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Negócios in Gerais Crise

“Em momentos de crise, só a fé e a perseverança é mais importante que o con�ecimento.”

Ano II Edição de Janeiro 2011 distribuição Direcionada

realidade ou ficção O que causou a crise econ�mica mundial.

É �ora de investir

o que minas tem a oferecer. revista2.indd 1

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Editorial

Karla Lima

A vida de todos nós é formada por vários períodos de mudança e transformação. Não temos como fugir das crises, mas podemos aprender a lidar com elas. Isso exige amadurecimento das emoções e controle dos pensamentos, o que leva tempo e provoca algum sofrimento. Mas existem algumas estratégias e nesta edição veremos o ponto de vista de várias pessoas. Estamos todos condenados a enfrentar crises em vários momentos de nossa vida, sofremos, mas nem sempre isso precisa ser ruim. Segundo vários economistas, uma empresa só prospera se fechar seus ciclos de crescimento, que são formados por quatro etapas: expansão, recessão, depressão e recuperação. A recuperação, entretanto, só ocorre porque na depressão a empresa

entra em crise e se torna mais criativa e produtiva. Há empresas, entretanto, que usam a crise para procurar culpados e não soluções. Pois na vida é a mesma coisa. Se você não entra em crise vai se acostumando com a situação, mesmo que ela não seja favorável. Somos salvos pela crise porque reagimos a ela. Caso contrário, vamos morrer lentamente, sendo enganados pelo conforto proporcionado pela estabilidade e pela conformidade. O que não podemos fazer é desistir, a crise existe para todos... Só precisamos enfrentá-la com determinação. Karla Lima

Expediente

Direção Geral, Diagramação e Design Gráfico Karla Lima nº 16.764/MG Repórter Fotográfico Daniel Lima Comercial (31) 9472-3805 negociosingerais@hotmail.com Tiragem 30.000 exemplares

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Colunistas:

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Pag: 10 Lélia Queiroz lidade Pag: 12 Pr. Roziel Valinas ou ficç Pag: 14 Raquel do Carmo ão Pag: 16 Tenente Coronel PM Sérgio Luiz Pag: 18 Professor Menegatti Pag: 20 Vereador Paulin�o de Sião Pag : 28 Pag: 22 Vereador Moamed Rac�id Pag: 24 Palestrante Wilson Francisco Pag: 30 Dr. Ant�nio Vitor Pag: 38 Consultores empresariais André e Marta Negócios in Gerais 5

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Crise: é possível vencer...

Geraldo Farroupilha e Esposa Garra, força de vontade e determinação. Enxergar as oportunidades de negócio, saber liderar, organizar tarefas, direcionar esforços e manter a motivação dos colaboradores e clientes. Esses ingredientes da vida cotidiana ele sabe muito bem. Estamos falando do empresário Geraldo Magela Batista Ferreira, de 54 anos, que em maio de 1984, pela sua garra, inaugurou a Churrascaria Farroupilha, dando uma demonstração de audácia e arrojo empresarial. Há mais de vinte anos no comando da rede de churrascarias, Geraldo Farroupilha como é conhecido, tem feito a empresa expandir. Prova disso, sua empresa bateu todos os recordes de satisfação entre os clientes, aliado a uma excelente performance no mercado em que atua.

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Em entrevista à Negócios in Gerais, o empresário ensina que para ter sucesso, não basta olhar para os negócios da porta para dentro. É preciso cuidar também do lado de fora, do cliente e investir em recursos humanos. Com essa filosofia, o empresário se uniu a parceiros e transformou a empresa. Ele, explica que, para manter o sucesso por muito tempo, é preciso estar atento ao processo de crescimento, planejar o futuro, identificar erros e saber gerenciar. Confira a entrevista

Negócios in Gerais: O estilo fast-food vem crescendo muito em Belo Horizonte, as pessoas têm menos tempo para almoçar e quase não tem hora de almoço.

Quais as preocupações e os desafios que um líder no mercado tem que ter para manter sua liderança ao longo desse tempo?

Geraldo Farroupilha: Veja bem. O estilo Fast-food há muito tempo vem invadindo o mercado mineiro e avançando cada vez mais, por isso, aliamos preço a qualidade e isso faz com o que o cliente não resista ao bom e autêntico churrasco. Que me desculpem as fast-food mas, molho barbecue não é churrasco.

Negócios in Gerais: Como poderia me explicar esse crescimento. Qual a proposta da Farroupilha? Geraldo Farroupilha: Investir em gente. Nosso grande diferencial é nossa equipe, pois enten-

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demos que só, os empreendedores não conseguem gerir uma empresa nem tocá-la. Portanto acredito na minha equipe. Nossa equipe é modelo e destaque dentro do nosso sistema de culinária. Negócios in Gerais: Qual a estratégia agora para o futuro?

Geraldo Farroupilha: Com certeza as metas não param, estamos traçando novos objetivos. Estamos motivados. Aqui, trabalhamos focados em números e quando conseguimos, é uma festa, mas nunca paramos e sempre estamos focados em obter nú-

meros maiores.

Negócios in Gerais: Como você vê o mercado atualmente? Como podemos explicar esse crescimento da empresa?

Geraldo Farroupilha: o nome Farroupilha hoje é fato. Tem peso. Mais vou reafirmar, temos que ter pessoas competentes ao nosso lado, e que consigam captar a mensagem da empresa. Negócios in Gerais: como observa a aceitação do consumidor?

Geraldo Farroupilha: Sempre essas pesquisas de mercado dão

um feedback. Todas as pesquisas onde somos avaliados sempre nos destacaram, como uma das mais lembrada pelo público. 

Negócios in Gerais: em sua opinião a FARROUPILHA é um diferencial?

Geraldo Farroupilha: Para você ter uma ideia, uma empresa para ter uma boa porcentagem de participação no mercado, ela tem que ter um diferencial, tem que ter um bom produto e bons operadores. Para se obter esses números, pode ter certeza, que predomina uma boa distribuição e uma boa gestão.

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Criatividade e motivação em tempos de crise

Alguns preceitos básicos fazem referência a atuar com eficiência em tempos de crise, como: assumir o controle da situação, ter o máximo de informação possível sobre o problema, gerenciar a crise, comunicar-se com rapidez, entender o papel da mídia, comunicar-se com o público afetado, lembrar que os negócios devem continuar e fazer planos para evitar outra crise de imediato. Esses preceitos foram bem trabalhados por Paul Argetni, em seu livro Comunicação Empresarial, como ferramentas para seguir em frente diante de uma crise, baseado no pressuposto que os negócios nunca param.

Tais ditames estão relacionados à criatividade, a qual exerce sua importância contínua no meio empresarial e precisa ser intensificada quando a crise acontece. Como diz Peter Drucker no livro Innovation and Entrepreneurship, as empresas e os empreendedores, que querem inovar, terão que aprender a praticar a inovação. Para ele, a inovação “consiste na busca intencional e organizada por alterações, e na análise sistemática das oportunidades que tais alterações possam oferecer para que a inovação, econômica ou social ocorra.” Ele definiu três fontes para a inovação no interior de uma Negócios in Gerais 10 revista2.indd 10

empresa: o inesperado, a necessidade e o setor produtivo/ mercado. Esses preceitos representam a segurança empresarial em tempos de crise. Saber lidar com o inesperado é a porta para a criatividade, estando ciente de que a necessidade tem prioridade nesse ciclo de permanência e sustentabilidade.

O medo gera coragem, para refletir, renovar as forças e criar novo ânimo em busca de estratégias mais ousadas e com novo direcionamento. A crise, na verdade, é um impulsionador de ideias e oportunidades; novos horizontes e perspectivas certamente surgirão. O segredo é não ficar atrelado a velhos paradigmas e lamentações. Estar preparado para buscar alternativas diferentes daquelas já utilizadas há tempos é primordial para alcançar o caminho rumo à superação e criatividade. A motivação é parte essencial desse processo. Em tempos de crise, as doses de ânimo devem ser maiores e fazer parte da rotina, pois são o elemento impulsionador do insight criativo. As empresas precisam disso para sobreviver, principalmente no momento da adversidade. É justamente o fator motivacional que opera no realizar; fazendo com que potenciais engessados despertem para um novo tempo, com outros objetivos.

