Issuu on Google+

Sem tĂ­tulo-2 1

20/07/2011 15:45:36


Fisioterapia: Teoria e Prática Clínica

FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA MULHER: TEORIA E PRÁTICA

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 1

15/07/2011 13:44:32


O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária, que publicam nas áreas científica, técnica e profissional. Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de profissionais e de estudantes de Administração, Direito, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí-lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 2

15/07/2011 13:44:32


Fisioterapia: Teoria e Prática Clínica

FISIOTERAPIA NA SAÚDE DA MULHER: TEORIA E PRÁTICA AUTORA

Cristine Homsi Jorge Ferreira

Fisioterapeuta. Professora Doutora do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP‑USP).

editores da série

Celso R. F. Carvalho

Fisioterapeuta e Educador Físico. Mestre e Doutor em Ciências (Fisiologia Humana) pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Livre‑docente em Fisioterapia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Clarice Tanaka

Professora Titular do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 3

15/07/2011 13:44:32


A autora deste livro e a editora guanabara koogan ltda. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os pa‑ drões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pela autora até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regu‑ lamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicional‑ mente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen‑io.grupogen.com.br. A autora e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo‑se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2011 by EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.

Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro – RJ – CEP 20040‑040 Tels.: (21) 3543‑0770/(11) 5080‑0770 | Fax: (21) 3543‑0896 www.editoraguanabara.com.br | www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da editora guanabara koogan ltda. Editoração eletrônica: Arte e Ideia

Ficha catalográfica

F439f Ferreira, Cristine Homsi Jorge Fisioterapia na saúde da mulher : teoria e prática / Cristine Homsi Jorge Ferreira; editores da série Celso R. F. Carvalho, Clarice Tanaka. – 1.ed. – Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2011. (Fisioterapia : teoria e prática clínica) Inclui bibliografia e índice ISBN 978‑85‑277‑1761‑8 1. Fisioterapia. 2. Mulheres – Saúde e higiene. II. Título. III. Série. 11‑0416.

CDD: 615.82 CDU: 615.8

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 4

15/07/2011 13:44:33


Colaboradores Adriana Bertotto

Fisioterapeuta Pós‑graduada em Investigação Científica pela ULBRA. Mestre em Problemas y Patologias del Desvalimiento pela UCES – Buenos Aires – Argentina. Professora no curso de Fisioterapia do Unilasalle – Rio Grande do Sul. Professora da Especialização em Urogineco‑ logia – CBES.

Alessandra Cristina Marcolin

Professora Doutora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ana Carolina da Silva Castro

Mestranda do Programa de Pós‑Graduação em Patologia da UFCSPA.

Ana Carolina Japur de Sá Rosa e Silva

Professora Doutora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Setor de Reprodução Humana. Responsável pelo Ambulatório de Estudos da Sexualidade Humana do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, São Paulo.

Ana Carolina Rodarti Pitangui

Mestre em Enfermagem em Saúde Pública – USP. Fisioterapeuta, Professora do Departamento de Fisioterapia da Universidade de Pernambuco – Campus Petrolina. Doutoranda do Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP – Brasil.

Ana Carolina Sartorato Beleza

Fisioterapeuta, Professora Adjunta do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de São Paulo – Campus Baixada Santista. Doutora em Enfermagem em Saúde Pública pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ana Cláudia Marques Rosa

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universi‑ dade de São Paulo.

Ana Márcia Spanó Nakano

Enfermeira, Professora Associada do Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – EERP/USP – Brasil.

Antonio Alberto Nogueira

Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 5

15/07/2011 13:44:33


vi  Colaboradores

Antonio Celso Koehler Ayub

Professor Adjunto do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFCSPA. Chefe do Setor de Obstetrícia da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA). Diretor da Maternidade Mário Totta da ISCMPA. Conselheiro Titular do CREMERS.

Bary Berghmans

Doutor em Epidemiologia Clínica – Holanda. Especialista em Tratamento Conservador do Assoa­ lho Pélvico. Colaborador da Cochrane. Pesquisador do Assoalho Pélvico pelo Hospital Universi‑ tário de Maastricht – Holanda.

Bruno Ramalho de Carvalho

Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia. Mestre pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Setor de Reprodução Humana. Membro do corpo clínico do Centro de Assistência em Reprodução Humana Genesis, em Brasí‑ lia, Distrito Federal.

