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guia pedagógico       

  Julho 2011     

     

 

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Equipa técnica 

  Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA  Carlos Borrego, Professor Catedrático  Alexandra Monteiro, Professora Auxiliar Convidada  Myriam Lopes, Professora Auxiliar  Ana Paula Gomes, Professora Auxiliar  Luís Tarelho, Professor Auxiliar  Filomena Martins, Professora Associada   

Departamento de Comunicação e Arte da UA  Margarida Almeida, Professora Auxiliar  Helder Caixinha, Assistente Convidado  Ana Filipa Lacerda, Bolseira e aluna de mestrado 

 

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possibilitando  comprovar  quais  os  benefícios  resultantes  do  seu  novo comportamento diário.  

Prólogo   

A  aplicação  multimédia  apresenta  uma  interface  de  fácil  utilização, embora envolva a necessidade do utilizador possuir um  grau de conhecimentos em matéria ambiental com algum detalhe,  nomeadamente  no  que  respeita  à  identificação  e  quantificação  dos  recursos  naturais  utilizados  nas  actividades  diárias.  Por  esta  razão  pretende‐se  que  este  material  de  apoio  pedagógico  seja  direccionado  para  alunos  do  ensino  secundário  (10‐12º  anos),  e  portanto,  detentores  de  um  conjunto  de  conhecimentos  adequado  em  matéria  de  ambiente,  adquiridos  nas  unidades  curriculares de ciências físico‐químicas e biológicas.  

No  âmbito  da  actividade  desenvolvida  pela  Casa  das  Ciências,  na  elaboração  e  promoção  de  uma  plataforma  de  materiais  úteis  para  os  professores  de  ciências  no  ensino  básico  e  secundário,  foi  produzida  uma  aplicação  multimédia  que  visa  avaliar  o  impacto  ambiental do dia‐a‐dia de cada aluno/utilizador.  Esta aplicação interactiva – intitulada “eco24h ‐ calcula o impacto do  teu  dia”  –  foi  desenvolvida  pela  Universidade  de  Aveiro,  em  resultado  da  colaboração  entre  o  Departamento  de  Ambiente  e  Ordenamento  e  o  Departamento  de  Comunicação  e  Arte  desta  Universidade. 

Fazemos votos que esta seja uma ferramenta útil e interessante e  que  permita  dar  um  passo  em  frente  na  sustentabilidade  ambiental do dia‐a‐dia de cada um. 

O  presente  documento  serve  de  suporte  pedagógico  e  manual  de  utilização  para  os  professores  e  respectivos  alunos  no  uso  da  aplicação  multimédia.  O  manual  contém  a  informação  necessária  para a utilização da aplicação multimédia desenvolvida, para além de  sugestões  de  actividades  em  que  esta  poderá  ser  integrada,  possibilitando ainda a interpretação e análise dos resultados obtidos. 

 

Com a aplicação pretende‐se que o utilizador/aluno construa passo a  passo  o  seu  dia‐a‐dia,  através  de  esquemas/opções  simples  e  elucidativas  e  que  no  final  seja  capaz  de  interpretar  e  analisar  os  resultados  encontrados.  Em  cada  percurso  identificado  e  descrito  pelo  aluno  é  feita  a  quantificação  do  consumo  e/ou  degradação  de  recursos naturais, nomeadamente água, energia, ar, solo e resíduos.  Durante  o  processo,  os  impactos  associados  ao  comportamento  e  hábitos  diários  descritos  serão  estimados  através  de  menus  interactivos.  Permite,  ainda,  ao  aluno  escolher  outras  hipóteses  de  actuação  mais  sustentáveis,  sendo  essa  opção  reavaliada 

  (Carlos Borrego, coordenador do projecto)

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Índice  I. A aplicação multimédia: eco24h…………………….……………………..  03 

II. O antes: preparação dos dados ………..………………………………….. 07 

III. O durante: utilização da aplicação…..…………………………………… 09 

IV. O depois: interpretação e análise dos resultados ………….……. 20 

V. Notas finais …………………………………………..…………………………….. 24 

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I. A aplicação multimédia | eco24h – calcula o impacto do  teu dia 

O tempo médio estimado para uma simulação/aplicação completa  é de 15 minutos. 

 

Os  conteúdos  apresentados  ao  longo  da  aplicação  foram  produzidos  pela  equipa  do  Departamento  de  Ambiente  e  Ordenamento da Universidade de Aveiro. Destes conteúdos fazem  parte  quer  o  texto  presente  em  cada  secção,  quer  a  formulação  matemática  para  o  cálculo  associado  ao  consumo  de  recursos  naturais que irão ser identificados e caracterizados pelo utilizador.  

