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JORNAL DE SERVIÇO

SAFRA 2010/11

A agricultura brasileira e os Dolfini: cada um tem o seu recorde Enquanto o país anuncia a maior safra de grãos de sua história, ao redor de 160 milhões de toneladas, os Dolfini são o destaque da Coodetec: em 5 alqueires, média de 205,7 sacas - e nunca produziram tanto! Da Redação

É

muita coisa. Nos últimos dias, o oitavo levantamento da safra 2010/11, realizado pelo Ministério da Agricultura, apontou para um volume de produção além do esperado pelos especialistas: 160 milhões de toneladas. São 10 milhões de toneladas a mais que o colhido na safra anterior. O acréscimo de apenas 3,9% na área cultivada (1,84 milhão de hectares a mais que o utilizado no ciclo 2009/2010) retrata a eficiência produtiva do país e de agricultores como Ricardo Dolfini, que tem propriedade no município de Floresta, pertinho de Maringá. Dolfini não é fraco não. Com

a ajuda dos filhos Humberto e Ricardinho, ele cultiva 170 alqueires. Na recente safra, o agricultor produziu tanta soja que até virou garoto propaganda da Coodetec – a cooperativa central de pesquisa e produção de sementes que pertence a 34 cooperativas brasileiras, entre elas a Cocamar. E foi merecido. A família semeou cinco variedades. A soja que mais chamou a atenção e agradou os Dolfini foi a CD 250RR-STS. Acredite: eles colheram 85 sacas por hectare, o que dá 205,7 por alqueire. “Gostei muito dessa soja, tanto pelo potencial produtivo quanto pelo ciclo”, declarou o pai.

A lavoura dos Dolfini agora está coberta de milho. Entre os híbridos escolhidos, também tem semente CD. O técnico agrícola da Cocamar de Floresta, Robson Fabro Arrias, destacou que Ricardo Dolfini é um excelente produtor. “Agricultor caprichoso, que segue as recomendações técnicas. Ele sabe que precisa investir para garantir o retorno e gosta das novidades.”

A lavoura de CD 316 está muito bonita. Tenho apoio técnico da Cocamar e da Coodetec” RICARDO DOLFINI

O Brasil está produzindo neste ano 10 milhões de toneladas de grãos a mais que no último ciclo. O crescimento é de 7% para um aumento de área cultivada que não chega a 4%. Na foto ao lado, a família Dolfini – Humberto, o pai e Ricardinho – com o técnico da Coodetec, Aurélio Prosdócimo

Percebemos um crescimento bastante acentuado na produção agrícola brasileira. Só nos últimos dez anos, o mundo consumiu 70 milhões de toneladas a mais do que produziu. Se conseguirmos resolver problemas de infraestrutura e de investimento, teremos grandes perspectivas para a produção agrícola brasileira” EDILSON GUIMARÃES, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura

Biotecnologia é a saída, diz relatório global A mais recente edição do Relatório Global sobre o Uso de Sementes Geneticamente Modificadas (GM), elaborada pela consultoria PG Economics, do Reino Unido, e referente ao período 1996-2009, reafirmou que a biotecnologia contribui para a segurança alimentar e a produção global de alimentos. Nesse período, além dos notáveis benefícios

econômicos, houve aumento significativo na renda dos produtores. Além disso, a adoção de sementes GM na agricultura favoreceu a diminuição da emissão de gases de efeito estufa e diminuiu consideravelmente a pulverização das lavouras com agroquímicos. BENEFÍCIOS - "A tecnologia é importante para aumentar a produtividade das culturas, reduzir os riscos e elevar a produção global de culturas-chave, como milho, soja e algodão", afirma Graham Brookes, diretor da PG Economics. Os benefícios econômicos líquidos ficaram em US$10,8 bilhões, em 2009, e US$64,7 bilhões no período de 14 anos (1996 - 2009). O relatório mostrou que a renda do produtor mundial de cultivos GM atingiu 57% desse total - o equivalente a US$ 36,6 milhões - e resultou de redução dos custos de produção associados a ganhos de produtividade.

MENOS ÁREA - Desde 1996, os cultivos mundiais de soja GM somaram 83,5 milhões de toneladas, enquanto os de milho chegaram a 130,5 milhões de toneladas. A biotecnologia também contribuiu para um acréscimo de 10,5 milhões de toneladas na produção de algodão em pluma e de 5,5 milhões de toneladas na de canola. "Se a tecnologia GM não tivesse sido oferecida aos 14 milhões de agricultores em todo o mundo, teria sido necessário um acréscimo de 3,8 milhões de hectares para o plantio de soja, 5,6 milhões de hectares para o de milho, 2,6 milhões de hectares para o de algodão e 0,3 milhões de hectares para o cultivo de canola", comentou Brookes. Tal montante de área, ou seja, 12,3 milhões de hectares, demandados para o cultivo desses alimentos, representa o equivalente a cerca de 7% da terra fértil nos EUA ou a 24% da terra cultivável no Brasil.

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A mais recente edição do Relatório Global sobre o Uso de Sementes Geneticamente Modificadas (GM), elaborada pela consultoria PG Economics, d...