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i n f o r m a ç ã o

p r o f i s s i o n a l

i m p r e s c i n d í v e l

Nº13

PARCEIRO

www.gymfactory.pt

instrutores

primavera 2017

6€

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TENDÊNCIAS

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ARTES MARCIAIS E FITNESS - UM MERCADO EM CRESCIMENTO

informação

Cada vez mais assistimos à criação de novos ginásios com grande foco e divulgação destas vertentes EMS

DESMISTIFICAR O TREINO COM ELECTROESTIMULAÇÃO MUSCULAR INTEGRAL EMS

profissional

O fator diferenciador e que justifica todo o mediatismo é, principalmente, a obtenção de resultados muito mais rápido PT

PT @ PRIMUM NON NOCERE

Viagem reflexiva sobre o Personal Training

COACHING

SABE QUEM É ANALICE SILVA, A MATRIARCA DO CORREDORES?

Como alguém é capaz de tocar tanta gente e motivar pequenos e graúdos a correrem e a praticar desporto?

imprescindível Gym Factory


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i n f o r m a ç ão

primavera 2017 número 13 Editora: Inés Ledo editora@gymfactory.net

pr of i s s i on al

i m pr e s c i n dível

editorial instrutores

Diretor: Armando Moreira portugal@gymfactory.net Equipa AGAP João Pimentel José Luis Costa Fabio Lopes Fernando Gonçalves Sara Faria portugal@gymfactory.net Administração Susana López administración@gymfactory.net Redação Teresa Carmona redacción@gymfactory.net Imprensa e comunicação Carlos Cordeiro prensa@gymfactory.net Audiovisuales Maximiliano Serrano info@gymfactory.net Design e layout Javier Ojeda redaccion@gymfactory.net Contribuições: Rui Pedro Azevedo Lia Flor Bahut Eunice Costa Rui Fortuna Gisela Lima António Nascimento de Oliveira Filho Marco Santos Nuno Silva Edita: LENUGYM S.L. Domicilio social: Calle Espartaco 14 28794 Guadalix de la Sierra Publicidade Tel: 911 274 774 publicidad@gymfactory.net Distribuição: Ecological Mailing 916 78 00 09 - www.ecomail.es ISSN: 2174-6168 Depósito legal: M-675-2005 Proibida a reprodução total ou parcial de textos, desenhos, gráficos e fotos sem autorização prévia do editor. GYM FACTORY não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos autores, nem se identifica necessariamente com as mesmas.

Esta Primavera

os fornecedores da indústria de fitness lançam os seus novos produtos nos eventos mais importantes em cada país: convenção IHRSA nos EUA, Body Fitness em França, FIBO na Alemanha como a feira internacional de excelência, RIMINI em Itália e GYM FACTORY na Península Ibérica, como o ponto de encontro para os profissionais de Fitness e das instalações desportivas. Nestes acontecimentos importantíssimos, as empresas mostram os seus mais recentes produtos e as últimas tendências na indústria de fitness. Nenhum clube deve perder esta oportunidade de ver in-situ tudo o que se move no seu ambiente de negócios. Um espaço de 13.000m2 com 100 expositores e uma ampla gama de atividades essenciais para os responsáveis e profissionais de fitness terá lugar na Feira GYM FACTORY: Congressos, seminários, formação, demonstrações e aulas de grupo. O Campeonato Mundial de Street workout ultimate battle realiza-se no sábado, 27, com a participação de mais de 30 atletas, entre os quais estão os campeões do mundo nesta categoria. No mesmo dia organiza-se o Congresso Nacional de Personal Trainer e o Campeonato indoor Trialtlon. A Jornada de Boas Práticas sobre Atividade Física e Saúde, de âmbito local, organizada pela Direção Geral da Juventude e Desportos da Comunidade de Madrid, vai reunir um conjunto de experiências bem sucedidas na promoção da atividade física e do desporto para pessoas sedentárias, desenvolvidas nos municípios madrilenos realiza-se na sexta-feira, 26, tal como o Seminário de marketing digital para centros desportivos. Durante os dois dias, Life Fitness powered by ICG, apresentará os seus master Trainers num evento. Apostamos novamente no Networking mas importante do Fitness Profissional na península ibérica, tornando o evento um grande aliado das empresas e dos clubes do nosso sector. Se é um(a) profissional … tem que estar presente!

Inés Ledo Editora 13

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instrutores

resumo

prim a ve ra 2017

61 Treino

ACOMPANHAMENTO EM SALA, AVALIAÇÃO FÍSICA, PRESCRIÇÃO INDIVIDUALIZADA… PORQUÊ NÃO ABDICAR?! Somos modelos poderosos, que inspiramos e motivamos as pessoas a atingirem um outro nível de condicionamento físico.

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Body & mind

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O YÔGA COMO PROMOTOR DE UM MELHOR DESEMPENHO NAS DEMAIS MODALIDADES DO GINÁSIO Muitos atletas acabam por nunca experimentar uma aula de yôga pelo simples facto de terem a ideia errada de que é algo muito parado, ou que é místico e espiritual, ou ainda que está voltado sobretudo para o público feminino.

Hidro

65  A nossa associação 63 Tendencias 61 Treino 59 Coaching 57 Personal trainer 55 Body & mind 53 Hidro 51 Nutrição 49 EMS 46 Especialistas Gym Factory

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HIDRO, O EXERCÍCIO SEM SACRIFÍCIO A hidroginástica aumenta a condição cardiovascular, desenvolve a coordenação motora, melhora a resistência muscular, relaxa o corpo, reduz as dores lombares e o risco de lesões na coluna. Todos podem praticar!

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Nutrição BARRAS PROTEICAS Os apelos nutricionais, funcionais e mercadológicos para fins especiais e a necessidade de combinar saúde e praticidade conferem popularidade no consumo de BARRAS PROTEICAS, frequentemente utilizadas sem uma compreensão e avaliação completa do seu uso.


SE TEM INTERESSE EM NUTRIÇÃO DESPORTIVA, INTERESSA-LHE CONHECER

LÍDERES EUROPEUS EM LINHAS DE PRODUÇÃO COM MAIOR VARIEDADE


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a nossa associação

Estudo do impacte da atividade física nos custos em saúde e estimativa das receitas de IVA para o Estado em face de uma possível alteração da taxa.

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AGAP está neste momento a realizar um ESTUDO com a consultora especializada em matérias da Saúde – PREMIVALOR – acerca da prática de atividade física em Portugal e a sua relação com a saúde. A evidência de que a prática de exercício físico conduz a benefícios para a saúde é hoje considerável. Estimase que a inatividade física seja responsável por cerca de 21% a 25% dos cancros da mama e colon, 27% dos casos de diabetes e 30% dos casos doença isquémica cardíaca (WHO, 2009). Neste sentido, e reconhecendo que os recursos para satisfazer as necessidades de saúde da população são limitados, é imperativo avaliar a relação custo-benefício entre diferentes opções de intervenção, prevenção e gestão da doença. Foram tomados como validos os dados de custos em saúde associados à inatividade física apresentados por Ding e colaboradores publicado na Lancet em julho de 2016 (Ding et al., 2016), no entanto, estes resultados foram obtidos através de grandes bases de dados internacionais que agregam vários países. Algumas das limitações do estudo são apontadas pelos próprios autores, entre as quais as estimativas baseadas em apenas 5 das 22 patologias já identificadas como estando associadas à inatividade física, os dados de prevalência de inatividade física basearam-se em dados auto reportados o que pode subestimar a prevalência de inatividade física e consequentemente os gastos, os custos indiretos foram estimados com base apenas nas perdas de produtividade devido a mortalidade precoce, entre outros. Justifica-se por isso uma análise mais aprofundada sobre o tema utilizando como fonte dados primários de bases de dados nacionais. Não obstante, cremos também que existe espaço para investigação adicional nesta matéria, não só no que a redução de IVA e custos em saúde associados à inatividade física diz respeito, mas também outras medidas que a complementem em matéria fiscal. Em concreto, destacaríamos como temas para aprofundamento no âmbito do estudo:

