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Centro Universitário Senac São Paulo, 2016

Gustavo Lorenzini

ES T U D O D E CA SO D E UMA AÇ ÃO CO LA B O RATIVA


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MAYRA LYE


ESTU D O D E CASO D E U MA AÇ ÃO COLABORATI VA

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro, como exigência parcial para obtenção do grau Bacharel em Design com linha de formação específica em Desgin Gráfico

Orientadora PROFª FABIA T. CAMPOS

GUSTAVO VERARDI LORENZINI ANGELI lorenzini.gustavo@gmail.com

São Paulo - 2016


FICHA CATALOGRÁFICA Angeli, Gustavo Verardi Lorenzini TEIA: Estudo de caso de uma ação colaborativa/ Gustavo Verardi Lorenzini Angeli - São Paulo (SP), 2016. 134 pp: il. color.

Orientadora: Fabia T. Campos,

Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Bacharel em Design com linha de formação específica em Desgin Gráfico) - Centro Universitário Senac, São Paulo, 2016.

1. Design gráfico 2. Arte colaborativa 3 . Sustentabilidade 4 . Experiencia do usuário 5 . Produto editorial I. Campos, Fabia (Orient.) II. Guimaraes, Maria Eduarda (Orient.) III. Malaguti, Cyntia (Orient.) IV. Título

Elaborada pelo sistema de geração automática de ficha catalográfica do Centro Universitário Senac São Paulo com dados fornecidos pelo autor(a).


O melhor presente que alguem pode te dar, e o presente que ela gostaria de ganhar Lye, Mayra


DJAVAN AMORIN


AGRADECIMENTOS À minha avó Silvana, que não teve a oportunidade de me ver formado, pois faleceu durante o projeto. Aos meus pais Gerson e Eliane, que mesmo sem compreender o que é design, sempre incentivaram meus estudos e serviram de base quando precisei. À minha orientadora prof. Fabia por acreditar no potencial deste projeto quando parecia impossível torná-lo um objeto de estudo. À Camyla, quem esteve presente me apoiando desde a concepção até a produção do projeto. Por fim, todos os colaboradores que se envolveram com o projeto. Sem vocês isso nunca teria acontecido.


Amanda Favali Andre Vazquez . Antonio Cabral Amanda Bellani .

Barbara Hayashi . Bia Garces

Camyla Romao . Caroline Rocha

Filipe Rocha Giovanna Alves . Guilherme Maciel Christian Gois

. Djavan Amorim .

Guilherme Marques . Gustavo Kondo

Guto Lacaz . Joao Machado

Joao Toledo . Josias Moraes 6


Juliana Tuchsznajder . Larissa Domingues

Laura kim

Luana Clara .

. Leticia Favali

. Leticia Takeshita

Lucas Manfredini

Lucas Ribeiro . Lucas Torres Luiz Henrique . Maiza Yumi Marcia Carvalho . Mario Cafiero

Mayra Lye . Natalia Arouche Paulo Roberto .

Raphael Borges

Ricardo Van Steen Talyta Rubio . Tayrine Cruz 7


RESUMO Este projeto teve como proposta apresentar minha marca pessoal ao mercado de trabalho como um designer de visão abrangente sobre o mundo, através de um produto editorial sustentável desenvolvido a partir de uma ação social colaborativa. Para isso foram realizadas pesquisas sobre temas como sustentabilidade, o poder do design como ferramenta social, a metodologia usada pelo design thinking e processos gráficos de uma publicação independente. Além disso, foram realizadas entrevistas com profissionais da área, buscando informações que agregaram melhorias ao projeto. Em paralelo foi selecionado um grupo de onze pessoas que colaboraram com o desenvolvimento do projeto, formando o círculo inicial da TEIA. Para tal, responderam um questionário via plataforma on-line, foram adicionados em um grupo no Facebook onde foi apresentado o desenvolvimento do projeto e questões para serem respondidas como forma de co-participação.

PALAVRAS CHAVES 1. Design gráfico 2. Arte colaborativa 3. Sustentabilidade 4. Experiência do usuário 5. Produto editorial


Sumario 1 INTRODUÇÃO

12

3 | RESULTADOS DA PESQUISA

32

1.1 Objetivo

14

3.1 Questionário com

34

1.2 Justificativa

14

1.3 Procedimentos

15

3.2 Designers e seus cases

metodológicos

2 FUNDAMENTOS TEÓRICOS

16

2.1 Fred Gelli

18

2.2 O Design gráfico como

ferramenta social

19

2.3 Design e sustentabilidade:

possiveis colaboradores 36

de inspiração

3.2.1 Crushfixo

36

3.2.2 Polibutton

38

4 REQUISITOS PARA O PROJETO

40

4.1 Acabamentos e processos gráficos 42 4.2 Anatomia de um livro

43

20

4.3 Tipo de impressão

44

2.3.1 Interdependência

22

4.4 Acabamento

45

2.3.2 Ciclo

24

2.3.3 Optimum

26

5 DESENVOLVIMENTO

46

2.3.4 A sustentabilidade no

28

5.1 A ação

48

princípios e aplicações

5.2 Direitos autorais design e na econômia

49

2.4 Design Thinking

30

5.3 Produto meio

50

2.4.1 Restrições em busca

31

5.3.1 Estratégias sustentáveis

50

5.3.2 Primeiros esboços

51

de um resultado

5.3.3 A marca otimizado

2.4.2 Inovação

10

31

54

5.3.4 Conteúdo do produto-meio

58

5.3.5 Intervenções

66

5.4 Produto final

78

5.4.1 Diretrizes de design

78

5.4.2 Análise de target

79

84

5.4.3 Conceito


6 CONSIDERACOES FINAIS

98

7 PADRONIZACAO GRÁFICA

101

102

7.1 Marca

7.2 Produto meio 7.3 Produto final

|

106 110

8 REFERÊNCIAS

114

9 LISTA DE IMAGENS

117

10 APÊNDICES

119

10.1 Apêndice A

119

Questionário online

10.2 Apêndice B

121

Entrevista com Guto Lacaz

10.3 Apêndice C

130

Troca de e-mails com Guto Lacaz

10.4 Apêndice D

Entrevista realizada com a

Melli-Mello Press

11 | ANEXOS

131

133

11


CAROLINE ROCHA


Introducao


1.1 OBJETIVO Com o pensamento de Gelli sobre as marcas terem que se reinventarem para sua sobrevivência no futuro, o objetivo desse projeto foi apresentar minha marca ao mercado de trabalho como um designer com abrangente visão de mundo. O projeto propos como meio, a criação de um produto editorial sustentável desenvolvido a partir de uma ação social colaborativa. Essa ação envolveu um círculo de pessoas previamente escolhidas que produziram intervenções artísticas nesse produto assim gerando uma teia de conhecimentos, vivências e experimentações, usando o design como ferramenta para conduzir a troca de valores entre as pessoas envolvidas no projeto. Para isso, foi necessário fazer pesquisas de identificação do público alvo e seus interesses, estudar design centrado no usuário e técnicas de design social e editorial.

1.2 JUSTIFICATIVA Durante minhas férias acadêmicas tive a oportunidade de retomar alguns projetos pessoais. Um deles foi a minha marca que começou a ser desenvolvida durante o 5º semestre da graduação em design sob a orientação dos professores Kito Castanha

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e Jair Alves. Pesquisei o livro, Marcas Design Estratégico, de Cecilia Consolo, onde enxerguei o universo do design das marcas de uma maneira diferenciada, pois, anteriormente, compreendia como papel do designer apenas programa-las visualmente, mas pude notar que as marcas possuem vida, através de um desenvolvimento estratégico proposto em parceria do designer com uma equipe multidisciplinar. Buscando mais sobre marcas descobri através do livro, Anatomia do Design, também da Cecilia Consolo, o designer e sócio fundador da Tátil Design, Fred Gelli, que traz um pouco dessa essência, do papel do design nas marcas e de como olhar para a natureza, nos ensina a pensar em três pontos importantes: a otimização, ou seja o não desperdício, os ciclos, onde tudo se transforma e a interdependência , que liga a ação e reação, utilizando o ecodesign e a Biomimética, área que estuda os princípios criativos e estratégicos da natureza, visando a criação de soluções unindo funcionalidade, estética e sustentabilidade. Já com os ajustes feitos e a minha marca pronta para ser aplicada, comecei a desenvolver um projeto para sua apresentação ao mercado em ressonância com esse pensamento.

1.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Para a realização do projeto, foi feita uma pesquisa teórica buscando aspectos do Design Thinking, Design Social e sustentável em livros, artigos e sites. Além de pesquisa com os participantes do evento, através de questionário em suporte online para conhecer o perfil do usuário e obter informações sobre suas preferências quanto a questões de design relacionadas ao produto de intervenção de forma colaborativa. Foi realizada uma pesquisa qualitativa através de questionários com profissionais do design que trabalham com publicações independentes levantando informações sobre métodos de produção de publicações de baixa tiragem, também se mostrou essencial. E entrevista realizada com Guto Lacaz renomado designer e artista, buscando compreender como conseguiu entrar no mercado e se mostrar até hoje como um designer diferenciado dos demais. 15


16

JOSIAS MORAES


s o

t n e m s a d ico n Fu or te

Nesta etapa houve um aprofundamento nos pilares do projeto, gerando um aprendizado que foi usado em todo o desenvolvimento do projeto


2 ,1

Fred Gelli

Figura 01

Designer e professor formador de opinião no ramo de design sustentável,

FRED GELLI

co-fundador e diretor de criação da Tátil Design, uma consultoria de branding e design, é responsável por projetos como a marca dos jogos olímpicos e paraolimpícos Rio 2016. Formado em Desenho Industrial e Comunicação Visual pela PUC - Rio entrou no curso com o estereótipo que a função do designer é apenas projetar objetos de desejo, logo foi afrontado no seu primeiro dia de aula ao olhar o design através da lente da Biomimética que busca na natureza inspiração e reverte em soluções para áreas do conhecimento humano” segundo Gelli. (TEDXTalks, 2010) Traz em seu discurso três princípios utilizados pela natureza sendo eles a otimização, o ciclo e a interdependência. Porém esses princípios nem sempre são utilizados, pois muitos profissionais ainda seguem caminhos totalmente opostos sendo eles o princípio do maximum, o do linear e da fragmentação. Por exemplo: extraímos matéria prima da natureza, produzimos objetos, por vezes usando mais materiais do que necessário gerando desperdício, assim como, reutilizar os produtos ou dar destino adequado depois do uso nem sempre é considerado, afetando a cadeia produtiva, ou seja, o designer deve ter um olhar abrangente

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do processo e não apenas focalizar em suas competências. (Open Mind, 2012)

¹ZEITGEIST

Devido a esse pensamento também vieram muitos problemas que afe-

Espírito de época, espírito

taram a existência do ser humano no planeta Terra como por exemplo, a

do tempo ou sinal dos

fabricação de produtos sem se pensar no seu descarte utilizando mais ma-

tempos. É uma palavra

teriais do que o necessário, Gelli diz que temos cerca de 20 a 30 anos para

alemã. O Zeitgeist é

desenvolvermos idéias brilhantes para minimizar esses tipos de problemas

o conjunto do clima

evitando um resultado catastrófico na natureza.

intelectual e cultural do

Isso veio atingir o capitalismo, que vem passando por um período de mu-

mundo, numa certa época,

danças, onde as marcas fazem parte desse cenário e para sua sobrevivência

ou as características

terão que passar por transformações na sua perspectiva. Assim, as marcas

genéricas de um

deverão passar por um processo de destruição criativa trazendo soluções

determinado período

para seu reposicionamento. (GELLI, 2015)

de tempo.

Gelli traz como ferramenta para essa busca da solução de sobrevivência da mar-

(Significados, 2016).

ca o conceito de Branding Integral, onde as empresas deverão mergulhar e compreender sua essência para buscar algo que tenha ressonância com ¹Zeigeist e assim criar uma ponte com o futuro. (Open Mind, 2012)

2. 2

O design grafico como ferramenta social Segundo Neves ”uma das principais funções do design gráfico é a de tangibilizar ideias visualmente“(2011, p.45). Neves ainda traz casos onde, o design é usado se pensando na busca de um resultado social que vem acima do pensamento de produção para o mercado ou suprir necessidades de consumo, ou seja, ”o design gráfico utilizado como ferramenta de questionamento e mobilização social, dedicado a difusão de ideologias e a busca de melhoria social“(2011, p.45). Outro conceito relevante discutido por Neves é o de designer como ”um profissional que trata de questões sociais, que vão além de seu trabalho comercial“ (2011, apud ESKILSON, 2007, P.417) afirmando existir um subconjunto de designers que acreditam que o campo deva confrontar problemas mais urgentes da sociedade contemporânea. Subconjunto esse no qual esse projeto de TCC se insere por propor uma solução de design para apresentar a minha marca visando o desenvolvimento de um produto sustentável que gere baixo impacto ambiental, assim como Cunha e Martins apontam: ”É possível afirmar que design social também promove valores como sustentabilidade e desenvolvimento de sociocultural.“ (2011, P.115)

19


2.3 D esign e sus tentabilidade: Principios e aplicacoes

Ecodesign, cuja primeira definição foi dada por Victor Papanek, é uma maneira de projetar um produto focando minimizar seu impacto no meio ambiente.

... trata-se de uma abordagem que consiste em reduzir os impactos de um produto, ao mesmo tempo em que conserva sua qualidade de uso (funcionalidade, desempenho) para melhorar a qualidade de vida dos usuarios de hoje e de amanha. (KAZAZIAN, 2005, p.36)

Com essa definição retomo os três princípios básicos da natureza citados anteriormente por Gelli, sendo eles: a interdependência, o ciclo e o optimum sobre o ponto de vista do Kazazian junto ao pensamento de Gelli como complementação, para assim fazer uma reflexão sobre os princípios de sustentabilidade no desenvolvimento do projeto.

20


marca de corte

principios basicos da natureza

marca de sangria

corte especial


Kazazian discutindo sobre interdependência, traz o ponto de vista sobre uma nova percepção do universo, onde este passa a ser considerado “uma teia de relações imbricadas intrinsicamente dinâmica” (2005, apud CAPRA, 1983). Kazazian prossegue desenvolvendo esse pensamento abordando que a natureza é um jogo de relações integradas e dinâmicas entre seus elementos, que possuem dependência uns dos outros para a própria sobrevivência. Através do diagrama sobre os diferentes conjuntos constitutivos da biosfera do, Kazazian, consegue exemplificar o principio de interdependência (KAZAZIN, 2005). Gelli defini interdependência como o fato de tudo estar ligado a tudo, de uma maneira que quando uma ação é desencadeada, é gerada uma consequência, que gera novas causas que provocam novas consequências gerando um desencadeamento de ações e reações.

