Page 1

Referência veterinária mais abrangente sobre medicina interna de gatos, este livro é indispensável a todo médico-veterinário que busca informações valiosas para um atendimento de qualidade, cada vez mais requisitado por proprietários desses animais de companhia.

LITTLE

Nesta obra, a Dra. Little, em parceria com experientes colaboradores, aborda questões e desafios únicos com que o veterinário especializado em gatos se depara diariamente – entre eles, os avanços e as aplicações mais recentes em diagnóstico clínico e tratamento. Principais características • Abordagem sistêmica dos avanços mais recentes na medicina interna de gatos • Tópicos fundamentais exclusivos, como: mapeamento do genoma felino; condições clínicas associadas a problemas de comportamento; tratamento de gatos com doença coexistente e crônica; agentes zoonóticos felinos e implicações à saúde humana • Projeto gráfico detalhado e colorido, rico em tabelas, boxes, algoritmos e figuras para acesso rápido e fácil à informação • Conteúdo minucioso sobre gatos criados em ambiente doméstico e com idade avançada, incluindo informações sobre expectativa de vida mais longa e saudável • Alerta para os desafios da superpopulação, em particular o impacto que milhões de gatos em estado semisselvagem causam à saúde pública e ao ambiente • Livro endossado pela Winn Feline Foundation, internacionalmente reconhecida como um dos maiores contribuintes para o financiamento de pesquisas em prol da saúde e do bem-estar dos gatos.

Little- O Gato.indd 1

8/3/2015 8:48:36 AM


LITTLE 00.indd 1

22/07/2015 14:49:01

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.


Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de de estudantes de Administração, Direito, Enfermavárias gerações de pro gem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

LITTLE 00.indd 2

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária, que publicam nas

22/07/2015 14:49:01


(Feline Practice)

Bytown Cat Hospital Ottawa, Ontario, Canada

Revisão técnica

Cid Figueiredo Professor Titular Emérito da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp – Botucatu (SP)

Tradução

Idilia Vanzellotti (Capítulos 33 a 36 e 46)

Roxane Gomes dos Santos Jacobson (Capítulos 1 a 32 e 37 a 45)

LITTLE 00.indd 3

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Susan E. Little, DVM, DABVP

22/07/2015 14:49:02


A autora deste livro e a Editora Roca empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pela autora até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br.

„„

A autora e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.

„„

Traduzido de THE CAT: CLINICAL MEDICINE AND MANAGEMENT, FIRST EDITION Copyright © 2012 by Saunders, an imprint of Elsevier Inc. All rights reserved. This edition of The Cat: Clinical Medicine and Management, 1st edition by Susan Little, DVM, DABVP (Feline) is published by arrangement with Elsevier Inc. ISBN: 978-1-4377-0660-4

„„

Esta edição de O Gato | Medicina Interna, 1a edição, de Susan Little, DVM, DABVP (Feline), é publicada por acordo com a Elsevier Inc.

„„

Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2015 by EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA. Publicado pela Editora Roca, um selo integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro – RJ – CEP 20040-040 Tels.: (21) 3543-0770/(11) 5080-0770 | Fax: (21) 3543-0896 www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br

„„

Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da Editora Guanabara Koogan Ltda.

„„

Os sites (ou vídeos) apresentados nesta obra, seu conteúdo, bem como as suas respectivas atualizações, inclusões ou retiradas são de propriedade e responsabilidade dos seus criadores. Não cabe à Editora Guanabara Koogan qualquer responsabilidade pela manutenção, criação, acesso, retirada, alteração ou suporte de seu conteúdo e das normas de uso. (N.E.)

„„

Capa: Bruno Sales Editoração eletrônica: Edel

„„

Ficha catalográfica L756g Little, Susan E. O gato: medicina interna/Susan E. Little; tradução Roxane Gomes dos Santos Jacobson, Idilia Vanzellotti. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Roca, 2015. il. Tradução de: The cat clinical medicine and management ISBN 978-85-277-2752-5 1. Gato – Doenças. 2. Medicina interna veterinária. I. Título. 15-21589

LITTLE 00.indd 4

CDD: 636.0896 CDU: 636.09

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

„„

22/07/2015 14:49:02


Randolph M. Baral, BVSc, MACVSc (Feline Medicine) Paddington Cat Hospital Sydney, New South Wales, Australia

Joe Bartges, BS, DVM, PhD, DACVIM, DACVN Professor of Medicine and Nutrition Acree Endowed Chair of Small Animal Research Staff Internist and Nutritionist Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Jeffrey N. Bryan, DVM, MS, PhD, DACVIM (Oncology) Associate Professor of Oncology Department of Veterinay Medicine and Surgery College of Veterinary Medicine University of Missouri Columbia, Missouri

Brenda Griffin, DVM, MS, DACVIM

Adjunct Associate Professor Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine University of Florida Gainesville, Florida

Melissa Kennedy, DVM, PhD, DACVM

Associate Professor Director of Clinical Virology Department of Biomedical and Diagnostic Services College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

LITTLE 00.indd 5

Susan E. Little, DVM, DABVP (Feline Practice) Bytown Cat Hospital Ottawa, Ontario, Canada

Leslie A. Lyons, PhD

Professor Department of Population Health and Reproduction School of Veterinary Medicine University of California, Davis Davis, California

Margie Scherk, DVM, DABVP (Feline) Editor Journal of Feline Medicine and Surgery; CatsINK Vancouver, British Columbia, Canada

Kersti Seksel, BVSc (Hons), MRCVS MA (Hons), FACVSc, DACVB, CMAVA, DECVBM-CA Registered Veterinary Specialist, Behavioural Medicine Sydney Animal Behaviour Service Seaforth, New South Wales, Australia Adjunct Senior Lecturer Charles Sturt University Wagga Wagga, New South Wales, Australia

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Editores das Seções

22/07/2015 14:49:02


Randolph M. Baral, BVSc, MACVSc (Feline Medicine) Paddington Cat Hospital Sydney, New South Wales, Australia

Georgina Barone, DVM, DACVIM (Neurology) Veterinary Medical Center of Long Island West Islip, New York

Joe Bartges, BS, DVM, PhD, DACVIM, DACVN Professor of Medicine and Nutrition Acree Endowed Chair of Small Animal Research Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Jenna H. Burton, DVM Assistant Professor Animal Cancer Center Department of Clinical Sciences College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences Colorado State University Fort Collins, Colorado

Debbie Calnon, BSc, BVMS, MACVSc (Animal Behavior), CMAVA, Cert IV TAA Behaviour Counselling Service Mount Waverley, Victoria, Australia; Good Pet Behaviour Kingston, Victoria, Australia Box Hill Institute TAFE Box Hill, Victoria, Australia

Marie-Claude Bélanger, DMV, MSc, DACVIM Associate Professor Department of Clinical Sciences Faculty of Veterinary Medicine University of Montreal St-Hyacinthe, Quebec, Canada

Scott A. Brown, VMD, PhD, DACVIM

Josiah Meigs Distinguished Professor Department of Small Animal Medicine and Surgery College of Veterinary Medicine The University of Georgia Athens, Georgia

Sarah Caney, BVSc PhD DSAM (Feline), MRCVS Cat Professional Ltd. Midlothian Innovation Centre Pentlandfield, Roslin, Midlothian, United Kingdom

Kevin Choy, BVSc Resident, Oncology Department of Veterinary Clinical Sciences College of Veterinary Medicine Washington State University Pullman, Washington

Jane E. Brunt, DVM

Founder and Owner Cat Hospital At Towson-CHAT Baltimore, Maryland Executive Director Catalyst Council, Inc. Annapolis, Maryland

Jeffrey N. Bryan, DVM, MS, PhD, DACVIM (Oncology) Associate Professor of Oncology Department of Veterinary Medicine and Surgery College of Veterinary Medicine University of Missouri Columbia, Missouri

LITTLE 00.indd 6

Melissa Clark, DVM Resident, Clinical Pharmacology Department of Veterinary Biosciences College of Veterinary Medicine University of Illinois at Urbana-Champaign Urbana, Illinois

Leah A. Cohn, DVM, PhD, DACVIM Professor Department of Veterinary Medicine and Surgery College of Veterinary Medicine University of Missouri Columbia, Missouri

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Colaboradores

22/07/2015 14:49:02


Steve Dale, CABC

Contributing Editor (pets) USA Weekend; Pet Columnist Tribune Media Services; Host National Radio Shows Black Dog Radio Productions Chicago, Illinois

Duncan C. Ferguson, VMD, PhD, DACVIM, DACVCP Professor of Pharmacology and Head Department of Comparative Biosciences College of Veterinary Medicine University of Illinois at Urbana-Champaign Urbana, Illinois

Margarethe Hoenig, DrMedVet, PhD Professor Department of Veterinary Clinical Medicine College of Veterinary Medicine University of Illinois Urbana, Illinois

Jan E. Ilkiw, BVSc, PhD, DECVAA Associate Dean for Academic Programs Professor Department of Surgical and Radiological Sciences School of Veterinary Medicine University of California, Davis Davis, California

Brooke Fowler, DVM

Oncology Resident Small Animal Department of Veterinary Medicine and Science College of Veterinary Medicine University of Missouri Columbia, Missouri

Deborah S. Greco, DVM, PhD, DACVIM Senior Medical Consultant Nestle Purina Petcare New York, New York

Brenda Griffin, DVM, MS, DACVIM

Adjunct Associate Professor Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine University of Florida Gainesville, Florida

Beth Hamper, DVM, DACVN

Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Katherine M. James, DVM, PhD, DACVIM Veterinary Education Coordinator Veterinary Information Network Davis, California

Edward Javinsky, DVM, DABVP (Canine/Feline) Veterinary Medical Consultations Ottawa, Ontario, Canada

Anthony S. Johnson, BS, DVM, DACVECC Assistant Clinical Professor Emergency and Critical Care Department of Veterinary Clinical Sciences School of Veterinary Medicine Purdue University West Lafayette, Indiana

Melissa Kennedy, DVM, PhD, DACVM

Greg L. G. Harasen, DVM

Associate Professor Director of Clinical Virology Department of Biomedical and Diagnostic Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Chamisa Herrera, DVM

Claudia Kirk, DVM, PhD, DACVN, DACVIM

Animal Clinic of Regina Regina, Saskatchewan, Canada

Oncology Resident Department of Small Animal Medicine and Surgery College of Veterinary Medicine University of Missouri Columbia, Missouri

LITTLE 00.indd 7

Professor of Medicine and Nutrition Department Head Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

vii

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

O Gato | Medicina Interna

22/07/2015 14:49:02


O Gato | Medicina Interna

William C. Kisseberth, DVM, PhD, DACVIM (Oncology) Associate Professor Department of Veterinary Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The Ohio State University Columbus, Ohio

Jennifer Dawn Kurushima, BS, PhD Post-Doctoral Fellow Population Health and Reproduction School of Veterinary Medicine University of California, Davis Davis, California

Gary Landsberg, BSc, DVM, DACVB, DECVBM-CA Veterinary Behaviorist North Toronto Animal Clinic Thornhill, Ontario, Canada; Director Veterinary Affairs CanCog Technologies, Inc. Toronto, Ontario, Canada

Michael R. Lappin, DVM, PhD, DACVIM Professor Small Animal Medicine Department of Clinical Sciences College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences Colorado State University Fort Collins, Colorado

Sidonie Lavergne, DVM, PhD

Assistant Professor Comparative Biosciences College of Veterinary Medicine University of Illinois at Urbana-Champaign Urbana, Illinois

Kristin M. Lewis, DVM

Internal Medicine Resident Department of Veterinary Medicine and Surgery College of Veterinary Medicine University of Missouri Columbia, Missouri

