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CENTRO UNIVERSITÁRIO ÁLVARES PENTEADO

GUIDO ANDRÉ COUTO SARTI

RELEASES E NÚMEROS

São Paulo Março de 2009


FUNDAÇÃO ESCOLA DE COMÉRCIO ÁLVARES PENTEADO CENTRO UNIVERSITÁRIO FECAP

NÚMEROS E RELEASES

Projeto de pesquisa apresentado ao Centro Universitário Álvares Penteado

FECAP,

para

obtenção de bolsa de Iniciação Científica.

Discente: Guido André Couto Sarti Profª. Orientadora: M. Tânia Maria de Oliveira Teixeira Pinto Área: Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas

São Paulo Março de 2009

pg. 2


DESCRIÇÃO Este projeto foi elaborado com intuito de direcionar a iniciação científica ao estudo das Relações Públicas. Analisando as mídias com extensa penetração social, vislumbrei na escolha do tema assunto adequado para pesquisar se os releases com informações numéricas e dados estatísticos têm maior ou menor chance de gerar mídia espontânea nos veículos de comunicação impressos. Como Pitágoras já bem disse: Numeri regunt mundum, ou também mundum regunt numen1. A utilização de dados estatísticos é assunto que durante muito tempo permaneceu sem discussão na sociedade quanto à sua eficácia na obtenção de mídia espontânea. Entretanto, a partir de 2002, começam a surgir alguns estudos sobre o tema, como a dissertação de mestrado do Professor Omar Barreto Lopes, Fatos e Números2, o que não acarretou, contudo, a divulgação mais ampla do assunto, mas foi proveitosa na elucidação de alguns aspectos. O questionamento que se faz é se a utilização dos dados estatísticos pelas relações públicas potencializa seus artigos e, em que medida esses números aprimoram os trabalhos. O

1

TEIXEIRA FREITAS, Mário Augusto (1946) Revista Brasileira de Estatística, pg. 49, tradução: Os números regem o mundo.

pg. 3


principal questionamento que se faz é se, no meio de centenas de informações enviadas por assessorias de comunicação e relações públicas, o editor de uma publicação impressa dará preferência ao release que está respaldado com informações numéricas e dados estáticos para montar sua pauta diária. Inicia-se, assim, o presente estudo com uma análise quantitativa e qualitativa, esta através de entrevistas com editores do maior jornal de circulação na Capital, “Folha de São Paulo”, e assessores de imprensa de pelo menos duas agências de comunicação, para tentarmos mensurar e responder ao principal questionamento deste projeto.

2

LOPES, Omar Barreto (2002) Fatos e Números, 211f. – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação: Jornalismo e Editoração).

pg. 4


JUSTIFICATIVA

Os números influenciam e potencializam os releases? Na atualidade midiática, a utilização de dados estatísticos tem se tornado rotineiro nos veículos impressos. A quantificação de discursos e ações pode ser vista em grandes matérias, tanto sobre crises hipotecárias nos Estados Unidos da América, quanto em reportagens mais simples como o crescimento de flores em Holambra... Um exemplo pequeno, porém importante, é que em uma simples e rápida busca no Google, com as palavras “influência de dados

estatísticos3”,

foram

encontradas

1.770.000

páginas

referentes ao tema. Sob esse ângulo, podemos inferir a alta relevância do assunto para a nova geração de comunicadores — que centram suas bases na mídia eletrônica. Conforme

Champagne,

a

idéia

de

códigos

independentes — estatísticos como aqui proposto — exerce efeito de “fechamento simbólico”4 tendente a favorecer exclusivamente agentes que possuam capitais simbólicos. De acordo com a idéia de que capital gera capital, os releases que utilizam dados estatísticos reforçariam, em modo espelhado, sua credibilidade perante os editores e jornalistas dos meios de 3 4

www.google.com.br - 5.3.2009 às 12 horas e 35 minutos CHAMPAGNE, Patrick (1998) Formar a opinião. O novo jogo político. Editora Vozes, Petrópolis-RJ.

pg. 5


comunicação e, muito acima, junto a seus leitores. Tendo por base essa idéia de capital, Thompson diz algo como “comunicação quase mediada”5, ou seja, a escassez de adjetivos simbólicos os torna vulneráveis à distorção. Em resposta essa vulnerabilidade é compensada por grande investimento nos fatos quantificados, porém desprovidos de características de originalidade e de personalidade qualitativa. Aquilatam os números irrefutavelmente os releases, ou simplesmente os tornam mais condensados? Verificarei entre os profissionais do jornal referido e os de relações públicas, em que medida suas percepções se chocam com os dados estatísticos geralmente utilizados ou interagem com eles, elaborando assim documento conciso, porém eficaz que auxilie a nova geração de comunicadores e o sirva como base de pesquisa sobre estes dados numéricos.

5

THOMPSON, John B. (1998) A Mídia e a Modernidade. Uma Teoria Social da Mídia. Editora Vozes, Petrópolis-RJ.

pg. 6


OBJETIVO Terá por alvo o presente trabalho de iniciação científica esclarecer a eficácia dos dados estatísticos na obtenção de mídia espontânea junto à mídia nacional, verificando a influência do release respaldado de informações numéricas por meio de estudos e comparações, além de entrevistas com pessoas da área, tendo como parâmetro um dos jornais com o maior número de leitores do país, a “Folha de São Paulo”. Debite-se a escolha do tema “Releases e Números” à duvida que paira sobre as comunicações sociais em que releases aprimorados com dados estatísticos podem, talvez, chamar mais atenção dos profissionais da imprensa na escolha de assuntos, por causar influência, e talvez maior interesse, em seus leitores.

pg. 7


METODOLOGIA

Sobre a temática, será efetuado levantamento quantitativo, junto aos profissionais de relações públicas, para verificar a relação existente entre releases encaminhados ao jornal “Folha de S.Paulo” e a efetiva geração de mídia espontânea. Pretende-se

também

realizar

pesquisa

qualitativa

com

relações públicas e, também, junto aos profissionais do referido jornal para verificar se eles acreditam ou não na influência dos números e dados estáticos na hora de selecionar um assunto encaminhado por uma assessoria de comunicação.

pg. 8


CRONOGRAMA

Levantamento Bibliográfico Coleta de Dados Tabulação dos Dados Análise dos Resultados Discussão/Conclusão Relatório Final

Abr.

Mai.

X X

X X

Jun.

X X

Jul.

X X

Ago.

X

Set.

Out.

X X

X

Nov.

X

pg. 9

Dez.

X


REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

Citação de Pitágoras - TEIXEIRA FREITAS, Mário Augusto (1946), Revista Brasileira de Estatística, Editora: Fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Departamento de Divulgação Estatística. LOPES, Omar Barreto (2002) Fatos e Números, 211f. – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo-SP, Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação: Jornalismo e Editoração). BAUER, M. W. E GASKELL, G. (2007) Pesquisa Qualitativa com Texto, Imagem e Som, Editora: Vozes, Petrópolis-RJ, 6ª Edição, Tradução: Pedrinho A. Guareschi. SILVEIRA BUENO, FRANCISCO (1967) Grande Dicionário Etimológico-Prosódico da Língua Portuguesa, Editora Saraiva, São Paulo-SP, 4º, 6º e 8º volumes, Única Edição. CHAMPAGNE, Patrick (1998) Formar a opinião. O novo jogo político. Editora Vozes, Petrópolis-RJ. THOMPSON, John B. (1998) A Mídia e a Modernidade. Uma Teoria Social da Mídia. Editora Vozes, Petrópolis-RJ.

pg. 10


Projeto Científico