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Jornal do Comércio - Porto Alegre

Edição de 31 de outubro e 1 e 2 de novembro de 2008

O Prêmio Cultura Econômica é uma decorrência da vocação do Jornal do Comércio, segundo o diretor-presidente da empresa, Mércio Tumelero. A escolha dos vencedores da 5ª edição coube à comissão julgadora formada por representantes de instituições de ensino do Estado, da CaixaRS, que apóia o prêmio desde a primeira edição, e da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), levando em conta a abrangência do tema, a atualidade, a linguagem e a profundidade. O júri foi composto por Rejane Costa Passuelo, superintendente de Marketing da CaixaRS;; Alziro César de Morais Rodrigues, g , professor de Administração da Pucrs; Ângela Kretschmann, professora de Direito da Uni-

sinos; Ani Mari Hartz Born, professora de Marketing da ESPM; Fátima Ali, professora de Redação Técnica da Fargs; Valter Kuchenbecker, diretor da Editora da Ulbra; e Marisa Bof, da CRL. Eles se reuniram em início de outubro para o debate e a escolha dos livros e das entidades premiadas p nesta edição. ç Para Ângela Kretschmann, que participa do júri desde a primeira edição, o troféu Cultura Econômica tem uma importância grande na área acadêmica, mas o seu maior papel é incentivar os autores que se arriscam a escrever sobre temas difíceis,, como Direito,, Economia e Contabilidade. “É muito importante a pluralidade da formação do júri para a escolha dos vencedores, pois o diálogo entre

Ani Mari Hartz Bron, da ESPM

Fátima Ali, da Fargs

MARIBONI DIVULGAÇÃO/JC

Marisa Bof, da Câmara Rio-Grandense do Livro

Valter Kuchenbecker, da Ulbra

Alziro César de Morais Rodrigues, da Pucrs

A livraria

Rejane Costa Passuelo, da CaixaRS

Habilidade para negociar

Maneco é a vencedora na categoria Livraria. Fundada em 1980, em Caxias do Sul, ela tem duas filiais, uma em Bento Gonçalves e a outra em Porto Alegre. Conta hoje com aproximadamente 50 mil títulos que tratam dos mais diferentes temas. Além disso, destaca-se na área de importações de livros, colocando ao alcance dos leitores brasileiros as obras de países como Espanha, França, Itália, México e Inglaterra.

Desenvolvimento econômico em pauta Desenvolvimento Econômico, livro escritor por Nali de Jesus de Souza, professor de Economia da Pucrs, venceu na categoria Economia. Nele, o tema é estudado a partir da visão dos principais economistas e escolas de pensamento econômico. Além disso, o autor apresenta estratégias de industrialização e desenvolvimento e as principais contribuições acadêmicas recentes na área.

Uma nova visão de marketing Aspectos relacionados à negociação é o tema do livro vencedor na categoria Livros de Administração. Negociação: Como usar a inteligência e a racionalidade, escrito por Gonzaga Ferreira, Ph.D. pela Universidade da Califórnia, aborda conceitos práticos e teóricos da negociação. Na obra, ele caracteriza dois estilos de negociação, a primal, baseada na imposição das vontades; e a cognitiva, na qual há predominância do racional sobre o emocional. Utilizando novos conceitos da neuropsicologia o autor faz um estudo sobre a natureza e a expressão dos sentimentos.

Por dentro de uma agência de publicidade Atlas é a editora que recebe o Troféu Cultura Econômica em sua categoria. Fundada em 1944, por Frederico Herrmann Júnior, a editora publica livros voltados ao meio universitário e à formação profissional. Em sua área, privilegia publicações escritas por autores nacionais, mas também traz o que há de mais relevante na literatura estrangeira. Hoje sob presidência de Luiz Herrmann Junior, neto do fundador, a Editora Atlas tem mais de 3 mil títulos publicados nas áreas de Contabilidade, Economia, Administração de Empresas e Direito, entre outros.

EDITORA MANECO/DIVULGAÇÃO JC

Ângela Kretschmann, da Unisinos

as diferentes instituições e profissionais de diversas áreas permite que sejam premiados trabalhos realmente importantes dessas áreas”. Ani Mari Hartz Born concorda. Para ela, “o troféu é um instrumento de valorização dos autores brasileiros, já que somente trabalhos do País concorrem ao prêmio. Além disso, é um incentivo ao mercado editorial para o aprimoramento das obras”. Alziro César de Morais Rodrigues afirma que “o troféu demonstra que a Feira também está atenta à literatura de negócios e não apenas aos romances”. A estatueta, criada pela artista plástica Claudia Stern, será entregue no dia 11 de novembro, no Santander Cultural. O início da cerimônia está marcado para as 19h30min.

A editora

Os escolhidos vão receber o prêmio em cerimônia no Santander Cultural, no dia 11 de novembro

FOTOS: GABRIELA DI BELLA/JC

Troféu cultura econômica

Vencedores da quinta edição

O Teatro de Machado de Assis (Rocco, 144 páginas, R$ 20,00), organizado por Luiz Antonio Aguiar, apresenta quatro peças - um drama e três comédias - do maior prosador brasileiro. Hoje Avental, Amanhã Luva (1860), Tu, Só Tu, Puro Amor (1880), Não Consultes Médico (1896) e Lição de Botânica (1905) têm uma peculiaridade, segundo Aguiar: são todas românticas. A avaliação contraria a idéia comumente aceita de que a obra do autor de Dom Casmurro tem duas frases distintas, uma das quais, a partir de 1881, realista. •

O livro Gestão de Marketing e Comunicação: avanços e aplicações, do professor Mitsuru Higuchi Yanaze, da Universidade de São Paulo, leva o troféu na categoria Marketing. Escrito com a ajuda de 21 colaboradores, o livro apresenta as principais teorias, conceitos e modelos de marketing e comunicação da atualidade. Além disso, o professor propõe atividades, onde os leitores podem simular a prática do marketing em ações reais.

