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www.guiadanoite.net ‑­ 2011» Distribuição #10Lisboa ‑­ 2010»#13 Distribuição gratuita gratuita

Lisboa Festas Cheryl » Pura loucura

Dj Shot » Rui da Silva

Noite madrilena La Boca del Lobo

Holofotes » Rui Pregal da Cunha

Guia » cafés | esplanadas | restaurantes | bares | discotecas


Holofotes »

Texto» C. Sá Fotografias » Ricardo Casal

Em busca dos Heróis perdidos Os Heróis do Mar têm recebido vários convites para voltarem a juntar­‑se. A come‑ moração dos 30 anos seria uma boa opor‑ tunidade para o fazerem, mas a todos têm dito que não. Rui Pregal da Cunha explica porquê: se a ideia parece atraente, só seria viável com “seis a nove meses de ensaios”. Após o fim dos Heróis do Mar, Rui Pregal da Cunha fundou os LX90 e foi para Londres ver no que dava. Voltou sete anos depois, em 2000, começando então a trabalhar como produtor de publicidade – o que faz até hoje. Há muito que é também Dj nas horas vagas (residente no Bedroom e na Capela, no Bairro Alto), mas foi mais recen‑ temente que o bichinho do palco o mordeu de novo. Voltou a dar concertos com os Nouvelle Vague e com Os Golpes, com quem gravou a música “Vá Lá Senhora”, e, no ano em que se comemora o 30º aniversário do nascimento da banda que o tornou famoso, muitos têm sido os pedidos para que se reúna aos restantes Heróis e volte a cantar “Saudade”, “Amor” ou “Paixão”.

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Holofotes

Um bom DJ cria frenesim Residente na Capela e no Bedroom, no Bairro Alto, o Dj Rui Pregal da Cunha tem como principal meta a excitação geral da plateia. “Um bom Dj deve levar as pessoas ao fre‑ nesim. Gosto de ir a um sítio onde perco o controlo sobre mim e é também isso o que tento criar nas pessoas”, diz, explicando que não tem preferências por nenhum género musical: “Sou capaz de passar de um rock para um techno e depois para um bailinho da madeira. Para mim, as músicas fazem muito mais sentido a nível harmónico do que a nível de beat. Posso passar de 120 batidas por minuto para 180 sem problema nenhum.”

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Holofotes Calculo que tenha vivido com inten‑ sidade o facto de voltar a estar num palco, de ter público à sua frente? Gosto imenso. Estou muito bem ali, à frente de uma data de pessoas. Na primeira vez em que se sobe a um palco, há aquela adrenalina toda e é uma coisa incrível, mas a primeira vez em que tens de abrir a boca, borras­‑te todo. Depois ganhas traquejo. Mas antes de subir a um palco já eu achava que a minha postura nas coisas – ao andar na rua, pela roupa que usava, pelo que dizia, pelas pessoas com quem me dava – eram afirmações da minha pessoa. Por isso, basicamente vou para o palco ser eu. Fin‑ gindo que aquilo é uma personagem (risos). Gosta de transmitir mensagens ao público? Muitas vezes as pessoas não estão inte‑ ressadas em mensagens. Aquilo que é muito importante para ti, às vezes não é muito importante para os outros. Tens um tempo de antena fantástico para dizeres algo que possa ser verdadeiramente importante, mas não se deve exagerar, porque as pessoas quando me vão ver não estão à espera de um comício. Por isso, acho que podes, ou tens oportunidade, de deitar uma “bomba”, mas tudo o resto deve ser mais apaziguador… Quando surgiram, com uma estética e uma postura muito marcada, os Heróis do Mar também foram uma “bomba”. O que os Heróis fizeram foi falar de Por‑ tugal, quando aquele Portugal parecia que estava confinado aos livros de história do antigamente. E não era. Uma pessoa não apaga as coisas com uma borracha. A histó‑ ria, para o bem e para o mal, existiu, e nós só estávamos a falar disso. Mas houve em primeiro lugar uma incrível falta de sentido de humor. Os portugueses são capazes de

fazer anedotas das coisas mais escabrosas, como agora com o Carlos Castro, mas às vezes têm uma incrível falta de encaixe e de humor. Queríamos falar de coisas que nos distinguissem dos outros. Uns falavam na rapariga do shopping, outros não sei de quê e nós queríamos falar de uma coisa que nos distinguisse dos outros. Certas fações da sociedade acharam que nós éramos uns nazis malucos. Mas não éramos. Depois, já mais tarde, quiseram que fizéssemos o en‑ cerramento da Expo’98, que tinha a ver com o mar, a água, os descobrimentos, etc. Eu achei que sim, que fazia todo o sentido, que seria o ponto final da aceitação dos Heróis dentro da sociedade, mas ao mesmo tempo não dava. Dois estavam nos Madredeus, dois estavam em Londres, outro não tocava bateria há não sei quantos anos… Agora, precisamente, volta a falar­‑se na possibilidade de um regresso, inclusive através de um movimento no Facebook. Essa iniciativa foi organizada por uma pessoa, que é o Luís Beethoven, mas o que eu lhe disse na altura foi: “Mete­‑te na bicha...” Porque, do Álvaro Covões ao Luís Montez, houve outros interessados. E até o diretor do Campo Pequeno, no ano pas‑ sado, queria fazer lá o nosso regresso. Na altura disse­‑lhe que não estava a ver isso acontecer e que a fazer sentido seria só este ano, em 2011, porque se comemoram os trinta anos da nossa formação. Se por acaso nos juntássemos para esta comemo‑ ração seria fantástico, mas nunca deixaríamos que fosse uma celebração assim sem mais nem menos, descabida. Para montar esse concerto, e que fosse só um concerto, precisávamos de uns seis a nove meses de preparação e de ensaiar umas oito horas por dia. Precisávamos de tocar as músicas Guia da Noite Lx magazine 3


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como elas eram para depois podermos rearranjá­‑las para aquilo que nós gostaría‑ mos de fazer hoje em dia. E o trabalho que isso dá, só a nível musical? E depois há os filmes, as coreografias... É uma maluqueira tão grande, tão grande, que não estou a ver. Gostava de o fazer, mas muito bem produzidinho, muito bem feitinho. Gostava de fazer esse concerto e deixar este gosto que perdura há trinta anos, por mais trinta. Mas como não quero destruir essa ideia que as pessoas têm dos Heróis, de quem os viu, não me estou a ver a fazer uma coisa desenxabida só para ganhar uns cachês. Para fazer isso teríamos que estar ali uma data de meses a suar à séria. Sente saudades dos tempos dos Heróis do Mar? Eu nunca olho para trás, acho que a vida é sempre em frente e a luz que há ao fundo do túnel chama­‑se morte (risos). É mesmo assim. A vida é muito linear e para mim é sempre em frente. O que há para trás é uma bagagem que vais adicionando a cada segundo em que vais avançando para a frente. Não sou nada saudosista, não penso nada em termos de “Ah, antigamente é que era”. Isso é uma forma muito derrotista de olhar para a vida. Muitos entram em depressão quando passam do estrelato para o anonimato. Isso não aconteceu consigo? Não. Eu passei do anonimato para ser uma mega­‑estrela e depois para o anonima‑ to novamente. Ou seja, não me faz grande confusão. Há pessoas que lidam muito pior, porque olham para ele como uma derrota. Eu não vejo as coisas tão lineares assim, entre a vitória e a derrota, entre zero e um ou entre o yin e o yang. 4 Guia da Noite Lx magazine

No entanto, teria outra vez o estrelato à mão de semear com um eventual regresso dos Heróis do Mar… Mas para quê? O que me vai trazer a mim – e agora vou ser completamente egoísta –, o que me vai trazer de novo e de enriquece‑ dor, a mim, subir a um mega­‑palco, dar um mega­‑concerto? Eu já fiz isso. Gosto imenso da sensação que tenho de subir a um palco, com os Golpes ou com os Nouvelle Vague, de ter ali 700 pessoas à frente, de cantar para elas e partir a loiça toda. E depois vir­‑me embora, trabalhar, dar beijinhos ao meu filho e acabou. Não é uma coisa que tenha muitas consequências, mas dá um grande gozo, a mim e às pessoas que estão a ver. Ainda hoje há pessoas que associam a banda a uma imagem inicial alega‑ damente militarista, ou nacionalista, como se disse na altura… Isso foi só ao princípio, o que até nos deu alguma notoriedade. Eu sou patriótico, gos‑ to imenso de Portugal, gosto de defender a nossa cultura, mas não me vejo como uma pessoa nacionalista. Nem sequer sei qual é o conceito. É exacerbadamente meter isso à frente de tudo? Isso é uma parvoíce, é chauvinismo cultural. Não é extremista, portanto… Politicamente, sou mesmo muito mode‑ rado. Nunca gostei de extremos políticos, nem de um lado nem do outro. Mas de qualquer forma, acho que isso nem se‑ quer importa na arte. O bom gosto não é propriedade de nenhuma fação política. Porque nos chamavam fascistas quando estávamos a falar de Portugal? Portugal é uma coisa que pertence à direita? Não é! Portugal é de todos.


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Vidas de taxista p. 19

#1 Holofotes » Rui Pregal da Cunha Em busca dos Heróis perdidos

#7R  adar » Cheryl A arruinar notívagos desde 2008

# 12 M  etropolis » A vida é um teatro

# 14 1 001 Noites »

# 24 R  etratos da Noite » La Boca de Javier

# 30 Dj Shot » Rui da Silva dez anos depois de “Touch Me”

# 33 É noite no mundo » José Luís Peixoto Insónia em Bangalore

O vinho da sabedoria

# 36 Guia das Pizzas

Guia de Baco

# 39 B  est Of »

# 19 L  usofonia » Vidas de taxista You talkin’ to me?

Restaurantes, bares e discotecas

# 50 G  uia » Diretório das melhores moradas da noite de Lisboa

Best Of

# 60 Post it » # 38 Sabores Típicos

Cabeleireiros alternativos

# 40 Sabores do Mundo # 46 Noites ao Vivo # 44 Noites Cool # 48 Noites de Dança # 42 Noites Trendy

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Nota: Não nos responsabilizamos por eventuais alterações na informação sobre eventos e espaços seleccionados. Esta revista foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.


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Texto» Patrícia Raimundo

Cheryl A arruinar notívagos desde 2008 As quatro cabeças que imaginaram este verdadeiro carnaval fora de época não fazem a coisa por menos: apresentam a Cheryl – que de banal tem mesmo só o nome – como a festa que vai arruinar as nossas vidas. E, pelos níveis de loucura a que incen‑ tiva, a promessa não foge muito à verdade. Entediados com a fraca vida noturna do bairro onde viviam, Nick Schiarizzi, Destiny Pierce, Sarah Van Buren e Stina Puotinen decidiram pegar num guarda­‑roupa excên‑

Fatos bizarros, cabeleiras desgrenhadas, máscaras, brilhos e sangue, muito sangue. Falso, claro. A mistura insana de performance, vídeo arte e música de dança já fez da Cheryl uma das festas mais badaladas de Nova Iorque e começa a contaminar outras cidades. Este inverno foi a vez de Lisboa sentir na pele a loucura de que se fala.

trico e nos acessórios mais improváveis, regá­‑los com pinturas, sangue falso, purpu‑ rina e música dançável, e criar uma festa completamente fora do baralho. O grupo de amigos começou por se juntar num pequeno bar local, em 2008, mas rapida‑ mente o espaço ficou apertado para a quan‑ Guia da Noite Lx magazine 7


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tidade de gente que também queria parti‑ cipar. Hoje, a Cheryl é residente mensal no The Bell House, em Brooklyn, e o número de vidas arruinadas em dois anos de atividade mais louco, melhor. “Geralmente, vamos ascende aos milhares. “E ainda estamos a buscar as temáticas que mais nos divertem contar!”, relembra Nick Schiarizzi. e que têm um maior potencial para fazer Para Sarah Van Buren, “o crescimento vídeos e disfarces engraçados. Como somos inesperado da Cheryl mostra que estamos de facto a preencher as necessidades de um nicho. Quem diria que havia tanta gente a precisar de uma experiência dançante completamente louca?”. Muito para além do simples conceito de festa, Sarah fala também numa faceta “quase espiritual” que atravessa as noites da Cheryl: “somos uma comunidade crescente de pessoas que se juntam pelo amor ao êxtase do No início do ano, a Cheryl passou por movimento, pela perda de Lisboa, Londres, Barcelona e Berlim, controlo e de seriedade. E não naquela que foi a primeira tournée estou a exagerar quando digo europeia do grupo. Por cá, a festa que isto é uma bênção”. arruinou as vidas dos notívagos que Cheryl é sinónimo de noites passaram pelo Musicbox em janeiro, desbragadas e de diversão uma noite de verdadeiro festim visual libertadora, mas não se fica que pode vir a repetir­‑se em breve. por aí: é, acima de tudo, o nome de um coletivo artístico que se desdobra na criação de performances, instalações para museus (o incontornável MoMA é ape‑ todos amigos, o processo de escolha é nas um deles) e na produção de vídeos que bastante orgânico. Estamos sempre a par‑ dão, aliás, o mote para as festas mensais. tilhar ideias e as nossas estranhas visões A única regra para a escolha dos temas que do mundo uns com os outros”, revela Nick pretendem inspirar os notívagos é: quanto Schiarizzi. Os resultados são imprevisíveis e podem incluir coisas como egípcios devoradores de Cheetos, histórias de amor entre os míticos bonecos Troll e, porque Guia da Noite Lx magazine 9


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não, coreografias interpretadas por… fatias de pizza? Pôr bigodes de gato, vestir a roupa mais excêntrica do armário e despejar bisnagas de sangue falso pela cabeça abaixo são gestos que já fazem parte do dia a dia de Destiny Pierce: “Agora, para mim é sempre carnaval. A energia, criatividade e comuni‑ dade que criámos – e que continua a crescer – tornou­‑se uma parte muito importante das nossas vidas. E o melhor é que nunca sabemos exatamente o que vai acontecer a seguir. Só sabemos que vai ser divertido”.

