Page 1


Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 1

5/24/10 9:45:58 AM


O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Forense, LTC, Santos, Método e LAB, que publicam nas áreas científica, técnica e profissional. Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de profissionais e de estudantes de Administração, Direito, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí-lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 2

5/24/10 9:45:59 AM


Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher Susan Scott Ricci, ARNP, MSN, MEd Nursing Faculty University of Central Florida Orlando, Florida Former Nursing Program Director and Faculty Lake Sumter Community College Leesburg, Florida

Tradução

Roxane dos Santos Jacobson Revisão técnica

Maria de Fátima Azevedo Clínica Geral. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. Pós-graduação pela Sociedade Brasileira de Medicina Interna (Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro). Médica concursada do INAMPS. Médica concursada do Município do Rio de Janeiro. Médica do Trabalho (FPGMCC-UNIRIO).

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 3

5/24/10 9:46:03 AM


 A autora deste livro e a editora guanabara koogan LTDA. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as dosagens dos fármacos e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas. Isso é particularmente importante quando se tratar de fármacos novos ou de medicamentos utilizados com pouca freqüência.  A autora e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.  Dada a natureza histórica da profissão, adotamos no texto a designação enfermeira, no feminino.  Traduzido de Essentials of Maternity, Newborn, and Women´s Health Nursing, First Edition Copyright © 2007 by Lippincott Williams and Wilkins All rights reserved 530 Walnut Street Philadelphia, PA 19106 USA LWW.com Published by arrangement with Lippincott, Williams, and Wilkins, USA  Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2008 by editora guanabara koogan LTDA. Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Publicado pela Editora LAB, sociedade por cotas de participação e de parceria operacional da Editora Guanabara Koogan LTDA.  Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da Editora Guanabara Koogan LTDA. Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro – RJ — CEP 20040-040 Tel.: 21-3543-0770 / 11-5080-0770 Fax: 21-3543-0896 www.editoralab.com.br atendimento@editoralab.com.br  Capa: Bernard Design  Editoração eletrônica: Anthares  Ficha catalográfica R382e Ricci, Susan Scott Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher / Susan Scott Ricci ; tradução Maria de Fátima Azevedo. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2008. il. Tradução de : Essentials of maternity, newborn, and women’s health nursing Apêndice Inclui bibliografia ISBN 978-85-277-1397-9 1. Enfermagem pediatrica. 2. Enfermagem obstétrica. 3. Mulheres - Saúde e higiene. I. Título. 07-4498.

CDD 610.73 CDU 616.083

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 4

5/24/10 9:46:03 AM


Sobre a Autora

Susan Scott Ricci formou-se pela Washington Hospital Center School of Nursing. Fez mestrado na Catholic University of America, em Washington, D.C., mestrado em Aconselhamento na University of Southern Mississippi e especialização em Práticas Avançadas de Enfermagem em Saúde da Mulher na University of Florida. A experiência clínica de Susan abrange vários contextos de atendimento de saúde a mulheres, inclusive trabalho de parto, parto, pós-parto, pré-natal e ambulatórios de planejamento familiar. Além de atuar na área de saúde da mulher, há 30 anos ela leciona em cursos para auxiliares e técnicas de enfermagem, bem como na graduação em enfermagem de nível superior. Participa de várias organizações de enfermagem, tais como a Sigma Theta Tau International Honor Society of Nursing, a National Association of Ob/Gyn Nurses, a Who’s Who in Professional Nursing, a American Nurses Association e o Florida Council of Maternal-Child Nurses. A grande experiência prática e pedagógica de Susan Scott Ricci levou-a a concentrar-se nos “fatos essenciais” do ensino de enfermagem e a reduzir o volume de informações “adicionais” que são apresentadas às estudantes. Como educadora, ela reconheceu a tendência dos professores de Enfermagem de “apresentar todas as possibilidades” quando dão aulas, em vez de focalizar os “fatos” que as estudantes precisam conhecer para exercer bem a sua profissão. E foi com isto em mente que Susan dedicou sua energia para dar à luz este livro excepcional. Susan reconheceu que o tempo para a graduação está diminuindo, enquanto o mundo da assistência à saúde está aumentando exponencialmente. Por conseguinte, com o valioso tempo de orientação disponível, ela reconheceu a necessidade urgente de apresentar os fatos pertinentes da maneira mais concisa possível para promover a aplicação do conhecimento à prática de enfermagem.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 9

5/24/10 9:46:10 AM


Revisores

Anna Hefner, MSN, CPNP

Brenda Y. Smith, rN, Edd, MN, BSN, CNM, iCCE

Director, Academic Support and Nursing Computer Center; Associate Professor Azusa Pacific University Azusa, California

Chairperson East Arkansas Community College Forrest City, Arkansas

Annie M. Carson, rN, BScN

Clinical Instructor Beth-El College of Nursing & Health Sciences, University of Colorado Colorado Springs, Colorado

Teaching Master, Professor Cambrian College of Applied Arts and Technology Sudbury, Ontario

Barbara Manning, MS, rN

Cathy Emeis, Phd

Cheryl Becker, rN, MN

Nursing Instructor Northwest Mississippi Community College Senatobia, Mississippi

Chair, Health Sciences Tenured Teaching Faculty Bellevue Community College Kirkland, Washington

Barbara Stoner, BS, MS

Connie daily, MSN, rN

Clinical Nurse Coordinator Arapahoe Community College Littleton, Colorado

Nursing Instructor Shawnee Community College Ullin, Illinois

Barbara Wilford, MS

darlyn Weikel, rN, MS

Professor Lorain County Community College Elyria, Ohio

Associate Professor, Practical Nursing North Central Technical College Wausau, Wisconsin

Beth Mogle, MSN, WHNP, rN

deborah Campagna, rN, BSN, MSN, LCCE, FACCE

Nursing Instructor Kirtland Community College Roscommon, Michigan

Associate Professor, Nursing Hudson Valley Community College Troy, New York

Betty Bertrand, rNC

diana Kunce, MS, rN

Instructor, LVN Program Texarkana College Texarkana, Texas

Instructor Tarleton State University Stephenville, Texas

Beverly Bradley, MSN

diane Campbell, MSN, rN

Coordinator, Nursing Trident Technical College Charleston, South Carolina

Clinical Assistant Professor Purdue University—West Lafayette West Lafayette, Indiana

Bobbie Walker, rN, MSN, iBCLC

Eva Mauldin, MA, BSN, rN

Full-Time Nursing Faculty Montgomery College – Takoma Park Takoma Park, Maryland

Associate Professor II Odessa College Odessa, Texas

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 11

5/24/10 9:46:13 AM


xii

Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Faye Sigman, RN, BSN, MSN

London Draper, MSN, RN

Associate Professor and Dean of Nursing and Allied Health Dyersburg State Community College Dyersburg, Tennessee

Assistant Professor Weber State University Ogden, Utah

Gay Goss, PhD, RN

Lorna Shletzbaum, RN, MN

Associate Professor of Nursing California State University, Dominguez Hills Carson, California

Nursing Instructor Tacoma Community College Tacoma, Washington

Janet Somlyay, MSN, RN, CSN, CPNP

Marjorie L. Archer, MS, RN

Assistant Lecturer University of Wyoming Laramie, Wyoming

Vocational Nursing Coordinator/Faculty North Central Texas College Gainesville, Texas

Jeanne Linhart, MS, RN

Mary F. King, RN, MS

Associate Professor of Nursing Rockland Community College Suffern, New York

Level III and Level IV Course Coordinator; Nursing Instructor Phillips Community College of the University of Arkansas Helena, Arkansas

Julie Wells, BS Instructor, Health Services Mohawk Valley Community College Utica, New York

Kay LaCount, BSN, MSN Chair, Nursing Bay De Noc Community College Escanaba, Michigan

Kay McKinley, BS, RN Nursing Instructor Victor Valley College Victorville, California

Kelli Lewis, BSN, MSN Practical Nursing Instructor/Allied Health Division Rend Lake College Ina, Illinois

Linda Barren, MS, RNC Division Head of Health Services; Assistant Professor Oklahoma State University—Oklahoma City Oklahoma City, Oklahoma

Linda J. Tucker, RNC Nurse Manager Medical Careers Development Center Southfield, Michigan

Linda Pasto, BSN, MSN Nursing Professor Tompkins Cortland Community College Dryden, New York