Práticas contábeis Manual de práticas contábeis: aspectos societários e tributários, escrito a oito mãos pelos professores Paulo Schmidt, José Luís dos Santos, Luciane Alves Fernandes e José Mário Matsumura Gomes, foi o vencedor na categoria Contabilidade. Os autores fazem uma síntese dos principais temas relacionados às práticas contábeis das empresas. Além disso, a obra vincula conceitos contábeis com leis e normatizações vigentes, o que o torna muito útil para consultas dos profissionais da área.

Vencedor na categoria Publicidade e Propaganda, o livro Administração em Publicidade: A verdadeira alma do negócio, escrito pela publicitária Marcélia Lupetti, apresenta o universo de uma agência de publicidade. Com a experiência de ter atuado na administração de comunicação de grandes empresas, incluindo multinacionais, a autora explica como funcionam os departamentos de uma agência, como atendimento, planejamento, criação e mídia. Além disso, ao final de cada capítulo, o livro traz uma relação de sites para pesquisa e um anexo com a legislação pertinente aos profissionais da área.

A obra do jornalista Laurentino Gomes foi uma das vencedoras da categoria Especial. 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil narra a história da fuga da família real portuguesa para o que era, na época, a sua maior colônia, o Brasil. No livro, o jornalista apresenta o contexto histórico do período em que acontece a vinda da corte portuguesa para o País, descre-

vendo a dominação napoleônica na Europa e a pressão inglesa para que Portugal não aderisse ao bloqueio continental proposto pelo imperador francês. Além disso, Laurentino, que já trabalhou como repórter e editor de alguns dos principais veículos de comunicação brasileiros, mostra como a chegada de Dom João VI ao Brasil acelerou o desenvolvimento na colônia e como isso contribuiu para a independência do País anos mais tarde.

A personalidade Sônia Zanchetta é a personalidade homenageada nessa 5ª edição do Troféu Cultura Econômica. Desde 1997, ela faz parte da equipe executiva da Feira do Livro de Porto Alegre, como responsável pelas áreas Infantil e Juvenil e pela programação para educadores. Além disso, coordena as ações educativas desenvolvidas na etapa prévia e durante a Feira, que desenvolvem os programas de leitura

Conflitos em terras gaúchas

Globalização e logística O livro Logística Internacional: um enfoque em comércio exterior, do professor Nelson Ludovico, foi a obra premiada na categoria Comércio Exterior. Voltado para a área de Comércio Internacional, o autor olha com atenção os aspectos relacionados à exportação, importação e transportes. Na obra também é apresentado o perfil do profissional que atua na área de logística e os principais desafios que eles enfrentam na atualidade.

A vinda da família real para o Brasil

Adote um Escritor, Fome de Ler, Lendo pra Valer e o projeto A Feira vai à Fase. Formada em jornalismo, Sônia morou por mais de quinze anos em Quito, a capital do Equador, onde trabalhou no setor cultural da Embaixada do Brasil. Lá também teve a oportunidade de integrar a equipe da 1ª Bienal de Leitura do Equador, promovida pelo Ministério de Educação do país em parceria com a Unesco.

Esse é o tema da outra obra vencedora na categoria especial, Guerras dos Gaúchos: histórias dos conflitos do Rio Grande do Sul. Organizada pelo historiador porto–alegrense Gunter Axt, a obra aborda, através de textos escritos por estudiosos da História gaúcha, os conflitos que acontecerem no Estado nos últimos 350 anos. Desde os conflitos envolvendo a Colônia do Sacramento até a queda do presidente João Goulart, com o golpe militar em 1964.

Pelo direito da livre concorrência Antitruste: O combate aos cartéis, escrito pelos advogados Eduardo Molan Gaban e Juliana Oliveira Domingos, é o vencedor na categoria livros de Direito. Na obra, os autores, que também são mestres em Direito, expõem uma pesquisa aprofundada em aspectos teóricos sobre o tema e fazem uma análise prática estudando os ambientes propícios para a formação de cartéis. Além de conceitos fundamentais, o livro apresenta um histórico evolutivo dos cartéis, discute as três grandes escolas de análise antitruste Harvard, Freiburg e Chicago - e confronta os principais tópicos da doutrina.

CAROLINE MORELLI/JC

O Otelo Brasileiro de Machado de Assis (Ateliê Editorial, tradução de Fábio Fonseca de Melo, 224 páginas, R$ 42,00), de Helen Caldwell, é uma reedição do estudo clássico da norte-americana, que alterou o rumo dos estudos sobre o criador de Capitu e Bentinho. Até então vista como culpada pelos leitores e intérpretes, foi a partir da publicação do livro de Caldwell - lançado em 1960 nos Estados Unidos e em 2002 no Brasil - que a culpabilidade da heroína machadiana passou a ser relativizada pelo ponto de vista partidário do narrador. •

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Sônia Zanchetta cuida da programação infantil da Feira do Livro


6 e 7 - Caderno Feira do Livro - 2008