Dois anos de Cheryl podem ter arruinado as manhãs de sexta­‑feira a muitos nova­ ‑iorquinos, mas para os quatro performers responsáveis pelo projeto, pode dizer­‑se que as consequências foram outras. Stina Puotinen não hesita em dizer que o projeto lhe mudou a vida “e para melhor! É ótimo estarmos constantemente inspirados e a fazer trabalho criativo. E também temos tido oportunidades fantásticas para colaborar com outros artistas, performers e amigos. Já nem me consigo lembrar de como era a minha vida antes da Cheryl”.

Arruina-te! Faz uma Cheryl em casa! Segue o exemplo dos quatro amigos e performers norte-americanos que criaram o conceito Cheryl e faz a tua própria ruína! Para o dress code basta seguir a dica do grupo: entrar no bazar do bairro como se tivesse acabado de sair do manicómio com poucos tostões no bolso! Depois é só fazer uso da criatividade e misturar os trapinhos mais excêntricos com os objetos mais brilhantes e bizarros que por lá se encontrar. Certifica-te que levas no saco alguns brilhos, pinturas, cabeleiras, máscaras, bigodes de gato e, claro, o obrigatório sangue falso.

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Para tornar a experiência mais inte‑ ressante e ainda mais insana, podes definir temas para as tuas festas e treinar em casa a coreografia oficial da Cheryl. A música e a dança são indispensáveis, por isso tem à mão uma seleção de discos bem eclética e dançável – e não tenhas problemas em juntar o mais refinado eletro rock com um hit esquecido dos Vengaboys. Vale tudo para pôr de lado a seriedade e libertar o teu “eu” mais kitsh e des‑ preocupado. Só não vale pensar no dia a seguir. www.cherylwillruinyourlife.info


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Metropolis Âť

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Metropolis

ciclos de cinema e concertos. Graças a uma bancada retráctil e aos lugares do andar de cima convertíveis em camarotes, a sala pode transformar-se num bar acolhedor e informal onde imperam o betão e o ferro. Situado simbolicamente mesmo em frente ao Conservatório, num bairro com uma longa história ligada ao teatro, à dança e ao cinema, o Tea‑ tro do Bairro é um projeto transdisciplinar que irá oferecer uma programação de artes de palco, cinema e concertos para que o Bairro Alto, como afirma António Pires, “não perca oferta cultural”. A programação de cinema será assegurada por uma parceria com Zero em Comportamento (orga‑ nizadora do IndieLisboa) e a musical pelos saudosos Num espaço mítico situado nas antigas Hot Club e B.Leza e também instalações do Diário Popular, nasceu o Teatro pela casa de fados Mesa do Bairro, o novo pólo cultural do Bairro Alto. de Frades que prometem uma agenda recheada de Onde antigamente trabalhavam as rotativas concertos de jazz, música africana e muito de impressão de vários jornais portugueses, fado, para além de festas animadas por Dj’s. E porque o Teatro do Bairro se afirma como no edifício da Interpress, acaba de surgir um novo pólo cultural da cidade, fica a pro‑ um novo espaço dedicado às artes e ao messa de novas parcerias com o Instituto espetáculo. O projeto é uma aposta da das Artes, a Fundação Calouste Gulbenkian e produtora Ar de Filmes e é dirigido pelo a Câmara de Lisboa. Inaugurado no passado encenador António Pires e pelo produtor dia 3 de março com a estreia da comédia de cinema Alexandre Oliveira. A recupera‑ ção – a cargo do ateliê do arquiteto Alberto “Vida de Artista”, o Teatro do Bairro propõeSousa Oliveira – soube tirar partido dos 600 -se trazer de novo para o Bairro Alto a movida artística. Lisboa me mata! metros quadrados e da arquitetura indus‑ trial e criar uma sala polivalente que irá Teatro do Bairro R. Luz Soriano, 63 (Bairro Ato) receber espetáculos de teatro, mas também 21 347 3358 | www.ardefilmes.org

A vida é um teatro

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O Vinho da Sabedoria “Uma vez que ignoras o que te reserva o dia de amanhã, procura ser feliz, hoje. Toma uma ânfora de vinho, senta­‑te ao luar e bebe, lembrando­‑te que, talvez amanhã, a lua te procurará em vão.” Omar Khayyam, Rubaiyat

A história do vinho confunde­‑se com a histó‑ ria da humanidade e da literatura. Desde a Antiguidade, filósofos e poetas evocaram e louvaram as suas virtudes. “Bebam e nunca morrerão” já afirmava Rabelais em Gargan‑ tua. Das libações dos heróis das epopeias homéricas descritas por Heródoto, às lições bem regadas de Sócrates relatadas por Pla‑ tão, passando pela Bíblia que o compara ao sangue da vida ou por Ovídio que defendia que “o vinho torna os corações recetivos ao amor”, o néctar dos deuses foi fonte de inspiração da literatura universal. 14 Guia da Noite Lx magazine

Com mais de oito mil anos de história, o vinho atravessou a civilização mesopo‑ tâmica, egípcia, grega, etrusca, romana, celta… A sua história remonta ao Neolítico, quando os homens domesticaram a vinha selvagem e descobriram como limitar a fermentação das uvas. De Osíris a Cristo, passando por Dionísio e Baco, o vinho foi considerado durante muito tempo o emblema dos Deuses. Mas a embriaguez é intemporal e encon‑ trou adeptos em inúmeros poetas e escri‑ tores que sobre ela dissertaram, tal como Balzac no seu Tratado sobre os Excitantes Modernos: “Percebi então o prazer da embriaguez. A embriaguez lança um véu sobre a vida real, apaga o conhecimento das mágoas e dos desgostos e permite depositar o fardo do pensamento.”


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O seu incomparável sabor e a embriaguez que provoca fazem dele o símbolo dos prazeres terrestres ou celestes, mas como afirma Francisco José Viegas no prefácio do Vinho dos Escritores: “Um vinho apetece ou não. O mais que se pode fazer é responder a esse apetite com a nossa disponibilidade para aprender a saborear (ou a voar, como sugere subtilmente Ibris ben­‑al­‑Yaman, um poeta andaluz do século XI que se lembrou de associar a imagem dos copos cheios de vinho à dos corpos cheios de espíritos). Num mundo em que somos vigiados por vários terrores, estarmos disponíveis é, ainda, um dos grandes segredos.” Sigamos pois o conselho de Charles Baudelaire: “Embriagai­‑vos É preciso estar sempre ébrio. É tudo: eis a única questão. Para não sentir o terrível fardo do Tempo que vos quebra as cos‑

tas e vos inclina para a terra, tendes de embriagar­‑vos sem tréguas. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embriagai­ ‑vos, e se porventura, nas escadas do palá‑ cio, na relva verde de uma vala, na solidão morna do vosso quarto, despertardes, a embriaguez já fraca ou desaparecida, pedi ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que se esvai, a tudo o que geme, a tudo o que passa, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio responder­‑vos­‑ão: Está na hora de se embriagarem! Para que não se tornem escravos martirizados do Tempo, embriagai­‑vos; Embriagai­‑vos incessantemente! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha!” Charles Baudelaire, Le Spleen de Paris, Traduzido por Sandra Silva.

O Vinho dos Escritores Desde o princípio dos tempos, o vinho ocupa um lugar central na literatura universal. Dos autores clássicos aos escri‑ tores contem‑ porâneos,

o néctar dos deuses inspirou páginas belíssimas, algumas coligidas na antologia O Vinho dos Escritores edi‑ tada pela 101 Noites. Trata­‑se assim de uma volta ao mundo dos vinhos, pela qual iremos deixar­‑nos guiar pela pena de Mário de Sá­‑Carneiro, Antonio Tabucchi, Camilo Castelo Branco, Karen Blixen, António Nobre, William Shakespeare, Eça de Queirós e tantos outros grandes escritores que celebra‑ ram o vinho na sua obra.

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Guia de Baco Em Lisboa há inúmeros locais onde é possível degustar o néctar dos deuses. Quer deseje enriquecer a sua garrafeira ou apenas descobrir as mais recentes novidades do mercado vinícola, aqui fica uma listagem de bares e lojas especializas para os amantes do vinho.

chafariz do vinho (enoteca)

bica­‑me mercearia­‑café

R. da Mãe d’Água à Praça da Alegria (Príncipe Real) 21 342 2079 | © 18h/2h | ‑ 2ª | €€€

R. da Bica Duarte Belo, 51 (Bica) 21 325 7940 | © 3ª a sáb. 18h30/2h30 | ‑ Dom. e 2ª | €€

Num cenário verdadeiramente inspirador – o luminoso Chafariz da Mãe-de-Água – este é um dos mais bonitos bares alfaci‑ nhas. Vocacionado para o vinho em todas as suas inexprimíveis fragrâncias, este é o paraíso para o apreciador deste néctar. Com uma garrafeira que oferece os melho‑ res vinhos nacionais e estrangeiros – incluindo uma vasta lista de vinhos portu‑ gueses premiados e também as novidades do mercado –, aqui poderá degustar uma seleção preciosa a copo, acompanhada por petiscos mais que deliciosos. Para os notívagos que procuram locais amenos e sofisticados. De verão, a esplanada é uma verdadeira tentação! [foto §1]

Esta mercearia­‑café é um verdadeiro must que reúne em dois pisos muito acolhedo‑ res um espaço de degustação e uma loja de produtos gastronómicos. Com uma ementa que aposta nas sopas, nas saladas e nas sandes, o Bica­‑me é o local ideal para uma refeição leve ou para a degustação de uma tábua de queijos acompanhada de um bom vinho – estes, apesar de poucos, são selecionados a dedo para satisfazer os mais exigentes. Ao final da tarde ou à noite, para picar especialidades caseiras ou comprar um bom paté ou uma garrafa de vinho, este espaço gourmet da Bica veio preencher uma lacuna no bairro. [foto §2]

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ยง1 ยง2

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la fattoria – vinodivino

artis bar

Pç. D. Luís I, 2 (Cais do Sodré) 21 192 3420 | © 11h/20h | ‑ Dom.

R. Diário de Notícias, 95­‑97 (Bairro Alto) 21 342 4795 | © 20h30/4h | Não encerra | €€

A primeira vista pode parecer apenas mais uma loja especializada em vinhos, mas o La Fattoria – Vinodivino oferece, além duma garrafeira dedicada quase em exclu‑ sividade a produção vinícola italiana – do Piemonte à Sicília, do Friuli à Apúlia, e à Sardenha –, a possibilidade de degustar e levar para casa algumas das deliciosas igua‑ rias daquele país: de vinhos e destilados, passando por azeites, trufas, molhos para pastas, etc. O La Fattoria também organiza provas de vinhos, encontro com os pro‑ dutores e jantares especiais onde o vinho servido é selecionado especialmente para acompanhar e realçar o sabor da ementa. Eis aqui uma excelente opção para um bom petisco de fim de tarde.

É um dos bares mais antigos do Bairro Alto, desde sempre frequentado pelos aprecia‑ dores de jazz, mas também por aqueles que apreciam ambientes propícios à conversa, com boa música de fundo. Nas paredes, cartazes antigos de filmes de Fellini ou de peça acabadas de estrear vão alternando. Há também alguns instrumentos musicais próprios do jazz, o género que sempre caracterizou o bar Artis. Se for até lá, apre‑ cie um bom copo de vinho da vasta garra‑ feira acompanhado dos deliciosos petiscos tipicamente portugueses.

solar do vinho do porto

Aromas & Sabores R. Tomás de Anunciação, 44 (Campo de Ourique) 21 396 3985 | © 2ª 9h/19h30; 3ª a Sáb. 9h/22h30 | ‑ Dom | €€ Bairru’s Bodega R. da Barroca, 3 (Bairro Alto) 21 346 9060 | Comida: Portuguesa | €€€

R. São Pedro de Alcântara, 45 (Bairro Alto) 21 347 5707 | © 11h/24h | ‑ Dom. e feriados

Goliardos (Os) R. da Mãe d’Água, 9 (Av. da Liberdade) 21 346 2156 | © 5ª a Sáb. 19h/2h | ­‑ Dom. a 4a | €€€

Muito frequentado por turistas em busca do prazer inefável de degustar um bom vinho do Porto, o Solar do Vinho do Porto é também o sítio certo para qualquer nativo em busca de alguma calma e sossego. A estrela da noite é, pois, o Porto, que se desdobra em tonalidades, sabores e textu‑ ras: rubi, branco, tawny velho, vintage… ao copo. Clientela obviamente mais “madura”.

Grapes & Bites R. do Norte, 81 (Bairro Alto) 91 936 1171 | © 14h/2h | ‑ Dom. Néctar Winebar R. Dos Douradores, 33 (Baixa) 21 093 8180 | © 2ª a 5ª 12h/23h; 6ª 12h/24h; Sáb. 16h/24h | ‑ ­ Dom. | €€€ Retiro de Baco R. Prior do Crato, 6 (Alcân‑ tara) 21 408 8375 | © 2ª a 5ª 18h/2h; 6ª e Sáb. 18h/4h | ‑ ­ Dom. | €€€ Winebar do Castelo R. Bartolomeu de Gus‑ mão, 13 (Castelo) 21 887 9093 | © 12h/23h | ‑ 3ª | €€

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Lusofonia »

Vidas de taxista You talkin’ to me?

