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Política e comunicação A evolução da democracia e a propaganda em 118 anos de República no Brasil. João Vicente Miras

1870 Fundação do Clube Republicano do Rio de Janeiro (3 de novembro) e publicação do Manifesto Republicano do Rio de Janeiro no jornal A República (6 de dezembro). Fundação do Clube Republicano de São Paulo (20 de dezembro). 1873 Realiza-se em Itu a Convenção Republicana, que reúne representantes republicanos de toda a província, dando origem ao Partido Republicano de São Paulo (abril). 1884 Concorrendo pelo Partido Conservador e pelo Partido Liberal, alguns deputados republicanos são eleitos nas eleições parlamentares. 1887 É fundado no Rio de Janeiro o Clube Militar, tendo como seu primeiro presidente o marechal Deodoro da Fonseca e tenente-coronel Benjamin Constant como vice, marcando assim a adesão maciça da oficialidade ao republicanismo. Início do período posteriormente denominado “REPÚBLICA VELHA”, em sua fase “República da espada” (a dos militares). 1889 As forcas políticas republicanas se dividem em revolucionários (formados por setores da classe média urbana) e evolucionistas ou moderados (formados principalmente por cafeicultores paulistas). O 3o. Congresso Nacional do Partido Republicano, que ocorre em São Paulo elege como seu chefe nacional, Quintino Bocaiúva da facção moderada (primeiro semestre). Proclamação da República (15 de novembro) O Exército derruba o regime monárquico, governado pelo imperador D. Pedro II. O marechal Deodoro da Fonseca assina o decreto orgânico que institui o Governo Provisório da República e compõe o seu ministério. A imprensa é censurada, a Igreja é separada do Estado, a Constituição de 1824 é revogada, e os partidos políticos e o Congresso são dissolvidos. As províncias são transformadas em Estados da Federação, tendo seus presidentes, quase todos oficiais do Exército, nomeados pelo Presidente provisório, Deodoro da Fonseca. Setores militares envolvidos com a proclamação governam até 1891. O jornalista e advogado campineiro Julio Mesquita, funda na cidade de São Paulo o jornal O Estado de São Paulo (30 de novembro), antes chamado A Província de São Paulo. Em 23 de Dezembro é decretada a primeira Lei de Imprensa, onde uma junta militar poderia processar e julgar sumariamente abusos da manifestação do pensamento; esta lei ganhou o apelido de decreto rolha. 1890 Governo Provisório baixa o decreto de 22 de junho que convoca a Assembléia Constituinte para o dia 15 de novembro, estabelecendo a realização das eleições para os Constituintes Federais para 15 de setembro. Em 4 de outubro marcam-se os regulamentos para as eleições das diversas constituintes estaduais. O voto distrital é revogado, os títulos nobiliárquicos são extintos e o voto se torna universal e não elitista. As eleições são determinadas por sistema de lista

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completa por Estado (pelo qual são considerados eleitos os mais votados até o preenchimento dos lugares).

1890

Eleição em 15 de setembro Assembléia Nacional Constituinte Instalação em 15 de novembro 1891 A primeira Constituição Republicana é promulgada (24 de fevereiro) pelo Congresso, que elege Deodoro da Fonseca Presidente da República. De inspiração objetivamente federalista, na opinião da maioria dos historiadores brasileiros, o Brasil republicano é uma cópia do sistema dos Estados Unidos da América, no norte do continente. Esta constituição estabelece o regime republicano federalista e presidencialista com mandato de 4 anos para o presidente da República, e eleições diretas, com exceção da próxima eleição que deveria ser indireta. Proíbe a reeleição imediata, cria os estados do Paraná e do Amazonas, confere autonomia aos 20 estados. Ainda promove a liberdade partidária e institui eleições diretas também para a Câmara e o Senado, com direito de voto a todos os cidadãos brasileiros - exceto homens com menos de 21 anos, mulheres, analfabetos, soldados que não tenham patente oficial (“praças de pré”) e religiosos ligados às ordens religiosas - “com voto de obediência”, pois, como o voto não era secreto, os chefes políticos regionais (“coronéis”) controlavam os eleitores.

Com o apoio dos militares, Deodoro da Fonseca se candidata às eleições indiretas para Presidente da República, mas sofre forte oposição dos parlamentares e lideranças políticas civis estaduais, principalmente de SP e MG.

1891

Eleição indireta em 25 de março (através da Assembléia Constituinte) Presidente da República Marechal Manuel Deodoro da Fonseca – até novembro* Vice – Marechal Floriano Vieira Peixoto RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Deodoro da Fonseca – 129 votos

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Prudente de Moraes – 97 votos Floriano Peixoto – 3 votos Saldanha Marinho – 2 votos Duarte Pereira – 1 voto Brancos – 2 votos Vice-presidente Floriano Peixoto – 153 votos Almirante Waldenkolk – 57 votos Prudente de Moraes – 12 votos Coronel Piragibe – 5 votos Almeida Barreto – 4 votos Custódio de Melo – 1 voto 1891 (novembro) Presidente da República Marechal Floriano Vieira 1891 O Congresso se reúne pela 1a. vez como poder legislativo, pois na data do término dos trabalhos da Assembléia Constituinte, ela própria se transformara em Congresso ordinário. Com a economia se deteriorando, a oposição parlamentar aumentando e os militares retirando seu apoio ao Governo, Deodoro da Fonseca renuncia (23 de novembro) depois de ter fechado o Congresso e decretado Estado de Sítio (3 de novembro), sem ter obtido apoio. A Constituição de 1891 determinava que o vicepresidente deveria convocar novas eleições quando o titular renunciasse com menos de 2 anos, mas o marechal Floriano Peixoto (que ficou

conhecido como “o Marechal de Ferro”, assume a presidência da República (23 de novembro), lançando as bases de um governo nacionalista republicano que durará 3 anos.

1892 Entra em vigor a Lei no. 35 (26 de janeiro) que institui o sistema de lista incompleta (de três deputados) em distritos e incumbe vereadores de dividir os distritos. Às Comissões Seccionais competia fazer o alistamento dos eleitores. Civis e militares exigem que Floriano Peixoto convoque eleições para substituí-lo (6 de abril), mas o Congresso autoriza sua permanência. 1893 Lideranças políticas do Estado de São Paulo se reúnem e fundam o Partido Republicano Federal (PRF). Floriano Peixoto adia as eleições presidenciais de 20 de outubro para 1o. de março de 1894 Início da fase “República oligárquica” (quando governam os primeiros civis) ainda no período denominado “REPÚBLICA VELHA”.

1894

Eleição Presidente da República (a primeira direta)

Prudente José de Morais e Barros (o primeiro civil) 3


Vice – Manoel Vitorino Pereira

População brasileira (segundo recenseamento de 1.891) 14.333.915 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Prudente de Moraes (Partido Republicano Federal - PRF) – 276.683 votos* Afonso Moreira Pena – 38.291 votos José Cesário Alvim – 3.719 votos Rui Barbosa – 3.718 votos José Luiz Couto – 3.437 votos Lauro Sodré – 1.983 votos Gaspar da Silveira Martins – 1.234 votos Visconde de Ouro Preto – 373 votos José Mariano da Cunha – 207 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes Manoel Vitorino Pereira – 249.638 votos José de Almeida Couto – 31.819 votos José Paes de Carvalho – 21.160 votos Gaspar da Silveira Martins – 2.467 votos 1894 Com a eleição de Prudente de Moraes, paulista da cidade de Itu, termina o ciclo do militarismo (a chamada “República da Espada”), iniciando-se a segunda fase da República Velha, denominada a “República Oligárquica”. De predomínio das oligarquias civis agrárias, dominada pelos “barões” paulistas e mineiros do café, se estenderá até 1930. Uma característica peculiar da política brasileira durante este período foi a “política dos governadores". De acordo com esse arranjo, o poder federal passou a apoiar os candidatos dos governadores nas eleições subnacionais e, em troca, os governadores passaram a dar apoio ao governo federal, colaborando com a eleição de determinados candidatos para o Senado e para a Câmara dos Deputados. 1896 Lei 426 institui o voto a descoberto. 1897 Manuel Ferraz de Campos Salles, primeiro Ministro da Justiça na República é indicado candidato à presidência, sem opositores.

1898

Eleição em 1o. de março Presidente da República

Manuel Ferraz de Campos Sales Vice – Francisco de Assis Rosa e Silva População brasileira (segundo recenseamento de 1891) 14.333.915 pessoas

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RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Manuel Ferraz de Campos Sales – 420.286 votos Lauro Sodré – 38.929 votos Júlio Castilhos – 621 votos Dionísio Cerqueira – 454 votos Quintino Bocaiúva – 421 votos Luis Viana – 382 votos Severino dos Santos Vieira – 363 votos Afonso Pena – 169 votos José Cesário Alvim – 93 votos Rui Barbosa – 52 votos Crispim Bias Fortes – 52 votos Visconde de Ouro Preto – 24 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes Francisco de Assis Rosa e Silva – 412.074 votos Fernando Lobo Pereira – 40.629 votos Luiz Viana – 1.859 votos Quintino Bocaiúva – 1.843 votos 1900 O segundo presidente civil do Brasil, Campos Sales, outro interiorano paulista da cidade de Campinas, priorizou a resolução do problema da dívida externa brasileira. Em Londres, assinou um acordo, conhecido como "funding-loan". Através deste acordo suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente (o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente); a dívida começaria a ser paga em 1911, com o prazo de 63 anos e juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia. Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de "saneamento" econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinhu, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros. Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Na legislação eleitoral, institui o mecanismo de verificação de poderes. Através dele, grupos políticos dominantes do Congresso Nacional poderiam reconhecer ou não o resultado das urnas, ratificando ou não a eleição dos candidatos. Esse mecanismo impediu seguidamente a eleição de candidatos da oposição e ficou conhecido como a “degola”. Campos Sales, após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Faleceu em Santos em 1913.

1902

Eleição em 1o. de março Presidente da República Francisco de Paula Rodrigues Alves Vice – Silviano Brandão (morre antes da posse). Nova eleição do vice. O eleito é Afonso Augusto Moreira Pena 5


População brasileira 17.438.434 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Francisco de Paula Rodrigues Alves – 592.039 votos Quintino Bacaiúva – 42.542 votos Ubaldino do Amaral Fontoura – 5.371 votos Júlio Castilhos – 1.343 votos Santos Vieira – 903 votos Prudente de Moraes – 332 votos Rui Barbosa – 269 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Silviano Brandão – 563.734 votos Justo Leite Chermont – 59.887 votos Cândido Barata Ribeiro- 1.791 votos 1902 O 2O. Congresso Socialista Brasileiro (agosto), em São Paulo, Funda o Partido Socialista Brasileiro (PSB). 1903 Terceiro Presidente civil da República, terceiro paulista do interior: Guaratinguetá, o governo de Rodrigues Alves foi destacado pela Campanha de Vacina Obrigatória, promovida pelo médico sanitarista e Ministro da Saúde Osvaldo Cruz, e pela Reforma urbana do Rio de Janeiro, realizada sob os planos do Prefeito do Rio, o Engenheiro Pereira Passos. Sua administração financeira foi muito bem sucedida. O presidente dispunha de muito dinheiro, já que seu governo coincidiu com o auge do Ciclo da Borracha no Brasil, cabendo ao país 97% da produção mundial O território do Acre é incorporado ao Brasil com o Tratado de Petrópolis, pelo qual foi feito um pagamento de 2 milhões de libras ao governo boliviano. A partir da segunda revolução industrial, encabeçada pelos EUA, com o uso do petróleo, da energia elétrica, o desenvolvimento do aço e os automóveis, gerou-se um alto consumo de automóveis, consequentemente houve um aumento do consumo de borracha. A partir daí, a borracha vegetal brasileira, retirada da seringueira, passou a ser procurada e valorizada. Esse interesse pela borracha levou o Brasil a comprar a Acre, região antes pertencente à Bolívia. O Acre é um dos estados com a maior produção de borracha do país. Quem negociou o acre foi o barão de Rio Branco. Por esse motivo, foi dado esse nome à cidade que viria a ser a capital do estado. Operários cariocas paralisam suas atividades exigindo jornada de 8 horas de trabalho (agosto) Fundação da Federação das Associações de Classe, em outubro, no Rio de Janeiro. Em 1905 o movimento cresce, estimulado pelas sucessivas ondas de imigração européia. Várias greves e protestos acontecem em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Campos, Rio de Janeiro e Santos. Rodrigues Alves deixa a presidência com grande prestígio, sendo chamado "o grande presidente".

1906

Eleição em 1o. de março Presidente da República Afonso Augusto Moreira Pena Vice – Nilo Procópio Peçanha População brasileira (recenseamento de 1.902) 17.438.434 votos RESULTADO DA ELEIÇÃO

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Presidente Os mais votados foram os seguintes. Afonso Augusto Moreira Pena – 288.285 votos Lauro Sodré – 4.865 votos Rui Barbosa – 207 votos Campos Sales – 95 votos Severino Vieira – 78 votos Bernardino de Campos – 64 votos Nilo Peçanha – 61 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Nilo Peçanha – 272.529 votos Alfredo Varela – 618 votos Rui Barbosa – 211 votos 1908 O presidente Afonso Pena (quarto presidente civil da república brasileira), outro interiorano brasileiro, da cidade de Santa Bárbara, em Minas Gerais, sanciona a lei do Serviço Militar Obrigatório (2 de janeiro) O jornalista Gustavo de Lacerda, tido como anarquista, funda em 7 de abril a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) com a finalidade de: criar uma caixa de pensões e auxílio para jornalistas, oferecer serviço de assistência médica, habilitar os pretendentes à profissão e instituir a carteira de jornalista. A publicidade se torna fonte de renda para os jornais, junto com as vendas avulsas. A imprensa se torna empresarial e dá prioridade para as notícias que alavancavam vendas. 1909 O ministro da Guerra, marechal Hermes da Fonseca, deixa o Governo de Afonso Pena, protestando contra o impedimento de militares de disputarem a presidência da República. Morre o presidente da República, Afonso Pena (14 de junho) 1909 Presidente da República Nilo Procópio Peçanha – assume a presidência por um ano e meio, após a morte de Afonso Pena. 1910 Em São Paulo, Rui Barbosa tem seu nome lançado à presidência da República por Júlio de Mesquita do jornal O Estado de São Paulo. Começa a Campanha Civilista contra Hermes da Fonseca e as oligarquias agrárias. Ao viajar de Norte a Sul do país, Rui Barbosa introduz uma grande inovação na propaganda eleitoral ao levar os candidatos, pela primeira vez, a buscar apoio popular através de comícios e atos públicos, pois as campanhas, até então, limitavam-se a banquetes no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, onde o candidato anunciava sua “plataforma”.

1910

Eleição em 1o. de março Presidente da República Hermes Rodrigues da Fonseca Vice – Wencesláo Braz Pereira Gomes População brasileira (recenseamento de 1.902) 17.438.434 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Os mais votados foram os seguintes. Presidente Hermes Rodrigues da Fonseca – 403.867 votos

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Rui Barbosa – 222.822 Wencesláo Braz Pereira Gomes – 147 votos Alfredo Backer – 147 votos Assis Brasil – 59 votos Barão do Rio Branco – 46 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Wencesláo Braz Pereira Gomes – 406.012 votos Albuquerque Lins – 219.106 votos Alfredo Backer – 76 votos Nicolau Braz – 63 votos 1910 Ocorre a Revolta da Chibata e o presidente Hermes da Fonseca decreta Estado de Sítio, que permanecerá em vigor mesmo durante o governo de “Venceslau Brás”. A imigração cresce, chegando a 100 mil colonos por ano vindos da Itália, Alemanha, Polônia e Turquia, o que faz explodir demandas sociais. Pequenos jornais sindicais começam a circular, exigindo direitos sociais que inexistiam. 1912 Já há no Brasil 7.164 estabelecimentos industriais, na sua maioria pequenas fábricas que abrigam entre 2 e 9 empregados. Por pressão de generais e coronéis do Exército, que pretendiam ter mais influência, o presidente Hermes da Fonseca entra em choque com as oligarquias estaduais, intervindo militarmente nos estados para colocar oficiais-superiores nos governos locais. Rui Barbosa tem novamente seu nome lançado como candidato às eleições presidenciais de 1914, pelos jornais cariocas Correio da Manhã e A Noite este último recém fundado por Irineu Marinho (pai de Roberto Marinho), jornalista carioca que fundou posteriormente o jornal O Globo. Mas desta vez a campanha não deslancha e ele se retira da disputa. Os partidos republicanos de MG, SP e RS lançam o nome de “Venceslau Brás” para presidente da República como forma de evitar a candidatura do senador e general gaúcho Pinheiro Machado, chamado de “condestável da República” ou o “fazedor de presidentes”.

1914

Eleição em 1o. de março Presidente da República Wencesláo Braz Pereira Gomes (Venceslau Brás) Vice – Urbano Santos da Costa Araújo População brasileira (recenseamento de 1902) 17.438.434 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Wencesláo Braz Pereira Gomes – 532.107 votos Rui Barbosa – 47.782 votos, mesmo tendo se retirado da disputa Pinheiro Machado – 222 votos Nilo Peçanha – 192 votos Irineu de Melo Machado – 88 votos Francisco Almeida Brant – 76 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes.

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Urbano Santos da Costa Araújo – 556.127 votos Alfredo Elis – 18.580 votos 1916 Leis nos. 3.139 e 3208, conhecidas como Reforma Eleitoral, anulam o alistamento eleitoral anterior e conferem competência aos estados para regularem alistamento e às autoridades judiciárias para regularem as eleições federais. Mantém sistema de votação com apuração passando a ser feita nas capitais; muda formação das mesas de apuração que passariam a ter vereadores, autoridades judiciárias ou três eleitores e um serventuário da justiça, permitindo que os candidatos pudessem apresentar fiscais. Nesse período republicano conhecido como República Velha (que vai até 1930), os resultados das urnas não dependiam da vontade popular, mas dos “acertos” feitos entre os “coronéis” e os “caciques políticos” que controlavam seus currais eleitorais, do alistamento do eleitorado à apuração dos votos. Como não havia cédula única, impressa pelo governo, elas eram impressas e distribuídas pelos partidos aos eleitores. Estes recebiam as cédulas lacradas em envelopes fornecidos pelos cabos eleitorais e fazendeiros para depositá-los nas urnas. Neste momento nasce o embrião daquilo que hoje conhecemos como pesquisas eleitorais. Para que pudessem consultar o eleitorado, foram criadas as prévias, promovidas por alguns jornais e revistas que buscavam retratar, de forma rudimentar e muitas vezes manipulável, a preferência do eleitorado através da publicação de cupons que acompanhavam suas edições e que eram preenchidos com a indicação dos candidatos. Estes cupons eram depois depositados em urnas colocadas nas portas das redações dos jornais. 1917 Ocorre em São Paulo a primeira greve geral de sucesso na história do país. 70 mil trabalhadores paralisam suas atividades após a morte de um operário pela polícia. Até 1922, serão fundadas no Brasil 242 organizações operárias. No mesmo período, serão registrados 50 repressões e fechamentos de organizações operárias, 14 mortes de trabalhadores, 657 prisões em razão de greves e 159 deportações de líderes sindicais, muitos deles imigrantes italianos e espanhóis.

1918

Eleição em 1o. de março Presidente da República Francisco de P. Rodrigues Alves – não toma posse Vice – Delfim Moreira da Costa Ribeiro População brasileira (recenseamento de 1902) 17.438.434 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Francisco Rodrigues Alves – 386.467 votos Nilo Peçanha – 1.258 votos Rui Barbosa – 1041 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Delfim Moreira da Costa Ribeiro – 382.491 votos Emídio Dantas Barreto – 376 votos Rui Barbosa – 266 votos 1918

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O vice-presidente Delfim Moreira presta juramento (15 de novembro) em nome do presidente Rodrigues Alves, doente. Presidente da República Delfim Moreira da Costa Ribeiro – que constituirá um “governo provisório” que, conforme a Constituição governaria até a convocação e a realização de novas eleições. Mas Delfim Moreira sofre de esclerose e quem governa até a nova eleição é o ministro da Viação, Afrânio de Mello Franco.

1919

Nova Eleição em 12 de abril Presidente da República Epitácio da Silva Pessoa Vices – Delfim Moreira da Costa Ribeiro e Francisco Álvaro Bueno de Paiva*

População brasileira (recenseamento de 1902) 17.438.434 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Epitácio da Silva Pessoa – 286.373 votos (assume em 28 de julho) Rui Barbosa – 116.414 votos Altino Arantes – 161 votos Vice-presidente O mais votado é: Delfim Moreira da Costa Ribeiro – 191.842 votos Sua morte obriga a realização de nova eleição, vencida por: Álvaro Bueno de Paiva – 191.942 votos 1919 Delfim Moreira entrega as insígnias ao presidente eleito Epitácio Pessoa, mas morre tempos depois e o vice-presidente do Senado, Bueno de Paiva, assume a vice-presidência. 1921 Epitácio Pessoa institui lei que proíbe a criação de associações de operários. 1922 A imprensa consolida transformação deixando de ser panfletária: os principais jornais passam a utilizar impressoras próprias. Editorialmente há total liberdade, pois não havia lei de imprensa, e a linguagem era desimpedida, muitas vezes injuriosa. A Câmara aprova a Lei Adolfo Silva Gordo, a Lei de Imprensa (julho), denominada “lei infame” e o governo passa a ter poderes legais para controlar os meios de comunicação. Como fruto de mais um acordo entre republicanos de MG e SP, o candidato situacionista será Artur Bernardes. O Correio da Manhã lança a candidatura de Nilo Peçanha que forma a Reação Republicana, mais um movimento que reúne os dissidentes e os descontentes com as oligarquias agrárias.

1922

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Eleição em 1o. de março Presidente da República Artur da Silva Bernardes Vice – Estácio de Albuquerque Coimbra + Eleição Deputados Federais

População brasileira 30.635.605 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Artur da Silva Bernardes – 466.877 votos, (toma posse em 15 de novembro sob estado de sítio). Nilo Peçanha – 317.714 votos Urbano Santos da Costa Araújo – 232 votos Washington Luiz – 149 votos Silva Bernardes – 95 votos Rui Barbosa – 70 votos Hermes da Fonseca – 33 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Urbano Santos da Costa Araújo – 447.595 votos J.J. Seabra – 338.809 votos Washington Luiz – 368 votos Carlos de Campos – 61 votos 1922 As eleições presidenciais ocorrem em meio a uma forte crise política. Candidato da situação, Artur Bernardes, sofre uma firme oposição dos militares e das oligarquias do RS, PE, BA e RJ, que preparam uma “campanha à americana”, moralizante, com muitos comícios, faixas e desfiles, voltada para conquistar o crescente e descontente eleitorado urbano. Militares, principalmente os tenentes, dão início, no Rio, a um levante visando a derrubada do situacionismo e sua substituição por líderes civis e militares oposicionistas. Esta rebelião irá desencadear o Ciclo do Tenentismo com vários movimentos revolucionários estaduais, sendo um deles o da Coluna Prestes. Eram aspirações generalizadas: o voto secreto, a livre organização sindical, o salário mínimo e jornada de trabalho de 8 horas. O Partido Comunista é fundado (26 de fevereiro), tendo Astrojildo Pereira à frente. Nas comemorações do Centenário da Independência (7 de setembro), transmissores radiofônicos, auto-falantes e aparelhos receptores são instalados em diversos pontos do Rio de Janeiro. O presidente Epitácio Pessoa faz o 1o. discurso transmitido pelo rádio, que chega a ser ouvido até em Niterói e Petrópolis. 1923 Edgar Roquete Pinto põe no ar a 1a. emissora de rádio do Brasil (20 de abril), a PRA – Sociedade de Rádio do Rio de Janeiro, que impulsiona a instalação de outras por todo o país, todas elas “não comerciais”, sem anúncios, sobrevivendo de repasses do governo obtidos por uma taxa mensal sobre cada aparelho receptor. O advogado de grupos estrangeiros, Assis Chateaubriand, lidera um grupo interessado em comprar o jornal carioca Jornal do Comércio, mas o negócio é impedido pelo presidente Artur Bernardes, em nome da dicotomia: “nacionalismo versus entreguismo”. Mas, a 30 de outubro, ele adquire O Jornal, introduzindo várias inovações na imprensa, tal como a criação do departamento de publicidade, trazendo a participação das empresas como anunciantes.

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1924

Eleição Senadores e Deputados Federais

1924 O crescimento urbano leva ao aparecimento de segmentos críticos – do operariado, da classe média e até oligárquicos –, contrários ao domínio das oligarquias agrárias de SP e MG. No RS e em MG, os situacionistas locais procuram um modus vivendi com as oposições, fato raro na política oligárquica. Com isso, serão formados vários partidos oligárquicos opositores ao governo federal. De julho a outubro eclodem movimentos revolucionários em SP, MT, SE, PA, AM e RS. É decretado Estado de sítio (6 de julho), que irá se prorrogar até 31 de dezembro de 1926. 1925 Junto com Herbert Moses, filho de pai austríaco e mãe americana, Irineu Marinho funda o jornal carioca O Globo (29 de julho), que logo move uma campanha contra a carestia e defende aumento para o funcionalismo público. Assis Chateaubriand compra o jornal paulista O Diário da Noite. 1926 Em oposição ao Partido Republicano Paulista, é fundado, em São Paulo, o Partido Democrático (24 fevereiro), que elegerá 3 deputados federais nos pleitos de 1927.

1926

Eleição em 1o. de março Presidente da República Washington Luis Pereira de Souza Vice – Fernando de Melo Vieira

População brasileira (recenseamento de 1922) 30.635.605 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Washington Luiz Pereira de Souza – 688.528 votos Assis Brasil – 1.116 votos Fernando de Melo Viana – 341 votos Isidoro Dias Lopes – 71 votos Epitácio da Silva Pessoa – 61 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Fernando de Melo Viana – 685.754 votos Barbosa Lima Sobrinho – 1.122 votos Luiz Carlos Prestes – 262 votos 1926 Exilado na Bolívia e já como um simpatizante do comunismo, Luiz Carlos Prestes dá sua 1a. entrevista à imprensa depois da rebelião iniciada em 1924. Os grupos oligárquicos dissidentes se aproximam dos revolucionários tenentistas no exílio.

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O presidente Washington Luiz determina a censura aos jornais que publicassem as ações da Coluna Prestes.

1927

Eleição em fevereiro Um terço do Congresso

1927 É fundado o Partido Democrático Nacional (21 de setembro) 1928 Assis Chateaubriand compra a revista ilustrada de âmbito nacional, O Cruzeiro, com a ajuda do Banco Mercantil, determinada pelo então presidente do Estado do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas. 1929 Assis Chateaubriand compra o jornal pernambucano O Diário de Pernambuco, formando assim o conglomerado Diários Associados. Washington Luiz apóia o paulista Julio Prestes como candidato à presidência. A chapa de oposição é lançada com Getúlio Vargas para presidente e João Pessoa para vice, formando-se em torno deles a Aliança Liberal (17 de junho), herdeira da Campanha Civilista, de Rui Barbosa, e da Reação Republicana de Nilo Peçanha. A Aliança Liberal não contava mais que 70 deputados federais, entre um total de 213. 1930 Como resultado do crash de outubro de 1929 da Bolsa de Valores de Nova York, a economia brasileira entra em crise profunda, levando milhares de fazendeiros do café, comerciantes e exportadores à falência. Ao invés de lançar sua plataforma com o tradicional banquete no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, Getúlio Vargas faz um comício popular em espaço público. Ao passar por São Paulo, fascina os trabalhadores com promessas no campo social, tornando-se assim o primeiro candidato à presidência a prometer direitos sociais aos trabalhadores.

1930

Eleição em 1o. de março Presidente da República Júlio Prestes (não tomou posse) Vice – Vital Soares População brasileira (recenseamento de 1922) RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Os mais votados foram os seguintes. Júlio Prestes de Albuquerque – 1.091.708 votos Getúlio Dornelles Vargas – 742.794 votos Minervino de Oliveira – 151 votos Luiz Carlos Prestes – 48 votos João Pessoa Cavalcanti – 18 votos Vice-presidente Os mais votados foram os seguintes. Vital Henrique Batista Soares – 1.079.360 votos João Pessoa Cavalcanti – 725.566 votos Gastão Valentim Antunes – 141 votos Luiz Carlos Prestes – 8 votos 1930

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Cria-se um clima de intensa reprovação ao reconhecimento da vitória situacionista, pois ela aparece como resultado de fraudes e violências. Luis Carlos Prestes recusa-se a participar da revolução preparada pela Aliança Liberal, lançando manifesto de adesão ao comunismo (maio). O presidente do Estado da Paraíba e candidato à vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas, João Pessoa, é assassinado em Recife (26 de julho). É organizado o Estado-Maior da Revolução (setembro), sob a chefia de Góis Monteiro. A chamada “Revolta Liberal” ou “Revolução de 30” (de 3 a 24 de outubro) culmina com o golpe militar que depõe o presidente Washington Luiz e impede a posse do eleito, Júlio Prestes. “Junta Militar Governativa” assume por dez dias. Getúlio Dornelles Vargas assume em novembro do mesmo ano o “Governo Provisório”. A Constituição de 1891 é substituída por “Lei Orgânica do Governo Provisório”. O Congresso Nacional, Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais são fechados e os partidos políticos são extintos. Todos os governadores são substituídos por interventores. Militares tenentistas e civis punidos em 1922 por terem tentado derrubar o governo, são anistiados. Getúlio Vargas concede entrevista a Assis Chateaubriand, onde fixa seu plano de reformas, com ênfase no campo social, e ressalta a importância de “redimir o país da servidão econômica”. Assis Chateaubriand, defensor de empresas estrangeiras, passa a fazer oposição ao governo através de seus órgãos de imprensa. 1931 Governo Provisório cria a Previdência Social e institui a Lei de Sindicalização, obrigando os sindicatos a se filiarem ao recém criado Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio para serem reconhecidos oficialmente e receberem o fundo sindical (19 de março). O Governo Provisório protela a convocação de uma Assembléia Constituinte e a imprensa abre um grande debate a respeito dos rumos que o país deve tomar. Os tenentes oscilam entre o comunismo, o centro e o fascismo. A FIESP, sob a presidência de Horácio Lafer, se posiciona contra a implantação de direitos sociais aos trabalhadores. 1932 Plínio Salgado cria a Ação integralista Brasileira, seguidora da ideologia nazifascista. É publicado novo Código Eleitoral pelo Governo Provisório (fevereiro), que define as diretrizes e a data das eleições para a nova Assembléia Nacional Constituinte. Getúlio Vargas assina o decreto-lei 21.111 (1o. de março), autorizando a publicidade e a propaganda no rádio, que passará a ser essencialmente comercial. Nessa época já funcionavam 29 emissoras em todo o país, com os radiojornais se institucionalizando. As notícias nacionais das emissoras de rádio eram baseadas nos jornais, uma repetição dos matutinos e vespertinos que já estavam nas bancas. São assinados os decretos-lei que fixam: a jornada de trabalho de 8 horas/dia para os operários da indústria (4 de maio) e a regulamentação do trabalho das mulheres, determinando que elas não deveriam trabalhar 1 mês antes e 1 mês depois do parto. Os paulistas se posicionam contra a presença dos interventores e reclamam pelo retorno à autonomia do estado, à democracia e por uma nova Constituição. Jornais getulistas são saqueados por populares em São Paulo. 4 estudantes paulistas (Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo – as iniciais de seus nomes dariam nome a movimento revolucionário: MMDC) morrem após confronto com tropas federais. A Liga de Defesa Paulista, o jornal O Estado de São Paulo e órgãos de comunicação de Assis Chateaubriand incitam o povo à luta armada contra o governo federal, fazendo eclodir, a 9 de julho, a Revolução Constitucionalista, que é derrotada (1 de outubro) militarmente mas não politicamente, pois a partir dela a constitucionalização do país tornar-se-ia inevitável.

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1933

Eleição em 3 de maio Congresso Constituinte

254 constituintes são eleitos. O Congresso é composto por um quinto de deputados eleitos pelo recém criado voto classista (Leis 22.653 e 22.696), que era o voto oriundo das associações patronais e de empregados, tuteladas pelo Governo Federal. Os demais deputados são eleitos por voto secreto e universal. As mulheres puderam, pela primeira vez, votar e ser votadas. As primeiras eleitas para o Legislativo foram Berta Lutz e Carlota de Queirós, candidatas por São Paulo. A Justiça Eleitoral funciona pela primeira vez, separada da Justiça comum. Instalação da Assembléia Nacional Constituinte (15 de novembro) 1934 A Assembléia Constituinte promulga a Constituição de 34 (junho), preservando o federalismo, mas restringindo a autonomia dos estados ao conferir maior poder ao governo federal. Afirma o voto universal direto, secreto e obrigatório para homens e mulheres acima dos 18 anos e mantém proibição do voto para “praças de pré” (exceto cadetes e sargentos), analfabetos, mendigos e cidadãos com os direitos políticos caçados. No plano do executivo, obriga a adoção de uma assessoria técnica para cada ministério e extingue a vice-presidência. Cria a Justiça Eleitoral e a Justiça do Trabalho. Abole o sistema distrital, adotando o sistema misto e estabelece, para janeiro de 1938, eleições diretas para Presidente da República. O número de representantes eleitos diretamente para a Câmara dos Deputados é proporcional ao número de habitantes dos estados.

1934

Eleição indireta (via Assembléia Constituinte) Presidente da República Getúlio Dornelles Vargas - por mais 4 anos

Aptos a votar 214 deputados, 40 representantes de associações profissionais – 254 no total RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Getúlio Dornelles Vargas – 173 votos Antônio Augusto Borges de Medeiros – 59 votos General Pedro Aurélio Góes Monteiro – 4 votos Ministro Protógenes Guimarães – 2 votos Raul Fernandes – 1 voto Arthur Bernardes – 1 voto Plínio Salgado – 1 voto Antônio Carlos de Andrada – 1 voto Afrânio de Mello Franco – 1 voto Oscar Weinschenk – 1 voto Paim Filho – 1 voto Levy Filho – 1 voto

1935 Aprovada pelo Congresso a Lei de Segurança Nacional, que traz a decretação do Estado de Sítio. É criado o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), que mais tarde, será substituído pelo DIP. Nova reforma eleitoral elimina sistema misto da lei anterior e cria mecanismo para preenchimento das sobras. Eleitor vota então em um único candidato. Extingue-se a qualificação exofficio que permitia alistamento do eleitor sem sua presença.

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1935

Eleição Deputados Federais

1935 O Partido Comunista Brasileiro, na ilegalidade, junta-se a outros grupos revolucionários de esquerda, formando a Aliança Nacional Libertadora (ANL), que se opõe ao fascismo e prega a liquidação dos latifúndios, o cancelamento das dívidas imperialistas, a nacionalização das empresas estrangeiras, a instituição do salário mínimo. Tendo suas atividades proibidas pelo presidente Getúlio Vargas (decreto 229 de 11 de julho), a ANL organiza uma rebelião nos quartéis contra o governo. A rebelião, chamada de “Intentona Comunista”, é reprimida e seus líderes, entre eles Luis Carlos Prestes, são mandados à prisão. Prestes permanecerá preso por dez anos, até 1945. O capitão anti-getulista e comunista, Agildo Barata, promove revolta num quartel no Rio de Janeiro, e o presidente Vargas decreta Estado de Sítio, suspendendo-se as garantias constitucionais. Todos os jornais ficam sob censura. 1936 É criada a Comissão de Repressão ao Comunismo, presidida pelo ministro da Justiça. O Congresso aprova o Estado de Guerra e a criação do Tribunal de Segurança Nacional que opera julgamentos sumários de oposicionistas suspeitos de “subversão”. Vários militares e políticos liberais e comunistas são presos, torturados e expulsos do país. O Congresso impede o presidente de renovar o Estado de Sítio. Getúlio queixa-se de não poder governar, limitado pela Constituição de 1934 e por enfrentar dificuldades nos estados. 1937 Várias candidaturas às eleições presidenciais são lançadas, sendo as mais importantes a de Armando Sales de Oliveira, pela oposição, e a de José Américo de Almeida, pela situação. A pregação de José Américo surpreende o presidente Getúlio Vargas com seu discurso de crítica à situação social e à corrupção causando mal-estar no governo. O DPDC começa a ser mobilizado para intranqüilizar a opinião pública e estabelecer a teoria do permanente perigo comunista. O jornal pró Getúlio, A Noite, prega que “na hora da borrasca não deveria ser mudado o timoneiro”. O jornal O Estado de São Paulo, na oposição, alerta para o “golpe em marcha”. Getúlio freqüentemente faz discursos falando em “ordem”, “disciplina” e “falência da democracia”. O capitão do Exército, Olympio de Mourão Filho, chefe do Serviço de Inteligência da Ação Integralista Brasileira, elabora o Plano Cohen, que é um suposto plano, organizado por comunistas, de tomada de poder e de assassinato de autoridades. O Chefe do Estado-Maior do Exército, general Góes Monteiro, denuncia pela imprensa o tal plano (30 de setembro), produzindo um grande impacto na opinião pública ao informar, através de publicações governistas, que os comunistas pretendiam “tomar o poder no Brasil, por meio de ações violências úteis e completas, sem sentimentalismo e piedade” e que também queriam “dominar a imprensa” e “incendiar as casas de família, saqueá-las e, depois, violar as mulheres”. Diante disso, o governo pede a decretação do Estado de Guerra e o Congresso lhe concede. Declarado Estado de Guerra (10 de novembro) que suspende garantias constitucionais e institui a censura aos meios de comunicação. Getúlio Vargas promulga uma nova Constituição, a chamada “Polaca”, que institucionaliza o regime ditatorial do “Estado Novo”. O ditador dilata seu mandato para 6 anos, determina que o próximo presidente da República seja indicado por um Colégio Eleitoral, não pelo voto direto, com o presidente podendo indicar um dos candidatos à sua sucessão. O Governo suspende todas as atividades políticas no país ao dissolver os partidos, fechar o Congresso, as Assembléias Estaduais e Câmaras municipais, além de acabar com a imunidade dos parlamentares e os direitos civis. O Governo Federal continua a ter controle sobre os estados ao

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nomear interventores. O Senado e a Câmara são substituídos, respectivamente, pelo Conselho Federal (composto por 1 representante de cada estado, eleitos pelas Assembléias Estaduais e por 10 membros nomeados pelo presidente da República) e pelo Parlamento Nacional (composto de 3 a 10 representantes por estado, eleitos indiretamente pelas Câmaras Municipais). O Integralismo é decretado fora-da-lei e seus principais líderes são presos. 1938 A Copa do Mundo de futebol, na Franca é transmitida ao vivo, pela primeira vez, através do rádio. 1939 - 1940 Em dezembro de 1939 é criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), encarregado de censurar os meios de comunicação e fazer a propaganda político-ideológica do governo, construindo uma forte imagem de identificação de Getúlio com a população, em especial os trabalhadores. O DIP produz filmes, programas de rádio, e edita livretos de propaganda distribuídos em sindicatos, escolas e clubes, apresentando Getúlio Vargas como “o guia da juventude”, “o grande pai”, “o apóstolo nacional”, o “político generoso” e o “o pai dos pobres”. O DIP cria ainda a Hora do Brasil, um programa de rádio do governo reproduzido obrigatoriamente em todo o território nacional. O governo intervém nas organizações sindicais independentes, cancelando o registro dos sindicatos, afastando as antigas diretorias e indicando homens de sua confiança - os “pelegos” -, e determinando que os programas sindicais se limitassem a atividades recreativas e assistenciais. Cria, também, o salário mínimo (1o. de maio), o imposto sindical para as empresas (julho) e os acordos coletivos de trabalho. 1941 É criada a Justiça do Trabalho. 1942 O Brasil se alinha aos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e declara guerra aos países do Eixo (a Alemanha nazista, a Itália fascista e o Japão). Alinhando-se com os Estados Unidos, Vargas consegue obter o apoio financeiro e tecnológico para implantar a 1a. Usina siderúrgica no Brasil, na cidade de Volta Redonda. É criado em São Paulo o IBOPE, a primeira empresa brasileira dedicada às pesquisas de opinião pública. Existente e atuante ainda hoje, transformou-se em sinônimo de pesquisa de opinião: “Vamos ver como é que está nosso Ibope”, responderia um candidato a governador de um dos mais populosos estados do país nas eleições de 1.992, ao ser questionado sobre sua iniciativas de campanha. 1943 Governo edita a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) (1 de maio), reunindo todas as medidas tomadas desde 1930. A propaganda política se consolida também no Brasil. Técnicas de comunicação são cada vez mais utilizadas e bordões são cunhados e entram para a história. Todo ano, o governo federal realizava as comemorações do 1o. de maio (dia do trabalho) no estádio do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, então capital federal, quando Getúlio Vargas era entusiasticamente aplaudido ao discursar aos trabalhadores, saudando-os com a célebre frase “trabalhadores do Brasil”. O fato de ter se alinhado com os países democráticos contra os países totalitários na 2a. Guerra Mundial faz com que fique cada vez mais difícil para Getúlio Vargas manter no Brasil a estrutura e as bases do regime ditatorial do Estado Novo. A Constituição, outorgada em 1937, deveria ser submetida a um plebiscito para a sua legitimação. Em 1943 se esgotava o limite para esta iniciativa. Começam a surgir então, várias campanhas pela redemocratização do país, promovidas pelas

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forças anti-getulistas, sendo as mais famosas o Manifesto dos Mineiros e o do 1o. Congresso Brasileiro de Escritores, que aconteceria em 1945. 1945 Vargas marca eleições congressuais para 2 de dezembro, coincidindo com as presidenciais. Estabelece a Justiça Eleitoral, cria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com alistamento e inscrição de eleitores ex-officio (que eram os registros de eleitores por meio de listas preparadas pelos empregadores e órgãos do Governo). Extingue o Tribunal de Segurança Nacional, assina leis de cunho nacionalista, legaliza o Partido Comunista e dá anistia a todos os presos políticos, inclusive a Luis Carlos Prestes. A edição de 17 de maio do jornal Diário da Noite de São Paulo publica os resultados da 1a. pesquisa eleitoral efetuada pelo IBOPE, como resultado de 1.000 entrevistas realizadas na capital paulista sobre as próximas eleições para presidente da República. Várias manifestações sindicais, com o apoio do Partido Comunista, começam a pregar a continuação de Getúlio no poder através da campanha “Constituinte com Getúlio”, conhecida como “queremismo”, pois defendia a realização, primeiro de eleições para uma Assembléia Constituinte com Getúlio e, depois, para presidente da República. O Governo decreta um novo Código Eleitoral com a “Lei Agamenon” (Decreto-Lei 7.586 de 25 de maio), que introduz na legislação eleitoral brasileira a exigência de organização em bases nacionais para o registro legal dos partidos políticos pelo TSE. Vários partidos políticos começam a se formar a partir de 28 de maio. O maior deles será o PSD (Partido Social Democrático), fundado por Getúlio e constituído pela sua máquina de governo nos estados, com ampla penetração nos meios rurais. O principal partido de oposição será a UDN (União Democrática Nacional), de características urbana e liberal e vinculada aos interesses do empresariado nacional e estrangeiro. O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) também fundado por Getúlio -, será ligado ao trabalhador urbano beneficiado pelos direitos sociais. O PL (Partido Libertador), de cunho parlamentarista, o PSP (Partido Social Progressista) de Ademar de Barros, com base em São Paulo, o PRP (Partido de Representação Popular), ligado ao Integralismo de Plínio Salgado e o Partido Comunista (PCB), legalizado, serão outros partidos que comporão espectro político nacional. O general Eurico Gaspar Dutra, apoiado pelo partido do Governo, o PSD, o brigadeiro Eduardo Gomes, lançado pela oposicionista UDN e Yedo Fiuza do PCB, são os três principais candidatos à eleição para presidente da República. Os partidários da “Constituinte com Vargas” promovem grandes manifestações populares em várias capitais, sendo a mais famosa a do Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, que consegue reunir mais de 100 mil pessoas para ouvir de Getúlio que : “forcas reacionárias, ocultas, mas ostensivas, o impedem de permanecer”. Vargas baixa 2 decretos, um estabelecendo uma nova lei de remessa de lucros para o estrangeiro e, um outro, determinando que, junto com as eleições para a presidência da República, a Câmara e o Senado, a 2 de dezembro, também se realizassem eleições para governador de estado, antes previstas apenas para o final de 1946. Este tinha a intenção de fazer com que a oposição não tivesse tempo para se preparar para as eleições.

Um grupo de oficiais-generais dá um Golpe de Estado e afasta Getúlio do poder (29 de outubro). O ministro do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, assume a presidência em 30 de outubro e fica no posto até 1o. de fevereiro de 1946, período em que foram realizadas as eleições presidenciais.

Decreto adia para 1947 as eleições para governadores de estado e transforma em Constituinte o futuro Congresso. Nos estados, os interventores são substituídos pelos presidentes dos Tribunais de Justiça, com exceção de São Paulo, onde o interventor continua no governo. A campanha do candidato do PSD, o general Eurico Dutra é um fracasso. Mau orador, de pouca expressão física, identificado com o regime anterior mas sem contar com o apoio explícito de Getúlio, seus comícios atraem 18


poucos eleitores. Do outro lado, a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes, candidato da UDN, é um sucesso. Com um discurso de rejeição à ditadura e com o apoio dos meios de comunicação, seus comícios reúnem milhares de pessoas, principalmente de classe média e da elite. Por ser alto e esbelto, foi criado o slogan: “Vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro”, o qual eletrizou o eleitorado feminino. A expressão “já ganhou”, que mais tarde tornou-se comum... até os dias de hoje, era o que mais se ouvia, pois prévias eleitorais não existiam. Nesta etapa da democracia brasileira, a publicidade e a propaganda começam a se impor como instrumento fundamental e a profissionalização das campanhas eleitorais passa a acontecer. O PSD decide contratar, por 9 milhões de cruzeiros, a Standard Propaganda para dirigir a campanha de Dutra. Além disso, Dutra sela um acordo com Getúlio, no qual fica estabelecido que, se vencesse a eleição, não mexeria na legislação trabalhista e daria o Ministério do Trabalho ao PTB. Getúlio expressa, então, seu apoio a Dutra em manifesto. No seu comício de encerramento, Dutra lê a mensagem de apoio do ex-presidente à sua candidatura. Já Eduardo Gomes, declara que para eleger-se presidente não precisaria dos votos de quem ele chamou de “malta de desocupados que apóia o ditador”. O resultado foi a sua derrota e a vitória de Eurico Dutra nas eleições.

