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Elaborada por renomados profissionais das áreas de Odontologia, Medicina e Fonoaudiologia, Cirurgia da Articulação Temporomandibular apresenta os protocolos mais atuais para o atendimento e o tratamento de pacientes com distúrbios da articulação temporomandibular, que podem se caracterizar por um simples estalido até tumores e anquiloses que limitam a função. Objetivo e consistente, este livro abrange desde a anatomia e os aspectos imaginológicos da articulação temporomandibular até as diversas modalidades de tratamento clínico e cirúrgico dessa região, como a artroscopia e a artrocentese. Trata-se, portanto, de uma referência para todos os profissionais que se deparam com os enigmas das patologias da articulação temporomandibular, auxiliando-os a estabelecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

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Cirurgia da Articulação Temporomandibular

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Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de profissionais e de estudantes de Administração, Direito, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí-lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

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O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária, que publicam nas áreas científica, técnica e profissional.

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Luiz Carlos Souza Manganello Dentista e cirurgião bucomaxilofacial. Médico e cirurgião plástico. Doutor em Cirurgia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Professor Associado de Cirurgia, Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo – São Paulo – SP. Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Oral e Maxilofacial. Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial. Membro da Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial. Ex-chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Ex-chefe do Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial da Santa Casa de São Paulo. Coordenador dos cursos de Cirurgia da Articulação Temporomandibular e Cirurgia Ortognática para Cirurgiões realizados no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

Maria Eduina da Silveira Cirurgiã-dentista. Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF). Responsável pelo Ambulatório de Deformidade dos Maxilares e Cirurgia Ortognática do Serviço de CTBMF da Divisão de Odontologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Coordenadora dos cursos de Cirurgia da Articulação Temporomandibular e Cirurgia Ortognática para Cirurgiões realizados no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

Alexandre Augusto Ferreira da Silva Cirurgião-dentista. Graduado pela Universidade Federal de Alfenas – Alfenas – MG. Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Especialista em CTBMF pelo Conselho Federal de Odontologia e pelo Colégio Brasileiro de CTBMF. Membro Titular do Colégio Brasileiro de CTBMF. Membro da International Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (IAOMS). Cirurgião Bucomaxilofacial do Hospital Municipal do Tatuapé – São Paulo – SP. Professor dos cursos de Cirurgia da Articulação Temporomandibular e Cirurgia Ortognática para Cirurgiões realizados no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

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Cirurgia da Articulação Temporomandibular

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■■ Os autores e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. ■■

Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2014 pela LIVRARIA SANTOS EDITORA COM. IMP. LTDA. Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Rua Dona Brígida, 701 – Vila Mariana São Paulo – SP – CEP 04111-081 Tel.: (11) 5080-0770 www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br

■■ Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da editora santos com. imp. ltda. ■■ Capa: Bruno Sales

Editoração eletrônica:

■■ Ficha catalográfica M242c Cirurgia da articulação temporomandibular / Luiz Carlos Souza Manganello , Maria Eduina da Silveira , Alexandre Augusto Ferreira da Silva. - 1. ed. - São Paulo : Santos, 2014. 320 p. : il. ; 28 cm. Inclui bibliografia ISBN 978-85-412-0415-6 1. Maloclusão. 2. Articulação temporomandibular - Doenças. 3. Oclusão (Odontologia). I. Silveira, Maria Eduina da. II. Silva, Alexandre Augusto Ferreira da. III. Título.

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■■ Os autores deste livro e a livraria santos editora com. imp. ltda. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelos autores até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br.

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Aluisio Galiano

Graduado em Odontologia, Universidade Paulista (UNIP). Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela UNIP. Fellowship em Cirurgia Oral e Maxilofacial, Baylor University Medical Center. Mestre em Ortodontia, Universidade Metodista de São Paulo – São Bernardo do Campo – SP. Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Membro da International Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (IAOMS).

Anderson Shigeoka

Ex-residente do Hospital Municipal do Tatuapé – São Paulo – SP. Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial. Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Professor do curso de Cirurgia Ortognática realizado no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

André Caroli Rocha

Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Mestre em Patologia Bucal. Doutor em Diagnóstico Bucal. Assistente do Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Assistente do Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Regional Sul – São Paulo – SP. Assistente do Serviço de Estomatologia do Hospital A.C. Camargo – São Paulo – SP.

sora Adjunta do Programa de Pós-graduação. Mestrado em Fonoaudiologia, Universidade Veiga de Almeida. Coordenadora do Setor de Distúrbios da ATM, Cirurgia Ortognática e Traumas de Face da Clínica-Escola do Instituto CEFAC-SP (2000-2010). Professora Assistente do curso de Fonoaudiologia, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) (2003-2007). Autora de livros e capítulos de livros das áreas fonoaudiológica, médica e odontológica. Autora de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais especializados.

Getúlio Daré Rabello

Mestre e Doutor em Neurologia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP.

Gisele Maria Campos Fabri

Cirurgiã-dentista. Graduada pela Universidade Federal de Juiz de Fora – Juiz de Fora – MG. Especialista em Periodontia e Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais. Doutora pela Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Professora Adjunta, Universidade Federal de Juiz de Fora – Juiz de Fora – MG.

