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os melhores espetáculos na seleção de Bravo! Edição de josé flávio Júnior e paula nadal

Brad Mehldau Trio (foto), Esperanza Spalding Radio Music Society e Pat Metheny Unity Band estão entre as atrações. PROGRAMA: Em sua terceira

edição, o evento aposta em nomes que não são novidades no Brasil, mas que protagonizam espetáculos memoráveis. É o caso do pianista norte-americano Brad Mehldau. O repertório de suas apresentações nunca é o mesmo, mas dá para esperar temas próprios mesclados com releituras de rocks de Soundgarden, Radiohead e Beach Boys. POR QUE IR: Um belo chamariz

Best of Blues Festival

Com Luiz Sérgio Carlini e Alexandre Blanc (guitarras e violões), Willy Verdaguer (baixo) e Gabriel Martini (bateria e percussão).

Dr. John (foto), Taj Mahal, Buddy Guy, Shemekia Copeland, Chris Cornel, John Mayall e Nuno Mindelis se apresentam.

PROGRAMA: O cantor e pianista

PROGRAMA: Festival debutante

está divulgando Condição Humana, lançado há dois meses. Trata-se do melhor álbum de Guilherme desde os anos 70. A sonoridade geral remete ao melhor período de sua carreira. Onde Estava Você, Moldura do Quadro Roubado e O que se Leva (Temor ao Tempo) devem constar no roteiro, dividindo espaço com hits como Meu Mundo e Nada Mais e Êxtase.

chama atenção por juntar nomes consagrados do estilo, como Buddy Guy, com Chris Cornell, cantor que fez fama na banda grunge Soundgarden e tentou até fazer pop dançante em sua errática trajetória solo. No evento, Cornell deve apostar no formato acústico visto no festival SWU, em 2011. POR QUE IR: Natural de Nova

Orleans, Dr. John promete fazer um dos grandes shows do ano. Sua carreira tomou novo fôlego no ano passado, quando saiu Locked Down, produzido por Dan Auerbach, da banda The Black Keys. O jovem discípulo guiou Dr. John num trabalho que o reconecta com suas origens sessentistas e entrou em todas as listas de melhores discos de 2012.

é a contrabaixista e cantora Esperanza Spalding. A norteamericana de 28 anos deve executar sua formidável versão para I Can’t Help It, sucesso de Michael Jackson escrito por Stevie Wonder. Única atração brasileira, Egberto Gismonti se apresenta com as crianças da Orquestra Corações Futuristas.

POR QUE IR: É a chance de conferir

Preste atenção: O BMW cultiva o hábito de oferecer um show gratuito no Parque do Ibirapuera. No dia 9/6, às 17h, o guitarrista Pat Metheny exibirá seus dotes para os que comparecerem ao local.

possibilidade de Guilherme recuperar faixas do Moto Perpétuo, grupo de rock progressivo que liderou antes de sair como solista. O cultuado álbum de estreia do conjunto data de 1974 e traz pérolas como Sobe e Mal o Sol.

Preste atenção: Filha do guitarrista de blues Johnny Copeland, Shemekia Copeland tem tudo para agradar quem gosta de uma soul music cantada com intensidade. Sua maior referência é Etta James, mas há quem a compare com Koko Taylor.

Onde: Vivo Rio (av. Infante Dom

Onde: WTC Golden Hall (av.

Onde: HSBC Brasil (r. Bragança

o artista escudado por banda. Guilherme tem feito muitas apresentações no formato piano e voz. Mas parte da graça do novo repertório reside nos arranjos de guitarra, baixo e bateria. O mesmo time que gravou Condição Humana estará no palco. Preste atenção: Existe a

Paulista, 1281, São Paulo, SP, tel. 0++/11/5646-2120). O evento ocorre no Vivo Rio (RJ) entre 8 e 10/6. Quando: Dias 6, 7 e 8/6, às 21h. De R$ 50 a R$ 140.

Henrique, 85, Rio de Janeiro, RJ, tel. 0++/21/2272-2919). Quando: Dia 7/6, às 22h. De R$ 80 a R$ 140.