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É impressionante como os grandes empresários possuem características marcantes e comuns: não acumulam papéis; decidem rápido e o mais interessantes: se algo deu errado, não esperam mais que cinco segundos para adotarem um novo objetivo. Eles preparam o coração e mente, apagando o que falhou para receber a inovação sem saudosismo. Para eles, a crise, ao mesmo tempo em que afeta financeiramente os negócios serve de escada para planos mais promissores. Eles querem soluções e não problemas, afinal, eles já existem por si, no dia a dia. Em tempos de crise, nada melhor que ser positivo. Pode haver percalços, amarguras e decepções, mas é certo que vão passar e o renovo sempre vem. É preciso ser sábio para não deixar escapar esse tempo de renovo que traz inspiração, esperança e criatividade, certamente melhores que aqueles utilizados em tempos de bonança.

Lélia Queiroz Jornalista, assessora de imprensa, pós-graduada em Comunicação Empresarial e P�blica, diretora da Ag�ncia ABBA Comunicação

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Crise

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u aprendi que é muito mais fácil acreditar e confiar quando se tem fé. Todos nós somos formadores de opinião, especialistas em aconselhar e até mesmo consolar com uma palavra de conforto quando o “defunto” não é de nossa família. Isso é bom, mostra a nossa compaixão e sensibilidade pelo nosso próximo. Mas, quando se trata de nós mesmo, parece impossível o milagre acontecer. Procuramos as mais diversas justificativas: não cuidamos da saúde até precisarmos de um médico, a maioria de nós não poupamos ou economizamos financeiramente. Somos consumistas da nossa própria vaidade. uando se trata da área comercial não tem perdão: nossos fornecedores não agirão como um pai age com um filho, dando um dinheiro como perdido. Existem consequencias como: perda de crédito, inadiplências,etc... Muitas vezes a pessoa não é um mau pagador mas, com certeza, é responsável pela situação em que se encontra. Planejou mau ou usou sua fé de maneira irresponsável

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“Em momentos de crise, só a fé e a perseverança é mais importante que o con�ecimento.”

e agora não sabe como agir. Sim! a Crise não é ficção, ela existe e estamos sujeito a cada reação do mercado. Mas o que faz a diferença para aquele que vai vencer nesse mercado cada vez mais competitivo é a fé, somada a perseverança que não se entrega ao desânimo de uma derrota que pode ser momentânia. Se levantarmos e irmos atrás de conhecimento pesquisando o mercado, seja qual for seu emprendimento, com a consciência que sabedoria nunca ocupa espaço e ainda não é tarde para estudar e se formar. Sou pastor, jornalista e em minha caminhada de vida já falhei. Fiz mau investimento de tempo, dinheiro e qualidade de vida, sacrificando meus filhos e esposa. Aprendendo com erros primários, sem ouvir conselhos, dono da minha própria verdade. Poderia omitir essa falha de experiência nexte texto e você talvez nunca saberia que é possível vencer as adversidades da crise e ser bem sucedido. Lincoln tentou ser comerciante, mas a lo�a faliu. Tentou então a engen�aria, mas voltou a fracassar. Tentou a agri-

cultura, mas acabou tendo que vender os equipamentos para pagar as dívidas. ele tentou então a carreira militar, e c�egou a capitão. Entretanto, sua fol�a de serviços como militar foi tão insignificante que foi rebaixado a soldado raso e mandado embora. ele estava loucamente apaixonado e noivo. A moça morreu, deixando-o terrivelmente c�ocado. Ele dedicou-se, então, � advocacia. Gan�ou algumas causas. Entrou na política, concorreu a cargo eletivo mas foi derrotado. será coisa surpreendente o fato de Abra�am Lincoln ter se tornado mais tarde presidente dos Estados Unidos? De certa forma é, e de certa forma não. Ele poderia ter permitido que sua mente fosse vencida pelo fracasso e o des�nimo. Afinal de contas, muitas pessoas agem assim e acabam se tornando prisioneiras do passado, incapazes de se libertar da imagem do fracasso. Lincoln, no entanto, não agiu dessa maneira.

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“Perseverança não se conquista com homens fortes, não vem da capacidade física, ela vem de uma fé inabalável.”

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forma pela qual deixou deliberadamente para trás o fracasso não foi nen�um milagre - trata-se de um grande privilégio que está ao alcance de todo ser �umano. O �omem que se tornou presidente �avia se empen�ado em muitas lutas pela vida afora. Caso contrário não poderia ter sido o que foi, nem ter feito o que fez.

Pr. e RozieJornalist a l Val inas

Quando você para de lutar Você perde 100% dos seus sonhos. Fé e ação faz toda diferença!

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A Crise Financeira Atual Reflexo da recessão de 2008

Segundo analistas, o colapso financeiro que se instalou na economia mundial em 2011 é um reflexo da recessão de 2008, eles concordam que as duas crises não podem ser analisadas separadamente. No entanto, ambas possuem diferenças fundamentais, uma delas: há três anos, o centro da crise eram os bancos americanos e europeus, ou seja, o setor privado, agora, os governos são as maiores vítimas. Eles que ajudaram os bancos em 2008, acabaram ficando com o problema.

Para entender a questão: em 2000, os bancos americanos emprestaram muito mais dinheiro do que tinham em caixa, sem se preocuparem com os efeitos em longo prazo. Os americanos não conseguiram saldar suas dívidas, faltou crédito, o consumo caiu e o desempenho das empresas foi afetado. Para salvar os bancos, o governo se endividou, injetando recursos públicos nas instituições

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bancárias. Nos EUA, a dívida pública subiu cerca de 20% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), aqueles que apostavam que a economia americana voltaria a se recuperar se enganaram. Os efeitos na Europa não foram diferentes, porém, com um agravante: a moeda.Pela teoria econômica, um país que tem dívida em sua própria moeda, tem risco de moratória muito baixo. Isso porque o país pode decidir emitir mais moeda para pagar sua dívida, ainda que isso eleve um pouco sua inflação. Nesse caso, os Estados Unidos levam grande vantagem em relação à Europa. Por lá, 100% da dívida pública é em dólar, e o próprio país é responsável pela emissão da moeda. Já na Europa, os países fazem suas dívidas em euro, moeda que é emitida pelo Banco Central Europeu. Ao incorporarem uma moeda única, os países que fazem parte da União

Por Raquel do Carmo

Européia, abriram mão de suas moedas nacionais, o que impossibilitou aos países o controle da emissão de dinheiro. Numa Europa que abriga muitas etnias, religiões variadas e por vezes antagônicas, culturas bem diferenciadas uma das outras, línguas diferentes, países de portes econômicos bem distintos; convenhamos, torna-se bastante difícil de ser implantada uma ‘união fiscal’ como alternativa de superação da crise.

Como esse caos se instalou? A formação de uma crise financeira deuse, fundamentalmente, por problemas fiscais. Alguns países, como a Grécia, gastaram mais dinheiro do conseguiram arrecadar por meio de impostos nos últimos anos. Assim, a relação do endividamento sobre PIB de muitas nações do continente ultrapassou significativamente o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a zona do 14/2/2012 08:23:03


euro. No caso da economia grega, exemplo mais grave de descontrole das contas públicas, a razão dívida/PIB é mais que o dobro deste limite.

A recessão não se tornou um evento isolado que envolvia apenas a Grécia, ela chegou também na França e Itália, que tentando sanar suas contas começaram a emitir Títulos da Dívida Pública, o que provocou um efeito dominó; juros altos, desemprego e estagnação da economia. Investidores recuaram por desconfiarem que os governos tivessem dificuldades para quitarem suas dívidas. Agravando a situação, por todo o continente, várias manifestações pipocaram em todos os países europeus; trabalhadores na França, estudantes na Inglaterra e cidadãos inconformados com a desvalorização da moeda. Enquanto isso, nações como o Brasil e a China, despontam como estrelas no cenário econômico internacional. Entretanto, essas duas potências decidiram não arriscar seus investimentos no continente europeu. Para o economista e conselheiro do Conselho Federal de Econômia, Wilson Benício Siqueira, o Brasil também sofrerá algum efeito dessa crise, porém, revista2.indd 15

diferentemente da maioria dos países, ele depende apenas de si mesmo para mover a própria economia, pois, de tudo que é produzido aqui é absolvido internamente e apenas 15% é exportado, mesmo diante das adversidades a economia doméstica se sustenta.