Carolina Oliveira Nastri

Mestranda em Ginecologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Conrado Milani Coutinho

Médico Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Cristine Homsi Jorge Ferreira

Fisioterapeuta, Professora Doutora do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP – USP).

Daniela Cristina Carvalho de Abreu

Professora Doutora do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, Curso de Fisioterapia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP – USP).

Daniella Leiros Cunha‑Cavalcanti

Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher e Psicomotricidade. Mestre em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP – USP).

Elaine Christine Dantas Moisés

Doutora em Ciências Médicas na Área de Concentração em Tocoginecologia. Médica Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Elaine Cristine Lemes Mateus deVasconcelos

Fisioterapeuta contratada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 6

15/07/2011 13:44:33


Colaboradores 

vii

Elizabeth Alves G. Ferreira

Professora Doutora do Curso de Fisioterapia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiolo‑ gia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Elyonara Mello de Figueiredo

Doutora em Ciências do Movimento e da Reabilitação pela Universidade de Boston – EUA. Professora do curso de graduação em Fisioterapia e do programa de Pós‑Graduação em Ciência da Reabilitação da UFMG.

Elza Lúcia Baracho Lotti de Souza

Mestre em Ciência da Reabilitação pela UFMG. Professora assistente do Departamento de Fisio‑ terapia da FCMMG. Coordenadora do curso de Pós‑Graduação da FCMMG.

Flávia Ignácio Antônio

Fisioterapeuta Pós‑graduanda do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Flavia Raquel Junqueira

Médica Assistente do DGO FMRP – USP. Mestre em GO pela FMRP – USP.

Flaviane de Oliveira Souza

Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher e Mestranda em Ciências Médicas pela Facul‑ dade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Francisco José Candido dos Reis

Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Geraldo Duarte

Professor Titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Gustavo Antonio Neppelenbrock

Responsável pela Residência em GO da UNAERP. Mestre em GO pela FMRP – USP.

Gustavo F. Sutter Latorre

Mestrando do Programa de Pós‑Graduação em Ciências da Saúde – Engenharia e Transporte Celular – da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC, Curitiba, PR. Editor Geral do Portal Perineo.net.

Heitor Ricardo Cosiski Marana

Médico Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Hélio Humberto Angotti Carrara

Professor Doutor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 7

15/07/2011 13:44:33


viii  Colaboradores

Imacolada Maria Tozzo

Psicóloga. Especialista em Psicologia e Mestre em Ciências da Saúde pela Santa Casa de São Paulo. Clínica de Sexualidade do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo.

Iracema de Mattos Paranhos Calderon

Professora Adjunta da Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista – UNESP. Médica, Livre‑docente em Obstetrícia.

José Eugênio Rache

Professor Aposentado Colaborador do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFCSPA.

Katrin Fenzl

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universi‑ dade de São Paulo.

Letícia Alves Rios Dias

Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher e Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Liana Barbaresco Gomide

Mestre e Doutoranda em Ciências da Saúde – FMRP – USP.

Ligia Carolina Martins Imori

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universi‑ dade de São Paulo

Lígia Moulin Menzel

Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher e Mestranda em Ciências da Saúde pela Facul‑ dade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Loic Dabbadie

Diploma de Masseur‑Kinésitherapeute – França. Diploma Universitário de Reeducação Urogi‑ necológica – França. Diploma Universitário em Sexologia. Fundador da Escola Internacional de Reeducação das Disfunções Pélvicas – EIRPP. Professor de Uroginecologia – Brasil, Itália, ­Bélgica, Alemanha, Canadá e China.

Luciane MariaVasconcelos Naldoni

Fisioterapeuta Pós‑graduanda do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Luiz Gustavo Oliveira Brito

Médico Assistente do Setor de Mastologia do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hos‑ pital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Maíra de Menezes Franco

Fisioterapeuta Pós‑graduanda do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 8

15/07/2011 13:44:33


Colaboradores 

ix

Mara de Abreu Etienne

Fisioterapeuta pela USP. Mestre pela PUC‑SP. Especialista em Sexualidade pela FMUSP. Setor de Fisioterapia do Assoalho Pélvico do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo.

Marcos Felipe Silva de Sá

Professor Titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP – USP).

