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E D UC AÇÃ O

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CI Ê N C I A

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A N O

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G O I Â NIA -GO

Professor Flora fala do Baobá

PEQUI

ÁRVORE QUE PRODUZ OURO

Queimadas: como evitar

Carros elétricos: O futuro do planeta


E D I T O R I A L

Educação com ciência A ong ECO-CERRADO surgiu na década de 90, da iniciativa de um grupo de pessoas que estavam preocupadas com a conservação e preservação dos recursos naturais que compõem o ambiente de nosso Estado. No início, formamos uma equipe com jornalistas, publicitários, artistas, músicos e colaboradores, onde faziamos um programa de televisão com duração de 30 minutos semanalmente. O programa era produzido com muita eficiência. A apresentação era feita com muita inovação, um boneco manipulado chamado equinho na forma de uma margarida interagia com a equipe e os telespectadores além de comentar com a apresentadora, Andréa Favarette, âncora do programa. Vinhetas gráficas animavam as passagens dos blocos. Inicialmente começamos na TV Brasil Central onde ficamos por mais de cinco anos. Nossas reportagens eram tratadas coletivamente sempre com muita seriedade, respeitando o meio ambiente, tentando

melhorar a vida das pessoas sem degradar a natureza. No Programa ECO-ECRRADO, o meio ambiente sempre foi tratado com muita ciência da consciência humana, trazendo soluções cotidianas para o cidadão comum. A educação ambiental sempre era discutida com muito carinho, coisa de gente grande , uma verdadeira inclusão socio-ambiental. Tivemos ainda uma passagem pela TV Goiânia Rede Bandeirantes. Anos mais tarde, a ECO-CERRADO continuou aparecendo em algumas mídias espontâneas dos meios de comunicação da Cidade, em eventos voltados a preservação ambiental. Hoje, com a colaboração da gráfica Formato e a ajuda de seus proprietários Míriam e Leopoldo, voltamos à mídia, mais precisamente à mídia impressa no formato revista. Estamos colocando este veículo a disposição da população para reclamar, sugerir e colaborar com soluções práticas voltadas a preservação deste nosso maravilhoso Planeta Terra.

DIRETOR: GOIANO SIDNEY; EDITOR GERAL :ULISSES AESSE; DIREÇÃO DE ARTE: TERCIO RIMOLI; DESIGN E DIAGRAMAÇÃO: GUSTAVO NASCIMENTO; ILUSTRAÇÕES: PAULO ARAUJO; CONSELHO EDITORIAL: ANDRÉA FAVARETTI, CLEIDE MOCÓ, LÚCIA MÍCLOS, CLEOMAR RASÁRIO, ULISSE AESSE; REVISÃO: NUCLEO GABIROBA DE COMUNICAÇÃO; COLUNISTAS: GOIANO SIDNEY, ULISSES AESSE, GOMES DE SOUSA MARCELO MOTTA, ANDRÉA,FAVARETTI, ALESSANDRO MENDES PEDROSO; DEPARTAMENTO COMERCIAL: GABIROBA EDITORA COMUNICAÇÃO LTDA; ENDEREÇO: ALAMEDA ALCIDES ARAÚJO, ROMÃO Q. 65 L. 16 SETOR FAICALVÍLLE GOIÂNIA-GOIÁS EMAILS: GOIANOCOSTA@HOTMAIL.COM REVISTAECOCERRADO@HOTMAIL.COM PERIODICIDADE ABRIL/MAIO/2012 AS OPINIÕES EXPERESSADAS EM ARTIGOS OU MATÉRIAS INDEPENDENTES NÃO REPRESENTAM O PENSAMENTO DA REVISTA ECO-CERRADO. SENDO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DAS PESSOAS QUE ASSINAREM TAIS MATÉRIAS OU ARTIGOS.


Í N D I C E MANEJO FLORESTAL

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BICHO DO MATO

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QUEIMADA 10 ARTIGO 13 CONFERÊNCIA MUNICIPAL

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CARRO ELÉTRICO 16 CULINÁRIA 18 IHNUMAS 20 RIO VERDE 22 MATÉRIA ESPECIAL 24 CURIOSIDADES 29 CÓDIGO FLORESTAL

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CONFERÊNCIA ESTADUAL

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ECODICAS 36 TURISMO 38 RECICLAGEM 40 SECRETARIA DE CIDADANIA

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PROFISSÕES 46


M A N E J O

F L O R E S T A L

Extração planejada conserva florestas

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manejo florestal, é o uso planejado e sustentável da floresta para obter madeira e produtos como óleos e sementes, tende a ganhar força como estratégia de proteção das matas. É o que afirma o Diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel quando falou do dia mundial de proteção das florestas dia 17 de julho. Segundo Hummel, essa tendência é impulsionada, entre outros fatores, pela exigência crescente de madeira legal originada do manejo. O mercado interno, que consome quase 80% da madeira processada na Amazônia, mostra sinais de consumo mais consciente, como a existência de acordos, principalmente no Estado de São Paulo, para a obtenção de madeira de fontes legais.

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As exportações de madeira embora representem uma fatia menor do mercado, estimulam a produção legal, pois os principais compradores Estados Unidos e Europa, que exigem comprovação de origem. Em 2009, norte-americanos e europeus importaram em torno de 70% da madeira destinada ao exterior. POLÍTICAS PÚBLICAS - Ao lado da influência exercida pelo mercado, Hummel destaca as políticas de comando, controle e de fomento ao uso sustentável das florestas, desenvolvidas pelo Governo Federal, entre elas, as concessões florestais, em que a única forma de produção permitida é o manejo. “Existe uma tendência forte da fiscalização, o que inibe a extração ilegal e predatória e favorece o manejo”, diz Hummel.


Fotos: Divulgação

Há mais de 1 milhão de héctares de floresta previstos em pré-editais, editais e contratos de concessão de florestas federais. Por meio das concessões, empresas, cooperativas e associações têm acesso à floresta para produzir madeira de forma sustentável, em contratos de até 40 anos de duração. Estimativas do Serviço Florestal mostram que a atividade produtiva sustentável existem 10 milhões de hétares de Florestas Públicas em flonas que poderia atender 20% da demanda por madeira tropical. “É necessário disponibilizar mais 20 a 25 milhões de héctares para concessão de florestas, que poderiam ser destinadas para termos uma economia de madeireira sustentável na Amazônia, pois as concessões ordenam a atividade madeireira, combatendo o desmatamento e evitam a grilagem”, afirma Hummel. Os estados também estão mobilizados para realizar concessões. O Pará concluirá em breve o processo de concessão para uma área de 150 mil héctares outros estados como Amapá e Acre já se articulam para adotar esse mesmo instrumento. Já o manejo feito por comunidades ganhou apoio com o Programa Federal de Manejo Comunitário e Familiar.

Segundo Hummel, o manejo florestal é uma das principais alternativas para manter a floresta em pé frente às pressões exercidas por outras atividades econômicas sobre os biomas, principalmente a Amazônia. “O manejo mostra que floresta pode valer mais em pé. Manejo é um caminho sem volta, associado ao pagamento dos outros serviços que a floresta oferece”explica Hummel.

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BICHO DO MATO ULISSES AESSE

Tuiui, jaburu, cauauá, jabiru e tuim-do-papo-vermelho

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jaburu (Jabiru mycteria), também conhecido como Tuiuiu, Tuim-de-papo-vermelho (noMato Grosso e Mato Grosso do Sul), Cauauá (no Amazonas) e Jabiru (na Região Sul do Brasil). Da família Ciconiidae a Ciconiiformes da ordem das aves de médio a grande porte. É considerada a ave símbolo do Pantanal e é encontrada desde o México até o Uruguai, sendo que as maiores populações estão no Pantanal do Mato Grosso e no Chaco Oriental, no Paraguai. O jaburu é uma ave pernalta, tem pescoço nu e preto, e na parte inferior o papo também nu mas vermelho. A plumagem do corpo é branca e a das pernas é preta. Ele chega a ter 1,4metros de comprimento e mais de um metro de altura e pesar oito quilogramas. A

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envergadura (a distância entre as pontas das asas abertas) pode chegar a quase três metros. O bico tem trinta centímetros, é preto e muito forte. A fêmea geralmente, é menor que o macho. Devido a sua beleza exuberante, chama a atenção de todos os turistas que frequentam o Pantanal. O habitat do Jaburu são as margens dos rios, em árvores esparsas. A fêmea forma seus ninhos no alto dessas árvores com ramos secos e a ajuda do companheiro. Os ninhos são feitos em grupos de até seis, às vezes junto a garças e a outras aves. A fêmea põe de dois a cinco ovos brancos. Sua alimentação é basicamente composta por peixes, moluscos, répteis, insetos e até pequenos mamíferos. Também se alimenta de pescado morto, ajudando a evitar a putrefação dos peixes que morrem por falta de oxigênio na época de seca.