Nancy Bingaman, MSN Instructor, Nursing Monterey Peninsula College Monterey, California

Pamela Gwin, RNC Director, Vocational Nursing Program Brazosport College Lake Jackson, Texas

Pat Durham-Taylor, PhD Professor, Nursing Truckee Meadows Community College Reno, Nevada

Patricia Burkard, MSN Associate Professor, Nursing Moorpark College Moorpark, California

Rhonda Ferrell, MSN, RN Department Head, Health Education James Sprunt Community College Kenansville, North Carolina

Rhonda Martin, MS, RN Clinical Instructor in Nursing University of Tulsa Tulsa, Oklahoma

Sarah Plunkett, BS, MS Instructor of Nursing Tulsa Community College Tulsa, Oklahoma

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 12

5/24/10 9:46:13 AM


Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Shana Ruggenberg, RN, MSN

Susan Mayer, MS, CS, RNC

Assistant Professor of Nursing Pacific Union College Angwin, California

Nursing Faculty Glendale Community College Glendale, Arizona

Shelly Daily, MSNc, RN, APN

Teri Fernandez, MSN

Assistant Professor Arkansas Technical University Russelville, Arkansas

Instructor Yavapai College Prescott, Arizona

Susan Lloyd, PhD, RN, CNS

Vera C. Brancato

MSN Program Director California State University — Los Angeles Los Angeles, California

Associate Professor of Nursing Kutztown University Spring City, Pennsylvania

xiii

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 13

5/24/10 9:46:14 AM


Prefácio

O princípio de partir dos conceitos simples para os mais complexos está bem consolidado no ensino da Enfermagem. Entretanto, muitos livros-texto ainda bombardeiam o leitor com conceitos “bons” em vez de transmitir os que são de fato “necessários”. Com o tempo cada vez mais curto na grade curricular de Enfermagem e a expansão do universo do conhecimento sobre saúde, onde encontrar o suporte ideal para superar o desafio de aprender o que é realmente fundamental, e de maneira correta? Este livro foi escrito com base no princípio de que estudantes e profissionais precisam conhecer os “fatos”, e não necessariamente todo o vasto conhecimento relacionado a cada um desses fatos. Espero conseguir mostrar neste texto aquilo que poderá resultar em uma assistência de enfermagem resolutiva, que proporcione bem-estar às clientes, aos neonatos e a suas famílias. Levei em conta, também, que as estudantes estão sempre ansiosas por tomar conhecimento das informações — os fatos — que possibilitem antever, identificar e cuidar de problemas da prática diária, a fim de enfrentarem essas situações com intervenções oportunas, baseadas em evidências, e ampliar ao máximo as oportunidades de prestar cuidados adequados. Com isso, elas legitimam seu papel único e valioso na assistência à saúde. Este livro foi concebido para servir de acesso prático à compreensão da saúde da mulher e do neonato. Na nossa sociedade, a mulher tem, a cada dia, mais poder para tomar decisões esclarecidas e responsáveis no que diz respeito à sua saúde, mas, para fazê-lo, necessita da presença e do apoio do corpo de enfermagem que a atende. Este livro abrange todo o ciclo de vida das mulheres e proporciona a estudantes e profissionais informações essenciais para que possam prestar cuidados resolutivos e tomar as decisões certas, de modo seguro e inteligente.

Organização Cada capítulo desta obra faz uma revisão de um aspecto importante da saúde geral da mulher ao longo de todo o seu ciclo de vida, e aborda fatores de risco, escolhas no estilo de vida que influenciam o bem-estar, intervenções apropriadas e tópicos sobre educação de enfermagem para preservar a saúde da mulher gestante, bem como a saúde do recém-nascido. O texto é dividido em oito unidades:

unidade 1: introdução à Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher A Unidade 1 ajuda a estabelecer a base para o estudo da enfermagem materno-neonatal e da saúde da mulher, abordando questões e tendências atuais e enfermagem da comunidade.

unidade 2: Saúde da Mulher ao Longo da Vida A Unidade 2 apresenta tópicos cuidadosamente selecionados sobre a saúde da mulher, tais como estrutura e função do sistema reprodutivo, preocupações comuns relacionadas com a reprodução, doenças sexualmente transmissíveis, problemas da mama e distúrbios benignos do sistema reprodutivo feminino. Além disso, estimula a estudante a auxiliar a mulher a levar uma vida com qualidade, reduzindo o risco de doenças e entendendo a importância da enfermagem na assistência à saúde.

unidade 3: Gravidez A Unidade 3 aborda tópicos relacionados com a gravidez normal, tais como desenvolvimento fetal, genética e adaptação materna à gestação. A conduta da enfermagem durante a gestação normal é apresentada em outro capítulo (Capítulo 11), que estimula a aplicação dos conhecimentos básicos na prática de enfermagem. O capítulo sobre cuidados de enfermagem abrange a avaliação da gestante e do feto durante toda a gestação, as intervenções para promover o autocuidado e minimizar desconfortos freqüentes e a orientação da cliente.

unidade 4: Trabalho de Parto e Parto A Unidade 4 começa com um capítulo sobre o processo normal de trabalho de parto e o parto propriamente dito, incluindo as adaptações maternas e fetais. Depois desse capítulo vem outro, que discute o papel da enfermagem durante o trabalho de parto e o parto normais, e aborda avaliação materna e fetal, medidas de conforto e controle da dor farmacológicas e não-farmacológicas e intervenções específicas de enfermagem durante cada estágio do trabalho de parto e do parto.

unidade 5: Período Pós-Parto A Unidade 5 tem por foco a adaptação materna durante o período pós-parto normal. São explorados não apenas os aspec-

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 15

5/24/10 9:46:16 AM


xvi

Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

tos fisiológicos, mas também os psicológicos. Essa unidade aborda também a adaptação paterna, a conduta adequada de enfermagem, tal como avaliação do estado físico e emocional, promoção do conforto, auxílio na eliminação, orientação sobre sexualidade e contracepção, nutrição, adaptação da família e preparação para a alta.

Unidade 6: O Recém-Nascido A Unidade 6 trata das adaptações fisiológicas e comportamentais do neonato normal e avança na direção da conduta de enfermagem relativa ao recém-nascido normal. Inclui avaliação e intervenções específicas imediatas, além de avaliação contínua, exame físico e intervenções específicas durante o início do período neonatal.

Unidade 7: Gravidez de Risco A Unidade 7 direciona o foco para a gestação de risco, o parto e os cuidados pós-parto nesses casos. Aborda ainda distúrbios preexistentes, complicações relacionadas com a gestação, o trabalho de parto de risco, as emergências associadas ao trabalho de parto e ao nascimento e as complicações e distúrbios clínicos que acometem a mulher no pós-parto. São mostrados o tratamento e a conduta de enfermagem para cada situação clínica. Essa organização possibilita que, ao estudar o conteúdo relacionado a risco, se aumente a gama de conhecimentos a partir de uma base sólida que abrange material normal.

Unidade 8: Neonato de Risco A Unidade 8 dá prosseguimento à abordagem das situações de risco, mas relacionado-as com o neonato. São exploradas questões que abordam o neonato que apresenta variações de peso ao nascimento, variações na idade gestacional, distúrbios congênitos e distúrbios adquiridos. Para cada condição clínica são apresentados as intervenções e os procedimentos de enfermagem, consolidando-se assim a compreensão sobre o material apresentado.

Características padronizadas

Reflexões Após a lista de palavras-chave e de objetivos, há pequenos textos que trazem reflexões inspiradoras. São pensamentos úteis, oportunos e interessantes que preparam o ambiente para cada capítulo e conferem critérios valiosos sobre os cuidados de enfermagem relacionados com a mulher e o recém-nascido.

Projeto Healthy People 2010 Permeando o livro, objetivos relevantes do projeto Health Peo­ ple 2010 (projeto norte-americano) são mostrados em boxes. Esses boxes têm por objetivo servir de guia para a melhora da saúde das mulheres em geral, das mães e dos recém-nascidos.

Diretrizes de ensino Um instrumento importante para se alcançarem a promoção da saúde e a prevenção de doenças consiste na educação relacionada com a saúde. Por todo o texto, as Diretrizes de ensino têm por objetivo conscientizar o corpo acadêmico de enfermagem e proporcionar-lhe informações simples e claras para serem repassadas às suas clientes.