Marcos Okido

Pós‑graduando em Mestrado em Ciências Médicas na Área de Concentração em Tocoginecologia pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Médico Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Maria Ângela Cury Ramos Carvalho

Médico Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Maria Cristina Cortez Carneiro Meirelles Doutora em Enfermagem em Saúde Pública – USP.

Mary Lourdes Lima de Souza Montenegro

Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Maura Regina Seleme

Diploma de Fisioterapeuta – Brasileiro e Francês. Doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora no Brasil‑França‑Portugal. Coordenadora da Especialização em Urogineco‑ logia – CBES. Coordenadora da Especialização em Gerontologia‑Geriatria – CBES.

Maurício Mesquita Sabino de Freitas

Médico. Professor Assistente Doutor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Chefe do setor de Uroginecologia, Cirurgia Reconstrutiva Pélvica e Cirurgia Ginecológica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Michelle Cristina Waitman

Fisioterapeuta, Mestre pela UNIFESP. Especialista em Sexualidade pela FMUSP.Ambulatório de Sexualidade do Departamento de Ginecologia Endócrina da UNIFESP – EPM.

Miriam Diniz Zanetti

Doutoranda em Ciências da Saúde pelo Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Professora do Curso de Fisioterapia do UNIFIEO (Centro Universi­ tário Fundação de Ensino para Osasco).

Mônica Pitanguy Júlio

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universi‑ dade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 9

15/07/2011 13:44:33


x  Colaboradores

Morgana Trindade Pacheco

Mestranda do Programa de Pós‑Graduação em Patologia da UFCSPA.

Omero Benedicto Poli Neto

Médico, Professor Doutor do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Patrícia El Beitune

Professora Adjunta do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Mestre e Doutora em Tocoginecologia pela Facul‑ dade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo. Pós‑Doutora em Epidemiologia pela London School of Hygiene and Tropical Medicine – Universidade de Londres.

Pedro Sérgio Magnani

Médico Assistente do setor de Uroginecologia, Cirurgia Reconstrutiva Pélvica e Cirurgia Gine‑ cológica do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP.

Ricardo de Carvalho Cavalli

Doutor em Ciências Médicas na Área de Concentração em Tocoginecologia. Professor Doutor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Roberta Leopoldino de Andrade Batista

Fisioterapeuta, Pós‑graduanda do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Rui Alberto Ferriani

Professor Titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Sabrina Mattos Baracho

Especialização em Fisioterapia em Ginecologia, Obstetrícia e Aspectos em Urologia.

Silvana Maria de Macedo Uchôa

Fisioterapeuta Especialista em Neurologia. Formação Internacional de 10 dias em Uroginecolo‑ gia – Loic Dabbadie‑França.Treinamento e Estágio Internacional em Biofeedback – Columbus Urology‑Ohio – USA. Professora da Especialização em Uroginecologia – CBES. Professora da Especialização em Gerontologia‑Geriatria – CBES.

Silvana Maria Quintana

Professora Doutora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Tânia Bérgamo Alves

Fisioterapeuta Especialista em Uroginecologia. Formação Internacional de 10 dias em Urogi‑ necologia – Loic Dabbadie‑França. Professora da Especialização em Uroginecologia – CBES. Professora da Especialização em Gerontologia‑Geriatria – CBES.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 10

15/07/2011 13:44:33


Colaboradores 

xi

Tânia Terezinha Scudeller Prevedel

Professora Adjunta do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. Fisioterapeuta, Doutora em Obstetrícia, Ginecologia e Mastologia pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp.

Tatiana Passarette Santos

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universi‑ dade de São Paulo.

Vivian Caroline Siansi

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universi‑ dade de São Paulo.

Wellington de Paula Martins

Médico Assistente do Hospital das Clínicas, Doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 11

