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Plantio

Sandra Costa, diretora do Centro de Ensino Especial 01, ficou impressionada com os cuidados do trabalho

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Além de hortaliças, 80 mudas medicinais foram plantadas no local por meio de doação do Lions Club

Deverson Lettieri e Solano Oliveira: apoio vem ainda da iniciativa privada, como empresários e associação comercial

Horta Comunitária do Guará traz exemplo para a cidade Por Álvaro Pereira

Quinze canteiros prontos, plantados e adubados, alguns em condições de colheita, prevista para o início do próximo mês de setembro. Assim, mais uma etapa fica para trás do projeto Horta Comunitária do Guará, que já está se tornando realidade no bairro. Para o coordenador do projeto na cidade, Carlos Soares, após a preparação do terreno para o cultivo, cuja hortaliça produzida inicialmente, é pés de alface, que nesta primeira safra é estimada em até 120 pés por canteiro, tem destino certo: entidades filantrópicas, como creches, orfanatos, asilos, igrejas, sem esquecer ainda das escolas públicas e as famílias carentes. A nova fase do processo, para viabilizar o programa de vez, é a busca de novas parcerias. Até o momento, todo o trabalho tem recebido apoio de equipes permanentes e de colaboradores. Sejam por meio de serviço social da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), abrindo, assim, oportunidade a detentos de se ressocializarem, bem como da ajuda de entidades como Lions Club Guará Gover-

EXPEDIENTE

Fotos: Amarildo Castro

das ervas medicinais, plantadas na orla da horta, chega ao requinte de receber irrigação pelo processo de gotejamento. Utilizando garrafas pets, através das quais é feito o sistema pinga-pinga, tendo o cuidado de se por na superfície britas pequenas, mas suficientes para bloquear a entrada do mosquito da dengue, evitando que o inseto coloque seus ovos na água.

Carlos Soares, o gestor do trabalho: dedicação e interação com a comunidade desde o início dos trabalhos

nador Almir, da equipe de trabalho da engenheira ambiental Dahaiana Oliveira, à frente de 50 colaboradores, que todo sábado, a cada 15 dias, auxiliam no manejo das plantações. Sem contar, de acordo com a disponibilidade de cada um, o apoio voluntário dos próprios moradores ao redor do Centro Comunitário da QE

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Com canteiros já em condições de colheita, projeto entra em nova fase e administração procura novos parceiros

38, que divide o mesmo prédio onde está instalado o Centro de Saúde Nº 5. Espaço para ervas medicinais “Cerca de 80 mudas de ervas medicinais foram doadas pelo Lions do Guará Governador Almir. E nós vamos produzir mudas em larga escala para a comu-

nidade. Além dessas ervas de fundo de quintal, nós vamos distribuir ervas medicinais do campo, que passarão por processo de desidratação para o consumo da comunidade”, diz Nicodemos Manoel Jesus, diretor de sócios do Lions Guará, que vem apoiando o projeto. Os cuidados com o cultivo

Escola visita horta Durante a permanência da reportagem do GuaráHOJE/Cidades, o local do projeto recebeu a visita da diretora do Centro Ensino Especial 01, Sandra da Costa. Ao explicar o motivo de sua visitação, a diretora da escola disse que no CEE 01 já mantém há cerca de quatro meses uma horta caseira, e que estava por lá a convite do coordenador Carlos Soares. “Fiquei muito honrada com o convite e animada ao mesmo tempo, pois Soares propôs que eu trouxesse os alunos para ver de perto como acontece o plantio em espaço muito maior do que o da nossa escola, o que favorecerá a melhoria do nosso plantio”, disse empolgada a diretora.

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Faleceu dona Conceição Moradora do Guará há mais de duas décadas, dona Conceição Castro, mãe do prefeito comunitário da QE 09/QI 09 faleceu na semana passada após lutar por meses contra uma grave doença. Ela estava em um hospital particular e não resistiu. O enterro foi no Campo da Esperança. A família agradece aos moradores do Guará e amigos pelas manifestações de apoio.

Mais tempo na empresa do que vigiando carros Foi-se o tempo em que era possível ver diariamente o vigia de carros e empresário Adeilson Lobo no estacionamento da Feira do Guará diariamente. Agora ele fica mais na sua empresa, que vende castanhas, do que vigiando carros. Segundo informou, é para ficar mais próximo dos clientes, mas faz questão de dizer que sua jornada como vigia de carros ainda não acabou, e a qualquer momento pode estar atuando na antiga função. Guru da política local, dá as notícias a todo mundo que pela Feira do Guará anda. E olha, não tem um tema que ele não está por dentro.

Faixas publicitárias por todos os lados As famosas faixas publicitárias amarelinhas estão novamente tomando conta das ruas da cidade. Em especial, na Avenida Contorno, a situação anda complicada. Tem finais de semana que é possível contar mais de 100. Cadê a fiscalização?

Por onde anda João Bilola? Ex-agitador cultural no Guará, e também ligado à política, João Bilola não mora mais na cidade e também não pretende ser mais candidato a cargos políticos. Atualmente atua como assessor de uma entidade ligada à Câmara dos Deputados e continua realizando eventos culturais, mas maioria em outras cidades, e não no Guará. Mas diz ter saudade da comunidade local.