S Ã O

L U I Z

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M O N T E S

B E L O S

Localizada a 120 quilômetros de Goiânia

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ão Luís de Montes Belos é um município brasileiro do Estado de Goiás. Sua população, segundo o senso de 2010, era de 30.000 habitantes. localizada no centro oeste Goiano São Luís de Montes Belos é uma cidade que teve seu início em uma fazenda datada de 1857, que possuía o mesmo nome. Neste mesmo ano, o Governo do Estado determinou a construção de uma estrada cortando o local e ligando a parte central do Estado de Goiás a Região Sudeste e também ao Estado do Mato Grosso O nome da cidade está relacionado com as serras e picos muito finos em sua entrada, e também com o dia de São Luís. A cidade cresceu num ritmo bom nos ultimos anos, graças a boa administração do Prefeito Sandoval da Mata e a parceria do presidente a camara municipal na gestão do vereador Bruno Lambião que colcaram

o municipio na vanguarda do desenvolvimento. Montes Belos e hoje a pérola do mato grosso goiano, a cidade recebeu inúmeros imigrantes ao longo dos anos, que cotribuiram para sua história. A cidade possui dois lagos como cartões-postais o “Espelho D’ Água dos Buritis”, situado em uma região nobre e o“Lago Caires Maia’s”, próximo ao Parque de Exposições Agropecuários alem várias industrias de ponta, um povo muito trabalhador. A principal atividade econômica da cidade está voltada para o setor de serviços, o comércio, em seguido a pecuária leiteira e de corte e agricultura com a produção de milho. As principais indústrias são: JBS (industrialização de couro bovino), Leitbom (laticínios),Laticínios Magnata, Laticinios Montes Belos, Shalon Suturas e Fios Cirúrgicos, Fosbel Nutrição Animal, Brasil Minérios, Refrigerantes Spool. ABRIL/MAIO ECO REVISTA - 9


Q U E I M A D A

Com o fim das chuvas e a proximidade do tempo seco pode aumentar as quimadas 10 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO


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PREVENÇÃO Nunca jogue cigarros ou fósforos às margens de rodovias. Os cigarros são grandes causadores de focos de incêndio, que se espalham rapidamente com o auxílio do vento; Não queime folhas e galhos de árvores, principalmente no inverno, pequenos focos de fogo produzem tanta fumaça quanto uma grande queimada; Construa aceiro às margens de estradas e cercas para evitar o alastramento do fogo; Não solte balões com fogo; Não faça fogueiras na época da estiagem (maio a outubro); Apague com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata, causando incêndios; Não coloque fogo em terrenos baldios; Produtor rural: utilize formas alternativas de manejo de pastagens e evite queimar. Procure informações na Embrapa, no Ibama ou nos órgãos estaduais; *Queimar folhas secas ou lixo nos quintais ou meio-fio,é crime ambiental.

tempo seco aproxima e o perigo das queimadas multiplicam pelo Brasil. As imagens dos satélites mostram que surge um foco de incêndio a cada dez segundos no País. O levantamento de todos os satélites usados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que monitoram queimadas, aponta que nas últimas 30 horas foram registrados 10.611 focos de incendio no País. Pelos dados de 2011, o Pará é o Estado mais atingido, com 3091 focos, seguido por Mato Grosso (2948), Tocantins (1244 ) e Goiás ( 933). No Estado de Goiás, o fogo destruiu mais de 60% do Parque Nacional das Emas, que é a maior reserva de Cerrado do País. Segundo a direção do parque, o incêndio começou em uma fazenda próxima, depois de um curto circuito em um cabo de transmissão elétrica. O cerrado é um dos principais biomas do Brasil, e ocupa cerca de 22% de todo o território, mas sofre com a ameaça constante de extinção. Essa previsão pessimista é proveniente do atual quadro ambiental em que se encontra o Cerrado no qual, aproximadamente, 80% da biodiversidade já sofreu alterações na fauna e flora. Em Goiás, a situação é mais grave, pois estimativas revelam que cerca de 90% de todo bioma já se encontra alterado. No Estado de Goiás, os parques de preservação, representam apenas 1% de todo cerrado goiano, enquanto que em outros estados a média é de 2,5%. Esses dados estão muito abaixo das metas internacionais que é de 10%. Este percentual deveria ser revertido em reservas ambientais em Goiás. O cerrado é um bioma extremamente rico em fauna, flora, além de apresentar potencial hídrico. Muitas espécies de animais e plantas ainda não são conhecidos ou não foram catalogados, no entanto, sabe-se que são identificadas 837 espécies de aves, 197 de mamíferos, 180 de répteis, 113 de anfíbios e uma infinidade de insetos diferentes. O cerrado também é divisor de águas, possui uma grande quantidade de água de superfície e subterrânea. ABRIL/MAIO ECO REVISTA - 11


M E I O

A M B I E N T E

Desmatamento fica estável no Brasil em 2011

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e acordo com o boletim Transparência Floresta do Imazon, foi divulgado que o desmatamento apresentou uma redução de 28% em relação a fevereiro de 2010, quando o desmatamento somou 87 quilômetros quadrados. O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a fevereiro de 2011 foi semelhante ao desmatamento acumulado no período anterior (agosto 2009-fevereiro 2010), 925 quilômetros quadrados e 924 quilômetros quadrados, respectivamente. Em fevereiro de 2011 os estados com maior área desmatada

foram Rondônia com 56%, seguido do Pará com 30%, o restante do desmatamento ocorreu no Mato Grosso (11%) e Roraima (3%). Considerando os sete primeiros meses do calendário atual de desmatamento (agosto de 2010 a fevereiro de 2011), Mato Grosso  liderou o ranking com 28% do  total desmatado no período, em seguida aparece o Pará com 27%, Rondônia com 24% e Amazonas com 13%. Esses quatros estados foram responsáveis por 92% do desmatamento ocorrido na Amazônia  Legal,  o  restante  (8%), ocorreu  no Acre, Roraima, e Tocantins. Foto: Divulgação

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A R T I G O

GOIANO SIDNEY

Dia mundial do meio ambiente: Temos o que comemorar?

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ia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Neste dia, temos que fazer uma grande reflexão sobre todas as ações que vem sendo desenvolvidas para melhorar a vida em nosso Planeta. O mundo hoje passa por varias transformações climáticas um tanto inexplicaveis, como por exemplo: chuva em lugares que há mais de quarenta anos não chovia, frio em lugares antigamente quentes. Será que tudo isso está acontecendo por nossa culpa ou o Planeta está passando por uma transformação de sua própria existência? Já vimos nas manchetes dos jornais que os estudiosos falam das glaciações da Terra onde parte do Planeta chegou a ser dizimado, mas tudo isso foi explicado cientificamente e agora, o que esta acontecendo será que a culpa e do ser huamano também? Estes acontecimentos podem ser uma grande liçao para nós, só assim pensaremos no que queremos para o futuro da vida na Terra. Ações como plantar mil árvores, limpar os córregos, não jogar lixo nas ruas, reciclar materiais descartáveis, criar leis que possam barrar a poluição ambiental deverão sim ajudar a presenvar o Planeta, alem disso, a consciência coletiva é que vai proteger nossos rios e matas. Por isso, temos que estar ‘‘sempre alerta’’ tal qual aprendemos na infância com os escoteiros. Se nós queremos comer e ter o suficiente sem desperdício, sem ganância para nosso próprio sustento, temos que pensar num modelo sustentável. Mas o mundo não pode ser mais assim. As grandes empresas só querem mais e mais. Só visam altos lucros, enquanto isso, uma enorme quantidade de gente passa fome.

Com uma enorme quantidade de grãos sendo plantados pelo mundo afora, porque alguns países enfrentam escasses de comida e as pessoas passam fome isto e injusto. Crianças morrem desnutridas todos os dias sem ter o que o comer, em alguns lurgares no planeta muitas disputam lixo com animais de rapina isso precisa acabar. Nós não podemos continuar aceitando tanta ganância por parte de uma minoria de poderosos que exploram o mundo. Temos que acabar com esta hipocrisia e lembrar dos povos pobres. Estamos no século 21 onde a tecnologia está muito mais avançada. Por que nao usar a ciência para ajudar a erradicar a fome do mundo? Por isso então não adianta brigar por um planeta limpo, sem sujeira, sem poluição no ar, se nos esquecemos de um bem maior, que é a vida dos nossos semelhantes. Até acho que não vai ser com estas palavras que mudaremos o mundo mas, nem por isso devemos nos calar. E é por isso que perguntamos: Será que temos o que comemorar?