15/07/2011 13:44:33


Apresentação da Série FISIOTERAPIA: TEORIA E PRÁTICA CLÍNICA A carência de material didático apropriado para o ensino da Fisioterapia é indiscu‑ tível, fato esse que levou um grupo de docentes do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) a se motivarem para uma emprei‑ tada desafiadora: escrever livros para estudantes e profissionais de Fisioterapia. Alguns docentes tiveram iniciativas isoladas e vitoriosas, e alguns livros já foram publicados. Ocorreu, pois, a ideia de se preparar uma série sobre a teoria e a prática clínica do fisioterapeuta nos diversos campos de atuação, que pudesse, ao mesmo tempo, ser utilizada como um guia para alunos e docentes ao longo da graduação. Lançado o desafio, o corpo docente do Curso de Fisioterapia da FMUSP estabele‑ ceu as áreas a serem contempladas nesta série. A proposta incluiu livros das chamadas áreas básicas (Fisioterapia, Histologia e Anatomia, entre outros), áreas clínicas básicas (Métodos de Avaliação, Cinesiologia, Cine­sioterapia, Recursos terapêuticos e Image‑ nologia, entre outros) e livros específicos da prática clínica em Fisioterapia (Disfun‑ ções respiratórias, musculoesqueléticas, cardíacas e neurológicas, entre outros) que facilitem e direcionem a melhor formação do profissional fisioterapeuta. Gostaríamos de dividir o mérito desta realização com os autores de cada livro, seus colaboradores e alunos. Os organizadores desta série, bem como os autores das obras que a compõem, acreditam que a experiência clínica acumulada nesta proposta retrata anos de dedi‑ cação e empenho profissional, o que pode tornar o ensino da Fisioterapia uma tarefa menos árdua, auxiliando‑nos a formar profissionais de excelência na área. Celso R. F. Carvalho Clarice Tanaka

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 13

15/07/2011 13:44:33


Apresentação A Fisioterapia tem se desenvolvido em todo o mundo, mas, sem dúvida, sua atuação aplicada à saúde da mulher apresenta notável destaque. Recentemente, no Brasil, esta área foi reconhecida pela resolução COFFITO 372 como especialidade do fisioterapeu‑ ta, conferindo‑lhe ainda maior respaldo. Com o aumento da expectativa de vida anseia‑se cada vez mais por uma melhora da qualidade de vida das pessoas, inserindo‑se aí por diversas razões e diferentes interes‑ ses uma vida produtiva. A saúde da mulher representa muito para a saúde das nações, tendo em vista os múltiplos papéis desempenhados, que incluem a produção (inser‑ ção crescente no mercado formal de trabalho), reprodução e cuidados com a prole e demais membros da família. Ao longo do seu ciclo vital, diversos problemas podem diminuir a qualidade de vida das mulheres, limitar a prática de exercícios e suas ativi‑ dades de vida diária. Este livro pretende abordar o importante papel da Fisioterapia na promoção à Saúde da Mulher, prevenção de disfunções frequentes e na reabilitação em ginecologia, uroginecologia e obstetrícia. O objetivo é, em primeiro lugar, conceituar a Fisioterapia na Saúde da Mulher, sua relevância social e o papel do fisioterapeuta que atua nesta área. A partir disso, busca‑se abordar conceitos básicos anatômicos e fisioló‑ gicos, bem como os principais problemas de saúde que o fisioterapeuta previne e trata com grande especificidade em suas condutas e com base em uma minuciosa avaliação. Os capítulos, sempre que pertinente, apresentam casos clínicos para complementar a teoria ou discutem a teoria por meio desses relatos. O conhecimento clínico dos pro‑ blemas a serem solucionados é mostrado em capítulos que geralmente antecedem os capítulos específicos de Fisioterapia. O público‑alvo da obra são alunos de graduação em Fisioterapia, fisioterapeutas que cursam especialização e profissionais que já atuam na área. Sem dúvida, a grande motivação para organizar este livro foi a possibilidade de apresentar esta fascinante área a fisioterapeutas que estão em formação. Assim, houve um grande empenho de todos os colaboradores, que abordaram os diversos temas de modo científico, conciso e prático, e por isso a eles sou imensamente grata. Espero que os objetivos almejados com a elaboração desta obra sejam cumpridos e que se consiga transmitir toda a paixão de se trabalhar nesta área em que, sem dú‑ vida, o fisioterapeuta pode fazer a diferença e contribuir para melhorar os níveis de saúde da população feminina. Cristine Homsi Jorge Ferreira