OUÇA: Radio Music Society

OUÇA: Condição Humana

(Universal), de Esperanza Spalding e Where Do You Start (Nonesuch, importado), de Brad Mehldau Trio.

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Guilherme Arantes

www.bravonline.com.br 06/2013

(independente), de Guilherme Arantes; Moto Perpétuo (Warner), de Moto Perpétuo.

das Nações Unidas, 12559, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3055-8000). Quando: Dias 10, 11, 12 e 13/6, às 20h. De R$ 250 a R$ 1200. OUÇA: Locked Down (Warner),

de Dr. John; Turn the Heat Up! (Alligator, importado), de Shemekia Copeland.

17º Cultura Inglesa Festival

YO-YO MA

O violoncelista apresenta-se com a pianista Kathryn Stott em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A escalação traz The Magic Numbers (foto), Kate Nash e Bonde do Rolê, entre outros.

PROGRAMA: Igor Stravinsky, PROGRAMA: Após uma edição

Suíte Italiana; medley com peças de compositores latinos: Heitor Villa-Lobos, Alma Brasileira, Astor Piazzolla, Oblivion, e Mozart Camargo Guarnieri, Dança Negra. A dupla toca, ainda, Manuel De Falla, Sete Canções Populares Espanholas; Olivier Messiaen, Louange à l’éternité de Jésus; e Johannes Brahms, Sonata para Violino Nº 3.

conturbada em 2012, em que muita gente perdeu o show do Franz Ferdinand no Parque da Independência por inabilidade da organização, o evento leva suas atrações para um novo endereço, o Memorial da América Latina. POR QUE IR: O quarteto The Magic

Numbers não lança á lbum novo desde 2010. Mas, no ano passado, surpreendeu com uma versão de You Don’t Know Me no disco-tributo que a gravadora Universal organizou para celebrar os 70 anos de Caetano Veloso. A cantora Kate Nash, dos hits Foundations e Do-Wah-Doo, acaba de soltar o terceiro disco, agora paquerando o punk rock. Preste atenção: Criado em Curitiba, o Bonde do Rolê é um dos responsáveis por popularizar o funk carioca no mundo. No Festival, em vez de mostrar suas criações, o trio fará um set só com músicas da banda inglesa The Cure. A ideia partiu do evento, que sempre desafia artistas brasileiros a abordar algum ícone britânico. Onde: Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, São Paulo, SP, tel. 0++/11/3823-4600). Quando: Dia 23/6, às 12h. Grátis. OUÇA: The Magic Numbers (EMI)

e Those the Brokes (EMI), de The Magic Numbers.

POR QUE IR: Yo-Yo Ma é um

foto CRÉDITO 1 / PEDRO MATALLO / MICHAEL WILSON / DIVULGAÇÃO / CRÉDITO 5 / CRÉDITO 6 / CRÉDITO 7 / CRÉDITO 8

BMW Jazz Festival

astro do violoncelo. É um músico versátil e inventivo, que consegue surpreender até mesmo nas aparições mais “comerciais”. Conheceu Stott em 1978 e, pelo menos há dez anos, a parceria tem rendido apresentações de extrema sintonia, com boas passagens pelo Brasil em 2007 e 2010. Preste atenção: O concerto deve começar com peças curtas, dinâmicas. Obras de fôlego, como a Sonata, de Brahms, ficam para o grand finale. O arranjo para cello e piano é bárbaro (a peça foi originalmente escrita para violino).

RIO HARP FESTIVAL

Harpistas de 26 países participam de um dos maiores festivais do mundo dedicados ao instrumento. PROGRAMA: Mais de 110

concertos com repertório diversificado, que vai de Bach a arranjos inusitados para canções do Led Zeppelin. Destaque para a abertura com o harpista esloveno Andres Izmaylov (foto), que interpreta obras de John Williams, Stravinsky e outros. Há concertos extras em cidades de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. POR QUE IR: Ótima oportunidade

para ouvir solos de harpa – algo pouco comum nas grandes salas de concerto brasileiras – e compreender a versatilidade do instrumento. Tudo de graça e com muita qualidade. Preste atenção: Na harpista portuguesa Ana Aroso, que mesmo quando encara o repertório clássico, o faz ao modo lusitano. E nos músicos do Les Alizés, que interpretam compositores franceses em uma combinação inusitada de harpa, percussão e cordas.