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C O N F E R Ê N C I A

M U N I C I P A L

O ex-presidente da AMMA Pedro Henrique, a superitendênte executiva da SEMARH Jaqueline Vieira e o atual presidente da AMMA o vereador Misair Lemes

O que são as Cidades sustentáveis

Conferência Municipal de Meio Ambiente, aconteceu do dia dois de fevereiro de 2012 Com o tema Rio + 20 Cidades Sustentáveis no Cerrado, o evento foi realizada pela Prefeitura de Goiânia, com a organização da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), e teve como cenário a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) no campus do Jardim Goiás. Vários grupos de discussão foram formados, com o intuito de debater os temas propostos, a Rio + 20 Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável foi um dos temas. O Ex. presidente da Amma, Pedro Henrique Gonçalves Lira, enfatizou aos participantes do evento a importância da Conferência Mu-

nicipal do Meio Ambiente e dos debates em torno da Rio +20. “Este é um ato social e legítimo que visa reunir governo, sociedade civil organizada, setor empresarial e população em geral, para discutir o processo de construção de políticas públicas democráticas para o meio ambiente das cidades sustentáveis”, disse o ex-chefe da pasta Municipal de Meio Ambiente. Após debate dos grupos de discussão, foram anotadas as contribuições dos participantes e levadas à reunião plenária para apreciação e voto. Serão ainda eleitos delegados responsáveis por representar o Município levando suas propostas para a Conferência Regional e Estadual do Meio Ambiente, que por sua vez contribuirá para as discussões na Conferência das Nações Unidas a Rio + 20. Fotos: Goiano Sidney

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Temas debatidos 1- Política Nacional e Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos: Elaboração e implementação dos Planos de Gestão de Resíduos Sólidos. 2 - Projeto Plataforma Cidades Sustentáveis: Diagnóstico e perspectivas para uma cidade sustentável. 3 - Plano de Arborização de Goiânia: Processo de valorização da vegetação nativa com planejamento e conservação do meio ambiente. 4 - Drenagem urbana: Cenário atual e propostas para a minimização de impactos na zona urbana de Goiânia 5 - Energia Limpa: Projetos e perspectivas para produção de energia limpa. Mediadores: Professor doutor: Jean Marie - PUC Goiás - e professor especialista Carlos Brito Lacerda - Rede Estadual de Senador Canedo.

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C A R R O

E L É T R I C O

Nissan LEAF, primeiro c

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ma ideia com mais de 100 anos voltou a ser o centro das atenções. Mudanças climáticas, preços do petróleo, maior demanda por mobilidade, novos desenvolvimentos tecnológicos para motores e baterias - todos esses fatores contribuem para dar vida nova a uma ideia antiga: os automóveis elétricos, ou e-cars, estão estimulando o desenvolvimento e levando a novas e interessantes alianças. Os carros estão se transformando em unidades móveis de armazenamento de energia, capazes de realimentar energia para as Redes Inteligentes tudo isso faz dos e-cars, portanto, muito mais do que veículos compatíveis com o meio ambiente os elétricos são elementos importantes de uma infra-estrutura de energia inteligente que contribuem para a capacidade da rede de compensar o fornecimento oscilante de fontes renováveis e unidades de geração distribuída alem preservar nosso meio ambiente com zero de poluição. E a Nissan como LEAF sai na frente com o primeiro carro produzido em larga escala 100% elétrico, anunciando uma nova era de mobilidade a era de emissão zero. Diferentemente de veículos equipados com motor de combustão interna, o sistema de transmissão do LEAF não possui tubo de escape e, portanto, nenhuma emissão de CO2 ou outros gases de efeito estufa. Desenvolvido com chassi movido a bateria de íon de lítio, possui autonomia de 160 km com uma única carga (de acordo com dados da US EPA City Cicle), e é capaz de se recarregar completamente em 8 horas, em uma tomada de 220 volts, ou ainda de ter 80% de carga em apenas 30 minutos, utilizando um carregador de 400 volts. O pacote de bateria íon de lítio avançado contém uma garantia de 8 anos ou 160.000 km. O LEAF é um hatch de porte médio com cinco lugares confortáveis, motor CA síncrono de grande resposta (80 kW) que gera 107 cv e um torque de 28,5 kgfm. Oferece 100% de seu torque desde o início, proporcionando aceleração suave e consistente, com sensação de condução semelhante a de um motor V6 convencional. 16 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO


o carro 100% elétrico Fotos: Goiano Sidney

É um carro de verdade, que não emite poluentes, acessível e com autonomia de carga suficiente para as necessidades urbanas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o LEAF é comercializado por US$ 32.700, sem contar os descontos proporcionados pelo governo local que está incentivando o carro elétrico tanto para a indústria quanto para o mercado. O Nissan LEAF é a incorporação da visão inovadora da marca em relação ao futuro e a décadas de investimentos e pesquisas. A companhia tem uma abordagem holística para o modelo de negócios do veículo elétrico, o que significa pensar em longo prazo e estar orientada a definir alianças e parcerias que tornam viável sua comercialização. Para isso, programas de mobilidade com emissão zero foram firmados com governos locais e instituições privadas de países como Reino Unido, Portugal, Japão e Estados Unidos,  no total de mais de 30 parcerias no mundo. No Brasil, a cidade de São Paulo, foi a primeira a assinar um termo de compromisso para estudar a implantação de uma rede de recargas para este tipo de automóvel. O diretor da consecionária renauto nissan Melchior Duarte fala. “No Brasil ainda não existe legislação especifica, nem subsídios do governo para carros elétricos, o custo de fabricação e muito alto, o que torna inviável. Nos Estados Unidos, Europa e Japão já tem a legislação e o subsídio. Acreditamos que em 2014 no Brasil será aprovada a legislação e o subsídio, para iniciar a comercialização deste tipo de automóvel com esta tecnologia”.

Belchior Duarte, diretor da Renauto Nissan

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A N D R E A F AVA R E T T I

SALADA DE COGUMELOS Fotos: Divulgação

RENDIMENTO: 4 pessoas INGREDIENTES

2 xícaras (chá) de alface americana picada 2 xícaras (chá) de folhas de rúcula 1 tomate em fatias 1 xícara de (chá) de champignon em fatias

MOLHO:

2 colheres (sopa) de suco de limão 2 colheres (sopa) de azeite sal e pimenta do reino a gosto

MODO DE PREPARO:

Em uma tigela coloque as folhas de alface, rúcula e as fatias de tomate. Coloque os champignons por cima da salada. Misture os ingredientes do molho e regue-o na salada. 18 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO

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I N H U M A S

Inhumas trata bem o I nhumas esta hoje com uma população de 50 mil habitantes e tem um ar bucólico como todas as cidades do interior do Estado de Goiás. Sua arquitetura contrasta o moderno e o antigo alem de ter um povo muito acolhedor. Sua vocação é voltada para o agronegócio. A cidade apresentou um desenvolvimento acelerado nos últimos anos tudo isso pela boa administração do prefeito Abelardo Vaz, um jovem dinâmico que pôs as mãos na massa e fez Inhumas virar esta bela cidade. Inhumas é hoje uma das cidades do País com um dos maiores índices de tratamento de esgoto, onde mais de 60% das casas da cidade são beneficiadas com esgoto tratado, tudo isso graças as obras construídas pela saneago, que investiu mais de 14 milhões de reais no município. A cidade conta também com um viveiro

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Fotos: Goiano Sidney

Deputado federal Roberto Balestra com amigos e o prefeito Abelardo Vaz


m o seu ambiente de mudas de várias espécies ornamentais e frutíferas que podem ser adquiridas por qualquer pessoa. O viveiro já distribui mais de 60 mil mudas, nos três anos de sua inauguração. A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Inhumas, faz doação destas mudas para toda população sem custo nenhum. A Prefeitura também faz a troca das árvores que já estão com vida útil no fim, além disso, distribui material para reflorestar fundos de vales, assoreamento dos rios do Município e recuperação das matas ciliares dos córregos da Cidade. Mudas como: Ipê Guapeva e Jatobá fazem parte das árvores que hoje são distribuidas a população. Uma área esta sendo recuperada próximo a GO 060 onde será construída uma bela área de lazer para os moradores, tudo isso graças ao dinamismo do prefeito Abelardo Vaz e a ajuda do Ex. Secretário de Meio Ambiente Amauri Pessoni, que tiveram disposição para construção de um bosque que vai recuperar uma área no Município que só servia para abrigar entulhos e animais mortos. A prefeitura também realiza todo mês, o projeto Prefeitura nos Bairros onde a população é atendida em suas várias demandas como: consultas com advogados, aferimento de pressão arterial, corte de cabelo, confecção de identidade e CPF, lazer para as crianças e distribuição de mudas de árvores. Em uma visita ao viveiro o ex-secretário de agricultura e meio ambiente Amauri Pessoni

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R I O

V E R D E

Município de Rio verde sai na frente na questão das águas

Cria o programa ‘’Produtor de Águas’’