• Incremento da robustez da metodologia para estimativa dos custos em saúde relativos à inatividade física em Portugal, estudando variáveis como cuidados primários, GDHs, MCDT, custo com medicamentos e mortalidade precoce; • Utilização de dados com maior grau de aproximação à realidade portuguesa, uma vez que algumas variáveis foram estimadas com base em dados internacionais;

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Mais, em específico, podem-se enumerar alguns benefícios subjacentes ao aprofundamento do estudo relativo ao impacte da atividade física nos custos em saúde em Portugal: 1. Robustez metodológica e base de dados – o aprofundamento do estudo terá por base informação existente em Portugal detida por entidades públicas relativamente a um conjunto de parâmetros, mas que não se encontra tratada com os objetivos do presente estudo, tornando assim esta não apenas uma pesquisa inédita em Portugal, mas necessária. 2. O estudo irá constituir uma fonte de informação independente, fidedigna e tecnicamente robusta partindo de uma base de trabalho que está em fase de desenvolvimento. 3. Na vertente mais aprofundada do estudo relativo ao impacte da atividade física nos custos em saúde em Portugal existe a possibilidade do envolvimento direto de entidades públicas de referência na área da saúde. 4. O estudo na vertente aprofundada relativo ao impacte da atividade física nos custos em saúde em Portugal permitirá entre outros aspetos: a. Aumentar a consciencialização e compromisso das entidades públicas e privadas para a promoção da prática de atividade física enquanto instrumento de prevenção de patologias com impacto relevante na qualidade de vida dos cidadãos em Portugal. b. Identificar medidas concretas em matéria de política fiscal com efeitos positivos a longo prazo para a dinamização da atividade física e inerente promoção da saúde dos cidadãos. c. Servir de suporte conceptual ao desenvolvimento de práticas inovadoras de promoção de estilos de vida saudáveis, incluindo envelhecimento ativo. d. Identificar pontos de interesse e de contacto a explorar que apoiem o desenvolvimento do turismo de saúde e bem-estar associado à prática da atividade física. e. Reforçar a imagem reputacional de Portugal na área da saúde, no contexto europeu e internacional mediante a disponibilização de um estudo aprofundado e reconhecido pelos pares relativo ao impacte da atividade física nos custos em saúde, demonstrando o compromisso do país para com o tema. f. Apoiar com dados resultantes do estudo políticas comunitárias destinadas a melhorar a saúde pública dos cidadãos em Portugal.


SEMPRE NÀ FRENTE


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tendências

ARTES MARCIAIS e FITNESS um mercado em crescimento

Não teria como começar este artigo sem uma pequena definição sobre o que são Artes Marciais. g y m fa c t o ry

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rtes Marciais são disciplinas físicas e mentais codificadas em diferentes graus, que tem como objetivo um alto desenvolvimento dos seus praticantes para que possam defenderse ou submeter o adversário mediante diversas técnicas. São sistemas para o treino de combate, geralmente sem o uso de armas de fogo ou de outros dispositivos modernos. Atualmente, as Artes Marciais, para além de praticadas enquanto treino militar, policial e de defesa pessoal, são também praticadas como Desporto de Combate. Existem diversos estilos, sistemas e escolas de Artes Marciais. O que diferencia as Artes Marciais, da mera violência física (briga de rua) é a organização das suas técnicas num sistema coerente de combate, desenvolvimento físico, mental e espiritual. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

No Brasil e nos EUA, o Mercado das Artes Marciais é uma grande realidade e abre portas para vários profissionais da área do Desporto, não necessariamente especialistas em lutas, mas muito na parte da preparação-física e todas as valências que envolvem o treino. Em Portugal, finalmente, começa a ser uma realidade. Cada vez mais assistimos à criação de novos ginásios com grande foco e divulgação destas vertentes e uma grande adaptação dos próprios ginásios já existentes, com a implementação de várias modalidades de lutas, sejam elas na vertente pura ou nas adaptadas. Um dos pontos fortes desta aposta é que o público em geral, formado por pessoas comuns, e que por muitas vezes não frequentam as Artes Marciais por desconhecimento, falta de oferta ou mesmo por medo, por considerarem que este tipo de desporto é somente para atletas de alta competição. Todavia, através de profissionais qualificados, vão poder usufruir de aulas adaptadas de Fitness e Artes Marciais, sem ter a preocupação do confronto físico com outros alunos e, deste modo, beneficiar de novas formas de treino, principalmente de grande desafio a nível físico, motivacionais, de auto-estima e confiança. Do ponto de vista de quem procura e tem como objetivo principal a competição, com a criação destes novos espaços focados nas Artes Marciais, passam a ter ginásios especializados, de qualidade e que oferecem imensas vantagens para os seus alunos, desde a qualidade do material, profissionais qualificados a instalações adequadas com infraestruturas que permitem a evolução e crescimento dentro da modalidade escolhida. Acredito seriamente que é uma aposta ganha. Poderá levar um pouco de tempo até as pessoas perceberem que neste novo conceito podem treinar e alcançar os seus objetivos de uma forma muito mais desafiadora e motivante, fazendo que dentro da individualidade de cada um posso ter enorme progresso a todos os níveis. Como contrapartida, para os donos de ginásios que estiverem dispostos a esperar a consolidação no mercado deste novo modelo, vão ter com certeza uma excelente resposta a nível de retenção e fidelização dos seus alunos, pois o compromisso dos alunos de Artes Marciais é muito maior comparativamente a outras modalidades.

Porém, para que realmente seja concretizada a implantação desta nova metodologia, a qualificação dos profissionais é de suma importância. Não adianta investir somente em equipamentos, como sacos de boxes, tatamis, luvas, plastrons, cordas e várias outras ferramentas, sem ter uma equipa que possa no dia-a- dia orientar e fazer com que os alunos adquiram confiança e principalmente alcancem os seus objetivos. Tenho plena convicção que 2017 vai ser um ano de grande mudança e de crescimento muito significativo para quem apostar e focar nessa nova forma de oferecer Saúde e Bem- Estar, a todos aqueles que procuram novos desafios através das Artes Marciais. Cabe a todos os profissionais ligados à área, desmistificar qualquer pensamento errado em relação a uma modalidade que tem por princípios o respeito e disciplina entre os seus praticantes e professores. Deixo aqui o desafio a todos os leitores para procurarem um ginásio com este novo foco e fazer uma aula experimental, seja de aulas adaptadas às lutas ou mesmo uma luta específica. Garanto que independente da modalidade que escolher vai perceber muita diferença tanto a nível físico quanto a nível psicológico. As Artes Marciais são recomendadas a todos os géneros e idades, desde as crianças até os mais velhos. As vantagens são inúmeras para todos os que as praticam; agora é hora de procurar um ginásio credenciado, com profissionais de alto nível, escolher uma modalidade e o principal: definir um objectivo e foco para realmente lutar por ele. Pois tudo é possível e depende principalmente do quanto queremos e nos esforçamos para alcançar os nossos Sonhos. Vamos a isso.

António Nascimento de Oliveira Filho Diretor Técnico Jazzy Fight Club. Faixa Preta de Judo e Jiu Jitsu. Licenciado em Educação Física.

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treino

Acompanhamento em sala, Avaliação Física, Prescrição Individualizada…

porquê não abdicar?! g y m fa c t o ry

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s tendências do mercado do Fitness acompanham as tendências da “evolução” da sociedade. Cada vez mais constatamos uma crescente individualidade social, caminhando para uma vida mais isolada de pessoas e acompanhada de tecnologia. Será mau? Não, mas reforçava a importância/necessidade crucial de uma educação que nos permite saber distinguir o que complementar e o que substituir. Com certeza que nunca se deve substituir um profissional da Atividade Física e Saúde por uma App. Um profissional competente, de atuação responsável, permanentemente em formação, disponível, focado no cliente, orientado para potenciar a performance de cada um. Com certeza que nunca se deve substituir um plano de treino individualizado, prescrito especificamente para si, por um plano de treino geral com foco apenas no objetivo sem ter em atenção a individualidade do seu corpo, as suas reais necessidades, capacidades físicas, predisposição emocional e motivações associadas à prática de Atividade Física.