Figura 02 DIAGRAMA DOS DIFERENTES CONJUNTOS CONSTITUTIVOS DA BIOSFERA Fonte: Museum National d’Histoire Naturelle.


Interdependencia


Gelli afirma que na natureza tudo é regido por ciclos, para compreender o motivo, Kazazian afirma que, a função da existência dos ciclos na natureza é garantir a evolução de seus elementos, a partir da transformação da matéria por nunca passar por um processo de destruição e sim por um processo de transformação, permitindo a reutilização da matéria em outros ciclos (KAZAZIAN, 2005). Assim como Gelli parafraseia Lavoisier em seu discurso, ”nada se cria, nada se perde, tudo se transforma“ (TEDXTalks, 2014).


Ciclo


Kazazian faz uma definição como um recurso que esteja em seu estado mais favorável em determinada condição, assim diz que na natureza se prolifera o mais favorável (KAZAZIAN, 2005). Gelli entende otimização como uma maneira onde há o menor desperdício possível de algum material ou energia para desencadear alguma ação. Por exemplo: uma gota de água ao escorrer uma pedra, traçará um caminho que gaste menos energia possível (TEDXTalks, 2010).


27

Optimum


Figura 06

2.3.4 A SUSTENTABILIDADE NO DESIGN E NA ECONOMIA

RODA DE

Com as teorias abordadas por Kazazian, é possível se ter uma noção de princí-

ECO CONCEPÇÃO

pios que devem ser levados em consideração ao se projetar um ecoproduto com eficiência, atendendo as necessidades do ser humano e reduzindo o impacto ambiental gerado por esse produto (KAZAZIAN, 2005). Kazazian afirma que um produto que é concebido se pensando em sustentabilidade, quando é projetado para ”alcançar o bem-estar por meio de uma satisfação que resulta mais da utilização do que da posse‘‘ (2005, p.35). Sua produção deve prever o ciclo do produto, de tal modo que se pense no impacto ambiental durante seu ciclo de vida. [VIDE O DIAGRAMA A BAIXO]

OPÇÕES RELATIVAS A TODAS AS ESTAPAS DA RODA Controle dos riscos ligados ao materiais e substâncias Sensibilização e informação dos atores para otimizar a concientização sobre o meio ambiente

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As estratégias e métodos utilizados por empresas na produção de um produto sus-tentável. Segundo Kazazian, podem ser distinguidos em três níveis de intervenção no sistema do produto: • Otimização para diminuir os impactos do meio ambiente; • Evolução maior, modificando o produto para um uso semelhante; • Estratégia radical, como substituir produtos por serviços; [...] (2005, p.36) Dentro desses níveis, a metodologia usada por empresas é o aumento da duração da vida do produto, assim diminuindo o uso de energia e matéria prima, além de gerar credibilidade com o usuário. Isso pode ser obtido através do projeto de um produto com parâmetros estéticos que fujam da moda, utilizar materiais adaptados ao envelhecimento, favorecer o reparo e manutenção, propondo atualizações para retardar a obsolescência, e por fim criar uma relação afetiva entre o utilizador e o objeto. (KAZAZIAN, 2005) As empresas estão usando como estratégia conforme Kazazian, a metodologia do utilizar ao invés de possuir, pois na maioria dos casos, a real necessidade do usuário não é ter a posse de um produto e sim o serviço prestado por ele. Passar da posse do bem material à disponibilização de um serviço que sa-tisfaça a mesma necessidade permitiria passar uma sociedade de consumo a uma sociedade de uso, e assim aliviar a economia. O objetivo é intensifi-car o uso de produtos (por exemplo, multiplicando o número de usuários de um mesmo produto) e diminuir o seu número para reduzir o custo ambiental global e responder aos critérios de uma economia leve [...] (KAZAZIAN, 2005, p.47) Nas estratégias citadas anteriormente percebe-se os três princípios básicos de produção existentes na natureza, esses princípios nortearam o desenvolvimento do projeto.

29


2.4 D esign T h in k in g

Tim Brown, CEO da ²IDEO, traz em seu livro o conceito de Design Thinking, uma metodologia usada para gerar soluções inovadoras através da observação do ² IDEO

comportamento de seus usuários-alvos tentando entender suas reações a pro-

Empresa internacional

dutos e serviços buscando identificar necessidades não declaradas e traduzi-las

de design e consultoria

em oportunidades através da abordagem centrada no ser humano, para assim

em inovação, fundada em

gerar inovação. São considerados pilares do design thinking a empatia, a colabo-

Palo Alto, Califórnia, em

ração e a experimentação (BROWN, 2010).

1991. Esta classificada

Empatia é o hábito mental que nos leva a pensar nas pessoas como pessoas segundo

entre as 10 empresa mais

Brown. Tal pensamento tem extrema relevância na hora de se projetar algo, pois quan-

inovadoras do mundo.

do se observa com essa sensibilidade o usuário-alvo da pesquisa, é possível obter

(BROWN, 2010)

melhores resultados no desenvolvimento de um produto ou serviço(BROWN, 2010). Brown acredita em um novo estágio evolutivo do design onde haverá uma mi-

Figura 07

gração ”de designers criando para as pessoas“ (2010, p.55). Está ocorrendo um

TIM BROWN

pensamento onde a colaboração entre uma equipe de designer é tão funda-

Figura 08

mental quanto a colaboração entre a equipe de usuários para quem se está pro-

MARCA DA IDEO

jetando. Esse conceito de consumidor-designer estimula a criação, avaliação e desenvolvimento de idéias. Experimentar é submeter um produto ou serviço a testes buscando através de

30


suas falhas, melhores resultados. Para isso Brown apresenta o conceito de protótipo como uma ferramenta de experimentação que serve para avaliação dessas falhas, método esse que em parceria com o usuário se possa entender como o produto poderá ser melhorado.

2.4.1 RESTRIÇÕES EM BUSCA DE UM RESULTADO OTIMIZADO No começo de um projeto de design, deve haver à identificação das restrições que o mesmo deverá ter, tais restrições se dão em função de três critérios que aparecem sobrepostos uns aos outros, sendo eles: Praticabilidade (o que é funcionalmente possível em um futuro próximo); viabilidade (o que provavelmente se tornara para te um modelo de negócios sustentável); e desejabilidade (o que faz sentido para as pessoas) [...] (2010, p.18) Um bom design obrigatoriamente terá essas restrições solucionadas pelo designer que o projetou, porém o designer thinker irá solucionar essas restrições com um equilíbrio harmonioso, navegando entre elas através de sua criatividade em busca de um resultado mais otimizado (BROWN, 2010).

2.4.2 INOVAÇÃO Segundo Brown um produto ou serviço passa a ser inovador quando causa impacto na vida das pessoas e transforma para sempre a forma de essas pessoas viverem e trabalharem (BROWN, 2010). Na busca por soluções inovadoras, Brown sugere um caminho que passa por três passos, sendo eles: Inspiração, o problema ou a oportunidade que motiva a busca por soluções; a idealização, o processo de gerar, desenvolver e testar ideias; e a implementação, o caminho que vai do estúdio de design ao mercado [...] (2010, p.16)

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LUCAS TORRES


sa o d s i a t qu l u s s e Re a p d

n el v a

s do o a e d ent d o im a v l c ta envo n e s res o de o p A ra jet a o p pr o d

t

o ad

s


BEHANCE

Foram selecionadas 30 pessoas para participarem de uma pesquisa quantitativa

É uma plataforma online

através de uma plataforma on-line com o objetivo de apresentar o projeto e co-

para portifólios muito

nhecer o perfil do público, além de obter informações sobre suas preferências

utilizado por designers

quanto a questões de design relacionadas ao produto meio de forma colaborativa. Entre essas 30 pessoas pré-selecionadas, 11 delas aceitaram participar do projeto. Os participantes estão principalmente na faixa etária de 18 a 25 anos, são estudantes e/ou profissionais da área de comunicação, com foco em design e ilustração. A maior parte dos colaboradores, composta por 40% já possui parcial independência financeira, buscam lazer aos finais de semana principalmente na zona sul e centro de São Paulo e frequentam cinema. Dedicam-se as redes sociais com fins profissionais ou pessoais, principalmente o Facebook, Pinterest, Instagram e Behance. Para auxiliar o desenvolvimento do produto-meio que irei produzir e entregar a eles, foram feitas algumas perguntas cujo resultado permitiu descobrir que 80% dos colaboradores preferem receber um produto com páginas em branco, permitindo mais liberdade para desenvolverem sua intervenção ao invés de receberem uma página com uma proposta já estabelecida. Optaram pelo tamanho aproximado de uma folha A4 (21,0 cm X 29,7 cm) e um tipo de substrato mais grosso e poroso. Questionário e resultados na íntegra em anexo.

34

COLAGEM DIGITAL DE AUTORIA PRÓPRIA FEITA USANDO AS INTERVENÇÕES DE: AMANDA FAVALI • ANDRÉ VAZQUEZ • FILIPE ROCHA E LUANA CLARA

3.1

Questionario com possiveis colaboradores


Perfil S E T N A D

UIETOS

EST U

c18olab em m

edia

NQ

oanosrador 25

I Envolvidos

no campo da

COMUNICACAO

35


3. 2 Figura 09

D esigne r s e seu s cases como inspiracao 3.2.1 CRUSHFIXO

CRUSHFIXO

Renomado artista e designer, Carlos Augusto Lacaz cedeu uma entrevista, na ínte-

(30X11X7 cm).

-gra em anexo, em sua casa contando como foi sua trajetória de mais de 40 anos de carreira. Conhecido por trazer humor e inovação em suas obras, quando projeta al-go, quer que seja diferente de tudo que já viu antes buscando valores como graça, elegância, bom desenho, inovação assim contribuindo para a vida das pessoas. Em uma aula de desenho industrial durante sua graduação em arquitetura, Lacaz teve a tarefa de projetar uma embalagem que transportasse ovos usando apenas papel cartão e arame. Em seguida teve que projetar um objeto sem função com os mesmos materiais, essa provocação vinda do professor, despertando um lado em Lacaz que aparece, ao longo de sua graduação, produzindo peças dessa natureza. Em 1974/1975, já formado e trabalhando como arquiteto teve o conhecimento da 1° Mostra do Objeto Inusitado, onde inscreveu 14 projetos. Os quais produziu ao longo da graduação. Lacaz foi premiado com um deles, o Crushfixo, um cartum 3D produzido sem intenções de passar uma mensagem, apenas gostaria de mostrar para os amigos. O prêmio foi divulgado na revista veja e exposto no MIS (Museu da Imagem e do Som), descobrindo sua verdadeira vocação com esse acontecimento e percebendo as oportunidades que estavam se abrindo, resolveu dedicar a sua vida as artes. Com a exposição do Crushfixo conseguiu espaço para novas exposições e vivências atuando dessa forma até hoje em dia.

36


37


Figura 10

3.2.2 POLIBUTTON

O POLIBUTTON

Quando a Tátil Design foi fundada, um de seus primeiros projetos foi o desenvolvi-

Projetado para ser o

-mento do button que serviria para promoção da campanha de Fernando Gabeira

brinde de uma das

na concorrência ao cargo de presidente da república em 1989. A solução proposta

campanhas eleitorais de

fugia do senso comum. Foi criada uma caixinha de papelão-ondulado, contendo

Fernando Gabeira.

carrapichos que deveriam ser colocados nas camisetas dos simpatizantes a campanha, formando um desenho ao invés de usar um simples button, espalhando a semente como uma poética metáfora a espalhar as idéias de Gabeira. “O principal: quando se abraçava alguém, uma parte do carrapicho iria parar na outra pessoa. Espalhava-se a idéia e, ao mesmo tempo, a própria semente.” (TÁTIL, 2014) Este projeto acabou se tornando inviável pela dificuldade de se colher carrapichos no mato, porém gerou novas oportunidades para o crescimento da Tátil em 1992. Anita Roddick fundadora da ³Body Shop teve o conhecimento do projeto Polibutton em uma vinda ao Brasil, isso fez com que uma equipe da Tátil fosse convidada a ir para Londres por um mês desenhando embalagens e soluções de pontos de venda.

38


39


DJAVAN AMORIN


R e para quisito o pro s jeto aux

Pesq

ilia

uisa

tecn r o ica dese par nvo a lvim ent o do pro jeto


Figura 11

4.1 ACABAMENTOS E PROCESSOS GRÁFICOS

RUSSIAN

O objeto onde os colaboradores da TEIA farão suas intervenções e presentearão

CRIMINAL TATTOO

seus escolhidos será nomeado: produto-meio. Para ser produzido é necessário en-

Uma enciclopédia

tender os conceitos de publicação. Segundo Lupton ”A publicação de um trabalho

de bodyart dos arquivos

significa que há mais de uma cópia dele e está disponível, de alguma maneira, a

de Danzing Baldev e

um público, seja grande ou pequeno“ (2008, p.11). No caso desse projeto, o pro-

Sergel Valsiliev publicada

duto meio se encaixa em um tipo informal de publicação independente, conceito

pela Fuel Publishing.

de acordo com Lupton surgiu como uma imposição contra a indústria editorial, quando gerenciada por uma comunidade fechada composta por um grupo de elite. Novas oportunidades surgiram para as pessoas criarem suas próprias publicações por motivos como: não terem contato com esses grupos da indústria editorial, projetos recusados por autores e agentes literários, trabalhos sobre gêneros incomuns, etc. Antigamente era uma afronta, hoje em dia as publicações independentes caminham lado a lado das publicações convencionais devido ao crescente número de publicadores. Uma alavanca o crescimento da outra, assim

42


como o caso da Fuel, uma agência britânica de design, criou uma publicação in-

Figura 12

dependente sobre próprio trabalho da empresa, evoluindo para um departamen-

ANATOMIA DO LIVRO

to separado, a Fuel Publishing que agora responde pela metade do negócio da

Diagrama de Lupton da

empresa produzindo livros de alta qualidade sobre design, arte e cultura popular

anatomia de um livro.

através de uma forma colaborativa com autores e artistas. (LUPTON, 2008)

4.2 ANATOMIA DE UM LIVRO Lupton diz, quase todos os livros são constituídos por uma área externa composta por capa e lombada e uma área interna que se divide em início que é composto por uma página de rosto, uma página de frontispício, ficha técnica. O meio é composto por sumário e páginas com o conteúdo da publicação, e por fim os apêndices e o colofón como no diagrama. (LUPTON, 2008)

43


4.3 TIPO DE IMPRESSÃO Será produzido para o estudo de caso, o produto-meio com uma tiragem de 15 exemplares. Impresso através de impressão digital que segundo Gonçalves: Diferentes dos sistemas convencionais, este sistema de impressão é caracterizado pela transferência das imagens, direta ou indiretamente, sem a utilização de formas, utiliza arquivos digitais como portadores das imagens que serão impressas [...] (2010, p. 128) Lupton explica alguns benefícios desse método é o fato de ”inúmeras páginas poderem ser impressas com um tempo mínimo de preparo, tornando os trabalhos de curto prazo economicamente viáveis.“ (2008, p.119)

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4.4 ACABAMENTO Através de uma entrevista por e-mail com a Melli-Mello Press, na íntegra em anexo, gráfica e estúdio de design situada em São Paulo, foi possível levantar informações sobre seus métodos de acabamento que poderão ser testados no projeto devido sua viabilidade por baixo custo de produção. São eles: refile, grampo e dobra devido ao valor do acabamento manuais serem muito custosos. Segundo Gonçalves o acabamento com grampo ”é o método mais comum utilizado para encadernação. São utilizados dois ou mais grampos no dorso ou lateral de um volume“ (2010, p.145). Enquanto ao refile e dobra, devido o fato de ser feito uma tiragem baixa essa etapa da produção será realizada através de meios artesanais utilizando materiais como régua e estilete para dar o refile do produto, régua e clipes para fazer os vincos nas páginas aonde será a dobra do produto.

