Page 1

Aporte Economia Ano 1 - Nº 1 - Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Editor-chefe Gustavo Vilela ♦ Editora-adjunta Simone Rocha ♦ www.aporteeconomia.com.br

SP recebe o BMW Jazz Festival De 10 a 12 de junho, o Auditório do Parque do Ibirapuera recebe músicos de gerações e estilos distintos do jazz. Apesar dos ingressos esgotados, o último dia do festival tem entrada franca para as apresentações da Funk Off Brass Band, banda marcial italiana de sopro e percussão, uma receita certa será a fusão de funk, soul, R&B e jazz, embalada pela mistura de metais, percussão e coreografias mirabolantes.

HVIMAGE/Aporte Economia

EMPRESAS

União Europeia quer Brasil fora de preferências tarifárias

70% das empresas usam mídias sociais Uma pesquisa da Deloitte aponta que 70% das empresas usam as midías sociais. O setor de serviços é o que mais investe na comunicação das novas redes. PÁG. 13

Desastres naturais atraem serviços As ocorrências de desastres naturais no Brasil tem atraído a atenção de serviços de consultoria. Um dos casos é o da CWE. Outra empresa, a Atos Origin, também atua no setor. PÁG. 10

PromonLogicalis tem escritório em Alphaville A PromonLogicalis, maior integradora independente de soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação da América Latina, inaugura escritório em Alphaville. PÁG. 4

O anúncio feito pela Comissão da União Europeia de que o Brasil será um dos países excluídos do acordo que beneficia exportadores brasileiros com tarifas preferenciais assusta o setor produtivo e o governo, que já se manifestou criticando a decisão. Pág. 8

"O setor produtivo nacional tem de superar diferentes obstáculos." Walter Antonio Paulino, presidente da Wapmetal Group

TRANSFERÊNCIAS Bitributação incomoda as multinacionais. Pág. 5

Medida Provisória aperta consórcios de empresas A determinação vale apenas para os impostos e taxas administrados pela Secretaria da Receita Federal

PANORÂMICA PÁG. 15

Congresso Direito Societário em SP Conceitos Sebrae premia gestão de empresas Patentes Consulta de pareceres na web Economia Livro analisa Brasil até 2022

O Senado aprovou a Medida Provisória 510, que regulamenta obrigações tri-

butárias de consórcios de empresas no País. Pelo texto aprovado, as empresas

que participam de consórcios ficam obrigadas solidariamente a arcar com os

Editorial analisa inflação e peso do custo do Brasil

Falta de talentos ameaça desempenho dos negócios

Q3: o novo SUV da Audi

Em seu Editorial de estreia, Aporte Economia aborda a inflação brasileira nos anos 80 e faz um balanço da elevada carga tributária que pressiona o setor produtivo. PÁG. 2

Pesquisa da Manpower revela que um em cada três empresários se deparam com diversos problemas na busca por talentos que ocupem cargos nas empresas. PÁG. 5

A Audi entra no segmento de utilitários esportivos compactos. A montadora alemã traz o Audi Q3. No Brasil, o novo crossover deve chegar apenas em 2012. PÁG. 16

ÍNDICE P2 Editorial; P3 Opinião; P4, P5, P6, P7 Empresas; P8, P9, P10 Negócios; P12 Comércio Exterior; P13 Marketing & Mídia; P14 Rh Carreiras; P15 Panorâmica; P16 Veículos.

tributos federais na medida de sua participação acionária. Pág. 4


2 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

Editorial

WEB CORPORATIVA

Já se foi o tempo de inflação para cima

A internet que rende lucros

Dia 3 de junho. Sexta-feira. Até aqui, desde o primeiro presidente do Brasil democrático, em 1985, o País passou por diferentes fases econômicas que influenciaram a vida de todos os brasileiros (empregados, desempregados e empresários). Do Plano Cruzado, em 1986, quando José Sarney assumiu a Presidência da República, após os “anos de chumbo”, até a ascensão do Plano Real, em fevereiro de 1994, no governo do ex-presidente Itamar Franco, a economia interna sofria um estrangulamento causado pela hiperinflação. Nos 17 anos seguintes, prever que o Brasil pudesse reviver a inflação dos anos 80 seria algo quase ou, de fato, impensável. É verdade que o Real encontrou a estabilidade, apesar de alguns altos e baixos por conta do câmbio, mas o otimismo brasileiro é implacável e não deu lugar ao fantasma dos preços nas alturas. Esta semana, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que os desafios do controle da inflação e da manutenção do equilíbrio fiscal são inerentes a todas as economias do mundo e não apenas do Brasil. Quando perguntaram a ele se a inflação está fora do controle no Brasil, Meirelles respondeu que o país está, hoje, em outro patamar e que os desequilíbrios macroeconômicos já fazem parte do passado. Nas palavras do ex-ministro, o Brasil “continua e continuará, como sempre, tendo que trabalhar para manter esse equilíbrio (macroeconômico), mas o fato concreto é que, hoje, temos muito mais solidez”. Hoje, o País está em outro patamar no cenário internacional, e a economia interna tem suportado os efeitos de crises externas, o mundo mudou desde 1985, e o Brasil também, mas ainda com ressalvas que precisam ser destacadas. O país ainda avança pouco por conta da alta carga tributária que cerca o setor produtivo, o comércio e o consumidor. Os juros praticados no mercado interno ainda retraem o crescimento das médias, pequenas e micro empresas que, quando buscam crédito para financiar planos de expansão dos negócios, se deparam com prazos curtos demais para quitação da dívida. No caso das grandes empresas, o peso dos impostos recai drasticamente sobre o desempenho anual, puxando para baixo a atividade produtiva, que por sua vez trava o avanço do emprego e reduz a População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, quem pode comprar e pagar – uma das peças-chave da roda da economia. No “toma lá, dá cá” da vida, se o mercado doméstico continua sendo primordial para a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro ao longo dos próximos anos, como avalia o relatório Economia Brasileira em Perspectiva, do Ministério da Fazenda, relativo ao primeiro bimestre deste ano, alguns cenários futuros para o país ainda precisam ser desenhados sem os traços da alta carga de tributos e dos juros – duas linhas que enlaçam o empresário e o consumidor final.

Editor-chefe: Gustavo Vilela Editora-adjunta: Simone Rocha Arte e Publicidade: Fagner Schultz Publicação editada pela GVPRESS Comunicação. Conselheiro editorial: Gilberto José Vilela Jornal fundado em 3 de junho de 2011. Os artigos Logística: Ismael Lima da Rocha assinados não expressam a opinião deste jornal ou da empresa que o edita. Todo posicionamento Redação e Administração: Rua Gloxínias, 38 Cotia - SP. CEP 06702-300 - Fone: (11) 4148-3855 de Aporte Economia é expresso em editorial.

Aporte Economia

APARECIDO RODRIGUES é consultor em negócios eletrônicos e diretor da Sparnet agência de mídia digital

Falar sobre o potencial da internet para a melhoria dos negócios não seria novidade nenhuma para a grande maioria dos leitores. Porém mesmo com a explosão da web que hoje influencia direta e indiretamente todos os segmentos de negócios, a grande maioria das organizações utiliza apenas e-mail, web sites e no máximo as aplicações governamentais, pois ainda não encontraram mecanismos que façam a internet e as novas tecnologias trabalhar para alavancar os objetivos estratégicos da empresa. As aplicações disponíveis hoje em dia permitem que organizações de todos os portes trabalhem de maneira mais eficiente na gestão de projetos, na redução de custos operacionais, na gestão de equipes de vendas entre outras aplicações que, se bem planejadas podem levar a empresa a outro patamar.