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udo começou a mais de vinte anos da iniciativa de um movimentos chamado ‘’águas do rio’’que acabou tomando grandes proporções, e juntou-se a outros parceiros, como: A Superintendência Municipal do Meio Ambiente, Conselho Municipal do Meio Ambiente, Câmara dos Vereadores, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER, Instituto Federal Goiano – Campus Rio Verde, Fundação de Ensino Superior de Rio Verde – FESURV e Representante dos produtores. Com iniciativa da sociedade civil, no ano de 2011 criou-se um dispositivo para compensar as propriedades que conservarem ou que recuperem as nascentes dos rios que abastecem de água a população do Município. A Lei Municipal Nº 6033/2011 ou programa ‘‘Produtor de Águas’’ como é chamado, em sua primeira etapa de acordo com o Artigo 4°, parágrafo I e II, fica destinado recurso financeiro aos produtores que aderirem ao programa. Os Ribeirões Abóbora, Marimbondo e Lage seriam os primeiros a serem contemplados. Isso porque estes são os rios onde a saneago capta 70 % da água para o consumo da população do Município. O Ribeirão Abóbora já tinha sido pesquisado, catalogadas e mapeadas em suas 54 nascentes espalhadas em 29 propriedades, no trabalho de conclusão curso de uma aluna da FESURV. 22 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO

Fotos: Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente


O que é o projeto O projeto consiste em um incentivo para recuperar e conservar as nascentes dos córregos da região, com o objetivo de garantir a qualidade das aguas para o abastecimento urbano. Os produtores rurais que causarem melhoria ao meio ambiente dos rios terão maiores benefícios financeiros (PSA). Outro ponto importante do projeto e a consideração do raio de 50 metros no mínimo das nascentes ou das margem dos rios, assim as mais recuperadas teriam um maior benefício financeiro para os produtores rurais.

As etapas 1-Pagamento por serviços ambientais (PSA) pela conservação e recuperação das áreas preservação em torno das nascentes do ribeirão Abobora acima da captação de agua da(SANEAGO). 2-Recuperação e conservação das (APPS) dos seguintes cursos de agua: Ribeirão Abobora Córregos Marimbondo Ribeirão da lage No futuro, o Rio verdinho caso este entre em processo de captação pela SANEAGO. 3-Criação de um Corpo técnicos para avaliar fiscalizar as ações desenvolvidas e promover a participação dos atores envolvidos no processo.

Secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Verde Marion Kampier, o diretor do programa (Produtor de Águas) Abel Elias Briceno, e os agricultores da região

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M A T É R I A

E S P E C I A L

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Fotos: Divulgação

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Caryocar brasiliense se destaca como matéria prima para inúmeras transformações capazes de elevar a renda de pequenos produtores. Ele é tudo no nome, menos goiano. O Caryocar brasiliense, conhecido como pequi, está na boca do povo. Servido com arroz ou utilizado como condimento, se tornou o produto mais destacado da culinária regional.

Mas também pode se transformar em batom, sabão, conserva e combustível, após transformações por indústrias e universidades.   Símbolo das culturas sertanejas, o pequizeiro sofre agora uma cruzada com as plantações de cana-de-açúcar e soja. O empresário Marcelo Motta afirma que ele é o ouro do Cerrado: “Vale mais do que a soja e outras lavouras. Os frutos do Cerrado vão revolucionar Goiás. Por isso a

Árvore que Produz ouro 24 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO


necessidade urgente de Proteger o fruto”, diz. Pesquisadores do Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrado, em Brasília, concorda que o pequi pode ser a salvação para o pequeno produtor com o desenvolvimento sustentável. É preciso explorar industrialmente, para manter o pequi como elo da agricultura familiar. Apontado como fruto com um grande potencial de extinção, o pequi tem no pequeno agricultor seu grande parceiro. Em contrapartida, luta contra o avanço das roçadeiras e máquinas do agronegócio. Segundo o biólogo Osmar Pires, ex-presidente da Agência Ambiental e professor universitário, a cana-de-açúcar e a soja são inimigos do pequi. “Essas plantações não respeitam o pequizeiro”, conta. Por isso, a necessidade de implementação de políticas públicas para salvar o fruto do vandalismo provocado pelas máquinas produtivas. Em outros Estados, os agricultores desco-

FONTE DE ENERGIA A grande discussão do momento diz respeito à mudança de matriz energética dos combustíveis. Além da Universidade Federal de Goiás (UFG), a partir do Instituto de Química, outros centros tecnológicos do País têm analisado a potencialidade do fruto incidente em Goiás. O pequi não poderia ficar fora deste debate, pois o óleo é bastante festejado por pesquisadores. José Orlando de Melo, da Embrapa Cerrado, garante a eficácia do fruto nesse setor energético, mas acredita que o valor pago pelo óleo não compensaria. “O mercado gasta R$ 16 pelo litro do óleo de pequi”, explica. É um preço inviável para combustível se comparado à gasolina, por exemplo. Segundo Sandro Barbosa, coordenador de pesquisa realizada em São Paulo, de cada 1 kg de pequi é possível obter pouco mais de um litro do biocombustível. Ele poderia substituir o óleo diesel. A Agência Nacional de Petróleo já autorizou a mistura com, no máximo, 5% do biocombustível ao diesel. Sandro encontrou princípios ativos denominados triglicerídeos, essenciais para a produção de combustíveis. O mais interessante da pesquisa é a demonstração de que o pequi pode reduzir a emissão de poluentes em até 30%. E o motor não perde no rendimento. Dentre as linhas de pesquisa da UFG, porém, destaca-se o interesse em utilizar pequi para recuperar áreas predispostas à erosão no Sudoeste goiano. 

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briram a potencialidade do Caryocar brasiliense. O produto é hoje tema de capa de várias revista de pesquisa científica de Minas Gerais, além de estar protegido pela legislação local. Lá também ele vale ouro. Não bastasse tamanho entusiasmo, o pequizeiro foi eleito como a árvore que melhor representa os mineiros. Com 31.229 votos, o produto típico do Cerrado venceu o concurso para eleição da Árvore Símbolo de Minas Gerais. Osmar Pires explica que a incidência do pequizeiro ocorre em pequenos aglomerados e de forma dispersa. “Por isso, é uma espécie suscetível de extinção”, conta. Embate com a soja – Os pesquisadores apontam um encontro injusto dentro dos limites do Cerrado: a luta da soja contra o pequi. A estrutura insuficiente de fiscalização por conta dos órgãos ambientais acaba permitindo o massacre dos pequizeiros. “Ele exige um tempo de maturação. Tem seu ritmo. Mas quando ocorre o momento da lavoura de soja, acaba cortado pela colheita mecanizada. Por isso, falamos que

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POTÊNCIA DO CERRA D Laboratório desenvolve 21 alternativas para aproveitamento do pequi, que tem capacidade antioxidante e alívia na quimioterapia.   Pesquisadores do Laboratório de Tecnologia de Alimentos do Instituto do Tropico Subúmido (ITS), que fazer parte da Universidade Católica de Goiás, desenvolvem 21 alternativas para o aproveitamento do pequi, o principal objeto das pesquisas esta na polpa. As pesquisas estão na metade do potencial desse fruto, falta explorar a castanha. Os cientistas explicam ainda que é preciso a junção de esforços para descobrir as inúmeras possibilidades do fruto. Ele é rico em zinco, o que demonstra sua capacidade antioxiadante de combater os radicais livres. Dentre as aplicações alimentares do pequi, destacam duas composições bastante gostosas, o pão de queijo de pequi que é maravilhoso, tem o gosto característico do fruto. Outra receita bastante saborosa é o pão de pequi com patê de pequi e ricota. O empresário Clóvis José de Almeida, da Milca Sorvetes, descobriu no pequi o segredo de sua fábrica de picolés. Hoje


RA DO  ele explica em palestras como descobriu o Cerrado: “Quando pensei em fazer picolé de pequi, ninguém acreditou. Todo mundo fazia chacota, não botavam fé”, diz clóvis. Hoje, o empreendedor exporta o produto para diversos Estados do País e se orgulha na virada de mesa que iniciou em sua sorveteria. “Tentei fazer picolé de pequi de sal. Não funcionou. Coloquei então doce. Foi um sucesso. Antes perguntavam se eu tinha picolé de pequi só para provocar. Hoje pedem porque gostam”, afirma. Por ironia, Clóvis compra o pequi em Minas Gerais. É o exemplo prático de que os mineiros estão para valer nesse mercado. “O pequi ideal para o picolé está lá. O fruto de Goiás é bom para comer com arroz”, afirma. Talvez seja mais um fato que comprove aquela frase feita: “Mineiro compra bonde e vende para paulista.” No caso, ele produz pequi e vende para Goiás. Prova disso é a explosão de pesquisas e cooperativas que trabalham com o produto.  

soja e cana são inimigos ferrenhos do pequizeiro. Como o povo é aliado do pequi, e as grandes indústrias defendem a soja, ocorre um embate do mais fraco com o mais forte”, explica.    AJUDA EM TRATAMENTO   

