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Arte final EticFotografia 2.pdf 1 02-09-2009 17:54:58

Tendências » Cultura Urbana » Música » Net » Sabores » Dj’s » Entrevistas

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#4 - Outono #7 - ‘08 2009 » Distribuição » Distribuição gratuita gratuita

www.guiadanoite.net

The Legendary Tigerman Absolut Poetry Slam Real Combo Lisbonense

O Maquinista

Dj Tati Sanches Homens da Luta

K

Banda Sonora »

Fernando Alvim

Guia » cafés | esplanadas | restaurantes | bares | discotecas


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Holofotes »

The Legendary Tigerman entre as mulheres O solitário homem-tigre nunca esteve tão bem acompanhado. O alter-ego de Paulo Furtado fez-se rodear de talentosas mulheres e o primeiro grande resultado está aí. Femina podia ser só um disco, mas é muito mais que isso.

Texto» Patrícia Raimundo Fotografia» J.B. Mondino

Num aeroporto, algures no Mundo, a actriz e cantora italiana Asia Argento aproveita para ver o correio electrónico enquanto ouve uma canção de Legendary Tigerman. E é nesse preciso momento que Paulo Furtado decide enviar-lhe um e-mail a convidá-la para uma colaboração. “Achei que de certo modo isso era um bom sinal, um sinal de que a coisa ia funcionar e que valia a pena começar este projecto. Nessa altura ainda não tinha ideia se seria um

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Holofotes

disco, se seriam apenas algumas músicas, se seria um filme… O Femina era isto tudo, vários projectos que envolviam mulheres”. A ideia vaga começou a tomar uma forma mais concreta quando Paulo Furtado se encontrou com a brasileira Cibelle, já o trabalho com Asia Argento ia a meio. “Foi aí, quando juntei esses dois nomes, que percebi que queria fazer um disco com mulheres”. Depois foi só acrescentar Peaches, Becky Lee, Maria de Medeiros, Cláudia Efe, Rita Redshoes, Lisa Kekaula ou Phoebe Kildeer à lista de ladies e o caminho estava já meio andado. “Acertar as agendas de toda a gente foi a parte mais complicada. Chegar às pessoas foi muito fácil, tão simples quanto um telefonema ou um e-mail”. Trabalhar com mulheres é que já não é tão fácil quanto isso. “É muito mais difícil e complicado, mas também é muito mais interessante, por ser mais complexo. Quando se trabalha com homens, é tudo mais directo e palpável. Com as mulheres as coisas não acontecem de maneira tão óbvia”. Feito entre um sms e outro, ao telefone ou na volta do correio electrónico, Femina acabou por ser gravado ora em Paris, Madrid, Roma ou Lisboa. “Trabalhei de formas bastante distintas com cada uma das pessoas. O processo acabou por ser mesmo muito divertido e criativo. Com a Peaches nunca falei muito sobre o que ela faria especificamente na música, acho que ambos percebemos que ela faria qualquer coisa interessante”, Paulo Furtado ri-se. No dia em que gravou com a cantora canadiana, o músico tinha acabado de chegar dos Açores, com uma directa de 20 horas.

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“Fui buscá-la logo de manhã, ela estava fresquíssima no seu fato dourado, no meio de uma série de golfistas de calções, que também estavam no hotel. Foi uma boa visão. No estúdio eu estava a cair de sono e sem grande opinião, então fui dizendo que sim às alterações dela. Foi um óptimo processo, resultou bem e acabou por enriquecer a música. Se calhar se eu estivesse mais acordado poderia ter resistido”. Para Legendary Tigerman o facto de não ter dado muitas coordenadas às artistas com quem trabalhou “foi um bom ponto de partida. Quis aproveitar o input que as pessoas davam e o próprio estilo que elas naturalmente têm ou procuravam dar às músicas”. Por isso, cada uma das canções de Femina tem uma assinatura sonora muito própria: “Em todas as músicas há uma aproximação ao universo das pessoas com quem estou a colaborar, para as trazer depois para dentro do meu universo. O tipo de sons que escolhi para a música da Peaches não são sons que eu usasse nas músicas da Becky Lee, não faz qualquer sentido. E é normal que de repente o disco tenha alguns momentos que pareçam OVNI’s, um bocado fora daquilo que as pessoas estão habituadas a ouvir nos meus álbuns”. Femina vai ter também uma edição especial com um DVD de curtas-metragens que Legendary Tigerman filmou com cada uma das convidadas. “O conceito é o de voltar ao Super8 original, como uma máquina para registar a banalidade e a vida quotidiana. Os argumentos acabaram por ser muito


Holofotes

“A ideia do disco não apareceu por inteiro de uma vez. E acho que, de certo modo, ainda não a defini totalmente”.

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Holofotes

simples, desde uma viagem de eléctrico até um passeio no Bairro Alto ou numa rua no Texas. As pessoas não estão em pose, nem estão a interpretar uma personagem, são elas próprias. De certo modo, as curtas mostram mais as mulheres do que propriamente as artistas”. Apesar de não ter conseguido gravar, para já, com alguns nomes – como Brigitte Fontaine ou Marianne Faithfull –, Paulo Furtado não podia estar mais contente: “Estou extremamente orgulhoso deste

álbum e de ter podido trabalhar com todas estas pessoas incríveis. Acho que é a primeira vez na vida que tenho tanto material bom e que é difícil fazer um alinhamento”. Nada que seja um problema. Legendary Tigerman vai lançar também alguns singles em vinil ou em formato digital com as canções que ficaram de fora. “Agrada-me que saiam em tempos e formatos diferentes. Agrada-me voltar a uma coisa mais old school, dar importância aos singles e lados B novamente”. Femina vai ter alguns espectáculos Para Paulo Furtado, a aventura Femina não fica por aqui. “Não sinto especiais, mas nem sempre haverá que esteja acabado. Sinto que o que convidadas a cantar ao vivo. me propus fazer com este projecto “O mais normal é que todos ainda não está terminado”. os concertos sejam bastante

diferentes uns dos outros”.

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# 1 Holofotes » The Legendary Tigerman entre as mulheres

# 6 Radar » Poetry Slam E o melhor salame vai para…

# 8 Zoom » Real Combo Lisbonense no sótão da avozinha

# 11 Mercado livre » Design, estilo e rock’n’roll

# 14 Metropolis » Artistas de cá no lado de lá

# 18 Dj Shot » Dj Tati Sanches põe a Europa a dançar

# 22 Manual de Sobrevivência » Sou careta e curto à brava!

# 25 Work in progress » Sempre a bombar! Fábrica Braço de Prata

# 28 Lusofonia » O Maquinista Colecção de polaroids

# 32 Animal Social » Homens da Luta – A brincar a brincar

# 35 Retratos da Noite » Meninos, vamos para Alcântara?

# 40 Best Of » Restaurantes, bares e discotecas

# 54 Guia » Directório das melhores moradas da noite de Lisboa

# 64 Banda Sonora »

Best Of

Fernando Alvim

# 40 Sabores Glamour # 42 Sabores Gourmet # 44 Sabores do Mundo # 46 Noites Trendy # 48 Noites Cool # 50 Noites ao Vivo # 52 Noites de Dança

Este símbolo significa que podes ler as entrevistas ou artigos na íntegra e interagir com a revista. Voa para www.guiadanoite.net ou envia um e-mail para redaccao@guiadanoite.net Nota: Não nos responsabilizamos por eventuais alterações na informação sobre eventos e espaços seleccionados.

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Radar »

E o melhor salame vai para…

Texto» Patrícia Raimundo

Não queria participar, mas um amigo lá o convenceu. Biru, músico, rapper e poeta subiu ao palco no 1º concurso nacional de Poetry Slam e acabou por ser o grande vencedor da noite. Do meio da multidão que enche o MusicBox, surge Biru que sobe, descontraído, ao palco. JP Simões, o mestre-de-cerimónias da noite, procede à contagem “indecente” ou “degenerescente”, conforme a inspiração. Depois do “3, 2, 1” arrastado, o relógio começa a correr: cada poeta só tem 3 minutos para mostrar o que vale o seu poema. “Um dia acaba, outro começa / o Sol cumpriu a sua promessa / E mais uma vez / Para um novo dia me acordou”. Biru segura no microfone com à vontade e começa a atirar as palavras com força e confiança. Gesticula, faz silêncio e recomeça. No final, os aplausos são muitos, público e júri rendem-se à performance e, ao fim de 3 poemas e de uma final renhida contra a poetisa brasileira Brisa Marques, está encontrado o vencedor. “Não estava à espera de ganhar, fiquei um pouco surpreso, porque achei que as mi6 Guia da Noite Lx magazine

nhas duas últimas actuações não correram assim tão bem”. Ligado à cultura hip-hop e habituado a projectos com acompanhamento musical, Biru voltou a olhar para as palavras de outra maneira ao participar no primeiro Poetry Slam português. “Voltei a escrever mais direccionado para a poesia e não para o rap, como usualmente faço. Tinha-me desligado deste tipo de escrita, então sinto-me bem por ter voltado, acho que me abriu horizontes. A par do trabalho a solo, da banda iBoomBox e colaborações, Biru quer desenvolver projectos na área do slam: “Tenho pensado nisso desde que me inscrevi no concurso. Estou a rever alguns textos, ver o que se pode extrair daí para fazer coisas novas”. Até lá os 8 participantes do concurso vão encontrar-se no European Poetry Slam em Berlim em Setembro. O festival internacional vai ser uma espécie de estágio para Biru, que vai representar Portugal em Outubro no Festival Spoke’n’ Word de Varsóvia, o prémio-surpresa por ter ganho o concurso nacional. Entretanto começam a surgir sinergias entre os concorrentes. Biru tem convidado Pedro Kruss da Silva, um dos finalistas, a subir ao palco com ele: “O pessoal gosta mesmo muito do que ele faz à capella”.


Radar

O futuro do Poetry Slam nacional As sementes do Slam – ou salame, na tradução livre e improvisada de JP Simões – parecem querer dar frutos em solo nacional. Nada mais natural, afinal, como diz Biru, Portugal é um país de escritores. “Seria bom ter uma noite de Poetry Slam semanal ou mensal, criar esse culto. Tendo a divulgação necessária, acho que tem potencialidade”. Dar continuidade ao concurso é o objectivo da organização do Festival Silêncio!, que já está a preparar para 2010 a segunda edição integrada na rubrica Absolut Poetry. Guia da Noite Lx magazine 7


Zoom Âť

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Zoom

Real Combo Lisbonense No sótão da avozinha Texto» Patrícia Raimundo

Quando onze músicos limpam o pó aos Fotografia» Pedro Lobo discos antigos, põem pérolas da música portuguesa dos anos 50 e 60 a apanhar ar e eliminam qualquer vestígio de naftalina de instrumentos vintage, isso só podia acabar do projecto, apareceu bem antes. “O meu em festa. Ou em bailarico. irmão Mário tinha visto ao vivo a Orquestra Imperial, um projecto do Rio de Janeiro À entrada, uma divisão acolhe um arquivo que recupera o património das orquestras de discos de vinil bem composto e alguns de gafieira dos anos 40, 50 e 60, e pensou fatos brancos, sapatos, camisas e vestidos logo que um projecto desses em Lisboa ia impecavelmente pendurados. Por detrás de funcionar com certeza. Ir buscar temas que enormes cortinas pretas, a quantidade de estão perdidos, fazer uns bailes… o pessoal instrumentos vintage impressiona: a sala está mesmo a pedir uma coisa dessas”. João está sempre assim, pronta para receber um Paulo Feliciano, que se tinha afastado das ensaio do Real Combo Lisbonense. É neste lides musicais e passou a dedicar-se sobrearmazém insuspeito, na Calçada do Grilo, tudo às artes plásticas, recebeu um convite em Xabregas, que clássicos portugueses para um outro projecto, o que o fez voltar a como “A Borracha do Rocha” ou “Dois Estra- pensar mais seriamente na música. “Entrenhos” ganham novas vidas. tanto, o Mário – até mais do que eu – vinha A viagem musical no tempo começou a fazer um investimento em instrumentos no início do ano passado, mas a ideia, diz vintage e de repente a ideia de criar uma João Paulo Feliciano, um dos mentores orquestra irmã da Orquestra Imperial, que Guia da Noite Lx magazine 9


Zoom

recuperasse os primeiros momentos da música pop portuguesa, começou a ganhar sentido”. Aos poucos e poucos, a João Paulo e Mário Feliciano juntaram-se outros músicos com vontade de pegar nas canções dos anos 50 e 60 – quando o fado começou a ter encontros furtivos com o rock’n’roll e o yé-yé e se deixou “contaminar” pelas músicas latinas e pela canção ligeira europeia – e de tocá-las a preceito, como se fazia nos bailes da altura. “Não usamos sintetizadores, sequenciadores nem caixas de ritmos, é tudo tocado por músicos, nota a nota”. E a julgar pelo resultado, os irmãos Feliciano, Ana Brandão, Bernardo Barata, Ian Mucznik, João Leitão, João Pinheiro, Márcia Santos, Rui Alves, Sérgio Costa e Augusto Sanches divertem-se à grande a fazê-lo. Vindos de backgrounds musicais diferentes, muitos dos músicos que integram o Real Combo nem sequer se conheciam ou nunca tinham trabalhado juntos. Para além disso, vêm de gerações diferentes: “temos pessoas dos 27 aos 50 anos, cobrimos pelo menos um arco geracional de 25 anos”, brinca João Paulo Feliciano. Assim como o grupo, também o público que o ouve é muito heterogéneo. “É quase um desígnio natural para um projecto desta natureza. Esta música não é do Real Combo, é dos portugueses. É das pessoas

que já cá estavam na altura em que estas músicas foram compostas e é das pessoas que cá estão agora, na altura em que nós as estamos a tocar. É a partilha de um património comum”. A saudade de uns e a curiosidade de outros enche os espaços por onde o Real Combo Lisbonense tem passado: 6 mil pessoas em Serralves, 2 mil em Barcelona. “Tem sido um ambiente de festa logo desde o princípio. Não sabemos o que é tocar com pouco público, como é frequente quando os grupos estão a começar”. Apesar de terem pouco tempo de estrada – a parafernália de instrumentos antigos e delicados a isso obriga – os dados estão lançados para a festa, que promete agradar ao mais e ao menos exigente dos ouvintes. “Esta é uma música para as pessoas se entregarem à diversão, mas que nós procuramos fazer com o máximo de requinte, qualidade e exigência estética”. Por enquanto não vamos encontrar o Real Combo em palco a cada esquina, mas, com um EP gratuito acabado de sair pela Optimus Discos, o desejo do grupo é tocar o mais possível. João Paulo Feliciano está confiante: “Sei que vamos tocar muito, não vale a pena apressar as coisas”.