1945

Eleição em 2 de dezembro Presidente da República Eurico Gaspar Dutra Vice – Nereu de Oliveira Ramos (Via Assembléia Nacional Constituinte em 1946) + Eleições Congresso Constituinte Senadores, Deputados Federais (gerais em todos os estados e suplentes em apenas 9), Governadores(?)eDeputados Estaduais(?) População brasileira 41.236.315 pessoas Eleitores aptos a votar 7.418.930 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Votos válidos – 5.870.667 Votos nulos – 65.214 (1,09%) Votos brancos – 70.328 (1,17%) Total de votantes – 6.006.209 pessoas Eurico Gaspar Dutra (PSD) – 3.251.507 votos (54,14%) Eduardo Gomes (UDN) – 2.039.341 votos (33,95%) Yedo Fiuza (PCB) – 569.818 votos (9,49%) Vice-presidente (Via Assembléia Nacional Constituinte em 46) Total de 323 votos Senador Nereu de Oliveira Ramos – 178 votos José Américo de Almeida – 139 votos Senador Francisco de Melo Viana – 1 voto José Macedo Soares – 1 voto Senador Luiz Carlos Prestes – 1 voto

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Votos brancos – 3 votos Congresso: o PSD conquista mais da metade das cadeiras na Câmara e no Senado. Getúlio Vargas tinha sido apresentado pelo partido como candidato a senador por RS e por SP e a deputado federal por 7 estados, porque a lei permitia múltipla candidatura. Venceu em todos eles. A justiça Eleitoral determinou que Vargas assumisse a cadeira de senador pelo RS. O Partido Comunista participa pela primeira vez das eleições, tendo como Senador mais votado em todo o país, Luis Carlos Prestes, pelo DF, além de eleger a maioria dos membros da Câmara dos Vereadores do DF e mais 14 deputados, entre eles o escritor Jorge Amado, eleito por SP. 1946 A Assembléia Nacional Constituinte promulga a Nova Constituição Republicana (18 de setembro). De espírito democrático, restabelece as eleições diretas para a escolha dos governantes, exceto para os prefeitos de capitais dos estados, que continuariam sendo nomeados. Consolida a exigência de caráter nacional para a legalização dos partidos políticos, define o mandato de 5 anos para o presidente da República, firma a independência dos três poderes e os direitos individuais, extinguindo a representação classista, a censura e a pena de morte. Prevê a formação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), devolve a autonomia a estados e municípios e restabelece o direito de voto a todos os cidadãos, com as ressalvas da Constituição de 34, excetuando-se as citações a mendigos e políticos cassados e acrescentando cidadãos “que não falem a língua nacional”. Permite ainda, aos congressistas, aceitarem cargos ministeriais sem perder o mandato. Em dezembro, Getúlio Vargas rompe com o governo do general Eurico Dutra e passa a se dedicar à organização do PTB nos estados e apoiar os candidatos a governador por esse partido.

1947

Eleições suplementares Senadores (suplentes), Deputados Federais (em 9 estados), Governadores, Deputados Estaduais (suplementares em 15 estados e gerais em todos), prefeitos e vereadores 1948 O Partido Comunista é posto na ilegalidade e seus deputados eleitos são cassados pela Câmara Federal. O Governo Federal autoriza invasão de sindicatos pela polícia e cria a Escola Superior de Guerra. O governo brasileiro rompe relações diplomáticas com a União Soviética.

1948

Eleições Prefeitos e vereadores (complementares a 47) 1950 No final do governo Dutra, o Brasil passava de credor a devedor dos principais países desenvolvidos. Aceitando o modelo ditado pelos norte-americanos, o país 20


não implantou uma política de incentivo à industrialização, passando a importar automóveis, caminhões, ônibus, locomotivas, geladeiras, aparelhos de som e outros produtos dos Estados Unidos. Depois de uma cuidadosa e paciente estratégia, costurando apoios no PSD e no PTB, Getúlio Vargas consegue despontar como candidato à sucessão do general Dutra com uma imagem de democrata. A UDN lança outra vez o brigadeiro Eduardo Gomes. O PSD, liderado por Dutra, escolhe o deputado mineiro Cristiano Machado. Nova legislação eleitoral (Lei 1.164 de 24 de julho) considera partidos políticos como pessoas jurídicas de direito público interno com tratamento legal específico, sendo, por isso, sujeitos a regulamentação por lei federal e estabelece novo sistema de cálculo das vagas para representação proporcional, através da qual a distribuição das cadeiras entre os partidos passa a ser feita pelo quociente eleitoral e partidário com as sobras passando a ser distribuídas aos de maior média. Em campanha, Getúlio leva multidões às praças públicas ao criticar a ação do capital estrangeiro no Brasil, dizer que o país não tinha alcançado ainda sua independência econômica e prometer continuar as reformas sociais, com o aumento do salário mínimo. A grande imprensa, de novo, não o apóia. O jornal Diário de Notícias prega o ”despreparo do povo brasileiro para a democracia” e chama Getúlio Vargas de “inimigo número 1 da democracia brasileira”. A primeira emissora de TV do Brasil, a TV Tupi, dos Diários Associados, é inaugurada no dia 18 de setembro em São Paulo. Dados do Relatório IBOPE (agosto), mostram que os meios de comunicação mais utilizados pela população brasileira para obter informações sobre política são os jornais e revistas (66%), as rádios (43,6%), amigos (25%) e os jornais cinematográficos e comícios (15,2%). Obs.: O total ultrapassa 100% pela possibilidade de múltiplas respostas.

1950

Eleição em 3 de outubro Presidente da República Getúlio Dornelles Vargas que, a partir de uma

estratégia de campanha muito bem elaborada, derrota facilmente seus adversários com uma linha publicitária que, além de reafirmar aquela imagem dos anos 30 e 40 da forte ligação dele com o povo, também carrega um discurso nacionalista e patriótico, aproveitando-se do forte impacto da campanha do “petróleo é nosso” que estava nas ruas. O jingle da campanha se eternizou: “Bota o retrato do velho de novo. Bota no mesmo lugar...”

Vice – João Café Filho + Eleições Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais População brasileira 51.944.397 pessoas Eleitores aptos a votar 11.455 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO

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Presidente Votos válidos – 7.898.083 votos Votos nulos – 145.473 votos (1,76%) Votos brancos – 211.433 votos (2,56%) Total de votantes – 8.254.989 pessoas Getúlio Dornelles Vargas (PTB) – 3.849.040 votos (48,73%) Eduardo Gomes (UDN) – 2.342.384 votos (29,64%) Cristiano Machado (PSD) – 1.697.193 votos (21,49%) João Mangabeira (PSB) – 9.466 votos (0,12%) Vice-presidente João Café Filho – 2.250.790 votos (eleito pelo fato de ter composto chapa com Getúlio Vargas) Odilon Braga – 2.344.841 votos Altino Arantes – 1.649.309 votos Alípio C. Neto – 10.800 votos Vitorino Freire – 524.079 votos Votos brancos – 1.048.778 votos Votos nulos – 156.392 votos Estas eleições presidenciais diretas e secretas, assim como as de 2 de dezembro de 1945, tinham se realizado pelo sistema das cédulas individuais. Os candidatos e seus partidos é que se encarregavam de mandar imprimir e distribuir as cédulas com o nome de seus candidatos impresso. Votava-se em cédula separada para vice-presidente. As duas cédulas eram colocadas em envelopes que deviam ser rubricados pelos presidentes das Juntas Receptoras.

1952

Eleições em 23 de março Prefeitos e vereadores (em quase todo país)

São Paulo é a primeira capital brasileira a ter prefeito eleito pelo voto direto depois do fim do Estado Novo: Jânio da Silva Quadros, que com estratégia de campanha comunicacional reduzida ao bordão temático do “tostão contra o milhão” derrota um forte adversário, Joaquim Cardoso, apoiado pelos principais partidos políticos e pelo jornal O Estado de São Paulo. 1952 O jornal O Estado de São Paulo publica todos os dias um editorial de crítica a Getúlio Vargas, chamando-o de “marionete do comunismo”. A TV Tupi e a Rádio Globo transmitem programas diários contra o governo, conduzidos pelo governador da Guanabara (hoje estado do Rio de Janeiro), Carlos Lacerda, que também utiliza o jornal carioca Tribuna da Imprensa para constantemente bombardear Getúlio Vargas, acusando-o de corrupto e de pretender levar o Brasil para o comunismo. Os Estados Unidos fazem pressão para que o Brasil envie tropas para a Guerra da Coréia. O presidente Getúlio resiste, dando início a uma crise nas Forcas Armadas. 1953 Vargas corrige o salário mínimo, congelado desde sua criação; amplia o sistema previdenciário; limita a remessa de lucros “para o estrangeiro” em 20% anuais sobre o capital; funda o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), o Banco do Nordeste, e, além de criar a Petrobrás e o monopólio do petróleo, nomeia João Goulart como ministro do trabalho e propõe estabelecer os ministérios de Minas e Energia e o de Indústria e Comércio. O jornal O Estado de São Paulo catalisa as críticas das elites econômicas paulistas, contrárias à política nacionalista de Getúlio e favoráveis a abertura da economia ao capital americano. O presidente Vargas radicaliza seu discurso político-ideológico, denunciando as remessas de lucros excessivas por parte das multinacionais que, em suas 22


palavras, “criavam dificuldades econômicas crônicas para o Brasil”. Os Estados Unidos reduzem drasticamente as importações de café do Brasil. A revista Manchete, de Adolfo Bloch, é lançada no Rio de Janeiro. 1954 Oficiais do Exército fazem um protesto formal contra seus baixos salários. O presidente Getúlio apóia a proposta do ministro do Trabalho, João Goulart, de 100% de aumento para o salário mínimo. Getúlio substitui os ministros da Guerra, general Ciro do Espírito Santo Cardoso, e o do Trabalho, João Goulart, pois para assumir o ministério da Guerra, o general Zenóbio da Costa exige a demissão de Goulart (22 de fevereiro). O presidente Getúlio Vargas manda ao Congresso, mensagem criticando o “papel pernicioso dos investidores estrangeiros” e o modelo econômico do “mercado livre que”, segundo ele, “não condiz com a expansão das exportações nem com o estímulo à imigração de capitais, provocando o desequilíbrio da nossa balança de pagamentos...”(15 de março). O presidente envia ao Legislativo, mensagem criando a Eletrobrás (abril). No mesmo mês, o seu ex-ministro das relações Exteriores, João Neves da Fontoura, dá uma entrevista ao O Globo acusando o presidente de haver negociado secretamente com os governos do Chile e da Argentina um pacto visando a formação de um bloco latino-americano contrário aos Estados Unidos. A UDN entra com um pedido de impeachment do presidente, na Câmara dos Deputados. A 1o. de maio Getúlio anuncia aumento de 100% no salário mínimo e elogia seu ex-ministro do Trabalho, João Goulart. Código Eleitoral é reformado e tem novo alistamento, instituição de cédula única para eleição presidencial e criação dos horários eleitorais gratuitos no rádio e na televisão para os comunicados eleitorais do TSE. O governador da Guanabara, Carlos Lacerda, feroz opositor de Vargas, sofre um atentado, sai ileso, mas tem seu guarda-costas, o major Rubens Florentino Vaz, morto (4 de agosto). O brigadeiro Eduardo Gomes pede punição ao culpado. Lacerda acusa Getúlio Vargas como responsável pelo crime. O ministro da Justiça, Tancredo Neves, recebe ordens expressas do presidente para apurar tudo. A aeronáutica instala Inquérito Policial Militar e, comandando as investigações, aponta como culpado Gregório Fortunato, chefe da Guarda Pessoal do presidente. Gregório é preso e a Guarda Pessoal é dissolvida por decreto. A imprensa, a classe média, as Forcas Armadas, a Igreja e o empresariado pedem o afastamento do presidente Getúlio Vargas. O general Juarez Távora e o brigadeiro Eduardo Gomes exigem que o ministro da Guerra, general Zenóbio da Costa, peça a Getúlio que renuncie (10 de agosto). O ministro recusa. O vice-presidente da República, Café Filho, por sugestão de Carlos Lacerda, propõe a Getúlio a renúncia (21 de agosto), mas Getúlio a rejeita. Brigadeiros, coronéis, almirantes e generais assinam um manifesto exigindo a renúncia do presidente (22 de agosto). Café Filho distribui discurso aos senadores, informando de seu rompimento com Getúlio (23 de agosto). Do plenário da Câmara, os discursos dos deputados contrários a Getúlio são transmitidos ao vivo pela Rádio Globo. Na manhã do dia 24 de agosto, Getúlio se suicida, saindo “da vida para entrar na História”, conforme escreve em sua carta-testamento. 1954 Presidente da República João Café Filho – assume na tarde do dia 24 de agosto e fica no posto por um ano e três meses. Setores da UDN e das Forcas Armadas promovem campanha para a suspensão das eleições de 3 de outubro para o Congresso e para governos de 11 estados. Mas elas se realizam.

1954

Eleições em 3 de outubro

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Senadores, Deputados Federais, Governadores (em 11 estados), Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores

Foram eleitos os 11 governadores, 42 senadores, 326 deputados federais, 930 deputados estaduais, 1.049 prefeitos e quase 10 mil vereadores. Os governadores que haviam sido eleitos em 1947 permaneceriam nos cargos até 1950 e, a partir daí, os mandatos passariam a ser de 4 ou 5 anos, conforme as respectivas constituições estaduais. Dos 15 milhões de eleitores, mais de 10 milhões compareceram às urnas. A representação da UDN na Câmara caiu de 81 para 74 deputados. O PTB cresceu de 51 para 56 deputados. O PSD passou de 112 para 114 deputados. Nesta campanha é a primeira vez que se utiliza a televisão como veículo de comunicação em eleições. Jânio Quadros disputou o governo do Estado de São Paulo com o maior líder político local, Ademar de Barros, vencendo-o com uma margem mínima. Apresenta-se com uma estratégia que o caracteriza como um antipolítico ao contestar os métodos dos políticos tradicionais e apela para o populismo, comparecendo aos comícios com um rato morto amarrado num fio pendurado numa vara de bambu para se referir ao seu adversário, que era conhecido como o político do “rouba mas faz”. O Diretório Nacional do PSD, adotando estratégia agressiva, indica o governador de MG, Juscelino Kubitschek, candidato à sucessão presidencial (novembro). O presidente interino, Café Filho, faz pronunciamento criticando a “precipitação do lançamento da candidatura” de Juscelino, pois a considerava como não sendo de “união nacional” e, por isso, uma “ameaça ao funcionamento das instituições democráticas”. Juscelino rebate dizendo que a democracia estava “umbilicalmente ligada às eleições”, e confirma que continuaria candidato com uma frase que acabou por marcar a história política brasileira: “Deus poupou-me o sentimento do medo”. O PTB indica João Goulart como candidato a vice-presidente na chapa de Juscelino. Os comunistas recomendam o voto a Juscelino e o PTN e o PST o apóiam formalmente. O PSP lança Ademar de Barros, o PRP apresenta Plínio Salgado e a UDN lança Etelvino Lins, cujo comitê de campanha utiliza a Radio Nacional, pertencente ao governo, para a propaganda eleitoral. Um dos maiores locutores esportivos de todos os tempos, Jorge Curi, depois de narrar um lance ou uma jogada em partida que estivesse transmitindo, entrava com um tipo de anúncio que depois ficou conhecido como testemunhal em que dizia: “vote em Etelvino Lins, um homem pobre como você, alguém em quem o Brasil pode confiar”. Juscelino e Jango encontram-se pela primeira vez (dezembro) e acertam um programa mínimo de ampliação dos direitos trabalhistas e da defesa intransigente da Petrobrás. 1955 Como tudo indicava que as forças políticas ligadas a Getúlio, só por milagre perderiam as eleições de 1955 para presidente da República, Carlos Lacerda prega o adiamento das mesmas. Com amplo espaço na grande imprensa e nas emissoras de TV, Lacerda ataca violentamente Juscelino Kubitscheck e sustenta a necessidade de se estabelecer um “governo tampão” como um “período de desintoxicação do povo com relação ao getulismo”. Encontra adeptos na classe média e nas elites que chegavam até a pedir a extinção dos direitos sociais estabelecidos por Getúlio. Os líderes militares não aceitam a candidatura de Juscelino Kubitscheck, por ele se identificar com o getulismo. Depois do fracasso do lançamento da candidatura de Etelvino Lins, que não conseguiu aglutinar as forcas anti-juscelinista, a UDN teve de aderir à candidatura do general Juarez Távora, lançado pelo PDC e outros pequenos partidos. Jânio Quadros participa ativamente da campanha do general Távora. Muda a cédula eleitoral para um modelo que se consolidaria até o surgimento da urna eletrônica na década de 90: o Congresso aprova um substitutivo à reforma eleitoral, estabelecendo a cédula oficial, mas não única. Embora fosse ainda 24


permitido aos partidos continuarem a imprimir e distribuir as cédulas, estas teriam de ser entregues individualmente ao eleitor identificado, pelo presidente da Junta Receptora, na hora de votar, assinalando um x no quadradinho ao lado do nome do candidato. O governador da Guanabara, Carlos Lacerda tenta mais uma vez impedir a realização das eleições, indo à TV – RIO denunciar que o candidato à vice, João Goulart, pretendia deflagrar, pelas armas, uma revolução sindicalista no Brasil.

1955

Eleição em 3 de outubro Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, que adota

uma estratégia de campanha com mensagens de otimismo, falando de futuro, de desenvolvimento e planos de metas baseados em investimentos em energia, transportes, agricultura, indústria de base, trabalho, educação e planejamento regional e urbano. Cunhou a célebre frase de que faria o Brasil avançar “cinqüenta anos em cinco’. Já seu principal adversário, Juarez Távora, prometia devassas e inquéritos, dizendo que o povo tinha que “trabalhar, fazer sacrifícios, sofrer muito ainda”.

Vice – João Belchior Marques Goulart

População brasileira 58.383.000 pessoas Eleitores aptos a votar 15.243.450 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Votos válidos – 8.624.977 votos Votos brancos – 161.852 votos (1,78%) Votos nulos – 310.185 votos (3,41%) Total de votantes – 9.097.014 pessoas Juscelino Kubitschek de Oliveira (PSD/PTB) – 3.077.411 votos (35,68%) Juarez Távora (UDN) – 2.610.462 votos (30,27%) Adhemar de Barros (PSP/PRP) – 2.222.725 votos (25,77%) Plínio Salgado (PRP, Movimento Integralista) – 714.379 votos (8,28%) Vice-presidente João Belchior Marques Goulart – 3.591.409 votos (eleito pelo fato de ter composto chapa com Juscelino Kubitschek) Milton Campos – 3.384.739 votos Danton Coelho – 1.140.261 votos Votos brancos – 722.674 votos Votos nulos – 257.931 votos 1955 Carlos Lacerda começa a pregar o impedimento da posse de Kubitschek, alegando que este não tinha conquistado a maioria absoluta do eleitorado pois se elegera com apenas 36% dos votos, tentando forjar uma crise institucional artificial que não vinga porque a Constituição não exigia maioria absoluta da votação. Mas

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não desiste da pregação golpista, dizendo, depois, que os comunistas haviam sido responsáveis pela eleição de Juscelino e Jango. A Cruzada Brasileira Anticomunista, formada por civis e militares, publica seguidos manifestos referindo-se ao processo eleitoral como “mentira democrática”. Para defender a posse de Juscelino e Jango, são criados, no Rio de Janeiro, a Liga da Defesa da Legalidade e o Movimento Militar Constitucionalista.

1955 No hospital após ter sofrido um enfarte, Café Filho se licencia do cargo de presidente da República (7 de novembro) e o transmite temporariamente para o presidente da Câmara, Carlos Luz. 1955

Presidente da República Carlos Luz – que toma posse no dia 8 e fica no cargo apenas até o dia 11 de novembro quando, sob ordens do general legalista Henrique Lott, é deposto pelo Congresso depois de tentar forjar, junto com conspiradores militares e civis, um golpe para impedir a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart. 1955 Presidente da República Nereu Ramos (presidente do Senado) – que depois da deposição do presidente Carlos Luz, assume no dia 12 de novembro. A junta médica que tratava do presidente licenciado Café Filho, o considera recuperado e apto a reassumir a presidência (21 de novembro). No mesmo dia, o general Henrique Lott intima o Congresso a votar a resolução 21/55, que impede Café Filho de voltar a ser presidente.

Nereu Ramos ficará na presidência até a posse de Juscelino e Jango em 31 de janeiro de 1956. 1955 Depois de decretado o Estado de Sítio (22 de novembro), Carlos Lacerda deixa o país e se exila nos Estados Unidos e em Portugal por 11 meses, quando escreve artigos para o jornal O Globo, de Roberto Marinho.

1956 Juscelino Kubitscheck toma posse em 31 de janeiro e suspende o Estado de Sitio. No início de seu governo enfrenta pressões dos setores mais radicais da esquerda e da direita. Manifestações públicas, comícios e literatura panfletária acirram o clima político. De um lado, o seu governo era tido como entreguista e submisso aos Estados Unidos e, por outro lado, era tido como antiamericanista e afinado com os comunistas. Juscelino cria a Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e começa a conquistar as boas graças dos meios de comunicação que antes eram contrários a ele, ao determinar que as empresas empreiteiras responsáveis pelas grandes obras de seu plano de governo - como Furnas, Três Marias, a estrada Belém-Brasília, a construção da nova capital federal, Brasília, e da Usiminas e Cosipa - utilizassem parte de seu faturamento para fazer publicidade e propaganda, destinando boas somas de dinheiro aos jornais, rádios e revistas. Muitos deles passam a adotar atitudes de compreensão e elogio ao governo. Entre as exceções o jornal O Estado de São Paulo e jornal O Globo, que se colocam contra a mudança da capital para Brasília e o modelo econômico nacionalista-desenvolvimentista de Juscelino, só mudando quando o presidente toma medidas de abertura da economia às empresas multinacionais, fazendo com que elas investissem no Brasil, instalando indústrias de bens duráveis, principalmente as automobilísticas. 1956 Lei 2984 torna obrigatória utilização de foto do eleitor no título. Com a industrialização acelerada e a expansão dos setores de geração de energia, de construção civil e de transportes, Juscelino atinge o auge de sua popularidade. Mas tem também de enfrentar o problema do aumento do déficit

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público e da inflação, adotando medidas rígidas de estabilização econômica estabelecidas pelo FMI.

1958

Eleições em 3 de outubro (quando pela

primeira vez é utilizada cédula única e folha individual de votação)

Senadores, Deputados Federais, Governadores (em 11 estados), Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores

A bancada do PSD, de Kubitschek, sofre uma queda relativa, mas mantém-se majoritária na Câmara e no Senado. Fato raro na história das campanhas eleitorais, Jânio Quadros deixa o governo de São Paulo fazendo seu sucessor, Carvalho Pinto, e elegendo-se deputado federal pelo PTB do Paraná, sem ter viajado uma só vez ao Estado.

1959

Eleições Deputados Estaduais (suplementares na Bahia), Prefeitos (na capital do Estado de São Paulo e no Estado do Rio Grande do Sul), Vereadores no Estado do Rio Grande do Sul

1959 O vice-presidente João Goulart acusa os lucros excessivos das firmas estrangeiras de provocarem a inflação e emperrarem o desenvolvimento econômico do Brasil (maio). O presidente Juscelino rompe com o programa antiinflacionário e as medidas de estabilização monetária e de contenção da economia doméstica ditados pelo FMI (junho), dando preferência à continuidade de seu plano de metas desenvolvimentistas. 1959 A sucessão para as eleições presidenciais já começa a ganhar as ruas. O PSD lança o ministro da Guerra, Henrique Lott. João Goulart aceita compor a chapa com Lott para, se eleito, continuar como vice-presidente, já que a legislação permitia desde que não assumisse a presidência nos 6 meses anteriores à eleição. Lançado pelo PTN, PDC e PSB e conquistando o importante apoio da UDN, Jânio Quadros está em ascensão, empolgando todo o país com sua campanha populista e carismática, alternativa, renovadora e moralizante, usando como símbolo (“logomarca”) a vassoura para “varrer os corruptos do governo” e “fortalecer a autoridade do presidente”. O seu jingle “varre, varre vassourinha” se transforma numa grande peça de marketing e torna a comunicação sonora, já utilizada por Getúlio em campanhas eleitorais absolutamente indispensável dali em diante. A sua pregação tem um leque ideológico muito amplo, indo desde o partidário da Escola Monetarista (para agradar a UDN), passando pelo pregador da moral e dos bons costumes (para acalmar a classe média) e chegando até o ávido defensor dos direitos sociais (para aliviar o operariado), além de continuador de uma política externa independente dos

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Estados Unidos para (conquistar os nacionalistas). A estratégia dá certo como componente de formatação de imagem pública. É um candidato fabricado por si mesmo. Um grande fenômeno de marketing. 1960 A cidade de Brasília, a nova capital federal, é inaugurada (21 de abril). O Rio de Janeiro passa a ser um estado da federação, tendo seu primeiro governador nomeado pelo presidente Juscelino Kubtischek. Os Diários Associados, de Assis Chateaubriand, lançam o Correio Braziliense e a TV-Brasília. A Justiça concede ao Partido Comunista o direito às atividades políticas e a possibilidade de atuar na legalidade, mas sem poder disputar eleições. Luis Carlos Prestes deixa a clandestinidade e passa a atuar politicamente sem restrições.

1960

Eleição em 3 de outubro Presidente da República Jânio da Silva Quadros, que teve uma vitória

esmagadora, com uma diferença de mais de 1 milhão de votos. Vice – João Belchior Marques Goulart, que foi eleito mesmo não sendo da chapa de Jânio porque não existia a vinculação de votos.

+ Eleições Senadores, Governadores (em estados onde

as Constituições estaduais estabeleciam mandatos de 5 anos) População brasileira 70.070.457 pessoas Eleitores aptos a votar 15.543.332 eleitores RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Votos válidos – 11.679.157 votos Votos brancos – 433.391 votos (3,44%) Votos nulos – 473.806 votos (3,76%) Total de votantes – 12.586.354 pessoas Jânio da Silva Quadros (UDN) – 5.636.623 votos (48,26%) Henrique Lott (PSD) – 3.846.825 votos (32,94%) Adhemar de Barros – 2.195.709 (18,80%) Vice-presidente João Belchior Marques Goulart (PTB) – 4.547.010 votos Milton Campos (UDN) – 4.237.719 votos Fernando Ferrari (MTR) – 2.137.382 votos Votos brancos – 1.305.865 votos Votos nulos – 358.378 votos Carlos Lacerda é eleito governador do recém criado Estado da Guanabara.

1961 Jânio Quadros começa o seu governo heterogêneo baixando uma série de decretos ditos moralizantes, tais como: a exoneração de funcionários públicos e a

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não permissão de novas contratações; a proibição das corridas de cavalo durante a semana e o uso de biquínis; o fim das brigas de galo e do jogo de baralhos em clubes. Abre comissões de sindicância em quase todas as estatais e instituições publicas, nomeando militares da ativa para presidi-las. Cria a figura inédita do secretário de Imprensa e divulga pelos jornais 3.600 memorandos investigativos, conhecidos como “bilhetinhos”, que enviava a seus ministros para que eles apurassem denúncias de corrupção e determinassem punições. Todos esses “bilhetinhos” eram divulgados pela Agencia Nacional e a Voz do Brasil, antes mesmo de chegarem aos seus destinatários. Os jornais abriam chamadas de primeira página com os “bilhetinhos” e a Voz do Brasil apresentava altíssimos índices de audiência. Jânio se desloca com toda a equipe de seu governo para diversas regiões do país para se reunir com governadores e prefeitos e ouvir suas reclamações e atender, de modo direto, suas reivindicações, exercendo assim as funções que tradicionalmente pertenciam aos deputados e senadores. Tentando agradar os extremos do espectro político brasileiro, de um lado Jânio diz-se aberto às sugestões do empresariado quanto à revisão nos gastos do governo, maior abertura ao capital estrangeiro, extinção dos direitos sociais, livre concorrência sem intervenção do Estado e abertura do capital privado na Previdência Social; por outro lado, ele envia ao Congresso projetos de lei antitruste, de reforma agrária, de limitação de remessa de lucros para o exterior e de participação dos empregados no lucro das empresas, os quais são todos negados pelo Legislativo. E quanto à política externa, segue uma política independente, voltada para as nações do Terceiro Mundo, para o reatamento diplomático com a União Soviética e comercial com a China, tendo como conseqüência o desalinhamento da política de apoio automático aos Estados Unidos. Jânio não consegue fazer o Congresso aprovar reformas institucionais necessárias tanto ao cumprimento de seu programa de governo quanto para a obtenção de mais poderes em suas mãos. Jânio dá ao vice-presidente, João Goulart, a delegação para visitar a China em caráter oficial. Jango embarca a 28 de julho. A grande imprensa, principalmente O Estado de São Paulo e O Globo, promove uma sistemática campanha antijanista, alertando para a “guinada de Jânio para a Esquerda”. O governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, através de uma rede nacional de televisão, denuncia que Jânio pretende instituir o comunismo no Brasil. A 18 de agosto Jânio condecora Ernesto Che Guevara com a Grã Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul. Jornais e parlamentares conservadores desencadeiam violento protesto e oficiais das Forças Armadas devolvem suas condecorações. No dia 24 de agosto, Carlos Lacerda vai a televisão, em cadeia nacional, revelar que tinha sido convidado pelo ministro da Justiça, Pedroso Horta, a participar de um golpe, que colocaria o Congresso Nacional em recesso. Na madrugada do dia 25, líderes partidários vão para a Câmara e resolvem transformá-la numa grande Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso.

No dia 25 de agosto Jânio renuncia. O presidente do Senado convoca o Congresso e, com a carta de renúncia em seu poder, declara vago o cargo de presidente da República. Como o vice-presidente João Goulart estava em visita oficial à China, o Presidente da Câmara, Ranieri Mazzili, assume interinamente.

No Rio de Janeiro, Carlos Lacerda vai à televisão pedir ao Exercito para não dar posse a João Goulart. Além disso, manda prender líderes sindicais e estudantis, determina a censura à imprensa, colocando em cada redação um censor estadual e uma “radiopatrulha”, que uma viatura policial, na porta. É defendido por Júlio de Mesquita Filho do Estado de São Paulo, que diz que o governador Carlos Lacerda agia como um governante e não como um jornalista. O marechal Henrique Lott redige um manifesto em favor da posse de João Goulart. Os sindicatos, as entidades estudantis e a intelectualidade mobilizam-se em defesa da legalidade e da Constituição. Os 3 ministros militares de então decretam Estado de Sítio e declaram que as Forcas Armadas vetariam a posse de João Goulart e que o prenderiam 29


assim que chegasse ao Brasil, o que provoca uma resistência legalista liderada pelo governador do RS, Leonel Brizola, com o apoio do general Machado Lopes do III Exército e do marechal Lott, formando, através de uma cadeia de rádios, a chamada “cadeia da Legalidade”. A resistência comandada por Leonel Brizola transforma-se em onda avassaladora e a tese do parlamentarismo com João Goulart presidente ganha força, porque era aceita pelos partidos políticos e pelos militares, já que limitaria os poderes do presidente da República. A 2 de setembro, antes da posse de João Goulart na presidência, o Congresso vota a emenda constitucional no. 16 que institui o regime parlamentarista híbrido, em que os poderes de governo são divididos entre o primeiro Ministro e o Presidente da República. A emenda estabelece que o parlamentarismo deveria ser referendado por um plebiscito em 1965.

1961 Presidente da República João Belchior Marques Goulart – que toma posse em 7 de setembro e permanece no cargo até 31 de março de 1964, quando é afastado por um golpe de Estado. Tancredo Neves é eleito o Primeiro Ministro no dia 8 e escolhe o ministério de comum acordo com o presidente João Goulart.

1961 Como reformas era a palavra de ordem nesta época e os ventos sopravam no rumo do nacionalismo, isto colocava a esquerda em destaque e a direita na espreita e punha em marcha uma guerra ideológica através da mídia. Santiago Dantas (Francisco Clementino de Santiago Dantas), ministro das Relações Exteriores, se nega a romper relações com o novo governo comunista de Cuba, como pretendiam os Estados Unidos. O ministro das Minas e Energia, Gabriel Passos, cancela as concessões para a exploração de minérios dadas décadas atrás à Hanna Mining Corporation, entregando-as à companhia estatal brasileira Vale do Rio Doce. Em 22 de novembro, Gilberto Huber Jr, americano naturalizado brasileiro e dono das Listas Telefônicas do Rio, Glycon de Paiva, consultor de empresas estrangeiras, Antonio Galotti, presidente da Light (empresa privada americana que controlava a distribuição de energia elétrica), Heitor Herrera, general da reserva, entre outros empresários e militares, fundam o Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES), com o intuito de mobilizar a opinião pública contra as forças políticas que estavam no poder. Seus integrantes são anticomunistas intransigentes, criticam o Estado assistencial e defendem a prevalência do mercado e da livre competição sobre as necessidades sociais. O IPES cria outras organizações a ele atreladas, tais como o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), que passaria a financiar as campanhas eleitorais de candidatos anti-reformistas e anticomunistas, a Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), o Grupo de Assessoria Parlamentar (GAP), que orientava deputados e senadores, o Grupo de Opinião Pública (GOP), com a função de oferecer informações de seu interesse à mídia, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC) e o Movimento Anticomunista (MAC), estes últimos formados por estudantes de famílias abastadas, voltados para ações intimidatórias. Jornais, revistas, rádios, TVs, produtoras de filmes e intelectuais passaram a ser municiados com farta publicidade para fazerem propaganda anticomunista para sensibilizar a classe média. Esta propaganda tinha como base a teoria da “guerra revolucionária”, desenvolvida no National War College dos Estados Unidos, que pregava que a União Soviética estava empreendendo uma maciça infiltração subversiva na mídia, nas igrejas, nas universidades, nos sindicatos, no governo e nas Forças Armadas de inúmeros países. O responsável pela estratégia e ações do IPES é o general Golbery do Couto e Silva, que consegue arregimentar mais de mil grandes empresários como colaboradores.

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1961

Eleição Senadores (para preencher algumas vagas) 1962 Leis instituem a cédula única oficial para todas as eleições estaduais e federais e criam a propaganda eleitoral gratuita para os partidos no rádio e na televisão. 1962 Nos dias 8, 9 e 10 de junho, todos os governadores de estado, exceto os governadores Leonel Brizola, do RS, e Carvalho Pinto, de Minas Gerais, reúnemse em Araxá, MG, para se manifestarem contra o parlamentarismo e a “esquerdização” imprimida pelo presidente João Goulart. 1962 Como naqueles anos havia um artigo constitucional que determinava a desincompatibilização de ministros que quisessem candidatar-se a deputado ou senador, os ministros eram obrigados a deixar os seus cargos para que pudessem disputar as eleições. Tancredo Neves queria muito se eleger para a Câmara nas eleições de outubro. Assim, a 12 de junho ele e todo o gabinete renunciam. João Goulart encaminha à Câmara dos Deputados o nome do professor Brochado da Rocha como o novo candidato a Primeiro-Ministro, o qual é aprovado a 9 de julho. Com Brochado da Rocha no gabinete, o novo ministério é escolhido quase que exclusivamente por João Goulart, que cria a Superintendência Nacional do Abastecimento (SUNAB), estabelece controle sobre os lucros remetidos para fora do país pelas multinacionais, a nacionalização das refinarias particulares de petróleo e anuncia um programa de reformas que inclui o direito de voto aos analfabetos e o aumento do número de vagas nas universidades públicas. Em setembro, as entidades sindicais, dominadas pelo Partido Comunista Brasileiro, o Pacto de Unidade e Ação (PUA) e o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), promovem greves quase diárias e Brochado da Rocha renuncia. O novo Primeiro-Ministro passa a ser Hermes de Lima.

1962

Eleições em 7 de outubro Senadores, Deputados Federais, Governadores (em alguns Estados*), Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores *

As eleições de governador se realizaram onde as Constituições estaduais estabeleciam mandatos de 4 anos para seus governadores. Os estados com mandatos de 5 anos, que tinham tido eleições em 1960, só elegeriam seus sucessores em 1965. 1962 Miguel Arraes é eleito Governador de Pernambuco. O PTB elegeu mais deputados federais do que a UDN, tornando-se o segundo maior partido na Câmara. O PSD continuou majoritário, mas teve suas bancadas diminuídas. Permanecia a aliança PSD-PTB como sustentáculo parlamentar do governo. João Goulart manda ao Congresso um projeto de lei concedendo 13o. salário aos trabalhadores, mas o Congresso não o aprova e várias greves pipocam no país.

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Em outubro, devido à crise dos mísseis soviéticos instalados em Cuba, os Estados Unidos arma um plano de invasão da ilha e pede o apoio do governo brasileiro, mas este o rejeita. O coronel norte-americano, Vernon Walters, chega ao Brasil como adido militar.

1963

Plebiscito em janeiro Sistema de Governo

O plebiscito é antecipado por Goulart. O parlamentarismo não obteve respaldo popular, pois obteve menos de 20% dos 12,7 milhões de votos, e o presidencialismo é restabelecido. RESULTADO População Brasileira: 70.191.370 Eleitorado: 18.565.277 A favor: 2.073.582 Contra: 9.457.448 Brancos: 284.444 Nulos: 480.701 Total votantes: 12.286.175 1963 Aprovada a volta ao presidencialismo, João Goulart passa a demonstrar o desejo de candidatar-se à reeleição, o que dá início ao desmanche da aliança do PSD com o PTB, porque Juscelino já estava em campanha para 1965. Leonel Brizola tem grande interesse em se candidatar, mas não era permitido pela Constituição por ser cunhado do presidente. Mesmo assim, lança campanha que adota bordão publicitário que também se eternizou: “Cunhado não é parente, Brizola presidente!”. O mesmo Leonel Brizola forma a Frente de Mobilização Popular, que pregava a realização de reformas “na marra, com ou sem o Congresso”. João Goulart cria a Superintendência da Reforma Agrária (SUPRA), que inicia estudos para a desapropriação de terra por decreto e começa a estatizar empresas estrangeiras concessionárias de serviços públicos que não estariam prestando a contento esses serviços. Os grandes jornais acirram os ataques contra João Goulart. Sob o argumento de que Carlos Lacerda vinha recebendo vultosos recursos do governo norte-americano para fazer propaganda contra o governo e formar grupos conspiratórios armados, João Goulart solicita ao Congresso a decretação do Estado de Sítio, mas não é atendido. 1964 Os movimentos de direita passam a estar presentes em qualquer ato político ou manifestação pública promovida por movimentos de progressistas, tumultuando. Sucedem-se episódios de confrontação entre direita e esquerda em todo o país e, em janeiro, já há conspiração aberta nos quartéis, nas ruas, nos partidos e na imprensa contra o governo. No dia 18, João Goulart convoca cadeia de rádio e televisão e anuncia a decisão de realizar comícios nas principais capitais para esclarecer a opinião pública sobre a necessidade das reformas e de se pressionar o Congresso. Relatório do IBOPE, feito em março, mostra que os partidos preferidos pela população brasileira são: o PTB (29%), UDN (14%), PSD (7%). Os outros 9 partidos restantes perfazem 7%, o PSP (5%) e nenhum (37%). Com o apoio de alguns governadores como Magalhães Pinto, do Estado de MG e Carlos Lacerda, do Estado da Guanabara, os militares promovem um golpe contra o governo de João Goulart. Este retira-se para o RS e o Congresso é forçado a declarar vaga a presidência da República (31 de março).

1964 Presidente da República

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Pascoal Ranieri Mazzilli – que toma posse em 1o. de abril e fica na presidência por quinze dias. João Goulart parte para o exílio no Uruguai em 4 de abril. Em 9 de abril os ministros militares editam o AI (Ato Institucional) número 1, transferindo o poder político aos militares e suspendendo as garantias constitucionais. Iniciam-se as cassações de políticos ligados aos governos anteriores. A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) são extintas e o Congresso elege o Chefe do Estado Maior Presidente da República.

1964

Eleição indireta em 11 de abril Presidente da República (através do Congresso Nacional) Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que deveria governar até abril de 66, mas teve seu mandato prorrogado até março de 67.

Vice – José Maria Alkmim

RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente General Humberto de Alencar Castello Branco – 361 votos Deputado Juarez Távora – 3 votos General Eurico Gaspar Dutra – 2 votos Abstenções – 72 Vice-presidente Primeiro escrutínio José Maria Alkmim – 203 votos Auro Moura Andrade – 150 votos Ranieri Mazzilli – 2 votos Milton Campos – 2 votos Antônio Sanches Galdeano – 1 voto Abstenções – 63 Segundo escrutínio José Maria Alkimim – 256 votos Auro Moura Andrade – 9 votos Milton Campos – 2 votos Juarez Távora – 1 voto 1964 Decreto-Lei 53.897 cria os IPMs (Inquéritos Policial-Militares), e dá ao Estado poder de investigar as atividades de funcionários públicos, políticos, líderes sindicais e estudantis, intelectuais e professores, levando-os à prisão e como se soube posteriormente, até à tortura. O jornal carioca Correio da Manhã pública diariamente lista de nomes de presos políticos e denuncia a prática da tortura, provocando uma grande campanha para forçar o governo Castelo Branco a investigá-la. Nos primeiros meses do regime militar, cerca de 50 mil pessoas estão presas em todo o país. Decreto-Lei 4.131 (junho) cria o serviço nacional de Informação (SNI), com o objetivo de manter sob vigilância as atividades de oposição, transformandose numa agencia de espionagem. O emprego da palavra “informação” origina muitos equívocos. O SNI passa a receber telefonemas de cidadãos perguntando, por exemplo, se o aeroporto está aberto. 1965 Nova Lei Orgânica dos Partidos (Lei 4.740) e Código Eleitoral (Lei 4.737) de 15 de julho, incluída aí a Lei das Inelegibilidades, afasta das disputas eleitorais políticos indesejáveis aos militares, impedindo o registro de suas candidaturas; proíbe

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alianças partidárias para as eleições majoritárias; estabelece vinculação na eleição de presidente e vice; proíbe a mudança de partido pelos eleitos; estabelece condições de representatividade para legalização de partidos e limita tempo de campanha para seis meses antes do pleito.

1965

Eleições em 3 de outubro Governadores (em 12 Estados) e Prefeitos *

Na eleição para prefeito de São Paulo, vence o candidato da UDN, Vicente Faria Lima, apoiado pelo cassado Jânio Quadros. Nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Guanabara vencem candidatos que se opõem ao novo regime. Para que pudessem tomar posse, tiveram que entregar o controle de suas polícias civil e militar estadual ao governo federal. AI 2, baixado por decreto em outubro, determina eleição indireta para presidente e vice, via Colégio Eleitoral; dá ao presidente maior poder de intervir nos estados e municípios, de controlar o Judiciário e o Congresso e extingue os partidos políticos. Ato Complementar estabelece normas para criação de partidos, vedando a utilização de siglas dos partidos extintos (UDN, PSD, PTB, PDC e PSP). Permite a criação de um sistema bipartidário. Os partidos de oposição unem-se para formar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e os governistas se aglutinam na Aliança Renovadora Nacional (ARENA). 1966 AI 3 (fevereiro) estabelece eleições indiretas para governadores e vices, prefeitos e vice das capitais e áreas consideradas de segurança nacional. Cria as sublegendas para prefeitos e senadores. Ato Complementar 19 cria fidelidade partidária, impedindo que qualquer parlamentar votasse em candidatos de outro partido nas eleições indiretas para governadores ou para presidente, sob pena de perda do mandato.

1966

Eleição indireta em 3 de outubro Presidente da República (através do Congresso Nacional) Marechal Arthur da Costa e Silva Vice – Pedro Aleixo População brasileira 85.139.000 pessoas Eleitores aptos a votar 22.374.375 pessoas RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente General* Arthur da Costa e Silva – 294 votos Vice-presidente Deputado Pedro Aleixo – 294 votos

Ato Complementar 23 de 15 de outubro fecha o Congresso Nacional por um mês e concede aos secretários de segurança dos estados a função de censurar os programas políticos de rádio e TV.

Eleições diretas (exceto Governadores) Senadores, Deputados Federais, Governadores (através da Assembléia 34


Legislativa), Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores.