O principal estudo referente à capacidade do pequi em combater o envelhecimento foi realizado em 2004. Os biólogos César KopperGrisolia e Juliana Khouri, do Laboratório de Genética e Mutagênese da Universidade de Brasília (UnB), demonstraram que o extrato desse fruto

são mais potente do que se esperava. E tem a capacidade de reduzir o índice de mutação em células sadias que são expostas a drogas adotadas em quimioterapia. Os pesquisadores trataram camundongos com extrato de pequi em água. Receberam duas substâncias que provocam o surgimento de radicais livres no corpo, a ciclofosfamida e a bleomicina. A pesquisa apontou que o rato tratado com pequi obteve redução de 40% no índice de rompimento do DNA das células sadias. O consumo do fruto diminui os efeitos da quimioterapia.  ALIMENTO É SÍMBOLO DA TRADIÇÃO GOIANA 

O pequizeiro não é oficialmente a árvore símbolo de Goiás, mas é como se fosse. Seu significado é superior aos valores interioranos dos goianos. Segundo o escritor e pesquisador do folclore goiano Bariani Ortêncio, paulista de nascimento, o pequi representa nossa culinária e a tradição cultural. “Minas Gerais tem muito pequi, mas os goianos é que consomem para valer. Mineiro come pouco”, diz o folclorista. Ele também não acredita na industrialização do fruto. “Ele tem um sabor característico muito forte. Não acredito que tenha esse potencial para ser vendido, mas existe, sim, um comércio. Temos esse pequi laminado, cortado em fatias, para turista comprar e provar”, fala o folclorista. Bariani aprendeu a gostar de pequi em Goiás. “Estava comendo pequi agora mesmo. É maravilhoso. Dizem até que tem potenciais afrodisíacos”, fala. “É ótimo para servir como iguaria, no molho”, ensina o folclorista. “Tem de colocar ele com alho, sal, um caldo, pode ser água. Tempera, coloca um cheiro verde”, diz. Bariani quer mesmo deixar o repórter e o leitor com água na boca: “Isso tudo que falei é bom, mas o pastel de carne com gotinhas de caldo de pequi é bom demais!”, ensina. O especialista conta ainda que, dentre as propriedades do pequi, está a capacidade de hidratação. “É... Se der sede, ele mata. Tem muita água nele”, explica. José Orlando de Melo, da Embrapa Cerrado, em Brasília, afirma que algumas famílias ABRIL/MAIO ECO REVISTA - 27


M A T É R I A

E S P E C I A L

comercializam doce de leite misturado com pequi. “É um sabor maravilhoso. A castanha da fruta é também muito saborosa, compatível com a castanha-do-pará”, explica o pesquisador que degusta seu objeto de estudo. Orlando conta que até o óleo do pequi pode substituir o tradicional óleo de cozinha que vai misturado no arroz. “Pequenos produtores utilizam com freqüência”, fala.  FRUTO VALORIZADO TAMBÉM FORA DO PRATO

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) quer agregar valor ao pequi e mostrar que existem múltiplas possibilidades para a utilização do fruto. Pequi na panela é bom, mas fora pode ser melhor ainda. O professor Robson Maia Geraldine acredita nas possibilidades de industrialização e conquista de novos mercados. Ou seja: nem só goianos devem apreciar o gosto do fruto. “Queremos pesquisar e apresentar os resultados para indústrias, governo e demais interessados”, afirma o professor. Quatro educadores e diversos estudantes se debruçam atualmente nas pesquisas do pequi. “Essa agregação de valor torna o produto visível, mais propício à exportação e a uma popularização do fruto.” Mas para colocar em prática tais estudos é necessário apoio técnico e financeiro. “Existe um custo, precisamos de reagente, matéria-prima, pessoas”, diz. José Orlando de Melo, da Embrapa Cerrado, em Brasília, explica que diversas indústrias estão utilizando matéria-prima extraída diretamente do pequi. Ele cita regiões do Distrito Federal e Minas Gerais que já lucram com a fruta e avançam na pesquisa. “Não esquecemos do pequeno produtor rural. Temos parceria com a Emater para auxiliar na extração e correto uso do pequi”, informa. .

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Afrodisíaco A industrialização do pequi é mais concentrada na área de beleza, como cosméticos. Ele tem um poder hidratante testado em diversos laboratórios do País e realmente tem propriedades interessantes. Também funciona como excelente matéria-prima para fabricação de sabão e sabonete. “De uns tempos para cá, o uso do produto tem sido cada vez mais nobre”, fala Orlando. Os alunos de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB) seguem este mesmo princípio. O Caryocar brasiliense tem se transformado em xampu e condicionador. O óleo do fruto apresenta propriedades hidratantes e tônicas de fazer inveja aos grandes laboratórios. A engenheira Fabíola Antezana alerta que a composição não deixa cheiro de pequi no cabelo. Mas adianta que o procedimento para confecção do produto deve ter a orientação de profissionais. O custo de um litro de xampu fica em torno de R$ 10. Dario de Oliveira, que pesquisa as diversas propriedades químicas do pequi, aponta também uma possível utilização do produto como afrodisíaco, pois se revela excelente energético dentro de laboratório. Dario diz que o fruto é bom conservante de vitaminas lipossolúveis, como vitaminas D e E. Tais nutrientes estão ligados à resistência da pele em situação de desidratação. Além disso, melhora a acuidade visual e sínteses hormonais.


C U R I O S I D A D E

JÁ OUVIU FALA EM BAOBÁ O PROFESSOR FLORA VAI TE CONTAR ESTA LENDA

M A R C E L O M O T TA

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aobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia) são um gênero de arvore com oito espécies, nativas da ilha de Madagascar onde tem o maior centro de diversidade destas espéciescom seis delas. O baobá é a árvore nacional de Madagascar e o emblema nacional de Senegal. É uma árvore que chega a alcançar alturas de 5 a 25m excepcionalmente 30m, e até 7m de diâmetro do tronco e (excepcionalmente 11m). Os baobás desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca, caindo suas folhas durante a estação seca. Alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado: poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema. Muitas lendas sobre o baobá já foram escritas, contadas e recontadas. Esta árvore, originária da África, é uma das mais antigas da Terra. Pode chegar a viver 6000 anos! E consegue armazenar em seu gigante caule até 120 mil litros de água. No Senegal, o baobá é sagrado. Segundo outra antiga lenda africana, caso alguém seja sepultado dentro do caule dessa árvore, que é o oco, a alma do morto se manterá viva enquanto a planta existir.

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C Ó D I G O

F L O R E S T A L

Abema coloca Goiás no topo da discussão Secretário Umberto fica responsável para redigir nota que reflete situação no País

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ecretário Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, Umberto Oliveira foi designado pelo Presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais do Meio Ambiente (Abema), Hélio Gurgel, em reunião no Palácio do Planalto, no dia 19 do mês passado, a ser relator da Nota Técnica n°001/2012 dos associados sobre o Código Florestal Brasileiro. O texto do Novo Código Florestal, enviado à Presidência da República, resultou em instrumento que mais estabelece dúvidas e incoerências, imprecisões e distorções. O texto aprovado na Câmara Federal impactou de forma preocupante a opinião pública nacional e secretários do meio ambiente de vários estados. Desta forma, a Abema optou por discutir pontualmente as questões da nova proposta com os demais associados, por meio de uma nota técnica produzida pelo representante goiano, Umberto Oliveira.

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A Semarh é a favor do veto total pela Presidente Dilma Rousseff. Segundo o secretário, a Nota Técnica foi objeto de aprofundada discussão democrática, em reunião extraordinária da Abema realizada no último dia 3 de maio, em Brasília, onde cada associado, durante mais de 4 horas de discussão, pode expor a sua opinião. O texto foi aprovado em função de uma profunda análise que foi feita dos diversos aspectos mais delicados no Novo Código Florestal. Umberto ressalta que “essa foi, sem dúvida, a maior contribuição que Goiás, através da Semarh, ofereceu para o exercício, pela Presidência da República, da missão constitucional de análise do conteúdo legislado para que o mesmo possa ser sancionado ou vetado, neste último caso total ou parcialmente”. A nota, que tem o objetivo de discutir pontualmente as questões da nova proposta, foi protocolada na Presidência da República no dia 15 de maio. Dez estados (GO, SC, RJ, SP, PE, DF, RO, PA, AC, AP) pediram veto total ao Novo Código à Presidente Dilma Rousseff. Outros dez estados (PR, RS, MG, ES, SE, RN, AM, AL, CE, PB) pediram veto parcial e sete estados se abstiveram (TO, MT, MS, BA, MA, PI, RR). A Abema considera o documento importante devido o atual momento histórico que vive a questão ambiental no Brasil – pela discussão da aprovação do novo Código Florestal, pela Lei Complementar n.140 (que fixa normas para a cooperação entre as esferas de poder nas ações relativas à proteção do meio ambiente) e pela véspera da realização do maior encontro ambiental do planeta em nosso País, a Rio + 20.