Real Combo Lisbonense A banda acaba de lançar um EP homónimo disponível para download gratuito no site da Optimus Discos e com uma edição limitada à venda exclusivamente na Fnac.

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Mercado Livre » §1 Graphic

Design, estilo e rock’n’roll Guia da Noite Lx magazine 11


Mercado Livre

§2 Xraydio Natura Morta

§3 Bar Stud Stool

§4 Xraydio

It’s only rock’n’roll A Diesel aventura-se no mundo do design com o lançamento de Successful Living, uma colecção de mobiliário urbano inspirada no rock’n’roll e num estilo de vida on the road. Lançada em Abril de 2009 no Salone Internazionale del Móbili de Milão, um dos eventos mais importantes na área 12 Guia da Noite Lx magazine

do design, esta colecção resulta de uma parceria com a Moroso (móveis) e a Foscarini (candeeiros). “Trabalhámos em conjunto com os criativos da Diesel com o intuito de desenvolver uma ideia alternativa que representasse dois aspectos diferentes das novas tendências contemporâneas: um mais obscuro, inspirado no


Mercado Livre

§5 Flight Case

§6 Cumulus Chair

Malas de diversas cores Um dos produtos da linha da marca

but we love it! mundo underground com uma estética mais agressiva e enigmática, o outro mais leve, inspirado na natureza com formas simples, confortáveis e acolhedoras”, explica Patrizia Moroso. Por seu lado, Foscarini criou uma linha de candeeiros, lâmpadas articuladas e velhas lanternas transformadas em objectos de design, tudo com um estilo

irreverente e urbano característico da conhecida marca de roupa. Do mobiliário aos candeeiros, passando pelos têxteis, as linhas inspiram-se no universo da Diesel numa mistura vintage e techno-rock muito actual. A colecção pode ser encontrada em Portugal na empresa QuartoSala. www.quartosala.com Guia da Noite Lx magazine 13


Metrópolis »

§1 §2

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Metrópolis

Texto» C. Sá Fotografia» Alexandra Ferreira (foto §3) e O Rato e o Macaco (foto §1)

Artistas de cá no lado de lá Rui, Rita e Mariana: saltaram um muro e gostaram do que viram no outro lado. Não há fronteiras que actualmente, sobre esta amarrem a arte relação nos parques e O nosso planeta está dividido em fronteiras e há quem não saiba viver sem elas. Mas há também quem pouco lhes ligue e tenha vontade de as transpor. Quem ultrapasse barreiras mentais e queira partir. Respirar outros ares, procurar novas paisagens, começar do zero. Rui, Rita e Mariana saíram de Portugal. São emigrantes, decidiram viver noutros lugares que não aquele onde nasceram. Rui Catalão é dramaturgo. “Ajudo os artistas a organizarem as suas ideias. Parto das intuições dos coreógrafos ou das acções dos bailarinos e, depois, limito-me a sistematizar e a organizar o trabalho. Tento transformar as ideias numa peça”, diz. Mariana Viegas é fotógrafa. “Trabalho com fotografia e vídeo sobre a relação que o sujeito tem com a paisagem. E,

paisagens verdes da cidade”, explica. Rita Sá também trabalha com vídeo, mas noutra perspectiva: “O meu trabalho explora o lado narrativo da pintura, expandindo-a através de instalações de vídeo e animações.” Rui saiu por amor. Apaixonou-se pela Michaela e foi viver para a cidade dela. Noutro país. A Rita, por sua vez, conjugou um motivo amoroso com outro de ordem profissional: queria estudar numa grande escola e, como o namorado (agora marido) foi colocado no estrangeiro, ela juntou o útil ao agradável. Quanto à Mariana, tinha vontade de ir para uma cidade de maior dimensão do que Lisboa. Por isso abalou. Bucareste é a cidade onde agora vive o Rui. Uma enorme urbe, com uma imensa população jovem cheia de vontade de Guia da Noite Lx magazine 15


Metropólis descobrir coisas novas. “Em termos de oferta cultural, Bucareste é como Lisboa era há vinte anos atrás. Ainda não há muitos espectáculos e por isso há tendência para se dar mais atenção ao que aparece de novo”, conta o dramaturgo. Muito diferente é Berlim, onde está a Mariana. Há muito que a capital alemã está na vanguarda artística europeia. “Foi por isso que escolhi Berlim, por ser uma cidade interessante a nível cultural. É uma das plataformas de convergência de galerias, artistas e instituições. Passa-se muito a nível de oferta cultural e de produção”, diz. Um pouco como o que se passa em Nova Iorque, mas, no caso, ainda em maior escala, como explica a Rita, que a elegeu como destino: “Nova Iorque tem uma grande variedade cultural, tornando-se por isso muito estimulante a nível criativo. Mas não penso que seja o centro do mundo das artes. Actualmente não existe propriamente um centro, mas diversas cidades em efervescência constante que estão ligadas entre si.” Curiosamente, o reconhecimento que cada um dos três tem tido é inversamente proporcional à dimensão do meio que elegeram. Em Bucareste, não há ninguém que não conheça o Rui. “O meu trabalho tem uma visibilidade muito superior à que teria em Portugal. Causa muitas vezes perplexidade e surpresa, tenho manifestações de espanto que nunca teria em Lisboa. Não é que as pessoas gostem mais de dança, simplesmente aqui há muito menos produção artística”, conta. Em Berlim, a Mariana tem um pouco menos de visibilidade, mas já fez uma exposição individual e participou numa colectiva. De qualquer forma, garante que ficou a ganhar com a mudança. “O meu trabalho ganha com a riqueza de oferta 16 Guia da Noite Lx magazine

cultural que Berlim disponibiliza. Depois, ajuda-me que haja uma grande quantidade de espaços verdes e, por outro lado, tenho mais espaço de divulgação e de produção.” A Rita acabou os estudos na School of Visual Arts, mas ainda está a dar os primeiros passos. E, mesmo sem manifestações de espanto, também está satisfeita com a escolha: “Nova Iorque é uma cidade com uma variedade cultural muito grande, tornando-se por isso muito estimulante a nível criativo. E o facto de ter estado aqui a estudar, numa escola cujos professores são profissionais activos, também me permitiu entrar em contacto com pessoas cuja experiência é em si aliciante.” Nenhum dos três está arrependido por ter partido. Sentem-se realizados. Por um lado, melhoraram a qualidade dos seus trabalhos, por outro, evoluíram como pessoas e não se sentem estrangeiros. Ou, se isso acontece, encaram o facto como uma vantagem. Como diz Rita Sá, o facto de ser estrangeira em Nova Iorque só a torna “mais Nova Iorquina”. Em Berlim, Mariana Viegas sente-se também em casa: “Vivem em Berlim muitos estrangeiros e penso que a cidade está adaptada à passagem de pessoas de todo o mundo.” E em Bucareste? “Sinto-me completamente estrangeiro, mas bastante confortável. Na minha área só conheço dois casos como eu, um músico norte-americano e um bailarino norueguês, mas o povo romeno gosta de receber, é um povo anfitrião. Como só há vinte anos abriram fronteiras, um estrangeiro é visto um pouco como um símbolo dessa abertura”, conta Rui Catalão. Três destinos em tudo diferentes, três portugueses que derrubaram fronteiras. Para já, estão a ganhar.


Metrópolis

Mariana Viegas (na foto), Rui Catalão e Rita Sá (pág. 14) elegeram respectivamente Berlim, Bucareste e Nova Iorque para desenvolver os seus projectos artísticos.

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DJ Shot »

Dj Tati Sanches Estilo de música » Techno, psytrance, progressive house, trance, electro, groove Origem » Nasceu no Brasil, mas vive actualmente em Berlim

Dj Tati Sanches põe a Europa a dançar

Texto» Luísa de Carvalho Pereira

Tati Sanches é uma das Dj’s internacionais que tem passado com mais frequência pelas nossas pistas de dança. Do techno ao trance, em festivais ou clubes, a brasileira já conquistou a Europa com o seu som. O teu universo musical é vasto. Já foste do techno ao psytrance, passando pelo progressive house e trance até ao electro. O que te faz mudar e progredir? A música electrónica é mutante, surgem novas tendências constantemente, elementos e estilos mesclam-se. Acredito que essa transformação acontece no trabalho da maioria dos Dj’s. Mas, por mais que eu varie entre estilos, acho que na minha música existem algumas características sonoras que não mudam, gosto de explorar grooves orgânicos e texturas experimentais, músicas dançantes mas sempre com uma pitada diferente.

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Pereira

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DJ Shot

Dj Tati Sanches Como defines o teu som? O meu som passeia pelas vertentes do techno e do house, sempre criando atmosferas hipnóticas, explorando texturas experimentais e muito, muito groove. Actuas em muitos festivais de trance. Como te relacionas com esse universo? Os meus primeiros sets foram de progressive trance, — um som mais rítmico, hipnótico e percussivo do que o psytrance — e conquistei o carinho e respeito de muita gente nos festivais de trance por todo o mundo. Hoje, por mais que a minha linha de som tenha mudado, as portas para esses eventos não se fecharam, pois o público também se adaptou a outras vertentes da música electrónica. Posso dizer que parte de mim é uma trancer, mas também uma raver, uma clubber. Gosto de tocar para pessoas que estejam abertas à música, não me importam os rótulos.

Como é ser mulher numa área tradicionalmente masculina? Já existem muitas mulheres neste mercado. Algumas pessoas acham mais interessante uma mulher tocando, mas também podem não dar crédito no primeiro momento. O que conquista os ouvidos do público é a actuação nas pick ups. Porque deixaste o Brasil? Para procurar novas influências, experiências, contactos, para dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. E porquê Berlim? Estive em Berlim pela primeira vez em 2003, depois de tocar no Fusion Festival, e adorei a cidade. Depois de outra passagem, em 2007, decidi-me pela mudança. Berlim é uma cidade rica em cultura, arte e música, onde artistas de todo o mundo vivem e desenvolvem a sua arte. Existe muita diversidade de expressão, é muito enriquecedor. Além de ser uma das melhores party scenes do mundo! É uma grande inspiração.

És um verdadeiro fénomeno em Portugal. O que achas que fez Portugal “ouvir-te”? O teu set varia muito quando partiToco em Portugal já há muitos anos. cipas num desses festivais ou na tua Em 2001, na minha primeira viagem interresidência no D-Edge? nacional como Dj, estive em Portugal. Sim, o meu set muda bastante com a Fiz muitos amigos durantes esses anos, atmosfera do local e o público. Em festas gosto de Portugal e dos portugueses, da open air ou em festivais, interesso-me praia, da comida. É uma terra incrível. por uma linha mais atmosférica, sons E o facto de ser filha de português ajuda. mais abertos e melódicos. Nos clubes, O meu pai é de Viana do Castelo, acho que acabo tocando sons mais secos. Isso as minhas raízes fazem com que me sinta acontece naturalmente, dependendo da bem e consiga fazer bons sets sempre energia que sinto em cada festa. que passo por terras lusitanas.

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Manual de Sobrevivência »

Sou careta e curto à brava! Texto» Myriam Zaluar Fotografia» Marco Sádio

Estamos no Bairro Alto e são duas da manhã. Toda a noite está pedrada ou com os copos. Toda? Não! Um irredutível bicho careta resiste ainda e sempre à alteração de consciência. A noite já vai alta e o pessoal também. À porta do bar, erguem-se copos e rodam ganzas. Há escapadinhas à casa-de-banho para dar um cheiro. Outros preferem meter uma pastilha, ou, quem sabe, experimentar um qualquer cocktail explosivo. Alguém oferece-se para ir buscar mais uma rodada. E de repente, a tirada fatal: “Não quero, obrigado”. Faz-se silêncio. Olhares cruzam-se, embaraçados. Finalmente, a pergunta: “Mas… porquê? Estás doente?”. “Não”. “Então? Já sei, estás a tomar alguma medicação, é isso. Antibióticos?”. “Não, 22 Guia da Noite Lx magazine

simplesmente não me apetece”. “Mas… tens a certeza? Vá lá, é só uma cervejinha!”. Este diálogo pode prolongar-se durante vários minutos e tornar-se eventualmente tão chato e repetitivo para aquele que não bebe que este chega a equacionar a possibilidade de não sair para evitá-lo. A pressão social para o consumo não se esgota no álcool, mas é em relação a este que mais se faz sentir. Talvez por se tratar de uma das poucas drogas legais e por gozar de um “estatuto” que lhe confere especial permissividade numa sociedade que desdramatiza o seu abuso. Quando Abraão deixou de beber e de fumar charros pela primeira vez, em 1993, sentiu fortemente a estranheza das outras pessoas quando recusava alguma dessas


Manual de Sobrevivência

a Há quem afirme não ter qualquer preconceito em relação ao consumo de substâncias que alteram o estado de consciência, mas simplesmente não tem qualquer desejo de as usar.

