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Patologia da Reprodução dos Animais Domésticos

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O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, LTC, Forense, Método e Forense Universitária, que publicam nas áreas científica, técnica e profissional. Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de profissionais e de estudantes de Administração, Direito, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí-lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

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Patologia da Reprodução dos Animais Domésticos JJ

Ernane Fagundes do Nascimento Médico Veterinário, MMV, Doutor em Ciência Animal. Professor Associado da Escola de Veterinária da UFMG

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Renato de Lima Santos

Médico Veterinário, MMV, PhD em Patologia Veterinária. Professor Associado da Escola de Veterinária da UFMG

Terceira Edição

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j Os autores deste livro e a editora guanabara koogan ltda. empenharam seus melho-

res esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelo autor até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br. j Os

autores e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.

j Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2011 by

EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.

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j Editoração

eletrônica: Genesis

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ N194p 3.ed. Nascimento, Ernane Fagundes do Patologia da reprodução dos animais domésticos / Ernane Fagundes do Nascimento, Renato de Lima Santos. – 3.ed. – Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2011. il. Inclui bibliografia ISBN 978-85-277-1715-1 1. Animais domésticos – Reprodução. 2. Animais domésticos – Doenças. I. Santos, Renato de Lima. II. Título. 10-4239.

CDD: 636.082 CDU: 619:612.6

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Colaboradores

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Geovanni Dantas Cassali Médico Veterinário. Mestre em Medicina Veterinária – Área de Patologia. Doutor em Ciência Animal pela Escola de Veterinária da UFMG. Professor Associado 2 do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG Autor do capítulo de Patologias da Glândula Mamária

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Guilherme Ribeiro Valle Médico Veterinário. Mestre em Medicina Veterinária – Área de Fisiopatologia da Reprodução. Doutor em Ciência Animal pela Escola de Veterinária da UFMG. Professor Adjunto, Departamento de Medicina Veterinária da PUC‑Minas em Betim Autor do capítulo de Patologia Espermática

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Vicente Ribeiro do Vale Filho Médico Veterinário. Mestre em Medicina Veterinária – Área de Fisiopatologia da Reprodução e Inseminação Artificial. Doutor (PhD) em Andrologia, Citogenética e Ginecologia pela University of Guelph – Ontario Veterinary College. Professor Titular do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias da Escola de Veterinária da UFMG Autor do capítulo de Patologia Espermática

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Nota dos Autores à Primeira Edição A Medicina Veterinária tem alcançado significativos pro­ gressos, ampliando espaço, acumulando, cada vez mais, conhecimentos e concebendo alternativas tecnológicas. Tal progresso tem exigido do profissional uma dedicação exclusiva a determinados segmentos, uma vez que lhe é praticamente impossível o domínio de todas as áreas de atuação. A reprodução animal, dentre as diferentes áreas, é a que tem assumido papel de destaque, tanto do ponto de vista científico, no que se refere à geração do conhecimento, quanto do constante interesse dos médicos veterinários. Dessa forma, a atualização do conhecimento da patologia da reprodução torna-se imprescindível para este profissional, seja ele veterinário de campo ou clínico de pequenos animais. A reprodução dos animais domésticos abrange múltiplas particularidades anatômicas e funcionais, sendo relativamente complexa em todas as espécies. Fatores ambientais, metabólicos, sanitários e nutricionais podem influenciar a capacidade reprodutiva do indivíduo. Dessa forma, são várias as causas que podem, com intensidade variável, comprometer, temporária ou permanentemente, a fertilidade. A compreensão desses fatores é essencial, portanto, para o estabelecimento de um diagnóstico preciso. O ótimo desempenho no setor de produção animal, objetivo fundamental do médico veterinário, depende essencialmente da eficiência reprodutiva das espécies de maior interesse. É notório que as alterações do sistema genital nas espécies domésticas são relevantes no contexto dos sistemas orgânicos, principalmente por interferirem com o processo reprodutivo.