Esta  aplicação  multimédia,  desenvolvida  em  tecnologias  dinâmicas  para  web  (PHP/MySQL)  tem  um  carácter  interactivo,  onde  se  pretende que cada utilizador/aluno descreva o seu dia‐a‐dia através  da  selecção  de  menus  interactivos  e  da  resposta  a  questões  de  caracterização  dos  comportamentos  em  diferentes  contextos  de  actividades  diárias,  de  forma  a  obter  para  cada  percurso  a  quantificação  do  consumo  e/ou  degradação  de  recursos  naturais,  nomeadamente  água,  energia,  ar,  solo  e  resíduos.  Possibilita‐se,  ainda,  que  o  aluno/utilizador  possa  escolher  e  avaliar  outras  hipóteses  de  actuação  mais  sustentáveis  em  termos  de  comportamento  ambiental,  sendo  essa  opção  reavaliada,  permitindo‐lhe  comprovar  quais  os  benefícios  resultantes  dum  procedimento diário alternativo.  

O  desenvolvimento  da  aplicação  multimédia  interactiva,  nas  dimensões  funcional  e  técnica  que  envolveu  a  concepção  gráfica  dos  elementos  da  interface  e  a  implementação  técnica  e  programação  da  aplicação,  foi  da  responsabilidade  do  Departamento de Comunicação e Arte.  A  ferramenta  foi  assim  desenvolvida  por  uma  equipa  multidisciplinar  de  engenheiros,  geógrafo,  designers  e  programadores,  que  trabalharam  em  estreita  colaboração  e  constante interacção. 

Todos  os  detalhes  sobre  os  vários  menus  e  a  sua  construção  apresentam‐se  na  secção  III,  que  pretende  ser  um  manual  de  utilização.   

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dados relativos a estimativas de “consumo” energético nas principais  actividades  humanas  e  reconhecer  a  necessidade  de  utilização  de  recursos de energia renovável. 

I.I. Conteúdo pedagógico escolar envolvido na aplicação multimédia  O  nível  de  conhecimentos  requerido  na  utilização  da  aplicação  multimédia proposta está de acordo com as competências adquiridas  pelos  utilizadores/alunos  com  o  9º  ano  de  escolaridade,  enquadrando‐se no âmbito dos programas pedagógicos das unidades  curriculares  de  Biologia,  Química  e  Geologia  do  10  ao  12º  ano.  Pretende‐se  que  seja  um  contributo  para  a  consolidação  de  competências  específicas  a  adquirir  no  nível  secundário,  nomeadamente:  

Relativamente à informação sobre a quantificação e caracterização da  poluição do ar solicitada ao aluno durante a caracterização do seu dia‐ a‐dia, pretende‐se que o utilizador/aluno consolide conhecimentos ao  nível  dos  contaminantes  da  atmosfera,  sua  identificação, mitigação e  ainda  que  possua  uma  atitude  crítica,  passível  de  tomar  decisões  fundamentadas  que  minimizem  os  problemas  causados  pela  sua  actividade diária.  

a  “…adopção  de  atitudes  e  de  valores  relacionados  com  a  consciencialização  pessoal  e  social  e  de  decisões  fundamentadas,  visando  uma  educação  para  a  cidadania”  (Programa  de  Biologia/Geologia  10º/11º  anos,  Geologia  12º  ano); 

o “Analisar situações‐problema relacionadas com aspectos de  ordenamento  do  território  e  de  risco  geológico”  (Programa  Biologia/Geologia 10º/11º ano); 

o “Ser crítico e apresentar posições fundamentadas quanto à  defesa  e  melhoria  da  qualidade  de  vida  e  do  ambiente”  (Programa Física e Química 10º e 11º anos). 

Paralelamente  a  ferramenta  permitirá  a  determinação  do  impacto  decorrente das atitudes e práticas do dia‐a‐dia do aluno no consumo  de  bens  e  recursos,  que  geram,  simultaneamente  resíduos  sólidos  e  águas residuais, resultando na contaminação e degradação dos solos e  dos  recursos  hídricos.  Com  esta  ferramenta  o  utilizador/aluno  percepcionará  quais  as  actividades  com  impactes  mais  significativos,  tomando  consciência  da  importância  que  os  seus  comportamentos  e  pequenos  gestos  do  dia‐a‐dia  têm  nos  recursos  naturais,  e  de  que  modo pode contribuir para a preservação do ambiente.  No  que  respeita  à  ocupação  e  uso  do  território  pretende‐se  que  o  aluno  consiga  caracterizar  o  espaço  onde  se  desenrolam  as  suas  actividades  diárias.  Nesse  processo  deverá  ser  capaz  de  localizar  os  locais  fundamentais  onde  estas  decorrem,  descrever  as  suas  características  bio‐geo‐físicas,  os  tipos  de  recursos  e  as  formas  de  exploração,  bem  como  os  impactes  decorrentes  da  exploração  dos  mesmos  e  da  localização  dos  povoamentos  humanos;  desenvolvimento  da  curiosidade  geográfica  como  promotora  da  educação para a cidadania; desenvolvimento do sentido de pertença e 