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Manual de Sobrevivência

substâncias. “Era muito raro, naquela malta do teatro e do rock, com quem eu andava”. Curiosamente, a recusa do álcool era mais facilmente aceite que a dos ‘cigarrinhos para rir’. Aí é que os amigos ficavam perplexos. “Havia aqueles comentários, uma certa chacota, um gozo. Era complicado, às vezes sentia-me posto de parte, excluído”. O que não o impedia de ir a todas e divertir-se imenso. “Naquela altura ainda era mais de estranhar do que agora. Havia menos gente a fazer isso. Hoje há mais…”. Vivia-se então uma época em que ser cool era sinónimo de encher a cabeça, fosse lá com o que fosse. E à medida que se foi avançando pelos anos 90, a permissividade aumentou,

Nunca gostei. Quanto às ganzas, dão-me sono, se as fumar vou directo para casa dormir. Sempre fui aquele cromo que ia para as festas e me mantinha careta a noite toda enquanto os outros iam ficando progressivamente mais doidos até andarem a tombar e a vomitar pelos cantos. Não deixa de ter a sua piada assistir a isto de fora”. Pedro diverte-se quase tanto a dançar como a observar a figura dos outros. Afirma não ter qualquer tipo de preconceito em relação ao consumo de substâncias que alteram o estado de consciência, mas simplesmente não tem qualquer desejo de as usar. Os consumos funcionam como elemento de integração dos jovens em determinadas “tribos”. Talvez por isso seja mais fácil encontrar pessoas A pressão social para o consumo não de 40 anos que assumem a sua se esgota no álcool, mas é em relação abstinência do que jovens em a este que mais se faz sentir. Talvez plena fase de afirmação que por se tratar de uma das poucas receiam não ser aceites. Hoje drogas legais. se assiste a uma reabilitação dos hábitos de vida saudáveis, em que o culto do corpo e a culminando nas festas de trance do final prática de vegetarianismo, yoga e outras da década. Uma cultura de tal forma assoactividades físicas acabam mais tarde ou ciada ao uso de drogas que a determinado mais cedo por tornar-se incompatíveis momento era um must ter experimentado com os consumos frequentes de álcool e ecstasy pelo menos uma vez na vida e nas drogas. Algumas pessoas que durante anos raves era mais fácil encontrar quem carbu- levaram uma vida boémia vêem-se a acabar rasse a MDMA ou a coca do que a ganzas ou com as grandes noitadas ou a modificara álcool. Mais tarde, assistiu-se a uma reabi- -lhes os contornos. Como, por exemplo, a litação destas substâncias em detrimento Clara que ao fim de mais de uma década de sobretudo da primeira. Já o uso de cocaína prática de yoga e de todo um processo de continua associado a uma cultura da noite “limpeza” interna deu por si a deitar-se cedo e a um certo glamour. e a acordar de madrugada para ir dançar A pressão parece ser maior ainda sobre nos after-hours. “Apercebi-me que durante quem costuma – ou costumava – consumir, muito tempo usava o sair à noite para mas quem, como o Pedro, nunca o fez não legitimar os consumos. Hoje, saio quase de deixa de senti-la. “Não gosto de álcool. manhã e curto que nem um girassol”. 24 Guia da Noite Lx magazine


Work in progress »

Sempre a bombar! Fábrica Braço de Prata

Texto» Natacha Gonzaga Borges Fotografia» Patrícia Freire

Em Junho de 2007, a antiga fábrica de munições e pistolas-metralhadoras começou a acolher algumas dezenas de guerreiros determinados a requalificar o espaço. Um arsenal de gente voluntariosa das artes que revitalizou o Poço do Bispo, uma área até aqui fadada ao abandono. Quem entrar hoje na Fábrica Braço de Prata pode assistir, numa só noite, a cinco ou seis concertos, ver exposições, desfrutar um filme, comprar livros, fazer workshops ou simplesmente jantar e beber um copo no bar. Ao leme, Nuno Nabais transportava para ali o conceito da sua livraria, a Eterno

Retorno, e uma outra, a Ler Devagar, acabada de sair do Bairro Alto. Sala a sala, numa metamorfose permanente, a Fábrica cresceu e estendeu os seus braços aos três pisos que ocupa, cada um com uma área de 700m2, e aos seus 4.000m2 de área envolvente. E ganhou a alma de filósofos, pensadores, escritores: sala Nietzche, sala Prado Coelho, sala Rilke, sala Visconti, sala Duras… Para além das seis salas de exposição e das três salas de livros já existentes, surgiu entretanto a Oficina Impossível: um espaço que funciona como loja de antiguidades, onde também se pode adquirir peças de roupa vintage ou joalharia, livros, discos entre outras preciosidades. E o espaço Pequenas Oficinas: oficinas de artesãos, que decorrem de dois em dois meses, Guia da Noite Lx magazine 25


Work in progress

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Work in progress

agora abriu-se também a outros públicos: “mais pessoas do Jazz, ligadas ao Hot Clube e ao OndaJazz, mas também ao pop, folk e ao acústico”. A ideia de heterogeneidade continua a agradar a Nuno Nabais. “Há tantos pequenos mundos em Lisboa que não se cruzam, que uma das minhas alegrias é poder potenciar o contágio entre tribos”. Desde a sua abertura, é ali que acompanha alguns dos seus doutorandos de filosofia. A Fábrica é também uma espécie de laboratório de ideias. Estão programados concertos noite a noite até ao último dia deste ano. Na área das exposições “a agenda está ainda mais

em que o público pode não só adquirir as peças que vê, mas também acompanhar a execução. Há também um espaço dedicado ao Comércio Justo, com uma grande oferta de produtos alimentícios alternativos e de carácter informativo, e a galeria Graffiti, área destinada ao desenho. Nuno Nabais faz as contas: “A Fábrica engloba actualmente um total de catorze salas mais o ateliê ocupado por Joana Vilaverde, que abre uma vez por mês”. O conceito de mutação e flexibilidade dos espaços tem-se mantido. “As outras quatro A Fábrica Braço de Prata é uma salas no último andar, que espécie de laboratório de ideias que ainda parecem acabadas de engloba actualmente um total de ‘bombardear’, já foram palco catorze salas com nomes de filósofos, de exposições de estudantes escritores, pensadores. Além da das Belas-Artes que têm resultado muito bem livraria Ler Devagar, há uma loja naquele espaço”. de antiguidades, oficinas, galerias, Os fins-de-semana são os áreas de exposição, etc. dias de maior azáfama; por ali chegam a passar, numa noite, quase mil pessoas. Um acréscimo de afluência que se sente no bar e no preenchida: cerca de cem, até ao final restaurante. As quartas e as quintas são mais calmas. Nuno Nabais reconhece que o de 2010, numa média de seis exposições aparecimento da Lx Factory – “uma réplica diferentes por mês”, garante Nuno Nabais. O professor universitário nem precisa de maior, outro grande centro comercial da fazer um telefonema, as propostas vêm ter cultura” – concorre directamente com a com ele a um ritmo alucinante. A dificulFábrica na disputa das noites lisboetas, dade é encaixá-las todas na agenda. mas acrescenta que “hoje os espaços reúnem comunidades diferentes”. No que toca à música, por exemplo, a Fábrica já reuniu mais pessoas do mundo do hip hop, do techno, rastas, góticos… mas

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Lusofonia »

O Maquinista Colecção de polaroids Texto» Patrícia Raimundo Fotografia» Lois Gray

habitual, mas justamente por causa disso é que eu acho que funciona como contraViajar neste comboio de palavras sussur-corrente”. A inovação está, diz, em “levar as radas é atravessar uma Lisboa sem tempo, pessoas a reflectir, a ter reacções diferentes cheia de recantos densos e de ambientes do que está a reinar nesse instante”. intensos. Quem ocupa o lugar do maquiInspirado pela escrita de William Burnista é João Branco Kyron, o vocalista dos roughs, Jack Kerouac ou Charles Bukowski, Hipnótica que se aventura agora a solo no mas também pelos ambientes dos filmes mundo do spoken word. de Wim Wenders ou Tarkovski, o músico pinta o mundo contemporâneo com poesia Podia dizer-se que O Maquinista não é deste e sons. “Há muitos textos que são experiêntempo. Num mundo apressado, em conscias minhas, transportadas para histórias. tante overdose de novidades, João Branco Outros são puramente ficção, são instantes Kyron chega com um projecto que obriga que eu imagino e que retrato por palavras”. a parar. Parar para desfrutar das palavras Assim como a vida, também O Maquinista, e para mergulhar nos ambientes musicais o álbum homónimo, parece ser uma colecintensos que criou para elas. Mas o que à ção de polaroids. primeira vista parece ser um regresso ao Aos textos, todos originais de Kyron, junpassado, revela-se muito mais uma viagem tam-se alguns elementos clássicos, como o pelo presente em direcção ao futuro. “Perpiano e a harpa, e outros mais electrónicos cebo que as pessoas encarem este disco e sofisticados, como loops, samples e sons como uma experiência que não é muito sintetizados. “Por isso é que eu digo que 28 Guia da Noite Lx magazine


Lusofonia

Um espectáculo transdisciplinar Ao vivo, O Maquinista ganha uma nova vida, com novos músicos e elementos visuais: “Preparámos uma reinterpretação das músicas com outros

instrumentos e criámos um conjunto de imagens, uma espécie de sonho complementar ao texto”. §1 Guia da Noite Lx magazine 29


Lusofonia

este é um trabalho que só podia ter sido feito agora”, explica. O Maquinista vive assim numa corda bamba entre a nostalgia do passado e a agitação frenética do presente e do futuro, que se reflecte até na escolha do nome. “Achei curioso porque pode ter várias interpretações: pode ser encarado como visões de um percurso – tem a ver com conduzir algo – e também tem uma relação com máquinas. Pode ter a conotação nostálgica de uma máquina de escrever ou uma algo futurista, relacionada com as máquinas para produzir música”. Grande apreciador de spoken word e de Slam Poetry, João Branco Kyron também identifica alguns slammers como Saul

João Branco Kyron aceitou o desafio de criar O Maquinista quase sem se dar conta. “Os textos foram praticamente todos escritos numas férias, no Gerês. Quando estava a escrever não estava a pensar editar nada, mas como foi tão intenso e as coisas relacionavam-se todas comecei a sentir que fazia sentido”. Depois foram “muitas madrugadas” a fazer experiências com música e mais tarde com a voz. Ainda pensou fazer uma proposta a uma editora, mas a solução acabou por ser a criação do seu próprio selo, a Periscópio. “Não queria esperar. Estava ansioso e os Hipnótica também estavam na iminência de começar a trabalhar para o disco novo e eu sabia que tinha de encerrar este capítulo para libertar a cabeça, então “O segredo é conseguires libertar-te decidi avançar”. da ideia de que estás a gravar e ler o Também na materialização texto com a intensidade que lhe deste d’ O Maquinista, quis ir contra quando estavas a escrever, preservar a corrente e lançou o disco em aquele espírito inicial”. quatro séries diferentes, com uma fotografia de Lois Gray e uma ilustração de Pedro Williams ou Nicole Blackman como influênGundar Mota diferente em cada uma delas. cias importantes neste trabalho. “Eu gravava “Ficou-me na cabeça a ideia de um objecto muitas coisas que escrevia e nunca sequer coleccionável, queria fazer algo original. me passou pela cabeça que pudessem ser Gosto de objectos e achei que fazia seneditáveis, porque não achava que tinham tido com O Maquinista que fosse assim, o que eu queria ouvir, como ouvinte”. Nem mais artesanal”. Ao músico também lhe mesmo a experiência com os Hipnótica agrada a ideia de que o disco possa ser uma facilitou o processo de se “despir” em pala“plataforma colectiva de divulgação de vras. “O maior desafio foi não estar sequer trabalhos”, em que cada artista envolvido a cantar, não ter a rede de uma banda por divulga os outros, mesmo que sejam de trás. O segredo é conseguires libertar-te da áreas artísticas distintas. ideia de que estás a gravar e ler o texto com Da mesma forma, João Branco Kyron acrea intensidade que lhe deste quando estavas dita que “o spoken word pode aproximar a escrever, preservar aquele espírito inicial. as pessoas da poesia. Se isso acontecer, e É esse o maior desafio do spoken word, dizer se for bidireccional, acho que se pode criar um texto como se fosse a primeira vez”. uma dinâmica muito interessante”. 30 Guia da Noite Lx magazine


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Homens da Luta A brincar a brincar