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 15

15/07/2011 13:44:33


Prefácio Meu sentimento ao prefaciar este livro é de indisfarçável contentamento, pois vejo que o incansável trabalho e a dedicação exigente da Professora Doutora Cristine Homsi Jorge Ferreira na editoria desta obra refletiu direta e positivamente sobre a sua qualidade, suplantando todas as expectativas. Cumprindo mais uma etapa em sua carreira científica de sucesso, esta jovem e brilhante Professora do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP – USP) nos presenteia com um enorme, seleto e objetivo conjunto de informações, preenchendo significativa lacuna no contexto da fisioterapia aplicada à saúde da mulher. Dividido em 35 capítulos, no livro Fisioterapia na Saúde da Mulher:­Teoria e Prática são abordados aspectos relevantes do conteúdo prometido no seu título, instrumen‑ talizando o leitor para o entendimento aprofundado dos aspectos fisiopatológicos que fundamentam tanto os processos adaptativos quanto as doenças do organismo feminino, fornecendo lastro científico sólido para as intervenções que caracterizam a prática das especialidades envolvidas. Após ler o livro, ficou muito claro para mim que seu conteúdo é extremamente democrático, visto que serve tanto aos objetivos de acadêmicos quanto de profissionais fisioterapeutas e ­tocoginecologistas. A clare‑ za na exposição dos temas e a ilustração com casos clínicos emprestam ao livro esta característica de aproveitamento sem limites. Sem dúvida, a seleção de profissionais com vivência clínica colaborou sobremaneira para o resultado de sucesso, mas capi‑ taneá‑los foi reflexo da competência da autora! Além do minucioso cuidado com os detalhes conceituais referentes às doenças to‑ coginecológicas sobre as quais o fisioterapeuta pode atuar (claramente contemplados na distribuição lógica dos conteúdos dos capítulos), não se descurou da relevância social desta nova especialidade no campo da fisioterapia. Ao iniciar o livro com este tema, a autora referenda a importância do assunto e demonstra sua preocupação de líder na luta pelo reconhecimento irrestrito do trabalho desenvolvido pelo fisioterapeuta em prol da saúde feminina, dando sequência aos seus esforços para a criação da Asso‑ ciação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher e do seu Setor na FMRP – USP. Sublimando o valor intrínseco da obra como importante fonte de pesquisa e su‑ porte para desenvolvimento das atividades do fisioterapeuta junto a ginecologistas e obstetras, este livro é um marco documental da qualidade dos líderes da fisioterapia nacional que elegeram o cuidado à saúde da mulher como objetivo primeiro de suas vidas profissionais. Por fim, estou certo de que Fisioterapia na Saúde da Mulher:Teoria e Prática terá futuro de sucesso, visto que conta com todos os atributos para influir decisivamente sobre o incremento da qualidade ao cuidado da saúde feminina sob a ótica da fisioterapia. Parabéns, Professora Cristine! Prof. Dr. Geraldo Duarte Professor Titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 19

15/07/2011 13:44:33


Conteúdo capítulo 1 Fisioterapia na Saúde da Mulher: Histórico e Relevância

Social, 1

Cristine Homsi Jorge Ferreira, Elza Lúcia Baracho Lotti de Souza, Ana Carolina Rodarti Pitangui e Maria Cristina Cortez Carneiro Meirelles

capítulo 2 Anatomia do Aparelho Genital Feminino, 7 Heitor Ricardo Cosiski Marana e Luiz Gustavo Oliveira Brito capítulo 3 Anatomia e Fisiologia da Mama, 15 Heitor Ricardo Cosiski Marana e Luiz Gustavo Oliveira Brito capítulo 4 Anatomia do Trato Urinário Inferior e do Assoalho Pélvico

na Mulher, 19

Heitor Ricardo Cosiski Marana e Omero Benedicto Poli Neto

CAPÍTULO 5 Ciclo Menstrual Normal e suas Alterações, 24 Rui Alberto Ferriani,Wellington de Paula Martins e Carolina Oliveira Nastri capítulo 6 Atuação da Fisioterapia no Alívio da Dismenorreia Primária, 39 Roberta Leopoldino de Andrade Batista, Ana Cláudia Marques Rosa, Ligia Carolina Martins Imori e Cristine Homsi Jorge Ferreira capítulo 7

Síndrome Pré‑menstrual: Aspectos Atuais, 45

Ana Carolina Japur de Sá Rosa e Silva e Bruno Ramalho de Carvalho

CAPÍTULO 8 Fisioterapia na Síndrome Pré‑menstrual, 50 Flávia Ignácio Antonio, Mônica Pitanguy Júlio, Katrin Fenzl e Cristine Homsi Jorge Ferreira CAPÍTULO 9 Aspectos Conceituais da Incontinência Urinária de Esforço,