Atualmente o ranking das maiores economias do mundo está assim representado: 1) Estados Unidos: US$ 15 trilhões 2) China: US$ 6,9 trilhões 3) Japão: US$ 5,8 trilhões 4) Alemanha: US$ 3,6 trilhões 5) França: US$ 2,8 trilhões 6) Brasil: US$ 2,5 trilhões 7) Grã-Bretanha:US$ 2,4 trilhões

O Brasil possui uma economia estável e não apresenta riscos para os investidores: “Hoje, somos a 6ª economia mundial, porém, todo esse crescimento não se reflete no desenvolvimento econômico, ou seja, o país precisa melhorar sua distribuição de renda e também reduzir a pobreza. O que precisa

ser feito para que a nação possa ser a maior potencia econômica do futuro é combater efetivamente a corrupção em todas as esferas e criar políticas efetivas para uma melhor distribuição de renda”, enfatiza Wilson Benício.

O ano de 2012 começa com várias expectativas e previsões, a crise é real e no mundo globalizado em que vivemos ninguém está imune aos seus efeitos. Porém, como foi dito pelo economista Wilson Benício “ninguém tem bola de cristal para adivinhar o futuro”. Acredito que exercendo a cidadania, cobrando dos representantes políticos lisura e ação já é um bom começo em direção ao caminho da recuperação econômica.

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Crise

inviabilizá-la, o sucesso é certo.

Os meios de comunicação estão divulgando exaustivamente a violência com todas as formas de crueldade, bem como miséria, fome, corrupção, catástrofes e sinistros de todas as espécies, e o descaso das autoridades na resolução dos problemas aflorados. Estamos em crise? Sem entrar no mérito da etimologia da palavra crise e nem aprofundar em análises filosóficas a respeito, infere-se que a crise pode ser um desequilíbrio, uma ruptura na estrutura econômica, política e social. A crise, em sua essência, não manda recado e surge inesperadamente, cuja surpresa pode acarretar problemas sérios. Ela pode ser provocada por uma falta de organização, de administração, por desequilíbrios diversos, sei lá, ela surge e a necessidade de uma vigilância constante também, como fosse uma defesa em um “combate” travado. Mas com a união de forças e adoção de estratégias sábias e inteligentes para inviabilizá-la, o sucesso é certo. Indubitavelmente a crise surge em vários momentos da vida; e às vezes, ela se confunde com o real e com a ficção. Logicamente surge a necessidade de uma pauNegócios in Gerais 16 revista2.indd 16

Por Tenente Coronel PM Sérgio Luiz

sa reflexiva com o fim de estabelecer limites sobre o que pode ser ficção e real, o que não é fácil. Na ficção sobressai o imaginário e na não ficção, a realidade. Situações ficcionais podem ser, em parte, embasadas em fatos reais. O importante é o cuidado na decisão sobre o caminho a ser seguido quando de seu surgimento, momento em que deve haver muita tranquilidade e paciência; e, na maioria das vezes, contar com a ajuda de profissionais das diversas áreas do conhecimento torna-se imprescindível.

Durante minha trajetória de vida na Polícia Militar de Minas Gerais, aprendi que antes de uma decisão ser tomada, deve-se dar uma “paradinha de Pelé”. Pois o Rei do Futebol dava uma paradinha durante a cobrança de um pênalti e escolhia o

canto que fatalmente seria o gol. Na vida, durante o enfretamento de uma crise, dê uma “paradinha de Pelé” e escolha corretamente o caminho a seguir, um caminho de sucessos, de realizações e, sobretudo, com ajuda de um profissional capacitado, se necessário. Não é fácil enfrentar uma crise, mas quando ela surgir é preciso cuidado e sabedoria. Nessa hora podem surgir pessoas cujo prazer é o de jogar “pá de cal” nas costas, ou seja, aquelas que não edificam em nada e só puxam para baixo. Fujam delas! O pior é saber que muitos em crise se fecham e como defesa ficam alegando que “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. A visão deles fica míope em face dos problemas e passam a ignorar qualquer auxílio. Cuidado! Lembre-se que a ajuda é sempre necessária. A crise surge sim, mas procure nela uma forma de obter vitórias e condições favoráveis de sucesso através dos recomeços. Pois com ela podemos nos tornar fortes, esperançosos e capazes de buscar incessantemente a injeção de ânimo para uma realidade repleta de oportunidades, principalmente

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por não ser ela contínua, o que proporciona sucessivos reinícios. Devemos lembrar sempre, temos que estar preparados para os dias maus, uma vez que não vivemos uma constante de felicidade, de alegria, de vitórias, embora fosse a meu ver o ideal para todos nós. Mas aproveitem a crise para criar oportunidades, usem-na como trampolim para a vitória. Estejam sempre atentos, pois o maior problema não é a crise, mas como será o seu enfrentamento. Uns se entregam e a tornam mais importante que o apresen-

tado, outros sacodem a poeira e dão a volta por cima rumo a um crescimento interior e, sobretudo, exterior. As crises surgirão sempre, mas temos que estar preparados para elas e ficar atentos, pois nesses momentos novos horizontes também podem surgir. Enfim, na Bíblia Sagrada, no livro de João 16:33, está registrada a seguinte afirmação de Jesus Cristo: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Nele podemos confiar!

Tenente Coronel PM Sérgio Luiz Analista de Inteligência e professor

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Crise O Líder deve descrever a realidade…

O especialista em liderança Max Depree afirma que a primeira responsabilidade de um líder é descrever a realidade. Isso é sem dúvida algo muito difícil na vida do líder. Como não é possível se descrever algo que não se vê, então descrever a realidade consiste em adotar um raciocínio realista, que permita ao líder discernir melhor e com maior clareza, em relação às pessoas que o rodeiam, as consequências das suas ações e decisões. E por que isso é tão importante assim? Quando se é líder, há quem dependa de você. Assim, uma definição errada da realidade pode causar sofrimento não apenas ao líder, mas também a outras pessoas.

quem és”.

3.

Estar aberto às críticas dos outros: buscar a honestidade nos relacionamentos se cercando de pessoas que digam o que realmente pensam e não apenas concordem com tudo. Por mais dura que possa ser a verdade, opiniões honestas sobre sua liderança permitirão, ao líder, conhecer e encarar a realidade mais facilmente.

4. Solicitar avaliação: especialmente quando esta é feita por pessoas de fora do seu ambiente. Isso possibilitará o líder conhecer sua realidade por vários ângulos e até dispor de um sistema ou metodo-

por Prof. Menegatti

logia para corrigir o modo de agir e tomar decisões.

Descrever a realidade é o ponto de partida para a boa liderança. A bíblia é muito rica em exemplos de líderes que souberam descrever a realidade, obtendo o máximo proveito em suas ações. O livro de Atos 8:26-40 mostra a importância de um líder (Filipe) conhecer muito bem os fatos, pesar a realidade e aproveitar as oportunidades. Contudo, só uma avaliação correta das circunstâncias permitrá, ao líder, ter a flexibilidade para se adaptar a uma nova situação e a capacidade de promover as mudanças necessárias, determinando assim o futuro do líder e também dos liderados.

É importante que o líder seja otimista e altamente positivo diante das situações, mas para que um líder possa bem definir a realidade, e com isso se proteger do raciocínio ilusório ou fantasioso são precisos alguns passos. São eles… 1. Admitir os pontos fracos: é o primeiro passo em direção à melhoria da condução da liderança. 2. Unir-se às pessoas realistas: as pessoas devem completar o líder e para isso ele deve escolher pessoas que sejam fortes em pontos em que ele é fraco. Aqui se faz válido o ditado: “Dize-me com quem andas e eu te direi Negócios in Gerais 18 revista2.indd 18

Prof. Menegatti

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Crise O Brasil tem a solução

A presidenta Dilma Rousseff afirmou em 2011 que, na busca de uma solução para crise financeira, o Brasil está disposto a contribuir com o Fundo Monetário Internacional. Aos líderes do G20 reunidos em Cannes, na França, a presidenta destacou que é preciso que os países desenvolvidos haja com liderança, visão clara e rapidez. É verdade que o Brasil não está no epicentro da crise. Mas as consequências, da crise mundial estão aí. Nossa vantagem é o mercado interno forte. Além disso, temos visto que há reserva fiscal, monetária e instrumentos para controlar o câmbio. O Brasil pode ser a solução alternativa para crise econômica e política na Europa e nos EUA. Mas quais os efeitos da crise mundial sobre os municípios brasileiros, especificamente a questão da redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)? Após as turbulências nas bolsas de valores de todo o mundo e a concessão