Tendo  em  conta  o  objectivo  primordial  desta  aplicação  –  avaliar  o  impacto individual em termos dos recursos naturais – esta permitirá  a  aprendizagem  e  consolidação  dos  conhecimentos  específicos  do  aluno sobre cada um dos componentes ambientais analisados.   Em  relação  aos  recursos  energéticos,  os  conhecimentos  requeridos  fazem parte do conteúdo pedagógico da unidade curricular de Física  do  10º  Ano,  em  particular  dos  objectivos  de  analisar  e  comparar  4


permitirá ao aluno efectuar um diagnóstico do seu comportamento e  hábitos  diários,  e  consequentemente  identificar  possíveis  alterações  no  seu  comportamento  que  possam  melhorar  o  diagnóstico  ambiental.  Decorrente  deste  exercício,  sugere‐se  ainda  a  análise  comparativa  do  desempenho  ambiental  dos  vários  alunos  da  turma,  analisar  se  são  similares  ou  significativamente  diferentes  e  uma  reflexão  sobre  quais  os  factores  determinantes  dos  diferentes  resultados obtidos. 

de  atitudes  de  solidariedade  territorial,  numa  perspectiva  de  sustentabilidade;  incentivo  à  participação  nas  discussões  relativas  à  organização do espaço.    I.II. Sugestões de actividades para uso desta aplicação multimédia  De  forma  a  ajudar  na  elaboração  e  planificação  de  actividades  que  possam envolver a utilização desta aplicação multimédia, seguem‐se  exemplos de actividades pedagógicas que possam servir de base e de  inspiração  para  professores.  Em  todas  elas  se  deverá  promover  o  debate  e  a  discussão  do  impacto  ambiental  associado  às  várias  actividades  quotidianas  descritas  na  simulação  do  dia‐a‐dia  do  utilizador/aluno e a reflexão sobre comportamentos alternativos que  possam minimizar este impacto. 

  II. Teste de cenários com alterações ao dia‐a‐dia padrão  Criar  comportamentos/hábitos  (cenários)  e  avaliar  os  seus  impactos  ambientais  (água,  ar,  solo,  energia…)  relativamente  à  simulação  base/padrão. 

De  um  modo  geral,  propõem‐se  3  tipos  de  actividades  pedagógicas  com objectivos distintos: 

Permite responder a questões como por exemplo:  

Serão ecológicos os nossos hábitos de higiene? 

 

E se todas as lâmpadas da casa fossem de baixo consumo? 

I. Diagnóstico do dia‐a‐dia de cada aluno 

Será que a nossa cozinha é “ecológica”? 

O  objectivo  neste  caso  será  avaliar  o  impacto  individual  de  cada  utilizador/aluno, tendo por base o seu dia‐a‐dia característico. Trata‐ se  da  aplicação  base  por  excelência  desta  ferramenta  e  a  que  deverá/poderá ser testada numa primeira fase.  

Será possível separar mais o lixo? Ou já o separo todo? 

E  se  eu  reduzisse  o  tempo  a  ver  televisão  ou  jogar  computador? Que diferença faria na energia gasta? 

Neste  tipo  de  actividade  pretende‐se  que  o  aluno  no  final  reflicta  sobre  o  diagnóstico/impacto  ambiental  encontrado  para  as  suas  práticas  diárias,  quer  no  que  respeita  às  opções  identificadas/seleccionadas,  quer  no  resultado  final  para  os  vários  recursos  –  ar,  água,  solo  e  energias.  A  avaliação  final  qualitativa  (cores das várias barras) e quantitativa (valores associados às barras) 

Será  que  a  minha  escola  tem  o  aquecimento  mais  amigo  do  ambiente? 

E se eu fosse para a escola a pé em vez de carro? Que recursos  naturais pouparia e em que quantidade? 

 

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III. Avaliação do impacto de uma actividade específica  Neste caso não é necessário iniciar nenhum dia‐a‐dia base/padrão.   Pretende‐se  avaliar  os  impactos  de  comportamentos/hábitos  específicos  e  responder  a  questões  como,  por  exemplo,  as  que  se  seguem:  

Qual a diferença entre ir para a escola de carro ou a pé? 

Qual o impacto dos diferentes tipos de transporte? 

Qual  o  impacto  dos  diferentes  tipos  de  combustível  dos  carros? 

Qual  a  diferença  de  energia  gasta  nos  vários  tipos  de  aquecimento da casa/escola? 

Qual  a  diferença  entre  residir  num  apartamento  ou  numa  vivenda, em termos de consumo de recursos naturais? 

Qual  a  diferença  de  impacto  entre  lâmpadas  normais  e  económicas? 

Qual  a  importância/impacto  de  separar  todos  os  resíduos  sólidos? 

Qual gastará mais energia: televisão ou computador/consola? 

 

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II. O antes | preparação dos dados 

Sub‐divisão 

Variável 

Valores guia/referência* 

Geral 

Área da casa 

80‐200 m2 

Geral 

Tipologia da casa 

Apartamento / vivenda unifamiliar 

Número de andares  Número de  habitações/compartimentos por  andar  Número de habitantes 

4 (apartamento) / 2 (vivenda) 

Geral 

Tipo aquecimento central 

gás/gasóleo/eléctrico/biomassa 

Geral 

Iluminação existente 

Natural/artificial 

Geral 

Tipo iluminação 

Baixo/alto consumo 

Geral 

Partes  dos  resíduos  domésticos   Vidro/papel/cartão/plástico/ separadas  Tetrapack/metal/bio‐ resíduo/resíduos perigosos 