A patologia da reprodução é uma área do conhecimento extremamente ampla, e, assim, não é nosso objetivo esgotar o assunto em toda a sua plenitude. O que procuramos é fornecer uma ferramenta útil para estudantes e profissionais de Medicina Veterinária. Muitas das informações contidas neste livro fazem parte de uma linha de pesquisa iniciada em 1975. A característica básica dessas pesquisas é a descrição anátomo-histopatológica das alterações das gônadas e das vias genitais de diversas espécies domésticas de ambos os sexos. Obtivemos, a partir daí, um material rico em informações científicas que nos permitiu estabelecer um perfil das alterações do sistema genital nas espécies domésticas e que reflete a realidade brasileira, uma vez que os dados obtidos em vários estados abrangem todas as regiões do país. Esta edição se alicerça no trabalho de várias pessoas, e, se fôssemos enumerar os nomes daquelas que de alguma forma contribuíram com dados essenciais para este livro, certamente cometeríamos muitas injustiças. Contudo, injustiça maior seria feita se não mencionássemos, com especial gratidão e saudade, os nomes dos professores Francisco Megale e José Maria Lamas da Silva. Não só a linha de pesquisa como também as atividades docentes constituíram-se no grande estímulo para a elaboração deste livro, o qual esperamos que seja uma contribuição ao ensino da patologia veterinária, particularmente à patologia do sistema reprodutivo.

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Prefácio

Temos a satisfação de oferecer aos nossos leitores esta terceira edição amplamente revista e atualizada. Nela, incluímos um capítulo inédito de grande significado no que concerne à reprodução dos animais domésticos, que trata da patologia espermática. Esse capítulo preenche uma lacuna importante na área de reprodução, tendo em vista a dificuldade de acesso a informações sobre o tema. Desse modo, esta nova edição abrange todos os diversos tópicos pertinentes à patologia da reprodução dos animais domésticos. Além disso, incorpora inúmeras informações recentemente disponibilizadas na área, sobretudo os dados e as publicações atuais do nosso grupo de pesquisa. Dessa forma, esperamos que a obra Patologia da Reprodução dos Animais Domésticos continue sendo um referencial importante para os estudantes de graduação e de pósgraduação, bem como para os profissionais que militam na Medicina Veterinária. No contexto atual, caracterizado pela ampla disponibilidade de recursos eletrônicos e bases de dados remotas como fonte de informação, temos a grata satisfação de chegar à terceira edição desta obra de autoria nacional. Esse aspecto reforça a importância do livro em seu formato tradicional, que ainda ocupa relevante espaço na difusão e sedimentação do conhecimento estruturado e não fragmentado. Nesse sentido, continuamos à disposição dos nossos leitores para o acolhimento de sugestões e críticas, visando ao aprimoramento constante de nossa obra.

Ernane Fagundes do Nascimento ernanefn@ufmg.br Renato de Lima Santos rsantos@vet.ufmg.br

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Sumário

Seção 1 — Embriologia do Sistema Genital e

Diferenciação Sexual — Intersexos

  1 Embriologia do Sistema Genital e Diferenciação Sexual, 3

Referências Bibliográficas, 5

  2 Intersexos, 7

Hermafroditismo, 7 Freemartinismo, 9 Síndrome da Feminilização Testicular, 11 Referências Bibliográficas, 12

Seção 2 — Patologia do Sistema Genital Feminino

  3 Patologias do Ovário, 15

Generalidades, 15 Alterações do Desenvolvimento, 17 Alterações Circulatórias, 19 Alterações Inflamatórias, 21 Alterações Regressivas, 21 Alterações Progressivas, 28 Referências Bibliográficas, 35

  4 Patologias da Tuba Uterina, 37

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Generalidades, 37 Alterações do Desenvolvimento, 39 Alterações Inflamatórias, 40 Cistos Adquiridos, 42 Metaplasia Escamosa, 42 Adenomiose, 42

Neoplasias, 42 Referências Bibliográficas, 43

  5 Patologias do Útero, 44

Generalidades, 44 Alterações de Posição ou Distopias Adquiridas, 45 Alterações do Desenvolvimento, 46 Alterações Circulatórias, 47 Alterações Regressivas, 47 Alterações Inflamatórias, 48 Alterações Progressivas, 56 Referências Bibliográficas, 61