Jacqueline Mary Ley, BVSc (Hons), MACVSc (Veterinary Behavior), PhD Research Assistant Psychology Monash University Melbourne, Victoria, Australia;

LITTLE 00.indd 8

Veterinary Behaviourist Sydney Animal Behaviour Service Sydney, New South Wales, Australia; Veterinary Behaviourist Veterinary Behavioural Medicine Melbourne Veterinary Specialist Centre Melbourne, Victoria, Australia

Christine C. Lim, DVM, DACVO Assistant Clinical Professor Veterinary Clinical Sciences College of Veterinary Medicine University of Minnesota St. Paul, Minnesota

Susan E. Little, DVM, DABVP (Feline Practice) Bytown Cat Hospital Ottawa, Ontario, Canada

Katharine F. Lunn, BVMS, MS, PhD, MRCVS, DACVIM

Assistant Professor Department of Clinical Sciences College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences Colorado State University Fort Collins, Colorado

Leslie A. Lyons, PhD

Professor Department of Population Health and Reproduction School of Veterinary Medicine University of California, Davis Davis, California

David J. Maggs, BVSc, DACVO

Professor Department of Surgical and Radiological Sciences School of Veterinary Medicine University of California, Davis Davis, California

Carolyn McKune, DVM, DACVA

Clinical Assistant Professor Department of Large Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine University of Florida Gainesville, Florida

Karen A. Moriello, DVM, DACVD Clinical Professor, Dermatology Department of Medical Sciences

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

viii

22/07/2015 14:49:02


School of Veterinary Medicine University of Wisconsin Madison, Wisconsin

Daniel O. Morris, DVM, DACVD

Associate Professor and Chief of Dermatology/Allergy Department of Clinical Studies School of Veterinary Medicine University of Pennsylvania Philadelphia, Pennsylvania

Maryanne Murphy, DVM

Hill’s Fellow in Clinical Nutrition and Doctoral Student Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

John C. New, Jr., DVM, MPH, DACVPM

Professor and Director of Public Health and Outreach Department of Biomedical and Diagnostic Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Mark E. Peterson, DVM, DACVIM

Director Department of Endocrinology and Nuclear Medicine Animal Endocrine Clinic New York, New York

Alexander M. Reiter, Dipl. Tzt., Dr. med.vet., DAVDC, DEVDC Associate Professor and Chief of Dentistry and Oral Surgery Department of Clinical Sciences School of Veterinary Medicine University of Pennsylvania Philadelphia, Pennsylvania

Jill A. Richardson, DVM Pharmacovigilance Veterinarian Merck Animal Health Summit, New Jersey

Mark Rishniw, BVSc, MS, PhD, DACVIM Visiting Scientist Department of Clinical Sciences College of Veterinary Medicine Cornell University Ithaca, New York; Director of Clinical Research Veterinary Information Network Davis, California

Sheilah Robertson, BVMS (Hons), PhD, DACVA, DECVAA, MRCVS Professor Department of Large Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine University of Florida Gainesville, Florida

Bruno H. Pypendop, DrMedVet, DrVetSci, DACVA Professor Department of Surgical and Radiological Sciences School of Veterinary Medicine University of California, Davis Davis, California

Ilona Rodan, DVM, DABVP (Feline) Feline-Friendly Consulting Medical Director Cat Care Clinic Madison, Wisconsin

Jessica Quimby, DVM, DACVIM

Graduate Student Department of Clinical Sciences College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences Colorado State University Fort Collins, Colorado

Bernard E. Rollin, PhD University Distinguished Professor Department of Philosophy College of Liberal Arts Colorado State University Fort Collins, Colorado

Donna Raditic, DVM, CVA

Adjunct Associate Clinician Department of Animal Clinical Sciences Integrative Medicine Service College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

LITTLE 00.indd 9

Margie Scherk, DVM, DABVP (Feline) Editor Journal of Feline Medicine and Surgery; CatsINK Vancouver, British Columbia, Canada

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

ix

O Gato | Medicina Interna

22/07/2015 14:49:02


O Gato | Medicina Interna

Kersti Seksel, BVSc (Hons), MRCVS MA (Hons), FACVSc, DACVB, CMAVA, DECVBM-CA Registered Veterinary Specialist, Behavioural Medicine Sydney Animal Behaviour Service Seaforth, New South Wales, Australia Adjunct Senior Lecturer Charles Sturt University Wagga Wagga, New South Wales, Australia

Lisa M. Singer, VMD

Resident, Internal Medicine Department of Internal Medicine, Small Animal College of Veterinary Medicine Michigan State University East Lansing, Michigan

Lauren A. Trepanier, DVM, PhD, DACVIM, DACVCP Professor Department of Medical Sciences School of Veterinary Medicine University of Wisconsin Madison, Wisconsin

Julia Veir, DVM, PhD, DACVIM

Assistant Professor, Small Animal Medicine Department of Clinical Sciences College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences Colorado State University Fort Collins, Colorado

Katrina R. Viviano, DVM, PhD, DACVIM Marcy J. Souza, DVM, MPH, DABVP (Avian), DACVPM Assistant Professor Department of Biomedical and Diagnostic Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Andrew H. Sparkes, BVetMed, PhD, DECVIM, MRCVS Veterinary Scientific Advisor International Society for Feline Medicine Tisbury, Wilts, United Kingdom

Jennifer Stokes, DVM, DACVIM

Clinical Associate Professor Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Vicki Thayer, DVM, DABVP (Feline) Purrfect Practice PC Lebanon, Oregon; President Winn Feline Foundation, Inc. Hillsborough, New Jersey

LITTLE 00.indd 10

Clinical Assistant Professor Department of Medical Sciences School of Veterinary Medicine University of Wisconsin Madison, Wisconsin

Angela L. Witzel, DVM, PhD, DACVN

Clinical Instructor Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine The University of Tennessee Knoxville, Tennessee

Jackie M. Wypij, DVM, MS, DACVIM (Oncology) Assistant Professor Department of Veterinary Clinical Medicine College of Veterinary Medicine University of Illinois at Urbana-Champaign Urbana, Illinois

Debra L. Zoran, DVM, MS, PhD, DACVIM-SAIM Associate Professor Chief of Medicine Department of Small Animal Clinical Sciences College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences Texas A&M University College Station, Texas

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

x

22/07/2015 14:49:02


A elaboração deste livro não teria sido possível sem o apoio e a orientação de muitas pessoas, dentre elas, meus colegas no Bytown Cat Hospital e no Merivale Cat Hospital (ambos em Ottawa, Ontário, Canadá), em especial o Dr. Douglas Boeckh, o qual possibilitou que me especializasse em felinos. Agradeço à minha família, que, de muitas maneiras, foi parte integrante na realização deste projeto (seja com conselhos sobre a capa do livro, dados por meu filho Benjamin, seja com as fotografias de minha filha Tori-Rose e com a redação especializada de meu marido, Dr. Edward Javinsky); cada um deles suportou o trabalhoso processo de edição de um livro-texto. Por fim, esta obra também não teria sido possível sem mais de duas décadas de atendimento a pacientes felinos. Espero ter a oportunidade de continuar a aprender com eles todos os dias.

LITTLE 00.indd 11

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Dedicatória

22/07/2015 14:49:02


LITTLE 00.indd 12

22/07/2015 14:49:02

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.


Uma nova obra que trate de medicina interna de felinos é sempre aguardada com ansiedade, sobretudo em razão do rápido desenvolvimento científico e do conhecimento cada vez mais especializado em relação a genética e doenças felinas. Neste livro, um renomado grupo de autores colaborou para apresentar ao leitor as informações mais recentes acerca da saúde dos gatos – o que ganha maior relevância à medida que estes têm expectativa de vida maior e são cada vez mais escolhidos para viver em lares de todo o mundo. A Winn Feline Foundation é uma organização fundada em 1968 pela The Cat Fanciers Association (CFA) e que, há mais de 35 anos, tem recebido fundos para estudos sobre a saúde de felinos. Como uma fundação sem fins lucrativos, a Winn Feline doou mais de 3,3 milhões de dólares em subsídios diretos para pesquisas – tendo alguns desses projetos o foco nas investigações sobre ciência básica; outros, no impacto clínico imediato. Exemplos de pesquisas sobre doenças de felinos apoiadas pela Winn Feline Foundation incluem estudos sobre o vírus da leucemia felina, o vírus da imunodeficiência felina, a peritonite infecciosa felina, distúrbios cardíacos, como a miocardiopatia hipertrófica, e problemas renais – entre eles doença do rim policístico –, bem como hipertireoidismo, asma, doença intestinal inflamatória e diversos tipos de câncer. Além disso, a Fundação apoia pesquisas sobre transtornos com-

LITTLE 00.indd 13

portamentais. Nos últimos anos, pesquisas genômicas em felinos estão centrando-se mais em estudos moleculares. Subsídios são dados a pesquisadores nas principais universidades e instituições de pesquisas nos EUA, e é cada vez maior o número de pesquisadores em todo o mundo. A Winn Feline Foundation está associada a algumas das principais revelações no que diz respeito à saúde felina: a identificação do vírus da imunodeficiência felina, a descoberta da associação entre deficiência de taurina e miocardiopatia dilatada, o desenvolvimento de métodos para aferição da pressão arterial felina, a detecção de genes causadores de diversas doenças hereditárias e a conclusão de que castrações e esterilizações em felinos com idade precoce são seguras. A Winn Feline, em parceria com a American Veterinary Medical Association (AVMA), apresenta anualmente o Excelence in Feline Research Award (Prêmio para Excelência em Pesquisas Felinas), que concede bolsa de estudos anual para o acadêmico veterinário de destaque com interesse especial em medicina felina. A Winn recebe esta obra como um acréscimo importante às bibliotecas de cientistas, médicos-veterinários e acadêmicos veterinários ao redor do mundo. Betty White Winn Feline Foundation, Past President

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Apresentação

22/07/2015 14:49:02


Sou especialmente grata à minha equipe de apoio da Elsevier – Shelly Stringer, David Stein e Heidi Pohlman – por ajudar uma editora principiante a sobreviver. Agradeço também ao Dr. Anthony Winkel, que teve essa ideia em primeiro lugar. Sobre o artista As imagens de abertura das seções foram fornecidas pelo fotógrafo Mats Göran Hamnäs. Nascido em Estocolmo, Suécia, em 1947, Mats é programador de dados e mora e trabalha no Sul da Suécia, em Helsingborg e Malmö. Seus interesses incluem design, arte e arquitetura, e sua intenção com as imagens de felinos apresentadas nesta obra é retratá-los em seu ambiente natural.

LITTLE 00.indd 14

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Agradecimentos

22/07/2015 14:49:02


Veterinários sabem como é desafiador lidar com gatos! Com o passar dos anos, considero humildes minhas experiências como especialista em felinos e percebo a grande oportunidade de aprendizado que essa área da Medicina Veterinária nos proporciona. O especialista em felinos baseia-se sobretudo na “antiga escola” de um bom histórico clínico e de um exame físico abrangente, uma vez que, no que diz respeito à medicina de animais de companhia, os gatos – ainda em segundo plano em comparação com os cães – recebem menos atenção nas pesquisas sobre os problemas clínicos comuns e a otimização tanto na abordagem diagnóstica quanto no tratamento eficaz. Em contrapartida, cabe afirmar que a Winn Feline Foundation endossou este livro, proporcionando fundos para a pesquisa e o suporte necessário a fim de revelar muitas informações encontradas neste texto. Felizmente, hoje sabemos bem mais sobre medicina felina do que há 10 ou 15 anos. Este livro compila o conhecimento atual a partir de um grupo de especialistas talentosos e experientes. Esses ilustres veterinários compartilham ideias com base em seus muitos anos de prática clínica combinados a tantas evidências disponíveis, para contemplar em um volume informações abrangentes sobre o que há de mais atual em relação a exames diagnósticos, tratamentos e técnicas. Sou especialmente grata pela generosidade de cada um deles em querer transmitir aqui todo o seu conhecimento. O foco desta obra é, sobretudo, discutir o que a maioria de nós pode e deve realizar no atendimento a felinos. Escrito para fornecer aos médicos-veterinários conteúdo pertinente ao dia a dia nas clínicas, este livro prático e objetivo contém informações sobre novos tópicos (p. ex., medicina felina por estágios de vida e manejo de gatos com doenças crônicas e concomitantes) e questões adicionais a temas em constante debate (p. ex., genética, a abordagem amistosa no atendimento a felinos, a importância de cuidados ao gato idoso e as necessidades especiais de gatos domésticos). Ao longo do livro, a discussão de pontos fundamentais – aliada à apresentação de algoritmos e muitas figuras – esclarece vários distúrbios felinos e as técnicas adequadas em cada um desses casos.

