Page 1

Tendências » Cultura Urbana » Música » Net » Sabores » Dj’s » Entrevistas

www.guiadanoite.net - 2010» Distribuição #10Lisboa - 2010»#12 Distribuição gratuita gratuita

Lisboa JP Simões » Holofotes

Viagens Sonoras »

Lula Pena José Luís Peixoto » É Noite no Mundo

Dj Shot » Mr. Mitsuhirato

A aZ Santos Guia » cafés | esplanadas | restaurantes | bares | discotecas


3 anos a guiar-te pela noite fora

www.guiadanoite.net Noitezine Porto Lisboa


Holofotes »

Texto» C. Sá Fotografias » Catarina Louro (p. 2) e Alípio Padilha (capa e p. 1)

JP Simões No escuro da fossa é que nasce a fé Onde Mora o Mundo é uma parceria entre Afonso Pais e JP Simões. Um disco que não é feito de “cançonitas porreirinhas” e que não tem ninguém a cantar: “Hoje à noite é que vai ser a noite da noite…” Aqui procuram-se lugares mais delicados “que o comércio e a hipocrisia”. O povo revolta-se. Desempregados, velhos e viúvas desamparados, crianças “tortas e mortas de fome”, todos avançam para São Bento com facas e cordas nas mãos. A rebelião está na rua e “explode pela província”. “Economistas flatulentos e ministros fazem fila” para fugir. Rezam, rezam, mas ninguém lhes ouve as preces. É a “Marcha dos Implacáveis” e – que ninguém se assuste – trata-se apenas de um dos temas de Guia da Noite Lx magazine 1


Holofotes

“Os artistas são políticos da utopia. Oferecem sugestões de outros lugares que podem ser boas fontes de inspiração. E sem as ideias dos artistas, (…) não havia pensamento, nem linguagem”.

2 Guia da Noite Lx magazine


Holofotes Onde Mora o Mundo, álbum que JP Simões e Afonso Pais elaboraram em parceria. Foi no Campo dos Mártires da Pátria que o Guia da Noite esteve à conversa com JP Simões. Entre umas quantas chávenas de café, ficámos a perceber o porquê de uma mensagem política tão forte. Alude-se aos novos mártires desta pátria, vítimas de “uma ditadura financeira que está a ficar esclerosada e a rebentar pelas costuras”. Os cidadãos vão vivendo “para cumprir convergências orçamentais”, subjugados aos ditames “dos bancos e das agências de rating”. Mas um dia podem fartar-se. “Este esquema financeiro não vai durar muito tempo. Não pode durar muito, porque se as pessoas têm algum valor e honestidade, se têm alguma força animal, acabarão por ficar fartas de ser escravizadas. E isto vai ter de mudar um bom bocado”, exprime o cantor, aplicando em seguida o seu reconhecido sarcasmo: “Eles dizem que as pessoas não percebem nada da balança económica, da filosofia da finança, da mão invisível que gere o mundo… Mas o que fez essa mão invisível? Enfiou o dedo no cu de toda a gente!” Apesar das preocupações político-sociais, JP não está “de mal com a vida”. Apenas “entristecido e aborrecido” com o rumo que quem manda tenta impor. Mas ele resiste. “Os artistas são políticos da utopia. Oferecem sugestões de outros lugares que podem ser boas fontes de inspiração. E sem as ideias dos artistas, se não existissem pessoas que tivessem criado e recriado o significado das palavras que se usam, não havia pensamento, nem linguagem”, afirma um autor que sempre se preocupou em encontrar lugares alternativos. “Existe um outro lugar onde nós podemos estar. Nem que seja só ao nível das ideias, existe um mundo um

bocado mais delicado que esta confusão de comércio, de hipocrisia”. De Afonso Pais diz ser um “músico da categoria do extraordinário” e que, tal como ele, tem uma enorme admiração por compositores como Edu Lobo, Tom Jobim ou Chico Buarque. “Esse elo contribuiu para nos unir”, conta, a propósito de um disco trabalhado em duas temporadas, uma delas em Tavira e outra no Talasnal, pequena aldeia de xisto no meio da serra da Lousã. Apesar da paixão comum a ambos, a música oriunda do Brasil não tem neste álbum uma presença forte como em outros trabalhos de JP Simões, nomeadamente o 1970. O músico, aliás, contesta a colagem que muitos lhe apontaram na altura, apresentando-o “como se fosse uma espécie de sucedâneo do brasileirismo”. Esclarece que a influência pelos ritmos próprios do país-irmão foi perfeitamente assumida, até como forma de clarificar as suas influências. “Se eu não clarificasse nada, talvez ninguém se lembrasse disso”, declara, apontando uma contradição a quem lhe fez o reparo: “Noventa por cento da nova música portuguesa é anglo-saxónica ou americana, mas é curioso porque ninguém diz: ‘Ah, você faz música norte-americana cantada em português…’” Desta vez há outras sonoridades a descobrir. O jazz é referência incontornável, seja pela formação musical nessa área do Afonso Pais ou pela presença de Perico Sambeat, executante de um solo de saxofone em “Conversa de Esquina”. Mas se a forma mudou, o conteúdo não tanto. “Se calhar estou há anos a dizer a mesma coisa, de diferentes maneiras. A mesma coisa sobre o amor, sobre o desejo, sobre a sociedade, as suas contradições e os seus amarfanhamentos. Não acho que tenha muita coisa Guia da Noite Lx magazine 3


Holofotes

nova para dizer, tenho é que arranjar novas formas de dizer a mesma coisa”. Há músicas em que sobressai o violino, noutras o piano, noutras a viola acústica. “É um trabalho com uma profunda diversidade interna. As músicas são todas bem diferentes umas das outras e o formato canção nem sempre é óbvio”, assinala, sobre uma obra que “não é um disco de música agradável”. No sentido em que é preciso ir descobrindo. Onde Mora o Mundo precisa de atenção, de ser descoberto aos poucos. “Não traz modos nem jeitos, nem coisinhas feitas para encaixar naquilo que as pessoas hoje estão mais habituadas, que é o tun cu ga, tunga, tunga, com uns gajos atrás a dizer ‘hoje à noite é que vai ser a noite da noite’. Foi feito para ter vários níveis de leitura. Mas, em última análise, não é aquilo que se chama um disco de música agradável. É música honesta, complicada, esforçada, raivosa, amorosa, encantada. Mas não é um disquito de cançonitas porreirinhas para ouvir.” JP sente-se cada vez menos preocupado em fazer música de que não gosta particularmente, apenas para cativar audiências. “Já não tenho paciência nenhuma para ser porreirista. Aos poucos vou perdendo esse sentimento de que estou em dívida com o mundo”, diz, explicando que tenta equilibrar-se num permanente conflito entre o que gosta de fazer e aquilo que realmente consegue. “Gostaria de fazer muita coisa que acho que não consigo. Há um limite entre o desejo, a imagem que uma pessoa tem de si própria, e o ideal. Gostava de fazer isto e aquilo, de tocar saxofone como o John Coltrane, de fazer canções como o David Bowie ou de contar histórias como Tom Waits ou Chico Buarque, mas isso são sempre modelos.” Existem outros objetivos. Um dos 4 Guia da Noite Lx magazine

quais é… sobreviver. “Eu não me tomo por especial, eu não sou ninguém! Sou um gajo que se esforça, que todos os dias tem que trabalhar para se reinventar e para sobreviver às dificuldades e à sua autocrítica.” Onde Mora o Mundo tem melodias “belas e intrincadas” e, segundo o cantor – autor de todas as letras –, não foi fácil encontrar o timbre certo para as composições do Afonso. “Como cantor, subiu imenso a minha fasquia. Tornar naturais melodias que são bastante complexas, foi difícil. Não sou propriamente um tenor da Baviera, tenho as minhas limitações e foi um trabalho complicado para mim”. Em relação a alguns dos temas, diz, por exemplo, que “Caro Comparsa” é “a história do nosso amigo interior que nos leva para a autodestruição e de quem nós gostamos tanto”, enquanto “Dorinha” “não é mais do que aquele namoro que uma pessoa tem com a sua própria ‘zoina’, com a sua inquietação. Sobre o gozo que as pessoas tiram do seu próprio sofrimento. É um gajo a falar amorosamente com a sua pequena dor, a dizer que não aguenta quando ela fica grande, mas que também não sabe como viver sem ela”. De religião, por sua vez, fala-se em dois outros temas: no que dá nome à obra e em “Nada Vezes Nada”. “Deus, esse funcionário público que obriga as pessoas a terem muito medo do sexo e a terem que se portar bem. Porque Deus não é mais do que uma ferramenta para conter as sociedades e mandar nelas. Por outro lado, a religião sempre teve um papel de branqueamento dos cabrões. Todos os grandes cabrões do mundo foram benzidos por um padre, que desculpou as suas ofensas. E que depois deram um dinheirinho para a igreja”. O país parece estar quase a bater no fundo do poço. Mas, como canta JP Simões, “no escuro da fossa é que nasce a fé”.


Guia dos Melómanos p. 60

#1 Holofotes » JP Simões No escuro da fossa é que nasce a fé

#7É  Noite no Mundo » José Luís Peixoto O aniversário do Björn

# 10 1001 Noites » Santos de A a Z # 16 W  ork in Progress » Herwig Turk Arte na Cabeça

# 21 V  ida Dupla » Afonso Cruz

Best Of

Mestre de Si Mesmo

# 36 Sabores Glamour # 38 Sabores Gourmet # 40 Sabores do Mundo

# 28 L  usofonia » Lula Pena Viagens Sonoras

# 24 D  j Shot » Mr. Mitsuhirato Melómano full-time

# 38 B  est Of » Restaurantes, bares e discotecas

# 56 G  uia » Diretório das melhores moradas da noite de Lisboa

# 60 P  ost it » Guia dos Melómanos

Este símbolo significa que podes ler as entrevistas ou artigos na íntegra e interagir com a revista. Voa para www.guiadanoite.net ou envia um e-mail para redaccao@guiadanoite.net

# 42 Noites Trendy # 44 Noites Cool # 46 Noites ao Vivo # 48 Noites de Dança

6 Guia da Noite Lx magazine

Nota: Não nos responsabilizamos por eventuais alterações na informação sobre eventos e espaços seleccionados. Esta revista foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.


É Noite no Mundo »

Texto»

José Luís Peixoto Fotografia» Helena Canhoto

O aniversário do Björn Copenhaga deve ser uma cidade lindíssima. Ouvi dizer, nunca lá estive. De Copenhaga, conheci o aeroporto e o comboio rápido até Malmö, no sul da Suécia. Cheguei à tarde, num dia de semana, e atribui o pouco movimento à tranquilidade que existe, mundialmente, nas quintas-feiras. Mas, depois de um jantar de salmão e de uma noite de sono, chegou a sexta-feira e não havia aquele zumbido fininho das sextas-feiras. Em vez disso, havia longos passeios de bicicleta à beira do mar Báltico, gelado, a queimar a pele do rosto. Havia tam-

bém repartições públicas que funcionavam, ruas limpas e pessoas à procura de um sorriso. Perdi a esperança de fazer planos para a noite de sexta. Além disso, no dia seguinte, tinha de acordar cedo porque havia qualquer coisa que tinham de me mostrar. Sábado. Vi essa coisa qualquer que me tinham de mostrar e almocei salmão. Estava a aproximar-se a hora do debate em que ia participar. Seria na Biblioteca Municipal de Malmö. Chegámos antes da hora. Também a biblioteca era um sinal da Suécia: um edifício incrível, mistura de antigo bem preservado e de moderno com bom gosto (procurar no google por “Malmö stadsbibliotek”). Milhares de livros em sueco e,

Guia da Noite Lx magazine 7


É Noite no Mundo

distribuídas pelas salas, cestas de maçãs vermelhas das quais toda a gente se podia servir. O debate começou. Eu e a tradutora dos livros do Lobo Antunes falámos baixinho sobre literatura portuguesa contemporânea. O público era composto quase exclusivamente por maiores de 70 que, no final, vieram falar connosco. Havia no

bastante pacata, onde o tempo passa devagar. Veio jantar connosco. Nessa refeição (salmão), fiquei a saber que o bibliotecário fazia windsurf no Báltico e que já tinha ouvido falar do Guincho. Depois da sobremesa, era sábado à noite. A gótica de cabelos vermelhos disse que não havia grandes opções e perguntou-me se (…) A gótica convidou-me para ir queria ir com ela à festa de beber qualquer coisa. Na cozinha, aniversário de um amigo. perguntou-me se queria cerveja. Abriu Claro que queria. o frigorífico cheio e percebi nesse No táxi, houve aquele momento que havia um frasco onde momento tradicional em se colocava o dinheiro de cada bebida que ela falou em sueco com consumida e, sendo caso disso, de onde o taxista e eu vi a paisagem: se retirava o troco. prédios. A campainha, o elevador e chegámos à porta. Tirámos os sapatos e arrumámo-los num enorme entanto, uma exceção. Sentada na última monte de calçado. Felizmente, tinha fila, estava uma gótica de cabelos verme- trocado de meias. Ajudei-a a descalçar as lhos. Comecei a chamá-la por telepatia. botas. Entrámos então numa sala onde Funcionou. Esperou pelo seu momento estavam dezenas de rapazes de vinte e e aproximou-se. Conversámos. Contou-me tal anos que não se surpreenderam com a que trabalhava no Ikea (juro) e explicounossa presença. Só por aquela sala podia -me que Malmö é mesmo uma cidade fazer-se uma história visual do Metal

8 Guia da Noite Lx magazine


É Noite no Mundo

dos últimos 30 anos: desde as calças de ganga elástica, a t-shirt de Iron Maiden e o casaco de ganga sem mangas com um back patch de Motörhead, até à maquilhagem branquinha do Black Metal. E, claro, todos descalços. A gótica de cabelos vermelhos apresentou-me a duas ou três pessoas. Sim, sou de Portugal, etc. Cada um deles contou-me as suas relações, por mais ínfimas, com Portugal e, quando essa conversa se esgotou, a gótica convidou-me para ir beber qualquer coisa. Na cozinha, perguntou-me se queria cerveja. Abriu o frigorífico cheio e percebi nesse momento que havia um frasco onde se colocava o dinheiro de cada bebida consumida e, sendo caso disso, de onde se retirava o troco. Olhei para trás e, nas nossas costas, estava uma fila de rapazes e raparigas, metálicos bem-comportados, à espera para se servirem, cada um com a respetiva nota na mão. Antes da meia-noite, cantaram-se os parabéns ao aniversariante (Björn – lembro-me por causa do jogador de ténis), com algumas notas guturais. O bolo era grátis. Comemos. Passavam uns quinze

minutos da meia-noite e já quase toda a gente tinha saído. A gótica dos cabelos vermelhos estava a ter uma conversa séria com uma amiga (também gótica) na varanda. Não as quis perturbar. Tinha o nome do hotel escrito num papel e aproveitei um táxi que ia para os meus lados. Partilhei-o com dois rapazes de gabardina e cabelos compridos que não abriram a boca durante todo o caminho. À chegada, com a calculadora do telemóvel, dividimos um número qualquer por três. Até à próxima. Subi ao sexto andar do hotel. Liguei a televisão na CNN.