Texto» Myriam Zaluar Fotografia» Ben Fredericson (§1), Heretakis (§2), Emdees (§3)

mulheres – poucas –, mas mesmo assim cada vez em maior número. Há os que vão dar a volta ao bilhar grande quando o caminho era sem‑ Poucos profissionais serão tão esquecidos, pre em frente e os que levam a nossa pressa tão a peito que quase voariam só para não tão confundidos com o veículo que os transporta e que justifica a sua existência perdermos o comboio. Os que surgem quais e função. Mas ao mesmo tempo, existe em anjos da guarda e nos safam de sarilhos grandes e os que só falta mandarem­‑nos seu redor toda uma mitologia. Quem não conhece uma boa história passada dentro fuzilar se acaso temos o descaramento de lhes pedir uma fatura. Estão sempre no de um táxi? Quem nunca se cruzou com nosso caminho, a arrastar­‑se provocadora‑ um taxista memorável? Táxis há muitos: mente à nossa frente quando o autocarro amarelos em Nova Iorque, por cá eram demora, mas quando queremos um… carismáticos carros pretos de tejadilho “Táxi!.. [suspiro] Não há nenhum à minha verde até alguém se lembrar de os uni‑ vista”… Enfim, no filme da nossa vida há formizar naquele tom sem personalidade (Bege? Creme? “Cor­‑de­‑táxi­‑quando­‑foge”?). sempre um taxi­‑driver em cujo carro aterra‑ mos esbaforidos enquanto bradamos “Siga Se bem que, no fundo, no fundo, a verda‑ aquele carro”. deira diferença não estará no automóvel Com idade para ser pai da maioria dos mas em quem o conduz. Quem disse que os miúdos que transporta, António Tabuada já fogareiros são todos iguais? viu de tudo, nesta vida de “chófer”. Depois de ter participado numa reportagem tele‑ Falemos então deles, os taxistas. Há­‑os jovens, velhos, gordos, magros, expansivos visiva que causou polémica já que se falava do consumo de álcool por adolescentes e taciturnos. Há­‑os homens – muitos – e Guia da Noite Lx magazine 19


Retratos Lusofoniada Noite »

na noite de Lisboa, ainda cresceu mais a sua reputação de São Cristóvão entre pais zelosos e filhos amantes da farra. “Muitos têm o meu contacto. Ao fim de semana, eles e elas organizam­‑se e ligam­‑me para os ir buscar ou então são os pais que me pedem para os levar e trazer. Ao fim da noite, faço a distribuição”. Com a experiência de quem anda nestas lides há mais de 15 anos, vaticina que “isto está pior”. Quando diz “isto” quer dizer o ambiente da noite, o consumo de álcool, a idade com que os jovens se iniciam na “má vida”. Já passou por muitas aventuras e

sente mais útil nesta espécie de missão que elegeu para si. Dá­‑se, porém, ao “luxo” de recusar determinados percursos ou clien‑ tes. “Na dúvida, não levo. Conheço­‑os a todos. Sei onde vão, de onde vêm. Às qua‑ tro da manhã está a loja ainda aberta…”. A “loja” é o Casal Ventoso. António Tabuada não tem medo da malta da noite, acredita que “há que saber adaptar a linguagem à do cliente”. E mesmo que se sinta amea‑ çado, nunca o demonstra. Ao ouvi­‑lo falar, quase parece que é motorista Às vezes o taxista é também um particular… “Muitos já me confidente, quase um padre, mesmo conhecem, ligam­‑me: ‘Ó Sr. Tó, sem querer. “Oiço cada conversa… venha cá buscar o fulano ou Uma a perguntar à outra se trouxe as a sicrana’. Alguns eram meus borrachinhas. Ou então mandam-me clientes há 15, 16 anos e agora parar na farmácia. Há uma ‘da vida’ ligam para eu levar os filhos. que vai ali às máquinas. Essa também Ficam mais descansados. Os é minha cliente, pede-me para ir putos contam comigo desde buscá-la ao hotel”. que não me tomem por parvo. Mas também não vou dizer que nunca fui enganado… Então e quando são eles que se enganam alguns sustos, mas não se farta. uns aos outros?! Uma noite vinham aí três, Quem corre por gosto não cansa sobreum deles, o mais totó, deixou­‑se distrair, tudo de noite, em que há menos trânsito… os outros dois fugiram e deixaram­‑no pen‑ “À noite é mais arriscado, temos de ter um durado sem dinheiro para pagar… Coitado, bocadinho de esperteza”. Como daquela fiquei com pena dele. Também sou pai, né? vez em que, quando percebeu quem estava Fui levá­‑lo…” no carro, achou por bem fazer um desvio no Um pouco psicólogo, um pouco pai de trajeto… “Parei à porta da super esquadra. todos, se abrisse a boca para dizer o que E pagaram­‑me a corrida!”. sabe, o que já viu, abalava algumas estru­‑ É de noite que António Tabuada assiste turas. “Há miúdas aí de boas famílias, algu­‑ aos espetáculos mais deprimentes e que se mas até muito conhecidas… se visse como é que elas andam… Algumas até se metem nestas aventuras sem os pais saberem. 20 Guia da Noite Lx magazine


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Faz de conta que dormem na casa das amigas. Vou levá­‑las de manhã com cada bebedeira… Às vezes os pais nem estão lá para as receber, são as empregadas que vêm buscá­‑las ao táxi.” Especializou­‑se na noite mas está quase sempre de serviço: “Isto é uma socie‑ dade, sou patrão e empregado, de modo que tenho de andar aqui muitas horas”. Então e o descanso, o lazer, a vida em família? “Durmo aos poucos”. E mesmo o casamento, ao fim de mais de 30 anos, já aprendeu a ter paciência e sorrir perante as intermitências do métier: “De vez em quando vou sair com a minha mulher, jan‑ tar fora ou às danceterias…”. Interrompe­‑se, para ter a certeza que estou a seguir a ideia: “Sabe o que é uma danceteria, não sabe? É aquela nova modalidade de disco‑ teca para pessoal mais cota… E de repente recebo um telefonema às três da manhã para ir buscar este ou aquele”. Às vezes o taxista é também um confi‑ dente, quase um padre, mesmo sem querer. “Oiço cada conversa… Uma a perguntar à outra se trouxe as borrachinhas. Ou então mandam­‑me parar na farmácia. Há uma ‘da vida’ que vai ali às máquinas. Essa também é minha cliente, pede­‑me para ir buscá­‑la ao hotel”. Tudo isto conta António Tabuada com naturalidade e algum orgulho. Sente­ ‑se privilegiado pelas relações que cria. Já Célia Luís prefere não dar muita con‑ fiança à “gente que vem da noite”. Há uns oito ou nove anos que conduz um táxi, e ao princípio fazia mais noites. Desde que se separou opta pelo horário que vai das pri‑ meiras horas da manhã até meio da tarde, o que lhe permite conciliar melhor o trabalho

com a maternidade. E prefere fazer o “cir‑ cuito dos hotéis”, apanhando os turistas que partem para o aeroporto do que a malta que vai dormir depois de uma noite de copos. Mas como pega ao serviço de madrugada é frequente apanhar os últimos resistentes das noitadas. “Fujo um bocado”, confessa. “As pessoas vêm muito alteradas. Há tem‑ pos apanhei três raparigas que iam para a Portela de Sacavém. Vinham de tal maneira que a meio do caminho adormeceram todas. E quem é que as acordava?”. Se bem que não são só as pessoas que vêm da noite que entram no carro em estados menos próprios: “Ali mesmo em Campo de Ourique, em pleno dia, uma senhora dos seus cinquenta e tal anos mal se tinha de pé. Toda bem­‑posta, bem vestida mas nem se conseguia perceber para onde é que ela queria ir”. Mas, como António, Célia gosta da profis‑ são que escolheu e não se deixa intimidar pelos riscos: “É uma atividade de que gosto. Temos de ter muita calma, saber lidar com o público. É uma atividade livre. Já traba‑ lhei numa pastelaria, na Câmara, numas bombas de gasolina…” Célia sabe que nem toda a gente é de confiança mas assegura que não depende de ser homem ou mulher, novo ou velho. Mas já vai distinguindo ape‑ nas com uma olhadela “o tipo de pessoa” que lhe entra no carro. “Há uns, por exem‑ plo, que veem uma mulher e aproveitam logo para não pagar a corrida”. Também não lhe faz diferença que se sentem ao lado ou atrás dela: “Se quise­‑ rem fazer­‑me mal tanto faz irem atrás como ao lado”. Guia da Noite Lx magazine 23


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La Boca de Javier

Texto» Sandra Silva

Figura incontornável da noite madrilena, Javier Muñiz dirige um clube de música, um restaurante, uma galeria de arte, uma associação cultural e é o mentor do emblemático festival de curtas-metragens La Boca del Lobo. Os inúmeros projetos que tens levado a cabo ao longo dos últimos anos revelam um lutador incansável. Como consegues manter esse espírito de guerrilheiro? Bem, eu considero-me um mero fio condu‑ tor. Todos esses projetos surgiram do amor que tenho pela música e pelo cinema. Como nunca consegui ser músico, nem cineasta – apesar de ter participado pontualmente nalguns filmes como realizador, ator e pro‑ dutor – converti-me num gestor cultural. As minhas atividades ligadas à restauração e ao clube La Boca del Lobo ajudaram-me a fechar o círculo. Como te lançaste nesta aventura? Tudo começou com La Boca del Lobo, um clube de música ao vivo que nasceu há 15 anos e que pretendia divulgar não só 24 Guia da Noite Lx magazine

a música mas também outros projetos cultu‑ rais como o cinema, a fotografia e a arte con‑ temporânea. Mais tarde, começámos a expandir-nos para outras áreas e abrimos o restaurante e a galeria. Pelo teu clube já passaram grandes músicos espanhóis e internacionais. Inclusive várias bandas portuguesas… Sim, por aqui desfilaram nomes impor‑ tantes da música espanhola como os Radio Futura, Manu Chao, Julieta-Venegas, Amaral, entre muitos outros. De facto, há alguns anos dedicámos uma semana a Portugal com o intuito de aproximar as duas culturas: o programa incluía diversas propostas artísticas como espetáculos performativos, teatro, cinema, música, exposições de fotografia, e claro, petiscos e cervejas nacionais. Foi uma semana muito rica e diversificada em termos culturais que contou com a participação de várias


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La Boca Erótica La Boca Erótica começou por ser uma secção de La Boca del Lobo mas rapida‑ mente se autonomizou, assumindo-se hoje como um festival com uma temá‑ tica sexual de curtas-metragens que incluem a ficção, o documentário, o videoclip, a animação, a vídeo arte ou o cinema experimental. Trata-se de um 26 Guia da Noite Lx magazine

espaço de desejo, sedução e amor, pon‑ tuado por momentos de paixão, luxúria, ternura e conflito que reflete as atuais relações e comunicação entre os sexos. Uma proposta de cinema audacioso, comprometido, provocador e provo‑ cante. Se queres saber mais voa para www.labocaerotica.com


Retratos da Noite

bandas portuguesas como os Mão Morta e os Rádio Macau.

Madrid podia ter continuado nessa linha, não só como um lugar de referência mas também como um pólo cultural. Quando A história da Boca está indiscutivelmente nos reunimos com os gerentes dos clubes relacionada com a movida madrilena… madrilenos todos se queixam do mesmo: Sim, La Boca del Lobo nasceu numa época estão a impor-nos regras que muitas vezes em que Madrid vivia ainda a efervescência não têm nenhum sentido e que dificultam dos anos 80 e da movida. Os madrilenos muito os projetos em curso. estavam muito ativos e a cidade fervilhava com novas ideias. Hoje, as coisas mudaram No início, devido ao seu caráter e esse espírito criativo tem vindo a desapa‑ alternativo, o festival La Boca del recer. Estamos a falar duma altura em que Lobo foi considerado uma espécie ainda era possível viver bem da restauração de “antifestival”… e que havia uma maior permissividade nos Quando criei o festival de curtas existiam horários do clube. poucos festivais em Madrid. Se querias ver curtas tinhas de ir até Alcalá de Henares Na atual conjuntura, imagino que seja porque no centro da cidade não existia difícil aguentar a tua estrutura… nada. As primeiras sessões decorreram Nos dias que correm o panorama é outro num espaço alternativo às salas de pro‑ e de facto neste momento tenho uma visão jeção convencionais. Mas as pessoas mais pessimista do futuro. Estamos a fazer identificaram-se logo com o festival e a um esforço enorme para levar os projetos enorme adesão do público estimulou-nos avante, mas o município não valoriza o tra‑ e incentivou-nos a levar o projeto avante. balho destes pequenos clubes e associações Não tenho dúvidas de que criámos algo culturais. Em poucas palavras, não estamos único e bastante arriscado e, de facto, as à espera de apoios económicos mas de uma coisas têm corrido bastante bem. maior simplificação nos trâmites e nas pape‑ ladas, que só dificultam a nossa atividade. Que tipo de filmes passam no festival? A meu ver, nos anos 80 Madrid estava no O mais importante para nós é que os fil‑ seu auge, mas lentamente começou a mes sejam originais, atrevidos e diferentes. perder essa qualidade de “cidade de refeDe facto, com base nessas premissas conse‑ rência” tornando-se numa metrópole cada guimos reunir na primeira edição 25 curtas. vez mais inóspita, violenta e provinciana. Hoje, volvidos 14 anos, recebemos perto Hoje, já ninguém vem a Madrid para saber de 1600 trabalhos em distintas categorias o que está a acontecer em termos cultuprovenientes de quase 60 países. rais na Europa. Um das características deste festival é Mas reconheces que isso é um fenómeno a itinerância. As curtas de La Boca del rotativo… Por exemplo, o Porto está Lobo já foram exibidas em cidades tão neste momento a viver uma espécie de distintas como Nova Iorque, Havana, movida… Lisboa ou Clermont-Ferrand, mas tam‑ Sim, estou a par da nova movida por‑ bém em aldeias recônditas da América tuense, acho fantástico e penso que Latina ou da Índia. Guia da Noite Lx magazine 27