LITTLE 00.indd 15

Apresentar em um único volume o que atualmente se conhece sobre medicina felina nos impôs certos desafios, entre eles, centrar-nos nos aspectos mais importantes do ponto de vista clínico. Este material, conciso e de fácil leitura, apresenta alguns capítulos organizados de acordo com os sistemas do corpo, a fim de que o leitor encontre com mais facilidade as informações necessárias. Trata-se, portanto, de um excelente recurso para orientar o veterinário quanto ao diagnóstico, ao tratamento ideal e à abordagem adequada aos gatos em diversas condições – por exemplo, quando acometidos por vômitos ou diarreia. Procedimentos comuns, como a inserção de um tubo de esofagostomia, são ilustrados e detalhadamente descritos, uma valiosa orientação para estudantes e jovens profissionais. Além disso, o leitor poderá notar alguns tópicos abordados mais de uma vez em diversas seções – o que possibilita diferentes perspectivas sobre importantes questões a serem apresentadas por especialistas da área. Os alicerces da medicina felina são da maior importância; por isso, capítulos inteiros foram dedicados à atualização de informações e técnicas sobre manuseio e exame físico, a arte de se obter o histórico clínico, idiossincrasias dos gatos e terapia medicamentosa, fármacos e procedimentos mais eficazes para analgesia, além de conteúdo mais detalhado sobre fluidoterapia e anestesia para situações clínicas diferentes. Em um capítulo sobre como tornar amistoso o atendimento a felinos, atenção especial é dada à redução das barreiras que impedem muitos gatos de receber cuidados veterinários regulares. Os médicos-veterinários devem se esforçar continuamente e estar abertos ao conhecimento sobre gatos, pois esses animais não revelam seus segredos com facilidade; ao contrário, as pistas só se tornam evidentes àqueles que as observam com atenção. O Gato | Medicina Interna irá aprimorar as habilidades práticas do veterinário especializado em felinos, seja recém-formado, seja um experiente profissional. Espero que este livro seja sua obra de referência em medicina felina. Susan E. Little, DVM, DABVP (Feline) Ottawa, Ontário, Canadá

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Prefácio

22/07/2015 14:49:02


LITTLE 00.indd 16

22/07/2015 14:49:02

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.


Seção

1 Fundamentos do Atendimento a Felinos, 1

Editora: Susan E. Little

  1 Compreensão e Manuseio Amistoso dos Gatos, 2   2 Abordagem Amistosa no Atendimento a Gatos, 19   3 Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico, 24

  4 Diretrizes e Precauções para Terapia Medicamentosa em Gatos, 38

  5   6   7   8

Fluidoterapia, 50 Analgesia, 86 Anestesia e Cuidados Pericirúrgicos, 106 Cuidados Preventivos de Saúde em Gatos, 142

Seção

2 Comportamento dos Gatos, 173

Editora: Kersti Seksel

  9 10 11 12 13 14

Desenvolvimento do Filhote, 174

Seção 4 Medicina Interna de Felinos, 289

Editores: Randolph M. Baral, Susan E. Little e Jeffrey N. Bryan (Capítulo 28: Oncologia)

20 21 22 23

Doenças Cardiovasculares, 290

24 25 26 27 28 29 30 31 32

Endocrinologia, 529

Doenças Dentárias e Bucais, 318 Dermatologia, 358 Sistema Digestivo, Fígado e Cavidade Abdominal, 411 Hematologia e Distúrbios Imunorrelacionados, 619 Doenças Musculoesqueléticas, 678 Neurologia, 707 Oncologia, 740 Oftalmologia, 776 Medicina Respiratória e Torácica, 814 Toxicologia, 880 Distúrbios do Trato Urinário, 900

Comportamento Normal de Gatos, 182 Socialização e Treinamento do Filhote, 189 Como Obter o Histórico Comportamental, 197

Seção 5 Doenças Infecciosas e Zoonoses, 977

Problemas Comportamentais, 202 Terapêutica Comportamental, 217

Seção

3 Nutrição de Felinos, 227

Editora: Melissa Kennedy

33 Doenças Infecciosas, 978 34 Doenças Felinas Zoonóticas e Prevenção da Transmissão, 1047

Editor: Joe Bartges

15 As Necessidades Nutricionais Únicas do Gato | Um Carnívoro Estrito, 228

16 17 18 19

LITTLE 00.indd 17

Nutrição do Gato Normal, 235

Seção

6 Tratamento do Gato com Doenças Concomitantes e Crônicas, 1055

Transtornos Nutricionais, 240

Editora: Margie Scherk

Tratamento Nutricional de Doenças, 247

35 Tratamento de Doença Concomitante, 1056 36 Tratamento de Doença Crônica, 1090

Controvérsias sobre a Nutrição de Felinos, 279

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Sumário

22/07/2015 14:49:02


O Gato | Medicina Interna

Seção

7 Considerações Especiais sobre o

Seção

Gato Idoso, 1119

9 Genoma Felino e Genética Clínica, 1203

Editora: Susan E. Little

Editora: Leslie A. Lyons

37 Manejo do Gato Idoso, 1120

42 Breve História Natural do Gato e sua Relação com

38 Avaliação do Gato Idoso com

43 Genoma Felino e Implicações Clínicas, 1212 44 Genética de Doenças e Traços Felinos, 1219

Perda de Peso, 1130

Seção

8 Reprodução e Pediatria Felinas, 1137

Editora: Susan E. Little

39 Reprodução Masculina, 1138

Seres Humanos, 1204

Seção

10 Medicina Populacional, 1237

Editora: Brenda Griffin

45 Gatos de Comunidade | Cuidados e Controle, 1238 46 Bem-estar da População | Manutenção da Saúde Física e do Comportamento dos Gatos, 1259

40 Reprodução Feminina, 1148 41 Pediatria, 1179

LITTLE 00.indd 18

Índice Alfabético, 1301

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

xviii

22/07/2015 14:49:02


LITTLE 00.indd 19

22/07/2015 14:49:02

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.


LITTLE 00.indd 20

22/07/2015 14:49:02

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.


3 Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico Vicki Thayer Resumo do capítulo Como estabelecer cuidados centrados   no relacionamento, 24

Dr. Jim Richards, antigo diretor do Cornell Feline Health Center, afirmou: “Os gatos são mestres em esconder doen­ ças.”22 Assim como veterinários e admiradores de gatos, os clínicos precisam se tornar mestres na compreensão e na descoberta de doen­ças tão eficazmente escondidas pe­ los gatos. O propósito deste capítulo consiste em ajudar os veterinários a desenvolver técnicas para decifrar as men­ sagens obscuras, e às vezes confusas, enviadas por seus pacientes felinos. Preparar um completo histórico clínico e rea­li­zar o exame físico centrado no felino são dois instru­ mentos essenciais para resolver problemas do paciente e informar os proprietários quanto às melhores maneiras de manter seus companheiros felinos saudáveis. Acima de tudo, trabalhando junto, em unidade, a equi­ pe de cuidados de saú­de veterinários pode passar uma mensagem consistente: a de que os gatos se beneficiam de exames de rotina e cuidados de saú­de e de bem-estar. Além disso, a intervenção no início da doen­ça ajuda na extensão e na qualidade de vida dos felinos.31 Enfatizar tal mensagem deve ser objetivo do veterinário durante todas as interações com o proprietário e o paciente.

Como estabelecer cuidados centrados no relacionamento Todos os proprietários esperam que o veterinário goste de gatos e do seu gato em par­ticular. Chamando o gato pelo nome e referindo-se a seu sexo corretamente, além de esti­ mular e tomar conhecimento dos comentários do proprie­ tário, o veterinário constrói um laço entre o proprietário e o animal. Isso promove uma forte base para satisfazer as expectativas do proprietário. O emprego de técnicas de manuseio respeitosas e apropriadas aumenta ainda mais

LITTLE 03.indd 24

Histórico clínico, 24 Exame físico, 29

a mensagem do veterinário, ao mesmo tempo que diminui o estresse e a ansiedade que muitos gatos manifestam du­ rante as consultas veterinárias. No campo da medicina humana, está bem estabeleci­ do o modo de demonstrar preocupação pelo paciente e melhorar a entrevista clínica por meio do uso de compor­ tamentos descritíveis diferenciados. Um conceito seme­ lhante no campo veterinário chama-se cuidados centrados no relacionamento.28 Estudos sugerem que organizar essas habilidades de comunicação em um padrão de compor­ tamentos ou hábitos é parte do processo e dos resultados dos cuidados clínicos. O modelo de “Quatro hábitos” esta­ belece rapidamente o retorno, fortifica a confiança, facilita a troca eficaz de informações, demonstra cuidado e preo­ cupação e aumenta a probabilidade de adesão e resultados de saú­de positivos para o paciente (Boxe 3.1, Figura 3.1).7

Histórico clínico Fase de informações iniciais Com os meios eletrônicos atuais, o veterinário pode ob­ ter informações relevantes para construir o histórico ini­ cial antes de o filhote ou o gato ser levado à clínica. Por exemplo, muitos proprietários usam e-mail e redes sociais para comunicar suas observações e preocupações. Enviar um questionário sobre o histórico ao proprietário, seja por meio eletrônico seja por correio regular, consiste em uma maneira eficaz de juntar informações para uma nova ou uma outra avaliação clínica do paciente antes da consul­ ta agendada. Além disso, este questionário pode ser usa­ do quando o proprietário não puder estar presente para a obtenção do histórico e do exame físico (p. ex., quando os pacientes são deixados na clínica). Ter as informações de

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

C A P Í T U L O

23/04/2015 22:26:43


Boxe 3.1 Os quatro hábitos | Como melhorar o encontro clínico Hábito no 1 | Investir no começo • Criar uma relação rapidamente (fazer contato v ­ isual, usar termos apropriados de abordagem, rever o prontuário do paciente) • Conhecer as preocupações do proprietário (fazer perguntas de resposta livre e contínuas) • Planejar a consulta (repetir preocupações, verificar a compreensão, afirmar o que esperar).

Hábito no 2 | Obter a perspectiva do proprietário • O que causou o problema a partir da perspectiva do proprietário? • Qual a principal preocupação do proprietário? • Quais são as expectativas do proprietário quanto à consulta? • Que impacto o problema teve para o paciente e o proprietário?

Hábito no 3 | Demonstrar empatia • Ser compassivo • Estar aberto para as emoções do proprietário • Prestar atenção em expressões de emoções não verbais.

Hábito no 4 | Investir no fim • Compartilhar resultados (dar informações diagnósticas) • Confirmar o entendimento das informações compartilhadas • Envolver o proprietário na tomada de decisões • Completar a consulta (discutir plano de tratamento, verificar adesão, proporcionar suporte).