Guia da Noite Lx magazine 9


1001 Noites »

A aZ Santos

A

Alma Henrique Sá Pessoa (restaurante) Cç. Marquês de Abrantes, 92 | Depois do sucesso mediático alcançado com o programa “Entre Pratos”, o conceituado chefe Henrique Sá Pessoa inaugurou um restaurante com um conceito inovador: oferecer a possibilidade de degustar pratos de cozinha de autor a preços compatíveis com a crise. [§4]

B

Barraca (A) (bar) Lg. de Santos, 2 | Fica no bonito edifício do Cinearte e ocupa o espaço do foyer do teatro. Nem que fosse pela tentativa de diversificar a oferta noturna num bairro intensamente juvenil, o bar A Barraca já estaria de parabéns. Para além disso, tem uma programação que inclui recitais de poesia, dança e música ao vivo. 10 Guia da Noite Lx magazine

C

Come Prima (restaurante) R. do Olival, 258 | No espaço que se desdobra em dois pisos – com uma mezzanine muito acolhedora –, o Come Prima oferece uma ementa de especialidades italianas bem confecionadas, sem grandes pretensões, e a preço justo. Cop’3 (restaurante) Lg. Vitorino Damásio, 3 | A típica tasca portuguesa deu o mote para a criação deste restaurante. Ao emblemático balcão de mármore e aos copos de vinho de três dedos vieram juntar-se peças de design contemporâneo que imprimem a este espaço gastronómico um ambiente cosmopolita e moderno.

D

Discoteca Stone’s R. do Olival, 1 | Aquela que é uma das discotecas mais antigas de


1001 Noites

Lisboa reabriu as suas portas ao público no final do ano passado e acolheu com o mesmo espírito de sempre os muitos fiéis que aqui podem recordar os bons velhos tempos. Pensada para uma clientela mais velha e seleta, esta é provavelmente a única discoteca lisboeta onde ainda se pode dançar “slows”. Domo (loja) Lg. de Santos, 1G | Conhecido como o “design district” lisboeta, Santos alberga vários espaços dedicados ao design. Um deles é a Domo, uma loja que vende modernos acessórios de decoração e mobiliário de reputadas marcas internacionais.

E

Estado Líquido (restaurante-bar) Lg. de Santos, 5 | Decoração revivalista, ambiente maduro, boa programação musical e o conceito de sushi bar fizeram do Estado Líquido um caso de sucesso das noites de Santos.

F

Farah’s Tandoori (restaurante) R. de Santana à Lapa, 73 B | Especializado em cozinha do Norte da Índia, tem uma boa ementa de pratos vegetarianos e uma excelente relação qualidade/preço. A decoração é muito simples e despojada, tipicamente indiana, e se vais em grupo a sala na cave é a melhor opção.

G

Guilherme Cossoul (Sociedade) (bar) Av. D. Carlos I, 61 - 1º | Fundada em 1885, é uma das mais antigas associações dedicadas ao ensino e divulgação das artes em Lisboa, tendo contribuído em muito para a alfabetização da população. Hoje, a Sociedade é conhecida por dar um palco às revelações

da música nacional, que por lá passam para intimistas espetáculos ao vivo.

H

Hostel | Jardim de Santos (alojamento) Lg. Vitorino Damásio, 4 - 2º | Simpático, luminoso e de decoração simples, este hostel oferece uma estadia agradável a partir de 17 euros por noite com pequeno-almoço incluído.

I

Incógnito (bar-discoteca) R. Poiais de São Bento, 37 | Desde que abriu no final da década de 80, esta discoteca manteve o mesmo conceito: passar música que se enquadre no chamado espírito alternativo. Não fosse esta uma morada incontornável da noite lisboeta, a sua pista reduzida mantém-se invariavelmente intransitável a partir das 2h da manhã. [§5]

J

JA (restaurante) Pátio Moreira Rato, 3C - Lg. Vitorino Damásio | A pensar nas refeições do dia-a-dia, o conhecido chefe José Avillez criou um conceito raro de restauração: comida rápida mas com qualidade, para comer no local ou levar para casa.

K

Ko-Zee Club (bar) Cç. Marquês de Abrante, 142 | Com um ambiente cuidado e acolhedor, e decoração entre o oriental e o melhor estilo europeu, o clube proporciona uma seleção musical refinada, dos sons do mundo ao house mais underground. Para além da boa música, capaz de agradar ao mais exigente dos ouvintes, há também deliciosos cocktails experimentais a não perder. Guia da Noite Lx magazine 11


1001 Noites

L

La Hora Española (restaurante) Cç. Marquês de Abrantes, 58 | Eleita já por muitos aficionados como ponto de encontro ao fim da tarde, esta verdadeira taberna espanhola distingue-se das suas congéneres pela genuinidade dos seus produtos e pela simpatia transbordante de Paco, o mentor do projeto. Left (bar) Lg. Vitorino Damásio, 3 F | Já com 5 anos, este é um bar de características contemporâneas que apresenta uma seleção e programação musical eclética no âmbito das novas tendências, do indie pop à eletrónica, do disconotdisco ao retro kitsh. [§6] Lumbini (restaurante) R. da Esperança, 42 | Oferece uma ementa riquíssima de pratos nepaleses e indianos na qual se destacam as especialidades grelhadas, os pratos de cabrito e de marisco, bem como os famosos biriyani (arroz basmati frito com frango, cabrito, especiarias e frutos secos). [§3]

M

Manifesto (restaurante) Lg. de Santos, 9C | Da responsabilidade do chefe Luís Baena, o Manifesto é especialista em petiscos: aqui pode-se provar, entre outros, pastéis de massa tenra de galinha, bacalhau dourado ou ovo verde, mas também salada russa ou sushi de presunto de barrancos. [§2]

N

Nariz de Vinho Tinto (restaurante) R. do Conde, 75 | A aposta da ementa são as especialidades típicas da gastronomia alentejana: do arroz de bacalhau com poejo ao lombo de porco preto, passando pelas enguias fritas ou a empada de caça. A qualidade da confeção e o requinte do serviço justificam os preços um pouco acima da média. 12 Guia da Noite Lx magazine

O

O Epicurista (loja) Lg. do Conde Barão, 49 | Uma concept store instalada na Loja do Banho que vende perfumaria de autor, produtos de cosmética exclusivos mas também objetos de design, livros, discos ou chás.

P

Paris-Sete (loja) Lg. de Santos, 14D | Quem não dispensa a qualidade e o design na hora de mobilar a casa não pode deixar de entrar nesta loja. Para além de um catálogo recheado de boas marcas, tem sempre apetecíveis promoções. Plateau (discoteca) R. Escadinhas da Praia, 7 | Motivos exóticos na decoração, música revivalista cruzada com as tendências mais atuais e uma pista de dança sempre concorrida são os principais atributos desta discoteca resistente.

Q

Quartos A CheckinLisbon (R. Poiais de São Bento, 13) e a Feel Good (Tv. Nova de Santos, 39) oferecem simpáticos apartamentos remodelados com um ou mais quartos ideais para estadias curtas mas confortáveis.

R

Refúgio das Freiras (bar) Av. D. Carlos I, 57, Lj. 2 | Podia ser mais um dos bares “clonados” de Santos, mas não. Apesar de os muitos que ali se acotovelam serem de faixas etárias mais jovens, tem um ambiente diferente, em parte proveniente do facto de ter bandas de covers a atuar ao vivo. O espaço em si é mais do que se costuma esperar do típico bar da moda: tetos abobadados, tijoleira, salas assimétricas, mesas e cadeiras de tasca antiga e muitas velas acesas.


1001 Noites

ยง1

ยง2

ยง3

Guia da Noite Lx magazine 13


1001 Noites

ยง4

ยง5

ยง6

14 Guia da Noite Lx magazine


1001 Noites

Reverso (galeria) R. da Esperança, 59/61 | Dedicada sobretudo à joalharia, a Galeria Reverso conta já com uma década de existência e muitos artistas nacionais e estrangeiros na lista de expositores habituais.

procurados da zona, pelo serviço simpático, ambiente acolhedor em parte conferido pela decoração típica, e pela ementa simples, onde predominam os sabores da gastronomia portuguesa.

S

W

T

X

Senhor Vinho (restaurante) R. do Meio à Lapa, 18 | É Talvez a mais seletiva casa de fado lisboeta, mas não deixa de ser uma das mais simpáticas e autênticas. Quem entra sabe que aqui encontra as melhores vozes do fado de Lisboa e Coimbra como Camané, Maria da Fé ou Jorge Fernando.

Taberna Ideal (restaurante) R. da Esperança, 112 | Aqui come-se quase como em casa: os pratos são confecionados com produtos nacionais e frescos e o vinho é servido a copo. Com um ambiente acolhedor e um atendimento simpático, a Taberna Ideal está sempre cheia por isso o melhor a fazer é reservar ou optar pela Petiscaria Ideal, na porta ao lado. [§1] The Loft (discoteca) R. do Instituto Industrial, 6 | Com uma decoração moderna e amplas áreas abertas, é muito apreciado pela faixa etária mais jovem. A banda sonora, a cargo dos Dj’s residentes, oferece o melhor da música eletrónica, com especial atenção ao house.

U

White Life Design (centro estética) Lg. Vitorino Damásio, 10 | Pioneiros no conceito de “life design”, este centro assegura todos os serviços que possam contribuir para melhorar o bem-estar e a imagem de quem o procura: tem consultas com nutricionistas, acupuntura japonesa, cirurgia estética e muito mais.

Xafarix (bar) R. D. Carlos I, 69 | Instalado na cave de um antigo talho, o sempiterno Xafarix é o bar predileto para os amantes da música portuguesa. O seu diminuto espaço repleto de fiéis continua a ser palco para concertos a decorrerem todas as noites.

Y

York House – A Confraria (restaurante) R. das Janelas Verdes, 32 - 1º | Um dos restaurantes de hotel mais simpáticos da capital. Está localizado num antigo convento de carmelitas descalças datado do início do século XVII e, para além do seu ambiente acolhedor e muito requintado, oferece uma ementa elaborada e bem confecionada.

Unique (centro estética) Av. D. Carlos I, 124G | Um verdadeiro centro dedicado à beleza e ao relaxamento que inclui cabeleireiro, esteZazá Design (atelier) R. da Esperança, 93 | ticista, tratamentos corporais, terapias várias, Com quase 8 anos de atividade, este atelier depilação a laser e até maquilhagem definitiva. desenvolve trabalhos na área do design editorial e é responsável pela identidade criativa de inúmeras empresas. Mais recentemente aventurou-se também na criação, Varina da Madragoa (restaurante) R. das desenvolvimento e implementação de sites. Madres, 34 | É um dos restaurantes mais

Z

V

Guia da Noite Lx magazine 15


Work in Progress »

§1 16 Guia da Noite Lx magazine


Work in Progress

Texto» Patrícia Raimundo Fotografias» (§ 1 e 2) Mário Príncipe; (§ 3) performance “Como Nascem As Estrelas?” de Cynthia Domenico, realizada no Motor Hairport em 2010.