ESTADOS (nomes dos senadores eleitos e correlação de forças entre partidos para a Câmara Federal e as Assembléias Legislativas) Acre População: 193.000 Votantes: 20.334 Brancos: 1.121 (5,51%) Nulos: 362 (1,78%) Senador Adalberto Corrêa Sena (MDB) - 9.632(*) (47,37%) Edgard Pedreira de Cerqueira Filho (Arena) 9.219 (45,34%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 4 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 9 / MDB - 6 Alagoas População: 1.380.000 Votantes: 160.379 Brancos: 17.048 (10,63%) Nulos: 10.970 (6,84%) Senador Teotônio Brandão Vilela (Arena) - 73.737(*) (45,98%) Silvestre Péricles de Góis Monteiro (MDB) - 58.624 (36,55%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 24 / MDB - 11 Amazonas População:870.000 Eleitorado: 160.747 Votantes: 92.506 Branco: 8.011 Nulos: 5.754 Senador Álvaro Botelho Maia (Arena) - 31.194(*) João de Brito Albuquerque Filho (MDB) - 29.164 Vivaldo Palma Lima Filho (Arena) - 10.403 Desiré Guarani e Silva (MDB) - 7.196 (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 5 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 20 / MDB - 10 Bahia População: 6.750.000 Eleitorado: 1.394.598 Votantes: 961.226 Brancos: 130.392 (13,57%) Nulos: 48.506 (5,05%) Senador Candidatos: Aloísio de Carvalho Filho (Arena) - 398.118(*) (41,42%) Tarcilo Vieira de Melo (MDB) - 384.210 (39,97%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 25 / MDB - 6 Deputado Estadual: Arena - 48 / MDB - 12 Ceará População: 3.755.000 Eleitorado: 926.431 Votantes: 658.846 Brancos: 119.063 (18,07%) Nulos: 51.295 (7,79%) Senador Paulo Sarazate (Arena) - 318.150(*) (48,29%) 35


Aderbal Freire (MDB) - 102.752 (15,60%) Cordeiro Neto (MDB) - 35.655 (5,41%) Crisauto Moreira da Rocha (MDB) - 31.931 (4,85%) (*) Eleito Mandato de 4 anos Menezes Pimentel (Arena) - 222.369(*) (35,75%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 16 / MDB - 5 Deputado Estadual: Arena - 49 / MDB - 16 Espírito Santo População:1.427.000 Eleitorado: 377.884 Votantes: 280.513 Brancos: 22.962 (8,19%) Nulos: 21.302 (7,59%) Senador Carlos Fernando Monteiro Lindemberg (Arena) - 73.479(*) (26,19%) Jefferson de Aguiar (Arena) - 46.663 (16,63%) Solon Borges Marques (MDB) - 116.107 (41,39%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 30 / MDB - 13 Goiás População: 2.565.000 Eleitorado: 628.257 Votantes: 462.202 Branco: 47.413 (10,26%) Nulo: 28.873 (6,25%) Senador João Abrão Sobrinho (MDB) - 197.815 (*) (42,80%) José Fleury (Arena) - 188.101 (40,70%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 8 / MDB - 5 Deputado Estadual: Arena - 25 / MDB - 14 Guanabara População:3.977.000 Eleitorado: 1.500.127 Votantes: 1.284.646 Branco: 111.213 (8,66%) Nulos: 196.614 (15,30%) Senador Mário Martins (MDB) - 363.072(*) (28,26%) Benjamin Farah (MDB) - 271.858 (21,16%) Venâncio Igrejas (Arena) - 174.260 (13,56%) Danton Jobin (MDB) - 167.629 (13,05%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 15 Deputado Estadual: Arena - 15 / MDB - 40 Maranhão População: 3.234.000 Eleitorado: 292.443 Votantes: 233.060 Brancos: 17.588 (7,55%) Nulos: 14.594 (6,26%) Senador Clodomir Teixeira Milet (Arena) - 117.218 (*) (50,30%) Eugênio Barros (Arena) 42.926 (18,42%) Antonio Moraes Corrêa (MDB) 40.734 (17,48%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 13 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 31 / MDB - 9 Mato Grosso População:1.254.000

36


Eleitorado: 318.441 Votantes: 212.892 Brancos: 24.725 (11,61%) Nulos: 14.003 (6,58%) Senador Fernando Corrêa da Silva (Arena) - 69.816(*) (32,79%) João Ponce de Arruda (Arena) - 58.245 (27,36%) Henrique Gomes da Silva (MDB) - 46.103 (21,66%) Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 23 / MDB - 7 Minas Gerais População:11.829.000Eleitorado: 3.071.681 Votantes: 2.307.578 Brancos: 503.986 (21,84%) Nulos: 158.259 (6,86%) Senador Milton Campos (Arena) - 979.631 (*) (42,45%) Darcy Bessone de O. Andrade (MDB) - 665.702 (28,85%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 37 / MDB - 11 Deputado Estadual: Arena - 63 / MDB - 19 Pará População: 1.857.000 Eleitorado: 478.683 Votante: 293.668 Brancos: 27.218 (9,27%) Nulos: 21.459 (7,31%) Senador Jarbas Gonçalves Passarinho (Arena) - 204.913(*) (69,78%) Pedro Moura Palha (MDB) - 40.078 (13,65%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 8 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 33 / MDB - 8 Paraíba População: 2.211.000 Eleitorado: 553.055 Votantes: 413.247 Brancos: 21.909 (5,30%) Nulos: 15.521 (3,76%) Senador Rui Carneiro (MDB) - 192.497(*) (46,58%) Aluizio Afonso Campos (Arena) - 183.320 (44,36%) Deputado Federal: Arena - 8 / MDB - 5 Deputado Estadual: Arena (Sublegenda 1) - 20 / Arena (Sublegenda 2) - 5 / MDB 15 Paraná População: 6.450.000 Eleitorado: 1.476.143 Votantes: 1.136.123 Brancos: 51.751 (4,56%) Nulos: 66.190 (5,83%) Senador Ney Braga (Arena) - 660.529(*) (58,14%) Nelson Maculan (MDB) - 273.378 (24,06%) Afonso Camargo Netto (MDB) - 84.275 (7,42%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 20 / MDB - 5 Deputado Estadual: Arena - 37 / MDB - 8 Pernambuco População: 4.620.000 Eleitorado: 999.651 Votantes: 708.407

37


Brancos: 62.545 (8,83%) Nulos: 47.379 (6,69%) Senador Candidatos: João Cleofas de Oliveira (Arena) - 326.915 (*) (46,15%) Armando Queiroz Monteiro Filho (MDB) - 271.568 (38,34%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 19 / MDB - 5 Deputado Estadual: Arena - 51 / MDB - 14 Piauí População: 1.397.000 Eleitorado: 346.029 Votantes: 239.374 Brancos: 19.047 (7,96%) Nulos: 10.208 (4,26%) Senador Petronio Portela Nunes (Arena) - 136.054(*) (56,84%) Solon Correia de Aragão (MDB) - 74.065 (30,94%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 7 / MDB - 1 Deputado Estadual: Arena - 34 / MDB - 8 Rio de Janeiro População: 4.259.000 Eleitorado: 1.323.799 Votantes: 1.025.437 Brancos: 175.271 (17,09%) Nulos: 106.288 (10,37%) Senador Paulo Torres (Arena) - 394.685(*) (38,49%) Augusto de Gregório (MDB) - 349.193 (34,05%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 10 / MDB - 11 Deputado Estadual: Arena - 28 / MDB - 34 Rio Grande do Norte População: 1.274.000 Eleitorado: 398.571 Votantes: 295.884 Brancos: 22.703 (7,67%) Nulos: 15.541 (5,25%) Senador Francisco Duarte Filho (Arena) - 143.315(*) (48,44%) Odilon Ribeiro Coutinho (MDB) - 114.325 (38,64%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 7 / MDB - Não elegeu Deputado Estadual: Arena - 37 / MDB - 3 Rio Grande do Sul População: 6.340.000 Eleitorado: 1.927.796 Votantes: 1.578.515 Brancos: 115.809 (7,34%) Nulos: 152.086 (9,63%) Senador Guido Mondim (Arena) - 322.901(*) (20,46) Mário Mondino (Arena) - 142.662 (9,04%) Sinval Sampaio (Arena) - 206.917 (13,11%) Siegfried Emanoel Heuzer (MDB) - 638.140 (40,43%) (*)Eleito Deputado Federal: Arena - 14 / MDB - 15 Deputado Estadual: Arena - 27 / MDB - 28 Santa Catarina População: 2.579.000 Eleitorado: 789.300

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Votantes: 667.117 Brancos: 61.673 (9,24%) Nulos: 41.399 (6,21%) Senador Celso Ramos (Arena) - 380.245(*) (57%) Cid Caesar de Almeida Pedroso (MDB) - 81.228 (12,18%) Basilio Celestino de Oliveira (MDB) - 102.572 (15,38%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 11 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 34 / MDB - 11 São Paulo População: 15.845.000 Eleitorado : 4.901.494 Votantes: 4.079.811 Brancos: 445.033 (10,91%) Nulos: 581.705 (14,26%) Senador Candidatos: Carlos A. de Carvalho Pinto (Arena) - 1.947.899(*) (47,74%) Araripe Serpa (MDB) - 750.477 (18,39%) Padre Mário Calazans (MDB) - 246.923 (6,05%) Dagoberto Sales Filho (MDB) - 107.774 (2,64%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 32 / MDB - 27 Deputado Estadual: Arena - 62 / MDB - 53 Sergipe População: 834.000 Eleitorado: 215.014 Votantes: 148.617 Brancos: 8.098 (5,45%) Nulos: 5.968 (4,02%) Senador Leandro Maynard Maciel (Arena) - 77.867\(*) (52,39%) Oviedo Teixeira (MDB) 56.684 (38,14%) (*) Eleito Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 1 Deputado Estadual: Arena - 26 / MDB – 6 Territórios Amapá Deputado Federal: Arena - 1 Rondônia Deputado Federal: Arena - 1 Roraima Deputado Federal: Arena - 1 1966 Governo Federal convoca o Congresso em dezembro, através do Ato institucional no. 4, para ratificar Constituição apresentada pelo Executivo. 1967 Embora a Constituição aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional concentrasse mais poderes nas mãos do executivo e legalizasse medidas excepcionais dos Atos Institucionais, os parlamentares ainda conseguiram preservar a imunidade parlamentar (sendo que um parlamentar só poderia ser cassado com autorização da Casa) e direitos individuais e civis fundamentais. Lei no. 5250, de fevereiro, é promulgada para controlar o fluxo de informações por parte da imprensa. Manifestações e passeatas de protesto exigindo a redemocratização e eleições livres e diretas para todos os níveis são organizadas por estudantes, sindicalistas e políticos de oposição.

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1968 Sindicatos, Igreja, estudantes e políticos, apoiados pela imprensa, promovem em junho uma passeata de 100 mil pessoas no centro do Rio. Lei 5.453 estabelece sublegendas para as eleições de senadores e prefeitos. Por serem declarados áreas de segurança nacional, 68 municípios deixam de ter eleições para prefeito. O Governo edita AI 5, que suspende as garantias constitucionais, individuais e o direito de habeas corpus para crimes políticos e dá poderes ditatoriais ao presidente. O Congresso é fechado por tempo indefinido. 1969 AI 7 suspende as eleições parciais que se realizariam. AI 11 estabelece a realização das eleições suspensas pelo AI 7. O presidente Costa e Silva deixa a presidência por doença. AI 12 determina que, enquanto o presidente Costa e Silva estiver afastado da presidência, por doença, a Junta Militar assume suas funções no lugar do vice, Pedro Aleixo. AI 13 dá ao Executivo o poder de banir do país o “brasileiro que se tornar nocivo ou perigoso à segurança Nacional”. AI 14 institui a pena de morte e prisão perpétua em casos de “guerra revolucionária ou subversiva”, depois ratificadas na nova Lei de Segurança Nacional. AI 15 estabelece para 30/11/69 a realização das eleições permitidas pelo AI 11. AI 16 declara extintos os mandatos de Costa e Silva e seu vice, Pedro Aleixo. Reabre o Congresso já sem os deputados cassados pelo AI 5, prorrogando o mandato das mesas do Senado e da Câmara para ratificar a escolha do próximo presidente, escolhido por um grupo de 7 generais. Decreto-Lei 898, conhecido como Lei de Segurança Nacional, dá sustentação legal à repressão de qualquer pessoa que se oponha ao regime militar, proibindo a organização de novos partidos políticos ou a reorganização dos partidos extintos, controlando os meios de comunicação, responsabilizando criminalmente o editor, o proprietário e jornalista que infringisse algum artigo de lei. A censura do regime militar era imposta a priori, impedindo a publicação ou transmissão de certos assuntos, fatos ou opiniões, e a posteriori, proibindo a venda de jornais e revistas já impressos ou a transmissão de programas de rádio e TV já gravados. Para protestar contra a censura, os jornais davam notícias por meio de linguagens simbólicas, para que fossem lidas nas entrelinhas, estampando nas primeiras páginas poemas de Camões, receitas culinárias ou fotografias de animais enjaulados no lugar dos trechos cortados pelos censores.

1969

Eleição indireta em 25 de outubro Presidente da República (através do Congresso Nacional) General Emílio Garrastazu Médici, que,

através da Assessoria especial de Relações Publicas, órgão da presidência, faz uso da propaganda política, principalmente pela TV, que começa a se tornar um fenômeno de massa. O regime moderniza sua comunicação e “milagre econômico”, seleção de futebol tricampeã, dura repressão e censura prévia aos meios de comunicação, associadas aos slogans: “Ninguém 40


segura este país”, Pra frente Brasil” e “Brasil, ameo ou deixe-o”, fazem com que a popularidade de Médici e a aprovação de seu governo ultrapasse a casa dos 70% da população brasileira.

Vice – Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald + Eleições diretas Prefeitos e Vereadores* RESULTADO DA ELEIÇÃO Presidente Gal. Emílio Garrastazu Médici: 293 Abstenções: 75 Vice-presidente Almirante Rademaker

1970

Eleições em novembro Senadores, Deputados Federais, Governadores (através da Assembléia Legislativa), Deputados Estaduais e Vereadores, nas quais o partido governista, a

ARENA, obtém vitória esmagadora sobre o partido oposicionista, o MDB.

RESULTADO DAS ELEIÇÕES (correlação de forças entre partidos) Acre População: 215.000 Eleitorado: 40.104 Votantes: 29.713 Votos nominais: 54.784 Brancos: 4.094 Nulos:548 Senador José Guiomard dos Santos (Arena) - 15.011(*) Geraldo Gurgel de Mesquita (Arena) - 14.972(*) Oscar Passos (MDB) - 12.270 Miguel de Freitas Leite - MDB - 12.081 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 2 / MDB - 1 Deputado Estadual: Arena - 5 / MDB - 4 Alagoas População: 1.439.000 Eleitorado: 274.933 Votantes: 208.652 Votos Nominais: 316.223 Brancos:78.983 Nulos:22.098 Senador Arnon Affonso de Farias Mello (Arena) - 100.635(*) Luiz de Souza Cavalcanti (Arena) - 99.566(*) Aurélio Vianna da Cunha Lima (MDB) - 63.916

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Luiz Gonzaga Mendes de Barros (MDB) - 52.106 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 4 / MDB - 1 Deputado Estadual: Arena - 11 / MDB – 4 Amazonas População: 961.000 Eleitorado: 265.281 Votantes: 122.162 Votos Nominais:197.798 Brancos: 37.188 Nulos: 9.338 Senador José Bernardino Lindoso (Arena) - 59.234(*) José Raimundo Esteves (Arena) - 57.530(*) Manoel José de Andrade Neto (MDB) - 44.802 Edmundo Fernandes Levy (MDB) - 36.232 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 3 / MDB - 11 Deputado Estadual: Arena - 8 / MDB - 4 Bahia População: 7.195.000 Eleitorado: 1.953.576 Votantes: 1.362.073 Votos Nominais: 1.782.921 Brancos: 834.137 Nulos: 107.088 Senador Heitor Dias Pereira (Arena) - 683.221(*) Ruy Santos (Arena) - 672.806(*) Josaphat Marinho (MDB) - 426.894 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 19 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 40 / MDB - 6 Ceará População: 3.992.000 Eleitorado: 1.238.161 Votantes: 882.686 Votos Nominais: 1.304.810 Brancos: 399.292 Nulos: 61.270 Senador Virgílio de Moraes Fernandes Távora (Arena) - 578.902(*) Wilson Gonçalves (Arena) - 407.362(*) Joaquim de Figueiredo Correia (MDB) - 318.546 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 12 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 31 / MDB - 8 Espírito Santo População: 1.586.000 Eleitorado: 494.947 Votantes: 352.239 Votos Nominais: 582.880 Brancos:109.839 Nulos:11.759 Senador Eurico Vieira de Rezende (Arena) - 165.093(*) João de Medeiros Calmon (Arena) - 157.887(*) Solon Borges Marques (MDB) - 150.381 Berredo de Menezes - MDB - 109.519 (*)Eleitos

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Deputado Federal: Arena - 5 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 14 - MDB - 7 Goiás População: 3.010.000 Eleitorado: 890.022 Votantes: 642.006 Votos Nominais: 1.589.099 Brancos: 307.834 Nulos: 29.085 Senador Osires Teixeira (Arena) - 283.296(*) Benedito Vicente Ferreira (Arena) - 282.685(*) Emival Ramos Caiado (Arena) - 278.640(*) Raul Balduíno de Souza (MDB) - 260.272 Pedro Ludovico Teixeira Júnior (MDB) - 249.472 Gerson de Castro Costa (MDB) - 234.734 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 7 / MDB - 4 Deputado Estadual: Arena - 21 / MDB - 12 Guanabara População: 4.394.000 Eleitorado: 1.779.112 Votantes: 1.531.238 Votos Nominais: 3.567.621 Brancos: 560.685 Nulos: 465.808 Senador Nelson Carneiro (MDB) - 760.057(*) Benjamin Farah (MDB) - 752.430(*) Danton Jobim (MDB) - 718.509 Gama Filho (Arena) - 542.400 Gilberto Marinho (Arena) - 518.954 Angelo Mendes de Morais (Arena) - 275.271 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 7 / MDB - 13 Deputado Estadual: Arena - 14 / MDB 30 Maranhão População: 3.776.000 Eleitorado: 470.731 Votantes: 351.850 Votos Nominais: 588.719 Brancos: 120.607 Nulos: 24.374 Senador José Sarney Costa (Arena) - 236.618(*) Alexandre Alves Costa (Arena) - 183.990(*) Epitácio Cafeteira Afonso Pereira (MDB) - 138.111 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 1 Deputado Estadual: Arena - 17 / MDB -4 Mato Grosso População: 1.518.000 Eleitorado: 370.843 Votantes: 271.835 Votos Nominais: 397.073 Brancos: 130.988 Nulos: 15.609 Senador Filinto Müller (Arena) - 170.365(*) Rachid Saldanha Derzi (Arena) - 146.257(*) Plínio Barbosa Martins (MDB) - 80.451 (*)Eleitos

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Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 4 Deputado Estadual: Arena - 16 / MDB - 2 Minas Gerais População: 12.871.000 Eleitorado: 3.769.687 Votantes: 2.829.149 Votos Nominais: 3.627.735 Brancos: 1.833.021 Nulos: 197.542 Senador Magalhães Pinto (Arena) - 1.680.638(*) Gustavo Capanema (Arena) - 1.210.142(*) Camilo Nogueira da Gama (MDB) - 736.955 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 28 / MDB - 7 Deputado Estadual: Arena - 47 / MDB - 12 Pará População: 2.048.000 Eleitorado: 596.838 Votantes: 370.753 Votos Nominais: 483.317 Brancos: 215.818 Nulos:42.371 Senador João Renato Franco (Arena) - 170.094(*) Edward Cattete Pinheiro (Arena) - 157.457(*) Elias Salame da Silva (MDB) - 81.173 Mário Nazareno Machado Sampaio (MDB) - 74.593 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 17 / MDB - 7 Paraíba População: 2.322.000 Eleitorado: 630.584 Votantes: 476.069 Votos Nominais: 833.719 Brancos: 92.092 Nulos: 26.327 Senador Milton Bezerra Cabral (Arena) - 236.462(*) Domício Gondim Barreto (Arena) - 236.080(*) Humberto Coutinho Lucena (MDB) - 185.332 Argemiro de Figueiredo (MDB) - 175.845 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 5 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena -15 / MDB - 9 Paraná População: 8.265.000 Eleitorado: 2.074.356 Votantes: 1.606.437 Votos Nominais: 2.225.536 Brancos: 830.402 Nulos: 156.936 Senador Mattos Leão (Arena) - 852.481(*) Accioly Filho - Arena - 832.616(*) José Richa (MDB) - 540.439 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 19 / MDB - 4 Deputado Estadual: Arena - 38 / MDB - 9 Pernambuco População: 4.908.000

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Eleitorado: 1.316.539 Votantes: 896.923 Votos Nominais: 1.271.413 Brancos: 427.729 Nulos: 94.704 Senador Paulo Pessoa Guerra (Arena) - 488.250(*) Wilson de Queiroz Campos (Arena) - 421.623(*) José Ermírio de Morais (MDB) - 361.540 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 12 / MDB - 3 Deputado Estadual: Arena - 30 / MDB - 9 Piauí População: 1.462.000 Eleitorado: 458.922 Votantes: 349.083 Votos Nominais: 480.495 Brancos: 209.566 Nulos: 8.105 Senador Fausto Gayoso Castelo Branco (Arena) - 199.281(*) Helvídio Nunes de Barros (Arena) - 179.846(*) Josípio da Silva Lustosa (MDB) - 101.368 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 6 / MDB - 1 Deputado Estadual: Arena - 17 / MDB - 4 Rio de Janeiro População: 4.856.000 Eleitorado: 1.600.467 Votantes: 1.275.728 Votos Nominais: 1.715.779 Brancos: 633.677 Nulos: 202.000 Senador Ernani do Amaral Peixoto (MDB) - 467.550(*) Affonso Celso Ribeiro de Castro - MDB - 401.504(*) João Baptista de Vasconcelos Torres (Arena) - 459.545 Heli Ribeiro Gomes (Arena) - 387.090 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 11 / MDB - 7 Deputado Estadual: Arena - 25 / MDB - 17 Rio Grande do Norte População: .333.000 Eleitorado: 42.516 Votantes: 42.401 Votos Nominais: 87.633 Brancos: 84.307 Nulos: 12.862 Senador Dinarte de Medeiros Mariz (Arena) - 185.326(*) Jessé Pinto Freire (Arena) - 173.331(*) Odilon Ribeiro Coutinho (MDB) - 173.331 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 4 / MDB - 2 Deputado Estadual: Arena - 12 / MDB - 6 Rio Grande do Sul População: 6.900.000 Eleitorado: 2.402.204 Votantes: 2.031.032 Votos Nominais: 3.436.892 Brancos: 491.422 Nulos: 133.750

45


Senador Tarso Dutra (Arena) - 929.461(*) Daniel Krieger (Arena) - 864.505(*) Paulo Brossard de Souza Pinto (MDB) - 833.630 Geraldo Otávio Brochado da Rocha (MDB) - 809.296 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 14 / MDB - 12 Deputado Estadual: Arena - 27 / MDB - 23 Santa Catarina População: 2.877.000 Eleitorado: 1.050.006 Votantes: 906.020 Votos Nominais: 1.240.365 Brancos: 517.810 Nulos: 54.465 Senador Antonio Carlos Konder Reis (Arena) - 509.127(*) Lenoir Vargas Ferreira (Arena) - 469.983(*) Romeu Sebastião Neves (MDB) - 261.255 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 9 / MDB - 4 Deputado Estadual: Arena - 25 / MDB - 11 São Paulo População: 17.766.000 Eleitorado: 6.548.835 Votantes: 5.400.898 Votos Nominais: 7.654.333 Brancos: 2.101.327 Nulos: 1.136.136 Senador André Franco Montoro (MDB) - 1.953.868(*) Orlando Gabriel Zancaner (Arena) - 1.944.646(*) Lino de Mattos (MDB) - 1.835.821 Hilário Torloni (Arena) - 1.829.998 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 32 / MDB - 11 Deputado Estadual: Arena - 51 / MDB - 16 Sergipe População: 877.000 Eleitorado: 252.505 Votantes: 167.677 Votos Nominais: 246.200 Brancos: 79.623 Nulos: 335.354 Senador Lourival Baptista (Arena) - 92.094(*) Augusto do Prado Franco (Arena) - 83.699(*) Oviedo Teixeira (MDB) - 70.407 (*)Eleitos Deputado Federal: Arena - 5 / MDB - 4 Deputado Estadual: Arena - 11 / MDB – 4 Territórios Amapá População: 119.000 Eleitorado: 21.423 Votantes: 15.246 Deputado Federal: MDB - 1 / Arena - 1 Rondônia População: 46.000 Eleitorado:15.734 Votantes:8.744 Deputado Federal: MDB - 1 / Arena - 1

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Roraima População: 129.000 Eleitorado: 7.788 Votantes: 4.907 Deputado Federal: Arena - 1 / MDB - não registrou candidato 1971 Decreto-Lei 69.534, de novembro, autoriza o presidente da República a assinar decretos secretos, cujos textos não seriam divulgados em qualquer publicação oficial. 1972 Emenda Constitucional no. 2 torna indiretas eleições de 74 para governadores.

1972

Eleições Prefeitos e Vereadores, nas quais o partido da oposição, o MDB, sai de novo derrotado.

O crescimento industrial e da urbanização, assim como o desenvolvimento da TV brasileira durante os anos do regime militar, fazem com as pesquisas eleitorais adquiram grande importância, ampliando o campo de ação dos poucos institutos de pesquisas de opinião pública. Direcionadas inicialmente à medição da audiência dos programas de TV, as pesquisas de opinião pública passam a ser utilizadas no campo das disputas eleitorais. Com a cassação das lideranças políticas tradicionais, acaba surgindo uma nova leva de políticos mais acostumados ao emprego sistemático dessas pesquisas. Junto a isso, a limitação da realização de eleições diretas aos pleitos municipais já torna possível o trabalho dos institutos de pesquisa na avaliação das tendências e oscilações das preferências do eleitorado dos municípios e regiões específicas. 1973 Lei Complementar no. 15, de outubro, fixa novas regras para a escolha do Presidente da República, através de eleição indireta, via Colégio Eleitoral composto por senadores e Delegados das assembléias legislativas federais e estaduais, dando direito a ambos os partidos, Arena e MDB, de apresentar candidatos. MDB lança anticandidatura de Ulysses Guimarães e Barbosa Lima Sobrinho à presidência e vice-presidência. Com uma atuação tipicamente populista, com comícios, passeatas e discursos improvisados em bares e carrocerias de caminhões, eles atraem a atenção do país, impulsionando uma ampla campanha pelo fim da censura à imprensa. Com o slogan “navegar é preciso, viver não é preciso”, a campanha visa diminuir o clima de medo e imobilização causado pela repressão.

1974

Eleição indireta em 15 de janeiro Presidente da República (através Colégio Eleitoral). General Ernesto Geisel

de

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Vice – Adalberto Pereira dos Santos + Eleições indiretas para Governadores em outubro (através das Assembléias Legislativas que ratificam a indicação do Presidente da República) + Eleições diretas em novembro para Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais.

1974 O partido da oposição, MDB, obtém uma votação maciça, saindo-se vitorioso ao eleger 335 Deputados Estaduais, 160 Deputados Federais e 16 senadores de um total de 24, devido ao fim da censura prévia em parte da imprensa e, principalmente, a volta da propaganda eleitoral e dos debates políticos na TV. A TV, inclusive, privilegiava na propaganda política os candidatos jovens e “bem apanhados”. Orestes Quércia, candidato ao Senado pelo MDB, aparecia como o “galã” do partido, prometendo “levar o sol de São Paulo para Brasília”. Marcos Freire, em Pernambuco, explorava sua imagem de garoto de praia e aparecia em fotos de sunga, saindo do mar. Seu slogan dizia: “Você passaria 15 dias longe da praia? Pois o Marcos vai ficar 8 anos longe do mar, em Brasília, para defender Pernambuco”. A propaganda eleitoral é ainda precária. Como não havia teleprompter, o político, ao vivo, ou improvisava, ou tinha que ler cartazes de cartolina. A palavra ganhava eleição. 1975 Os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro são fundidos numa única unidade da federação. 1976 SNI produz relatório mostrando que o acesso ao rádio e TV ajudou enormemente a vitória do MDB em 74. Geisel edita a Lei no. 6.639 (“Lei Falcão”), que restringe fortemente a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, ao limitar as campanhas eleitorais com a apresentação do nome, número, currículo e foto de cada candidato, não podendo haver divulgação de idéias e de plataformas políticas. Durante o qüinqüênio de Geisel, a censura proibiu 47 filmes, 117 pecas, 840 músicas e milhares de textos jornalísticos.

1976

Eleições em novembro Prefeitos e Vereadores (em todo o país) RESULTADO DAS ELEIÇÕES (correlação de forças entre os partidos) Prefeitos Acre Nomeados – 12 Alagoas Arena - 81 / MDB - 12 / nomeados - 1 Amazonas Arena - 33 / MDB - 1 / nomeados – 10 Bahia Arena - 291 / MDB - 32 / nomeados – 13 Ceará Arena - 133 / MDB - 7 / nomeados – 1 Espírito Santo

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Arena - 46 / MDB - 6 / nomeados – 1 Goiás Arena - 149 / MDB - 70 / nomeados – 4 Maranhão Arena - 120 / MDB - 8 / nomeados - 2 Mato Grosso Arena - 69 / MDB - 7 / nomeados – 17 Minas Gerais Arena - 612 / MDB - 96 / nomeados – 14 Pará Arena - 69 / MDB - 4 / nomeados – 10 Paraíba Arena - 132 / MDB - 38 / nomeados – 1 Paraná Arena - 231 / MDB - 47 / nomeados – 12 Pernambuco Arena - 154 / MDB - 9 / nomeados – 1 Piauí Arena - 108 / MDB - 4 / nomeados – 2 Rio de Janeiro Arena - 35 / MDB - 24 / nomeados – 5 Rio Grande do Norte Arena - 127 / MDB - 22 / nomeados – 1 Rio Grande do Sul Arena - 115 / MDB - 89 / nomeados – 28 Santa Catarina Arena - 156 / MDB - 29 / nomeados 12 São Paulo Arena - 450 / MDB - 101 / nomeados – 20 Sergipe Arena - 65 / MDB - 8 / nomeados - 1 Territórios Amapá Nomeados - 5 Rondônia Nomeados - 5 Roraima Nomeados - 2 1977 O Presidente Ernesto Geisel institui em 14 de abril o “Pacote de Abril” (Emenda Constitucional no. 8) que decreta a criação do Estado do Mato Grosso do Sul, desmembrado do Estado do Mato Grosso, e introduz mudanças nas regras eleitorais, como a volta das sublegendas; a extensão do mandato presidencial para 6 anos; eleições indiretas para governadores; a criação dos senadores “biônicos”, indicados pelo Governo para preencher 1/3 das cadeiras; a extensão das restrições da Lei Falcão sobre o uso do rádio e da TV à todas as eleições; o aumento da representatividade dos territórios e dos estados mais pobres e a diminuição da dos estados mais ricos na Câmara, ao determinar que as bancadas estaduais passassem a ser proporcionais à sua população e não ao seu eleitorado, fixando o número máximo de 55 e mínimo de 6 deputados por estado, além de alterar a composição do Colégio Eleitoral que escolheria o presidente da República. O Congresso é reaberto em 15 de abril. Como as regras da Lei Falcão não se aplicavam ao período não-eleitoral, o MDB organiza um programa nacional de rádio e TV, criticando o Governo e apresentando o seu programa partidário. A repercussão é ampla. Pesquisa do Jornal do Brasil indica que 21 milhões de pessoas (70% da população das grandes cidades) assistiram ao programa, com 69% apoiando totalmente os pontos de vista do partido.

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O Governo caça mandatos de vários deputados e baixa o Ato Complementar no. 104 impedindo o acesso do MDB ao rádio e à TV. 1978 Greve dos metalúrgicos de São Bernardo, lideradas pelo torneiro-mecânico Luis Inácio da Silva, o Lula, desencadeia, de maio a julho, a maior onda de greves em quase todo o país desde a implantação da ditadura. Participam destes movimentos grevistas metalúrgicos e operários de diversas indústrias, portuários, motoristas de ônibus, trabalhadores rurais, bancários, professores, médicos e outros servidores públicos de diversas regiões do país, com reivindicações de cunho salarial. Congresso aprova em 13 de outubro um pacote de reformas políticas (Emenda Constitucional no. 11) que levaria à extinção do AI 5 em janeiro de 79 e à “abertura” do regime, pois, além de restabelecer o direito de habeas corpus e a independência do Judiciário, o presidente abdicaria do poder de caçar mandatos, suspender direitos políticos e fechar o Congresso e a Câmara. O Colégio Eleitoral ratifica em 15 de outubro a escolha do general João Batista Figueiredo para a Presidência da República. No dia 17, Geisel envia ao Congresso nova legislação que elimina a pena de morte e prisão perpétua.

1978

Eleição indireta Presidente da República (através de Colégio Eleitoral) General João Batista de Oliveira Figueiredo Vice – Antônio Aureliano Chaves de Mendonça + Eleições diretas (exceto Governadores) Senadores (1/3 das cadeiras – 1/3 ainda tinha mandato e o outro 1/3 seria indicado: “senadores biônicos”), Deputados Federais, Governadores (através de Colégio Eleitoral) e Deputados Estaduais RESULTADO DAS ELEIÇÕES Presidente Gal. João Baptista de Oliveira Figueiredo: 355(*) Gal. Euler Bentes Monteiro: 255 (*)Eleito ESTADOS (correlação de forças) Acre População: 301.303 Eleitorado: 92.795 Votantes: 70.270 Senador Brancos: 4.575 Nulos: 3.270 Jorge Kalume (Arena) - 22.736(*) Alberto Guadagnini Zaire (MDB) - 16.062 Oscar Passos (MDB) - 14.340 Clovis de Azevedo Maia (MDB) - 781

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(*)Eleito Deputados Federais: Arena - 3 / MDB - 3 Deputados Estaduais: Arena - 9 / MDB - 9 Alagoas População: 1.982.591 Eleitorado: 520.294 Votantes: 412.086 Senador Brancos: 30.256 Nulos: 34.399 Luiz de Souza Cavalcante (Arena) - 189.728(*) José Moura Rocha (MDB) - 157.703(*) (*)Eleitos Deputados Federais: Arena - 5 / MDB - 2 Deputados Estaduais: Arena - 14 / MDB - 7 Amazonas População: 1.430.089 Eleitorado: 389.325 Votantes: 281.399 Senador Brancos: 22.897 Nulos: 28.627 João Bosco Ramos de Lima (Arena) - 71.110(*) Fábio Pereira de Lucena Bittencourt (MDB) - 79.181 Maria Júlia Rodrigues (MDB) - 24.015 Félix Valois Coelho (MDB) - 11.631 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 4 / MDB - 2 Deputados Estaduais: Arena - 11 / MDB - 7 Bahia População: 9.454.346 Eleitorado: 3.219.772 Votantes: 2.238.573 Senador Brancos: 266.028 Nulos: 197.153 Antonio Lomanto Jr. (Arena) - 1.145.425(*) Newton Macedo Campos (MDB) - 81.367 Rômulo Almeida (MDB) - 516.146 Hermógenes Príncipe (MDB) - 32.454 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 24 / MDB - 8 Deputados Estaduais: Arena - 43 / MDB - 13 Ceará População: 5.288.253 Eleitorado: 1.924.702 Votantes: 1.524.412 Senador Brancos: 129.066 Nulos: 45.495 José Lins de Albuquerque (Arena) - 758.817 Chagas Vasconcelos (MDB) - 591.034 Deputados Federais: Arena - 15 / MDB - 5 Deputados Estaduais: Arena - 33 / MDB – 11 Espírito Santo População: 2.023.340 Eleitorado: 727.735 Votantes: 612.740 Senador Brancos: 46.496 Nulos: 49.260 Moacy Dalla (Arena) - 131.642 (*)

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Ferdinand Barredo de Menezes (MDB) - 114.300 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 5 / MDB - 3 Deputados Estaduais: Arena - 14 / MDB - 10 Goiás População: 3.859.602 Eleitorado: 1.574.718 Votantes: 1.167.010 Senador Brancos: 101.738 Nulos: 84.989 Jarmund Nasser (Arena) - 218.119 Osires Teixeira (Arena) - 205.604 Jonas Ferreira Alves Duarte (Arena) - 20.447 Henrique Santillo (MDB) - 347.298(*) Juarez Bernardes (MDB) - 188.815 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 8 / MDB - 6 Deputados Estaduais: Arena - 21 / MDB – 17 Maranhão População: 3.996.404 Eleitorado: 1.077.915 Votantes: 758.306 Senador Brancos: 69.994 Nulos: 49.910 José Sarney (Arena) - 409.633 José Mário Ribeiro da Costa (MDB) - 161.872 Deputados Federais: Arena - 10 / MDB - 2 Deputados Estaduais: Arena - 31 / MDB – 5 Mato Grosso População: 1.134.691 Eleitorado: 372.332 Votantes: 273.931 Senador Brancos: 58.857 Nulos: 7.575 José Benedito Canellas (Arena) - 125.434(*) José Garcia Neto (Arena) - 82.065 Vaga B Brancos: 39.918 Nulos: 13.117 Vicente Emílio Vuolo (Arena) - 47.565 (**) Bento de Souza Porto (Arena) - 43.720 Joaquim Nunes Rocha (Arena) - 31.939 José Casal de Rey Jr. (MDB) - 5.616 Raimundo Pombo Moreira da Cruz (MDB) - 83.381 Edegard Nogueira Borges (MDB) - 8.675 (*)Eleito (**)Eleito para 4 anos Deputados Federais: Arena - 6 / MDB - 2 Deputados Estaduais: Arena - 18 / MDB - 6 Mato Grosso do Sul População: 1.369.567 Eleitorado: 523.059 Votantes: 378.876 Senador Brancos: 28.502 Nulos: 28.043 Pedro Pedrossian (Arena) - 134.338(*) José Manoel Fontanillas Fragelli (Arena) - 45.885 Plínio Barbosa Martins (MDB) - 130.652

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Humberto Neder (MDB) - 11.456 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 4 / MDB - 2 Deputados Estaduais: Arena - 11 / MDB - 7 Minas Gerais População: 13.378.553 Eleitorado: 5.400.733 Votantes: 4.460.145 Senador Brancos: 656.165 Nulos: 398.606 Tancredo de Almeida Neves (MDB) - 1.641.915(*) Fernando Jorge Fagundes Neto (Arena) - 893.772 Israel Pinheiro Filho (Arena) - 774.525 Alfredo José de Campos Melo (MDB) - 95.162 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 28 / MDB - 19 Deputados Estaduais: Arena - 42 / MDB - 29 Pará População: 3.403.391 Eleitorado: 1.037.099 Votantes: 792.758 Senador Brancos: 124.375 Nulos: 73.744 Aloysio da Costa Chaves (Arena) - 293.837(*) Silvio Augusto de Bastos Meira (Arena) - 38.424 Julio Costa de Viveiros (MDB) - 152.693 Pedro Augusto de Moura Palha (MDB) - 109.685 (*)Eleito Deputados Federais Arena - 6 / MDB - 4 Deputados Estaduais Arena - 19 / MDB - 11 Paraíba População: 2.770.176 Eleitorado: 1.012.967 Votantes: 768.566 Senador Brancos: 48.332 Nulos: 48.469 Ivan Bichara Sobreira (Arena) - 303.154 Humberto Coutinho de Lucena (MDB) - 269.795(*) João Bosco Braga Barreto (MDB) - 50.032 Ary José da Silva Ribeiro (MDB) - 48.784 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 7 / MDB - 4 Deputados Estaduais: Arena - 22 / MDB - 11 Paraná População: 7.629.392 Eleitorado: 3.565.871 Votantes: 2.639.050 Senador Brancos: 208.183 Nulos: 197.761 Túlio Vargas (Arena) - 1.083.573 José Richa (MDB) - 895.013(*) Enéas Eugênio Pereira de Faria (MDB) - 254.520 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 19 / MDB - 15 Deputados Estaduais: Arena - 34 / MDB - 24

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Pernambuco População: 6.141.993 Eleitorado: 2.018.686 Votantes: 1.527.005 Senador Brancos: 76.993 Nulos: 101.923 Nilo de Souza Coelho (Arena) - 367.720(*) Cid Feijó Sampaio (Arena) - 325.777 Jarbas de Andrade Vasconcelos (MDB) - 654.592 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 14 / MDB - 8 Deputados Estaduais: Arena - 30 / MDB - 16 Santa Catarina População: 3.627.933 Eleitorado: 1.654.723 Votantes: 1.428.137 Senador Brancos: 93.871 Nulos: 101.652 Wilmar Dallanhol (Arena) - 409.664 Aroldo carneiro de Carvalho (Arena) - 196.765 Jayson Tupy Barreto (MDB) - 465.930(*) Dejandir Dal Pasquale (MDB) - 160.255 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 9 / MDB - 7 Deputados Estaduais: Arena - 23 / MDB - 17 Piauí População: 2.139.021 Eleitorado: 755.544 Votantes: 598.253 Senador Brancos: 31.837 Nulos: 16.191 Dirceu Mendes Arcoverde (Arena) - 290.218(*) Alberto Tavares Silva (Arena) - 260.007 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 8 / MDB - O Deputados Estaduais: Arena - 21 / MDB - 3 Rio de Janeiro População: 11.291.520 Eleitorado: 5.141.852 Votantes: 4.494.128 Senador Brancos: 523.635 Nulos:489.019 Sandra Cavalcanti (Arena) - 1.016.228 João Baptista de Vasconcelos Torres (Arena) - 280.346 Nelson de Souza Carneiro (MDB) - 2.184.900(*) (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 11 / MDB - 35 Deputados Estaduais: Arena - 18 / MDB - 52 Rio Grande do Norte População: 1.898.172 Eleitorado: 719.213 Votantes: 564.932 Senador Brancos: 32.655 Nulos: 39.965 Jessé Pinto Freire (Arena) - 233.087(*) José de Souza Martins Filho (Arena) - 32.604 Alvaro Coutinho da Mota (Arena) - 18.745

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Radir Pereira de Araújo (MDB) - 169.415 Francisco de Oliveira Rocha (MDB) - 38.461 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 5 / MDB - 3 Deputados Estaduais: Arena - 15 / MDB – 9 Rio Grande do Sul População: 7.773.837 Eleitorado: 3.541.669 Votantes: 3.129.585 Senador Brancos: 174.766 Nulos: 112.219 Mario Bernardino Ramos (Arena) - 620.405 José Mariano da Rocha Filho (Arena) - 329.982 Fernando Affonso Gay da Fonseca (Arena) - 140.744 Pedro Jorge Simon (MDB) - 1.751.469 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 14 / MDB - 18 Deputados Estaduais: Arena - 25 / MDB - 31 São Paulo População: 25.040.712 Eleitorado: 10.241.247 Votantes: 9.095.452 Senador Brancos: 1.154.395 Nulos: 925.455 Claudio Salvador Lembo (Arena) - 1.225.730 André Franco Montoro (MDB) - 4.517.456(*) Fernando Henrique Cardoso (MDB) - 1.272.416 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 18 / MDB - 37 Deputados Estaduais: Arena - 26 / MDB - 53 Sergipe População: 1.140.121 Eleitorado: 352.650 Votantes: 285.667 Senador Brancos: 17.388 Nulos: 17.410 José Passos Porto (Arena) - 84.500(*) Heráclito Guimarães Rollemberg (Arena) - 66.336 Paulo Amaral Lopes (Arena) - 11.298 José Carlos Mesquita Teixeira (MDB) - 77.907 Lucilo da Costa Pinto (MDB) - 6.490 Marcos Vieira (MDB) - 4.338 (*)Eleito Deputados Federais: Arena - 4 / MDB - 2 Deputados Estaduais: Arena - 12 / MDB – 6 Territórios Roraima Nao houve eleições para senadores e deputados estaduais Deputados Federais: Arena - 2 / MDB - 0 Rondônia Nao houve eleições para senadores e deputados estaduais Deputados Federais: Arena - 1 / MDB - 1 Amapá Nao houve eleições para senadores e deputados estaduais Deputados Federais: Arena - 1 / MDB - 1

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1979 Revogação, em janeiro, dos atos de banimento de antigos prisioneiros políticos e fim do AI 5. Sanção da lei da “anistia” (Lei 6.683), em agosto, permitindo a volta de brasileiros exilados, entre eles importantes líderes políticos como Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Luis Carlos Prestes e Miguel Arraes, que também têm seus direitos políticos restaurados, podendo, assim, participar do processo político. Organizações clandestinas de extrema-direita cometem 3 atos terroristas. O MDB não parava de crescer desde 74 e o bipartidarismo passava a incomodar o regime militar, já que os votos dados ao partido eram contra o governo, adquirindo assim caráter plebiscitário. O governo cria, então, em dezembro, parâmetros para o retorno do pluripartidarismo com o intuito de criar rivalidades entre os líderes da oposição, dividindo-a. Ao instituir a nova Lei Orgânica dos Partidos, o Governo extingue a Arena, partido em decadência, e o MDB, no auge de seu prestígio político-eleitoral e estabelece uma série de exigências legais para a organização de novos partidos. Para dificultar o ressurgimento do MDB, é exigido mudança de nome das novas siglas, com o uso da palavra partido. O MDB limita-se a adicionar tal palavra a seu nome antigo (tornando-se PMDB), imprimindo, em todas as publicações partidárias o “P” em cores suaves e o “MDB” em cores fortes e contrastantes; a mesma Lei proíbe coligações nas eleições legislativas e estabelece ainda que para conseguir o registro provisório, os partidos precisariam obter, na eleição seguinte para a Câmara dos Deputados, 5% dos votos nacionais, com pelo menos 3% em cada um dos estados. Não obtendo esse desempenho, os partidos perderiam sua representação no Congresso e nas assembléias estaduais. O Governo faz o máximo para dificultar a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), ao colocar no parágrafo 3, item III do artigo 5 da nova Lei Orgânica dos Partidos, que: “não se poderá utilizar denominação partidária com base em credos religiosos ou sentimento de classe”. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém, aprova o registro do partido. 1980 Emenda Constitucional no. 14 de setembro determina a prorrogação dos mandatos dos prefeitos e vereadores até janeiro de 83, para que as suas eleições coincidam com as eleições de novembro de 82 para deputados estaduais e federais, senadores e governadores. Em outubro, todos os partidos já haviam atendido às exigências para o registro provisório, sendo que só teriam o registro definitivo após as eleições de 82. Aprovado o programa do novo partido governista, o Partido Democrático Social (PDS). O Partido dos Trabalhadores (PT), uma agremiação política que se forma fora das instituições parlamentares e que tem como líder um sindicalista, Luis Inácio da Silva (o Lula), se institucionaliza. A Deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente Getúlio Vargas, obtém no TSE a sigla do Partido Trabalhista Brasileira (PTB), seguindo uma estratégia do governo militar de não permitir que essa sigla fosse obtida pelo renomado líder oposicionista, Leonel Brizola, maior liderança do trabalhismo no país, que teve que criar seu partido sob outra sigla: o PDT (Partido Democrático Trabalhista). Tancredo Neves lança o plano de ação política do Partido Popular (PP). 1981 No dia 30 de abril, uma bomba explode nas mãos de um sargento do exército no Riocentro, num show de MPB para 20 mil pessoas, em comemoração ao Dia do Trabalho. O acontecimento, que ficou conhecido como o “atentado do Riocentro”, tem grande repercussão negativa, provocando a demissão do chefe da Casa Civil do governo, general Golbery do Couto e Silva, bem como o desgaste da imagem do exercito e do SNI e o enfraquecimento dos setores de “linha dura” do regime militar, com a aceleração do processo de abertura. 1982 O Congresso aprova em janeiro o “Pacote de Novembro”, baixado pelo presidente Figueiredo para obrigar os partidos a terem candidatos em todos os níveis, impedindo coligações para governador e prefeitos. Cheio de dispositivos, esta lei

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proíbe filiados de partidos incorporados, a se filiarem ao partido que incorporou, cria o “voto vinculado”, obrigando eleitor a escolher candidatos de um mesmo partido para todos os cargos em disputa na eleição e permite a renúncia de um candidato somente se seu partido desistir da eleição, para impedir que o desistente apóie outros candidatos, driblando a vinculação de votos. O presidente Figueiredo institui em junho a Emenda Constitucional no. 22 que transforma o Território de Rondônia em Estado, aumenta os mandatos municipais para 6 anos, eleva para 2/3 quórum para mudanças constitucionais, proíbe o voto de legenda, exige que o eleitor escreva, numa cédula padrão, o nome ou o numero dos candidatos aos cargos em disputa, altera novamente a conformação do Colégio Eleitoral e adia a eleição indireta do presidente da República de outubro de 84 para 15 de janeiro de 85. A propaganda eleitoral na TV é liberalizada. O PP (de Tancredo Neves) se desfaz e se incorpora ao PMDB. Embora o PTB, PDT e PT tenham apresentado candidatos próprios a todos os cargos, o voto vinculado e a fusão do PP ao PMDB restabeleceram, na essência, o caráter bipartidário e plebiscitário do sistema eleitoral do regime militar. As políticas monetárias aplicadas pelos governos militares anteriores a 1979, trazem o Brasil a um endividamento externo gigantesco, calculado em 100 milhões de dólares, o que acaba provocando uma grande crise econômica no período do governo do general João Batista Figueiredo, com recessão, desemprego, e descontrole inflacionário.