APPs áreas de preservação permanente Os principais pontos da Nota Técnica repudiam o pastoreio extensivo nas áreas de Preservação Permanente - APPs. Áreas de florestas convertidas em pastagens em locais íngremes como encostas e topos de morros, por exemplo, são focos constantes de perda de solo, erosão, fontes de assoreamento e deslizamentos. Essas áreas em geral são inadequadas para a pecuária, mesmo considerando tão somente a implicação em termos de produtividade; dessa forma a mudança sugerida é temerária e prejudicial ao meio ambiente e aos produtores. Outra argumentação da nota é a eliminação do inciso IV12 do § 6º do artigo 4º da proposta do Senado que abre a possibilidade de suprimir vegetação de APP de beira de rio e lagos para implantar atividades de aquicultura. Essa condição permite desmatamentos, o que terá um forte impacto

na prática, já que imóveis com até 15 módulos fiscais englobam a imensa maioria de imóveis rurais do país, considerando especialmente que o módulo fiscal é definido para cada município e há municípios em que 1 módulo fiscal equivale a 100 hectares, ou seja, a área total pode atingir 1500 hectares.


C O N F E R Ê N C I A

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E S T A D U A L

3ª Conferência Estadual de Meio Ambiente aprovou 97 propostas, sendo seis moções, para melhorar a gestão e reforçar a política estadual de preservação do Meio Ambiente. De 1º a 3 de março/2012, os participantes puderam discorrer sobre os principais problemas enfrentados por Goiás e questões urgentes que carecem de resolução. Cerca de 700 pessoas marcaram presença e contribuíram para fazer da Conferência, a maior discussão já feita sobre o Meio Ambiente em Goiás. Todos os grupos, divididos de acordo com os subtemas, aprovaram suas respectivas propostas. O tema central da Conferência foi Cerrado Rio+20: Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradicação da pobreza. Goiás se antecipou aos

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demais estados do País e foi o primeiro a fazer um evento da importância de uma conferência para discutir especialmente a temática da Rio+20, convenção das Nações Unidas que vai reunir os representantes de todos os países no Rio de Janeiro, em junho deste ano. Hoje, existem importantes projetos em andamento em Goiás, que atendem aos anseios da política de desenvolvimento sustentável, assim como questões históricas e urgentes que precisam ser dissolvidas. Diante disso, o tema central foi subdivido em cinco plataformas a fim de ampliar o debate. Tal medida se mostrou eficaz, uma vez que as propostas aprovadas na Conferência envolvem todos os problemas e implicações pertinentes da temática ambiental. Veja abaixo, algumas das noventa e sete propostas:

3º Conferência Estadual d e Ambiente contempla 97pr o

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SUBTEMA

Resíduos Sólidos:

1) Incentivar o uso de

embalagens biodegradáveis e materiais recicláveis e estimular produção local sustentável.

2)Fortalecimento dos ór-

gãos ambientais nos municípios através de: -Articulação; -Qualificação; -Criação do conselho municipal do meio ambiente; -Criação de Fundo Municipal de Meio Ambiente; - Informação.

d e Meio r opostas SUBTEMA

Pagamento por Serviços Ambientais:

1) Pagamento por serviço ambiental pela

preservação, conservação e recuperação do solo e vegetação nativa.

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C O N F E R Ê N C I A

E S T A D U A L

Moções:

1) aprovação urgente do Projeto

de Lei número 5.487/2009 que regulamenta o Pagamento de Serviços Ambientais no Estado de Goiás.

2) aprovação da criação do Mosaico de Unidades de Conservação da Chapada dos Veadeiros. A região da Chapada dos Veadeiros já é de fato um Mosaico de Unidades de Conservação conforme disposto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC restando o seu reconhecimento oficial junto ao Ministério do Meio Ambiente.

3) aprovação para proibição de

PCHs do município de Alto Paraíso da cidadania e propor na Conferência Regional que adote o mesmo posicionamento.

SUBTEMA

Bacias Hidrográficas:

1) Projetar e instalar a rede hidrológica do Estado Lúcia Miclos e Viviane Brun

para monitorar constantemente as vazões dos principais cursos d’ água para fins de liberação de outorga e informações para projetos hidráulicos e ambientais.

2) Fazer a classificação dos corpos d’água segundo

as suas classes preponderantes de acordo com a Resolução CONAMA 357.

3) Criar propostas de cobrança no Plano de Bacia para a conservação de estradas vicinais junto aos recursos Hídricos.

4) Criar mecanismo de diagnostico e banco de da-

dos da qualidade das águas das bacias hidrográficas;

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c o l u n a Deputada Federal (PT) Marina Santana, única parlamentar Goiana que votou contra o texto alterado do Código Florestal, luta pelo desenvolvimento sustentável através de técnicas de produção modernas que não agridam o Meio Ambiente.

ve rd e ALESSANDRO MENDES

Vereador Carlos Estelita o “Dáda” do PV de Alto Paraiso trabalha pela conclusão da Universidade do Cerrado. O objetivo do vereador verde é aprofundar o conhecimento técnico sobre a biodiversidade do Cerrado.

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente é o novo desafio de Pedro Wilson, o ex- prefeito de Goiânia terá como uma das missões o Plano Estadual dos Resíduos Sólidos e a melhoria da qualidade de vida da população com foco na preservação do meio ambiente das cidades.

Alessandro Mendes da Coluna Verde, no teste do carro 100% Elétrico e conceito de emissão zero de poluentes, o Nissam Leaf (Folha em inglês) que já é produzido em larga escala no mundo. No Brasil, sem incentivo para produção de veículos não poluentes, fica praticamente inviável sua aquisição. Dirigir um carro com emissão zero de poluentes é emocionante.

Delegado Luziano de Carvalho – DEMMA está de olho nas imensas voçorocas, crateras que estão engolindo quilômetros de terras produtivas e assoreando rios no Estado de Goiás. Em nove municípios do estado foram identificadas 50 voçorocas que são provocadas pelo desmatamento e pelo crescimento descontrolado de plantações. A DEMMA tem intimado fazendeiros para conterem a degradação ambiental reflorestando áreas desmatadas.

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E C O D I C A S SATÉLITE BRASILEIRO O primeiro satélite Brasileiro completou sua maioridade, o SCD 1 fez 18 anos e em fevereiro desta ano, ele completou 94.994 voltas em torno da terra. Este equipamento foi desenvolvido pelo (INPE) instituto nacional de pesquisas espaciais. O Satélite foi construído para monitorar as bacias hidrográficas do Brasil além de fazer previsões climáticas e metereológicas.

COMA MENOS CARNE VERMELHA A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. O mau cheiro que eles exalam é metano, um gás inflamável e poluente. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma enorme quantidade de água. Cada 1 kg necessita de 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango consome 10 litros

USE MÁQUINAS DE LAVAR ROUPAS E LOUÇAS SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

TROCANDO SEU CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana-de-açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos.

INFORME SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também, para a margem de lucro alardeada todos os anos. 36 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO

COMPRE ALIMENTOS ORGÂNICOS Além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura ‘tradicional’. Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.


REDUZA O USO DE EMBALAGENS Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas. Leve a sua sempre com você.

LÂMPADAS

CUIDADO COM O AR SECO No inverno, ocorre uma maior concentração de poluentes e menor umidade no ar e por isso, as complicações nas vias respiratórias tornam-se mais frequentes, já que ocorre o ressecamento das mucosas. Nesses dias, o melhor é evitar fazer exercícios ao ar livre nos horários mais quentes do dia, umidificar o ambiente com toalhas molhadas e permanecer na sombra ou em locais arborizados.

As lâmpadas que emitem gases, como as fluorescentes, contém substâncias nocivas ao meio ambiente, tais como metais pesados. Enquanto estão inteiras, não oferecem risco, mas quando quebradas liberam mercúrio na atmosfera podendo causar prejuízo à saúde dos seres humanos. Por isso, essas lâmpadas devem ser descartadas em local seco, nas próprias caixas de embalagem original, protegidas contra eventuais choques que possam provocar sua ruptura. Em nenhuma hipótese as lâmpadas devem ser quebradas para serem armazenadas. Também não se deve afundar os pinos de contato elétrico para dentro da lâmpada para identificar aquelas que não servem mais, pois os orifícios das extremidades da lâmpada permitem o vazamento do mercúrio para o ambiente. Para manusear lâmpadas quebradas, utilize luvas e botas plásticas. Quando houver quebra acidental de uma lâmpada, o local deve ser bem limpo por aspiração. Os cacos devem ser coletados de forma a não ferir quem os manipula e colocados em embalagem estanque, com possibilidade de ser lacrada, a fim de evitar a contínua evaporação do mercúrio liberado.

FENÔMENO NAS ALTURAS

JÚPTER

Em agosto o Planeta Terra e o Planeta Marte irão estar mais perto um do outro, isso devido a pressão atmosférica exercida pelo Planeta Júpiter, foi o que os astrônomos descobriam neste século. Este fenômeno só vai acontecer novamente no ano de 2287, não com a intensidade deste ano. Aproximação como esta so aconteceu a cinco mil anos atras.