25

contato corretas e método ou tempo para acompanhamen­ to asseguram a comunicação precisa no início da relação veterinário–proprietário. A equipe veterinária também pode estabelecer o histórico inicial quando o agendamen­ to é feito ou durante a recepção do proprietário e do pa­ ciente. Também podem ser desenvolvidos questionários específicos para diferentes questões clínicas, como pro­ gramas de comportamento ou de mobilidade e disfunção cognitiva.19,23 Os históricos deverão ser consistentes e abrangentes. Perguntas de resposta aberta exigindo a resposta definiti­ va em vez de um simples sim ou não resultam em melho­ res respostas. São exemplos de perguntas abertas: “Qual foi o último dia em que você observou apetite normal?”; “Qual foi a última vez em que você observou o volume e a consistência normais de fezes?”; “Que outras alterações você observou?”. As respostas iniciais do proprietário podem levar a perguntas mais específicas, ou assertivas, para con­ti­nuar (p. ex., “Por favor, descreva o que você tem visto.”; “O que mais?”; “Continue.”), a fim de ajudar a definir um problema específico (Boxe 3.2).3 Ao repetir as informações fundamentais dadas pelo proprietário, os veterinários demonstram que estão prestando atenção e se preocupando a partir da perspectiva do outro. Além disso, o veterinário que demonstra conhecer diferentes comportamentos e sons que os gatos fazem em determi­ nadas condições, como quando tossem ou vomitam, pode ajudar os proprietários a descrever mais adequadamente os sinais do animal. Ao gravar sinais ou comportamentos e compartilhar um vídeo com o veterinário pela internet, o proprietário pode comunicar um problema complexo ou algo notado com pouca fre­quência. Esta também é uma maneira útil de o veterinário monitorar a evolução de um caso, especialmente quando o gato se estressa muito du­ rante as consultas veterinárias e, por conseguinte, é difícil examiná-lo. Um bom exemplo consiste em uma série de vídeos postados on-line sobre “Cricket” (http://www.you­ tube.com/user/NLMACNEILL; acesso em 24 de fevereiro de 2010). O paciente tinha uma lesão com melhora lenta no nervo tibial e jarrete direitos, o que exigia uma série de reavaliações. As consultas no hospital eram problemá­ ticas, e o monitoramento por vídeo possibilitou um acom­ panhamento eficaz e menos estressante. Pode ser construtivo adaptar o estilo de comunicação dependendo da faixa etária e das preferências in­di­vi­duais do proprietário. Por exemplo, alguns proprietários idosos precisam de mais tempo e de um ouvido amigo para suas preocupações. O conjunto mais focado de perguntas para a entrevista e a atenção redobrada para o tratamento podem ser necessários para assegurar a compreensão. Por outro lado, alguns proprietários mais jovens preferem se comu­ nicar usando tecnologias mais recentes e mídias sociais.

Histórico de rotina

Figura 3.1 Cuidados centrados no relacionamento (p.  ex., reser­ vando tempo para discutir a medicação com o proprietário do gato) auxiliam na adesão do proprietário. (Cortesia da Dra. Debra Givin.)

LITTLE 03.indd 25

A coleta de dados é parte do estágio inicial de informações e inclui idade, raça, sexo e estado reprodutivo. Há preocu­ pações diferentes quanto a bem-estar e doen­ça em filhotes (até 6 meses de vida) e adultos jovens (7 meses a 2 anos), adultos (3 a 6 anos), maduros (7 a 10 anos), idosos (11 a 14 anos) e geriá­tricos (15 anos ou mais) (Capítulo 8).31 Com

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Capítulo 3 | Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

23/04/2015 22:26:44


Seção 1 | Fundamentos do Atendimento a Felinos

Boxe 3.2 Exemplos de perguntas da entrevista Geral

Comportamento

Andar/mobilidade Apetite

Vômitos ou regurgitação Ingestão de água Urina

Defecação Continuadores

Como tem passado seu gato desde a última visita? Quando você o viu pela última vez parecendo normal? Há alterações na pelagem? Seu gato mudou seus hábitos de autolimpeza? Os sinais são intermitentes ou contínuos? Quais alterações de comportamento você observou recentemente? Com que fre­quência o problema acontece? Quando acontece? Houve mudanças recentes no ambiente? Há alterações nos padrões de sono? Há alterações nas interações com membros da família ou outros animais domésticos? Há mudanças no nível de atividade? Observou algum comportamento de medo? Há menor resposta? Há aumento da vocalização? Há relutância em se mover ou ser manuseado? Alguma fraqueza observada? Há evidências de claudicação? Tumefação? Áreas dolorosas observadas? Quando foi a última vez que seu gato fez uma refeição normal? O apetite está normal, maior ou menor? Que tipo de alimento é oferecido e em qual quantidade? Alguma alteração alimentar recente? Há dor ou dificuldade ao comer? Alguma relutância em comer? Evita alimento? Há vômitos ou regurgitação? Descreva o aspecto do vômito. Com que fre­quência? Quanto tempo após comer? A ingestão de água mudou? Aumentou ou diminuiu? Há quanto tempo? A quantidade de urina mudou? Aumentou ou diminuiu? A fre­quência de micção aumentou ou diminuiu? Há quanto tempo? Há esforço ao urinar? Qual a cor da urina? Há evidência de dor enquanto tenta urinar? Alguma vocalização durante a micção? Tem havido micção em lugares diferentes ou fora da caixa de areia? As fezes mudaram de aspecto (cor, consistência, tamanho ou volume)? Há esforço ao defecar? Há mios altos durante a defecação? Há defecação fora da caixa de areia? Descreva quaisquer alterações que tenha observado. Algo mais? Por favor, continue. Por favor, descreva. Hum?

fre­quência, outros fatores como dieta, comportamento e histórico farmacológico são mais importantes conforme a faixa etária do paciente. Perguntar onde o gato foi adqui­ rido (p. ex., abrigo, grupo de resgate, encontrado pela rua) ou se o gato previamente vivia em outra localização geo­ gráfica ajuda a definir elementos essenciais do histórico.27 Gatos adotados em abrigos são mais passíveis de terem sido expostos a agentes mórbidos infecciosos (p. ex., her­ pes-vírus felino).26 Os veterinários que ­atuam no noroeste do Pacífico (nos EUA) são menos passíveis de diagnosticar dirofilariose em gatos que cresceram no próprio local do que em um animal que foi transferido recentemente da re­ gião do Golfo do México e não foi submetido à prevenção desta doen­ça.16 Maior número de gatinhos e gatos adotados de abri­ gos, bem como gatos de rua e gatos com proprietário, tem usado microchips. Cada novo paciente deve ser escaneado, preferivelmente com scanner universal de microchips, para confirmar se tem microchip e documentar a identificação de radiofre­quência (RFID) no prontuário do paciente. De acor­ do com as pesquisas, o reescaneamento durante exames anuais assegura que o microchip ainda esteja funcional e não tenha se deslocado. Além disso, estimular os proprietários a manter suas informações pessoais atualizadas no regis­ tro do microchip ajuda a reunir o paciente e o gato no caso de separação.14 Estabelecidos em 2009, os sites de microchip

LITTLE 03.indd 26

da American Animal Hospital Association (http://www. petmicrochiplookup.org; acesso em 21 de fevereiro de 2010) e do Chloe Standard (http://www.checkthechip.com; aces­ so em 21 de fevereiro de 2010) estão disponíveis para a as­ sociação rápida entre o número de um microchip e as infor­ mações pessoais do proprietário. Se não houver microchip, aconselha-se uma discussão posterior sobre os benefícios de sua colocação ou outro modo de identificação v ­ isual. A consulta de um filhote ou de um paciente novo é uma grande oportunidade para discutir o comportamento. Um problema comportamental não abordado pode levar à di­ minuição do laço entre o gato e o ser humano e ao au­ mento do risco do gato de ser abandonado em um abrigo ou sacrificado. Um conjunto inicial de perguntas com base em comportamento pode ajudar os proprietários e os ve­ terinários a explorar esse ponto. Alguns comportamentos indesejáveis (p. ex., urinar fora da caixa de areia) podem ser decorrentes de um distúrbio clínico não diagnosticado. Além disso, é apropriada a discussão sobre os hábitos do uso da caixa de areia. Rever o comportamento durante as consultas do gatinho também ajuda o proprietário a en­ tender as interações necessárias durante os perío­dos de socialização iniciais (3 a 8 semanas) e tardios (9 a 16 sema­ nas). O estabelecimento de laços adequados logo no início da vida do filhote ajuda a diminuir os problemas compor­ tamentais em uma fase posterior da vida (Figura 3.2).19

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

26

23/04/2015 22:26:44


Figura 3.2 O estabelecimento precoce de laços afetivos melhora a consulta veterinária e a relação vitalícia do dono com o animal de estimação. (Cortesia da Dra. Debra Givin.)

27

quantidade do alimento consumido por seu animal de esti­ mação, podem ser necessários questionamento persistente e acompanhamento. Esta questão mostra-se especialmente importante quando houver uma alteração significativa na contagem de condição corporal (CCC) e no peso do gato (Figura 3.3). A alteração do peso pode também influenciar a dose prescrita de uma medicação. Por exemplo, como a prednisolona não parece se distribuir em tecido adiposo, a dose para gatos obesos tem por base o peso corporal ma­ gro ou ­ideal, e não o peso corporal corrente.4 Perguntas relacionadas com fontes de água, ingestão de água e volume e tipo de urina e fezes produzidas pelo pa­ ciente podem vir em seguida. Utilizar software veterinário para rastrear o histórico nutricional e manter informações de contato é benéfico no caso de recall de ração animal. A importância da contaminação da ração de pequenos ani­ mais por melamina, em 2007, demonstra o valor do geren­ ciamento das informações da dieta.5

Queixas pregressas e correntes Uma etapa crítica na elaboração do completo histórico clínico do paciente consiste na documentação, com tipos e datas de vacinações, especialmente aquelas administra­ das quando o proprietário adquiriu o filhote ou o gato já adulto. É importante observar e salientar quaisquer reações adversas pregressas a vacinas e rea­li­zar o acom­ panhamento por meio da discussão dos riscos mórbidos e dos benefícios potenciais associados ao programa de imunização. Idade, estado de saú­de e o fato de o gato ser mantido dentro de casa ou não são determinantes de risco primários. Mesmo os gatos mantidos dentro de casa não devem ser considerados criaturas exclusivamente de am­ bientes fechados, pois patógenos e parasitas do meio ex­ terno podem ser levados para dentro da casa. Além disso, os gatos podem periodicamente dar uma escapada até a rua. Devido a essa possibilidade, a imunização contra rai­ va con­ti­nua sendo uma recomendação vacinal fundamen­ tal para gatos, mesmo em comunidades em que não seja legalmente exigida.24 Os proprietários devem ser questio­ nados quanto a medicações preventivas para dirofilariose, pulgas e outros parasitas externos e internos; se tiverem sido administradas, o veterinário deve anotar o produto, a dose e o intervalo de aplicação no prontuá­rio.27,31 O estado retroviral de um gato (vírus da leucemia felina e vírus da imunodeficiên­cia felina) também é parte essen­ cial do completo histórico. O exame para retrovírus é rea­ li­zado em diferentes momentos na vida do gato, e as datas e os resultados devem ser registrados no prontuário do pa­ ciente. Dependendo das respostas e do histórico obtido até esse ponto, os fatores de risco fundamentais para retroví­ rus (p. ex., sexo masculi­no, idade, acesso ao meio externo) podem ser explorados com o proprietário, a fim de deter­ minar a necessidade para testagem inicial ou retestagem.12 A nutrição, especialmente o tipo de dieta e a fonte (inclu­ sive petiscos), e a ingestão calórica diá­ria são outros compo­ nentes importantes do histórico clínico de um gato. Como a alteração dietética pode criar ou resolver um distúrbio clínico agudo ou crônico, atualizar o histórico nutricional do paciente é prática aceita e recomendada. Ademais, como alguns proprietários não sabem a marca, o sabor, o tipo e a