Herwig Turk Arte na cabeça Há dez anos em Portugal, Herwig Turk é um dos grandes dinamizadores da arte contemporânea lisboeta. As relações entre a arte, a ciência e as novas tecnologias são a base de trabalho do artista austríaco que é também o proprietário de dois dos cabeleireiros mais cool da cidade, o W.I.P e o Motor Hairport. Porque é que escolheste Portugal para viver? Foi quase uma coincidência. Queríamos sair de Viena e tínhamos planos de ir para Londres e Amesterdão, mas, por causa do clima, decidimos experimentar uma cidade no sul, perto do mar. Nunca tínhamos

estado em Portugal, encontrámo-lo no mapa. O voo foi para Faro, então fizemos uma viagem de 10 dias por Portugal, apaixonámo-nos pela Costa Vicentina e, na verdade, não tínhamos muitas certezas sobre Lisboa. Estávamos no inverno de 2000, em que choveu a potes, a ponte caiu… e nós só pensávamos: “É isto, o sul?” (risos). Mas entretanto a minha mulher, Sabine, encontrou uma loja na Bica mesmo perto do nosso apartamento, o sol apareceu… então decidimos tentar. A partir daí, tentámos e tentámos e tentámos…. E passados cinco anos decidimos que queríamos mesmo ficar. Começaste logo a trabalhar em arte, assim que chegaste? De 1989 ao final dos anos 90 fiz muitas exposições como artista plástico, depois fiz uma pausa quando decidimos sair da

Guia da Noite Lx magazine 17


Work in Progress

Áustria. Voltei ao trabalho artístico em 2003, quando fiz um projeto para o Festival Vídeo Lisboa e comecei a colaborar com o cientista Paulo Pereira, que é diretor do Centro de Oftalmologia e Ciências da Visão do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem, em Coimbra. Neste momento, estou a trabalhar como artista residente no Instituto de Medicina Molecular e vou fazer várias exposições para mostrar os resultados da residência. Como é que começaste a interessar-te tanto pela ciência? Nos anos 90 trabalhei em hospitais, fazia instalações em blocos operatórios e laboratórios em Roterdão e na Áustria. Sempre me interessei pelo impacto da ciência e da tecnologia na sociedade e, por coincidência ou não, dois membros da minha família são físicos nucleares. Sempre gostei de discutir tudo com eles, são pessoas que gostam muito daquilo que fazem. Fascina-me o facto de os cientistas, tal como os artistas, gostarem realmente daquilo que fazem. Os cientistas aceitam bem esta “intromissão” da arte na ciência? A grande maioria não leva isto a sério. Pensam: “Ok, vamos experimentar, brincar um bocadinho”. Mas acho que muitos dos grandes cientistas são pessoas bastante sofisticadas e estão sempre interessados na exploração de novos territórios, aliás, gostam de cruzar fronteiras, mudar de perspetiva. Paulo Pereira, que trabalha comigo há já algum tempo, é um especialista em arte contemporânea e design e tem uma mente muito aberta, por isso temos muito para partilhar e discutir.

18 Guia da Noite Lx magazine

Como artista, o que mais te fascina na ciência? O meu maior interesse é a “poluição social” que os cientistas carregam para dentro das suas experiências e do seu conhecimento. O conhecimento nunca é neutro nem objetivo. Podemos encontrar todo o tipo de “ruído” social e individual no laboratório e eu estou, de alguma forma, a estudá-lo, a tentar descobrir quando e como é que esse “ruído” se manifesta. Quando faço entrevistas, faço perguntas específicas sobre até que ponto os cientistas se apercebem que o seu trabalho é influenciado pelas suas rotinas, memórias ou comportamento social. Quer dizer que estás mais interessado nos cientistas do que na ciência propriamente dita? Sim. É mais um projeto de estudos culturais do que uma tentativa de trabalhar como um cientista num laboratório. Para mim, essa não é a aproximação mais correta. Na verdade, as estruturas da arte e da ciência têm pontos em comum nos estudos culturais e essa é, na minha opinião, a abordagem mais produtiva. Para além do teu trabalho como artista, és dono dos cabeleireiros W.I.P. e Motor Hairport, que também tem uma galeria de arte na cave. Como surgiu a ideia? Decidimos abrir o Motor porque sempre quisemos um cabeleireiro que não fosse só um salão de beleza, mas sim um espaço de transformação cultural. O W.I.P é um espaço muito bom, mas é limitado, não dá para fazer performances, peças de teatro ou exposições como podemos fazer no Motor. Então sempre procurámos um espaço que fosse maior e mais flexível.


Work in Progress

ยง2 ยง3

Guia da Noite Lx magazine 19


Retratos Work in Progress da Noite »

Queremos criar alguma dinâmica que influencie também o nosso staff, fazê-los participar, pô-los à procura de novas ideias. Como é que funciona a galeria? Procuramos projetos de arte contemporânea, sobretudo nas áreas dos estudos culturais, arte e novas tecnologias, arte e ciência e arte relacionada com o corpo, por-

No Motor já fizeram várias edições do Dia Anti-Tia, dedicado às mudanças de visual. Como têm corrido? O último foi programado para três dias e tivemos que acrescentar mais um, porque tínhamos muita gente a querer participar. Acho que o título é mesmo muito bom, porque obviamente não somos a morada preferida das tias (risos). Queremos que os nossos clientes se divirtam e experimentem novos looks. Nestes dias, as pessoas trazem os amigos, as mães… aparecem pessoas que raramente usam maquilhagem e que aqui até experimentam. Mas não são só os clientes que participam no Dia Anti-Tia, todos os que passam por cá só para beber um copo connosco e para espreitar o que se passa também fazem parte. Criaste para o Festival ZAAT uma instalação chamada “Turn Inside Out”. Em que é que consiste? É o óculo de uma porta, mas ao contrário: as pessoas que estão do lado de fora é que podem espreitar para dentro do apartamento. Mesmo que seja improvável que aconteça – porque ninguém sabe que tem esta opção – acaba por mudar a maneira de pensar das pessoas que vivem naquela casa, porque se sentem completamente observadas. Continuam a ter as suas rotinas diárias, e às tantas lembram-se que alguém pode estar a vê-las. Penso que, para refletir sobre o espaço público e o espaço privado, é uma instalação muito eficiente.

Herwig Turk tem feito um intenso trabalho onde explora o conceito de arte e ciência. Neste momento é artista residente no Instituto de Medicina Molecular e tem desenvolvido projetos em conjunto com o cientista Paulo Pereira. Na foto: agent LC, 2007 (Lambda Print, 100 x 85 cm, montado em alumínio).

que tem tudo a ver com o que fazemos no salão. Temos a vantagem, em comparação com outras instituições, de termos muita disponibilidade na agenda para projetos a curto prazo e, mesmo que a galeria esteja cheia, podemos sempre fazer qualquer coisa em cima, no salão.

20 Guia da Noite Lx magazine


Vida Dupla »

Afonso Cruz Mestre de si mesmo

Texto» Patrícia Raimundo Ilustrações» Afonso Cruz

A vida de Afonso Cruz nem semFaz ilustração, escreve livros, toca e canta pre foi assim. Antes de decidir numa banda de blues e ainda tem tempo trocar Lisboa pelo sossegado para produzir a sua própria cerveja e Alentejo, vivia, literalmente, para cultivar uma horta que dá legumes em viajar. Fazia filmes de animação quantidade certa. Tudo isto a partir de um e, com o dinheiro que ganhava, monte alentejano. ia correr o mundo. “Na verdade, a minha vida Tudo começou em miúdo, quando se profissional propriamente dita começou há apercebeu que tinha “aquilo a que as muito pouco tempo. Dantes andava a viajar. Quase tudo o que fiz, à exceção dos filmes de pessoas chamam de ‘jeito para desenhar’. Gostava muito de fazer banda desenhada”. animação, começou entre 2006 e 2007: o priEstudou Belas Artes na Madeira – “Foi a meiro disco dos Soaked Lamb, os primeiros livros de ilustração para crianças e o primeiro minha primeira opção. Acho que queria sair de casa.”, ri-se – mas não demorou até que romance”. Resumido desta maneira, o currídecidisse voltar a Lisboa: “Queria tocar e culo de Afonso Cruz até parece simples. Guia da Noite Lx magazine 21


Vida Dupla

"Quase tudo o que fiz, à excepção dos filmes de animação, começou entre 2006 e 2007: o primeiro disco dos Soaked Lamb, os primeiros livros de ilustração para crianças e o primeiro romance”.

22 Guia da Noite Lx magazine


Vida Dupla

naquela altura a minha banda estava cá. Apesar de tudo, na Madeira a escola era muito especial para os padrões a que estamos habituados. Cheguei a Lisboa, às Belas Artes, e na aula de Geometria não havia lugar para todos. É impossível ser-se um bom aluno quando se está em pé a fazer desenhos geométricos. Na Madeira, pelo contrário, a escola tinha 100 pessoas, no total”. Nunca chegou a fazer das histórias de quadradinhos profissão, a ilustração e a animação revelaram-se melhores áreas para começar. “Animação era um bom emprego na altura. Comecei a trabalhar a tempo inteiro e entretanto deixei de estudar. Para além de Belas Artes, estive também em História de Arte, em Pintura, em Design… mas não acabei nenhum curso”. Para Afonso Cruz fazia mais sentido tornar-se quase um autodidata do que ter um canudo na mão. O mesmo princípio aplicou-o também à música: aos dezoito anos comprou uma guitarra e foi aprendendo sozinho. Hoje não toca um, mas cinco instrumentos na banda de blues The Soaked Lamb, projeto a que empresta ainda a voz, a inspiração para a composição e algumas letras. “Começámos por gravar um disco, a banda não existia. Alguns dos músicos nem sequer se conheciam entre eles. Depois de termos o disco gravado é que começámos a ensaiar para tocar ao vivo”. A entrada de Mariana Lima como vocalista, tornou a decisão irreversível: Homemade Blues não seria apenas um álbum feito por amigos que se encontram num apartamento grande da Avenida Almi-

rante Reis, mas sim o trabalho de estreia de uma banda com todas as letras. Depois disso o grupo já pôs cá fora Hats & Chairs e prepara o terceiro álbum, sempre de olhos postos nos blues, nos primórdios do jazz e em todas as sonoridades que se lhes possa misturar, quer seja uma valsa ou um ritmo havaiano. Enquanto o terceiro trabalho dos Soaked Lamb ainda vai a marinar, Afonso Cruz regressa às letras com A Boneca de Kokoschka, romance que parte da história verídica do pintor austríaco que construiu uma boneca da sua amada em tamanho real depois de a relação dos dois terminar. “É uma belíssima história de amor, porque as instruções que ele deu para a construção da boneca são, no fundo, uma carta de amor. Parti dessa história como metáfora para o livro. De facto o romance não tem nada a ver com a boneca de Kokoschka; a possibilidade de darmos vida a uma boneca, um pouco como o mito de Pigmalião, é que vai percorrer a história toda”. As páginas do novo livro de Afonso Cruz acompanham um grupo de sobreviventes dos bombardeamentos de Dresden durante a 2ª Guerra Mundial e até “há um português metido no meio do enredo, enredo esse que acaba por percorrer todo o século XX”. As novidades nas estantes das livrarias não ficam por aqui: escrito e ilustrado por Afonso Cruz, A Contradição Humana é um livro para todas as idades, basta para isso ter “o devido espírito de contradição”, como se avisa logo na capa.

Guia da Noite Lx magazine 23


Vida Dupla

Do Alentejo, com amor Nasceu na Figueira da Foz, viveu a maior parte da vida em Lisboa, mas a calma do Alentejo acabou por conquistá-lo. Hoje, é num monte alentejano – com pouca rede de telemóvel, mas, a avaliar pelos resultados, com as condições ideais para deixar borbulhar a criatividade – que Afonso Cruz vive e trabalha. “Gosto muito do Alentejo especialmente pelo espaço. As propriedades são muito grandes, há muito espaço, quase nunca há casas”. Viver fora da cidade permite-lhe também ter alguns hobbies invulgares, como produzir a sua própria cerveja.

“Aprendi sozinho. Comprei uma série de livros, mandei vir material de Inglaterra e comecei a fazer. Comecei pelos métodos mais simples, com extrato de malte, depois comecei a investir noutras coisas, agora já faço a brassagem (extração do malte dos cereais) em casa”. Outro dos hobbies de Afonso Cruz é cultivar uma pequena horta, agora interrompida por culpa das obras que está a fazer em casa: “É uma horta pequenina, só dá vegetais para uma pessoa. Dá dezasseis tipos de vegetais, umas abóboras, uns espinafres, uns grelos, rúcula…”

Livros para devorar… ou ser devorado! Afonso Cruz estreou-se nos livros em 2008 com A Carne de Deus, um romance satírico que junta sociedades secretas, mistérios religiosos e investigações policiais. Como todo o seu trabalho, é influenciado pelas muitas viagens que fez e a ação desenrola-se em

24 Guia da Noite Lx magazine

vários países. Em 2009, Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, romance que conta a história de um homem que se perde, literalmente, nas páginas dos livros que lê, vale-lhe o Prémio Maria Rosa Colaço. No ano seguinte, o escritor é distinguido com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco pelo livro A Enciclopédia da Estória Universal, um conjunto de pequenas ficções que quase se confundem com factos verdadeiros.