Casa banho 

Tipo aquecimento 

Óleo/termoventiladores/botija 

Casa banho 

Tipo de descarga da sanita 

Normal/económica 

Casa banho 

Duração do duche  

5‐10 min 

Casa banho 

Duração lavagem dos dentes 

1‐5 min 

Casa banho 

Potência do secador de cabelo 

1000‐2000 W 

Cozinha 

Potência do microondas 

500‐1000 W 

 

Cozinha 

Tipo de fogão 

Gás/vitrocerâmico‐eléctrico/  placas  indução 

 

Cozinha 

Frigorífico 

150 W 

 

Sala 

Tipo de televisão 

CRT/plasma/LCD 

Sala 

Tempo dispendido a ver TV 

1‐2 horas/dia 

Sala 

Tempo ao computador/consola 

1‐2 horas/dia  Nb: São duas componentes  diferentes: computador/consola e  tem tipo de consola e de 

 

Blocos   

Esta secção diz respeito à preparação que deve ser feita por parte do  professor para a aplicação desta ferramenta multimédia, no sentido  de  optimizar  a  sua  eficácia  e  desempenho  no  que  respeitam  a  aquisição e consolidação de conhecimentos.  

  Casa 

Antes  da  utilização  da  aplicação  propriamente  dita,  o  professor  deverá ter em conta os vários blocos que serão avaliados ao longo da  aplicação,  o  tipo  de  questões  colocadas  e  o  tipo  de  informação  pedida.  Isto  possibilita  uma  planificação  do  uso  da  ferramenta  que  contribuirá  para  uma  mais  fácil  utilização.  Por  outro  lado  permite  a  identificação  in  loco  dos  sistemas  existentes  nas  actividades  que  caracterizam  o  dia‐a‐dia  e  a compilação prévia de alguns  dos dados  de caracterização mais complexos.  Na  tabela  abaixo  apresentam‐se  alguns  exemplos  da  principal  informação  solicitada  ao  longo  da  simulação  do  dia‐a‐dia,  juntamente com  os  valores  guia/referência  que  poderão  ser  usados  em casos de desconhecimento ou impossibilidade de compilação da  dita informação. 

     

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  3 (apartamento) / 4 (vivenda)  4 pessoas 


computador.  Tipo  de  computador:  Desktop  ou  Laptop  Tipo  de  Consola:  Wii,  Xbox,  Playstation3, outra   

Tipo aquecimento 

gás/gasóleo/eléctrico/biomassa 

 

Distância percorrida  

1‐10 km (média) 

Carro 

Combustível do carro 

Gás/gasóleo/gasolina 

Mota 

Cilindrada da mota 

< 50 m3/> 50 m3 

 

Tempo gasto na actividade 

1‐2 horas/dia 

  Escola 

  Transportes 

Em  resumo,  apresenta‐se  um  conjunto  de  regras/sugestões  (“check‐list”)  que  pode  ajudar  a  planificar  a  utilização  desta  aplicação:  1. Defina  o  objectivo  pretendido  com  a  aplicação  desta  ferramenta (ex. diagnosticar o dia‐a‐dia de cada aluno em  termos  ambientais;  dar  a  conhecer  ao  aluno  os  vários  recursos  naturais  e  o  seu  impacto  em  cada  um  deles;  comparar  diferentes  dia‐a‐dia  em  termos  de  impacto  ambiental; etc.);  2. Prepare  a  aplicação  multimédia  on‐line  e  teste‐a  com  dados arbitrados (recorra à secção III deste manual);  3. Realize nova simulação com dados realistas, ou usando os  valores guia/referência; 

  Actividades  *devem ser usados em caso de impossibilidade ou não conhecimento do valor real   

4. Analise  os  resultados  encontrados  (use  a  ajuda  da  secção  IV deste manual); 

Para  além  destes  dados,  aconselha‐se  o  professor  a  testar  esta  aplicação  antes  da  sua  utilização  no  contexto  da  aula,  de  forma  a  melhorar o desempenho da aplicação e cumprimento dos objectivos  desejados. 

5. Prepare  a  aplicação  final  (tendo  como  apoio  os  valores  referência/guia para situações de ausência de dados) para  ser realizada com os vários alunos. 

   

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III. O durante | aplicação e utilização    Esta secção apresenta uma descrição das principais componentes da aplicação, ecrã a ecrã, com vista a facilitar a sua utilização, por forma a  garantir modalidades de interacção eficientes e confortáveis.    Através do acesso ao portal da Casa das Ciências é possível fazer o download de um demonstrador que apresenta os principais objectivos e  características do eco24h.                         No final da apresentação é disponibilizado um link que permite o acesso à aplicação.   

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O primeiro ecrã da aplicação integra um texto de apresentação do projecto e um formulário que permite a introdução dos dados necessários  ao login (endereço de email e password), no caso dos utilizadores já registados. Os utilizadores que não tenham um login devem começar por  fazer um registo devendo, para tal, seleccionar a opção disponível em “ainda não estás registado? clica aqui!” 