Enquanto profissional da área sinto a responsabilidade de consciencializar para a necessidade de marcamos a diferença nos serviços que prestamos aos clientes. Não queremos ser mais um, mas sim profissionais que vão mais além do que o seu título. Devemos estar cientes que somos modelos poderosos, que podemos inspirar e motivar as pessoas a atingirem um outro nível de condicionamento físico. Temos a missão de influenciar positivamente as pessoas para aquisição de hábitos de vida ativos e mais saudáveis. Mas como é que conseguimos fazer isso? Conhecendo, ouvindo, estando disponíveis para os nossos clientes. Podemos verificar uma crescente oferta de Health Clubs que abdicam, conscientemente, destes serviços em prol do seu modelo de negócio. Como em contrapartida, constatamos Health Clubs que reforçam a importância do serviço ao cliente, aprimorando a qualidade do processo da Avaliação Física, da prescrição individualizada, do acompanhamento permanente em sala, da formação constante dos seus profissionais, no “Customer lifetime value”. Segundo IRSHA (2015) devemos fornecer um serviço excecional ao cliente, a fim de melhorar a experiência de cada sócio e certificar que estão convenientemente integrados no clube. Tendo entendimento que o tempo com os clientes é extremamente importante, precisamos de criar uma experiência positiva aos mesmos para os manter satisfeitos, entregando o que eles necessitam e têm como expectativa durante a sessão de treino, pois o primeiro passo para fidelizar com êxito os clientes é conhecer em profundidade o seu valor. A Avaliação Física é um aspeto chave, que nunca deve ser descurado pelos profissionais da área. É o primeiro contacto do cliente com a área técnica, culmina com o pico da sua motivação após a inscrição num clube e deve ser tratada com todo o respeito e o maior profissionalismo. Permite-nos conhecer efetivamente o nosso cliente, as suas expectativas relativas à prática da atividade física e devemos estar preparados para esclarecer questões sobre a mesma. Quanto mais informado e confiante estiver o cliente, maior a probabilidade da experiência de treino ser positiva, refletindo-se numa permanência maior no clube e, como tal, mais anos de prática de atividade física, logo uma população mais ativa. A Avaliação Física é, efetivamente, o instrumento certo no processo de obtenção, aplicação e delineação de informações descritivas de julgamento sobre a capacidade física funcional e de proporções morfológicas que visam um perfil global do condicionamento físico do sócio, para interpretação e análise dos dados obtidos (Molinari, 2000). Devemos ainda compreender as necessidades pessoais, histórico de saúde para prescrever o treino de forma adequada e segura. Todos os dados recolhidos no processo de avaliação (Par-Q, definição de objectivos, anamnese, estratificação de risco, avaliação da composição corporal, testes físicos) permitem-nos definir o calendário de prescrição de treino

(planeamento das reavaliações) e a prescrição de treino específica para o sócio em particular (respeitando as Guidelines de treino, adequando à particularidade de cada um), eficaz e seguro. Devemos igualmente clarificar os sócios sobre os benefícios da prática do exercício físico e dar uma estimativa em relação ao tempo previsto para alcançar os seus resultados, orientando-o no delineamento de metas, face ao compromisso assumido. Para que este processo se desenrole é fundamental o acompanhamento de profissionais especializados durante as sessões de treino. Podemos ir do mais particular e específico, sessão de treino personalizado, para o geral, o acompanhamento em sala. Mas abdicar deste serviço é que não é opção. Enquanto profissional está nas “minhas mãos” criar o valor acrescentado, diferenciador face à ausência de acompanhamento. Devo assegurar um bom acolhimento aos sócios, respeitando os princípios da competência, legitimidade, disponibilidade e flexibilidade. Garantir uma demonstração e explicação do seu plano de treino eficaz, instruindo de forma clara e precisa. Manter controlo na dinâmica da sala, acompanhando os sócios durante o treino, garantindo dicas de execução e correções técnicas de valor, pois devemos ter sempre presente que se trata da saúde dos nossos clientes. Acreditar que somos substituídos por “nada/ausência de serviço” é realmente frustrante. Mas mais frustrante que isso é perceber que, quando temos a oportunidade de acrescentar valor, não o fazemos e comprometemos o futuro da nossa profissão. Sabe-se que a maior prevalência dos cancelamentos num clube de Fitness é causada pela atitude ou indiferença do staff (68% aponta má experiência com os instrutores de fitness), e que clientes insatisfeitos delatam o nosso serviço entre a 9/12 amigos e apenas clientes satisfeitos promovem o nosso serviço entre a 4/5 amigos (IHRSA, 2011). Portanto, é fundamental o acompanhamento em sala, uma avaliação física idónea, uma prescrição de treino individualizada, para assegurar a qualidade de serviço que os nossos clientes procuram. A qualidade do serviço que o Fitness pode prestar à sociedade depende de nós, os profissionais da área. Esta não é mais do que conseguir à primeira, que o produto ou serviço cumpra corretamente a finalidade para a qual está destinado, entregando-o ao cliente, na forma que o satisfaça. Se estivermos a fazer algo que nos interessa muito, e se acreditarmos o suficiente no seu propósito, então é impossível imaginar não tentarmos tornar isso ótimo.

Lia Flor Bahut

Mestre em Atividade Física e Saúde (FADEUP) Licenciada em Educação Física e Desporto (FCDEF-UP) Fitness Manager na Solinca Health & Fitness, SA Master Trainer da Technogym Formadora na GTF

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coaching

Sabe quem é

Analice Silva, a matriarca do corredores?

Fonte: Pol García | Badajozdeportes.com

Como será que alguém pode ser capaz destas proezas? Como é que alguém é capaz de tocar tanta e tanta gente e motivar pequenos e graúdos a correrem e a praticar desporto?

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endo esta área dedicada a aprender mais sobre temas como o coaching, programação neurolinguística e o desenvolvimento pessoal em geral, tenho procurado mostrar, também, alguns exemplos de “caras” bem reais que dão corpo a alguns dos princípios que são a base destas áreas do comportamento humano. Algumas dessas “caras” são figuras públicas e conhecidas do público em geral (muitas delas devido ao seu sucesso público desportivo), outras porque são uma prova, acima de tudo, do sucesso interior e da paixão por uma causa. Nesta edição, gostaria de falar sobre alguém que pode ser desconhecido para a grande maioria dos leitores desta nossa revista e, com certeza conhecida, de um grupo muito restrito de pessoas que praticam trail e ultra trail. Falo de Analice Silva, pessoa que nunca conheci, e que me habituei a conhecer por relatos dos inúmeros aventureiros das lides das corridas de longa distância entre vales, rios, montanhas, desertos e tudo o mais que a natureza lhes possa apresentar. Analice Silva nasceu em 1943, tinha 73, e correu a sua última corrida em dezembro do ano passado. Ultramaratonista de exceção e muito popular no “pelotão” foi abandonada em criança, escravizada e vítima de violência doméstica. Após viver mais uma tragédia na sua vida (o seu bebé nasceu morto após sete meses de gravidez) foi no último dia de 1980 que decidiu começar a desintoxicar os seus pulmões dos cigarros que fumava (tinha lido num jornal que os pulmões de um fumador precisam de dez anos para recuperar a saúde e achou que “dez anos é muito tempo”) E comecei logo nessa noite a aventura das corridas.” A corrida tornou-se um vício. Começou a fazer provas e sempre acreditou que tudo teve o seu tempo, tudo teve o seu timing. Pouco tempo depois fazia a primeira maratona e a primeira prova de 100 quilómetros em montanha. Para além de ter vencido, estabeleceu um novo recorde sul-americano com o tempo de 11h42. Nos três anos seguintes subiu sempre ao lugar mais alto do pódio dessa corrida.