Vida Dupla

§1

§2

§3

§4

Desenhos coloridos que contam histórias O Alfabeto dos Países e A Minha Primeira República de José Jorge Letria (§2 e 3); As Consultas do Sr. Serafim e a Bronquite da Senhora Adriana, de Rosário Alçada Araújo (§4); Max e Achebiche Uma História Muito Fixe”, de

António Mota; Rimas Perfeitas, Imperfeitas e Mais-que-perfeitas”, de Alice Vieira e Bichos Diversos em Versos, de António Manuel Couto Viana (§1), são alguns dos muitos livros para crianças que Afonso Cruz já ilustrou. §1 Guia da Noite Lx magazine 25


Vida Dupla

O ensopado vai ao lume outra vez O terceiro álbum dos Soaked Lamb (que é a tradução à letra para inglês de ensopado de borrego) já está em preparação e deverá chegar aos escaparates no primeiro semestre de 2011. “Nós tínhamos muitas músicas para o Hats & Chairs [ilustração acima] e deixámos algumas de fora, não por terem menos qualidade, mas porque já não se enquadravam, 26 Guia da Noite Lx magazine

o disco ficava mais equilibrado assim. Essas músicas já fazem quase meio disco. Agora vamos acrescentar outras e também umas versões. Há músicas que valem mesmo a pena serem revisitadas, principalmente gospels antigos e outras canções que acabaram por se perder”, adianta Afonso Cruz.


Lusofonia »

Lula Pena Viagens Sonoras

Texto» Myriam Zaluar Fotografia» Cláudia Varejão

Tudo nela é fora do comum. A começar pelo nome. Lula Pena, uma personalidade complexa, que vai ao fundo de si e esvoaça sem rumo, viaja no tempo e aterra no aqui e agora. Artista sonora em permanente reconstrução, artesã das palavras e da música. Sem amarras nem convenções. Quando era miúda, entretinha-se a fazer “diários sonoros”. Nada de especial, apenas “experiências, gravações, sem qualquer ambição”. Do pai herdou a paixão pela rádio, até porque em sua casa não se ligava a televisão. Lula aprendeu assim “a emoção de sintonizar”.“O rádio tinha um espectro que permitia viajar sem sair do lugar”, ir longe ou perto, à boleia de uma onda curta 28 Guia da Noite Lx magazine

ou a cavalo sobre uma frequência modulada. Da avó brasileira, a mãe dizia beber a inspiração para inventar cançonetas de pendor vagamente pedagógico: “aquilo era um responso, claro. Mas mesmo a minha mãe a cantar – mal! – aquelas coisas, tinha algo que me agradava e ao mesmo tempo repelia. Causava-me um fascínio secreto”. Um gosto que permanece até hoje, quando casa fado com bossa-nova como se tivessem nascido um para o outro. A guitarra do irmão mais velho, “abandonada” no lar paterno abriu-lhe ainda mais


Lusofonia

ar

j達o

Guia da Noite Lx magazine 29


Lusofonia

os horizontes sonoros. Sentada na casa de banho, explorava as potencialidades acústicas do espaço, experimentando vezes sem conta “tocar uma nota e ficar a ouvi-la ressoar até ela desaparecer”. Mas, apesar da sua evidente vocação para a dimensão sonora da existência, Lula enveredou pelas artes visuais. Estudou Design e Comunicação Visual e cedo se desenraizou, para usar as suas palavras. Em Barcelona, conseguiu uma galeria para expor mas no próprio dia foi assaltada. O destino – esse mesmo que viria a cantar, mesmo que transformado – levara-lhe os desenhos mas não a guitarra. Mesmo assim, a música “não foi intencional”. Tocar e cantar é uma questão de prazer e, como frisa, o “lado visual” está sempre presente. Algo que não lhe parece extraordinário: “Há muitos músicos que são designers”. E se o percurso a ensinou a ouvir na escrita “o som das palavras”, foi simultaneamente aprendendo a ler na música “a composição gráfica, o equilíbrio”. “No fundo era também o design: a composição revelava uma partitura”. São estas as coisas que interessam a Lula Pena: “uma paisagem que pode ser sonora, a forma que se pode transformar, redesenhar as coisas”, um modo sinestésico de viver, entre o amor ao som e a paixão pela imagem. Vê-lo como porta de entrada para ela. Ouvi-la como pista em direção a ele. Foi também com o irmão e a sua guitarra que descobriu as polifonias, cantando a duas vozes um repertório que vinha da materialidade dos discos de vinil e das ondas hertzianas amadas pela família. Mais tarde quando os irmãos mais velhos saíram e a guitarra ficou, mais 30 Guia da Noite Lx magazine

ninguém cantava a duas vozes, daí que tenha crescido “quase como filha única”. Os sambinhas improvisados da mãe não satisfaziam a sua sede de fazer música em conjunto já que esta “não cantava bem”. Nessa altura, Lula Pena ainda “não gostava de fado, achava pesado”. Foi preciso criar distância para começar a perceber-lhe o espírito, a sentir-lhe “as cãibras”, algo físico que a assaltou num bar, algures em Barcelona, na noite em que “a brincar”, cantou Barcos Negros, de Amália. A experiência foi avassaladora: “Parecia que tinha tido um AVC”. Descobriu assim na própria pele algo visceral que é a alma do fado, um fado de que se apropriou de uma forma simultaneamente pessoal e alargada, abrangente: “No [Phados], toda a gente reparou no Ph e ninguém nos parênteses retos que são uma notação fonética. A ideia foi dar uma imagem gráfica, um indício de leitura, uma impressão sonora”. Mais uma vez o lado visual da arte musical. Mas também um sentimento de pertença, de identidade: “a língua portuguesa é um património muito grande, uma espécie de região demarcada” onde cabe tudo, da saudade à chanson française, do tango à bossa-nova”. O seu timbre grave, rico em evocações longínquas, o seu sorriso tímido e o seu estilo a um tempo doce e melancólico não tardaram a conquistar um público restrito e exigente no circuito dos bares catalães e, mais tarde, na Bélgica. Assim surgiu a oportunidade de, aos 23 anos, gravar


Lusofonia

“há uma especificidade no fado mas ao mesmo tempo é algo que não pode estar fechado… preocupam-me as barreiras”. Como nos discos, nos concertos tem dificuldade em separar canções umas das outras, “o ideal seria que tudo fosse uma música, sem formatação”. E se casa “O Fado de Cada Um”, de Amália, com o “Partido Alto”, de Chico, é porque “enquanto organismo vivo” lhe faz todo o sentido deixar-se “influenciar textualmente ou, semanticamente, criar uma narrativa”, diz. Tudo o que faz revela

um disco. Não estava nos planos, mas acolheu-o com tranquilidade e também com a estranheza de quem não foi talhada para o mainstream. Assim, de [Phados] a Troubadour vão doze anos de distância. “É uma viagem”. Um percurso de construção e reformulação de “ tudo um pouco o que foi acontecendo, a desenraizar-me e a criar raízes aqui dentro no estômago”. Porque “a música De [Phados] a Troubadour vão doze é uma experiência orgânica”, anos de distância. “É uma viagem”. Um interessou-lhe ir explorando “o percurso de construção e reformulação de lado mais primitivo, os elos que “ tudo um pouco o que foi acontecendo, a vêm do passado”. De [Phados] desenraizar-me e a criar raízes aqui dentro a Troubadour vai também essa no estômago”, afirma Lula Pena. peregrinação solitária ao fundo de si mesma e também às raízes históricas dos povos que partilham memórias. É sintomático que tenha reconhecido o fado em si quando estava “desenraizada” esse seu lado avesso a convenções, a receie que o Troubadour originário da Provença tas pré-estabelecidas. Talvez por isso tenha transportado para Troubadour a sua “emertenha surgido já depois do regresso. “Voltei a Lisboa sem querer e ainda bem”. gência para o silêncio”, essa entidade com a qual é tão “difícil lidar”. “A minha música Aqui recapitulou o que trouxe de fora e tenta resgatar o silêncio”. de dentro e deu finalmente forma a este “Não estou a criar nada que seja origiTroubadour, personagem “ligado à viagem, ao amor e à capacidade de contar, portador nal”, ressalva, porque na senda de uma quimérica liberdade criativa, “a transforde uma história”. Há muito que os seus admiradores reclamavam este registo, cuja mação do que existe é um ato criativo”. Mesmo nascida em maio de 74, quando os gestação se revelou prolongada. cravos floriam em todas as bocas, Lula tem Mas Lula não tem pressa. Urge-lhe a noção que apenas “cronologicamente” apenas a liberdade: “Não faço a música a será filha da liberdade: “Continuo a achar pensar nas convenções. Só faz sentido ter liberdade total (…) não tem de ser de forma que não vivemos em liberdade “. estandardizada”. Já em [Phados] assim era:

Guia da Noite Lx magazine 31


DJ Shot »

Mr. Mitsuhirato Melómano full-time Texto» Patrícia Raimundo Fotografia» Susana Pomba

Mr. Mitsuhirato Estilo» indie, eletrónica, disco Onde atua» Incógnito, Lounge, MusicBox, Plano B

Pode até ser difícil de pronunciar mas, com umas variações mais ou menos inspiradas, Mr. Mitsuhirato anda na boca dos lisboetas. O Dj com nome de personagem do Tintim é o alter ego de cabine de Hugo Moutinho, referência das noites mais indie da capital e melómano a tempo inteiro. Vive literalmente rodeado de discos. Durante a semana encontramo-lo ao balcão da Louie Louie, loja onde trabalha há três anos; nas noites de fim de semana devemos procurá-lo ao comando dos pratos nos clubes mais alternativos da cidade. A vida de Hugo Moutinho faz-se de música e nisso não há cliché nem exagero nenhum. “Estou sempre à procura de música, seja nova, seja antiga”, confessa. Colecionador de discos desde sempre, a melomania começou cedo a ser uma ocupação a tempo inteiro, aplicada ora ao Djing, ora a projetos editoriais, como a revista Mondo Bizarre, ou de agenciamento e produção. Em 2006, Moutinho quis “fazer as coisas de uma forma diferente”: deixou-se de intermitências, decidiu dedicar-se mais ao Djing e para isso fez nascer Mr. Mitsuhirato, um alter ego de cabine que espelha os seus gostos pessoais. “Misturo um bocado de tudo o que gosto. Entre o indie mais dançável, alguma eletrónica e o disco. Quando vou fazer as malas tento

32 Guia da Noite Lx magazine


ndo

Guia da Noite Lx magazine 33


DJ Shot

equilibrar um pouco as coisas. A ideia, acima de tudo, é que as pessoas dancem”. Os sets que apresenta regularmente em lugares como o Incógnito ou o Lounge exigem uma boa dose de pesquisa curiosa e paciente, o chamado diggin’. “Todos os dias tenho de ouvir algumas coisas para filtrar aquilo que me interessa como consumidor de música e como Dj. Às vezes é muito cansativo, a música é tanta, tanta, que se torna complicado. Mas é um trabalho apaixonante, podes descobrir dez temas bons e um fantástico que te faz ganhar o dia, o mês ou até o ano!”. Aconteceu-lhe recentemente com “Synchronized”, tema dos franceses Discodeine com a colaboração de Jarvis Cocker, dos Pulp. “Para mim é um dos melhores temas que foram feitos nos últimos tempos. É fantástico, é o chamado ‘novo disco’, mas com um sentido pop tão grande que eu acho que o Jarvis Cocker devia fazer um disco de dança”, conta entusiasmado. Mas nem só de novidades se fazem as descobertas de Hugo Moutinho: “No outro dia descobri um tema ótimo num disco horrível dos Blush, chama-se ‘Lift Off’. É um bocado assim que as coisas se processam. Há coisas que não têm referências nenhumas e que acabam por ser boas surpresas”. Gosta de renovar a mala todas as semanas, mas Illumination, dos Miami Horror e o disco de estreia homónimo dos LCD Soundsystem nunca de lá saem. Cada vez mais viajado, tem atuado em Espanha e na Suécia e conta aumentar a lista de

34 Guia da Noite Lx magazine

países em breve. Apesar de cada país ter as suas próprias tendências musicais, não vê grandes diferenças entre a noite portuguesa e as noites que frequenta lá fora. “As pessoas quando saem querem divertir-se e ir a sítios onde se identifiquem com a música que está a tocar, o que acaba por não ser muito diferente do que se passa cá. Se queres ouvir um determinado tipo de música vais ali, se queres outro, vais acolá. Obviamente que há pessoas que se perdem e que às vezes estão no sítio errado”. Hugo Moutinho ri-se, é que já houve quem se chegasse à cabine com pedidos um bocado deslocados. “Já me pediram reggae no Incógnito, no pico da noite, quando toda a gente estava a dançar uma coisa diferente. Se pedirem rock num sítio que só passe reggae, o Dj também se vai assustar”, brinca. O ano que aí vem pode ditar o regresso de Hugo Moutinho à edição de discos. Depois da MTM, a editora independente que fundou no início dos anos 90, poderá estar a caminho um novo selo dedicado à música alternativa: “Só não o fiz ainda por falta de tempo. Para criar uma editora é preciso tê-lo, mas era uma coisa que me daria bastante gozo. Há coisas que se perdem no grande mundo da internet e que faria sentido terem um suporte físico para guardar em casa”. O formato digital, por enquanto, não está nos planos, ou não fosse ele um verdadeiro defensor do vinil e CD’s: “Não me estou a ver a esvaziar as minhas malas e a meter um computador lá dentro, apesar de haver alguns temas ótimos que não saem em suporte físico. Gosto de ter alguma coisa palpável, mesmo que isso me pese mais às costas”.