Planos de cuidados de enfermagem Em vários capítulos há planos de cuidados de enfermagem com exemplos concretos de cada etapa do processo de enfermagem. Esses planos de cuidados de enfermagem ilustram problemas freqüentes da saúde da mulher e do neonato, abordados em diferentes contextos. Para tornar os planos de cuidados de enfermagem mais significativos, no início de cada plano é apresentada uma breve descrição de um caso hipotético.

Procedimentos de enfermagem Os Procedimentos de enfermagem descrevem passo a passo, em formato claro e conciso, os principais procedimentos de enfermagem relacionados com os assuntos dos capítulos.

Orientações sobre medicamentos

No intuito de oferecer às leitoras um texto interessante e fácil de consultar, foram desenvolvidas diversas características padronizadas, que se repetem ao longo de todo o livro.

São tabelas que apresentam a ação, as indicações e as implicações de medicamentos para a enfermagem. Conhecer os fármacos empregados no atendimento da gestante e do neonato é essencial para proteger e promover a saúde dessa população especial.

Palavras-chave

Considere isto!

Os capítulos se iniciam com uma relação de termos essenciais para a compreensão dos assuntos abordados. Cada palavrachave é impressa em negrito, com a definição incluída no texto. As palavras-chave também podem ser encontradas no glossário, no final do livro.

Em todos os capítulos há um tópico denominado Considere isto! São narrativas feitas na primeira pessoa que envolvem estudantes e profissionais em experiências da vida real pelas quais suas clientes passaram. Esses relatos pessoais despertam empatia e ajudam estudantes e profissionais a aprimorar suas habilidades de cuidador. Cada boxe referente a essa seção termina com uma oportunidade para reflexão que estimula o raciocínio crítico sobre o cenário descrito.

Objetivos da aprendizagem Os Objetivos da aprendizagem que aparecem no início de cada capítulo orientam quanto ao que é importante, e por quê. Essa relação de objetivos possibilita um roteiro muito prático para que se avalie o progresso do aprendizado e a conquista de novos conhecimentos e habilidades.

Tabelas, boxes, diagramas e fotografias Por todo o texto há tabelas e boxes que resumem o conteúdo principal. Além desses recursos, há desenhos e fotografias pri-

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 16

5/24/10 9:46:17 AM


Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher morosos que ajudam a visualizar o conteúdo apresentado e possibilitam acesso fácil e rápido às informações.

Conceitos fundamentais Ao final de cada capítulo os Conceitos fundamentais proporcionam uma revisão rápida dos fundamentos do capítulo. Essas listas ajudam a que se concentre nos aspectos importantes do capítulo.

Referências e Recursos da Internet As Referências e os Recursos da Internet usados para se desenvolver o conteúdo do capítulo possibilitam que o leitor explore mais a fundo os tópicos de interesse. São indicados muitos recursos da Internet. A enfermeira pode compartilhar esses recursos com a mulher gestante e sua família, proporcionando-lhes mais elementos para orientação e apoio da cliente.

Exercícios Ao final de cada capítulo há uma série de exercícios sobre a matéria que foi estudada. Esses exercícios, um recurso extremamente útil para auto-avaliação, incluem:

xvii

• Questões de múltipla escolha. São perguntas de revisão para testar a compreensão da matéria apresentada no capítulo. Essas questões abrangem o conteúdo relacionado com a preparação para o exame de obtenção da licença nacional (NCLEX). As perguntas são diretas, de natureza realista e evitam variações de cunho regional e cultural. • Exercícios de raciocínio crítico. Esses exercícios possibilitam que a enfermeira teste a sua capacidade de aplicar novos conhecimentos e experiências em situações da vida real. As perguntas estimulam a raciocinar de maneira crítica, a solucionar problemas e a avaliar a capacidade de resolver questões referentes a determinados tópicos. • Atividades de estudo. Consistem em atividades interativas que promovem a participação prática no processo de aprendizagem acadêmica e de educação continuada. Visite o site http://thePoint.lww.com/para as versões on-line dos poderosos instrumentos de ensino/aprendizagem do livro, além de outros suplementos e informações sobre a obra. (Em inglês)

Susan Scott Ricci

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 17

5/24/10 9:46:17 AM


Conteúdo Resumido

Unidade 1 introdução à Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher, 1

Unidade 4 Trabalho de Parto e Parto, 263

Capítulo 1 Questões e Tendências Atuais importantes na Saúde Materna, Neonatal e da Mulher, 3

Trabalho de Parto e Processo de Nascimento, 265

Unidade 2 Saúde da Mulher ao Longo da Vida, 21 Capítulo 2 Anatomia e Fisiologia do Sistema reprodutivo, 23 Capítulo 3 Questões Comuns relacionadas com a reprodução, 37 Capítulo 4 infecções (doenças) Sexualmente Transmissíveis, 79 Capítulo 5 distúrbios das Mamas, 99 Capítulo 6 distúrbios Benignos do Sistema reprodutivo Feminino, 123 Capítulo 7 Cânceres do Sistema reprodutivo Feminino, 139

Capítulo 12 Capítulo 13 Conduta de Enfermagem durante Trabalho de Parto e Parto, 287

Unidade 5 Período Pós-Parto, 329 Capítulo 14 Adaptação Materna durante o Puerpério, 331 Capítulo 15 Conduta de Enfermagem durante o Período Pós-Parto, 343

Unidade 6 o recém-Nascido, 375 Capítulo 16 Adaptação do recém-Nascido, 377 Capítulo 17 Conduta de Enfermagem para o recém-Nascido, 391

Capítulo 8 Violência e Maus-Tratos, 159

Unidade 7 Gravidez de risco, 437

Unidade 3 Gravidez, 177

Capítulo 18 Conduta de Enfermagem na Gravidez de risco: Complicações relacionadas com a Gravidez, 439

Capítulo 9 desenvolvimento Fetal e Genética, 179 Capítulo 10 Adaptação Materna durante a Gravidez, 201 Capítulo 11 Conduta de Enfermagem durante a Gravidez,

Capítulo 19 Conduta de Enfermagem para a Gravidez de risco: distúrbios Preexistentes, 479 Capítulo 20 Conduta de Enfermagem do Trabalho de Parto e do Parto de risco, 517

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 19

5/24/10 9:46:20 AM


xx

Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Capítulo 21 Conduta de Enfermagem com a Puérpera de Risco, 545

Unidade 8 O Neonato de Risco, 563 Capítulo 22 Conduta de Enfermagem para o Neonato com Necessidades Especiais: Variações na Idade Gestacional e no Peso ao Nascimento, 565 Capítulo 23 Conduta de Enfermagem Relacionada com o Neonato de Risco: Distúrbios Neonatais Congênitos e Adquiridos, 589

Glossário, 639 Respostas para as Perguntas dos Exercícios, 649 Apêndice A Valores Laboratoriais de Referência, 681 Apêndice B Caminhos Clínicos, 684 Apêndice C Gráfico de Dilatação da Cérvice, 689 Apêndice D Tabelas de Conversão, 691 Apêndice E Aleitamento Materno e Uso de Medicamentos, 693 Índice Alfabético, 695

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 20

5/24/10 9:46:20 AM


Sumário

Unidade 1 introdução à Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher, 1 Capítulo 1 Questões e Tendências Atuais importantes na Saúde Materna, Neonatal e da Mulher, 3

Nota à edição brasileira, 4 Perspectivas de cuidados de saúde materna e da mulher, 4 Indicadores de cuidados da saúde, 8 Questões sociais, 12 Questões legais e éticas, 15 Gestão de enfermagem, 17 Conceitos fundamentais, 18 Referências, 18 Recursos da Internet, 19

Unidade 2 Saúde da Mulher ao Longo da Vida, 21 Capítulo 2 Anatomia e Fisiologia do Sistema reprodutivo, 23

Anatomia e fisiologia da reprodução no sexo feminino, 24 Ciclo reprodutivo feminino, 28 Sistema reprodutivo masculino, 31 Conceitos fundamentais, 33 Referências, 34 Recursos da Internet, 34 Capítulo 3 Questões Comuns relacionadas com a reprodução, 37

Distúrbios menstruais, 38 Infertilidade, 47 Contracepção, 52 Menopausa, 71 Resumo, 74 Conceitos fundamentais, 75 Referências, 75 Recursos da Internet , 77

