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RELATÓRIO ANUAL

2010


RELATÓRIO 2010

RELATÓRIO 2010

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Renan Batista Patrício Lima Presidente

OUTROS ASSUNTOS

Alberto Fontes de Oliveira Jr. Vice-Presidente

Examinamos, também, as demonstrações do valor adicionado referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação não é requerida pela legislação brasileira para companhias fechadas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Erasmo Carlos Battistela Conselheiro Jânio Luiz da Rosa Conselheiro

Demonstrações do valor adicionado

Porto Alegre, 14 de janeiro de 2011.

CONSELHO FISCAL Sérgio Jacques Mehl Presidente Mário Wagner Vice-Presidente Eltevan Moreira de Sá Conselheiro DIRETORIA Sérgio de Faria Hildebrandt Diretor Administrativo-Financeiro Carlos Antônio Borsolan Gaspar Diretor de Operações BSBIOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE BIODIESEL SUL BRASIL S/A CNPJ 10.932.276/0001-61 I.E 90.491.290-57 Estrada Fruteira, S/N, Lote 212A / 212B - Caixa Postal 30. CEP 86.990-000 Fone 0xx(44) 3112-1000 E-mail: bsbiosmarialva@bsbiosmarialva.com Home Page: www.bsbiosmarialva.com

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RELATÓRIO 2010

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

MENSAGEM DA DIRETORIA

Examinamos as demonstrações financeiras individuais da BSBIOS Marialva Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

A BSBIOS Marialva iniciou suas atividades operacionais em julho de 2010 com imensos desafios. A empresa se estruturou, ganhou corpo, suas áreas operacionais começaram a se desenvolver e como um todo passamos a fazer parte de um grupo de empresas em que o biocombustível é a certeza de que a matriz energética brasileira ganha uma grande fonte de energia, hoje alternativa, e que no futuro será não somente a principal como também a fonte determinante para uma vida mais saudável no nosso planeta. Um dos nossos desafios mais importante foi produzir biodiesel com os níveis de excelência estabelecidos pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, por nossos clientes, parceiros e que a sociedade em geral exige. Neste aspecto em particular, participamos de importantes leilões de venda de biodiesel patrocinado pela ANP e conseguimos prover nossos produtos com as mesmas qualidades com que são produzidos por nossos concorrentes. Não tivemos nenhum produto entregue aos nossos clientes que fosse devolvido ou questionada a qualidade ou a sua especificidade. A preocupação com a qualidade dos nossos produtos nos remete ao histórico vitorioso das empresas que estamos ligados, BSBIOS Passo Fundo e Petrobras Biocombustível, e que acreditam no sucesso que esta nova parceria traz para a região do Paraná. A nossa Cia interage diretamente com a sociedade ao nosso redor. Participamos de importantes eventos com crianças carentes, duplicamos o PIB da região, trouxemos centenas de empregos diretos e indiretos fazendo com que o município de Marialva tenha maior riqueza e esta seja distribuída diretamente à sua população. Ganhamos, ainda em 2010, o prêmio “Empresa Empreendedora Destaque do Ano”, eleita com a participação popular através de pesquisa feita por rádios e jornais locais. Nossos colaboradores tiveram um incentivo muito grande ao desenvolvimento profissional com programas de treinamento voltados para dar maior conhecimento ao desempenho das atividades, para tornar o exercício dessas atividades mais seguro tanto para o colaborador quanto para a Cia e que refletiu na baixíssima anotação de acidentes de trabalho, sendo que no ano de 2010 não tivemos registrado nenhum acidente grave na usina. A diretoria da BSBIOS Marialva está consciente da responsabilidade da Cia na modificação da matriz energética brasileira e trabalha intensamente para a consolidação da empresa como alternativa ao desenvolvimento dos biocombustíveis no país, respeitando as leis, trabalhando de forma consciente com as obrigações socioambientais que nos torna a cada dia mais zelosos e que as pessoas e os entes com quem estamos comprometidos nos vejam como uma empresa voltada a prover um futuro com melhor qualidade de vida.

RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. RESPONSABILIDADE DOS AUDITORES INDEPENDENTES Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. OPINIÃO Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia BSBIOS Marialva Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

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RELATÓRIO 2010

A Direção


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RELATÓRIO 2010

COMERCIALIZAÇÃO DE GRÃOS

NOTA 17 – IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

(EM

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

MIL

R$)

2010 IRPJ

CSLL

7.628

7.628

96

96

(872)

(872)

6.851

6.851

Alíquota de 15% IRPJ e 9% CSLL

1.028

617

Adicional de IRPJ e 10% Sobre Parcela Excedente a R$ 240

(576)

-

Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

(2)

-

Outras Deduções (Doações)

(9)

-

1.678

617

Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social Adições Exclusões

Base de Cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social

Despesa com Imposto de Renda e Contribuição Social

TOTAL

2.295

NOTA 18 – SEGUROS

COMERCIALIZAÇÃO DE BIODIESEL (EM

DESCRIÇÃO

COBERTURA

LIMITE DE INDENIZAÇÃO 2010

MIL)

INCÊNDIO, RAIO, EXPLOSÃO, IMPLOSÃO LUCROS CESSANTES PLANTA DE BIODIESEL

DANOS ELÉTRICOS QUEBRA DE MÁQUINAS INTEMPÉRIES DO CLIMA E OUTROS

RESPONSABILIDADE CIVIL

RESPONSABILIDADE CIVIL EM GERAL

56.495 6.000 62.495

Marialva, 31 de dezembro de 2010.

03

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RELATÓRIO 2010

NOTA 15 – CUSTOS E DESPESAS POR NATUREZA

CUSTOS E DESPESAS POR NATUREZA

31/12/2010

31/12/2009

Pessoal e encargos sociais

4.512

179

Serviços prestados por terceiros

1.313

363

314

-

84.089

11

325

1

38

-

1.610

-

259

18

20

-

1.064

142

93.544

714

31/12/2010

31/12/2009

Produção

88.937

-

Comercial

539

-

4.068

714

93.544

714

31/12/2010

31/12/2009

Descontos obtidos

82

-

Receitas s/ Aplicações financeiras

59

8

Total das receitas financeiras

141

8

Juros s/Duplicatas

(55)

-

(1.413)

-

(576)

-

Total de despesas financeiras

(2.044)

-

Resultado financeiro líquido

(1.903)

8

Despesas com vendas Materiais consumidos Manutenção Utilidades Depreciação Despesas com viagens Tributárias Outros Total de despesas por natureza

AS

COMERCIALIZAÇÃO DE SUBPRODUTOS (EM

MIL

R$)

(EM

MIL

TON.)

DESPESAS ESTÃO AGRUPADAS CONFORME ABAIXO:

CUSTOS E DESPESAS POR GRUPOS

Administração Total de despesas por grupo

NOTA 16 – RESULTADO FINANCEIRO

RESULTADO FINANCEIRO

Juros s/Empréstimos e Financiamentos Despesas Comissões Bancárias

19

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RELATÓRIO 2010

RELATÓRIO 2010

(EM R$/TON.)

Em 2010, ocorreu aumento de capital no montante de R$ 5.454, através de aportes de capital no montante de R$ 2.727 (dois milhões setecentos e vinte e sete mil reais) em moeda corrente por parte da BSBIOS Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S.A. e, R$ 2.727 (dois milhões setecentos e vinte e sete mil reais) em moeda corrente por parte da Petrobrás Biocombustível S.A. com subscrição de 2.727.000 novas ações. O Capital Social da sociedade é de R$ 30.000 mil (trinta milhões), dividido em 30.000.000 ações ordinárias nominativas sem valor nominal. B.

RESERVAS

DE

CAPITAL

Em dezembro de 2009 foram subscritas 12.273.000 novas ações em favor da Petrobras Biocombustível S/A, pelo montante de R$ 45.000 mil, gerando Ágio pago na Subscrição no valor de R$ 32.727. Em dezembro de 2010 foram subscritas 2.727.000 novas ações em favor da Petrobras Biocombustível S/A, pelo montante de R$ 9.328 mil, gerando Ágio pago na Subscrição no valor de R$ 6.601. I.

Aos acionistas é assegurado o pagamento de dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado do exercício, de acordo com a Lei das Sociedades por Ações. Para o exercício de 2010 foi destinado R$ 1.172 (R$ 0 em 2009) de dividendos.

