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MÍNI

Domingo, 10 de junho de 2012

DANIEL MARENCO/FOLHAPRESS

Cores da igualdade 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT promete agitar a cidade com muita alegria e luta contra a discriminação

Drag queen durante a edição do ano passado


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DOMINGO, 10 DE JUNHO DE 2012

A bandeira-símbolo da luta gay, em desfile na Paulista

Pelo fim da homofobia

LALO DE ALMEIDA/FOLHAPRESS

Parada do Orgulho LGBT chega à 16ª edição pedindo criminalização da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais Mais uma vez, São Paulo é a sede da maior manifestação pelos direitos homossexuais de todo o mundo. A Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) chega hoje à sua 16ª edição. O palco do desfile é novamente a avenida Paulista. No ano passado, estima-se que o evento tenha tido de 3,5 milhões a 4 milhões de participantes – um recorde. A organização espera um pouco me-

nos de público este ano: de 3 milhões a 3,5 milhões de pessoas. O tema da Parada 2012 é “Homofobia Tem Cura: Educação e Criminalização”. Em 2011, os crimes homofóbicos chegaram a números assustadores: uma morte a cada 33 horas, um novo recorde para o país. A Parada pretende mostrar aos brasileiros que não há problema algum em ser gay e, assim, contribuir para mudar essa triste realidade. METRO

150 agentes distribuirão camisinhas A redução das doenças transmitidas pelo sexo também é uma preocupação na Parada. Um total de três barracas estrategicamente posicionadas na Paulista vai distribuir camisinhas gratuitamente para

quem passar pela avenida a partir das 12h. METRO

STOCKXCHNG


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‘A Parada no Brasil tem mais interação’ Presidente da APOGLBT diz que evento não virou uma enorme ‘rave’ e que ainda é espaço de reivindicação

O advogado Fernando Quaresma, 43, é o presidente da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo). Ele falou ao Metro sobre o evento. METRO Muita gente diz que, com os anos, a Parada perdeu um pouco seu caráter de luta por direitos e virou meio que uma enorme festa “rave”. O senhor não acha que o evento se desvirtuou um pouco?

Não se pode desqualificar o movimento social dessa forma. O Brasil é mais festivo, o formato da Parada aqui é diferente do resto do mundo. Aqui há mais interação. Há pessoas que participam por vários motivos. É claro que alguns vão mesmo pelo oba-oba, mas a maior parte vai para reivindicar os seus direitos.

ANDRE STEFANO/FOTOARENA/FOLHAPRESS

É verdade que a Parada tem tido dificuldades para conseguir patrocínio?

A iniciativa privada vê o público LGBT como consumidor, um grupo de pessoas com renda, que consome. Mas as empresas não fazem nada em parceria com a gente. Não querem patrocinar a Parada por preconceito. Mandei vários emails pedindo, mas não quiseram patrocinar. A Parada pode ajudar a combater a homofobia?

Tenho certeza que sim. O evento e tudo o que vem sendo compartilhado nas redes sociais sobre ele ajudam muito nesse sentido. O que uma pessoa não habituada ao mundo gay pode esperar da Parada?

Uma manifestação pacífica de luta por igualdade.

Fernando Quaresma, presidente da APOGLBT FABIANA BELTRAMIN/FOLHAPRESS

Casal gay na Parada de Londres: eventos pelo mundo pedem o fim da homofobia

TEXTO OFICIAL

Leia aqui trecho do manifesto da Parada “Convocamos toda a população para ocupar conosco o nosso já tradicional espaço de grito, símbolo do progresso e cosmopolitismo dessa cidade: a Avenida Paulista. Não abriremos mão de celebrar o Orgulho que nos move, de exercer livremente nossas identidades, de não mascarar nos-

sos afetos e de, principalmente, resistir à opressão diária daqueles que insistem em amputar nossa dignidade em vão. Festejamos porque nós, brasileiras e brasileiros LGBT, não temos motivos para nos envergonhar. Aqueles que discriminam, esses sim, carregam consigo o peso em seus travesseiros. O preconceito fere a vítima, mas, acima de tudo, exclui do agressor sua principal virtude: a humanidade. A homofobia tem cura, é a educação e a criminalização!”