Distribuição gratuita nos melhores poisos nocturnos

Não é uma bica é um cimbalino

Porto


Best Of Sabores Glamour

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

flores {Bairro Alto} R. das Flores, 116 | 21 340 8252 | © 12h30/15h; 19h30h/22h30; 5ª a Sáb. até 23h30 | Não encerra | Comida: Internacional | €€€€ Numa reinterpretação do “antigo hotel da baixa” que ali funcionou até ao final do século passado, o Bairro Alto Hotel aposta numa estética contemporânea, misturando obras de artistas plásticos portugueses com um passado romântico. No restaurante Flores, a receita é a mesma. Arcos de pedra com portas de inspiração colonial e painéis de azulejos são a entrada para um universo que, tal como as propostas culinárias, aponta para outras paragens, misturando os universos asiáticos, com os mediterrânicos e, claro está, com os portugueses. Da ementa – que varia ao sabor dos produtos de cada estação – destacamos o risotto de mariscos, os filetes de garoupa com chouriço de porco preto e as inolvidáveis sobremesas como o creme brulée de erva limeira e framboesas ou o panacotta de baunilha com sopa de morangos macerados. Um exercício inspirador do chefe Luís Rodrigues.

36 Guia da Noite Lx magazine

K

At Es tot tod an Ma Jam

Se


[ af ] JamesonReserve_Guia da noPage 1

2/2/09

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Até as coisas mais preciosas da vida merecem ser experimentadas. Estimadas. Apreciadas. Os nossos Whiskies Reserva são produzidos com total alheamento ao tempo e aos custos. São triplamente destilados, com todo o cuidado, e envelhecem em cascos de carvalho por longos e longos anos na Destilaria Jameson. Esperamos sinceramente que os valorize. Mas guardá-los? Preferíamos que não o fizesse. Jameson…too special to reserve.

Seja responsável. Beba com moderação.

12:28:38


Best Of Sabores Gourmet

casanostra {Bairro Alto} Tv. do Poço da Cidade, 60 | 21 342 5931 | © 12h30/14h30; 20h/23h | - Sáb. ao almoço; 2ª | Comida: Italiana | €€€ Este é um dos projetos da italiana Maria Paola Porru – também a frente do Casanova, no Cais da Pedra, em Lisboa, e do Casa D’Ouro, no Porto – que, levada pelas saudades de dar a conhecer a verdadeira cozinha da sua infância, se lançou nesta aventura gastronómica. Com produtos selecionados e vindos diretamente de Itália, este restaurante oferece aos seus clientes uma cozinha genuína. A cor dominante da decoração deste espaço é o verde-água – excelente para nos preparar para o ritual da osmose gastronómica. Sem dúvida, a “capelinha” certa para os amantes da verdadeira comida italiana.

38 Guia da Noite Lx magazine


Best Of Sabores Sab do Mundo

le petit bistro {Bica} R. do Almada, 29 | 21 346 1376 | © 3ª a 5ª 11h/23h45; 6ª e Sáb. 11h/2h; Dom. 11h/20h | - 2ª | Comida: Internacional | €€ O francês Pascal Chesnot, ex-sócio do Mauvais Garçons no Bairro Alto, é o responsável por trazer à Bica este simpático e agradável bistro que recentemente abriu as portas. Com uma decoração simples mas bastante aconchegante, este restaurante aposta numa ementa com forte influência francesa, apesar de também oferecer pratos internacionais. Sugerimos, como entrada, a tapenade (uma espécie de pasta de azeitonas típica do sul de França) ou as tábuas de queijos e enchidos. Os pratos principais variam, mas pode-se provar, entre outros, hâchis parmentier (empadão de carne à francesa), crumble de peixe branco com alho francês, lasanha de carne, cassoulet (especialidade feita com feijão e carnes). A carta de vinhos, ainda que pequena, apresenta boas ofertas. Há ainda diversas iguarias que se podem degustar a qualquer hora e, aos fins de semana, há saborosos e bem servidos brunches.

40 Guia da Noite Lx magazine


Best Of Noites Trendy

clube ferroviário {Sta Apolónia} R. de Santa Apolónia, 59 | © 4ª 17h/2h; 5ª e 6ª 17h/4h; Sáb. 12h/4h; Dom. 12h/24h | - 2ª e 3ª | Comida: Internacional | €€€ Quando um realizador, um publicitário, um fotógrafo e um empresário da noite se juntam para abrir um terraço com vista sobre a cidade que dá pelo nome de Clube Ferroviário, só podemos acreditar que as nossas noites serão mais belas do que nunca. João Nuno Pinto, Ricardo Sena Lopes, Nuno O’Neill e o já conhecido Mikas do Bicaense são os nomes que estão por detrás deste projeto que desde o início de 2010 invade as noites alfacinhas com festas temáticas, ciclos de cinema ao ar livre, concertos, Dj’s, exposições, performances e outras atividades culturais. Instalado no edifício do Clube Ferroviário, este espaço multifunções possui duas salas para concertos e Dj’s, dois bares, um terraço e uma vista deslumbrante sobre o rio Tejo. Além dos cocktails, há uma ementa de tapas e refeições ligeiras e ainda, aos domingos, um delicioso brunch para ajudar a curar as ressacas das loucas noite de sábado. Mantenham-se atentos, pois o Clube Ferroviário tem dado o que falar.

42 Guia da Noite Lx magazine


Best Of Noites Cool

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

orpheu caffé {Príncipe Real} Pç. do Príncipe Real, 5-A | 21 804 4499 | © 10h/24h; 6ª até 2h; Sáb. 9h/2h; Dom. 9h/20h | Não encerra Aberto há pouco mais de cinco meses, o Orpheu Caffé pretende recriar o ambiente vivido nos antigos cafés de Lisboa, das tertúlias e das horas esquecidas. Com uma decoração vintage e um serviço simpático, este novo café situado em pleno Príncipe Real promete fins de tarde despreocupados e tranquilos na companhia de amigos e de um copo de bom vinho. Mas não é tudo, aqui também servem refeições ao almoço, sempre acompanhadas de deliciosos sumos e sobremesas tentadoras e, como não podia deixar de ser, os brunches aos fins de semana são o must.

44 Guia da Noite Lx magazine


af_JAMESON Guia_da_Noite 105x148 copy.pdf

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

1

26/10/2010

11:09


Best Of Noites ao Vivo

zdb {Bairro Alto} R. da Barroca, 59 | 21 343 0205 | © 22h/2h | Não encerra Criada em 1994 com o objetivo ajudar artistas emergentes a mostrarem o seu trabalho e a confrontarem experiências artísticas, a Galeria Zé dos Bois iniciou suas atividades na Rua da Vinha, no Bairro Alto, tendo mudado de poiso diversas vezes, passando pelo Cais do Sodré e Janelas Verdes, até finalmente regressar ao Bairro Alto. É praticamente o único espaço de arte contemporânea alternativo da cidade e igualmente a única sala de concertos do Bairro Alto. Música eletrónica e alternativa são as sonoridades que se podem ouvir aqui, aliadas a espetáculos que exploram a multidisciplinaridade. Fica num enorme casarão meio arruinado, por isso não te deixes enganar: aqui há cultura, muita agitação e, claro, também um bar que serve copos. A ZDB, como é mais conhecida pelos habitués, alberga igualmente a livraria Letra Livre instalada no rés do chão com um horário adequado aos notívagos, de 4ª a Sábado das 18h às 24h. Para ver, ler e beber.

46 Guia da Noite Lx magazine


Seja responsável. Beba com moderação


Best Of Noites de Dança

lux-frágil {Sta Apolónia} Av. Infante D. Henrique, Arm. A | 21 882 0890 | © 18h/6h | - Dom.; 2ª Três andares, três ritmos, um só lema: sofisticação. Não há quem resista à discoteca mais famosa da capital. O Lux continua a ser o destino para diversas ‘faunas’ da cidade, sendo agora frequentado por uma clientela mais eclética do que nos seus primórdios. No piso inferior, a pista de dança encontra-se invariavelmente apinhada a partir das 3h da manhã. No piso intermédio, as batidas são mais suaves e moldam-se às imagens passadas pelos Vj’s de serviço. Na esplanada do piso superior, as noites de verão decorrem com os olhos postos no Tejo, mesmo ali à mão de semear. A programação musical é, provavelmente, a melhor da cidade.

48 Guia da Noite Lx magazine


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Restaurantes e Cafés 1º Maio {Portuguesa} R. da Atalaia, 8 (Bairro Alto) 21 342 6840 | © 12h/15h; 19h/23h | - Sáb. jantar; Dom. | €€ Ad Lib {Internacional} Av. da Liberdade, 127 (Av. da Liberdade) 21 322 8350 | © 2ª a 6ª 12h30/15h; 2ª a Dom. 19h30/22h30 | - Sáb. e Dom. ao almoço | €€€€ Afreudite {Internacional} Passeio das Garças, Lt. 439, Lj. 1J (Pq. das Nações) 21 894 0660 | © 20h/24h | - Dom. | €€€ Alcântara-Café {Internacional} R. Maria Luísa Holstein, 15 (Alcântara) 21 363 7176 | © 20h/1h | €€€€ Alecrim às Flores {Portuguesa} Tv. do Alecrim, 4 (Cais do Sodré) 21 322 5368 | © 12h30/15h; 19h30/24h | €€ | U Alfândega {Portuguesa} R. da Alfândega, 98 (Baixa) 21 886 1683 | © 10h/2h | - Sáb.; Dom. almoço | €€€ | U Ali-à-Papa {Árabe} R. da Atalaia, 95 (Bairro Alto) 21 347 41 43 | © 19h30/1h | - 3ª | €€ Alma {Internacional} Cç. Marquês de Abrantes, 92 (Santos) | 21 396 3527 | © 3ª a Sáb. 19h30/24h | - Dom. e 2ª | €€€€ 50 Guia da Noite Lx magazine

Amo.te Lisboa {Internacional} Pç. D. Pedro IV - Teatro Nacional D. Maria II (Rossio) 21 342 0668 | © 10h/1h; 5ª a Sáb. até 2h | - Dom. | €€€ Amo-te Chiado {Internacional} Cç. Nova de S. Francisco, 2 (Chiado) 21 342 0668 | © 10h/2h | - Dom. Aqui Há Peixe {Internacional} R. da Trindade, 18 A (Chiado) 21 343 2154 | © 3ª a 6ª 12h/15h; Sáb. Dom. 18h/2h | - 2ª | €€€ Armazém da Cachaça {Brasileira} R. S. João da Mata, 88/90 (Janelas Verdes} 21 396 5264 | © 19h30/24h | - Dom. | €€€ Assuka {Japonesa} R. S. Sebastião, 150 (Pq. Eduardo VII) 21 314 9345 | © 12h/23h | - Dom. | €€€€ Aya {Japonesa} R. Campolide, 531, Galerias Twin Towers, Piso 0/Lj 1.56 (Campolide) 21 727 1155 | © 12h30/15h; 19h/23h | - Dom. almoço; 2ª | €€€€ | U BanThai {Tailandesa} R. Fradesso da Silveira, 2 Lj. Dt (Alcântara) 21 362 1184 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | - Dom. | €€€ | U Barra Ibérica {Espanhola} Cç. da Ajuda, 250 (Ajuda) 21 362 6010 | © 19h30/1h | - Dom. | €€ | U Bengal Tandoori {Indiana} R. da Alegria, 23 (Av. da Liberdade) 21 347 9918 | © 12h/15h; 18h/24h | €€ | U

Bica do Sapato {Internacional} Av. Infante D. Henrique, Arm. B, Cais da Pedra (Sta Apolónia) 21 881 0320 | © 12h30/14h30; 20h/23h30 | - Dom.; 2ª almoço | €€€€ | U Bistro 100 Maneiras {Internacional} Lg. da Trindade, 9 (Chiado) 91 030 7575 | © 12h/2h | - Sáb.ao almoço; Dom. | €€€ Blues {Internacional} R. da Cintura do Porto, 226 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 7085 | © 20h/1h | - Dom.; 2ª | €€€€ | U Bocca {Internacional} R. Rodrigo da Fonseca, 87D (Rato) 21 380 8383 | © 3ª a 5ª 12h30/14h30; 20h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - Dom., 2ª e feriados | €€€€ | U Bota Alta {Portuguesa} Tv. da Queimada, 37 (Bairro Alto) 21 342 7959 | © 12h/15h; 19h/22h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ Bubbly {Internacional} R. da Barroca, 106 (Bairro Alto) 21 155 6042 | © 3ª a Sab. 12h/15h; 20h/2h (cozinha até 0h30) | - Dom. e 2ª | €€€€ Café Buenos Aires {Argentina} Escadinhas do Duque, 31 B (Av. da Liberdade) 21 342 0739 | © 18h/24h; Sáb. e Dom. 15h/24h | - 2ª | €€ Café In {Portuguesa} Av. Brasília, Pav. Nascente, 311 (Belém) 21 362 6248 | © 12h/24h | €€ | U


Café no Chiado {Internacional} Lg. do Picadeiro, 11-12 (Chiado) 21 346 0501 | © 11h/2h | - Dom. | €€ Café Royale {Internacional} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 29 (Chiado) 21 346 9125 | © 2ª a Sáb. 10h/24h; Dom. 10h/20h | €€ Café S. Bento {Portuguesa} R. de S. Bento, 212 (S. Bento) 21 395 2911 | © 18h/2h | - Dom. | €€€ | U Calcutá {Indiana} R. do Norte, 17-19 (Bairro Alto) 21 342 8295 | © 12h/15h; 18h30/23h | - Sáb.; Dom. | €€ Camponesa (A) {Internacional} R. Marechal Saldanha, 23-25 (Bairro Alto) 21 346 4791 | © 12h30/15h; 19h30/23h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€ Cantinho da Paz {Indiana} R. da Paz, 4 (Santos) 21 396 9698 | © 12h30/15h; 19h30/23h | Dom. | €€€ Cantinho das Gáveas {Portuguesa} R. das Gáveas, 82 (Bairro Alto) 21 342 6460 | © 12h/15h; 19h/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€ Casa da Comida {Internacional} Tv. das Amoreiras, 1 (Rato) 21 388 5376 | © 13h/15h; 20h/24h | - Dom.; Sáb. e 2ª ao almoço | €€€€€ | U Casa da Morna {Africana} R. Rodrigues Faria, 21 (Alcântara)