  6 Patologias do Útero Gestante, 63

Generalidades, 63 Gestação Prolongada, 63 Placentação Adventícia, 63 Cistos Placentários, 64 Hidrâmnio e Hidralantoide, 64 Morte Embrionária, 64 Morte Fetal, 65 Mumificação Fetal, 66 Maceração Fetal, 66 Aborto, 66 Persistência dos Cálices Endometriais, 74 Retenção de Placenta, 74 Subinvolução dos Locais de Inserção Placentária, 75 Hemorragia e Eritrofagocitose no Placentoma dos Ruminantes, 75 Metaplasia Óssea no Placentoma Caprino, 76 Referências Bibliográficas, 76

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Sumário

  7 Patologias da Cérvice, da Vagina e da Vulva, 79

Patologias da Cérvice, 79 Referências Bibliográficas, 83

Seção 3 — Patologia do Sistema Genital Masculino

  8 Patologias da Bolsa Escrotal e dos Testículos, 87

Generalidades, 87 Patologias da Bolsa Escrotal, 88 Patologias do Testículo, 88 Referências Bibliográficas, 96

  9 Patologias do Epidídimo e do Cordão Espermático, 98

Patologias do Epidídimo, 98 Patologias do Cordão Espermático, 102 Referências Bibliográficas, 102

10 Patologias do Pênis e do Prepúcio, 104

Alterações do Desenvolvimento, 104 Alterações Circulatórias, 104 Alterações Inflamatórias, 104 Neoplasias do Pênis e do Prepúcio, 105 Referências Bibliográficas, 106

Seção 4 — Patologia da Glândula Mamária

12 Patologias da Glândula Mamária, 113 Geovanni Dantas Cassali

Seção 5 — Patologia Espermática

13 Patologia Espermática, 129 Vicente Ribeiro do Vale Filho, Guilherme Ribeiro Valle e Ernane Fagundes do Nascimento

11 Patologias das Glândulas Sexuais Acessórias, 107

Patologias da Próstata, 107 Patologias da Glândula Vesicular, 109 Patologias da Glândula Bulbouretral, 109 Referências Bibliográficas, 109

Generalidades, 113 Alterações do Desenvolvimento e Alterações na Forma das Mamas, 114 Alterações Circulatórias, 115 Alterações Inflamatórias, 115 Alterações Progressivas, 118 Doenças Sistêmicas Associadas à Glândula Mamária, 125 Referências Bibliográficas, 125

Introdução, 129 Espermograma, 132 Sêmen Bovino, 137 Sêmen Suíno, 141 Sêmen Equino, 142 Sêmen Canino, 144 Alterações Seminais Relacionadas com o Resfriamento, a Congelação/ Descongelação e a Sexagem de Espermatozoides, 145 Classificação Andrológica por Pontos (CAP) em Touros Clinicamente Normais, 147 Referências Bibliográficas, 148

Índice Alfabético, 150

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Seção 5

Patologia Espermática

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Patologia Espermática Vicente Ribeiro do Vale Filho, Guilherme Ribeiro Valle e Ernane Fagundes do Nascimento

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INTRODUÇÃO

A andrologia tem o importante papel de fornecer subsídios para a principal estratégia usada no melhoramento genético dos animais domésticos, sejam plantéis de produção (bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos e outros) ou de lazer, esporte e trabalho (equinos, caninos, felinos e outros). Esta estratégia está baseada na introdução de novos reprodutores, geneticamente superiores, para uso em monta natural ou por meio da inseminação artificial com sêmen fresco, resfriado ou criopreservado, bem como em técnicas de fertilização in vitro. Além disso, a simples multiplicação de animais de interesse afetivo, como ocorre com animais de companhia, sem a intenção de melhorar geneticamente a espécie, torna-se mais eficiente ao utilizar os conhecimentos de andrologia. A andrologia bovina, mais expressiva entre as espécies animais, remonta os anos 1930 a 1970 na utilização de técnicas de seleção de reprodutores, especialmente na Suécia (N. Lagerlof e I. Settergreen) e Dinamarca (E. Blom). A avaliação clínica do aparelho genital masculino teve impulso nos anos 1960 a 1990 nos EUA (S. Roberts e K. McEntee). Já a biotecnologia de criopreservação de sêmen se desenvolveu entre 1950 e 1980 na França (R. Jondet) e EUA (R. Foote). Entre os anos de 1970 e 1990 (Austrália – P. Chenoweth; EUA – I. Ball), surgiu o protocolo Breeding Soundness Evaluation (BSE) para raças bovinas europeias; e, no Brasil (V. R. Vale Filho), nos anos 1970 a 1990, o protocolo Classificação Andrológica por Pontos (CAP), desenvolvido para raças indianas e europeias criadas no Brasil. A análise do sêmen e a identificação de reprodutores de alta fertilidade, ou baixa, é fundamental. No primeiro