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O centro da festa Avenida Paulista será o palco da 16a Parada LGBT, a partir das 12h Desfile termina na praça Roosevelt, às 18h Evento terá 14 veículos A mais famosa avenida de São Paulo recebe pela 16a vez a Parada do Orgulho LGBT. Em 2012, serão 14 os trios elétricos que animarão o público, fazendo o trajeto desde o Masp (Museu de Arte de São Paulo), a partir das 12h, até a Praça Roosevelt, e passando pela rua da Consolação, onde haverá a dispersão, às 18h. A Associação da Parada do Orgulho LGBT de

São Paulo (APOGLBT) terá três dos 14 trios. Sete outros estarão na Paulista em nome de entidades ligadas à Prefeitura, ao movimento LGBT e a sindicatos. Outros quatro serão relativos a bares, sites e personalidades do universo gay (veja a ordem dos car-

horas de duração é a previsão 6 de tempo para a Parada deste ano.

Ordem dos carros 1º Abertura (oficial APOGLBT) 2º Central Única dos Trabalhadores (CUT) 3º Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel)

ros no quadro abaixo). O policiamento na região do desfile será semelhante ao de anos anteriores, com 1.500 agentes policiais espalhados pela avenida (veja mais na página 13). Entre as ações da polícia e da Guarda Municipal haverá fiscalizações de forma a coibir a presença de ambulantes ilegais e irregulares e venda de bebidas alcoólicas. METRO

8º Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo (CADS) 9º Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo (CADS) 10º Trio das Lésbicas (parceria APOGLBT com The L Club)

4º Freedom Club 5º Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) 6º Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) 7º Diversidade (oficial APOGLBT)

11º ONG Ação Brotar Pela Cidadania e Diversidade Sexual (ABCD'S) 12º Disponível.com 13º Salete Campari 14º Paz / Casamento (oficial APOGLBT)

Um mar de gente deve se formar na Paulista


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Concentração será a partir das 10h O desfile pela avenida Paulista começa oficialmente só ao meio-dia, mas a concentração tem início duas horas antes. A partir das 10h, as pessoas já devem começar a se reunir em frente ao Masp. As estações de metrô que levam à Paulista

(Brigadeiro, TrianonMasp e Consolação da linha 2-Verde; Paulista da linha 4-Amarela) vão funcionar com fluxo reforçado. O trânsito na Paulista será interditado a partir das 10h, e na rua da Consolação, a partir das 12h. METRO

Trios elétricos. Ferveção

A drag Salete Campari MASTRANGELO REINO/FOLHAPRESS

Salete tem carro próprio

MARLENE BERGAMO/FOLHAPRESS

A drag queen Salete Campari surgirá na avenida Paulista em um carro próprio. Será o 13o (penúltimo) veículo a entrar na Parada. As casas noturnas Freedom Club e The L Club e o site Disponível.com também terão trios no evento.


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‘Se joga’ na balada! Seja pela manhã, no fim da tarde ou já à noite, festa é o que não falta no dia da Parada Programe-se para arrasar na pista

A vida noturna de São Paulo é famosa como uma das melhores do mundo, e a cena gay local movimenta grande parte dessa badalação. Hoje, dia de Parada, a ferveção começa cedo, com algumas festas para embalar quem já vem de outros clubes. É o caso das casas D-Edge e Club Yacht, duas das mais badaladas danceterias paulistanas, que têm festas começando bem cedinho. Mas, se você prefere dormir pela manhã, há algumas opções de festas no período vespertino, como a que acontece no Clube Nacional, a partir das 16h, encerrando o Festival Eterna. As descoladas A Lôca, Bubu Lounge e The Society também têm festas para o pós-Parada. E as boates mais populares, como Cantho, Danger e ABC Bailão, também programaram eventos especiais para domingo. Escolha ao lado a balada que mais lhe convém e “se joga” na pista! METRO

Para ‘bater o cabelo’ A Lôca – Festa Grind Pós-Parada (DJ André Pomba; performance de Xerxes) Onde: rua Frei Caneca, 916, Cerqueira César, tel. 3159-8889 Hora e preço: a partir das 19h; R$ 40

Club Yacht – Festa Exceed, na manhã pré-Parada, com som house e tribal (DJ Felipe Lira). Onde: rua Treze de Maio, 703, Bela Vista, tel. 31047157 Hora e preço: a partir das 7h de domingo (até as 12h); R$ 50 (consumação)

DIVULGAÇÃO


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The Society – Festa Ursound, com o DJ espanhol Binomio. Onde: rua Marquês de Paranaguá, 329, Bela Vista, tel. 3154 1669, (www.thesociety.com.br) Hora e preço: a partir das 20h; R$ 40 (entrada) ou R$ 80 (consumo)