As aplicações na chamada nuvem (que funcionam na Internet) estão cada vez mais seguras e estáveis o que permite redução de custos, escalabilidade e constante modernização do parque tecnológico das empresas. Por exemplo, por meio de uma intranet ou extranet é possível integrar toda a cadeia produtiva em um ambiente dinâmico e colaborativo capaz de agilizar os processos e gerar significativos ganhos nas operações. Afinal no mundo competitivo em que vivemos, não é a empresa A que compete com a empresa B, mas é a cadeia produtiva da empresa A, concorrendo com a cadeia produtiva da empresa B. O grupo mais eficiente, sairá na frente, entregará mais valor e se beneficiará disso. Neste cenário a Internet e as novas tecnologias, se bem aplicadas, podem fazer uma grande diferença.

MÍDIAS DIGITAIS Uso indevido da imagem alheia ACÁCIO JÚNIOR é advogado empresarial e atua em Alphaville há quase 20 anos.

CONTATOS Site: ww.aporteeconomia.com.br Redação: redacao@aporteeconomia.com.br Anuncios: publicidade@aporteeconomia.com.br Arte: arte@aporteeconomia.com.br Financeiro: finaceiro@aporteeconomia.com.br Cartas: cartas@aporteeconomia.com.br

O crescimento vertiginoso dos meios digitais fez com que milhões de pessoas passassem a usar a internet para atividades diversas. Acessar sites de notícias, publicar e baixar conteúdos se tornaram ações comuns para o mais simples dos internautas, mas é neste ponto que busco esclarecer e alertar sobre o direito à imagem. Ao consultarmos a Constituição Federal, observamos que o artigo 5º, inciso X, assegura inviolabilidade à honra e imagem, dentre outros atributos, e prevê o direito de indenização para a violação. Este assunto está ligado ao Direito da Personalidade. É preciso tomar cuidado. Principalmente em relação às empresas, uma situação dessas pode render processos na Justiça, acarretando perdas desnecessárias à conta bancária e à imagem da companhia. No caso das pessoas físicas, e que geralmente editam blogs pessoais na internet, alerto que o uso de imagens, aque-

las “sem problema, que não tem nada e ninguém vai saber”, podem gerar problemas jurídicos e financeiros que poderiam ser evitados. Ao usar uma fotografia copiada da internet a pessoa não sabe, mas aquela imagem pode expor alguém que possa exigir os seus direitos e indenização por algum tipo de dano. Vale destacar que o tratamento jurídico das questões que envolvem a internet e o ciberespaço se tornou um desafio dos tempos modernos. Os progressivos avanços tecnológicos têm levado à flexibilização e à alteração de alguns conceitos jurídicos até então sedimentados, como liberdade, espaço territorial, tempo, entre outros. O direito à imagem se encaixa neste contexto, pois traz à tona a controvertida situação do impacto da internet sobre os direitos e as relações jurídico-sociais em um ambiente desprovido de regulamentação governamental.


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 3

Opinião Demonstrações Financeiras

A oportunidade para mudanças está na obrigação Por Anderson Thomaz Todos nós sabemos que o Brasil está adotando um padrão internacional para divulgações dos resultados financeiros, denominado IFRS. A partir dessa realidade cabe a pergunta: esta mudança é uma obrigação apenas da contabilidade ou uma necessidade da área de Tecnologia da Informação (TI)? O primeiro passo para buscar as oportunidades dentro da obrigação do IFRS é entender qual o responsável pelas mudanças no modo de realizar o balanço financeiro. Frequentemente, os órgãos reguladores determinam normas comuns para as instituições financeiras, que as analisam, especificam e direcionam à área de TI, responsável por implementá-las. Mas, no caso do IFRS, serão efetuadas mudanças que atingirão as formas de avaliar os instrumentos financeiros, demonstrarão os relacionamentos com outras instituições financeiras e com os próprios colaboradores, e evidenciarão todo o processo da contabilidade da instituição. Esta é a abrangência do IFRS. E como é possível gerar o cálculo com o nível de detalhamento exigido pelo IFRS? Qual gestor de TI nunca teve problemas com sistemas que apresentam cálculos ou lançamentos incorretos? Diante de tantas dúvidas, este é o momento para discutir uma estratégia capaz de atender ao órgão regulador e, além disso, reestrutu-

rar uma área vital das instituições, que muitas vezes têm sistemas criados apenas para resolver problemas de outros sistemas. A estrutura contábil das instituições está pronta para o novo modelo? Quem nunca pensou em ter uma sistema multibalanço, capaz de conciliar a contabilidade gerencial com a contabilidade financeira? Ao invés de criarmos ajustes para atendermos a um único ponto, as obrigações oriundas do IFRS geram, sim, a oportunidade de rever processos e itens fragmentados ao longo do tempo e, por fim, as variedades de relatórios e de dados tornam quase impossível não pensar em uma plataforma de Inteligência de Negócios (BI) para potencializar o uso das informações. Ou seja, quem tem o domínio da informação não apenas está à frente da concorrência, mas principalmente tem a agilidade para reagir às oscilações do mercado. Como as mudanças são definitivas, certamente as instituições terão que rever seus processos, seja para a adoção imediata do IFRS, ou posteriormente para a correção de caminhos adotados pela interpretação incorreta das informações. Essa é uma discussão que deve acontecer em todas as instituições financeiras. Anderson Thomaz é arquiteto de soluções da Logica, provedora global de serviços de TI

Esta edição a gente não vai esquecer Gustavo Vilela Editor-chefe de Aporte Economia gustavo@aporteeconomia.com.br

Após dois anos como site de notícia de economia e negócios, Aporte Economia passa a ser um jornal impresso. O foco deste veículo criado em agosto de 2009 continua o mesmo, abordar temas importantes para as empresas de pequeno, médio e grande porte. Todos os esforços de Aporte Economia serão para levar a melhor informação aos empresários e demais formadores de opinião dos diferentes setores - do mercado imobiliário, indústria, comércio e prestação de serviços. A criação de Aporte Economia não é recente. O processo nasceu em 2008, associado ao site, lançado em seguida como Projeto 1-APE, sendo apresentação para os meios de informação e fontes do futuro Projeto 2-APE, que vem a ser hoje, nesta sexta-feira, 3 de junho, a primeira edição impressa do mais novo jornal formato germânico de economia. Desde que entrou em operação, Aporte Economia foi um dos poucos sites de notícia dedicado exclusivamente ao mundo dos negócios e da economia. Quase dois anos mais tarde, nasce um dos poucos jornais no País com o mesmo objetivo. O projeto gráfico de Aporte Economia, é assinado pelo publicitário e designer de jornais Fagner Schultz, foi pensado para que o leitor possa ter nas mãos um jornal moderno e leve do ponto de vista de diagramação. Do ponto de vista editorial, Aporte Economia prioriza o conteúdo direcionado ao seu público, ou seja, informação selecionada e tratada da melhor maneira.

Além da experiência em jornalismo, o time de Aporte Economia tem sólida formação em Relações Internacionais, Economia Internacional, Política, Propaganda e Marketing.

Estamos aqui para fazer um bom trabalho, jornalismo de qualidade e com a credibilidade que sempre acompanhou os nomes dos editores de Aporte Economia. Aporte Economia pode ser lido na versão digital que mantém o mesmo

formato do impresso, disponível no site do jornal. Finalmente, e para não tomar mais tempo, agradecemos imensamente, a cada leitor, a atenção dispensada ao jornal. Agora, mãos à obra para a próxima. Até lá.