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Sim, já conseguimos projetar filmes em 22 países e, nesse sentido, fomos verdadeiros pioneiros. Achámos que estava na altura de reunir uma seleção dos melhores filmes e mostrá-los noutros países. A ideia inicial foi levar o cinema a sítios onde praticamente não existia exibição de curtas-metragens. O mais interessante nestas mostras é a reação das pessoas perante os projetos e ideias que vêm de fora. Quando o festi‑ val desembarca numa aldeia perdida no deserto ou na montanha acontece algo mágico e isso é muito estimulante. Há histórias muito comoventes de espectado‑ res que reagem de forma muito diferente, deixam-se levar pelas narrativas e passam do riso ao choro porque os filmes abordam temas por vezes polémicos e provocado‑ res. Aquilo que para mim é belo pode ser repugnante para ti, mas se tivermos opor‑ tunidade de assistir aos filmes e depois conversar sobre o que vimos, pode ser algo muito gratificante para todos. Mas atenção, nem tudo é cor-de-rosa: também temos de saber gerir esses confrontos e interpreta‑ ções, porque os filmes despertam muitas emoções contraditórias e nada permanece igual depois de cada sessão. Este festival itinerante foi concebido à tua imagem e semelhança pois sempre gostaste de viajar e de conhecer outros mundos e outras culturas. Eu já não quero outra coisa; não quero perder a possibilidade de viajar porque o mundo está cheio de vida e há sempre alguém ou algo que nos pode surpreender e eu não quero ficar à margem disso. Gosto de aliar a viagem ao trabalho e o festival permite-me fazer isso. Temos recebido mui‑ tos convites de outros festivais espalhados 28 Guia da Noite Lx magazine

pelo mundo e desta forma participamos na criação de novos circuitos de exibição. O festival é constituído por diversas rubri‑ cas que tocam públicos muito diferentes. Grosso modo, existem várias categorias que englobam os mais de 200 filmes que projetamos durante uma semana. O Pano‑ rama Nacional e Internacional, Sexo, Drogas e Rock’n’Roll, uma Mirada Europeia, o Pla‑ neta Imaginário e também uma nova secção chamada Reivindicando (uma mostra de filmes de denunciam e expõem conflitos e problemas atuais). Em Búscate la Vida, uma secção que promove o “cinema de guerri‑ lha”, fornecemos um tema e os realizadores estreiam as suas obras no âmbito do próprio festival. Para além disso, existem muitas outras atividades paralelas como concertos, exposições, workshops, etc… O festival é produzido por uma pequena equipa que trabalha todo o ano. Que planos para o futuro? Fora do festival estamos cheios de ati‑ vidades e temos uma associação cultural Reunimos nesta antologia belíssimos poemas, para jovens artistas e criadores onde eles textos e cartas de escritores dedicados às suas mães. Adorada, ou amada incondicionalmente, a podem partilhar as suastemida ideias, mostrar mãe é uma figura omnipresente na vida de qualquer ser humano as mais belas a sua obra e refletir sobree oinspirou presente. Empáginas da literatura. Entre recordações de infância, histórias Madrid, La Boca del Lobo trabalhaterna diae comovente, os singulares e correspondência textos que constituem esta antologia testemunham e noite porque sabemos que temos um não só o amor sem limites dos grandes escritores pelas mas igualmente o papelpartido que estas mulheres enorme potencialsuas e mães, queremos tirar tiveram no desejo de escrita de alguns dos mais célebres vultosartesanal da literatura mundial. Estas páginas disso. Somos um festival e não íntimas constituem um valioso documento para o temos por detrás conhecimento nenhumdaapoio vida e obrafinanceiro destes escritores e servem simultaneamente de homenagem a todas as mães do importante, mas sim mundo.um grupo de pessoas Fernando Pessoa, Marcel Não Proust, que‑ Baudelaire, Victor com um coração muito grande. Hugo, Edgar Allan Poe, Gogol, Flaubert, Antero de Quental, Oscar Wilde,mas Tchekov, Raul Brandão e remos obter reconhecimento, apenas Mário de Sá-Carneiro dão-nos aqui um contributo levar o festival a mais para lhes para pessoas a criação de um panegírico mundial à abrirmos os olhos e levá-los a repensar o futuro. Queremos continuar a lutar por um cinema alternativo. El Lobo vai continuar a sua aventura “devorando cortos”.


emas, as mães. mente, a qualquer áginas da histórias ovente, os emunham ores pelas mulheres dos mais s páginas o para o s e servem mães do

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Uma antologia de poemas, textos e cartas de grandes escritores dedicados às suas mães. Fernando Pessoa, Marcel Proust, Baudelaire, Victor Hugo, Edgar Allan Poe, Gogol, Flaubert, Antero de Quental, Oscar Wilde, Tchekov, Raul Brandão e Mário de Sá-Carneiro homenageiam a figura ímpar da Mãe.

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Texto» Patrícia Raimundo Fotografia» Miguel Domingos

Rui da Silva Estilo» house, house progressivo, techno Obrigatório ouvir» “So Get Up” (1993, como Underground Sound Of Lisbon), “Touch Me” (2001), “Saudade” (2001, como CocoDaSilva), “Gotta Move On” (2011, como Junkie Wife)

Rui da Silva dez anos depois de “Touch Me” Em 2001, “Touch Me” fez história por ter sido o primeiro single português a chegar ao topo das tabelas internacionais. Dez anos depois da proeza, Rui da Silva continua imparável: para além de passar em revista uma carreira ímpar na dance scene nacional, apresenta uma mão cheia de novidades para pistas de todos os gostos. Quando decidiu desfazer­‑se do baixo e respetivo amplificador para comprar uma Roland 909, Rui da Silva tinha sentido o chamamento da eletrónica, mas dificilmente imaginaria as consequências que uma simples troca de instrumentos poderia ter no desenvolvimento da música de dança nacional. Dos primeiros beats à inauguração da Kaos Records – que rapidamente se tornou num selo de referência dentro do género – foi uma questão de tempo e de paixão. “Ter uma editora nunca foi um objetivo, mas sim uma necessidade. Sempre quis ter controlo total das minhas obras musicais e da forma como são apresentadas ao público. E a única maneira de poder

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DJ Shot

realizar esse desejo era ter uma editora discográfica própria”. E foi assim que, em 1993, saiu pela Kaos o primeiríssimo hit com a assina‑ tura de Rui da Silva, que se tinha juntado a Dj Vibe no mítico projeto Underground Sound Of Lisbon. “So Get Up”, tema de um intenso house progressivo, causou sensação nas pistas da época e as pala‑ vras apocalípticas de Darin Pappas a.k.a Ithaka facilmente atingiram o estatuto de hino. “The end of the Earth is upon us, pretty soon it’ll all turn to dust…” dava o mote para que todos esqueces‑ sem o passado e aproveitassem a vida. “Já lá vão uns anos valentes. Creio que a ideia para a faixa surgiu numa das festas que organizava na altura no Cas‑ telo de Montemor e a partir daí fomos para o estúdio. Inicialmente a faixa era para ser só instrumental, mas depois conhecemos o Pappas noutra festa e convidamo­‑lo a fazer as vozes”. Rui da Silva não esperava tamanho sucesso dentro e fora de portas, mas sentia que os ingredientes estavam lá: “Sempre soube que a música tinha algo de muito especial. A cada vez que a ouvíamos no estúdio até dava arrepios”, confessa. O final dos anos 90 levou Rui da Silva a deixar Portugal e a Kaos para procurar novos desafios. “Tinha chegado a uma fase na minha carreira de músico, produ‑ tor e ‘label boss’ em que o próximo passo significava sair de Lisboa e ir viver para Nova Iorque ou Londres. Optei por Lon‑

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dres. De uma forma ou de outra, Portugal tinha ficado muito pequenino para as minhas ambições musicais”, recorda. E como uma mudança nunca vem só, à nova morada juntou­‑se uma nova editora – a Kismet – e, claro, um novo hit para marcar a história da música de dança: “Touch Me” fez de Rui da Silva o primeiro português a chegar ao topo das tabelas internacionais. O Dj e produtor continua a fazer da capital inglesa o seu quartel­‑general, no entanto não deixa de ser presença assídua nos melhores clubes um pouco por todo o mundo, Portugal incluído, claro. E quando precisa, instala­‑se de armas e bagagens em qualquer cidade: nos últimos tempos tem estado em estúdio em Ibiza. O décimo aniversário do tema que mudou a vida do Dj e produtor não podia passar em branco, por isso estão prometidas algumas surpresas “lá mais para o verão”. Mas, o ano de celebração de “Touch Me” não se fica por aqui: Rui da Silva prepara­‑se para lançar ainda este ano um novo disco em nome próprio, que já entrou em fase de mistura, ao mesmo tempo que se desdobra em múltiplos alter egos. “Gotta Move On” revisita a “Funkytown” dos Lipps Inc. e é o primeiro single para Junkie Wife, projeto onde o Dj explora clássicos funk e disco. Esperam­ ‑se também novidades com assinatura CocoDaSilva, um sucessor para o single “Rumours”, lançado no ano passado sob o nome Crazy Love, e a estreia de uma novíssima identidade musical que responde por Black Silva. Por este andar, 2011 corre sérios riscos de se tornar o ano Rui da Silva.


É Noite no Mundo »

Texto»

José Luís Peixoto Fotografia» Helena Canhoto

Insónia em Bangalore Em Deli, tinha aproveitado as noites para dormir. Em Goa, as lendas que conhecia sobre as festas impressionantes de música eletrónica, o Goa trance, o suposto “feeling especial de Goa”, blá­‑blá­‑blá, tinham ficado muito aquém do que encontrei. É possível que a minha impressão tenha sido muito marcada pela subje‑ tividade de apenas cinco noites, talvez não tenha ido aos lugares certos, mas pareceu­‑me que, nas principais áreas turísticas de Goa, os estrangeiros são sobretudo uma comunidade de mal comportados que aproveita os câmbios vantajosos para desfrutar de um desa‑ fogo económico que lhes é inacessível nos seus países. Isso, associado ao facto de, em Goa, lhes ser possível fantasiar­

‑se com roupas indianas, conduzir motas sem capacete e passar o dia em praias de postal. Quanto à oferta noturna, havia fartura de ruas iguais à rua dos bares em Albufeira e, depois, para lá da gritaria, havia discotecas com noites especiais disto e daquilo, ladys nights, mas que eram um sucedâneo barato de qualquer coisa, onde só entra‑ vam estrangeiros, todos ansiosamente à procura de algo que não me agradava. Assim, quando cheguei a Bangalore, após três semanas de Índia, tinha von‑ tade e expectativas. Várias pessoas me tinham dito, e estava confirmado pelo Lonely Planet, que Bangalore é uma das cidades com maior desenvolvi‑ mento económico da Índia. Várias vezes me disseram: “é o Silicon Valley da Ásia”. Não sei porque é que, nesse


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momento, me pareceu que essa poderia ser uma característica positiva. Quando imagino o Silicon Valley com uma pro‑ fundidade mínima, parece­‑me que deve ser um lugar cheio de programadores de html a discutirem novas versões de software e a compararem telemóveis, mas, na Índia, quando ouvia essa referência

se encontra o pior do ocidente e o pior da Índia. Os seis milhões de habitantes da capital da Karnataka vivem numa cidade onde o fumo dos carros dá cor ao ar espesso, quente, húmido, onde os edifí‑ cios imensos dos Googles e Yahoos estão ao lado de famílias inteiras que vivem na rua, por baixo de cartazes, rodeados de lixo, ao lado de centros comerciais com McDonalds sem carne de vaca e diante Subi até uma porta aberta com luzes de passeios feitos de buracos garridas a saírem do seu interior e ou inexistentes. Ao fim de um colunas a distorceram música indiana. dia de Bangalore, há cansaço. Esperava uma festa de arromba. Ainda assim, já tinha dormido Entrei. em Deli e, por vezes, a noite compensa o dia. Foi com esse otimismo que cheguei ao jan‑ tar no Hard Rock Cafe. Sim, eu também preferiria qualquer massala ou vindaloo, mas os meus acompanhantes viviam ao símbolo do desenvolvimento tecnoló‑ numa cidade onde não havia bifes com gico, ficava­‑me pela expressão dos meus batatas fritas. Lá ficámos a pôr ketchup e interlocutores, que parecia sugerir uma a ouvir Mötley Crüe. mistura entre o melhor do ocidente e o Foi só à sobremesa que me avisaram que, melhor da Índia. afinal, não queriam sair. Ainda assim, tudo Seria difícil ter­‑me enganado mais. Ban‑ bem. Eu já tinha percebido qual era a zona galore é uma cidade onde, pelo contrário, de movimento noturno e foi para lá que me

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dirigi. A rua estava cheia de rapazes com camisas dos anos 70. Os carros, as motas, as bicicletas, as vozes de centenas de pessoas. Às vezes, alguém me dizia alguma coisa, eu sorria e tentava responder, embora quase sempre me parecesse que não esperavam resposta. Dos vários pontos onde havia altifalantes a espalhar música, por instinto e pelo que me pareceu serem indicações, dirigi­‑me para o mais barulhento. Ficava no topo de um edifício, talvez um quarto andar. Subi até uma porta aberta com luzes garridas a saírem do seu interior e colunas a distorceram música indiana. Esperava uma festa de arromba. Entrei. Como se tivesse chegado a uma arca frigorífica, estavam algumas dezenas de rapazes encostados às paredes, a olharem para mim. Olhei em volta, dei alguns pas‑ sos tímidos, encostei­‑me também a uma parede e não pararam de olhar para mim. Todos os rapazes da sala não afastaram o olhar de mim por um instante. Apenas. Como uma espécie de pesadelo, no meio daquela música estridente, ficaram todos a olhar para mim, como se tentassem derreter­‑me por telepatia. Não demorei a sair. As escadas tinham janelas que davam para a rua cheia de

rapazes. Foi por aí que vi chegarem polí‑ cias, que começaram a bater com paus em toda a gente. Os rapazes pareciam estar habituados. Riam­‑se e corriam à frente dos polícias, como se estivessem a brincar com eles. Os polícias iam atrás e a sua seriedade parecia fingida. De onde os via, lembravam­‑me polícias de filmes mudos, Keystone Kops. Após três semanas de Índia, já me tinha habituado a não per‑ ceber o que se estava a passar. A música parou ao mesmo tempo, de repente, em todos os altifalantes. A rua ficou deserta. Eu continuava sem sono.