Onde: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (pça. Marechal Floriano, s/n, Rio de Janeiro, tel. 0++/21/2332-9134). A dupla também se apresenta em São Paulo (6 e 7/5). Quando: Dia 3, às 20h30. De R$ 80 a R$ 2520.

Onde: Em vários espaços

OUÇA: Paris - La Belle Époque

Music for Harp (Adlais Music, importado). Izmaylov apresenta o Concerto Italiano e seis arranjos para os Prelúdios, ambos de Johann Sebastian Bach.

(Sony), com a dupla Ma e Stott interpretando obras de Fauré, Massenet, Saint-Saëns e Franck.

PARSIFAL

A montagem de Wagner integra a programação do XVII Festival Amazonas de Ópera, em Manaus. PROGRAMA: Parsifal, ópera

em três atos de Richard Wagner que estreou em 1882 no Festival de Bayreuth, sob regência do próprio compositor. O enredo mescla mitos cristãos a elementos da filosofia ocidental e do budismo. Como mote, a redenção por meio do amor – e o visível amadurecimento do protagonista a partir de seu confronto com o mal. POR QUE IR: Wagner dizia que

Parsifal não era propriamente uma ópera, mas uma “obra festiva de consagração” do Festival de Bayreuth. Nos 200 anos de nascimento do compositor alemão, a montagem conduzida pelo maestro Luiz Fernando Malheiro (foto), diretor do Festival Amazonas, é simbólica. Preste atenção: No tenor Michael Hendrick, que será Parsifal. No Ópera de Chicago, ele foi o protagonista de uma montagem de Wagner em 2002, com muita competência.

do Rio de Janeiro. Mais infomações no site www. rioharpfestival.com. Quando: Até 4/6, em diversos horários. Grátis.

Onde: Teatro Amazonas (pça.

OUÇA: Andres Izmaylov:

OUÇA: Richard Wagner: Parsifal (Deutsche Grammophon, importado), com o tenor Peter Hofmann e a Filarmônica de Berlim, sob regência do lendário Herbert von Karajan.

do Congresso, s/n, Manaus, tel. 0++/92/3622-2420). Quando: Dias 16 e 22, às 18h; e dia 19, às 17h. De R$ 5 a R$ 80.

ORQUESTRA DE CÂMARA FRANZ LISZT

Principal flautista da Filarmônica de Berlim, o suíço Emmanuel Pahud (foto) é o convidado do grupo húngaro. PROGRAMA: Sebastian Bach, Concerto de Brandenburgo Nº 3, BWV 1048; Antonio Vivaldi, Concerto para Flauta em Fá Maior, RV 433; Henry Purcell, Suíte Abdelazer; Frederico II da Prússia, O Grande, Concerto para Flauta Nº 1 em Dó Maior; Frank Martin, Balada Nº 1 para Flauta, Cordas e Piano; Wolfgang Amadeus Mozart, Divertimento em Fá Maior, KV 138; e Giuseppe Mercadante, Concerto para Flauta Nº 2 em Mi Menor, Op. 57. POR QUE IR: São Paulo e Rio de

Janeiro recebem concertos da turnê em comemoração pelos 50 anos da orquestra. Uma ode à música barroca, que inclui a performance de um dos mais conhecidos Concertos de Brandenburgo, de Bach. Preste atenção: Na única peça do século 19 que será interpretada. O suíço Frank Martin foi impactado pela obra de Bach ainda na infância e fez de sua Balada para Flauta um grande estudo da técnica. Onde: Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, 16, São Paulo, tel. 0++/11/3223-3966). O grupo também se apresentará no Rio de Janeiro (25/5). Quando: Dias 23 e 24, às 21h. De R$ 80 a R$ 220. OUÇA: Bach: St. John Passion (Cobra Entertainment LLC, importado), com a interpretação da Camerata Franz Liszt.

06/2013 www.bravonline.com.br

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Os melhores espetáculos na seleção de BRAVO!  

Revista Bravo! Junho 2013

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