1982

Eleições Senadores, Deputados Federais, Governadores (as primeiras diretas desde 64), Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores

RESULTADO DAS ELEIÇÕES (correlação de forças entre partidos) Acre Eleitorado: 115.474 População: 301.303 Votantes: 86.556 Brancos: 4.214 (4,87%) Nulos: 4.305 (4,97%) Governador e vice Nabor Teles da Rocha Junior / Iolanda Lima Fleming (PMDB) - 36.369(*) (42,02%) Jorge Kalume / Walter Leitão Prado (PDS) - 33.879 (39,14%) Nilson Moura Leite/Antonio Rozendo de Oliveira (PT) - 4.637 (5,36%) Natalino da Silveira Brito/Guilherme Zaire (PTB) - 3.152 (3,64%) (*)Eleitos Senador Mário Maia (PDS) - 32.852(*) (37,95%) Laélia Cantreira Agra de Alcântara (PMDB) - 2.195 (2,54%) Said Abrahim Farhat (PDS) - 20.341 (23,50%) Francisco Diógenes de Araujo (PDS) - 10.874 (12,56%) Omar Sabino de Paula (PDS) - 2.450 (2,83%) Sylvio Niemeyer (PT) - 2.491 (2,88%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 4 / PMDB - 4 Deputados estaduais: PDS - 11 / PMDB - 12 / PT - 1 Alagoas Eleitorado: 734.418 População:1.982.591 Total de votantes: 564.062 Votos brancos: 75.807 (13,44%) Votos nulos: 23.501 (4,17%)

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Governador e vice Divaldo Suruagy/José de Medeiros Tavares (PDS) - 257.898(*) (45,72%) José de Oliveira Costa/José Humberto Vilar Torres (PMDB) -206.856 (36,67%) (*)Eleitos Senador Guilherme Soares Palmeira (PDS) - 256.581(*) (45,49%) José Moura Rocha (PMDB) - 202.573 (35,91%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 5 / PMDB - 3 Deputados Estaduais: PDS - 15 / PMDB - 9 Prefeitos: PDS - 81 / PMDB -14 Amazonas Eleitorado: 547.782 População:1.430.089 Votantes: 401.125 Brancos: 14.169 (3,53%) Nulos: 12.029 (3%) Governador e vice Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo/Manoel Henrique Ribeiro (PMDB) 201.182(*) (50,15%) Josué Claudio de Souza Filho/Mário Haddad (PDS) - 164.190 (40,93%) Oswaldo Gomes Coelho/Simpliciano Barroso de Souza (PT) - 5.352 (1,33%) Plínio Ramos Coelho/Clíovis Lemos Aguiar (PTB) - 4.203 (1,05%) (*)Eleitos Senador Fábio Pereira de Lucena Bittencourt (PMDB) - 186.448 (46,48%) José Bernardino Lindoso (PDS) - 87.504 (21,81%) Sadie Rodrigues Hauache (PDS) - 63.832 (15,91%) Domingos Sávio Ramos de Lima (PDS) - 8.893 (2,22%) Marlene Pardo (PT) - 4.479 (1,12%) Evandro Correia Dias (PT) - 902 (0,22%) Edmundo Fernandes Levi (PTB) - 3.807 (0,95%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 4 / PMDB - 4 Deputados Estaduais: PDS - 11 / PMDB - 13 Prefeitos: PDS - 38 / PMDB-11 Bahia Eleitorado: 4.285.922 População: 9.454.346 Votantes: 3.147.235 Brancos: 366.923 (11,66%) Nulos: 101.666 (3,23%) Governador e vice João Durval Carneiro/Edvaldo de Oliveira Flores (PDS) - 1.623.422(*) (51,58%) Edival Passos Souza/José Gomes Novais (PT) - 25.113 (0,80%) Roberto Figueira Santos/Rômulo Barreto Almeida (PMDB) -1.030.111 (32,73%) (*)Eleitos Senador Luiz Viana Filho (PDS) - 1.583.008(*) (50,30%) Sérgio Vladimiro Guimarães (PT) - 24.421 (0,87%) Francisco Valdir Pires de Souza (PMDB) - 991.988 (31,52%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 25 / PMDB - 14 Deputados Estaduais: PDS - 40 / PMDB - 23 Prefeitos: PDS - 282 / PMDB - 41 Ceará Eleitorado: 2.498.671 População: 5.288.253 Votantes: 1.956.747 Brancos: 277.090 (14,16%) Nulos: 41.687 (2,13%)

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Governador e vice Luis de Gonzaga Fonseca Mota/José Adauto Bezerra (PDS) - 1.149.259(*) (58,73%) Américo Barreira/Manoel Dias da Fonseca Neto (PT) - 9.956 (0,51%) Carlos Mauro C. Benevides/Osíres Pontes (PMDB) - 478.755 (24,47%) (*)Eleitos Senador Virgílio de Moraes Fernandes Távora (PDS) - 1.120.069(*) (57,24%) Francisco Willian de M. Medeiros (PT) - 9.478 (0,48%) Dorian Sampaio (PMDB) - 463.496 (23,69%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 17 / PMDB - 5 Deputados Estaduais: PDS - 34 / PMDB - 12 Prefeitos: PDS - 136 / PMDB - 4 Espírito Santo Eleitorado: 971.658 População: 2.023.340 Votantes: 825.934 Brancos: 63.859 (7,73%) Nulos: 19.449 (2,35%) Governador e vice Gerson Camata/José Moraes (PMDB) - 448.074(*) (54,25%) Carlos Alberto Lindenberg Von Schilgen/José Maria M. F. Rosa (PDS) - 282.728 (34,23%) Oswaldo Mármore/Celina Duarte Rodrigues (PDT) - 1.236 (0,15%) Perly Cipriano/Maria José Machado (PT) - 10.588 (1,28%) (*)Eleitos Senador José Ignácio Ferreira (PMDB) - 186.275(*) (22,55%) Camilo Cola (PDS) - 198.385 (24,02%) Setembrino Idwaldo Netto Pelissari (PDS) - 78.676 (9,53%) Vicente Silveira (PDS) 13.048 (1,58%) Guilherme Ataualpha Montzuma Breder (PDT) - 1.144 (0,14%) Rogério Sarlo de Medeiros (PT) - 10.176 (1,23%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS- 4 / PMDB - 5 Deputados Estaduais: PDS - 11 / PMDB - 16 Prefeitos: PDS - 25 / PMDB - 31 Goiás Eleitorado: 2.063.128 População: 3.859.602 Total votantes: 1.560.420 Brancos: 82.324 (5,28%) Nulos: 33.070 (2,12%) Governador e vice Iris Rezende Machado/Onofre Quinan (PMDB) - 964.179(*) (61,79%) Otávio Lage de Siqueira/Benedito Vicente Ferreira (PDS) - 470.184 (30,13%) Paulo César Timim/Freimund Brockes JR. (PDT) - 845 (0,05%) Athos Magno C. Silva/Parcival M. Coelho (PT) - 9.818 (0,63%) Senador Mauro Borges Teixeira (PMDB) - 599.601(*) (38,43%) Lázaro Ferreira Barbosa (PMDB) - 313.109 (20,07%) Rui Brasil Cavalcante Jr. (PDS) - 358.179 (22,95%) Osires Teixeira (PDS) - 103.353 (6,62%) José Arimatéia Silva (PDT) - 714 (0,05%) Paulo Augusto de Faria (PT) - 9.341 (0,60%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 5 / PMDB - 11 Deputados Estaduais: PDS - 13 / PMDB - 27 Prefeitos: PDS - 58 / PMDB - 183 Maranhão Eleitorado:1.447.578

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População: 3.996.404 Votantes:1.057.112 Brancos: 148.558 (14,05%) Nulos: 32.338 (3,06%) Governador e vice Luís Alves Coelho Rocha/João Rodolfo Ribeiro Gonçalves (PDS) - 673.916(*) (63,75%) Reginaldo Carvalho Teles de Souza/Osenilde Bernal Martim (PDT) - 12.738 (1,20%) Osvaldo de Alencar Rocha/Sebastião Alves de Brito (PT) - 8.643 (0,82%) Cesário Guilherme Coimbra/Faustino Aragão Câmara (PTB) - 632 (0,06%) Renato Bayma Archer da Silva/Manuel Aureliano Ferreira Neto (PMDB) - 180.287 (17,05%) (*)Eleitos Senador João Castelo Ribeiro Gonçalves (PDS) - 631.853(*) (59,77%) Luís Fernando Freire (PDS) - 59.840 (5,66%) Maria Clay Moreira Lima Lago (PDT) - 12.511 (1,18%) Oliveiros Pereira Santiago (PT) - 8.480 (0,80%) Manoel de Vera Cruz R. Marques (PTB) - 530 (0,05%) João Mota de Queiroz (PMDB) - 172.187 (16,29%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 14 / PMDB - 3 Deputados Estaduais: PDS - 33 / PMDB - 8 Prefeitos: PDS - 124 / PMDB - 5 / PT - 1 Mato Grosso Eleitorado: 580.483 População: 1.138.691 Votantes: 430.310 Brancos: 21.432 (4,98%) Nulos: 14.609 (3,39%) Governador e vice Júlio José de Campos/Wilmar Peres de Farias (PDS) - 203.605(*) (47,32%) Anacleto Ciocari/Olímpio Rondon de Arruda (PDT) - 899 (0,21%) João Antonio Cabral de Monlevade/Daphne Adriane F. da Silva (PT) - 887 (0,21%) Raimundo da C. Pombo M. da Cruz/Louremberg Ribeiro Nunes Rocha (PMDB) 188.878 (43,89%) (*)Eleito Senador Roberto de Oliveira Campos (PDS) - 147.203(*) (34,21%) Edvaldo Valeriano de C. Filho (PDT) - 830 (0,19%) Astério Lacerda de Melo Franco (PT) - 847 (0,20%) José Garcia Neto (PMDB) - 106.734 (24,80%) Vicente Bezerra Neto (PMDB) - 71.850 (16,70%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 4 / PMDB - 4 Deputados Estaduais: PDS - 13 / PMDB - 11 Prefeitos: PDS - 37 / PMDB - 16 Mato Grosso do Sul Eleitorado: 752.329 População:1.369.567 Votantes: 553.470 Brancos: 33.371 (6,03%) Nulos: 14.808 (2,68%) Governador e vice Wilson Barbosa Martins/Ramez Tebet (PMDB) - 258.192(*) (46,65%) José Elias Moreira/Carlos Setephanini (PDS) - 237.144 (42,85%) Wilson Fadul/Nilo Odirlei M. Ribas (PDT) - 5.414 (0,98%) Antonio Carlos de Oliveira/Antonio Cardoso da Cunha (PT) - 4.541 (0,82%) (*)Eleitos Senador Marcelo Miranda Soares (PMDB) - 158.280(*) (28,60%)

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Antonio Mendes Canale (PMDB) - 92.106 (16,64%) Italívio Coelho (PDS) - 138.412 (25,01%) Valdomiro Gonçalves (PDS) - 73.404 (13,26%) Walter de Castro (PDS) - 18.869 (3,41%) Wilson Grunewaldt (PDT) - 4.953 (0,89%) José Mirra (PT) - 4.260 (0,77) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 4 / PMDB - 4 Deputados Estaduais: PDS - 12 / PMDB - 12 Prefeitos: PDS 32 / PMDB - 18 Minas Gerais Eleitorado: 6.738.879 População:13.378.553 Votantes:5.823.541 Brancos: 459.479 (7,89%) Nulos: 147.160 (2,53%) Governador e vice Tancredo de Almeida Neves/Hélio Carvalho Garcia (PMDB) - 2.667.595(*) (54,81%) Eliseu Rezende/Crispim Jacques Bias Fortes (PDS) - 2.424.197 (41,63%) Theotônio dos Santos Jr./ Maria Felicia de R. Macedo (PDT) - 11.160 (0,19%) Sandra Starling de Azevedo/Milton de Freitas Carvalho (PT) -113.950 (1,96%) (*)Eleitos Senador Itamar Augusto Cantiero Franco (PMDB) - 2.398.361(*) (41,18%) Simão Viana da Cunha Pereira (PMDB) - 164.100 (2,82%) João Marques de Vasconcelos (PDS) - 1.174.027 (20,16%) Fernando Jorge Fagundes Neto (PDS) - 1.135.095 (19,49%) Wilson Carneiro Vidigal (PDT) - 10.400 (0,18%) Joaquim José de Oliveira (PT) - 107.099 (1,84%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 26 / PT - 1 / PMDB - 27 Deputados Estaduais: PDS - 37 / PT - 1 / PMDB - 40 Prefeitos: PDS - 460 / PMDB - 248 Pará Eleitorado: 1.475.009 População: 3.403.391 Votantes: 1.099.794 Brancos: 63.365 (5,76%) Nulos: 54.631 (4,97%) Governador e vice Jader Fontenelle Barbalho/Laércio Dias Franco (PMDB) - 501.605 (*) (45,61%) Oziel Rodrigues Carneiro/Zeno Augusto Bastos Veloso (PDS) - 461.969 (42,01%) Hélio Vieira Dourado/Otávio Sales de Souza (PT) - 11.010 (1%) Mário Nazareno M. Sampaio/Raimundo de França Chaves (PTB) - 7.214 (0,66%) (*)Eleitos Senador Jarbas Gonçalves Passarinho (PDS) - 445.628 (40,52%) Hélio Gueiros Mota (PMDB) - 225.120 (20,47%) João de Paiva Menezes (PMDB) - 176.124 (16,01%) Itair Sá da Silva (PMDB) - 73.054 (6,64%) Manoel Francisco F. de Almeida (PT) - 10.436 (0,95%) Carlos Costa de Oliveira (PTB) - 6.812 (0,62%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 7 / PMDB - 8 Deputados Estaduais: PDS - 19 / PMDB - 20 Prefeitos: PDS - 48 / PMDB - 30 Paraíba Eleitorado: 1.275.613 População: 2.770.176 Votantes: 964.252 Brancos: 70.291 (7,29%)

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Nulos: 22.042 (2,29%) Governador e vice Wilson Leite Braga/ (PDS) - 509.855(*) (52,88%) Francisco Derly Pereira/José Olimpio Araújo (PT) - 3.918 (0,41%) Antonio M. da Silva Mariz/Mário Silveira (PMDB) - 358.146 (37,14%) (*)Eleitos Senador Marcondes Iran Benevides Gadelha (PDS) - 321.917(*) (33,39%) Idalmo da Silva (PT) - 3.730 (0,39%) Pedro Moreno Gondini (PMDB) - 257.429 (26,70%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 7 / PMDB - 5 Deputados Estaduais: PDS - 22 / PMDB - 14 Prefeitos: PDS - 134 / PMDB - 36 Paraná Eleitorado: 4.144.310 População: 7.629.392 Votantes: 3.209.750 Brancos: 239.944 (7,48%) Nulos: 74.560 (2,32%) Governador e vice José Richa/João Elisio Ferraz de Campos (PMDB) - 1.715.842 (*) (53,46%) Saul Raiz/João Paulino Vieira Filho (PDS) - 1.130.475 (35,33%) Edson Carlos Pereira Sá/Zulmira de Meneses Simões (PDT) - 6.679 (0,21%) Edésio Franco Passos/José Luiz da Silveira Baldy (PT) - 12.048 (0,38%) Hamilton Vilela Magalhães/Walter Motta Campos (PTB) - 30.202 (0,94%) (*)Eleitos Senador Álvaro Fernandes Dias (PMDB) - 1.668.495(*) (51,98%) Ney Aminthas de Barros Braga (PDS) - 1.120.886 (34,92%) José Raimundo Leite Matos (PDT) - 6.314 (0,20%) Manoel Izaias de Santana (PT) - 11.722 (0,37%) Affonso Antoniuk (PTB) - 29.565 (0,92%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS -14 / PMDB - 20 Deputados Estaduais: PDS - 24 / PMDB - 34 Prefeitos: PDS - 126 / PMDB - 172 Pernambuco Eleitorado: 2.542.935 População: 6.141.993 Votantes: 1.953.216 Brancos: 154.406 (7,91%) Nulos: 57.052 (2,92%) Governador e vice Roberto Magalhães Melo/Gustavo Krause Gonçalves Sobrinho (PDS) - 913.774 (*) (46,78%) Manoel Conceição Santos/Antonio Carlos Rios (PT) - 4.027 (0,21%) Antonio Melo Costa/José Heleno da Veiga e Seixas (PTB) - 7.872 (0,40%) Marcos de Barros Freire/Fernando de Vasconcelos Coelho (PMDB) - 816.085 (41,78%) (*)Eleitos Senador Marco Antônio de Oliveira Maciel (PDS) - 926.771(*) (47,45%) Bruno Costa de Albuquerque Maranhão (PT) - 3.977 (0,20%) Hélio José Nunes da Silva (PTB) - 7.061 (0,36%) Cid Feijó Sampaio (PMDB) - 788.191 (40,35%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 14 / PMDB - 12 Deputados Estaduais: PDS - 28 / PMDB - 22 Prefeitos: PDS - 128 / PMDB - 38 Piauí Eleitorado: 970.888

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População: 2.139.021 Votantes: 778.423 Brancos: 85.430 (10,97%) Nulos: 22.0872 (2,84%) Governador e vice Hugo Napoleão do Rego Neto/José Raimundo B. Medeiros (PDS) - 393.818 (*) (50,59%) José Ribamar dos Santos/Luiz J.R. Ozório Lopes (PT) - 5.814 (0,75%) Alberto Tavares da Silva/Waldir Ribeiro Dias (PMDB) - 271.274 (34,85%) (*)Eleitos Senador João Calixto Lobo (PDS) - 194.526(*) (24,99%) Bernardino Soares Viana (PDS) - 174.930 (22,47%) João Climaco D'Almeida (PDS) - 41.474 (5,33%) Josué Lustosa Costa (PT) - 5.642 (0,72%) Francisco das Chagas Rodrigues (PMDB) - 217.862 (27,99%) Francílio Ribeiro de Almeida (PMDB) - 25.722 (3,30%) Luiz Walmor B. de Carvalho (PMDB) - 13.501 (1,73%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 6 / PMDB - 4 Deputados Estaduais: PDS - 17 / PMDB - 10 Prefeitos: PDS - 102 / PMDB - 11 Rio de Janeiro Eleitorado: 6.252.529 População: 11.291.520 Votantes: 5.440.666 Brancos: 243.274 (4,47%) Nulos: 195.063 (3,59%) Governador e vice Leonel de Moura Brizola/Darcy Ribeiro (PDT) - 1.709.180(*) (31,41%) Wellington Moreira Franco/Francisco Manoel de Melo Franco (PDS) - 1.530.706 (28,13%) Lysaneas Dias Maciel/Wilson Rodrigues de Farias (PT) - 152.614 (2,81%) Sandra Martins Cavalcanti/Ario Wolz Theo (PTB) - 536.383 (9,86%) Waldemiro Teixeira/Jorge Gama de Barros (PMDB) - 1.073.446 (19,73%) Senador Roberto Saturnino Braga (PDT) -1.640.169(*) (30,15%) Célio de Oliveira Borges (PDS) - 1.438.839 (26,45%) Vladimir Gracindo S. Palmeira (PT) - 145.183 (2,67%) Luiz Gonzaga de Paiva Muniz (PTB) - 355.914 (6,54%) Paulo A. Artur da Távola M. de M. Barros (PMDB) - 847.521 (15,58%) Raphael Hermeto de Almeida Magalhães (PMDB) - 123.259 (2,27%) Mário de Souza Martins (PMDB) - 74.569 (1,37%) Hugo Ramos Filho (PTB) - 138.337 (2,54%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 14 / PDT - 16 / PMDB - 10 / PT - 1 / PTB - 5 Deputados Estaduais: PDS - 21 / PDT - 24 / PT - 2 / PMDB - 16 / PTB - 7 Prefeitos: PDS - 27 / PDT - 2 / PTB - 2 / PMDB - 29 Rio Grande do Norte Eleitorado: 955.932 População: 1.898.172 Votantes: 749.398 Brancos: 56.537 (7,54%) Nulos: 15.717 (2,10%) Governador e vice José Agripino Maia/Radir Pereira de Araújo (PDS) - 389.924(*) (52,03%) Rubens Manoel de Lemos/Sebastião Getúlio da Silva (PT) - 3.207 (0,43%) Vicente Cabral de Brito/José Antonio Coelho Raposo (PTB) - 441 (0,06%) Aluízio Alves/Pedro Lucena Dias (PMDB) - 283.572 (37,84%) (*)Eleitos Senador Carlos Alberto de Souza (PDS) - 304.138(*) (40,58%)

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Ulisses Bezerra Pokignar (PDS) - 77.901 (10,40%) Eliziel Barbosa da Silva (PT) - 2.950 (0,39%) José Antônio Duda da Rocha (PTB) - 414 (0,06%) Roberto Brandão Furtado (PMDB) -128.811 (17.19%) Odilon Ribeiro Coutinho (PMDB) - 123.769 (16,53%) Olavo Lacerda Montenegro (PMDB) - 12.243 (1,63%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 5 / PMDB - 3 Deputados Estaduais: PDS - 15 / PMDB - 9 Prefeitos: PDS - 114 / PMDB - 36 Rio Grande do Sul Eleitorado: 4.278.043 População: 7.773.837 Votantes: 3.799.013 Brancos: 334.125 (8,80%) Nulos: 71.348 (1,88%) Governador e vice Jair Soares/Cláudio Strassburger (PDS) -1.294.962(*) (34,09%) Pedro Simon/Odacir Klein (PMDB) - 1.272.319 (33,49%) Alceu Collares/Otávio Caruso da Rocha (PDT) - 775.546 (20,41%) Olívio Dutra/Geci Lautert Prates (PT) - 50.713 (1,33%) Senador Carlos Alberto Chiarelli (PDS) - 906.791(*) (23,87%) Alberto Hoffmann (PDS) - 364.781 (9,60%) Getúlio P. Dias (PDT) - 730.869 (19,24%) Raul Pont (PT) - 47.234 (1,24%) Paulo Brossard (PMDB) - 1.209.432 (31,84%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 13 / PDT - 7 / PMDB - 12 Deputados Estaduais: PDS - 23 / PDT - 12 / PMDB - 21 Prefeitos: PDS - 122 / PMDB - 78 / PDT - 18 Rondônia Governador nomeado Senador Odacir Soares Rodrigues (PDS) - 96.657 Odair Carneiro (PT) - 5.957 Onofre Airton Kojo (PT) - 5.887 Josias Galvão de Lima (PT) - 5.824 Jerônimo Garcia de Santana (PMDB) - 67.188 Carlos Augusto Godoy (PMDB) - 66.374 Djair Injalecio Valeusi Prieto (PMDB) - 64.954 (Os três candidatos do PDS foram eleitos) Deputados Federais: PDS - 5 / PMDB - 3 Deputados Estaduais: PDS - 15 / PMDB - 9 Prefeitos: PDS - 12 Santa Catarina Eleitorado: 2.107.512 População: 3.627.933 Votantes: 1.831.811 Brancos: 121.927 (6,60%) Nulos: 32.578 (1,78%) Governador e vice Esperidião Amin Helou Filho/Victor Fontana (PDS) - 838.150(*) (45,76%) Jaison Tupy Barreto/João Cândido Linhares (PMDB) - 825.500 (45,06%) Eurides Luiz Mescolotto/Vitório Sistherenn (PT) - 6.803 (0,37%) Ligia Dontel de Andrade/Silvio R. de Figueiredo (PDT) - 4.572 (0,25%) Osmar Cunha/Ary Schubert (PTB) 2.281 (0,12%) (*)Eleitos Senador Jorge Konder Bornhausen (PDS) - 816.386(*) (44,57%) Pedro Ivo Figueiredo de Campos (PMDB) - 814.947 (44,49%) Valmir Martins (PT) - 6.719 (0,37%)

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Acácio Bernardes (PDT) - 4.346 (0,24%) João Caznok Filho (PTB) - 2.156 (0,12%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 8 / PMDB - 8 Deputados Estaduais: PDS - 21 / PMDB - 19 Prefeitos: PDS - 130 / PMDB - 62 São Paulo Eleitorado: 13.144.018 População: 25.040.712 Votantes: 11.597.985 Brancos: 664.101 (5,73%) Nulos: 308.829 (2,66%) Governador e vice André Franco Montoro/Orestes Quércia (PMDB) - 5.209.952(*) (44,92%) Reynaldo Emygdio de Barros/Guilherme Afif Domingos (PDS) - 2.728.732 (23,53%) José Antonio de Affonseca Rogê Ferreira/João Gualberto de Carvalho Meneses (PDT) - 94.395 (0,81%) Luiz Inácio Lula da Silva/Hélio Pereira Bicudo (PT) - 1.144.648 (9,87%) Jânio da Silva Quadros/Francisco Henrique Fernando Barros (PTB) - 1.447.328 (12,48%) Senador Severo Fagundes Gomes (PMDB) - 2.860.435(*) (24,66%) Almino Monteiro Álvares Affonso (PMDB) - 1.861.092 (16,05%) Hélio Henrique Pereira Navarro (PMDB) - 170.607 (1,47%) Adhemar de Barros Filho (PDS) - 1.604.340 (13,83%) José Papa Jr. (PDS) - 800.340 (6,90%) José Blota Jr. (PDS) - 203.860 (1,76%) Euzébio da Rocha Filho (PDT) - 82.841 (0,71%) Jacó Bittar (PT) - 1.098.167 (9,47%) José Roberto Faria Lima (PTB) - 1.362.365 (11,75%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 16 / PT - 6 / PTB - 8 / PMDB - 30 Deputados Estaduais: PDS - 22 / PT - 9 / PTB - 8 / PMDB - 42 Prefeitos: PDS - 248 / PDT - 2 / PT - 1 / PTB - 5 / PMDB - 310 Sergipe Eleitorado: 470.548 População:1.140.121 Votantes: 383.524 Brancos: 36.510 (9,52%) Nulos: 10.177 (2,65%) Governador e vice João Alves Filho/Antonio Carlos Valadares (PDS) - 256.385(*) (66,85%) Manoel Ferreira Santos/José Olímpio Caetano (PDT) - 1.133 (0,30%) Marcélio Bomfim Rocha/Adelmo Galvão Ribeiro (PT) - 1.354 (0,35%) João Gilvan Rocha/Benedito de Figueiredo (PMDB) - 77.965 (20,33%) (*)Eleitos Senador Albano do Prado Pimentel Franco (PDS) - 247.255(*) (64,47%) Manuel Augusto de Oliveira (PDT) - 1.097 (0,29%) Jovino Pinto (PT) - 1.322 (0,34%) Evaldo Fernandes Campo (PMDB) - 74.874 (19,52%) (*)Eleito Deputados Federais: PDS - 6 / PMDB - 2 Deputados Estaduais: PDS - 19 / PMDB - 5 Prefeitos: PDS - 69 / PMDB - 4 Obs: Nas eleições municipais, o PMDB elegeu 1.377 prefeitos, o PDS, coligado ao PPR e PPB, elegeu 2.533 prefeitos, o PDT 22, o PTB 7 e o PT 2. Nas 25 Capitais, 17 estâncias hidrominerais e 106 municípios considerados de segurança nacional (incluindo todo o território do Acre, de Roraima e do Amapá), os prefeitos foram nomeados.

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A oposição consegue eleger governadores em 10 estados, dentre eles os estados mais ricos (SP, RJ E MG). Para o Senado, o PDS elege 66% das cadeiras contra 33% do PMDB, PDT e PTB juntos. Para a Câmara dos Deputados, embora o PDS tenha sido o mais bem votado com 235 deputados, ele perde a maioria absoluta, pois o PMDB, PDT, PTB e PT elegem 245 deputados. O marketing político impõem-se no Brasil principalmente pelas campanhas dos partidos oposicionistas e, a partir de então, inicia crescimento até alcançar um boom nos anos seguintes da década de 80 e na década de 90. 1983 O Deputado do PMDB do Mato Grosso, Dante de Oliveira, apresenta em abril proposta de emenda constitucional, a PEC 5/83, tornando direta a eleição do sucessor do presidente Figueiredo. Em junho, PMDB lança campanha nacional por eleições diretas para presidente da República com comício em Goiânia. Lideranças políticas da oposição começam a aderir. PMDB, PDT e PT formam uma frente partidária que busca mobilizar a população e atuar junto a todos os deputados e senadores para a obtenção do quorum de 2/3 nas duas Casas. A empresa Folha da Manhã S/A, que edita o jornal Folha de São Paulo, cria seu próprio instituto de pesquisa, o DATAFOLHA. 1984 Mais de 200 entidades da sociedade civil apóiam o movimento, agora denominado “Diretas Já”, que começa a ganhar espaço na imprensa, inicialmente com o jornal Folha de São Paulo. Comícios gigantescos são realizados em várias capitais de estado, sendo o maior deles e o da História do país o de 16 de abril, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com mais de 1 milhão de pessoas. Pesquisas mostram que 80% dos brasileiros dão como certa a aprovação da “Emenda Dante de Oliveira”, das “Diretas Já”, mas esta é derrubada pelo Congresso no dia 25 de abril de 1984. Depois da derrota das “Diretas Já”, o Deputado Ulysses Guimarães, seu principal ícone, anuncia, em junho, a decisão de seu partido, o PMDB, de “ir ao Colégio para destruir o Colégio” (como não haveria eleição direta, a escolha do novo presidente se daria pelo Colégio Eleitoral, no Congresso Nacional, indiretamente, pela escolha dos parlamentares). Em julho, o PDS racha depois que o Deputado Federal paulista, Paulo Maluf, é escolhido como candidato do partido para disputar as eleições para presidente da República no Colégio Eleitoral. Políticos dissidentes do PDS, contrários a Maluf, formam a Frente Liberal, que inicia conversações com o PMDB para apoiar um candidato de oposição. O PMDB não tinha votos suficientes no Colégio Eleitoral para eleger um candidato oposicionista, o que o leva a formar uma coalizão com a Frente Liberal, constituindo assim a “Aliança Democrática”. O candidato à presidência desta Aliança é Tancredo Neves e o vice é José Sarney (integrante do partido do governo), que filia-se ao PMDB porque a legislação eleitoral em vigor obrigava que os candidatos a presidente e vice pertencessem ao mesmo partido. A decisão do TSE em não aplicar a cláusula da fidelidade partidária às votações no Colégio Eleitoral, permitindo que os integrantes da Frente Liberal, mesmo que formalmente filiados ao PDS, pudessem votar na chapa de oposição, leva Tancredo Neves a derrotar Paulo Maluf.

1985

Eleição indireta em 15 de janeiro Presidente da República (através de Colégio Eleitoral) José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (José Sarney) - Vice de Tancredo de

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Almeida Neves, assume após a morte do eleito.

RESULTADO DA ELEIÇÃO Tancredo de Almeida Neves/José Sarney (PMDB) – 480 votos Paulo Salim Maluf/Flávio Portella (PDS) – 180 votos Abstenções: 17 1985 A Frente Liberal torna-se oficialmente o Partido da Frente Liberal (PFL) em janeiro. Eleito, Tancredo Neves não toma posse pois precisa fazer uma cirurgia de emergência. Em 15 de março, José Sarney toma posse como presidente da República. A situação de Tancredo Neves se agrava, levando-o a sofrer mais 6 cirurgias até a sua morte em 21 de abril. A composição do governo de Jose Sarney é feita com a mesma coalizão oriunda da Aliança Democrática que elegeu Tancredo Neves, a do PMDB com o PFL. Estes dois partidos (cujas forças equivaliam a 55,8% das cadeiras parlamentares) irão obter o controle absoluto dos governos estaduais após as eleições de 86. Emenda Constitucional no. 25, de maio, restabelece as eleições presidenciais diretas em 2 turnos; acaba com a fidelidade partidária; marca eleições diretas para prefeitos de capitais estaduais, áreas de segurança e estâncias hidrominerais, proibindo a reeleição dos prefeitos nomeados pelos governadores eleitos em 1982; autoriza o direito de voto aos analfabetos, a livre criação de novos partidos e a reorganização de todas as siglas que tiveram seus registros cancelados ou cassados pelo regime militar; garante aos partidos em formação ou com registro provisório a participação no processo eleitoral e o acesso à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tv e estabelece que para um partido ser autorizado a funcionar, o mesmo terá de obter uma votação mínima de 3% do eleitorado nacional para a Câmara, distribuído por no mínimo 5 estados, com pelo menos 2% dos eleitores em cada um deles. Para a fundação de partidos, fica estabelecida a agregação de apenas 101 pessoas para a formação de uma comissão que envia a proposta de organização ao TSE. Surgem 40 partidos políticos com registros provisórios. Emenda Constitucional no. 26, de novembro, determina que o Congresso Nacional a ser eleito em 1986 seja transformado em Assembléia Nacional Constituinte. * Os anos do período 1985 – 2000 foram quase todos anos eleitorais e marcados por intenso processo de transformações socioeconômicas, com a taxa de urbanização crescendo de 56% para 75,5%, o que produziu grandes mudanças no perfil do eleitorado que passou de 28 milhões em 1970, para 90,2 milhões em 1990. As pesquisas eleitorais já estão definitivamente incorporadas no cenário político nacional. A supremacia da televisão é total sobre os outros meios de comunicação. A maioria dos brasileiros tem na TV o principal meio de lazer e de informação. Pesquisa do CEDEC/DATAFOLHA mostra que em 1989 e 1990, respectivamente, 86% e 89% dos entrevistados, tomam conhecimento dos fatos políticos pela TV.

1985

Eleições para prefeitos de capitais, de estâncias hidrominerais, de novos municípios e de cidades consideradas áreas de segurança nacional PREFEITOS ELEITOS NAS CAPITAIS: Aracajú Jackson Barreto Lima (PMDB) Belém Fernando Jorge (PMDB)

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Belo Horizonte Sergio Mário Ferrara (PMDB) Boa Vista Silvio de Castro Leite (PMDB) Campo Grande Juvêncio César da Fonseca (PMDB) Cuiabá Dante de Oliveira (PMDB) Curitiba Roberto Requião (PMDB) Florianópolis Edison Andrino (PMDB) Fortaleza Maria Luiza Fontenele (PT) Goiânia Daniel Antonio de Oliveira (PMDB) João Pessoa Antonio Arnaud (PMDB) Macapá Raimundo Azevedo (PMDB) Maceió Djalma Marinho Muniz Falcão (PMDB) Manaus Manoel Ribeiro (PMDB) Natal Garibaldi Alves (PMDB) Porto Alegre Alceu Collares (PDT) Porto Velho Jerônimo Santana (PMDB) Recife Jarbas Vasconcellos (PSB) Rio Branco Adalberto Aragão e Silva (PMDB) Rio de Janeiro Saturnino Braga (PDT) Salvador Mario de Mello Kertész (PMDB) São Luis Maria Gardenia Gonçalves (PMDB) São Paulo Janio Quadros (PTB) Terezina Wall Ferraz (PMDB) Vitória Hermes Laranja (PMDB) NÚMERO DE PREFEITOS ELEITOS POR PARTIDO: PMDB – 127 / PFL – 25 / PDS – 22 / PDT – 13 / PTB – 12 / PT – 1 / PSB – 1. 1986 Com o objetivo de combater a inflação, em fevereiro, a equipe econômica do governo José Sarney, ligada ao PMDB, lança o Plano Cruzado, que institui o congelamento dos preços dos produtos, dos serviços e das tarifas públicas, além de criar o “gatilho salarial”, que seria um reajuste automático dos salários caso a inflação atingisse 20% ao mês. O Plano provoca uma euforia de consumo e os produtos começam a faltar nas prateleiras das lojas e supermercados, levando-os para um tipo de mercado paralelo, com preço superior (ágio). Para salvar o plano, em julho, José Sarney lança o “cruzadinho”, que visa controlar os preços ao instituir impostos indiretos ou empréstimos compulsórios na compra de carros, gasolina e viagens ao exterior.

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1986

Eleições em 15 de novembro Senadores e Deputados Federais (Constituintes), Governadores e Deputados Estaduais

RESULTADO DAS ELEIÇÕES Acre População: 301.303 Eleitorado: 141.713 Governador Total votantes: 124.625 Votos brancos: 13.638 Votos nulos: 3.282 Flaviano Flávio Baptista de Melo (PMDB)/Edson Simões Cadaxo - 68.117(*) Mário Maia (PDS/PDT/PFL) - 40.303 Francisco Hélio P. Teófilo (PT) - 2.567 (*)Eleitos Senador Nabor Teles da Rocha Jr. (PMDB) - 41.080(*) Aluizio Bezerra de Oliveira (PMDB) - 20.762(*) Zamir José Teixeira (PMDB) - 21.782 Emílio Assmar Sobrinho (PMDB) - 3.180 José Ruy da Silveira Lino (PMDB) - 15.386 Natalino Silveira Brito Filho (PMDB) - 17.123 Jorge Kalume (CPA) - 23.360 Iabib Murad (CPA) - 6.888 João Soares de Figueiredo (CPA) - 7.493 Altevir Leal (CPA) - 19.602 José Marques de Souza (PT) - 3.530 Evaristo de Luca (PCB) - 2.507 Maria Rita Pereira Batista (PC DO B) - 1.552 (*)Eleitos Obs. (CPA) Coligação Popular do Acre (PDS/PT/PFL) Deputados Federais: PMDB - 5 / PDS - 2 / PFL -1 Deputados Estaduais: PMDB - 15 /CPA (Coligação Popular do Acre)- 9 Alagoas População: 1.982.591 Eleitorado: 973.512 Governador Total votantes: 869.607 Votos brancos: 112.056 Votos nulos: 36.023 Fernando Affonso Collor de Mello (PMDB/PTB/PC DO B/ PSC)/Moacir Lopes de Andrade - 400.246(*) Guilherme Palmeira (PFL/PDC/PDS) - 327.232 Ronaldo Augusto Lessa Santos (PL/PDT/PSB/PT/PCB) - 30.073 (*)Eleitos Senador Divaldo Suruagy (PFL) - 334.137(*) Teotônio Brandão Vilela Filho (PMDB) - 332.904(*) Luiz Mendes de Barros (ALC) - 70.555 João Azevedo (ALC) - 61.324 Rubens Vilar de Carvalho (Mudança e Renovação) - 34.719 Antonio Mendonça Neto (Mudança e Renovação) - 202.428 João Lyra (Mudança e Renovação) - 121.709 Lauro Farias (Frente Popular) - 26.531 João Vicente Freitas Neto (Frente Popular) - 25.171 (*)Eleitos 69


SIGLAS ALC, Aliança Liberal Cristã - PFL, PDC, PDS Mudança e Renovação - PMDB, PTB, PC do B, PSC Frente Popular - PL, PDT, PSB, PT , PCB Deputados Federais: PMDB - 4 / PFL - 4 / PTB - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 7 / PFL - 10 / PDT - 3 / PTB - 4 / PSB - 1 Amapá Não houve eleições para Governador e Senador Deputados Federais PMDB - 1 / PFL - 3 Deputados Estaduais: NÃO HOUVE ELEIÇÕES Amazonas População: 1.430.089 Eleitorado: 660.638 Total votantes: 545.264 Governador Votos brancos: 46.237 Votos nulos: 20.019 Amazonino Armando Mendes (PMDB)/Vivaldo Barros Frota - 270.875(*) Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto (PSB/PMA) - 209.716 Marcus Luiz Barroso Barros (PT) - 15.942 Djalma Vieira Passos (PDS) - 2.494 (*)Eleitos Senador Fábio Pereira de Lucena Bittencourt (PMDB) - 239.048(*) Carlos Alberto de Carli (PMDB) - 220.865(*) José Mario Frota Moreira (PSB) - 199.084 Raimundo de Araujo Parente (PDT) - 160.691 Marlene Ribeiro Pardo (PT) - 30.767 Ricardo Bessa Freire (PT) - 22.584 Jacó Luis de Figueiredo (PDS) - 24.787 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 4 / PFL - 3 / PDT - 1 / PSB - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 11 / PFL - 7 / PSB - 2 / PDT - 4 Bahia População: 9.454.346 Eleitorado: 4.845.503 Governador Total votantes:4.358.040 Brancos:362.677 Nulos:195.503 Francisco Waldir Pires de Souza(PMDB/PDT/PSC/PCB/PC DO B)/Nilo Augusto Moraes Coelho - 2.675.033(*) Josaphat Ramos Marinho (PFL/PDS/PTB/PDC) - 1.218.502 Delma Gama e Narici (PMB) - 55.895 Agostinha Barbosa Rocha (PH) - 45.933 (*)Eleitos Senador Joaquim Ruy Paolilo Bacelar (PMDB) - 2.037.848(*) Jutahy Borges Magalhães (PMDB) - 1.885.057(*) Antonio Lomanto Junior (PFL) - 1.131.626 Félix de Almeida Mendonça (PDS) - 1.020.760 Geracina Aguiar Pinto (PT) - 212.079 Roque Aras (PT) - 134.416 Getúlio Rocha Santana (PMB) - 96.954 Hélio França Rodrigues (PSB) - 92.990 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 22 / PFL - 14 / PC DO B - 2 / PCB - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 34 / PFL - 22 / PTB - 3 / PDT - 2 / PT – 1/PCdoB - 1 Ceará População: 5.288.253 Eleitorado: 2.850.991 Governador

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Total votantes: 2.583.627 Votos brancos: 293.271 Votos nulos: 106.687 Tasso Ribeiro Jereissati (PMDB/PDC/PCB/PC DO B)/Francisco Castelo de Castro - 1.407.693(*) José Adauto Bezerra (PDS/PFL/PTB) - 807.315 José Haroldo Bezerra Coelho (PT/PSB) - 68.044 Francisco Aires Quintela (PSC/PL) - 7.304 (*)Eleitos Senador Cid Saboia de Carvalho (PMDB) - 1.132.372(*) Carlos Mauro Cabral Benevides (PMDB) - 1.219.289(*) Esmerino Oliveira Arruda Coelho (PMDB, PDC, PCB, PCdo B) - 116.990 Nestor Nogueira de Vasconcelos (PMDB, PDC, PCB, PCdo B) - 65.151 Paulo de Tarso Lustosa da Costa (PDS/PFL) - 732.169 Cesar Cals de Oliveira Filho (PDS/PFL) - 602.546 Eduardo Regis Monte Jucá (PT/PSB) - 104.644 Maria Cleide Carlos Bernal (PT/PSB) - 49.878 Pedro Augusto de Sales Gurjão (PDT) - 114.019 Francisco Gomes Pereira (PDT) - 19.668 Francisco José Loyola Rodrigues (PSC/PL) - 16.375 Olga Nunes da Silva (PSC/PL) - 14.985 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 12 / PFL - 6 / PDS - 3 / PDT - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 24 / PFL - 14 / PDT - 2 / PT - 2 / PDS - 4 Distrito Federal Não houve eleição para Governador Senador João Assis Meira Filho (PMDB) - 230.351(*) Maurício José Correa (PDT) - 197.637(*) Roberto Pompeu de Souza Brasil (PMDB) - 154.257(*) Lauro Álvares da Silva Campos (PT) - 134.930 Maerle Figueira de Ferreira Lima (PMDB) - 129.645 Benedito Augusto Domingos (PFL) - 80.485 Carlos Alberto Müller Lima Torres (PCB) - 80.295 Osório Adriano Filho (PFL) - 68.211 Álvaro Pereira Sampaio Costa (PSB) - 52.590 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 4 / PFL- 3 / PCB - 1 Deputados Estaduais: não houve Espírito Santo População: 2.023.340 Eleitorado: 1.159.333 Governador Total votantes: 969.627 Votos brancos: 98.520 Votos nulos: 40.146 Max Freitas Mauro (PMDB)/Carlos Alberto Baptista da Cunha - 532.713(*) Élcio Alvares (PFL) - 334.678 Arlindo Villaschi Filho (PT/PSB) - 97.279 Rubens José Vervloet Gomes (PDT) - 4.957 Senador Gerson Camata (PMDB) - 616.225 (*) João de Medeiros Calmon (PMDB) - 241.245(*) Theodorico de Assis Ferraço (PFL) - 273.974 Rogério Sarlo de Medeiros (PT/PSB) - 99.669 Renato Vianna Soares (PT/PSB) - 60.744 Heitor Façanha da Costa (PDT) - 13.414 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 7 / PFL - 2 / PT - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 15 / PFL - 9 / PT - 3 / PDT - 1 / Pc do B - 1/PDS - 1

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Goiás População: 3.859.602 Eleitorado: 2.159.865 Governador Total votantes: 1.947.174 Votos brancos: 210.924 Votos nulos: 82.081 Henrique Antonio Santillo (PMDB/PL/PN/PSC)/Joaquim Domingues Roriz 993.494(*) Mauro Borges Teixeira (PDC/PFL/PTB) - 592.776 Darci Accorci (PT) - 135.485 Paulo Arruda Vilar (PCB) - 9.601 Eval Soares dos Santos (PH) - 4.894 (*)Eleitos Senador Iran Saraiva (PMDB) - 973.728(*) Irapuan Costa Jr. (PMDB) - 847.401(*) José Fernandes Sobrinho (PCB) - 16.462 Gercino Paulo (PC do B) - 29.869 Maria Valadão (PDS) - 365.091 Augusto de Franco (PT) - 77.755 Moisés Abrão (PDC/PFL/PTB/PDT) - 425.597 Wolney Siqueira (PDC/PFL/PTB/PDT) - 284.394 Athos Pereira (PT) - 87.457 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB -12 / PFL - 2 / PDC - 3 Deputados Estaduais: PMDB - 27 / PFL - 5 / PDC - 6 / PT - 2 / PDS - 1 Maranhão População: 3.996.404 Eleitorado: 1.726.707 Governador Total votantes: 1.284.021 Votos brancos: 194.280 Votos nulos: 43.505 Epitácio Cafeteira Afonso Pereira (PMDB/PFL/PTB/PCB/PC do B)/João Alberto de Souza - 1.040.384(*) (*)Eleitos Senador Alexandre Alves Costa (PFL) - 492.876(*) Edison Lobão (PFL) - 372.275(*) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 8 / PFL - 8 / PDS - 2 Deputados Estaduais: PMDB - 11 / PFL - 20 / PTB - 3 / PDT - 2 / PDS - 5 / PMB -1 Mato Grosso do Sul População: 1.369.567 Eleitorado: 819.884 Governador Total votantes: 78.458 Votos brancos: 78.458 Votos nulos: 16.967 Marcelo Miranda Soares (PMDB/PFL/PDT/PCB)/George Takimoto - 412.974(*) Lúdio Martins Coelho (PTB/PDS) - 243.026 Luiz Landes da Silva Pereira - 16.664 (*)Eleitos Senador Wilson Barbosa Martins (PMDB) - 240.468(*) Rachid Saldanha Derzi (PMDB) - 215.356(*) Roberto Moaccar Orro (PMDB) - 115.428 Adir Pires Maia (PMDB ) - 21.757 João Totó da Câmara (PMDB) - 119.958 Marco Lúcio Trajano dos Santos (PMDB) - 17.703 Geraldo Biancatelli (PT) - 13.295