LITTLE 03.indd 27

É necessário o histórico adicional quando a procura por cuidados veterinários ocorre devido a uma queixa preexis­ tente. O conhecimento das medicações correntes e pregres­ sas, bem como dos resultados dos exames laboratoriais an­ teriores, pode ajudar a esclarecer um problema clínico ou suscitar outras perguntas orientadas pelo problema (p. ex., “Como o gato respondeu ao tratamento?”; “Alguém teve dificuldade em dar a medicação?”; “Houve efeitos cola­ terais e, em caso positivo, quais foram eles?”). Três sinais gerais comuns à apresentação são anorexia, letargia e mu­ dança do comportamento normal (p. ex., esconder-se). Os proprietários relatam sempre um ou mais desses sinais ge­ rais, quando solicitados a descrever os problemas de seu gato. Perguntas específicas devem ser feitas sobre a dose e a fre­quência de administração de medicamentos prescritos, pois os proprietários, às vezes, fazem alterações sem con­ sultar o veterinário. Além disso, os proprietários podem não relatar o uso de medicamentos ou de suplementos não prescritos, a menos que questionados diretamente. As perguntas com foco em observações específicas pelo proprietário antes do início do problema e durante a fase inicial ajudarão a conversa a passar de generalizações para uma descrição específica. As respostas também auxiliam o veterinário a estabelecer uma linha de tempo para outros sinais intervenientes. São exemplos de perguntas que po­ dem suscitar tais respostas: “O início foi agudo ou gra­ dual?”; “Os sinais foram constantes ou intermitentes?”; “O problema ocorreu previamente e, em caso positivo, qual foi a resposta?”. Avaliar as respostas do proprietário ajuda o veterinário a determinar o diagnóstico, desenvol­ ver uma relação de causas possíveis e decidir o planeja­ mento. No entanto, o diagnóstico pode ser temporário; novos ou diferentes problemas clínicos podem surgir após o diagnóstico inicial. Nesse caso, o veterinário talvez pre­ cise fazer outras perguntas ao proprietário, observar mais o paciente e reavaliar o diagnóstico original.23,27 O histórico clínico eficaz resume a situação de saú­de conhecida e as necessidades e os problemas potenciais do paciente (Boxe 3.3). A próxima etapa, o exame físico abrangente, ajuda a montar as peças do quebra-cabeça.

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Capítulo 3 | Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

23/04/2015 22:26:44


Seção 1 | Fundamentos do Atendimento a Felinos

S istema

de

C ondição C orporal

Magro demais

Costelas visíveis em gatos de pelo curto; sem gordura palpável; afundamento abdominal intenso; vértebras lombares e asas dos ílios facilmente palpáveis.

Costelas facilmente visíveis em gatos de pelo curto; vértebras lombares evidentes com massa ­muscular mínima; afundamento abdominal pronunciado; sem gordura palpável.

Costelas facilmente palpáveis com cobertura mínima de gordura; vértebras lombares evidentes; cíngulo por trás das costelas evidente; gordura abdominal mínima.

Ideal

Costelas palpáveis com cobertura de gordura mínima; cíngulo observável atrás das costelas; leve afundamento abdominal; ausência de coxim adiposo abdominal. Bem proporcionado; observar cíngulo após costelas; costelas palpáveis com leve cobertura adiposa; coxim adiposo abdominal mínimo.

Pesado demais

Costelas palpáveis com leve excesso de cobertura adiposa; cíngulo e coxim adiposo abdominal distinguí­veis, porém não óbvios; ausência de afundamento abdominal.

Costelas não facilmente palpadas, além de cobertura moderada de gordura; cíngulo mal discernível; arredondamento evidente do abdome; coxim adiposo abdominal moderado.

Costelas não palpáveis com excesso de cobertura adiposa; cíngulo ausente; arredondamento evidente do abdome com coxim adiposo abdominal proeminente; depósitos adiposos na á ­ rea lombar.

Costelas não palpáveis sob intensa capa de gordura; intensos depósitos adiposos sobre a á ­ rea lombar, face e membros; distensão do abdome sem cíngulo; extensos depósitos adiposos abdominais.

Chamar 1-800-222-VETS (8387), segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30. Hora da Califórnia, EUA.

Figura 3.3 Exemplo de um quadro para contagem da condição corporal de nove pontos para o gato. (Imagem usada com permissão da Nestlé Purina Petcare.)

LITTLE 03.indd 28

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

28

23/04/2015 22:26:46


29

Boxe 3.3 Componentes do histórico clínico Sinais Localidade Obtenção Meio em que vive Vacinações Controle de parasitas Alimentação Microchip Exame retroviral Histórico clínico pregresso Queixas correntes

Idade, raça, sexo e estado reprodutivo Prevalência da doença na localidade atual e na anterior Casa de outras pessoas, abrigo, de rua, loja de animais ou criador Basicamente dentro de casa, fora de casa, ou ambos; outros animais de estimação na moradia; urbano ou rural; possível exposição a toxina; esquema da casa e do quintal Histórico e reações adversas Histórico e tratamento, atual e pregresso Alimento enlatado, alimento seco ou ambos; marca e quantidade; alimento cru; caça de presas; guloseimas e suplementos Número RFID, informações no registro, reescaneamento periódico Datas, resultados e avaliação de risco Doenças, medicações, reações adversas, exames e resultados laboratoriais Último estado normal conhecido Início agudo ou gradual Progressão (contínua ou intermitente) Duração do problema. Problema primário e sinais secundários prevalentes Sinais existentes (atitude, apetite, atividade, alterações de peso, ingestão de água, alterações comportamentais, micção, defecação e marcha/mobilidade)

Adaptado com permissão de Sherding RG: The medical history, physical examination, and physical restraint. In Sherding RG, editor: The cat: diseases and clinical mana­ gement, ed 2, Philadelphia, 1994, Saunders, p. 7.

Exame físico Etapas iniciais A preparação do histórico é o momento oportuno para o paciente se ajustar ao meio. Isso lhe proporciona a oportu­ nidade de relaxar, possibilitando um exame mais produti­ vo e menos indutor de estresse. Com fre­quência, se houver tempo e oportunidade, os gatos voluntariamente deixam a gaiola transportadora, para explorar o local (Figura 3.4). Embora a maioria dos pacientes relaxe sobre a mesa de exame, não é incomum outros animais encontrarem um aparador confortável em outro local da sala. Realizar o exame onde o paciente se sinta mais confortável (p. ex., no chão, em uma cadeira ou em um banco) pode ser tática efi­ caz para o veterinário. Além disso, oferecer objetos fami­ liares, como brinquedos, toalhas ou um lençol, pode aju­

Figura 3.4 Quando possível, deve-se dar tempo ao gato para deixar

a gaiola transportadora por conta própria. (Cortesia da Dra. Debra Givin.)

LITTLE 03.indd 29

dar a fazer com que o gato se sinta mais confortável. Dar guloseimas pode acalmar o gato e estimulá-lo a deixar a gaiola transportadora. Borrifar uma toalha ou superfícies próximas com um ferormônio felino sintético ou colocar difusores de ferormônio no consultório também podem ajudar a reduzir o estresse.25 Por outro lado, alguns gatos respondem com sentidos mais aguçados se lhes deixarem vaguear pela sala ou se esconder debaixo de cadeiras ou de outro móvel. Apren­ der a reconhecer as posturas corporais associadas a medo é fundamental para os veterinários e os proprietários.25 Nessas situações, é melhor manter o gato no transporta­ dor e minimizar o tempo de espera e a ansiedade. O vete­ rinário deve observar com cuidado o comportamento do gato enquanto o animal está no transportador ou andan­ do pela sala. Nessa ocasião, detectar alterações na marcha, evidência de dor, tipos de padrões respiratórios ou ­áreas de assimetria pode levar a perguntas adicionais ao pro­ prietário e a questões específicas para serem abordadas durante o exame físico. Alguns gatos podem estar tão do­ entes durante a observação inicial que a avaliação deverá ser feita com rapidez e o paciente levado para uma ­área de tratamento ou internação. É importante diminuir o estres­ se e prontamente estabilizar pacientes enfermos antes de tentar o exame mais detalhado.6 A técnica de exame físico eficaz segue um padrão con­ sistente e rotineiro, porém possibilita alguma flexibilidade. Os gatos percebem o mundo por meio de seus sentidos, e sua resposta a novo ambiente ou a odores não familiares no consultório não é previsível. Se o gato preferir perma­ necer no transportador e demonstrar sinais de ansiedade, a parte superior do transportador deverá ser removida e convém ser usada uma toalha espessa para cobrir o gato. Com fre­quência, esse é um momento conveniente para pesar o gato, seja removendo-o do transportador, seja en­

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Capítulo 3 | Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

23/04/2015 22:26:46


Seção 1 | Fundamentos do Atendimento a Felinos

quanto ele ainda estiver no transportador (com o peso do transportador subtraí­do do total). Uma balança de mesa projetada para pequenos animais ou lactentes humanos é o melhor equipamento para pesar gatos (Figura 3.5). O veterinário pode con­ti­nuar ajustando a toalha confor­ me necessário (Figura 3.6) e enquanto o gato con­ti­nua no transportador ou após levantar e remover delicadamente o gato da cesta transportadora. Bater na gaiola e despejar o gato na mesa de exame ou no chão não é recomendado.25 Conforme o exame prossegue, o veterinário deve movi­ mentar-se lentamente e falar com tranquilidade. Convém o profissional travar contato físico com o gato mantendo os instrumentos para exame à mão. Perder o contato físi­ co pode aumentar o nível de ansiedade do gato e levar à dificuldade para completar o exame. O fato incontestável é que os gatos demandam tempo e atenção. Ter em mente que “devagar se vai ao longe” e “o mínimo possível” é útil tanto na eficiên­cia quanto na eficácia. Os cuidados, o tempo e o exame devem ser ajustados de acordo com as necessidades do paciente. Iniciar o exame na ponta do nariz e proceder na dire­ ção da ponta da cauda é uma técnica comum e eficaz para alguns clínicos; outros, especialmente durante o exame inicial, preferem não olhar de frente para o gato para mi­

nimizar o contato ­visual, que alguns animais consideram amedrontador. Se o gato resistir, o veterinário poderá modificar a rotina para se ajustar ao paciente e retomar o exame em ­área menos sensível, como a cabeça, sobre os membros posteriores ou no abdome e na ­área lombar. É essencial ser flexível, embora de modo completo, e se adaptar ao nível de conforto do gato. Para a maioria dos pacientes, obter a leitura precisa da temperatura retal é possível inserindo-se lentamente o termômetro digital de leitura rápida bem lubrificado (Fi­ gura 3.7) enquanto se distrai o paciente com petiscos ou massagem delicada na cabeça. Se adequado, o veterinário pode verificar a impactação fecal e o tônus anal nesse mo­ mento. Aceita-se não medir a temperatura durante exames de bem-estar de pacientes menos tolerantes, porém sadios. Usar um termômetro de orelha para gatos nervosos é uma alternativa razoá­vel, embora sua precisão, especialmente em gatos doentes, seja questionável.11 Deve-se observar que a temperatura corporal do gato pode exceder 39,4°C em dias quentes ou em decorrência de estresse da viagem. De acordo com as opiniões atuais de especialistas, considera-se a dor o quarto sinal vital após temperatura, pulso e respiração. A avaliação da dor é parte essencial da avaliação de qualquer paciente. Muitos distúrbios e pro­ cedimentos provocam dor em gatos, e os veterinários de­ vem sempre estar cientes dessa probabilidade e procurar sinais. Como a alteração no comportamento é o sinal mais comum de dor, entender o comportamento normal do pa­ ciente é importante para identificar alterações e fazer as opções adequadas para intervir. Diversos recursos para auxiliar nesse processo estão disponíveis para a equipe de cuidados de saú­de veterinários.9

Cabeça

Figura 3.5 Os gatos devem ser pesados na balança de mesa durante toda consulta veterinária. (Cortesia da Dra. Debra Givin.)