RECEITAS E DESPESAS PARA 2011 (EM

MIL

DIVIDENDOS

R$)

Descrição Receitas com Biodiesel Receita com outros faturamentos

DIVIDENDOS

Valor (em R$) 246.932

31/12/2010

Lucro líquido do exercício

5.333

Prejuízo acumulado a compensar

(397)

Reserva legal

(249)

6.750

Total das receitas financeiras

253.681

Lucro líquido ajustado

4.687

Custo dos Produtos Vendidos - Biodiesel

183.428

Dividendos mínimo obrigatório proposto

1.172

Custo dos Produtos Vendidos - Outros Faturamentos Total de Custos dos Produtos Vendidos Resultado Operacional Previsto

5.013 188.440 65.241

NOTA 14 – RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Venda de produtos e serviços

31/12/2010 117.128

( - ) Devoluções e abatimentos

(255)

( - ) Impostos sobre as vendas

(19.678) 97.195

05

18


RELATÓRIO 2010

RELATÓRIO 2010

NOTA 10 – EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS

EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Finame Capital de giro

BALANÇO PATRIMONIAL COMPARATIVO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

2010 221 15.396 15.617

(VALORES

EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)

ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades

Circulante Não circulante

10 15.617 15.627

dezembro 2010

Nota 06

Clientes

dezembro 2009

33.516

10.435

1.546

10.012

15.903

-

Estoques

Nota 07

11.148

7

Impostos a Recuperar

Nota 08

3.988

416

Adiantamento a fornecedores

805

-

Despesas a apropriar

126

-

As garantias referentes ao financiamento da modalidade Finame são do tipo fiduciário e quanto aos empréstimos de capital de giro as garantias são do tipo quirografária.

ANO DO VENCIMENTO

31/12/2010

2012

60

2013

15.446

2014

76

2015

25

15.607

NÃO CIRCULANTE

70.444

Realizável a Longo Prazo

-

1.287 1.287

Impostos a Recuperar

nota 08

-

Imobilizado

nota 09

70.414

Intangível

59.328

30

58.041 -

NOTA 11 – FORNECEDORES O saldo do grupo de fornecedores é composto por obrigações a pagar pela aquisição de matéria prima e outros serviços, no curso ordinário dos negócios sendo inicialmente reconhecidos pela fatura correspondente. Do saldo total apresentado (R$ 12.605 e R$ 11.318 em 2009), R$ 1.398 refere-se à aquisição de matéria prima em consignação.

TOTAL DO ATIVO

103.960

69.763

NOTA 12 – PARTES RELACIONADAS Refere-se a contratos de mútuo com a controladora BSBIOS Indústria e Comercio de Biodiesel Sul Brasil S/A. As transações com partes relacionadas são praticadas de acordo com as condições pactuadas entre as partes, que poderiam ser diferentes se praticadas entre partes não relacionadas. NOTA 13 – PATRIMÔNIO LÍQUIDO A.

CAPITAL

A Companhia foi constituída em 12 de junho de 2009 com capital social de R$ 1 mil. Em 01 e 09 de dezembro de 2009 ocorreu aumento de capital social nos montantes de R$ 12.272 de 12.273, respectivamente, mediante subscrições de ações nos mesmos valores, totalizando R$ 24.546.

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06


RELATÓRIO 2010

(VALORES

RELATÓRIO 2010

EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)

PIS

PASSIVO

dezembro 2010

CIRCULANTE

15.261

dezembro 2009 12.887

Empréstimos e Financiamentos

nota 10

10

Fornecedores

nota 11

12.605

11.318

Partes relacionadas

nota 12

176

261

Obrigações trabalhistas

363

251

Provisões

365

-

Obrigações tributárias

500

1.057

NÃO CIRCULANTE

Os créditos de PIS e COFINS são oriundos de compras no mercado interno, cuja saída correspondente é tributado pelo regime especial da Receita Federal e PRONAF. ICMS

A RECUPERAR

O ICMS tem como crédito as aquisições do ativo imobilizado, que será aproveitado no prazo de acordo com a legislação vigente. IRPJ

E

CSLL

A RECUPERAR

O IRPJ e CSLL tem origem no critério adotado de apuração dos mesmos, anual com recolhimentos mensais com base em balancetes de suspensão ou redução.