Geladeira velha vira painel para propaganda irregular Chama atenção a desordem que está se tornando o Calçadão do Guará. Não bastasse as condições ruins da pista de caminhada, agora o que se vê em sua volta são faixas de publicidade, comércio informal e até uma geladeira velha envelopada para divulgação de uma loja. Até quando teremos isso?

Movimento de servidores de carreira mete medo nas ADMs e políticos Um movimento entre servidores de carreira vem ganhando força nas redes sociais como forma de protesto contra o número de funcionários comissionados lotados em administrações regionais. Segundo líderes desse grupo, que dizem já estar elaborando um abaixo assinado propondo a extinção dos 1.181 cargos comissionados que há nesses órgãos, os nomeados de confiança em nada contribuem para o serviço. Pelo contrário, só oneram a folha de pagamento e atrapalham o atendimento público. Outro ponto negativo apontado por essas lideranças é quanto à imagem negativa que eles refletem sobre o funcionalismo de carreira. Citam, como argumento, os escândalos de corrupção noticiados pela imprensa nas administrações regionais, como venda de alvarás e de outros documentos, por exemplo. Em todos esses casos, revelam que os envolvidos são apadrinhados por políticos. “Não há um só episódio dessa natureza em que tenha sido praticado por um concursado. Mas mesmo assim, o ônus acaba recaindo sobre o pessoal de carreira, pois a opinião pública não distingue um tipo de trabalhador do outro”, diz uma dessas lideranças. O Jornal GuaráHOJE/Cidades, a partir dessa denúncia, saiu em campo para apurar o índice de comissionados nas administrações. Por hora, a reportagem se limitou a noticiar a questão. Mas promete fazer uma matéria mais aprofundada sobre assunto nas próximas edições. A guisa de curiosidade, só para ilustrar a situação, na Administração Regional do Núcleo Bandeirante, dos 55 funcionários existentes, 35 é constituído de comissionados (63% do total) e 20, o de concursados. A do Guará não chega à metade, mas é digno de nota. A assessoria de comunicação dessa regional informou, de forma mais detalhada, que o quadro de efetivos é de 35; os requisitados de outros órgãos são 8; e os comissionados sem vínculo com o governo chega a 31 (41% do total), perfazendo 74 servidores.


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O processo está no Ministério Público e a construtora não pode mais mexer na obra. Enquanto a pendência persistir na Justiça, nós também não poderemos interferir”

O meu gargalo é o serviço de rua. Na verdade, praticamente, nós não temos funcionários que façam diferentes tipos de manutenção” Sobre o número que considera baixo de servidores na ADM

Sobre a obra do calçadão, que não chegou a ser concluída

André Brandão: ‘‘Não faço politicagem com o meu trabalho’’ Em entrevista ao Jornal GuaráHOJE/Cidades, o administrador do Guará fala das demandas da cidade e diz que seu nome pelo menos por enquanto não está à disposição para a disputa das eleições 2018 deterioradas, com praças organizadas e limpas. Eu precisaria de 80 pessoas nas ruas, mas a gente sabe que isso é um sonho. Temos que oferecer um mínimo de qualidade com o que dispomos. É preciso entender ainda que isso não é uma questão de governo local. Todo o país passa por uma situação difícil, com falta de recursos em diversas áreas.

Texto e fotos: Amarildo Castro

Após dois anos à frente da Administração Regional do Guará, o atual gestor André Brandão fala com exclusividade ao Jornal GuaráHOJE/Cidades sobre os desafios de comandar a cidade, que atualmente, assim como outras, carece de recursos, mas que ainda conserva uma razoável estrutura para movimentar a máquina pública. Entre as revelações durante a entrevista afirma que não faz nem fará política com o seu trabalho, e que sua meta é atender bem à comunidade. Abaixo, veja a entrevista. Virou tema comum as reclamações por falta de recursos. Qual a situação do Guará? De fato, o dinheiro anda escasso para todo mundo, mas nem por isso podemos deixar de atender com um mínimo de qualidade. No caso do Guará há um diferencial, pois temos apoio irrestrito do deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), que vem liberando emendas para a cidade. No entanto, o que importa é servir a comunidade. Estamos em ano pré-eleitoral. Isso muda a forma de atuar? No meu caso não faço políticagem com o meu trabalho. Em nada altera minha rotina. Independente do seu trabalho, o Guará continua com várias demandas em atraso, entre elas a obra de reforma do CAVE. Qual é a situação lá? A obra volta ou não? Essa obra não é da nossa competência e sim da Novacap e da Secretaria de Esportes. Tenho informações que a obra será retomada. Os ajustes necessários foram feitos e a previsão é de que seja retomada em poucas semanas. Que ajustes são esses?