Capítulo 4 infecções (doenças) Sexualmente Transmissíveis, 79

Infecções caracterizadas por corrimento vaginal, 80 Infecções caracterizadas por cervicite, 83 Infecções caracterizadas por úlceras genitais, 85 Doença inflamatória pélvica, 86 Vírus da imunodeficiência humana (HIV), 88 Papilomavírus humano, 92 DST evitáveis por vacina, 93 Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, 95 Conceitos fundamentais, 96 Referências, 96 Recursos da Internet, 97 Capítulo 5 distúrbios das Mamas, 99

Distúrbios mamários benignos, 100 Distúrbio mamário maligno, 105 Conduta de enfermagem para a cliente com câncer da mama, 113 Resumo, 119 Referências, 119 Recursos da Internet, 120 Capítulo 6 distúrbios Benignos do Sistema reprodutivo Feminino, 123

Distúrbios do suporte pélvico, 124 Tumores benignos, 130 Resumo, 135 Referências, 135 Recursos da Internet , 136 Capítulo 7 Cânceres do Sistema reprodutivo Feminino, 139

Câncer do colo uterino, 140 Câncer endometrial, 145 Câncer do ovário, 149 Câncer da vagina, 152 Câncer da vulva, 153 Conduta de enfermagem para mulheres com câncer do sistema reprodutivo, 154

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 21

5/24/10 9:46:23 AM


xxii

Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Conceitos fundamentais, 155 Referências, 156 Recursos da Internet, 157 Capítulo 8 Violência e Maus-Tratos, 159

Violência praticada pelo companheiro, 160 Violência sexual, 163 Conduta de enfermagem, 167 Resumo, 174 Conceitos fundamentais, 174 Referências, 174 Recursos da Internet, 175

Unidade 3 Gravidez, 177 Capítulo 9 Desenvolvimento Fetal e Genética, 179

Desenvolvimento fetal, 180 Genética, 187 Resumo, 195 Conceitos fundamentais, 197 Referências, 197 Recursos da Internet, 198 Capítulo 10 Adaptação Materna Durante a Gravidez, 201

Sinais e sintomas da gravidez, 202 Adaptações fisiológicas durante a gravidez, 204 Adaptações psicossociais durante a gravidez, 211 Conceitos fundamentais, 213 Referências, 213 Recursos da Internet, 213 Capítulo 11 Conduta de Enfermagem Durante a Gravidez,

Cuidados pré-natais, 216 Primeira visita pré-natal, 217 Consultas de acompanhamento, 225 Avaliação do bem-estar fetal, 228 Conduta de enfermagem para promover o autocuidado, 235 Conduta de enfermagem para os desconfortos comuns da gravidez, 241 Conduta de enfermagem para satisfazer as necessidades nutricionais, 248 Orientação perinatal, 253 Conceitos fundamentais, 258 Referências, 259 Recursos da Internet, 261

Unidade 4 Trabalho de Parto e Parto, 263 Capítulo 12 Trabalho de Parto e Processo de Nascimento, 265

Iniciação do trabalho de parto, 266 Primeiros sinais do trabalho de parto, 266 Trabalho de parto verdadeiro versus trabalho de parto falso, 267 Fatores que afetam o processo de trabalho de parto, 268 Respostas fisiológicas ao trabalho de parto, 279 Estágios do trabalho de parto, 280 Conceitos fundamentais, 282 Referências, 283 Recursos da Internet, 284 Capítulo 13 Conduta de Enfermagem Durante Trabalho de Parto e Parto, 287

Exames à admissão, 288 Avaliação do progresso do trabalho de parto, 291 Promoção do conforto e controle da dor, 302 Conduta da enfermagem durante o trabalho de parto e o nascimento, 311 Conceitos fundamentais, 324 Referências, 325 Recursos da Internet, 327

Unidade 5 Período Pós-Parto, 329 Capítulo 14 Adaptação Materna Durante o Puerpério, 331

Adaptações fisiológicas maternas, 332 Adaptações psicológicas, 337 Conceitos fundamentais, 339 Referências, 340 Recursos da Internet, 340 Capítulo 15 Conduta de Enfermagem Durante o Período Pós-Parto, 343

Conduta de enfermagem durante o período puerperal, 345 Conceitos fundamentais, 370 Referências, 370 Recursos da Internet, 372

Unidade 6 O Recém-Nascido, 375 Capítulo 16 Adaptação do Recém-Nascido, 377

Adaptações fisiológicas, 378

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 22

5/24/10 9:46:24 AM


Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Adaptações comportamentais, 387 Conceitos fundamentais, 388 Referências, 389 Recursos da Internet, 389 Capítulo 17 Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido, 391

Conduta de enfermagem durante o período neonatal imediato, 393 Conduta de enfermagem durante o período neonatal inicial, 400 Conceitos fundamentais, 431 Referências, 433 Recursos da Internet, 435

Unidade 7 Gravidez de Risco, 437 Capítulo 18 Conduta de Enfermagem na Gravidez de Risco: Complicações Relacionadas com a Gravidez, 439

Sangramento durante a gravidez, 440 Hiperêmese da gravidez, 454 Hipertensão gestacional, 456 Síndrome HELLP, 464 Diabetes gestacional, 465 Incompatibilidade sanguínea, 465 Poliidrâmnio, 466 Oligoidrâmnio, 466 Gestação múltipla, 467 Ruptura prematura das membranas amnióticas, 468 Trabalho de parto pré-termo, 469 Conceitos fundamentais, 475 Referências, 476 Recursos da Internet, 477 Capítulo 19 Conduta de Enfermagem para a Gravidez de Risco: Distúrbios Preexistentes, 479

Diabetes melito, 480 Distúrbios cardiovasculares, 488 Distúrbios respiratórios, 492 Distúrbios hematológicos, 495 Infecções, 496 Populações especiais de risco, 500 Conceitos fundamentais, 512 Referências, 512 Recursos da Internet, 514

xxiii

Capítulo 20 Conduta de Enfermagem do Trabalho de Parto e do Parto de Risco, 517

Trabalho de parto disfuncional, 518 Trabalho de parto e parto pós-termo, 526 Clientes que necessitam de indução e estimulação do trabalho de parto, 527 Morte fetal intra-uterina, 531 Emergências obstétricas, 534 Clientes que necessitam de procedimentos relacionados com o parto, 536 Conceitos fundamentais, 540 Referências, 541 Recursos da Internet, 542 Capítulo 21 Conduta de Enfermagem com a Puérpera de Risco, 545

Hemorragia puerperal, 546 Distúrbios tromboembólicos, 550 Infecção puerperal, 553 Transtornos emocionais pós-parto, 558 Conceitos fundamentais, 560 Referências, 560 Recursos da Internet, 561

Unidade 8 O Neonato de Risco, 563 Capítulo 22 Conduta de Enfermagem para o Neonato com Necessidades Especiais: Variações na Idade Gestacional e no Peso ao Nascimento, 565

Variações do peso ao nascimento, 566 Variações na idade gestacional, 570 Conceitos fundamentais, 585 Referências, 586 Recursos da Internet, 587 Capítulo 23 Conduta de Enfermagem Relacionada com o Neonato de Risco: Distúrbios Neonatais Congênitos e Adquiridos, 589

Distúrbios adquiridos, 590 Distúrbios congênitos, 619 Conceitos fundamentais, 632 Referências, 633 Recursos da Internet, 637

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 23

5/24/10 9:46:25 AM


xxiv

Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Glossário, 639 Respostas para as Perguntas dos Exercícios, 649 Apêndice A Valores Laboratoriais de Referência, 681

Gestantes e não-gestantes, 681 Apêndice B Caminhos Clínicos, 684 Apêndice C Gráfico de Dilatação da Cérvice, 689

Apêndice D Tabelas de Conversão, 691 Apêndice E Aleitamento Materno e uso de Medicamentos, 693

Considerações gerais, 693 Categorias de risco de lactação (CRL), 693 Efeitos potenciais de algumas categorias de medicações sobre o lactente mantido sob aleitamento materno, 693 Medicações que em geral estão contra-indicadas para a lactante, 694 Índice Alfabético, 695

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

Scott Ricci Cad zero.indd 24

5/24/10 9:46:25 AM


Capítulo

Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido Palavras-chave Acrocianose Bossa serosa Cefalematoma Circuncisão Eritema tóxico Fototerapia Idade gestacional Imunizações Índice de Apgar Manchas mongólicas

