, E.L., & Ryan, R.M. (2000). The “What” and “Why” of goal pursuits: Human needs and the selfdetermination of behavior. Psychological Inquiry, 11, 227–268. 4. Edmunds, J., Ntoumanis, N. & Duda, J. L. (2008). Testing a selfdetermination theory-based teaching style intervention in the exercise domain. European Journal of Social Psychology, 38, 375–388. 5. McClaran, S. (2003) The Effectiveness Of Personal Training On Changing Attitudes Towards Physical Activity. Journal of Sports Science and Medicine, 2, 10-14 6. Ng, J. Y. Y., Ntoumanis, N., Thøgersen-Ntoumani, C., Deci, E. L., Ryan, R. M., Duda, J. L., & Williams, G. C. (2012). Self-Determination Theory applied to health contexts: A meta-analysis. Perspectives on Psychological Science, 7, 325-340. 7. Reeve, J. (2009). Why Teachers Adopt a Controlling Motivating Style Toward Students and How They Can Become More Autonomy Supportive. Educational Psychologist, 44(3), 159-175. 8. Su, Y-L., & Reeve, J. A (2011) Meta-analysis of the effectiveness of intervention programs designed to support autonomy. Educational Psychology Review, 23, 159–188. 9. Taylor, I. M., Ntoumanis, N., & Standage, M. (2008). A Self-Determination Theory Approach to Understanding the Antecedents of Teachers’ Motivational Strategies in Physical Education. Journal of Sport & Exercise Psychology, 30, 75-94. 10. Teixeira, P. J., Carraca, E. V., Markland, D., Silva, M. N., & Ryan, R. M. (2012). Exercise, physical activity, and self-determination theory: a systematic review. Int J Behav Nutr Phys Act, 9, 78. doi: 10.1186/14795868-9-78.


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GUILLERMO A. LAICH DE KOLLER

NUNO PINTO DA SILVA

MARIA JOÃO SÁ

FREDERICO RAPOSO

■ Licenciado em Medicina e Cirurgia (Universidade Complutense de Madrid) ■ Doutoramento em Medicina e Cirurgia (Universidade de Alcalá de Henares) ■ Especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética Universidade do País Basco – MIR) ■ Especialista Universitário Europeu em Saúde Mental (Universidade de Léon) ■ Médico Especialista Associado (Clinica Mediterrânica de Neurociências de Alicante) ■ Especialização Internacional em Medicina e Ciências do Desporto ■ Diretor Clinico: Centro Médico Estético – Las Rozas – Madrid

■ Diretor Geral da LIFE Training ■ Ex atleta internacional, Certificado em Coaching e Master em Programação Neurolinguística ■ Licenciado pela Faculdade de Economia do Porto e Pós Graduação em Gestão de Marca ■ Practitioner e Master em Programação Neuro Linguística ■ Certificação Internacional em Coaching ■ Sócio e Diretor Geral da LIFE Training ■ Diretor Executivo da Global Fitness ■ Consultor estratégico

■ 2013 – Pós-Graduação em Medicina Desportiva pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ■ 2010 – Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ■ 2014 – Instituto CUF Porto – Unidade de Exercício Clínico | Medicina Geral e Familiar ■ 2012 - ARS Norte, ACES Maia-Valongo, USF Lidador – Internato de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar ■ Campeã Nacional Absoluta de Orientação: 2004, 2006, 2009, 2010 ■ Campeã Nacional de Distância Longa de Orientação (Sénior): 2009, 2010, 2011, 2013

■ Doutorando em Educação Física e Desporto – Especialização de Atividade Física e Saúde ■ Mestrado em Exercício e Saúde pela FMH ■ Pós-Graduado em Reabilitação Cardíaca pela FMH ■ Licenciado em Ciências do Desporto pela FMH ■ Professor Assistente da Faculdade de Educação Física e Desporto – ULHT ■ Coordenador das Pós-Graduações Manz/Lusófona de “Treino Funcional”, “Direção Técnica de Ginásios e Helth Clubs” e “Avaliação, Prescrição de Exercício e Iniciação ao Treino Personalizado” ■ Professor Assistente Convidado na Escola Superior de Educação de Beja

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AMÂNCIO NUNO FERREIRA SANTOS

amancio.nuno.santos@gmail.com ■ Licenciatura em Ciências do Desporto pela FMH ■ Pós Graduação em Marketing Management, pelo ISEG ■ Licenciatura em Osteopatia, pelo ITS ■ Club Manager do Fitness Hut Amoreiras ■ Crossfit Level 1 trainer ■ Crossfit level 2 trainer ■ Co-organizador dos Manz Cross Games ■ Formador produto da Technogym ■ Formador dos cursos da Manz

FRANCISCO MATA

DIPANDA VILHENA E SILVA

TATIANA GUERRA

PEDRO RIBEIRO DA SILVA

■ Licenciatura em Ciências do Desporto, DireçãoGeral da Saúde

■ Licenciado em Desporto, Variante Treino Desportivo de Alto Rendimento ■ Group Personal Trainer Coordinator no Fitness Hut, SA – actualmente ■ Pai full-time ■ Personal Trainer desde 2004 ■ Treinador Futebol ■ Formador Convidado em Cursos na Área do Fitness ■ Treinador de Basquetebol Nível III

■ Licenciada em Dietética e Nutrição ■ Exerce funções na área de nutrição clínica e desportiva em entidades desportivas, clínicas médicas e empresas. ■ Membro efectivo da Ordem dos Nutricionistas ■ Sócia da Associação Portuguesa de Dietistas ■ Realização de estágios curriculares em entidades hospitalares ■ Realização de estudo científico sobre o efeito da ingestão nutricional durante a gravidez na composição corporal do recém-nascido

■ Médico, Direção-Geral da Saúde

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