Incontinência Urinária de Urgência e Incontinência Urinária Mista, 60

Maria Ângela Cury Ramos Carvalho e Maurício Mesquita Sabino de Freitas

capítulo 10 Cirurgia Uroginecológica, 64 Pedro Sérgio Magnani e Maurício Mesquita Sabino de Freitas CAPÍTULO 11 Reflexões sobre a Cinesiologia da Musculatura Estriada do

Assoalho Pélvico, 73

Gustavo F. Sutter Latorre e Maura Regina Seleme

capítulo 12 Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em

Mulheres, 85

Elaine Cristine Lemes Mateus deVasconcelos,Tatiana Passarette Santos, Vivian Caroline Siansi, Lígia Moulin Menzel e Cristine Homsi Jorge Ferreira

capítulo 13 Biofeedback na Reabilitação do Assoalho Pélvico Feminino, 100 Maura Regina Seleme, Adriana Bertotto, Bary Berghmans, Loic Dabbadie, Silvana Maria de Macedo Uchôa e Tânia Bérgamo Alves capítulo 14 Dor Pélvica Crônica: Avaliação e Tratamento, 115 Mary Lourdes Lima de Souza Montenegro, Omero Benedicto Poli Neto, Francisco José Candido dos Reis e Antonio Alberto Nogueira

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 21

15/07/2011 13:44:33


xxii  Conteúdo capítulo 15 Sexualidade, Atividade Sexual e Disfunções, 126 Mara de Abreu Etienne, Michelle CristinaWaitman e Imacolada Maria Tozzo capítulo 16 O Enfoque Clínico do Climatério, 138 Marcos Felipe Silva de Sá e Daniela Cristina Carvalho de Abreu capítulo 17 Abordagem Fisioterapêutica no Climatério, 147 Daniela Cristina Carvalho de Abreu CAPÍTULO 18 Modificações e Adaptações do Organismo Materno

Decorrentes da Gravidez, 174 Geraldo Duarte

capítulo 19 Assistência Pré‑natal na Gestação de Baixo Risco, 190 Silvana Maria Quintana, Flavia Raquel Junqueira e Gustavo Antonio Neppelenbrock capítulo 20 Disfunções Musculoesqueléticas na Gestação, 199 Elza Lúcia Baracho Lotti de Souza, Elyonara Mello de Figueiredo e Sabrina Mattos Baracho capítulo 21 Respostas Maternas e Fetais Ante o Exercício na Gestação, 208 Flaviane de Oliveira Souza, Daniella Leiros CunhaCavalcanti Aita, Letícia Alves Rios Dias, Ricardo de Carvalho Cavalli, Geraldo Duarte e Cristine Homsi Jorge Ferreira capítulo 22 Fisioterapia na Avaliação, Prescrição e Supervisão de Exercício

no Solo Durante a Gestação, 220

Letícia Alves Rios Dias, Daniella Leiros CunhaCavalcanti Aita, Flaviane de Oliveira Souza, Silvana Maria Quintana, Geraldo Duarte e Cristine Homsi Jorge Ferreira

capítulo 23 Fisioterapia Aquática na Gestação, 242 Tânia Terezinha Scudeller Prevedel e Iracema de Mattos Paranhos Calderon Capítulo 24 Assistência Pré‑natal em Gestação de Alto Risco, 257 Elaine Christine Dantas Moisés, Marcos Okido e Ricardo Carvalho Cavalli capítulo 25 Atuação da Fisioterapia no Cuidado de Gestantes de

Alto Risco, 269

Maíra de Menezes Franco, Letícia Alves Rios Dias, Luciane MariaVasconcelos Naldoni, Flaviane de Oliveira Souza, Geraldo Duarte e Cristine Homsi Jorge Ferreira