Primeiramente, observa-se o nariz quanto a quaisquer al­ terações na superfície ou lesões. Qualquer falta de sime­ tria ou evidência de secreção ou corpo estranho ocasional, como uma folha de grama, pode ser detectada mais fa­ cilmente iluminando-se as narinas. Úlceras na comissura nasal podem indicar infecção viral do trato respiratório superior (p. ex., calicivírus felino, herpes-vírus felino).15 O

Figura 3.6 Se necessário, pode ser usada uma toalha durante o exa­

Figura 3.7 Uso de termômetro digital para medir temperatura re­

me. (Cortesia da Dra. Vicki Thayer.)

LITTLE 03.indd 30

tal. (Cortesia da Dra. Vicki Thayer.)

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

30

23/04/2015 22:26:47


tipo e a cor de qualquer secreção nasal devem ser registra­ dos, e também se a secreção é unilateral ou bilateral. Esses sinais podem indicar inflamação, infecção ou neo­pla­sia. Um som incomum ou um movimento de ar incomum de­ notam obstrução ou doen­ça de vias respiratórias superio­ res. Um ruí­do estertoroso (p. ex., ronco ou resfôlego) pode indicar alterações envolvendo a faringe, já que um estri­ dor (ou seja, chiado) vem da á­ rea da laringe.13 Assim como o nariz, os lábios e o queixo são avalia­ dos quanto a lesões ou alterações cutâ­neas. A seguir, os dentes são avaliados, sendo observadas quaisquer ausên­ cias, além de inflamação orofaríngea, doen­ça periodontal, reabsorção de dente (anteriormente denominada lesões de reabsorção odontoclástica de felinos ou lesões do colo dentário) e fraturas de dentes. A boca do gato deve ser mantida aberta para que o palato, as duas fauces e o fundo da garganta sejam examinados (Figura 3.8). São queixas comuns mau hálito, dificuldade de mastigação e passar a patinha na boca. Com fre­quência, observa-se logo icterícia no pala­ to duro. O veterinário deve rever a boca inteira quanto a lesões compatíveis com inflamação. Pressionando-se delicadamente com um polegar o espaço intermandibu­ lar e elevando a língua, poderão ser descobertos algum corpo estranho linear ou outras anormalidades na ­área sublingual (Figura 3.8).27 Uma lesão inflamatória que não cicatriza exige avaliação quanto a neo­pla­sia subjacente po­ tencial. O carcinoma escamocelular é o câncer bucal mais comum em gatos e costuma ser visto como massa sob a língua.18 Ademais, a cor e o aspecto das mucosas são in­ dicadores de anemia (descorada), cianose (tom de azul) e icterícia (tom de amarelo). O tempo de enchimento capilar prolongado levanta questões relacionadas com o estado de perfusão tissular do paciente. Passando aos olhos, o veterinário deve primeiramente observar o estado ou as alterações nas aberturas palpe­ brais, pupilas, pálpebras e membranas nictitantes. Convém o profissional procurar evidências de exoftalmia (indica lesões retrobulbares), retração do globo (indica perda de

31

peso ou desidratação), lacrimejamento excessivo e blefa­ rospasmo. A seguir, as pupilas são verificadas, a fim de se confirmar se têm tamanho igual e respondem igualmente à luz. Os olhos do paciente devem ser examinados quanto a vascularização, infiltrados celulares ou líquidos e ulce­ ração em cada córnea. Observam-se a conjuntiva e a escle­ rótica quanto a sinais de icterícia, anemia e inflamação. A íris é avaliada quanto a alteração na cor, adelgaçamento ou espessamento, e hiperemia e lesões hiperpigmentadas de­ vem ser monitoradas quanto a alterações no tamanho ou no aspecto durante exames subsequentes. Lesões uveais podem ser decorrentes de traumatismo, doen­ça infecciosa (p. ex., peritonite infecciosa felina, infecção pelo vírus da imunodeficiên­cia felina) ou neo­pla­sia. Pode ocorrer escle­ rose nu­clear senil conforme o gato envelhece. A catarata pode ser congênita em algumas raças, mais comumente Persa e Pelo Curto Inglês, ou subsequente a outros proble­ mas, como traumatismo ou uveí­te anterior.1 Finalmente, a retina é avaliada por oftalmoscopia direta ou indireta quanto a hemorragia (indica hipertensão), descolamento (indica tumor, hipertensão ou traumatismo), neo­pla­sias (p. ex., linfoma) e alterações degenerativas (p. ex., atrofia da retina) ou inflamatórias (p. ex., toxoplasmose).27,32 Indo para as orelhas, a superfície de cada aurícula é examinada quanto a ­áreas de alopecia ou outras lesões cutâ­neas, como inflamação, ulceração, alterações da cor e crostas. Cada orelha é verificada quanto a feridas ou abs­ cessos, especialmente se o gato se envolve em brigas, e he­ matomas da aurícula. Evidências de icterícia ou petéquias, se houver, costumam ser observadas no revestimento me­ dial das aurículas. Os canais auditivos são examinados com o otoscópio quanto a alterações e para a ­visua­lização da membrana timpânica. O tímpano normalmente é pla­ no e tenso e o revestimento do canal auditivo, em geral, é liso e sem cera ou secreção. O exame citológico de teor ceroso anormal ou secreção pode confirmar diagnósticos preliminares de ácaros da orelha (Otodectes cyanotis), Demodex sp., infecções bacterianas ou crescimento excessivo de leveduras (Malassezia sp.).29 Crescimentos anormais ou pólipos podem decorrer de inflamação crônica ou evidên­ cia de neo­pla­sia. Dor durante a abertura da boca talvez seja sinal de doen­ça subjacente da orelha média ou orelha externa quando não houver doen­ça bucal.

Pescoço e membros anteriores

Figura 3.8 A pressão delicada no espaço intermandibular eleva a língua, possibilitando a descoberta de corpos estranhos lineares. (Cortesia da Dra. Susan Little.)

LITTLE 03.indd 31

O exame do pescoço e dos membros anteriores começa com a palpação dos linfonodos submandibulares, das glându­ las salivares e da laringe. A região paratraqueal, desde a laringe caudal até a abertura torácica, é verificada quan­ to à tireoide aumentada. A tireoide normal não pode ser palpada. Embora a técnica clássica de examinar a tireoide seja com o gato sentado, e o pescoço e a cabeça estendidos para cima para a palpação, foram descritas outras técnicas eficientes (Figura 3.9).20 O veterinário deve con­ti­nuar a ex­ plorar a superfície do pescoço quanto a lesões, alterações desde os exames pregressos e evidência de dor. A ventro­ flexão do pescoço pode evidenciar deficiên­cia de tiamina ou de potássio, polimiopatia ou polineuropatia.

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Capítulo 3 | Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

23/04/2015 22:26:48


Seção 1 | Fundamentos do Atendimento a Felinos

Figura 3.9 A palpação da tireoide é componente essencial do exa­ me de gatos adultos. (Cortesia da Dra.Vicki Thayer.)

Figura 3.10 A ausculta cardía­ca deve ser rea­li­zada em um consul­

A flexão e a extensão delicada de ­músculos, ossos e ar­ ticulações dos membros anteriores ajudam na detecção de tumefação, desconforto ou falta de mobilidade. Este exame pode ser rea­li­zado por meio da palpação simultâ­ nea dos dois membros e comparação de um membro com o outro. O veterinário deve examinar as palmas frontais quanto à condição das unhas, leito das unhas, coxins e te­ cido interdigital, ao mesmo tempo observando se existem lesões incomuns ou ferimentos. Gatos com polidactilia e geriá­tricos com fre­quência apresentam unha que cresceu e invadiu o interior de um coxim digital. As unhas rachadas ou divididas completamente do leito da unha podem ser evidências de traumatismo.

dinâmicos, como hipertireoidismo, a taquicardia sinusal costuma ser sinal proeminente. A palpação do pulso fe­ moral durante a ausculta do coração pode ajudar o vete­ rinário a detectar déficits de pulso ou fraqueza. Pulso fe­ moral diminuí­do ou ausente, associado a membros frios, descorados e fracos pode indicar tromboembolia aó­rtica. A distensão da veia jugular ou pulsos jugulares podem ser conse­quência de insuficiên­cia cardía­ca direita. Observamse tais alterações umedecendo-se ou raspando-se o pelo sobre a ranhura da jugular.2,27 O monitoramento da fre­quência e do padrão respirató­ rios, junto à ausculta torácica, pode ajudar na detecção de doen­ça cardía­ca ou respiratória subjacente. A fre­quência respiratória normal é de 20 a 40 movimentos por minuto. Contudo, a fre­quência respiratória maior também decor­ rede agitação, febre, dor ou medo. Dispneia, ou respiração difícil ou laboriosa, é prioritariariamente um estado obser­ vado e, em geral, causa ansiedade no gato. O edema pul­ monar e o derrame pleural podem aumentar a fre­quência respiratória, além de mais esforço inspiratório e expirató­ rio sem ruí­do audível de vias respiratórias. Em geral, não é possível a ausculta pulmonar ventralmente quando há líquido pleural. A percussão cuidadosa do tórax identifi­ ca áreas de maior quantidade de ar ou que há líquido ou massas. Expiração prolongada ou esforço expiratório ou abdo­ minal ou outros esforços respiratórios aumentados são indicadores de doen­ça de vias respiratórias inferiores cau­ sada por estreitamento ou obstrução de vias respiratórias menores. Doença de vias respiratórias inferiores (p.  ex., possível edema pulmonar ou doen­ça inflamatória de vias respiratórias) produz sons pulmonares ásperos, como cre­ pitações inspiratórias e sibilos expiratórios. Outros sinais clínicos de doen­ça respiratória crônica são aspecto de tórax em barril e diminuição da compressibilidade torácica. Os pacientes com comprometimento respiratório podem não conseguir se deitar confortavelmente e, com fre­quência, se sentam encurvados, com os cotovelos abduzidos.10

Tórax e tronco A ausculta do coração e dos pulmões é componente fun­ damental do completo exame torácico. O veterinário deve posicionar o gato de modo que o animal fique com a face para frente e auscultar fre­quência, ritmo e possíveis so­ pros, usando tanto a campânula quanto o diafragma do estetoscópio (Figura 3.10). A ausculta é mais eficaz em uma sala tranquila. Pode ser necessário pedir ao pro­ prietário que não fale durante a ausculta torácica. Sopro cardía­co não significa sempre cardiopatia subjacente, nem sua ausência descarta cardiopatia estrutural.21 Os sopros talvez decorram de outros estados físicos, como anemia ou grau de hidratação do paciente. Os dois lados do tórax são auscultados a fim de se ava­ liar o coração desde a base até o ápice e também ao longo do esterno. Em geral, a intensidade máxima das bulhas cardía­cas encontra-se entre o terceiro e quinto espaços intercostais do lado esquerdo. Sopros cardía­cos audíveis criarão vibrações palpáveis na parede torácica, denomina­ das fibrilações precordiais, e dão a sensação de “zumbido” tipicamente no ponto de intensidade máxima. Ritmos de galope e outras arritmias, como bradicardia, estão associa­ dos a formas de miocardiopatia felina. Nos estados hiper­

LITTLE 03.indd 32

tório tranquilo. (Cortesia da Dra. Vicki Thayer.)