Gustavo Scalon

Graduado em Odontologia, Faculdade de Maringá – Maringá – PR. Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Universidade Luterana do Brasil – Canoas – RS. Cirurgião Bucomaxilofacial do Hospital São Luiz.

Cynthia Savioli

João Gualberto de Cerqueira Luz

Esther Mandelbaum Gonçalves Bianchini

José Tadeu Tesseroli de Siqueira

Doutora pela Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Especialista em Dor Orofacial e Pacientes Portadores de Necessidades Especiais. Assistente da Equipe de Dor Orofacial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Graduada em Fonoaudiologia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – São Paulo – SP. Fonoaudióloga Clínica: CRFa:1773/SP. Especialista em Motricidade Orofacial: CFFa 018/96. Mestre em Educação: Distúrbios da Comunicação, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – São Paulo – SP. Doutora em Ciências: Fisiopatologia Experimental, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Profes-

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Professor Titular de Traumatologia Maxilofacial, Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Mestre, Doutor e Livre-docente, Universidade de São Paulo. Professor Visitante, University of Alabama at Birmingham – EUA. Fellow da International Association of Oral and Maxillofacial Surgeons. Cirurgião-dentista. Coordenador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Marcelo Eduardo Pereira Dutra

Doutor e Mestre em Diagnóstico Bucal-Radiologia, Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Especialista em Radiologia e Imaginologia.

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Colaboradores

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Marcos César Pitta

Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) pelo Colégio Brasileiro de CTBMF e pelo Conselho Regional de Odontologia. Mestre em CTBMF, Universidade Paulista. Fellow em Cirurgia Ortognática e Cirurgia da ATM na Baylor University Medical Center, Baylor College of Dentistry.

Nicolas Tenorio Cabezas

Cirurgião Bucomaxilofacial. Mestre e Doutor pela Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Especialista em Articulação Temporomandibular e Dor Orofacial. Prática privada em São Paulo.

Onescy Silveira Dias

Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial no Hospital de Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo com o Prof. Dr. Luiz Carlos Souza Manganello. Especialista em Anatomia Cirúrgica da Face, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP.

Paulo Alexandre da Silva

Especialista e Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF). Coordenador do Serviço de CTBMF do Centro Médico Vivalle de São José dos Campos/Hospital Vivalle (Rede D’Or – São Luiz). Coordenador do Programa de Especialização em CTBMF do Instituto Educacional de Ciências da Saúde (IECS) (Grupo CIODONTO).

Roberto Gil de Alcântara Mallet

Cirurgião-dentista. Graduado pela Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo Colégio

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Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Professor do curso de Cirurgia Ortognática realizado no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

Roberto Piteri Filho

Graduado em Odontologia, Universidade de Santo Amaro – São Paulo – SP. Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia (Fundecto) – Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Professor de Aperfeiçoamento de Cirurgia Oral da Fundecto-USP. Professor da Especialização de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Fundecto-USP. Professor responsável pela Liga de Cirurgia Oral-maxilofacial da Universidade de São Paulo – São Paulo – SP. Cirurgião Bucomaxilofacial do Hospital São Luiz e do Hospital Villa Lobos.

Romualdo Cardoso Monteiro de Barros

Cirurgião-dentista. Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Pós-graduado em Odontologia Hospitalar, HCFMUSP. Especialista em CTBMF pelo Conselho Federal de Odontologia. Professor do curso de Cirurgia Ortognática realizado no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

Tamara Nishijima Pupo Massagardi

Graduada em Odontologia, Faculdade de Odontologia Júlio de Mesquita Filho, Universidade Estadual Paulista – São José dos Campos – SP. Especialização em Cirurgia Bucomaxilofacial pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Professora do curso de Cirurgia Ortognática realizado no Instituto de Ensino e Pesquisa em Cirurgia Bucomaxilofacial – São Paulo – SP.

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vi  Cirurgia da Articulação Temporomandibular

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A ar­ticulação temporomandibular é sede frequente de distúrbios. Pacientes, geralmente do sexo feminino, procuram os especialistas com queixas que vão desde um “simples” estalido até uma dor intensa que dificulta abrir a boca. Cabe ao profissional, como um verdadeiro detetive, analisar todos os dados clínicos e de imagem para estabelecer um diagnóstico preciso, que muitas vezes só é alcançado após várias etapas serem cumpridas, como anam­ne­se detalhada, exame clínico, pesquisa de antecedentes e, finalmente, ressonância magnética para identificar a posição do disco ar­ticular. O grande dilema do profissional é diferenciar se o problema está dentro da articulação temporomandibular ou na ­musculatura da mastigação. É essencial essa diferenciação, pois isso indicará o primeiro passo no tratamento. Mesmo identificado se o distúrbio é intra ou extra-ar­ticular, o profissional deve avaliar sua gravidade, intensidade e seu grau. Não compactuamos com a ideia de que o tratamento cirúrgico deve ser indicado como “último recurso” no tratamento. Alguns pacientes apresentam, na primeira consulta, sinais e sintomas de degeneração grave do disco, comprovada na ressonância magnética, e têm indicação de cirurgia imediata. Esses pacientes compõem uma minoria, mas saber identificá-los com precisão dentre a maioria que não apresenta indicação cirúrgica é algo que precisa ser mais bem compreendido entre cirur­giões e clínicos. Em suma, os pacientes que apresentam problemas da ar­ticulação temporomandibular estão aumentando e necessitam de um tratamento adequado e eficiente por parte do profissional, seja ele cirurgião ou clínico. O tratamento certo para o paciente é o que vai livrá-lo dos sintomas e devolver sua saú­de ar­ticular, propiciando uma ar­ticulação livre de barulhos, sem dor e que possibilite ao paciente todas as funções, como a fala, a deglutição e a alimentação. Os autores