17

Objetivos da aprendizagem Manchas salmão Mília Moldagem Nevo flâmeo Nevo vasculoso Oftalmia neonatal Pérolas de Epstein Pseudomenstruação Rapto infantil Sinal do arlequim Verniz caseoso

Após estudar o conteúdo deste capítulo, o leitor deverá ser capaz de: 1. Definir as palavras-chave. 2. Discutir as avaliações realizadas durante o período neonatal imediato. 3. Descrever as intervenções apropriadas para satisfazer às necessidades imediatas do neonato a termo. 4. Explicar os componentes do exame físico típico de um recém-nascido. 5. Identificar as variações comuns que podem ser observadas durante o exame físico do neonato. 6. Identificar as preocupações comuns concernentes ao neonato e as intervenções apropriadas. 7. Explicar a importância dos testes de rastreamento do recém-nascido. 8. Descrever as intervenções comuns apropriadas durante o início do período neonatal. 9. Delinear o papel da enfermeira na satisfação das necessidades nutricionais do neonato. 10. Esquematizar o plano de alta e as orientações necessárias que serão dadas à família com um recém-nascido.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 391

21/1/2008 09:52:52


394

Unidade 6  O Recém-Nascido

Tabela 17.1 Índice de Apgar para neonatos Parâmetro (Técnica de avaliação)

1 Ponto

2 Pontos

Freqüência cardíaca (ausculta da freqüência Ausente cardíaca apical durante 1 min completo)

0 Ponto

Lenta (< 100 bpm)

> 100 bpm

Esforço respiratório (observação do volume e do Apnéico vigor do choro do recém-nascido; ausculta da profundidade e da freqüência das incursões respiratórias)

Lento, irregular, superficial

Movimentos respiratórios regulares (em geral, 30 a 60 incursões/min), fortes, bom choro

Tônus muscular (observação da flexão nos Flácido membros do neonato e resistência do neonato quando os membros são puxados para o lado externo do corpo)

Alguma flexão, resistência Flexão retesada, boa resistência limitada à extensão à extensão com rápido retorno à posição flexionada após extensão

Irritabilidade reflexa (piparote na sola do pé Ausência de resposta ou aspiração do nariz com uma seringa com bulbo)

Careta ou franzimento das Espirro, tosse ou choro vigoroso sobrancelhas quando irritado

Cor da pele (inspeção do tronco e dos membros Cianótico ou pálido com a cor apropriada, com base na etnia, que é aparente em minutos após o nascimento)

Cor apropriada do corpo Coloração totalmente apropriada de acordo com a etnia; (rosada, tanto no tronco quanto membros azulados (acronos membros) cianose)

riação normal e precisa ser investigado cuidadosamente. Os pesos medidos subseqüentemente são comparados com os pesos pregressos e registrados com relação ao ganho ou à perda em uma planilha de fluxo da enfermagem. Os neonatos tipicamente perdem cerca de 10% do seu peso inicial ao nascimento aos 3 a 4 dias de idade devido à perda de mecônio, de líquido extracelular e ingestão limitada de alimento. Essa perda de peso em geral é recuperada até o 10o dia de vida (Hockenberry, 2005). Os neonatos podem ser classificados de acordo com o peso ao nascimento independentemente da idade gestacional (AAP/ ACOG, 2002) da seguinte maneira: • Baixo peso ao nascimento: < 2.500 g • Peso muito baixo ao nascimento: < 1.500 g • Peso extremamente baixo ao nascimento: < 1.000 g

A

Sinais vitais As freqüências cardíaca e respiratória são determinadas logo após o nascimento com o índice de Apgar. A freqüência cardíaca, obtida aferindo-se um pulso apical durante 1 min completo, tipicamente varia entre 120 e 160 bpm. As freqüências respiratórias dos neonatos são avaliadas quando estes estão tranqüilos ou dormindo. Coloque um estetoscópio no lado direito do tórax e conte as incursões durante 1 min completo para identificar quaisquer irregularidades. A freqüência respiratória do neonato varia de 30 a 60 incursões/min com movimento torácico simétrico. As freqüências cardíaca e respiratória são avaliadas a cada 30 min até estarem estáveis por 2 h após o nascimento. Depois de estáveis, as freqüências cardíaca e respiratória são verificadas a cada 8 h (AAP/ACOG, 2002).

B

 Figura 17.1 Determinação do comprimento de um neonato. (A) A enfermeira estende a perna do bebê e marca a altura do coxim do calcanhar. (B) A enfermeira mede desde a cabeça do bebê até a marca do calcanhar.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 394

21/1/2008 09:52:56


396

Unidade 6  O Recém-Nascido

MATURIDADE NEUROMUSCULAR CONTAGEM

SINAL DE MATURIDADE NEUROMUSCULAR

–1

0

1

2

3

4

5

REGISTRE A CONTAGEM CONTAGEM Neuromuscular AQUI Física Total

POSTURA ESCALA DE MATURIDADE JANELA QUADRADA (Punho)

Contagem Semanas

–10 –5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50

RECHAÇO DO BRAÇO

ÂNGULO POPLÍTEO

SINAL DO CACHECOL

CALCANHAR-A-ORELHA

TOTAL DA CONTAGEM DE MATURIDADE NEUROMUSCULAR

MATURIDADE FÍSICA SINAL DE MATURIDADE FÍSICA

PELE

LANUGEM

SUPERFÍCIE PLANTAR

MAMA

OLHO-ORELHA

GENITÁLIA (Masculina)

GENITÁLIA (Feminina)

CONTAGEM

–1

0

1

2

3

4

áreas pálidas com fissuras, raras veias

pergaminho, fissuras profundas, sem vasos

pegajosa, friável, transparente

gelatinosa, vermelha, translúcida

lisa, rosada, veias visíveis

descamação superficial e/ou erupção cutânea, poucas veias

ausente

esparsa

abundante

adelgaçamento

áreas sem pêlo

quase completamente sem cabelo

calcanhar–artelho 40 a 50 mm: –1; < 40 mm: –2

> 50 mm ausência de prega

marcas vermelhas leves

apenas prega transversa anterior

2/3 de pregas anteriores

pregas em toda a sola

imperceptível

pouco perceptível

aréola plana sem botão

aréola pontilhada; botão de 1 a 2 mm

aréola elevada; botão de 3 a 4 mm

aréola completa; botão de 5 a 10 mm

pálpebras fechadas frouxamente: –1; acentuadamente: –2

pálpebras abertas, orelha achatada, permanece dobrada

orelha levemente encurvada; mole; rechaço lento

orelha bem encurvada; mole, porém com rechaço imediato

formadas e firmes, rechaço instantâneo

cartilagem espessa, orelha rígida

testículos descendentes, poucas rugas

testículos decíduos, boas rugas

testículos pendulares, rugas profundas

Escroto plano, liso

clitóris proeminente e lábios planos

testículos na Escroto vazio, porção superior rugas delicadas do canal, rugas raras

clitóris grandes lábios e clitóris proeminente e proeminente e pequenos lábios pequenos igualmente pequenos lábios lábios proeminentes em crescimento pequenos

5

20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44

REGISTRE A CONTAGEM AQUI

coriácea, com fissuras, enrugada

grandes lábios grandes lábios proeminentes, cobrem clitóris e pequenos pequenos lábios lábios pequenos TOTAL DA CONTAGEM DE MATURIDADE FÍSICA

 Figura 17.3 Instrumento para avaliação da idade gestacional. (Ballard, J. L., Khoury, J. C., Wedig, K., et al. [1991]. New Ballard Score, expanded to include extremely premature infants. Journal of Pediatrics, 119[3], 417-423.)