O meu trabalho é sob o comando do distrital Rodrigo Delmasso. Ele, sim, pode responder isso. Estou com ele onde ele estiver. Em princípio, não tenho interesse em disputar vaga na Câmara Legislativa”

Sobre a possibilidade de se candidatar ao cargo de distrital em 2018

Houve um acréscimo na planilha, alterando o valor final da obra em 4%. Isso deve facilitar a retomada. Há expectativa que seja concluída em seis meses. Outra obra que não deslancha é a construção da Praça Central do Polo de Moda. Por lá, foram feitas duas terraplanagens e nada de obras. O que houve? Eu também fiz esse questionamento para a Novacap. Inclusive recentemente mandei ofício para lá. Nós temos todo interesse de que essa obra siga em frente. Mas não é uma obra da administração e sim da Novacap. Mas entendemos que do jeito que está não pode ficar. O calçadão do Guará está entre os gargalos que nunca se resolve. Não foi concluído de forma adequada e parece que ficou por isso mesmo. Qual é a atual situação? Infelizmente essa é uma situação que desagrada até a mim.

Todos sabem que o processo de apuração das irregularidades começou em 2013 na gestão anterior e a construtora não entregou a obra concluída. Na atual gestão, a Novacap fez uma pequena parte, mas a finalização não aconteceu de fato. O processo está no Ministério Público e a construtora não pode mais mexer na obra. Enquanto a pendência persistir na Justiça, nós também não poderemos interferir, pois poderia haver futuramente questionamento e prejudicar inclusive a mim. Então é um gargalo judicial e administrativo. Faltou fiscalização durante a obra.

As reclamações por falta de verba são constantes. Muitos questionam os gastos da administração. Além de emendas parlamentares, qual é a verba anual do Executivo local para pagar servidores, comissionados e a manutenção da cidade? Boa pergunta. São R$ 10 milhões. Deste montante, R$ 8 milhões são para pagar pessoal. O restante é para a manutenção da cidade.

Particularmente, você tem interesse em mexer nessa obra? É o meu sonho fazer uma conclusão com qualidade. Do jeito que foi feito, realmente, é uma vergonha. Devemos lembrar que é uma obra do governo passado, mas assim que isso se resolver na Justiça, aí, sim, podemos mexer. Mas não há uma data para isso.

São suficientes, quantos seriam necessários? Não é suficiente essa quantidade. O meu gargalo é o serviço de rua. Na verdade, praticamente, nós não temos funcionários que façam diferentes tipos de manutenção. Para garantir um trabalho de excelência, sem parques quebrados, sem calçadas

Quantos servidores são no total? 70 servidores.

Como acompanhar os serviços e os gastos da administração? Hoje é possível acompanhar 100% de nossas ações. Basta o morador acessar o site da administração (www.guara.df.gov. br). Lá estão todas as informações sobre as atividades e ações do governo, incluindo as de natureza financeira. Você vai achar o QDD (Quadro Demonstrativo de Despesa), uma espécie de extrato do que realmente está sendo gasto, de que forma e de onde está vindo o dinheiro. Se considera um pré-candidato para distrital? De jeito nenhum. Todo o meu trabalho é sob o comando do distrital Rodrigo Delmasso. Ele, sim, pode responder isso. Estou com ele onde ele estiver. Em princípio, não tenho interesse em disputar vaga na Câmara Legislativa. Como vê a atuação dos grupos e WhatsApp no Guará? Fundamental para divulgação de demandas, mas há também muito desabafo, as pessoas, em geral, divulgam muitas coisas ruins. Mas é comum que esqueçam de postar as coisas boas. No entanto, não podemos generalizar. Tornouse uma mídia imediata na cidade, e hoje não é possível fazer nada sem que seja notado. O que o morador pode continuar esperando da administração local? Muito trabalho e compromisso e fazer uma boa gestão, independente dos desafios.


Sem dinheiro, Cultura no Guará vive de ações voluntárias

Com apenas R$ 2 milhões anuais para manutenção da cidade, administração local informa que investimentos na pasta da Cultura não são prioridade, no entanto tenta colaborar com os eventos Fotos e texto: Amarildo Castro

Apesar de fazer uma gestão considerada modelo por muitos, o administrador regional André Brandão continua a enfrentar o mesmo desafio que outros gestores enfrentaram nos últimos anos: dar melhores condições de suporte para área de Cultura. A gerência ganhou há cerca de seis meses uma nova responsável pelo setor. Mas sem mão de obra e infraestrutura necessárias, incluindo verbas, esse setor no Guará vive de boas intenções e de iniciativas isoladas de produtores culturais. No entanto, a verba para pagamento de artistas é inexistente. Algumas ações/eventos vêm de fora, do próprio governo e ainda recebem críticas, como foi um circuito de festa junina, ao custo de R$ 120 mil, realizada no mês de junho, no mesmo dia do São João Guará. Os eventos com apoio da Administração Regional do Guará existem, mas são ações simples, sem pagamento de cachês a artistas, e normalmente organizados por alguns voluntários. Além disso, os espaços reservados na cidade estão depredados ou mal construídos, como, por exemplo, a Praça da Moda, ou simplesmente não caíram no gosto popular. É o caso do Arco da Cultura, construção que fica em frente à Feira do Guará, cujo custo não saiu por menos de R$ 150 mil durante o governo passado, com apoio parlamentar. Atualmente a situação do Arco é de desprezo. Por lá, há muita sujeira, marcas de vandalismo e, ultimamente, raros são os eventos. Outro local que poderia continuar servindo de apoio à cultura, a antiga Casa de Cultura, agora está abandonada, sem nenhuma atividade. Nesse caso, a Administração Regional do Guará, por meio de sua assessoria, informa que não compensa mexer no espaço porque ele foi incluído no processo de compensação devido ao andamento da Parceria Público Privada da Área do Cave. “Se a gente mexer lá agora, corremos o risco de perder tudo”, informa um comunicado da assessoria da Administração do Guará. Por outro lado, a Casa da Cultura, principal referência na cidade, não dispõe de estrutura para funcionar de forma adequada. Para se ter uma ideia, não há internet desde sua inau-