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de ajuda estatal a vários bancos, a fim de evitar a falência dos mesmos, a crise chegou às montadoras, construção civil e outros setores da sociedade e conseqüentemente aos municípios. Na crise globalizada que nos atinge, cada um se defende como pode. Já os municípios, especialmente os de pequeno e médio porte, encontram-se praticamente engessados diante das crises recessivas, quando perdem parte da capacidade econômica, em decorrência da queda da arrecadação. Como se não bastasse à pequena margem de manobra com que contam para alterar o panorama orçamentário, uma vez que só lhes resta praticamente à alternativa de bater às portas dos bancos à procura de empréstimos a juros elevadíssimos, ainda sofrem diretamente com a questão do desemprego e da inadimplência. A fragilidade institucional dos municípios decorre essencialmente do modelo centralizador adotado pelo

Por �o d e Siã o

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Brasil, em que os recolhimen-

tos dos tributos são preponderantemente carreados à União e aos Estados, reduzindo a capacidade de arrecadação própria das comunidades, que passam a depender da redistribuição feita pelas dotações e repasses federais e estaduais, para complementar o seu quadro orçamentário, especialmente pelo Fundo de Participação dos Municípios. Agrava essa questão o fato de que os municípios, de um modo geral, revelam com o passar dos anos certo 14/2/2012 08:23:30


conformismo com relação a essa dependência, perdendo a vitalidade e a criatividade para conquistar maior espaço institucional. Medida altamente conveniente seria a fixação de percentuais mínimos de arrecadação própria para que os municípios pudessem receber contrapartidas equivalentes dos

repasses do Fundo de Participação dos Municípios, como forma de incentivar o esforço da comunidade para melhorar sua força interior e a conseqüente capacidade de obter seus próprios recursos. Nunca é demais lembrar que o fortalecimento das células que compõem o tecido social do país faz aumentar o sentido de cidadania, na medida em que as pessoas passam a se sentir revista2.indd 21

mais participativas e mais responsáveis pelos destinos do país. Bom, parece confuso, difícil de entender! Mas, o Brasil tem solução se pararmos para avaliar; há poucos anos atrás não suportaríamos uma crise interna quanto mais mundial. Nosso país tem se mostrado sólido, firme e com soluções rápidas e eficientes, o que nos dá mais força e confiança no nosso sistema

financeiro. Parece contraditório quando falamos da arrecadação dos municípios e como age o governo Federal, mas pode confiar, estamos muito melhor que muitos países do primeiro mundo. Estamos em época não de plantio ou de colheita, mas, sim de cuidar do nosso plantio para que possamos colher com fartura essa economia nacional, melhorando nossa saúde pública, educação e nossa qualidade de vida.

Vereador Paulinho de Sião da cidade de Santa Luzia recebendo homenagem na câmara Municipal de Belo Horizonte do vereador Moamed Rachid por sua atuação em ação social como agente de paz do INJUPA-BR ( Instituto Nacional da Justiça de Paz e dos Juízes de Paz do Brasil ).

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Crise e emprego para os �ovens Por MOAMED RACHID

Em 2011, a crise financeira que atingiu os países da Europa e o Brasil deixou um rastro de insegurança para as famílias, empresários, profissionais e principalmente os jovens, habilitados para entrar no mercado de trabalho. Nos Estados Unidos, pesquisa científica detectou jovens inseguros e deprimidos com a crise.

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A Lei determina que os concursos públicos não podem exigir dos candidatos matérias que não condizem com a escolaridade exigida, determinando que o descumprimento da proibição resultará no cancelamento do processo seletivo.

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Para acabar com essa injustiça, apresentei o projeto que foi transformado na Lei nº10.329/2011 que proíbe a exigência de conteúdo programático de nível de escolaridade superior ao requerido pelo cargo ou função em concurso público realizado no município. A Lei é um meio de corrigir uma distorção na realização de concursos, uma vez que os jovens que possuem apenas o segundo grau precisam resolver questões sobre noções de Direito, por exemplo,que são pertinentes para quem possui curso superior. Isso causava uma grande desigualdade entre os concorrentes.

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Imagine no Brasil, em nosso Estado, ou na capital, onde as oportunidades são mais escassas e a disputa acirrada? Todo ano, milhares de jovens brasileiros tentam uma vaga no mercado de trabalho, apostando nos concursos públicos, cada vez mais draconianos, impondo matérias extras às estudadas pelos concorrentes.

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Nossos jovens não podem ficar à mercê de distorções que ferem o princípio da igualdade e impessoalidade, previstos, inclusive, na Constituição Federal. As chances do primeiro emprego não podem estar limitadas aos estágios, que são de grande valia, mas precisam vir acompanhados de um plano de valorização de talentos para quem acabou de terminar o ensino médio. Negócios in Gerais 22 revista2.indd 22

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As políticas públicas em favor dos nossos jovens deveriam ser ampliadas por meio de parcerias com o empresariado, valorizando ideias e focalizando talentos. Muitos potenciais estão deixando de ser aproveitados em toda a sua plenitude por causa da falta de investimentos direcionados para estudantes entre 16 e 21 anos de idade. Nenhuma crise econômica, por maior que seja, resiste à criatividade. A era digital está aí, ultrapassando barreiras, formando opiniões e gerando negócios e oportunidades. Nossos jovens precisam de incentivo para emplacarem suas ideias tenazes e de grande proporção. É a partir deles que uma Nação caminha para o desenvolvimento. O primeiro emprego precisa acontecer, de maneira justa e motivadora. E os homens públicos e de representatividade fazem parte desse processo; da busca de caminhos e abrem portas para os talentos do nosso País.

Lia Rachid, Bispo Rodovalho e Vereador Moamed Rachid

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Vereador Moamed Rachid e Prefeito Marcio Lacerda no lançamento do projeto Plenitude

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MOAMED RACHID é Vereador em BH pelo quinto mandato, 2º vice-presidente da C�mara Municipal, autor do pro�eto que Cria a Semana de Combate � Erotização Infantil e autor da Frente Parlamentar Contra a Erotização na Inf�ncia

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SAÚDE PÚBLICA: REALIDADE OU FICÇÃO?

Deparamo-nos, hoje, com situações sociais, que são estruturalmente imorais. A iniquidade do sistema capitalista neoliberal viola todos os direitos humanos fundamentais e clamam por justiça. Uma dessas situações é o caos em que se encontra a saúde pública. Os governantes fazem muitos discursos bonitos e prometem mil maravilhas, mas, na realidade, não muda nada e a saúde pública continua sendo uma violência permanente contra a vida do povo. O brasileiro sofre com uma das mais altas cargas tributárias do planeta. Em tese, isso lhe garantiria um atendimento de saúde universal e decente. Mas não. Só em sete capitais, mais de 170.000 pessoas terão de esperar até cinco anos por uma cirurgia não emergencial. Nos hospitais e prontosocorros, mais filas e queixas quanto à qualidade do atendimento. Vivemos uma realidade que parece ficção. A saúde é considerada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma Negócios in Gerais 24 revista2.indd 24

condição de bem-estar físico, psíquico e social. A promoção da saúde depende das condições de habitação, lazer, salário, água, esgoto e uma série de outros requisitos e ações. No Brasil, esse problema está relacionado a um desenvolvimento urbano equivocado e ao problema da distribuição de renda, que é uma das piores do mundo. O problema da saúde no país não é a ausência de recursos de alta tecnologia ou profissionais competentes, porque isso nós temos. “O nosso desafio é oferecer o acesso à saúde principalmente às populações de baixa renda”. Mas nem tudo está perdido, fi-

Por Wilson Francisoco

zemos alguns progressos; por exemplo, a criação das farmácias populares, está garantindo a qualidade dos medicamentos, oferecendo atendimentos e cuidados farmacêuticos em todo horário de funcionamento. Beneficiando principalmente as pessoas que têm dificuldade de realizar e dar continuidade no tratamento, devido principalmente, os autos custos dos medicamentos. Por causa desses progressos e vários outros, sabemos, que se continuarmos lutando , transformaremos essa ficção em uma realidade melhor.

Wilson Francisoco em palestra sobre gestão publica

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Entre outros. Agora volta às paradas de sucesso com a música “Sou brasileiro” de composição própria.

Família? Grato a Deus, pois sou um homem realizado e feliz.

“Dono de uma sorte ‘invejável” e de uma voz privilegiada, Antonio Carlos da dupla (Antonio Carlos e Renato) sentou no divã da revista Negócios in Gerais. Sorte? Ganhou mais de 700 carros no bingo e vários prêmios na loteria. Eu não compro rifa que ele estiver participando. E você? RS, RS.