4. Ângulo poplíteo — até que ponto os joelhos do neonato se estendem? O ângulo criado quando o joelho é estendido é medido. Um ângulo inferior a 90° indica maturidade maior. Por exemplo, um ângulo de 180° recebe –1 ponto; um ângulo inferior a 90° recebe 5 pontos. 5. Sinal do cachecol — até que ponto os cotovelos podem ser movimentados por cima do tórax do neonato? O cotovelo que não alcança a linha média indica maturidade maior. Por exemplo, se o cotovelo alcançar ou se aproximar do nível do

ombro oposto recebe –1 ponto; se o cotovelo não cruzar a linha axilar próxima recebe 4 pontos. 6. Calcanhar-a-orelha — quão perto os pés do neonato conseguem ser movimentados até as orelhas? Essa manobra avalia a flexibilidade do quadril, de modo que, quanto menor, maior a maturidade do neonato. A avaliação calcanhar-a-orelha é pontuada da mesma maneira que o sinal do cachecol. Após realizar a contagem, as 12 contagens são somadas e, a seguir, o total é comparado com os valores padronizados para

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 396

21/1/2008 09:52:58


412

Unidade 6  O Recém-Nascido

A

B

D

C

 Figura 17.15 Reflexos do neonato. (A) Reflexo de sucção. (B) Reflexo de Moro. (C) Reflexo da marcha. (D) Reflexo de tonicidade do pescoço. (E) Reflexo de busca. (F) Reflexo de Babinski. (G) Reflexo de preensão palmar. (H) Reflexo de preensão plantar.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 412

21/1/2008 09:53:24


Capítulo 17  Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido

E

G

413

F

H

 Figura 17.15 (continuação)

o neonato tenha sido completamente banhado, devem ser usadas precauções padronizadas ao manusear o bebê. Tipicamente, um banho duas a três vezes/semana é suficiente no primeiro ano. Banhos mais freqüentes podem ressecar a pele. Após o banho inicial, o neonato pode não ser banhado por completo de novo durante sua estada na maternidade. A área da fralda deve ser limpa a cada troca, e qualquer quantidade de leite que respingue também deverá ser removida. Água limpa e sabonete suave são apropriados para limpar a área da fralda. O uso de loções, óleo para bebê e talcos não é estimulado porque pode provocar irritação cutânea e tem o potencial de provocar erupção cutânea. Se os pais desejarem utilizá-los, faça-os usar uma pequena quantidade primeiro na mão, longe do neonato. Ao fazê-lo, a loção é aquecida. A seguir, instrua os pais a aplicarem a loção ou o óleo parcimoniosamente. As recomendações atuais consistem em aconselhar os pais a não emergir seus neonatos completamente na água até que a área do cordão umbilical esteja cicatrizada — cerca de 2 semanas após o nascimento. O banho com esponja é recomendado até o cordão umbilical cair e a área do umbigo estar completamente cicatrizada.

Se o recém-nascido tiver sido circuncidado, aconselhe os pais a esperarem até que essa área também esteja cicatrizada (em geral 1 a 2 semanas). Limpe o pênis com sabonete suave e água

 Figura 17.16 A enfermeira demonstra o banho em um neonato enquanto o pai observa.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 413

21/1/2008 09:53:36


Capítulo 17  Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido frouxo. Qualquer secreção pelo cordão também é anormal e, em geral, causada por infecção, que exige tratamento imediato. Durante cada troca de fralda, aplique o agente apropriado (como anti-séptico, álcool ou agente antimicrobiano), de acordo com a política da instituição, no coto do cordão para evitar infecções ascendentes. Agentes com uma única dose para limpeza são recomendados a fim de evitar contaminação cruzada com outros recém-nascidos. Pense na possibilidade de remover o clampe do cordão aproximadamente 24 h após o nascimento empregando uma pinça para o corte de cordão. Contudo, se o cordão ainda estiver úmido, mantenha o clampe colocado e assegure o encaminhamento para a assistência à saúde domiciliar, de modo que a enfermeira de assistência domiciliar possa removê-lo após a alta. Sempre siga as políticas da instituição com relação aos cuidados do cordão umbilical, estando ciente de que podem ser necessárias alterações com base em novas pesquisas. Devido ao aspecto da área do cordão, muitos pais evitam manter contato para assegurar que eles não “mexem” com essa estrutura. Orientá-los sobre o modo de cuidar do local do cordão quando já estiverem em casa provavelmente evitará complicações (ver Diretrizes de ensino 17.2).

Cuidados com a circuncisão A circuncisão é a remoção cirúrgica de todo o prepúcio ou de parte dele (O’Toole, 2003). Tradicionalmente é realizada por motivos higiênicos e médicos e é o mais antigo ritual religioso de que se tem notícia. Na fé judaica, a circuncisão é um ritual realizado por um mohel (circuncidador ordenado) no oitavo dia após o nascimento, se possível. A seguir, a circuncisão é sucedida por uma cerimônia religiosa durante a qual o recém-nascido também recebe seu nome. Durante o procedimento da circuncisão, parte do prepúcio é removida por clampeamento e corte com um bisturi (clampe de Gomco ou de Mogen) ou utilizando-se um anel plástico com um cordão amarrado em volta dele para aparar o excesso de prepúcio. Pequenas suturas de pressão a partir do anel plástico são usadas para prevenir sangramento e promover fechamento da ferida (Littleton & Engebretson, 2005) (Figura 17.17). As discussões sobre a prática rotineira de circuncisão neonatal permanecem vivas nos EUA. Por muitos anos, os benefícios e malefícios relatados da circuncisão foram discutidos na literatura médica e na sociedade em geral, sem nenhum consenso claro até o momento. Apesar da controvérsia sobre suas indicações, a

A

B

415

Diretrizes de ensino 17.2 Cuidados com o cordão umbilical • Aplicar álcool ou a solução recomendada na área do cordão a cada troca de fraldas para ajudar a secá-lo. • Observe se existe sangramento, vermelhidão, secreção ou odor fétido, oriundos do coto do cordão e relate ao médico responsável imediatamente. • Evite banhos de banheira até que o cordão tenha caído e a área esteja cicatrizada. • Exponha o coto do cordão ao ar o máximo possível ao longo do dia. • Dobre as fraldas abaixo do nível do cordão para evitar contaminação do local e promover secagem do cordão ao ar. • Observe o coto do cordão, que mudará da cor amarela para marrom e preta. Isso é normal. • Nunca puxe o cordão ou tente soltá-lo; ele cairá naturalmente.

circuncisão ainda é um procedimento realizado no mundo todo em grande número. É o procedimento cirúrgico mais comum realizado em neonatos, e quase dois terços dos recém-nascidos norte-americanos são circuncidados (Cunningham et al., 2005). Uma declaração da AAP afirma que a circuncisão neonatal apresenta benefícios clínicos e possíveis vantagens, assim como desvantagens e riscos. Pela primeira vez na história da política de circuncisão da AAP, as novas recomendações também indicam que, se os pais decidirem circuncidar seu neonato, é essencial que seja proporcionado alívio da dor. Pesquisas relatam que neonatos circuncidados sem analgesia enfrentam dor e estresse medidos por meio de alterações na freqüência cardíaca, pressão arterial, saturação de oxigênio e níveis de cortisol (Razmus, Dalton & Wilson, 2004). Subseqüentemente, a política da AAP recomenda que a analgesia seja proporcionada se o procedimento for realizado. Os métodos analgésicos podem incluir creme de EMLA (uma mistura tópica de anestésicos locais), bloqueio dorsal do nervo peniano com lidocaína tamponada, acetaminofeno (paracetamol), chupeta com sacarose e faixas para restrição do movimento (Cunningham et al., 2005). Ao considerar a circuncisão, a AAP recomenda que os pais recebam informações acuradas e imparciais relacionadas com os riscos e os benefícios do procedimento.

C

 Figura 17.17 Circuncisão. (A) Antes do procedimento. (B) Clampe aplicado e prepúcio removido. (C) Aspecto após a circuncisão.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 415

21/1/2008 09:54:00


422

Unidade 6  O Recém-Nascido

A

B

 Figura 17.20 A enfermeira demonstra como segurar o neonato ereto sobre o ombro (A) e sentado com as costas retas, apoiando o pescoço e o queixo (B).

suplementação adicional de água. O aporte adequado de carboidratos, gorduras, proteína e vitaminas é alcançado pelo consumo de leite materno ou de fórmula. A AAP recomenda que os lactentes alimentados com mamadeira recebam suplementação de ferro, porque os níveis desse elemento são baixos em todos os tipos de leite industrializado. Essa suplementação pode ser feita com fórmula enriquecida com ferro desde o nascimento. O lactente mantido em aleitamento materno usa as reservas de ferro nos primeiros 6 meses de vida e, a seguir, precisa de alimentos ricos em ferro ou de suplementação adicional aos 6 meses de idade. A AAP (AAP, 2003) também recomenda que todos os lactentes (os que recebem leite materno e os que recebem fórmula) recebam suplementação diária de vitamina D nos primeiros 2 meses de vida a fim de evitar raquitismo e deficiência de vitamina D. Também se recomenda que seja realizada, após 6 meses de idade, suplementação com fluoreto em todos os lactentes que não recebem água fluoretada. (AAP, 2204a).