O Teatro de Arena, que fica no Complexo do Cave, é um dos maiores espaços para eventos culturais no Guará, mas praticamente não é utilizado e piso encontra-se em estado precário, com muitas rachaduras

Empresa de comunicação tenta incentivar Mesmo em tempos difíceis para a área de cultura no Guará, alguns empresários tentam incentivar. É o caso da empresa de comunicação que edita o Jornal do Guará, liderada pelo empresário e jornalista Alcir de Souza e o filho Rafael. Por meio de sua direção, a organização vem apoiando várias atividades culturais na cidade. Segundo informou a gerência, um dos eventos que já se tornou tradição é o Guará com Cerva. Acontece normalmente uma vez por mês, no estacionamento do Edifício Consei, e sempre traz o melhor da música local, além de opções gastronômicas. A empresa patrocina ainda outras atividades, como 5º Encontro de Carros Antigos, programado para o próximo dia 16 de setembro no Polo de Moda.

clamaram do choque de agenda, o que teria dividido o já escasso público.

Cely Ribeiro (à esquerda) diz que falta reconhecimento aos artistas, enquanto Miguel Edgar (de camisa cinza) informa que para fazer eventos culturais é preciso ‘amor à camisa’, pois o apoio do poder público é apenas logístico

guração, ocorrida há cerca de 5 anos. O local conta apenas com a gerente, um assessor e dois servidores para cuidar da manutenção do prédio, que inclui biblioteca. Moradores reclamam ainda que alguns eventos no local fogem à proposta cultural. Em relação à produção de

eventos também há críticas. Em junho, duas grandes festas juninas foram promovidas na mesma data e horário, dividindo as atenções do público. Tratam-se do Circuito de Festas Juninas do DF, com verba pública e do São João Guará, que não tinha dinheiro do governo. À época, produtores re-

Produtores dizem que trabalham por ‘amor’ Diante de um cenário nada animador, um grupo de produtores culturais tenta incentivar a cultura local, mesmo sem dinheiro público. Um desses grupos conta com apoio da Confraria Guará, liderada por Miguel Edgar. “A gente não pode deixar a cultura local morrer”, diz. Com alguns apoiadores e espaços cedidos pela administração atualmente Edgar promove vários eventos na cidade, como o Forró Xique-Xique, o Carnaguará, o São João Guará (em parceria com o grupo Mães & Filhas), o Lazer das antigas, entre outros. Para ele, é difícil trabalhar sem verba. “A gente tenta fazer com o que conseguimos, mas há muito tempo ficou inviável pagar músicos e outros artistas, e, por isso, a cultura no Guará virou um hobby”, comenta. Ele acrescenta que já tentou verba

pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), mas ainda não deu certo. “A gente faz por amor e pelo prazer de ver as praças lotadas, mas retorno financeiro não dá”, comenta. A também produtora e cantora Cely Ribeiro, que está na área de eventos no Guará há quase 20 anos, e que recentemente ajudou a promover o Circuito de Quadrilha, um evento sem participação de verba pública. Mas para ela, a falta de verba deixa maioria dos eventos quase inviáveis. “A gente paga muitas taxas e serviços para a realização de qualquer evento, mas a Secretaria de Cultura não tem disponibilizado verbas para o pagamento do básico, como banheiros químicos, segurança, entre outros. Para ela, há muita burocracia para conseguir patrocínio público. “Me parece que diante de tudo que vejo, umas poucas pessoas são favorecidas, outras não”, critica. Ela ainda reclama que falta valorização ao músico. “Alguns comerciantes, às vezes, nos oferecem de R$ 50 a R$ 80 reais para tocar durante em média três horas, e isso é muito pouco para quem estuda tanto e compra equipamentos tão caros para uma apresentação”, comenta. No entanto, ela enfatiza que isso não é uma regra, mas que há gente que também valoriza, pagando valor justo. Em resposta à reportagem, o próprio administrador admitiu que a pasta da Cultura carece de mão de obra e verba. “Praticamente não temos dinheiro para investir na cultura local. O pouco que temos administramos como se fosse nossa própria casa. Neste caso, decidimos priorizar a manutenção da cidade”. Diz ainda que nem por isso as atividades culturais estão paradas. Garante que mensalmente há vários eventos em todo o Guará realizados por meio de parcerias, e que, na medida do possível, dá apoio logístico a eles, incluindo montagem de tendas, som e mão de obra, entre outros. “No entanto, verbas para pagamento de bandas ou outros tipos de show não há dinheiro”, avisa Brandão. Em relação à falta de internet na Casa da Cultura, em sua visão, o planejamento da construção não incluiu o cabeamento necessário, o que dificulta a solução do problema.