21 364 6399 | © 19h30h/2h | - Dom. | €€ Casa do Alentejo {Portuguesa} R. das Portas de Stº Antão, 58 (Baixa) 21 340 5140 | © 12h/15h; 19h/23h | €€ Casa do Algarve {Internacional} Lg. da Academia de Belas Artes, 14, r/c (Bairro Alto) © 12h/16h30; 19h/23h30 | - Dom. | €€ Casa México {Mexicana} Av. D. Carlos I, 140 (S. Bento) 21 396 5500 | © 2ª a 6ª 13h/15h; Dom. a 4ª 20h/1h; 5ª a Sáb. 20h/2h | €€€ Casanostra {Italiana} Tv. do Poço da Cidade, 60 (Bairro Alto) 21 342 5931 | © 12h/15h; 20h/23h | - Sáb. ao almoço; 2ª | €€€ | U

Charcutaria (II) (A) {Portuguesa} R. do Alecrim, 47 A (Bairro Alto) 21 342 3845 | © 12h30/15h30; 19h30/23h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ | U Come Prima {Italiana} R. do Olival, 258 (Lapa) 21 397 1287 | © 12h/15h; 19h/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€ | U Comida de Santo {Brasileira} Cç. Engº Miguel Pais, 39 (Príncipe Real) 21 396 3339 | © 12h30/15h30; 19h30/1h | €€€ Confraria – York House (A) {Internacional} R. das Janelas Verdes, 32 - 1.º (Janelas Verdes) 21 396 2435 | © 12h30/16h; 19h30/22h30 | €€€€ Cop’ 3 {Portuguesa} Lg. Vitorino Damásio, 3 (Santos)

Uma noite com Aldina Duarte Fadista

Paragens obrigatórias Café: Sr. Arlindo, na rua das Trinas Restaurante: Pavilhão Chinês Bar: Taberna Ideal Discoteca: Frágil

Casanova {Italiana} Cais da Pedra, Lj 7, Arm. B (Sta Apolónia) 21 887 7532 | © 12h30/1h30 | - 2ª e 3ª ao almoço | €€€ | U Cervejaria da Trindade {Portuguesa} R. Nova da Trindade, 20 (Bairro Alto) 21 342 3506 | © 12h/24h30 | €€€ | U

21 397 3094 | © 12h30/23h30 | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ | U DeliDelux {Café} Av. Infante D. Henrique, Arm. B, Lj. 8 (Sta Apolónia) 21 886 2070 | © 3ª a 5ª 12h/20h; 6ª 12h/22h; Sáb. 10h/22h; Dom. 10h/20h | - 2ª | €€€ Guia da Noite Lx magazine 51


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Divina Comida {Portuguesa} Lg. de S. Martinho, 6-7 (Alfama) 21 887 5599 | © 12h/1h | €€ Doca do Espanhol {Portuguesa} Galeria do Museu da Cera, Arm. 2, Lj. 12-17 (Docas) 21 393 2600 | © 12h30/16h; 19h30/24h | - Dom.; 2ª ao jantar | €€€ | U

En’Clave {Africana} R. do Sol ao Rato (Rato) 21 388 8738 | © 20h/4h | - 3ª | €€€ Entra {Portuguesa} R. do Açúcar, 80 (Beato) 21 241 7014 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 3ª a Sáb. 19h30/23h | - Dom. | €€€ Esperança {Italiana} R. do Norte, 95 (Bairro Alto) 21 343 2027 | © 13h/16h; 20h/2h | - 2ª; 3ª ao almoço | €€€

Uma noite com Pedro Azevedo Assessor de Imprensa do Musicbox Paragens obrigatórias Café: Grupo Recreativo 5 Reis Restaurante: Fenícios Bar: Heidi Discoteca: Musicbox

Dom Pomodoro {Italiana} Doca de Sto Amaro, Arm. 13 (Docas) 21 390 9353 | © 12h/2h | €€€ | U El Gordo II {Espanhola} Tv. dos Fiéis de Deus, 28 (Bairro Alto) 21 342 6372 | © 17h/2h | - 2ª | €€€

Esplanada Clara Clara {Café} Jd. de Botto Machado - Campo de Santa Clara (Sta Apolónia) 21 885 0172 | © 10h/24h | €€ Estado Líquido / Sushi Lounge {Japonesa} Lg. de Santos, 5 A (Santos) 21 397 2022 | © 20h/3h | €€€ | U

El Último Tango {Argentina} R. Diário de Notícias, 62 (Bairro Alto) 21 342 0341 | © 19h30/23h | - Dom. | €€€ | U

Estrela da Bica {Internacional} Tv. do Cabral, 33 (Bica) 21 347 3310 | © 19h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - 2ª | €€

Eleven {Internacional} R. Marquês da Fronteira (Pq. Eduardo VII) 21 386 21 11 | © 12h30/15h; 19h30/23h | - Dom.; 2ª | €€€€

Fábulas Café {café} Cç. Nova de São Francisco, 14 (Chiado) 21 347 6323 | © 2ª a 4ª 10h/24h; 5ª a Sáb. 10h/1h | - Dom. | €€€

52 Guia da Noite Lx magazine

Farah’s Tandoori {Indiana} R. de Santana à Lapa, 73 B (Lapa) 21 390 9219 | © 12h/15h; 19h/22h30 | - 3ª | €€ Faz Figura {Portuguesa} R. do Paraíso, 15 B (Alfama) 21 886 89 81 | © 12h30/15h; 20h30/23h | - 2ª ao almoço | €€€ | U Fenícios {Libanesa} R. do Conde Redondo, 141-A (Marquês de Pombal) 21 244 8703 | © 12h/15h30; 19h/24h | - Dom. | €€€ Fidalgo {Portuguesa} R. da Barroca, 27-31 (Bairro Alto) 21 342 29 00 | © 12h/15h; 19h/23h | - Dom. | €€€ Flor da Laranja {Marroquina} R. da Rosa, 206 (Bairro Alto) 21 342 2996 | © 12h/15h; 20h/24h | - Dom.; 2ª ao almoço | €€ Flores {Internacional} R. das Flores, 116 (Bairro Alto) 21 340 8252 | © 12h30/15h; 19h30h23h | €€€€ Fusion Sushi {Japonesa} Lg. de Santos, 5 (Santos) 21 395 5820 | © 12h30/15h; 20h/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ Gambrinus {Portuguesa} R. das Portas de Sto Antão, 23 (Restauradores) 21 342 1466 | © 12h/1h30 | €€€€€ | U Gemelli {Italiana} R. Nova da Piedade, 99 (S. Bento) 21 395 2552 | © 12h30/14h30; 20h/24h | - Dom.; 2ª | €€€€


Império dos Sentidos {Internacional} R. da Atalaia, 35 (Bairro Alto) 21 343 1822 | © 20h/2h | - 2ª | €€€ Jardim dos Sentidos {Vegetariana} R. da Mãe d´Água, 3 (Av. da Liberdade) 21 342 3670 | © 12h/15h; 19h/22h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€ | U

Le Petit Bistro {Internacional} R. do Almada, 29 (Bica) 21 346 1376 | © 3ª a 5ª 11h/23h45; 6ª e Sáb. 11h/2h; Dom. 11h/20h | - 2ª | €€ Lucca {Italiana} Trav. Henrique Cardoso, 19-B (Alvalade) 21 797 2687 | © 12h/15h; 19h/1h | - 4ª | €€€ | U

Kaffeehaus {Austríaca} R. Anchieta, 3 (Chiado) 21 095 6828 | © 11h/24h; 6ª e Sáb. 11h/2h; Dom. 11h/20h | - 2ª | €€

Manifesto {Internacional} Lg. de Santos, 9C (Santos) 21 396 3419 | © 12h30/15h; 19h30/23h; Sáb. 19h30/24h | - Dom. | €€€

Kais {Internacional} R. da Cintura - Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) 21 393 2930 | © 20h/23h30 | - Dom. | €€€€ | U

Mar Adentro {Internacional} R. do Alecrim, 35 (Cais do Sodré) 21 346 9158 | © 10h/23h; sáb. 14h/24h; Dom. 14h/22h | €€

Koi Sushi Trav. Fradesso da Silveira, 4 Lj B (Alcântara) 21 364 0391 | © 2ª a 6ª 12h/15h; 20h/24h; Sáb. 20h/24h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€

Maritaca {Italiana} R. 24 de Julho, 54G (Santos) 21 393 9400 | © 3a a 5a e Dom. 13/15h; 20h/24h; 6a e Sáb. até 1h | - 2ª | €€€

La Brasserie de l’Entrecôte {Francesa} R. do Alecrim, 117 (Bairro Alto) 21 347 3616 | © 12h30/15h30; 20h30/24h | €€€

Meninos do Rio {Internacional} R. da Cintura do Porto de Lisboa, Arm. 255 (Cais do Sodré) 21 322 0070 | ©12h30/4h | €€€

La Finestra {Internacional} Av. Conde Valbom, 52A (Avenidas Novas) 21 761 3580 | © 12h/15h; 19h/1h | €€ La Moneda {Internacional} R. da Moeda, 1C (Santos) 21 390 8012 | © 10h/2h | - Dom. | €€€ | U La Paparrucha {Argentina} R. D. Pedro V (Príncipe Real) 21 342 5333 | © 12h/15h; 19h30/24h30 | €€€ | U

Mercearia {Portuguesa} R. da Madre, 72 (Madragoa) 21 397 7998 | © 12h30/15h; 19h30/23h | - Dom. ao almoço; 3ª | €€ Mesa de Frades {Casa de Fado} R. dos Remédios, 139 A (Alfama) 91 702 9436 | © 10h/2h | - Dom. e 3ª | €€€ Montado {Portuguesa} Cç. Marquês de Abrantes, 40 (Santos) 21 390 9185 | © 12h/2h | - 2ª e Dom. | €€€ Nariz de Vinho Tinto {Portuguesa} R. do Conde, 75 (Lapa) 21 395 3035 | © 13h/15h; 20h/23h | - Sáb. e Dom. almoço; 2ª | €€€€ New Wok {Asiática} R. Capelo, 24 (Chiado) 21 347 7189 | © 12h/15h; 20h/24h | €€€ Noobai Café {Café} Miradouro do Adamastor (Sta Catarina) 21 346 5014 | © 12h/24h | €€ | U Nood {Asiática} Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, 20B (Chiado) 21 347 4141 | © 12h/24h | €€€ |U Novo Bonsai {Japonesa} R. da Rosa, 244 (Bairro Alto)

Uma noite com Marta Melo Editora Paragens obrigatórias Café: Versailles Restaurante: Cabana do Pescador (Meco) Bar: Aya Discoteca: Musicbox

Guia da Noite Lx magazine 53


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

21 346 2515 | © 12h30/14h; 19h30/22h30 | - Dom. | €€€ Olivier Café {Internacional} R. do Alecrim, 23 (Cais do Sodré) 21 342 2916 | © 20h/1h | - Dom. | €€€ | U

Pedro e o Lobo {Internacional} R. do Salitre, 169 (Rato) 21 193 3719 | © 2ª a 6ª 12h30/15h; 20h/23h; Sáb. 20h/23h | - Dom. | €€€

Rock’n Sushi {Japonesa} R. Fradesso da Silveira, Bl. C (Alcântara) 21 362 0513 | © 12h/15h; 20h/2h | €€€

Petiscaria Ideal {Portuguesa} R. da Esperança, 100-102 (Santos) | © 3ª a Sáb. 19h30/24h30 | - Dom.; 2ª | €€€

Rosa da Rua {Portuguesa} R. da Rosa, 265 (Bairro Alto) 21 343 2195 | © 12h30/15h; 16h30h/24h30 | - 2ª | €€€€ |U

Ozeki {Japonesa} R. Vieira da Silva, 66 (Alcântara) 21 390 8174 | © 12h/15h; 19h30/23h30 | - Sáb. e Dom. almoço | €€€

Picanha {Brasileira} R. das Janelas Verdes, 96 (Santos) 21 397 5401 | © 12h/15h; 19h30/24h | - Sáb.; Dom. ao almoço | €€€ | U

Santo António de Alfama {Internacional} Beco de S. Miguel, 7 (Alfama) 21 888 1328 | © 12h/15h; 20h/2h | - 3ª | €€€ | U

Paladar - Cozinha de Mercado {Internacional} Cç. do Duque, 43 A (Bairro Alto) 21 342 3097 | © 19h30/2h | - Dom. | €€€

Pitéu (O) {Portuguesa} Lg. da Graça (Graça) 21 887 10 67 | © 12h/15h; 19h/22h30 | - Sáb. ao jantar; Dom. | €€

Senhora Mãe {Internacional} Lg. de São Martinho, 6 (Alfama) 21 887 5599 | © 12h30/24h; 6ª e Sáb. até às 2h | - 3ª | €€€ | U

Oriente Chiado {Vegetariana} R. Ivens, 28 (Chiado) 21 343 1530 | © 12h/15h; 19h30/22h30 | €€€