45


GUILHERME MARQUES


e s e D

o v n

m i lv

o t en Todas as etapas

do desenvolvimento

da acao e os materiais desenvolvidos a partir dela


Figura 13

5.1 A AÇÃO

DIAGRAMA

Os 11 colaboradores irão receberam um produto meio, para em uma de suas fo-

SIMULANDO A TEIA

lhas, desenhar, pintar, escrever, colar, ou seja, fazer qualquer manifestação artís-

Esquema para

tica. Assumindo o compromisso de registrar sua produção artística em um grupo

representar uma

criado por mim no Facebook. Em seguida cada participante, escolheu um novo

possibilidade

participante da sua base de amigos para entregar o produto-meio com a sua

de como a TEIA

produção artística. O segundo participante (que foi escolhido pelo primeiro par-

seria no

ticipante da cadeia) também fez em uma das folhas sua manifestação artística

final da ação.

e teve o mesmo compromisso de registrar no grupo fechado do Facebook. Após fazer isso entregou a um novo participante de sua escolha que deucontinuidade ao processo com os mesmos compromissos. O terceiro participante após realizar seus deveres com o projeto passou o produto-meio ao quarto participante, que possuiu os mesmos compromissos além de devolver para mim o produto-meio com a produção artística de todos os anteriores. Quando a ação estava completa, finalizeio projeto produzindo um volume editorial sobre a ação.

48


5.2 DIREITOS AUTORAIS Devido a natureza deste projeto depender de arte colaborativa, alguns cuidados foram tomados para proteção judicial dos meus direitos e dos colaboradores sobre suas intervenções publicando um texto no grupo do facebook e no produto-meio. Direitos autorais TEIA é uma ação social colaborativa sem fins lucrativos que irá resultar em um

Figura14

volume editorial explicando o que foi a ação. Tal será publicado e distribuído gra-

CRIATIVE COMMONS

tuitamente (Não será permitida a venda do volume).

E ATRIBUIÇÃO CC BY

Deste modo, sua obra poderá ser utilizada neste volume editorial. Para isso foram

Selo que deve ser atribuido

tomados alguns cuidados.

a um projeto com essas

Para proteção judicial dos seus direitos, será entendido que ao produzir uma obra

caracteristicas.

intervinda neste meio, o autor da obra estará cedendo os direitos autorais de sua criação para ser usada sobre os termos de licença CC BY permitindo a distribuição,

TEXTO EM AMARELO

edição, adaptação ou criação a partir do seu trabalho livre de cobranças finan-

Texto retirado do site da

ceiras por seu uso, desde que lhe atribuam o devido crédito (o autor não poderá

criative commons e aplicado

cobrar pelo uso de sua obra desde que seja creditado).

ao produto meio e publicado no grupo do facebook

Criative Commons e atribuição CC BY

para que os colaboradores

É uma organização sem fins lucrativos que permite o compartilhamento e uso da

ficassem cientes de estarem

criatividade e do conhecimento através de instrumentos jurídicos gratuitos.

liberando os direitos autorais

Nossas licenças de direitos autorais livres e fáceis de usar fornecem uma maneira

de suas obras para o uso

simples e padronizada para dar ao público permissão para compartilhar e utilizar

ao fazer sua intervenção no

o seu trabalho criativo sob condições de sua escolha.

produto meio.

Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis. É recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados. TEXTO SOBRE CC BY RETIRADO DE: https://br.creativecommons.org

49


5 , 3 Produto m ei o 3 GREENWASHING

5.3.1 ESTRATÉGIAS SUSTENTÁVEIS

"Consiste na estratégia

Pensando em como projetar o produto-meio de uma maneira sustentável, foram

de promover discursos,

desenvolvias algumas estratégias. A primeira estratégia baseada em um princí-

anúncios, ações,

pio citado por Kazazian, é a escolha de materiais de menor impacto ambiental.

documentos, propagandas

Tal estratégia se daria através do recolhimento de sobras e aparas de papel que

e campanhas publicitárias

seriam descartados por gráficas levando em consideração a máxima citada an-

sobre ser ambientalmente/

teriormente ”na natureza nada se perde, tudo se transforma“. Ao realizar uma

ecologicamente correto,

pesquisa de campo visitando três gráficas rápidas, foi constatado que o material

green, sustentável, verde,

não é descartado e sim vendido à empresas para sua reutilização.

eco-friendly etc. com

A definição do método de impressão digital acabou tornando a proposta de

a intenção primordial

aproveitamento de descarte totalmente inviável, pois a maioria das gráficas rá-

de relacionar a imagem

pidas que realizam impressão digital visitadas não aceitam papéis sem ser de

de quem divulga essas

procedência da própria gráfica.

informações à defesa

A segunda estratégia teria a possibilidade ou não de se tornar viável, pois no mo-

do ambiente, mas, na

mento em que o produto meio estiver pronto a ser impresso, será apresentado

verdade, medidas reais

para gráficas em busca de apoio tanto para custos ou de substratos. Se essa idéia

que colaborem com a

se tornar viável, irá gerar uma solução empreendedora. Essa solução irá abordar a

minimização ou solução dos

particularidade de cada empresa, no caso da gráfica a possibilidade de investir ca-

problemas ambientais não

pital ou colaborar com serviços de impressão em prol de um projeto sustentável,

são realmente adotadas."

assim fugindo de soluções 3greenwashing gerando diversidade de negócios como

(ECYCLE, 2016).

Gelli defende. (Open Mind, 2012) A terceira proposta, que foi a adotada, se refere a (otimização do fim do ciclo de vida do produto), encontrar uma solução para amenizar o impacto ambiental uma vez que o produto-meio será de uso pontual para a ação e depois será descartado. A solução, está em alongar seu ciclo de vida através da criação de um vínculo afetivo do produto com o usuário assim como Kazazian defende: [...] para aumentar a durabilidade de um produto, diferentes abordagens são possíveis conforme as etapas de seu ciclo de vida uma delas seria criar uma relação afetiva entre o utilizador e o objeto... O aspecto relacional é determinante para a durabilidade do objeto: guardamos os objetos em função das relações – utilitárias, hedonistas ou cognitivas – que estabelecemos com eles.(2005, p.44)

50


Havia sido estabelecido que no momento em que o produto-meio retorna-se a mim,

Figura 15

seria possível retirar as folhas intervindas e devolve-lás aos colaboradores do proje-

VERSÃO 01 DO ESPELHO

to com a possibilidade que as guardem devido ao laço afetivo que poderá ser esta-

DO PRODUTO-MEIO

belecido através da experiência vivida, assim evitando o descarte de uma parte do produto amenizando seu impacto ambiental. Constatou-se durando o projeto que ao chegar no fim de seu ciclo de intervenções, o produto-meio passou a ser uma obra de arte, por isso optou-se em conservá-lo da maneira que foi recolhido, desta forma também-se estenderá seu ciclo de vida por tempo indeterminado.

5.3.2 Primeiros esboços Em cima da anatomia de um livro descrita por Lupton, foi desenvolvido um espelho do projeto (vide o diagrama abaixo). Pensado em um produto que aberto seria um formato A4 atendendo as expectativas dos usuários e encadernado com um grampo canoa no dorso do produto.

Constatou-se que essa proposta não funcionaria pelo fato de não ser possível saber a maneira que o usuário irá intervir em sua página, podendo a danificá-la de uma maneira que o próximo usuário não conseguirá fazer sua intervenção devido o fato de uma folha servir para dois usuários, sua página seria o verso da página de outro. Também foi percebido que é possível diminuir o número de páginas, pois algumas delas não são obrigatórias, diferente do caso citado por Lupton que se tratava de um livro. 51


Figura16 VERSÃO 02 DO ESPELHO DO PRODUTO MEIO

Outro fato a ser pensado é sobre o grampo estar no meio da página dupla podendo atrapalhar a experiência do usuário ao intervir na página. A segunda proposta houve redução do número de páginas, tirando a folha de rosto, o colofón e a última folha de guarda além de propor o uso da encadernação japonesa ”permitindo juntar folhas sem dobra com agulha e linha, funciona bem com papéis finos e flexíveis.“ (LUPTON, 2008, p.143). Dessa maneira seria possível resguardar o verso da folha para não atrapalhar a experiência do usuário. Porém Camyla Romão, uma colaboradora que faz encadernação artesanal, informou que seria inviável esse tipo de encadernação para o projeto, por não ter uma boa usabilidade devido o fato de não permitir o ângulo de abertura total das páginas.

A terceira proposta já começou a ser projetada a estrutura física do projeto. Nesse caso a capa do produto meio seria composta por uma folha no formato aproximado de uma A3 presa ao miolo através de um grampo no dorso do produto-meio, sendo que seu miolo terá um formato aproximado ao de uma A4, com uma dobra ao meio terá o grampo na lateral da folha, evcitando que atrapalhe a experiência do usuário ao intervir na folha, terá folhas impressas frente e verso reduzindo o número de folhas usadas e terá uma folha para o usuário que não terá o outro lado disponível para o próximo usuário intervir. 52


Figura 17 DIMENÇÕES DO PROTÓTIPO 01 DO PRODUTO-MEIO

Figura 18 SIMULAÇÃO DO PROTÓTIPO 01 COM OS AJUSTES Miolo composto por páginas simples de conteúdo e páginas

Devido esse tipo de encadernação alternativo, ao apresentar o protótipo a orien-

duplas que serão os

tadora do projeto, foi decidido em parceria com ela que poderíamos usar folhas

espaços das intervenções

impressas frente e verso em um formato próximo a um A5 para páginas com

dos usuários.

conteúdo do projeto, e folhas com um formato A4 para os usuário e dobralas ao meio para fechar o produto otimizando o uso de substratos.

Página simples no formato A5 Página dupla no formato A4 com dobra

53


No processo de refinamento do produto meio, fiz testes com materiais diversos. Pensando em desenvolver um produto o mais simplificado possível. Utilizei papelão micro ondulado como substrato da capa, eliminando o uso de uma embalagem para proteger o produto durante a sua jornada. Foram encontradas algumas limitações técnicas como, por exemplo, o sentido que o papelão deve ser usado. Utilizando a fibra do papel em um sentido que de firmeza ao produto, e a espessura que produto ficou, impossibilitava a sua encadernação ser feita com grampos. A solução foi usar o sistema de encadernação japonesa. Esse novo sistema se tornou viável nesse caso, pois as folhas para intervenção são independentes umas das outras diferentemente do caso citado anteriormente.

5.3.3 A MARCA Apesar do foco deste projeto não ser o desenvolvimento de um sistema de identidade visual para uma marca, sentiu-se a necessidade de criar um símbolo que representasse visualmente o que é a TEIA, além de desenvolver uma linguagem visual para o projeto a partir deste. Segundo Wheeler, ”a marca é a promessa, a grande idéia e as expectativas que residem na mente de cada consumidor a respeito de um produto, de um serviço, ou de uma empresa“ (2008). Partindo desse pensamento, foi realizada uma pesquisa com os colaboradores do projeto, buscando entender qual é a sua percepção da TEIA através do grupo do Facebook. Foi solicitado aos colaboradores que definissem o projeto através de três a cinco palavras. Analisando a lista de palavras chaves que foram escolhidas como atributos para definição dos pilares da marca que foram definidos como Arte e Colaboração.

54


ATIVA

CONE

I INIC

EN

EX

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XAO

TAL EN

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IM

EXPRESA O

R PE

ARTE

COMU

VID CRI

ATI

O ACA

TER IN

COLABORATIVA

ADE

LIBERDADE

TEIA

NICA

CAO

RA

CULTU

Figura 19 DIAGRAMA COM OS PILARES DA MARCA O diagrama é dividido em dois niveis, sendo eles: ATRIBUTOS: são os niveis mais externos, que foram definidos pelos próprios usuários. PILARES: São os niveis interno, estabelceidos a partir dos atributos.

55


PROIMEIROS ESTUDOS

Figura20

Com os pilares da marca já definidos, veio o desafio de projetar um sím-

PROCESSO DE

bolo que sintetizasse visualmente o que foi definido até agora, iniciando

DESENVOLVIMENTO

o processo criativo através de pesquisas visuais relacionadas aos pilares

DE MARCA

e atributos. Após a pesquisa, foram feitos os primeiros estudos, trazendo através de elementos visuais aspectos como o movimento, expressão e a conexão que o projeto irá possibilitar. Resultando em duas rotas. A Rota A traz uma solução estéticamente mais clean e racional, composta por um sinal gráfico, que é o arquétipo de uma teia, sintetizando a conexão e a beleza da arte através do segmento áureo, que segundo Elam: “O poder do segmento áureo de criar harmonia advém de sua capacidade singular de unir as diferentes partes de um todo, de tal forma que cada uma con-

56


ROTA A

ROTA B

ESTUDOS SELECIONADOS

MARCA FINALIZADA

tinua mantendo sua identidade, ao mesmo tempo em que se integra ao padrão maior de um todo único.” (1986 apud Doczi). A Rota B apesar de ter uma ligação com a rota A, segue por um caminho oposto. Seu logotipo expressa o movimento através da inclinação da tipografia, o sinal gráfico traz a conexão proposta pela colaboração através do arquétipo de teia e a expressão através de texturas de tinta e formas orgânicas. Optou-se como melhor solução para identidade do projeto a rota B, pois tem-se a percepção através dos pilares levantados que o projeto trata de algo mais expressivo do que racional. A partir dessa escolha, a marca passou por refinamentos técnicos para assim ser regrada, aplicada e estendida no projeto.