-

INCENTIVOS FISCAIS

4

-

1.172

-

15.607

-

A companhia em suas operações de comercialização de biodiesel dentro e fora do estado do Paraná, é tributada pelo ICMS na alíquota de 12% e obtém crédito presumido de 6% sem afetar seu direito aos créditos de ICMS pagos na aquisição de insumos e matérias primas, conforme decreto Nº 5.620-2009.

Outras obrigações nota 13

A RECUPERAR

66

Adiantamento de clientes Dividendos a pagar

-

COFINS

E

NOTA 09 – IMOBILIZADO

Exigível a Longo Prazo

15.607

-

nota 10

15.607

-

nota 13

73.092

56.876

Capital Social

30.000

24.546

Reservas de Capital

39.328

32.727

Reservas de Lucros

3.764

Empréstimos e Financiamentos PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Prejuizos acumulados

-

Máquinas e Prédios e Equipamentos - Equipamentos Computadores Imobilizações em Andamento Industriais e Instalações e Periféricos Veículos Terrenos Construções

Saldo em 31 de dezembro de 2009

07

103.960

69.763

259

14

39

-

Total

56.216

58.041

Adições

-

-

-

544

270

-

13.167

13.981

-

9.285

59.485

-

-

73

(68.843)

-

1.478

9.320

59.744

558

309

73

540

72.022

Máquinas e Prédios e Equipamentos - Equipamentos Computadores Imobilizações em Andamento Industriais e Instalações e Periféricos Veículos Terrenos Construções

Total

Saldo em 31 de dezembro de 2010

Saldo em 31 de dezembro de 2009

-

-

-

-

-

-

-

-

-

84

1.457

14

47

6

-

1.608

Saldo em 31 de dezembro de 2010

-

84

1.457

14

47

6

-

1.608

Saldo em 31 de dezembro de 2009

1.478

35

259

14

39

-

56.216

58.041

Saldo em 31 de dezembro de 2010

1.478

9.236

58.287

544

262

67

540

70.414

Despesa com depreciação

TOTAL DO PASSIVO

35

Trasnferências

(397)

1.478

16


RELATÓRIO 2010

tivos.

RELATÓRIO 2010

Em 31 de dezembro 2010, não havia operações em aberto envolvendo instrumentos deriva-

NOTA 06 – DISPONIBILIDADES

DISPONIBILIDADES

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS COMPARATIVOS 2010 E 2009 (VALORES

EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO 2010

2009

2010

RECEITA OPERACIONAL BRUTA Receita com multas contratuais

Caixa Banco conta movimento

5

1

1.541

10.011

1.546

10.012

2009

-

350

Venda de produtos e serviços

117.128

-

Impostos sobre vendas e outras deduções

(19.933)

-

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

nota 14

97.195

Custo dos Produtos Vendidos

nota 15

(88.937)

350 -

NOTA 07 – ESTOQUES

ESTOQUES

2010

2009

LUCRO OPERACIONAL BRUTO

8.258

350

Receitas / (Despesas) Operacionais 6.275

7

Despesa com vendas

-

-

Despesa Gerais e Administrativa

Produtos acabados

3.663

-

Incentivos fiscais

Materiais em trânsito

1.210

-

11.148

7

Matérias primas e materias de consumo Produtos em elaboração

(539) (4.068) nota 08

5.880

RESULTADO OPERACIONAL ANTES DOS EFEITOS FINANCEIROS

9.531

Despesas financeiras

(2.044)

Receitas financeiras

141

(714) (364) 8

NOTA 08 – IMPOSTOS A RECUPERAR

IMPOSTOS A RECUPERAR

2009

230

-

31

24

Imposto de renda pessoa jurídica pago por estimativa (IRPJ)

887

-

Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL)

314

-

Pis

366

-

Cofins

1.659

-

ICMS

-

1.318

500

361

3.987

1.703

3.988

416

-

1.287

Impostos sobre produtos industrializados Imposto de renda retido na fonte (IRRF)

ICMS s/ ativo imobilizado

Circulante Não circulante

15

2010

RESULTADO OPERACIONAL

7.628

(356)

RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

7.628

(356)

Imposto de Renda e Contribuição Social LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO / PERÍODO Lucro líquido (prejuízo) por lote de mil ações

nota 12

(2.295) 5.333 0,18

(41) (397) (0,02)

08


RELATÓRIO 2010

RELATÓRIO 2010

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E PERÍODO DE 202 DIAS FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

tábeis, requer que a administração faça estimativas para contabilizar determinados ativos, passivos e outras transações apresentadas nas demonstrações financeiras e nas notas explicativas. Os resultados efetivos poderão apresentar variações em relação às estimativas.