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Correu inúmeras maratonas e meias-maratonas, fez dezenas de provas de 100 quilómetros, na estrada e montanha. Com mais de 60 anos de idade, percorreu por três vezes Os Caminhos do Tejo, de 146 quilómetros; fez provas de 167 quilómetros em Espanha; ou entre Lisboa e Mação, num total de 254. A maior prova que fez foi a Volta ao Minho, com 385 quilómetros. (ver em nit.pt)

Vale a pena ver reportagens que estão online e ver a simplicidade de uma mulher que se atrevia a sonhar e que achava de um egoísmo atroz “tomar o lugar de outros quando eu já consegui um sonho”.

Para mim, sinto-me um privilegiado por não ter conhecido pessoalmente Analice e ao mesmo tempo ter conhecido as suas façanhas e, acima de tudo, o impacto ternurento Mas tinha um sonho que provocou em milhares maior: correr a Maratona das de corredores e amigos Areias, Marathon des Sables, por esses longos caminhos em Marrocos, uma prova que fora! Esta aparente contraem média tem entre 230 e dição da minha parte (“pri250 quilómetros, o equivalenvilegiado por não ter te a 6 maratonas regulares, conhecido pessoalmente considerada a corrida de Analice”) faz-me ter bem aventura fisicamente mais exipresente que a essência gente do planeta. Em 2013, humana é feita por pequeapadrinhada pelo ultramaranos gestos, por pequenas tonista Carlos Sá fez mesmo humanidades muitas vezes a prova. não visíveis e não reconheFonte: Pol García | Badajozdeportes.com “Tenho muita pena de nuncidas do grande público e ca ter contado os quilómetros que fazem parte da matéque já fiz na vida. De certeza ria que cada um de nós é feito! A capacidade de deixar que estava no Guiness.” Em 2014 correu 1500 km, em nos outros uma emoção positiva por se terem cruzado 2015 correu 1800 km… só em provas! connosco! E era disso que Analice era feita! Pessoa desconhecida para mim! E acredito que é disso que todos nós Os seus treinos eram as provas, costumava dizer. No somos feitos… tantos e tantos que são também para mim início da carreira era competitiva, ia para todas as provas desconhecidos! para ficar sempre nos 5 primeiros lugares. À medida que o tempo foi passando a paixão de “apenas correr” já lhe punha o sorriso inigualável que todos aprenderam a reconhecer ao longo dos trilhos e que tanto incentivava os menos experientes. À pergunta “até quando vai correr” respondia inicialmente, “Quando fizer 50 eu paro.” resposta que depois passou para “Quando fizer 60 eu paro.” até deixar de responder, porque não encontrava nenhuma razão para parar… aliás, só encontrava razões para continuar, continuar e continuar! Com uma imagem doce, delicada e franzina, Analice era tudo que a essência humana pode ser! Tudo aquilo que quer ser! De uma humildade surreal, quase sempre só os outros viam a sua enorme grandeza humana e incríveis capacidades físicas. “Os meus 200 quilometrozinhos de areia” dizia Analice, face às suas inúmeras distâncias tantas vezes percorridas. A última prova em que Analice Silva participou foi a São Silvestre de Almada, a 17 de dezembro de 2016. Para quem não a conheceu, fazendo uma pesquisa poderá constatar os vários tributos que foram feitos em sua homenagem, após a sua morte em fevereiro deste ano!

Como será que alguém pode ser capaz destas proezas? Como é que alguém é capaz de tocar tanta e tanta gente e motivar pequenos e graúdos a correrem e a praticar desporto? Como é que alguém pode ter em si uma energia tão grande que irradia para os que estão à sua volta? Reconheço a resposta a estas perguntas numa expressão que era muito dela... “Eu sou feliz no que faço!” dizia Analice…. “Até mais ver.” Nota: pelo facto de não ter conhecido Analice Silva recorri a conteúdos disponíveis na Internet. Deixo aqui algumas fontes que reproduzi ao longo deste artigo: Nit.pt; TSF Runners; Facebook Analice Silva; Porto Canal

Nuno Pinto da Silva

Managing Partner DBS Certicado em Coaching e Master em PNL

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personal training

PT @

Primum non nocere O

exercício físico tem sido considerado como um dos meios mais eficazes na promoção de saúde e bem estar das populações numa ampla conceçãoo. Mais do que ter anos de vida, a importância de ter vida nos anos é inegável. O “anti-aging” e a qualidade da longevidade são cada vez mais valorizados. O exercício devidamente personalizado, tem sido um modo fundamental de prevenção e consequente promotor da qualidade de vida, tendo um papel terapêutico e coadjuvante no tratamento de diversas patologias.

Atualmente assistimos ao início da criação de sinergias e “pontes” entre a medicina e o Personal Trainer (PT). Tem sido uma parceria muito interessante e com enorme potencial pela frente. Para garantir resultados de sucesso com qualidade, o processo formativo do técnico de exercício físico deverá alicerçar-se numa consciência de não-maleficência. Elevar esta “cons-ciência” mostra-se uma crescente e séria necessidade, visando otimizar a performance da motricidade dos respetivos clientes. A arte de especificar e respeitar o princípio da individualidade é fundamental para ajudar realmente a saúde das pessoas. O treino personalizado deverá ser, portanto, um processo sustentável, com “a dose certa e o princípio ativo apropriado”. Acima de tudo, saúde!

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Viagem reflexiva sobre o Personal Training

Neste sentido surge a abordagem com o Primum non nocere, (do latim) significa “primeiro, não prejudicar” e remete-nos para o século III a.C. ao famoso fragmento do juramento bioético do pai da medicina - Hipócrates. Analogamente, deverá ser um conceito estruturante no contexto profissional do PT e que implica um profundo respeito pelos complexos sistemas biológicos do corpo humano. Operacionalizar tal complexidade pressupõe a integração de várias áreas de conhecimento científico que passam por dominar as regras do corpo. O personal trainer tem na sua essência conhecer a individualidade física dos respetivos clientes. É imperativo motivar a qualificação da profissão no sentido de alcançar hiperespecialização e “expertise”; fomentar a paixão por estudar, pesquisar, observar, descobrir a nossa multidimensionalidade e sua teia de inter-relações, e humildemente aceitar os limites do nosso conhecimento. O longo caminho da mestria tem como base as áreas de biomecânica, física, anatomia e fisiologia neural, articular e muscular. O PT deverá reunir condições para um exercício físico responsável pela otimização da condição física, atenuação de sintomas, aceleração da recuperação e favorecimento da performance e qualidade de vida - atletas ou pacientes.