57


5.3.4 CONTEÚDO DO PRODUTO MEIO Com a identidade visual do projeto já desenvolvida, foi produzido o conteúdo do produto meio resultando em seis páginas: folha de rosto, editorial contendo um breve texto que apresenta o que é o projeto para os novos colaboradores que foram convidados a participar pelos colaboradores iniciais, uma lista com o nome desses colaboradores e uma área creditando as tipografias usadas que são de natureza CC. Uma página interativa para os colaboradores colocarem o seu nome, uma página dupla com as instruções do projeto e uma ultima página explicando ao usuário que ao fazer uma intervenção no produto será entendido automaticamente que o mesmo está cedendo os direitos autorais de sua criação para ser usada sobre os termos de licença CC By.

58


5.3.5 RESULTADO FINAL

59


60


61


62


63


64


65

LUANA CLARA


5.3.5 INTEVENÇÕES

66


Página anterior

«

RAPHAEL BORGES

«

BÁRBARA HAYASHI

«

GUILHERME MARQUES

«

MAYRA LYE

«

«

JULIANA TUCHSZNAJDER

«

«

CAMYLA ROMÃO

BIA GARCES GIOVANNA ALVES

67


68


Página anterior

« GUTO LACAZ «

RICARDO VAN STEEN

« «

MARIO CAFIERO ANTONIO CABRAL

« «

ZERO (LUCAS RIBEIRO) TALYTA RUBIRO

69


70


Página anterior

« GUILHERME MACIEL LUIZ HENRIQUE

«

FILIPE ROCHA

«

LAURA KIM

« « « «

« «

«

CHRISTIAN GOIS

« PAULO ROBERTO

71


72


página anterior

«

MAIZA YUMI

«

DJAVAN AMORIM

«

LUCAS MANFREDINI

«

LUCAS TORRES

«

JOSIAS MORAES

JOÃO MACHADO

«

ANDRÉ VAZQUEZ

«

«

NATÁLIA AROUCHE

73


«

CAROLINE ROCHA

«

LUANA CLARA

Próxima página

MÁRCIA CARVALHO

«

GUSTAVO KONDO

«

74

TAYRINE CRUZ

«

«

AMANDA BELLANI


75


LETÍCIA FAVALI

«

LETÍCIA TAKESHITA

«

Próxima página LARISSA DOMINGUES

76

«

AMANDA FAVALI


77


5 , 4 Produto f i n a l Analise de target

Expressoes da marca

Diretrizes de design 4 TARGET

Com o término da ação, o próximo passo foi desenvolver um produto que além

Em Marketing: não

de apresentar o que foi a TEIA, deverá possibilitar a inserção da minha marca no

necessariamente é

universo do 4 target.

o público-alvo, mas os objetivos gerais a

5.4.1 DIRETRIZES DE DESIGN

que se quer atingir

Para definir como o produto deveria ser desenvolvido, foi realizada uma análise

com a estratégia de

baseada em dois pilares buscando entender como o target se expressa e como

comunicação.

o território da arte colaborativa poderia ser representado visualmente e partir dessas análises para definir as potenciais expressões para o produto final.

78


AO LADO, OS CINCO ESCRITÓRIOS DE DESIGN ESCOLHIDOS PARA REPRESENTAR O TARGET. TÁTIL DESIGN DE IDÉIAS FIB - FÁBRICA DE IDÉIAS BRASILEIRA CONSOLO & CARDINALI DESIGN PS.2 ARQUITETURA + DESIGN KIKO FARKAS / MÁQUINA ESTÚDIO

5.4.2 ANÁLISE DE TARGET Foi definido como target desse projeto, escritórios de design na cidade de São Paulo que possuem projetos diferenciados. Assim como a Tátil Design, que possuiu um posicionamento que investo no desenvolvimento de projetos sustentáveis. A partir do Target definido, a Tátil design foi escolhida como referencia para haver um aprofundamento analítico em seus ambientes de comunicação, buscando entender como se apresentam ao mundo. Dentro desses ambientes, foram estudados o site e a página no Behance.

79


O que foi possivel aprender... Fotografia Titulo Subtitulo

Texto corrido

PESO

Fotografia imagem sintetizando o assunto

>

Título Assunto definido

>

Subtitulo Breve texto que

>

Texto corrido Complemento

por palavras chaves, no

possibilita entender

detalhado sobre

caso apresentado, são

de maneira rápida

a informação

os pontos cronológicos

do que se trata

apresentada

HIERARQUIA Em uma página do site contando a história da Tátil design através de uma timeline, foi possível perceber uma hierarquia visual na qual uma informação é apresentada.

80


Figura 26

Figura 27

TIME LINE

PORTFÓLIO

Dentro do site da Tátil, há

Dentro do site da Tátil, há

uma página contando sua

uma página com alguns de

história por meio de uma

seus projetos.

time line

STORYTELLING Dentro de uma página em seu site onde alguns de seus projetos são apresentados, foi constatado um padrão na maneira como o texto que descreve o projeto é apresentado. O texto é dividido em duas etapas, sendo elas: DESAFIO: Análise da problemática e de como surgiu à oportunidade do desenvolvimento do projeto que será enfrentado. SOLUÇÃO: apresenta duas etapas, primeiro os valores que o projeto gerou e depois a descrição técnica do desenvolvimento.

81


Já na plataforma do Behance, foi analisado que também há um padrão na maneira de apresentar seus projetos,

FRAMES DO VÍDEO

FOTOGRAFIAS

composta por um breve texto descritivo do projeto, um vídeo e algumas imagens. Como o exemplo a seguir:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

Figura28 IMAGENS DE APRESENTAÇÃO

VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DO PROJETO

1 • Vinheta 2 • Depoimentos de diversos participantes 3 • Sao apresentados os primeiros caminhos 4 • Explição do conceito

DO PROJETO Figura29

Suporte| Vimeo

FRAMES DO VÍDEO

Idioma | PT (LGND. ING) Duração | 05m, 31s

5 & 6 • desenvolvimento técnico do projeto 7 • Apesentação dos resultados 8 • desdobramento da solução do projeto 9 • O resultado final fala por si

82


Estrutura do Storytelling do vídeo

Climax da narrativa

Projeto por si

05:20

Solução final

04:25

Valores gerados

03:30

Desenvolvimento de projeto

03:02

Fechamento do conceito

02:39

Desenvolvimento do conceito

01:50

Dificuldades

01:05

Conceito

Introdução

00:39

ABERTURA DO VÍDEO é gerado um ponto de contato de inserção da marca Tátil

Figura30

Design > NARRATIVA DE COMO O PROJETO TEVE ORIGEM é apresentado quando

GRÁFICO DA ANÁLISE

nasceu a problemática > APROFUNDAMENTO apresentação da relevância do pro-

DE ESTRUTURA DE

jeto e os possíveis desafios que viriam com ele > INTRODUÇÃO AO PROCESSO DE

STORYTELLING DO VÍDEO

CRIAÇÃO os primeiros passos que foram tomados > DESENVOLVIMENTO DO PROJETO acertos e erros > FECHAMENTO DO CONCEITO explicam como foi o processo

⁵ STORYTELLING

até se fechar o conceito > EXPLICAÇÃO DO CONCEITO > SOLUÇÕES TÉCNICAS

Consiste em um método

PARA O PROJETO > VALORES GERADOS PELO RESULTADO FINAL o que o projeto

que utiliza palavras ou

gerou após finalizado > PROJETO FALANDO POR SI apenas a marca projetada

recursos audiovisuais para transmitir uma história.

Com a análise do vídeo, foi possível aprender que a Tátil tem um padrão na ma-

(SIGNIFICADOS, 2016)

neira de contar histórias, e através dessa análise foi criado um modelo no qual o o ⁵ storytelling do produto final foi baseado.

83


figura 31 PAINEL 01 Tendo como referência David Carson, buscou-se estudar maneiras de explorar expressão artítica atravrés de elementos gráficos

figura 32 PAINEL 02 Estudos de referências que expressão conexão através de elementos gráficos

figura 33 PAINEL 03 Estudos de referências de expressões de movimento através de elementos gráficos

5.4.3 CONCEITO Para definir o conceito do produto final, partiu-se de uma análise da essência da marca da TEIA, dentro do território de Arte colaborativa foram estudadas as expressões definidas pelos colaboradores, montando painéis

84


figura 34 PAINEL 04 Estudos de referências de expressões de movimento através de elementos gráficos

figura 35 PAINEL 05 Estudos de referências de expressões de dinamismo através de elementos gráficos

figura 36 PAINEL 06 Estudos de referências de expressões de experimentação através de elementos gráficos

visuais que sintetizassem imagéticamente essas expressões. Após vivenciar a TEIA e analisar essas expressões, a palavra que melhor define o que a TEIA é como um conceito é Imprevisível.

85


diretrizes de design TERRITÓRIO

EXPRESSÕES

CONCEITO

Conexão Colaboração ARTE

Criatividade

COLABORATIVA

Experimental Expressividade Movimento Interação Liberdade

86

Imprevisivel


Impre visivel ‘‘ADJ. Que nao se consegue prever; que nao pode ser conhecido, sabido ou examinado.’’ (Dicio, 2016).

87


Figura 37 PRODUTO FINAL - ROTA A Simulação repsentando a rota A.

Figura 38 PRODUTO FINAL - ROTA B Simulação

Já com o conceito definido, começou a se pensar como seria o produto fim,

repsentando a rota B.

sendo desenvolvidas três rotas: A primeira contaria, em um dos lados de um folder, o que foi a TEIA através de uma timeline, e no outro lado have-

Figura 39

ria um painel com as intervenções geradas através do projeto. A segunda

PRODUTO FINAL - ROTA C

rota foi pensar em desenvolver um caderninho de oito páginas mais um

Simulação

encarte que viria dobrado junto a capa e poderia usado como um pôs-

repsentando a rota B.

ter, assim estratégicamente prolongaria a vida do produto. Por se tratar do imprevisível, foi escolhido um terceiro caminho. Um foder que conforme

Figura 40

fosse desdobrado, revelaria aos poucos o que foi a TEIA. Esse folder foi

DINAMISMOS NO

modulado inicialmente para se desdobrar em quadrados, tendo um pouco

RETANGULO AUREO

da minha essência da racionalização geométrica. Entretanto esse tipo de

O diagrama exemplifica

módulo quadrado não condiz com o conceito, gerando os primeiros ajustes

desde como achar um

em relação ao desdobramento. A forma aberta do folder é um retângulo

retangulo aureo partindo

áureo propositalmente fazendo um link com a forma do sinal gráfico da mi-

de um quadrado até os

nha marca. Buscando novas formas de se contar a história de uma maneira

primeiros dinamismos do

dinâmica e imprevisível em paralelo com meu raciocínio geométrico, foram

retangulo.

88

estudados os retângulos áureos dinâmicos que segundo ELAM:


ABRA pensando em suas necessidades. Após isso,

Partindo deste principio foi desenvolvida uma ação social

cada colaborador recebeu um e fez uma intervenção artística que foi publicada em

colaborativa envolvendo XX

um grupo de Facebook permitindo o que os

de colaboradores

colaboradores com o propósito de criar

outros colaboradores tivessem

uma experiência que através de um produto sustentável, essas pessoas se

conhecimento dos demais e um mapeamento da ação. Após isso os

ILUSTRAÇÃO: josias

conectassem através da arte.

UM PROJETO REALIZADO POR:

Um dos grandes desafios do projeto foi

Resultando em um estudo de caso

Já Com os colaboradores convidados a

proposto como trabalho de conclusão de curso para minha graduação em

participar da ação, foi desenvolvido um produto de baixo impacto ambiental que

design gráfico pelo Centro Universitário Senac.

serviu como suporte para intervenções artísticas em parceria com eles se

colaboradores deveriam presentear alguém com p produto para que desse continuidade ao projeto até chegar ao ultimo usuário e eu pudesse recolher resultando 4 intervenções por produto.

QUEM Algumas pessoas foram convidadas a serem colaboradoras do projeto. Para isso

desenvolver um produto que apresenta-se um baixo impacto ambiental e ao mesmo

foi desenvolvida uma pesquisa por meio

tempo tivesse um alto impacto sensorial

de um suporte online onde foi possível

servindo como suporte para as intervenções.

traçar um tipo de perfil das características de como seria uma pessoa que teria

COLABORADORES

AO ENCADERNAC A DIFERENCIAD para desenvolvida necessidades atender as s. dos usuario

para saber mais use o qr code ou acesse o link abaixo: www.behance.net/lorenzini

Amanda Favali • André Vazquez • Camyla Romão • Caroline Rocha • Filipe F. Rocha • Gabriel Acacio • Guto Lacaz • João C. Toledo • Juliana Tuchsznajder • Lucas Manfredini • Lucas S. Petrini • Luiz Henrique • Talyta Rubio

empatia em participar do projeto.

e ALGUMAS FRASES DE DEPOIMENTOS SE ROLAR FRASES FALANDO SOBRE OS VALORES DO PROJETO USO DE Sua PAPE ca para pa fo LÃO i pr se com rvir ta ojetad o a m prod emba bém uto. lagem do

pensando em suas necessidades. Após isso, cada colaborador recebeu um e fez uma intervenção artística que foi publicada em um grupo de Facebook permitindo o que os outros colaboradores tivessem

Partindo deste principio foi desenvolvida uma ação social colaborativa envolvendo XX colaboradores com o propósito de criar uma experiência que através de um produto sustentável, essas pessoas se conectassem através da arte. Resultando em um estudo de caso proposto como trabalho de conclusão de curso para minha graduação em design gráfico pelo Centro Universitário Senac.

Já Com os colaboradores convidados a participar da ação, foi desenvolvido um produto de baixo impacto ambiental que serviu como suporte para intervenções artísticas em parceria com eles se

conhecimento dos demais e um mapeamento da ação. Após isso os colaboradores deveriam presentear alguém com p produto para que desse continuidade ao projeto até chegar ao ultimo usuário e eu pudesse recolher resultando 4 intervenções por produto.

traçar um tipo de perfil das características de como seria uma pessoa que teria empatia em participar do projeto.