Texto» Myriam Zaluar

nacional. E a fazer oposição política a sério. Ou será a brincar? Porque, “quer queiramos quer não tudo é política”, afirma Jel, aliás Nuno Duarte, aliás Neto. E porque “os homens da Luta são personagens De megafone na mão, semeiam a confusão onde absolutamente políticas, é um passo complequer que se lembrem de aparecer. Sócrates foge tamente natural esta deles como o diabo da cruz e até já apertaram candidatura”. Trata-se, a mão a Obama. no fundo, da própria “essência da democracia”, explica. Porque a democracia é “de todos”, “é do povo” A brincar a brincar começaram com um e “o pessoal está esquecido disso”. Por tempo de antena limitado num canal de televisão por cabo e estão prestes a ganhar tudo isto, a dupla de humoristas acredita que é capaz de obter “muitos votos”, que um horário nobre numa estação generairão buscar à vasta massa da abstenção, lista. A brincar a brincar já levaram o “Vai Tudo Abaixo” à América e foram ao Festival que, nas palavras de Jel, corresponde às pessoas que “se desligaram não por não Alive. Autonomizaram-se como banda, venceram o Festival da Canção Alternativa terem uma opinião”, mas “por protesto, por serem contra”. E vai mais longe: “Os e preparam-se para lançar um CD com 14 partidos sequestraram a democracia”. temas originais. E como se tudo isto não bastasse, avançaram com uma candidatura Prosseguindo o raciocínio, vai explicando num registo totalmente sério: “Basta olhar à Presidência da Câmara de Lisboa. Amempara a lista dos deputados europeus: não -nos ou odeiem-nos, tornou-se impossível sei quem, ex-presidente da Câmara de não ficar-lhes indiferente. Porque, a brincar a brincar, os tipos do megafone e do “quiriri” sei onde; não sei quantos, político; não sei que mais, advogado. Não há um canaestão a afirmar-se no panorama artístico Guia da Noite Lx magazine 33


Animal Social lizador, um artista, um desempregado. Ou seja, essa gente que nos representa não é representativa do que nós somos. E isto é um problema que tem de ser mudado”. Defende a importância dos movimentos de cidadãos para devolver ao povo as rédeas da democracia e crê sinceramente nas potencialidades de candidaturas como a sua para poder prosseguir um objectivo essencial: “Ser uma voz de protesto”. Assim mesmo, “sem programa, como o ‘quiriri’, com a cantiga como arma”. Porque a brincar a brincar, a ideia é mesmo “chateá-los a sério. Imagina que conseguimos ser eleitos vereadores, aí eles já não podem fugir porque estamos lá com direito”. A brincar? “O riso funciona como uma forma de aprendizagem”, defende. Daí que tenha em mente fazer algo “que seja pedagógico”. E explica: “Se calhar é uma ilusão de grandeza, mas acreditamos que é importante o que estamos a fazer, mais do que em termos cómicos ou artísticos, mas políticos, sociais. Porque é nestas alturas, em que o povo está descrente, que há terreno fértil para ditadores, para demagogos. E nós, brincando, podemos ser um pouco um aviso. Se Chaplin tivesse feito O Grande Ditador antes de Hitler subir ao poder, se calhar não teria subido. Porque as pessoas já se tinham rido”. Da mesma forma “se

aparecer aí um gajo aos gritos pode ser que as pessoas se lembrem e digam ‘Não, para comediantes já temos cá uns’”. Mas, os Homens da Luta não pretendem mesmo assim ultrapassar aquilo que consideram ser o seu papel e por isso não têm qualquer programa: “quando começar a pensar em programas políticos está na altura de me retirar”. A mesma atitude que pauta a sua forma de estar na comédia, na arte em geral: “Correr riscos é essencial. Não digo que seja negativo chegar à fórmula certa. Admito que é importante e até que é um objectivo. Mas acomodar-se a essa fórmula é a morte do artista. O artista não pode estar confortável. A arte é inquietação”. E por isso desejam ultrapassar-se a si próprios numa busca constante de “coisas novas, de maneiras novas de fazer”. E também manter-se “atentos ao que os outros fazem”. “Aprende-se sempre, mesmo com o que não se gosta”, clama Jel. E não consegue disfarçar uma nota de desprezo por aqueles que “se fecham na sua cena” e pela “coisa politicamente correcta ou travestida de politicamente correcta de muitos artistas”. Admite que já levaram porrada e que por vezes passaram das marcas mas “esse é o caminho” que escolheram. “Um caminho de extremos, radical”. E, a brincar a brincar…

A luta continua Apesar de terem sido quase corridos da Festa do Avante por se considerar que estavam a ridicularizar a luta, Neto e Falâncio são caricaturas repletas de ternura, já que o primeiro foi inspirado no próprio avô de Jel e Vasco, “o grande bastião comunista da família”. O segundo era o grande amigo do patriarca, que a dupla de humoristas teve oportunidade de conhecer recentemente. A luta é, afinal, uma coisa séria...

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Retratos da Noite »

Meninos, vamos para Alcântara?

Texto» Maria João Veloso

“Uma cidade dentro da cidade” é a mais nova aquisição da zona de Alcântara, chama-se Lx Factory e fervilha arte, performances, música e design. O restante bairro não quer dar parte fraca e multiplica-se em espaços de dança e de comes e bebes, mostrando que a movida nocturna não se cinge ao Bairro Alto e arredores. Ribeirinho, Alcântara é um bairro simpático onde apetece fazer turismo. Que o diga o General Junot que passou aqui, em 1807, uma temporada durante as Invasões Francesas. Ainda no século XIX a zona foi também “invadida” por estamparias e tinturarias. Em 1846, a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense tornou-se num dos mais importantes complexos fabris de Lisboa. Nos anos seguintes esta enorme área industrial (23.000 m2) foi ocupada pela Companhia Industrial de Portugal e das Colónias, Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela. Se a última resolveu transladar-se para Loures, os restantes edifícios do antigo complexo industrial estavam ao abandono quando o projecto

Lx Factory decidiu instalar-se ali de “mala e cuia”. Enquanto o plano autárquico de reabilitação Alcântara XXI permanece “em águas de bacalhau”, há sangue novo e um rodopio de gente na antiga unidade fabril. Ocupada por criativos nas áreas da moda, publicidade, design e artes plásticas, a Lx Factory tem gerado uma enorme dinâmica e atraído muitíssimos visitantes à zona de Alcântara. Para isso contribuem as inúmeras festas, inaugurações, lançamentos – muitos decorrem na nova livraria Ler Devagar – e os espaços de lazer como o Restaurante Cantina Lx que serve caseiras refeições por dez euros. Camaleónico, o armazém da frente transmuta-se em sala de exposições, disco club ou sala de concertos. Exclusivo, no Lollipop só entra quem tiver o privilégio de figurar na guest list. Não é um bar, mas serve bebidas e tem um terraço com uma vista extraordinária sobre o rio. Também na rua Rodrigues Faria, a Casa da Morna merece visita. Se um dos sócios é o cantor cabo-verdiano Tito Paris, Guia da Noite Lx magazine 35


Retratos da Noite

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Retratos da Noite

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O melhor de Alcântara e Docas Alcântara-Café {restaurante} R. Maria Luísa Holstein, 15 (Alcântara) 21 363 7176 | © 20h/1h | €€€€ BanThai {restaurante} R. Fradesso da Silveira, 2 Lj. Dt (Alcântara) 21 362 1184 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | - Dom. | €€€ | U Buddha Lisboa {discoteca} Gare Marítima de Alcântara (Docas) 21 395 0541 | © 21h/4h | - 2ª; 3ª | U (foto §1) Casa da Morna {restaurante} R. Rodrigues Faria, 21 (Alcântara) 21 364 6399 | © 19h30h/2h | - Dom. | €€ Doca de Santo {restaurante-discoteca} Arm. CP, Doca de Stº Amaro (Docas) 21 396 3535 | © 12h30/1h; 6ª e Sáb.12h30/4h | €€ Fonte dos Passarinhos {restaurante} Lg. Calvário, 31A (Alcântara) 21 363 8201 | €€ Koi Sushi {restaurante} Trav. Fradesso da Silveira, 4 Lj B (Alcântara) 21 364 0391 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 20h/24h; Sáb. 20h/24h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ (foto §4) Lx Factory R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 21 314 33 99 | - 2ª Moamba {restaurante} R. Fradesso da Silveira, 75 (Alcântara) 21 363 0310 | © 12h/15h; 19h/23h | - Dom. | €€ Nova Alcântara-Mar {discoteca} R. da Cozinha Económica, 11 (Alcântara) © 4º a Dom. 24h/12h | - 2ª e 3ª | U

Op Art {restaurante-discoteca} Doca de Sto Amaro (Docas) 21 395 6787 | © 15h/2h; 6ª 15h/7h; Sáb. 13h/7h | - 2ª | €€€ Ozeki {restaurante} R. Vieira da Silva, 66 (Alcântara) 21 390 8174 | © 12h/15h; 19h30/23h30 | - Sáb. e Dom. ao almoço | €€€ Paradise Garage {discoteca} R. João de Oliveira Miguéns, 38-48 (Alcântara) 21 790 4080 | © 24h/6h | - 2ª a 4ª | U Maria Lisboa {discoteca} R. das Fontainhas, 86 (Alcântara) 21 362 2560 | © 6ª e vésp. feriados 23h30/6h | - Dom. a 5ª | Ucomo um símbolo dessa abertura”, pouco Havana Doca conta Rui{restaurante-discoteca} Catalão. deTrês Sto destinos Amaro, Arm. 6 (Docas) 21 397 9893 em tudo diferentes, três | © 10h/4h | €€€ | U portugueses que derrubaram fronteiras. Rock’n R. Fradesso Para já, Sushi estão {restaurante} a ganhar. da Silveira, Bl. C (Alcântara) 21 362 0513 | © 12h/15h; 20h/2h | €€€ Seara Verde {café} Largo das Fontaínhas, 1 (Alcântara) © 6h/19h30 | - Sáb. e Dom.| € Specchio {restaurante} R. Fradesso da Silveira, 4, Lj.7 (Alcântara) 21 362 1677 | © 12h/1h | €€€ Twins Lx {discoteca} R. de Cascais, 57 (Alcântara) 21 361 0310 | © 4ª e 5ª 22h/4h; 6ª e Sáb. 22h/6h | - Dom. a 3ª (foto §3) W Disco {discoteca} R. Maria Luísa Olstein, 13 (Alcântara) 21 363 6830 | © 24h/6h | - 2ª e 3ª | U (foto §2)

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Retratos da Noite sonho e maresia/ tempestades apregoa. Seu nome próprio Maria; seu apelido: Lisboa.”, escritos por David Mourão Ferreira e que na voz de Amália encantaram meio mundo, serviram de mote à discoteca GLBT, na rua das Fontaínhas em Alcântara. Sediada no antigo Rockline que foi, depois, o tímido Fama, a discoteca celebra hoje a cidade das sete colinas. Ali ganham terreno noites descomplexadas e modernas tendo o glamour como comparsa. Já as docas são “a” zona de recreio de Alcântara, com bares e restaurantes a funcionar “dia e noite, como a mulher do padeiro”. Destaque para o Op Art, um restaurante todo em vidro, que acaba por ser mais conhecido Com a abertura de novos espaços, pelas modernaças festas como a Lx Factory, Alcântara techno que aqui organiza até assume-se hoje como um dos bairros ao raiar do sol. mais agitados e camaleónicos Quando a noite acaba, da capital. Alcântara continua a ferver de percursos matinais, de transportes públicos apinhados de gente, de criancinhas a rumarem à escola, À hospitalidade do senhor Domingos, de senhoras transmontanas à conversa na somam-se umas belíssimas amêijoas ao bulhão pato, ou uma travessa de caracóis, soleira das portas. Dão-se os bons dias às caras conhecidas e o bairro prepara-se para com um delicioso tempero. mais 24 horas. Em pleno Largo das FontaíPara mais um copo, as opções são várias, nhas, a pequenina pastelaria Seara Verde como o renovado Alcântara-mar. O espírito tem uns pastéis de nata sempre estaladido velho Alcântara regressou à noite da ços que em nada envergonham a receita capital em jeito de Fénix renascida. O consecular de Belém. Com fabrico próprio, ceito adoptado chama-se “Go Clubbing” e inclui Dj’s de renome, nacional e internacio- este café gerido pelo casal Sara e Carlos nal. Direccionada para verdadeiros amantes mostra que ainda há espaços com produda música de dança a discoteca W – inaugu- tos frescos e bons. Por encomenda fazem bolos festivos. Depois de uma noitada num rada em 2000 e gerida por Zé Gouveia – fica destes espaços de Alcântara, a Seara será o no mesmo quarteirão. O espaço foi feito “para os que consideram a noite uma forma poiso ideal para um substancial pequeno-almoço. Aberto a partir das seis da manhã de vida”. Os dias fortes da semana são as tem merendinhas acabadas de fazer, férquartas e os domingos com a rubrica “We teis em queijo derretido. don’t work on Mondays”. Os versos “Vende escusado será dizer que aqui não faltam os tradicionais pratos africanos como a cachupa, o caldo de peixe, a moamba de galinha, o calulu. O espaço é ainda palco de música ao vivo, lançamento de livros ou de discos (sobretudo subordinados ao tema africano). Outro espaço onde o prato forte vem de África é o Restaurante Moamba. Além do típico guisado de galinha angolano, generoso em quiabos, a simpatia do angolano Senhor Zé oferece um cheirinho do que poderá ser o ambiente hospitaleiro de um restaurante Luandense. Em pleno largo do Calvário o tasco de eleição é a Fonte dos Passarinhos.

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Best Of Sabores Glamour tasca da esquina R. Domingos Sequeira, 41C (Campo de Ourique) 21 099 3939 | © 12h30/24h | - Dom. e 2ª (almoço) | €€€€ | U Petiscos, variados e apetitosos petiscos. Estamos a falar no novo projecto de Vítor Sobral, que deixou o Terreiro do Paço e abriu a Tasca da Esquina. Neste pequeno e simpático restaurante situado no coração de Campo de Ourique é possível deixar-se surpreender pelos menus de degustação denominados “fique nas mãos do Chef” ou optar pelo menu fixo – que, na realidade, muda conforme a estação do ano. Como não poderia deixar de ser, há uma selecção de vinhos cuidada com opção de ser servida a copo para melhor acompanhar os diversos petiscos propostos. Tudo isso com preços compatíveis com a crise.