  Este primeiro ecrã apresenta ainda a estrutura da interface que é comum a todos os ecrãs:  ‐

No canto superior esquerdo surge a zona de logótipo com link para o início da aplicação; 

A barra horizontal azul, abaixo do logótipo, está dedicada à apresentação das instruções e apresenta os passos que devem ser seguidos,  em cada ecrã, para uma correcta utilização do eco24h; 

No canto superior direito apresenta‐se a zona de navegação principal, que inclui os itens “login”, “meus dias”, “novo dia” e “ajuda” que  assegura o acesso imediato a cada uma destas funcionalidades; 

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A barra vertical esquerda é a zona de entrada e saída de dados que, neste ecrã, integra o formulário de login. Noutros ecrãs, esta zona  acolhe o formulário de registo e as barras que ilustram os valores dos diferentes indicadores do impacto do dia em simulação (total  consumido dos vários recursos e/ou emissões geradas); 

A área horizontal superior corresponde à zona de conteúdos e construção da estrutura do dia; 

A área horizontal inferior respeita à zona de formulários de parametrização do dia. 

  No  caso  dos  utilizadores  que  ainda  não  têm  os  dados  de  login  (e‐mail  e  password),  o  registo  é  feito  através  do  preenchimento  de  um  formulário de registo, conforme imagem abaixo. Quer o nome, quer a password devem ter, no mínimo, 6 caracteres. 

     

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Depois de introduzidos os dados de login (e‐mail e password) e de clicar no botão “entrar”, surge um campo que permite criar um “novo dia”.   Para tal, é necessário introduzir um nome para o dia que se pretende criar.   Este nome deve ter obrigatoriamente um mínimo de 6 caracteres e uma designação explícita, já que a listagem de todos os dias criados será  disponibilizada no ecrã “meus dias” para visualização posterior.   Os  dias  criados  ficam,  portanto,  associados  ao  perfil  de  cada  utilizador.  Aconselha‐se  a  utilização  de  nomes  de  dias  que  permitam  uma  identificação imediata da tipologia do dia, como por exemplo; “2feira aulas”, “sabado casa avos”, “dia_ferias”, “5feira_verao”, etc. 

   

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Depois de introduzido o nome do “novo dia”, e depois de clicar no botão “criar”, surge o ecrã de configuração do dia. Este é um ecrã da maior  importância no contexto da aplicação, já que é nesta etapa que os utilizadores podem definir e caracterizar a tipologia do dia e dos seus blocos  constituintes, indicando para tal e em sequência temporal, os blocos que o compõem (ex: casa   carro   escola   autocarro   desposto    autocarro  casa). E posteriormente preenchendo os formulários de configuração/parametrização desses blocos. 

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1. Construção da sequência temporal dos blocos que compõem o dia  Para  a  construção  da  sequência  temporal  dos  blocos  que  compõem  o  dia  (etapa  1),  os  ícones  que  representam  cada  bloco  devem  ser  arrastados para a barra superior. Estes ícones estão disponíveis na zona inferior e organizados por tipologia: lugares, transportes e actividades.  De notar que a barra de construção da sequência temporal tem já definidos os blocos “inicial” e “final” (a casa), já que se pressupõe que um dia  começa e termina sempre em casa.  De destacar, ainda, que existem 11 (onze) blocos disponíveis para a construção da sequência do dia (já contando com as duas casas de início e  fim) o que não significa que cada dia tenha que ter obrigatoriamente 11 blocos. É possível construir sequências de dia com apenas 3 blocos (ou  mais), não podendo este número ser superior a 11. 

 

  Durante o processo de construção da sequência de um dia é possível corrigir a presença e posicionamento dos ícones arrastados para a barra  superior:   ‐ para eliminar um ícone da barra basta arrastá‐lo para a zona inferior;  ‐ para reposicionar um ícone/bloco basta arrastá‐lo para a posição correcta. 

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Depois de concluído o processo de construção da sequência do dia, deve clicar‐se no botão “guardar” para que seja possível avançar para o  passo  seguinte  de  configuração/parametrização  de  cada  bloco.  Ao  guardar  uma  sequência  esta  deve  ser  imediatamente  configurada/parametrizada, pois não são permitidas alterações posteriores.  2. Configuração dos dados e valores de cada bloco  Depois de construída a sequência do dia e de clicar no botão “guardar” é possível configurar cada um dos blocos. Para tal, deve‐se clicar em  cada  bloco  para  activar  o  respectivo  formulário  de  configuração.  De  notar  que  esta  configuração  dos  blocos  não  tem  que  ser  feita  em  sequência temporal.   Apenas no caso do bloco “casa”, é feito um desdobramento em sub‐blocos que permitem a configuração dos seus sub‐blocos, nomeadamente:  “informação da casa”, “casa de banho”, “cozinha”, “sala” e “resíduos” (ver figura abaixo). 

  Cada  bloco  ou  sub‐bloco  apresenta  um  formulário  de  configuração  distinto  e  estes  formulários  são  compostos  por  questões  relativas  às  características/parâmetros  de  cada  bloco  e  às  actividades  que  tipicamente  neles  ocorrem,  tal  como  já  descrito  na  secção  “Antes”  deste  manual.   A resposta a todas as questões dos formulários não é de natureza obrigatória, ainda que seja altamente recomendável que se proceda a um  preenchimento  o  mais  completo  possível  por  forma  a  garantir  que  os  resultados  que  daí  decorrem  serão  o  mais  objectivos  e  fidedignos  possível, do ponto de vista da simulação que se pretende (o cálculo do impacto ambiental do dia).   No final de cada formulário deve sempre clicar‐se no botão “guardar”. 