E RT

QUEM Algumas pessoas foram convidadas a serem colaboradoras do projeto. Para isso foi desenvolvida uma pesquisa por meio de um suporte online onde foi possível

PO

Partindo deste principio foi desenvolvida uma ação social colaborativa envolvendo XX colaboradores com o propósito de criar uma experiência que através de um produto sustentável, essas pessoas se conectassem através da arte. Resultando em um estudo de caso proposto como trabalho de conclusão de curso para minha graduação em design gráfico pelo Centro Universitário Senac.

QUEM Algumas pessoas foram convidadas a serem colaboradoras do projeto. Para isso foi desenvolvida uma pesquisa por meio de um suporte online onde foi possível traçar um tipo de perfil das características de como seria uma pessoa que teria empatia em participar do projeto.

Já Com os colaboradores convidados a participar da ação, foi desenvolvido um produto de baixo impacto ambiental que serviu como suporte para intervenções artísticas em parceria com eles se

pensando em suas necessidades. Após isso, cada colaborador recebeu um e fez uma intervenção artística que foi publicada em um grupo de Facebook permitindo o que os outros colaboradores tivessem conhecimento dos demais e um mapeamento da ação. Após isso os colaboradores deveriam presentear alguém com p produto para que desse continuidade ao projeto até chegar ao ultimo usuário e eu pudesse recolher resultando 4 intervenções por produto.

PO

pensando em suas necessidades. Após isso, cada colaborador recebeu um e fez uma intervenção artística que foi publicada em um grupo de Facebook permitindo o que os outros colaboradores tivessem

Partindo deste principio foi desenvolvida uma ação social colaborativa envolvendo XX

ILUSTRAÇÃO: josias

conhecimento dos demais e um mapeamento da ação. Após isso os colaboradores deveriam presentear alguém com p produto para que desse continuidade ao projeto até chegar ao ultimo usuário e eu pudesse recolher resultando 4 intervenções por produto.

ILUSTRAÇÃO: josias

Universitário Senac.

Já Com os colaboradores convidados a participar da ação, foi desenvolvido um produto de baixo impacto ambiental que serviu como suporte para intervenções artísticas em parceria com eles se

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ILUSTRAÇÃO: josias

colaboradores com o propósito de criar uma experiência que através de um produto sustentável, essas pessoas se conectassem através da arte. Resultando em um estudo de caso proposto como trabalho de conclusão de curso para minha graduação em design gráfico pelo Centro

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pensando em suas necessidades. Após isso, cada colaborador recebeu um e fez uma intervenção artística que foi publicada em um grupo de Facebook permitindo o que os outros colaboradores tivessem

Partindo deste principio foi desenvolvida uma ação social colaborativa envolvendo XX

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Partindo deste principio foi desenvolvida uma ação social colaborativa envolvendo XX colaboradores com o propósito de criar uma experiência que através de um produto sustentável, essas pessoas se conectassem através da arte. Resultando em um estudo de caso proposto como trabalho de conclusão de curso para minha graduação em design gráfico pelo Centro Universitário Senac.

ILUSTRAÇÃO: josias

ILUSTRAÇÃO: josias

de colaboradores

colaboradores com o propósito de criar uma experiência que através de um produto sustentável, essas pessoas se conectassem através da arte. Resultando em um estudo de caso proposto como trabalho de conclusão de curso para minha graduação em design gráfico pelo Centro Universitário Senac.

Já Com os colaboradores convidados a participar da ação, foi desenvolvido um produto de baixo impacto ambiental que serviu como suporte para intervenções artísticas em parceria com eles se

conhecimento dos demais e um mapeamento da ação. Após isso os colaboradores deveriam presentear alguém com p produto para que desse continuidade ao projeto até chegar ao ultimo usuário e eu pudesse recolher resultando 4 intervenções por produto.

Um dos grandes desafios do projeto foi desenvolver um produto que apresenta-se um baixo impacto ambiental e ao mesmo tempo tivesse um alto impacto sensorial servindo como suporte para as intervenções. CAO ENCADERNA A DIFERENCIAD para desenvolvida necessidades atender as dos usuarios.

e ALGUMAS FRASES DE DEPOIMENTOS SE ROLAR FRASES FALANDO SOBRE OS VALORES DO PROJETO

USO DE Sua PAP capa ELÃ para O foi serv proj com ir tam etad o a prod embalag bém uto. em do

“Os retângulos dinâmicos produzem, ao se dividirem, uma interminável quantidade de subdivisões e razões de superfícies harmoniosas em termos visuais, pois suas razões derivam de números irracionais. O processo de divisão de um retângulo dinâmico em uma série de subdivisões harmônicas é muito simples. Diagonais são traçadas entre vértices opostos e então uma rede de linhas paralelas e perpendiculares é construída a partir de lados e das diagonais. ”(2010, p. 32). Analisando o mockup inicial onde haviam informações da teia e intervenções dos dois lados, foi possível perceber outros pontos a serem aperfeiçoados que acabaram gerando novos insights. Devido o fato de o produto ser produzido em baixa tiragem, ela será impresso através de impressão digital em gráfica rápida, com isso foi encontrada uma limitação técnica. Essa técnica não possui um registro exato de impressão, podendo haver uma variação em media de três milímetros, prejudicando a exatidão das dobras. A solução para isso foi criar um produto que tivesse um lado independente do outro. Um lado do folder seria impressa a história da teia e do outro um pôster conjunto das intervenções, permitindo ampliar a vida do produto.

89


90


91


92


93


94


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96


Pr

- Impac pacto Se

m co io de me o z o- nca u e ut ve od nter a z q i V

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al

CAZ O LA

nsori

Além da escolha de materiais de baixo impacto ambiental,o produto meio foi desenvolvido de modo que seuciclo de vida fosse extendido, pois ao final da ação ele acaba se tornando uma obra de arte.

JOSIAS MORAES

ES

J O PIRITO IN V EN QU E M VO IE LVI TO &

NO

CO

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C MU AMP NI O CA DA CA O

FIL

IPE

que no . ial -meio des oduto res enc o ida r um ado el ess rodut rindo ecess elo p r o n b ap do p ab sp s a l p a , a o d a c d di Os am um ento squis ravés ten e r t im ea tive nvolv o da p ido a ent e d gu am des cipan er se pront s ti par nho a bidas i ce cam per am r o f

um desenho!

RO

CH

A

Esse e o melhor presente que eu posso ganhar de alguem ...

Partindo da essência da minha marca: “Projetar por um mundo melhor”, estava inquieto por desenvolver um projeto que fosse além da programação visual de um produto. Desejava projetar algo que possibilitasse pessoas presentearem com o melhor de si para alguém através de uma intervenção artística.

PARA SABER MAIS USE O QR CODE OU ACESSE O LINK ABAIXO:

www.behance.net/lorenzini

O melhor presente que alguem pode te dar, e o presente que ela gostaria de ganhar

UM PROJETO REALIZADO POR:

lye, Mayra

ANem OmedSia

18 ATE25

COLABORADORES

Amanda Bellani • Amanda Favali • André Vazquez • Antonio Cabral • Bárbara Hayashi

ESTUDA

Bia Garces • Camyla Romão • Caroline Rocha • Christian Gois • Djavan Amorim • Filipe Rocha • Giovanna Alves • Guilherme Maciel • Guilherme Marques • Gustavo Kondo

COLABO

Guto Lacaz • João Machado • João Toledo • Josias Moraes • Juliana Tuchsznajder • Larissa Domingues • Laura kim Letícia Favali • Letícia Takeshita • Luana Clara • Lucas Manfredini • Lucas

NTES

RADOR

PERFIL

Ribeiro • Lucas Torres • Luiz Henrique Maiza Yumi • Márcia Carvalho • Mario Cafiero • Mayra Lye Natália Arouche • Paulo Roberto • Raphael Borges • Ricardo Van Steen • Talyta Rubio • Tayrine Cruz

Ao fin al do pro jet o um a tei a se fo rmo u atr ave s da viv enc ia des sas pes so as e tud o o qu e pu der am co mp art ilh ar ent re si

36 pes soas fora m convidadas para participar de uma ação social colaborativa, ond e receberam um produto desenvolvi do por mim, e nele fizeram uma intervenção artís tica para presente ar algu ém com o produto e dar con tinuidade ao proj eto passando ao todo por quatro pes soas cad a prod uto. Depois os prdutos meio fora m recolhidos para que eu pudesse docume ntar o que foi a ação .

C onexoes Fi sicas

C onexoes Virtuais

Em em parceria com os colaboradores iniciais, foi realizada uma pesquisa de opinião para produção de um produto meio que serviu como suporte para as intervenções. Resultando em uma baixa tiragem de apenas 15 exemplares

DO

A TEIA se apropriou também do espaço virtual, onde foi criado um grupo que só os colaboradores tivessem acesso, e nele podiam publicar sua intervenção e se conectar com os demais tendo um conhecimento de tudo que estava acontecendo.

DJAVAN AMORIN

97


6 Consideracoe s finais

98


Tornar esse projeto um objeto de estudo não foi uma tarefa fácil, uma das principais lições que eu aprendi com a TEIA foi que nehum livro pode te dar uma receita pronta de como desenvolver um projeto colaborativo. É necessário ter sensiveis percepções sobre os seus colaboradores e partir dessas percepções quando tomar decições de acordo com as novas necessidades que o projeto apresenta. Durante esse processo tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas e alguns dos teóricos aqui citados e um pouco de suas vidas, e assim como esse projeto me forçou a sair da minha zona de conforto, fico feliz de ter relatos de colaboradores que puderam compartilhar dessa mesma sensação através da TEIA. Ao final do projeto foi possível concretizar o pensamento de Gelli sobre as marcas terem que se reinventarem para que a sua sobrevivência ocorra no futuro. Além de aquietar minha alma de designer me apresentando não ser apenas um programador visual, mas permitindo apresentar minhas experiencias no vasto campo de atuação do design gráfico, explorando áreas como o design editorial e o design estratégico de marcas e novos campos do design em paralelo como a sustentabilidade aqui conhecidos e a incrível experiência de projetar com as pessoas ao invés de projetar para as pessoas. Quando se trata de um projeto como a TEIA, é necessário que haja certa delicadeza ao fazer considerações por se tratar de um projeto colaborativo, quando falamos de TEIA, falamos de pessoas, por isso não existe apenas um, e sim inúmeros pontos de vista sobre o projeto, e espero que com o tempo, esse número de pontos de vista só cresça. Mais uma coisa...

99


um desenho!

Esse e o melhor presente que  eu posso ganhar de alguem

100


TALYTA RUBIO

pad r onizacao grafica

101


7 , 1 Marca ASSINATURA

A marca é composta por três tipos de assinaturas que podem ser usadas de acordo com as necessidades encontrdas, porém existe uma maneira na qual a marca deve ser aplicada com prioridade, no caso a versão preferencial.

Assinatura preferencial

Assinatura secundária

Esta assinatura deve ser apli-

Tais versões de assinatura da marca fo-

cada sempre que possível-

ram projetadas para serem aplicadas de

criando uma consistencia em

acordo com novas necessidades.

sua identidade visual.

Há uma versão horizontal composta ape-

Tal assinatura é composta

nas por seu logotipo para ser aplicada

por seu sinal gráfico mais o

em áreas com proporções horizontais. Já

logotipo sempre na cor preta.

a outra assinatura é composta somente por seu sinal gráfico, e deve ser aplicada apenas em casos de áreas muito pequenas onde as outras versões poderiam ter sua legibilidade danificada.

Versão negativa As assinaturas devem ser usadas nesse caso somente quando a marca for reproduzida em sobre cores escuras que não possibilitem um bom contraste.

102


CUIDADOS NA VEICULAÇÃO

PANTONE

PANTONE

109 C

BLACK

CMKY:

RGB:

CMKY:

RGB:

0%,

255%,

0%,

0%,

10%,

204%,

0%,

0%,

100%,

0%,

0%,

0%,

0%,

100%,

Padrão cromático

Área de não interferencia

Partindo das cores da minha marca,

A área de não-interferência deve ser

criando uma identidade com tal, foram

equivalente à altura do elemento

escolhidas essas cores para compor o pa-

apresentado em relação aos limites dos

drão cromático da TEIA.

campo gráfico demarcado acima.

07 MM 20 MM 08 MM

Apoio gráfico

Redução mínima

As assinaturas secundárias poodem ser

Tem como objetivo preservar a legibilidade

usadas como apoio gráfico para marca.

da marca. Para tanto, devem-se respeitar as

Quando usadas junto com a marca, de-

dimensões estipuladas. A medida indicada

vem sempre possuir um contraste que

acima determinada o tamanho mínimo

não debilite sua legibilidade.

para peças gráficas e digitais em geral.

103


TEIA Não distorcer a marca fugindo das proporções impostas.

Não alterar a tipografia usada na assinatura do logotipo da marca.

Não o sinal gráfico usado na assinatura da marca.

Não acrecentar outline a assinatura da marca.

Não alterear a cor da

Não aplicar degrades na marca.

Não acrescentar elementos a marca.

Não alterar a posição do logotipo em relação ao sinal gráfico.

marca se não pelas permitidas.

Usos indevidos Os exemplos ao acima ilustram situações de usos indevidos dos elementos da marca. É fundamental que se observem as instruções que cada um deles traz para garantir o impacto visual e a legibilidade da marca.

104


TIPOGRAFIA Todos o materiais vinculados pela TEIA que contenham texto, deverão fazer o uso dessas tipografias. A tipografia secundária é composta pela Arial que deverá ser usada somente caso estas tipografias não estajam disponiveis no memento.

A B C D E F G H I JK L M N O P Q R S TU VWX YZ a b c d e fgh i j k lm n o p qr st u v wx yz 01 2 3 45 6 7 8 9

ABCDEFGHIJKLM NOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmno pqrstuvwxyz 0123456789

Againts

Good foot

Para titulos ou textos com destaque.

Deverá ser usada com comederação

Sempre deve ser usada como maior nivel

apenas em detalhes com á intenção de

de hierarquia na página.

passar expressividade ao material aplica-

OBS: Sempre que aplicada deverá ser usada como versatlete.

do, por se tratar de uma tipografia script.

Aller Bold

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789

Aller regular

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789

Aller É A famÍlia usada para textos corrido por ser neutras, ter uma boa legibilidade e diversidade de pesos

Aller Light

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789 Aller Italic ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz 0123456789

105


ANDRÉ VAZQUEZ

7 , 2 Produto meio

1 TIPO DE IMPRESSO

dade de projetar um produto que tenha

Livreto personalizado

um baixo custo de produção, e seja viável ser produzido em baixa tiragem con-

2 TEMA DO PROJETO

seguindo ter um alto impacto sensorial e

O projeto buscou desenvolver um pro-

um baixo impacto ambiental

duto de baixo impacto ambiental que a TEIA, possibilitando novas experiencias

5 CONCEITO EDITORIAL DO IMPRESSO

aos seus usuários.