100 maneiras

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R. do Teixeira, 35 (Bairro Alto) 21 483 5394 | M © 20h/2h | - Dom. | €€€€ Um novo 100 Maneiras acaba de abrir em Lisboa Y após o encerramento da casa que por quatro anos fez a delícias dos gourmets em Cascais. Com CM um renovado conceito, o chefe bósnio Ljubomir Stanisic volta a confeccionar os seus criativos e MY saborosos pratos. Para além de uma bela carta de vinhos seleccionada de acordo com o gosto do CY chefe, o 100 Maneiras aposta em variados menus de degustação que não costumam passar dos 28 CMY euros. O melhor é que a qualidade dos pratos e a K simpatia no atendimento mantêm-se inalteradas.

york house R. das Janelas Verdes, 32 - 1.º (Janelas Verdes) 21 396 2435 | © 7h30/10h30; 12h30/15h30; 19h30/22h30 | €€€€ Um dos restaurantes de hotel mais simpáticos da capital. Está localizado num antigo convento de carmelitas descalças datado do início do século XVII e, para além do seu ambiente acolhedor e muito requintado, oferece uma ementa elaborada e bem confeccionada pela mão do Chefe Nuno Diniz: risotto com cogumelos, linguado salteado com molho de cogumelos e, nas sobremesas, as opções são igualmente divinas. Irrepreensível.

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gemelli R. Nova da Piedade, 99 (São Bento) 21 395 2552 | © 12h30/14h30; 20h/24h | - Dom. | €€€€ Quem sobe ao primeiro andar do Mercado de São Bento não imagina que ali se encontra um dos melhores restaurantes de comida criativa de autor de Lisboa. O milanês Augusto Gemelli faz as delícias dos gourmets com criações culinárias simples, porém bastante depuradas. Semanalmente o menu almoço”Gourmet Express” agracia-nos com uma ementa nova, que inclui uma entrada, prato principal, sobremesa, vinho da selecção do “produtor do mês” e café, com preços bastante amigáveis. Pode-se também optar pelos menus degustação (apenas ao jantar e para mesas completas) ou pelo serviço à lista. Escusado será dizer que a carta de vinho possui uma selecção excelente – o próprio Augusto Gemelli sugere o que melhor harmoniza com o prato escolhido.

alcântara-café R. Maria Luísa Holstein, 15 (Alcântara) 21 363 7176 | © 20h/1h | €€€€ O Alcântara-Café continua a figurar no top dos restaurantes de luxo da capital. Uma decoração onde o classicismo se mistura com a arquitectura do ferro, numa fusão única. Oferece uma gastronomia nouvelle cuisine: pato lacado, gambas com creme de limão, perdiz sobre miolo de pão com foie-gras, bife tártaro, e uma notável garrafeira.

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Best Of Sabores Sab do Mundo

a tapadinha {Alcântara} Cç. da Tapada, 41 | A 21 364 0482 | © 12h/15h; 20h/1h | - Dom. | €€€ Eis o local ideal para os aventureiros que gostam de explorar novos sabores. A Tapadinha divide-se em dois pisos: no piso térreo, uma acolhedora sala e, na cave, uma sala especialmente concebida para jantares de grupo. Opte entre algumas das deliciosas especialidades russas (sopa de beterraba, tarte de galinha, bife tártaro, galinha panada recheada, etc.) e não deixe de experimentar as vodkas de todos os sabores: tangerina, limão, manga... Ambiente intimista no piso de cima, iluminado à luz das velas.

come prima {Lapa} R. do Olival, 258 | 21 397 1287 | © 12h/15h; 19h/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€ No espaço que se desdobra em dois pisos (com uma mezzanine muito acolhedora), o Come Prima oferece uma ementa de especialidades italianas bem confeccionadas, sem grandes pretensões, e a preço justo. Assim, para além das inúmeras pizzas das quais destacamos a que leva o nome da casa – com tomate, mozzarella fresca, presunto e espinafres –, pode optar por uma grande variedade de massas suculentas, dois tipos de risottos e ainda diversos pratos de carne, como o bife de lombo com cogumelos porcini. Para sobremesa, o tradicional tiramisú ou pannacotta são uma excelente opção.

o painel de alcântara {Alcântara} R. do Arco, 7-13 | 21 396 5920 | Hor. 12h/15h30; 19h/24h |Enc. Dom. | €€€ Desde as entradas — um irresistível presunto e um queijo da serra de se lhe tirar o chapéu — à garrafeira e às sobremesas caseiras, nada falha no Painel. A ementa é muito variada e tem duas especialidades diferentes por dia, que vão dos pastéis de bacalhau com arroz de grelos ao arroz de frango de cabidela, passando pelos filetes de pescada com arroz de marisco, cozido à portuguesa, ou pataniscas com arroz de feijão; o arroz de tamboril e as favas com entrecosto também costumam aparecer no cardápio.

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Best Of Noites Trendy

cinco lounge {Príncipe Real} R. Ruben A. Leitão, 17 A | 21 342 4033 | © 15h/2h Este original projecto tem a assinatura de quatro ingleses que trouxeram para o coração do Príncipe Real um conceito de lazer pouco implantado em terras lusas: um lounge-bar onde a bebida da casa é o cocktail. Por isso, já sabe: existe no centro da cidade um cocktail-bar onde pode beber uma bebida ao final da tarde e petiscar sushi ou tiras de pepino e cenoura.

bar ba {Chiado} R. das Flores, 116 | 21 340 8252 | © 10h30/1h30 Integrado no Bairro Alto Hotel, o Bar BA faz as delícias de todos os que apreciam um espaço selecto e cosmopolita para um drink ao final do dia ou um cocktail depois de jantar. Com uma arquitectura depurada, pontuada por azulejos rétro, um balcão em madeira de zebrano e uma mesa preta em fibra de vidro, este bar convida a longas conversas ao som de Dj’s conceituados ou de música ao vivo. Um must.

le marais R. de Sta. Catarina, 28 (junto ao Adamastor) 21 346 7355 | © Dom. a 5ª 12h/2h; 6ª e sáb. 12h/4h | U Le Marais pediu o nome emprestado ao conhecido bairro gay parisiense e abre agora as portas a quem quiser descontrair num ambiente agradável, com confortáveis sofás e decoração de bom gosto. França está sempre presente, não só no nome e nas fotografias de Paris que decoram as paredes, mas também na ementa. Por aqui há sempre petiscos, vinhos e a obrigatória champagne servidos a copo.

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ABSOLUT.COM/GLOBALCOOLING


Best Of Noites Cool

noobai {Sta Catarina} Miradouro do Adamastor | 21 346 5014 | © 12h/24h; Dom. 12h/22h | €€ | U C Situado num dos mais belos miradouros da cidade, o Noobai Café é hoje um dos locais M mais concorridos de Santa Catarina. Com uma vista panorâmica de cortar o fôlego, o Noobai possui ainda uma sala interior acolhedora para os dias de Inverno. A sua Y ementa aposta em pratos leves e exóticos como pastas variadas, saladas (a de queijo de cabra é tentadora), bagels, tostas especiais. Se optar por um aperitivo ao pôr-do-sol,CM o Noobai propõe uma selecção musical a cargo de Djs convidados. MY

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left {Santos} Lg. Vitorino Damásio, 3 F | 21 395 1227 | © 2ª a 5ª 22h/2h; 6ª, Sáb. e vésp. feriados 22h/4h | - Dom; 2ª | U Um espaço arquitectónico de características contemporâneas, apresenta uma selecção e programação musical ecléctica no âmbito das novas tendências, do indie pop à electrónica, do disconotdisco ao retro kitsh. Entre os Dj’s residentes encontram-se Mr.Mitsuhirato (Mondo Bizarre), Disco Volante (Louie Louie), Pan Sorbe, Bailarico Sofisticado e Cimento. Os arquitectos Ricardo Carvalho e Joana Vilhena remodelaram o antigo armazém do final do século XIX com vista à criação de um espaço polivalente onde fosse possível coexistirem concertos, sessões de Dj’s e Vj’s e intervenções de artistas plásticos. 48 Guia da Noite Lx magazine


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29/07/2009

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Best Of Noites ao Vivo indie diferenza live bar {Bairro Alto} R. da Atalaia, 172 | © 21h30/2h Um dos mais carismáticos empresários da noite lisboeta acaba de inaugurar um novo espaço no Bairro Alto que promete marcar a “diferença” na movida lisboeta: o Indie Diferenza. Hernâni Miguel, antigo dono do incontornável Targus e empreendedor infatigável, associou-se a Miguel Ruah para apostar num novo bar pluricultural que contará com concertos de world music, jazz e MPB, stand up comedy, excelentes Dj’s – como Vítor Alves que aos Sábados levará ao rubro a pista de dança – festas, vinho a copo e até casas-de-banho com sala de espera. Bem-vindo de novo ao Bairro Hernâni!

arena lounge {Pq. das Nações} Casino de Lisboa, Al. dos Oceanos Lote 1.03.01 | 21 892 9046 | © 15h/3h O Arena Lounge é a coqueluche do Casino de Lisboa. Neste bar, concessionado por Miguel Ângelo Fernandes, os 120 lugares sentados, em mesas, estão distribuídos por três plataformas giratórias, que rodam em sentidos inversos. No tecto, a uma altura de 24 metros, uma espécie de bolacha, apta a subir e descer, serve de palco de animações musicais, circenses ou de eventos de moda. Um espaço único para desfrutar ao fim do dia ou pela noite fora. Aliás, há mesmo quem afirme que o espaço Arena Lounge já se tornou num local de culto ao final de um dia de trabalho.

50 Guia da Noite Lx magazine


Seja responsável. Beba com moderação


Best Of Noites de Dança

bbc - belém bar café {Belém} Av. Brasília, Pavilhão Poente | 21 362 4232 | © 20h/3h | - Dom. | €€€ | U Antigo restaurante italiano Spazio Evasione, é o restaurante-bar-dançante eleito pelos mais “bem” da cidade e conta com o actor Paulo Pires como um dos seus muitos sócios. Bonito, mesmo em frente ao Tejo, e com uma enorme varanda, ideal para quando a temperatura começa a subir, BBC é o ponto de encontro perfeito para jovens, e não só, que aqui podem conversar ou aderir ao ritmo das sonoridades eclécticas passadas pelos Dj’s de serviço ou à música ao vivo a partir das 23h30, dançando na pista improvisada com vista para o rio.

europa {Cais do Sodré} Rua Nova do Carvalho, 28 | 21 342 1848 | © 23h/4h; Sáb e Dom. 23h/4h; 6h/10h | - 2ª e 3ª O Cais do Sodré tem vindo a ser revitalizado com a abertura de novos espaços nocturnos. O Europa é um dos mais concorridos, sobretudo depois das 6h da madrugada, quando reabre para as suas já famosas after-hours que se prolongam até ao meio-dia. Quem por lá passa, sabe que pode contar com boa música e um ambiente descontraído onde é usual ter encontros inesperados. Frequentado por muitos noctívagos, incluindo Dj´s e donos de outros bares, o Europa soube conquistar o seu público e faz já parte da rota dos melhores bares da noite de Lisboa. 52 Guia da Noite Lx magazine


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Restaurantes e Cafés 1º Maio {Portuguesa} R. da Atalaia, 8 (Bairro Alto) 21 342 6840 | © 12h/15h; 19h/23h | - Sáb. jantar; Dom. | €€ 100 Maneiras R. do Teixeira, 35 (Bairro Alto) 21 483 5394 | © 20h/2h | - Dom. | €€€€ Afreudite {Internacional} Passeio das Garças, Lt. 439, Lj. 1J (Pq. das Nações) 21 894 0660 | © 20h/24h | - Dom. | €€€ Alcântara-Café {Internacional} R. Maria Luísa Holstein, 15 (Alcântara) 21 363 7176 | © 20h/1h | €€€€ Alecrim às Flores {Portuguesa} Tv. do Alecrim, 4 (Cais do Sodré) 21 322 5368 | © 12h30/15h; 19h30/24h | €€ | U Alfândega {Portuguesa} R. da Alfândega, 98 (Baixa) 21 886 1683 | © 10h/2h | - Sáb.; Dom. almoço | €€€ | U Ali-à-Papa {Árabe} R. da Atalaia, 95 (Bairro Alto) 21 347 41 43 | © 19h30/1h | - 3ª | €€ Alma {Internacional} Cç. Marquês de Abrantes, 92 (Santos) | 21 396 3527 | © 3ª a Sáb. 19h30/24h | - Dom. e 2ª | €€€€ Amo.te Lisboa {Internacional} Pç. D. Pedro IV - Teatro Nacional D. Maria II (Rossio) 54 Guia da Noite Lx magazine

21 342 0668 | © 10h/1h; 5ª a Sáb. até 2h | - Dom. | €€€

| © 20h/1h | - Dom.; 2ª | €€€€ |U

Assuka {Japonesa} R. S. Sebastião, 150 (Pq. Eduardo VII) 21 314 9345 | © 12h/23h | - Dom. | €€€€

Bocca {Internacional} R. Rodrigo da Fonseca, 87D (Rato) 21 380 8383 | © 3ª a 5ª 12h30/14h30; 20h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - Dom., 2ª e feriados | €€€€ | U