capítulo 26 Mecanismo de Parto, 291 Geraldo Duarte e Conrado Milani Coutinho capítulo 27 Assistência ao Parto, 297 Alessandra Cristina Marcolin e Silvana Maria Quintana CAPÍTULO 28 Atuação da Fisioterapia no Trabalho de Parto, 310 Elizabeth Alves G. Ferreira, Miriam Diniz Zanetti, Daniella Leiros Cunha‑Cavalcanti e Cristine Homsi Jorge Ferreira capítulo 29 Assistência à Mulher no Puerpério, 320 Patrícia El Beitune, Antonio Celso Koehler Ayub, Morgana Trindade Pacheco, Ana Carolina da Silva Castro e José Eugênio Rache capítulo 30 Aleitamento Materno, 329 Ana Márcia Spanó Nakano e Ana Carolina Rodarti Pitangui capítulo 31 A Atuação da Fisioterapia no Puerpério, 345 Ana Carolina Rodarti Pitangui e Ana Carolina Sartorato Beleza capítulo 32 Epidemiologia do Câncer de Mama, 352 Hélio Humberto Angotti Carrara capítulo 33 Tratamento do Câncer de Mama, 357 Hélio Humberto Angotti Carrara

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 22

15/07/2011 13:44:34


Conteúdo 

xxiii

capítulo 34 Reabilitação da Mulher Submetida ao Tratamento da Neoplasia

Mamária: Fase Hospitalar, 360

Liana Barbaresco Gomide e Maria Cristina Cortez Carneiro Meirelles

capítulo 35 Reabilitação da Mulher Submetida ao Tratamento da Neoplasia

Mamária: Fase Ambulatorial, 372

Maria Cristina Cortez Carneiro Meirelles e Liana Barbaresco Gomide

Índice Alfabético, 387

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAD ZERO.indd 23

15/07/2011 13:44:34


12 CAPÍTULO

ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES Elaine Cristine Lemes Mateus deVasconcelos, Tatiana Passarette Santos,Vivian Caroline Siansi, Lígia Moulin Menzel e Cristine Homsi Jorge Ferreira

INTRODUÇÃO A importância crescente que a atenção à saú­de da mu‑ lher vem adquirindo tem exigido a busca de medidas ino‑ vadoras e consistentes. O estudo dos problemas da mulher aponta como uma das grandes preocupações a incontinência urinária. Esta constitui um evento extremamente comum na população feminina, mas que foi até recentemente considerada uma condição normal inerente ao seu envelhecimento. É muito provável que a frequência dessa afecção no passado tenha sido idêntica à atual, mas a incontinência era considerada inevitável, normal e, sem a menor dúvida, melhor tolerada em sociedades nas quais a parte preponderante da popu‑ lação vivia em meio rural ou tinha estilo de vida e valores bem diferentes dos atuais.1 A aceitabilidade da incontinência urinária varia con‑ sideravelmente segundo as culturas, os paí­ses, os modos de vida e as faixas etárias. Atualmente, na mulher jovem, a incontinência, mesmo mínima, pode ser vivenciada de forma dramática: associação a um fenômeno de senilidade precoce, medo de ficar molhada e de cheirar mal, prote‑ ção sistêmica mesmo para perdas excepcionais, abandono da atividade física, modificação dos hábitos vestimentários, restrição na vida sexual e queda na qualidade do sono. Po‑ de‑se observar os mesmos fenômenos de isolamento nas pessoas idosas que, silenciosamente, vão apresentando gra‑

dativamente queda da autoestima associada à depressão, in‑ segurança e angústia.1 Ante a estas questões, destaca‑se a necessidade de uma formação adequada do fisioterapeuta que proporcione uma assistência de qualidade ao grande percentual de mulheres que sofrem com incontinência urinária. O tratamento fisioterapêutico objetiva a reeducação da ­musculatura do assoalho pélvico, onde são eleitos, me‑ diante uma minuciosa avaliação, recursos como a cinesiote‑ rapia, os dispositivos intravaginais denominados cones va‑ ginais, a eletroestimulação, o Biofeedback, entre outros.2,3 A Sociedade Internacional de Continência (ICS) de‑ finiu treinamento do assoalho pélvico como contração e relaxamento voluntário, seletivo e repetitivo de ­músculos específicos do assoalho pélvico.4 A seguir, serão apresentados casos clínicos que irão dis‑ cutir diversos aspectos da avaliação e tratamento fisiotera‑ pêutico da incontinência urinária de esforço, incontinência urinária de urgência e incontinência urinária mista. É im‑ portante ressaltar que foram eleitos casos que são bastante frequentes na prática clínica diá­ria, mas que não necessaria‑ mente representam toda a diversidade encontrada. Alguns tópicos foram destacados no relato de cada caso, entretan‑ to, chama‑se a atenção para o fato de que toda avaliação deve conter aspectos gerais relacionados com a obtenção de uma visão ampla sobre a saú­de da paciente (que inclui