Métodos de alimentação Os pais quase sempre decidem sobre o método de alimentação bem antes de o bebê nascer. As aulas pré-natais e de parto conferem informações concernentes ao aleitamento materno em comparação ao uso da mamadeira e permitem que estes tomem decisões com relação ao método que será melhor para eles. Diversos fatores podem influenciar essa decisão, inclusive a condição socioeconômica, a cultura, o emprego, os níveis de apoio social disponíveis, a escolaridade, as intervenções de assistência durante a gestação, o parto e o período puerperal inicial e, principalmente, o apoio do companheiro (RNAO, 2003). As enfermeiras podem ser úteis na promoção de informações adicionais sobre a prática com base em evidências para auxiliar o casal a tomar a

própria decisão. Independentemente do método escolhido, a enfermeira deve respeitar e apoiar o casal.

Aleitamento materno Existe um consenso na comunidade médica de que aleitamento materno é considerado ideal para todos os neonatos. A AAP e a Associação Dietética Norte-Americana (American Dietetic Association) recomendam o leite materno como única alimentação nos primeiros 6 meses de vida, mantendo-o associado a outros alimentos pelo menos até o primeiro ano do bebê (AAP, 2004a). O Boxe 17.2 mostra as vantagens do aleitamento materno para a mãe e o bebê. Tenha em mente que, durante uma doença branda (resfriados, gripe), a amamentação pode e deve continuar. Além disso, as mães HIV-positivas nos EUA são aconselhadas a não amamentar. A composição do leite materno muda com o passar do tempo: colostro, leite de transição e leite maduro. O colostro é uma substância espessa e amarelada, secretado nos primeiros dias após o nascimento. Tem alto teor de proteína, minerais e vitaminas lipossolúveis. É rico em imunoglobulinas (IgA) que ajudam a proteger o trato GI do neonato contra infecções. É um laxante natural que ajuda a eliminar o mecônio rapidamente do trato intestinal (McKinney et al., 2005). O leite de transição é produzido entre o colostro e o leite maduro e contém todos os nutrientes do colostro. É menos espesso e menos amarelo do que o colostro. Esse leite de transição é substituído por leite verdadeiro ou maduro em torno do 10o dia após o parto. O leite maduro tem aspecto azulado e não é tão espesso quanto o colostro. Proporciona 20 calorias/30 ml e contém:

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 422

21/1/2008 09:54:28


424

Unidade 6  O Recém-Nascido

foram causados pela interpretação errônea do preparo adequado ou da medida inadequada. A segurança da água no preparo da fórmula sempre deve ser abordada com os pais. Se for empregada água de poço, oriente os pais a esterilizarem-na por meio de fervura. Como alternativa, pode ser usada água engarrafada. Muitos médicos ainda recomendam que toda a água usada no preparo de fórmulas seja fervida, mantendo a ebulição durante 1 a 2 min e, a seguir, resfriada até a temperatura ambiente antes do uso. Latas abertas de fórmula pronta para uso ou concentrada devem ser cobertas e refrigeradas após serem preparadas para o dia (24 h). Instrua os pais a descartarem quaisquer porções não utilizadas após 48 h. O que sobrar na mamadeira após a alimentação também deve ser descartado, porque a saliva do lactente se mistura ao leite. Para aquecer uma fórmula refrigerada, aconselhe os pais a colocarem a mamadeira em banho-maria e testar a temperatura pingando algumas gotas na face interna do punho. Se estiver confortavelmente morna para a mãe, será a temperatura correta.

Auxílio no aleitamento materno Se a mãe tomou a decisão de amamentar seu bebê, isto pode ser feito imediatamente após o parto. Se o recém-nascido for saudável e se encontrar estável, limpe-o da cabeça para os artelhos com um pano seco e coloque-o sobre o abdome da mãe, em contato direto com a pele. A seguir, cubra o neonato e a mãe com um outro cobertor aquecido para manter o calor. O contato imediato mãe/neonato tira proveito da vigília natural do neonato após um parto vaginal e favorece a criação de laços afetivos. Esse contato imediato também reduz o sangramento materno e estabiliza a temperatura, a glicemia e a freqüência respiratória do neonato (AAP, 2004a). Se for colocado sobre o abdome da mãe, o neonato saudável movimenta-se para cima, empurra com os pés, puxa com os braços e balança a cabeça até encontrar e capturar com a boca o mamilo da mãe. O sentido do olfato do neonato é muito desenvolvido, o que também ajuda a encontrar o mamilo. Conforme o recém-nascido se movimenta para o mamilo, a mãe produz altos níveis de ocitocina, que contrai o útero, e desse modo minimiza o sangramento. A ocitocina também provoca a liberação de colostro quando o neonato succiona o mamilo. O colostro é rico em anticorpos e, assim, proporciona ao neonato sua “primeira imunização” contra infecção. Os elementos fundamentais para o sucesso do aleitamento materno incluem: • Iniciar o aleitamento na primeira hora de vida, se o neonato estiver estável • Usar o esquema de alimentação do neonato — 8 a 12 vezes em 24 h • Permitir tempo irrestrito de amamentação • Não oferecer suplementos, a menos que clinicamente indicado • Ter uma consultora de lactação observando uma seção de aleitamento • Evitar bicos artificiais e chupetas a não ser durante procedimento doloroso • Estimular o aleitamento materno nas duas mamas durante cada período de 24 h • Instruir a mãe com relação aos indicadores que mostram ingestão suficiente pelo lactente • Seis fraldas molhadas diariamente • O bebê acorda faminto 8 a 12 vezes nas 24 h

• O bebê se mostra satisfeito e adormece após a mamada • Manter o neonato com a mãe durante a internação hospitalar. Auxilie o aleitamento posicionando o neonato, de modo que a pegada seja efetiva e não-dolorosa para a mãe. Colocar travesseiros ou um cobertor dobrado sob a cabeça da mãe pode ajudar, ou girá-la para o lado e acomodar o neonato perto dela facilitará o início da amamentação. Avalie tanto a mãe quanto o recémnascido durante essa seção inicial para determinar as necessidades específicas de auxílio e as áreas adicionais para orientação. Uma ferramenta utilizada com freqüência nessa avaliação é a contagem LATCH (Tabela 17.5). Quanto maior a contagem, menor a necessidade de intervenções de enfermagem para atender à mãe e ao bebê.

Posicionamento para o aleitamento materno A mãe e o lactente precisam estar em posições confortáveis para assegurar o sucesso do aleitamento materno. As quatro posições mais comuns para a amamentação são a pegada de futebol, de embalo, atravessada no colo e deitada de lado. Cada mãe, mediante experimentação, pode decidir quais são as posições mais confortáveis para ela. A pegada em futebol americano consiste em segurar as costas e os ombros do bebê na palma da mão da mãe e acomodá-lo sob o braço da mãe. Lembre à mãe de manter a orelha, o ombro e o quadril do bebê em linha reta. Segure a mama com a mão da mãe e leve-a até os lábios do lactente para a pegada. Continue a apoiar a mama até que o bebê comece a mamar. Essa posição permite que a mãe veja a boca do lactente conforme ela o guia até o mamilo. Essa é uma outra boa opção para mães que foram submetidas a cesariana para evitar pressão na incisão cirúrgica. A posição de embalo é a mais utilizada. A cabeça do recémnascido é apoiada na prega do cotovelo. O lactente encara a mãe, barriga contra barriga. A outra mão da mãe segura a mama. A posição atravessada no colo envolve colocar um travesseiro no colo da mãe e colocar o bebê de frente para ela. As costas e os ombros do lactente são apoiados pela palma da mãe. A mãe segura a mama por baixo. Depois que o bebê estiver posicionado, ele é empurrado para a frente para pegar a mama. A quarta posição é a de decúbito lateral. A mãe deita-se de lado com um travesseiro apoiando-lhe as costas e um outro travesseiro apóia o neonato na sua frente. Para começar, a mãe se apóia em um cotovelo e segura o bebê com esse braço, ao mesmo tempo em que segura a mama com a mão oposta. Uma vez iniciada a amamentação, a mãe se acomoda em uma posição confortável. Para ajudar a mãe a manipular a mama para promover a pegada, instrua-a a fazer um “C” ou um “V” com os dedos. Na pegada em C, a mãe coloca o polegar logo acima da aréola e os outros quatro dedos abaixo da aréola e sob a mama. Na posição de pegada em V, a mãe coloca o dedo indicador acima da aréola e os outros três dedos abaixo da aréola e sob a mama. Os dois métodos podem ser usados desde que a mão da mãe esteja fora do mamilo, de modo que o lactente consiga pegar com a boca a mama que é oferecida.