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Élvio Araújo Garabini (PT) - 16.547 Pedro Pedrossian (PTB) - 230.671 Paulo Coelho Machado (PTB) - 162.201 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 4 / PFL - 3 / PTB - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 12 / PFL - 5 / PTB - 7 Mato Grosso População: 1.138.691 Eleitorado: 826.627 Governador Total votantes: 708.567 Votos brancos: 107.944 Votos nulos: 28.941 Carlos Gomes Bezerra (PMDB)/Edson Freitas de Oliveira - 394.786(*) Frederico Carlos Soares Campos (PDS/PTB/PL/PFL/PMB) - 177.933 Gilson Duarte de Barros (PDT) - 15.653 Vicente Machado de Ávila (PT) - 12.251 (*)Eleitos Senador José Marcio Panoff de Lacerda (PMDB) - 283.041(*) Louremberg Ribeiro Nunes Rocha (PMDB) - 161.390(*) Raimundo Conceição Padre Pombo Moreira da Cruz (PDS/PTB/PL/PFL/PMB) 56.672 Rômulo Vandoni (PDS/PTB/PL/PFL/PMB) - 8.210 Edevaldo Valeriano de C. Filho (PDS/PTB/PL/PFL/PMB) - 4.616 Marília Inês Pedrollo Salomoni (PT) - 23.235 José Dalla Costa (PT) - 12.983 José Santa Cecília Corrêa (PL) - 130.058 Bento Souza Porto (PFL) - 48.815 Ricardo Leão Cambraia (PFL) - 12.843 Celso Pohl Moreira de Castilho (PFL) - 2.764 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 5 / PFL -2 / PDS - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 13 / PFL - 8 / PL - 1 / PDS - 1 / PDT - 1 Minas Gerais População: 13.378.553 Eleitorado: 7.970.194 Governador Total votantes: 6.089.810 Votos brancos: 1.110.961 Votos nulos: 396.712 Newton Cardoso (PMDB)/Júnia Marise - 2.869.635(*) Mario Nazareno N.F. e Souza (PT) - 57.576(*) João de Paiva Menezes (PFL) - 139.724 Carlos Nascimento Levy (PMB) - 186.053 (*)Eleitos Senador Ronan Tito de Almeida (PMDB) -1.619.369(*) Alfredo José de Campos Melo (PMDB) - 1.441.576(*) Paulino Cícero de Vasconcelos (PFL) - 1.530.144 Rondom Pacheco (PDS) - 685.426 Francisco Lage Pessoa (PDT) - 673.325 José Dazinho Gomes Pimenta (PT) - 432.874 Élcio Reis (PT) - 300.863 Maurício Vieira de Paiva (PS) - 245.349 Maria do Rosário Caiafa Farias (PSB) - 199.724 Sérgio Miranda de Matos Brito (PC do B) - 90.665 Leonardo Affonso da Silveira (PSC) - 76.416 Guido Luiz Mendonça Bilharino (PDT) - 70.740 Morvan Aloysio Acayaba de Resende (PDS) - 50.754 Ciro de Aguiar Maciel (PDS) - 50.120 João Firmino Luzia (PDT) - 43.176

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(*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 35 / PFL - 10 / PT - 3 / PDS - 3 / PTB - 1 / PDT - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 41 / PFL - 17 / PT - 5 / PDT - 5 / PL - 2 / PDS - 4 / PTB - 3 Pará População: 3.403.391 Eleitorado: 1.748.332 Governador Total votantes: 1.449.178 Votos brancos: 358.289 Votos nulos: 79.942 Hélio Mota Gueiros (PMDB/PTB/PCB/PC DO B/PDS)/Hermínio Calvinho Filho 707.536(*) (*)Eleitos Senador Almir José de Oliveira Gabriel (PMDB) - 463.774 (*) Jarbas G. Passarinho (PDS) - 336.041(*) Vicente de Paula Queiroz (PMDB/PTB/PCB/PCdoB) - 177.124 Aldebaro C. M. Klautan Filho (PMDB/PTB/PCB/PC do B) - 62.843 Oziel Rodrigues Carneiro (PMDB/PTB/PCB/PC do B) - 115.564 Avelino Gauzer (PT) - 73.115 Roberto Maria Cortez de Souza (PT) - 58.007 Alacid da Silva Nunes (PFL) - 191.910 Aziz Mutran Neto (PFL) - 27.782 Clóvis Ferro costa (PFL) - 35.964 Hélio Vieira Dourado (PMB) - 60.195 Maria do Socorro de Souza Leão (PMB) - 54.988 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 13 / PFL - 2 / PDS - 2 Deputados Estaduais: PMDB - 25 / PFL - 5 / PDT - 1 / PDS - 6 / PT - 2 / PTB - 1 / PMB - 1 Paraíba População: 2.770.176 Eleitorado: 1.464.062 Governador Total votantes: 1.346.012 Votos brancos: 112.701 Votos nulos: 38.337 Tarcísio de Miranda Burity (PMDB/PCB/PC DO B/PSB)/Raimundo Yasbeck Asfora - 755.625(*) Marcondes Iran Benevides Gadelha (PFL) - 459.589(*) Carlos Alberto Dantas Bezerra (PT) - 18.097 (*)Eleitos Senador Raimundo Lira (PMDB) - 615.533(*) Humberto Coutinho de Lucena (PMDB) - 607.266(*) Wilson Leike Braga (PFL) - 388.878 Maurício Brasiliano Leite (PFL) - 267.111 João Bosco Barreto (PFL) - 40.723 Otávio Pires Lacerda (PFL) - 13.265 Alberto do Amaral (PT) - 28.539 Antonio Batista (PT) - 27.118 Durval Ferreira (PL) - 33.547 José Guedes (PL) - 20.398 João José Nouri (PDC) - 11.126 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 7 / PFL - 4 / PDS - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 17 / PFL -11 / PDS - 8 Paraná População: 7.629.392 Eleitorado: 4.314.460 Governador

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Total votantes: 3.929.115 Votos brancos: 608.021 Votos nulos: 184.782 Álvaro Fernandes Dias (PMDB)/Ary Veloso Queiroz - 2.347.795(*) Alencar Furtado (PDT/PFL/PMB/PJ) - 797.292 Emmanuel José Appel (PT) - 51.187 Alberto Garcez Duarte Filho (PSC) - 49.545 Banerjo Branco (PH) - 35.245 Carlos Alberto Pereira (PDC) - 21.460 Teolino Mendonça da Paixão (PMC) - 18.570 (*)Eleitos Senador José Richa (PMDB) - 1.940.047(*) Affonso Alves de Camargo Neto (PMDB) - 1.362.835(*) Enéas Faria (PMDB/PND) - 816.823 Amadeu de Miro Geara (PDT/PFL/PMB/PJ) - 614.626 Fabiano Braga Cortes (PDT/PFL/PMB/PJ) - 471.949 Zélia de Oliveira Passos (PT) - 99.454 Teresinha Depubel (PL) - 94.502 Rosemari Friedmann Angeli (PT) - 78.713 Afonso B. Schleder de Macedo (PSC) - 49.299 Estefano Vlandowski (PDC) - 45.463 João Carlos de Lucas (PMC) - 30.452 Wander Esper (PH) - 28.119 Augusto Klopffleisch (PSC) - 27.419 Adelois Ribas Rossi (PC do B) - 27.356 Walmor Marcelino (PSB) - 21.051 Gomercindo Souza (PDC) - 16.311 Mozarte de Quadros (PMC) - 16.298 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 24 / PFL - 5 / PDT - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 37 / PFL - 8 / PDS - 1 / PDT - 5 / PTB - 2 / PT - 1 Parnambuco População: 6.141.993 Eleitorado: 3.150.817 Governador Total votantes: 2.905.679 Votos brancos: 299.153 Votos nulos: 61.683 Miguel Arraes de Alencar(PMDB)/Carlos Wilson Rocha de Queiroz Campos 1.587.726(*) José Múcio Monteiro Filho (PFL/PTB/PDS/PSC/PDC) - 1.018.800 (*)Eleitos Senador Pedro Mansueto de Lavor (PMDB) - 1.280.388(*) Antonio Arruda de Farias (PMDB) - 1.204.869(*) Roberto Magalhães Melo (PFL/PTB/PDS/PSC/PDC) - 1.015.328 Margarida Oliveira Cantarelli (Idem) - 642.627 Cid Feijó Sampaio (PL) - 493.893 Ivan Maurício Monteiro dos Santos (PSB) - 80.143 Jacob Nouri Turmajan (PDT) - 15.521 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 13 / PFL - 11 / PCB - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 19 / PFL - 18 / PDT - 6 / PDC - 2 / PDS - 1 / PMB 3 Piauí População: 2.139.021 Eleitorado: 1.087.394 Governador Total votantes: 988.236 Votos brancos: 99.737 Votos nulos: 39.306

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Alberto Tavares Silva(PMDB/PCB/PC do B)/Lucídio Portella Nunes - 440.218 (*) Antonio de Almendra F. Neto (PFL/PDT) - 425.490 José Nazareno Cardial Fontelis (PT) - 22.791 (*)Eleitos Senador Hugo Napoleão do Rego Neto (PFL) - 430.300(*) Francisco das Chagas Caldas Rodrigues (PMDB) - 417.330(*) Ciro Nogueira Lima (PFL/PDT) - 393.057 Helvídio Nunes de Barros (PMDB/PDS/PCB/PC do B) - 394.629 Manoel Antonio Nunes Meireles (PT) - 28.021 Josué Lustosa Costa (PT) - 24.813 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 2 / PFL - 5 / PDS - 3 Deputados Estaduais: PMDB - 8 / PFL 16 / PDS - 6 Rio de Janeiro População: 11.291.520 Eleitorado: 7.142.221 Governador Total votantes: 6.610.709 Votos brancos: 430.990 Votos nulos: 246.454 Wellington Moreira Franco (PMDB)/Francisco Amaral - 3.049.776(*) Darcy Ribeiro (PDT) - 2.217.177 Fernando Paulo Naglie Gabeira (PT) - 529.603 Aarão Steinbruch (sem registro de partido) - 221.289 Aguinaldo Timótheo Pereira (PDS) - 109.488 (*)Eleitos Senador Nelson Carneiro (PMDB) - 2.486.868(*) Afonso Arinos de Melo Franco - (PFL) - 1.041.799(*) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 13 / PFL - 7 / PL - 5 / PDT - 13 / PDS - 1 / PT - 1 / PTB - 3 / PDC - 1 / PC do B - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 18 / PFL - 10 / PDT - 17 / PC DO B - 1 / PTB - 5 / PT - 4 / PL - 4 / PSB - 2 / PASART - 2 / PDC - 2 / PTR - 2 / PDS - 1 / PTN - 1 / PMN - 1 Rio Grande do Norte População: 1.898.172 Eleitorado: 1.068.802 Governador Total votantes: 996.236 Votos brancos: 69.196 Votos nulos: 30.332 Geraldo José da Camara Ferreira de Melo (PMDB)/Garibaldi Alves - 464.559(*) João Faustino Ferreira Neto (PDS/PFL/PTB) - 450.488 Aldo da Fonseca Tinoco (PDT) - 6.700 Sebastião Alves Carneiro (PT) - 5.293 (*)Eleitos Senador José Agripino Maia (PFL) - 426.869(*) Lavoisier Maia Sobrinho (PDS) - 408.510(*) Moacyr Torres Duarte (PFL/PDS/PTB) - 15.742 José de Souza Martins Filho (PMDB/PCB/PC do B) - 395.449 Virgolino Wanderley Mariz (PMDB/PCB/PC do B) - 393.754 Henrique Miranda de Sá (PDT) - 23.764 Laércio Bezerra de Mello (PSB) - 11.046 Maria Nazaré Batista (PT) - 8.968 Damião de França Pinheiro (PT) - 7.123 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 4 / PFL - 3 / PDS - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 10 / PFL - 9 / PDS - 5

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Rio Grande do Sul População: 7.773.837 Eleitorado: 4.985.583 Governador Total votantes: 4.680.082 Votos brancos: 494.768 Votos nulos: 140.424 Pedro Jorge Simon (PMDB)/Sinval Sebastião Duarte Guazzelli - 2.009.381(*) Carlos Alberto Chiarelli (PFL) - 524.339 Fulvio Celso Petracco (PSB) - 254.599 Aldo Pinto da Silva (PDT/PDC) - 1.140.228 Clovis Ingel Fritz da Silva (PT) - 256.767 (*)Eleitos Senador José Alberto Fogaça de Medeiros (PMDB) - 1.921.362(*) José Paulo Bisol (PMDB) - 1.894.700(*) João Gilberto Lucas Coelho (PMDB) - 411.298 Odacir Klein (PMDB) - 727.890 Nelson Marchezan (PDT/PDS) - 1.187.953 Sereno Chaise (PDT/PDS) - 832.773 Mário Ramos (PFL) - 385.149 Cloraldino Severo (PFL) - 363.642 Flávio Koutzi - (PT) -245.992 Dinarte Belato (PT) - 228.414 Jorge Alberto Campezatto (PSB) - 62.386 Glêmio Daison Argemi (PSB) - 47.621 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 17 / PFL - 2 / PDS - 5 / PT - 2 / PDT - 5 Deputados Estaduais: PMDB - 27 / PFL - 5 / PT - 4 / PDT - 9 / PDS - 10 Rondônia População: 491.069 Eleitorado: 447.464 Governador Total votantes: 378.359 Votos brancos: 60.731 Votos nulos: 19.738 Jerônimo Garcia de Santana (PMDB/PSC)/Orestes Muniz Filho - 153.334(*) Jacob de Freitas Atallah (PDT) - 69.090 Odacir Soares Rodrigues (PFL/PDS/PDC) - 37.448 Manoel de Jesus Oliveira Izú (PT) - 17.777 José Zuca Marcolino Sobrinho (PSB) - 13.488 Flávio Donin (PTB) - 3.351 José Alves da Silva (PH) - 3.140 (*)Eleitos Senador Olavo Gomes Pires Filho (PMDB) - 95.637(*) José Ronaldo Aragão (PMDB) - 59.007(*) Francisco José Chiquilito Erse - 102.739 Reinaldo Galvão Modesto (PFL/PDS/PD) - 40.450 José de Jesus (PT) - 20.459 Francisca Francinete dos S. Perdigão (PT) - 17.678 Luiz João Viola (PDT) - 9.782 Lucindo José Quintans (PDT) - 7.789 Jovely Gonçalves de Almeida (PSB) - 5.233 Walmir Davis de Moraes (PTB) - 4.180 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 5 / PFL - 3 Deputados Estaduais: PMDB - 13 / PFL - 8 / PT - 2 / PDT - 1 Roraima Não houve eleições para Governador e Senador Deputados Federais: PTB - 2 / PFL - 2 Deputados Estaduais: não houve

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Santa Catarina População: 3.627.933 Eleitorado: 2.316.777 Governador Total Votantes: 2.146.759 Votos brancos: 348.076 Votos nulos: 75.736 Pedro Ivo Figueiredo de Campos (PMDB) / Casildo João Maldaner - 886.414(*) Vilso Pedro Kleinunbing (PFL/PDC/PTB) - 551.423 Amilcar Gazanica (PDS) - 298.702 Raul Guenther (PT) - 50.139 Acácio Bernardes (PDT) - 12.005 (*)Eleitos Senador Dirceu José Carneiro (PMDB) - 566.803(*) Nelson Wedekin (PMDB) - 521.201(*) Colombo Machado Sales (PDS) - 259.577 Milton Sander (PDS) - 140.957 Nilson Wilson Bender (PDS) - 90.338 Vasco Fernandes Furlan (PDS) - 225.242 Américo Ricardo C. de Faria (PDS) - 113.156 Aldair W. Muncinelli (PDS) - 48.558 Gert Roland Fischer (PDT) - 22.344 Gilberto Schreiner Pereira (PDT) - 14.299 Reinaldo Brasiliense Machado (PT) - 57.452 Isolde Espíndola (PT) - 74.477 Dibo Ehas (PC do B) - 13.006 Pedro Paulo Hings Colin (PFL/PDC/PTB) - 102.625 Evaldo Amaral (PFL/PDC/PTB) - 81.317 Laer Teresinha Gomes (PFL/PDC/PTB) - 30.395 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 9 / PFL - 3 / PDS - 4 Deputados Estaduais: PMDB - 19 / PFL - 6 / PDC - 1 / PDS - 12 / PDT - 1 / PT - 1 São Paulo População: 25.040.712 Eleitorado: 16.008.748 Governador Total votantes: 14.964.631 Votos brancos:1.282.989 Votos nulos:487.877 Orestes Quércia (PMDB)/Almino Monteiro Alvares Affonso - 5.578.795(*) Eduardo Matarazzo Suplicy (PT) - 1.508.589 Antonio Ermírio de Moraes (PTB/PSC/PL) - 3.675.176 Francisco Teotônio Simões Neto (PH) - 250.657 Paulo Salim Maluf (PDS/PPB/PDC/PFL) - 2.668.425 (*)Eleitos Os programas eleitorais de rádio e tv começam nos dias 13 e 14 de setembro de 86. Marketing Político e pesquisas eleitorais passam a ser notícia e são considerados indispensáveis. Manchete do jornal "O Estado de S.Paulo" em 16/11/86: "Pesquisas apostam em Quércia" Senador Mário Covas Junior (PMDB) - 7.785.667(*) Fernando Henrique Cardoso (PMDB) - 6.223.995(*) Adalberto Camargo (PPB) - 181.989 Antonio Duarte Nogueira (PTB) - 784.885 Egisto Domenicali (PMC) - 115.482 Euzébio da Rocha Filho (PDT) - 144.042 Fábio de Salles Meirelles (PDS) - 1.285.885 Fernando Vergueiro (PL) - 379.285 Hélio Pereira Bicudo (PT) - 2.456.837 Jacó Bittar (PT) - 1.747.423 José Maria Marin (PFL) - 2.256.142

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Luiz Jaime Faria (PH) - 159.878 Sílvia Luiza Bonini (PH) - 230.169 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 28 / PFL - 6 / PT - 8 / PL - 1 / PTB - 9 / PDS - 4 / PDC - 1 / PDT - 2 / PSC - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 37 / PFL - 9 / PDS - 11 / PTB - 13 / PT - 10 / PL -1 / PDT - 3 Sergipe População: 1.140.121 Eleitorado: 631.854 Governador Total votantes: 585.508 Votos brancos: 34.151 Votos nulos: 20.556 Antonio Carlos Valadares (PFL)/Benedito de Figueiredo - 292.339(*) José Carlos Mesquita Teixeira (PMDB/PDS/PTB/PJ) - 240.221 Tânia Magno da Silva (PT) - 18.997 (*)Eleitos Senador Lourival Baptista (PFL) - 236.258(*) Francisco Guimarães Rollemberg (PMDB) - 225.446(*) Luiz Alberto dos Santos (PT) - 56.559 Antonio Fernandes Vianna de Assis (PFL/PL/PCB/PC do B) - 220.151 João de Seixas Dória (PMDB/PDS/PTB/PJ) - 189.549 (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB - 3 / PFL - 4 / PDS - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 8 / PFL - 11 / PT - 2 / PDS – 3 O PMDB obtém total maioria nos governos dos estados, ganhando os governos de 22 dos 23 estados, o PFL ganha 1. Quanto à Câmara dos Deputados, o PMDB obtém, sozinho, 260 cadeiras (53,4% da representação total) com um aumento de 30% em relação à sua representação na eleição anterior. No Senado, o partido obteve 44 cadeiras (61% da representação total), com um aumento de 90% em relação à representação anterior. 1986 Dois dias depois das eleições, José Sarney põe fim ao congelamento de preços e a inflação dispara, atingindo taxas de 2 dígitos ao mês. 1988 Promulgação, em outubro, da nova Constituição, que no seu artigo 17 concede plena autonomia para que cada partido determine as suas próprias regras internas de organização e funcionamento, mudando assim o estatuto dos partidos, tornando-os pessoas jurídicas de direito privado e não mais de direito público. É estabelecida a regra de 2 turnos para as eleições para Presidente da República, governadores e prefeitos de cidades com mais de 200.000 eleitores, caso nenhum dos candidatos obtenha 50% + 1 dos votos no 1o. turno. O mandato do presidente José Sarney é prorrogado por mais 1 ano, passando para 5. O Congresso recupera poder, mas o Presidente da República detém o poder de editar e reeditar, sem limites, as “medidas provisórias”, com forca de lei, que entram em vigor assim que editadas. A nova Constituição prevê também a realização de um plebiscito sobre a forma e sistema de governo em 5 anos. 1988 Pesquisa espontânea feita pelo IBOPE em São Paulo, Curitiba, Salvador e Recife, de julho a setembro, mostra que os partidos preferidos pela população são: PMDB (14,75%), PT (4%), PFL (3%), PDT (1,25%), PSDB (1%), outros (4%) e nenhum (72%).

1988

Eleições prefeitos e vereadores 79


PREFEITOS ELEITOS NAS CAPITAIS: Aracaju Wellington Paixão (PSB) Belém Sahid Xerfam (PTB) Belo Horizonte Pimenta da Veiga (PSDB) Boa Vista Ottomar Pinto (PMDB) Campo Grande Lúdio Coelho (PTB) Cuiabá Frederico Campos (PFL) Curitiba Jaime Lerner (PDT) Florianópolis Espiridiao Amim (PDS) Fortaleza Ciro Gomes (PMDB) Goiânia Nion Albernaz (PMDB) João Pessoa Wilson Braga (PFL) Macapá João Capiberibe (PSB) Maceió Guilherme Palmeira (PFL) Manaus Artur Virgílio Neto (PSB) Natal Wilma Maia (PDT) Porto Alegre Olívio Dutra (PT) Porto Velho Francisco Erse (PTB) Recife Joaquim Cavalcanti (PFL) Rio Branco Jorge Kalume (PDS) Rio de Janeiro Marcelo Alencar (PDT) Salvador Fernando Jose (PMDB) São Luis Jackson Lago (PDT) São Paulo Luiza Erundina (PT) Terezina Heráclito Fortes (PMDB) Vitória Vitor Buaiz (PT) TOTAL DE PREFEITURAS CONQUISTADAS PELOS PARTIDOS EM CADA ESTADO: Acre PMDB - 4 / PFL - 2 / PDS - 6 Alagoas PTB - 18 / PMDB - 25 / PTR - 1 / PFL - 28 / PDT - 6 / PL - 5 / PSB - 1 / PT - 2 / PSC - 3 Amazonas PMDB - 19 / PDC - 23 / PTB - 5 / PFL - 10 / PDT - 2 / PL - 1 / PSB - 1 Amapá

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PFL - 3 / PDC - 1 / PSB - 1 / PMDB - 1 / PL - 1 Bahia PMDB - 104 / PL - 13 / PMB - 9 / PFL - 103 / PSB - 4 / PSC - 12 / PT - 3 / PDC 18 / PTB - 41 / PDS - 30 / PDT - 18 Ceará PMDB - 56 / PDS - 37 / PFL - 42 / PDT - 9 / PMB - 12 / PTB - 7 / PSB - 2 / PSC - 2 / PL - 2 / PT - 2 / PTR - 2 / PDC - 2 Espírito Santo PDS - 11 / PFL - 19 / PMDB - 17 / PTB - 8 / PDT - 4 / PSDB - 2 / PL - 1 / PDC - 2 / PT - 2 Goiás PMDB - 107 / PL - 22 / PDS - 11 / PFL - 21 / PDC - 18 / PTR - 2 / PH - 1 / PSB - 1 Maranhão PTB - 17 / PFL - 44 / PMDB - 30 / PL - 4 / PTB - 14 / PDT - 13 / PDS - 17 / PDC - 1 Minas Gerais PDC - 107 / PFL - 149 / PDS - 49 / PMDB - 307 / PDT - 22 / PL - 18 / PMB - 5 PTB - 40 / PSDB - 5 / PSB - 2 / PT - 7 / PSC - 4 / PJ - 3 MATO GROSSO DO SUL PFL - 13 / PT - 1 / PTB - 17 / PDT - 7 / PDS - 6 / PL - 1 / PSDB - 1 / PMDB - 26 Mato Grosso PFL - 22 / PMDB - 31 / PL - 8 / PDT - 5 / PDS - 2 / PTB - 7 Pará PMDB - 42 / PDS - 18 / PL - 1 / PDT - 4 / PTB - 21 / PDC - 8 / PSB - 3 Paraíba PMDB - 56 / PDS - 32 / PL - 38 / PFL - 23 / PTB - 6 / PDT - 6 / PDC - 5 / PMB -2 / PSB - 2 Parnambuco PDT - 15 / PMDB - 46 / PFL - 51 / PDS - 15 / PSB - 2 / PDC - 5 / PTB - 8 / PMB 11 / PSDB - 1 / PMN - 1 / PL - 1 / PC - 1 / PSB - 1 / PSP - 1 Piauí PFL - 63 / PDS - 23 / PDC - 2 / PDT - 5 / PMDB - 23 / PSB - 2 Paraná PMDB - 147 / PTB - 67 / PDT - 33 / PFL - 29 / PL - 14 / PDC - 2 / PT - 2 PDS - 24 Rio de Janeiro PT - 1 / PS - 1 / PMDB - 16 / PSC - 3 / PDC - 2 / PDT - 15 / PDS - 6 / PFL - 4 PTR - 1 / PTB - 6 / PL - 2 Rio Grande do Norte PMDB - 36 / PT - 1 / PDC - 1 / PDT - 2 / PDS - 34 / PFL - 30 / PTB - 3 / PL - 44 Rio Grande do Sul PMDB - 115 / PT - 4 / PSDB - 1 / PDT - 58 / PDS - 140 / PFL - 6 / PTB - 2 / PL - 2 Rondônia PMDB - 11 / PDC - 1 / PDT - 2 / PDS - 2 / PFL - 1 / PTB - 3 / PL - 2 Roraima PFL - 5 / PTB - 3 Santa Catarina PDS - 89 / PMDB - 71 / PDC - 2 / PFL - 23 / PDT - 7 / PT - 1 / PDC - 2 / PL - 3 São Paulo PDS - 135 / PMDB - 185 / PFL - 77 / PDT - 43 / PT - 14 / PTB - 85 / PL - 23 PMB - 1 / PCB - 1 / PPB - 1 / PSDB - 3 / PDC - 6 / PSB - 5 / PSD - 2 Sergipe PTB - 1 / PSB - 3 / PDS - 9 / PMDB - 14 / PFL - 34 / PDT - 1 / PL - 11 Tocantins PL - 1 / PDS - 7 / PDC - 9 / PMDB - 23 / PFL - 7 1989 A sociedade brasileira está profundamente descrente e insatisfeita com tudo aquilo que representasse o status quo. O desalento é total. O governo Sarney tinha implementado uma série de planos econômicos que não deram certo (Plano Cruzado, Plano Cruzado II, Plano Bresser e Plano Verão) e a inflação galopava. Pesquisa do Ibope realizada entre 22 e 26 de outubro de 1989, mostra que a

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avaliação de José Sarney tem 8% de “ótimo” e “bom”, 28% de “regular” e 61% de “ruim” e “péssimo” (2% não responderam). Os principais candidatos oposicionistas - Collor (que criou um partido, o Partido da Renovação Nacional, para ser candidato), Lula (PT), Leonel Brizola (PDT) e Paulo Maluf (PDS) - passam a criticar asperamente o presidente José Sarney, se digladiando para ver quem aparece como o mais oposicionista, pois era isso que os eleitores estavam querendo. Na campanha eleitoral de Brizola, um jingle satiriza em sotaque bem gaúcho: “... a inflação galopeou e eu nunca mais alcancei. Ando pedindo socorro, devendo até pros cachorros, só por causa do Sarney”. Mas, com a derrocada dos regimes políticos socialistas da União Soviética e dos outros países do Leste europeu, o discurso que imperava era de que o socialismo estava morto, que os direitos sociais-trabalhistas e o Estado eram empecilhos para o desenvolvimento econômico. Crescia a consciência de que o livre mercado, tendo como prioridade a realização de privatizações de empresas estatais, poderia promover o desenvolvimento. Portanto, aquele que melhor se apoderasse desse discurso estaria com melhores condições na disputa.

1989

Eleição Presidente da República (a primeira direta depois de 64) Fernando Collor de Mello, que faz um discurso no melhor estilo populista, oposicionista e renovador, apresentando-se como “anti-corrupto”, “caçador de marajás”, defensor do livre mercado e dos “descamisados” e “pés descalços”, contagia o país. Jovem, cheio de saúde e vitalidade e contando com o apoio do empresariado e dos grandes meios de comunicação, sua campanha é fulminante, tal como os termos que usa para promover as mudanças tão pretendidas pela nação, como a expressão resolver tudo com “um único tiro”. Vice – Itamar Augusto Cautiero Franco + Eleições prefeitos e vereadores* RESULTADO DA ELEIÇÃO - 1º Turno População Brasileira (censo 1991): 147.053.940 Total eleitores: 82.074.718 Votantes: 77.290.216 Votos válidos: 67.625.886 Votos brancos: 1.176.367 (1,63%) Votos nulos: 3.487.963 (4,82%)

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Fernando Affonso Collor de Mello (PRN) /Itamar Augusto Cautiero Franco (sem filiação partidária): 20.611.030 (28,51%) Luís Inácio Lula da Silva/José Paulo Bisol (PT/PSB): 11.622.321 (16,08%) Leonel de Moura Brizola/Fernando Soares Lyra (PDT): 11.167.665 (15,45%) Mário Covas Júnior/Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB): 7.790.381 (10,78%) Paulo Salim Maluf/Bonifácio José Tamh (PDS): 5.986.585 (8,28%) Guilherme Afif Domingos/Aluísio Pimenta (PL): 3.272.520 (4,53%) Roberto João Pereira Freire/Antônio Sérgio da Silva Aroca (PCB): 769.117 (1,06%) Antônio Aureliano Chaves de Mendonça/Cláudio Salvador Lemos (PFL): 600.821 (0,83%) Ronaldo Ramos Caiado/Camilo Calazans de Magalhães (PSD): 488.893 (0,68%) Affonso Alves de Camargo Netto/José Roberto Farias Lima (PTB): 379.284 (0,52%) Enéas Ferreira Carneiro/Levine Madeira de Souza (PRONA): 360.578 (0,50%) José Alcides Marronzinho de Oliveira/Reinaldo Valim (PSP): 238.408 (0,33%) Paulo Gontijo/Luiz Paulino (PP): 198.710 (0,27%) José Teixeira Zamir/Wiliam Pereira da Silva (PCN): 187:164 (0,26%) Lívia Maria Lêbo Pio de Almeida/Ardwin Retto Grunewdl (PN): 179.925 (0,25%) Eudes de Oliveira Mattar/Dante Lazzeroni (PLP): 162.343 (0,22%) Fernando Nagle Gabeira/Maurício Lobo Abreu (PV): 125.844 (0,17%) Celso Teixeira Brant/José Natan Emílio Neto (PMN): 109.903 (0,15%) Antônio dos Santos Pedreira/Orestes Ferreira Alves (PPB): 86.107 (0,12) Manoel Antônio de Oliveira Horta/Jorge Coelho de Sá (PDC): 83.291 (0,12%) Ulysses Guimarães/Francisco Waldir Pares de Souza (PMDB): 3.204.853 (4,70%) O programa do candidato Lula trazia para a TV uma campanha de rua em crescente ascensão, combinando a praça e a tela da TV. Sua campanha pregava a organização e a mobilização política dos trabalhadores enfatizando a “esperança” de uma saída política para os mais pobres. Seu jingle de campanha “Lula lá”, entrou para a história como um dos maiores sucessos da publicidade política, sendo executado até os dias de hoje em campanhas de seu partido. A campanha de Fernando Collor era espetacular em termos técnicos, forte nas imagens e som, mostrando-o como se fosse um exímio atirador, um enérgico lutador de karatê, enfim, um super-homem capaz de aniquilar os corruptos, pôr ordem na casa e modernizar o país. Era uma campanha ufanista, de ataque ao adversário, da pregação do medo do “comunismo” que Lula representaria. Collor, por exemplo, defendia o verde da bandeira e acusava o PT de atrasado e de querer mudar a sua cor para o vermelho. Os debates são marca desta eleição. Transmitidos por várias redes, têm audiências recordes. O último debate é realizado pela Rede Globo de Televisão, quando a guerra de símbolos é caracterizada pelos broches dos dois candidatos: Fernando Collor carrega a bandeira do Brasil no peito, Lula a estrela – símbolo de seu jovem partido, o PT. RESULTADO DAS ELEIÇÕES - 2º TURNO População Brasileira (censo 1991): 147.053.940 Total eleitores: 82.074.718 Comparecimento: 70.260.701 Votos nominais: 66.166.362 Votos Brancos: 986.446 (1,40%) Votos nulos: 3.107.983 (4,42%) Fernando Affonso Collor de Melo (PRN)/Itamar Augusto Cautiero Franco: 35.089.998 (49,94%)(*) Luís Inácio Lula da Silva (PT)/ José Paulo Bisol : 31.076.364 (44,23%) (*) Eleitos Como havia sido eleito por voto direto, desde o início Fernando Collor de Mello impõe um estilo de governar personalista, exacerbado, centralizador e não partidário, fazendo com que os poderes legislativo e executivo se distanciem. Ante a conjuntura de descontrole inflacionário e de crise de autoridade deixado pelo governo Sarney, Collor adota uma postura fortemente intervencionista, tomando

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medidas econômicas de impacto com o Plano Collor 1, com o qual, além de bloquear 70% das contas correntes e investimentos financeiros do setor privado, incluindo as do cidadão comum, ele também dá início a um processo de demissão em massa do funcionalismo público, de privatizações de estatais e a redução de barreiras alfandegárias que controlavam a entrada de produtos estrangeiros. A composição político-partidária do governo de Fernando Collor de Mello define-se à direita do espectro ideológico, com destaque para o PRN, o PDS e o PFL. Este último torna-se a principal força congressual de apoio ao governo federal, sustentada na liderança de Antonio Carlos Magalhães, eleito governador da Bahia em 1990.

1990

Eleições em 3 de outubro Congresso Nacional, Governadores e Deputados Estaduais

RESULTADO DAS ELEIÇÕES Acre População: 428.006 Eleitorado: 197.709 Total votantes: 157.498 Governador 2o. turno Edmundo Pinto de Almeida Neto (PDS)/Romildo Magalhães da Silva (PDS) 71.953(*) Jorge Viana (PT) – 59.769 (*) Eleito Senador Flaviano Flavio Baptista de Melo (PMDB) - 34.455(*) Mário Maia (PDT/PT/PCB/PC do B) - 29.752 Narciso Mendes de Assis (PFL) - 20.455 Zamir José Teixeira (PTB/PDC/PL/PTR/PRN) - 12.696 Iolanda Ferreira Lima (PDS) - 11.220 Antonio Carlos Carbone (PSDB) - 1.552 (*)Eleitos Depudatos Federais: PMDB – 5 / PDS – 3 Deputados Estaduais: PMDB - 9 / PFL – 1 / PT – 3 / PDS – 7 / PTB – 1 / PRN – 1 / PL –2 Alagoas (Problemas, verificar eleição para gov. fraude) População: 2.548.092 Eleitorado: 1.304.271 Total votantes: 1.015.887 Governador Votos brancos e nulos: 334.432 Geraldo Bulhões (PSC) – 424.480(*) Renan calheiros (PRN) – 218.945 Antonio de Moura (PT) – 23.089 Antonio Batista (PSD) – 14.941 (*) Eleito Senador Guilherme Gracindo Soares Palmeira (PDT/PTB/PMDB/PSC/PFL/PMN/PTdoB) 334.965(*) (*)Eleitos Deputados Federais: PFL – 1 / PDT – 1 / PRN – 2 / PTB – 1 / PSC – 4 Deputados Estaduais: PMDB – 1 / PFL – 3 / PTB –7 / PRN – 2 / PL – 2 / PDC – 4 / PTR –4 / PSC – 4 Amazonas População:2.165.852 Eleitorado:885.002 Total votantes: 670.624 84


Governador Gilberto Mestrinho de Monteiro Raposo (PMDB)/Francisco Garcia Rodrigues (PFL) - 332.085(*) Wilson Alecrim (PSDB) – 202.976 Mario Frota (PMN) – 34.529 Deuzamir Pereira (PRN) – 7.281 (*) Eleito Senador Total votantes: 670.624 Votos Brancos: 93.753 Votos Nulos: 40.340 Amazonino Armando Mendes (PFL/PDC/PMDB/PTR/PL/PSD) - 338.631(*) (50,49%) Marlene Ribeiro Pardo (Frente de Oposição Popular) - 109.376 (16,30%) José Jefferson Carpinteiro Peres (Frente Ampla para Lib. do Amazonas) - 80.207 (11,96%) Jorge Tufic Alauzo (PRN) - 6.264 (0,93%) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB – 2 / PFL – 2 / PDT – 1 / PT – 1 / PDC – 2 Deputados Estaduais: PMDB - 4 / PFL –4 / PT – 1 / PSDB – 3 / PL –2 / PDC – 7 / PST – 1 / PC do B – 1 / PMN – 1 Amapá População: 299.305 Eleitorado: 135.939 Total votantes: 105.937 Governador 2O. turno Annibal Barcellos (PFL)/Ronaldo Pinheiro Borges (PFL) - 59.289(*) Gilson Rocha (PT) – 27.178 (*) Eleito Senador Votos Brancos: 16.480 Votos Nulos: 3.074 José Sarney (PMDB) - 53.004(*) 16,67%) Henrique do Rego Almeida (PFL) - 27.237(*) (8,57%) Jonas Pinheiro Borges (PDS/PDT/PTB/PCS/PRONA) - 26.016(*) (8,18%) Geovani Pinheiro Borges (Frente Liberal de Reconstrução) - 21.376 (6,72%) Jorge Wagner Costa Gomes (Frente Ampla de Lib do AP) - 17.199 (5,41%) Edson Gomes Correia (Frente Liberal de Reconstrução) - 16.369 (5,15%) Raquel Capiberibe da Silva (Frente Ampla de Lib do AP) - 15.993 (5,03%) Heraldo da Fonseca Araujo (Frente Ampla de Lib do AP) - 6.564 (2,06%) Claudio Rocha Nunes (PDT) - 5.787 (1,82%) Clarck Charles Platon (Amapá Esperança) - 5.648 (1,77%) Carmem Maria Monteiro Chagas Maia (PDT) - 5.302 (1,66%) Maria Vitória daCosta Chagas (PDT) - 3.675 (1,15%) Antonio dos Santos Pedreira (PT do B) - 3.432 (1,07%) Amaury Guimarães Farias (PMDB) - 3.181 (1%) Nelson Merrwelvelson F. e Souza (PRP) - 2.017 (0,63%) Marlucio Martins Serrano (PMN) - 1.810 (0,56%) Milton Segala Pauletto (Amapá Esperança) - 1.274 (0,40%) (*)Eleitos Deputados Federais: PFL – 4 / PDT – 1 / PTB – 1 / PT – 1 / PSC - 1 Deputados Estaduais: PFL - 6 / PDT - 3 / PT –1 / PDS –1 / PTB – 2 / PSDB – 1 / PL –4 / PSB – 2 / PSC - 4 Bahia População: 12.014.023 Eleitorado: 6.019.317 Total votantes: 4.732.158 Governador Votos Brancos: 1.672.329 Votos Nulos: 717.534 Candidatos

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Antonio Carlos Magalhães (PFL)/Paulo Ganem Souto (PFL) - 1.642.726(*) Roberto Santos (PMDB/PSL) – 1039.787 Lídice da Mata (PC do B/PSB/PCB) – 308.979 Luiz Pedro Irujo (PSC/PTR/PRN/PSD/PtdoB) – 113.303 Sergio Azevedo (PT) – 112.214 Antonio Mendes Filho (PMN) – 22.125 (*) Eleito Senador Votos Brancos: 1.742.041 Votos Nulos: 586.352 Josaphat Ramos Marinho (PFL) - 1.179.585(*) (24,92%) Joaci Fonseca de Goes (Pela Honra da Bahia) - 648.732 (13,70%) Elizabeth Maria Souto Wagner (Frente Popular) - 350.218 (7,40%) Jonas Paulo de Oliveira Neres (PT) - 88.938 (1,87%) Silvoney Sales de Almeida (Nova Bahia) - 72.588 (1,53%) Clinio Mayrinck Monteiro de A. Neto (PMN) - 63.704 (1,34%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 8 / PFL – 11 / PDT – 4 / PDS – 1 / PRN – 3 / PTB – 2 / PSDB – 2 / PT – 2 / PDC – 3 / PL – 1 / PSB – 1 / PC do B - 1 Deputados Estaduais: PMDB - 16 / PFL - 22 / PDT – 2 / PT – 3 / PTB – 1 / PRN – 6 / PSDB - 6/ PL – 3 / PSB – 3 / PC do B - 1 Ceará População: 6.433.713 Eleitorado: 3.491.994 Total votantes: 2.896.185 Governador Ciro Ferreira Gomes (PSDB)/Lucio Gonçalo de Alcantara (PDT) - 1.279.492(*) Paulo Lustosa (PDS) – 871.047 João Alfredo (PT) – 185.482 Aguiar Jr. (PRN) – 19.508 (*) Eleito Senador Votos Brancos: 767.628 Votos Nulos: 186.227 Benedito Clayton Veras Alcantara (PSDB) - 1.026.965(*) (35,45%) Antonio Paes de Andrade (Compromisso Ceará Verdade) - 752.950 (25,99%) Antonio Durval Ferraz Soares (Frente Ceará Popular) - 162.415 (5,60%) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB – 4 / PFL –4 / PDT – 2 / PDS – 2 / PSDB – 7 / PDC – 1 / PSB – 2 / Deputados Estaduais: PMDB – 4 / PFL – 5 / PDT – 3 / PT – 1 / PDS – 5 / PTB – 2 / PRN – 1 / PSDB – 18 / PL – 2 / PDC – 1 / PSB – 1 / PC do B – 1 / PSD – 1 / PCN 1 Distrito Federal População: 1.639.035 Eleitorado: 893.659 Total votantes: 776.639 Governador Votos brancos: 132.141 Votos nulos: 95.193 Joaquim Domingos Roriz (PTR)/Marcia Kubistschek (PRN) - 365.925(*) Carlos Saraiva e Saraiva (PT) – 133.704 Mauricio Jose Correa (PDT) – 94.239 Elmo Cerejo farias (PL) – 61.485 Adolfo Lopes (PT do B) – 4.208 (*)Eleitos Senador Antonio Valmir Campelo Bezerra (PTR/PRN/PFL/PTB/PST) - 290.334(*) (37,38%) Lauro Álvares da Silva Campos (PT) - 209.655 (26,99%) Lindberg Aziz Cury (PL/PMDB/PRP/PS) - 58.975 (7,59%) Roberto Pompeu de Sousa Brasil (PDT/PSDB/PCB/PSB/PC do B/PEB) - 45.307 (5,83%)

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Roosevelt Dias Beltrão (PMN) - 6.374 (0,82%) Dagoberto servulo de Oliveira (PT do B) - 3.577 (0,46%) (*)Eleito Deputados Federais: PFL – 2 / PRN – 1 / PSDB – 1 / PT – 2 / PCB – 1 / PTR - 1 Deputados Estaduais: PFL - 2 / PDT – 5 / PT – 5 / PDS – 1 / PSDB – 1 / PL –2 / PDC –1 / PTR – 4 / PSC – 1 / PST – 1 / PC do B – 1 Espírito Santo População: 649.747 Eleitorado: 1.423.211 Total votantes: 1.233.688 Governador Votos Brancos: 307.840 Votos Nulos: 204.125 Governador 2o. turno Albuino Cunha de Azeredo (PDT)/Adelson Antonio Salvador (PDT) - 584.269(*) Jose Inácio Ferreira (PFL) – 294.672 Senador Votos Brancos: 366.507 Votos Nulos: 202.149 Elcio Alvares (PFL) - 290.487(*) (23,54%) Renato Viana Soares (Frente Democrática Capixaba) - 149.326 (12,10%) Magno Pires da Silva (Frente Popular Capixaba) - 72.950 (5,91%) José Moraes (PMDB) - 70.972 (5,75%) João Dalmacio Castello Miguel (PSDB) - 39.083 (3,16%) Ferdinand Berredo de Menezes (Frente Independente Capixaba) - 26.264 (2,12%) Jefferson de Aguiar (Frente Progressista Liberal) - 15.950 (1,29%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB –6 / PSDB – 3 / PL – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 4 / PFL – 6 / PDT – 3 / PT – 3 - / PTB – 4 / PRN – 3 / PSDB – 5 / PDC – 1 / PSB – 1 Goiás População: 4.098.513 Eleitorado: 2.244.631 Total votantes: 1.874.519 Governador Votos Brancos: 107.068 (5,7%) Votos Nulos: 189.205 (10,1%) Iris Rezende (PMDB)/Luiz Alberto Maguito Vilela (PMDB) - 889.927(*) (47,5%) Paulo Roberto Cunha (PDC/PFL/PRN/PDS/PTB/PSD/PRP/PSC/PST/PT do B) 537.111 (28,7%) Valdi Camarcio Bezerra (PT/PSB) - 88.836 (4,7%) Iram Saraiva (PDT/PSDB/PC do B/PMN/PSL) - 62.372 (3,3%) (*)Eleitos Senador Votos Brancos: 317.849 (17%) Votos Nulos: 162.670 (8,7%) Onofre Quinan (PMDB/PL/PCB/PTR0 - 633.085(*) (33,8%) Pedro Chaves Canedo (PDC/PFL/PRN/PDS/PTB/PSD/PRP/PSC/PST/PTdo b) 621.080 (33,1%) Athos Pereira da Silva (PT/PSB) - 101.828 (5,4%) Mauro Netto (PDT/PSDB/PC do B/PMN/PSL) - 38.006 (2%) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB – 10 / PDS – 1 / PRN – 1 / PDC – 4 / PSD – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 16 / PFL – 1 / PDT – 2 / PT – 3 / PDS – 2 / PRN – 3 / PSDB – 4 / PL – 2 / PDC – 6 / PC do B – 1 / PSD - 1 Maranhão População: 4.990.749 Eleitorado: 2.256.792 Total votantes: 1.625.575 Governador Edison Lobão (PFL)/José de Ribamar Fiquene (PFL) - 695.727(*)

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João Castelo (PRN) – 594.620 (*) Eleitos Senador Votos Brancos: 389.354 Votos Nulos: 138.256 Epitacio Cafeteira Afonso Pereira (PDC) - 653.956(*) (42,22%) João Bosco Barros Rego (Maranhão do Povo) - 321.256 (19,76%) Ricardo Wagner de Carvalho Lago (Frente de Oposição Popular) - 122.753 (7,55%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 1 / PFL – 7 / PDT – 1 / PDS – 1 / PRN – 2 / PSDB – 1 / PDC – 3 / PSB – 1 / PSC – 1 Deputados Estaduais: PMDB - 3 / PFL – 15 / PDT – 1 / PT – 2 / PDS – 1 / PTB – 1 / PRN – 4 / PL – 1 / PDC – 9 / PSB - 2 / PTR – 2 / PSC – 1 Minas Gerais População: 15.941.939 Eleitorado: 9.492.555 Total votantes: 8.158.802 Governador 2O. turno Helio Carvalho Garcia (PRS)/Arlindo Porto Neto (PRS) - 3.164.019(*) Helio Costa (PRN) – 3.006.219 (*) Eleito Senador Votos apurados (comparecimento): 8.158.802 Votos Brancos: 2.883.743 Votos Nulos: 1.088.656 Junia Marise Azeredo Coutinho (PRN) - 1.258.977(*) (15,43%) Patrus Ananias de Sousa (Frente Minas Popular) - 934.964 (11,45%) Alysson Paulinelli (PFL) - 930.350 (11,40%) Joaquim de Melo Freire (Participação Renovação e Trabalho) - 393.023 (4,81%) Hugo Modesto Gontijo (Renova Minas-RM) - 297.430 (3,64%) Carlos Eduardo Venturelli Mosconi (PSDB/PDT) - 252.399 (3,09%) Geraldo Diniz Couto (Mov. Unidade Mineira) - 64.564 (0,79%) Guido Luiz Mendonça Bilharinho (PST) - 54.696 (0,67%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 14 / PFL – 6 / PDS – 2 / PRN – 6 / PTB – 3 / PSDB – 6 / PT – 6 / PDC – 1 / PL – 4 / PSB – 1 / PRS – 4 Deputados Estaduais: PMDB – 20 / PFL – 7 / PDT – 3 / PT – 10 / PDS – 3 / PTB – 4 / PRN – 8 / PSDB – 7 / PL – 5 / PDC – 1 / PTR – 1 / PMN – 2 / PRS - 6 Mato Grosso do Sul População: 1.818.175 Eleitorado: 1.024.928 Total votantes: 859.505 Governador Votos Brancos: 210.570 Votos nulos: 74.806 Pedro Pedrossian (Frente das Oposições)/Ary Rigo (PST) - 417.589(*) Gandi Jamil (PDT) – 217.289 Manuel Bronze (PT) – 68.304 (*) Eleito Senador Levy Dias (Frente das Oposições) - 301.752(*) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 1 / PFL – 1 / PRN – 1 / PTB – 3 / PST – 2 Deputados Estaduais: PMDB – 3 / PFL – 1 / PDT – 4 / PT – 1 / PTB – 7 / PRN – 1 / PSDB – 3 / PST - 4 Mato Grosso População: 2.107.698 Eleitorado: 1.089.650 Total votantes: 824.350 Governador