O Conceito editorial do projeto veio da

serviria como suporte para que ocorrece

marca TEIA, cujo pilares são: arte e cola-

106

3 TÍTULO DO IMPRESSO

boração, logo o seu look & fell foi produ-

TEIA - Produto meio

zido a partir da marca projetada

4 CARACTERÍSTICAS DA EDITORA

6 PERIODICIDADE E TIRAGEM

O produto meio foi publicado pela minha

Sua periodicidade foi pontual apenas

marca pessoal, por isso houve a necessi-

para a experiência por esse projeteto de


trabalho de conclusão de curso com uma tiragem única de 15 exemplares

8 PÚBLICO-ALVO O público alvo foi definido através de uma pesquisa quantitativa por meio de uma plataforma online resultando em homens e mulhers, estudantes em média com 18 a 25 anos, inquietos e envolvidos no meio da comunicação

9 PADRONIZAÇÃO GRÁFICA: 9.1 Grid

Figura 41 GRID DA PÁGINA MESTRE UTILZADO NO PRODUTOMEIO MARGENS: Superior: 25 mm Inferior: 30 mm Interna: 25 mm Externa: 25 mm COLUNAS: 4 MEDIANIZ: 4,2 mm SANGRIA: 5 mm

107


9.2 Fontes utilizadas:

Espaçamento: Fixo de 60% para garantir

TÍTULOS: Againts Regular

uma boa legibilidade devido apresentar um

Tamanho : 36 pt

corpo pequeno que será impresso em um

Entrelinha : 34 pt

sistema de impressão de baixa qualidade

Espaço entre letras: Fixo de 30%

9.3 Padrão cromático: SUBTITULOS: Aller Bold italic

Foi utilizado Black 100%

Tamanho: 10 pt Entrelinha : 13 pt

10 IMPRESSÃO CAPA 10.1 Formato Aberto:

OLHO DE TEXTO: Againts Regular

465x 225mm; fechado: 215x 225mm

Tamanho : 25 pt Entrelinha : 27 pt

10.2 Suportes, utilizados:

Espaço entre letras: Fixo de 50%

Papelão Ondulado de face simples com aproximadamente 35 ondas a cada 100 mm.

TEXTO CORRIDO: Aller Light Italic

(Classificação feita de acordo com a terminologia da NBR 5985)

Tamanho: 8,3 pt Espaçamento: Variável de acordo com as

10.3 Número de cores 1X0. escala utilizada para impressão

necessidades do layout entre 5% até -20%

Respeitando o padrão cromático da mar-

Entrelinha: 13 pt

ca, foi escolhido o PANTONE Black C para LEGENDAS: Aller Light Italic

cor da capa. Porém houve um emprevisto

Tamanho: 7,5 pt

na compra de materiais para confecção

Entrelinha: 13 pt

da capa, o substrato de cor preta havia

Espaçamento:Variável de acordo com as

acabado, e dentro das demais cores que

necessidades do layout entre 5% até -15%

o distribuidor havia disponível foi definida uma cor que na escala PANTONE: Me-

108

TEXTO LEGAL: Aller Light Italic

tallic Formula Guide correspondente a

Tamanho: 6 pt

P8001 C como uma cor secundária, que

Entrelinha: 8pt

está na gama dos tonz de cinza


10.4 Acabamentos gráficos utilizados:

Dobra, vinco, refile e encadernação.

Vinco, dobra e corte

11 IMPRESSÃO MIOLO 11.1 Formato:

12 PRÉ-IMPRESSÃO Softwares 12.1 Plataforma utilizada para editoração:

ABERTO: 297 x210 mm

Adobe Indesign CS6

FECHADO: 148 X210 mm

SUBSTRATO: Papel offset

12.2 Plataforma utilizados para manipulação de imagens e criação de ilustrações Extensão de imagens:

GRAMATURA: 90g/m2

Adobe Illustrator CS6

11.2 Suportes,utilizados:

NÚMERO DE LÂMINAS: 3 PÁGINAS: 6

12.3 Resolução impressa a ser utilizada:

11.3 Processo de impressão indicado:

300DPI

Por ter sido feita uma baixa tiragem do produto meio, foi impresso através de impressão digital a laser. Caso seja produzido em alta escala, deve ser impresso em Off-set

11.4 Número de cores/ escala utilizada para impressão Sitema de cores: 1x1 - Escala Europa : Black

11.5 Acabamentos gráficos utilizados:

109


7 , 3 Produto final

110


1 TIPO DE IMPRESSO

8 PÚBLICO-ALVO

Folder com faca especial

Escritórios de design na cidade de São Paulo que possuem projetos diferenciados, no

2 TEMA DO PROJETO

qual tenho algum tipo de intesse

Desenvolver um produto que apresente o que foi o projeto TEIA ao target e possibilitar uma experiencia que gere a insersão da

9 PADRONIZAÇÃO GRÁFICA: 9.1 Grid:

minha marca em seu universo Figura 42

Grid desenvolvido para o

3 TÍTULO DO IMPRESSO

GRID DO PRODUTO FINAL

produto a partir dos estudos

TEIA - Produto Final

MARGENS: 05mm

sobre os dinamismos

MEDIANIZ: 05 mm

do rengulo aureo para

SANGRIA: 5 mm

desenvolver a planta.

4 CARACTERÍSTICAS DA EDITORA O produto final foi publicado pela minha marca pessoal, havendo a necessidade de projetar um produto que tenha um baixo custo de produção, seja viável ser produzido em baixa tiragem e mesmo assim consiga ter um alto impacto sensorial

5 CONCEITO EDITORIAL Dentro dos territíos de arte colaborativa da marca TEIA, foi desenvolvido o conceito de imprevisivel para este projeto, que teve o seu Look & Fell desenvolvidos a partir da marca

6 PERIODICIDADE E TIRAGEM Sua periodicidade foi pontual apenas para a divulgação desse projeto tiragem de 30 exemplares 111


9.2 Fontes utilizadas:

mais elementos incorporados do lock &

TÍTULOS: Againts

feel da marca TEIA

TEXTO CORRIDO: Aller Light Italic Tamanho: 8,3 pt

10 IMPRESSÃO 10.1 Formato Aberto:

Entrelinha: 13 pt

260x 380 mm

Espaçamento: Variável de acordo com as necessidades do layout entre 5% até -20%

10.2 SUPORTES UTILIZADOS: SUBSTRATO: Papel couche fosco

LEGENDAS: Aller Light Italic em versalete

GRAMATURA: 115g/m2

Tamanho: 6,5 pt

NÚMERO DE PÁGINAS: 02

Entrelinha: 6,8 pt

NÚMERO DE LÂMINAS: 01

Espaçamento: Espaçamento: 50

10.3 Número de cores TEXTOS ESPECIAIS: Good Foot

4X4 (CMYK)

TAMANHO: Minimo de 10 pt cessidade do layout

ESCALA UTILIZADA PARA IMPRESSÃO:

Espaçamento: Variável de acordo com as

Europa coated V2

Entrelinha: Variável de acordo com a ne-

necessidades do layout entre 5% até -20%

9.3 Padrão cromático:

10.4 Processos de impressão indicados:

O padrão cromático ultizado respeita a

Como foi feita uma pequena tiragem do

paleta de cores prioritárias da marca TEIA

produto final, ele foi impresso em uma

composta pelos PANTONES P109 e P BLACK

HP Indigo, um meio de impressão digital a jato de tinta. Caso o produto venha a

9.4 Elementos de apoio: vinhetas e ilustrações, boxes de textos

ser produzido a larga escala, é indicado que seja impresso através de off-set

Os elementos de apoio utilizados no produto foram as próprias intervenções,

112

10.5 Acabamentos gráficos


utilizados: Vinco, dobra e refile

11 PRÉ-IMPRESSÃO 11.1 Software(s) / plataforma utilizada para editoração: Adobe Illustrator CS6

11.2 Software(s) / plataforma utilizados para manipulação de imagens e criação de ilustrações de imagens : Adobe Illustrator e Photoshop CS6

11.3 Resolução impressa a ser utilizada: 300 DPI

113


8 Referencias BRAGA, Marcos(org). O papel social do design gráfico: história, conceitos & atuação profissional. São Paulo: editora Senac São Paulo, 2011. CAPRA, Fritjof. Le temps du changement: science, société et nouvelle culture. Ed. du Rocher, 1983. CUNHA, Edna e MARTINS, Bianca. Design social, o herói de mil faces, como condição para a sua atuação contemporânea. Pág. 115 a 136 In BRAGA, Marcos(org). O papel social do design gráfico: história, conceitos & atuação profissional. São Paulo: editora Senac São Paulo, 2011. BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Tradução Cristina Yamagami. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. CONSOLO, Cecilia. Marcas: Design estratégico. Do símbolo a gestão de identi-dade corporativa / Cecilia Consolo. São Paulo: Blucher, 2015. DOCZI, Gyorgy. O poder dos limites: harmonia e proporções na natureza, arte e arquitetura, 1986 ed. Bras. 1990. DICIO. Significado de imprevisível. Disponível em: <https://www.dicio.com. br/imprevisivel/>. Acessado em 16 de novembro de 2016. ELAM, Kimberly. “Geometria do design.” São Paulo: Cosac Naify (2010). ESKILSON, Stephen J. Graphic Design: A New History. Londres: Laurence King Publishing, 2007. GELLI, Fred. Design voltado ao meio ambiente e sustentabilidade. Pág. 70 a 85 In CONSOLO, Cecilia(org.) Anatomia do design: uma análise do design

114


gráfico brasileiro. São Paulo: Editora Blucher, 2009. GONÇALVES, Cleidson. A arte das artes gráficas. São Paulo: Ed. Do autor, 2010. GUERREIRO, Vanessa. Revista design gráfico: Design artesanal como meta. ano 3 nº 18 Market Press Editora 1998. <http://www.gutolacaz.com. br/grafica/apresentacao.html> Acesso em: 23 de abril de 2016. KAZAZIAN, Thierry (org.) Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvi-mento sustentável. 2. ed. Tradução de Eric Roland Rene Heneault. São Paulo: editora Senac, 2005. LUPTON, Ellen. A produção de um livro independente Indie Publishing: um guia para autores, artistas e designers; tradução Maria Lúcia L. Rosa. São Paulo: Ro-sari.2011. NEVES, Flávia de Barros. Contestação gráfica: engajamento político-social por meio do design gráfico. Pág. 45 a 64 In BRAGA, Marcos(org). O papel social do design gráfico: história, conceitos & atuação profissional. São Paulo: editora Senac São Paulo, 2011. Open Mind - Innovation (2012, agosto 13). Fred Gelli - Google Open Mind. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Rk9Fn3HjYKM>.Acessado em 19 de março de 2016. Significados. Significado de Ciclo. Dísponivel em: <http://www.significados.com.br/ciclo>. Acesso em 4 de abril de 2016. Significados. Significado de storytelling. Dísponivel em: <https://www.significados.com.br/storytelling/>. Acesso em 18 de novembro de 2016.

115


Significados. Significado de Zeitgeist. Disponível em: <http://www.significados.com.br/zeitgeist/>. Acesso em 21 de março de 2016. Tátil design de idéias. Experimentando matérias-primas e ampliando os senti-dos. Assim, surgiu a Tátil. Disponível em: <http://tatil.com.br/w/experimentando-materias-primas-e-ampliando-os-sentidos-assim-surgiu-a-tatil/>. Acessado em 07 de maio de 2016. TEDxTalks (2010, agosto 19).Biomemética: Fred Gelli at TEDxSudeste. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=h-4nK-jyQoY>. Acesso em: 18 de março de 2016. The Body Shop. About The BodyShop. Disponível em: <http://www.thebodyshop-usa.com/about-us/about_thebodyshop.aspx>. Acessado em 07 de maio de 2016. WHEELER, Alina. “Design de identidade da marca.” Porto Alegre: Brookman (2008).

116


9

Lista de imagens

01 FRED GELLI Fotografia de divulgacao

14 CRIATIVE COMMONS E ATRIBUIÇÃO CC

projetos/mini-garrafinhas-da-galera//).

cedida pela acessora de imprensa do

BY (https://br.creativecommons.org/).

28 MAGENS DE APRESENTACAO DO PROJETO

proprio Gelli

15 VERSÃO 01 DO ESPELHO DO PRODUTO-

(https://www.behance.net/gallery/889218/

02 DIAGRAMA DOS DIFERENTES CONJUNTOS

MEIO autoria própria.

Rio-2016-Jogos-Olimpicos).

CONSTITUTIVOS DA BIOSFERA vetorização

16 VERSÃO 02 DO ESPELHO DO PRODUTO

29 FRAMES DO VIDEO (https://www.

feita com base no modelo da p. 30 do livro

MEIO autoria própria.

behance.net/gallery/889218/Rio-2016-

Haverá a idade leve das coisas.

17 DIMENÇÕES DO PROTÓTIPO 01 DO

Jogos-Olimpicos).

03 INTERDEPENDENCIA Dmitri Popov.

PRODUTO-MEIO autoria própria.

30 GRAFICO DA ANALISE DE ESTRUTURA DE

04 CICLO Tim Marshall.

18 SIMULAÇÃO DO PROTÓTIPO 01 COM

STORYTELLING DO VIDEO autoria própria.

05 OPTIMUM Kyle Szegedi.

OS AJUSTES autoria própria.

31 PAINEL 01

06 RODA DE ECO CONCEPÇÃO vetorização

19 DIAGRAMA COM OS PILARES DA MARCA

01 (http://www.davidcarsondesign.com/t/)

feita com base no modelo da p. 37 do livro

autoria própria.

02 (http://www.davidcarsondesign.com/t/

Haverá a idade leve das coisas.

20 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE

work/book/).

07 TIM BROWN (https://www.flickr.com/

MARCA autoria própria.

03 (https://br.pinterest.com/

photos/wanderlustcamera/14289915198).

21 MARCA DA TATIL DESIGN Arquivo em

pin/285274957618252736/)

08 MARCA DA IDEO (https://www.ideo.com/)

curvas cedido pela acessora de imprensa

04 (https://www.behance.net/

09 CRUSHFIXO Fotografia de divulgacao

do proprio Gelli.

gallery/9959219/The-End-Of-Print-by-

cedida pelo proprio Guto Lacaz.

22 MARCA DA FABRICA DE IDEIAS

David-Carson-Poster).