Aya {Japonesa} R. Campolide, 531, Galerias Twin Towers, Piso 0/Lj 1.56 (Campolide) 21 727 1155 | © 12h30/15h; 19h/23h | - Dom. almoço; 2ª | €€€€ | U BanThai {Tailandesa} R. Fradesso da Silveira, 2 Lj. Dt (Alcântara) 21 362 1184 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | - Dom. | €€€ | U Barra Ibérica {Espanhola} Cç. da Ajuda, 250 (Ajuda) 21 362 6010 | © 19h30/1h | - Dom. | €€ | U BBC - Belém Bar Café {Internacional} Av. Brasília, Pavilhão Poente (Belém) 21 362 4232 | © 20h/3h | - Dom. | €€€ | U Bengal Tandoori {Indiana} R. da Alegria, 23 (Av. da Liberdade) 21 347 9918 | © 12h/15h; 18h/24h | €€ | U Bica do Sapato {Internacional} Av. Infante D. Henrique, Arm. B, Cais da Pedra (Sta Apolónia) 21 881 0320 | © 12h30/14h30; 20h/23h30 | - Dom.; 2ª almoço | €€€€ | U Blues {Internacional} R. da Cintura do Porto, 226 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 7085

Bota Alta {Portuguesa} Tv. da Queimada, 37 (Bairro Alto) 21 342 7959 | © 12h/15h;19h/22h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ Brasileira (A) {Café} R. Garrett, 120 (Chiado) 21 346 9541 | © 8h/2h | €€ | U Brasuca R. João Pereira da Rosa, 7 (Bairro Alto) 21 322 0740 | © 12h/15h; 19h/23h | - 2ª ao almoço | €€ Café Buenos Aires {Argentina} Escadinhas do Duque, 31 B (Av. da Liberdade) 21 342 0739 | © 18h/24h; Sáb. e Dom. 15h/24h | - 2ª | €€ Café In {Portuguesa} Av. Brasília, Pav. Nascente, 311 (Belém) 21 362 6248 | © 12h/24h | €€ | U Café no Chiado {Internacional} Lg. do Picadeiro, 11-12 (Chiado) 21 346 0501 | © 11h/2h | - Dom. | €€ Café Royale {Internacional} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 29 (Chiado) 21 346 9125 | © 2ª a Sáb. 10h/24h; Dom. 10h/20h | €€


Café S. Bento {Portuguesa} R. de S. Bento, 212 (S. Bento) 21 395 2911 | © 18h/2h | - Dom. | €€€ | U

Uma noite com André Carrilho Cartoonista

Calcutá {Indiana} R. do Norte, 17-19 (Bairro Alto) 21 342 8295 | © 12h/15h; 18h30/23h | - Sáb.; Dom. | €€

Paragens obrigatórias

Camponesa (A) {Internacional} R. Marechal Saldanha, 23-25 (Bairro Alto) 21 346 4791 | © 12h30/15h; 19h30/23h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€

Discoteca: After party no Copenhaga

Café: Pois Café / Esplanada do Adamastor Restaurante: Tentações de Goa Bar: cervejas no Bar 21 (€1) e bebo na rua

r/c (Bairro Alto) © 12h/16h30; 19h/23h30 | - Dom. | €€

| - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ | U

Cantinho da Paz {Indiana} R. da Paz, 4 (Santos) 21 396 9698 | © 12h30/15h; 19h30/23h | Dom. | €€€

Casa México {Mexicana} Av. D. Carlos I, 140 (S. Bento) 21 396 5500 | © 2ª a 6ª 13h/15h; Dom. a 4ª 20h/1h; 5ª a Sáb. 20h/2h | €€€

Come Prima {Italiana} R. do Olival, 258 (Lapa) 21 397 1287 | © 12h/15h; 19h/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€ | U

Cantinho das Gáveas {Portuguesa} R. das Gáveas, 82 (Bairro Alto) 21 342 6460 | © 12h/15h; 19h/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€

Casanostra {Italiana} Tv. do Poço da Cidade, 60 (Bairro Alto) 21 342 5931 | © 12h/15h; 20h/23h | - Sáb. ao almoço; 2ª | €€€ | U

Casa da Comida {Internacional} Tv. das Amoreiras, 1 (Rato) 21 388 5376 | © 13h/15h; 20h/24h | - Dom.; Sáb. e 2ª ao almoço | €€€€€ | U

Casanova {Italiana} Cais da Pedra, Lj 7, Arm. B (Sta Apolónia) 21 887 7532 | © 12h30/1h30 | - 2ª e 3ª ao almoço | €€€ | U

Casa da Morna {Africana} R. Rodrigues Faria, 21 (Alcântara) 21 364 6399 | © 19h30h/2h | - Dom. | €€ Casa do Alentejo {Portuguesa} R. das Portas de Stº Antão, 58 (Baixa) 21 340 5140 | © 12h/15h; 19h/23h | €€ Casa do Algarve {Internacional} Lg. da Academia de Belas Artes, 14,

Cervejaria da Trindade {Portuguesa} R. Nova da Trindade, 20 (Bairro Alto) 21 342 3506 | © 12h/24h30 | €€€ | U

Comida de Santo {Brasileira} Cç. Engº Miguel Pais, 39 (Príncipe Real) 21 396 3339 | © 12h30/15h30; 19h30/1h | €€€ Confraria – York House (A) {Internacional} R. das Janelas Verdes, 32 - 1.º (Janelas Verdes) 21 396 2435 | © 12h30/16h; 19h30/22h30 | €€€€ Cop’ 3 {Portuguesa} Lg. Vitorino Damásio, 3 (Santos) 21 397 3094 | © 12h30/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ | U

Chafariz do Vinho (Enoteca) {Internacional} R. da Mãe d’Água à Pç. da Alegria (Príncipe Real) 21 342 2079 | © 18h/2h | - 2ª | €€

DeliDelux {Café} Av. Infante D. Henrique, Arm. B, Lj. 8 (Sta Apolónia) 21 886 2070 | © 3ª a 5ª 12h/20h; 6ª 12h/22h; Sáb. 10h/22h; Dom. 10h/20h | - 2ª | €€€

Charcutaria (II) (A) {Portuguesa} R. do Alecrim, 47 A (Bairro Alto) 21 342 3845 | © 12h30/15h30; 19h30/23h

Divina Comida {Portuguesa} Lg. de S. Martinho, 6-7 (Alfama) 21 887 5599 | © 12h/1h | €€ Guia da Noite Lx magazine 55


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Uma noite com

Kattia Hernandez

Produtora do Programa Nós da RTP2 Paragens obrigatórias Café: Galeto Restaurante: Luca Bar: Fontana bar Discoteca: sonho c/ o regresso do Beleza...

Espalha Brasas {Portuguesa} Doca de Stº.Amaro, Arm. 9 (Docas) 21 396 2059 | © 12h/2h | - Dom. | €€€ Divina Sedução {Portuguesa} R. Augusto Rosa, 4 (Sé) 21 888 8144 | © 12h/14h30; 19h/22h30 | - 3ª e 4ª ao jantar; Dom.; 2ª | €€€€ Doca do Espanhol {Portuguesa} Galeria do Museu da Cera, Arm. 2, Lj. 12-17 (Docas) 21 393 2600 | © 12h30/16h; 19h30/24h | - Dom.; 2ª ao jantar | €€€ | U Dom Pomodoro {Italiana} Doca de Sto Amaro, Arm. 13 (Docas) 21 390 9353 | © 12h/2h | €€€ | U El Gordo II {Espanhola} Tv. dos Fiéis de Deus, 28 (Bairro Alto) 21 342 6372 | © 17h/2h | - 2ª | €€€ El Último Tango {Argentina} R. Diário de Notícias, 62 (Bairro Alto) 21 342 03 41 | © 19h30/23h | - Dom. | €€€ Eleven {Internacional} R. Marquês da Fronteira (Pq. Eduardo VII) 21 386 21 11 | 56 Guia da Noite Lx magazine

© 12h30/15h; 19h30/23h | - Dom.; 2ª | €€€€ Espaço Cabo-Verde {Africana} Tv. do Falá-Só, 9 (Bairro Alto) 21 342 03 33 | © 12h30/15h; 20h/2h | - Dom.; 2ª | €€ Esperança {Italiana} R. do Norte, 95 (Bairro Alto) 21 343 2027 | © 13h/16h; 20h/2h | - 2ª; 3ª ao almoço | €€€ Estrela da Bica {Internacional} Tv. do Cabral, 33 (Bica) 21 347 3310 | © 19h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - 2ª | €€ Farah’s Tandoori {Indiana} R. de Santana à Lapa, 73 B (Lapa) 21 390 9219 | © 12h/15h; 19h/22h30 | - 3ª | €€ Faz Figura {Portuguesa} R. do Paraíso, 15 B (Alfama) 21 886 89 81 | © 12h30/15h; 20h30/23h | - 2ª ao almoço | €€€ | U Fidalgo {Portuguesa} R. da Barroca, 27-31 (Bairro Alto) 21 342 29 00 | © 12h/15h; 19h/23h | - Dom. | €€€

Flor da Laranja {Marroquina} R. da Rosa, 206 (Bairro Alto) 21 342 2996 | © 12h/15h; 20h/24h | - Dom.; 2ª ao almoço | €€ Flor de Sal {Internacional} Pç. das Flores, 40 (Príncipe Real) 21 397 5065 | © 12h30/23h | - 2ª | €€€€ Flores {Internacional} R. das Flores, 116 (Bairro Alto) 21 340 8252 | © 12h30/15h; 19h30h23h | €€€€ Floresta do Calhariz {Portuguesa} R. Luz Soriano, 7 (Bairro Alto) 21 342 5733 | © 12h/23h | - Dom. | €€ | U Fusion Sushi {Japonesa} Lg. de Santos, 5 (Santos) 21 395 5820 | © 12h30/15h; 20h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - Sáb. ao Almoço; Dom. | €€€€ Gambrinus {Portuguesa} R. das Portas de Sto Antão, 23 (Restauradores) 21 342 1466 | © 12h/1h30 | €€€€€ | U Gemelli {Italiana} R. Nova da Piedade, 99 (S. Bento) 21 395 2552 | © 12h30/14h30; 20h/24h | - Dom.; 2ª | €€€€ Haweli Tandoori {Indiana} Tv. do Monte, 14 (Graça) 21 886 7713 | © 12h/15h; 19h/22h30 | - 3ª | €€ Império dos Sentidos {Internacional} R. da Atalaia, 35 (Bairro Alto) 21 343 1822 | © 20h/2h | - 2ª | €€€ Jardim dos Sentidos {Vegetariana} R. da Mãe d´Água, 3 (Av. da Liberdade)


21 342 3670 | © 12h/15h; 19h/22h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€ | U Kaffeehaus {Austríaca} R. Anchieta, 3 (Chiado) 21 095 6828 | © 11h/24h; 6ª e Sáb. 11h/2h; Dom. 11h/20h | - 2ª | €€ Kais {Internacional} R. da Cintura - Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) 21 393 2930 | © 20h/23h30 | - Dom. | €€€€ | U Koi Sushi Trav. Fradesso da Silveira, 4 Lj B (Alcântara) 21 364 0391 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 20h/24h; Sáb. 20h/24h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ La Brasserie de l’Entrecôte {Francesa} R. do Alecrim, 117 (Bairro Alto) 21 347 3616 | © 12h30/15h30; 20h30/24h | €€€ La Finestra Av. Conde Valbom, 52A (Avenidas Novas) 21 761 3580 | © 12h/15h; 19h/1h | €€ La Moneda {Internacional} R. da Moeda, 1C (Santos) 21 390 8012 | © 10h/2h | - Dom. | €€€ | U La Paparrucha {Argentina} R. D. Pedro V (Príncipe Real) 21 342 5333 | © 12h/15h; 19h30/24h30 | €€€ | U Luca {Italiana} R. Stª Marta, 35 (Av. da Liberdade) 21 315 0212 | © 12h/15h; 20h/23h | - Sáb. almoço; Dom. | €€€ | U Lucca {Italiana} Trav. Henrique Cardoso, 19-B (Alvalade) 21 797 2687

| © 12h/15h; 19h/1h | - 4ª | €€€ | U Mar Adentro {Internacional} R. do Alecrim, 35 (Cais do Sodré) 21 346 9158 | © 10h/23h; sáb. 14h/24h; Dom. 14h/22h | €€ Martinho d’Arcada {Portuguesa} Pç. do Comércio, 3 (Baixa) 21 886 6213 | © 7h/22h | - Dom. | €€€ Mercearia {Portuguesa} R. da Madre, 72 (Madragoa) 21 397 7998 | © 12h30/15h; 19h30/23h | - Dom. ao almoço; 3ª | €€ Mesa de Frades {Casa de Fado} R. dos Remédios, 139 A (Alfama) 91 702 9436 | © 10h/2h | - Dom. e 3ª | €€€ Montado {Portuguesa} Cç. Marquês de Abrantes, 40 (Santos) 21 390 9185 | © 12h/2h | - 2ª e Dom. | €€€ Nariz de Vinho Tinto {Portuguesa} R. do Conde, 75 (Lapa) 21 395 3035 | © 12h45/15h; 19h45h/23h | - Sáb. e Dom. almoço; 2ª | €€€€