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Apresentação

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Embora a intervenção cirúrgica apenas seja indicada para cerca de 5% dos pacientes que apresentam distúrbios temporomandibulares, há um grupo de condições que envolvem a articulação temporomandibular (ATM) para o qual a cirurgia é o tratamento de escolha. No entanto, como esses distúrbios e doenças não são as principais condições encontradas, a maioria dos livros dedica apenas uma pequena quantidade do conteúdo para o seu diagnóstico e tratamento. Por essa razão, é gratificante ver um texto inteiramente dedicado aos vários aspectos desse importante assunto ainda negligenciado. O Dr. Luiz Manganello deve ser parabenizado por realizar tal tarefa. Como base para o entendimento do manejo das diferentes condições, o livro inicia com capítulos sobre anatomia cirúrgica e diagnóstico por imagem. Em seguida, descreve várias abordagens cirúrgicas para a ATM, bem como técnicas de artrocentese e artroscopia. Os capítulos seguintes são dedicados ao diagnóstico e manejo das cinco principais condições cirurgicamente tratáveis que afetam a ATM – desarranjos internos, distúrbios de crescimento e de desenvolvimento congênitos, tumores e doenças inflamatórias. Uma vez que a reconstrução da ATM também pode estar envolvida no manejo da maioria dessas condições, um capítulo específico é dedicado a esse assunto. Finalmente, como a fisioterapia pós-operatória adequada é essencial para garantir o sucesso da cirurgia, um capítulo também é dedicado a esse importante assunto. Embora não haja dúvida de que os cirurgiões bucomaxilofaciais estarão interessados nas informações fornecidas neste livro, ele também deve ser de interesse para outros especialistas da odontologia e da medicina, que também podem estar envolvidos com alguns aspectos desse manejo do paciente. Além disso, quem está preocupado com o tratamento não cirúrgico de pacientes com distúrbios temporomandibulares também deve se beneficiar da leitura deste livro. Não só por ganhar um entendimento do diagnóstico dessas condições, mas também por estar mais bem informado sobre como elas podem ser gerenciadas. Daniel M. Laskin, DDS, MS Professor e Presidente Emérito Departamento de Cirurgia Oral e Maxilofacial Escolas de Odontologia e Medicina Virginia Commonwealth University Richmond, Virginia, EUA

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Prefácio

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É com grande prazer que escrevo o prefácio de Cirurgia da Articulação Temporomandibular. Nos últimos 30 anos, houve uma evolução no manejo das condições da articulação temporomandibular (ATM), o que, em parte, se deve à evolução na imagem da radiografia bidimensional plana e aos avanços iniciais nos artrogramas, que tornaram possível o exame visual da anatomia intra-articular. Em seguida, a inclusão da ressonância magnética possibilitou um exame de animação do côndilo mandibular, para saber como ele funciona com o disco, acompanhada da tomografia computadorizada tridimensional, a fim de reunir ainda mais informações sobre a relação existente entre o tecido mole e o duro dentro da ATM. Com o conhecimento adquirido pela melhoria dos exames de imagem, os cirurgiões podem entender melhor a anatomia e os problemas associados à disfunção da ATM, e assim são capazes de definir melhor o tratamento. No início dos anos 1990, quando visitei São Paulo, no Brasil, como professor visitante e convidado do Dr. Luiz Manganello, nós introduzimos no país o tratamento de desarranjo interno da ATM, utilizando a redução completa do disco deslocado para sua posição correta dentro da fossa glenoide e prendendo o disco à cabeça da mandíbula para manter essa posição durante a função. Isso tornou possível a mobilidade condilar indolor e a reparação do disco com previsíveis resultados a longo prazo. Finalmente, temos também um tratamento previsível para distúrbio grave e avançado da ATM por osteoartrite, artrite reumatoide e anquilose, bem como dor e disfunção associadas. Sofisticados produtos de substituição total da ATM personalizados e não personalizados estão disponíveis quando há a necessidade, devido ao distúrbio avançado da ATM. Olhar ao longo dos últimos 30 anos de tratamento cirúrgico da ATM possibilita à nossa especialidade, finalmente, ter um tratamento previsível e transparente para o distúrbio da ATM, bem como para sua dor e disfunção, que anteriormente não foi bem-sucedido em muitos casos. Por meio de avanços nas imagens, para um diagnóstico mais preciso, os cirurgiões já podem determinar as melhores opções de tratamento disponíveis. “Se alguém está indo pelo caminho errado, ele não precisa de motivação para percorrê-lo. O que ele precisa é de educação para retornar.” Douglas P. Sinn, DDS Professor e último Presidente UT Southwestern OMS Parkland Hospital Dallas, TX

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Prefácio

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Capítulo 1 | Anatomia da Articulação Temporomandibular, 1