caso para se trabalhar com alta eficiência de fertilização e, consequentemente, obter melhor desempenho reprodutivo e econômico no caso de animais de produção. Já o uso de reprodutores de baixa fertilidade, além de dificultar o processo de fertilização, aumentando a taxa de retorno ao cio ou simplesmente frustrando o desejo de gestação de determinada fêmea, pode ainda transmitir a subfertilidade aos descendentes masculinos e femininos. No entanto, métodos de análise seminal, desde os mais tradicionais até aqueles mais modernos, ainda são capazes apenas de estabelecer um prognóstico para a fertilidade do reprodutor, mas não estabelecer categoricamente sua fertilidade, o que só é conseguido após avaliação in vivo do resultado de acasalamento com grande número de fêmeas. Sêmen de má qualidade é um bom indicador de subfertilidade. Os distúrbios seminais podem ter origem nos testículos, ainda durante a fase inicial de formação embrionária, devido a falhas na migração dos gonócitos primordiais do mesoderma, precursores das espermatogônias, ou na sua multiplicação na fase de organogênese gonadal. Já na fase puberal podem ocorrer quando as células germinativas iniciam divisões mitóticas e meióticas, desde as espermatogônias até os espermatócitos secundários (espermatocitogênese). Posteriormente, problemas podem ocorrer durante as transformações morfológicas, com a condensação de DNA nuclear e formação da cabeça espermática, do acrossoma e da peça intermediária (espermiogênese), até a espermiação (liberação dos gametas totalmente formados no lúmen do túbulo seminífero). Nos epidídimos, ocorre a maturação e estocagem dos espermatozoides, nas suas porções proximal (cabeça) e distal (cauda), respectivamente, permitindo aos esperma­

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Capítulo 13  /  Patologia Espermática

feitos no ejaculado é normal até determinada proporção. Considerando, ainda, o período da espermatogênese associado ao período de trânsito epididimário (cerca de 56 1 cerca de 9 5 cerca de 65 dias no cavalo, por exemplo), um ejaculado é, portanto, resultado de uma composição de eventos ocorridos nos últimos 2 meses. A Figura 13.1 ilustra alguns aspectos da avaliação clínica/andrológica do touro normal e com distúrbios. JJ

ESPERMOGRAMA

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Coleta do sêmen

Para avaliação, o sêmen deve ser colhido e processado de forma que seja a representação mais fiel possível do sêmen que seria naturalmente ejaculado durante a cópula com a fêmea. Para tanto, deve-se ter especial atenção, inicialmente, com as condições de coleta. Adequada estimulação sexual e tranquilidade devem ser proporcionadas ao reprodutor, a fim de que não haja falhas totais ou parciais em ejacular. Falha completa se refere à incapacidade de obter o ejaculado, e falha parcial pode ser responsável por uma redução do número de espermatozoides ejaculados. A redução e a ausência de espermatozoides no ejaculado devido à produção testicular insuficiente caracterizam oligospermia e azoospermia verdadeiras, respectivamente. Já as mesmas condições, se decorrentes de falha na ejaculação, são denominadas falsas, como consequência de distúrbios obstrutivos no aparelho genital masculino, falha na eliminação da fração epididimária do sêmen por estimulação sexual insuficiente, ou retroejaculação, quando os espermatozoides se dirigem para o interior da bexiga urinária em vez de irem em direção ao pênis. Um exemplo típico é o do animal deferentectomizado, que, apesar de ter os testículos funcionais, apresenta azoospermia falsa, por obstrução (neste caso proposital) dos ductos deferentes. A falha em eliminar a segunda fração seminal (epididimária/espermática) é frequente em cães estressados durante a coleta. Níveis de fosfatase alcalina menores que 5.000 UI/ de sêmen em cães, e menores que 90 UI/ em garanhões, são indicativas de falha na ejaculação da fração epididimária. Por outro lado, excessiva estimulação sexual pode aumentar o volume de fluido seminal ejaculado, como no cavalo, o que pode levar a excessiva diluição dos espermatozoides, dificultando a preparação do sêmen para resfriamento e criopreservação. Na coleta de sêmen, deve-se evitar que o equipamento utilizado cause desconforto ao animal, como a vagina artificial muito quente em equídeos, manipulação peniana ina-