10 O POLIBUTTON Fotografia de

BRASILEIRA Arquivo em curvas cedido pela

05 (https://www.behance.net/

divulgacao cedida pela acessora de

acessoria de imprensa.

gallery/6254787/David-Carson).

imprensa do proprio Gelli

23 MARCA DA CONSOLO & CARDINALI

06 (https://br.pinterest.com/

11 RUSSIAN CRIMINAL TATTOO

DESIGN (www.consoloecardinali.com.br).

pin/546413367273646286/).

(http://fuel-design.com/publishing/russian-

24 MARCA DA PS2 ARQUITETURA + DESIGN

07 (http://www.typogabor.com/David_

criminal-tattoo-encyclopaedia-volume-ii).

(https://www.ps2.com.br/).

Carson/pages/13_david_carson.html).

12 ANATOMIA DO LIVRO diagrama feito com

25 MARCA DO KIKO FARKAS/MAQUINA

08 (http://www.typogabor.com/

base no modelo da p. 32 do livro . A produção

ESTUDIO (www.kikofarkas.com.br).

DavidCarson/pages/45_david_carson.html).

de um livro independente IndiePublishing:

26 PRINT DA PAGINA ORIGEM DA TATIL

09 (https://s-media-cache-ak0.

um guia para autores, artistas e designers.

DESIGN (http://tatil.com.br/w/sobre/origem/).

pinimg.com/originals/f7/fa/99/

13 DIAGRAMA SIMULANDO A TEIA autoria

27 PRINT DA PAGINA DE PORTIFOLIO

f7fa99fe08805f290862b65fbc35ef15.jpg).

própria .

DA TATIL DESIGN (http://tatil.com.br/w/

32 PAINEL 02

117


1 (http://theinspirationgrid.com/pause-

pin/427560558351301901/).

gallery/18619863/Nativos-Digitales-

fest-2014-branding-by-pennant/).

02 (https://www.behance.net/

Desplegable-Tipografico).

2 (https://br.pinterest.com/

gallery/27217569/Nike-Better-For-It)

36 PAINEL 06

pin/546413367273646045/).

03 (https://www.behance.net/

01 (https://br.pinterest.com/

3 (https://milkwithonesugar.

gallery/5967795/Self-promotion-Graphic-

pin/546413367273658324/

com/2013/05/23/multi-adaptor-dialogue-

Designer-).

02 http://designspiration.net/

toolkit/).

04 (https://br.pinterest.com/

image/1395459346679/).

4 (http://www.fromupnorth.com/

pin/546413367273658688/).

03 (http://www.clubedecriacao.com.br/

typography-inspiration-1034/)

05 (http://www.lineasguia.com/general/

ultimas/dad-2016-2/).

5 (http://artruby.com/post/51301498497/

andre-beato/).

04 (https://www.behance.net/

venice-biennale-flashback-tomas-

06 (https://s-media-cache-ak0.

gallery/11544489/Drink-Me-Magazine-

saraceno).

pinimg.com/564x/b9/11/0f/

Covers).

6 (http://www.aisleone.net/2012/06/25/

b9110f1fecae3f6f0374c00b400ff9ca.jpg).

05 (https://br.pinterest.com/

geometry-daily/).

07 (https://s-media-cache-ak0.pinimg.

pin/529876712389471683/).

33 PAINEL 03|

com/236x/30/a4/f6/30a4f657062fc7c54

06 (https://br.pinterest.com/

1 (https://br.pinterest.com/

2b68cf47c20f8e5.jpg).

pin/546413367273658802/).

pin/546413367273646246/)

35 PAINEL 05

37 PRODUTO FINAL - ROTA A autoria própria.

2 (ttp://www.trendhunter.com/trends/duc-

01 (https://br.pinterest.com/

38 PRODUTO FINAL - ROTA B autoria própria.

minh-phung).

pin/546413367273646038/).

39 PRODUTO FINAL - ROTA C autoria própria.

3 (https://br.pinterest.com/

02 (http://www.designer-daily.com/life-

40 DINAMISMOS NO RETANGULO AUREO

pin/379076493617362493/)

experience-poster-7071).

autoria própria.

4 (http://www.ideafixa.com/ha-80-anos-o-

03 (https://www.behance.net/

41 GRID DA PÁGINA MESTRE UTILZADO

tempo-suspenso-pela-fotografia-cientifica/).

gallery/10484077/The-Motion-Theater).

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42 GRID DO PRODUTO FINAL autoria própria.

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apendice 0 1

10.1 Apêndice A Questionário online. 1 - Você estaria disposto(a) a participar desse projeto colaborativo?

Sim Não

Possuo menos de 18 anos 20 a 25 anos 25 a 30 anos Acima de 30 anos

4 - Trabalha com alguma dessas atividades mencionadas abaixo: (Possível assinalar mais de uma alternativa)

Arquitetura Artes plásticas Design Fotografia Ilustração

2 - Qual a sua idade:

Jornalismo Moda Publicidade Não trabalho

7 - Qual meio você usa para se locomover com mais frequência? (Possível assinalar mais de uma alternativa)

5 - Em relação ao seu estado financeiro.

Sou independente financeiramente Sou totalmente dependente financeiro de um responsável (Ex.pago algumas contas com o meu dinheiro, mas ainda moro com meus responsáveis)

3 - Qual a sua ocupação? (possível assinalar mais de uma alternativa)

Estagiário Estudante Profissional remunerado Voluntário de serviços sociais Outro tipo de ocupação

6 - Qual zona da cidade de São Paulo você mais frequenta em busca de lazer aos finais de semana?

Leste Norte Oeste

Sul Centro

Sou parcialmente dependente financeiramente de um responsável

8 – Usufrui alguma dessas redes sociais?

(Possível assinalar mais de uma alternativa)

Possuo automóvel Metrô CPTM ônibus Uso meio alternativo (ex.: bicicleta, skate, patins etc...)

Behance DeviantArt Facebook Instagram Pinterest

Tumblr Twitter Vimeo Youtube

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9 - Com que frequência ao mês você frequenta esses locais: 9.1- Cinemas

9.2 - Eventos Culturais

9.3 - Museus

9.4 - Shows

9.5 -Teatros

Sempre Constantemente

Sempre Constantemente

Sempre Constantemente

Sempre Constantemente

Sempre Constantemente

Algumas vezes Raramente Não tenho esse costume

Algumas vezes Raramente

Algumas vezes Raramente

Algumas vezes Raramente

Algumas vezes Raramente

Não tenho esse costume

Não tenho esse costume

Não tenho esse costume

Não tenho esse costume

10 – Realiza algum tipo de produção artística mencionado nos itens abaixo

Animação Arte urbana Artesanato Colagem Desenho Desenho de letras Escultura Fanzines

Fotografia Gravura Moda Música Pintura Produção de textos Outro tipo de intervenção

11 - A mídia escolhida para o projeto é um suporte físico. Prefere receber a página de qual maneira:

Com uma proposta pré-estabelecida a ser seguida Em branco, produção mais livre

12 - Gostaria que o produto fosse produzido de uma maneira que seja possível você mesmo acrescentar páginas nele?

Sim Não

13 - Qual seria o formato da pagina do suporte que mais lhe agrada para produzir sua intervenção artística?

A6 (10,5 cm X 14,8 cm) A5 (14,8 cm X 21,0 cm) A4 (21,0 cm X 29,7 cm) A3 (29,7 cm X 42,0 cm

14 - Teria alguma preferência para o papel usado no suporte? (Possível assinalar mais de uma alternativa) Liso Poroso Colorido Fino Grosso (gramatura mais pesada para suportar materiais mais densos como tinta ou intervenções mecânicas como colar algo na folha exemplo)

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10.2 Apêndice B Entrevista com Guto Lacaz Feita em sua casa/ateliê em São Paulo, em 19 de abril de 2016.

A arte para você. Como as artes plásticas se distinguem das artes gráficas para você? Na verdade eu acho que não tem diferença nenhuma, eu acho que as duas coisas são a mesma coisa, só é uma questão de convenção. Convencionou-se que as artes plásticas são um a coisa e design é outra, mas naverdade é a mesma coisa. Nas duas você usa observação, a inteligência, o repertório que você tem de desenho, composição, cor, tudo o que você usa para fazer uma Monaliza você usa para fazer um celular, eu acho que é o mesmo aparelho mental, eu acho que tudo é arte, desde que o homem coloque a mão é arte, se eu desenhar uma xicara é arte, se eu pintar um navio é arte, não tem o que não seja arte, a diferença só existe por convenção, certas coisas estão no museu de artes plásticas, certas coisas estão no museu de design, o ser humano às vezes não consegue pensar global, ele tem que dividir as coisas, mas como eu pratiquei as duas eu falei, pó é o mesmo aparelho mental a questão é o que resulta no final, mas para mim é tudo arte não tem o que o ser humano faça que não é arte, eu não consigo ver e prefiro assim fica mais aberto, e também é uma bobagem se é o união é que se dane sabe? O que tem importância é ter qualidade, contribuir para o progresso da humanidade, sensibilizar as pessoas marcar seu tempo. Esses outros olhares são meio acadêmicos, é interessante discutir, mas é secundário. Marcel Duchamp no começo do século passado rompeu com essa divisão e até hoje tem gente que quer matar ele. Ele provocou a burguesia colocando objetos industrializados na exposição dele e os chamou de já prontos. Por exemplo, o Senac me convida para uma exposição, então vou levar essa garrafa de agua da Minalba e colocar lá, ele fez isso com outros objetos, levantando uma questão do porque que isso aqui não é?

O que fez você ir para arquitetura? Desde criança eu sempre desenhei, eu gostava de desenhar letras, eu sempre estava perto de pessoas que desenhavam, sempre tive oficina. Estudei

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O que fez você ir para arquitetura? Desde criança eu sempre desenhei, eu gostava de desenhar letras, eu sempre estava perto de pessoas que desenhavam, sempre tive oficina. Estudei no colegial técnico de eletrônica industrial e era muito difícil, era muita matemática, tanto que eu bombei, eu adoro eletrônica, mas não tinha cabeça para acompanhar, ai chegou a época do vestibular e procurei uma área que tinha desenho eu até prestei publicidade que usava desenho, que na década de 60 a maioria dos anúncios eram desenhados, mas ai eu falei arquitetura que foi o que me salvou, e peguei uma faculdade bem aberta que me ensinou cinema, artes plásticas, urbanismo, edificação, gráfica, produto. O desenho potencializou muito porque qualquer coisa que eu queria fazer eu podia, não tinha limite para imaginação, eu estudei em São José dos campos isso me abriu muito o leque de possibilidades, e como tinha uma matéria que se chamava comunicação visual, e eu sempre gostei de marca, logotipo, capa, o que era gráfico, o que era impresso ai eu trabalhei quatro anos como arquiteto e como tinha uma crise danada eu perdi o emprego, como eu sou tímido eu não consegui ficar procurando emprego, ai eu montei um escritório de artes gráficas (porque não tinha esse nome de design), ai eu conheci colegas que tinham trabalhos com bons clientes e fomos fazendo junto. Foi bem empírico porque eu aprendi um pouquinho na escola, mas não o suficiente para virar um profissional, foi na vida que eu fui aprender, o legal foi ai que eu comecei a ganhar a vida.

Como foi sua passagem da arquitetura para o mundo das artes? Durante a faculdade tinha um professor de desenho industrial que era muito provocador, um de sociologia e eles davam exercícios que eu falava “ué, o que eu vou fazer aqui?”. Foram exercícios que me marcavam, tinha um exercício que é clássico em cursos de design que é desenhar uma embalagem para ovo. Como levar o ovo daqui até o Rio De Janeiro sem quebrar? Ai tinha que fazer a embalagem com cartão e arame, tinha que fazer um berço, uma

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caixinha com cartão e depois com o arame uma mola. Depois ele falou “com esses mesmos materiais eu quero que vocês façam uma coisa que não sirva para nada”, eu fui o único que levou uma coisa na aula seguinte que não servia para nada, ai todo mundo veio em cima e a partir do meu começou a fazer. Então essa provocação, fazer uma coisa que não serve para nada com os mesmos mateiras que eram para fazer uma cosa objetiva, deu um start e ai eu fiz a primeira peça e gostei. Os quatro anos seguintes durante a faculdade eu fiz umas peças que vinham do nada, eu fazia, guardava, mas nem sabia o que era aquilo, e guardei durante quase cinco anos. Eu me formei em 74/75, já estava trabalhando como arquiteto e nem sabia desse mundo, sabia do mundo da gráfica, já fazia logotipo, capa de livro, cartaz, já estava com o meu escritório. Estava fazendo um fascículo para o Senai de desenho mecânico, passando por um corredor do Senai eu vi um cartaz, chamava-se Primeira amostra do objeto inusitado, li assim e vi o que eu tinha feito nesse período era o objeto inusitado que não servia para nada, eu o fotografei e mandei. Ganhei um premio e fiquei doido, falei caramba isso aqui que eu faço de vez em quando é alguma coisa, ganha premio e ainda pagam por isso, sai na revista Veja, eu expus no MIS (Museu da Imagem e do Som), eu percebi a oportunidade que estava se abrindo para mim e resolvi a dedicar a minha vida para isso, vou transformar esse talento que tenho e uso muito de vez em quando e impor disciplina. Eu meio virei artista assim. Nunca pensei em ser artista, se bem que a arquitetura e desenho gráfico são arte, Artes plásticas eu conhecia, eu nunca frequentei museus, galerias, fui procurar um professor no cursinho que era arquiteto e artista plástico e falei o que aconteceu comigo, eles falaram que agora eu tinha que ralar, eu fui ter aula com alguns artistas plásticos que eu admirava, porque tinha uns buracos que a arquitetura não completava, em vez de entrar na FAAP eu fui completar em ateliês porque não tinha esse saco. Como eu tinha um bom Background da arquitetura, foi meio assim um bonde que passou e eu peguei assim. Achei maravilhoso porque fui conhecendo artistas, exposições, a história das artes

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plásticas a qual o meu trabalho que se inseria que é o Dadaísmo, eu estava entrando em uma tradição de pessoas que transformavam coisas, objetos em trabalhos engraçados com humor.

A arte como solução de problemas sociais. Você pensa a arte assim? Sim, tem a que chama engajada, quando se faz um cartaz contra fome, tem um monte de questões sociais assim que você pode abraçar como designer industrial ou como designer gráfico, que é usar o seu talento para resolver um problema social, exemplo não jogue lixo aqui, ou seja, solidário. Você faz um cartaz, uma ilustração, está cheio de problemas, há mil causas que você pode usar o seu talento para essas causas ganharem admiradores e que se consigam se resolver, é um design engajado.