4 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

Empresas Em Alphaville

PromonLogicalis inaugura escritório em Alphaville A PromonLogicalis, maior integradora independente de soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da América Latina, acaba de inaugurar um novo escritório em Alphaville. Seguindo a estratégia de intensificar sua atuação na área de serviços, a nova instalação abrigará os profissionais de serviços gerenciados, consultoria, implantação e suprimento. O investimento representa uma grande vantagem para a região.

Varejo

Walmart vai investir R$ 1,2 bilhão no País O Walmart investirá no Brasil este ano R$ 1,2 bilhão.A rede norte-americana quer aumentar o número de lojas no País com novas 80 unidades até dezembro. Os recursos serão destinados prioritariamente para a abertura lojas de todos os formatos que a rede opera hoje no Brasil. Serão hipermercados, supermercados, lojas de atacado, clubes de compras e lojas de vizinhança. Nos últimos 5 anos, o Walmart já somou R$ 6 bilhões em investimentos no País, com a construção de 177 lojas.

Seguros

Bradesco fatura R$ 7,9 bilhões no 1° trimestre A Bradesco Seguros faturou R$ 7,9 bilhões, no primeiro trimestre do ano, nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta. O valor representou evolução de 9,09% em relação aos R$ 7,2 bilhões totalizados no mesmo período de 2010. Esse faturamento mantém o grupo segurador na liderança do mercado de prêmios de seguros, rendas de contribuição e receitas de capitalização.

MP regula consórcios de empresas no País HVIMAGE/Aporte Economia

TRIBUTÁRIO Consórcios de empresas terão status de contribuinte para o Fisco Gustavo Vilela Editor-chefe de Aporte Economia gustavo@aporteeconomia.com.br

O Senado aprovou a Medida Provisória 510, que regulamenta obrigações tributárias de consórcios de empresas no País. Pelo texto aprovado, as empresas que participam de consórcios ficam obrigadas solidariamente a arcar com os tributos federais na medida de sua participação acionária. A determinação vale apenas para os impostos e taxas administrados pela Secretaria da Receita Federal. A regra da responsabilidade solidária se estende às contribuições previdenciárias patronais. A MP 510 afasta, quanto às obrigações tributárias federais, a incidência do inciso 1º do art. 278 da Lei das Sociedades Anônimas, nº 6404, de 1976, que diz que o consórcio não tem personalidade jurídica, ou seja, a medida atribui esta personalidade aos consórcios de empresas. A MP 510 vêm para justamente criar personalidade jurídica e solidariedade entre as consorciadas e consórcio. O modelo de consórcio é mais simples e flexível do que as Sociedades de Propósito Específico (SPE), modelo de parceria empresarial usado para grandes investimentos em infraestrutura que têm, sobretudo, participação de empresas estatais. A SPE tem personalidade jurídica própria porque é uma empresa como outra

qualquer, mas seus sócios são empresas. O contabilista Jacob André, de Alphaville, explica que, na prática, a MP transformou cada consorciada em fiadora das demais e do consórcio com relação a obrigações de que sequer participa. “Isso afronta a constituição, não apenas pelos aspectos apontados, mas também porque a responsabilidade tributária é matéria regida pelo Código Tributário Nacional, recepcionado como Lei Complementar e que não poderia ser modificado por medida provisória. Fosse isso possível, não haveria urgência e relevância a autorizar a edição da medida”, afirma o contabilista. Na avaliação de Jacob, os órgãos fazendários vêm lançando mão de interpretações e regulamentações questionáveis para aumentar a arrecadação. “E não é só na esfera tributária, na Justiça Trabalhista há decisões dispondo que o consórcio configuraria grupo econômico por coordenação horizontal, tese que, embora contrária à lei, justificaria a responsabilização solidária das demais consorciadas por débitos trabalhistas de uma delas”, afirma. “A MP só fará conturbar ainda mais esse cenário”, completa. Os consórcios de empresas terão agora status de contribuinte para o Fisco. A Receita Federal vai receber diretamente dos

André Jacob, contabilista em Alphaville

consórcios o pagamento de impostos e outros tributos decorrentes do negócio para o qual foi formado. As medidas valem para qualquer tipo de Consórcio. Como o Consórcio não tinha personalidade jurídica e nem patrimônio próprio, os fiscais da Receita não tinham como fazer a execução de créditos. Por isso é que a Receita, por

determinação da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não aceitava que os consórcios fizessem o pagamento dos tributos. "O governo não tinha como cobrar em juízo a dívida. A solução para que os consórcios pudessem pagar os tributos foi justamente estabelecer o princípio de responsabilidade solidária", destaca Jacob André.


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 5

Escassez de talentos ameaça os negócios 57% dos empregadores brasileiros têm dificuldades para preencher vagas

Carga Tributária

Impacto Da Redação

As empresas brasileiras estão de frente com um grande problema: a falta de talentos. Isso é o que mostra um estudo da Manpower Brasil. A pesquisa identificou que 57% dos 876 empresários ouvidos pelo encontram dificuldade em preencher funções e posições críticas dentro de suas organizações. A pesquisa anual que avalia a escassez de talentos revela que um em cada três empregadores do mundo se deparam com diversos problemas na busca por talentos que ocupem os postos em aberto. No Brasil, os cargos com maior escassez de talentos são técnicos para as áreas de produção, operações, engenharia e manutenção. Engenheiros e motoristas também estão na lista. Em comparação com os resultados do ano passado, o cargo de técnico continua a ser a profissão com maior incompatibilidade entre a qualificação disponível e o perfil demandado. “Embora nem todos os empregadores tenham sentido os efeitos da escassez de talentos enfrentada globalmente, os fatores do mercado de trabalho atual apontam que é provável que em breve todos comecem a sentir essa pressão. O gerente da ManpowerGroup no Brasil, Riccardo Barberis, afirma que as empresas precisam adotar uma ampla abordagem para garantir que tenham o talento necessário para alcançar as metas nos negócios. "Enquanto o talento não pode ser fabrica-

O fato de que as empresas estão citando a falta de capacitação ou experiência como razão para a escassez de talentos deve chamar a atenção das organizações, governos e indivíduos. É imprescindível que todos trabalhem juntos para lidar com o desequilíbrio no mercado de trabalho entre oferta e demanda de uma forma sistemática, ágil e sustentável. Riccardo Barberis

do em curto prazo, uma abrangente estratégia de capacitação de mão de obra deve assegurar os negócios da empresa, fazendo com que ela tenha os talentos necessários para viabilizar suas estratégias”, afirma o executivo. O ManpowerGroup pesquisou aproximadamente 40 mil empresas em 39 países e territórios durante o primeiro trimestre de 2011 para determinar qual a extensão do impacto da escassez de talentos no mercado de trabalho global.