dequada em cães, piso e manequim desconfortáveis para equídeos, bovinos e suínos. A coleta com vagina artificial é um método de rotina utilizado em ruminantes e equídeos, em desuso nos cães, e a masturbação por manipulação peniana é utilizada rotineiramente em cães e suínos. A eletroejaculação é o método de escolha para animais silvestres e felinos sob anestesia geral, alternativo para ruminantes sob contenção apenas física. Na eletroejaculação não se pretende que o animal seja estimulado sexualmente para que haja a ejaculação, mas esta será obtida artificialmente por meio de estimulação elétrica lombossacral, mimetizando o reflexo ejaculatório. Em bovinos, apesar da possibilidade de coleta com vagina artificial, a eletroejaculação, sistema prático e rápido, é utilizada para avaliações de triagem ou naqueles touros em que não se tem sucesso com uso da vagina artificial, mas pode não produzir uma representação fiel da sua qualidade seminal. Até que o sêmen coletado seja colocado em banho-maria à temperatura de 37 a 38°C, é preciso que o ejaculado tenha sua temperatura mantida, especialmente em espécies cujo espermatozoide é muito sensível a variações de temperatura, como nos suínos, ou que não atinja temperaturas abaixo de 20°C, para não haver lesões espermáticas provocadas pelo choque térmico. Naturalmente, a redução da temperatura irá causar redução no metabolismo espermático, com redução da motilidade, vigor e turbilhonamento, mas se não ocorrer choque térmico, ao ser reaquecido no banho-maria seu metabolismo anterior é recuperado, não havendo prejuízo na avaliação do sêmen. Em todos os procedimentos do espermiograma em que serão utilizados espermatozoides vivos deve-se atentar para a manutenção da temperatura de 37 a 38°C para que a qualidade seminal não seja subestimada, seja por redução do metabolismo espermático, ou por provocar alterações morfológicas pelo choque térmico. Além disso, todo o equipamento que tiver contato com o sêmen deve estar absolutamente limpo e seco, não havendo necessidade de estar esterilizado. JJ

Volume, coloração, aspecto e pH do sêmen

O volume ejaculado, apesar de seguir padrão de normalidade para cada espécie, é menos importante que o número de espermatozoides contido nele, a não ser que extremos de volume possam indicar distúrbios ejaculatórios. Em cães, por exemplo, o volume coletado pode ser maior ou menor, dependendo da quantidade obtida da terceira fração do ejaculado, que não contribui para o número total de espermatozoides, assim como a separação das frações gelatinosas do sêmen equino e suíno no momento da coleta.

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Capítulo 13  /  Patologia Espermática

Figura 13.2 Espermatozoides normais e alguns defeitos espermáticos observados no bovino, canino, equino e suíno. São preparações úmidas em formol-salina e coradas com rosa de Bengala a 3%, entre lâmina e lamínula examinadas em microscopia de contraste de fase. A, Espermatozoide normal bovino; B, espermatozoide normal canino; C, espermatozoide normal equino; D, espermatozoide normal suíno; E, cabeça delgada (del) com acrossoma anormal do tipo knobbed sperm (ks) no cão; F, cabeça com membrana anormal no cão; G, acrossoma anormal do tipo knobbed sperm (ks) e GCP (gcp) no bovino; H, acrossoma anormal do tipo knobbed sperm (ks) no bovino; I, cabeça isolada normal no bovino; J, fratura de colo (seta) no cão; L, cabeça pequena normal e peça intermediária espessa (seta) no cão; M, gota citoplasmática proximal (gcp) no equino; N, gota citoplasmática proximal (gcp) no bovino; O, gota citoplasmática distal (gcd) no bovino; P, fratura parcial de peça intermediária com gota citoplasmática distal (gcd) no suíno; Q, cauda fortemente dobrada (cd) no cão; R, S, cauda fortemente enrolada no cão; T, cauda dupla (seta) no cão; U, espermatozoide subdesenvolvido (seta) no cão; V, célula primordial (seta) e espermatozoide morfologicamente normal no cão.