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

32

23/04/2015 22:26:49


Na última etapa no exame do tórax e do tronco, o vete­ rinário deve palpar costelas, tronco, dorso, ventre, axilas e cadeias mamárias, à procura de nódulos, lesões anormais e linfonodos aumentados. Não é rara a neo­pla­sia mamá­ ria em gatas e convém a detecção precoce para melhorar o prognóstico. Massas mamárias devem ser consideradas neoplásicas até que se prove o contrário. O peito escavado, ou deformidade do processo xifoide do esterno, pode ser encontrado em gatos mais jovens. O aumento focal de linfonodos significa doen­ça regional, em geral subsequente a abscessos ou doen­ça de pele, e a linfa­ denopatia difusa pode ser decorrente de doen­ça sistêmica, como linfoma.

Abdome O veterinário deve avaliar visualmente tamanho e aspecto gerais do abdome enquanto palpa à procura de líquido, gordura, distensão de órgão ou dor. Dor abdominal ou desconforto durante a palpação podem ser decorrentes de doen­ça subjacente, embora esse tipo de reação também seja proveniente de ansiedade pelo manuseio. Realiza-se a palpação movendo-se da frente para trás e de um lado para outro, usando as pontas dos dedos de uma das mãos ou as duas mãos bem próximas. Rechaço amolecido da parede abdominal pode indicar que há líquido. Ele tam­ bém ajuda o veterinário a detectar outras causas de disten­ são abdominal. Em geral, o fígado não é palpável, mas, se houver hepatomegalia, a borda do fígado estará palpável por trás do arco costocondral. O veterinário deve anotar a forma da borda palpável do fígado (p. ex., aguda versus ar­ redondada ou lisa versus irregular), pois isso pode indicar alterações anormais. Assim como o fígado, o estômago e o pân­creas em geral não são palpáveis. O baço aumentado pode indicar distúrbios hematopoé­ ticos ou mieloproliferativos envolvendo infiltração do te­ cido esplênico com tipos e números anormais de linfócitos e mastócitos. Em muitos gatos, é possível discernir os dois rins, sendo o rim esquerdo mais caudal do que o direito. A palpação ajuda na detecção do tamanho (maior ou menor) ou da forma (liso versus irregular). A bexiga normal no ab­ dome posterior apresenta parede delgada e não provoca dor à palpação. A bexiga maior, tensa e dolorosa indica possível obstrução no trato urinário inferior. O útero não grávido normal não é palpável nas gatas. Palpa-se o útero aumentado como estrutura(s) tubular(es) distinta(s) do trato intestinal. Ele pode ser decorrente de gravidez ou doen­ça uterina, como piometra. O útero mui­ to aumentado decorre de prenhez em estágio final, pio­ metra, hidrometra ou mucometra e pode ocupar a maior parte do espaço abdominal. Em geral, o intestino delgado é palpável facilmente e a parede intestinal costuma ser simétrica em toda a sua ex­ tensão. Alguma alteração na espessura da parede, assime­ tria, distensão de segmentos intestinais ou dor à palpação frequentemente indicam doen­ça subjacente. O aumento de linfonodos mesentéricos pode estar associado a esses sinais e decorrer de inflamação ou neo­pla­sia. As diferen­ tes seções do cólon também são palpáveis, e o cólon cheio de fezes é quase sempre sinal de constipação intestinal ou, sobretudo, obstipação. Como a obesidade pode mascarar

LITTLE 03.indd 33

33

alterações significativas em órgãos abdominais, a palpa­ ção bem-sucedida de gatos obesos exige atenção extra por veterinários experientes; em alguns casos, pode ser im­ possível rea­li­zar a palpação abdominal completa.

Membros posteriores e cauda Os membros e as patas posteriores são examinados e com­ parados da mesma maneira que os membros e as patas anteriores. O veterinário deve flexionar e estender delica­ damente as ar­ticulações coxofemoral, o joelho e o jarrete, a fim de testar o comprometimento da mobilidade ou a dor, observando quaisquer tumefações ou outras anorma­ lidades. A tendência de luxação patelar medial em um dos joelhos pode ser detectada em alguns gatos mais novos. A claudicação aguda em gatos, especialmente com sobre­ peso, deve-se, por vezes, à ruptura do ligamento cruzado anterior e exige teste para movimento de gaveta anterior e observação de dor na ar­ticulação do joelho. A pele, os coxins e as unhas das patas posteriores são examinados de acordo com os problemas que podem ocorrer nos mem­ bros anteriores. Unhas encravadas são menos frequentes. Começando na base da cauda e con­ti­nuando até a pon­ ta, o veterinário palpa em busca de possíveis feridas, dor e tumefação. Luxações sacrococcígeas ou fraturas causadas por traumatismo são descobertas mais frequentemente na base. A seguir, avaliam-se as re­giões anal e perineal, quan­ to a aspecto e limpeza. Pregas extras de pele ou incapa­ cidade de limpar o períneo costumam levar a problemas higiênicos e dermatite em animais obesos (Figura 3.11). Evidências de infecção por tênia, Taenia taeniaeformis ou Dipylidium caninum, podem ser encontradas no pelo que circunda o ânus. As bolsas anais localizam-se nas posições de 4 e 8 h ao redor do ânus. A palpação das bolsas anais pode determi­ nar a necessidade de serem esvaziadas. Assim, abscessos

Figura 3.11 A dermatite perineal é encontrada com fre­quência em pacientes muito obesos. (Cortesia da Dra. Susan Little.)

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Capítulo 3 | Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

23/04/2015 22:26:49


Seção 1 | Fundamentos do Atendimento a Felinos

de bolsa anal não são incomuns no gato. Os gatos podem desenvolver hérnias perineais levando à impactação fecal. O exame retal, quando necessário, pode exigir a sedação do paciente ou anestesia geral em alguns casos. Normal­ mente, a vulva não apresenta secreção, mesmo quando a gata está no estro. O veterinário deve verificar filhotes e felinos do sexo masculi­no não castrados, a fim de confirmar se os testícu­ los localizam-se nas bolsas escrotais. Quando não houver o conhecimento de o macho felino ter sido castrado ou ser criptorquí­dico, o pênis deverá ser verificado quanto a es­ pinhas. Espinhas penianas indicam uma fonte de testoste­ rona, tipicamente testículo retido.

Avaliação geral final Finalmente, o veterinário examina, toca e avalia a pele e a cobertura do pelos durante o exame e discute quaisquer problemas com o proprietário. Odores incomuns podem decorrer de problemas subjacentes, como secreção de fe­ ridas contaminadas e exposição a agentes questionáveis (p. ex., fumaça, substâncias quí­micas). A maioria dos ga­ tos prefere estar limpa. O menor desejo de autolimpeza pode indicar doen­ça. Saliva em excesso sobre a cobertura de pelos, especialmente o pelo que cobre os membros infe­ riores, pode evidenciar doen­ça bucal significativa. Evidências de pulgas ou parasitas externos são en­ contradas passando-se pente em partes da cobertura de pelo em qualquer momento durante o exame. O veteri­ nário deve alertar o proprietário quanto a bolas grandes de pelo no gato e, se necessário, recomendar sua remoção (Figura 3.12). Emaranhados na cobertura de pelos podem ser desconfortáveis para o gato e indicar diminuição da autolim­peza decorrente de obesidade, em especial se os bolos forem evidentes na metade caudal do corpo, em ­áreas onde o animal não consegue mais alcançar. O vete­ rinário deve monitorar gatos brancos e aqueles com ­áreas brancas ou levemente pigmentadas na aurícula, na pálpe­ bra e no filtro nasal, ou ao redor dessas estruturas, quanto a dermatite solar ou alterações displásicas. Nódulos ou

Figura 3.12 O pelo emaranhado pode indicar menos autolimpeza,

com fre­quência decorrente de distúrbios clínicos subjacentes. (Cortesia da Dra. Susan Little.)

LITTLE 03.indd 34

excrescências cutâ­neos devem ser medidos com régua ou compasso de calibre, e essas características deverão ser documentadas no prontuário. Alopecia, feridas e outras anormalidades também deverão ser anotadas. Alopecia sobre uma ar­ticulação pode indicar dor, como a associada a osteo­artrite. Já a alopecia do abdome ventral pode indi­ car dor na bexiga. Uma ­área de tumefação flutuante com calor localizado frequentemente indica abscesso, proble­ ma comum em gatos. Durante os estágios finais do exame, o veterinário mede a condição física geral, discriminando uma pontuação com­ posta em uma escala de 5 pontos ou de 9 pontos (Figura 3.3). A perda ou o ganho de peso frequentemente são mais bem percebidos pelo proprietário quando expressos como por­ centagem do peso pregresso do gato (p. ex., o animal ga­ nhou 15% desde último registro de peso). Como alternativa, o índice de massa corporal felina (IMCF) desenvolvido pelo Waltham Center for Pet Nutrition proporciona um indica­ dor de teor de gordura corporal.8 Esse valioso instrumento de medida ajuda os clínicos e os pesquisadores a definirem mais adequadamente a relação entre teor de gordura corpo­ ral e risco de doen­ça em gatos. A fórmula para determinar o IMCF é mostrada no Boxe 3.4. A equação usa a circunfe­ rência do gradil costal e o índice da perna (comprimento do membro posterior inferior do meio da patela até a ponta dorsal do processo calcâneo) (Figuras 3.13 a 3.15).

Boxe 3.4 Fórmula para cálculo do índice de massa corporal felina   CGC  − MIP     Percentual de gordura corporal =  0,7062  − MIP 0,9156   Impresso com permissão de Waltham Focus, 10:32, 2000. CGC, circunferência do gradil costal; MIP, medida do índice da perna. Todas as medidas em centímetros.

Figura 3.13 A medida do índice da perna (MIP) para o Índice de

Massa Corporal Felina consiste no comprimento (em cm) desde o meio da patela até a ponta dorsal do processo calcâneo. (Cortesia da Dra. Susan Little.)

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

34

23/04/2015 22:26:50


Figura 3.14 Medida da circunferência do gradil costal (CGC) (em

cm) para o Ă­ndice de massa corporal felina. (Cortesia da Dra. Susan Little.)

%KTEWPHGTĂ„PEKCFQITCFKNEQUVCN EO

Se o gato tiver perdido peso, serå avaliada perda de ­ úsculo ou debilidade. Especificamente, perda de massa m ­muscular sobre as costas (p. ex., processos espinhosos ver­ tebrais proeminentes) ou sobre os membros (p. ex., escåpu­ las proeminentes) e abdome pendular ou grande coxim gorduroso inguinal podem indicar um distúrbio clínico subjacente grave. Descartar definhamento ou os efeitos do envelhecimento, medir o turgor cutâ­neo ao elevar a pele sobre as costas e monitorar seu retorno atÊ uma posição de repouso propiciam a avaliação preliminar da hidrata­ ção e auxiliam na avaliação da higidez do paciente. Uma

                    

pequena formação de tenda da pele pode nĂŁo ocorrer atĂŠ o gato estar, no mĂ­nimo, 5% desidratado. HĂĄ elevação mo­ derada da pele quando um gato encontra-se com 6 a 8% de desidratação e, quando a elevação da pele permanece du­ rante alguns segundos ou mais, indicarĂĄ, no mĂ­nimo, 10% de desidratação. Olhos afundados ou mucosas pegajosas podem tambĂŠm confirmar um quadro de desidratação. A avaliação neurolĂłgica ĂŠ rea­li­zada mais detalhada­ mente quando o histĂłrico e o exame fĂ­sico indicam sua necessidade. Uma pequena versĂŁo do exame do nervo cra­ niano pode ser praticada enquanto se examina a ­årea da cabeça e do pescoço. As etapas finais do exame fĂ­sico abrangente e eficaz envolvem a revisĂŁo dos achados com o proprietĂĄrio e o delineamento de recomendaçþes de tratamento. Um mÊ­ todo aceito de ajudar o proprietĂĄrio a entender as reco­ mendaçþes de tratamento consiste em uma caderneta com observaçþes escritas de modo conciso. De fato, compar­ tilhar achados do exame, explicar opçþes de tratamento e fornecer o prognĂłstico com base no plano de avaliação objetivo e subjetivo aumentam a adesĂŁo e a satisfação do proprietĂĄrio com o esquema proposto.6 Se um gato doen­ te estiver sendo avaliado, a tĂŠcnica de plano de avaliação objetivo e subjetivo emocional (http://www.aah-abv.org, ver newsletter Autumn, 2002; acessado em 24 de fevereiro de 2010) pode ser usada concomitantemente ao formato tĂ­pico do plano para satisfazer Ă s necessidades emocionais do proprietĂĄrio (Tabela 3.1).30 Em muitos casos, relacionar diferenciais e os denominados “descartesâ€? no formato mencionado tambĂŠm ajuda a explicar a necessidade de medidas diagnĂłsticas adicionais, como exames laborato­ riais, como parte de um banco de dados mĂ­nimo.