Tudo isto é altamente inter-individual, carece de permanente avaliação e processamento das respostas aos diversos estímulos. Cada caso é um caso a avaliar, respeitar e especificar o modo de exercício. Devemos questionar seriamente e sempre o seu resultado: excessivo? insuficiente? ou adaptativo? Só inferindo disponibilidade, controlo e tolerância enquanto sistema neuro-músculo-articular é que teremos a oportunidade de obter um solução adequada. Para tal, temos que verificar várias vezes a disponibilidade articular do cliente, avaliar a sua capacidade contrátil (grau a grau), conhecer e respeitar essas funcionalidades e diminuir significativamente a magnitude da resistência quando pedimos manifestação de força em posições próximas dos extremos. Trata-se de saber elevar o potencial funcional e estrutural do cliente, com um estratégico processo mental, condicionante crítica para as adaptações pretendidas no corpo humano. De forma a nos distanciarmos de um fitness iatrogénico (conceito explorado por Samuel Corredoura, na revista Gym Factory nº 12), devemos identificar, durante toda e cada sessão, a qualidade das amplitudes do movimento voluntário do aluno. Por iatrogenia entende-se “lesão, processo patológico ou alteração orgânica que é provocado pelos médicos ou pelas suas atuações e tratamentos” (in Dicionário infopédia de Termos Médicos, 2016). Na outra “face da moeda”, temos o desporto e outras modalidades, com regras e objetivos externos que não contemplam uma especificidade individual e, consequentemente, não resultam em melhoria do desempenho da nossa motricidade. Para o desporto, a saúde não é condição necessária e, por outro lado, o verdadeiro exercício físico visa melhorar a saúde à la longue. A atual conjuntura dos ginásios sugere uma reflexão sobre a relação entre objetivos, necessidades e expectativas dos clientes. Qual o custo fisiológico de atingir os seus objetivos com as capacidades presentes? Como se articulam as suas necessidades com as soluções propostas pelo PT? Apesar dos estatutos de profissão não permitirem sacrificar o corpo pelo resultado, o sector apresenta-se muito invasivo, com falta de soluções para a saúde motora, mostrando uma enorme inércia para mudar de visão e evoluir para um novo mindset: menos lesões e melhor desempenho, onde idealmente deveríamos sacrificar o resultado pelo corpo e relativizar ao máximo o exercício à pessoa, e não o inverso. Na saúde não há competição! Maioritariamente, a presente tipologia de intervenção, contempla uma oferta de exercícios com relação desajustada de forças internas vs forças externas (resistências), tornando-os assim potencialmente lesivos e reduzindo drasticamente o seu real potencial adaptativo. Estes são criados para todos, ajustados para poucos e consideravelmente arbitrários (prescritos e coreografados), pressupondo de forma inespecífica uma média de capacidades e necessidades. Desejo poder recomendar atividades des-

portivas/recreativas, aulas, treinos e momentos de lazer a todos os meus alunos, mas para tal, há que garantir uma série de condições para o corpo as tolerar. Se assim não for, as disfunções aparecem sempre. Nesta realidade devemos aprofundar seriamente estas questões, oferecer soluções muito além de superação, “no pain no gain, one size fits all, just do it, more is better”, e permitir a criação de soluções para além da atual oferta do fitness. São evidentes as necessidades de uma nova era de exercício físico baseado numa prática mais consciente. O sector carece de ciência e reflexão, enfrentando assim uma merecida caminhada evolutiva. Esta evolução dependerá do comprometimento dos profissionais da área e não de tendências de mercado (moda), marcas, crenças e constantes inovações. Isto implica um enorme respeito pelos clientes e uma vontade intrínseca de ajudar! Enquanto técnicos de exercício físico, o nosso papel deverá centrar-se sempre como agente de saúde e bem-estar, garantindo sustentabilidade dos resultados e não o desempenho num curto prazo. A credibilidade do sector depende desta seriedade comportamental. O PT que genuinamente se importa com a saúde dos seus clientes, trabalha motivado por aprender mais e, inevitavelmente, depara-se com a necessidade de migrar a sua visão para uma intervenção focada no desempenho funcional interno desse cliente em particular. “A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas sim em ter novos olhos.” - The Prisoner, vol. 5, Marcel Proust (1923). O desafio é sair das nossas disciplinas de estudo, integrar e dialogar com outras áreas de conhecimento. O exercício físico do futuro passará por uma nova contextualização deontológica e redefinição de prioridades, tendo como principal foco as melhorias reais da saúde. ADVERTÊNCIA O presente artigo está protegido ao abrigo do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos. A utilização não autorizada – além do uso como breve citação em artigos e críticas – pode configurar a prática de um crime de usurpação ou contrafação (arts. 195º e 196º do CDADC) para além de incorrer em irresponsabilidade civil conducente a um pedido de indemnização.

Rui Fortuna Formador EXS LAB – Exercise School Personal Trainer Virgin Active Oeiras

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body & mind

O yôga como promotor de um melhor desempenho nas demais modalidades do ginásio. O yôga e a sua ancestralidade A prática do yôga tem milhares de anos, segundo os especialistas, pelo menos 5 mil anos de existência. Para ter sobrevivido até aos nossos dias, para ter atravessado milénios sem cair no esquecimento, ou se ter extinguido, é prova mais do que suficiente do seu valor, do seu poder. As suas origens remontam ao local onde hoje se encontra a Índia e o Paquistão, mais precisamente no vale do rio Indo. De origem dravídica ou pré-dravídica, essa filosofia de vida foi cativando cada vez mais adeptos que tinham como principal objetivo expandir a sua consciência a um patamar muito acima da média, o samádhi, a mega lucidez, a hiper consciência. Ao longo da História, esta filosofia de vida foi sendo alvo de transformações, foram surgindo outros ramos especializados apenas em determinadas técnicas, e surgiram várias escolas. Existem 108 ramos de yôga homologados na Índia e, para além destes, na era da comercialização ocidental desenfreada, sobretudo nos EUA, surgiram até ramos de yôga para cães e outras incoerências, que fazem os antigos mestres dar voltas nos seus túmulos.

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Um tipo de yôga fidedigno, com profissionais bem formados, promove no aluno alterações fabulosas num curto espaço de tempo. Apesar de nos ginásios a pretensão primeira não ser o samádhi, o que é certo é que o praticante vê transformar a sua condição física e a perceção do mundo de forma extraordinária, melhorando a performance física, as suas relações, o seu foco e o alcance das suas metas.

A prática do yôga como base para um melhor desempenho nas demais modalidades Muitos atletas acabam por nunca experimentar uma aula de yôga pelo simples facto de terem a ideia errada de que é algo muito parado, ou que é místico e espiritual, ou ainda que está voltado sobretudo para o público feminino, afastando os atletas masculinos. Só após as primeiras aulas, caso pratiquem um tipo de yôga autêntico, se vão aperceber do poder desta prática ancestral. É, então, que


têm noção que essa prática pode ser a chave para elevar a sua condição física a um outro patamar. Frequentemente, atletas experientes e com uma boa condição física, saem de uma primeira aula de yôga impressionados, dada a dificuldade que apresentaram em fazer posições aparentemente simples e permanecer nelas por um determinado período de tempo. É comum ouvir o aluno iniciante dizer que descobriu músculos que nem sequer sabia que existiam. Ao praticar yôga o aluno vai perceber uma metamorfose no seu corpo físico, emocional e mental que não o vai deixar indiferente. Melhora a sua performance desportiva, mas mais do que isso, transforma todas as áreas da sua vida, graças a essa consciência expandida. Vai perceber logo nas primeiras aulas um aumento da capacidade respiratória, expandindo em muito a amplitude pulmonar e, à medida que vai praticando com mais regularidade, tonifica a musculatura e aumenta a flexibilidade; trabalha a capacidade de superação, tão importante para alcançar as metas ao longo da vida, e não só as desportivas; aumenta a concentração com recursos eficazes e com milénios de garantia; promove equilíbrio vertebral; corrige a postura física; entre outras técnicas que melhoram a performance a vários níveis.

Concentração: os exercícios que a desenvolvem aumentam o foco, a atenção, o melhor conhecimento de todo o corpo físico, emocional e mental. Redução do stress: não só o atleta de alta competição, mas o desportista comum é muitas vezes acometido por tensões e situações stressantes que prejudicam a sua performance desportiva. A prática do yôga ajuda a eliminar essa tensão e a deixar que a energia seja toda ela canalizada para o alcance dos resultados almejados. Ao praticar yôga o indivíduo começa a ter uma noção mais pormenorizada não só do seu corpo, mas também do mundo que o rodeia e, se é capaz de gerir melhor o seu potencial físico, melhora também a sua qualidade de vida. Não raras vezes os alunos dirigem-se ao seu professor revelando que, desde que começaram a fazer regularmente as aulas, a sua vida sofreu uma transformação para melhor, em várias áreas da sua vida e não só no campo físico ou desportivo. Com frequência, revelam que começaram a ter mais consciência na forma como se alimentam, como se relacionam com as pessoas, como encaram os problemas e os transformam em soluções. Uma metamorfose completa.