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Capítulo 13  /  Patologia Espermática

Figura 13.3 (continuação) I, quadro espermático com predominância de espermatozoides com GCP (setas), denotando falta de maturidade dos gametas ejaculados, podendo ser um quadro constante na vida do animal acometido, relacionado com disfunção da cabeça do epidídimo. Pode ser condição hereditária, descrita na raça Gir (Vale Filho, 1975; Vale Filho et al., 1978). Preparação úmida sem corante, fixada em solução de formol-salina e examinada em mcf; J, espermatozoides com fratura da PI (setas), com ou sem desfibrilação das mesmas, em grande número no ejaculado, relacionadas com a presença de lisossomas na GCP e ocorrência da primeira movimentação forte da PI, quando os espermatozoides encontram o plasma seminal no momento da ejaculação (Vale Filho, 1978). Preparação úmida sem corante, fixada em solução de formol-salina e examinada em mcf; L, quadro típico de ejaculado de touro com disfunção da cauda epididimária. Espermatozoides com caudas dobradas sem fratura, sem (cd) ou com presença de GCD (cd-gcd). Coloração pela carbol-fuccina-eosina em esfregaço de sêmen processado imediatamente após a ejaculação e examinado em mlb; M, teste de exaustão no touro: após 15, 20 ou 30 ejaculações subsequentes, com pequenos intervalos entre elas (15 a 30 minutos), o número de espermatozoides com cauda dobrada tende a diminuir nos ejaculados (ver quadro L). O touro apresenta-se continuamente com elevada proporção de gametas com caudas dobradas, com presença geralmente da GCD, e motilidade progressiva retilínea prejudicada. Este quadro é geralmente observado durante toda a vida do animal, de origem genética (Vale Filho, 1975). Amostras em tubos de ensaio com o conteúdo de ejaculações subsequentes de um mesmo touro. Observar diversas concentrações espermáticas entre as amostras.

no aparelho de Golgi, de origem genética; acrossomas incompletos; acrossomas com membrana acrossomal e plasmática enrugadas e malformadas; ou ainda vesículas infletidas transversais no terço inferior da cabeça espermática (pouch formation), podem às vezes se apresentar com quadro de qCONC/qMOT/qPAT, já que estes defeitos não interferem em nada com a peça intermediária, podendo haver espermatozoides defeituosos, mas com a motilidade aparentemente normal. Nestes casos, principalmente quando a avaliação morfológica do sêmen for processada sem o uso de microscopia de contraste de fases, a observação e a detecção destes defeitos espermáticos e sua avaliação poderão ser deficientes e errôneas (Figura 13.3 F, G, H). Nas denominadas disfunções epididimárias, sem marcadores histológicos detectáveis no órgão, diferente dos casos em que há epididimite ou formação de granulomas espermáticos, mas alterações funcionais crônicas, metabólicas e ou bioquímicas, alterações no espermatozoide

somente serão detectadas pós-passagem epididimária. Pode ocorrer somente na cabeça epididimária, somente na cauda epididimária ou em ambas as regiões. Na disfunção da cabeça do epidídimo, apesar dos dúctulos eferentes e epididimário serem morfologicamente normais nos cortes histológicos, estes não oferecem condição para a maturação espermática normal, verificando-se a condição de elevado número de espermatozoides com GCP no ejaculado, indicativo de incompetência para a fecundação. Esta GCP nada mais é que resquício do citoplasma da célula gametogênica, que em condição fisiológica passa da região proximal para a distal da peça intermediária, durante o processo de maturação espermática. Assim, nos touros de maturidade espermática normal todos os espermatozoides têm GCP quando estão na cabeça do epidídimo, e todos deverão ter a GCD quando estiverem na cauda do epidídimo. Assim, quando no ejaculado há número elevado de espermatozoides com GCP, significa que o sêmen deste animal ainda está imaturo, sendo

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Capítulo 13  /  Patologia Espermática