Capítulo 9 | Luxação do Côndilo Mandibular, 105

Onescy Silveira Dias

João Gualberto de Cerqueira Luz , Luiz Carlos Souza Manganello

Capítulo 2 | Aspectos Imaginológicos da Articulação Temporomandibular, 15

Capítulo 10 | Anquilose da Articulação Temporomandibular, 113

Marcelo Eduardo Pereira Dutra

Maria Eduina da Silveira, Roberto Gil de Alcântara Mallet, Alexandre Augusto Ferreira da Silva, Luiz Carlos Souza Manganello

Capítulo 3 | Dores Faciais, 33 Getúlio Daré Rabello

Capítulo 4 | Tratamento Clínico da Disfunção da Ar­ticulação Temporomandibular, 47 José Tadeu Tesseroli de Siqueira

Capítulo 5 | Artroscopia da Articulação Temporomandibular, 55

Capítulo 11 | Hiperplasia do Côndilo Mandibular, 127 Luiz Carlos Souza Manganello, Alexandre Augusto Ferreira da Silva, Maria Edui­na da Silveira, Anderson Shigeoka

Paulo Alexandre da Silva

Capítulo 12 | Malformações Congênitas Faciais que Envolvem a Articulação Temporomandibular, 133

Capítulo 6 | Artrocentese da Articulação Temporomandibular, 73

Maria Eduina da Silveira, Tamara Nishijima Pupo Massagardi, Luiz Carlos Souza Manganello, Alexandre Augusto Ferreira da Silva

Nicolas Tenorio Cabezas

Capítulo 7 | Acessos Cirúrgicos para Articulação Temporomandibular, 87 Alexandre Augusto Ferreira da Silva, Luiz Carlos Souza Manganello, Romualdo Cardoso Monteiro de Barros, Maria Edui­na da Silveira

Capítulo 13 | Reabsorção | Remodelação Condilar da Articulação Temporomandibular, 169 Marcos César Pitta, Gustavo Scalon, Roberto Piteri Filho, Aluisio Galiano

Capítulo 8 | Cirurgia dos Desarranjos Internos da Articulação Temporomandibular, 95

Capítulo 14 | Doenças Inflamatórias e Degenerativas da Articulação Temporomandibular | Artrite Reumatoide e Artrite Idiopática Juvenil, 179

Luiz Carlos Souza Manganello, Alexandre Augusto Ferreira da Silva, Maria Edui­na da Silveira, Anderson Shigeoka

Cynthia Savioli, Gisele Maria Campos Fabri, José Tadeu Tesseroli de Siqueira

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Sumário

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Capítulo 15 | Tumores e Pseudotumores da Articulação Temporomandibular, 185 André Caroli Rocha

Capítulo 17 | Fonoterapia Relacionada com a Articulação Temporomandibular em Casos Cirúrgicos e Não Cirúrgicos, 215 Esther Mandelbaum Gonçalves Bianchini

Capítulo 16 | Reconstrução da Articulação Temporomandibular, 199 Luiz Carlos Souza Manganello, Roberto Gil de Alcântara Mallet, Maria Edui­na da Silveira, Alexandre Augusto Ferreira da Silva

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Índice Alfabético, 231

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xiv  Cirurgia da Articulação Temporomandibular

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Artrocentese da Articulação Temporomandibular

JJ JJ JJ JJ JJ

Introdução, 74 Biomecânica normal da articulação temporomandibular, 74 Condições clínicas, 75 Condições inflamatórias, 77 Resumo, 83

Nicolas Tenorio Cabezas

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CC

Introdução

A articulação temporomandibular (ATM) participa de um complexo biológico coordenado de ossos, ligamentos, músculos, vasos, nervos e dentes. Como toda articulação sinovial, pode apresentar doenças comuns a outras articulações, bem como distúrbios internos por descoordenação de disco e/ou artrose da ATM; essas alterações também são observadas em outras articulações sinoviais. Os avanços de estudos de imagem, como a tomografia computadorizada e/ou a ressonância magnética, confirmam as avaliações clínicas de deslocamento do disco e/ou as reabsorções do côndilo mandibular. As disfunções temporomandibulares (DTM) produzem alterações musculoesqueléticas que se caracterizam como doença que compromete os músculos da mastigação, a ATM e as estruturas orofaciais associadas e são uma das principais causas de dor de origem não dental na região orofacial.1–3 Os sintomas mais comumente encontrados são dor nos músculos da mastigação, na região pré-auricular e na ATM, principalmente durante a mastigação de alimentos de consistência dura; pode haver também estalos articulares, dificuldade de abertura bucal e desvio do mento para o lado afetado. O tratamento das DTM exige uma visão multidisciplinar na abordagem de pacientes com dores crônicas que não respondem ao tratamento convencional. Entre as DTM, as descoordenações do complexo côndilo/disco articular decorrem do colapso da função normal do disco sobre a cabeça da mandíbula. Nesse grupo, encontram-se os deslocamentos de disco com e sem redução, muitas vezes associados a alterações inflamatórias, como sinovite, retrodiscite e capsulite, e também alterações degenerativas, como osteoartrose e osteoartrite.4 As recomendações de tratamento inicial para o controle das DTM priorizam os tratamentos reversíveis e não invasivos.1 Entretanto, como as disfunções intracapsulares muitas vezes são resultado de doenças das superfícies articulares, ou seja, de alterações estruturais presentes, o tratamento conservador mostra-se algumas vezes ineficaz.4,5 Várias formas de tratamento para as disfunções internas da ATM são sustentadas pela literatura: repouso funcional, anti-inflamatórios não esteroidais (AINE), dispositivos interoclusais, exercícios fisioterápicos de suporte, injeções intra-articulares de corticosteroide, artrocentese, artroscopia, cirurgia aberta da ATM,1–4 entre outras. Pode-se afirmar que a cirurgia articular desempenha papel importante no tratamento dessas doenças, em casos em que tratamentos não invasivos falharam e em alguns casos de impossibilidade de tratamento conservador.5–9 CC