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Guia das Pizzas »

forneria estado líquido Lg. de Santos, 9 A (Santos) 21 397 2022 | © 12h30/16h; 20h/24h; 6ª até 2h | Não encerra | €€€ Há quem diga que as pizzas paulistanas são as melhores do mundo. Verdade ou lenda, o facto é que os proprietários do já conhecido Estado Líquido decidiram fazer uma aposta e abrir a primeira “forneria” em Portugal com inspiração nas melhores pizzarias de São Paulo. O segredo é simples: pizzas com uma massa muito fina e crocante, ingredientes sofisticados e forno a lenha. O forno, diga­‑se, é absolutamente fundamental para dar um sabor especial às pizzas. Quem já provou a famosa pizza paulistana pode reavivar a memória gustativa, quem nunca teve esse prazer deve reservar mesa quanto antes.

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Guia das Pizzas pizzeria mezzogiorno R. Garrett, 19 (Chiado) 21 342 1500 | © 12h30/15h30; 19h30/23h | ­ ‑ Dom.; 2ª ao almoço | €€€ À boa maneira italiana, com direito a pátio interior e tudo, este restaurante tem a grande vantagem de ficar no Chiado, coração da cidade, sendo, ao mesmo tempo, um momento de evasão para outras paragens. Além do espaço de restauração, conta também com o Intermezzo Cocktail Bar – ideal para um aperitivo enquanto aguarda mesa – e uma esplanada ampla e sossegada no “pátio do Siza”. No acolhedor interior, o cheiro a manjericão não engana: o prato forte são as pizzas inspiradas na cultura napolitana e confecionadas em forno a lenha como manda a tradição. Gerida por dois italianos e um português, a Mezzogiorno convida ao dolce far niente e à conversa entre amigos em torno de uma bruschetta e de um inspirador vinho Chianti. Ideal para um jantar numa noite de verão, convém, contudo, chegar cedo para desfrutar da esplanada.

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Guia das Pizzas come prima R. do Olival, 258 (Lapa) 21 397 1287 | © 12h/15h; 19h/23h30 | ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€ No espaço que se desdobra em dois pisos (com uma mezzanine muito acolhedora), o Come Prima oferece uma ementa de especialidades italianas bem confecionadas, sem grandes pretensões, e a preço justo. Assim, para além das inúmeras e deliciosas pizzas das quais destacamos a que leva o nome da casa – com tomate, mozzarella fresca, pre‑ sunto e espinafres –, podem optar por uma grande variedade de massas suculentas, dois tipos de risotos e ainda diversos pratos de carne, como o bife de lombo com cogumelos porcini. Para sobremesa, o tradicional tiramisú ou pannacotta são uma excelente opção.

Casanova Cais da Pedra, Lj 7, Arm. B (Sta Apolónia) 21 887 7532 | © 12h30/1h30 | ‑ 2ª e 3ª ao almoço | €€€ ­

Maritaca R. 24 de Julho, 68F (Santos) 21 393 9400 | © 13h/15h; 20h/24h; 6ª e Sáb. até 1h | ‑ 2ª | €€€

Di Casa R. das Mercês, 71 A e B (Ajuda) 21 363 3683 | © 12h/15h; 19h30/23h | Não encerra | €€

Pizza a Pezzi R. Dom Pedro V, 84 (Príncipe Real) 93 456 3170 | © 11h30/2h |­ ‑ Dom.

Dom Pomodoro Doca de Sto Amaro, Arm. 13 (Docas) 21 390 9353 | © 12h30/15h; 19h/23h | Não encerra | €€€

Trattoria R. Artilharia Um, 79 (Amoreiras) 21 385 3043 | Hor. 12h30/15h; 19h30/23h; 6ª e Sáb. até 24h | © Sáb. ao almoço; Dom. | €€€

La Finestra Av. Conde Valbom, 52A (Avenidas Novas) 21 761 3580 | © 12h/15h30; 19h/1h | Não encerra | €€ Lucca Trav. Henrique Cardoso, 19­‑B (Alvalade) 21 797 2687 | © 12h/15h; 19h/1h |­ ‑ 4ª | €€€

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Zafferano Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 18 ­ (Chiado) 21 347 3261 | © 12h/15h; 19h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | Não encerra | €€€ Zeno Gourmet Av. da Liberdade, 236 (Av. da Liberdade) 21 355 9160 | © 12h/15h; 19h30/24h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€


Sabores Típicos »

entra {Portuguesa} R. do Açúcar, 80 (Beato) 21 241 7014 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 3ª a Sáb. 19h30/23h | ­ ‑ Dom. | €€€ Os amigos Pedro Marques e Luís Magalhães dão-nos mais um bom motivo para deixar‑ mos de pensar que Lisboa acaba em Santa Apolónia: abriram o Entra, restaurante onde querem, sobretudo, que se coma como em casa. Despretensiosa e divertida, a “ementra” inclui pratos tão sugestivos como o “Pregado à Cadeira” (cozinhado na frigideira acom‑ panhado de espinafres salteados e puré de batata e aipo), “De Castigo na Caçarola” (coxas de pato lentamente guisadas e acompanhadas de batatinhas, cebolinhas e castanhas) ou “Chegou-lhe Mostarda ao Nariz” (suculento bife com molho de mostarda em grão, batatas fritas e espinafres). Se no final da refeição ainda sobrar espaço, não se inibam e peçam um “Ai Jesus” (bolo de chocolate servido com molho de laranja e gelado de baunilha) para a sobremesa.

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Sabores do Mundo »

les mauvais garçons R. da Rosa,39 (Bairro Alto) 21 343 3212 | © 12h/24h | Não Encerra | €€ Numa esquina de uma ruela do Bairro Alto, existe um espaço que foi recentemente remodelado e que dependendo da hora do dia pode ser considerado restaurante ou café, mas que carinhosamente chamamos de bistrô. No Mauvais Garçons podemos optar por um lanche leve, um aperitivo ou uma refeição completa. A ementa inclui crepes de camarão, salada de salmão com chèvre, spaguetti com pesto, ou pratos mais elaborados como o Coq au Vin ou o Boeuf Bourguignon. Há também irresistíveis doces como petit gâteau, tarte de limão com merengue, bolo de chocolate e cheesecake de limão. Um lugar de charme para visitar a qualquer hora do dia.

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Sabores do Mundo

nood {Asiática} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 20B (Chiado) 21 347 4141 | © 12h/24h | Não Encerra |€€ Situado em pleno Chiado, o Nood apresenta uma selecção de pratos de fusão asiática, num ambiente descontraído e moderno. Com uma ementa equilibrada, saudável e saborosa, os produtos são confecionados na hora com ingredientes frescos e nutritivos. Há uma grande variedade de pratos de carne, peixe e vegetais, acompanhados de massas asiáticas ou arroz, além de diversos tipos de sushi. Uma boa opção são os combinados, pois permitem conhecer vários pratos de uma forma mais económica. Os sumos de fruta fresca e vegetais são uma opção saudável para acompanhar as irresistíveis sugestões gastronómicas do Nood. Pode também optar pela filial em Campo de Ourique (R. Ferreira Borges, 96) e, desde o início deste ano, o Nood chegou também ao Porto, na Av. da Boavista.

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Noites ao vivo »

santiago alquimista R. de Santiago, 19 (Castelo) 21 888 4503 | © 5ª a Sáb. 18h/4h O segredo para o sucesso deste clube musical reside no facto de ser uma das poucas boas salas de concertos da capital e, claro, a qualidade da sua programação. Para além do espaço inspirador (dois pisos eximiamente recuperados), do ambiente descontraído, dos seus concertos, este original café­‑teatro ainda é palco para exposições, tertúlias ou conferências. É que se a traça do espaço remete para tempos históricos, as sonoridades e atividades culturais que aqui se proporcionam são as mais atuais. Mantenha­‑se atento a programação para não perder grandes concertos.

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Noites ao vivo bela vinhos e petiscos R. dos Remédios 190 (Alfama) | © 18h/4h | Não encerra | €€ Petiscos, vinhos, fado e poesia! É esta aliança entre prazeres da mesa e do espírito que propõe esta incontornável tasquinha. Pataniscas, salada de polvo, salada de bacalhau com grão, vinho a copo e conversa solta. Tudo fresco e acabadinho de confecionar pela Bela, a proprietária. Uma verdadeira preciosidade da gastronomia das tascas portuguesas que só se poderia encontrar no coração de Alfama. O horário alargado — até às 4h da manhã — convida a deixarmo­‑nos levar ao sabor dos encontros e a provar os petiscos sem pressas. Na programação semanal há noites para todos os gostos: as terças são dedicadas à declamação de poesia, as quintas à música ao vivo e os domingos, como não poderia deixar de ser, ao fado com Hélder Moutinho e Ricardo Parreira na guitarra e Marco André na viola… Um remédio eficaz para o estômago e para as almas!


Best Of Noites Cool

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club rubik R. Jardim do Tabaco, 94 (Alfama) 93 326 3112 | © 11h30/21h; 5ª a Sáb. até 4h | Não encerra No início de 2011, um novo espaço polivalente abriu as portas em pleno coração de Alfama, num antigo armazém abandonado entre o Museu do Fado, o ISPA e a Estação de Santa Apolónia. O Club Rubik – o nome é em homenagem ao inventor do cubo mágico – pretende colocar esta zona da cidade em ebulição, com exposições, lançamentos de livros, concertos e muitas outras iniciativas culturais e artísticas. Durante o dia, podemos saborear uma ementa de sabores portugueses e mediterrânicos num ambiente lounge, decorado com cores neutras e confortáveis poltronas que convidam à conversa. À noite, os Dj’s residentes – Rui Murka, Bruno Safara, Magazino e Photonz – dão­‑nos música viajando pelas sonoridades house, techno, disco, funk e hip hop.

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Best Of Noites de Dança

space club R. Isabel Saint­‑Léger, 12 (Alcântara) © 23h30/6h | ­ ‑ 2ª a 5ª Space Club é o nome da mais recente discoteca de Alcântara que abriu as portas no final de 2010 e promete agitar as noites alfacinhas. A nova coqueluche de Lisboa, gerida pelo empresário Filipe Caetano, é um projecto ambicioso: 200m2 em open space com capacidade para albergar mais de quinhentas pessoas e que pretende trazer tanto artistas de renome como novos talentos da música nacional e internacional. E pelos vistos a aposta está ganha, a medir pelos nomes que já passaram pelo seu palco desde a sua abertura: do belga Paul Chambers ao filandês Jimi Tenor, passando pelo canadiano Gonzales ou os italianos Cyberpunkers muitos foram já as bandas estrangeiras a brilhar nas noites do Space que também alberga as festas Clash Club.

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Best Of Noites Trendy

muv lounge­‑bar R. da Moeda, 1 (Cais do Sodré) © 2ª a 6ª 9h/4h; Sáb. 12h/4h | ­ ‑ Dom. | €€€ O Cais do Sodré está a tornar­‑se num dos pólos noturnos mais movimentados da metrópole: os novos espaços sucedem­‑se e a movida parece ter por fim chegado a este antigo bairro de Lisboa. Aberto no final de 2010, o Muv é um dos mais recentes espaços multiusos que já conquistou os notívagos alfacinhas. Restaurante, café, bar e clube noturno, o Muv está sempre em movimento transformando­‑se ao crepúsculo num porto­ ‑seguro com bons Dj’s e Vj’s e música ao vivo. Na ementa há tábuas de queijos, enchidos, guisado de moelas, mas também saladas, tostas e pratos elaborados como o rosbife de novilho com molho de mostarda antiga e batata gratinada ou o bacalhau espiritual. De segunda a sexta há menus diários, que incluem sopa, prato (carne, peixe ou vegetariano), bebida e café. Aos sábados, os brunches alimentam a alma e o espírito dos notívagos. Situado junto ao La Moneda e ao Lounge, não longe do Musicbox e do Europa, a nova atração do Cais do Sodré tem andado na boca do mundo.

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Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Restaurantes e Cafés 1º Maio {Portuguesa} R. da Atalaia, 8 (Bairro Alto) 21 342 6840 | © 12h/15h; 19h/23h | ‑ Sáb. jantar; Dom. | €€ ­ Ad Lib {Internacional} Av. da Liberdade, 127 (Av. da Liberdade) 21 322 8350 | © 2ª a 6ª 12h30/15h; 2ª a Dom. 19h30/22h30 | ­ ‑ Sáb. e Dom. ao almoço | €€€€ Afreudite {Internacional} Passeio das Garças, Lt. 439, Lj. 1J (Pq. das Nações) 21 894 0660 | © 20h/24h | ­ ‑ Dom. | €€€

Amo­‑te Chiado {Internacional} Cç. Nova de S. Francisco, 2 (Chiado) 21 342 0668 | © 10h/2h | ­ ‑ Dom. Aqui Há Peixe {Internacional} R. da Trindade, 18 A (Chiado) 21 343 2154 | © 3ª a 6ª 12h/15h; Sáb. Dom. 18h/2h | ­ ‑ 2ª | €€€ Armazém da Cachaça {Brasileira} R. S. João da Mata, 88/90 (Janelas Verdes} 21 396 5264 | © 19h30/24h | ­ ‑ Dom. | €€€ Aya {Japonesa} R. Campolide, 531, Galerias Twin Towers, Piso 0/Lj 1.56 (Campolide) 21 727 1155 | © 12h30/15h; 19h/23h | ­ ‑ Dom. almoço; 2ª | €€€€ | U

Alcântara­‑Café {Internacional} R. Maria Luísa Holstein, 15 (Alcântara) 21 363 7176 | © 20h/1h | €€€€

BanThai {Tailandesa} R. Fradesso da Silveira, 2 Lj. Dt (Alcântara) 21 362 1184 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | ‑ Dom. | €€€ | U ­

Alecrim às Flores {Portuguesa} Tv. do Alecrim, 4 (Cais do Sodré) 21 322 5368 | © 12h30/15h; 19h30/24h | €€ | U

Barra Ibérica {Espanhola} Cç. da Ajuda, 250 (Ajuda) 21 362 6010 | © 19h30/1h | ­ ‑ Dom. | €€ | U