(VALORES

VIDA

EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)

Reserva de Capital Capital Social SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008

Ágil na subscrição de ações

Reservas de Lucros Subvenção para Investimentos

Legal

Lucros (Prejuizos) Acumulados

Total

-

-

-

-

-

-

24.546

-

-

-

-

24.546

Ágil na subscrição de ações

-

32.727

-

-

-

32.727

Prejuízo do período de 202 dias findo em 31 de dezembro de 2009

-

-

-

-

(397)

24.546

32.727

-

-

(397)

5.454

-

-

-

Ágio na subscrição de ações

-

6.601

-

Lucro líquido do exercício

-

-

-

Reserva legal

-

-

-

247

Dividendos propostos Reserva de doação e subvenção investimento

-

-

-

-

Integralização de capital

SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

(397)

56.876

Destinações do lucro Líquido do exercício Aumento de Capital

-

5.454

-

-

6.601

-

5.333

5.333

Destinações do lucro Líquido do exercício

SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010

-

30.000

39.328

3.517 3.517

(247) (1.172)

247

(3.517) -

(1.172)

Os imobilizados são depreciados durante a sua vida útil estimadas em laudo de empresa especializada. Anualmente essas estimativas são revisadas. IMPOSTO

DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Imposto de renda e contribuição social do exercício corrente estão calculados com base no lucro real, sendo a alíquota de 15% mais adicional de 10%, para o lucro que exceder a 240 anual, para o imposto de renda e contribuição social a alíquota de 9%. NOTA 05 – INSTRUMENTOS FINANCEIROS – GESTÃO DE RISCO CONTEXTO GERAL Em suas atividades a Empresa está sujeita a riscos de mercado relacionados à variação cambial do dólar americano bem como do preço de algumas “commodities”.

-

73.092

ÚTIL DOS ATIVOS

• • •

A Empresa está exposta, em virtude de suas operações, aos seguintes riscos financeiros: risco de crédito; risco de câmbio; outros riscos de preço de mercado;

OBJETIVOS, POLÍTICAS E PROCESSOS GERAIS O Conselho de Administração tem a responsabilidade global de determinar os objetivos e políticas de gestão de risco da Empresa e, ao manter a responsabilidade final por eles, delegou autoridade para os processos de desenvolvimento e operação que garantem a implementação eficaz dos objetivos e políticas à função de finanças da Empresa. O objetivo geral é estabelecer políticas que visam reduzir o risco ao máximo, sem afetar indevidamente a competitividade e flexibilidade da Empresa. Detalhes adicionais relacionados a essas políticas seguem abaixo: RISCO DE CRÉDITO O risco de crédito é o risco de perda financeira da Empresa se o cliente ou contraparte de um instrumento financeiro deixar de cumprir suas obrigações contratuais. A Empresa está exposto, principalmente, ao risco de crédito advindo de vendas a crédito. A política da Empresa, implementada em nível local, é avaliar o risco de crédito de novos clientes antes de realizar contratos. Essas avaliações de crédito são consideradas pelas práticas comerciais locais. RISCO À VARIAÇÃO DE PREÇO DE “COMMODITIES” E RISCO DE CÂMBIO Trata-se do risco de que alterações no preço de algumas “commodities”, que são cotadas em dólar, como a soja e óleo degomado de soja que possam gerar algum prejuízo para a Empresa. PRINCIPAIS ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS Os principais ativos e passivos financeiros utilizados pela Empresa, de que surgem os riscos de instrumentos financeiros, são os seguintes: • •

09

Empréstimos bancários a taxas flutuantes; Variação de preços de commodities.