Biomecânica normal da articulação temporomandibular

A ATM representa a articulação da mandíbula ao osso temporal do crânio; os componentes ósseos da articulação

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estão separados por uma estrutura composta de tecido conjuntivo fibroso denso, que é o disco articular – lembrando que a integridade deste é mantida pelos ligamentos, que são compostos de fibras colágenas com comprimento específico.3,5 Porém, esses ligamentos não participam ativamente na função da articulação, já que só atuam como guias para restringir certos movimentos (movimentos bordejantes), permitindo outros movimentos (movimentos funcionais). Caso os movimentos da articulação forcem constantemente os ligamentos, o comprimento destes pode ser alterado, mas tem pouca habilidade para esticarse, e, portanto, quando isso ocorre, eles frequentemente se alongam, criando mudanças na biomecânica da ATM que podem levar a mudanças patológicas. A ATM é capaz de movimentos de “dobradiça” e de “deslocamento” e é conhecida como articulação gínglimoartrodial. Para simplificar o mecanismo dessa articulação complexa, ela será separada em duas distintas articulações.3 A articulação inferior é constituída pelo côndilo e pelo disco articular inserido por ligamentos, formando o complexo côndilo-disco, em cujas estruturas ocorrem os movimentos de rotação. A articulação superior é formada pelo complexo côndilo-disco, que se articula com a fossa mandibular, ocorrendo nela o movimento de translação. O complexo côndilo-disco se movimenta fora da fossa durante o movimento de abertura bucal.3 O disco é inserido ao côndilo medial e lateralmente pelos ligamentos colaterais. Esses ligamentos possibilitam a rotação do disco pela superfície articular do côndilo em direção anterior e posterior e a restrição dos movimentos mediais ou laterais. A quantidade do movimento de rotação anterior e posterior do disco também é limitada por ligamentos: a lâmina retrodiscal inferior limita a rotação anterior do disco sobre o côndilo, e o ligamento capsular anterior limita a rotação posterior do disco. A morfologia do disco é extremamente importante, apresentando-se muito delgada na zona intermediária, espessa na borda anterior e mais grossa na borda posterior. O côndilo articula-se na zona intermediária do disco e é mantido nessa posição pela pressão interarticular constante dada pelos músculos elevadores da mandíbula (masseter, temporal e pterigóideo medial) e pelos ligamentos articulares. Apesar da pressão entre o côndilo, o disco e a fossa mandibular estar de acordo com a atividade dos músculos elevadores, alguma pressão sempre é mantida para prevenir a separação das superfícies articulares, pois, se o contato entre elas for perdido, a possibilidade de deslocamento do disco existirá.1–3,6 Na região posterior ao disco encontram-se os tecidos retrodiscais, altamente vascularizados e bastante inervados; anteriormente ao complexo côndilo-disco está o músculo pterigóideo lateral, com seus feixes superior e inferior. O feixe inferior se insere no colo do côndilo, ao passo que o feixe superior se insere no colo do côndilo e no disco articular.1,3 Acredita-se que o feixe inferior do pterigóideo lateral seja ativado com os músculos depressores da mandíbula (abertura bucal). Já o feixe superior é ativado com os músculos elevadores da mandíbula (fechamento bucal). O feixe superior do músculo pterigóideo parece ser um músculo estabiliza-

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Se o travamento persistir, indica-se a artrocentese, que é de bom prognóstico, porque favorece maior extensão do movimento articular por desbridamento de adesões e lavagem do compartimento articular superior. O prognóstico é menos favorável se existirem alterações osteoartríticas. Mesmo travamentos não tratados sofrem alterações artríticas e remodelamento intracapsular sem sequelas significantes, e, com o tempo, maior mobilidade mandibular ocorrerá. Intervenções cirúrgicas devem se restringir à dor articular com incapacidade funcional e a disfunções que provaram ser refratárias aos procedimentos clínicos já descritos.

Se a progressão da artrite é evidente, considerar a placa estabilizadora, particularmente se não existir estabilidade oclusal ou o paciente apresentar hábitos de bruxismo grave ou apertamento dentário

Sinovite

•• Tratar fase aguda com terapia inicial e anti-inflamatórios •• Injeções com esteroides mostraram ser efetivas, particularmente em pacientes com poucas alterações ósseas ou que já foram usadas com sucesso em outras articulações. Recomenda-se não mais que três aplicações em intervalos não menores que 1 mês •• Injeções de hialuronato de sódio podem ser alternativas aos corticosteroides •• Placas oclusais para estabilizar e minimizar o bruxismo e o apertamento são indicadas •• Sintomas progressivos e dor significativa refratária a tratamento conservador requerem consulta reumatológica ou intervenção cirúrgica. Porém, prognóstico a longo prazo normalmente é favorável sem intervenção cirúrgica.