Alfândega {Portuguesa} R. da Alfândega, 98 (Baixa) 21 886 1683 | © 10h/2h | ­ ‑ Sáb.; Dom. almoço | €€€ | U Ali­‑à­‑Papa {Árabe} R. da Atalaia, 95 (Bairro Alto) 21 347 41 43 | © 19h30/1h | ­ ‑ 3ª | €€ Alma {Internacional} Cç. Marquês de Abrantes, 92 (Santos) | 21 396 3527 | © 3ª a Sáb. 19h30/24h | ­ ‑ Dom. e 2ª | €€€€ 50 Guia da Noite Lx magazine

Bistro 100 Maneiras {Internacional} Lg. da Trindade, 9 (Chiado) 91 030 7575 | © 12h/2h | ­ ‑ Sáb.ao almoço; Dom. | €€€ Blues {Internacional} R. da Cintura do Porto, 226 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 7085 | © 20h/1h | ­ ‑ Dom.; 2ª | €€€€ | U Bocca {Internacional} R. Rodrigo da Fonseca, 87D (Rato) 21 380 8383 | © 3ª a 5ª 12h30/14h30; 20h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | ­ ‑ Dom., 2ª e feriados | €€€€ | U Bota Alta {Portuguesa} Tv. da Queimada, 37 (Bairro Alto) 21 342 7959 | © 12h/15h; 19h/22h30 | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ Café Belvedere {Café}Trav. do Cabral, 4 (Bica) 91 994 4554 | © 2ª a 6ª 14h/20h | ­ ‑ Sáb. e Dom. Café Buenos Aires {Argentina} Escadinhas do Duque, 31 B (Av. da Liberdade) 21 342 0739 | © 18h/24h; Sáb. e Dom. 15h/24h | ­ ‑ 2ª | €€

Bengal Tandoori {Indiana} R. da Alegria, 23 (Av. da Liberdade) 21 347 9918 | © 12h/15h; 18h/24h | €€ | U

Café In {Portuguesa} Av. Brasília, Pav. Nascente, 311 (Belém) 21 362 6248 | © 12h/24h | €€ | U

Bica do Sapato {Internacional} Av. Infante D. Henrique, Arm. B, Cais da Pedra (Sta Apolónia) 21 881 0320 | © 12h30/14h30; 20h/23h30 | ­ ‑ Dom.; 2ª almoço | €€€€ | U

Café no Chiado {Internacional} Lg. do Picadeiro, 11­‑12 (Chiado) 21 346 0501 | © 11h/2h | ‑ Dom. | €€ ­ Café Royale {Internacional} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 29 (Chiado) 21 346 9125 | © 2ª a Sáb. 10h/24h; Dom. 10h/20h | €€


Café S. Bento {Portuguesa} R. de S. Bento, 212 (S. Bento) 21 395 2911 | © 18h/2h | ‑ Dom. | €€€ | U ­ Camponesa (A) {Internacional} R. Marechal Saldanha, 23­‑25 (Bairro Alto) 21 346 4791 | © 12h30/15h; 19h30/23h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€ Cantinho da Paz {Indiana} R. da Paz, 4 (Santos) 21 396 9698 | © 12h30/15h; 19h30/23h | ‑ Dom. | €€€ ­ Cantinho das Gáveas {Portuguesa} R. das Gáveas, 82 (Bairro Alto) 21 342 6460 | © 12h/15h; 19h/23h30 | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ Casa da Comida {Internacional} Tv. das Amoreiras, 1 (Rato) 21 388 5376 | © 13h/15h; 20h/24h | ‑ Dom.; Sáb. e 2ª ao almoço | ­ €€€€€ | U Casa da Morna {Africana} R. Rodrigues Faria, 21 (Alcântara) 21 364 6399 | © 19h30h/2h | ‑ Dom. | €€ ­ Casa do Alentejo {Portuguesa} R. das Portas de Stº Antão, 58 (Baixa) 21 340 5140 | © 12h/15h; 19h/23h | €€ Casa do Algarve {Internacional} Lg. da Academia de Belas Artes, 14, r/c (Bairro Alto) © 12h/16h30; 19h/23h30 | ­ ‑ Dom. | €€ Casa México {Mexicana} Av. D. Carlos I, 140 (S. Bento) 21 396 5500 | © 2ª a 6ª 13h/15h;

Dom. a 4ª 20h/1h; 5ª a Sáb. 20h/2h | €€€ Casanostra {Italiana} Tv. do Poço da Cidade, 60 (Bairro Alto) 21 342 5931 | © 12h/15h; 20h/23h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; 2ª | €€€ | U Casanova {Italiana} Cais da Pedra, Lj 7, Arm. B (Sta Apolónia) 21 887 7532 | © 12h30/1h30 | ­ ‑ 2ª e 3ª ao almoço | €€€ | U Cervejaria da Trindade {Portuguesa} R. Nova da Trindade, 20 (Bairro Alto) 21 342 3506 | © 12h/24h30 | €€€ | U Charcutaria (II) (A) {Portuguesa} R. do Alecrim, 47 A (Bairro Alto) 21 342 3845 | © 12h30/15h30; 19h30/23h |­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ | U Come Prima {Italiana} R. do Olival, 258 (Lapa) 21 397 1287 | © 12h/15h; 19h/23h30 | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€ | U Comida de Santo {Brasileira} Cç. Engº Miguel Pais, 39 (Príncipe Real) 21 396 3339 | © 12h30/15h30; 19h30/1h | €€€

Confraria – York House (A) {Internacional} R. das Janelas Verdes, 32 ­‑ 1.º (Janelas Verdes) 21 396 2435 | © 12h30/16h; 19h30/22h30 | €€€€ Cop’ 3 {Portuguesa} Lg. Vitorino Damásio, 3 (Santos) 21 397 3094 | © 12h30/23h30 |­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ | U Cruzes Credo Café R. Cruzes da Sé, 29 (Sé) 21 882 2296 | © 8h/2h | Não encerra DeliDelux {Café} Av. Infante D. Henrique, Arm. B, Lj. 8 (Sta Apolónia) 21 886 2070 | © 3ª a 5ª 12h/20h; 6ª 12h/22h; Sáb. 10h/22h; Dom. 10h/20h | ‑ 2ª | €€€ ­ Divina Comida {Portuguesa} Lg. de S. Martinho, 6­‑7 (Alfama) 21 887 5599 | © 12h/1h | €€ Doca do Espanhol {Portuguesa} Galeria do Museu da Cera, Arm. 2, Lj. 12­‑17 (Docas) 21 393 2600 | © 12h30/16h; 19h30/24h | ‑ Dom.; 2ª ao jantar | ­ €€€ | U

Uma noite com

Maria João Taborda Socióloga e Dj do projecto Saravá Paragens obrigatórias Café/Esplanada: Cruzes Credo Café Restaurante: Stop do Bairro Bar: Muv Discoteca: Musicbox

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Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Dom Pomodoro {Italiana} Doca de Sto Amaro, Arm. 13 (Docas) 21 390 9353 | © 12h/2h | €€€ | U

Esplanada Clara Clara {Café} Jd. de Botto Machado ­‑ Campo de Santa Clara (Sta Apolónia) 21 885 0172 | © 10h/24h | €€

El Gordo II {Espanhola} Tv. dos Fiéis de Deus, 28 (Bairro Alto) 21 342 6372 | © 17h/2h | ‑ 2ª | €€€ ­

Estado Líquido / Sushi Lounge {Japonesa} Lg. de Santos, 5 A (Santos) 21 397 2022 | © 20h/3h | €€€ | U

El Último Tango {Argentina} R. Diário de Notícias, 62 (Bairro Alto) 21 342 0341 | © 19h30/23h |­ ‑ Dom. | €€€ | U

Estrela da Bica {Internacional} Tv. do Cabral, 33 (Bica) 21 347 3310 | © 19h/23h; 6ª e Sáb. até 24h |­ ‑ 2ª | €€

Eleven {Internacional} R. Marquês da Fronteira (Pq. Eduardo VII) 21 386 21 11 | © 12h30/15h; 19h30/23h | ‑ Dom.; 2ª | €€€€ ­

Fábulas Café {café} Cç. Nova de São Francisco, 14 (Chiado) 21 347 6323 | © 2ª a 4ª 10h/24h; 5ª a Sáb. 10h/1h | ­ ‑ Dom. | €€€

En’Clave {Africana} R. do Sol ao Rato (Rato) 21 388 8738 | © 20h/4h | ­ ‑ 3ª | €€€

Farah’s Tandoori {Indiana} R. de Santana à Lapa, 73 B (Lapa) 21 390 9219 | © 12h/15h; 19h/22h30 | ­ ‑ 3ª | €€

Uma noite com Inês Jacques Cantora e coreógrafa Paragens obrigatórias Esplanada : DeliDelux Restaurante: Taberna Ideal Bar: Procópio/Mesa de Frades Discoteca: Copenhaga

Entra {Portuguesa} R. do Açúcar, 80 (Beato) 21 241 7014 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 3ª a Sáb. 19h30/23h | ­ ‑ Dom. | €€€ Esperança {Italiana} R. do Norte, 95 (Bairro Alto) 21 343 2027 | © 13h/16h; 20h/2h | ‑ 2ª; 3ª ao almoço | €€€ ­ 52 Guia da Noite Lx magazine

Faz Figura {Portuguesa} R. do Paraíso, 15 B (Alfama) 21 886 89 81 | © 12h30/15h; 20h30/23h | ­ ‑ 2ª ao almoço | €€€ | U Fenícios {Libanesa} R. do Conde Redondo, 141­‑A (Marquês de Pombal) 21 244

8703 | © 12h/15h30; 19h/24h | ‑ Dom. | €€€ ­ Fidalgo {Portuguesa} R. da Barroca, 27­‑31 (Bairro Alto) 21 342 29 00 | © 12h/15h; 19h/23h |­ ‑ Dom. | €€€ Flor da Laranja {Marroquina} R. da Rosa, 206 (Bairro Alto) 21 342 2996 | © 12h/15h; 20h/24h | ‑ Dom.; 2ª ao almoço | €€ ­ Flores {Internacional} R. das Flores, 116 (Bairro Alto) 21 340 8252 | © 12h30/15h; 19h30h23h | €€€€ Flower Power Food {Internacional} Cç. do Combro, 2 (Bairro Alto) 21 342 2381 | © 10h/21h | Não encerra | €€ Fusion Sushi {Japonesa} Lg. de Santos, 5 (Santos) 21 395 5820 | © 12h30/15h; 20h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ Gambrinus {Portuguesa} R. das Portas de Sto Antão, 23 (Restauradores) 21 342 1466 | © 12h/1h30 | €€€€€ | U Gemelli {Italiana} R. Nova da Piedade, 99 (S. Bento) 21 395 2552 | © 12h30/14h30; 20h/24h |­ ‑ Dom.; 2ª | €€€€ Império dos Sentidos {Internacional} R. da Atalaia, 35 (Bairro Alto) 21 343 1822 | © 20h/2h | ­ ‑ 2ª | €€€ Jardim dos Sentidos {Vegetariana} R. da Mãe d´Água, 3 (Av. da Liberdade) 21 342 3670 | © 12h/15h; 19h/22h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€ | U


Kaffeehaus {Austríaca} R. Anchieta, 3 (Chiado) 21 095 6828 | © 11h/24h; 6ª e Sáb. 11h/2h; Dom. 11h/20h | ­ ‑ 2ª | €€ Kais {Internacional} R. da Cintura ­‑ Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) 21 393 2930 | © 20h/23h30 | ­ ‑ Dom. | €€€€ | U Koi Sushi Trav. Fradesso da Silveira, 4 Lj B (Alcântara) 21 364 0391 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 20h/24h; Sáb. 20h/24h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ La Brasserie de l’Entrecôte {Francesa} R. do Alecrim, 117 (Bairro Alto) 21 347 3616 | © 12h30/15h30; 20h30/24h | €€€ La Finestra {Internacional} Av. Conde Valbom, 52A (Avenidas Novas) 21 761 3580 | © 12h/15h; 19h/1h | €€ La Moneda {Internacional} R. da Moeda, 1C (Santos) 21 390 8012 | © 10h/2h | ­ ‑ Dom. | €€€ | U La Paparrucha {Argentina} R. D. Pedro V (Príncipe Real) 21 342 5333 | © 12h/15h; 19h30/24h30 | €€€ | U Le Petit Bistro {Internacional} R. do Almada, 29 (Bica) 21 346 1376 | © 3ª a 5ª 11h/23h45; 6ª e Sáb. 11h/2h; Dom. 11h/20h |­ ‑ 2ª | €€ Lucca {Italiana} Trav. Henrique Cardoso, 19­‑B (Alvalade) 21 797 2687 | © 12h/15h; 19h/1h | ­ ‑ 4ª | €€€ | U

Uma noite com Cristina Coelho

Empresária na área de comunicação Paragens obrigatórias Café: Benard Restaurante: La Brasserie de L’Entrecôte Bar: Pavilhão Chinês Discoteca: Lux

Manifesto {Internacional} Lg. de Santos, 9C (Santos) 21 396 3419 | © 12h30/15h; 19h30/23h; Sáb. 19h30/24h | ‑ Dom. | €€€ ­ Mar Adentro {Internacional} R. do Alecrim, 35 (Cais do Sodré) 21 346 9158 | © 10h/23h; sáb. 14h/24h; Dom. 14h/22h | €€ Maritaca {Italiana} R. 24 de Julho, 54G (Santos) 21 393 9400 | © 3a a 5a e Dom. 13/15h; 20h/24h; 6a e Sáb. até 1h | ‑ 2ª | €€€ ­ Mercearia {Portuguesa} R. da Madre, 72 (Madragoa) 21 397 7998 | © 12h30/15h; 19h30/23h |­ ‑ Dom. ao almoço; 3ª | €€ Mesa de Frades {Casa de Fado} R. dos Remédios, 139 A (Alfama) 91 702 9436 | © 10h/2h | ­ ‑ Dom. e 3ª | €€€ Montado {Portuguesa} Cç. Marquês de Abrantes, 40 (Santos) 21 390 9185 | © 12h/2h | ­ ‑ 2ª e Dom. | €€€ Nariz de Vinho Tinto {Portuguesa} R. do Conde, 75 (Lapa) 21 395 3035 |