Sucesso? Além de 2º voz, é compositor e um excelente instrumentista, toca violão, saxofone e acordeom. Estudou música, nasceu em Minas Novas, no estado de Minas Gerais e cresceu em meio à música sertaneja. Já conta com anos de sucesso absoluto, recordes de público, explosão de vendas de CDs que rendeu disco de ouro com os sucessos; “nois não vive sem muié” “É pra quebrar a cama” “Forró e paixão” “Esperando na Janela”, revista2.indd 27

Política? Bom, sou um homem simples e não vou dizer que amo a política, que estaria mentindo, mas amo o povo desta cidade. Não tenho envolvimento com empresas que tenham participações em licitações ou algo deste tipo. Tudo que tenho vem da benção de Deus sobre a minha vida. É claro que gostaria de ver este povo de Ribeirão das Neves, que me acolheu com simpatia, amor e amizade, feliz e realizado. Aqui encontrei a mulher da minha vida, aquela que quero envelhecer ao seu lado, dando o meu melhor, até meu último fôlego de vida. Poderia ter meu patrimônio e ainda morar no Mangabeiras, mas, tenho certeza que perderia a qualidade de vida que tenho nessa cidade. Acordar pela manhã, descer a escadas e ser blindado com um bom dia de alguém que passa pela minha calçada... Gritar, com meu jeito exagerado, alguém que passa de carro na rua. Será que vale a pena perder tudo isso por uma gestão pública? Eu sei que gostaria de fazer muitas coisas: melhorar a saúde, gerar mais emprego, trazendo indús-

trias para cidade, fazer parceria com o governo federal para o metrô chegar aqui e se possível pedir a Deus que os prêmios da loteria saiam só em Neves, para ver meu povo feliz. Sou cantor e não Robin Hood, como vi escrito em um artigo escrito por aí. Se eu fosse político, mesmo com todas as coisas corrompidas que ouvimos, agiria com ética, seriedade e respeito dentro da lei. Sou um homem simples, não herdei fortuna e dinheiro. Minha herança foi caráter, brilho e muita disposição para o trabalho. Foi isso que herdei dos meus pais. Política? Sei não! “Sou Brasileiro, Na segunda sou guerreiro, sexta-feira cachaceiro, domingo artilheiro”...

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o que minas tem a oferecer.

É hora de investir e o Governo de Minas tem feito seu dever de casa com uma administração sóbria e acima de tudo responsável e pontual. O governo Anastasia tem dado conta de cumprir suas metas e ainda investir em seus projetos sociais. É bem verdade que em qualquer lugar que se encontra um grupo de pessoas, falando de futebol ou política, sempre tem os contras, afinal ninguém é perfeito... Senão seríamos todos atleticanos (rs, rs,). Mas, observando outras situações, nos tornamos privilegiados por sermos brasileiros e acima de tudo mineiros. Dificuldades, crise, violência e outras turbulências temos enfrentado como em qualquer outro lugar do planeta. O nosso privilégio é estar em um lugar hospitaleiro, de um povo batalhador e em que grande parte de sua maioria vive bem consigo mesmo, respeitando a espaço um do outro ou seja “cada um no seu quadrado” . Em uma linguagem simples podemos afirmar que as obras

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de reconstrução do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014 estão com o cronograma em dia. Cerca de 2.500 operários estão trabalhando direto e indiretamente, com dezenas de máquinas a todo vapor. Já é possível ver que a obra está caminhando bem. Os serviços de demolição internos, a retirada de cadeiras e do gramado já foram concluído, todos os amortecedores estalados, a terraplanagem se encontra em seus retoques finais e em média 90% dos entulhos da obra são reciclados. De acordo com a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa/MG), o projeto de reforma prevê obras para aumentar a segurança e o conforto do torcedor, tais como: rebaixamento do campo, proporcionando aumento da visibilidade; novos vestiários; recuperação estrutural do estádio, criação de novos acessos à arena, entre outras ações. Após a execução destas obras, o Mineirão apresentará os seguintes números referentes à sua estrutura:

- Capacidade: 64 mil torcedores.

- Cobertura: projeto da Cemig permitirá captação de energia solar e posterior geração de energia elétrica. - Espaço VIP e Camarotes: restaurante panorâmico e 90 camarotes privativos.

- Estacionamento: 2.000 vagas cobertas e 600 descobertas.

- Lanchonetes e sanitários: 68 banheiros e 28 lanchonetes.

- Entorno: Uma grande esplanada para até 50.000 pessoas, que vai transformar o Mineirão em arena multiuso e aberto 24h. - Imprensa: Capacidade para 2.955 jornalistas, mil mesas de trabalho equipadas com monitores e telefones, além de 480 lugares para comentaristas. Haverá estúdios de transmissão, sala de confe-

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rência e área para entrevistas. - Subsolo: Escritórios, estúdios de TV, espaço para entrevistas, vestiários e outras instalações para os atletas.

- Térreo: Portões amplos com catracas eletrônicas, praças de alimentação e banheiros.

- Nova arquibancada inferior: 17.600 assentos localizados bem próximos ao gramado.

- Nível 1: 6.676 assentos em arquibancada VIP, além de camarotes, centro operacional do estádio com salas de controle de som, iluminação e placares.

- Nível 2: 40.400 assentos com banheiros e áreas de alimentação que atenderão toda arquibancada superior. Importante ressaltar que uma

das principais metas da obra de modernização do Mineirão é obter a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), que atesta o estádio como um empreendimento ambientalmente sustentável. O canteiro das obras de reforma e modernização do Aeroporto Internacional de Confins/Tancredo Neves (MG). Também está em andamento. As obras em Confins receberão investimentos da ordem de R$ 223,9 milhões e contemplam, entre outros, a readequação do sistema viário, substituição das escadas rolantes, esteiras de bagagem e pontes de embarque, ampliação dos espaços comerciais, troca do revestimento e iluminação, e modernização dos sistemas elétricos e eletrônicos. O término dos serviços está previsto para dezem-

bro de 2013. “É com satisfação que nós povo mineiro acompanhamos o início dos trabalhos no aeroporto, as obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Confins para a Copa de 2014 envolvem, além da reforma do Terminal de Passageiros, a reforma e ampliação da pista de pouso e do sistema de pátios. O total de investimentos para todas as melhorias do aeroporto está orçado em 405,65 milhões, e a capacidade operacional de Confins deverá aumentar dos atuais 10,2 para 16,5 milhões de passageiros por ano. Com os investimentos e as reformas que Minas e o Brasil estão passando gostaria mesmo que a copa fosse realizada aqui a cada vinte anos. Bom, “com tudo isso acontecendo eu vou é reformar meu barraco....”

Pastor e Jornalista Roziel Valinas

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Crise

A CRISE PODE SER EVITADA Para entendermos o assunto precisamos antes saber o que é CRISE, de acordo com o Aurélio é: Mudança brusca que se produz Manifestação violenta, repentina e breve de um sentimento, entusiasmo ou afeto acesso: Crise de gargalhadas Crise de arrependimento Adolescência é uma crise necessária Conflito, tensão: Crise familiar. Ausência, carência, falta, penúria, deficiência Crise de mão-de-obra Decadência; queda; enfraquecimento: Crise de moralidade Crise econômica, ruptura periódica do equilíbrio entre produção e consumo, que traz como conseqüências desemprego generalizado, falências, alterações dos preços e depreciação dos valores circulantes Crise ministerial, período intermediário entre a dissolução de um governo e a formação de outro em regimes parlamentares. A crise pode estar em todas as áreas de nossas vidas, em todas as camadas da sociedade, tanto civil como empresarial, ela alcança desde o mais baixo patamar da so-

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Por: Dr. Antonio Vitor

ciedade até o mais alto. A Crise nasce quando não nos preparamos, deixando assim brechas, para que ela possa entrar, a principal causa é a falta de planejamento. SE VOCE NÃO SABE PARA ONDE VAI, QUALQUER RUA SERVE! (OBSERVE A VIDA DOS ANDARILHOS, QUALQUER CAMINHO QUE TOMAM, QUALQUER RUA QUE ENTRAM, PARA ELES SERVE, MESMO SEM SABER O QUE PODE ACONTECER PELA FRENTE). Quando uma pessoa sai da sua casa para trabalhar pela manhã, ela sabe qual ônibus tomar, qual ponto vai descer, qual prédio vai entrar. Se porventura aquele ônibus quebrar pelo caminho, e ela tem que descer, ela não vai para qualquer rua, não toma qualquer ônibus, porque ela sabe para onde vai. Nada pode detê-la de chegar ao local planejado, porque ela sabe para onde vai. E você? Tem planejado como quer a sua vida, a sua empresa, a sua família? O Governante tem que planejar como quer a sua cida-

de, o seu estado, o seu país Você precisa ter um plano, um projeto, para que tenha uma direção e não seja apanhado pela crise. Você não pode deixar nascer em sua empresa algo para o qual, não esteja preparado para controlar. Infelizmente, nunca estamos preparados para a Crise, por menor que ela seja. “O rio atinge seus objetivos, porque aprendeu a contornar obstáculos.” Se tem uma pedra pequena, ele passa por cima, se tem uma montanha ele a contorna, se não houver passagem ele cava um buraco e passa por dentro ou por baixo dela, nada pode detêlo de chegar ao seu objetivo que é o mar. E VOCÊ ? A Crise hoje é relatada em todos os noticiários, caindo na boca do povo, quase estamos sendo forçado a crermos nela como parte de nossa vida. Enfim como é que eu, posso me motivar, para combatêla? Quanto mais você acredita na crise, mais ela se fortalece. Em tempos de crise, é natural que a pressão psicológica cresca.