Tratamento

Artrite sistêmica generalizada

CC

Condições inflamatórias

■■

Artralgia

•• Se a origem da dor estiver em dúvida, deve-se realizar bloqueio anestésico, que será um meio de diagnóstico •• Dor intracapsular é tratada como osteoartrite, incluindo terapia inicial e placa estabilizadora •• Se a dor for refratária a esse tratamento e persistente, considerar artrocentese – lesão traumática.

Capsulite Tratamento •• Tratar com terapia inicial, incluindo anti-inflamatórios não esteroidais •• Terapia física na fase aguda e também como suporte. Sequelas pós-traumáticas são tratadas de acordo com o diagnóstico: •• Estalido, travamento, alterações oclusais ou até, em alguns casos, de anquilose articular •• Deslocamento condilar demonstrado por meio de radiografia deve ser reduzido manualmente, às vezes com sedação intravenosa •• Estiramento traumático de ligamentos e músculos são tratados com terapia inicial e física para aliviar sintomas agudos.

Artrites localizadas na articulação temporomandibular Tratamento Geralmente, pacientes com osteoartrose e remodelamento são assintomáticos e não requerem tratamento.

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Tratamento •• Tratar ATM somente após consulta médica; a poliartrite nem sempre é a origem da queixa articular do paciente •• Terapia inicial para alívio da fase aguda: injeções de esteroides, se necessário •• Exercícios de extensão de movimentos na fase não aguda •• Placas estabilizadoras, se alterações articulares levarem à instabilidade oclusal •• Deformidades ou sequelas marcadas podem necessitar de tratamento ortodôntico ou reconstrução oclusal e, às vezes, cirurgia reconstrutiva, porém somente quando a doença está controlada ou em remissão, como os casos de mordida aberta ou micrognatismo, que necessitam de cirurgia ortognática.

Luxação recidivante do côndilo mandibular Tratamento •• Se houver autorredução, aconselhar o paciente a evitar movimentos amplos de abertura bucal que provoquem a luxação. Tratar a mialgia e artralgia associadas a antiinflamatórios não esteroidais •• Se houver bruxismo noturno ou apertamento como fator agravante, usar placa estabilizadora •• Deslocamento agudo não autorreduzido geralmente pode ser corrigido por manipulação passiva, seguida de terapia de suporte •• Deslocamentos recorrentes podem necessitar de bloqueio maxilomandibular com elásticos para restringir a abertura mandibular por 4 a 6 semanas

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sob anestesia local mais sedação) é feita a manipulação manual da mandíbula, a fim de conseguir a mobilização do disco e melhor relação disco/côndilo •• Artroscopia: essa técnica nos permite uma observação direta da ATM, podendo ser utilizada no tratamento de dor articular associada a casos de hipomobilidade e quadros de deslocamento do disco sem redução. Foi sugerido também que a artroscopia pode ajudar no pósoperatório das cirurgias abertas da ATM para aliviar a dor e a fibrose intracapsular. Além das lavagens articulares, podem-se também fazer biopsias com o auxílio do artroscópio. Recentes estudos com imagens de ressonância magnética pós-artroscópicas demonstraram que, apesar de os pacientes apresentarem melhora da função, continuam com deslocamento anterior do disco. Alguns autores sugerem que a artrocentese é tão efetiva quanto a artroscopia, obtendo-se em ambas as técnicas resultados bastante efetivos.19–22

Cirurgia aberta da articulação temporomandibular Alguns pacientes apresentam problemas de incoordenação disco-côndilo refratários à terapia convencional.5,6 Nesses casos, a cirurgia aberta da ATM é uma opção bastante efetiva para esses tipos de patologia; porém, por causa da complexidade da técnica cirúrgica e de eventuais riscos que envolvem qualquer tipo de cirurgia, a cirurgia aberta só deverá ser indicada em casos bastante selecionados. A decisão de tratar um paciente cirurgicamente vai depender do grau de distúrbios que ele apresenta. Entre as opções, as cirurgias mais utilizadas são: •• Discoplastia: essa cirurgia é indicada quando o disco deslocado causa prejuízo da função. Observa-se por meio de imagens de ressonância magnética ou artrografia onde o disco se encontra desposicionado. Nesses casos, podese optar por uma discoplastia, ou seja, pelo reposicionamento cirúrgico do disco sobre o côndilo. Nesses tipos de cirurgia, a margem de sucesso é de 80% a 90% •• Discectomia: consiste na remoção do disco articular, quando este se apresenta degenerado e/ou defeituoso, com ou sem a colocação de um substituto, que pode ser um componente autógeno ou homólogo no local em que o disco foi retirado. A tendência hoje em dia é para que se coloque como substituto do disco um retalho de músculo temporal; algumas vezes, também é necessário fazer uma artroplastia condilar, ou seja, um alisamento no contorno da superfície do côndilo quando este se apresenta irregular, podendo ou não ser acompanhada da remoção do disco.