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À medida que os formulários de cada bloco vão sendo preenchidos o impacto ambiental do dia vai sendo calculado. Os valores de quantificação  do consumo e/ou degradação de recursos naturais (água, energia, ar, solo e resíduos) vão sendo dinamicamente mostrados na zona superior  esquerda nos gráficos de barras.   De notar que para além da quantificação feita, a cor destas barras proporciona uma avaliação qualitativa imediata, tendo em conta valores de  referência  médios.  Assim  sendo,  a  cor  verde  indicará  um  impacto  reduzido,  a  cor  amarela  um  impacto  significativo  e  a  cor  vermelha  um  impacto elevado. 

 

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Por  forma  a  apoiar  a  compreensão  de  alguns  conceitos  presentes  nas  questões  dos  formulários  é  disponibilizada  uma  ajuda  contextual.  As  expressões  e  palavras  destacadas  a  amarelo,  nos  formulários,  permitem,  mediante  a  passagem  do  rato,  o  acesso  a  um  pequeno  texto  descritivo (ver exemplo baixo). 

 

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Para além da visualização do impacto de cada dia nas barras dinâmicas acima referidas, é ainda possível fazer uma análise mais detalhada dos  valores de consumo e/ou degradação da água, energia, ar, solo e resíduos de cada dia criado.   Através da selecção do menu “menus dias”, disponível no canto superior direito, é possível:  a) visualizar a listagem de todos os dias criados;  b) seleccionar um dia criado e ter acesso aos gráficos de barras deste dia, organizados por cada um dos blocos que o compõem. 

 

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Em qualquer momento da utilização desta aplicação é ainda possível ter acesso à “ajuda”. Através da selecção menu “ajuda”, disponível no  canto superior direito, pode‐se ter acesso a um conjunto de informações de apoio à navegação e utilização desta aplicação assim como a um  glossário das designações e conceitos apresentados nos formulários. 

 

       

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IV. O depois | interpretação e análise dos resultados 

No  menu  meus  dias  é  ainda  possível  visualizar  para  cada  sequência do utilizador, os resultados obtidos em cada bloco que  a constituem, quanto aos recursos gastos e/ou emissões geradas.

  O resultado da aplicação multimédia “eco24h ‐ calcula o impacto do  teu  dia”  inclui  um  somatório  dos  impactos  estimados  ao  longo  das  várias actividades que compõem o dia‐a‐dia simulado. Estes impactos  encontram‐se divididos nos seguintes recursos ambientais – energia,  ar, água e solo – e podem ser obtidos em termos totais e por espaço  físico (casa, escola, etc.).  Ao longo da aplicação as barras colocadas no topo lateral esquerdo  da página Web vão indicando o total consumido dos vários recursos  gastos e/ou emissões geradas, tal como descrito abaixo.  Para  além  da  quantificação  feita,  a  cor  destas  barras  proporciona  uma  avaliação  qualitativa  imediata,  tendo  em  conta  valores  de  referência médios encontrados em bibliografia e estudos científicos.  Assim  sendo,  a  cor  verde  indicará  um  impacto  reduzido,  a  cor  amarela  um  impacto  significativo  e  a  cor  vermelha  um  impacto  elevado. 

   Energia primária  A aplicação multimédia efectua o cálculo duma estimativa para o  consumo  de  energia  nas  diversas  actividades  do  dia‐a‐dia  do  utilizador.  As  formas  de  energia  útil  consumida  nas  diversas  actividades  consideradas  são  a  energia  eléctrica,  a  energia  térmica  e  o  trabalho mecânico.  Tratando‐se  de  formas  de  energia  útil  distintas,  a  estimativa  do  consumo de energia nas actividades do dia‐a‐dia vem expresso em  termos de energia primária, ou seja, o��recurso de energia primária  a  partir  do  qual  se  obtém  a  energia  útil  utilizada.  A  unidade  de  energia  utilizada  para  expressar  o  consumo  de  energia  primária  por dia é o kWh (quilowatt‐hora). 

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O valor do consumo de energia primária por dia, deve ser analisado  em  função  da  cor  da  barra  apresentada,  significando  que  estão  abaixo  do  valor  máximo  aceitável  (barra  verde);  próximo  do  valor  médio  consumido  por  habitante  (barra  amarela)  ou  acima  desse  valor médio (barra vermelha). 

aceitável  (barra  verde);  próximo  do  valor  médio  emitido  por  habitante (barra amarela) ou acima deste (barra vermelha).   Efluentes líquidos  A  quantidade  de  efluente  líquido  gerado  está  directamente  relacionada  com  as  várias  utilizações  de  água  nas  actividades  do  dia‐a‐dia  e  é  utilizada  como  indicador  do  impacto  nos  recursos  líquidos. 