Bitributação incomoda as multinacionais Transferências Da Redação

O cálculo de preços de transferência, regras utilizadas para estabelecer o preço de produtos e bens negociados entre empresas coligadas para fins de tributação e, dessa forma, evitar a bitributação no país de origem e no de destino da mercadoria, tem demandado esforços adicionais das companhias para atender às fiscalizações crescentes. Isso é o que aponta o estudo "2010 Global Transfer Pricing Survey”, da Ernst & Young Terco. As regras de preços de transferência estão no topo das preocupações tributárias das empresas em todo o mundo, e isso explica a maior preocupação das empresas ao fato de que muitos países ampliam a fiscalização sobre essas transações como forma de elevar a arrecadação. No Brasil, conforme as empresas buscam a internacionalização, o assunto ganha importância, até porque o contribuinte corre o risco de pagar impostos que podem variar, por exemplo, de R$ 40 milhões a R$ 400 milhões, de acordo com a interpretação da legislação. “Por conta da crise financeira de 2008, muitos países têm olhado para os pre-

ços de transferência como uma possibilidade de elevação da arrecadação tributária”, comenta Gil Falleiros Mendes, sócio de Tributos Internacionais da Ernst & Young Terco. De acordo com o estudo, que consultou 877 multinacionais em 25 países, 68% dos respondentes foram alvo de fiscalização em 2010, uma alta considerável em relação ao índice de 52% registrado na pesquisa feita com os mesmos parâmetros em 2007. “Até 2000, as fiscalizações eram esporádicas, mas nos últimos quatro anos notamos que houve um aumento significativo”, completa o sócio da Ernst & Young Terco. A complexidade do tema no Brasil traz ainda mais um viés: o país não é signatário das regras estabelecidas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para preços de transferência, como são os países desenvolvidos e também Chile, Venezuela, Colômbia e África do Sul, por exemplo. A metodologia brasileira é baseada em fórmulas matemáticas, enquanto os países que seguem as diretrizes da OCDE consideram nos cálculos elementos econômicos, como os riscos assumidos e as funções desempenhadas pelas partes.

Faturamento das empresas bate recorde em 2010 Brasileiras O faturamento das empresas brasileiras, incluindo os setores industrial, comercial e de serviços, atinge em 2010, a maior taxa média de crescimento anual, com alta de 11,3% sobre 2009, segundo estudo da empresa de consultoria Serasa Experian. As empresas nacionais também fecharam o ano com o mais elevado nível de rentabilidade (10,3%), marca que supera o recorde de 2007, quando a taxa atingiu 9,7%. Os dados constam da pesquisa feita com 1.155 empresas, tanto de capital aberto como de capital fechado, desde as de pequeno porte até as grandes empresas. A pesquisa é feita desde 2000.

TCS encerra ano fiscal com US$ 8,2 bilhões Alphaville A Tata Consultancy Services (TCS), empresa de tecnologia da informação do grupo indiano Tata, consultoria com unidade em Alphaville, registrou faturamento de US$ 8,2 bilhões - 29,1% maior que o valor obtido no balanço financeiro do ano anterior.

Produção de aço cresce mais de 6% no 1 trimestre Indústria A produção siderúrgica nacional cresceu 7,4% em março, em relação à produção de março de 2010, totalizando 3 milhões de toneladas. Já na produção de laminados, a alta foi de 5,4% na mesma comparação, alcançando 2,4 milhões de toneladas. Os números são do Instituto Aço Brasil (IABr). Em contrapartida, as importações mostraram retração de 34,3% no ano, somando 866,2 mil toneladas.


6 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

DÍVIDA PÚBLICA A economia feita pelos governos federal, estaduais e municipais para pagar os juros da dívida pública chegou a R$ 57,315 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, segundo dados do Banco Central.

Empresas Brasil segura efeitos de crise externa Turbulências Da Agência Brasil

O agravamento da crise econômica na Europa e o rebaixamento da classificação de risco da dívida dos Estados Unidos tiveram pouco impacto na dívida pública brasileira no exterior. A informação é do coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido. Segundo ele, o Brasil, até agora, está praticamente ileso em relação às turbulências internacionais. “Atualmente, as taxas dos títulos brasileiros [no mercado secundário], que são uma boa referência para esses movimentos de mercado internacional, têm variado muito pouco. Eu diria que o Brasil tem sofrido pouco os efeitos da crise no exterior. O impacto tem sido bastante pequeno. Nada significativo”, declarou o coordenador. Segundo Garrido, a recente elevação da nota do Brasil pela agência internacional de classificação de risco Fitch também teve pouca interferência nos preços dos papéis brasileiros no exterior porque os investidores tinham se antecipado a esse cenário. Sobre uma possível nova emissão de títulos brasileiros no exterior, o coordenador afirmou que o Tesouro continua analisando as condições do mercado internacional antes de fazer uma nova captação. A última emissão de títulos brasileiros no mercado internacional ocorreu em outubro de 2010.

Rejeitado benefício para empresas com débitos na União Tributos Atualmente, a Lei 4357 veda a distribuição de bonificações quando a empresa deixar de recolher imposto Da Redação Aporte Economia com Agência Câmara

As empresas em débito com a União não poderão distribuir bonificações a seus acionistas, ou participação nos lucros a sócios, quotistas, diretores e demais membros de órgãos dirigentes, fiscais ou consultivos. O Projeto de Lei 5727, de 2005, que tramitava na Câmara Federal foi rejeitado pela Comissão de Finanças e Tributação. Já rejeitado também pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, a proposta foi arquivada. O projeto pretendia revogar o artigo 32 da Lei 4357, de 1964, que trata

da emissão de títulos do Tesouro Nacional e do Imposto de Renda. Esse artigo proíbe tais distribuições por parte de empresas inadimplentes com a Receita. A proposta dificultaria a quitação dos débitos com a Fazenda Pública, retirando da legislação um indutor importante à regularização prévia da situação do contribuinte. Atualmente, a Lei 4357 veda a distribuição de bonificações quando a empresa deixar de recolher imposto, taxa ou contribuição no prazo legal. A penalidade prevista é a aplicação de multa equivalente a 50% do valor distribuído irregularmente.

100 mil empresas questionam dívida com Governo Federal União Contribuintes poderão receber certidão negativa pela internet Cerca de 100 mil empresas contestam dívidas com a União na Justiça. Uma medida da Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) facilitará o acesso à certidão positiva com efeito de negativa pela nova Central de Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Antes, as empresas com dívidas questionadas na Justiça não podiam obter a certidão por meio eletrônico porque precisavam apresentar documentos nas unidades

da Receita Federal ou da PGFN comprovando que os débitos não podiam ser cobrados enquanto a ação judicial corria. Atualmente, a certidão positiva com efeito de negativa é emitida em até dez dias depois da apresentação dos documentos. Com a mudança, o documento poderá ser obtido na hora. A renovação das certidões a cada seis meses também será feita pela internet. A certidão negativa é fornecida a contribuintes sem pendências.

Pontualidade de pagamentos cai pela 2ª vez Micro e pequenas A pontualidade de pagamento das micro e pequenas empresas atingiu o patamar de 94,6% em abril de 2011. Isto significa que, durante o mês passado, a cada mil pagamentos realizados, 946 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias. Foi a segunda queda interanual conse-

cutiva, após 22 meses de elevação do indicador. Em abril de 2010 a pontualidade havia sido de 94,7%. As maiores quedas em comparação a abril de 2010 ocorreram nas micro e pequenas empresas industriais De acordo com os economistas da Serasa Experian, a alta dos juros e o consequente aperto nas condições de crédito já

estão produzindo efeitos adversos sobre o custo financeiro e o caixa das micro e pequenas empresas, gerando alguma diminuição na pontualidade de pagamentos aos seus credores, financeiros e operacionais. O Indicador Serasa Experian da Pontualidade de Pagamentos das Micro e Pequenas Empresas é construído através dos pa-

gamentos efetuados, mensalmente, por amostra de cerca de 600 mil micro e pequenas empresas, totalizando uma quantidade de, aproximadamente, 8 milhões de pagamentos registrados mensalmente. A Serasa Experian considera como micro e pequenas empresas aquelas cujo faturamento líquido anual não ultrapassa o montante de R$ 4 milhões.