New Wok {Asiática} R. Capelo, 24 (Chiado) 21 347 7189 | © 12h/15h; 20h/24h | €€€ Noobai Café {Café} Miradouro do Adamastor (Sta Catarina) 21 346 5014 | © 12h/24h | €€ | U Nood {Asiática} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 20B (Chiado) 21 347 4141 | © 12h/24h | €€€ |U Novo Bonsai {Japonesa} R. da Rosa, 244 (Bairro Alto) 21 346 2515 | © 12h30/14h; 19h30/22h30 | - Dom. | €€€ Ogâmico {Ligeira} R. Rúben A. Leitão, 2-a (Príncipe Real) 21 017 0018 | © 17h/1h | - Dom. | €€ Olivier Café {Internacional} R. do Alecrim, 23 (Cais do Sodré) 21 342 2916 | © 20h/1h | - Dom. | €€€ | U Omnia {Internacional} Lg. de Santos, 9C (Santos) 21 390 3583 | © 20h/23h; 6ª e Sáb. 20h/24h | - Dom; 2ª | €€€€€ | U Oriente Chiado {Vegetariana} R. Ivens, 28 (Chiado) 21 343 1530 | © 12h/15h; 19h30/22h30 | €€€

Uma noite com Julie Perrinot

Porteira do MusicBox Paragens obrigatórias Café/esplanada: O Terraço Restaurante: Rosa da Rua Bar: Maria Caxuxa Discoteca: MusicBox

Guia da Noite Lx magazine 57


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Ozeki {Japonesa} R. Vieira da Silva, 66 (Alcântara) 21 390 8174 | © 12h/15h; 19h30/23h30 | - Sáb. e Dom. almoço | €€€ Paladar - Cozinha de Mercado {Internacional} Cç. do Duque, 43 A (Bairro Alto) 21 342 3097 | © 19h30/2h | - Dom. | €€€ Pap’Açorda {Portuguesa} R. da Atalaia, 57-59 (Bairro Alto) 21 346 4811 | © 12h/14h30; 20h/23h30 | - Dom.; 2ª | €€€€ |U

Pizzeria Mezzogiorno {Italiana} R. Garrett, 19 (Chiado) 21 342 1500 | © 12h30/15h30; 19h30/24h | - Dom.; 2ª almoço | €€ | U Restô do Chapitô {Internacional} R. Costa do Castelo, 7 (Castelo) 21 886 7334 | © 2ª a 6ª 19h30/2h; Sáb., Dom. e feriados 12h/2h | €€€ | U Rock’n Sushi {Japonesa} R. Fradesso da Silveira, Bl. C (Alcântara) 21 362 0513 | © 12h/15h; 20h/2h | €€€

Uma noite com

Adriana Niemeyer

Pres. Ass. Imprensa Estrangeira em PT Paragens obrigatórias Esplanada: Bar das Imagens Restaurante: Trempe Bar: Bicaense/Bartô aos domingos Discoteca: Frágil e Lux

Pedro das Arábias {Marroquina} R. da Atalaia, 70 (Bairro Alto) 21 346 8494 | © 19h30/1h | - Dom. | €€ Picanha {Brasileira} R. das Janelas Verdes, 96 (Santos) 21 397 5401 | © 12h/15h; 19h30/24h | - Sáb.; Dom. ao almoço | €€€ | U Pitéu (O) {Portuguesa} Lg. da Graça (Graça) 21 887 10 67 | © 12h/15h; 19h/22h30 | - Sáb. ao jantar; Dom. | €€

58 Guia da Noite Lx magazine

Rosa da Rua {Portuguesa} R. da Rosa, 265 (Bairro Alto) 21 343 2195 | © 12h30/15h; 16h30h/24h30 | - 2ª | €€€€ |U Santo António de Alfama {Internacional} Beco de S. Miguel, 7 (Alfama) 21 888 1328 | © 12h/15h; 20h/2h | - 3ª | €€€ | U Senhora Mãe {Internacional} Lg. de São Martinho, 6 (Alfama) 21 887 5599 | © 12h30/24h; 6ª e Sáb. até às 2h | - 3ª | €€€ | U

Sinal Vermelho {Portuguesa} R. das Gáveas, 89 (Bairro Alto) 21 343 1281 | © 12h/15h; 20h/1h | - Dom. | €€ Snob {Internacional} R. do Século, 178 (Príncipe Real) 21 346 37 23 | © 16h30/3h | €€€ | U Sofisticato {Italiana} R. São João da Mata, 27 (Santos) 21 396 53 77 | © 19h30/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - 2ª | €€€€ Sokuthai {Tailandesa} R. da Atalaia, 77 (Bairro Alto) 21 343 2159 | © 20h/2h | - Dom. | €€€ Sommer {Internacional} R. da Moeda, 1-K (Santos) 21 390 5558 | © 20h/24h; 5ª a Sáb. até 2h | - Dom. | €€€€ Spot Lx {Internacional} Al. dos Oceanos (Pq. das Nações) 21 892 9043 | © 18h/3h | €€€€ Stop do Bairro {Portuguesa} R. Tenente Ferreira Durão, 55 (Campo de Ourique) 21 388 8856 | © 12h/15h30; 19h/23h | - 2ª | €€ | U Sucre {Internacional} R. Sousa Martins, 14 D (Saldanha) 21 314 7252 | © 12h30/15h30; 20h/22h30 | - Dom.; 2ª a 4ª ao jantar | €€€ Sul {Internacional} R. do Norte, 13 (Bairro Alto) 21 346 2449 | © 12h/15h; 20h/2h | - 2ª | €€€ Sushi Lounge (Estado Líquido) {Japonesa} Lg. de Santos, 5 A (Santos) 21 397 2022 | © 20h/3h | €€€


Taberna do Chiado {Portuguesa} Cç. Nova de São Francisco, 2A (Chiado) 21 347 4289 | © 12h/23h | €€€ | U

Toma Lá Dá Cá {Portuguesa} Tv. do Sequeiro, 38 (Bairro Alto) 21 347 9243 | © 12h/24h | - Dom. | €€

Viagem de Sabores {Internacional} R. S. João da Praça, 103 (Sé) 21 887 0189 | © 20h/23h | - Dom. | €€€

Taberna Ideal R. da Esperança, 112 (Santos) 21 396 2744 | © 3ª e 6ª das 19h/2h; Sáb. e Dom. 13h30/2h | - 2ª | €€

Travessa (A) {Belga} Tv. Convento Bernardas, 12 (Santos) 21 394 0800 | © 12h30/15h; 20h/24h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€

XL {Internacional} Cç. da Estrela, 57 (S. Bento) 21 395 6118 | © 20h/24h | - Dom. | €€€€ | U

Tamarind {Indiana} R. da Glória, 43 (Baixa) 21 346 6080 | © 2ª a 6ª 11h30/15h; 18h30/23h30: Sáb. e Dom. ao almoço | €€€

Tsuki {Japonesa} R. Nova de S. Mamede, 18 (Príncipe Real) 21 397 5723 | © 12h/15h ; 20h/02h | - 2ª e Sáb. ao almoço | €€€

Tapadinha (A) {Russa} Cç. da Tapada, 41 A (Alcântara) 21 364 0482 | © 12h/15h; 20h/2h | - Dom. | €€€ Tasca da Esquina R. Domingos Sequeira, 41C (Campo de Ourique) 21 099 3939 | © 12h30/24h | - Dom. e 2ª (almoço) | €€€€

Txakoli {Basca} R. São Pedro de Alcântara, 65 (Bairro Alto) 21 347 8205 | © Dom. a 4ª 12h/1h; 5ª a Sáb. 12h/2h | €€€ Uai! {Brasileira} Cais das Oficinas, Arm. 114 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 390 0111 | © 13h/15h; 20h/23h | - 3ª e 4ª ao almoço; 2ª | €€€

Tavares Rico {Internacional} R. da Misericórdia, 37 (Chiado) 21 342 1112 | © 12h30/14h30; 19h30/22h30 | - Dom. | €€€€€

Varanda da União {Internacional} R. Castilho, 14C, 7º (Pq. Eduardo VII) 21 314 1045 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | - Dom. | €€€€

The House of Vodka {Internacional} R. Escola Politécnica, 27 (Príncipe Real) 21 325 9880 | © 19h/4h | - Dom. | €€€

Vela Latina {Internacional} Doca do Bom Sucesso (Belém) 21 301 7118 | © 12h30/15h; 20h/22h30 | - Dom. | €€€€ |U

Tibetanos (Os) {Vegetariana} R. do Salitre, 117 (Rato) 21 314 2038 | © 12h/14h; 19h30/21h30 | - Dom. | €€€

Velha Gruta {Internacional} R. da Horta Seca, 1B (Bairro Alto) 21 342 4379 | © 20h/24h | - Dom. | €€€ | U

Tokyo-Lisboa {Japonesa} Cç. do Sacramento, 34-36 (Chiado) 21 346 9308 | © 12h/15h; 19h/23h | - Sáb.; Dom. ao almoço | €€€

Vertigo Café {Internacional} Tv. do Carmo, 4 (Bairro Alto) 21 343 3112 | © 10h/24h | €€

Yasmin {Internacional} R. da Moeda, 1 A (Santos) 21 393 0074 | © 19h/2h | - Dom. | €€€ | U

Bares e Discotecas Agito R. da Rosa, 261 (Bairro Alto) 21 343 0622 | © 19h30/3h | - 2ª Agra Club R. do Norte, 121 (Bairro Alto) | © 23h/4h | - Dom.; 2ª Amo-te Chiado Cç. Nova de S. Francisco, 2 (Chiado) 21 342 0668 | © 10h/2h | - Dom. Amo-te Tejo Av. Brasília, Museu da Electricidade (Belém) 21 363 1646 | © 10h/1h | - 2ª Arcaz Velho Cç. do Forte, 56 (Sta Apolónia) © 18h/2h | - Dom. Arena Lounge Casino de Lisboa, Al. dos Oceanos, Lote 1.03.01 (Pq. das Nações) 21 892 9046 | © 15h/3h | U Armazém F R. da Cintura do Porto, Arm. 65 (Cais do Sodré) 21 322 0160 | © 19h30/5h | - 2ª Guia da Noite Lx magazine 59


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Artis R. Diário de Notícias, 95-97 (Bairro Alto) 21 342 4795 | © 20h30/4h

Bartô R. Costa do Castelo, 1-7 (Castelo) 21 885 550 | © 22h/2h | - 2ª

Associação Bacalhoeiro R. dos Bacalhoeiros, 125, 2º (Baixa) 21 886 4891 | © 18h/2h, 6ª e Sáb 18h/4h | - 2ª

BedRoom R. do Norte, 86 (Bairro Alto) 21 343 1631 | © 21h/2h | - Dom. a 3ª

Baliza R. Bica Duarte Belo, 51 A (Bica) 21 347 8719 | © 13h/2h; sáb. 18h/2h | - Dom.

Bicaense Café R. da Bica Duarte Belo, 42 (Bica) 21 325 7940 | © 20h/2h | - Dom.; 2ª | U

Uma noite com

Dj Nery (Breakfast) Dj, turnatblist e produtor Paragens obrigatórias Esplanada: Esplanada da Graça Restaurante: Os Tibetanos Bar: Maria Caxuxa e Pai Tirano Discoteca: Musicbox

Bar 106 R. de S. Marçal, 106 (Príncipe Real) 21 342 7373 | © 21h/2h Bar BA R. das Flores, 116 (Chiado) 21 340 8252 | © 10h30/1h30 | U Bar das Imagens Cç. Marquês de Tancos, 1 (Castelo) 21 888 4636 | © 11h/2h; Dom. 15h/23h | - 2ª

British Bar R. Bernardino da Costa, 52 (Cais do Sodré) 21 342 2367 | © 8h/24h; 6ª e Sáb. 8h/2h Buddha Bar Gare Marítima de Alcântara (Docas) 21 395 0541 | © 21h/4h | - 2ª; 3ª | U Cabaret Maxime Pç. da Alegria, 58 (Av. da Liberdade) 21 346 7090 | © 22h/6h | U

Bar do Bairro R. da Rosa, 255 (Bairro Alto) 21 346 0184 | © 23h30/4h | - 2ª | U

Capela R. da Atalaia, 45 (Bairro Alto) 21 347 0072 | © 20h/4h

Bar do Rio Arm. A, Porta 7 (Cais do Sodré) 21 347 0970 | © 24h/5h | - Dom. a 4ª

Catacumbas Jazz Bar Tv. Água da Flor, 43 (Bairro Alto) 21 346 3969 | © 22h/4h | - Dom.