 Poluentes do ar  Entre os principais poluentes atmosféricos emitidos em resultado de  actividades  antropogénicas  encontram‐se  as  partículas,  o  Monóxido  de Carbono (CO) e os Óxidos de Azoto (NOx). Actualmente estes são  os poluentes emitidos maioritariamente em actividades domésticas e  transportes,  e  por  isso  são  os  considerados  nesta  aplicação.  Há,  no  entanto, outros poluentes atmosféricos – como o Dióxido de Enxofre  (SO2),  o  Amoníaco  (NH3),  os  Compostos  Orgânicos  Voláteis  (COV)  –  que também sendo críticos em termos de efeitos na saúde humana,  são emitidos essencialmente pelo sector industrial. 

Nesta aplicação consideram‐se como utilizações fundamentais, as  associadas ao WC e cozinha das nossas casas, e têm por base os  consumos médios de cada equipamento (autoclismo, máquinas de  lavar)  ou  o  tempo  de  duração  de  uma  dada  operação  (por  exemplo,  lavar  os  dentes,  duche,  lavar  a  loiça).  Foram  ainda  considerados os consumos na escola, nas actividades desportivas  e  de  lazer,  tendo‐se  nestes  casos  adoptado  uma  capitação  (consumo por habitante ou utilizador) média. 

A ausência do Dióxido de Carbono (CO2) nesta aplicação deve‐se ao  facto  deste composto  não  ser  considerado  um poluente  em  termos  de qualidade do ar dado as suas concentrações no ar ambiente não  terem  efeitos  prejudiciais  na  saúde  humana.  O  CO2  é  geralmente  incluído na avaliação ambiental por se tratar de um gás com efeito de  estufa, com efeitos directos sobre as alterações climáticas, e apenas  neste sentido comportar‐se como poluente. 

De  acordo  com  o  Relatório  do  Estado  do  Ambiente  2009,  as  capitações  para  consumo  doméstico  variam  entre  120  litros  por  habitante e por dia na região do Douro e cerca de 400 no Algarve.  Em média, cada cidadão português consome cerca de 170 litros de  água por dia, indo parar aos esgotos, na forma de efluente líquido  cerca  de  80%  deste  valor.  Estes  valores  referenciais  foram  utilizados  na  definição  das  barras  de  cor  que  traduzem  um  consumo  mais  ou  menos  ecológico.  Assim,  considerou‐se  que  é  aceitável uma quantidade de efluente líquido inferior a 120 litros  (barra  verde)  e  um  valor  exagerado  (consumo  irresponsável),  quando ultrapassa os 170 litros (barra vermelha). Em qualquer das  situações  há  sempre  a  possibilidade  de  adopção  de  comportamentos  mais  ecológicos  e  responsáveis  que  permitem 

As emissões dos poluentes são expressas em kg/dia. Não devem ser  comparados os valores de emissões dos diferentes poluentes, já que  estes dependem da massa molecular de cada um e os efeitos de cada  um estão associados a níveis críticos muito distintos. O valor final das  emissões de cada poluente deve ser analisado em função da cor da  barra  apresentada,  significando  que  estão  abaixo  do  valor  máximo 

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minimizar  os  consumos  de  água  e  a  quantidade  de  efluente  líquido  gerado.  

Esse valor inferior da barra verde representa os restantes resíduos  urbanos,  para  além  dos  domésticos,  pelos  quais  o  utilizador  é  indirectamente  responsável:  resíduos  provenientes  do  sector  de  serviços, de estabelecimentos comerciais, bem como de unidades  prestadoras de cuidados de saúde. 

É importante ter consciência de que a água que usamos, para além  de  ser  um  recurso  escasso,  tem  de  ser,  normalmente,  tratada  duas  vezes,  antes  de  ser  introduzida  na  rede  de  abastecimento  nas  Estações de Tratamento de Água (ETAs) e depois de ser descarregada  na  rede  de  saneamento  e  encaminhada  para  as  Estações  de  Tratamento  de  Águas  Residuais  (ETARs),  para  garantir  a  sua  qualidade.  Estes  custos  estão  parcialmente  reflectidos  nas  facturas  de água e tendem a aumentar, com o aumento das capitações e uma  menor  disponibilidade  de  recursos  hídricos.  Por  isso  é  que  em  diferentes  regiões  do  país,  a  população  paga  taxas  (de  disponibilidade e de saneamento) e preços de água diferenciados. 

O  resultado  numérico  de  geração  de  resíduos,  pode  ser,  ou  não,  acompanhado  de  uma  notação  qualitativa  (*)  que  pretende  alertar para a importância de segregar os resíduos perigosos (p.ex.  pilhas) dos restantes resíduos.   Solo   As áreas urbanas e as infra‐estruturas constituem os dois tipos de  ocupação  do  território  que  mais  consomem  o  recurso  solo.  Este  tipo  de  uso  promove  a  impermeabilização  do  solo,  suscitando  alterações nas funções e serviços ecológicos desempenhados por  este recurso, bem como alterações nas componentes ambientais.   Em  Portugal,  no  período  de  1986  a  2006  todas  as  classes  de  ocupação  do  solo  (CORINE,  2000)  sofreram  alterações  mais  ou  menos substanciais. As alterações mais significativas registaram‐se  nas  "áreas  artificiais"  com  um  aumento  de  46%,  o  que  corresponde a um crescimento de cerca de 98032ha, contribuindo  assim  para  a  tendência  crescente  e  universal  de  impermeabilização  dos  solos.  Este  crescimento  fez‐se,  principalmente,  à  custa  de  áreas  agrícolas,  sendo  que  a  classe  “tecido  urbano  descontínuo”  foi  a  componente  que  mais  contribuiu para o aumento registado, sendo também a classe mais  abundante e que concorre para acentuar um traço muito comum  na  paisagem  portuguesa:  a  urbanização  dispersa,  mais  evidente  no norte do que no sul do país e mais expressiva no litoral do que  no  interior.  Acresce  a  este  cenário  o  contributo  das  infra‐ estruturas  rodoviárias  para  o  processo  de 