TERRA

MARTE

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T U R I S M O

Pirenópolis! cidade t P Fotos Divulgação

irenópolis é um município históricos de Goías dos mais importantes para a economia do entretenimento do Estado. Foi fundado com o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte pelo português minerador Manoel Rodrigues Tomar (alguns historiadores denominaram-o como Manoel Rodrigues Tomás). As minas da região foram descobertas pelo bandeirante Amaro Leite, porém foram entregues aos portugueses por Urbano do Couto Menezes, companheiro de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera Filho, na primeira metade do século XVIII. Segundo a tradição local, o arraial foi fundado em 7 de outubro de 1727, porém não há documentos comprobatórios, muitos historiadores e cronistas antigos afirmam que a fundação foi em 1731. Ainda no século XIX, com o nome de cidade de Meia Ponte, destacou-se como o berço da música goiana, graça ao surgimento de grandes maestros, a cidade também é considerada o berço da imprensa em Goiás, já que ali nasceu o primeiro jornal do Centro Oeste, denominado Matutina Meiapontense. Em 1890, mudou seu nome para Pirenópolis, o município dos Pireneus, nome dado à serra que a circunda. Tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1989, o município conta com um Centro Histórico ornamentado com casarões e igrejas do século XVIII, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728-1732), as Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1750-1754) e de Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (1750-1754), que foram tombadas pelo patrimônio, além de prédios de relevante beleza arquitetônica como o Teatro de Pirenópolis, de estilo híbrido entre o colonial e neo-clássico, de 1899, e o Cine Teatro Pireneus, em estilo art-déco, de 1919 e a Casa de Câmara e Cadeia construído em 1919 como réplica idêntica do original de

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e turística de Goiás 1733. Localiza-se a uma latitude 15º51’09” sul e a uma longitude 48º57’33” oeste, estando a uma altitude de 770 metros. Sua população estimada é de 25.000 habitantes. Possui uma área de 2.227,793 km². Palco das famosas cavalhadas e da Festa do Divino. As cavalhadas de Pirenópolis é uma atividade que gira em torno de uma representação dramática equestre de uma luta entre Mouros e Cristãos pela soberania da Península Ibérica durante a Idade Média na Europa e são alegrados por centenas de mascarados, montados a cavalo ou não. O mascarado típico de Pirenópolis usa a máscara

de boi. Esta festa é considerada como uma das mais belas e expressivas do Brasil. A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, é um festejo religioso que dura cerca de 20 dias e é de origem portuguesa e foi reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro. Mantém como símbolos o Imperador do Divino, a Coroa, o Cetro a as Bandeiras. Ambas acontecem durante as festividades de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa, e reúnem diversas outras manifestações, como congadas, reinados, juizados, folias, queima de fogos, pastorinhas, missas e a Novena do Divino, com seus cânticos em Latim.

Abaixo algumas cachoeiras próximas de Pirenópolis: Cachoeira Nossa Senhora do Rosário Cachoeira da Meia Lua Cachoeira do Abade Cachoeiras das Araras

Cachoeira da Usina Velha Cachoeiras do Bonsucesso Cachoeiras dos Dragões Cachoeira do Lázaro Cachoeira Santa Maria

Rodovias que cortam o município. BR-070

BR-414

BR-153

GO-431

GO-338

GO-225

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R E C I C L A G E M

Brasil deixa de econo m i de dólares não reciclan d

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ET - Foi desenvolvido pelos químicos ingleses Whinfield e Dickson em 1941, o PET (polietileno tereftalato) é um material termoplástico. Isto significa que ele pode ser reprocessado diversas vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados. O PET possui algumas características, como: absoluta transparência, grande resistência a impactos, maior leveza em relação às embalagens tradicionais e brilho intenso. O primeiro processo de reciclagem de PET foi realizado pela empresa americana

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St. Jude Polymers, de Frackville, Pennsylvania em 1977 o processo de reprocessar a resina pós-consumo. A empresa ainda operava reciclando cerca de 750 toneladas mensais de PET e PEAD. Outro impulso para polímero foi quando o fabricante de fibras Wellman, no ano 1978 começou o processo de produção de fibras para carpete e enchimento a partir de PET reciclado. A empresa lançou também, em 1993, a primeira fibra feita com PET 100% reciclado. Em Abril de 1991, o FDA emitiu a primeira carta de “não-objeção”ao uso de PET reciclado em embalagens para alimentos, em uma bandeja para frutas e vegetais. Em agosto de 1992, o FDA emitiu a primeira carta de “não objeção”para o uso de PET reciclado em embalagens multicamada, com PET virgem na face em contato com os alimentos, em Abril de 1993, foi a vez das primeiras garrafas de refrigerante multi-camada receberem autorização. Em 1994, foi autorizada pelo FDA a primeira garrafa de refrigerante feita 100% com PET reciclado. 7.500 toneladas anuais de PET, produzem 20.000 toneladas de fibras. A introdução da embalagem de PET (polietileno tereftalato) no Brasil foi em 1988, além de trazer as indiscutíveis vantagens ao consumidor, trouxe


m izar milhões do seu lixo também o desafio de sua reciclagem, que nos fez despertar para a questão do tratamento das 200 mil toneladas de lixo descartadas diariamente em todo Brasil. O polímero de PET é um poliéster, de plásticos mais reciclados em todo o mundo, devido a sua extensa gama de aplicações como: fibras têxteis, tapetes, carpetes, não-tecidos, embalagens, filmes, fitas, cordas, compostos, etc. A embalagem de PET quando reciclada tem inúmeras vantagens sobre outras embalagens do ponto vista da energia consumida, consumo de água, impacto ambiental, benefícios sociais, entre outros. A etapa de transformação utiliza o material revalorizado e o transforma em outro produto vendável, o produto reciclado. A etapa de revalorização realiza a descontaminação e adequação do material coletado e selecionado para que possa ser utilizado como matéria prima na indústria de transformação. Conforme estudos realizados na USP, o Brasil deixa de economizar Milhões de dólares ano por não reciclar os materiais presentes nas 200 mil toneladas de lixo gerados todos os dias no país. Ainda não estão contabilizados os custos de danos ambientais e sociais, por isso temos que elaborar uma política nacional de resíduos sólidos, com ações estaduais e municipais para viabilização de um logística para fortalecimento da indústria de reciclagem no Brasil. As embalagens de garrafas plásticas para bebidas (PET) são ideais para o acondicionamento de alimentos, devido às suas propriedades de barreiras que impossibilitam a troca de gases e absorção de odores externos, mantendo as características originais dos produtos envasados. Além disto, são leves, versáteis e 100% recicláveis.

A reciclagem do PET tem muitos benefícios, como: Redução do volume de lixo coletado, que é removido para aterros sanitários, proporcionando melhorias sensíveis no processo de decomposição da matéria orgânica (o plástico impermeabiliza as camadas em decomposição, prejudicando a circulação de gases e líquidos). Economia de energia elétrica e petróleo, pois a maioria dos plásticos é derivada do petróleo, e um quilo de plástico equivale a um litro de petróleo em energia. Geração de empregos a catadores, sucateiros e operários. Menor preço para o consumidor dos artefatos produzidos com plástico reciclado aproximadamente 30% mais baratos do que os mesmos produtos fabricados com matéria-prima virgem. Diversos produtos podem ser produzidos a partir da reciclagem do PET, são eles: Na Indústria automotiva e de transportes - tecidos internos (estofamentos), carpetes, peças de barco. Pisos - carpetes, capachos para áreas de serviços e banheiros. Artigos para residências - enchimento para sofás e cadeiras, travesseitros, cobertores, tapetes, cortinas, lonas para toldos e barracas. Artigos industriais - rolos para pintura, cordas, filtros, ferramentas de mão, mantas de impermeabilização. Embalagens - garrafas, embalagens comuns, bandejas, fitas. Esporte - industria têxteis, roupas esportivas, calçados, malas, mochilas, vestuário em geral. Uso químico - resinas alquídicas, adesivos.vW

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S E C R E T A R I A

D E

C I D A D E S

Projeto Caravana das Cidades em Goianésia

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Secretaria de Estado das Cidades (Secidades) realizou o projeto Caravana das Cidades em Goianésia no dia 16 de maio. O objetivo é promover o Programa Cidades Sustentáveis, que vai contempla 30 municípios goianos, informou o titular da pasta, Igor Montenegro. À primeira dama Mara Naves, que esteve presente no evento falou que o atual Secretário de Estado das Cidades, morou em Goianésia por vários anos, quando ocupou uma diretoria da Usina Goianésia. A primeira cidade a receber o projeto foi Mineiros, em 6 de março. A programação será encerrada no mês de junho, nos dias 13 e 14, em Goiânia. Durante o evento, foram realizadas audiências públicas e oficinas de trabalho com os temas: Observatórios da Mobilidade e Saúde Humanas, Zoneamento Agroeconômico e Ecológico, Plano Estadual e Municipal de Saneamento Ambiental e Políticas Públicas de Habitação de Interesse Social. Goiás foi o primeiro estado a aderir ao Programa Cidades Sustentáveis. O secretá-