Capacidade respiratória: ao respirar de forma mais consciente e ampla transporta-se mais energia às células, mais energia ao corpo, gere-se melhor o esforço, ganhase mais vitalidade e melhora também o estado emocional, reduzindo a pressão em situações de stress. Força e a flexibilidade: estas técnicas, para além de melhorarem a resistência e minimizarem as lesões, tornam o aluno mais saudável e consciente de cada parte do seu organismo, com milhares de técnicas baseadas num trabalho isométrico, sem repetição.

Marco Santos Licenciado em Português/História, pela Faculdade de Letras da Universidade Católica. Especialização em Ciências Documentais, pela Universidade Portucalense.

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hidro

HIDRO, o Exercício Sem Sacrifício

SALTAR A UM RITMO ALUCINANTE

numa aula de aeróbica, suar sem parar, provocar impacto nas articulações, nem sempre é recomendável às pessoas que queiram manter a forma física. Quem procura riscos e esforços menos intensos ao fazer exercício tem na hidroginástica uma boa opção. Ninguém sabe ao certo como começou este tipo de atividade física. Alguns dizem que é mérito do Doutor Kenneth Cooper - aquele famoso do teste que na teoria, foi criado no início da década de 60. Muitos afirmam que é uma extensão da hidroterapia, frequentemente utilizada na recuperação de atletas com problemas musculares, idosos e acidentados. Se a origem é uma incógnita, os profissionais e adeptos não se cansam de apontar as vantagens deste tipo de ginástica. A maior delas é o local onde se pratica: piscinas com 1,50m/1,60m de profundidade. Na água, a força da gravidade é compensada pela flutuação do líquido e deixa o indivíduo até 90% mais leve. Com isto, os exercícios mais difíceis de serem realizados no solo tornam-se uma “brincadeira”, inclusive porque são feitos mais lentamente dentro da piscina. Além disso, a resistência da água aumenta o trabalho dos músculos e o ritmo da frequência cardíaca. A facilidade na execução das chamadas rotinas (exercícios coordenados e repetidos) é um dos fatores decisivos na escolha da hidroginástica. A hidroginástica aumenta a condição cardiovascular, desenvolve a coordenação motora, melhora a resistência muscular, relaxa o corpo, reduz as dores lombares e o risco de lesões na coluna. Todos podem praticar! Com problemas no joelho, a empresária de 39 anos, Fernanda Couto, trocou as aulas de natação pelas de hidroginástica e não se arrependeu. “Perdi um pouco de resistência, mas ganhei em flexibilidade”, relata. Comparando os dois tipos de exercícios é possível notar que na aula de hidro se trabalham grupos musculares, enquanto que para nadar se utilizam todos os músculos. Uma hora de natação queima, sensivelmente, o mesmo número de calorias que na hidroginástica, mas as aulas de hidro são mais suaves e animadas”, avalia Fernanda. Quando se adere a este tipo de exercício físico, a monotonia é

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um conceito que fica fora da piscina. Vários materiais são utilizados para incrementar a resistência e exercitar diferentes músculos. Há ainda uma forma diferente de implementar o aumento da intensidade, conhecida como “deep water”. Com o uso de coletes ou outros equipamentos, como o esparguete, os alunos simulam uma corrida na parte mais profunda da piscina, por exemplo, em séries de alta e baixa velocidade, intercaladas, à qual se dá o nome de “deep run”. O impacto é nulo, mas a frequência cardíaca é intensa. Não há desculpa para não aderir a esta modalidade. Até o antigo mito de estragar o cabelo com tantas idas à piscina pode ser ignorado. Nas aulas de hidro, quem não quiser não precisa mergulhar a cabeça.

O porquê da ATIVIDADE FÍSICA REGULAR Benefícios fisiológicos do exercício regular O desejo de melhorar a “aparência física” é a razão mais frequente que leva uma pessoa a iniciar uma


dos músculos durante o treino aeróbio, combinado com o treino de resistência muscular aumenta realmente a densidade e a circunferência do tecido muscular. Se o trabalho apropriado de flexibilidade for incluído, os músculos esqueléticos não só se tornam mais fortes como também mais flexíveis. Músculos flexíveis e fortes protegem as articulações de lesões e permitem que o corpo se movimente de forma mais fácil. Muitos órgãos como o fígado, intestinos e rins são também beneficiados. A capacidade funcional do organismo cai de 5% a 10,5% por cada década entre as idades de 20 a 70 anos. O tecido muscular e a flexibilidade também são perdidos com o processo de envelhecimento. O exercício regular, promove capacidade funcional em qualquer idade.

Benefícios psicológicos do exercício regular

atividade física regular. Muitos querem perder ou ganhar peso, outros aumentar a massa muscular. O exercício físico regular melhora a aparência física e é um instrumento para atingir ou manter o peso ideal. Quando a maioria das pessoas atinge o seu objetivo inicial, continua a fazer exercício simplesmente porque se sente bem. Este “sentir-se bem” é resultado das alterações físicas e químicas que ocorrem no organismo. Devido ao resultado destas alterações é que o exercício regular reduz o risco de doenças cardiovasculares, cancerosas, entre tantas outras. Exercícios aeróbicos (natação, hidroginástica, etc.) regulares aumentam a capacidade do sistema respiratório e cardiovascular. O sistema respiratório torna-se mais eficiente, aumentando o volume de ar inspirado e expirado a cada respiração (capacidade vital). Os músculos intercostais tornam-se mais fortes com o uso e a capacidade do coração de ejetar maior quantidade de sangue aumenta a cada batida. Devido ao facto de o coração poder ejetar um grande volume de sangue em cada batida, o coração “bate menos” para suprimir o organismo de sangue. Uma pessoa bem condicionada tem uma frequência de repouso mais baixa. Exercícios regulares também fortalecem as paredes dos vasos sanguíneos e promovem um desenvolvimento dos capilares, promovendo portanto uma melhoria na circulação sanguínea. A capacidade do organismo de extrair oxigénio do sangue aumenta da mesma forma. Exercícios regulares fortalecem o sistema esquelético, aumentando a densidade óssea, o que reduz o risco de osteoporose. O uso repetitivo

Embora seja difícil isolar e confirmar os benefícios psicológicos do treino, muitos estudos surgem dizendo que a prática de atividade física regular pode melhorar a função psicológica. O exercício é regularmente indicado para reduzir a depressão e a ansiedade. A atividade física regular: • • • • •

Diminui o nível de stress e tensão; Melhora a qualidade de sono; Aumenta a energia e a produtividade; Melhora a autoestima e a própria imagem; Melhora o auto controle.

Algumas empresas que mantêm programas regulares de exercícios mostram que os seus funcionários que participam nestes programas são mais produtivos, têm menor número de faltas, menos acidentes, menor gasto em despesas de saúde e, em casos de recuperação, levam menos tempo. Os praticantes de atividade física regular experimentam um sentido de bem-estar geral e uma melhoria na qualidade de vida. Pessoas que são bem condicionadas fisicamente podem mais rapidamente suportar o stress diário físico, emocional, social e psicológico tanto no trabalho como na sua vida pessoal.

Rui Pedro Azevedo Diretor Técnico e Proprietário do ProFitness Health Club. Doutorando no ramo da Motricidade Humana – especialidade Fisiologia do Exercício.

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nutrição

BARRAS PROTEICAS Os apelos nutricionais, funcionais e mercadológicos para fins especiais e a necessidade de combinar saúde e praticidade conferem popularidade no consumo de BARRAS PROTEICAS, frequentemente utilizadas sem uma compreensão e avaliação completa do seu uso.