 Resíduos sólidos  A  aplicação  permite  ao  utilizador  indicar  se  pratica  separação  dos  componentes  do  seu  resíduo  doméstico  e  no  caso  afirmativo  pode  indicar  quais  os  componentes  que  separa.  O  valor  final  da  quantidade  gerada  de  resíduo  pelo  utilizador  no  seu  dia‐a‐dia  reflecte  essa  prática.  Assim,  o  valor  máximo  (da  barra  vermelha)  representa  a  produção  per  capita  nacional  de  resíduos  urbanos.  Valores  mais  baixos  (barra  amarela  e  barra  verde),  significam  que  à  produção per capita nacional é descontada a quantidade de resíduos  (papel e embalagens) possíveis de separar e que terá como destino a  reciclagem em vez do aterro ou incineração.  O valor inferior da barra verde indica que o utilizador pratica, não só  a  adequada  separação  dos  resíduos  recicláveis  domésticos,  mas  também separa o seu bio‐resíduo (resíduos alimentares e resíduos de  jardim),  para  alimentação  animal  e/ou  para  produzir  composto,  por  compostagem doméstica ou em Central de Valorização Orgânica 

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alteração/impermeabilização do solo, a este propósito refere‐se que  Portugal era, em 2006, o quinto país da UE com mais quilómetros de  auto‐estrada  por  habitante  ‐  24  km  por  100  000  habitantes  (EU,  2009).   Esta aplicação permite ao utilizador identificar a área de espaço (solo  impermeabilizado),  per  capita,  associado  à  função  residencial.  Na  ausência de valores padrão para espaço médio (m2), per capita, em  habitação,  foram  realizados  alguns  cálculos  de  forma  a  estabelecer  os  referenciais  que  proporcionassem,  para  além  da  quantificação  feita, uma avaliação qualitativa imediata.     Para o cálculo desses valores de referência média, baseamo‐nos nos  valores de área bruta mínima do fogo de tipo T0 (art. 67º do RGEU,  redacção  de  1975),  nos  valores  apontados,  por  Costa  Lobo  et  al.  (1990),  para  área  coberta  por  habitante  em  meio  urbano  e  nas  tendências  de  evolução  desses  valores,  referidas  em  vários  estudos  internacionais,  tanto  para  países  desenvolvidos  como  para  subdesenvolvidos.  Face  a  esses  indicadores  considerámos  como  limites  de  referência  para  ocupação  de  espaço  per  capita  os  seguintes: verde ‐ 1 a 18m2; amarelo – > a 18m a 40m2; e vermelho ‐  > a 40m2.                   

           

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Notas finais    Este  manual  tem  como  objectivo  principal  ajudar  o  utilizador  e  em  particular  o  professor,  na  planificação  e  programação  de  uma  actividade  pedagógica  que  tenha  por  base  a  aplicação  multimédia  intitulada “eco24h ‐ calcula o impacto do teu dia”, para além de ser  um  guia  na  sua  utilização  e  aplicação.  Pretende  por  isso,  ser  uma  ferramenta  para  a  utilização  desta  aplicação  com  sucesso.  Neste  contexto e com a perspectiva de melhoria contínua, solicitamos que  nos  sejam  enviadas  sugestões,  críticas  e/ou  correcções  que  possam  ser  um  pilar  construtivo  no  aperfeiçoamento  desta  ferramenta  pedagógica. O endereço de e‐mail a usar deverá ser eco24h@ua.pt.  Alerta‐se para o facto de se ter tentado que esta simulação do dia‐a‐ dia  de  cada  aluno/utilizador  fosse  o  mais  completa  e  próximo  da  realidade  possível,  mas  o  compromisso  existente  entre  uma  descrição  detalhada  e  o  tempo  de  simulação/aplicação  aceitável  exigiu  o  recurso  a  algumas  simplificações  e  pressupostos,  com  a  consequente  perda  de  detalhe  nas  actividades  diárias  realizadas.  Julga‐se  (e  espera‐se),  no  entanto,  que  o  resultado  final  permita  simular  um  dia‐a‐dia  representativo,  com  opções  de  escolha  suficientes e credíveis, de forma a obter‐se um retrato elucidativo da  realidade de cada um.   

Votos de um dia‐a‐dia muito ECOlógico !   A equipa do eco24h. 

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Guia Pedagogico