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Deveriam funcionar, mas não funcionam arco da cultura Construído ao lado da Feira do Guará para servir de apoio para pequenas apresentações, está praticamente abandonado e com sinais de depredação

antiga casa da cultura Espaço nobre, mas com construção precária, precisando de reforma. Está desativado e entrou na compensação da Parceria Público Privada do Cave. Não há previsão de reforma ou utilização praça da moda O local deveria ser construído como palco para desfiles de moda. Na verdade, o que há é um grande descampado com piso em cimento, e que serve apenas para algumas feiras itinerantes e abrigar trailleres. Não há informação se a administração autorizou algum deles para funcionar no local

Artigo Produtor e ex-morador diz que esperava mais apoio

O Guará é uma cidade com a qual tenho a maior simpatia. Morei na QI 23 no início dos anos 90 e fiquei por algum tempo. Um dos meus passatempos era descer pros quiosques e ficar papeando com os senhorezinhos que sempre paravam por ali contando seus causos. E que causos! Curiosamente, muita gente do Rio de Janeiro e de Minas. Há poucos meses, coordenei uma atividade pela Fundação Palmares naquela cidade: o Circuito Cultural da Dança Afro Brasileira. Estacionamos nosso caminhão-palco em frente à Casa da Cultura e ali ficamos por três dias. Pensei: opa, vamos ver o que minha cidade tem para oferecer 20 anos depois. Tenho que ressaltar que fiquei impressionado com a qualidade do equipamento cultural daquela administração regional: uma arena de atividades, uma estrutura ampla e estruturada para receber toda sorte de atividades artísticas e muitos servidores de prontidão. Ao lado, um forrozinho com a galera da melhor idade. Aproveitei pra dançar um xotezinho. A Administração Regional se responsabilizou por acionar os artistas para que fizéssemos uma grande festa cultural para a comunidade. Para minha surpresa, nenhum artista local se apresentou para utilizar da nossa estrutura (e que estrutura!). A comunidade também não se aproximou. Fizemos mais 14 cidades e, mesmo naquelas que não tinham o mesmo porte ostentado pelo Guará, o resultado foi extremamente positivo. Fiquei encafifado com isso. O que aconteceu com a arte e com os artistas da cidade? A Administração não possuía um cadastro e não sabia de nada que acontecia fora de suas paredes. Então para que uma Gerência de Cultura? Eu vejo a arte acontecer em várias cidades da nossa Brasília, independentemente de gerências ou de administrações regionais e, mesmo no Guará, sei que temos heróis da resistência artística buscando seu espaço. Tenho certeza que temos mais que o forrozinho do centro de convivência de idosos para oferecer à nossa Brasília. Se você sabe, me diga por favor: onde a arte acontece no Guará? João Carlos Corrêa - coordenador de Difusão Cultural da Funarte


Artigos

A Psicologia no dia a dia

Por Marcell Rocha*

Redução ou não da maior idade penal (reflexão) O tema que gostaria de retratar, e que ainda não gerou discussões na sociedade, seria a maior idade penal. No ano de 2015, houve o ocorrido da morte de um médico no Rio de Janeiro que foi esfaqueado numa abordagem de um grupo de adolescentes. Não só este caso, como muitos outros geraram repercussão e discussões a respeito da maior idade penal que foi enviado para o Congresso Nacional. O que proponho no texto de hoje não é ser a favor ou contra a redução da maior idade penal, mas, sim, tematizar o motivo de nós brasileiros só querermos agir sobre a maior idade penal quando as consequências nos tomam de surpresa, sendo que elas estão latentes, principalmente tratando-se dos jovens que cada vez mais, percebemos no nosso cotidiano os seus envolvimentos mais frequentes na delinquência e no poliuso de drogas. Acredito que a polêmica da

redução, ou não, da maior idade penal não é a melhor das soluções para resolver os atos criminais dos jovens. O que quero dizer diretamente que a violência vai continuar a existir e pode nos atingir de qualquer modo com, ou sem, sua redução. Não estou dizendo que o ato infracional, ou criminoso, não tenha que ser julgado, mas proponho discutir como nosso modo de agir social ao não perceber, e alguns momentos negligenciar a criança de hoje que testemunha ou participa na agressão ao ambiente escolar ou familiar, também pode passar a ser o adolescente de amanhã que comete os atos criminais que será classificado de menor infrator, e que poderá ser o adulto que pretenderemos marginalizá-lo de alguma maneira. A violência precisa ser estudada para descobrirmos melhor as suas raízes, e com seu entendimento quais as atitudes melhor tomarmos para prevenir casos que nos abalam. * Psicólogo Marcell Rocha Araújo CRP 01/18968 98304-2318 - WhatSapp

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Coluna do Gil Por Gil DePaula