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Votos brancos: 217.372 Votos nulos: 86.496 Jaime Veríssimo de Campos (PDS/PFL)/Osvaldo Roberto Sobrinho (PTB)401.005(*) Agripino Bonilha Filho (PMDB) – 83.053 Luis Scaloppe (PT/PDT) – 75.685 Luiz Soares (PSDB) – 32.615 Mafalda S. Pedra (PSD) – 7.455 (*) Eleitos Senador Júlio José de Campos (PDS/PTB/PL/PFL/PTR) - 331.212(*) (*) Eleito Deputados Federais: PFL – 3 / PDS – 1 / PTB – 2 / PL – 2 Deputados Estaduais: PMDB – 3 / PFL – 11 / PDT – 2 / PT – 2 / PDS – 1 / PTB – 1 / PRN – 2 / PL – 1 / PDC – 1 Pará População: 5.328.133 Eleitorado: 2.309.791 Total votantes: 1.700.539 Governador 2o. turno Jader Barbalho (PMDB)/Carlos José Oliveira Sobrinho(PST) - 708.703(*) Sahid Xerfan (PTB/PFL) – 701.403 (*) Eleitos Senador Votos Brancos: 441.642 Votos Nulos: 104.062 Fernando Coutinho Jorge (PMDB) - 394.795(*) (23,21%) Ademir Galvão Andrade (Colig. Frente Popular Novo Pará) - 384.520 (22,61%) Jorge Andrade (Colig. do Povo) - 312.661 (18.38%) João Menezes (PDC) - 40.934 (2,40%) Hélio Vieira Dourado (Col. Frente da Recuperação do Pará) - 21.925 (1,28%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 6 / PFL – 1 / PDT – 1 / PDS – 2 / PTB – 4 / PT – 2 / PC do B – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 10 / PDT – 2 / PT – 6 / PDS – 7 / PTB – 8 / PRN – 4 / PSDB – 1 / PL – 2 / PDC – 1 Paraíba População: 3.229.163 Eleitorado: 1.810.996 Total votantes: 1.482.449 Governador 1º turno Wilson Leite Braga (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) - 498.763 Ronaldo José da Cunha Lima (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) - 462.562 João Agripino de Vasconcelos Maia (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) 137.487 Genival Veloso de França (PL/PSC) - 44.719 João Juracy Palhano Freire (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) - 6.494 2º turno Ronaldo José da Cunha Lima (PMDB)/Cícero de Lucena Filho - 704.375(*) Wilson Leite Braga (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) – 571.802 (*)Eleitos Senador Votos Brancos Votos Nulos Antonio Marques da Silva Mariz (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) 490.376(*) Marcondes Iran Benevides Gadelha (PMN/PC do B/PCB) - 296.278 Joacil de Brito Pereira (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) - 60.706 Paulo de Araujo Netto (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) - 29.511 Francisco Asfora (PMDB/PSB/PFL/PTB/PDS/PDT/PTR) - 16.615

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(*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 4 / PFL – 3 / PDT – 3 / PRN – 2 Deputados Estaduais: PMDB – 8 / PFL – 9 / PDT – 8 / PT – 1 / PRN – 9 / PC do B -1 Pernambuco População: 7.187.355 Eleitorado: 3.885.434 Total votantes: 3.250.409 Governador Joaquim Francisco de F. Cavalcanti (PFL)/Carlos Roberto Guerra Fontes (PRN) 1.238.061(*) Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 1.088.292 Paulo Rubem Santiago (PT) – 64.235 Maxwel Sampaio (PTB) – 26.991 Alexandre Santos (PSL) – 12.403 (*) Eleitos Senador Votos apurados (comparecimento): 3.250.250 Votos Brancos: 960.966 Votos Nulos: 286.832 Marco Antonio de Oliveira Maciel (PFL) - 910.699(*) (28,01%) José Queiroz de Lima (Frente Pop. de Pernambuco) - 840.750 (25,86%) Homero Moura Lacerda de Melo (Força Trab. Liberal de Pernam.) - 160.293 (4,93%) José Ailton de Lima (PT) - 70.234 (2,16%) Marcus Martinez Martins (PSL) - 20.476 (0,62%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 4 / PFL – 11 / PRN – 3 / PSB – 5 / PC do B – 1 / PCB – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 8 / PFL – 15 / PDT – 6 / PT – 2 / PDS – 1 / PTB – 1 / PRN – 5 / PSDB – 2 / PL – 4 / PSB – 4 / PCB - 1 Piauí População: 2.610.476 Eleitorado: 1.410.051 Total votantes: 1.175.355 Governador 2O. turno Antonio de Almeida Freitas Neto (PDS)/Guilherme Cavalcante Melo (PDS) 571.652(*) Wall Ferraz (PSDB) 470.660 (*) Eleito Senador Lucídio Portella Nunes (PDS/PTB/PSC/PFL) - 373.982(*) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 2 / PFL – 5 / PDS – 2 / PSDB – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 10 / PFL – 13 / PT – 1 / PDS – 2 / PL – 2 / PDC – 2 Paraná População: 8.511.279 Eleitorado: 5.112.793 Total votantes: 4.399.455 Governador 2O. turno Roberto Requião de Mello e Silva (PMDB)/Mário Pereira - 1.877.282(*) José Carlos Martines (PRN/PFL) – 1489.172 (*) Eleitos Senador José Eduardo Andrade Vieira (PTB/PDS/PTR/PST) - 1.035.876(*) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 7 / PFL – 4 / PDT – 2 / PRN – 8 / PTB – 2 / PSDB – 4 / PT – 3

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Deputados Estaduais: PMDB – 16 / PFL – 6 / PDT – 6 / PT – 3 / PTB – 5 / PRN – 10 / PSDB – 5 / PL – 2 / PSB – 1 Rio de Janeiro População: 12.916.705 Eleitorado: 8.277.296 Total votantes: 7.456.214 Governador Leonel de Moura Brizola (PDT)/Nilo Batista (PDT) - 3.523.082(*) Jorge Bittar (PT) – 1.010.081 Nelson Carneiro (PMDB) – 766.594 Ronaldo César Coelho (PSDB) – 430.295 (*)Eleitos Senador Votos Apurados (comparecimento): 7.456.214 Votos Brancos: 1.756.098 Votos Nulos: 777.792 Darcy Ribeiro (PDT) - 2.787.349(*) (37,38%) Tecio Lins e Silva (PSDB) - 1.200.885 (16,10%) Jorge Milton Temer (Frente Popular) - 485.870 (6,51%) Francisco de Assis Martins Amaral (Aliança Progressista) - 372.022 (4,98%) Vicente Paulo de Mattos (Frente Trabalhista Social Cristã) - 76.198 (1,02%) Jasiel Leal Santana (PS) - 0 (zero) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 2 / PFL – 5 / PDT – 19 / PDS – 2 / PRN – 2 / PTB – 4 / PSDB – 1 / PT – 3 / PDC – 2 / PL – 2 / PSB – 1 / PC do B – 1 / PCB – 1 / PTR –1 Deputados Estaduais: PMDB – 9 / PFL – 6 / PDT – 21 / PT – 7 / PDS – 2 / PTB – 3 / PRN – 4 / PSDB – 3 / PL – 3 / PDC – 4 / PTR – 3 / PST – 1 / PMN – 2 / PCB – 1 / PNT - 1 Rio Grande do Norte População: 2.448.267 Eleitorado: 1.331.039 Total votantes: 1.141.250 Governador 2o. turno José Agripino Maia (PDS)/Vivaldo Silvino da Costa (PL) - 525.229(*) Lavoisier Maia (PDT) – 483.067 (*) Eleitos Senador Votos apurados (comparecimento): 1.141.250 Votos Brancos: 275.040 Votos Nulos: 89.220 Garibaldi Alves Filho (PMDB) - 404.206(*) (35,41%) Carlos Alberto de Sousa (Vontade do Povo) - 329.793 (28,89%) José de Anchieta Ferreira Lopes (Frente Popular Potiguar) - 42.991 (3,76%) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 3 / PFL – 3 / PRN – 1 / PSDB – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 10 / PFL – 5 / PDT – 1 / PT – 1 / PDS – 3 / PL – 4 Rondônia População: 1.190.739 Eleitorado: 588.691 Total votantes: 429.872 Governador 2O. turno Oswaldo Piana Filho (PSC)/Assis Canuto (PTR) - 182.736(*) Valdir Raupp (PRN) – 147.033 (*) Eleitos Senador Odacir Soares Rodrigues (PFL) - 104.186(*) (*)Eleito Deputados Federais: PDT – 1 / PTB – 7

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Deputados Estaduais: PMDB – 4 / PFL – 2 / PT – 2 / PDS – 1 / PTB – 7 / PRN – 3 / PSDB – 1 / PL – 1 / PTR – 1 / PSC - 1 Roraima População: 228.749 Eleitorado: 86.226 Total votantes: 68.720 Governador 2o. turno Ottomar de Sousa Pinto (PTB)/Antonio Airton Oliveira Dias (PTB) – 32.600(*) Romero Jucá (PDS/PFL) – 28.969 (*) Eleitos Senador Votos apurados (comparecimento): 206.160 Votos Brancos: 43.571 Votos Nulos: 6.021 Hélio da Costa Campos (PMN) - 28.340(*) (13,74%) Maria Marluce Moreira Pinto (PTB) - 20.316(*) (9,85%) César Augusto de Souza Dias (PMDB) - 18.657(*) (9,04%) Moisés Sragowicz Lipinik (PTB) - 15.841 (7,68%)6 João José Pereira de Lyra (Novo Roraima) - 15.053 (7,30%) Francisco Mozarildo de M. Cavalcanti (PL) - 9.967 (4,83%0 José Altino Machado (PMDB) - 9.507 (4,61%) Roberio Bezerra de Araújo (Mov. Roraima Livre) - 6.483 (3,14%) Alcides da Conceição Lima Filho (PFL) - 5.432 (2,63%) Manuel Belchior de Albuquerque (PRN) - 4.172 (2,02%) Francisco Adalberto L. da Silva (PRP) - 4.080 (1,97%) Alci da Rocha (Frente Popular Nova Estrela) - 3.445 (1.67%) Francisco das Chagas Duarte (Mov. Roraima Livre) - 3.086 (1,49%) Hailton de Mello Vieira (PRN) - 2.763 (1,34%) Tomé de Medeiros Raposo Filho (Mov. Roraima Livre) - 2.457 (1,19%) Túlio Roberto de Oliveira (Novo Roraima) - 2.456 (1,19%) Clidenor Andrade Leite (PT) - 1.605) - (0,77%) Rogério Miranda (PMN) - 1.120 (0,54%) Ziomar Dantas Maia (PRN) - 827 (0,40%) Rubens de Camargo Penteado (PDS) - 588 (0,28%) Jorge Antonio Miguel Yunes (PDS) - 373 (0,18%) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB – 1 / PFL – 1 / PDS – 2 / PTB – 3 / PDC – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 2 / PFL – 1 / PDS – 3 / PTB – 6 / PRN - 2 / PSDB – 4 / PL – 4 / PSC - 2 Rio Grande do Sul População: 9.249.199 Eleitorado: 5.747.083 Total votantes: 5.224.485 Governador 2O. turno Alceu de Deus Collares (PDT)/João Gilberto Lucas Coelho (PSDB) - 2.319.400(*) Nelson Marchezan (PDS/PFL) – 1.472.356 Senador Pedro Jorge Simon (PMDB) - 1.576.664(*) (*)Eleitos Deputados Federais: PMDB – 9 / PFL – 1 / PDT – 7 / PDS – 9 / PSDB – 1 / PT – 4 Deputados Estaduais: PMDB – 12 / PFL – 2/ PDT – 13 / PT – 5 / PDS – 13 / PTB – 8 / PSB – 1 / PC do B - 1 Santa Catarina População: 4.614.268 Eleitorado: 2.769.517 Total Votantes: 2.484.551 Governador Vilson Pedro Kleinubing (PFL)/Antonio Carlos Konder Reis (PDS) - 932.877(*) Paulo Afonso E. Vieira (PMDB) – 556.357 Nelson Wedekin (PDT) – 205.931

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Dirceu Carneiro (PSDB) – 76.984 Américo farias (PRN) – 62.362 Nilton Mateus (PMN) – 15.807 (*) Eleitos Senador Esperidião Amin Helou Filho (PDS) - 981.963(*) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 5 / PFL – 3 / PDT – 1 / PDS – 5 / PT – 1 / PL – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 11 / PFL – 7 / PDT – 1 / PT – 4 / PDS – 10 / PRN – 3 / PSDB – 1 / PL – 1 / PDC – 1 / PCB - 1 Sergipe População: 1.515.142 Eleitorado: 803.041 Total votantes: 693.769 Governador João Alves Filho (PDS)/José Carlos Mesquita Teixeira (PMDB) - 364.819(*) José Eduardo Dutra (PT) – 124.050 Gilberto Selles dos Anjos (PTR) – 5.897 (*) Eleitos Senador Albano do Prado Pimentel Franco (PDS/PMDB/PDC/PL/PFL/PCN/PMN/PRN/PRP /PSDB) - 278.862 (*) Carlos Alberto Menezes (PDT/PCB) - 118.639 Clóvis Barbosa de Melo (PT/PSB/PC do B) - 23.767 Juviano Pacheco de Santana (PTR) - 9.957 (*)Eleito Deputados Federais: PFL – 4 / PDS – 2 / PRN – 1 / PMN – 1 Deputados Estaduais: PMDB – 3 / PFL – 10 / PDT – 2 / PT – 2 / PDS – 4 / PRN – 1 / PDC – 1/ PMN - 1 São Paulo População: 32.126.058 Eleitorado: 18.727.014 Total votantes: 17.130.890 Governador 1O. turno Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB)/Aloysio Nunes Ferreira Filho(PMDB) 7.368.726(*) Paulo Salim Maluf (PDS/PRN/PTB) – 5.872.252 Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB/PFL) – 3.803.077 Mario Covas (PSDB) – 2.050.573 Plínio de Arruda Sampaio (PT) – 1.636.058 Adhemar de Barros Filho (PRP) – 63.115 Sonia Maria Ishikawa (PLH) – 45.916 Miguel Mendonça (PST) – 27.573 2o. turno Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB)/Aloysio Nunes Ferreira Filho(PMDB) 7.368.726(*) Paulo Salim Maluf (PDS/PRN/PTB) – 6.865.158 (*) Eleitos Senador Eduardo Matarazzo Suplicy (PT) - 4.229.867(*) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 12/ PFL – 1 / PDT – 2 / PDS – 7 / PRN – 6 / PTB – 6 / PSDB – 9 / PT – 10 / PDC – 1 / PL – 5 / PC do B – 1 Deputados Estaduais: pmdb – 19 / PFL – 8 / PDT – 3 / PT – 14 / PDS – 11 / PTB – 11 / PRN – 2 / PSDB – 9 / PL – 2 / PDC – 1 PSB – 1 / PST – 2 / PC do B – 1 Tocantins População: 946.604 Eleitorado: 498.963 Total votantes: 372.292 Governador 2O. turno

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Moisés Avelino (PMDB/PSDB/PDT)/Paulo Sidney Antunes (PMDB) - 175.166(*) Moisés Abraão Neto (PDC/PDC/PFL) – 137.983 (*) Eleitos Senador João da Rocha Ribeiro Dias (PDC/PL/PFL/PST/PTR/PMN/PSC) - 115.438(*) (*)Eleito Deputados Federais: PMDB – 2 / PRN – 1 / PSDB – 1/ PDC – 4 Deputados Estaduais: PMDB–9 / PFL– 3 / PDS – 2 / PRN – 1 / PDC – 8 / PST – 1. 1991 Como forma de criar um mecanismo de sustentação política ao governo Collor, é criada a “Frente de Governadores”, com base nos estados da região centro-oeste e apoiada por alguns governadores do PMDB. Os governadores aliados passam a receber a atenção do governo federal para a renegociação de suas dívidas públicas. Ao final de setembro, há uma desvalorização de 20% do Cruzeiro, a inflação se agrava, os preços chegam a aumentar 400% no ano e, com a alta dos juros atingindo 1.000% o setor industrial promove demissões maciças, deixando, somente em São Paulo, mais de 1 milhão de pessoas sem trabalho. 1992 Irmão do presidente Fernando Collor, Pedro, denuncia um esquema de trafico de influencia, corrupção e irregularidades financeiras no governo federal, montado por Paulo César Farias, amigo e tesoureiro de campanha do presidente. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é criada para investigar o escândalo. (abril). Collor realiza uma reforma ministerial para obter maior sustentação dos partidos políticos. A coalizão dos partidos que apóiam o governo é ampliada, sendo dessa forma composta pelo PFL (17,5%), PDS (7,8%), PTB (7,4%), PRN (7,4%), PDC (4,5%) e PL (2,4%), o que equivale a 47% das cadeiras parlamentares. Denúncias comprometem o presidente Fernando Collor e o Congresso aprova, em setembro, a abertura do processo de impeachment. Fernando Collor é afastado da presidência e o vice, Itamar Franco, assume interinamente em outubro. Em dezembro, o Senado declara Fernando Collor culpado do delito de responsabilidade, condenando-o à perda do mandato presidencial e à suspensão de seus direitos políticos até 2001.

Presidente da República Itamar Augusto Cautiero Franco – que assume o lugar do Presidente Fernando Collor interinamente em outubro e definitivamente em dezembro.

Ao assumir a presidência, Itamar Franco busca uma ampla coalizão de partidos, que abrange forças partidárias de direita, centro e esquerda (PSDB, PFL, PMDB, PTB e PSB), somando 58% das cadeiras do Congresso. Com essa coalizão, Itamar procura reconstituir a interação necessária entre os poderes executivo e legislativo, minimizada no governo Collor.

1992

Eleições Prefeitos e Vereadores PREFEITOS ELEITOS NAS CAPITAIS: Aracaju Jackson Barreto (PDT) Belém Helio Gueiros (PFL) Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) Boa Vista Maria Jucá (PDS)

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Campo Grande Juvêncio César da Fonseca (PMDB) Cuiabá Dante de Oliveira (PDT) Curitiba Rafael Greca (PDT) Florianópolis Sergio Grando (PPS) Fortaleza Antonio Cambraia (PMDB) Goiânia Darci Accorsi (PT) João Pessoa Francisco Franca (PDT) Macapá João Papaléo (PSDB) Maceió Ronaldo Lessa (PSB) Manaus Amazonino Mendes (PDC) Natal Aldo Tinoco (PSB) Palmas Eduardo Siqueira Campos (PDC) Porto Alegre Tarso Genro (PT) Porto Velho Jose Guedes (PSDB) Recife Jarbas Vasconcelos (PMDB) Rio Branco Jorge Viana (PT) Rio de Janeiro César Maia (PMDB) Salvador Lídice da Mata (PSDB) São Luis Conceição Andrade (PSB) São Paulo Paulo Salim Maluf (PDS) Terezina Wall Ferraz (PSDB) Vitória Paulo Hartung (PSDB) NÚMERO DE PREFEITOS ELEITOS POR PARTIDO: PMDB – 1.605 / PFL – 965 / PDS, coligado ao PPR e o PPB – 363 / PDT – 377 / PTB – 303 / PSDB – 317 / PT – 54 / PL – 165 / PDC – 211 / PSB – 48 / PRN – 98 / PSC – 50 / PTR – 48 / PCB, coligado ao PPS, – 1 / PSD – 35 / PST – 122.

* O número de vereadores eleitos pelo PT foi o mesmo de 1988 nas capitais e interior. O número de prefeitos aumentou de 36 para 54, mas só fez sucessor em 12.

1993

Plebiscito (previsto pela Constituição) Forma e Sistema de governo RESULTADO População Brasileira (censo 1991): 147.053.940

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Total eleitores: 90.256.552 Comparecimento: 67.010.409 Abstenção: 23.246.143 Forma de Governo Monarquia: 6.843.196 (10,21%) República: 44.266.608 (66,06%) Votos Brancos: 7.030.815 (10,49%) Votos Nulos: 8.869.790 (13,24%) Sistema de Governo Parlamentarismo: 16.518.028 (24,65%) Presidencialismo: 37.156.884 (55,45%) Votos Brancos: 3.467.181 (5,17%) Votos Nulos: 9.868.316 (14,73%) 1993 Em maio, o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), fundado por dissidentes do PMDB, adquire o controle da política econômica do governo federal, com o remanejamento do senador paulista Fernando Henrique Cardoso do Ministério das Relações Exteriores para o Ministério da Fazenda. Em setembro, o governador de São Paulo, Antonio Fleury Filho, rompe com o governo federal, mas, no mesmo mês, o Conselho Nacional do PMDB se reúne e decide manter o apoio ao governo Itamar Franco. Lei complementar de dezembro aumenta de 60 para 70 cadeiras a bancada parlamentar federal paulista na Câmara do Deputados. Idealizado e executado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso o Plano Real é lançado pelo Governo Federal. Este novo plano econômico visava reduzir drasticamente a inflação e estabilizar a economia por meio da criação de uma nova moeda forte, o Real. O Plano se constituiria em 3 fases: de dezembro de 93 a fevereiro de 94, realização do ajuste fiscal; de março a junho de 94, adoção da Unidade Referencial de Valor (URV) na definição de preços, contratos e conversão do cruzeiro em URV e, em julho de 94, a reforma monetária e transformação da URV em Real, com o valor desta maior que o Dólar americano. 1994 Corrida presidencial: até o início de abril, Lula é o único candidato em campanha de fato, percorrendo todo o Brasil com a chamada “Caravana da Cidadania”, entrando em contato direto com o povo. Com sua personalidade carismática, Lula traz para as telas da TV o Brasil dos excluídos, chegando a obter 37% das intenções de voto, segundo as pesquisas. Fernando Henrique Cardoso (FHC), que deixa o Ministério da Fazenda de forma a possibilitar a sua candidatura à Presidência da República, ainda estava em fase de afirmação como candidato da situação, decidindo e definindo as alianças. Contando com 21% das intenções de voto e com a desistência de candidaturas como as de Paulo Maluf, Antonio Carlos Magalhães e José Sarney, Fernando Henrique se consolida como o 2o. colocado, apresentando boas condições eleitorais, galvanizando alianças com os partidos de sustentação do governo. Lula atinge, em maio, 42% das intenções de voto, enquanto FHC cai para 16%, o que mostra que o eleitorado em geral, ligado aos líderes estaduais e regionais tradicionais que estavam fora do páreo, opta, em determinado momento, pelo nome mais conhecido, em maior evidência e que representa mudança, já que havia uma grande insatisfação pela situação do país. Segundo pesquisa do DATAFOLHA de 2 de maio, o governo de Itamar Franco recebe 38% de ruim e péssimo e 16% de bom e ótimo. Em junho, Lula tem 41% das intenções de voto contra 39% de todos os outros candidatos somados. O Congresso Nacional aprova lei que proíbe imagens produzidas fora de estúdio para os programas de propaganda política. Em 1o. de julho o governo lança a 3a. fase do Plano Real e o ministro Fernando Henrique Cardoso ganha grande espaço na mídia e começa a ganhar notoriedade popular como o responsável pela estabilização. O êxito antiinflacionário do Plano Real começa a desestabilizar a candidatura de Lula. Fernando Henrique Cardoso já tem nas mãos a bandeira do controle de

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preços e ganha em questões mais gerais e globais como “fazer o Brasil crescer”, “trazer investimentos para gerar empregos”, “dar tranqüilidade ao país”, “colocar em ordem as finanças públicas” e “dar continuidade” ao Plano Real, o qual obtinha um apoio cada vez mais crescente da sociedade. Pesquisas do CBPA e SENSUS mostram que 94% da população “torcem” para o Plano dar certo e que FHC tem melhores condições para dar continuidade ao mesmo (62%), contra 16% para Lula. O horário eleitoral gratuito começa com Lula em baixa nas pesquisas e sem um discurso claro sobre o Plano Real, o que passa a impressão de que ele é contra o mesmo. O programa eleitoral do ex-Ministro da Fazenda, já conhecido pelas iniciais de seu nome dado ao grande sucesso de sua exposição pública, FHC, é bem recebido, contribuindo para torná-lo mais conhecido e fazê-lo passar à frente de Lula nas pesquisas de intenção de voto. Pesquisa do instituto SENSUS de setembro mostra que o governo de Itamar Franco tem 47% de bom e ótimo e 20% de ruim e péssimo, fazendo com que a opinião do presidente da República (18,4%) fosse considerada a mais importante para definir o voto para seu sucessor. Já os critérios mais importantes utilizados pelos eleitores para a definição do voto são: debates na TV e rádio (20,9%), contato direto com o candidato (16%), programa do horário gratuito (14,7%), comícios (6,8%), índices de pesquisas (6,4%) candidatos de parente (5,4%). A seleção Brasileira de futebol conquista o tetracampeonato mundial nos EUA e o Plano Real se consolida como iniciativa fundamental para a organização econômica do país. Como a população queria ver propostas concretas e soluções convincentes, Lula vai perdendo terreno porque suas propostas não ficavam claras, principalmente quanto ao destino Plano Real. Já FHC tem uma imagem cada vez mais positiva, pois era reconhecido como aquele que fez o Plano Real e o que teria melhores condições de continuá-lo. Charmoso, inteligente, tem uma campanha mais alegre, não fala mal de ninguém, passa uma imagem de segurança e, usando o slogan “moeda forte, salário forte”, conquista ampla maioria. Em agosto, FHC já ultrapassa Lula nos índices de intenções de voto, chegando a ter, segundo pesquisa do IBOPE de 27 de setembro, 46% contra 21% de Lula. Pesquisa do instituto SENSUS, também de setembro, mostra que o governo de Itamar Franco tem 47% de bom e ótimo e 20% de ruim e péssimo, fazendo com que a opinião do Presidente da República (18,4%) fosse considerada a mais importante para definir o voto para seu sucessor. Já os critérios mais importantes utilizados pelos eleitores para a definição do voto são: debates na TV e rádio (20,9%), contato direto com o candidato (16%), programa do horário gratuito (14,7%), comícios (6,8%), índices de pesquisas (6,4%) candidatos de parente (5,4%).

1994

Eleição Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que ao

assumir declara que “a era Vargas acabou”.

Vice – Marco Antônio de Oliveira Maciel + Eleições Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais RESULTADO DAS ELEIÇÕES População brasileira: 149.236.984 Eleitorado: 94.782.803

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Presidente Total votantes: 77.528.222 Votos válidos: 63.285.618 Votos nulos: 7.443.132 (11,76%) Votos brancos: 6.799.472 (10,74%) Fernando Henrique Cardoso (PSDB)/Marco Antonio Maciel (PFL): 34.364.916; 44,09% Luiz Inácio Lula da Silva (PT)/ Aloysio Mercadante Oliva (PT): 17.122.366; 21,97% Enéas Ferreira Carneiro (PRONA)/Roberto Gama e Silva (PRONA) - 4.671.533; 5,99% Orestes Quércia (PMDB)/Iris de Araújo Rezende Machado (PMDB) - 2.772.235; 3,56% Leonel de Moura Brizola (PDT) - 2.015.850; 2,59% Esperidião Amin Helou Filho (PPR) - 1.739.925; 2,23% Carlos Antonio Gomes (PRN) - 387.753; 0,50% Hernani Goulart Fortuna (PSC) - 238.207 - 0,31%

Acre

População: 428.006 Eleitorado: 263.162 Governador 1º turno Total votantes: 206.393 Votos brancos 27.842 (10,57%) Votos nulos: 9.033 (3,43%) Orleir Messias Cameli (PPR) e Labib Murad (PPR) - 91.997 Sebastião Afonso Viana Macedo Neves (PT) e Francisco Eduardo Saraiva de Farias (PC do B) - 41.830 Flaviano Flavio Baptista de Melo (PMDB) e Ilson Alves Ribeiro (PSDB) - 46.280 Duarte José do Couto Neto (PRONA) e Anazildo Carneiro de Lima (PRONA) 2.077 2º turno Total votantes: 171.433 Brancos: 1.706 (0,64%) Nulos: 11.560 (4,39%) Orleir Messias Cameli (PPR) e Labib Murad (PPR) - 91.997(*) Flaviano Flavio Baptista de Melo (PMDB) e Ilson Alves Ribeiro (PSDB) - 79.436 (*)Eleitos Senador Brancos 84.570 (32,13%) Nulos: 26.933 (10,23%) Votos nominais: 301.283 Maria Osmarina de Souza (PT): 64.436(*) Nabor Teles da Rocha Junior (PMDB): 60.355(*) Jorge Kalume (PPR) - 45.633 Narciso Mendes de Assis (PPR) - 55.998 Aluizio Bezerra de Oliveira (PMDB) - 53.038 José Humberto Coelho (PL) - 11.921 José Wilkens Dias Sobrinho (PRONA) - 9.905 (*)Eleitos Deputados Federais: PPR - 3 / PMDB - 4 / PP - 1 Deputados Estaduais: PPR-8 / PT - 2 / PMDB - 6 / PFL - 5 / PMN - 2 / PC DO B - 1

Alagoas

População: 2.548.092 Eleitorado: 1.156.990 Governador Total votantes: 979.067 Votos Brancos: 249.636 (21,57%) Votos Nulos: 105.124 (9,08%) Divaldo Suruagy (PMDB) e Manoel Gomes de Barros (PTB) - 495.646(*) Angela Moreira Canuto Mendonça (PDT) e Heth Cesar Bismarch Athayde Barbosa de Oliveira (PDT) - 16.254 Pedro Vieira da Silva (PP) e Daniel Houly de Almeida (PP) - 62.248

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Marcos Antonio da Rocha Vieira (PSB) e Tutmes Airan Albuquerque Neto (PT) 50.159 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 982.307 Votos Brancos: 632.814 (54,69%) Votos Nulos: 343.013 (29,64%) Candidatos: José Renan Vasconcelos Calheiros (PMDB) - 235.332 (*) Teotônio Brandão Vilela Filho (PSDB) - 331.452 (*) Arlete dos Santos Leite (PDT) - 58.191 Luiz Gonzaga Mendes de Barros (PTB) - 44.173 Antonio Holanda Costa (PSC) - 140.018 José Régis Barros Cavalcante (PPS) - 111.236 José Moura Rocha (PP) - 61.905 Deputados Federais: PPR - 1 / PTB - 1 / PMDB - 1 / PSC - 1/ PFL - 1 / PP - 1 / PSD - 1 / PSDB - 2 Deputados Estaduais: PPR - 1 / PT - 1 / PTB - 1 / PMDB - 6 / PSC - 6 / PFL - 4 / PMN - 2 / PP - 3 / PSB - 2 / PRP - 1 Amazonas População: 2.156.852 Eleitorado: 1.106.006 Governador Total votantes: 799.541 Votos brancos: 114.411 (10,34%) Votos nulos: 32.960 (2,98%) Amazonino Armando Mendes (PPR) e Alfredo Pereira do Nascimento (PPR) 406.060(*) Aloysio Nogueira de Melo (PT) e Paulo Rodrigues de Araújo (PT) - 49.654 Raimundo Nonato Marreiros de Oliveira (PL) e Lucia Regina Antony (PC do B) 196.456 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 1.104.002 Votos Brancos: 412.357 (37,28%) Votos nulos: 82.723 (7,47%) José Bernardo Cabral (PP): 275.652(*) José Jefferson Carpinteiro Peres (PSDB): 246.776(*) José de Oliveira Barroncas (PT) - 48.908 Raimundo Moacir Lima Filho (PT) - 35.543 José Cardoso Dutra (PMDB) - 206.673 Félix Valois Coelho Junior (PPS) - 31.946 Francisco Garcia Rodrigues (PFL) - 198.094 Serafim Fernandes Correa (PSB) - 60.410 (*)Eleitos Deputados Federais: PPR - 3 / PMDB - 3 / PFL - 1 / PSDB - 1 Deputados Estaduais: PPR - 7 / PTB - 3 / PMDB - 5 / PFL - 2 / PMN - 1 / PP - 1 / PSB - 1 / PSD - 1 / PRP - 1 / PSDB - 1 / PC DO B - 1

Amapá

População: 299.305 Eleitorado: 197.171 Governador 1º turno Total votantes: 142.626 Votos Brancos: 13.769 (6,98%) Votos Nulos: 3.807 (1,93%) João Alberto Rodrigues Capiberibe (PSB) e Antonio Ildegardo Gomes de Alencar (PT) - 60.272 Jonas Pinheiro Borges (PTB) e João Estoesse Monteiro de Araújo (PFL) - 35.811 Salomão Alcolumbre (PMDB) e Paulo Fernando Batista Guerra (PMDB) - 27.214 Ailton Francisco de Oliveira (PL) e Jairo Alves Gomes (PL) - 1.753 2º turno

99


Total votantes: 131.534 Brancos: 626 (0,31%) Nulos: 3.484 (1,76%) João Alberto Rodrigues Capiberibe (PSB) e Antonio Ildegardo Gomes de Alencar (PT) - 69.907(*) Jonas Pinheiro Borges (PTB) e João Estoesse Monteiro de Araújo (PFL) - 57.517 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 225.118 Brancos: 48.769 (24,73%) Nulos: 11.365 (5,76%) Gilvam Pinheiro Borges (PMDB) - 50.249(*) Sebastião Ferreira da Rocha (PDT) - 46.798(*) José Gilton Pinto Garcia (PPR) - 35.473 Jorge Wagner Costa Gomes (PT) - 31.922 José Muniz Ferreira (PTB) - 4.066 Rodolfo dos Santos Juarez (PL) - 9.054 Henrique do Rego Almeida (PFL) - 32.917 Jaci Almeida Siqueira (PRN) - 2.811 Telma de Sousa Gameleira (PRONA) - 11.828 (*)Eleitos Deputados Federais: PPR - 1 / PTB - 1 / PFL - 3 / PP - 1/ PSB - 2 Deputados Estaduais: PDT - 1 / PT - 1 / PTB - 2 / PMDB - 3 / PL - 3 / PFL - 5 / PSB - 1 / PSD - 1

Bahia

População: 12.014.023 Eleitorado: 7.031.624 Governador 1º turno Total votantes: 5.156.268 Brancos: 1.392.838 (19,80%) Nulos: 483.512 (6,87%) Paulo Ganem Souto (PFL) e Cesar Augusto Rebello Borges (PFL) - 1.617.092 Nilo Augusto Moares Coelho (PMDB) e Sebastião Rodrigues Castro (PMDB) 271.401 João Durval Carneiro (PMN) e Germano Tabacof (PDT) - 829.598 Alvaro Martins Santos (PRN) e Emidio Frederico Pinto (PRN) - 98.502 Jutahy Magalhães Junior (PSDB) e Sérgio Mauricio Brito Gaudenzi (PSDB) 463.325 2º turno Total votantes: 4.368.192 Brancos: 75.722 (1,07%) Nulos: 479.768 (6,82%) Paulo Ganem Souto (PFL) e Cesar Augusto Rebello Borges (PFL) - 2.235.659(*) João Durval Carneiro (PMN) e Germano Tabacof (PDT) - 1.577.043 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 5.884.246 Brancos: 3.083.376 (43,85%) Nulos: 1.344.914 (19,12%) Antonio Carlos Peixoto de Magalhães (PFL) - 1.926.500(*) Waldeck Vieira Ornelas (PFL) - 1.291.357(*) Ivan Ribeiro de Carvalho (PDT) - 160.183 Joviniano Soares de Carvalho Neto (PDT) - 171.427 José Eduardo Vieira Ribeiro (PT) - 692.305 Marcelo Ferreira Duarte Guimarães (PMDB) - 354.187 Francisco Waldir Pires de Souza (PSDB) - 1.288.287 (*)Eleitos Deputados Federais: PPR - 1 / PDT - 3 / PT - 2 / PTB - 1 / PMDB - 6 / PL - 2 / PFL - 16 / PP - 1 / PSB - 2 / PSDB - 4 / PC DO B - 1

100


Deputados Estaduais: PPR - 2 / PDT - 4 / PT - 5 / PTB - 4 / PMDB - 9 / PL - 7 / PFL -19 / PMN - 1 / PP - 3 / PSB - 1 / PSDB - 7 / PC do B - 1

Ceará

População: 6.433.713 Eleitorado: 4.006.533 Governador Total votantes: 3.124.785 Votos Brancos: 486.445 (12,14%) Votos Nulos: 164.209 (4,09%) Tasso Ribeiro Jereissati (PSDB) e Moroni Bing Torgan (PSDB) - 1.368.757(*) Joaquim Cartaxo Filho (PT) e Valton de Miranda Leitão (PSB) - 75.753 Juraci Vieira de Magalhães (PMDB) e Antonio Gomes da Silva Camara (PMDB) 930.407 Rosa Maria Ferreira da Fonseca (PSTU) e José Acrisio de Sena (PSTU) - 72.395 José Evaldo Costa Lins (PRONA) e Maria Edilene Costa Lins (PRONA) - 26.819 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 3.934.242 Votos brancos: 1.775.938 (44,32%) Votos nulos: 539.390 (13,46%) José Sergio de Oliveira Machado (PSDB) - 888.961(*) Lucio Gonçalo de Alcântara: (PDT) - 1.193.819(*) Antonio Durval Ferraz Soares (PT) - 201.739 Carlos Mauro Cabral Benevides (PMDB) - 460.201 Cid Sabóia de Carvalho (PMDB) - 386.471 Maria Luiza Menezes Fontenele (PSTU) - 307.519 Artur de Freitas Torres de Melo (PMN) - 95.226 Eduardo Regis Monte Juca (PSB) - 237.902 Ana de Castro Lins (PRONA) - 162.404 (*)Eleitos Deputados Federais: PT - 1 / PMDB - 5 / PFL - 2 / PP - 2 / PSDB - 11 / PC DO B 1 Deputados Estaduais: PPR - 4 / PDT - 4 / PT - 3 / PTB - 1 / PMDB - 5 / PSC - 2 / PL - 3 / PFL - 2 / PSB - 1 / PSD - 1 / PSDB - 20

Distrito Federal

População: 1.639.035 Eleitorado: 1.062.247 Governador 1º turno Total votantes: 915.178 Votos brancos: 83.367 (7,84%) Votos nulos: 62.996 (5,93%) Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque (PT) e Arlete Avelar Sampaio (PT) 285.841 Antonio Valmir Campelo Bezerra (PTB) - 304.848 Paulo Cezar Timm (PDT) e Boanerges Pereira de Araújo (PDT) - 8.367 João Ferreira da Silva (PSC) e Paulo Florentino da Silveira (PSC) - 5.138 Maria de Lourdes Abadia Bastos (PSDB) - 155.164 Ildeu Alves de Araújo (PRONA) e José Uchoa de Aquino (PRONA) - 9.457 2 º turno Total votantes: 901.742 Brancos: 4.294 (0,40%) Nulos: 43.601 (4,10%) Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque (PT) e Arlete Avelar Sampaio (PT) 460.137(*) Antonio Valmir Campelo Bezerra (PTB) - 393.710 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 1.339.541 Votos brancos: 331.739 (31,22%) Votos nulos: 159.076 (14,97%) José Roberto Arruda (PP) - 301.194(*)

101


Lauro Alvares da Silva Campos (PT) - 352.464(*) Joaquim Vaz de Mesquita (PPR) - 42.556 Camillo Calazans de Magalhães (PDT) - 18.961 Mauro de Alencar Dantas (PDT) - 29.947 Carlos Alberto Muller Lima Torres (PPS) - 194.052 Marcia Kubitschek (PP) - 211.865 Laelio Ladeira de Souza (PSD) - 16.205 Luiz Carlos Sigmaringa Seixas (PSDB) - 140.781 Rui Augusto Mattos Nogueira (PRONA) - 31.506 (*)Eleitos Deputados Federais: PT - 2 / PPS - 1 / PFL - 1 / PP - 3 / PC DO B - 1 Deputados Estaduais: PDT - 2 / PT - 7 / PTB - 1 / PMDB - 1 / PL - 1 / PPS - 1 / PFL - 1 / PRN - 1 / PP - 7 / PSDB - 2

Espírito Santo

População: 2.649.747 Eleitorado: 1.710.729 Governador 1º turno Total votantes: 1.415.810 Votos brancos: 256.076 (14,96%) Votos nulos: 96.181 (5,62%) Vitor Buaiz (PT) - 495.948 Max Freitas Mauro (PMN) - 139.262 Dejair Camata (PSD) - 290.677 Rosilda de Freitas (PSDB) e João Dalmacio Castello Miguel (PSDB) - 137.666 2 º turno Total votantes: 1.314.463 Brancos: 11.226 (0,65%) Nulos: 96.653 (5,64%) Vitor Buaiz (PT) - 669.533(*) Dejair Camata (PSD) - 537.051 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.743.512 Votos brancos: 826.633 (48,32%) Votos nulos: 261.475 (15,28%) Gerson Camata (PMDB) - 521.124(*) José Ignacio Ferreira (PSDB) - 458.976(*) Eurico Vieira de Rezende (PPR) - 108.206 Hélio Gualberto Vasconcellos (PT) - 223.689 Douglas Puppin (PTB) - 68.990 Dailson Laranja (PMDB) - 37.884 Jones Santos Neves Filho (PL) - 145.504 Marcia Almeida Machado (PSB) - 147.771 Antonio Carlos Rodrigues Alvarenga (PSD) - 31.368 (*)Eleitos Deputados Federais: PDT - 2 / PT - 1 / PTB - 1 / PMDB - 3 / PSB - 1 / PSDB - 2 Deputados Estaduais: PPR - 4 / PDT - 4 / PT - 4 / PTB - 4 / PMDB - 4 / PL - 1 / PFL - 2 / PMN - 1 / PSB - 2 / PSDB - 4

Goiás

População: 4.098.513 Eleitorado: 2.622.097 Governador - 1º - Turno Total votantes: 2.121.879 Votos brancos: 405.234 (15,45%) Votos nulos: 143.349 (5,46%) Luiz Alberto Maguito Vilela (PMDB) e Naphtali Alves de Souza (PMDB) - 669.286 Luiz Antonio de Carvalho (PT) e Athos Pereira da Silva (PT) - 137.731 Ronaldo Ramos Caiado (PFL) - 364.767 Lúcia Vânia (PP) - 401.512 2º - Turno Total votantes: 1.959.722

102


Votos brancos: 16.793 (0,64%) Votos nulos: 147.067 (5,60%) Candidatos: Luiz Alberto Maguito Vilela (PMDB) e Naphtali Alves de Souza (PMDB) 1.013.186(*) Lúcia Vânia (PP) - 782.676 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 2.983.363 Votos brancos: 860.686 (32,82%) Votos nulos: 399.709 (15,24%) Iris Rezende Machado (PMDB) - 1.133.985(*) Mauro Miranda Soares (PMDB) - 558.671(*) Paulo Roberto Cunha (PPR) - 499.460 Athos Magno Costa e Silva (PT) - 183.871 Delio Menezes Senna (PFL) - 157.176 João Juarez Bernardes (PSDB) - 74.948 Nion Alberbaz (PSDB) - 300.707 Divino Goulart da Silva (PC DO B) - 74.545 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 2 / PT - 1 / PTB - 1 / PMDB - 7 / PFL - 1 / PRN - 1 / PP - 2 / PSDB - 1 PC do B - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 4 / PT - 3 / PTB - 1 / PMDB - 11 / PL - 5 / PFL - 4 / PP - 3 / PSD - 5 / PSDB 4 / PC do B - 1

Maranhão

População: 4.990.749 Eleitorado: 2.615.445 Governador - 1º turno Total votantes: 1.817.179 Votos brancos: 555.651 (21,24%) Votos nulos: 114.902 (4,39%) Roseana Sarney Murad (PFL) e José Reinaldo Carneiro Tavares (PFL) - 541.005 Epitácio Cafeteira Afonso Pereira (PPR) e Juarez Medeiros Filho (PSB) - 353.032 Jackson Kepler Lago (PDT) e Jomar Fernandes Pereira Filho (PT) - 231.528 Francisco das Chagas Alves do Nascimento (PSTU) e Francisco Alves da Cruz Filho (PSTU) - 21.061 2º turno Total votantes: 1.580.238 Votos brancos: 20.383 (0,77%) Votos nulos: 70.113 (2,68%) Roseana Sarney Murad (PFL) e José Reinaldo Carneiro Tavares (PFL) 753.901(*) Epitácio Cafeteira Afonso Pereira (PPR) e Juarez Medeiros Filho (PSB) - 735.841 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 2.014.177 Votos brancos: 1.187.762 (45,41%) Votos nulos: 432.419 (16,53%) Alexandre Alves Costa (PFL) - 553.548(*) Edison Lobão (PFL) - 576.139(*) Frederico José Ribeiro Brandão (PPR) - 91.942 João Castelo Ribeiro Gonçalves (PPR) - 424.989 Ricardo Wagner de Carvalho Lago (PDT) - 176.997 Manoel Conceição Santos (PT) - 110.532 Cosme Eurico Dias Carneiro Neto (PL) - 80.030 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 1 / PT - 1 / PMDB - 5 / PSC - 1 / PFL - 7 / PSB - 1 / PSDB - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 5 / PDT - 3 / PT - 1 / PTB - 4 / PMDB - 4 / PTRB - 1 / PSC - 3 / PFL - 10 /

103


PP - 2 / PSD - 6 / PRP - 3

Mato Grosso do Sul

População: 1.818.175 Eleitorado: 1.161.054 Governador Total votantes: 947.159 Votos brancos: 165.755 (14,27%) Votos nulos: 50.736 (4,36%) Wilson Barbosa Martins (PMDB) - 392.365(*) Levy Dias (PPR) - 243.366 Pedro Luiz Teruel (PT) - 73.164 Rita de Cássia Gomes Lima (PRONA) - 21.773 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.303.875 Votos brancos: 452.294 (38,95%) Votos nulos: 138.149 (11,89%) Ludio Martins Coelho (PSDB) - 383.853(*) Ramez Tebet (PMDB) - 300.777 (*) Ricardo Brandão (PT) - 91.844 Ary Rigo (PTB) - 267.130 Alan da Rosa Pitthan (PPS) - 62.200 Rachid Saldanha Derzi (PP) -148.336 Francisca Diva Escobar (PRONA) - 49.735 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 1 / PTB - 1 / PMDB - 3 / PFL - 1 / PP - 1 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 2 / PT - 3 / PTB - 4 / PMDB - 5 / PL - 1 / PFL - 4 / PP - 3 / PSDB -2