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RELATÓRIO 2010

RECONHECIMENTO

RELATÓRIO 2010

DOS CUSTOS E DESPESAS:

Os custos e despesas são registrados conforme o regime contábil de competência. CLIENTES:

PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA:

A provisão para créditos de liquidação duvidosa está constituída em montante considerado suficiente para cobrir as possíveis perdas na realização das contas a receber. ESTOQUES: Os estoques são demonstrados ao custo médio de aquisição ou fabricação, não excedendo ao valor de mercado. DEMAIS

ATIVOS CIRCULANTES E NÃO CIRCULANTES:

Os demais ativos circulantes e não circulantes são demonstrados aos valores de realização e pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos de variações e rendimentos quando aplicáveis. IMOBILIZADO: Os ativos imobilizados da empresa estão integralmente localizados no Brasil e são empregados exclusivamente nas operações relacionadas à produção de biodiesel, os mesmos estão registrados pelo custo de aquisição ou construção, acrescido dos encargos de financiamentos incorridos durante a fase de construção, deduzidos da depreciação calculada pelo método linear, com taxas de depreciação ajustadas aos períodos de vida útil dos respectivos ativos. Quanto à avaliação do seu ativo imobilizado, a companhia optou pela não adoção do custo atribuído (“deemed cost”), por entender que não existe diferença significativa entre os valores contábeis dos bens registrados nas demonstrações financeiras e os valores justos atribuídos, visto que a data de construção e inicio das operações é próxima à avaliação e não existem fatores que pudessem impactar de forma significativa o valor justo de seus principais itens do ativo imobilizado. INTANGÍVEL: É avaliado ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, quando aplicável. Os ativos intangíveis que possuem vida útil definida são amortizados considerando a sua utilização efetiva ou um método que reflita o benefício econômico do ativo intangível. O valor residual dos itens do intangível é baixado imediatamente ao seu valor recuperável quando o saldo residual exceder o valor recuperável. FINANCIAMENTOS: Estão apresentados pelo valor principal acrescido dos encargos financeiros incorridos “pro rata temporis” até a data do balanço. NOTA 04 – ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS A preparação das demonstrações financeiras, de acordo com as melhores práticas con-

13

(VALORES

EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)

FLUXO DE CAIXA PROVENIENTE DAS OPERAÇÕES

São registrados no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos e acrescidos das variações monetárias ou cambiais vigentes na data do balanço, quando contratadas. PROVISÃO

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E PERÍODO DE 202 DIAS FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

Lucro / Prejuizo líquido do exercício

2010 5.333

Ajustes para reconciliar o resultado do exercício com recursos provenientes de atividades operacionais: Depreciação do imobilizado Provisões Variações monetárias e cambiais líquidas dos ativos e passivos Incentivos Fiscais

2009 (397) -

1.610

-

365

-

1.412

-

(5.880)

-

2.840

(397)

Investimentos de curto prazo Variação das contas a receber

(15.903)

-

Variação dos estoques

(11.141)

(7)

Adiantamento a Fornecedores Variação Despesas a Apropriar

(805)

-

(126)

Impostos a Recuperar

3.595

(1.703)

Variação de fornecedores

1.287

11.318

Variação de adiantamentos de clientes Variação das obrigações trabalhistas Obrigações tributárias

66

-

112

251

(557)

Variação de provisões

-

Partes Relacionadas

(85)

Variação de outros passivos

RECURSOS LÍQUIDOS PROVENIENTES DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

1.057 261

4

-

(23.553)

11.177

(20.713)

10.780

FLUXO DE CAIXA UTILIZADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Investimento no realizável a longo prazo Investimento de imobilizado Investimento de intangiveis

(13.981)

(57.024)

(30)

-

Outros investimentos RECURSOS LÍQUIDOS PROVENIENTES DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO

(14.011)

(57.024)

FLUXO DE CAIXA PROVENIENTE DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Captação de recursos para financiamentos Dividendos pagos Pagamentos de empréstimos e financiamentos Juros pagos sobre empréstimos

24.868 (10.665)

(1.017)

-

-

Aumento de Capital

5.454

24.546

Ágio na subscrição de ações

6.601

32.727

26.258

56.256

Aumento (redução) no caixa e equivalentes

(8.466)

10.012

Disponibilidades no início do exercício

10.012

RECURSOS LÍQUIDOS PROVENIENTES DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Disponibilidades no final do exercício