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aumento do consumo de suplementos proteicos é notável entre os praticantes de atividade física e atletas que procuram resultados rápidos e satisfatórios no aumento da performance, desde o emagrecimento, à hipertrofia muscular e à mitigação da perda de massa muscular em défice energético ou simplesmente, na recuperação e adaptação ao exercício. Dentro deste contexto, as Barras Proteicas, de forma geral, estão incluídas nesta categoria de produtos.

O QUE SÃO Desde novas composições nutricionais, características físico-químicas especiais, altos valores proteicos, valores calóricos (diet e light), baixos valores lipídicos, baixos índices glicémicos e diferentes tipos de sabores

e apelos comerciais do tipo “ingredientes naturais”, “saudáveis”, “funcionais”, entre outros, para se enquadrar na categoria proteica e não convencionais ou energéticas, as barras devem apresentar um valor mínimo de 65% de proteínas de alta qualidade, ou para outras classificações, devem apresentar no mínimo 10% a 20% da Ingestão Diária de Referência (DRI) por 100g em produtos sólidos. Barras proteicas com teores diferentes (25-40%) podem ser encontradas, pois não existe um padrão, e são por vezes classificadas como substitutas de refeição. Além de proteicas, também podem ser formuladas com outros nutrientes: minerais (cálcio, sódio, selénio, zinco, magnésio, crómio), vitaminas (A, D, E), hidratos de carbono (10% a 25%), açúcares (50% a 99% do total de hidratos de carbono), fibras, lípidos (10% a 15%), ácidos gordos monoinsaturados e polinsaturados, aminoácidos em especial os BCAAs (leucina, isoleucina, valina) – taurina e glutamina, bem como com cafeína e outros aditivos controversos. Podem oferecer ainda ingredientes, nomeadamente as frutas desidratadas e secas (banana, maçã, manga e uva), as sementes (girassol, gergelim, linhaça e chia) e os cereais integrais (quinoa, amaranto, aveia, milho e arroz). Outras contêm oleaginosas, como nozes, avelã, castanha de caju, castanha do Brasil entre outros. As fontes proteicas mais usadas são as proteínas do leite e os seus derivados (proteínas do soro ou whey protein e caseínas), os ovos, a carne e os grãos, como a soja, trigo, arroz e milho. Existem discordâncias em relação à superioridade dos efeitos das diferentes fontes de proteína sobre a síntese proteica muscular, no entanto, o objetivo de conter vários tipos de proteínas num mesmo produto deve-se à velocidade (rápida, intermediária ou lenta) e à forma de digestão e absorção de cada uma delas. Entre as principais proteínas utilizadas nas barras proteicas destacam-se o soro de leite (whey protein) que induz um aumento rápido, elevado e transitório de aminoácidos plasmáticos, e por ser rico em BCAAs, principalmente a leucina, estimula a síntese proteica muscular. Uma maior produção de glutationa celular, composto imunopotenciador e antioxidante ameniza a fadiga muscular.

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A soja, fonte rica de nitrogénio e com uma digestão com velocidade intermediária favorece a manutenção da aminoacidemia sanguínea e os antioxidantes, como isoflavonas e saponinas, atuam contra o stress oxidativo resultante do exercício e contribuem para a diminuição de lesões musculares e fadiga. E a caseína, ao contrário do soro do leite, coagula no ambiente ácido estomacal, o que retarda o seu esvaziamento gástrico e induz um aumento pós-prandial lento de aminoácidos plasmáticos. A caseína possui um bom perfil de aminoácidos essenciais, porém a quantidade de leucina presente nesta fracção proteica parece ser o suficiente apenas para suprimir a degradação proteica muscular por também reduzir a acção de hormonas catabólicas, como o cortisol.

PARA QUEM SERVEM Indivíduos saudáveis ativos que se dedicam ao treino intenso de força/explosão e/ou resistência com pesos, podem beneficiar da ingestão de proteínas, para obter diferentes objetivos, de forma a alcançar os valores de referências nutricionais para um objetivo definido: sedentários (0.8 a 1.2 g/kg/dia), atletas de resistência (1.2 a 1.4 g/kg/dia) e atletas de força / velocidade (1.4 a 1.8 g/kg/dia).

proteína apenas nas principais refeições, poderão trazer benefícios em especial para uma ingestão proteica calculada para 0.8-2g/kg/dia.

ASSIM… Para se proporcionar resultados satisfatórios, a conduta nutricional deve ser individualizada, levando em consideração as necessidades energéticas e proteicas de cada individuo, pois são influenciadas pelo tipo, frequência, intensidade e duração do exercício. Além disso, o seu consumo deve ser realizado com orientação de profissionais especializados, evitando assim excessos que podem prejudicar o desempenho e a saúde. A obrigatoriedade da declaração nutricional desde 13 Dezembro de 2016, com um rótulo mais exacto, perceptível e fiável vai garantir a veracidade da informação para uma fiscalização mais efectiva. Contudo, “Suplementos Nutricionais nunca substituirão a predisposição genética, anos de treino e a óptima nutrição” (ACSM, 2009). FONTES BIBLIOGRÁFICAS International School of Sports Nutrition and Human Performance; American Journal of Clinical Nutrition; Medicine and Science in Sports and Exercise;

COMO USAR É importante ter o estímulo de síntese proteica durante todo o dia em quantidades equivalentes em todas as refeições (20g), e não apenas num determinado momento como no pós-exercício, por isso, uma mistura de proteínas com características distintas, nos momentos anteriores ao descanso nocturno e em longos períodos de jejum viabiliza um período de maior anabolismo e menor degradação proteica. Adotar esta estratégia e evitar comer grandes quantidades de

Eunice Costa Nutricionista, Licenciada em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto, CP 2448ON Pós-graduação e Mestranda em Nutrição Clínica (FCNAUP) Pós-graduação em Endocrinologia (FML)

AMIX NUTRITION

Nome do produto Ingredientes Modo de tomar Conteúdo Função

Amix™ HD-PRO® Proteínas de soro do leite, cobertura de chocolate com leite (sabor banana-avelâ e em sabor chocolate-caramelo) (14,5 %) , cobertura de chocolate branco (14,5 %) só em sabor Nata-Frambuesa. Tomar 1 barrita/dia. Maravilhosa barrita proteíca,especialmente de soro de leite em 3 deliciosos sabores: Sabor Avelã-Chocolate, Cookies-Cream e Toffee-chocolate Alto teor em proteinas com 32% de proteína

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EMS

Desmistificar o treino com Electroestimulação Muscular Integral

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Electromyostimulation Whole Body (EMS-WB), em português Electroestimulação Muscular Integral, consiste num treino intenso que combina: a contracção voluntária, através da realização de exercícios específicos e dinâmicos, com a contracção provocada pela electroestimulação activa dos principais grupos musculares em simultâneo.

O termo que sempre esteve associado à Fisioterapia e Reabilitação, seja no tratamento de lesões ou na recuperação muscular, surge agora como alternativa ou complemento ao treino convencional. Mas afinal em que consiste este novo conceito de treino?

É esta combinação que distingue a EMS-WB dos outros tipos de electroestimulação (local e passiva, por exemplo), uma vez que conciliando o exercício à electroestimulação consegue-se num treino de apenas 20 minutos trabalhar mais de 300 músculos, com 100% de activação de fibras musculares. Esta activação é conseguida através dos eléctrodos que são colocados nos principais grupos musculares, enquanto simultaneamente se realiza o treino, composto por exercícios específicos de acordo com o programa e objetivos do praticante.

uvimos falar cada vez mais da Electroestimulação Muscular como um novo método de treino.

Apesar da EMS ser considerada, atualmente, um novo e inovador método de treino, a electroestimulação muscular tem uma longa história e foi apenas na segunda metade do século passado que surgiram os primeiros estudos científicos relevantes, comprovando o aumento de força (cerca de 40%) em humanos através do uso de electroestimulação muscular.