SÊMEN CANINO

A coleta do sêmen canino é realizada por meio de masturbação, preferencialmente utilizando-se uma cadela em cio como estímulo sexual, não sendo necessária a monta na cadela para a coleta, embora esta possa ocorrer. Em animais acostumados com a coleta de sêmen pode ser dispensada a presença da cadela. Nesta espécie, a ejaculação ocorre em 3 frações facilmente distinguíveis, podendo ser separadas, se necessário. A primeira fração é constituída por secreção prostática, e ocorre rapidamente após o início do procedimento de coleta, assim que se inicia a ereção peniana. A segunda fração, ejaculada em continuidade com a primeira, normalmente sem interrupções entre elas, é constituída de fluido epididimário, constituindo a fração espermática do sêmen. Em seguida, normalmente com um pequeno intervalo após o final da segunda fração, é ejaculada a terceira fração, novamente constituída de fluido prostático. Esta última é responsável pela maior parte do volume seminal do cão, assim como do tempo total de cópula/ejaculação. Durante a coleta de sêmen, deve-se atentar para que o cão esteja tranquilo e adequadamente estimulado sexualmente, sob pena de haver falhas na ejaculação, completas ou parciais. No primeiro caso, nenhuma das frações seminais é obtida, e, no segundo caso, poderá ocorrer: ejaculação apenas de primeira fração; ejaculação da primeira e terceira frações; ejaculação da primeira, parcial da segunda e total da terceira; ejaculação apenas da primeira e segunda; ejaculação apenas da segunda, de forma parcial ou total. Normalmente não é necessário coletar todo o ejaculado para realizar o espermograma, sendo bastante colher toda a segunda fração e parcialmente a terceira. A segunda é importante para se avaliar completamente toda a população espermática ejaculada, e parte da terceira para avaliar o fluido prostático. Durante a coleta, deve-se procurar evitar a luz direta sobre o frasco de coleta, assim como protegê-lo termicamente se a temperatura ambiente estiver abaixo de 20°C. Em geral, quando se obtém sêmen de boa qualidade não se faz necessária nova coleta para concluir o exame, mas, quando o sêmen é de má qualidade, devem ser realizadas novas coletas, a fim de eliminar a possibilidade de que o estresse do procedimento tenha influenciado negativamente o sêmen. Dessa forma, coletas realizadas em consultórios veterinários devem, muitas vezes, ser substituídas por coletas realizadas no canil, residência do proprietário ou outro ambiente mais familiar e agradável para o cão. Algumas características seminais normais do cão são bastante variáveis de acordo com a raça, em função do

peso corporal. O volume, considerando ejaculado completo, é de 2,0 a 30,0 m, e o número total de espermatozoides de 200 milhões a 2 bilhões. Portanto, diante desta grande variação, aliada à prática de coleta apenas parcial da terceira fração seminal, o número de espermatozoides/m de sêmen não é importante, mas sim o número total de espermatozoides/ejaculado é importante nesta espécie, sendo considerado normal o cão que ejacula pelo menos 20 milhões de espermatozoides por kg de peso corporal. Este índice elimina, portanto, o porte físico do cão e volume de sêmen ejaculado como fatores que podem interferir na avaliação do sêmen. Além disso, deve ser considerado como padrão a motilidade de 80%, vigor (1 a 5) igual a 3, e 80% de espermatozoides normais no ejaculado. Defeitos espermáticos associados a infertilidade no cão são, na maioria das vezes, associados à peça intermediária e ao colo, embora a maioria dos defeitos descritos para outras espécies tenham sido identificados nesta espécie. Um dos únicos trabalhos que associa características morfológicas seminais do cão com a fertilidade é o de Oettlé (1993), no qual se verificou uma significativa redução da fertilidade de cadelas quando o sêmen tinha percentual de espermatozoides normais inferior a 60% e correlação negativa com a fertilidade quando havia elevados percentuais dos seguintes defeitos: cabeça, peça intermediária, cauda, GCP e implantação abaxial da cauda. Problemas com a espermatogênese geralmente provocam uma variedade de defeitos no mesmo ejaculado, não sendo comum a ocorrência de incidência alta de apenas um determinado defeito no ejaculado. Lesões testiculares são bastante associadas a defeitos de cabeça e de peça intermediária, assim como alterações epididimárias são relacionadas com a alta incidência de cabeças isoladas normais. Alguns autores consideram adequada a utilização da classificação de defeitos maiores e menores nesta espécie, porém, não se utilizando a mesma classificação proposta para o touro, mas uma adaptação dela. Os cães são bastante suscetíveis ao hipotireoidismo, que, nos machos, causa frequentemente baixa libido e subfertilidade. Observa-se quadro de degeneração testicular com motilidade e vigor espermáticos baixos, reduzida contagem de espermatozoides/ejaculado e alto índice de defeitos espermáticos, podendo chegar a 80% dos espermatozoides. A reposição hormonal com L-tiroxina reverte o quadro de degeneração testicular. A hemospermia ocorre com frequência em cães. O método de coleta de sêmen, que pode ser traumático se o cão realiza vigorosos movimentos pélvicos ou se há manipulação peniana exagerada na tentativa de se obter