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 7

Empresas brasileiras

Risco de crédito estaciona Retomada Para a Serasa, melhora no desempenho interno dos setores de comércio e serviços, motiva recuperação mais acelerada que a indústria Números Da Redação

Um estudo realizado pela Serasa Experian aponta que o risco de crédito das empresas brasileiras ainda não retornou aos patamares do período que antecedeu a última crise financeira internacional de 2009. Antes da crise, 82% das empresas estavam classificadas pela Serasa Experian no baixo risco de crédito. Após um período de reavaliações feitas de junho de 2008 a março deste ano, 74% das empresas evidenciaram classificação no baixo risco. O estudo foi baseado num processo de acompanhamento da saúde financeira das maiores empresas brasileiras. A amostra contempla 259 empresas, com faturamento aproximado de R$ 800 bilhões. O estudo da Serasa Experiam destaca que as empresas foram beneficiadas pelo cenário favorável de emprego, renda da população e pela expansão do crédito, favorecendo a elevação do consumo interno. Em função do melhor desempenho interno, os setores comércio e serviços tiveram comportamento de recuperação mais acelerado do que as empresas do setor industrial. O estudo conclui que riscos de crédito ainda não voltaram aos patamares pré-crise se por conta do comportamento de alguns setores que dependem dos mercados internacionais, como siderurgia, química e petroquímica têxtil e vestuário.


8 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

FIESP A demanda gerada pelo aumento de 4% do consumo

Negócios

de bens manufaturados no 1º trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2010, foi atendida principalmente pelos importados.

Anúncio da União Européia assusta setor produtivo Fecomércio

INDÚSTRIA Anúncio feito pela União Européia exclui Brasil do Sistema Geral de Preferências, que beneficia comércio exterior com países europeus Gustavo Vilela Da Redação Aporte Economia

O setor produtivo brasileiro pode sofrer uma perda significativa com a exclusão do Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP) da União Europeia. O País é um dos 176 países em desenvolvimento que exportam produtos para o bloco europeu com tarifas reduzidas. Este clima de tensão ocorre após o anúncio feito pela Comissão Europeia sobre o fim do SGP com países emergentes com desempenho econômico acima da média. O cenário já preocupa representantes da indústria e o próprio governo. Do lado empresarial, o diretor de Negociação Internacional da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Mario Marconini, afirma que a proposta pode acabar com as reduções tarifárias a partir de 2014. "Isso veio meio de supetão, ninguém esperava que eles de repente anunciassem uma coisa assim". Marconini avalia que a medida, caso seja adotada, pode comprometer as negociações para ampliar a integração comercial entre a União Europeia e o Mercosul. “Se você está no meio de uma negociação, não pode ficar criando dificuldades adicionais na hora em que você está tentando avançar”. Com

o fim das desonerações, o produto brasileiro deve perder espaço para o produto chinês, na avaliação de Marconini. “É a China que produz esses produtos que nós estamos exportando para Europa por meio do SGP”. Além da concorrência chinesa no mercado europeu, citada por Marconini, a indústria brasileira tem de enfrentar outros desafios que traçam um panorama pouco otimista. Para o presidente da Wapmetal Group, de Barueri, Walter Paulino, o setor produtivo nacional esbarra na disputa no mercado interno com os produtos embarcados na China - isso sem contar os elevados custos de produção e uma alta carga tributária. "O custo Brasil para o setor produtivo é alto demais, temos portos deteriorados sem condições de competir com a China, Nafta e outros mercados. O transporte e o frete rodoviário ainda são caros por conta das condições das nossas estradas", avalia.

Isso veio de supetão, ninguém esperava que eles de repente anunciassem uma coisa assim. Mário Marconini

O anúncio da exclusão do Brasil do SGP foi recebido com preocupação pelo governo brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota afirmando que a medida tende a reduzir as exportações de bens

para a Europa. O Itamaraty questiona os critérios adotados pelo bloco para fazer as mudanças. Os setores mais prejudicados com o fim do SGP europeu serão o de máquinas, produtos químicos e tecidos. Segundo

o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2010, 36%s do total de exportações para a UE foram de manufaturados, 50% de produtos primários e 14% de semimanufaturados.

Comércio Global Brasil com o mundo Bilhões de Euros

Importações

União Européia com Brasil Exportações

Balanço

Bilhões de Euros

Importações

Exportações

Balanço


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 9

CNI mira em compras coletivas ESTIMATIVA A quantia de compras feitas pelo novo site pode chegar a uma economia de R$ 300 milhões para o setor industrial Da Redação Aporte Economia

Seguindo a tendência dos sites de compras coletivas, que reúne uma grande número de compradores visando à redução de preços, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o Clube Indústria de Benefícios. O site tem o mesmo princípio, mas é voltado apenas para o segmento industrial. Pelo endereço eletrônico www.clubeindustria. com.br, será possível encontrar ofertas para a redução de custos em diversos segmentos como softwares, vale-alimentação, planos de saúde, veículos, equipamentos, capacitação empresarial, logística, transportadora, entre outros. Atualmente, 58 empresas estão cadastradas para oferecer produtos e serviços. A expectativa é que, em 60 dias, esse número aumente para 200 parceiros. Até o final deste ano, estima-se que 800 companhias ofertem promoções de produtos e serviços. A iniciativa é voltada às 600 mil empresas do setor industrial de pequeno, médio e grande porte. Dados da CNI apontam que 98% da base industrial são formados por micro e pequenas empresas. As estimativas levam a crer que se 10% das indústrias aderirem, o que corresponde a 60 mil empresas, e efetuarem compras no site, significaria a redução de R$ 5 mil em custos por empresa, por ano. A quantia vai gerar uma economia de R$ 300 milhões para o setor industrial.


10 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desastres naturais abrem mercado de prevenções ESTADO DE ALERTA Brasil está sujeito a sérios riscos causados por interrupção de operações das empresas Atos Origin

Gustavo Vilela Da Redação Aporte Economia

Os casos mais recentes de desastres naturais no Brasil chamaram a atenção da CWE, consultoria que acaba de entrar no mercado nacional para oferecer diagóstico antecipado para alertar as empresas de possíveis prejuízos com enchentes, desmoronamentos, incêndios, quedas de aviões, apagões e falhas em sistemas. A empresa faz o diagnóstico, identifica linhas de negócios críticos, assim como pontos fracos, e desenvolve o Plano de Recuperação de Desastre (DRP). O objetivo é prevenir desastres, diminuir riscos e proporcionar a continuidade das operações mais importantes, no menor tempo possível. “Há três anos, os empresários perceberam que o Brasil também está sujeito a desastres, não só provocados por falhas humanas e técnicas, mas também os desastres naturais, e por essa razão eles precisam se perguntar se as informações de seu negócio estão realmente seguras”, afirma o diretor da CWE, Edmilson Rosa. NÚMEROS Segundo a CWE, com base no Instituto Forrester, os responsáveis pela área de TI precisam trabalhar para convencer o time executivo de que o plano de recuperação de desastres não é só um seguro, mas pode aumentar a eficiência operacional ao proteger os sistemas contra falhas potenciais. O instituto entrevistou 250 profissionais da área de TI e descobriu que, em cinco anos, 27% das companhias foram forçadas a revelar pelo menos um incidente que pediria a ativação de um plano de recuperação de desastres.

No Brasil, dados do Disaster Recovery Institute (DRI), mostram que o custo médio de algumas empresas pesquisadas com a operação parada por uma hora pode ir de R$ 109 mil a R$ 1 milhão. Em março último, quase 91 mil casos foram comunicados ao Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, na maioria, ataques a computadores.