Ensaio sobre a morte Tânato na mitologia grega era a personificação da morte. Filho de Nix, a noite eterna, que o concebera sem o auxílio de nenhum outro deus. Irmão do Sono (Hipnos), Tânato era inimigo implacável do gênero humano, e odiado até pelos Imortais. Ele fixou a sua morada no Tártaro, segundo Hesíodo, diante da porta dos Infernos, segundo outros poetas. Tinha como data preferida para arrebatar as vidas, o dia 21 de agosto. Para os cristãos, ao homem foi imputada a morte porque Adão e Eva, desobedecendo a Deus, comeram do fruto da árvore do bem e do mal, sendo por isto punidos com a morte, primeiramente moral, e depois com a morte física, como resultado da maldição divina. As diversas religiões concordam com a origem da morte. Divergem claramente sobre o que vem após ela. Umas afirmam que haverá o dia

do julgamento final, e o homem ressuscitando do pó será julgado conforme suas obras. Outras, que o homem que cumpre a vontade de Deus irá para o Paraíso. Algumas, ainda, acreditam que a alma se desprenderá do corpo e ocupará seu lugar em um mundo espiritual. Conjecturas à parte, fato é que o temor da morte atinge a maioria esmagadora da população humana. Mesmo os que mais se dizem crentes temem a hora em que seus olhos serão cerrados pelo abandono da vida de seus corpos, lhes tornando rígidos e frios, para em seguida iniciar-se o processo de deterioramento carnal (“és pó e ao pó te tornarás” (Gn 3.19). Os escritores usam e abusam da morte em seus romances. Alguns, em suas histórias, até permitiram a morte a tirar férias; como Érico Verissimo, em “Incidente em Antares”, e José Saramago em sua “As Intermitências da Morte”. Nos dois livros, as férias da morte causam um verdadeiro caos na sociedade, a partir do momento em que ninguém mais morre, mesmo

sendo vítimas de acidentes que seriam normalmente fatais, ou atacados mortalmente por outrem. Verdadeiras dores sentem, normalmente, as pessoas quando perdem um parente que amam. A hora do enterro, a chamada despedida final, é ocasião de lágrimas e tristeza exacerbada. Rituais como a missa de sete dias servem para levar um pouco de alentos aos parentes e amigos, daquele que morreu há uma semana. Pais que perdem os filhos se lamentam pelo resto da vida. As mortes violentas geralmente revoltam aos homens de bem. Os acidentes fatais nos lembram que, talvez, pudessem ser evitados. Todavia, como tudo nesta vida é passageiro, incluindo a própria vida; o Tempo, Senhor dos nossos dias, abranda os corações saudosos e a dor. O Tempo, a cada passagem de seus segundos, nos lembra, inclementemente, que Tânato está a nos contemplar, esperando o dia de nos levar à sua morada, para encontrarmos os que lá foram habitar primeiro..


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Mercado imobiliário

Colibri 2017

Thaís Imobiliária confirma destaque no DF e conquista mais dois troféus Empresa é agraciada pelo desempenho no acesso do Portal WImóveis na categoria de vendas. Entre as participantes da Rede Brasília de Imóveis, também foi a imobiliária que mais vendeu unidades em 2017 Por Amarildo Castro A Thaís Imobiliária, a maior imobiliária do Guará, mais uma vez foi um dos destaques no Prêmio Colibri, evento promovido anualmente pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do DF (Creci-DF). A empresa foi agraciada com dois troféus em diferentes categorias. Foi lembrada como a imobiliária mais acessada no Portal WImóveis na categoria de vendas e a empresa que mais vendeu imóveis entre as participantes da Rede Brasília de Imóveis. O evento foi realizado no último sábado (26) no Minas Brasília Tênis Clube e premiou os corretores e empresas destaques no ano de 2017 em diferentes categorias. Na oportunidade, o Creci-DF comemorou, com uma grande festa, os 55 anos de regulamentação da profissão de corretor de imóveis. “É sem dúvida um momento festivo, mas devemos lembrar os desafios da nossa profissão e sempre estarmos atentos para tentar fazer o melhor pela categoria, seja oferecendo boas condições de trabalho ou incentivos como essa premiação”, citou Hermes Alcântara, presidente da entidade. Feliz com a premiação, o fundador da Thaís Imobiliária, Giordano Garcia, que desta vez, devido a problemas de agenda, não pôde contar com a presença do filho Hugo Cou-

tinho e da mulher Liene Coutinho, que ocupam cargos de gerência na empresa, disse estar muito satisfeito com mais uma premiação. “É o resultado de muita dedicação, esforço e comprometimento, não só da família, mas de toda a equipe”, resume. Mesmo tendo optado pelo serviço público, seu filho Lupércio Coutinho e a namorada Deborah Junqueira foram ao evento prestigiar o pai e os funcionários da Thaís Imobiliária. Funcionários prestigiam Giordano contou ainda com a presença de vários funcionários das três lojas da Thaís Imobiliária. O gerente da unidade Águas Claras, Juliano Alvares, disse que o importante é o trabalho em equipe, e que a empresa sabe fazer isso muito bem. “Acredito que essas premiações são uma retribuição do trabalho de excelência feito pela Thais”, comentou. Melina de Oliveira, gerente de Atendimento e Marketing da unidade Guará, também falou da sua visão sobre a empresa. “É muito gratificante porque a gente percebe que tudo que estamos fazendo tem resultado, e, por isso, tenho muito orgulho em fazer parte dessa conquista”, disse. Ela ainda acrescenta que a importância dada aos funcionários por Hugo e Giordano, criando um clima familiar, e que isso faz muita diferença na empresa.