5QDTGRGUQ

2GUQPQTOCN

#DCKZQFQRGUQ

































/+2 EO

Figura 3.15 Uso da medida do índice da perna (MIP; em cm) e circunferência do gradil costal (em cm) para determinar o índice de massa corporal felina. (Cortesia do WALTHAM Center for Pet Nutrition.)

LITTLE 03.indd 35

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de påginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright Š 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

35

CapĂ­tulo 3 | Como Decifrar o Gato | HistĂłrico ClĂ­nico e Exame FĂ­sico

23/04/2015 22:26:51


Seção 1 | Fundamentos do Atendimento a Felinos

Tabela 3.1 Plano de avaliação objetiva subjetiva emocional. Plano de avaliação objetiva subjetiva emocional Variáveis clínicas Como você acha que este animal está?

Variá­veis emocionais S/S

– aspecto físico – linguagem corporal e comportamento

Como você acha que este proprietário está? – aspecto físico

Subjetivo

– linguagem corporal e comportamento

– interações com o proprietário

– interações com o animal de estimação

Qual a razão da consulta?

O que talvez o proprietário precise de você?

O que sua intuição lhe diz sobre este paciente? O que o proprietário lhe diz sobre este animal e a queixa clínica? Qual é o histórico clínico importante? O que você encontrou no exame físico?

O que você sente/observa/ suspeita? O/O

Objetivo

O que sua intuição lhe diz sobre este proprietário? O que o proprietário lhe diz sobre seus sentimentos e sua relação com este animal de estimação? Qual é o histórico emocional importante?

Quais são os fatos?

O que você encontrou no Formulário de Informações sobre Relacionamento entre o Animal de Estimação e a Família?

Que experiências e conhecimento pregressos você pode aproveitar para este caso?

A/A

Que experiências e conhecimento pregressos você pode aproveitar para este caso?

Que diagnóstico você pode inferir com base nas informações coletadas?

Avaliação

Que necessidades e serviços de suporte você pode atribuir como potencialmente aplicáveis a este caso?

O que você pode concluir a partir de uma síntese geral dos dados? Que opções você pode recomendar e oferecer para tratamento? Qual é o esquema de tempo para o tratamento? Qual é o custo do tratamento?

P/P

Plano Que tratamento e opções de apoio existem para os proprietários?

Qual é o acompanhamento do tratamento?

Referências bibliográficas  1. Barnett KC, Crispin SM: Feline ophthalmology: an atlas and text, Lon­ don, 2002, Saunders, p 122.  2. Bonagura J: Cardiovascular diseases. In Sherding RG, editor: The cat, diseases and clinical management, ed 2, Philadelphia, 1994, Saun­ ders, p 819.  3. Caney S: Weight loss in the elderly cat, J Feline Med Surg 11:730, 2009.  4. Center SA: Progress in characterization and management of the fe­ line cholangitis/cholangiohepatitis syndrome, Proc Am Assoc Feline Pract Fall Conf 1-16, 2009.  5. Ciancolo RE, Bischoff K, Ebel JG et al: Clinicopathologic, histologic, and toxicologic findings in 70 cats inadvertently exposed to pet food contaminated with melamine and cyanuric acid, J Am Vet Med Assoc 233:729, 2008.  6. Ettinger SJ: The physical examination of the dog and cat. In Ettinger S, Feldman EC, editors: Textbook of veterinary internal medicine, ed 6, St Louis, 2005, Saunders, p 2.  7. Frankel M, Stein T: Getting the most out of the clinical encounter: the four habits model, Perm J 3:79, 1999.  8. Hawthorne A, Butterwick R: The feline body mass index: a simple measure of body fat content in cats, Waltham Focus 10:32, 2000.

LITTLE 03.indd 36

Que opções/recursos (pessoas para apoio, finanças, tempo) estão disponíveis para este proprietário? Qual é o esquema de tempo para apoio? Qual é o custo dos serviços de apoio recomendados? Qual é o acompanhamento do apoio?

 9. Hellyer P, Rodan I, Brunt J et al: AAHA/AAFP pain management guidelines for dogs and cats, J Am Anim Hosp Assoc 43:235, 2007. 10. Henik R, Yeager A: Bronchopulmonary diseases. In Sherding RG, editor: The cat: diseases and clinical management, ed 2, Philadelphia, 1994, Saunders, p 979. 11. Kunkle G, Nicklin C, Sullivan-Tamboe D: Comparison of body temperature in cats using a veterinary infrared thermometer and a digital rectal thermometer, J Am Anim Hosp Assn 40:42, 2004. 12. Levy J, Crawford C, Hartmann K et al: AAFP feline retrovirus man­ agement guidelines, J Feline Med Surg 10:300, 2008. 13. Levy J, Ford R: Diseases of the upper respiratory tract. In Sherding RG, editor: The cat: diseases and clinical management, ed 2, Philadel­ phia, 1994, Saunders, p 947. 14. Lord L, Ingwersen W, Gray J et al: Characterization of animals with microchips entering animal shelters, J Am Vet Med Assoc 235:160, 2009. 15. Mansell J, Rees C: Cutaneous manifestations of viral disease. In Au­ gust JR, editor: Consultations in feline internal medicine, ed 5, St Louis, 2006, Elsevier, p 11. 16. Nelson CT, Seward RL, McCall JW et al: 2007 guidelines for the diagnosis, treatment and prevention of heartworm (Dirofilaria immitis) infection in cats (website): www.heartwormsociety.org/veteri nary-resources/feline-guidelines.html. Accessed February 21, 2010.

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

36

23/04/2015 22:26:51


17. Ogilvie GK, Moore AS: Skin tumors. In Ogilvie GK, Moore AS, edi­ tors: Feline oncology: a comprehensive guide to compassionate care, Tren­ ton, N.J., 2001, Veterinary Learning Systems, p 412. 18. Ogilvie G, Moore A: Tumors of the alimentary tract. In Ogilvie GK, Moore AS, editors: Feline oncology: a comprehensive guide to compassionate care, Trenton, NJ, 2001, Veterinary Learning Systems, p 271. 19. Overall K, Rodan I, Beaver B et al: Feline behavior guidelines of the American Association of Feline Practitioners, J Am Vet Med Assoc 227:70, 2005. 20. Paepe D, Smets P, van Hoek I et al: Within- and between-examiner agreement for two thyroid palpation techniques in healthy and hy­ perthyroid cats, J Feline Med Surg 10:558, 2008. 21. Paige CF, Abbott JA, Elvinger F et al: Prevalence of cardiomyopa­ thy in apparently healthy cats, J Am Vet Med Assoc 234:1398, 2009. 22. Pittari J, Rodan I: Senior cats: untangling the problems of these spe­ cial patients, J Feline Med Surg 11:737, 2009. 23. Pittari J, Rodan I, Beekman G et al: American Association of Fe­ line Practitioners senior care guidelines, J Feline Med Surg 11:763, 2009. 24. Richards J, Elston TH, Ford RB et al: The 2006 American Associa­ tion of Feline Practitioners Feline Vaccine Advisory Panel report, J Am Vet Med Assoc 229:1405, 2006.

LITTLE 03.indd 37

37

25. Rodan I, Folger B: Respectful handling of cats to prevent fear and pain, American Association of Feline Practitioners Position State­ ment: http://catvets.com/uploads/PDF/Nov2009HandlingCats.pdf. Accessed February 21, 2010. 26. Scarlett J: Controlling feline respiratory disease in animal shelters. In August JR, editor: Consultations in feline internal medicine, ed 5, St Louis, 2006, Saunders, p 735. 27. Sherding RG: The medical history, physical examination, and physical restraint. In Sherding RG, editor: The cat: diseases, and clinical management, ed 2, Philadelphia, 1994, Saunders, p 7. 28. Suchman AL: A new theoretical foundation for relationshipcentered care: complex responsive processes of relating, J Gen Intern Med (Suppl 1):S40, 2006. 29. Venker-van Haagen AJ: Diseases and surgery of the ear. In Sherd­ ing RG, editor: The cat: diseases and clinical management, ed 2, Phila­ delphia, 1994, Saunders, p 1999. 30. Villalobos A: Hospice “Pawspice.” In August JR, editor: Consultations in feline internal medicine, ed 6, St Louis, 2010, Saunders,p 811. 31. Vogt AH, Rodan I, Brown M et al: AAFP-AAHA: feline life stage guidelines, J Feline Med Surg 12:43, 2010. 32. Wilkie D: Diseases and surgery of the eye. In Sherding RG, editor: The cat: diseases and clinical management, ed 2, Philadelphia, 1994, Saunders, p 2011.

Little | O Gato: Medicina Interna. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2015 Editora Guanabara Koogan Ltda, publicado pela Editora Roca.

Capítulo 3 | Como Decifrar o Gato | Histórico Clínico e Exame Físico

23/04/2015 22:26:51


Referência veterinária mais abrangente sobre medicina interna de gatos, este livro é indispensável a todo médico-veterinário que busca informações valiosas para um atendimento de qualidade, cada vez mais requisitado por proprietários desses animais de companhia.

LITTLE

Nesta obra, a Dra. Little, em parceria com experientes colaboradores, aborda questões e desafios únicos com que o veterinário especializado em gatos se depara diariamente – entre eles, os avanços e as aplicações mais recentes em diagnóstico clínico e tratamento. Principais características • Abordagem sistêmica dos avanços mais recentes na medicina interna de gatos • Tópicos fundamentais exclusivos, como: mapeamento do genoma felino; condições clínicas associadas a problemas de comportamento; tratamento de gatos com doença coexistente e crônica; agentes zoonóticos felinos e implicações à saúde humana • Projeto gráfico detalhado e colorido, rico em tabelas, boxes, algoritmos e figuras para acesso rápido e fácil à informação • Conteúdo minucioso sobre gatos criados em ambiente doméstico e com idade avançada, incluindo informações sobre expectativa de vida mais longa e saudável • Alerta para os desafios da superpopulação, em particular o impacto que milhões de gatos em estado semisselvagem causam à saúde pública e ao ambiente • Livro endossado pela Winn Feline Foundation, internacionalmente reconhecida como um dos maiores contribuintes para o financiamento de pesquisas em prol da saúde e do bem-estar dos gatos.

Little- O Gato.indd 1

8/3/2015 8:48:36 AM

Little | O Gato: Medicina Interna  

Little | O Gato: Medicina Interna

Little | O Gato: Medicina Interna  

Little | O Gato: Medicina Interna

Advertisement