Edmilson Rosa, diretor da CWE

No Brasil

Especialista diz que antecipação de eventos ainda é caso raro Da Redação Aporte Economia

Outra empresa que atua no segmento é a sueca Atos Origin, que tem escritório em Alphaville. Uma dos trabalhos da empresa foi ajudar países da Europa a prever e responder com rapidez a desastres naturais, utilizando sistemas de informação e aplicações nacionais e locais de forma conjunta e integrada. Um dos cases que teve a interferência das implementações da empresa foram as inundações e incêndios

florestais no nordeste da Espanha, os efeitos de terremotos e inundações sobre a circulação rodoviária na fronteira entre a França e Itália. Sobre investimentos em diagnósticos que antecedem possíveis desastres naturais, o que, além de comunidades e vidas, também interferem na infraestrutura de muitas empresas instaladas até mesmo em locais que até então não eram de risco, o gerente de serviços compartilhados da Atos Origin, Elio Soares, afirma que é possível de-

tectar como o local pode ser afetado ou isolado com enchentes ou outros desastres naturais e não naturais. “Especialmente nos últimos anos, devido a mudanças climáticas, o Brasil enfrentou vários desastres, mesmo em áreas não relacionadas a uma grande atividade econômica. Nesse caso, o investimento em diagnósticos prévios é uma vantagem para as empresas”. Questionado se no Brasil as empresas contratam este tipo de serviço, o especialista diz que isso ainda não

acontece. "As companhias de seguros, que atuam na área de riscos, terminam desempenhando este papel quando são contratadas para prover o seguro", comenta. Em relação à cultura empresarial mais voltada para se obter diagnósticos sobre possíveis desastres, Soares afirma que especialmente nos Estados Unidos e na Europa, muitos governos e empresas estão procurando parceiros que possam ajudar na estratégia e na implementação deste tipo de solução.


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 11


12 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

Comércio Exterior Estabilidade do Brasil é importante para os EUA Comércio Bilateral Da Redação

Com um mercado consumidor de quase 200 milhões de habitantes, estabilidade democrática e potencial energético, a economia brasileira pode servir de fonte de criação de empregos nos Estados Unidos. A cada US$ 1 milhão que o Brasil importa dos Estados Unidos, cinco empregos diretos são criados em território norte-americano. Atualmente, os EUA vendem US$ 50 bilhões em bens e serviços por ano ao Brasil, o que gera 250 mil postos de trabalho no país. O intercâmbio comercial e de investimentos estrangeiros diretos é vantajoso para os dois lados. Barack Obama lembrou que as filiais de empresas brasileiras no exterior foram responsáveis por

42 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em 2008. Na visita ao Brasil, o presidente norte-americano destacou a importância do Brasil no fornecimento de energia para a maior economia do mundo. Segundo ele, a extração do petróleo da camada pré-sal consolidará a importância do Brasil nessa área. Os setores de telecomunicações e energia no Brasl são os que mais recebem investimentos dos Estados Unidos. Esse potencial pode ser ampliado com investimentos em infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além do fornecimento de tecnologia para a exploração de petróleo na camada présal. É BOM SABER “Podemos ajudar a fornecer tecnologia para

extrair o petróleo. Quando o Brasil começar a vendê-lo, queremos ser os melhores fregueses. A instabilidade em algumas regiões do mundo afeta o preço do petróleo. Os Estados Unidos ficariam felizes se encontrassem uma fonte estável e segura de energia”, disse o presidente Obama. “A economia não é uma via de mão única. Os Estados Unidos são o segundo maior mercado de exportação do Brasil e diversas empresas brasileiras investem nos Estados Unidos, principalmente em siderurgia e informática”, disse Obama. “Queremos fortalecer elos econômicos para permitir mais oportunidades para ambos os países. Temos oportunidade para vender para um dos maiores países com um mercado de 200 milhões de consumidores”, destacou o presidente.

Itamaraty prevê reclamações contra o Brasil na OMC Produtos brasileiros Da Redação

O crescimento econômico do Brasil deve fazer com que mais queixas contra o país sejam levadas à Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa é a previsão do diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Estivallet de Mesquita. Segundo Mesquita, quan-

to mais um país ganha relevância no comércio global, mais chama a atenção e mais reclamações recebe. Isso, disse ele, já ocorreu com países que aumentaram sua participação no mercado mundial.“Há muito interesse pelo mercado brasileiro. Então, os outros países estarão olhando as brechas que existirem”, afirmou Mesquita. Para o representante do Itamaraty, porém, o au-

mento das queixas não deve ser motivo de temor para os brasileiros já que o país segue as regras do comércio mundial. “Como nós seguimos as regras, não temos telhado de vidro”. Mesquita ressaltou que o Brasil precisa preparar-se contra as demandas. Para isso, o país deverá ter mais profissionais especializados em processos e trâmites da OMC.

BNDES Dados do Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 71% acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos meses. Esse é o maior percentual desde setembro de 2001.

Controles sobre economia precisam de mais rigor FMI Da Redação

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve reforçar a fiscalização em relação a riscos em países que podem contaminar outras economias. A conclusão é do Comitê Monetário e Financeiro Internacional do fundo. Com o papel de assessorar o conselho de governadores do FMI e recomendar a adoção de políticas, o Comitê Monetário e Financeiro Internacional pediu que até o próximo encontro, em setembro, sejam apresentadas propostas concretas nesse sentido. Também devem ser adotados relatórios específicos sobre aqueles países que, pela importância de sua economia, representam um maior risco de contaminação para outras nações. Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 haviam anunciado a decisão de elaborar uma série de indicadores para identificar países cujas políticas podem representar riscos para a economia global. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, propôs que todos os países adotem o câmbio flutuante. Para o FMI e o Banco Mundial, a economia global está em recuperação, mas permanece vulnerável. Os principais riscos, na avaliação do fundo, são o déficit público elevado em economias avançadas e o superaquecimento que pode impulsionar a inflação em países emergentes. Os altos preços de bens

agrícolas e minerais e o alto nível de desemprego em muitos países também podem retardar a recuperação econômica. Um dos principais temas em debate no encontro do FMI foi o controle dos fluxos de capital. O FMI reconheceu, pela primeira vez em sua história, que o controle de capitais pode ser adotado, dependendo das condições de cada país. Economias emergentes, como o Brasil, com recuperação vigorosa após a crise mundial, têm enfrentado crescentes fluxos de capitais, que provocam a valorização da moeda local em relação ao dólar e prejudica as exportações. No caso brasileiro, o governo já adotou desde o ano passado várias medidas para tentar conter esse fluxo excessivo, mas as ações até agora se restringiram ao aumento da taxação sobre o capital estrangeiro. Apesar do reconhecimento do espaço inédito no FMI para discutir o assunto, há muitas divergências entre os países, como o grau de obrigatoriedade do controle de capitais. Na reunião, Guido Mantega, deixou claro que o Brasil não aceita o estabelecimento de um marco normativo para o assunto por entender que regras fixas poderiam limitar a autonomia dos países em lidar com o fluxo de capitais. O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse apoiar a proposta de adoção de um código de conduta para o uso de controles de capital. Ele definiu o mecanismo como "um último recurso, temporário e ineficaz".


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 13

EM ALPHAVILLE Sirlene Cavaliere assume toda a estratégia de marketing da CPM Braxis Capgemini no Brasil, além da implementação de campanhas globais junto a clientes, parceiros de negócios, analistas e imprensa.