Uma noite com Margarida Ferra

Resp. Comunicação da Quetzal Paragens obrigatórias Café: Botequim (Graça) Restaurante: Rosa da Rua Bar: Bar da Barraca Discoteca: Musicbox

Pap’Açorda {Portuguesa} R. da Atalaia, 57-59 (Bairro Alto) 21 346 4811 | © 12h/14h30; 20h/23h30 | - Dom.; 2ª | €€€€ |U

Pizzeria Mezzogiorno {Italiana} R. Garrett, 19 (Chiado) 21 342 1500 | © 12h30/15h30; 19h30/24h | - Dom.; 2ª almoço | €€ | U

Pedro das Arábias {Marroquina} R. da Atalaia, 70 (Bairro Alto) 21 346 8494 | © 19h30/1h | - Dom. | €€

Restô do Chapitô {Internacional} R. Costa do Castelo, 7 (Castelo) 21 886 7334 | © 2ª a 6ª 19h30/2h; Sáb., Dom. e feriados 12h/2h | €€€ | U

54 Guia da Noite Lx magazine

Sinal Vermelho {Portuguesa} R. das Gáveas, 89 (Bairro Alto) 21 343 1281 | © 12h/15h; 20h/1h | - Dom. | €€ Sofisticato {Italiana} R. São João da Mata, 27 (Santos) 21 396 53 77 | © 19h30/23h; 6ª e Sáb. até 24h | - 2ª | €€€€ Sokuthai {Tailandesa} R. da Atalaia, 77 (Bairro Alto) 21 343 2159 | © 20h/2h | - Dom. | €€€ Sommer {Internacional} R. da Moeda, 1-K (Santos) 21 390 5558 | © 20h/24h; 5ª a Sáb. até 2h | - Dom. | €€€€ Spot Lx {Internacional} Al. dos Oceanos (Pq. das Nações) 21 892 9043 | © 18h/3h | €€€€ Stephens Cru Bar R. das Flores, 8 (Chiado) 21 324 0224 | © 2ª a Sáb. 19h30/1h30 | - Dom. | €€€


Stop do Bairro {Portuguesa} R. Tenente Ferreira Durão, 55 (Campo de Ourique) 21 388 8856 | © 12h/15h30; 19h/23h | - 2ª | €€ | U Sucre {Internacional} R. Sousa Martins, 14 D (Saldanha) 21 314 7252 | © 12h30/15h30; 20h/22h30 | - Dom.; 2ª a 4ª ao jantar | €€€ Sul {Internacional} R. do Norte, 13 (Bairro Alto) 21 346 2449 | © 12h/15h; 20h/2h | - 2ª | €€€ Taberna do Chiado {Portuguesa} Cç. Nova de São Francisco, 2A (Chiado) 21 347 4289 | © 12h/23h | €€€ | U Taberna Ideal {Portuguesa} R. da Esperança, 112 (Santos) 21 396 2744 | © 3ª e 6ª das 19h/2h; Sáb. e Dom. 13h30/2h | - 2ª | €€ Tamarind {Indiana} R. da Glória, 43 (Baixa) 21 346 6080 | © 2ª a 6ª 11h30/15h; 18h30/23h30: Sáb. e Dom. ao almoço | €€€ Tapadinha (A) {Russa} Cç. da Tapada, 41 A (Alcântara) 21 364 0482 | © 12h/15h; 20h/2h | - Dom. | €€€ Tasca da Esquina {Portuguesa} R. Domingos Sequeira, 41C (Campo de Ourique) 21 099 3939 | © 12h30/24h | - Dom. e 2ª (almoço) | €€€€ Tasquinha d’Adelaide (A) {Portuguesa} R. do Patrocínio, 70-74 (Campo de Ourique) 21 396 2239 |

© 12h30/15h; 20h30/23h30 | - Dom. | €€€€ Tavares Rico {Internacional} R. da Misericórdia, 37 (Chiado) 21 342 1112 | © 12h30/14h30; 19h30/22h30 | - Dom. | €€€€€ Tia Chica (A) {Internacional} R. S.Tomé, 46-48 (Castelo) 96 797 6754 | © ?? | - Dom. | €€ Tibetanos (Os) {Vegetariana} R. do Salitre, 117 (Rato) 21 314 2038 | © 12h/14h; 19h30/21h30 | - Dom. | €€€ Toma Lá Dá Cá {Portuguesa} Tv. do Sequeiro, 38 (Bairro Alto) 21 347 9243 | © 12h/24h | - Dom. | €€ Travessa (A) {Belga} Tv. Convento Bernardas, 12 (Santos) 21 394 0800 | © 12h30/15h; 20h/24h | - Sáb. ao almoço; Dom. | €€€€ Tsuki {Japonesa} R. Nova de S. Mamede, 18 (Príncipe Real) 21 397 5723 | © 12h/15h ; 20h/02h | - 2ª e Sáb. ao almoço | €€€ Txakoli {Basca} R. São Pedro de Alcântara, 65 (Bairro Alto) 21 347 8205 | © Dom. a 4ª 12h/1h; 5ª a Sáb. 12h/2h | €€€ Uai! {Brasileira} Cais das Oficinas, Arm. 114 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 390 0111 | © 13h/15h; 20h/23h | - 3ª e 4ª ao almoço; 2ª | €€€ Varanda da União {Internacional} R. Castilho, 14C, 7º (Pq. Eduardo VII) 21 314 1045 | © 12h/15h30; 19h30/23h30 | - Dom. | €€€€

Vela Latina {Internacional} Doca do Bom Sucesso (Belém) 21 301 7118 | © 12h30/15h; 20h/22h30 | - Dom. | €€€€ |U Velha Gruta {Internacional} R. da Horta Seca, 1B (Bairro Alto) 21 342 4379 | © 20h/24h | - Dom. | €€€ | U Vertigo Café {Internacional} Tv. do Carmo, 4 (Bairro Alto) 21 343 3112 | © 10h/24h | €€ Viagem de Sabores {Internacional} R. S. João da Praça, 103 (Sé) 21 887 0189 | © 20h/23h | - Dom. | €€€ XL {Internacional} Cç. da Estrela, 57 (S. Bento) 21 395 6118 | © 20h/24h | - Dom. | €€€€ | U

Bares e Discotecas Agito R. da Rosa, 261 (Bairro Alto) 21 343 0622 | © 19h30/3h | - 2ª Arcaz Velho Cç. do Forte, 56 (Sta Apolónia) © 18h/2h | - Dom. Arena Lounge Casino de Lisboa, Al. dos Oceanos, Lote 1.03.01 (Pq. das Nações) 21 892 9046 | © 15h/3h | U Armazém F R. da Cintura do Porto, Arm. 65 (Cais do Sodré) 21 322 0160 | © 19h30/5h | - 2ª

Guia da Noite Lx magazine 55


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Associação Bacalhoeiro R. dos Bacalhoeiros, 125, 2º (Baixa) 21 886 4891 | © 18h/2h; 6ª e Sáb. 18h/4h | - 2ª Associação Loucos e Sonhadores Tv. do Conde de Soure, 2 (Bairro Alto) © 22h30/4h | - Dom. Baliza R. Bica Duarte Belo, 51 A (Bica) 21 347 8719 | © 13h/2h; sáb. 18h/2h | - Dom. Bar BA R. das Flores, 116 (Chiado) 21 340 8252 | © 10h30/1h30 | U

BBC - Belém Bar Café {Internacional} Av. Brasília, Pavilhão Poente (Belém) 21 362 4232 | © 20h/3h | - Dom. | €€€ | U BedRoom R. do Norte, 86 (Bairro Alto) 21 343 1631 | © 21h/2h | - Dom. a 3ª Berlin Bairro Alto R. do Diário de Notícias, 122 (Bairro Alto) © Dom. a 5ª 21h/2h; 6ª e Sáb 21h/4h Bicabar Lg. de Santo Antoninho, 8 (Bica) © 10h/2h | - 2ª

Uma noite com

Maria Sá da Bandeira RP do Bairro Alto Hotel Paragens obrigatórias Esplanada: Lost In Restaurante: Bedroom Bar: Aqui Há Peixe Discoteca: Lux

Bar das Imagens Cç. Marquês de Tancos, 1 (Castelo) 21 888 4636 | © 11h/2h; Dom. 15h/23h | - 2ª Bar do Bairro R. da Rosa, 255 (Bairro Alto) 21 346 0184 | © 23h30/4h | - 2ª | U

Bicaense Café R. da Bica Duarte Belo, 42 (Bica) 21 325 7940 | © 20h/2h | - Dom.; 2ª | U Bica-me R. da Bica Duarte Belo, 51 (Bica) 21 325 7940 | © 3ª a sáb. 18h30/2h30 | - Dom.; 2ª

Bar do Rio Arm. A, Porta 7 (Cais do Sodré) 21 347 0970 | © 24h/5h | - Dom. a 4ª

British Bar R. Bernardino da Costa, 52 (Cais do Sodré) 21 342 2367 | © 8h/24h; 6ª e Sáb. 8h/2h

Bar Rua R. da Barroca, 96 (Bairro Alto) © 21h/4h | - Dom.; 2ª

Buddha Bar Gare Marítima de Alcântara (Docas) 21 395 0541 | © 21h/4h | - 2ª; 3ª | U

56 Guia da Noite Lx magazine

Cabaret Maxime Pç. da Alegria, 58 (Av. da Liberdade) 21 346 7090 | © 22h/6h | U Capela R. da Atalaia, 45 (Bairro Alto) 21 347 0072 | © 20h/4h Catacumbas Jazz Bar Tv. Água da Flor, 43 (Bairro Alto) 21 346 3969 | © 22h/4h | - Dom. Chafariz do Vinho (Enoteca) {Internacional} R. da Mãe d’Água à Pç. da Alegria (Príncipe Real) 21 342 2079 | © 18h/2h | - 2ª | €€ Chapitô (Bartô) R. Costa do Castelo, 1-7 (Castelo) 21 885 550 | © 22h/2h | - 2ª Chueca R. da Atalaia, 97 (Bairro Alto) 91 957 4498 | © 2ª a 5ª 19h/2h; 6ª e Sáb. 19h/3h | - Dom. Cinco Lounge R. Ruben A. Leitão, 17 A (Príncipe Real) 21 342 4033 | © 15h/2h Club Carib R. da Atalaia, 78 (Bairro Alto) 96 110 0942 | © 22h/3h30 Club Souk R. Marechal Saldanha, 6 (Bairro Alto) 21 346 5859 | © 22h/4h | - Dom.; 2ª Clube da Esquina R. da Barroca, 30 (Bairro Alto) 21 342 7149 | © 21h30/2h Clube Ferroviário R. de Santa Apolónia, 59 (Sta Apolónia) © 4ª a 6ª 17h/4h; Sáb. 12h/4h; Dom. 12h/2h | - 2ª e 3ª


Clube Rua R. da Barroca, 111(Bairro Alto) © 3ª a Sáb. 21h/4h | - Dom. e 2ª Dock's Club R. da Cintura do Porto, 226 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 395 0856 | © 24h/6h | - Dom.; 2ª e 4ª Elevador Amarelo R. da Bica de Duarte Belo, 37 (Bica) © 22h/2h | - 2ª | U Esquina da Bica Bar R. da Bica de Duarte Belo, 26 (Bica) © 22h/2h | - Dom.; 2ª Europa R. Nova do Carvalho, 28 (Cais do Sodré) 21 342 1848 | © 23h/4h; 6h/10h| U Fábrica Braço de Prata R. da Fábrica do Material de Guerra, 1 (Beato) © 4ª a Sáb. 18h/4h; Dom. 15h/24h | - 2ª; 3ª | U Fiéis ao Bairro Tv. da Espera, 42 A (Bairro Alto) © 18h/2h Fiéis aos Copos R. da Barroca, 43 (Bairro Alto) | © 20h/2h Finalmente R. da Palmeira, 38 (Príncipe Real) 21 347 2652 | © 22h/5h | U Fluid Av. D. Carlos I, 67 (Santos) 21 395 5957 | © 22h/4h Frágil R. da Atalaia, 126 (Bairro Alto) 21 346 9578 | © 23h30/4h | - Dom.; 2ª | U Funicular R. da Bica Duarte Belo, 44 (Bairro Alto) © 22h/2h | - Dom., 2ª a 4ª | U Galeria Zé dos Bois – ZDB R. da Barroca, 59 (Bairro Alto) 21 343 0205 | © 22h/2h | U

Glória Live Music Club R. do Ferragial, 36A (Chiado) 91 748 8515 | © 3º a Sáb. 22h30/4h | - 2ª

Jamaica R. Nova do Carvalho, 6 (Cais do Sodré) 21 342 1859 | © 23h/6h | - Dom. | U

Groove Bar R. da Rosa, 148150 (Bairro Alto) © 2ª a Sáb 22h/4h | - Dom. | U

Kais R. da Cintura – Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) © 20h/23h30 | - Dom. | U

Hard Rock Café Av. da Liberdade, 2 (Av. da Liberdade) 21 324 5280 | © 12h/24h; 6ª e Sáb. 12h/2h

Kapital | Muii Av. 24 de Julho, 68 (24 de Julho) 21 393 2930 | © 5ª a Sáb. e vésp. feriados 23h/6h | - Dom.; 2ª

Heidi Bar R. da Barroca, 129 (Bairro Alto) © 2ª a 5ª 18h/2h; 6ª e Sáb. 18h/2h45; Dom. 21h/2h45

Konvento Pátio do Pinzaleiro, 22-26 (24 de Julho) 21 395 7101 | © 24h/6h | - Dom. a 4ª

Hennessy’s Irish Pub R. do Cais do Sodré, 32-38 (Cais do Sodré) 21 343 1064 | © 12h/2h; 6ª e Sáb. 12h/3h In Rio Lounge Av. Brasília, Pavilhão Nascente, 311 (Belém) 21 362 6248 | © 9h/4h Incógnito R. Poiais de S. Bento, 37 (Santos) 21 390 8755 | © 23h/4h | - 2ª; 3ª | U Indochina R. Cintura do Porto de Lisboa, 232 Arm. H (Santos) 21 395 5875 | © 23h/6h | - Dom.; 2ª

Kozee Club Cç. Marquês de Abrante, 142 (Santos) © 4ª a Sáb. 21h/4h | - Dom. a 3ª Kuta Bar Trav. do Chafariz d’El-rei, 8 (Alfama) 96 795 7257 | © 3ª a Sáb. 15h/2h; Dom. 11h/18h| - 2ª Kremlin R. Escadinhas da Praia, 5 (24 de Julho) 21 395 7101 | © 24h/8h | - Dom.; 2ª a 5ª L Gare R. da Rosa, 136 (Bairro Alto) © 17h/2h | - Dom. e 2ª Le Goût du Vin R. de S. Bento, 107 (São Bento) 21 395 0070 | © 19h/2h | - Sáb.