Igor Montenegro

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rio de Cidades, Igor Montenegro, explica a importância da iniciativa. “Isso significa que estamos na vanguarda da sustentabilidade brasileira. Este programa prevê a integração dos municípios com o Estado, para que possamos transformar ações concretas na melhoria de vida das cidades goianas”, pontua. São doze eixos estratégicos, que vão desde o planejamento até a gestão da questão urbana, passando por saneamento, por mobilidade, redução dos acidentes de trânsito e pelo desenvolvimento de um plano mais concreto para resíduos e questões afins. “A ideia geral é melhorar a qualidade de vida, promovendo a sustentabilidade integrada das cidades goianas. Goiás será, com certeza, um modelo nacional, porque é pioneiro”, arremata Montenegro. Durante a manhã, houve a abertura solene, com a presença de várias autoridades políticas, entre elas, a primeira-dama Mara Naves e o deputado estadual Hélio de Souza. Logo após aconteceu as seguintes palestras: Programa Cidades Sustentáveis, Zoneamento Ecológico Econômico, Mobilidade Urbana e

Trânsito, Saneamento e Gestão de Resíduos Sólidos e Habilitação Popular No período vespertino, aconteceram as oficinas de trabalhos sobre os temas focados nas palestras. A Caravana das Cidades é um projeto do Governo de Goiás através da Secretaria de Estado das Cidades em parceria com a Agehab, Detran, Saneago e Governo de Goianésia.

Mara Naves

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E M P R E S A

P A D R Ã O

Ete já é uma realidade

U

ma das maiores empresas de saneamento do país, a SANEAGO é responsável pelo tratamento de água da Capital e de diversas cidades do interior do Estado. A primeira Estação de Tratamento da Capital, a ETA Jaime Câmara, foi inaugurada em 1953, e supriu as necessidades da população durante muito tempo. Contudo, a rápida expansão urbana de Goiânia nas últimas 44 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO

décadas provocou um aumento de demanda por água tratada. Desta forma, a SANEAGO inaugurou em 1988 a ETA Meia Ponte, obra que veio suprir as necessidades de uma crescente população. Goiânia é uma cidade privilegiada, considerando seus elevados índices de atendimento de abastecimento de água (92%) e coleta de esgotos sanitários (80%). O sistema coletor de esgotos atende a uma população aproximada de um milhão de habitantes. Esses índices de atendimento situam a cidade entre as primeiras posições no Brasil. O sistema de esgotos sanitários de Goiânia conta com mais de 2.600.000 (dois milhões e seiscentos mil) metros de rede coletora, a qual descarrega os esgotos em interceptores implantados às margens dos principais cursos d’água da cidade. São dotados de interceptores o ribeirão Anicuns e João Leite, e os córregos Macambira, Vaca Brava, Cascavel, Capim Puba, Botafogo, Palmito, Água Branca e Barreiro, com diâmetros variando de 200 a 2000 mm. Existem três Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) em operação em Goiânia, que recebem contribuição de cerca de 700.000 habitantes. Na região leste de Goiânia, estão situadas a ETE Aruanã e a ETE Parque Atheneu, as quais encontram-se em operação há mais de 16 anos. A ETE Goiânia, denominada “Dr. Hélio Seixo de Britto”, com capacidade para tratar 75% do esgoto coletado em Goiânia, tem como bacias de contribuição, o ribeirão Anicuns e seus afluentes (Macambira, Cascavel, Vaca Brava, Capim Puba e Botafogo) e os córregos Caveirinha e Fundo, e o Ribeirão João Leite.


C Ó D I G O

F L O R E S T A L

O que devemos fazer?

Tem alguma coisa errada nas matas Brasileiras

A

lgo está muito errado quando a maioria dos parlamentares, na contramão da vontade da maioria da sociedade, prefere um modelo de desenvolvimento que, em razão do lucro rápido, compromete o futuro do próprio país. O novo Código Florestal aprovado pela Câmara é tudo, menos “florestal”. Virou uma regulamentação de atividades econômicas no campo, nas cidades e nos litorais, de forma a contemplar uns poucos sem apaziguar a consciências da maioria do população. Está longe de representar equilíbrio sustentável e respeito às pessoas e aos bens do país. O que saiu do Senado, tido como de “consenso”, já ignorava o parecer das autoridades científicas e de especialistas de diversas áreas. Em nome dele, lideranças de quase todos os partidos classificaram como “radicais” as vozes críticas que defendiam as salvaguardas da legislação ambiental, capazes de garantir a qualidade de vida das gerações presentes e futuras. Como foi aprovado no Congresso, já é praticamente unânime que ele trará implicações nas taxas de desmatamento. Discutir o veto parcial é como avaliar se desejamos um colapso em nossos ecossistemas é se este veto vai inviabilizar nossa agricultura por 10 ou 20 anos. O veto deve anistiar os desmatadores ou desobrigar a recomposição de matas ciliares? Deve ser pelo fim dos mangues ou pela redução de reserva legal? Fragilizando as veredas, as nascentes e mananciais? O melhor modelo de desenvolvimento esta muito longe de ser con-

templado por este novo código, pois sabemos que este novo código florestal e mais rural que ambiental. Temos todas as condições de liderar o processo de transição para o desenvolvimento sustentável no século 21, mas é necessário a visão firme da presidente Dilma na hora de sancionar este projeto para determinar e perseguir nosso destino de grande potência socioambiental. Não é fácil fazer a melhor escolha, porém é na pressão dos grandes dilemas que se forja o cenário das grandes nações que estão afiados na trilha dos avanços ambientais.

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P R O F I S S Õ E S

Engenharia Ambiental e Sanitária

É

a engenharia voltada para o desenvolvimento econômico sustentável, que respeita os limites dos recursos naturais, e para o projeto, a construção, a ampliação e a operação de sistemas de água e esgoto. O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo. Para isso planeja, coordena e administra redes de distribuição de água e estações de tratamento de esgoto e supervisiona a coleta e o descarte do lixo. Também avalia o impacto de grandes obras sobre o meio ambiente, para prevenir a poluição de mananciais, rios e represas. Esse profissional é responsável pela prevenção contra a poluição causada por indústrias. Em agências de meio ambiente e em polos industriais, controla, previne e trata a poluição atmosférica. Pode, ainda, monitorar o ambiente marinho e costeiro, atuando na prevenção e no controle de erosões em praias. O mercado está bastante aquecido para o engenheiro ambiental. O governo federal começa a investir em obras de saneamento no país, e as empresas que executam os trabalhos têm grande demanda pelo engenheiro ambiental. Além disso, usinas termoelétricas, indústrias de base (química e petroquímica, de mineração, siderurgia e de papel e celulose) e grandes obras de infraestrutura (rodovias e ferrovias) buscam cada vez mais o profissional para o controle de poluição e fiscalização de projetos. O mercado de crédito de carbono, mecanismo instituído com a finalidade de reduzir os níveis de poluição global, pode vir a ampliar as possibilidades para o graduado. O especialista em tratamento de efluentes industriais pode ter boa chance de colocação. 46 - REVISTA ECO ECO ABRIL/MAIO

O que você pode fazer BIOPROCESSOS E BIOTECNOLOGIA Avaliar os efeitos de um processo ou produto sobre o meio ambiente. Criar mecanismos para diminuir ou suprimir os impactos ambientais na produção industrial. CONTROLE DE POLUIÇÃO Reduzir o impacto de atividades industriais, urbanas e rurais sobre o meio ambiente. Monitorar a qualidade da água e fiscalizar a emissão de gases que prejudicam a qualidade do ar. PLANEJAMENTO E GESTÃO AMBIENTAL Elaborar relatórios de impacto ambiental e planos para o uso de recursos naturais. Assessorar empresas, órgãos públicos e ONGs. Estudar meios de reutilização de resíduos, para otimizar a produção e reduzir gastos. RECUPERAÇÃO DE ÁREAS Desenvolver e executar projetos de recuperação de áreas poluídas ou degradadas. RECURSOS HÍDRICOS Racionalizar a exploração de rios e reservatórios, controlando a qualidade e a quantidade de água consumida. SANEAMENTO Projetar, construir e operar sistemas de abastecimento de água e de coleta, transporte e tratamento de esgoto, lixo doméstico e resíduos industriais. Montar sistemas de drenagem para prevenir enchentes.


RALLY FOTOGRÁFICO ESTA PÁGINA VAI SER UM VERDADEIRO RALLY FOTOGRÁFICO PARA AMADORES E PROFISSIONAIS Mostre sua cara mandando suas fotos para ECOCERRADO Lugares bonitos preservados florestas, pássaros, insetos, paisagens enfim. Selecionamos as mais belas e elas serão publicadas nesta página. Para e-mail: eco-cerrado@hotmail.com


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Sustentabilidade e preservação

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