Orientações para o aleitamento materno O aleitamento materno não é uma habilidade inata na espécie humana. Quase todas as mulheres apresentam o potencial de ama-

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 424

21/1/2008 09:54:50


426

Unidade 6  O Recém-Nascido

Plano de cuidados de enfermagem 17.1 Panorama da mãe e do neonato com algumas dificuldades no aleitamento materno James, com 3,3 kg, nasceu de Jane, 19 anos (Gesta I, Para I) que deu à luz há algumas horas. Sua contagem de Apgar é de 9 pontos com 1 min e 9 pontos com 5 min. O trabalho de parto e o parto ocorreram sem intercorrências, e James foi admitido no berçário para avaliação. Após a estabilização, foi levado até sua mãe, que manifestou desejo de amamentá-lo. A enfermeira do pós-parto ajudou Jane no posicionamento e na pegada do mamilo e saiu da sala durante alguns minutos. Quando retornou, Jane estava contrariada, James estava chorando e a mãe disse que queria uma mamadeira para alimentá-lo, já que ela não tinha leite e os mamilos doíam. A avaliação revela uma mãe jovem e inexperiente, colocada em uma situação desconfortável, com conhecimento limitado sobre aleitamento: posicionamento, pegada. A ansiedade oriunda da mãe foi transferida para James, o que provocou o choro. A mãe, apreensiva sobre a tarefa do aleitamento, precisa de ajuda adicional.

Diagnóstico de enfermagem: déficit de conhecimento relacionado com habilidades que envolvem a amamentação

Identificação do desfecho e avaliação

Intervenções com justificativas

A mãe demonstrará compreensão das habilidades envolvidas no aleitamento conforme evidenciado pelo uso de posicionamento e técnica corretos e verbalização de informações apropriadas relacionadas com a amamentação.

Instrua a mãe quanto ao posicionamento adequado para a amamentação; sugira que ela segure na posição de pegada de futebol americano, deitada de lado, de embalo e atravessada no colo, a fim de assegurar conforto adequado e promover tranqüilidade no aleitamento. Explique a anatomia da mama e o reflexo da descida do leite para o suprimento de leite para aumentar a compreensão da mãe sobre a lactação. Observe a capacidade do neonato de succionar e de pegar o mamilo a fim de determinar a capacidade adequada do neonato. Monitore a sucção e a deglutição do neonato durante alguns minutos a fim de assegurar pegada adequada e avaliar a ingestão. Reforce os cuidados dos mamilos com água e exposição ao ar para manter a integridade destes.

Diagnóstico de enfermagem: ansiedade relacionada com a capacidade de amamentar e neonato irritável, que chora A mãe verbalizará conforto na amamentação conforme evidenciado por assertivas positivas relacionadas com o aleitamento e a verbalização do desejo de continuar a amamentar o neonato.

Proporcione um ambiente calmo e relaxante sem distrações a fim de promover o relaxamento da mãe e do neonato. Inicie uma técnica correta de pegada para estimular a promoção do aleitamento. Auxilie no processo de acalmar o neonato segurando-o e conversando com ele a fim de se assegurar que o neonato encontra-se relaxado antes da pegada. Tranqüilize a mãe quanto ao sucesso da amamentação para estimular sua auto-estima e confiança. Estimule tentativas e esforços freqüentes a fim de aumentar a confiança. Apóie e estimule a mulher a verbalizar sua ansiedade/seus temores a fim de ajudar a reduzir a ansiedade.

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 426

21/1/2008 09:54:58


436

Unidade 6  O Recém-Nascido

Exercícios sobre o capítulo  Questões de múltipla escolha

 Exercícios de raciocínio crítico

1. Ao nascimento, a avaliação de um neonato revela o seguinte: freqüência cardíaca de 140 bpm, choro alto, alguma flexão dos membros, choro quando a seringa com bulbo é introduzida nas narinas e corpo rosado com extremidades azuladas. A enfermeira deve registrar o índice de Apgar como a. 5 pontos b. 6 pontos c. 7 pontos d. 8 pontos 2. A enfermeira está explicando a fototerapia aos pais de um recém-nascido. A enfermeira deve incluir qual dos seguintes itens como o objetivo? a. Aumentar os níveis de surfactante b. Estabilizar a temperatura do recém-nascido c. Destruir anticorpos Rh-negativos d. Oxidar bilirrubina na pele 3. A enfermeira administra uma dose única de vitamina K por via IM em um neonato logo após o nascimento para promover a. Conjugação de bilirrubina b. Coagulação sanguínea c. Fechamento do forame oval d. Digestão de proteínas complexas 4. A instilação de um agente profilático é administrado nos dois olhos de todos os neonatos a fim de prevenir quais dos seguintes distúrbios? a. Gonorréia e Chlamydia b. Candidíase oral e Enterobacter c. Staphylococcus e sífilis d. Hepatite B e herpes 5. A AAP recomenda que todos os neonatos sejam colocados em decúbito dorsal para dormir a fim de reduzir o risco de. a. Síndrome da angústia respiratória b. Otite média c. Síndrome da morte súbita infantil d. Síndrome de regurgitação GI 6. Qual das seguintes imunizações é realizada nos neonatos antes da alta hospitalar? a. Pneumococos b. Varicela c. Hepatite A d. Hepatite B 7. Que distúrbio não seria diagnosticado se os neonatos fossem rastreados antes de terem realizado alimentações protéicas durante pelo menos 48 h? a. Hipotireoidismo b. Fibrose cística c. Fenilcetonúria d. Doença falciforme

1. Linda Scott, uma afro-americana que deu à luz seu primeiro bebê e encontra-se na unidade materno-infantil, chama a enfermeira do berçário no seu quarto e parece preocupada sobre a aparência do seu bebê. Linda diz à enfermeira que a cabeça do seu bebê parece uma “banana”, é mole ao toque e que este tem manchas brancas pelo nariz. Além disso, há grandes hematomas azulados nas nádegas do bebê. Ela quer saber o que está errado com a aparência do seu bebê e se esses problemas passarão. a. Como a enfermeira deve responder às perguntas de Linda? b. Que instruções neonatais adicionais seriam apropriadas para esse momento? c. Que tipo de tranqüilização deve ser dada a esta senhora com relação ao aspecto de sua filha? 2. Aproximadamente às 12 h 30 de uma sexta-feira, uma mulher entra no hospital pela sala de emergência. Ela veste um uniforme branco e possui um estetoscópio. Ela se identifica como uma nova enfermeira e diz que está voltando para verificar algo que esqueceu na unidade no plantão anterior. Subseqüentemente, ela entra no quarto de uma cliente no pósparto, onde se encontrava o filho recém-nascido da mesma, empurra o berço ao longo de um corredor e foge por uma saída. As câmeras de segurança não estão funcionando nessa hora. O sumiço do bebê só é descoberto na ronda de 2 h da manhã pela enfermeira. a. Que impacto o rapto de um bebê tem sobre a família e o hospital? b. Que medida foi o elo fraco na cadeia de segurança? c. O que os hospitais podem fazer para evitar o rapto de bebês?

 Atividades de estudo 1. Entreviste uma nova mãe no segundo dia depois do parto sobre as alterações que ela observou no neonato nas últimas 24 h relacionadas com seu aspecto e/ou comportamento. Discuta os achados da sua entrevista na seção clínica. 2. Mostre como dar banho em um neonato a cada nova mãe no quarto dela, utilizando os princípios de banho que preconizam da parte mais limpa para a mais suja do corpo. Na seção clínica, discuta as perguntas feitas pela mãe e sua reação durante a demonstração do banho. 3. Debata os riscos e os benefícios da circuncisão neonatal com seu grupo de enfermagem na seção clínica. Houve uma posição mais forte entre prós e contras? Qual a sua opinião e por quê?

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Scott Ricci 17.indd 436

21/1/2008 09:55:07

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher  

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher  

Ricci | Enfermagem Materno-Neonatal e Saúde da Mulher

Advertisement