60 Guia da Noite Lx magazine

Chueca R. da Atalaia, 97 (Bairro Alto) 91 957 4498 | © 2ª a 5ª 19h/2h; 6ª e Sáb. 19h/3h | - Dom. Cinco Lounge R. Ruben A. Leitão, 17 A (Príncipe Real) 21 342 4033 | © 15h/2h Club Carib R. da Atalaia, 78 (Bairro Alto) 96 110 0942 | © 22h/3h30 Club Souk R. Marechal Saldanha, 6 (Bairro Alto) 21 346 5859 | © 22h/4h | - Dom.; 2ª Clube da Esquina R. da Barroca, 30 (Bairro Alto) 21 342 7149 | © 21h30/2h Clube Lua Av. Infante D. Henrique, Arm. A-B (Jardim do Tabaco) © 24h/5h | - Dom. a 4ª Cosmos Café Arm. 243, Pavilhão 5 (Docas) 21 397 2747 | © 12h/4h Crew Hassan R. das Portas de Santo Antão, 159 – 1º (Baixa) © 2ª a Sáb. 14h/24h; Dom. 18h/24h | U Dock´s Club R. da Cintura do Porto, 226 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 0856 | © 24h/6h | - Dom.; 2ª e 4ª Elevador Amarelo R. da Bica de Duarte Belo, 37 (Bica) © 22h/2h | - 2ª | U Esquina da Bica Bar R. da Bica de Duarte Belo, 26 (Bica) © 22h/2h | - Dom.; 2ª Estado Líquido Lg. de Santos, 5 (Santos) 21 395 5820 | © 20h/2h | U


Europa R. Nova do Carvalho, 28 (Cais do Sodré) © 23h/4h; 6h/10h | 21 342 1848 | U

Hot Clube Pç. da Alegria, 39 (Av. da Liberdade) 21 346 7369 | © 22h/2h | - Dom.; 2ª | U

Konvento Pátio do Pinzaleiro, 22-26 (24 de Julho) 21 395 7101 | © 24h/6h | - Dom. a 4ª

Fábrica Braço de Prata R. da Fábrica do Material de Guerra, 1 (Beato) © 4ª a Sáb. 18h/4h; Dom. 15h/24h | - 2ª; 3ª | U

Indie Diferenza Live Bar R. da Atalaia, 172 (Bairro Alto) © 21h30/2h

Kozee Club Cç. Marquês de Abrante, 142 (Santos) © 4ª a Sáb. 21h/4h | - Dom. a 3ª

In Rio Lounge Av. Brasília, Pavilhão Nascente, 311 (Belém) 21 362 6248 | © 9h/4h

Kuta Bar Trav. do Chafariz d’El-rei, 8 (Alfama) 96 795 7257 | © 3ª a Sáb. 15h/2h; Dom. 11h/18h| - 2ª

Fiéis ao Bairro Tv. da Espera, 42 A (Bairro Alto) © 18h/2h Fiéis aos Copos R. da Barroca, 43 (Bairro Alto) | © 20h/2h Finalmente R. da Palmeira, 38 (Príncipe Real) 21 347 2652 | © 22h/5h | U Fluid Av. D. Carlos I, 67 (Santos) 21 395 5957 | © 22h/4h Frágil R. da Atalaia, 126 (Bairro Alto) 21 346 9578 | © 23h30/4h | - Dom.; 2ª | U Funicular R. da Bica Duarte Belo, 44 (Bairro Alto) © 22h/2h | - Dom., 2ª a 4ª | U Galeria Zé dos Bois – ZDB R. da Barroca, 59 (Bairro Alto) 21 343 0205 | © 22h/2h | U Groove Bar R. da Rosa, 148150 (Bairro Alto) © 2ª a Sáb 22h/4h | - Dom. | U Hard Rock Café Av. da Liberdade, 2 (Av. da Liberdade) 21 324 5280 | © 12h/24h; 6ª e Sáb. 12h/2h Hennessy’s Irish Pub R. do Cais do Sodré, 32-38 (Cais do Sodré) 21 343 1064 | © 12h/2h; 6ª e Sáb. 12h/3h

Uma noite com Biru

Músico e rapper Paragens obrigatórias Esplanada: O Terraço Restaurante: Parreirinha de Alfama Bar: O de lá de casa Discoteca: Lux-frágil

Incógnito R. Poiais de S. Bento, 37 (Santos) 21 390 8755 | © 23h/4h | - 2ª; 3ª | U

Kremlin R. Escadinhas da Praia, 5 (24 de Julho) 21 395 7101 | © 24h/8h | - Dom.; 2ª a 5ª

Indochina R. Cintura do Porto de Lisboa, 232 Arm. H (Santos) 21 395 5875 | © 23h/6h | - Dom.; 2ª

L Gare R. da Rosa 136 (Bairro Alto) © 17h/2h | - Dom. e 2ª

Jamaica R. Nova do Carvalho, 6 (Cais do Sodré) 21 342 1859 | © 23h/6h | - Dom. | U Kais R. da Cintura – Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) © 20h/23h30 | - Dom. | U Kapital Av. 24 de Julho, 68 (24 de Julho) 21 393 2930 | © 5ª a Sáb. e vésp. feriados 23h/6h | - Dom.; 2ª

La Hora Española {Espanhola} Cç. Marquês de Abrantes, 58 (Santos) 21 397 1290 | © 12h/15h;19h/2h | €€€ Le Goût du Vin R. de S. Bento, 107 (São Bento) 21 395 0070 | © 19h/2h | - Sáb. Left Lg. Vitorino Damásio, 3 F (Santos) 91 635 9406 | © 3º a Dom. 22h/4h | - Dom.| U

Guia da Noite Lx magazine 61


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Uma noite com João Cardoso

Músico Bunny Ranch e Sérgio Godinho Paragens obrigatórias Esplanada: Terraço Restaurante: Esquina da Bica Bar: Bicaense Discoteca: MusicBox

Le Marais R. de Sta. Catarina, 28 (Adamastor) 21 346 7355 | © Dom. a 5ª 12h/2h; 6ª e sáb. 12h/4h | U Les Mauvais Garçons R. da Rosa, 39 (Bairro Alto) 21 343 3212 | © 12h/1h | U Livraria Trama R. São Filipe Nery, 25B (Rato) 21 388 8257 | © 10h/19h30; 5ª e 6ª até 24h | - Dom. Loft R. do Instituto Industrial, 6 (Santos) 21 396 4841 | © 24h/6h | - Dom. a 4ª Lounge Bar R. da Moeda, 1 (Santos) 21 846 2101 | © 21h/4h; 6ª e sáb. 22h/4h | - 2ª | )

OndaJazz Arco de Jesus, 7 (Alfama) 21 887 3064 | © 3ª a 5ª 19h30/2h; 6ª e Sáb. 19h30/3h | - Dom.; 2ª Op Art Café | Doca de St. Amaro (Docas) 21 395 6787 | © 15h/2h; 6ª 15h/7h; Sáb. 13h/7h | - 2ª | U Paradise Garage R. João de Oliveira Miguéns, 38-48 (Alcântara) 21 790 4080 | © 24h/6h | - 2ª a 4ª

Maria Caxuxa R. da Barroca, 6-12 (Bairro Alto) © 19h30/2h | - Dom. | U

Pavilhão Chinês R. D. Pedro V, 89 (Príncipe Real) 21 342 4729 | © 18h/2h; Dom. 21h/2h | U

Maria Lisboa R. das Fontainhas, 86 (Alcântara) 21 362 2560 | © 6ª e vésp. feriados 23h30/6h | - Dom. a 5ª

Plateau R. Escadinhas da Praia, 7 (24 de Julho) 21 396 5116 | © 22h/6h | - Dom.; 2ª, 4ª

Mexecafé R. Trombeta, 4 (Bairro Alto) 21 347 4910 | © 22h/4h | U

Porão de Santos Lg. de Santos, 1 (Santos) 21 396 5862 | © 10h/4h; sáb. 19h/4h | - Dom.

Mezcal Tv. Água da Flor, 20 (Bairro Alto) 21 343 1863 | © 21h30/4h | U Mini-Mercado Av. D. Carlos I, 67 (Santos) 96 045 1198 | © 22h/4h | - Dom.; 2ª | U

Portas Largas R. da Atalaia, 105 (Bairro Alto) 21 346 6379 | © 20h/3h30 Project Bar Av. Dom Carlos I, nº 61 – 1º (Santos) 96 391 0337

Mood Lg. Trindade Coelho, 2223 (Bairro Alto) 21 342 4802 | © 22h30/4h | - Dom.; 2ª

Purex R. das Salgadeiras, 28 (Bairro Alto) 21 342 8061 | © 23h/4h | - 2ª | U

LX Factory R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 21 314 3399

MusicBox R. Nova de Carvalho, 24 (Cais do Sodré) 21 347 3188 | © 23h/6h | - Dom. a 3ª | U

Rock in Chiado Café R. Paiva Andrade, 7 (Chiado) 21 346 4859 | © 11/3h | - Dom. | U

Majong R. da Atalaia, 3 (Bairro Alto) 21 342 1039 | © 21h30/4h |U

O’Gillins Irish Bar R. dos Remolares, 8 (Cais do Sodré) 21 342 1899 | © 11h/2h30

Lux-Frágil Av. Infante D. Henrique, Arm. A (Stª Apolónia) 21 882 0890 | © 18h/6h | - Dom.; 2ª | )

62 Guia da Noite Lx magazine

Santiago Alquimista R. de Santiago, 19 (Castelo) 21 888 4503 | © 2ª a 4ª 18h/2h; 5ª a Sáb. 18h/4h; Dom. 20h/2h | U


Século (O) R. de O Século, 78 (Bairro Alto) 21 323 4755 | © 9h/2h | - Dom.

Tasca do Chico R. Diário de Notícias, 39 (Bairro Alto) © 12h/4h

W Disco R. Maria Luísa Olstein, 13 (Alcântara) 21 363 6830 | © 24h/6h | - 2ª; 3ª e 5ª

Sentido Proibido R. da Atalaia, 34 (Bairro Alto) © 19h/2h

Tejo Bar Beco do Vigário, 1 (Alfama) © 22h/2h

Sétimo Céu Tv. da Espera, 54 (Bairro Alto) 21 346 6471 | © 22h/2h

Terraço (O) Cç. Marquês de Tancos, 3 (Castelo) | © 12h/21h

Xafarix R. D. Carlos I, 69 (Santos) 21 396 9487 | © 22h30/4h | - Dom.

Silk R. da Misericórdia, 14 - 6º andar (Bairro Alto) © 22h30/4h | - Dom.; 2ª

Tokyo R. Nova do Carvalho, 12 (Cais do Sodré) 21 342 1419 | © 23h/4h | - Dom. | U

Sítio do Cefalópode Lg. do Contador-Mor (Castelo) 21 888 0440 | © 22h/2h | - Dom.

Trumps R. da Imprensa Nacional, 104 B (Príncipe Real) 21 397 1059 | © 6ª, Sáb. e vésp. feriados das 23h45/6h | - 2ª a 5ª

Skones R. da Cintura – Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) 21 393 2930 | © 23h/5h | - Dom.; 2ª

Twin’s Lx R. de Cascais, 57 (Alcântara) 21 361 0310 | © 4ª e 5ª 22h/4h; 6ª e Sáb. 22h/6h | - Dom. a 3ª

Snob R. do Século, 178 (Príncipe Real) 21 346 3723 | © 16h30/3h | U

Underground Lisbon Parque de estacionamento do Marquês de Pombal (Marquês de Pombal) | U

Speakeasy Cais das Oficinas, Arm. 115 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 396 4257 | © 20h/3h; 5ª a Sáb. 20h/4h | - Dom. | U

Xannax Club R. do Século, 138 (Bairro Alto) 96 940 7730 | © 12h/20h; 23h/4h | - 2ª; 3ª | U Estes e muitos outros restaurantes e bares de todo o país em www.guiadanoite.net © Horário - Dias de encerramento U Fumadores ou área específica € até 10 euros €€ de 10 a 15 euros €€€ de 15 a 25 euros €€€€ de 25 a 45 euros €€€€€ acima de 45 euros

Void Club R. Cintura do Porto, Arm. H, Naves A-B (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 5870 | © 23h/6h | - Dom.; 2ª | U

Directora Sandra Silva | Coordenação editorial Fernanda Borba | Assistente Editorial Patrícia Raimundo | Redacção C. Sá, Fernanda Borba, Luísa de Carvalho Pereira, Maria João Veloso, Myriam Zaluar, Natacha Gonzaga Borges, Patrícia Raimundo, Sandra Silva | Revisão Fernanda Borba | Design gráfico e paginação Inês Sena | Fotografia Alexandra Ferreira, J.B. Mondino, Lois Gray, Marco Sadio, O Rato e o Macaco, Patrícia Freire, Pedro Lobo, RBMA | Colaboradores Alexandre Cortez Pinto, João Silveira Ramos, Mafalda Lopes da Costa, Patrícia Brito, Patrícia Maia e Vítor Belanciano | Fotografia da capa J.B. Mondino | Impressão Sogapal | Copyright 101 Noites – Criação de Produtos Culturais, Lda | Tiragem e circulação: 35.000 exemplares | Periodicidade Trimestral

Contacta-nos! guiadanoite@guiadanoite.net | redaccao@guiadanoite.net 101 Noites - Criação de Produtos Culturais, Lda | Largo de Stº Antoninho, nº 3 | 1200-406 Lisboa | Tel. 21 343 22 52 | 101noites@101noites.com | www.101noites.com | www.myspace.com/101noites www.guiadanoite.net | http://www.facebook.com/guiadanoite.net | Assinatura Anual: 5 euros

Guia da Noite Lx magazine 63


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Banda Sonora Fernando Alvim

Imparável, não há quem não o conheça das telas ou das rádios. Fernando Alvim é o criador e realizador da Speaky.tv, editor da Revista 365, apresentador dos programas Prova Oral e Nuno & Nando, ambos na Antena 3, e do programa 5 para Uma na RTP2. Além disso, desenvolveu projectos de reconhecida excelência cultural como o Festival da Canção Alternativo e Monstros do Ano. Em Junho participou do Festival Silêncio como membro do júri do 1º Torneio de Poetry Slam realizado em Portugal. 64 Guia da Noite Lx magazine

Dead Keneddy’s » Too drunk to fuck Solomon Burke » Don’t give up on me Jeff Buckley » Grace Ornatos Violeta » O amor é isto David Bowie » Ziggy Stardust Arcade Fire » Power Out Momus » I Want you, but I don’t need you Frank Zappa » Bobby Brown Goes Down LCD Soundsystem » Daft Punk Is Playing at My House Tom Waits » Temptation


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Guia da Noite Lx magazine #7  

Neste número: The Legendary Tigerman » Absolut Poetry Slam » O Maquinista » Real Combo Lisbonense » Dj Tati Sanches » Homens da Luta » Ferna...

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