DIVULGAÇÃO

ZANONE FRAISSAT/FOLHA PRESS

D-Edge – festa Superafter, na manhã de domingo, para quem quer se aquecer para a Parada (DJ Anderson Noise). Onde: av. Auro Soares de Moura Andrade, 141, Barra Funda, tel. 3665-9500 Hora e preço: a partir das 5h do domingo; R$ 50 (entrada) ou R$ 100 (consumo)

ABC Bailão – festa integrante da programação especial da Parada Onde: rua Marquês de Itu, 182, tel. 3333-3537 Hora e preço: a partir das 21h; R$ 20 (homem) e R$ 40 (mulher) Cantho – Festa Private Parada 2012 (DJ Mauro Mozart; shows de Nicky Valetine e Natalia Damini) Onde: largo do Arouche, 32, Santa Cecília, tel. 3723-6624 e 3362-1530 Hora e preço: a partir da 0h. Entrada: R$ 35 (R$ 30 com flyer) DIVULGAÇÃO

Clube Nacional – Última festa do festival Eterna, com o DJ italiano Phil Romano Onde: av. Marques de São Vicente, 2.477, Água Branca, tel. 3868-9944 Hora e preço: a partir das 16h. R$ 50 (ingressos antecipados) Danger Club – Festa Sound Experience (DJ Robson Mouse; show de Silvetty Montilla) Onde: rua Rego Freitas, 470, Vila Buarque, tel. 3211-0371 Hora e preço: a partir das 23h. R$ 20

Bubu Lounge – Festa Tots Gay Pride, com performances de dançarinos (DJ Paulo Ciotti) Onde: rua dos Pinheiros, 791, Pinheiros, tel. 3081-9659 Hora e preço: a partir das 19h. De R$ 15 a R$ 20


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Thomas Dekker é o protagonista de “Kaboom”

Arco-íris

nas telas

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Novo filme de Gregg Araki mostra um estudante que suspeita da sexualidade do colega de quarto Longa mescla vários gêneros Quem quiser pegar um cineminha depois da Parada, mas sem deixar o universo gay de lado, terá como opção a comédia “Kaboom”, recémchegada aos cinemas de São Paulo. Premiado com a Queer Palm (prêmio dedicado ao melhor filme de temática homossexual no Festival de Cannes), o filme é dirigido pelo elogiado Gregg Araki, que ficou conhecido pelo também gay “Mistérios da Carne”. “Kaboom” é uma mistura de gêneros: inicia como uma comédia adolescente (às vezes como se fosse um “American Pie” homo), mas depois passa por instantes de horror e suspense, chegando ao

fim com pitadas generosas de ficção científica (sem contar as doses cavalares de melodrama que permeiam todo o longa). A trama mostra o estudante de cinema Smith (Thomas Dekker), que sente uma forte atração pelo bonitão hétero com quem divide o quarto na faculdade. Ele suspeita que o rapaz possa ter tendências homossexuais e troca confidências sobre o assunto com uma amiga lésbica. Mas isso tudo é apenas o pano de fundo para uma trama que esconde por trás de sua comicidade uma visão bastante ácida (e por vezes cínica) do mundo atual. METRO

Diva portuguesa tematiza filme Termina hoje o festival “In-Edit”, que traz à capital documentários de temática musical. O destaque do dia é o português “Natália, a Diva Tragicômica”, sobre a cantora lírica lusitana Natália de Andrade, uma verdadeira estrela para alguns fanáticos, mas uma louca desafinada para outros. O espectador poderá fazer seu próprio julgamento. METRO Hoje, às 17h30, no Cine Olido (av. S. João, 473).

A cantora Natália de Andrade


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Exposição traz fotos de transformistas e artistas dos anos 1970 pelas câmeras de Madalena Schwartz

Uma das imagens em exposição

Glamour em cliques MADALENA SCHWARTZ/DIVULGAÇÃO

Nunca se viu tanto brilho e glamour como na década de 1970. Uma exposição com imagens de alguns dos artistas mais andróginos e visualmente excêntricos dessa época é a oportunidade para fazer quem duvida disso mudar rapidamente de ideia.

Em cartaz no Conjunto Nacional e no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, a exposição traz algumas imagens feitas pela fotógrafa húngara Madalena Schwartz retratando alguns nomes conhecidos da cena underground dos anos 1970.