Acredita que os seus projetos tornam a vida das pessoas melhores? Acho que sim, porque eu sou humorista, sou cartunista, em geral quem vê da uma risada, um sorriso, eu vejo como uma leitura que contribui para o espírito, e o fato de eu estar fazendo isso há quarenta anos são porque quem vê um, encomenda outro. Eu construí uma network onde o próprio trabalho cria novos clientes né? Quando eu faço uma coisa eu quero que ela contribua, que seja diferente de tudo que eu já vi que traga graça, boa composição, elegância, inovação, bom desenho, são valores assim que eu persigo.

Em relação ao seu ponto de vista sobre São Paulo ser uma cidade condenada. Você acredita que podemos amenizar essa situação através do design ou da arte? É o que você falou. Amenizar, porque eu acho que não tem solução, temos que fazer uma coisinha aqui outra ali para amenizar isso porque São Paulo esta

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entregue aos bandidos, eu me entristeço com as coisas que eu vejo diariamente. Até hoje São Paulo não tem uma lixeira, um banco, um ponto de ônibus, não tem um equipamento mínimo, se você quer jogar lixo, aquele que esta no poste sempre esta lotado, a prefeitura não remove, é um equipamento mal resolvido. Banco não tem, às vezes você esta cansado e não tem onde sentar. Pontos de ônibus são ridículos, agora tem um ponto todo desenhado, mas não é para o conforto do usuário, ele é para fazer display de publicidade, São Paulo falta isso. Teríamos que despoluir os Rios, a gente fala dessa tragédia de Mariana, mas a gente tem cinco ou seis rios que são esgotos a céu aberto, a nossa tragédia é muito maior, São Paulo é a maior tragédia ambiental. Ai da para entrar com soluções paliativas, melhorar um pouquinho aqui, um pouquinho ali, mas as grandes soluções são tomadas de maneiras erradas. A gente finge que está tudo bem, mas não é uma cidade acolhedora, ela expulsa os pobres para periferia, ela não é nem um pouco democrática, acho São Paulo bem cruel eu acho que ela esta condenada. Ela nasceu condenada coitadinha, mas antes tinha menos gente e se aguentava hoje não se aguenta mais, a infraestrutura não consegue acompanhar o crescimento.

O que instigou a você fazer o projeto áreas verdes? É bem isso, fazer uma coisinha, chamar a atenção, e uma coisa que me incomoda há tempos é como que as árvores de calçadas são maltratadas, elas não tem canteiro, as pessoas cimentam, a prefeitura planta e elas a cimentam em volta para ela morrer. Era uma intervenção urbana para chamar atenção a abrir esse canteiro, era uma intervenção de artes plásticas para sensibilizar o responsável a abrir aquele canteiro, mas eles não querem saber. Essa foi a forma poética de tratar o assunto. Isso teve autorização para ser feito? Isso não pode ter autorização, é uma ação de guerrilha assim como o grafite, você tem que ir bem cedo, faz, documenta (porque é o documento que fica) e vai embora.

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Como você conseguiu trazer ao longo desses quarenta anos soluções inovadoras em seus projetos? Isso é um mistério da criação, às vezes é uma provocação do próprio projeto que o cliente traz. Uma boa parte do que eu fiz, eu acho que mais de cinquenta por cento é que me incomodaram, quando tem uma boa provocação você fica energizado para responder, ai a própria provocação traz em si uma solução, cabe a você descobrir qual e a solução. Foi meio natural, você recebe um problema e tem que apresentar uma solução, ai você vai fazer o melhor que você consegue naquele tempo, com o seu background daquele momento, por sorte eu acho que resolvi quase noventa e nove por cento dos meus trabalhos. Você tem que fazer, fazer e fazer ai de vez em quanto você é brindado com uma pérola, algo que é além do que você acha que conseguiria fazer .

Como conseguiu ganhar espaço no mercado sendo tão diferente? Eu sempre falo, o seu trabalho é a melhor propaganda de si mesmo. Artes gráficas são muito generosas em relação a isso, você faz um cartão de visitas para o seu irmão que serão produzidos no mínimo cem, dentro das cem pessoas que receberem o cartão, uma vai falar “quem fez esse cartão?”. O Próprio objeto traz o novo cliente, é assim que acontece, o trabalho vai feito um bumerangue, você lança ele vai bater em alguém e voltar, demora dez anos para você começar a virar gente entendeu? Ai fica um tempão sem conseguir trabalho, eu ficava sempre assim o primeiros meses dos anos sem fazer nada ai passava março começava a ter, chegava julho agosto eu estava cheio de trabalho. Essa construção leva tempo, mas é assim você tem que fazer para as pessoas ver quem você é.

Você segue alguma metodologia para produzir algo? Minha metodologia são duas palavras: observação e concentração. Você tem que observar o que se pede, por exemplo, vou fazer uma embalagem de mio-

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jo. Você tem que observar o miojo, medir ele, observar tudo o que o cliente quer, o que as outras marcas têm, data de entrega, quanto o cliente tem para gastar naquele projeto faz uma lista com os itens que tem que ter e depois lápis e caneta, sei lá a geração de vocês o mouse né? Ai é se concentrar. um negócio misterioso que acontece na cabeça onde vai transformar aqueles dados do problema em uma solução, se você é profissional tem que sair, alguma coisa sai, você mostra para o cliente e ele fala aqui e ali não está bom, você volta resolve esses pontos e pronto. Tem que ter atenção e concentração, fazer uma lista de tudo o que o produto pede e depois se concentrar para resolver.

Em uma entrevista onde você fala que a arte não serve para nada e depois começa a desenvolver esse pensamento, eu interpretei que a função da arte é dada de acordo com a intenção do artista. Você acredita que a arte tenha um papel social? Eu acho que a arte serve para um monte de coisas, da para fazer uma lista grande de usos da obra de arte. Há uma distinção da arte e uma obra de arte, a obra de arte é um objeto, pode até ser virtual, mas você está vendo ele, a arte é o que está entre eu e esse objeto, seria a percepção, a emoção, a indiferença que ele te causa, a arte é energia, é uma coisa que flui do objeto para o observador.

Eu vou falar um pouco do meu projeto, gostaria de um feedback seu ou que trouxesse alguma experiência parecida ok? Ok

Inicialmente eu iria fazer um livro objeto sobre café como TCC, mas no final do ano passado comecei a desenvolver um projeto pessoal pensando em como deixar minha marca por São Paulo, sentia uma questão existência para deixar a minha marca por

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São Paulo, porque eu não conseguia me sentir realizado no meu trabalho pessoal em relação a isso.Comecei a pensar em uma coisa que eu gostava de receber que é o desenho, e pensando em paralelo na agressividade que existe no transporte público como as pessoas se batendo, se xingando e até roubos, juntando com questões de sustentabilidade que me incomodam pensei em desenvolver caderninhos com papelões que são descartados no local que eu trabalho trazendo a questão do desenho como presente, mas que houvesse o incomodo em relação a problemas de sustentabilidade. Deixaria os caderninhos pelo transporte público, às pessoas iriam pegar e fazer um desenho,publicar uma foto em uma rede social para que eu pudesse acompanhar o projeto, depois passar para alguém que elas gostem, com isso eu comecei a contar para algumas pessoas e com o retorno delas eu percebi um alto potencial com ele e o apresentei a minha orientadora. Resolvemos mudar a proposta do livro objeto para esse meu projeto, com o propósito de me apresentar ao mercado como um designer com um olhar diferente para o mundo. Tudo irá resultar em um volume editorial, mas para eu chegar nesse volume editorial terei que propor uma vivência para algumas pessoas selecionadas por mim, aproximadamente quinze pessoas que trabalham com comunicação(Designers, ilustradores e artistas) irão receber o livretinho para realizarem uma intervenção artística nele, registrar essa intervenção e depois passar o livreto para alguma pessoa que de continuidade ao projeto, porém como a situação agora esta sendo controlada, eu irei receber de volta esses livretos e com as intervenções feitas neles eu irei projetar um volume editorial. Tendo a possibilidade de ter um projeto que possa me aprestar de uma maneira diferente para o mercado

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mas que também tenha essa questão de dar um presente para as pessoas e gerar afeto através da arte. Então as duas coisas estão satisfeitas, é só ter essa revista que vai ter no seu portfólio um projeto pessoal seu realizado.

Você conhece algum projeto parecido com o meu? Não, acho ótimo. Eu pensei muito em camisetas porque as pessoas adoram camisetas com uma frase, se você entrar em um ônibus com uma camiseta frente e trás com uma frase que desperte alguma solidariedade pegar esses problemas que tem no ônibus, sobe uns cinco ou seis colegas no ônibus e talvez você entregue o caderno tendo a camiseta como uma mensagem, uma performance né. Eu acho ótimo né, essas coisas que vem para melhorar são sempre bem vindas.

Você já realizou alguma coisa parecida com isso? Não, não que eu saiba, eu nunca fiz algo assim, eu sou tímido, então essas coisas de entregar pessoalmente eu não faria, eu deixaria em um canto, mas o problema disso é que as pessoas jogariam fora, às vezes se você entregar pessoalmente e explicasse um pouquinho o que têm dentro, falar eu gostaria que você fizesse um desenho e retornasse,ai teria uma relação humana sabe? Se você só deixa, vem um chato e joga tudo no chão porque as pessoas são muito malvadas, então acho que você tem que introduzir essa peça no sistema ônibus. Olha esse aqui é o meu trabalho de escola eu queria seguir essa linha, passar essa campanha aqui entendeu? Ai você apresenta o projeto e tenta fisgar esse contato, tente instruir essa conexão para ela ser mais sólida. Isso é superpossível de fazer, tem que ter essa cara de pau de se aproximar e explicar o conceito, em geral às pessoas são sempre receptivas se você não esta vendendo nada se você esta dando se apresentar como estudante do Senac então e dar um respaldo assim e ai pede um retorno para contaminar o núcleo dela sabe? _ 129


10.3 | Apêndice C Troca de e-mails com Guto Lacaz Troca realizada no dia 20 de abril de 2016

Estava escutando a nossa conversa de ontem e fiquei interessado na parte onde falamos sobre o período que você se inscreveu na 1º Mostra do Objeto Inusitado, com alguns objetos inúteis. Fui pesquisar um pouco mais sobre esse período encontrei o artigo acadêmico do Hely Geraldo falando que o objeto que venceu foi o Crushfixo. Fazendo um link com a nossa conversa, ele foi uma espécie de motivação a continuar, mas ele não foi feito com essa intenção, teve algum outro projeto que você fez com a intenção de se mostrar para o mercado e conseguiu esse objetivo? Por favor, poderia falar um pouco mais sobre o Crushfixo. Por exemplo, qual foi a intenção que você teve ao produzir ele, qual mensagem que gostaria de passar e o que ele acarretou na sua carreira? Inscrevi 14 trabalhos, mas o que foi destaque no catálogo foi o garçom Jean François, mas o Crush fixo é que fez mais sucesso, estava no quinto ano da faculdade e me ocorreu essa idéia - veio do nada - resolvi fazer, não tinha intenção a não ser fazer e mostrar para os amigos - era um cartum 3D, em geral não se quer passar mensagem nenhuma. O artista espera que o público faça uma livre leitura - é uma obra aberta. O Objeto Inusitado foi minha entrada e grande motivação para o mundo das artes plásticas. Sim, consegui o objetivo e muito mais, descobri uma nova vocação, cada exposição, cada trabalho é uma forma de se apresentar ao mercado. _

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10.4 | Apêndice D Entrevista realizada com a Meli-Melo Press via troca de e-mails, realizada no dia 26 de abril de 2016

OBS: Foi enviado o termo de consentimento para o entrevistado porém não foi respondido e devolvido pelo mesmo, no texto com as questões feitas foi citado que as respostas cedidas por ele poderiam vir a ser ultilizadas em uma pesquisa acadêmica. Ao responder as perguntas foi entendido que o participante da pesquisa estava ciente de seus direitos e deveres perante a situação.

Ola pessoal, Sou um estudante de Design gráfico pelo Centro Universitário Senac e estou desenvolvendo o meu trabalho de conclusão de curso que envolve uma publicação de baixa tiragem. Para isso estou fazendo um levantamento de dados sobre processos gráficos usados por publicadores independentes e gostaria de convidá-los a participar da minha pesquisa respondendo um questionário, pode ser? Para isso estou enviando um arquivo. DOC com um termo de consentimento que os dados cedidos nessa entrevista serão usados em uma pesquisa acadêmica, protegendo seus direitos e deveres. Por favor preciso que o responsável pela entrevista imprima o arquivo, assine se estiver de acordo e digitalize (Scnear ou tirar uma foto com o celular mesmo) e me envie por favor. Oi Gustavo, beleza? Pode ser sim, claro! A seguir minhas respostas: Quais são as estratégias usadas para divulgação dos seus serviços? Internet e feiras Vocês já tiveram algum tipo de patrocínio ou ajuda para produzir uma publicação? Se tiveram, como foi e como conseguiram isso? Sim, varias publicações foram resultados de editais do governo, mas também fizemos alguns para empresas, como a Adidas que se interessou por nosso trabalho e nos pediu um zine como maneira de divulgar a marca Vocês tem alguma preocupação ecológica na hora de projetar um produto?

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10.5 | Apêndice E Entrevista realizada com a Meli-Melo Press via troca

Sim, nosso metodo de impressão é um dos mais ecologicos que existe no mercado ( a tinta é feita a partir da soja e os stecils a partir de casca de banana) Quais processos ou métodos de impressão são usados em projetos de baixa tiragem? Aqui só utilizamos Risograph Há alguma intervenção artesanal nesses processos de impressão? Sempre Que tipos de tintas são usadas na impressão de projetos com baixa tiragem por vocês? tinta de riso Que tipos de substratos vocês mais usam em suas publicações? papel, claro Como é feita a compra desses substratos?(ex. qual quantidade é comprada, o que é levado em consideração na hora da compra, etc) Na grande parte compramos o suficiente para estocagem, já que somos uma gráfica Quais tipos de encadernações são mais usadas em produtos de baixa tiragem projetados por vocês? grampo Que materiais são utilizados para esses tipos de encadernações? grampos Quais métodos são usados para dar acabamento em projetos de baixa tiragem projetados por vocês? (Ex. Refile, enobrecimento, dobras, etc) refile, dobra, grampo...basicão mesmo pois o valor de acabamentos manuais são muito custosos acho que é isso qq coisa é só perguntar abcs Beto _

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Anexos 1 1

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TEIA: Estudo de caso de uma ação colaborativa  
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