Fotos: Amarildo Castro

Acredito que essas premiações são uma retribuição do trabalho de excelência feito pela Thais’’

Presidente da Comissão da Frente Parlamentar para Assuntos de Regularização Fundiária na Câmara, deputado Izalci marcou presença

Juliano Alvares, gerente na unidade de Águas Claras

É o resultado de muita dedicação, esforço e comprometimento, não só da família, mas de toda a equipe’’ Giordano Garcia, fundador da Thaís Imobiliária

Giordano com os gerentes Juliano e Melina: equipe unida

É muito gratificante porque a gente percebe que tudo que estamos fazendo tem resultado, e por isso tenho muito orgulho em fazer parte dessa conquista’’ Melina Oliveira, gerente de Atendimento de Marketing

Evento celebrou ainda a escolha da Miss Corretora 2017, Francini Azevedo


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O fundador da Thaís Imobiliária, Giordano Garcia, com o filho Lupércio, parte de sua equipe de funcionários, colaboradores e amigos durante a premiação

Empresa completa 40 anos em 2018

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Com 39 anos de atuação no Guará, e com filiais na Asa Sul e Águas Claras, a Thaís Imobiliária está entre as empresas mais antigas e bem estruturadas da cidade. Mesmo com perfil familiar – por lá trabalham pai, mãe e filho – a gestão da empresa é profissional, sem margem para o amadorismo, lembra a gerência. Com a chegada de Hugo Coutinho, há quase dez anos, a Thaís Imobiliária iniciou uma nova fase. Com ele à frente da Gerência de Marketing. Nos próximos anos, a direção acredita que ainda há mais espaço para uma nova filial, mas o endereço previsto não foi divulgado. Além disso, em 2018, a Thaís vai comemorar seus 40 anos.

Galeria de prêmios

anos tem a Thaís Imobiária, que tem sua sede no Guará desde a sua inauguração

Da direita para a esquerda: Deborah, Lupércio e Giordano

Com a conquista de mais dois trófeus Colibri, a coleção nesse tipo de evento já chega a 10 estatuetas. Além disso, a Thaís Imobiliária se destacou entre várias outras premiações. Foi eleita sete vezes como empresa que está na mente das pessoas (Top Of Mind), evento promovido anualmente pelo Jornal de Brasília. É também uma das recordistas de acessos no Portal WImóveis, em especial na categoria aluguel.

Número de corretores da empresa

Negócio familiar e de sucesso

Galeria de troféus na sede da Thaís. Agora são10 Colibris

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Criada há 38 anos, a Thaís Imobiliária é hoje gerenciada por Giordano Garcia, Hugo Coutinho e Liene Coutinho. Visionário para os negócios, Giordano veio de Minas Gerais ainda jovem, onde deixou de investir no segmento público para criar a Thaís, que ganhou esse nome para homenagear sobrinha Thaís Garcia, que à epoca, nasceu com Síndrome de Down e faleceu poucos meses depois, com problemas cardíacos. O negócio prosperou e Hugo Coutinho também abraçou a causa. Na foto acima, logo após premiação em 2016, Giordano aparece com o filho Hugo Coutinho, seu principal diretor na Thaís e a esposa Liene Coutinho, que é corretora.

70

funcionários É o número de colaboradores internos da Thaís Imobiliária


15 a 31 de agosto de 2017 - 14

Valparaíso de Goiás Depois da polêmica, novo código ambiental deve ser aprovado

Silvano, o personagem da notícia

Documento enviado pela prefeitura ao Legislativo local contém 66 páginas, com 202 artigos recheados de regras, algumas polêmicas. Oposição pede mais tempo para debater com a comunidade, mas votação deve ser em breve A primeira audiência pública para a discussão do projeto de lei do novo Código Ambiental de Valparaíso de Goiás, que foi enviado à Câmara pelo Executivo local há mais de 30 dias para apreciação e votação, causou muita polêmica e discursos acalorados na noite de segunda-feira (21). Mas depois de uma revisão dentro da própria Casa, e de uma audiência pública, o doumento deve ser aprovado ainda neste mês de agosto. Com 202 artigos, o documento é o principal instrumento da Prefeitura de Valparaíso para atualizar regras de proteção ao meio ambiente e trazer a autorização das licenças ambientais para futuras construções na cidade, o que, na prática, vai garantir também receita ao município com o pagamento de taxas, especialmente, por parte de quem constrói. Hoje, todo esse trâmite é realizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos do Estado de Goiás (SECIMA), e qualquer receita proveniente dessas taxas fica nos cofres do Estado. Além disso, a revisão do código ambiental vai nortear todas as normas ambientais para o município, garante a prefeitura. Todo o projeto foi feito pela Secretaria de Meio Ambiente de Valparaíso, gerida por Rafael Viana. No Legislativo, o projeto tramita com o número 024, e contém 66 páginas. Após a oposição bater o pé, no Legislativo, o trabalho