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Para combater a crise, precisamos em primeiro lugar, fazer uma análise completa de toda situação, relaxar completamente, pois de cabeça quente tomamos decisões erradas e DECISÕES ERRADAS TRAZEM SÉRIAS CONSEQUENCIAS.”

O que acontece é que muitas empresas demoram para detectar a crise como realidade, e a enxergam como ficção sem se preparar. Toda crise combatida no início é mais fácil de ser vencida. A CRISE PODE SER EVITADA? Minha resposta é sim... Foi Sócrates, QUE COLOCOU ESTA QUESTÃO NAS MÃOS DA OPOSIÇÃO...

Atenção!!! Não gaste além do que sua empresa ganha, você precisa ter uma reserva, talvez você precise ser violento e ousado no mercado de hoje mas primeiro é preciso poupar dinheiro, para guardar um capital de giro. È necessário que anualmente seja feito um balanço tanto na sua vida como na empresa, analisando nele tudo que você recebeu e gastou, através desse resultado teremos um saldo que pode ser negativo ou positivo. Assim podemos atenuar

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os efeitos da crise. Como disse o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), afirmando que, ao contrário das catástrofes naturais, a crise política pode ser evitada com uma solução vinda de todos os lados. “A crise é a conseqüência de não agir antes que determinado assunto se torne urgente.” A FUNÇÃO DA CRISE É DESTRUIR, TUDO O QUE FOI OU ESTÁ SENDO CONSTRUIDO SEM PLANEJAMENTO. A crise pode destruir famílias, empresas, cidades, estados e nações, se não for combatida da forma correta. TALVEZ VOCÊ QUE ESTÁ LENDO ESTE TEXTO, ESTEJA ATRAVESSANDO UM MOMENTO DE CRISE, E NÃO SABE COMO SAIR DELA, PERDEU O CONTROLE DA SITUAÇÃO, E ESTÁ À BEIRA DE UM COLAPSO.

que se deve fazer, para não deixar que a ficção, nos engane com a cara de realidade, a crise existe, ela é real, começa como a chuva em gotas pequenas, mas cuidado! No final pode se tornar uma inundação, sem saída... HÁ POUCO TEMPO O NOSSO PÁIS NÃO CONSEGUIA SE LIVRAR DA DÍVIDA EXTERNA. HOJE O BRASIL, DEPOIS DE ADOTAR UMA SÉRIE DE MEDIDAS, COMEÇANDO NO GOVERNO DO LULA E DANDO CONTINUIDADE NO GOVERNO DA DILMA, ESTÁ CRESCENDO, E TORNANDO A SUA ECONOMIA MAIS FORTE, EM PLENA CRISE MUNDIAL QUE ATINGE VÁRIOS PAÍSES.

“Pior que entrar em uma crise é sair dela com um saldo negativo.”

CALMA! RELAXE, ESTA BREVE E MOMENTÂNEA TRIBULAÇÃO VAI PASSAR...

O QUE VOCE PRECISA AGORA É RELAXAR E SE ACALMAR, PARA TOMAR AS DECISÕES CORRETAS E NÃO SER DESTRUÍDO...

Não podemos deixar a ficção comandar a realidade. Precisamos abrir os olhos para o que é concreto e abstrato, falso e o verdadeiro, ficção ou a realidade. Só assim poderemos detectar o

Dr. Antonio Vitor Consultor empresarial, Palestrante, Bacharel em Direito. E-mail anthonyvytho@ig.com.br Negócios in Gerais 31 14/2/2012 08:25:33


Crise ambiental

“A estratégia de ontem foi o que nos possibilitou sobreviver até agora, mas uma nova estratégia deve ser criada se quisermos garantir nossa sobreviv�ncia no futuro.”

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uma realidade que pode imitar a ficção

Conter a destruição das florestas se tornou uma prioridade mundial, e não apenas um problema brasileiro. Restam hoje, em todo o planeta, apenas 22% da cobertura florestal original. A Europa Ocidental já perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; África, 92%; Oceania, 78%; América do Norte, 66%; e América do Sul, 54%. No caso espe cífico da Amazônia brasileira, o desmatamento que era de 1% até 1970 pulou para quase 19% em 2011 – em quase 41 anos, uma área equivalente à França foi desmata da na região. É hora de dar um basta nisso. O Brasil precisa adotar imediatamente um programa nacional de combate ao desmata mento na Amazônia, com apoio financeiro da comunidade interna cional. O programa criaria uma força-tarefa interministerial, com a par ticipação de entidades representativas da sociedade civil e dos setores produtivos, para deter o avanço do desmatamento e reduzi-lo a zero, uma medida necessária para impedir uma maior des truição da Amazônia. DH Transportes Ltda, atuante no mercado de transportes em caminhões báscula e locações de má quinas para terraplenagem, demolição, aterro e desaterro desde 2008 trabalha com seriedade e compromisso com o meio ambiente.

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Um programa para o torcedor atleticano

O Só Dá Galo estreou no 7 de junho de 2011, na Rádio Autêntica 106,7 FM (Favela) e vai ao ar todas as terças das 20 às 21hs. Um programa cheio de particularidades, primeiro por ser voltado para um público específico: o torcedor atleticano. Além disso, a participação dos ouvintes é efetiva, nesses 8 meses, várias foram a declarações de que este é o único veículo a abrir espaço para as pessoas falarem abertamente sobre o Galo. A ideia de se criar um programa voltado para a massa atleticana, sempre foi um sonho do torcedor cativo, Marcelinho Minas. Ao se unir a Aurélio Dias, que trouxe sua experiência no rádio e sua história com o C.A.M., na condição de procurador do ídolo da torcida alvinegra, Marques, o sonho se tornou possível. Hoje o Só Dá Galo conta com Marcelinho Minas e Aurélio Dias como debatedores, apresentação de Marcelo Avelinho e produção de Robert de Andrade. Outro ponto forte é o fato de o programa ser itinerante, sendo transmitido de

onde quer que o torcedor esteja. Com essas estratégias o número de ouvintes já ultrapassa o 50.000 por minuto. As perspectivas para 2012 são excelentes, sempre mantendo o seu papel de combrar quando o Galo for mal e vibrar quando for bem. Afinal, Galo é Galo e o resto é resto.

www.sodagalo.com.br

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Crise

CRESCIMENTO E SUSTENTABILIDADE TRATAMENTO DE EFLUENTES É PREMISSA PARA NEGÓCIOS DO FUTURO

Há algumas décadas, a sustentabilidade era vista por grande parte dos empreendedores como um fator de dificuldade para o crescimento. As práticas ambientalmente sustentáveis nos diversos segmentos da produção industrial eram tidas como onerosas ou contraproducentes. os elevados índices mundiais de consumo de matérias-primas e, consequentemente, da exploração mineral das áreas agricultáveis, das fontes não renováveis como petróleo e dos recursos hídricos do planeta eclodiram numa preocuNegócios in Gerais 36

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P ALIS or S TEIX ON H. EIRA

pante conclusão: o planeta terra, agora com 7 bilhões de habitantes, não comportará o acelerado e contraditório modo de crescimento. grande parte da população mundial já sofre com a falta de água (em torno de 1 bilhão) e, segundo dados das organizações das nações unidas (onu), até 2050, 45% da população mundial não terá acesso à água potável. Os valores dos alimentos crescem, dentre outros fatores, impulsionados pela grande demanda e encolhimento das áreas agricultáveis devido a fatores climáticos como deserti-

ficação, inundações, graves variações de temperatura e índices de chuvas. as conclusões são simples: a humanidade continuará a crescer, mas os recursos naturais permanecerão os mesmos. Para se evitar o colapso do ecossistema e para diminuírem as chances de conflitos futuros entre nações diferentes, é importante utilizar os recursos naturais de forma inteligente, e isso significa reutilizar efluentes industriais e reciclar materiais de origem não renovável como os plásticos, por exemplo. a empresa que reu-

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tiliza a água de processo economiza valores mensais expressivos e ganha em autonomia, tem capacidade de operar independente das condições de fornecimento de água. Com a política de reutilização de efluentes, é possível reduzir as chances de autuação por parte dos órgãos ambientais. As multas costumam ser superiores aos investimentos necessários para reutilização dos efluentes industriais. alguns processos requerem tecnologias mais complexas associadas para bom desempenho e baixo custo operacional. Um exemplo é a osmose reversa para reutilização de água de processo, em que a quantidade de sais e componentes moleculares dissolvidos devem ser removidos para que a água seja reutilizável. Em outro perfil de cliente é possível reutilizar eflujentes com baixo custo operacional e investimentos iniciais pequenos. empresas e consumidores já estão revendo conceitos e processos, a sustentabilidade já é vista como um fator determinante de competitividade, pois a legislação e o público consumidor estão mais rigorosos. Em determinadas cadeias produtivas, ser sustentável é otimizar processos de fabricação e prestação de serviços, reduzir custos e lucrar gerando benefícios para a sociedade.