Mato Grosso

População: 2.107.698 Eleitorado: 1.279.042 Governador Total votantes:936.782 Votos brancos: 217.741 (17,02%) Votos nulos: 58.015 (4,53%) Dante Martins de Oliveira (PDT) - 471.104(*) Osvaldo Roberto Sobrinho (PTB) - 167.072 Ivanildo Francisco de Oliveira (PSD) - 22.850 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 1.157.593 Votos brancos: 558.001 (43,62%) Votos nulos: 157.970 (12,35%) Carlos Gomes Bezerra (PMDB) - 281.885(*) Jonas Pinheiro da Silva (PFL): 281.998(*) Louremberg Ribeiro Nunes Rocha (PPR) - 250.017 Antero Paes de Barros Neto (PDT) - 281.206 Manoel Novaes (PSD) - 62.487 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 1 / PDT - 1 / PT - 1 / PTB - 1 / PMDB - 1 / PL - 1 / PP - 1 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 1 / PDT - 4 / PT - 1 / PMDB - 3 / PL - 4 / PFL - 6 / PMN - 2 / PSB - 1 / PSDB -2

Minas Gerais

População: 15.941.939 Eleitorado: 10.559.739 2 º Turno Total votantes: 8.381.240 Brancos: 115.782 (1,09%) Nulos: 813.528 (7,70%) 104


Governador - 1º Turno Total votantes: 8.837.301 Votos brancos: 2.042.158 (19,33%) Votos nulos: 804.105 (7,61%) Eduardo Brandão de Azeredo (PSDB) - 1.629.711(*) Hélio Calixto da Costa (PP) - 2.893.594 (*) Antonio Carlos Ramos Pereira (PT) - 585.173 José Alencar Gomes da Silva (PMDB) - 641.887 Herbert Ribeiro Pessoa (PSC) - 39.929 Monico Gomes da Silva (PRN) - 29.065 Ercio Quaresma Firpe (PSD) - 101.310 Cleuber Cunha Dalseco (PRONA) - 70.329 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 8.913.333 Brancos: 6.661.645 (63,08%) Nulos: 2.099.544 (19,88%) Arlindo Porto Neto (PTB): 1.419.993 Francelino Pereira dos Santos (PFL) 1.764.546 Sérgio Mario Ferrara (PDT) Virgílio Guimarães de Paula (PT) Raymundo Tarcísio Delgado (PMDB) Helvécio tavares de Carvalho (PSC) Aluisio Pimenta (PL) - 883.603 Carlos Roberto Duarte Medina (PMN) Edwaldo Sérgio dos Anjos (PSD) Dreyfus Bueno Rabello (PRP) Walter Paulo de Almeida (PRONA) Maria do Socorro Jo Moraes Vieira (PC do B) - 610.911 DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 1 / PDT - 1 / PT - 6 / PTB - 7 / PMDB - 11 / PL - 1 / PFL - 10 / PMN - 1 / PP 6 / PSDB - 8 / PC DO B - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 1 / PDT - 7 / PT - 8 / PTB - 10 / PMDB - 13 / PL - 4 / PPS - 1 / PFL - 9 / PMN - 1 / PP - 11 / PSB - 1 / PSD - 2 / PV - 1 / PSDB - 8

Pará

População: 5.238.133 Eleitorado: 2.783.131 Governador - 1º Turno Total votantes:1.868.313 Votos brancos: 519.488 (18,66%) Votos nulos: 115.713 (4,15%) Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB) - 458.800 Jarbas Gonçalves Passarinho (PPR) - 471.165 Valdir Ganzer (PT) - 226.049 José Fernando do Nascimento Moraes (PRN) - 46.890 Everaldo da Silva Araújo (PRONA) - 30.208 2º Turno Total votantes: 1.546.539 Brancos: 14.846 (5,53%) Nulos: 143.557 (5,15%) Candidatos: Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB) - 870.827(*) Jarbas Gonçalves Passarinho (PPR) - 517.309 (*)Eleito Senador Votos nominais: 2.173.887 Votos brancos: 1.181.059 (42,43%) Votos nulos: 381.680 (13,71%) Ademir Galvão Andrade (PSB) - 488.568(*) Jader Fontenelle Barbalho (PMDB) - 586.008(*) Edmilson Brito Rodrigues (PT) - 284.389

105


João Batista de Melo Bastos (PT) - 145.008 Álvaro Jorge dos Santos (PSC) - 58.181 Edvaldo Ferreira Leite (PL) - 63.107 José Joaquim Diogo (PP) - 302.893 Fernando de Souza Flexa Ribeiro (PSDB) - 205.714 Raimundo de Jesus Gomes Lima (PRONA) - 40.019 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 4 / PDT - 1 / PT - 2 / PTB - 1/ PMDB - 7 / PFL - 1 / PC DO B - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 8 / PDT - 3 / PT- 4 / PTB-2 / PMDB - 13 / PL - 3 / PFL - 3 / PP - 3 / PSDB - 3

Paraíba

População: 3.229.163 Eleitorado: 2.091.506 Governador - 1º Turno Total votantes: 1.619.649 Votos brancos: 357.027 (17,07%) Votos nulos: 135.019 (6,45%) Antonio Marques da Silva Mariz (PMDB) - 525.396 Francisco Evangelista de Freitas (PPR) - 24.541 Antonia Luica Navarro Braga (PDT) - 489.066 José Avenzoar Arruda das Neves (PT) - 73.989 Djacy Lima de Oliveira (PMN) - 14.611 2º turno Total votantes: 1.496.121 Votos brancos: 18.536 (0,88%) Votos nulos: 137.249 (6,56%) Antonio Marques da Silva Mariz (PMDB) - 781.349(*) Antonia Lúcia Navarro Braga (PDT) - 558.987 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.929.189 Votos brancos: 905.051 (43,27%) Votos nulos: 405.058 (19,36%) Ronaldo José da Cunha Lima (PMDB) - 517.883(*) Humberto Coutinho de Lucena (PMDB) - 415.900(*) Joaquim José da Silva Neto (PT) - 135.834 João Agripino de Vasconcelos Maia (PFL) - 319.095 Raimundo Lira (PFL) - 381.186 João Bosco Farias de Melo (PMN) - 47.471 João Nunes de Castro (PMN) - 45.898 Francisca Pereira Lopes Zenaide (PC do B) - 65.972 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 1 / PDT - 1 / PMDB - 7 / PFL - 3 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 7 / PT - 3 / PMDB - 19 / PFL - 5 / PP - 1 / PV - 1

Paraná

População: 8.511.279 Eleitorado: 5.746.397 Governador Total votantes:4.743.804 Votos brancos: 690.208 (12,01%) Votos nulos: 277.767 (4,83%) Jaime Lerner (PDT) - 2.070.970(*) Jorge Miguel Samek (PT) - 159.221 José Antonio Cardoso (PL) - 17.522 Rosemeri Vieira Kredens (PRN) - 37.437 Álvaro Fernandes Dias (PP) - 1.455.648 Orlando Kulkamp (PSD) - 14.809 Jaime Schmitt Kreusch (PRONA) - 20.222 (*)Eleito

106


Senador Votos nominais: 6.460.831 Votos brancos: 2.237.551 (38,92%) Votos nulos: 789.226 (13,73%) Osmar Fernandes Dias (PP) - 1.449.698(*) Roberto Requião de Mello e Silva (PMDB) - 2.301.209 Luiz Carlos Borges da Silveira (PPR) - 202.320 Pedro Irno Tonelli (PT) - 317.764 José Carlos Gomes de Carvalho (PTB) - 695.887 Flamínio de Oliveira Rangel (PSTU) - 80.524 Antonio Celso Garcia (PRN) - 896.511 Hélio Moacyr de Sousa Duque (PSDB) - 457.367 Iran Getúlio Zanini Longhi (PRONA) - 59.551 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 2 / PDT - 3 / PT - 3 / PTB - 4 / PMDB - 4 / PFL - 6 / PP - 6 / PSDB - 1 PC DO B - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS

Pernambuco

População:7.187.355 Eleitorado:4.467.948 Governador Total votantes:3.523.982 Votos brancos: 803.202 (17,97%) Votos nulos: 387.996 (8,68%) Miguel Arraes de Alencar (PSB) - 1.262.417(*) Homero Moura Lacerda de Melo (PTB) - 39.924 Cid Feijo Sampaio (PMDB) -169.706 Joaquim Oliveira Magalhães (PSTU) - 67.304 Gustavo Krause Gonçalves Sobrinho (PFL) - 759.786 Fernando Antonio Pinto de Carvalho (PRN) - 33.647 (*)Eleito Senador Votos nominais: 3.660.396 Votos brancos: 2.349.014 (52,57%) Votos nulos: 1.038.554 (23,24%) Carlos Wilson Rocha de Queiroz Campos (PSDB) - 869.457(*) Roberto João Pereira Freire (PPS) - 815.644(*) José Zito de Souza Ramos (PPR) - 42.908 Armando de Queiroz Monteiro Filho (PDT) - 678.120 Nivaldo Eloi de Almeida (PTB) - 55.536 João Ramos Coelho (PMDB) - 198.561 Guilherme Fonseca (PSTU) - 63.552 José Carlos de Figueiredo Temporal (PSTU) - 153.550 Luciano Caldas Bivar (PL) - 79.748 Sinzenando José dos Santos (PRN) - 52.807 Maurílio Figueira Ferreira Lima (PSDB) - 650.513 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 3 / PT - 2 / PFL - 11 / PMN - 1 / PP - 1 / PSB - 7 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 4 / PT - 2 / PTB - 1 / PMDB - 5 / PL - 2 / PFL - 17 / PSB - 16 / PSDB - 2

Piauí

População: 2.610.476 Eleitorado: 1.631.161 Governador - 1º Turno Total votantes:1.268.153 Votos brancos: 327.818 (20,09%) Votos nulos: 95.544 (5,85%) Francisco de Assis de Moraes Sousa (PMDB) - 316.200 José Nazareno Cardeal Fonteles (PT) - 128.054 Atila Freitas Lira (PFL) - 378.947

107


Marciano de Paula Silveira Neto (PRN) - 21.590 2º Turno Total votantes: 1.182.923 Votos brancos: 15.112 (0,92%) Votos nulos: 64.231 (3,93%) Candidatos: Francisco de Assis de Moraes Sousa (PMDB) - 615.945 (*) Atila Freitas Lira (PFL) - 487.635 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.609.710 Votos Brancos: 691.604 (42,39%)b Votos nulos: 234.992 (14,40%) Hugo Napoleão do Rego Neto (PFL) - 500.335(*) Antonio de Almendra Freitas Neto (PFL) - 435.654(*) Antonio Pereira de Sousa (PT) - 96.390 Gerardo Tiburcio Dantas (PT) - 96.329 Celso Barros Coelho (PMDB) - 203.132 Francisco das Chagas Caldas Rodrigues (PSDB) - 277.870 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 2 / PMDB - 2 / PFL - 5 / PP - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 6 / PT - 2 / PTB - 1 / PMDB - 5 / PL - 1 / PFL - 14 / PSDB - 1

Rio de Janeiro

Governador - 1º Turno População: 12.916.705 Eleitorado: 9.129.373 Total votantes: 7.743.559 Brancos: 883.924 (9,68%) Nulos: 689.008 (7,54%) Marcello Nunes de Alencar (PSDB) - 3.537.866 (*) Anthony Willian Garotinho Matheus de Oliveira (PDT) Jorge Ricardo Bittar (PT) Milton Gonçalves (PMDB) Ronald Abrahão Azaro (PSC) Mauro César Gama Peres (PRN) Newton Araujo de Oliveira e Cruz (PSD) Paulo Roberto de Mello Santoro (PRONA) (* Eleito) 2º - turno Total votantes: 7.455.119 Brancos: 90.996 (0,99%) Nulos: 1.055.183 (11,55%) Senador Votos nominais: 9.911.503 Brancos: 3.783.820 (41,44%) Nulos; 1.791.795 (19,62%) Benedita Souza da Silva (PT): 2.249.861 Paulo Alberto Artur da Távola M.Monteiro de Barros (PMDB):1.816.303 Jorge boaventura de Souza e Silva (PPR) Carlos Alberto Cao Oliveira dos Santos (PDT) Jorge Roberto Saad Silveira (PDT) Gelson Guilherme Ortiz Sampaio (PMDB) Paulo José Alves Rattes (PMDB) Divaldson Mesquita P. Castello Branco (PRN) Nelson de Souza Carneiro (PPR) Roberto Saturnino Braga (PSB) Aldemar Tadeu Costa Furtado (PSD) Eliane Santos da Cunha (PRP) Vanderlei Assis de Souza (PRONA) DEPUTADOS FEDERAIS

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PPR - 7 / PDT - 8 / PT - 3 / PTB - 3 / PMDB - 4 / PL - 3 / PPS - 1/ PFL - 4 /PP-4 PSB - 1 / PV - 1 / PSDB - 5 / PC do B - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR – 5 / PDT – 12 / PT – 5 / PTB – 2 / PMDB – 7 / PSC – 3 / PL – 4 / PPS – 1 / PFL – 2 / PMN – 2 / PP – 4 / PSB – 2 / PV – 1 / PSDB – 16 / PRONA – 2 / PC do B - 1

Rio Grande do Norte

População: 2.448.267 Eleitorado: 1.491.112 Governador Total votantes: 1.254.124 Votos brancos: 222.165 (14,89%) Votos nulos: 102.135 (6,84%) Garibaldi Alves Filho (PMDB) - 489.766(*) Lavoisier Maia Sobrinho (PDT) - 359.870 Fernando Wanderley Vargas da Silva (PT) - 44.597 Wilma Maria de Faria Maia (PSB) - 35.591 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.593.617 Votos brancos: 626.154 (41,99%) Votos nulos: 288.477 (19,34%) Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo (PSDB) - 441.706(*) José Agripino Maia (PFL) - 387.935(*) Floriano Bezerra de Araújo (PT) - 61.047 Jorge Augusto de Castro (PT) - 59.789 Raimundo Nonato Pessoa Fernandes (PL) - 218.780 Hermano Paiva de Oliveira (PPS) - 38.779 Salomão Gurgel Pinheiro (PSB) - 74.835 Francisco Urbano Araujo Filho (PSDB) - 310.746 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PMDB - 2 / PFL - 5 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 1 / PDT - 1 / PT - 1 / PMDB - 8 / PL - 2 / PFL - 10 / PSDB - 1

Rio Grande do Sul

População: 9.249.199 Eleitorado: 6.296.021 Governador- 1º Turno Total votantes: 5.549.281 Brancos: 794.122 (12,61%) Nulos: 260.889 (4,14%) Antonio Britto Filho (PMDB) - 2.211.270 Olívio de Oliveira Dutra (PT) - 1.560.992 Celso Bernardi (PPR) - 393.514 Sereno Chaise (PDT) - 252.915 José Luiz Gomes (PRN) -27.003 Irapuan Teixeira (PRONA) - 48.576 2º Turno Total votantes: 5.405.386 Brancos: 47.501 (0,75%) Nulos: 225.010 (3,57%) Antonio Britto Filho (PMDB) - 2.679.701(*) Olívio de Oliveira Dutra (PT) - 2.453.174 (*)Eleito Senador Votos nominais: 7.369.321 Brancos: 2.950.340 (46,86%) Nulos: 778.901 (12,37%) Emília Terezinha Xavier Fernandes (PTB) - 1.164.989 (*) José Alberto Fogaça de Medeiros (PMDB) - 1.627.482(*) Carlos Sá Azambuja (PPR) - 305.128

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Guilherme Socias Villela (PPR) - 486.281 Aldo Pinto da Silva (PDT) - 652.136 Eloi Francisco Pedroso Guimarães (PDT) - 244.507 Raul Jorge Anglada Pont (PT) - 919.568 Cezar Augusto Schirmer (PMDB) - 1.147.418 Adão Moacir Gegler (PRN) - 50.837 Fulvio Celso Petracco (PSB) - 687.882 Paulo Luiz Vieira de Freitas (PRONA) - 83.093 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 6 / PDT - 5 / PT - 7 / PTB - 2 / PMDB - 8 / PFL - 1 / PSDB - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 13 / PDT - 9 / PT - 6 / PTB - 10 / PMDB - 10 / PL - 1 / PFL -1 / PSB - 3 / PSDB - 1 / PC do B - 1

Rondônia

População: 1.190.739 Eleitorado: 692.067 Governador - 1º Turno Total votantes:480.320 Brancos: 79.333 (11,46%) Nulos: 24.867 (3,59%) Valdir Raupp de Matos (PMDB) - 159.847 Francisco José Chiquilito Coimbra Erse (PDT) - 146.259 Jerônimo Garcia de Santana (PPR) - 11.281 Jorge Alfredo Streit (PT) - 32.766 Odacir Soares Rodrigues (PFL) - 20.624 Edgard Manoel Azevedo (PRONA) - 5.343 2º Turno Total votantes: 419.753 Brancos: 3.019 (0,43%) Nulos: 23.549 (3,40%) Valdir Raupp de Matos (PMDB) - 248.148(*) Francisco José Chiquilito Coimbra Erse (PDT) - 145.037 (*)Eleito Senador Votos nominais: 621.187 Brancos: 262.154 (37,87%) Nulos: 77.299 (11,16%) Candidatos: Ernandes Santos Amorim (PDT) - 133.239(*) José de Abreu Bianco (PDT) - 157.059(*) Antonio Morimoto (PPR) - 20.574 Eduardo Valverde Araújo Alves (PT) - 39.831 Israel Xavier Batista (PT) - 30.743 Amir Francisco Lando (PMDB) - 117.079 Roque José de Oliveira (PMDB) - 27.925 Luiz Malheiros Tourinho (PFL) - 34.443 Maurício Calixto da Cruz (PFL) - 20.809 Manoel Francisco da Silva Neto (PRP) - 30.547 Rogério Oliveira Dias da Cruz (PRONA) - 8.938 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 1 / PMDB - 1 / PL - 1 / PP - 2 / PSDB - 3 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 3 / PT - 2 / PTB - 2 / PMDB - 4 / PSC - 2 / PL - 2 / PFL -2 / PMN - 4 / PRN 1 / PSDB - 2 Roraima População: 228.749 Eleitorado: 119.888 Governador - 1º Turno Total votantes: 93.902 Brancos: 10.380 (8,65%)

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Nulos: 3.292 (2,74%) Candidatos: Neudo Ribeiro Campos (PTB) - 35.805 Getulio Alberto de Souza e Cruz (PSDB) - 24.972 Cesar Augusto de Souza Dias (PMDB) - 12.798 Antonio Airton Oliveira Dias (PDT) - 3.350 Elvira Alzira da Fonseca e Silva (PT) - 3.305 2º Turno Total votantes: 85.890 Brancos: 668 (0,55%) Nulos: 4.359 (3,63%) Candidatos: Neudo Ribeiro Campos (PTB) - 47.277(*) Getúlio Alberto de Souza Cruz (PSDB) - 33.586 (*)Eleito Senador Votos nominais: 151.681 Brancos: 27.791 (23,18%) Nulos: 8.332 (6,94%) Candidatos: Maria Marluce Moreira Pinto (PTB) - 46.189(*) Romero Juca Filho (PPR) - 33.620(*) Julio Augusto Magalhães Martins (PDT) - 10.244 Antonio de Brito Sobrinho (PTB) - 22.924 Barac da Silva Bento (PFL) - 26.132 Jamil José de Salles (PMN) - 5.144 Francisco Adalberto Liberato da Silva (PRP) - 7.428 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 1 / PTB - 4 / PSC - 1 / PFL - 1/ PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS

Santa Catarina

População: 4.614.268 Eleitorado: 3.157.290 Governador- 1º turno Total votantes: 2.740.431 Brancos: 419.903 (13,29%) Nulos: 136.591 (4,32%) Paulo Afonso Evangelista Vieira (PMDB) - 742.643 Angela Regina Heinzen Amin Helou (PPR) - 1.001.466 Nelson Wedekin (PDT) - 199.045 Jorge Konder Bornhausen (PFL) - 240.783 2º turno Total votantes: 2.669.948 Brancos: 15.760 (0,49%) Nulos: 118.582 (3,75%) Paulo Afonso Evangelista Vieira (PMDB) - 1.288.044(*) Angela Regina Heinzen Amin Helou (PPR) - 1.247.562 (*)Eleito Senador Votos nominais: 3.474.554 Brancos: 1.552.445 (49,17%) Nulos: 453.863 (14,37%) Candidatos: Casildo João Maldaner (PMDB) - 682.252(*) Vilson Pedro Kleinubing (PFL) - 914.799(*) Luiz Gomes (PPR) - 520.012 Luci Terezinha Choinascki (PT) - 621.366 Marcos Lourenço Herter (PT) - 296.277 Ademar Frederico Duwe (PMDB) - 267.160 Honorato Antonio Tomelin (PL) - 86.325 João de Lima (PRN) - 86.363

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(*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 4 / PDT - 2 / PT - 2 / PMDB - 5 / PFL - 3 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 14 / PDT - 3 / PT - 5 / PMDB - 10 / PL - 1 / PFL - 6 / PSDB - 1

São Paulo

População: 32.126.058 Eleitorado: 20.774.991 Governador - 1º turno Total votantes: 18.413.248 Brancos: 2.648.705 (12,74%) Nulos: 1.729.264 (8,32%) Mário Covas Junior (PSDB) - 6.574.517 Francisco Rossi de Almeida (PDT) - 3.119.592 José Dirceu de Oliveira e Silva (PT) - 2.085.193 José Antonio Barros Munhoz (PMDB) - 1.584.397 Eduardo Antonio Romanini Resstom (PSC) - 134.064 Ciro Tiziani Moura (PRN) - 75.727 Luiz Antonio de Medeiros Neto (PP) - 317.593 Alvaro Brandão Soares Dutra (PRONA) - 144.196 2º turno Total votantes: 17.748.536 Brancos: 180.764 (0,87%) Nulos: 2.134.358 (10,27%) Candidatos: Mario Covas Junior (PSDB) - 8.661.960(*) Francisco Rossi de Almeida (PDT) - 6.771.454 (*)Eleito Senador Votos nominais: 23.478.880 Brancos: 9.121.647 (43,90%) Nulos: 4.225.969 (20,34%) José Serra (PSDB) - 6.497.664(*) Romeu Tuma (PL) - 5.541.262 (*) Miguel Colasuonno (PPR) - 344.308 Carlos Alberto de Mello Caboclo (PDT) - 192.009 Luiza Erundina de Souza (PT) - 4.218.379 João Brasil Vita (PTB) - 225.827 José Machado Campos Filho (PMDB) - 815.763 Denise Pompeu de Toledo (PSC) - 620.193 João Herrmann Neto (PPS) - 1.194.183 João Leite Neto (PFL) - 2.881.417 José Jacinto Alves Filho (PRN) - 414.481 Elias Jorge (PRP) - 176.323 Paulo Flores Junior (PRONA) - 357.071 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 8 / PDT - 2 / PT - 14 / PTB - 3 / PMDB - 14 / PL - 5 / PFL - 3 / PP - 1 PSB - 1 / PSD - 2 / PRP - 1 / PSDB - 15 / PC DO B - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 9 / PDT - 3 / PT - 16 / PTB - 7 / PMDB - 23 / PL - 5 / PFL - 5 / PSB - 1 / PSD - 2 / PV - 1 / PRP - 2 / PSDB - 17 / PRONA - 1 / PC do B - 2

Sergipe

População: 1.515.142 Eleitorado: 942.246 Governador - 1º turno Total votantes: 778.627 Brancos: 96.034 (10,19%) Nulos: 89.850 (9,53%) Albano do Prado Pimentel Franco (PSDB) - 280.926 Jakson Barreto de Lima (PDT) - 282.214 Vera Lucia Sampaio Tourinho (PRN) - 8.852

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José Araujo Filho (PV) - 20.751 2º Turno Total votantes: 760.633 Brancos: 6.982 (3,63%) Nulos: 34.233 (3,63%) Albano do Prado Pimentel Franco (PSDB) - 371.782(*) Jackson Barreto de Lima (PDT) - 347.636 (*)Eleito Senador Votos nominais: 859.422 Brancos: 550.233 (58,39%) Nulos: 147.599 (15,66%) Antonio Carlos Valadares (PP) - 271.171(*) José Eduardo de Barros Dutra (PT) - 184.225(*) José Carlos Mesquita Teixeira (PMDB) - 165.288 Francisco Gualberto da Rocha (PSTU) - 69.708 Lourival Baptista (PFL) - 169.030 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 2 / PT - 1 / PMDB - 2 / PFL - 1 / PMN - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 4 / PDT - 2 / PT - 2 / PTB - 1 / PMDB - 4 / PFL - 7 / PMN - 2 / PP - 1 / PSDB -1

Tocantins

População: 946.604 Eleitorado: 648.073 Governador Total votantes: 443.200 Brancos: 76.887 (11,86%) Nulos: 21.391 (3,30%) Candidatos: José Wilson Siqueira Campos (PPR) - 202.575 (*) João Lisboa da Cruz (PMDB) - 126.138 Neilton Araújo de Oliveira (PT) - 12.227 Carlos Augusto Solino de Sousa (PRONA) - 3.982 (*)Eleito Senador Votos nominais: 591.414 Brancos: 239.604 (36,97%) Nulos: 55.382 (8,54%) Carlos do Patrocínio Silveira (PFL) - 160.083(*) Leomar de Melo Quintanilha (PPR) - 157.360(*) Vicente Alves de Oliveira (PDT) - 91.810 Divino Donizeti Borges Nogueira (PT) - 15.293 Leontino Pereira de Sousa (PT) - 19.326 Paulo Sidnei Antunes (PMDB) - 108.844 José Tarcísio de Melo (PL) - 18.166 Juracy dos Santos (PRONA) - 20.532 (*)Eleitos DEPUTADOS FEDERAIS PPR - 2 / PMDB - 2 / PFL - 2 / PP - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPR - 9 / PMDB - 9 / PFL - 5 / PP - 1 Fernando Henrique Cardoso promove um processo de privatizações de empresas estatais, congelamento dos salários do funcionalismo público federal, aumento nas taxas de juros, diminuição das tarifas alfandegárias para produtos estrangeiros, com o intuito de manter o controle da inflação, e a manutenção da política cambial implantada na 3a. fase do plano Real, que preservava o Real sobrevalorizado com relação ao Dólar.

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1996

Eleições (com o emprego de urnas

eletrônicas, que é utilizada para votação nas capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores)

Prefeitos e Vereadores

PREFEITOS ELEITOS NAS CAPITAIS Aracaju Eleitorado: 250.340 2o. turno João Augusto Gama da Silva(PMDB) – 98.816(*) Ismael Silva Santos (PT) – 86.367 (*) Eleito Belém Eleitorado: 712.815 2o. turno Edmílson Brito Rodrigues (PT) – 291184(*) Ramiro Bentes ( PDT) – 215.465 (*) Eleito Belo Horizonte Eleitorado: 1.452.947 2o. turno Célio de Castro (PSB) – 809.992(*) Amílcar Martins (PSDB) – 248.781 (*) Eleito Boa Vista Eleitorado: 88.741 1o. turno Ottomar de Souza Pinto (PTB) – 34.860(*) Salomão de Souza Cruz (PSDB) – 25.879 (*) Eleito Campo Grande Eleitorado: 345.625 2o. turno André Puccinelli (PMDB) – 131.124(*) José Orcírio Miranda dos Santos (PT) – 130.713 (*) Eleito Cuiabá Eleitorado: 263.404 1o. turno Roberto Franca Auad (PSDB) – 103.312(*) Joaquin Sucena Rasga (PTB) – 35.426 Beatriz Helena Bressani Spinelli (PPB) – 35.121 (*) Eleito Curitiba Eleitorado: 962.692 1o. turno Cássio Taniguchi (PDT) – 414.648(*) Carlos Simões (PSDB) – 229.470 Ângelo vanhoni (PT) – 83.052 Max Rosenmann (PMDB) – 18.663 (*) Eleito Florianópolis Eleitorado: 205.038 2 o. Turno Ângela Amin (PPB) – 87.856(*) Afrânio Boppre (PT) – 75.320

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(*) Eleita Fortaleza Eleitorado: 1.074.587 1o. turno Juraci Vieira de Magalhães ( PMDB) – 520.074(*) Inácio Arruda (PC do B) – 149.476 Maria socorro franca Pinto (PSDB) – 85.293 Edson Queiroz Filho (PPB) – 50.444 (*) Eleito Goiânia Eleitorado: 593.366 2o. turno Nion Albernaz (PSDB) – 247.833(*) Luiz José Bittencourt ( PMDB) – 197.029 (*) Eleito João Pessoa Eleitorado: 293.751 2o. turno Cícero de Lucena Filho (PMDB) – 115. 937(*) Lucia Braga (PDT) – 93.494 (*) Eleito Macapá Eleitorado: 104.014 1o. turno Annibal Barcellos (PFL) – 39.991(*) Antonio Waldez da Silva (PDT) – 24.132 Fátima Pelaes (PSDB) – 8.756 (*) Eleito Maceió Eleitorado: 306.343 2o. turno Kátia Born ((PSB) – 112.123(*) Heloisa Helena Carvalho (PT) – 107.776 (*) Eleita Manaus Eleitorado: 629.074 2o. turno Alfredo Pereira do Nascimento (PPB) – 235.508(*) Serafim Fernandes Correa (PSB) – 232.950 (*) Eleito Natal Eleitorado: 350.723 2O. turno Vilma Maria de Faria Meira (PSB) – 136.396(*) Maria de Fátima Bezerra (PT) – 127.531 (*) Eleita Palmas Eleitorado: 42.313 1o. turno Manoel Odir Rocha (PPB) – 13.361(*) Raul de Jesus Lustosa Filho (PSDB) – 10.078 Jose dos Santos Freire Jr. (PMDB) – 6.152 (*) Eleito Porto Alegre Eleitorado: 914.880 1o. turno Raul Jorge Anglada Pont (PT) – 408.998(*) Yeda Crusius (PSDB) – 167.397 Maria do Carmo Bueno (PPB) – 48.224 Carlos Eduardo da Cunha (PDT) – 41.744 Paulo Odone Ribeiro (PMDB) – 40.297 (*) Eleito

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Porto Velho Eleitorado: 175.258 1o. turno Francisco Jose Chiquilito C. Erse (PDT) – 72.926(*) Sergio Siqueira de Carvalho (PMDB) – 32.678 Jorge Alfredo Streit (PT) – 6.326 (*) Eleito Recife Eleitorado: 887.107 1o. turno Roberto Magalhães (PFL) – 317.625(*) João Meira Braga (PSDB) – 119.539 João Paulo Lima e Silva (PT) – 105.160 Pedro Andrade Neto (PPB) – 50.378 Roberto Freire (PPS) – 22.065 (*) Eleito Rio Branco Eleitorado: 128.979 1o. turno Mauri Sergio de Oliveira (PMDB) – 45.113(*) Marcos Afonso Pontes de Souza (PT) – 41.503 Carlos Airton de Souza (PPB) – 5.500 Sergio de Oliveira Cunha (PMN) – 2.294 (*) Eleito Rio de Janeiro Eleitorado: 4.209.865 1O. turno Luiz Paulo Conde (PFL) – 1.192.438 Sergio Cabral (PSDB) – 729.611 Chico Alencar (PT) – 641.526 Miro Teixeira (PDT) – 253.697 Sergio Arouca (PPS) – 26.685 Oswaldo Oliveira (PRP) – 24.993 José Miguel (PSDC) – 24.362 Vanderlei Assis (PRONA) – 22.901 Antonio Pedregal (PT do B) – 14.868 2o. turno Luiz Paulo Conde (PFL) – 1.735.415(*) Sergio Cabral (PSDB) – 1.055.993 (*) Eleito Salvador Eleitorado: 1.219.116 1o. turno Antonio Imbassay (PFL) – 405.661(*) Nelson Pelegrino (PT) – 234.958 Domingos Leonelli (PSDB) – 62.629 Pedro Irujo (PMDB) – 58.101 Afrânio de Aquino Gregório (PAN) – 15.675 (*) Eleito São Luis Eleitorado: 440.531 2o. turno Jackson Lago (PDT) – 169.015(*) João Castelo (PPB) – 128.347 (*) Eleito São Paulo Eleitorado: 6.765.407 1O. turno Celso Roberto Pitta do Nscimento (PPB) – 2.541.150 Luiza Erundina (PT) – 1.291.120 Jose Serra (PSDB) – 819.995 Francisco Rossi (PDT) – 400.536

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Jose Aristodemo Pinotti (PMDB) – 101.358 Havanir de Almeida Nimtz (PRONA) – 52.328 Antonio de Campos machado (PTB) – 28.479 Carlos Alves de Souza (PRP) – 16.874 2o. turno Celso Roberto Pitta do Nscimento (PPB) – 3.178.330(*) Luiza Erundina (PT) – 1.924.630 (*) Eleito Terezina Eleitorado: 334.294 2O. turno Firmino da Silveira Soares Filho (PSDB) – 127.686(*) Alberto Silva (PMDB) – 111.888 (*) Eleito Vitória Eleitorado: 195.439 1o. turno Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) – 86.336(*) Rita Camata (PMDB) – 38.355 Otaviano de Carvalho (PT) – 13.873 (*) Eleito NÚMERO DE PREFEITOS ELEITOS POR PARTIDO: PMDB – 1.295 / PFL – 934 / PDS, coligado ao PPR e o PPB, – 625 / PDT – 436 / PTB – 382 / PSDB – 921 / PT – 110 / PL – 222 / PSB – 150 / PSC – 49 / PCB, coligado ao PPS, - 33 / psd – 116 / PST – 9 / PRP – 30 / PMN – 30 / PV – 13 / PSL – 11 / PT do B – 4 / PSDC – 2 / PRTB – 2 / PSN – 2 / PRONA – 1 / PTN – 1. 1997 É aprovada emenda constitucional que permite a reeleição para os cargos executivos, incluindo a presidência da república. 1997 Lei 9.504 de setembro põe um fim na prática costumeira de modificar as leis eleitorais antes da realização de novas eleições, pois estabelece normas gerais para todo o calendário eleitoral brasileiro. Ao contrário do que acontecia em períodos históricos anteriores a 1994, o calendário eleitoral brasileiro está, a partir de então, estruturado de forma a haver permanente coincidência do pleito presidencial com os pleitos estaduais. Os mandatos dos presidentes, dos governadores e deputados federais são todos de 4 anos, renovados simultaneamente. O mandato de senadores continua sendo de 8 anos, mas a sua renovação é sempre simultânea à dos demais cargos (alternadamente por 1/3 e 2/3).

1998

Eleição (com o emprego de urnas eletrônicas em todas as cidades com mais de 40.500 eleitores)

Presidente da República Fernando Henrique Cardoso Vice – Marco Antônio de Oliveira Maciel + Eleições

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Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais

Acre População: 483.593 Eleitorado: 319.955 Governador 1o. Turno Total Votantes: 239.598 Votos brancos: 25.886 Votos Nulos: 18.067 Jorge Ney Viana Macedo Neves (PT) – 112.889(*) Alércio Dias (PFL) – 51.453 Francisco Brígido da Costa (PMDB) – 28.767 Duarte Jose do Couto Neto (PRONA) – 2536 * Eleito Senador Brancos: 22.676 Nulos: 21.273 Votos nominais: 195.649 Sebastião Afonso Viana Macedo Neves (PT) – 103.559(*) Flaviano Flavio Baptista de melo (PMDB) – 56.857 Auricelia Freitas de Assis (PPB) – 35.233 (*) Eleito Deputados Federais: PFL – 3 / PT – 2 / PMDB – 1 / PPB – 1 / PDT – 1 Deputados Estaduais: PMN – 4 / PT – 3 / PMDB – 4 / PFL – 3 / PPB – 5 / PSDB – 2 PL – 2 / PC do B – 1 Alagoas População: 2.633.251 Eleitorado: 1.383.600 Governador 1o. Turno Total Votantes: 993.135 Votos brancos: 73.109 (7,36%) Votos Nulos: 259.094 (26,09%) Ronaldo Augusto Lessa Santos (PSB) – 387.021(*) Manoel Gomes de Barros (PTB) - 259.463; Adeison Teixeira Bezerra (PSL) - 11.975; Manoel de Assis da Silva (PSTU) - 2.473 (*)Eleito no 1 turno Senador Votos nominais: 660.932 Votos Brancos: 89.266 (8,99%) Votos Nulos: 233.358 (23,50%) Candidatos: Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho (PT) - 37.493 (*) Guilherme Gracindo Soares Palmeira (PFL) - 247.352 Elionaldo Maurício Magalhães Moraes (PPB) - 35.721 José Rubem Tenório Padilha (PSL) - 5.633 Erisvaldo Bandeira Rios (PAN) - 3.622 Antonio Jacinto Filho (PSTU) - 3.252 (*) Eleita Deputados Federais: PMDB - 2 / PPS - 1 / PSDB - 1 / PSD - 1/ PFL - 1 / PMN - 1 / PSB - 1 / PTB - 1 / PPS - 1 Deputados Estaduais: PSD - 3 / PT - 2 / PTB - 7 / PMDB - 2 / PSDB - 4 / PFL - 2 / PSL - 3 / PT do B - 1 / PSB - 3 / Amazonas População: 2.389.279 Eleitorado: 1.368.084 Governador Total votantes: 969.648 118


Votos brancos: 62.405 (6,44%) Votos nulos: 89.005 (9,18%) Amazonino Armando Mendes (PFL) - 418.511(*) Carlos Eduardo de Souza Braga (PSL) - 390.263; Herbert Amazonas Massulo (PSTU) - 6.382; Raimundo Carvalhedo Macedo (PRN) - 3.272 (*)Eleito Senador Votos nominais: 812.208 Votos Brancos: 80.439 (8,30%) Votos nulos: 77.001(7,94%) Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo (PMDB) - 405.271(*) Marcus Luiz Barroso Barros (PT) - 382.486 Irineia Vieira dos Santos (PSTU) - 12.656 Evandro das Neves Carreira (PV) - 11.983 (*)Eleito Deputados Federais: PFL - 4 / PSDB - 1 / PC do B - 1 / PPB - 1 / PL - 1 Deputados Estaduais: PL - 5 / PTB - 5 / PMDB - 1 / PFL - 4 / PPB - 2 / PPS - 1 / PSDB - 1 / PSC - 1 / PSDC - 2 / PT - 1 / PC DO B - 1 Amapá População: 379.459 Eleitorado: 213.289 Governador 1º turno Total votantes: 184.348 Votos Brancos: 2.023 (1,10%) Votos Nulos: 15.527 (8,42%) João Alberto Rodrigues Capiberibe (PSB) - 71.806 Antonio Waldez Góes da Silva (PDT) - 54.721 Gilvam Pinheiro Borges (PMDB) - 39.445 Elton Corrêa (PSTU) - 826 2º turno Total votantes: 178.666 Brancos: 581 (0,33%) Nulos: 3.283 (1,84%) João Alberto Rodrigues Capiberibe (PSB) - 93.680(*) Antonio Waldez (PDT) - 81.122 (*)Eleito Senador Votos nominais: 164.321 Brancos: 3.711 (2,01%) Nulos: 16.316 (8,85%) José Sarney (PMDB) - 97.466 (*) Antonio Ildegardo Gomes de Alencar (PPS) - 53.037 José Soares da Silva (PDT) - 6.119 Walter Cunha da Silva (PSC) - 4.471 Vanda Cherfen de Souza (PT do B) - 3.228 (*)Eleito Deputados Federais: PFL - 2 / PTB - 1 / PFL - 2 / PSB - 1/ PSDB - 3 / PMDB - 1 Deputados Estaduais: PDT - 4 / PT - 2 / PTB - 1 / PMDB - 4 / PL - 2 / PFL - 3 / PSB - 3 / PSD - 3 / PSL-1 PT - 2. Bahia População: 12.541.675 Eleitorado: 7.932.228 Governador 1º turno Total votantes: 5.406.422 Brancos: 1.419.238 (26,25%) Nulos: 527.326 (9,75%) César Augusto Rebello Borges (PFL) - 2.419.762 José Eduardo Vieira Ribeiro (PT) - 524.907 João Durval Carneiro (PDT) - 443.187

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Delma Gama e Narici (PRONA) - 73.283 (*)Eleito Senador Votos nominais: 3.525.470 Brancos: 968.822 (17,92%) Nulos: 912.130 (16,87%) Paulo Ganem Souto (PFL) - 2.583.185(*) Daniel Gomes de Almeida (PC do B) - 559.291 Arnaldo Murilo Nogueira leite (PSDB) - 301.478 Narciso Pereira dos Santos (PRONA) - 82.910 (*)Eleito Deputados Federais: PFL - 20 / PDT - 1 / PT - 5 / PTB - 1 / PMDB - 7 / PL - 1 / PPB - 1 / PSDB - 3 / / PC do B - 1 Deputados Estaduais: PFL - 23 / PDT - 1 / PT - 6 / PTB - 5 / PMDB - 4 / PL - 4 / PPB - 6 / PSB - 4 / PSDB - 4 / PC do B - 1 / PT do B - 1 / PSC - 3 / PV - 1. Ceará População: 6.809.290 Eleitorado: 4.301.930 Governador Total votantes: 3.300.859 Votos Brancos: 560.499 (16,98%) Votos Nulos: 238.527 (7,23%) Tasso Ribeiro Jereissati (PSDB) - 1.569.192(*) Luis de Gonzaga Fonseca Mota (PMDB) - 548.555 José Airton (PT) - 347.656 Antonio Reginaldo Costa Moreira (PMN) - 18.304 Valdir Alves Pereira (PSTU) - 18.238 (*)Eleitos Senador Votos nominais: 2.303.298 Votos brancos: 637.352 (19,31%) Votos nulos: 360.209 (10,91%) Luiz Alberto Vidal Pontes (PSDB) - 1.433.126 (*) Antonio Paes de Andrade (PMDB) - 734.189 Francisco Tarcísio Leite (PSN) - 73.655 Raimundo Pereira de Castro (PSTU) - 62.450 (*)Eleito Deputados Federais: PT - 1 / PMDB - 8 / PFL - 1 / PPB - 1 / PSDB - 10 / PC do B 1 / PSB - 1 / Deputados Estaduais: PSDB - 21 / PDT - 2 / PT - 3 / PTB - 2 / PMDB - 6 / PSC - 1 / PL -1 / PFL - 2 / PSB - 1 / PPS - 4 / PC do B - 1 Distrito Federal População: 1.821.946 Eleitorado: 1.267.925 Governador 1º turno Total votantes: 1.071.508 Votos brancos: 17.814 (1,66%) Votos nulos: 54.584 (5,09%) Cristóvam Ricardo Cavalcanti Buarque (PT) - 426.312 Joaquin Domingos Roriz (PMDB) - 391.906 José Roberto Arruda (PSDB) - 178.212 Orlando Cariello Filho (PSTU) - 1.842 David de Oliveira (PSDC) - 607 Renan Rosa de Arruda (PCO) - 231 2 º turno Total votantes: 1.064.922 Brancos: 6.810 (0,64%) Nulos: 18.836 (1,77%) Joaquin Domingos Roriz (PMDB) - 537.753 (*) Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque (PT) - 501.523

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(*)Eleito Senador Votos nominais: 965.133 Votos brancos: 32.646 (3,05%) Votos nulos: 73.729 (6,88%) Luiz Estevão de Oliveira Neto (PMDB) - 460.947 (*) Arlete Avelar Sampaio (PT) - 347.663 Augusto de Carvalho ((PPS) - 154.028 João Carlos Bacellar (PSTU) - 1.401 Flávio Pio Caetano (PSDC) - 820 Expedito Carneiro de Mendonça (PCO) - 274 (*)Eleito Deputados Federais: PT - 2 / PPB - 2 / PFL - 1 / PSDB - 1 / PC do B - 1 / PMDB 1 Deputados Estaduais: PDT - 1 / PT - 5 / PTB - 2 / PMDB - 5 / PL - 2 / PPS - 1 / PFL - 2 / PSC - 1 / PSB - 1 PSD - 1 / PSDB - 2 / PPB - 1 Espírito Santo População: 2.802.707 Eleitorado: 1.916.884 Governador 1º turno Total votantes: 1.498.765 Votos brancos: 200.647 (13,39%) Votos nulos: 117.135 (7,82%) José Ignácio Ferreira (PSDB) - 723.853 (*) Albuíno Cunha de Azeredo (PDT) - 162.109 José Renato Casagrande (PSB) - 145.547 Vasco Alvez de Oliveira Jr. (PMDB) - 133.287 Jesus dos Passos Vaz (PSD) - 6.187 (*) Eleito no 1 turno Senador Votos nominais: 1.147.048 Votos brancos: 217.109 (14,49%) Votos nulos: 134.608 (8,98%) Paulo Cesar Hartung Gomes (PSDB) - 780.395 (*) Élcio Alvarez (PFL) - 239.498 Nelson Alves de Aguiar (PMN) - 94.849 Jorge Rodrigues Filho (PDT) - 23.725 Aurélio Simões Monteiro (PRN) - 8.581 (*)Eleito Deputados Federais: PT - 1 / PTB - 3 / PMDB - 1 / PSDB - 3 / PFL - 1 / PPB - 1 Deputados Estaduais: PPS - 4 / PDT - 2 / PT - 1 / PTB - 4 / PMDB - 4 / PFL - 6 / PMN - 1 / PSB -3 / PSDB - 4 / PPB - 1 * O Instituto Vox Populi informa, em 19 de julho, que Íris Rezende tem 74% das intenções de voto e Marconi Perillo mal chaga aos 7%. Goiás População: 4.514.967 Eleitorado: 2.948.932 Governador - 1º - Turno Total votantes: 2.341.531 votos brancos: 259.223 (11,07%) Votos nulos: 134.018 (5,72%) Marconi Ferreira Perillo Jr. (PSDB) - 946.588 Íris Rezende Machado (PMDB) - 914.035 Osmar de Lima Magalhães (PT) - 61.355 Martiniano Pereira Cavalcante Neto (PSTU) - 12.499 Everaldo Antonio Pastore (PV) - 7.168 Francisco Florêncio Cavalcante (PMN) - 6.645 2º - Turno Total votantes: 2.247.614 Votos brancos: 16.191 (0,72%)