Marketing & Mídia

70% das empresas usam mídias sociais INTERNET Cada vez mais, empresas utilizam os recursos das mídias sociais para marketing e divulgação de produtos e serviços Pesquisa Uma ampla pesquisa realizada pela consultoria Deloitte aponta que 70% das empresas brasileiras usam as redes sociais para estreitar a relação com consumidores e outros públicos. Foram consultadas 302 companhias que atuam no País. A Deloitte também visitou dez empresas para a realização de entrevistas qualitativas: Accor Hospitality, Azul, Boehringer Ingelheim, Bradesco, Editora Globo, IBM, Natura, Nokia, Roche e Tecnisa. Apesar do grande número de organizações que utilizam as mídias sociais, no estudo a maioria das empresas ainda não atinge completamente todos os benefícios dos sites de relacionamento, não compreendem os riscos ou não conseguiram implementar as mídias sociais de forma integral. A dificuldade das empresas em implantar o uso de mídias sociais depende da transformação da cultura e nos hábitos dos profissionais, que serão os responsáveis no rela-

cionamento com o mercado. A partir do estudo, a Deloitte destaca que esses fatores fazem com que as empresas percam vantagem competitiva, já que aquelas que saem na frente na adoção dessas práticas, desfrutam dos grandes benefícios relacionados à imagem, à reputação e à satisfação dos clientes. Entre os setores pesquisados, o de manufatura se mostra como o quarto maior em número de empresas que já utilizam ou monitoram as mídias sociais. Esse dado contraria a percepção de parte do mercado de que mídias sociais se aplicam somente às empresas que se relacionam mais fortemente com o consumidor final, como serviços, telecomunicações e varejo. FOCO As empresas revelaram que utilizam as mídias sociais para ações de marketing e divulgação de produtos e serviços (83%) e monitoramento da marca ou mercado (71%). A popularidade das ações de marketing mostra-se natural, principalmente porque as mídias sociais são um canal de comunicação que atinge milhares de pessoas com um baixo custo. A pesquisa indica que as mídias sociais são muito mais vistas como mídia do que como plataforma de relacionamento. A pesquisa mostra que

as empresas ainda imprimem pouca importância à captura de oportunidades (46%), ao suporte aos clientes (43%) e inovação por meio de inteligência coletiva (17%). MODISMO A preocupação com a grande quantidade de empresas usando as mídias sociais sem uma formatação estratégica e mais pelo modismo se confirma ao compararmos que 35% das organizações afirmaram utilizar as mídias sociais devido a repercussão dada pela imprensa e nas próprias mídias sociais sobre o tema. Quando o assunto é investimento em mídias sociais, a grande maioria das empresas ainda mantém gastos modestos. Quase 80% das empresas investem até 50 mil reais por ano em iniciativas em mídias sociais, enquanto uma pequena parcela das empresas (6%) afirma investir somas superiores a 200 mil reais anuais.

EMPRESAS, POR SETOR, QUE UTILIZAM E/OU MONITORAM MÍDIAS SOCIAS (%) 4

3

4 5 38 7

19

20 Serviços

Saúde

Varejo, bens de consumo e transporte

Serviços financeiros

Tecnologia, mídia e telecomunicações

Setor imobiliários

Manufatura

Energia e recursos naturais

FERRAMENTAS MAIS UTILIZADAS PELAS EMPRESAS QUE UTILIZAM MÍDIAS SOCIAIS (%) 81

Redes Sociais (Facebook, Orkut, redes sociais internas etc)

79

Microblogs (Twitter, Yammer etc) 70

Blog Fóruns de discussão

43

Compartilhamento de foto e vídeo

42 27

Wiki Compartilhamento de listas de favoritos (social bookmarking etc)

16 Fonte: Deloitte


14 Aporte Economia Sexta-feira, 3 de junho de 2011

Rh Carreiras

Pressão no emprego afeta criatividade HVIMAGE/Aporte Economia

Workaholic Da Agência UnB

No cenário competitivo das organizações, o trabalho sob pressão parece ser determinante para o sucesso de uma empresa. Estabelecer metas e cobrar resultados de maneira ponderada e equilibrada são estratégias que podem estimular o funcionário a ser mais criativo, mas, se a companhia extrapolar os limites dos seus colaboradores, o tiro pode sair pela culatra, afirma a psicóloga Virgínia Nogueira, autora da dissertação de mestrado Pressões no trabalho e a criatividade no contexto organizacional. A pesquisadora, mestre em Administração pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Gestão de Pessoas pela Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (Fesp), avaliou o funcionamento de uma das maiores redes de supermercado do país, e identificou diferentes tipos de pressão que prejudicam a criatividade nas organizações. Os funcionários escolhidos pela pesquisadora eram chefes de seção, e gerenciavam áreas como padaria, frente de caixa, bazar e têxtil. São diretamente responsáveis pelos resultados de suas áreas e os reportam todos os dias aos seus superiores. De acordo com o levantamento da psicóloga, a pressão de tempo foi uma das mais comentadas pelos chefes de seção. Esse tipo de pressão está associado à sobrecarga de trabalho e, em alguns casos, essa sobrecarga de trabalho pode estar relacionada à falta de pessoal. “As pessoas pareciam acreditar que o desenvolvimento tecnológico dos últimos 50 anos teria

atenuado a carga de trabalho. Em contrapartida, as pessoas teriam mais tempo para sua família e lazer, mas não é esse o cenário que se concretiza nas organizações”, afirma a psicóloga. Os constantes cortes de pessoal e a crescente demanda por resultados sobrecarregam os poucos empregados que restam nas empresas, e eles precisam dar conta de um serviço que antigamente era realizado por quatro ou cinco pessoas. Dessa forma, as empresas conseguem reduzir seus custos operacionais e aumentar sua lucratividade. Por outro lado, prejudicam os resultados que poderiam alcançar com ações criativas, que num ambiente de pressão tem poucas condições de prosperar. Submetidos a diversos tipos de pressão, as pessoas enfrentam maiores dificuldades para desenvolver estratégias criativas no ambiente de trabalho. “É difícil imaginar que não exista nas organizações o estímulo pela busca de metas e resultados. Mas as lideranças devem ter sensibilidade para identificar qual é o nível de tolerância de cada pessoa, e exatamente como esse estímulo pode se transformar na pressão que passa a prejudicar a criatividade, além de provocar doenças e sofrimento”, diz a pesquisadora. A criatividade, ressalta Virgínia, contribui diretamente para o cumprimento das metas e resultados de uma organização. “A expressão ‘criatividade nas organizações’ remete à capacidade de gerar algo novo e de valor na empresa, algo que contribua para alcançar os objetivos daquela organização”, explica.

Maria Laura Arriente: de revisora de jornais para designer de bolsas

Sonhar com o sucesso de uma nova carreira Reinventar Da Redação

Em meio à pressão que se percebe dentro das empresas e o medo do desemprego, apontado por uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria, uma terceira via neste ambiente surge com a ousadia e o sonho de fazer sucesso com uma nova carreira. Maria Laura Arriente, uma nova designer de bolsas em couro desbrava este universo da criação para lojas em Alphaville e Alameda Santos, em São Paulo. O caminho é bem

diferente para quem ainda faz trabalhos de revisão para jornais, revistas e editoras. Laura começou a trabalhar como revisora em 1992, e só em 2008 surgiu o interesse pela área de designer de bolsas e acessórios. O pai dela é a sua grande inspiração. “Desde criança, sempre o observava naquele intrincado quebra-cabeças artesanal – tirar o molde, cortar, montar e finalizar a peça. Na adolescência, muitas vezes, depois do colégio, costumava ajudá-lo, mas daí a pensar que, em algum momento da minha vida, eu iria optar por essa

carreira, nem passava pela minha cabeça”, conta, comemorando os primeiros pedidos de bolsas que levam a sua assinatura no desenho e na montagem. Na virada de mesa, Laura diz que a revisão de textos continua sendo algo muito importante na vida dela, mas hoje pode se permitir ser mais seletiva e escolher se vale a pena ou não aceitar determinado trabalho. “Sei que meu objetivo é a área de designer, então, a revisão é que ficou como um hobby. Realmente o mundo dá voltas interessantes na nossa vida”, diz, sorridente.