Cuidados pós-operatórios Geralmente, recomenda-se o uso de anti-inflamatórios não esteroidais por 2 ou 3 semanas, fisioterapia térmica, exercícios musculares para provocar movimentos articulares, dieta pastosa, uso de placa oclusal; posteriormente, em casos de êxito cirúrgico, poderá se pensar em uma rea-

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bilitação oclusal (ortodontia, prótese), se necessário. Caso o paciente operado não apresente melhora em um prazo de 6 a 8 meses, deverá ser reavaliado pelo cirurgião.

Artrocentese da articulação temporomandibular A artrocentese da articulação temporomandi­ bular8,23–27 pode ser considerada a primeira opção de tratamento cirúrgico para pacientes com distúrbios temporomandibulares e que não responderam ao tratamento conservador, como o uso de aparelhos intraorais, medicamentos, exercícios e/ou mudanças comportamentais de estilo de vida.8,28–32 Foi idealizada como modificação da artroscopia da ATM, quando se observou que a lise mecânica da aderência e a lavagem da articulação eram a base fundamental da artroscopia, e ainda melhorou mais quando foi adicionada à técnica a manipulação articular no transoperatório. Foi percebido também que o reposicionamento do disco, em geral, não é essencial para conseguir o alívio da dor e eliminar a restrição da abertura bucal. A artrocentese é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo8,32,33, que pode ser feito ambulatorialmente ou com internação hospitalar sob anestesia local, com ou sem sedação, ou inclusive sob anestesia geral, o que muitos autores preferem, porque o paciente está mais relaxado e porque torna possível a manipulação mandibular mais efetiva. A técnica cirúrgica basicamente consiste na lavagem do compartimento superior da ATM com lactato de Ringer. Algumas vezes, pode ser complementada com injeção de solução viscoelástica. Apresenta baixo risco de complicações. A introdução da solução salina a 0,9% é feita por meio de agulhas ou cateter8,19,22,30, que são inseridos por via transcutânea na região pré-auricular, podendo, inclusive, haver somente uma agulha de entrada ou uma de entrada e outra de saída8,34–36.

Indicações A artrocentese é indicada nos casos de distúrbios internos da ATM que não responderam ao tratamento clínico, como os casos de pacientes com deslocamento anterior do disco com ou sem redução, casos de aderências com ou sem limitação da abertura da boca, casos de sinovite e/ ou capsulite, casos agudos de artrite reumatoide e pacientes com ruído articular doloroso durante a abertura e/ou fechamento da boca; nesses casos, como paliativo da dor, e em casos de artralgia decorrente de trauma recente do mento, onde se realizam a aspiração e a lavagem articular.2,8,29,37–39

Técnica de artrocentese da articulação temporomandibular Com o paciente em decúbito dorsal horizontal, após antissepsia da região da ATM e a colocação de tampão no meato acústico externo, é aplicada anestesia local no nervo auriculotemporal com lidocaína com vasoconstritor. As referências anatômicas são as mesmas recomendadas para a inserção das cânulas do artroscópio7; traça-se uma linha reta que vai da porção média do trágus da orelha até o canto externo do olho (Figuras 6.1 e 6.2).

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Figura 6.1 Traçado da linha no trágus da orelha e no canto externo do olho. Pontos de inserção das agulhas.

Figura 6.4 Inserção da segunda agulha no portal anterior.

Figura 6.2 Infiltração de lidocaína com vaso constritor.

Figura 6.5 Começo da lavagem intra-articular com soro fisiológico.

Figura 6.3 Inserção da agulha no recesso posterior ou portal posterior, após o auxiliar abrir a boca do paciente.

Figura 6.6 Agulha dupla.

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diata melhoria na abertura da boca. Indica-se, portanto, tal técnica em articulações com hipomobilidade, com fortes aderências ou em articulações com alterações degenerativas, que tornam difícil a inserção da segunda agulha. Outra vantagem dessa técnica sobre a artrocentese original8 é o menor risco da injeção do hialuronato de sódio fluir para fora do compartimento superior, uma vez que a segunda agulha está ausente. Também temos a indicação de artrocentese da ATM combinada com medicamentos, como exposto a seguir.

Artrocentese com ou sem hialuronato de sódio Foi avaliado28 o desempenho da artrocentese na ATM com e sem injeção de hialuronato de sódio nos casos de deslocamento do disco com e sem redução. A amostra avaliada foi de 31 pacientes que apresentavam quadro clínico de dor, sensibilidade na ATM, estalos e limitação da abertura bucal. Os pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. No primeiro grupo foi realizada artrocentese; no segundo, artrocentese mais injeção de 1 ml de hialuronato de sódio. Foi feita uma avaliação clínica antes, logo após a artrocentese e do 1o até o 24o mês de evolução. Os parâmetros avaliados foram: intensidade da dor, que foi avaliada pela escala de dor; função mandibular, avaliada pela presença de ruídos articulares da ATM; abertura máxima da boca; e movimentos laterais da mandíbula. Ambas as técnicas diminuíram a dor e o ruído articular, melhoraram a abertura bucal e a movimentação lateral da mandíbula.