© 13h/15h; 20h/23h | ­ ‑ Sáb. e Dom. almoço; 2ª | €€€€ New Wok {Asiática} R. Capelo, 24 (Chiado) 21 347 7189 | © 12h/15h; 20h/24h | €€€ Noobai Café {Café} Miradouro do Adamastor (Sta Catarina) 21 346 5014 | © 12h/24h | €€ | U Nood {Asiática} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 20B (Chiado) 21 347 4141 | © 12h/24h | €€€ |U Novo Bonsai {Japonesa} R. da Rosa, 244 (Bairro Alto) 21 346 2515 | © 12h30/14h; 19h30/22h30 | ­ ‑ Dom. | €€€ Olivier Café {Internacional} R. do Alecrim, 23 (Cais do Sodré) 21 342 2916 | © 20h/1h | ‑ Dom. | €€€ | U ­ Oriente Chiado {Vegetariana} R. Ivens, 28 (Chiado) 21 343 1530 | © 12h/15h; 19h30/22h30 | €€€ Ozeki {Japonesa} R. Vieira da Silva, 66 (Alcântara) 21 390 8174 | © 12h/15h; 19h30/23h30 |­ ‑ Sáb. e Dom. almoço | €€€

Guia da Noite Lx magazine 53


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Paladar ‑­ Cozinha de Mercado {Internacional} Cç. do Duque, 43 A (Bairro Alto) 21 342 3097 | © 19h30/2h |­ ‑ Dom. | €€€ Pap’Açorda {Portuguesa} R. da Atalaia, 57­‑59 (Bairro Alto) 21 346 4811 | © 12h/14h30; 20h/23h30 | ­ ‑ Dom.; 2ª | €€€€ |U Pedro das Arábias {Marroquina} R. da Atalaia, 70 (Bairro Alto) 21 346 8494 | © 19h30/1h | ­ ‑ Dom. | €€ Pedro e o Lobo {Internacional} R. do Salitre, 169 (Rato) 21 193 3719 | © 2ª a 6ª 12h30/15h; 20h/23h; Sáb. 20h/23h | ­ ‑ Dom. | €€€

Pitéu (O) {Portuguesa} Lg. da Graça (Graça) 21 887 10 67 | © 12h/15h; 19h/22h30 | ­ ‑ Sáb. ao jantar; Dom. | €€ Pizzeria Mezzogiorno {Italiana} R. Garrett, 19 (Chiado) 21 342 1500 | © 12h30/15h30; 19h30/24h | ‑ Dom.; 2ª almoço | €€ | U ­ Restô do Chapitô {Internacional} R. Costa do Castelo, 7 (Castelo) 21 886 7334 | © 2ª a 6ª 19h30/2h; Sáb., Dom. e feriados 12h/2h | €€€ | U Rock’n Sushi {Japonesa} R. Fradesso da Silveira, Bl. C (Alcântara) 21 362 0513 | © 12h/15h; 20h/2h | €€€

Uma noite com Patrícia Rego Fotógrafa

Paragens obrigatórias Café: Café Brasília (Cais do Sodré) Restaurante: 100 Maneiras Bar: Incógnito Discoteca: Musicbox

Petiscaria Ideal {Portuguesa} R. da Esperança, 100­ ‑102 (Santos) | © 3ª a Sáb. 19h30/24h30 | ­ ‑ Dom.; 2ª | €€€

Rosa da Rua {Portuguesa} R. da Rosa, 265 (Bairro Alto) 21 343 2195 | © 12h30/15h; 16h30h/24h30 | ­ ‑ 2ª | €€€€ | U

Picanha {Brasileira} R. das Janelas Verdes, 96 (Santos) 21 397 5401 | © 12h/15h; 19h30/24h | ­ ‑ Sáb.; Dom. ao almoço | €€€ | U

Sacramento do Chiado {Internacional} Cç. do Sacramento, 40-46 (Chiado) 21 342 0572 | © 12h/15h; 19h30/24h | ‑ Dom. ao almoço | €€€€

54 Guia da Noite Lx magazine

Santo António de Alfama {Internacional} Beco de S. Miguel, 7 (Alfama) 21 888 1328 | © 12h30/2h | Não encerra | €€€ | U Sea Me – Peixaria Moderna {Internacional} R. do Loreto, 21 (Bairro Alto) 21 346 1564/65 | © 12h/24h; 5ª a Sáb. até 2h | Não encerra | €€€ Senhora Mãe {Internacional} Lg. de São Martinho, 6 (Alfama) 21 887 5599 | © 12h30/24h; 6ª e Sáb. até às 2h | ­ ‑ 3ª | €€€ | U Sinal Vermelho {Portuguesa} R. das Gáveas, 89 (Bairro Alto) 21 343 1281 | © 12h/15h; 20h/1h | ­ ‑ Dom. | €€ Sofisticato {Italiana} R. São João da Mata, 27 (Santos) 21 396 53 77 | © 19h30/23h; 6ª e Sáb. até 24h | ­ ‑ 2ª | €€€€ Sokuthai {Tailandesa} R. da Atalaia, 77 (Bairro Alto) 21 343 2159 | © 20h/2h | ­ ‑ Dom. | €€€ Sommer {Internacional} R. da Moeda, 1­‑K (Santos) 21 390 5558 | © 20h/24h; 5ª a Sáb. até 2h | ­ ‑ Dom. | €€€€ Spot Lx {Internacional} Al. dos Oceanos (Pq. das Nações) 21 892 9043 | © 18h/3h | €€€€ Stephens Cru Bar R. das Flores, 8 (Chiado) 21 324 0224 | © 2ª a Sáb. 19h30/1h30 | ‑ Dom. | €€€ ­ Stop do Bairro {Portuguesa} R. Tenente Ferreira Durão, 55 (Campo de Ourique) 21 388 8856 | © 12h/15h30; 19h/23h | ‑ 2ª | €€ | U ­


Sucre {Internacional} R. Sousa Martins, 14 D (Saldanha) 21 314 7252 | © 12h30/15h30; 20h/22h30 | ­ ‑ Dom.; 2ª a 4ª ao jantar | €€€ Sul {Internacional} R. do Norte, 13 (Bairro Alto) 21 346 2449 | © 12h/15h; 20h/2h | ‑ 2ª | €€€ ­ Taberna do Chiado {Portuguesa} Cç. Nova de São Francisco, 2A (Chiado) 21 347 4289 | © 12h/23h | €€€ | U Taberna Ideal {Portuguesa} R. da Esperança, 112 (Santos) 21 396 2744 | © 3ª e 6ª das 19h/2h; Sáb. e Dom. 13h30/2h |­ ‑ 2ª | €€ Tamarind {Indiana} R. da Glória, 43 (Baixa) 21 346 6080 | © 2ª a 6ª 11h30/15h; 18h30/23h30: Sáb. e Dom. ao almoço | €€€ Tapadinha (A) {Russa} Cç. da Tapada, 41 A (Alcântara) 21 364 0482 | © 12h/15h; 20h/2h | ‑ Dom. | €€€ ­ Tasca da Esquina {Portugue‑ sa} R. Domingos Sequeira, 41C (Campo de Ourique) 21 099 3939 | © 12h30/24h | ­ ‑ Dom. e 2ª (almoço) | €€€€ Tasquinha d’Adelaide (A) {Portuguesa} R. do Patrocínio, 70­‑74 (Campo de Ourique) 21 396 2239 | © 12h30/15h; 20h30/23h30 | ­ ‑ Dom. | €€€€ Tavares Rico {Internacional} R. da Misericórdia, 37 (Chiado) 21 342 1112 | © 12h30/14h30; 19h30/22h30 | ­ ‑ Dom. | €€€€€

Tia Chica (A) {Internacional} R. S.Tomé, 46­‑48 (Castelo) 96 797 6754 | © 19h/24h | ­ ‑ Dom. | €€

Velha Gruta {Internacional} R. da Horta Seca, 1B (Bairro Alto) 21 342 4379 | © 20h/24h | ‑ Dom. | €€€ | U ­

Tibetanos (Os) {Vegetariana} R. do Salitre, 117 (Rato) 21 314 2038 | © 12h/14h; 19h30/21h30 |­ ‑ Dom. | €€€

Vertigo Café {Internacional} Tv. do Carmo, 4 (Bairro Alto) 21 343 3112 | © 10h/24h | €€

Toma Lá Dá Cá {Portuguesa} Tv. do Sequeiro, 38 (Bairro Alto) 21 347 9243 | © 12h/24h | ­ ‑ Dom. | €€ Travessa (A) {Belga} Tv. Convento Bernardas, 12 (Santos) 21 394 0800 | © 12h30/15h; 20h/24h | ­ ‑ Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ Tsuki {Japonesa} R. Nova de S. Mamede, 18 (Príncipe Real) 21 397 5723 | © 12h/15h; 20h/2h | ­ ‑ 2ª e Sáb. ao almoço | €€€ Txakoli {Basca} R. São Pedro de Alcântara, 65 (Bairro Alto) 21 347 8205 | © Dom. a 4ª 12h/1h; 5ª a Sáb. 12h/2h | €€€ Uai! {Brasileira} Cais das Oficinas, Arm. 114 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 390 0111 | © 13h/15h; 20h/23h | ­ ‑ 3ª e 4ª ao almoço; 2ª | €€€ Varanda da União {Internacional} R. Castilho, 14C, 7º (Pq. Eduardo VII) 21 314 1045 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | ­ ‑ Dom. | €€€€ Vela Latina {Internacional} Doca do Bom Sucesso (Belém) 21 301 7118 | © 12h30/15h; 20h/22h30 | ­ ‑ Dom. | €€€€ |U

Viagem de Sabores {Internacional} R. S. João da Praça, 103 (Sé) 21 887 0189 | © 20h/23h | ­ ‑ Dom. | €€€ XL {Internacional} Cç. da Estrela, 57 (S. Bento) 21 395 6118 | © 20h/24h | ­ ‑ Dom. | €€€€ | U

Bares e Discotecas Agito R. da Rosa, 261 (Bairro Alto) 21 343 0622 | © 19h30/3h |­ ‑ 2ª Arcaz Velho Cç. do Forte, 56 (Sta Apolónia) © 18h/2h | ‑ Dom. ­ Arena Lounge Casino de Lisboa, Al. dos Oceanos, Lote 1.03.01 (Pq. das Nações) 21 892 9046 | © 15h/3h | U Armazém F R. da Cintura do Porto, Arm. 65 (Cais do Sodré) 21 322 0160 | © 19h30/5h | ‑ 2ª ­ Associação Bacalhoeiro R. dos Bacalhoeiros, 125, 2º (Baixa) 21 886 4891 | © 18h/2h; 6ª e Sáb. 18h/4h | ­ ‑ 2ª

Guia da Noite Lx magazine 55


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Uma noite com Paulo Ferreira

Consultor editorial da Booktailors Paragens obrigatórias Esplanada: Graça Restaurante: Rosa da Rua Bar: Musicbox Discoteca: Lux

Associação Loucos e Sonhadores Tv. do Conde de Soure, 2 (Bairro Alto) © 22h30/4h | ­ ‑ Dom. Baliza R. Bica Duarte Belo, 51 A (Bica) 21 347 8719 | © 13h/2h; sáb. 18h/2h | ­ ‑ Dom. Bar BA R. das Flores, 116 (Chiado) 21 340 8252 | © 10h30/1h30 | U Bar das Imagens Cç. Marquês de Tancos, 1 (Castelo) 21 888 4636 | © 11h/2h; Dom. 15h/23h |­ ‑ 2ª Bar Entretanto R. Nova do Almada, 114 (Chiado) 29 172 4209 | © 12h/23h | Não encerra BBC ­‑ Belém Bar Café {Internacional} Av. Brasília, Pavilhão Poente (Belém) 21 362 4232 | © 20h/3h | ­ ‑ Dom. | €€€ | U BedRoom R. do Norte, 86 (Bairro Alto) 21 343 1631 | © 21h/2h | ­ ‑ Dom. a 3ª Berlin Bairro Alto R. do Diário de Notícias, 122 (Bairro Alto) © Dom. a 5ª 21h/2h; 6ª e Sáb 21h/4h 56 Guia da Noite Lx magazine

Bicabar Lg. de Santo Anto­‑ ninho, 8 (Bica) © 10h/2h | ­ ‑ 2ª Bicaense Café R. da Bica Duar­‑ te Belo, 42 (Bica) 21 325 7940 | © 20h/2h | ­ ‑ Dom.; 2ª | U Bica­‑me R. da Bica Duarte Belo, 51 (Bica) 21 325 7940 | © 3ª a sáb. 18h30/2h30 | ­ ‑ Dom.; 2ª Botequim Lg. da Graça, 79 (Graça) 21 888 8511 | © 10h/2h | Não encerra British Bar R. Bernardino da Costa, 52 (Cais do Sodré) 21 342 2367 | © 8h/24h; 6ª e Sáb. 8h/2h Capela R. da Atalaia, 45 (Bairro Alto) 21 347 0072 | © 20h/4h Catacumbas Jazz Bar Tv. Água da Flor, 43 (Bairro Alto) 21 346 3969 | © 22h/4h | ‑ Dom. ­ Chapitô (Bartô) R. Costa do Castelo, 1­‑7 (Castelo) 21 885 550 | © 22h/2h | ­ ‑ 2ª Chueca R. da Atalaia, 97 (Bairro Alto) 91 957 4498 | © 2ª a 5ª 19h/2h; 6ª e Sáb. 19h/3h |­ ‑ Dom.