1.546

10.012

10


RELATÓRIO 2010

RELATÓRIO 2010

DEMONSTRAÇÃO DOS VALORES ADICIONADOS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E PERÍODO DE 202 DIAS FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 (VALORES

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO EXERCÍCIO DE 2010 NOTA 01 – CONTEXTO OPERACIONAL

EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS)

DEMONSTRAÇÃO DOS VALORES ADICIONADOS Receitas Vendas produtos e serviços Receita bruta ( - ) Devoluções e cancelamentos Outras receitas

Insumos adquiridos de terceiros Matérias primas consumidas Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos Outros custos de produtos e serviços vendidos Serviços técnicos Serviços de terceiros e outros Despesas administrativas Despesas comerciais Outras despesas e receitas operacionais

Valor adicionado bruto

2010

2009

117.128 (255) 5.800 122.674

350 350

(82.924)

-

(82.924)

-

(1.188) (1.188) (3.219) (1.655) (405) (1.158) (87.331)

(533) (533) (533)

35.343

(183)

Retenções Depreciação / amoritzação

Valor adicionado líquido Valor adicionado recebido de transferência Outras receitas Receitas financeiras líquidas

33.732

(183)

14 140 154

2 8 10

33.886

(173)

Distribuição do valor adicionado Colaboradores Salários Benefícios FGTS Honorários da diretoria INSS

33.886

(173)

Financiadores Juros

Constituída em 12 de junho de 2009, através da aquisição de uma planta em fase de término, situada em Marialva/PR, iniciou suas atividades operacionais em julho de 2010. Durante o exercício de 2010 a companhia realizou operações de compra e venda de grãos, decorrente das aquisições de grão originados da agricultura familiar – PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), necessárias para manutenção do selo combustível social, e também aquisições de grão decorrente do programa de fomento na diversificação de culturas com o plantio de Canola. NOTA 02 – BASE DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras que estão sendo apresentadas foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis brasileiras, considerando a legislação societária e observância das mudanças de práticas contábeis adotadas no Brasil, introduzidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09 e pela edição de pronunciamentos contábeis por parte do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC e normas brasileiras aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. Os valores estão expressos em milhares de reais, em moeda corrente nacional, exceto quando indicado de outra forma. As demonstrações financeiras finais como um todo, base de relatórios de fechamento anual e que foram submetidos aos sócios no cumprimento do cronograma das informações gerenciais, foi apresentado aos auditores pela Administração da Companhia em 14 de janeiro de 2011. NOTA 03 – BASE DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Valor adicionado total a distribuir

Tributos Federais Estaduais

11

(1.610) (1.610)

A Companhia é uma sociedade por ações de capital fechado cujas atividades consistem principalmente na exploração do ramo de biodiesel, inclusive produção, comercialização, importação e exportação de biodiesel, glicerina e demais derivados e subprodutos, assim como de comercialização de óleo vegetal refinado para fins diversos.

2.646 349 281 499 762 4.536

125 2 10 41 176

9.902 12.071 21.973

42 42

2.044 2.044

6 6

Dividendos / Juros sobre capital próprio

1.172

Lucros retidos

4.161

-

As principais políticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações financeiras estão definidas abaixo, as quais se aplicam a todos os exercícios apresentados, exceto quando declarado em contrário. Efeitos da adoção inicial das novas práticas contábeis adotadas no Brasil nas demonstrações financeiras: As demonstrações financeiras da companhia foram elaboradas de acordo com as novas práticas contábeis adotadas no Brasil, tendo sido adotados todos os pronunciamentos técnicos, as orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo CPC que, juntamente com as práticas contábeis incluídas na legislação societária brasileira, são denominados como práticas contábeis adotadas no Brasil. As novas normas contábeis já foram consideradas na data de constituição da Companhia, 12 de junho de 2009. RECONHECIMENTO

DAS RECEITAS:

As receitas provenientes da venda de bens são reconhecidas quando a Companhia transfere os riscos e benefícios significativos da propriedade das mercadorias ao comprador e é provável que a Companhia receba o previamente acordado mediante pagamento. Estes critérios são considerados cumpridos quando as mercadorias são entregues ao comprador.

(397)

12


teste  

teste editorial

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