Priscilla

que viajam pelos desertos australianos apresentando-se vestidos de mulher. No repertório, hits icônicos do mundo gay, como “I Love the Nightlife” e “It’s Raining Men”. METRO

revive no palco Um dos filmes estrelados por drag queens mais conhecidos do grande público, “Priscilla, a Rainha do Deserto” virou espetáculo musical e está em cartaz em São Paulo. A produção australiana ganhou atores brasileiros. A trama mostra três homens

Grande parte dos cliques foram feitos no apartamento de Madalena, no edifício Copan, e mostram figuras andróginas como os músicos da banda Secos e Molhados e os bailarinos do Dzi Croquettes se arrumando para seus espetáculos. METRO

Na Loja Instituto Moreira Salles (av. Paulista, 2.073, Conjunto Nacional). De seg. a sáb., das 9h às 22h; dom., das 12h às 20h. Grátis. No Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca (rua Frei Caneca, 569, 3º piso). Das 13h30 às 23h. Grátis. DIVULGAÇÃO

No Teatro Bradesco (rua Turiassu, 2.100, 3o andar, shopping Bourbon, Pompeia, tel. 36704100). Qui. e sex. às 21h, sáb. às 17h e às 21h, dom. às 16h e às 20h. De R$ 80 a R$ 250.

Cena do musical “Priscilla”


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Heterossexuais são um terço do público Pesquisa mostra também que na última edição boa parte dos participantes eram do sexo masculino e habitantes da capital

EDUARDO KNAPP/FOLHAPRESS

Uma pesquisa realizada pelo Observatório de Tendências da São Paulo Turismo (SPTuris) comprova que o público da Parada não se restringe a gays ou bissexuais. Segundo o estudo, 34,6% dos participantes do evento de 2011 se declararam heterossexuais. Os dados apontam que a maioria, 49,5%, era formada por homossexuais, enquanto que os bissexuais representavam 15,9%. Dos participantes, os turistas eram relativamente pouco numerosos, segundo a pesquisa: 97,7% de quem foi à

Parada 2011 era da cidade de São Paulo ou da região metropolitana. Das pessoas que vieram de fora, 48,1% eram habitantes do interior ou do litoral paulista, e 49,8% vieram de outros Estados, sobretudo do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de Pernambuco. Entre os estrangeiros, a maior parte veio dos EUA, da Inglaterra e da África do Sul. O estudo mostra ainda que quem veio de fora ficou, em média, por 5 dias na cidade e gastou cerca de R$ 1.813 durante a sua estada na capital paulista. METRO

Perfil dos participantes Escolaridade

3,3%

pós-graduação

45,4%

9%

21,1%

22,1%

eram homens

homossexuais

bissexuais

21,2%

superior completo

Renda familiar menos de R$ 1.635

49,5%

58,9%

15,9%

básico ou fundamental superior incompleto

Pesquisa da SPTuris mostra quem foi à Parada em 2011 Sexualidade

médio completo

Crianças também participam

28,9%

de R$ 1.636 a R$ 2.725

97,7%

34,6%

heterossexuais

R$ 1.813 Foi o gasto médio que o turista que veio para a Parada teve na cidade

85,6% tinham entre 18 e 39 anos

21,1%

mais de R$ 5.451

27,9%

R$ 2.726 a R$ 5.450

eram de São Paulo (capital ou região metropolitana)


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Parada saudável

A alimentação adequada é um dos segredos para quem quer aproveitar bem a festa Saiba onde buscar energia

Passagem dos carros está prevista para ter início ao meio-dia CAIO GUATELLI/ FOLHAPRESS

Um dos grandes desafios para quem se prepara para participar da Parada é manter a energia durante as seis horas oficiais de evento. Para que ninguém perca o ritmo, a nutricionista da Saúde Viver Consultoria, Juliana Menegazzi, indica a alimentação como principal fonte de energia. “Uma dica básica para quem vai sair de casa é não provar um alimento com o qual não está acostumado. O ideal é reforçar a dieta com alimentos que a pessoa já conhece. Se for sair cedo de casa, o café da manhã deve ser rico em cereais, pães e bolos, que garantem mais energia”. Juliana indica também que as pessoas se alimentem durante o

evento. “Pode ser um pequeno lanche, como uma fruta ou uma barrinha. Para quem está acostumado, valem também os sachês criados para esportistas à base de carboidratos”. Outra medida importante é a hidratação. “As bebidas alcoólicas aceleram a desidratação. Por isso, é importante beber água mesmo que seja feita a ingestão dessas bebidas”. METRO