Cinco Lounge R. Ruben A. Leitão, 17 A (Príncipe Real) 21 342 4033 | © 15h/2h Club Carib R. da Atalaia, 78 (Bairro Alto) 96 110 0942 | © 22h/3h30 Club Rubik R. Jardim do Tabaco, 94 (Alfama) 93 326 3112 | © 11h30/21h; 5ª a Sáb. até 4h | Não encerra Club Souk R. Marechal Saldanha, 6 (Bairro Alto) 21 346 5859 | © 22h/4h | ‑ Dom.; 2ª ­ Clube da Esquina R. da Barroca, 30 (Bairro Alto) 21 342 7149 | © 21h30/2h Clube Ferroviário R. de Santa Apolónia, 59 (Sta Apolónia) © 4ª a 6ª 17h/4h; Sáb. 12h/4h; Dom. 12h/2h | ­ ‑ 2ª e 3ª Clube Rua R. da Barroca, 111(Bairro Alto) © 3ª a Sáb. 21h/4h | ­ ‑ Dom. e 2ª Copenhagen R. de São Paulo, 8 (Cais do Sodré) 21 346 7079 | © 22h/4h | ‑ 2ª Dock's Club R. da Cintura do Porto, 226 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 0856 | © 24h/6h | ­ ‑ Dom.; 2ª e 4ª Elevador Amarelo R. da Bica de Duarte Belo, 37 (Bica) © 22h/2h | ­ ‑ 2ª | U Esquina da Bica Bar R. da Bica de Duarte Belo, 26 (Bica) © 22h/2h | ­ ‑ Dom.; 2ª Europa R. Nova do Carvalho, 28 (Cais do Sodré) 21 342 1848 | © 23h/4h; 6h/10h| U


Fábrica Braço de Prata R. da Fábrica do Material de Guerra, 1 (Beato) © 4ª a Sáb. 18h/4h; Dom. 15h/24h | ­ ‑ 2ª; 3ª | U Fiéis ao Bairro Tv. da Espera, 42 A (Bairro Alto) © 18h/2h Fiéis aos Copos R. da Barroca, 43 (Bairro Alto) | © 20h/2h Finalmente R. da Palmeira, 38 (Príncipe Real) 21 347 2652 | © 22h/5h | U Fluid Av. D. Carlos I, 67 (Santos) 21 395 5957 | © 22h/4h Frágil R. da Atalaia, 126 (Bairro Alto) 21 346 9578 | © 23h30/4h | ­ ‑ Dom.; 2ª | U Funicular R. da Bica Duarte Belo, 44 (Bairro Alto) © 22h/2h |­ ‑ Dom., 2ª a 4ª | U Galeria Zé dos Bois – ZDB R. da Barroca, 59 (Bairro Alto) 21 343 0205 | © 22h/2h | U Glória Live Music Club R. do Ferragial, 36A (Chiado) 91 748 8515 | © 3º a Sáb. 22h30/4h | ­ ‑ 2ª Gossip R. Cintura do Porto, Arm. H, Naves A­‑B (Alcântara) 21 395 5870 | © 23h/6h | ‑ Dom.; 2ª ­ Groove Bar R. da Rosa, 148­ ‑150 (Bairro Alto) © 2ª a Sáb 22h/4h | ‑ ­ Dom. | U Heidi Bar R. da Barroca, 129 (Bairro Alto) © 2ª a 5ª 18h/2h; 6ª e Sáb. 18h/2h45; Dom. 21h/2h45 Hennessy’s Irish Pub R. do Cais do Sodré, 32­‑38 (Cais do

Sodré) 21 343 1064 | © 12h/2h; 6ª e Sáb. 12h/3h

Dom. Brunch 11h/18h; Bar 18h/2h | ­ ‑ 2ª

In Rio Lounge Av. Brasília, Pavilhão Nascente, 311 (Belém) 21 362 6248 | © 9h/4h

Kremlin R. Escadinhas da Praia, 5 (24 de Julho) 21 395 7101 | © 24h/8h | ­ ‑ Dom.; 2ª a 5ª

Incógnito R. Poiais de S. Bento, 37 (Santos) 21 390 8755 | © 23h/4h | ­ ‑ 2ª; 3ª | U

L Gare R. da Rosa, 136 (Bairro Alto) © 17h/2h | ­ ‑ Dom. e 2ª

Indochina R. Cintura do Porto de Lisboa, 232 Arm. H (Santos) 21 395 5875 | © 23h/6h | ­ ‑ Dom.; 2ª Jamaica R. Nova do Carvalho, 6 (Cais do Sodré) 21 342 1859 | © 23h/6h | ­ ‑ Dom. | U Kais R. da Cintura – Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) © 20h/23h30 | ­ ‑ Dom. | U Kapital | Muii Av. 24 de Julho, 68 (24 de Julho) 21 393 2930 | © 5ª a Sáb. e vésp. feriados 23h/6h | ­ ‑ Dom.; 2ª Konvento Pátio do Pinzaleiro, 22­‑26 (24 de Julho) 21 395 7101 | © 24h/6h | ­ ‑ Dom. a 4ª Kuta Bar Trav. do Chafariz d’El­‑rei, 8 (Alfama) 96 795 7257 | © 19h30/2h; 6ª e Sáb. até 4h;

Le Goût du Vin R. de S. Bento, 107 (São Bento) 21 395 0070 | © 19h/2h | ­ ‑ Sáb. Left Lg. Vitorino Damásio, 3 F (Santos) 91 635 9406 | © 3º a Dom. 22h/4h | ­ ‑ Dom.| U Les Mauvais Garçons R. da Rosa, 39 (Bairro Alto) 21 343 3212 | © 12h/1h | U Loft R. do Instituto Industrial, 6 (Santos) 21 396 4841 | © 24h/6h | ­ ‑ Dom. a 4ª Lounge Bar R. da Moeda, 1 (Santos) 21 846 2101 | © 21h/4h; 6ª e sáb. 22h/4h | ­ ‑ 2ª | ) Lost In Esplanada Bar R. D.Pedro V, 56 (Príncipe Real) © 12h/2h | ­ ‑ Dom. Lux­‑Frágil Av. Infante D. Henrique, Arm. A (Stª Apolónia) 21 882 0890 | © 18h/6h | ­ ‑ Dom.; 2ª | )

Uma noite com

Leandro Morgado Humorista Paragens obrigatórias Esplanada: Clube Ferroviário Restaurante: Sacramento do Chiado Bar: Fábrica Braço de Prata Discoteca: MusicBox

Guia da Noite Lx magazine 57


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Uma noite com Ana Reis

Escritora e performer Paragens obrigatórias Esplanada: Jardim da Estrela Restaurante: Tia Chica Bar: Café Belvedere Discoteca: Musicbox

LX Factory R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 21 314 3399 Lx Casting Club R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 91 526 9222 | © 4ª 22h/2h; 5ª a Sáb. 22h30/6h | ­ ‑ Dom. a 3ª Majong R. da Atalaia, 3 (Bairro Alto) 21 342 1039 | © 21h30/4h |U Maria B.A. Trav. dos Inglesinhos, 48 (Bairro Alto) 91 177 6883 | © 2ª a 5ª 19h30/2h; 6a e Sáb. até 3h | ­ ‑ Dom. Maria Caxuxa R. da Barroca, 6­‑12 (Bairro Alto) © 19h30/2h | ‑ Dom. | U ­ Maria Lisboa R. das Fontainhas, 86 (Alcântara) 21 362 2560 | © 6ª e vésp. feriados 23h30/6h | ­ ‑ Dom. a 5ª Meninos do Rio R. da Cintura do Porto de Lisboa, Arm. 255 (Cais do Sodré) 21 322 0070 | © 12h30/4h | €€€ Mexecafé R. Trombeta, 4 (Bairro Alto) 21 347 4910 | © 22h/4h | U Mezcal Tv. Água da Flor, 20 (Bairro Alto) 21 343 1863 | © 21h30/4h | U 58 Guia da Noite Lx magazine

Mini­‑Mercado Av. D. Carlos I, 67 (Santos) 96 045 1198 | © 22h/4h | ­ ‑ Dom.; 2ª | U MusicBox R. Nova de Carvalho, 24 (Cais do Sodré) 21 347 3188 | © 23h/6h | ‑ Dom. a 3ª | U ­ Muv Lounge­‑bar R. da Moeda, 1 (Cais do Sodré) © 2ª a 6ª 9h/4h; Sáb. 12h/4h; Dom. 12h/24h | Não encerra Odessa Av. Infante D. Henrique ­‑ Armazém B, Lj.9 (Sta Apolónia) 21 882 2898 | © 5ª e Dom. 22h/2h; 6ª e Sáb. 22h/3h | ­ ‑ 2ª a 4ª O’Gillins Irish Bar R. dos Remolares, 8 (Cais do Sodré) 21 342 1899 | © 11h/2h30 OndaJazz Arco de Jesus, 7 (Alfama) 21 887 3064 | © 3ª a 5ª 19h30/2h; 6ª e Sáb. 19h30/3h | ‑ Dom.; 2ª ­ Op Art Café | Doca de St. Amaro (Docas) 21 395 6787 | © 15h/2h; 6ª 15h/7h; Sáb. 13h/7h | ­ ‑ 2ª | U Paradise Garage R. João de Oliveira Miguéns, 38­‑48

(Alcântara) 21 790 4080 | © 24h/6h | ­ ‑ 2ª a 4ª Pavilhão Chinês R. D. Pedro V, 89 (Príncipe Real) 21 342 4729 | © 18h/2h; Dom. 21h/2h | U Plateau R. Escadinhas da Praia, 7 (24 de Julho) 21 396 5116 | © 22h/6h | ­ ‑ Dom.; 2ª, 4ª Pop Out R. da Bica Duarte Belo, 31 (Bica) 91 544 4448 | © 5ª a Sáb. 22h/2h | ­ ‑ Dom. a 4ª Porão de Santos Lg. de Santos, 1 (Santos) 21 396 5862 | © 10h/4h; sáb. 19h/4h | ­ ‑ Dom. Portas do Sol Lgo. Portas do Sol (Castelo) 91 754 7721 | © 10h/24h; 6ª e Sab. até 2h | €€€ Portas Largas R. da Atalaia, 105 (Bairro Alto) 21 346 6379 | © 20h/3h30 Project Bar Av. Dom Carlos I, nº 61 – 1º (Santos) 96 391 0337 Purex R. das Salgadeiras, 28 (Bairro Alto) 21 342 8061 | © 23h/4h | ‑ ­ 2ª | U Roterdão R. Nova do Carvalho, 28/30 (Cais do Sodré) 96 605 5306 | © 3ª 22h/4h; 4ª a Sáb. 18h/4h | ­ ‑ Dom. e 2ª Rock in Chiado Café R. Paiva Andrade, 7 (Chiado) 21 346 4859 | © 11/3h | ­ ‑ Dom. | U Santiago Alquimista R. de Santiago, 19 (Castelo) 21 888 4503 | © 2ª a 4ª 18h/2h; 5ª a Sáb. 18h/4h; Dom. 20h/2h | U


Século (O) R. de O Século, 78 (Bairro Alto) 21 323 4755 | © 9h/2h | ­ ‑ Dom. Sentido Proibido R. da Atalaia, 34 (Bairro Alto) © 19h/2h Sétimo Céu Tv. da Espera, 54 (Bairro Alto) 21 346 6471 | © 22h/2h Silk R. da Misericórdia, 14 ­‑ 6º andar (Bairro Alto) © 22h30/4h | ­ ‑ Dom.; 2ª Sol e Pesca R. Nova do Carvalho, 44 (Cais do Sodré) 21 346 7203 | © 18h/2h; 6ª e Sáb. até 3h | ­ ‑ Dom. Skones R. da Cintura – Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) 21 393 2930 | © 23h/5h | ­ ‑ Dom.; 2ª

Speakeasy Cais das Oficinas, Arm. 115 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 396 4257 | © 20h/3h; 5ª a Sáb. 20h/4h | ­ ‑ Dom. | U Supercalifragilistic R. dos Remédios, 98 (Alfama) 93 331 1969 | © 18h/2h | ­ ‑ Dom.; 2ª

Xafarix R. D. Carlos I, 69 (Santos) 21 396 9487 | © 22h30/4h | ­ ‑ Dom. Xannax Club R. do Século, 138 (Bairro Alto) 96 940 7730 | © 12h/20h; 23h/4h | ­ ‑ 2ª; 3ª | U

Sweet R. Maria Luísa Olstein, 13 (Alcântara) 21 363 6830 | © 24h/6h | ­ ‑ 2ª; 3ª e 5ª Tasca do Chico R. Diário de Notícias, 39 (Bairro Alto) © 12h/4h Tease R. do Norte, 31­‑33 (Bairro Alto) 96 910 5525 | © 12h/23h | ­ ‑ Dom. Tejo Bar Beco do Vigário, 1 (Alfama) © 22h/2h

Snob R. do Século, 178 (Príncipe Real) 21 346 3723 | © 16h30/3h | U

Tokyo R. Nova do Carvalho, 12 (Cais do Sodré) 21 342 1419 | © 23h/4h | ­ ‑ Dom. | U

Space Club R. Isabel Saint­ ‑Léger, 12 (Alcântara) © 23h30/6h | ­ ‑ 2ª a 5

Vila Louize Fashion Factory R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 91 246 9190 | © 11h/22h | ­ ‑ Dom

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Diretora Sandra Silva | Coordenação editorial Fernanda Borba | Redação C. Sá, Fernanda Borba, José Luís Peixoto, Myriam Zaluar, Patrícia Raimundo, Sandra Silva | Revisão Fernanda Borba | Design gráfico e paginação Inês Sena | Fotografia Ben Fredericson, Emdees, Helena Canhoto, Fabrice Ziegler (p. 43), Heretakis, Miguel Domingues, Mundods, Ricardo Casal | Colaboradores Luísa de Carvalho Pereira, Mafalda Lopes da Costa, Maria João Veloso, Natacha Gonzaga Borges, Patrícia Brito, Patrícia Maia e Vítor Belanciano | Produção Finepaper | Copyright 101 Noites – Criação de Produtos Culturais, Lda | Tiragem e circulação: 35.000 exemplares | Periodicidade Trimestral

Contacta­‑nos! redaccao@guiadanoite.net 101 Noites ­‑ Criação de Produtos Culturais, Lda | Largo de Stº Antoninho, nº 3 | 1200­‑406 Lisboa | Tel. 21 343 22 52 | 101noites@101noites.com | www.101noites.com | www.guiadanoite.net | Assinatura Anual: 5 euros

Guia da Noite Lx magazine 59


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60 Guia da Noite Lx magazine

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