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JJ

CLASSIFICAÇÃO ANDROLÓGICA POR PONTOS (CAP) EM TOUROS CLINICAMENTE NORMAIS

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gametogênese do período da puberdade até a maturidade sexual, avaliados pela qualidade de sêmen, são observados tanto nos animais de raças indianas quanto europeias, porém ocorrem em idades diferentes, sendo os tourinhos Bos taurus taurus bem mais precoces. Apesar do sistema CAP de classificação de touros ser similar ao BSE (Chenoweth e Ball, 1980), foi desenvolvido para touros de origem indiana criados no Brasil, apesar de atender também aos touros de raças europeias. O principal diferencial entre ambos é a exigência, na proposta da CAP, de que somente animais clinicamente normais sejam submetidos à avaliação, não sendo aceitos touros do tipo questionável (aqueles com qualquer tipo de distúrbio funcional do aparelho genital), principalmente os que apresentam pouca capacidade de adaptação tropical, como na degeneração testicular ou na maturidade sexual retardada. A CAP é sugerida para ser utilizada tanto na seleção de touros Top Bulls (high pedigree bulls) destinados a ser doadores de sêmen em Centrais de Inseminação Artificial, quanto aos touros standard pedigree, usados em monta natural nos plantéis, desde que

Há vários estudos em diferentes raças de Bos taurus indicus, assim como em Bos taurus taurus, sobre o desenvolvimento testicular normal de touros. Testículos bem desenvolvidos e com consistência clínica normal (5, em uma escala de 1 a 5), podem ser estimados de modo preciso por meio da circunferência escrotal (CE), aferida na porção mediana dos testículos, transversalmente, tendo os 2 unidos e medidos lado a lado no escroto, simultaneamente. Por meio de estudos histológicos testiculares, do sêmen, envolvendo a CE, idade e o peso corporal, foi possível definir o perfil andrológico de touros jovens indianos e taurinos, bem como desenvolver o sistema de Classificação Andrológica por Pontos (CAP) para a classificação de touros criados no Brasil, nas diferentes faixas etárias. Assim, observou-se que a maturidade sexual em tourinhos andrologicamente normais ocorre, para raças indianas, aos 24 meses de idade, e, para raças europeias, aos 12 meses de idade. Notou-se que os mesmos eventos da .

Tabela 13.2 CAP – Classificação Andrológica por Pontos para touros, baseada na circunferência escrotal e características do sêmen – Vale Filho (1988, 1989, 2001) CAP

EXCELENTE

BOM

REGULAR

FRACO

5

4-5

4

3

.70

60-70

50-60

,50

20

12

10

3

Defeitos maiores (%)

,10

10-19

20-29

.29

Total de defeitos (%)

,25

26-39

40-59

.59

Pontuação obtida

40

25

10

3

Motilidade espermática Vigor (1-5) Progressiva (%)

Pontuação obtida

Morfologia espermática

Circunferência escrotal (cm) Idade (meses) B. taurus taurus

B. taurus indicus

6-8

12-17

.26

24-26

,24

,24

9-11

18-23

.30

27-30

,27

,27

12-14

24-30

.34

30-34

,30

,30

15-20

31-40

.36

31-36

,31

,31

21-30

41-60

.38

32-38

,32

,32

.30

.60

.39

34-39

,34

,34

40

24

10

10

Pontuação obtida

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