Artrocentese com hialuronato de sódio de diferentes pesos moleculares Nesse estudo foram idealizados dois protocolos de tratamento empregando artrocentese da ATM50 com agulha única, seguida por injeções de ácido hialurônico com dois diferentes pesos moleculares, em cinco sessões, 1  vez/semana, tendo como meta avaliar a eficácia da combinação de injeção de dois tipos de hialuronato de sódio em pacientes com diagnóstico de osteoartrite de ATM. Foram utilizados para avaliação os Critérios Diagnósticos em Pesquisa para DTM (RDC/TMD, Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders). A amostra constou de 40 pacientes divididos em dois grupos de forma aleatória. No primeiro grupo foi realizada artrocentese e injeção de ácido hialurônico de baixo peso molecular, e o outro grupo recebeu ácido hialurônico de peso médio. Foram avaliadas a dor máxima à mastigação, a dor em repouso, a eficácia mastigatória, a limitação funcional, a tolerância ao tratamento, a eficácia percebida e a amplitude da função mandibular e dos movimentos mensurados em milímetros. Todos esses parâmetros foram avaliados e comparados entre os dois grupos no final do tratamento e após 3 meses. Ao final desse período de acompanhamento, todos os parâmetros melhoraram nos dois grupos. A comparação entre os grupos ao longo do tempo mostrou que as diferenças não foram significativas para qualquer uma das variáveis estudadas.

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Artrocentese com substância viscoelástica e anti-inflamatório esteroidal A viscossuplementação com injeção intra-articular de hialuronato de sódio começou a ser indicada em casos de distúrbios internos das ATM a partir de 1979.37 Desde então, alguns estudos têm procurado avaliar a efetividade dessa técnica, bem como estabelecer um protocolo para sua utilização. Um estudo49 avaliou 22 pacientes com distúrbios da ATM caracterizados por dor e limitação da abertura da boca, diagnosticados clínica e radiologicamente no estágio III ou IV de Wilkes. A amostra foi dividida em dois grupos. Em 10 pacientes foi realizada artrocentese da ATM, seguida de 10  mg de hialuronato de sódio, cinco aplicações, 1  vez/semana; e nos outros 12  pacientes, artrocentese e dexametasona em uma única sessão. A abertura bucal, a avaliação da dor e o grau de satisfação durante a mastigação foram avaliados com a escala da dor antes da artrocentese e após 6 meses de sua realização. A média da abertura bucal máxima antes da artrocentese e depois de 6 meses no grupo de hialuronato foi 24,9 e 39 mm, respectivamente; ao passo que no grupo de dexametasona foi de 25,7 e 41,3  mm, respectivamente. O valor médio da dor no grupo artrocentese/hialuronato antes e após 6  meses foi 6,7 e 1,8, respectivamente; e no grupo artrocentese/ dexametasona antes e após 6 meses foi de 7 e 1,8, respectivamente. O resultado de satisfação durante a mastigação com a EAV no grupo artrocentese/hialuronato antes e depois de 6  meses foi de 2,8 e 7,7, respectivamente, e no grupo artrocentese/dexametasona foi de 3,1 e 7,8, respectivamente. Como resultado foi descoberto que houve diferença estatisticamente significativa entre as avaliações antes da artrocentese e após 6 meses, porém não foi encontrada diferença significativa entre todas as medições no grupo hialuronato e dexametasona. Outros estudos utilizaram a artrocentese de ATM combinada com o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais e opioides. Foram estudados os efeitos clínicos e radiológicos da artrocentese da ATM com o uso de tenoxicam em 21 pacientes com diagnóstico de deslocamento do disco sem redução, divididos em dois grupos. Após avaliar resultados como intensidade da dor articular, a abertura bucal máxima foi registrada, assim como exame de imagem de ressonância magnética foi realizado antes e 6 meses após o tratamento nos dois grupos, para estudar a forma e a posição do disco com a boca aberta e fechada, presença de efusão articular e alterações osteofíticas no côndilo mandibular. Ambos os tratamentos produziram melhora da dor articular e aumento na abertura bucal. Em outro estudo foi feita a artrocentese com injeção de morfina intra-articular37, que foi realizada em 298 pacientes e 405 artrocenteses durante o período de 10 anos. Avaliou-se a dor utilizando a EAV antes da artrocentese e em 1 mês, 6 meses e 1 ano após o procedimento. Os resultados mostram que as dores diminuíram significativamente após o procedimento. A combinação de artrocentese da ATM com injeção de morfina intra-articular reduziu a dor em aproximadamente 90% dos pacientes.

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Elaborada por renomados profissionais das áreas de Odontologia, Medicina e Fonoaudiologia, Cirurgia da Articulação Temporomandibular apresenta os protocolos mais atuais para o atendimento e o tratamento de pacientes com distúrbios da articulação temporomandibular, que podem se caracterizar por um simples estalido até tumores e anquiloses que limitam a função. Objetivo e consistente, este livro abrange desde a anatomia e os aspectos imaginológicos da articulação temporomandibular até as diversas modalidades de tratamento clínico e cirúrgico dessa região, como a artroscopia e a artrocentese. Trata-se, portanto, de uma referência para todos os profissionais que se deparam com os enigmas das patologias da articulação temporomandibular, auxiliando-os a estabelecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

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