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Como veio a EMS revolucionar o mundo do Fitness? Atualmente, a EMS não é apenas um método de treino para os atletas de elite. Pode encontrar-se nas principais cidades mundiais estúdios com Profissionais especializados em EMS, tornando o serviço mais próximo e acessível ao cidadão comum. Tendo em conta que nos dias de hoje o tempo é um bem escasso e que a maior parte da população aponta como desculpa a falta de disponibilidade para a prática de exercício físico regular, o novo conceito tem tido uma ascensão exponencial e em escala mundial, tornando a EMS a nova tendência do Fitness. O fator diferenciador e que justifica todo o mediatismo é, principalmente, a obtenção de resultados muito mais rápido do que as outras modalidades convencionais: menor número de sessões e com duração mais curtas. Seja para atletas profissionais, amadores ou para simples praticantes de fitness é possível encontrar soluções para treino com EMS em ginásios, clubes e estúdios especializados. Os resultados variam de acordo com os programas de treino, no entanto, está cientificamente provado que é possível melhorar a força, resistência, velocidade, equilíbrio, hipertrofia muscular, redução de massa gorda, entre outros.

Fisiologicamente como funciona? A tecnologia usada na EMS imita o princípio natural da contracção muscular, que é o resultado da interacção entre o cérebro, o sistema nervoso central e o tecido muscular. No treino convencional, os músculos são controlados por impulsos eléctricos enviados pelo sistema nervoso central. Na EMS, os músculos reagem aos impulsos eléctricos enviados pelos eléctrodos. Na verdade, a EMS não estimula directamente o músculo, mas indirectamente através das estruturas neurais, uma vez que as membranas dos axones são mais sensíveis do que a membrana das fibras musculares. Desta forma, o músculo não sabe se o estímulo é externo, ou enviado pelo cérebro, reagindo sempre da mesma forma: com contracção muscular.

É um treino Seguro? É totalmente seguro. Os impulsos de baixa frequência usados no treino com EMS estimulam unicamente os nervos e os músculos da musculatura esquelética estriada. Além disso, o estímulo é personalizado de forma a garantir um ajuste adequado às características individuais do praticante. A sensação da electroestimulação deverá ser a mesma de uma contracção muscular em esforço.

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EMS

Logicamente que, quando se fala em segurança, é obrigatório realçar que todos os treinos deverão ser ministrados por um profissional especializado no treino com EMS, garantindo a segurança do praticante sempre em primeiro plano.

Porquê treinos de apenas 20 minutos por semana? O treino com EMS engloba mais de 300 músculos, ou seja, o equivalente a 90% dos músculos são trabalhados em simultâneo, incluindo agonistas e antagonistas. Para além disso, as contracções musculares são de melhor qualidade já que o trabalho é mais intenso e mais profundo, pois activa também uma maior quantidade de fibras musculares. Considerando que se trata de um treino que leva a um aumento significativo do metabolismo, uma vez que são exercitados um grande volume de músculos em simultâneo, considerando ainda, a intensidade, o gasto calórico (durante e após o exercício) e a eficiência do treino, os treinos de 20 minutos com EMS podem ser equiparados a aproximadamente 3 treinos convencionais. Pelo que, após vários estudos científicos apurou-se que 20 minutos são o tempo ideal para levar a um melhor equilíbrio e resultado. Por outro lado, e tendo como base o referido acima, é importante realçar que o tempo de repouso entre sessões de treino deverá de ser de 7 dias para todos os iniciantes no treino com EMS, incluindo atletas ou indivíduos altamente treinados.

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Quem pode treinar com EMS? Está cientificamente provado que o treino com EMS pode ser eficaz para pessoas de diferentes faixas etárias e níveis de aptidão física e não apenas para atletas. Aliás, como se trata de um treino sem cargas externas e sem impacto articular, não sobrecarrega as articulações permitindo trabalhar os músculos de uma parte do corpo lesada de forma eficiente, podendo ser praticado inclusive por pessoas com patologias e limitações articulares e/ou musculares como hérnias discais, próteses das ancas, recuperação de operações, etc...

Que tipo de Resultados se pode conseguir? Estudos científicos comprovam que dependendo do seu programa de treino e dos objectivos de cada um, podese alcançar os seguintes resultados: aumento da força, resistência e velocidade, diminuição da massa gorda e celulite, hipertrofia e tonificação muscular, redução de dores de costas, diminuição e desaparecimento de incontinência urinária, entre outros.

Gisela Lima Licenciada e Mestre em Educação Física e Desporto. Co-founder da eBody.


especialistas A GYM FACTORY conta com colaboração dos melhores especialistas no panorama do Fitness em Portugal e Espanha, conhecedores profundos das diferentes áreas imprescindíveis para o bom funcionamento da instalação desportiva. Se deseja saber mais sobre estes especialistas, entra no nosso site: www.gymfactory.net

Rui Pedro Azevedo

Eunice Costa

Lia Flor Bahut

Rui Fortuna

n Diretor Técnico e Proprietário do ProFitness Health Club n Doutorando no ramo da Motricidade Humana – especialidade Fisiologia do Exercício n Especialização de Pós Licenciatura na Especialidade de Educação Física n Instrutor Internacional AEA n Presenter Internacional.

n Nutricionista, Licenciada em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto, CP 2448ON n Pós-graduação e Mestranda em Nutrição Clínica (FCNAUP) n Pós-graduação em Endocrinologia (FML) n Pós-graduação em Nutrição Entérica e Parentérica (FCNAUP) n Pós-graduação em Gestão, Marketing e Publicidade n Especialização em Nutricoaching n Especialização em Nutrição no Desporto (International School of Sports Nutrition and Human Performance) n Palestrante em cursos e acções na área da Nutrição Comunitária e Saúde Pública n Experiência Profissional em Hospitais, Clínicas e Health Clubs n Administradora do São João Health Club e Seven Fitness Club.

nM  estre em Atividade Física e Saúde (FADEUP) n L icenciada em Educação Física e Desporto (FCDEF-UP) n F itness Manager na Solinca Health & Fitness, SA nM  aster Trainer da Technogym n F ormadora na GTF.

n Formador EXS LAB – Exercise School n Personal Trainer Virgin Active Oeiras n Certificado EXS – Professional n Certificado EXS – Performance n Pós-graduação Personal Trainer - Universidade Lusófona Humanidade e Tecnologias n Resistance Institute – ERA Introduction n Certificado MANZ – IFE cardiofitness e musculação n Universidade Católica Portuguesa – Gestão.

Nuno Pinto da Silva n Managing Director DBS n Ex Diretor-geral da Life Training n Ex atleta internacional, Certificado em Coaching e Master em Programação Neurolinguística n Licenciado pela Faculdade de Economia do Porto e PósGraduação em Gestão de Marca n Practitioner e Master em Programação NeuroLinguística n Certificação Internacional em Coaching n Sócio e DiretorGeral da LIFE Training n Diretor Executivo da Global Fitness n Consultor estratégico

Gisela Lima n Licenciada e Mestre em Educação Física e Desporto n 12 anos de experiência como Personal Trainer n Formadora EMS da miha bodytec n Co-founder da eBody.

António Nascimento de Oliveira Filho nD  iretor Técnico Jazzy Fight Club n Faixa Preta de Judo e Jiu Jitsu n L icenciado em Educação Física n P ós Graduado em Docência para o Ensino Superior n C om mais de 4.000 horas em cursos voltados ao Treinamento Desportivo n P rimeiro Atleta a representar Portugal numa prova de Ultraman, País de Gales 2012 e em 2 Finais do Mundo de Ultraman no Hawaii a representar Portugal.

Marco Santos n Licenciado em Português/ História, pela Faculdade de Letras da Universidade Católica. n Especialização em Ciências Documentais, pela Universidade Portucalense. n Formação de Instrutor de SwáSthya Yôga, pela Universidade Internacional de Yôga. n Instrutor em vários ginásios do Grande Porto. n Autor do livro Palavrejar. n Ex-atleta federado de velocidade, 100 e 200 metros.

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