Uma noite com Mathieu Sodore Artista Plástico

Paragens obrigatórias Esplanada: Portas do Sol e C. Ferroviário Restaurante: Viagem Sabores e T. do Papagaio Bar: Maria Caxuxa e Bicaense Discoteca: MusicBox e Lux

Guia da Noite Lx magazine 57


Guia de restaurantes, bares e discotecas de Lisboa

Uma noite com Claire Dupuy Bibliotecária

Paragens obrigatórias Esplanada: Miradouro de Graça Restaurante: Marisqueira do Lis Bar: O'Gilins Irish Bar Discoteca: Musicbox

Left Lg. Vitorino Damásio, 3 F (Santos) 91 635 9406 | © 3º a Dom. 22h/4h | - Dom.| U Les Mauvais Garçons R. da Rosa, 39 (Bairro Alto) 21 343 3212 | © 12h/1h | U Loft R. do Instituto Industrial, 6 (Santos) 21 396 4841 | © 24h/6h | - Dom. a 4ª Lounge Bar R. da Moeda, 1 (Santos) 21 846 2101 | © 21h/4h; 6ª e sáb. 22h/4h | - 2ª | ) Lost In Esplanada Bar R. D.Pedro V, 56 (Príncipe Real) © 12h/2h | - Dom. Lux-Frágil Av. Infante D. Henrique, Arm. A (Stª Apolónia) 21 882 0890 | © 18h/6h | - Dom.; 2ª | ) LX Factory R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 21 314 3399 Lx Casting Club R. Rodrigues Faria, 103 (Alcântara) 91 526 9222 | © 4ª 22h/2h; 5ª a Sáb. 22h30/6h | - Dom. a 3ª Majong R. da Atalaia, 3 (Bairro Alto) 21 342 1039 | © 21h30/4h |U

58 Guia da Noite Lx magazine

Maria B.A. Trav. dos Inglesinhos, 48 (Bairro Alto) 91 177 6883 | © 2ª a 5ª 19h30/2h; 6a e Sáb. até 3h | - Dom. Maria Caxuxa R. da Barroca, 6-12 (Bairro Alto) © 19h30/2h | - Dom. | U Maria Lisboa R. das Fontainhas, 86 (Alcântara) 21 362 2560 | © 6ª e vésp. feriados 23h30/6h | - Dom. a 5ª Mexecafé R. Trombeta, 4 (Bairro Alto) 21 347 4910 | © 22h/4h | U Mezcal Tv. Água da Flor, 20 (Bairro Alto) 21 343 1863 | © 21h30/4h | U Mini-Mercado Av. D. Carlos I, 67 (Santos) 96 045 1198 | © 22h/4h | - Dom.; 2ª | U MusicBox R. Nova de Carvalho, 24 (Cais do Sodré) 21 347 3188 | © 23h/6h | - Dom. a 3ª | U Odessa Av. Infante D. Henrique - Armazém B, Lj.9 (Sta Apolónia) 21 882 2898 | © 5ª e Dom. 22h/2h; 6ª e Sáb. 22h/3h | - 2ª a 4ª

O’Gillins Irish Bar R. dos Remolares, 8 (Cais do Sodré) 21 342 1899 | © 11h/2h30 OndaJazz Arco de Jesus, 7 (Alfama) 21 887 3064 | © 3ª a 5ª 19h30/2h; 6ª e Sáb. 19h30/3h | - Dom.; 2ª Op Art Café | Doca de St. Amaro (Docas) 21 395 6787 | © 15h/2h; 6ª 15h/7h; Sáb. 13h/7h | - 2ª | U Paradise Garage R. João de Oliveira Miguéns, 38-48 (Alcântara) 21 790 4080 | © 24h/6h | - 2ª a 4ª Pavilhão Chinês R. D. Pedro V, 89 (Príncipe Real) 21 342 4729 | © 18h/2h; Dom. 21h/2h |U Plateau R. Escadinhas da Praia, 7 (24 de Julho) 21 396 5116 | © 22h/6h | - Dom.; 2ª, 4ª Pop Out R. da Bica Duarte Belo, 31 (Bica) 91 544 4448 | © 5ª a Sáb. 22h/2h | - Dom. a 4ª Porão de Santos Lg. de Santos, 1 (Santos) 21 396 5862 | © 10h/4h; sáb. 19h/4h | - Dom. Portas do Sol Lgo. Portas do Sol (Castelo) 91 754 7721 | © 10h/24h; 6ª e Sab. até 2h | €€€ Portas Largas R. da Atalaia, 105 (Bairro Alto) 21 346 6379 | © 20h/3h30 Project Bar Av. Dom Carlos I, nº 61 – 1º (Santos) 96 391 0337


Purex R. das Salgadeiras, 28 (Bairro Alto) 21 342 8061 | © 23h/4h | - 2ª | U Roterdão R. Nova do Carvalho, 28/30 (Cais do Sodré) 96 605 5306 | © 3ª 22h/4h; 4ª a Sáb. 18h/4h | Dom. e 2ª Rock in Chiado Café R. Paiva Andrade, 7 (Chiado) 21 346 4859 | © 11/3h | - Dom. | U Santiago Alquimista R. de Santiago, 19 (Castelo) 21 888 4503 | © 2ª a 4ª 18h/2h; 5ª a Sáb. 18h/4h; Dom. 20h/2h | U

Skones R. da Cintura – Cais da Viscondessa (Rocha Conde d’Óbidos) 21 393 2930 | © 23h/5h | - Dom.; 2ª Snob R. do Século, 178 (Príncipe Real) 21 346 3723 | © 16h30/3h | U Speakeasy Cais das Oficinas, Arm. 115 (Rocha Conde d’Óbidos) 21 396 4257 | © 20h/3h; 5ª a Sáb. 20h/4h | - Dom. | U

Sweet R. Maria Luísa Olstein, 13 (Alcântara) 21 363 6830 | © 24h/6h | - 2ª; 3ª e 5ª

Sentido Proibido R. da Atalaia, 34 (Bairro Alto) © 19h/2h

Tasca do Chico R. Diário de Notícias, 39 (Bairro Alto) © 12h/4h

Silk R. da Misericórdia, 14 - 6º andar (Bairro Alto) © 22h30/4h | - Dom.; 2ª

Xafarix R. D. Carlos I, 69 (Santos) 21 396 9487 | © 22h30/4h | - Dom. Xannax Club R. do Século, 138 (Bairro Alto) 96 940 7730 | © 12h/20h; 23h/4h | - 2ª; 3ª | U

Supercalifragilistic R. dos Remédios, 98 (Alfama) 93 331 1969 | © 18h/2h | - Dom.; 2ª

Século (O) R. de O Século, 78 (Bairro Alto) 21 323 4755 | © 9h/2h | - Dom.

Sétimo Céu Tv. da Espera, 54 (Bairro Alto) 21 346 6471 | © 22h/2h

Tokyo R. Nova do Carvalho, 12 (Cais do Sodré) 21 342 1419 | © 23h/4h | - Dom. | U

Tease R. do Norte, 31-33 (Bairro Alto) 96 910 5525 | © 12h/23h | - Dom. Tejo Bar Beco do Vigário, 1 (Alfama) © 22h/2h

Estes e muitos outros restaurantes e bares de todo o país em www.guiadanoite.net © Horário - Dias de encerramento U Fumadores ou área específica € até 10 euros €€ de 10 a 15 euros €€€ de 15 a 25 euros €€€€ de 25 a 45 euros €€€€€ acima de 45 euros

Diretora Sandra Silva | Coordenação editorial Fernanda Borba | Assistente Editorial Patrícia Raimundo | Redação C. Sá, Fernanda Borba, José Luís Peixoto, Myriam Zaluar, Patrícia Raimundo, Sandra Silva | Revisão Fernanda Borba | Design gráfico e paginação Inês Sena | Fotografia Alípio Padilha, Catarina Louro, Cláudia Varejão, Helena Canhoto, Isabel Pinto, Luísa Ferreira, Mário Princípe, Mundods, Susana Pomba | Ilustrações Afonso Cruz | Colaboradores Luísa de Carvalho Pereira, Mafalda Lopes da Costa, Maria João Veloso, Natacha Gonzaga Borges, Patrícia Brito, Patrícia Maia e Vítor Belanciano | Produção Finepaper | Copyright 101 Noites – Criação de Produtos Culturais, Lda | Tiragem e circulação: 35.000 exemplares | Periodicidade Trimestral

Contacta-nos! redaccao@guiadanoite.net 101 Noites - Criação de Produtos Culturais, Lda | Largo de Stº Antoninho, nº 3 | 1200-406 Lisboa | Tel. 21 343 22 52 | 101noites@101noites.com | www.101noites.com | www.myspace.com/101noites | www.guiadanoite.net | http://www.facebook.com/guiadanoite.net | Assinatura Anual: 5 euros

Guia da Noite Lx magazine 59


Post it »

Guia dos melómanos Discos de vinil, Cd’s, DVD’s, novos e usados, jazz, música alternativa, eletrónica, experimental, rock, garage rock, reggae, hip-hop, funk, drum&bass, breaks, disco e muito mais. O Guia da Noite andou por Lisboa, perguntou aos amigos, músicos e Dj’s, e descobriu as melhores lojas de discos da capital. ANANANA R. do Diário de Notícias, 9 (Bairro Alto) 21 347 4770 | © 2ª a 5ª 16h/20h; 6ª e Sáb. 16h/22h | - Dom. | Música alternativa CARBONO R. do Telhal, 6 B (Av. da Liberdade) 21 342 3757 | © 11h/19h | - Dom. | Cd’s, DVD’s e discos de vinil novos e em segunda mão DISCOLECÇÃO Cç. do Duque, 53 A (Bairro Alto) 21 342 8443 | © 2ª a 6ª 13h/20h | - Sáb e Dom. | Especializada em discos de vinil EMBASSY SOUND R. da Atalaia, 17 (Bairro Alto) 21 347 8017 | © 2ª a Sáb. 14h/21h | - Dom. | Dedicada ao reggae, com clássicos dos anos 60 aos 90, mais lançamentos e remixes em vinil vindos diretamente da Jamaica

60 Guia da Noite Lx magazine

ESPAÇO CHILI R. dos Fanqueiros, 174, 1º esq. (Baixa) 96 449 4080 | © 12h30/20h | - Dom. | Discos, livros, fanzines e banda desenhada (editoras Chili com Carne, El Pep, Groovie records e Thisco) FLUR Av. Infante D. Henrique, Arm. B4 (Santa Apolónia) 21 882 1101 | © 13h/21h; feriados 13h/20h | - Dom. | Música eletrónica e experimental LOUIE LOUIE R. Nova da Trindade, 8 (Chiado) 21 347 2232 | © 11h/20h; Dom. 15h/20h | Do rock 60 até ao alternativo do panorama atual SUPAFLY R. do Norte, 54 (Bairro Alto) 21 346 92 60 | © 2ª a Sáb. 13h/21h | - Dom. | Discos de hip-hop, funk, drum&bass, breaks, battle tools, headz, disco, rarities, white labels, uk soundz, etc TREM AZUL JAZZ STORE R. do Alecrim, 21 A (Cais do Sodré) 21 342 3141 | © 10h/19h30; Sáb. 14h/19h30 | - Dom. | Especializada em jazz, ligada à Clean Feed Records VINYL EXPERIENCE R. do Loreto, 61 – 1º esq. B (Bairro Alto) 21 346 8114 e 96 716 9660 | © 12h/17h | - 3ª, Sáb. e Dom.| rock, garage rock e afins


C

M

Y

CM

MY

CY

MY

K

Guia da Noite Lx Mag #12  

É em clima de festa que sai para a rua mais uma edição do Guia da Noite Lx Magazine: neste #12 JP Simões e Lula Pena falam sobre os trabalho...

Guia da Noite Lx Mag #12  

É em clima de festa que sai para a rua mais uma edição do Guia da Noite Lx Magazine: neste #12 JP Simões e Lula Pena falam sobre os trabalho...