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A água, em especial, é um bem cada vez mais raro, seu custo de uso e descarte representa fatia expressiva de investimento de diversas empresas. Mercado promissor para empresas e organizações comprometidas com a causa ambiental. empresas como a carbono soluções industriais seguem esse caminho, buscando uma relação de parceria com clientes para o desenvolvimento de processos e produtos sustentáveis. Isso possibilita crescer no mercado lidando com volumes elevados de informações para avaliação e desenvolvimento de novas aplicações de produtos e processos. por meio de parcerias, é possível desenvolver alternativas sustentáveis e de baixo custo. "recentemente, fechamos parceria com uma multinacional americana que é uma das maiores fabricantes de sistemas de filtração e equipamentos de tratamento de água do mundo. A carbono conduzirá projetos com tecnologia avançada nesse segmento para atendimento em todo estado de minas gerais", afirma o diretor técnico da empresa, alisson henrique teixeira. de acordo com alisson, está em estruturação uma unidade para construção de equipamentos industriais de reciclagem, uma nova linha, versátil e abran-

gente, para fabricar equipamentos capazes de preparar para reciclagem de diversos tipos de plásticos como polipropileno, pvc, polietileno e outros. Para o futuro, a ideia é construir unidades para processamento de entulho, um grande problema ambiental da atualidade principalmente com o mercado de construção civil aquecido. As unidades de reprocessamento de entulho poderão transformar resíduo em material para fabricação de blocos, preparação para pavimentação e correção de áreas degradadas pela erosão em diversas localidades do estado. atualmente a carbono desenvolve trabalhos de fabricação de estações de tratamento de efluentes e água potável, sistemas de filtração para aplicações industriais diversas (segmento automotivo, mineração e alimentício), fornecimento de produtos químicos e consultoria ambiental.o desafio é apoiar empreendedores conscientes e visionários que desejam aliar crescimento e desenvolvimento do nosso estado. ALISSON H. TEIXEIRA

www.carbonoindustrial.com

31-3063-4232

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Crise

A Contribuição do Contador na

“Produzir informação é alavancar conhecimento. É disponibilizar um bem que não deprecia e não se exaure pelo uso. É manter acesa a luz, que ilumina a escuridão e enfraquece as fronteiras da ignorância.” (José Antonio de França). Programas do governo federal vêm incentivando a inserção da micro e pequena empresa no mercado nacional aqui no BRASIL. Porém segundo pesquisa elaboradas pelo SEBRAE-MG que visava à identificação da taxa de mortalidade da micro e pequena empresa e os principais fatores condicionantes da mortalidade empresarial, detectou-se que a mortalidade precoce de empresas no Brasil tem sido uma das preocupações da sociedade. E

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vários são os motivos, como a má administração, falta de capital de giro, falta de consultoria contábil gerencial. A micro e pequena empresa atualmente são bombardeadas com a concorrência internacional, como sobreviver frente a um mercado tão concorrido? O Governo federal do Brasil criou recentemente uma nova modalidade de forma empresarial o chamado Micro Empreendedor Individual, na tentativa de amenizar o indicie de desemprego, e forma de arrecadar imposto para seguridade Social. Mas na realidade o que vem ocorrendo é que a maiorias desses pequenos empresários não possuem qualquer formação profissional, não estão aptas para conduzir o

seu próprio empreendimento. Diante de tantos problemas enfrentados pelos microempresários, má administração, difícil presença no mercado, falta de consultoria contábil gerencial, falta de gestão dos micros e pequenos empreendedores, pode se pensar em um conjunto de estratégias que ajudarão o empresário a obter sucesso. A má administração é a causa mais relevante em todas as pesquisas feitas pelo SEBRAE – MG (2004). Conseqüentemente a falta de preparo do gestor ou empreendedor. Muitos entendem da técnica de produção, mas não possuem formação de gestão, o problema de mercado, também é relevante, quer em relação à motivação do cliente,

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Gestão da Micro e Pequena Empresa

qualidade de preço do produto, termina igualmente por ocorrer como serio obstáculo, segundo Sá (2005). Mas, o contador poderá exercer papel fundamental para auxiliar o empresário a trilhar estes caminhos, pois é ele que faz a abertura documental da empresa, ele também não terá interesse que seu cliente permaneça no mercado apenas um curto período de tempo.

A função básica do contador é produzir informações úteis aos usuários da contabilidade para a tomada de decisões. Ressaltese, entretanto, que em nosso país, em alguns segmentos da nossa economia, principalmente na pequena empresa, a função do contador foi distorcida (infelizmente), estando voltada exclusivamente para satisfazer às exigências do fisco (MARION, 2009, p.28)

O Contador é peça fundamental para dar informações úteis e confiáveis principalmente empresários iniciantes. (Marion 2009)

Embora a finalidade contábil possa

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abranger escopos diversos, o que ela visa, de forma fundamental, como orientação de seu método, é mesmo conhecer o comportamento da riqueza aziendal, sob a ótica da eficácia, ou ainda, da relação essencial entre meios patrimoniais e necessidades humanas. (SÁ, 2010 p.41)

Ao perceber a contribuição do contador na gestão da micro e pequena em que o mesmo é um formador de opiniões e sempre desenvolve trabalho contábil, mas traz conhecimento para o gestor. Segundo artigo publicado na UEPG Humanit, diz que conhecimento é a informação que quando interpretada, serve de base para algumas tomadas de decisão. As organizações brasileiras passaram a conscientizar da importância de seus modelos de gestão. Por essa razão o foco desse estudo é responder: Quais as possíveis contribuições da contabilidade para amenizar a mortalidade precoce da micro e pequena empresa? Apresentar algumas medidas que podem contribuir para diminuir a mortalidade da micro e pequena empresa, bem como: - Identificar as principais causas de mortalidade da micro e pequena empresa;

- Identificar as principais atividades existentes para a redução da mortalidade e que não vem sendo aplicadas tentando identificar o porquê não se aplica; -identificar, de forma especifica algumas contribuições que a contabilidade pode proporcionar a gestão da micro e pequena empresa para a continuidade das mesmas. Como hipótese, a sobrevida de micro e pequena empresa poderão ser por modificação cultural dos empresários na procura por meios disponíveis de informações na hora da abertura da empresa. Então a sobrevivência solidificada também depende de uma busca de profissional correto na abertura documental da empresa com informações necessárias para um bom gerenciamento e desempenho da empresa. Depende ainda da procura de órgãos corretos e adequados que possam auxiliar o empresário iniciante a obter informações acerca da abertura de sua empresa. Ferramentas de Gestão:

A contabilidade utiliza-se de várias técnicas para mostrar ao microempresário a melhor maneira de gerir seus negócios, através de Balanço Patrimonial; Demonstrativo de Resultado do Exercício; Demonstrativo de Movimentações do Patrimônio líquido e ate do Demonstrativo de Valor Agregado. Mas ela vai mais além destes demonstrativos, ela poderá fazer um planejamento

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tributário para redução da carga tributária, e através do Fluxo de Caixa proporcionar ao microempresário as tomadas de decisões que servirão como medida necessária para sobrevivência da micro e pequena empresa e auxiliar na gestão de seus negócios 1) Analise da Margem de Contribuição: Para Martins (2003 p.208) “A melhor maneira de se avaliar o grau de sucesso de um empreendimento é calcular seu retorno sobre o investimento realizado” Quando não há limitação na capacidade produtiva, mais rentável é o produto que apresentar maior Margem de Contribuição por unidade. Quando existir algum fator de limitação mais rentável será o produto que tiver maior margem de Contribuição pelo fator de limitação da capacidade produtiva.