“Mesmo que o tempo não esteja muito quente é importante se hidratar e ficar longe de frituras.” JULIANA MENEGAZZI, NUTRICIONISTA

Prevenção para garantir a segurança Além dos cliques das lentes dos fotógrafos e dos closes das lentes da televisão, quem estiver nas ruas estará também sob lentes de vigias. Isso porque a Polícia Militar preparou um esquema especial de videomonitoração para evitar ações de intole-

rância e garantir a segurança dos participantes. Segundo a PM, cerca de 1.500 homens farão o reforço policial na região. A área receberá também uma unidade da Delegacia Especializada nos Crimes de Racismo e Delitos de Intolerância. METRO

Cuidados pessoais Saiba como agir para evitar riscos Documentos Não use bolsos traseiros para carregar documentos ou dinheiro e não manuseie este em grandes quantidades.

Furtos e roubos Todos os casos ilícitos devem ser comunicados à PM pelo 190 ou 0800 0555190.


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De 400 a

Parada de São Paulo cresce vertiginosamente desde a primeira edição, que teve algumas poucas centenas de manifestantes As raízes das manifestações do orgulho gay e lésbico estão no fim da década de 1960, em Nova York, quando um

grupo de homossexuais se rebelou no bar Stonewall, em Manhattan, contra o preconceito e o desrespei-

to sexual que sofriam. Desde então, movimentos promovendo o fim da discriminação contra os gays e a inser-

ção social dos homossexuais passaram a ocorrer esporadicamente em diversas cidades de todo o mundo.

ERNESTO RODRIGUES/FOLHAPRESS

A Parada ano a ano

Torna-se a sexta maior do mundo, com

200 mil participantes

2001

A Parada vem aumentando a cada ano seu público. Veja a evolução do número de participantes do evento desde sua criação

100 mil pessoas

0 200

Evento toma grandes proporções: 30 DJs em 14 carros levam Evento conta com sete carros alegóricos; público ultrapassa os

A primeira Parada oficial (à época chamada Parada GLT gays, lésbicas e travestis) aconteceu na avenida Paulista. Há divergências sobre o número de participantes: algumas fontes (como a PM) dizem 400, enquanto outras apontam

199 7

99 19

20 mil

19 98

São Paulo, Rio e Brasília fazem Paradas no mesmo dia; a paulistana tem

3.500 participantes

2.000 manifestantes

1996 Uma manifestação pelos direitos homossexuais acontece na praça Roosevelt, com a participação de cerca de

300 pessoas GABRIELA AZEVEDO MARQUES/FOLHAPRESS


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4 milhões Desde 2004, quando chegou à marca de 1,5 milhão de participantes, evento paulistano é o maior do planeta

Em São Paulo, tudo começou timidamente, com algumas centenas de manifestantes na praça Roosevelt, em 1996.

Parada mesmo, só em 1997, já na avenida Paulista, mas bem pequena, com público entre 400 e 2 mil participantes.

Com os anos, o evento foi ganhando público. Quinze anos mais tarde, a mesma Parada contou com cerca de 4

milhões de pessoas. Veja abaixo a evolução das Paradas em São Paulo desde o seu surgimento. METRO MOACYR LOPES JÚNIOR FOLHAPRESS

Reúne

Torna-se a maior Parada Gay do mundo, com público de

1,5 milhão

2004

2002

320 mil pessoas

Com 20 trios elétricos, leva

2 milhões à Paulista

20 06

2003

3,5 milhões

07 20

menor apenas que as Paradas de Toronto (850 mil) e San Francisco (um milhão)

Busca tom mais politizado e perde um pouco de público, que é de

200 5

Atinge a marca de público de

800 mil pessoas,

A edição mais violenta do evento, com o assassinato de um turista francês nas proximidades da Paulista; público de

3,1 milhões

9 200

Ocorre pela primeira vez fora de junho (no fim de maio);

1,8 milhão de participantes

DANILO VERPA/FOLHA IMAGEM/FOLHAPRESS

08 20 Mais discreta e sóbria que a anterior, mas ainda assim com

3,4 milhões

2010

Número de participantes teria sido entre

Leva

3,5 milhões

KARIME XAVIER-FOLHAPRESS

2011

3,5 e 4 milhões de participantes


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Metro mini Parada Gay  

Responsável pela pauta, produção, edição e diagramação, além de gestaõ de repórteres e designers.

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