Fotos: Amarildo Castro

Audiência para discutir o tema contou com adesão de quase todos os vereadores e grande número de populares

encabeçado pelo vereador Silvano (PT), Nerivaldo Agiliza (PR) e Paulo Galego (PPL), o presidente da Casa, vereador Alceu, decidiu abrir espaço para a comunidade por meio de audiência. O evento contou com a presença do prefeito Pábio Mossoró (PSDB), e como já era esperado, foi marcado por vários discursos de moradores, políticos e lideranças. Um dos primeiros a falar, Antonio César de Oliveira, morador da Etapa A, disse que a fiscalização das regras ambientais precisa continuar independente, e não cabe à Secretaria de Meio Ambiente fazer isso, pois dependendo de quem ocupar a pasta, pode

tomar decisões tendenciosas. Já o jornalista Fred Gurgel, personalidade conhecida na cidade, afirmou que o projeto não deve ser voltado para interesses econômicos, e sim, ambientais. “Nós não temos rios, quase não há animais silvestres na cidade e temos poucas nascentes, então é peculiar que esse projeto seja voltado para preservar o pouco que restou”, resume. Para representar a sociedade organizada, foi designado pela Organização Social e Ambiental da Fauna e Flora (OSAFF) o advogado José Zito. Ele aproveitou para mostrar a necessidade da divulgação do projeto e da participação popular. Além disso, com

seus conhecimentos jurídicos, quer colaborar para fazer valer a lei e não a vontade política. Apesar de toda a pressão, o prefeito Pábio Mossoró se mostrou tranquilo e afirmou que o Executivo tem uma gestão responsável, e que acha pertinentes as discussões na Câmara para a aprovação do novo código ambiental. “Esse governo preza pela democracia e pelo direito de expressão e opinião dos moradores, por isso essa discussão aqui no Legislativo é natural e vamos respeitar todos os trâmites”, salientou. O prefeito ainda aproveitou para falar sobre as questões técnicas do novo projeto. Questionado sobre semelhanças entre o projeto de lei do novo Código Ambiental de Valparaíso de Goiás com o Código Ambiental de Eldorado (MS), ele comentou: “Se tem semelhança ou não cabe a nós discutir isso. O nosso interesse é ter uma lei que garanta os interesses da comunidade, respeitando o meio ambiente”. Pábio enfatizou o caráter de urgência do PL 024, e disse que o Legislativo, mesmo sob a pressão popular, deve dar prioridade à votação. Para ele, isso não inviabiliza a agilidade do processo. Já o presidente da Casa, Alceu do Alternativo, pontuou que uma comissão já fez uma nova avaliação do projeto, e que, caso seja necessário e se houver requerimento, pode haver mais uma audiência para tratar do tema, mas a tendência é que ele seja aprovado ainda esta semana, dia 30 de agosto ou 1o de setembro.

Para debater o novo Código Ambiental de Valparaíso de Goiás, ninguém se destacou mais que o vereador Professor Silvano (PT). Partiu dele o pedido para que o tema fosse discutido com a comunidade. Com espírito democrático, juntou forças e ganhou o apoio de Nerivaldo Agiliza (PR), além de Paulo Galego (PPL) para fazer o pedido de abertura do tema ao público para debate com a comunidade. Oposição assumido, Silvano tem sido um dos poucos que tem ampla liberdade para fazer qualquer tipo de cobrança na Câmara Municipal de Valparaíso de Goiás.

O que eles disseram

Este governo preza pela democracia e pelo direito de expressão e opinião dos moradores, por isso essa discussão aqui no Legislativo é natural e vamos respeitar todos os trâmites’’

Pábio Mossoró, prefeito de Valparaíso de Goiás

É normal o anseio da comunidade pela divulgação do projeto. É o que estamos fazendo’’ Alceu do Alternativo, presidente da Câmara de Valparaíso


15 a 31 de agosto de 2017 - 15

Esporte/judô

Beatriz Fernandes é vice no Brasileiro Sub 15 Atleta, que treina da Corpo Arte, no Guará, agora vai representar o país no Sul-Americano no Peru A jovem judoca guaraense, Beatriz Fernandes de Oliveira, atleta da Academia Corpo Arte, aqui da cidade, conquistou a medalha de prata na categoria meio-leve (44 Kg), no último final de semana (19 e 20 de agosto), em Lauro de Freitas (BA). A conquista veio durante a disputa do Campeonato Brasileiro Sub 15 de judô. Organizado pela CBJ (Confederação Brasileira de Judô), a competição teve a participação de 283 atletas de 25 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. Atleta do Sensei Oswaldo Navarro, com essa conquista, vai representar o Brasil no Sul-americano da categoria no Peru, a ser realizado em novembro. Após seu desempenho vitorioso na competição, ela continua sua vida de treinamento, para conquistar agora a medalha que lhe falta: o ouro. A atleta começou no judô por insistência do professor Oswaldo Navarro. Toda vez que ela ia buscar o irmão nos treinos, que também é judoca, o técnico insistia no convite. Em 2013, a atleta já havia conquistado o bronze no Campeonato Brasileiro sub 13. Agora,

A atleta com o o técnico Oswaldo Navarro: parceria de sucesso no Guará

depois de quatro duras lutas, conseguiu a prata. Para chegar a final, teve que vencer primeiro a representante do Rio Grande do Norte; depois, no golden score, a do Mato Grosso do Sul, já na semifinal SP. Por fim, lutou contra a representante do Rio de Janeiro, faturando a tão sonhada medalha.


Pdf ed 203 certo  
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