Os custos fixos só produzem valores finais de lucros unitários válidos para decisão se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade. (MARTINS, 2010, p.196)

Um conceito relevante, deriva-

do do custeamento variável, é o conceito de margem de contribuição ou abordagem de contribuição, que é a diferença entre as receitas e os custos e despesas variáveis. Os custos fixos são subtraídos desta margem de contribuição para se obter a renda líquida. 02) Fluxo de Caixa: O fluxo de caixa é a previsão, o registro e o controle das entradas e saídas de recursos financeiros das empresas, durante um determinado período de tempo, ou seja, é o instrumento de programação financeira que corresponde às estimativas de entradas e saídas de caixa em certo período de tempo. Esse instrumento possibilita: planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros da empresa. O objetivo do fluxo de caixa é dar uma visão das atividades desenvolvidas, bem como as operações financeiras que são realizadas diariamente, no grupo do ativo circulante, dentro das possibilidades, que representam o grau de liquidez da empresa. A otimização dos fluxos de caixa reduz, automaticamente, a necessidade de capital de giro, sendo, portanto interesse da empresa buscar essa otimização ativas e da escolha da mais adequadas para a organização. Segundo revista do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, em artigo elaborado Liczbinski (2006). O fluxo de caixa configura como uma ferramenta relevante “a gestão da organização e que auxilia diretamente o setor financeiro a cumprir seu papel”. E ainda conforme artigo com o fluxo de caixa é possível realizar a programação dos ingressos e dos desem-

bolsos de caixa. O planejamento dos desembolsos pode ser feito conforme previsão de disponibilidade de caixa. O Fluxo de Caixa proporciona o intercambio de diversos departamentos da empresa com a área financeira. É necessária a definição dos níveis ideais de caixa em termos de giro. E possível a realização de um estudo prévio das alternativas de empréstimos e financiamentos, quando o fluxo de caixa indicar a necessidade. Permite-se a participação e integração das atividades da empresa, facilitando os controles financeiros. O fluxo de caixa pode ser visto como um instrumento tático a ser utilizado pelo gestor que o utilizar dia-a-dia. Quando uma empresa funciona, estará lidando com constantes movimentações de dinheiro, ao comprar matéria prima, pagar mão de obra, energia elétrica e materiais, vender produtos, serviços ou mercadorias, receber pelas vendas a vista ou pelas vendas a prazo, fazer transações bancarias, fazer investimentos, obter financiamento e etc. Isso irá gerar um fluxo de entrada (que são os recebimentos) e saídas (que são os gastos) permanente de recursos financeiros, que é chamado de fluxo de caixa. O Fluxo de caixa pode ser diário, semanal, mensal ou bimestral. Os problemas de fluxo de caixa podem estar sendo ocasionados por: • Realização de compras sem critério;

• Excesso de vendas a prazo ou prazos muito longos;

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• Atraso de pagamento de cliente;

• Defasagem entre os preços de venda dos produtos e os custos da empresa; • Baixo volume de vendas;

• Descontrole das retiradas do empresário.

Quão grande a importância do fluxo de caixa em uma empresa, principalmente em micro e pequena empresa. É primordial um controle do fluxo de caixa diariamente para que o microemprendedor, micro e pequena empresa possam detectar as falhas e evitar um desastre; os erros e acertos, e até a morte prematura. 1.1.1 Fluxo de Caixa necessária à tomada de decisão Matarazzo (2003) cita que “a Demonstração do Fluxo de Caixa é peça imprescindível na mais elementar atividade empresarial e mesmo para pessoas físicas que se dedicam a algum negócio.” Acompanhar a entrada e saída de recursos, indicar o saldo de caixa em um determinado período, pode ser ainda mais relevante, como a evidencia de informações das mais diversas atividades da empresa. O gerenciamento das atividades isoladas e conjuntas é um processo que necessita ser baseado em informações concretas e fatos reais para que possam dar subsídios as tomadas de decisão.

É muito importante que as informações sejam concretas e reais é corroboradas por muitos autores e fato já aceito por muitos contadores e empresários que procuraram minimizar as possibilidades de erros nas suas decisões utilizandose desse recurso como ferramenta necessária que evidencia a real situação da empresa sobre o mercado. A micro e pequena empresa que não tem um fluxo de caixa não saberão quando precisará, por exemplo, de um financiamento, ou quando terá sobra de recursos para aplicar no mercado financeiro. Por outro lado, sem fluxo de caixa de caixa fica quase impossível projetar, planejar financeiramente. Sem orçamento (planejamento financeiro) é impossível ter uma administração sadia. (MARION, 2009 p.111).

As informações devem ser valiosas e precisas para que não tome uma decisão equivocada, segundo Padoveze, (2009, p.44) o valor da informação “reside no fato de que ela deve reduzir a incerteza na tomada de decisão, ao mesmo tempo em que procura aumentar a qualidade da decisão”. A informação passa a ser valida quando sua utilização aumenta a qualidade da tomada de decisão, diminuindo as incertezas. Além de avaliar o fluxo de caixa da empresa é útil utilizar os

itens que compõem o fluxo e sua evolução, pois as demonstrações de fluxo de caixa permitem ao empresário avaliar e analisar o passado, presente e positivamente o futuro de caixa, segundo Gitman, (1997, p.88). Uma maneira fácil seria a empresa processar todas as movimentações financeiras no livro caixa, segundo Marion (2009), ele propõe um modelo de fluxo de caixa, mas o ideal mesmo é que cada empresa elabore o seu fluxo de caixa de maneira mais adequada a sua atividade econômica, não desprezando essa demonstração. Modificando ainda a cultura do microempreendedor que não gosta de revelar a origem de seu dinheiro, e principalmente entendendo que é uma informação de foro intimo. Outro fator relevante é a diminuição do índice de sonegação por parte de empresários e credibilidade de sua empresa. Para Marion (2009) o DFC contém informações valiosas para uma tomada de decisão.

A estrutura da DFC poderá ser operacional, pois normalmente o caixa é gerado pela venda de bens e serviços, e subtrai as despesas operacionais, impostos, participações, etc. São transações ligadas ao objeto social da empresa, também poderá ser por financiamentos as empresas obtém caixas através de financiamentos, poderá ainda ter uma estrutura de investimentos que são as aquisições de ativos permanentes, ou participações em outras empresas. Conclui-se que a implantação do fluxo de caixa na micro e

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pequena empresa e suas analises permitem a evidenciação de informações que indicam situações não denominadas pela gestão. Além das inúmeras outras informações que podem ser levantadas o fluxo de caixa passa a ter papel maior do que informar o saldo de sobras ou faltas de recursos de um determinado período. Passa a ser uma fonte de informações sobre a empresa, tornando mais um recurso necessário de ser utilizado pela gerencia. Cabe aqui também uma observação importante, todas as informações devem ser atualizadas constantemente e utilizando-as no processo de gestão e tomada de decisão; em momento oportuno o fluxo de caixa é uma ferramenta de maior auxilio na busca da prosperidade e diminuir a mortalidade prematura da micro e pequena empresa, segundo Marion (2010). O presente trabalho representa o estudo da importância da contabilidade e do contador como instrumento de apoio a micro e pequenas empresas na orientação e na gestão dos negócios. Torna-se imprescindível ao micro e pequeno empresário

LIDADE

conhecer sua empresa e administrá-la de maneira eficiente e eficaz, usando todas as ferramentas disponíveis. A contabilidade como ciência que controla a vida da riqueza das entidades, mais do que nunca se torna vital para a sobrevivência destas, pois é através da contabilidade que se identifica à situação financeira e econômica da empresa. Observando os estudos dos dados elaborados pelo SEBRAEMG sobre a mortalidade infantil da micro e pequena empresa, detectou-se que a mesma se procede por falta de planejamento,

sobre a viabilidade dos projetos e a execução. Neste ínterim a Ciência Contábil e seus profissionais poderiam amenizar este problema, prestando orientação aos empresários. É necessário que micro e pequeno empresário tenham conhecimento ou tome consciência, da importância da realização de uma contabilidade completa e eficiente que reflita a realidade da empresa, possibilitando elaborar demonstrações contábeis que tem como base a geração de informações úteis para a gestão dos negócios.

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