Sexta-feira, 3 de junho de 2011 Aporte Economia 15

Panorâmica Em SP

CDC

Competitividade

Economia

Redes

Congresso sobre Direito Societário

Compra de Veículos

Prêmio de gestão empresarial

Cenários para o Brasil

Franquias

O Instituto Nacional de Recuperação Judicial promove, de 8 a 10 de junho, no no Renaissance Hotel, em São Paulo, o Congresso Internacional de Direito Societário. Um dos assuntos do congresso é a discussão sobre o atual Código Civil no que diz respeito à realidade das sociedades empresariais no País. As implicações da reorganização societária de empresas solventes e daquelas em estado de crise também estarão em pauta no congresso.

Preços

Commodities

Os preços das commodities agrícolas deverão se estabilizar no segundo semestre, depois de um período de valorização no mercado internacional. A previsão é do presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho. Para ele, o país vem se saindo bem no cenário mundial, apesar de algumas desvantagens em relação aos concorrentes externos que recebem subsídios e não enfrentam os problemas dos produtores brasileiros como, por exemplo, infraestrutura deficiente para escoamento da safra.

Segundo balanço da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o CDC para a aquisição de veículos por pessoas físicas cresceu 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da forte queda do Leasing, de 9,8%, o equilíbrio dos módulos de aquisição foi mantido e o saldo total das carteiras de financiamento chegou a R$ 190,4 bilhões, um aumento de 17,3% – R$ 28,1 bilhões – em relação ao mesmo período em 2010.

Calendário

Comércio Exterior

Termina no dia 31 de agosto o prazo para as empresas interessadas em participar do Calendário Brasileiro de Exposições, promovido pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e das Relações Exteriores. O calendário é uma oportunidade para divulgação de produtos e serviços brasileiros, além de estimular o setor produtivo do país. Além do português, o catálogo de empresas é traduzido para inglês, espanhol e francês e no seu conteúdo é possível visualizar o perfil dos principais eventos comerciais e industriais realizados no Brasil.

Reconhecer empresários e instituições brasileiras que investem em conceitos e práticas de gestão. Este é o objetivo do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas, que tem inscrições abertas até 15 de agosto. O prêmio é uma realização do Sebrae, Movimento Brasil Competitivo, Gerdau e Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). As empresas interessadas podem fazer a inscrição pelo site www.premiompe.sebrae. com.br

Patentes

Consulta de Pareceres

Os usuários do sistema de pareceres de patentes poderão acessar os documentos técnicos de seus pedidos no site do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) pela internet. O procedimento da cópia em papel continuará existindo e só serão colocados na internet os pareceres emitidos a partir de 2012. Os pareceres técnicos estarão disponíveis em formato de arquivos PDF.

O livro "2022 Propostas para um Brasil melhor no ano do bicentenário", Editora Elsevier, organizado pelos economistas Fabio Giambiagi e Claudio Porto aponta os possíveis cenários de crescimento para o Brasil até 2022, ano em que o País chega ao segundo século da Independência de 1822. Os trabalhos apresentados por colaboradores com ampla formação acadêmica e profissional abordam reflexões e debates sobre a situação do País. Nas páginas de "2022..." estão avaliações sobre novas questões energéticas e ambientais que incluem desde os desafios do pré-sal e do setor de energia elétrica até questões ligadas à infraestrutura.

O Brasil chega à segunda posição em 2010, ultrapassando os EUA e só perdendo para a China, que fechou o ano passado com 2.600 franqueadores. No ano passado, 284 novas marcas entraram para o grupo de franchising no País. De acordo com a Rizzo Franchise, o mercado brasileiro deve encerrar o ano com 2500 redes franqueadoras.“Nos EUA o crescimento de empresários franqueadores praticamente estagnou nos últimos cinco anos, pressionados pela crise econômica. Com isso, os países com crescimento emergente tiveram maior oportunidades, revela Marcus Rizzo, sócio da consultoria. O crescimento da área de Franchising foi responsável por o que equivale a um décimo da riqueza gerada no Brasil em 2010. O valor arrecadado foi de R$ 254,32 bilhões. Para 2011, a expectativa é faturar R$ 269 bilhões. Atualmente, 1.017 franquias são abertas por mês.

2022 PROPOSTAS PARA UM BRASIL MELHOR NO ANO DO BICENTENÁRIO Organizadores: Fábio Giambiagi e Claudio Porto Editora: Campus (312 págs., R$ 79,90) Este livro possui contribuições de um grupo de economistas de primeira linha e abrange um conjunto de trabalhos que evidenciam os possíveis cenários de crescimento para o Brasil até 2022.


16 Aporte Economia Sexta-feira, 27 de maio de 2011

VEÍCULOS

Q3. O primeiro SUV compacto da Audi Novo crossover da marca alemã deve chegar ao Brasil em 2012 Da Redação Aporte Economia

A Audi entra em um novo segmento de mercado: o de utilitários esportivos compactos. A montadora alemã lança o Audi Q3, o terceiro de uma séria que já conta com os mais robustos Q5 e Q7. O novo crossover deve chegar ao Brasil em 2012. O Q3 sai para as ruas com 12 opções de cores e mais cinco tipos de personalização. Visto de lado, o novo SUV da Audi é clássico e moderno. Ele é ótimo para o consumidor fiel à marca alemã e que procura um veículo menor, mas que

tenha a mesma imponência dos dois anteriores da série Q. No interior do novo crossover, os passageiros contam com um grande número de espaços adaptados e peças de acabamentos finos para reduzir o peso do veículo. A tampa traseira e o capô do motor do Audi Q3 são feitos de alumínio. A versão básica do Audi Q3 pesa menos de 1.500 quilos. O novo modelo, que chega ao mercado europeu neste mês com preço na casa dos 30 mil euros, terá duas opções de motor, ambos com três potências diferentes. O 2.0 TFSI, com injeção direta

de gasolina e turbocompressor disponível com 170 ou 211 cv (cavalos). Já o turbodiesel 2.0 TDI terá inicialmente 170 cv. Mais à frente, a Audi também venderá esse propulsor com 140 cv. As versões mais potentes terão tração integral Quattro e câmbio automatizado S Tronic.

Mercado Apenas em abril deste ano, a Audi vendeu cerca de 109.400 veículos no mundo, um crescimento de 13,2% ano a ano. Durante os primeiros quatro meses de 2011, foram

O Audi Q3 começa ser vendido este mês na Europa. Preço base será de 30 mil Euros

entregues cerca de 422 mil unidades aos clientes, 17% a mais que no mesmo período de 2010. No Brasil, as vendas de 2010 se comparadas a 2009 cresceram em 61%. Já de janeiro a abril deste ano, o cresci-

mento foi de 18%. O mais importante mercado da Audi no mês passado foi mais uma vez a China. As vendas no gigante asiático cresceram 21,2% em relação a 2010 para um total de 23.766 unidades.

Jonal Aporte Economia  

Edição de 03 de junho de 2011