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Votos nulos: 58.095 (2,58%) Candidatos: Marconi Perillo (PSDB) - 1.157.988 (*) Íris Rezende Machado (PMDB) - 1.015.340 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.841.544 Votos brancos: 278.147 (11,88%) Votos nulos: 221.840 (9,47%) Luiz Alberto Maguito Vilela (PMDB) - 1.261.950(*) Fernando Cunha Jr. (PSDB) - 449.192 Jorge Cesar dos Anjos Antonini (PDT) - 72.249 Carlos Sérgio de Araújo (PMN) - 23.797 Miriam Bianca do Amaral Ribeiro (PSTU) - 22.872 John Mivaldo da Silveira (PV) - 11.484 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PT - 1 / PMDB - 8 / PFL - 2 / PPB - 1 / PSDB - 2 / PL - 2 / PSD - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 3 / PT - 1 / PMDB - 16 / PL - 4 / PFL - 2 / PSD - 4 / PSDB - 5 / PC do B - 1 PST - 2 / PDT - 1 / PSC - 1 Maranhão População: 5.222.183 Eleitorado: 2.987.233 Governador - 1º turno Total votantes: 2.059.544 Votos brancos: 377.993 (18,35%) Votos nulos: 157.817 (7,66%) Roseana Sarney Murad (PFL) - 1.005.399 (*) Epitácio Cafeteira Afonso Pereira (PPB) - 401.439 Domingos Francisco Dutra (PT) - 97.510 Marcos Igreja (PV) - 10. Marcos Antonio Silva do Nascimento (PSTU) - 8.296 (*)Eleita Senador Votos nominais: 1.285.565 Votos brancos: 515.669 (25,04%) Votos nulos: 258.310 (12,54%) João Alberto de Souza (PMDB) - 760.255 (*) Haroldo Freitas Pires de Sabóia (PT) - 389.899 José Luis Teixeira Lago Neto (PPS) - 69.033 Washington Rio Branco (PV) - 38.296 Luis Carlos Noleto Chaves (PSTU) - 27.623 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 1 / PMDB - 4 / PSC - 1 / PSD - 1 / PFL - 6 / PSB - 1 / PSDB - 2 / PL - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 4 / PDT - 3 / PT - 1 / PT do B - 1 / PTB - 1 / PMDB - 4 / PRTB - 2 / PSC - 1 / PST - 1 / PFL - 9 / PRP - 2 / PSD - 7 / PL -2 / PMN - 1 / PSB - 1 Mato Grosso do Sul População: 1.927.834 Eleitorado: 1.256.907 Governador Total votantes: 997.117 Votos brancos: 116.816 (11,72%) Votos nulos: 76.770 (7,70%) Ricardo Augusto Bacha (PSDB) - 309.330 José Orcírio Miranda dos Santos (PT) - 263.350 Pedro Pedrossian (PPTB) - 220.362 Heitor Pereira de Oliveira (PRONA) - 10.489 2º turno

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Total votantes: 935.280 Votos brancos: 9.503 (1,02%) Votos nulos: 31.271 (3,34%) José Orcírio Miranda dos Santos (PT) - 548.040 (*) Ricardo Bacha (PSDB) - 346.466 (*) Eleito Senador Votos nominais: 744.583 Votos brancos: 150.722 (15,12%) Votos nulos: 101.812 (10,21%) Juvencio César da Fonseca (PMDB) - 384.264 (*) Carmelino de Arruda Rezende (PPS) - 239.050 Saulo Queiróz (PFL) - 102.560 Marcos Antonio Claro dos Santos (PRONA) - 9.821 Marco Antonio Oliva Monje (PSTU) - 8.888 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PTB - 1 / PMDB - 2 / PFL - 1 / PPB - 1 / PSDB - 1 / PT - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 3 / PT - 1 / PTB - 4 / PMDB - 4 / PL - 1 / PFL - 2 / PPS - 2 / PSDB - 7 Mato Grosso População: 2.235.832 Eleitorado: 1.516.451 Governador Total votantes: 1.076.694 Votos brancos: 136.908 (12,72%) Votos nulos: 64.078 (5,95%) Dante Martins de Oliveira (PDT) - 472.409 (*) Júlio José de Campos (PFL) - 332.023 Carlos Augusto Abicalil (PT) - 64.619 Manoel Novaes (PRONA) - 3.904 Jaques Souza de Carvalho (PRTB) - 2.753 (*)Eleito Senador Votos nominais: 846.001 Votos brancos: 130.982 (12,17%) Votos nulos: 99.711 (9,26%) Antero Paes de Barros Neto (PSDB) - 469.179 (*) Carlos Bezerra (PMDB) - 275.297 Wanderlei Pignati (PT) - 69.251 Carlos Ihamber (PRN) - 32.274 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS- PMDB - 3 / PL - 1 / PTB - 1 / PSDB - 2 / PFL - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPS - 1 / PPB - 1 / PT - 2 / PMDB - 4 / PL - 1 / PFL - 5 / PSB - 1 / PSDB - 6 / PTB 2 Minas Gerais População: 16.672.613 Eleitorado: 11.815.183 Governador - 1º Turno Total votantes: 9.465.908 Brancos: 1.625.047 (17,17%) Nulos: 885.230 (9,35%) Itamar Augusto Cautiero Franco (PMDB) - 3.080.896 Eduardo Brandão de Azeredo (PSDB) - 2.665.475 Patrus Ananias de Souza (PT) - 1.122.007 Milton Jun Yumiya (PRP) - 31.873 Danilo Simões (PRN) - 29.842 Israel Pinheiro (PSTU) - 25.484 Governador - 2º Turno Total votantes: 8.890.598 Brancos: 149.559 (1,66%)

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Nulos: 494.929 (5,50%) Itamar Franco (PMDB) - 4.808.652 (*) Eduardo Azeredo (PSDB) - 3.537.458 (*)Eleito Senador Votos nominais: 6.022.788 Brancos: 1.830.028 (19,33%) Nulos: 1.613.092 (17,04%) José Alencar Gomes da Silva (PMDB) - 2.902.133 (*) Júnia Marise Azeredo Coutinho (PDT) - 2.493.231 Moamed Rachid Gariff (PST) - 207.321 Murilo Badaró (PPB) - 203.056 Antonio Francisco de Oliveira Filho (PRP) - 60.673 Antonio Feliciano dos Santos (PSTU) - 52.237 Sérgio Rodrigues Pinheiro (PRTB) - 35.328 Vasco de Oliveira Araújo (PTN) - 35.090 Dinalva Moreira Serafim Dias de Souza (PAN) - 33.682 DEPUTADOS FEDERAIS PPB - 7 / PDT - 1 / PT - 7 / PTB - 2 / PMDB - 9 / PL - 3 / PFL - 8 / PSDB - 14 / PC do B - 1 PST - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPS - 2 / PDT - 8 / PT - 5 / PTB - 6 / PMDB - 9 / PL - 3 / PPS - 2 / PFL - 7 / PMN 3 / PPB - 8 / PSB - 5 / PSD - 4 / PSN - 1 / PSDB - 13 / PSC - 1 / PST - 1 Pará População: 5.510.849 Eleitorado: 3.220.778 Governador - 1º Turno Total votantes: 2.147.683 Votos brancos: 226.617 (10,55%) Votos nulos: 184.677 (8,60%) Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB) - 773.185 Jader Fontenelle Barbalho (PMDB) - 630.872 Ademir Galvão Andrade (PSB) - 296.563 Cacilda Maria Saraiva Pinto (PSTU) - 26.160 Roberto José de Carvalho Neto (PRONA) -9.142 2º Turno Total votantes: 1.917.481 Brancos: 25.548 (1,33%) Nulos: 70.687 (3,69%) Candidatos: Almir José de Oliveira Gabriel (PSDB) - 981.409 (*) Jader Fontenelle Barbalho (PMDB) - 839.838 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.655.672 Votos brancos: 303.144 (14,11%) Votos nulos: 188.867 (8,79%) Luiz Otávio Oliveira Campos (PPB) - 609.026 (*) Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PT) - 567.308 Hélio Mota Gueiros (PFL) - 448.379 Claiton Coffy (PSTU) - 15.277 Edvaldo Ferreira Leite (PRONA) - 15.265 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 1 / PT - 3 / PTB - 1/ PMDB - 4 / PFL - 3 / PSDB - 4 / PPB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPS - 1 / PSD - 2 / PDT - 3 / PT - 4 / PTB - 3 / PMDB - 8 / PL - 3 / PFL - 3 / PPB 4 / PSDB - 8 / PSB - 1 / PC do B - 1 Paraíba População: 3.305.616 Eleitorado: 2.223.259 Governador - 1º Turno

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Total votantes: 1.675.605 Votos brancos: 374.347 (22,34%) Votos nulos: 213.743 (12,76%) José Targino Maranhão (PMDB) - 877.852 (*) Gilvan da Silva Freire (PSB) - 175.234 José Antonio Valadares (PRP) - 14.090 João Cesar de Araújo (PMN) - 11.095 Marcelino Rodrigues da Silva (PSTU) - 9.244 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.093.652 Votos brancos: 334.841 (19,98%) Votos nulos: 247.112 (14,75%) Ney Robinson Suassuna (PMDB) - 455.359 (*) Tarcísio de Miranda Burity (PPB) - 394.294 Cozete Barbosa Loureiro Garcia de Medeiros (PT) - 216.006 Márcio Vinícius Alves Porto (PMN) - 11.267 Jaime Ferreira Carneiro (PRN) - 9.489 Francisco Asfora (PSL) - 7.237 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PPB - 1 / PT - 1 / PMDB - 4 / PFL - 4 / PSDB - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 2 / PT - 3 / PMDB - 18 / PFL - 5 / PSL - 1 / PV - 1 / PPB - 1 Paraná População: 9.003.804 Eleitorado: 6.384.210 Governador Total votantes: 5.035.699 Votos brancos: 678.938 (13,48%) Votos nulos: 466.429 (9,26%) Jaime Lerner (PFL) - 2.031.241(*) Roberto Requião de Mello e Silva (PMDB) - 1.786.149 Jamil Nakad (PRONA) - 51.218 Júlio Cezar de Jesus (PSTU) - 21.756 (*)Eleito Senador Votos nominais: 3.887.666 Votos brancos: 640.192 (12,71%) Votos nulos: 507.841 (10,08%) Álvaro Fernandes Dias (PSDB) - 2.532.023 (*) Nedson Luiz Micheleti (PT) - 977.330 Maria Aparecida Fernandes (PSC) - 291.093 Paulo Fernando Braghini (PSB) - 44.987 Nilton Cezar Servo (PPS) - 42.317 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PPS - 1 / PDT - 1 / PT - 2 / PTB - 2 / PMDB - 5 / PFL - 6 / PPB - 4 / PSDB - 8 DEPUTADOS ESTADUAIS PFL - 13 / PMDB - 7 / PSDB - 6 / PDT - 3 / PT - 4 / PTB - 10 / PSB - 2 / PPB - 7 / PSC - 1 / P Pernambuco População: 7.399.071 Eleitorado: 5.119.100 Governador Total votantes: 3.809.687 Votos brancos: 547.006 (14,36%) Votos nulos: 440.937 (11,57%) Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB) - 1.809 (*) Miguel Arraes de Alencar (PSB) - 744.202 Carlos Wilson Rocha de Queiroz Campos (PSDB) - 210.706 Maria Lúcia Soares de Albuquerque Marques (PSC) - 29.680

125


Joaquim Oliveira Magalhães (PSTU) - 17.722 Frederico Teixeira Brandt (PSN) - 9.552 (*)Eleito Senador Votos nominais: 2.528.637 Votos brancos: 781.694 (20,52%) Votos nulos: 499.356 (13,11%) José Jorge de Vasconcelos Lima (PFL) - 1.460.709 (*) Humberto Sergio Costa Lima (PT) - 904.398 Waldemar Alberto Borges Rodrigues Neto (PPS) - 61.739 João Olímpio Valença de Mendonça (PSC) - 44.836 Ana Maria Rodrigues de Lima (PSN) - 36.428 José Carlos de Figueiredo Temporal (PSTU) - 20.349 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PT - 1 / PFL - 8 / PSL - 1 / PPB - 2 / PTB - 1 / PSDB - 9 / PMDB - 3 / DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 1 / PT - 3 / PTB - 2 / PMDB - 4 / PL - 1 / PSL - 1 / PSC - 2 / PFL - 12 / PSB 12 / PSDB - 6 / PSDC - 1 / PPB - 3 / PC do B - 1 Piauí População: 2.673.085 Eleitorado: 1.781.150 Governador - 1º Turno Total votantes: 1.346.593 Votos brancos: 236.622 (17,57%) Votos nulos: 94.733 (7,04%) Hugo Napoleão do rego Neto (PFL) - 444.037 Francisco de Assis de Moraes Souza (PMDB) - 411.985 Francisco Gerardo da Silva (PSDB) - 31.821Macedo (PMN) - 15.861 Geraldo Carvalho (PSTU) - 11.529 2º Turno Total votantes: 1.308.008 Votos brancos: 14.446 (1,10%) Votos nulos: 42.999 (3,29%) Candidatos: Mão Santa (PMDB) - 637.235 (*) Hugo Napoleão (PFL) - 613.338 (*)Eleito Senador Votos nominais: 935.755 Votos Brancos: 284.620 (21,14%)b Votos nulos: 126.218 (9,37%) Alberto Tavares Silva (PMDB) - 311.217 (*) Júlio César de Carvalho Lima (PFL) - 253.255 José Nazareno Cardeal Fonteles (PT) - 162.147 José Arimatea Martins Magalhães (PPB) - 132.513 Acilino José Ribeiro de Almeida(PPS) - 22.213 Sirley Ferreira (PDT) - 16.610 João Rosa Paes Landim Neto (PSTU) - 14.657 Rosane Maria de Castro Lima Oliveira (PTB) - 14.426 Irisvaldo de Carvalho Vieira (PMN) - 8.717 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PMDB - 3 / PFL - 5 / PT - 1 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 2 / PT - 1 / PDT - 2 / PMDB - 9 / PSB - 1 / PFL - 10 / PSDB - 4 Rio de Janeiro População: 13.406.308 Eleitorado: 9.971.830 Governador - 1º Turno Total votantes: 7.953.829

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Brancos: 345.654 (4,35%) Nulos: 1.027.713 (12,92%) Antony William Garotinho Matheus de Oliveira (PDT) - 3.083.441 César Epitácio Maia (PFL) - 2.256.815 Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) - 1.020.765 Lúcia Regina Florentino Souto (PPS) - 74.154 Lenine Madeira de Souza (PRONA) - 63.154 Dalva Lazaroni de Moraes (PV) - 27.266 Cyro Garcia (PSTU) - 18.756 Alexandre Márcio Stoduto (PT do B) - 11.283 Fábio Tenório Cavalcanti Francesconi (PRTB) - 7.684 Philippe Guedon (PSN) - 5.128 Paulo da Costa Freitas (PSDC) - 4.515 Maria Luisa Batista Vidal (PST) - 3.994 Veríssimo (PSL) - 3.507 2º - turno Total votantes: 7.702.924 Brancos: 83.868 (1,09%) Nulos: 272.595 (3,54%) Antony Willian Garotinho Matheus de Oliveira (PDT) - 4.259.344 (*) César Maia (PFL) - 3.087.117 (*) Eleito Senador Votos nominais: 6.167.027 Brancos 565.590 (7,11%) Nulos: 1.221.212 (15,35%) Roberto Saturnino Braga (PSB) - 2.349.372 (*) Roberto de Oliveira Campos (PPB) - 2.039.179 Wellington Moreira Franco (PMDB) - 911.579 Denise Frossard Loschi (PPS) - 635.415 Antonio Fernando dos Santos Sepúlveda (PRONA) - 94.236 Vinícius Cordeiro (PTB) - 40.947 Maria Lúcia de Oliveira Pádua (PSTU) - 18.954 Oswaldo Cruz Montenario (PSC) - 17.220 Rosangela de Souza Borzaquel (PRP) - 16.295 Célia do Amaral Souza Rodrigues (PRTB) - PRTB) - 13.729 Daniel Sampaio Tourinho (PRN) - 8.899 Luiz Alberto Melo Igrejas Lopes (PSDC) - 8.175 (*) Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 7 / PT - 4 / PTB - 2 / PMDB - 2 / PSC - 1 / PPB - 6/ PFL - 9 /PSB - 2 / PV - 1 PSDB - 11 / PC do B - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 5 / PDT - 9 / PSDB - 15 / PMDB - 9 / PT - 7 / PFL - 11 / PTB - 2 / PT do B - 2 / PPS - 1 / PSC - 2 / PC do B - 1 / PL - 1 / PSB - 2 / PV - 1 / PRONA - 1 Rio Grande do Norte População: 2.558.660 Eleitorado: 1.728.975 Governador Total votantes: 1.399.620 Votos brancos: 169.168 (12,09%) Votos nulos: 112.902 (8,07%) Garibaldi Alves Filho (PMDB) - 560.667 (*) José Agripino Maia (PFL) - 462.177 Manoel de Lima Duarte (PT) - 75.164 Dário Barbosa de Melo (PSTU) - 8.124 Carlos Roberto Ronconi (PSN) - 6.538 Marconio Cruz do Nascimento (PSC) - 4.865 (*)Eleito Senador Votos nominais: 1.030.104

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Votos brancos: 228.855 (16,35%) Votos nulos: 140.661 (10,05%) Fernando Luiz Gonçalves Bezerra (PMDB) - 539.197 (*) Carlos Alberto de Souza (PSDB) - 353.414 Hugo Manso Jr. (PT) - 122.857 Sônia Maria Godeiro (PSTU) - 14.633 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PMDB - 4 / PFL - 2 / PPB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 3 / PSB - 1 / PDT - 1 / PT - 1 / PMDB - 8 / PL - 2 / PFL - 5 / PSDB - 1 / PTB 1 Rio Grande do Sul População: 9.634.688 Eleitorado: 6.846.077 Governador- 1º Turno Total votantes: 5.822.958 Brancos: 543.222 (9,33%) Nulos: 281.068 (4,83%) Antonio Britto Filho (PMDB) - 2.319.302 Olívio de Oliveira Dutra (PT) - 2.295.503 Emília Therezinha Xavier Fernandes (PDT) - 309.315 Luis Carlos Olinto Martins (PRONA) - 34.590 Luis Roberto Saraiva Marques (PPS) - 21.636 Adilson Silva dos Santos (PRN) - 10.949 Nelson Carvalho Vasconcelos (PV) - 7.373 2º Turno Total votantes: 5.748.205 Brancos: 46.634 (0,81%) Nulos: 99.403 (1,73%) Olívio de Oliveira Dutra (PT) - 2.844.767 (*) Antonio Britto Filho (PMDB) - 2.757.401 (*)Eleito Senador Votos nominais: 4.573.941 Brancos: 747.930 (12,84%) Nulos: 501.087 (8,61%) Pedro Jorge Simon (PMDB) - 2.485.111 (*) José Paulo Bisol (PSB) - 1.393.576 Pedro Luis Fagundes Ruas (PDT) - 526.395 Oswaldo Uchoa Rezende (PRONA) - 51.281 Eunice Terezinha Lisboa Soares Gomes (PRN) - 39.834 Júlio Cesar Leirias Flores (PSTU) - 24.642 Raul Olmiro da Silva (PV) - 22.609 Caetano Fonseca Brum (PPS) - 20.276 Carlos Ernesto Fabris (PSDC) - 10.217 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PPB - 3 / PDT - 4 / PT - 8 / PTB - 3 / PMDB - 7 / PFL - 1 / PSDB - 2 / PSB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 10 / PDT - 7 / PT - 12 / PTB - 10 / PMDB - 10 / PFL -2 / PSB -1 / PSDB - 2 Rondônia População: 1.229.306 Eleitorado: 836.179 Governador - 1º Turno Total votantes: 585.404 Brancos: 85.724 (14,64%) Nulos: 41.361 (7,07%) José de Abreu Bianco (PFL) - 161.831 Valdir Raupp de Matos (PMDB) - 157.226 Melkisedek Donadon (PSC) - 86.171 José Neumar Morais da Silveira (PT) - 34.607

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Ernandes Santos Amorim (PPB) - 18.848 2º Turno Total votantes: 523.049 Brancos: 4.322 (0,83%) Nulos: 17.524 (3,35%) José de Abreu Bianco (PFL) - 268.627 (*) Valdir Raupp de Matos (PMDB) - 232.579 (*)Eleito Senador Votos nominais: 449.778 Brancos: 78.777 (13,46%) Nulos: 56.849 (9,71%) Candidatos: Amir Francisco Lando (PMDB) - 188.051(*) Odacir Soares Rodrigues (PTB) - 112.727 Silvana Mota Davis Lourenço (PL) - 71.974 Paulino Ribeiro Rocha (PT) - 36.572 Aparício Carvalho de Moraes (PSDB) - 25.598 Lauro Junqueira Cleto (PFL) - 8.945 Antonio Morimoto (PMN) - 5.911 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 2 / PMDB - 1 / PTB - 1 / PFL - 2 / PSDB - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PDT - 4 / PT - 2 / PTB - 2 / PMDB - 4 / PSC - 2 / PL - 2 / PFL -3 / PPB - 2 / PSDB 3 Roraima População: 247.131 Eleitorado: 170.620 Governador - 1º Turno Total votantes: 133.723 Brancos: 1.852 (1,38%) Nulos: 10.034 (7,50%) Candidatos: Neudo Ribeiro Campos (PPB) - 57.864 Maria Teresa Saenz Surita Juca (PSDB) - 48.612 Maria Marluce Moreira Pinto (PMDB) - 13.840 José Fábio Martins da Silva (PT) - 1.521 2º Turno Total votantes: 127.783 Brancos: 672 (0,53%) Nulos: 1.870 (1,46%) Candidatos: Neudo Ribeiro Campos (PTB) - 67.889 (*) Maria Teresa Saenz Surita Juca (PSDB) - 57.352 (*)Eleito Senador Votos nominais: 119.340 Brancos: 4.742 (3,55%) Nulos: 9.641(7,21%) Candidatos: Francisco Mozarildo de Melo Cavalcanti (PPB) - 44.652 (*) Chhai Kwo Chheng (PPS) - 28.429 Getúlio Alberto de Souza Cruz (PSDB) - 22.555 Otília Natália Pinto Latge (PTB) - 21.781 João Alberto Noro (PRTB) - 1.923 (*) Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PPB - 4 / PTB - 1 / PFL - 2/ PSDB - 2 / PMDB - 1 / PDT - 2 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 5 / PSL - 4 / PFL - 4 / PDT - 5 / PMDB - 3 / PSDB - 1 Santa Catarina

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População: 4.875.244 Eleitorado: 3.516.811 Governador- 1º turno Total votantes: 2.943.703 Brancos: 328.593 (11,16%) Nulos: 188.303 (6,40%) Espiridião Amin Helou Filho (PPB) - 1.429.982 (*) Paulo Afonso Evangelista Vieira (PMDB) - 561.155 Milton Mendes de Oliveira (PT) - 386.332 Joaninha de Oliveira Johnson (PSTU) - 24.330 Rogério Silva Portanova (PV) - 18.588 Carlos Alberto Machado (PSC) - 6.420 (*)Eleito Senador Votos nominais: 2.275.419 Brancos: 410.277 (13,94%) Nulos: 258.007 (8,76%) Candidatos: Jorge Konder Bornhausen (PFL) - 1.087.511(*) Valdir Colato (PMDB) - 580.437 Sérgio José Grando (PPS) - 521.351 Luiz Carlos Baretta (PV) - 27.793 Gilmar Salgado dos Santos (PSTU) - 25.409 Marcos Bittencourt da Roza 18.647 João Ari mendes (PSC) - 14.270 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 1 / PT - 2 / PMDB - 4 / PFL - 3 / PSDB - 1 / PPB - 4 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 10 / PTB - 1 / PDT - 2 / PT - 5 / PMDB - 10 / PFL - 9 / PSDB - 3 São Paulo População: 34.119.110 Eleitorado: 23.321.034 Governador - 1º turno Total votantes: 19.470.537 Brancos: 1.465.990 (7,53%) Nulos: 1.392.546 (7,15%) Pulo Salim Maluf (PPB) - 5.351.026 Mário Covas Junior (PSDB) - 3.813.186 Marta Teresa Suplicy (PT) - 3.738750 Francisco Rossi de Almeida (PDT) - 2.843.515 Orestes Quercia (PMDB) - 714.097 Constantino Cury Neto (PRONA) - 68.906 Antonio Donizete Ferreira (PSTU) - 29.033 João Manuel Baptista (PSDC) - 24.229 Edson Falanga (PSC) - 14.853 José Levy Fidelix da Cruz (PRTB) - 14.406 2º turno Total votantes: 19.174.067 Brancos: 381.905 (1,99%) Nulos: 1.091.311 (5,69%) Candidatos: Mario Covas Junior (PSDB) - 9.800.253 (*) Paulo Salim Maluf (PPB) - 7.900.598 (*)Eleito Senador Votos nominais: 15.576.926 Brancos: 1.841.153 (9,46%) Nulos: 2.052.458 (10,54%) Eduardo Matarazzo Suplicy (PT) - 6.718.463 Oscar Daniel Bezerra Schmidt (PPB) - 5.752.202 João leite Neto (PTB) - 2.300.545

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Jooji Hato (PMDB) - 299.178 Almino Monteiro Alvares Affonso (PSB) - 161.093 Paulo Cesar Corrêa (PRONA) - 115.813 Osmar Baldin Simionatto (PSDC) - 95.361 Domingos Fernades (PV) - 51.253 Mauro Ailton Puerro (PSTU) - 36.691 Leônidas Rodrigues de Oliveira (PT do B) - 17.911 Nicanor Aguiar Filho (PRTB) - 16.606 Napoleon Miguel Alves (PGT) - 11.810 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PDT - 4 / PT - 14 / PTB - 5 / PMDB - 5 / PL - 2 / PFL - 8 / PPB - 12 / PSB - 2 / PPS - 1 / PSDB - 15 / PC do B - 1 / PRONA - 1 / DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 11 / PDT - 7 / PT - 14 / PTB - 4 / PMDB - 8 / PL - 5 / PFL - 11 / PSB - 2 / PPS - 3 / PV - 1 / PRP - 1/ PSDB - 21 / PRONA - 3 / PC do B - 2 Sergipe População: 1.624.020 Eleitorado: 1.081.138 Governador - 1º turno Total votantes: 846.933 Brancos: 79.452 (9,38%) Nulos: 110.835 (13,09%) Albano do Prado Pimentel Franco (PSDB) - 263.751 João Alves Filho (PFL) - 254121 Antonio Carlos Valadares (PSB) - 113.727 Romulo Rodrigues (PSTU) - 12.064 Carlos Fernando Silva (PST) - 7.724 Adelmo Alves de Macedo (PSN) - 5.259 2º Turno Total votantes: 817.124 Brancos: 9.742 (1,19%) Nulos: 44.403 5,43?%) Albano do Prado Pimentel Franco (PSDB) - 415.001 (*) João Alves Filho (PFL) - 347.978 (*)Eleito Senador Votos nominais: 631.949 Brancos: 127.032 (15,00%) Nulos: 87.952 (10,38%) Maria do Carmo do Nascimento Alves (PFL) - 325.703 (*) Jackson Barreto de Lima (PMDB) - 232791 José Almeida Lima (PDT) - 57.525 Edmualdo Oliveira Santos (PSTU) - 9.608 Jehovah Guimarães Souza (PST) - 6.322 (*)Eleita DEPUTADOS FEDERAIS PPB - 1 / PT - 1 / PMDB - 2 / PPS - 1 / PSB - 1 / PMN - 1 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 2 / PDT - 1 / PT - 1 / PTB - 2 / PMDB - 5 / PFL - 3 / PMN - 2 / PSB - 2 / PSDB - 4 / PPS - 1 / PSC - 1 Tocantins População: 1.048.642 Eleitorado: 624.344 Governador Total votantes: 498.878 Brancos: 75.507 (15,14%) Nulos: 25.282 (5,07%): José Wilson Siqueira Campos (PFL) - 245.434 (*) Moisés Nogueira Avelino (PMDB) - 132.060

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Célio Alves de Moura (PT) - 15.034 Raimunda Guimarães Araújo (PRONA) - 5.561 (*)Eleito Senador Votos nominais: 390.376 Brancos: 71.292 (14,29%) Nulos: 37.210 (7,46%) José Eduardo de Siqueira Campos (PFL) - 291.624 (*) Derval Batista de Paiva (PMDB) - 72.326 Iredes José dos Santos (PT) - 19.683 José Carlos Ferreira (PRONA) - 6.743 (*)Eleito DEPUTADOS FEDERAIS PPB - 2 / PMDB - 2 / PFL - 3 / PSDB - 1 DEPUTADOS ESTADUAIS PPB - 6 / PMDB - 6 / PFL - 10 / PL - 1 / PTB - 1 1999 Em janeiro, o Presidente Fernando Henrique Cardoso muda a política cambial, desvalorizando o Real, mas continua com a política de controle dos gastos públicos, com a manutenção de altas taxas de juros e as privatizações de estatais, inclusive parte das atividades da Petrobrás. Mas a recessão começa a fazer sombra sobre a estabilização econômica, aumentando o desemprego.

2000

Eleição (com o emprego de urnas eletrônicas em todas as cidades brasileiras) Prefeitos e vereadores PREFEITOS ELEITOS NAS CAPITAIS Aracaju (SE) População: 451.027 Eleitorado: 292.389 1º Turno Marcelo Deda Chagas (PT) - 122.018 (*) Almeida Lima (PDT) - 51.987 Valadares (PSB) - 51.018 Adelmo Macedo (PHS) -3.545 Ismael Silva (PV) - 2.522 (*) Eleito Belém (PA) População: 1.200.355 Eleitorado: 792.479 1º Turno Edmílson Rodrigues (PT) - 267.635 Duciomar Gomas da Costa (PSD) - 188.234 Zenaldo (PSDB) -96.360 Vic Pires Franco (PFL) - 41.788 Augusto Rezende (PMDB) - 26.601 2º Turno Edmílson Rodrigues (PT) - 325.883 (*) Duciomar Gomas da Costa (PSD) - 316.279 (*) Eleito Belo Horizonte (MG) População: 2.154.161 Eleitorado: 1.573.635 1º Turno Célio de Castro (PSB) - 518.600 João Leite da Silva Neto (PSDB) - 372.257 Maria Elvira (PMDB) -206.468

132


Glycon Terra Pinto (PPB) - 47.368 Toniplay ((PRP) - 21.064 Antonio Feliciano (PSTU) - 18.521 2º Turno Célio de Castro (PSB) - 686.378 (*) João Leite da Silva Neto (PSDB) - 562.863 (*) Eleito Boa Vista (RR) População: 171.361 Eleitorado: 109.455 1º Turno Maria Tereza Saenz Surita Jucá (PSDB) - 36.101(*) Ottomar (PTB) - 24.371 Coelho (PPB) - 16.743 (*) Eleita Campo Grande (MS) População: 665.206 Eleitorado: 403.612 1º Turno André Puccinelli (PMDB) - 223.312 (*) Ben Hur (PT) - 69.511 Monika Sophie Schrader (PV) - 16.675 Carmelino (PPS) - 13.925 (*) Eleito Cuiabá (MT) População: 460.263 Eleitorado: 315.814 1º Turno Roberto França (PSDB) - 137.441 Serys (PT) - 62.050 Wilson Santos (PMDB) - 39.575 Emanuel Pinheiro (PFL) - 7.505 Curitiba (PR) População: 1.618.279 Eleitorado: 1.110.189 1º Turno Cassio Taniguchi (PFL) - 378.993 Angelo Carlos Vnhoni (PT) - 304.902 Maurício Requião (PMDB) - 89.017 Forte (PSDB) - 71.394 Eduardo Requião (PDT) - 9.773 Jamil Nakad (PRTB) - 6.783 2º Turno Cassio Taniguchi (PFL) - 462.811 (*) Angelo Carlos Vnhoni (PT) - 436.270 (*) Eleito Florianópolis (SC) População: 285.281 Eleitorado: 230.956 1º Turno Angela Regina Heizen Amin Helou (PPB) - 105.495 (*) Grando (PPS) - 39.174 Blasi (PMDB) - 20.435 Vanio dos Santos (PT) - 18.519 Portanova (PV) - 5.554 (*) Eleita Fortaleza (CE) População: 2.139.372 Eleitorado: 1.217.576 1º Turno Juracy Vieira de Magalhães (PMDB) - 306.643 (*) Inácio Francisco de Assis Nunes Arruda (PC do B) - 282.094

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Moroni (PFL) - 167.760 Patrícia Gomes (PPS) - 157.790 2º Turno Juracy Vieira de Magalhães (PMDB) - 2º Turno - 512.655 (*) Inácio Francisco de Assis Nunes Arruda (PC do B) - 437.271 (*) Eleito Goiânia (GO) População: 1.073.490 Eleitorado: 682.517 1º Turno Pedro Wilson Guimarães (PT) - 201.336 Darci Accorsi (PTB) - 162.706 Lucia Vania (PSDB) - 123.594 Mauro Miranda (PMDB) - 32.164 Isaura Lemos (PDT) - 9.337 2º Turno Pedro Wilson Guimarães (PT) - 294.935 (*) Darci Accorsi (PTB) - 233.958 (*) Eleito João Pessoa (PB) População: 594.968 Eleitorado: 343.326 1º Turno Cícero de Lucena Filho (PMDB) - 193.156 (*) Luiz Couto (PT) - 54.849 Lourdes Sarmento (PCO) - 6.104 (*) Eleito Macapá (AP) População: 267.140 Eleitorado: 144.393 1º Turno João Henrique Pimentel (PSB) - 42.681(*) Papaleo (PTB) - 42.266 Aníbal Barcellos (PFL) - 15.573 Benedito Dias de Carvalho (PPB) - 10.712 (*) Eleito Maceió (AL) População: 806.167 Eleitorado: 368.013 1º Turno Kátia Born Ribeiro (PSB) - 121.783 José Regis Barros Cavalacante (PPS) - 61.695 Paulão (PT) - 49.310 Nono (PFL) - 26.271 Maninho (PV) - 17.234 2º Turno Kátia Born Ribeiro (PSB) - 170.073 (*) José Regis Barros Cavalacante (PPS) - 107.560 (*) Eleita Manaus (AM) População: 1.285.841 Eleitorado: 760.925 1º Turno Alfredo Pereira do Nascimento (PL) - 287.754 Carlos Eduardo de Souza Braga (PPS) - 193.779 Serafim (PSB) - 98.602 Tasso (PSDB) - 13.874 Eron (PC do B) - 9.409 2º Turno Alfredo Pereira do Nascimento (PL) - 319.987 (*) Carlos Eduardo de Souza Braga (PPS) - 310.119 (*) Eleito

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Natal (RN) População: 699.339 Eleitorado: 397.870 1º Turno Wilma Maria de Faria Meira (PSB) - 178.016 (*) Fatima (PT) - 90.630 Sonali Rosado (PSDB) - 33.995 Dario Barbosa (PSTU) - 1.422 (*) Eleita Palmas (TO) População: 133.199 Eleitorado: 76.118 1º Turno Nilmar Gavino Ruiz (PFL) - 31.134 (*) Raul Filho (PPS) - 29.571 José Augusto (PMDB) -1.819 Salomão (PSB) - 195 Porto Alegre (RS) População: 1.321.886 Eleitorado: 956.811 1º Turno Tarso Fernando Herz Genro (PT) - 381.117 Alceu de Deus Collares (PDT) - 157.015 Yeda Crusius (PSDB) - 121.598 Bonow (PFL) - 53.769 Busatto (PMDB) - 50.416 Nelson Vasconcelos (PV) - 8.380 Valter Nagelstein (PPS) - 6.105 Julio Flores (PSTU) - 1.890 Luiz Carlos Olinto Martins (PRONA) - 1.463 2º Turno Tarso Fernando Herz Genro (PT) - 491.775 (*) Alceu de Deus Collares (PDT) - 282.575 (*) Eleito Porto Velho (RO) População: 314.525 Eleitorado: 191.244 1º Turno Carlos Alberto de Azevedo Camurça (PDT) - 60.558 (*) Dr. Mauro (PSB) - 50.908 Everton Leoni (PSDB) - 22.287 Silvana Dias (PSL) - 9.108 (*) Eleito Recife (PE) População: 1.388.193 Eleitorado: 952.393 1º Turno Roberto Magalhães Melo (PFL) - 345.915 João Paulo Lima e Silva (PT) - 249.282 Carlos Wilson (PPS) - 76.199 Vicente André Gomes (PDT) - 23.646 Pantaleão Panta (PSTU) - 2.750 Frederico Brandt (PHS) - 2.102 2º Turno João Paulo Lima e Silva (PT) - 382.988 (*) Roberto Magalhães Melo (PFL) - 377.153 Rio Branco (AC) População: 269.180 Eleitorado: 153.161 1º Turno Flaviano Flávio Baptista de Melo (PMDB) - 54.990 (*) Angelim (PT) - 51.539

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Bestene (PTB) - 8.003 (*) Eleito Rio de Janeiro (RJ) População: 5.613.897 Eleitorado: 4.239.216 1º Turno Luiz Paulo Fernandez Conde (PFL) - 1.124.915 César Epitácio Maia (PTB) - 747.132 Benedita da Silva (PT) - 733.693 Leonel Brizola (PDT) - 295.123 Gilberto Ramos (PPB) - 140.601 Ronaldo Cezar Coelho (PSDB) -59.058 Sirkys (PV) - 38.239 2º Turno César Epitácio Maia (PTB) - 1.610.176 (*) Luiz Paulo Fernandez Conde (PFL) - 1.543.327 (*) Eleito Salvador (BA) População: 2.331.612 Eleitorado: 1.388.709 1º Turno Antonio José Imbassahy da Silva (PFL) - 531.243 Pelegrino (PT) - 349.292 João Henrique (PDT) - 74.313 Arthur Maia (PSDB) - 30.983 (*) Eleito São Luis (MA) População: 855.442 Eleitorado: 482.277 1º Turno Jackson Kepler Lago (PDT) - 194.109(*) João Castelo (PSDB) - 111.457 José Raimundo (PTB) - 34.830 Helena (PT) - 14.292 José Antonio Almeida (PSB) - 4.999 (*) Eleito São Paulo (SP) População: 10.009.231 Eleitorado: 7.134.821 1º Turno Marta Teresa Suplicy (PT) - 2.105.013 Paulo Salim Maluf (PPB) - 960.581 GeraldoAlckmin (PSDB) - 952.890 Romeu Tuma (PFL) - 632.658 Luiza Erundina (PSB) - 546.766 Eneas (PRONA) - 190.844 Marcos Cintra (PL) - 77.827 José de Abreu (PTN) - 21.131 Fernando Collor de mello (PRTB) - 16.364 Marin (PSC) - 9.691 Canindé pegado (PGT) - 6.676 Fábio Bosco (PSTU) - 6.397 Osmar Lins (PAN) - 5.110 2º Turno Marta Teresa Suplicy (PT) - 3.247.900 (*) Paulo Salim Maluf (PPB) - 2.303.508 (*) Eleita Teresina (PI) População: 703.796 Eleitorado: 394.605 1º Turno Firmino da Silveira Soares Filho (PSDB) - 187.500

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Wellington Dias (PT) - 99.874 Ciro (PFL) - 11.933 Tomaz Teixeira (PPB) - 4.885 Vitória (ES) População: 272.126 Eleitorado: 211.706 1º Turno Luis Paulo Velloso Lucas (PSDB) - 112.751 Nilton Baiano (PPB) - 22.112 Iriny Lopes (PT) - 20.204 Hugo Borges (PMDB) - 9.384 TOTAL DE PREFEITURAS CONQUISTADAS PELOS PARTIDOS EM CADA ESTADO: PMDB – 1.256 / PFL – 1.026 / PSDB – 987 / PPB – 618 / PTB – 396 / PDT – 288 / PL – 233 / PT – 187 / PPS – 166 / PSB – 131 / PSD – 111 / PSC – 33 / PSL – 26 / PRP – 16 / PST – 16 / PMN – 14 / PV – 13 / PSDC – 8 / PHS – 6 / PT do B – 6 / PRTB – 4 / PRN – 3 / PTN – 2 / PAN – 1 / PC do B –1. 2000 O eleitorado brasileiro aumentou em 14% das eleições de municipais de 96 para a de 2.000. O número de eleitores em 2.000 é de 109.826.263. 5.656 MUNICÍPIOS BRASILEIROS TÊM ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM 2000 (Brasília não teve) Os 5.656 prefeitos e 68.815 vereadores eleitos diretamente em 2.000 estão distribuídos nos: 849 municípios em Minas Gerais 637 municípios em São Paulo 493 municípios no Rio Grande do Sul 417 municípios na Bahia 293 municípios em Santa Catarina 245 municípios em Goiás 223 municípios na Paraíba 222 municípios no Piauí 217 municípios no Maranhão 183 municípios no Ceará 181 municípios em Pernambuco 167 municípios no Rio Grande do Norte 142 municípios no Pará 139 municípios no Mato Grosso 139 municípios Tocantins 101 municípios em Alagoas 88 municípios no Rio de Janeiro 78 municípios no Espírito Santo 77 municípios no Mato Grosso do Sul 77 municípios no Sergipe 61 municípios no Amazonas 52 municípios em Rondônia 22 municípios no Acre 16 municípios no Amapá 15 municípios em Roraima Já existem no Brasil 60 cidades com mais de 200 mil eleitores. Todas elas juntas correspondem a 36,4 milhões de votos (33,14% do total de votos do país). Destas 60 maiores cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores, 25 são capitais: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo, Teresina e Vitória. * Palmas é capital do Estado de Tocantins, mas tem 76.118 eleitores. As 34 cidades com mais de 200 mil eleitores que não são capitais são: Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora (MG), Campina Grande (PB), Londrina e Maringá (PR),

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Jaboatão e Olinda (PE), Belford Roxo, Campos, Duque de Caxias, Niterói, Nova Iguaçu, São Gonçalo e São João de Meriti (RJ), Canoas, Caxias do Sul e Pelotas (RS), Campinas, Diadema, Guarulhos, Jundiaí, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, São Jose dos Campos, São Jose do Rio Preto, Sorocaba (SP) e Vila Velha (ES). 33 cidades com mais de 200 mil eleitores (14 capitais e 19 não capitais) decidem as eleições no 1o. turno: Aracaju, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, João Pessoa, Macapá, Natal, Porto Velho, Rio Branco, Salvador, São Luís, Teresina, Vitória, Campina Grande, Jaboatão, Olinda, Campos, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Vila Velha. As 14 capitais que decidiram as eleições no 1o. turno representam 10,4 milhões de eleitores. Em crescimento, o Partido dos Trabalhadores (PT) obtém no 1o. turno das eleições municipais de 96 - 7.893.509 votos e nas eleições de 2000 - 11.938.724 votos. Um aumento de 51,25%. 26 cidades com mais de 200 mil eleitores (11 capitais e 15 não capitais) decidem as eleições no 2o. turno: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Canoas, Caxias do Sul, Diadema, Guarulhos Londrina, Maringá, Mauá, Pelotas, Contagem, Juiz de Fora, Uberlândia, Belford Roxo, Niterói e São Gonçalo. As 11 capitais que decidem as eleições no 2o. turno representam 26 milhões de eleitores. O PT vence em 13 das 26 cidades que tiveram 2o. turno: Belém, Goiânia, Maringá, Londrina, Caxias do Sul, Pelotas, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Guarulhos, Diadema, Mauá, Campinas. As outras cidades mais importantes onde o PT vence são: Aracaju, Itabuna, Juazeiro, Vitória da Conquista, Imperatriz, Governador Valadares, Ponta Grossa, Bagé, Gravataí, Blumenau, Santa Maria, Chapecó, Criciúma, Poços de Caldas, Araraquara, Franca, Jacareí, Jandira, Ribeirão Pires, Bebedouro, Jaboticabal, Santo André, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos, Botucatu e Lins. Até as eleições de 2000, o PT contava com 105 prefeituras em todo o país. O PT elege prefeitos em 6 capitais; o PSB e o PMDB elege prefeitos em 4 capitais, o PDT em 2 e o PPB, PL e o PTB elegem, cada um, 1 prefeito de capital. O PSDB obtém nas eleições municipais de 96 - 13.065.103 votos e nas eleições de 2000 -13.518.346 votos = 16% dos votos válidos. O partido concorre em todo o Brasil com candidato próprio a 2.080 prefeituras, vencendo em 990 = 48%. Quanto aos vereadores, tem 38.780 candidatos, elegendo 8.518 = 22% dos seus candidatos. Os partidos situacionistas (PSDB, PMDB, PFL, PPB e PTB) têm 61,96% dos votos do país, elegendo 4.291 prefeitos, com um aumento de 134 prefeitos em relação a 96. Os partidos oposicionistas (PT, PDT, PSB, PPS e PC do B) obtém 29,94% dos votos do país, elegendo 775 prefeitos, obtendo um aumento de 46 prefeitos em relação a 96. Das 8 cidades paulistas (incluindo a capital) que tiveram 2o. turno, o PPS (Partido Popular Socialista) disputou em 2 delas e venceu em 1 (São José do Rio Preto) e perdeu em 1 (Diadema). Das 8 cidades paulistas (incluindo a capital) que tiveram 2o. turno, o PT disputou em 6 delas e venceu em 5 (São Paulo, Guarulhos, Campinas, Mauá e Diadema). Nas 8 cidades paulistas (incluindo a capital) que tiveram 2o. turno, os outros partidos disputantes foram 5 (cada um concorrendo em uma). PV, PMDB, PFL, PPB e PTB. Venceram em 1 delas (Santos, com o PTB) e perderam em 7 (São Paulo, Campinas, Guarulhos, Mauá, Diadema, onde venceu o PT, São José do Rio Preto, onde venceu o PPS, e Mogi das Cruzes, onde venceu o PSDB). O PMDB elege 11.373 vereadores, com uma estrutura que conta com 6 milhões de filiados em todo o país. O PDT elege 3.765 vereadores nas eleições municipais de 2000. O partido tem cerca de 1,7 milhão de filiados em todo o país. O PT conquista a governança de 17 das 60 maiores cidades brasileiras e o PSDB 12. As 17 das 60 maiores cidades brasileiras governadas pelo PT tem um eleitorado de 14.418.076 votantes. As 12 das 60 maiores cidades brasileiras governadas pelo PSDB tem um eleitorado de 3.568.542 votantes.

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Os evangélicos têm no Brasil cerca de 22 milhões de adeptos. Em 2001, eles têm no Congresso 2 senadores (um do PT e um do PMDB) e 46 deputados, distribuídos por 11 partidos: PL - 10 / PFL - 9 / PMDB - 8 / PSL - 3 / PPB - 5 / PTB - 3 / PT - 2 / PPS - 1 / PSB - 2 / PSDC - 1 / PSDB - 1 / sem partido – 1. A Igreja Universal do Reino de Deus, fenômeno brasileiro do pentecostalismo mundial, que possui 70 emissoras de comunicação, canais abertos e fechados de TV, emissoras de rádios AM, FM e de ondas curtas, e cerca de 40 retransmissoras, elege 14 deputados espalhados pelo PMDB, PFL, PPB, PSL e PL, sendo este último com o maior número deles. Os partidos políticos brasileiros têm acesso ao Fundo Partidário, um recurso público destinado a custear os partidos em suas campanhas eleitorais. Este fundo tem 3 fontes: as multas e penalidades em dinheiro aplicadas com base no Código Eleitoral e demais leis, as doações de pessoas físicas e jurídicas e as doações orçamentárias da União. Em 2001, o PSDB e PFL foram os que mais receberam dinheiro do Fundo, cerca de R$7 milhões cada um. O PMDB recebeu R$6,2 milhões; o PT, R$5,4 milhões; o PPB, R$4,6 milhões; o PTB e o PDT, R$2,3 milhões cada um; o PSB, R$397 mil e o PPS, R$1.748,55.

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A evolução da democracia e a propaganda