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Parte 2 Bioenergética dos nutrientes no Exercício e no Treinamento

Ácidos graxos séricos, µM

Glicose plasmática, µM

100

A 80 60 40 20

C 1.600 1.200 800 400

20

40

60

80

100

120

Carga de trabalho, % do máximo

3-OH butirato plasmático, mM

2.000

0

B 600

400

200

0

0

0

800

6,5

D 5,5

4,5

3,5

2,5 0

20

60

80

100

120

Tempo de exercício, min

Tempo de exercício, min

CHO abundante

40

CHO depletado

Figura 5.3 dinâmica do metabolismo dos nutrientes no estado de abundância de glicogênio e de depleção do glicogênio. durante o exercício com disponibilidade limitada de carboidratos (cHo), os níveis sanguíneos de glicose (A) diminuem progressivamente, enquanto o metabolismo das gorduras (B) aumenta progressivamente em comparação com um exercício semelhante com abundância de glicogênio. Além disso, o uso das proteínas para a geração de energia (C), como indicado pelos níveis plasmáticos de 3-oH butirato, permanece consideravelmente mais alto no estado de depleção de glicogênio. Após 2 horas, a capacidade de realização de exercício (D) diminui até cerca de 50% do máximo no início do exercício no estado de depleção de glicogênio. (de Wagenmakers AJM et al. carbohydrate supplementation, glycogen depletion, and amino acid metabolism. Am J Physiol 1991;260:E883.)

• Mobilização de AGL pelo tecido adiposo • Transporte de AGL para o músculo esquelético por meio da circulação • Captação de AGL pela célula muscular • Captação de AGL pelo músculo a partir de triglicerídios nos quilomícrons e nas lipoproteínas • Mobilização de ácidos graxos a partir dos triglicerídios intramusculares e seu transporte citoplasmático • Transporte de ácidos graxos para as mitocôndrias • Oxidação de ácidos graxos dentro das mitocôndrias

Figura 5.4 processos que limitam potencialmente a magnitude da oxidação das gorduras durante o exercício aeróbico.

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ilimitada proveniente da gordura armazenada. Os atletas de endurance geralmente se referem a essa sensação extrema de fadiga como “bater na parede”. A imagem de bater na parede sugere uma incapacidade de continuar o exercício, o que na realidade não é o caso, embora a dor se torne aparente nos músculos ativos e a intensidade do exercício diminua sensivelmente. Por causa da ausência da enzima fosfatase no músculo esquelético (que libera a glicose das células hepáticas), os músculos relativamente inativos retêm todo o seu glicogênio. Existe uma controvérsia a respeito de a depleção dos carboidratos durante o exercício prolongado coincidir com a redução da capacidade de realização do exercício. Parte da resposta está relacionada com três fatores: 1. Uso de glicose sanguínea como energia pelo sistema nervoso central. 2. Papel do glicogênio muscular como um “iniciador” do metabolismo das gorduras. 3. Taxa mais lenta de liberação de energia pelo catabolismo das gorduras do que pela degradação dos carboidratos.

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Mcardle I Nutrição para o Esporte e o Exercício  

Nutrição para o Esporte e o Exercício foi elaborado com o objetivo de reunir nutrição e exercício, tendo como foco o efeito dessa integração...

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