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 85

03/06/2011 19:16:11


86  Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em Mulheres aspectos emocionais, condições de vida, hábitos de vida, problemas associados etc.), itens específicos relacionados com a perda urinária e ao impacto em sua vida, e avaliação física, que, além de incluir o assoalho pélvico, deve incluir também a postura (a anteversão e a retroversão podem al‑ terar o equilíbrio pélvico, o que possivelmente prejudica‑ ria a funcionalidade dos ­músculos do assoalho pélvico).

Caso clínico 1 A.C.B., 40 anos, católica não praticante, auxiliar de enfermagem, G3 P3 A0 (3 partos normais) IMC 5 35 kg/ m2, na menacme, com queixa de perda de urina ao tossir, espirrar, correr e pegar peso, em grande quantidade. Nega doen­ças associadas ou outras queixas urinárias. O exame urodinâmico detectou incontinência urinária de esforço por hipermobilidade uretral (Pressão de Perda aos Esfor‑ ços – PPE 5 110 cmH2O). Na avaliação fisioterapêutica, a paciente apresentou grau 2 de contração dos músculos do assoalho pélvico (se‑ gundo a classificação de Ortiz et al.5), mas com a utilização da ­musculatura acessória, especialmente glúteos; impor‑ tante diminuição da propriocepção pélvica; sensibilidade e reflexos perineais preservados. Na avaliação pelo pad test com duração de 1 h, a diferença entre o peso inicial e final do absorvente foi de 18 gramas.

Conceitos e definições Incontinência urinária de esforço (IUE) é a queixa de perda involuntária de urina ante um esforço físico, tosse ou espirro, ou seja, durante atividades que aumentam a pressão intra‑abdominal. Refere‑se à perda involuntária de urina que ocorre quando a pressão intravesical exce‑ de a pressão uretral máxima na ausência de atividade do detrusor.4 A IUE por hipermobilidade uretral decorre do des‑ locamento excessivo do colo vesical e da uretra proximal em resposta ao aumento da pressão intra‑abdominal.6 A topografia extra‑abdominal do colo vesical, ou seja, abai‑ xo da borda inferior da sínfise púbica, permite a trans‑ missão da pressão intra‑abdominal, que ocorre durante os esforços, apenas à bexiga e não à uretra. Isso provoca aumento da pressão intravesical sem concomitante even‑ to na pressão intrauretral, o que predispõe à perda uri‑ nária.7 Em relação à etiologia, a IUE é atribuí­da à coexistên‑ cia de vários fatores e não a um isoladamente. Os prin‑ cipais fatores de risco para o desenvolvimento da incon‑ tinência urinária são: idade, obesidade, multiparidade, menopausa e cirurgias pélvicas prévias.8,9 Segundo Retzky­

e Rogers,10 o tabagismo (tosse crônica), a obesidade, a constipação intestinal e as profissões que requerem ex‑ cessivo levantamento e transporte de peso podem tam‑ bém levar a um aumento constante da pressão intra‑abdo‑ minal, comprometendo a qualidade do assoalho pélvico. Contudo, de acordo com Burton et al.,11 apesar de a obe‑ sidade favorecer algumas dificuldades técnicas e compli‑ cações cirúrgicas, não há provas definitivas de que seja fa‑ tor etiológico da IUE, ou preditiva de maus resultados terapêuticos. A paciente estudada apresenta, portanto, alguns fato‑ res que podem estar interagindo e favorecendo a IUE, sen‑ do eles: a multiparidade, a atividade profissional que exi‑ ge esforço físico em algumas situações, além da obesidade, embora questionada.

Avaliação: aspectos éticos Foi explicado a A.C.B. como a avaliação seria condu‑ zida, suas etapas e objetivos. A paciente foi questionada se aceitava submeter‑se a todas as etapas do processo de ava‑ liação, sendo que a mesma expressou verbalmente sua con‑ cordância sem demonstrar constrangimento. Cada vez mais é discutida a importância de se consi‑ derarem os aspectos éticos no atendimento de pacientes. A atuação da fisioterapia nas disfunções uroginecológicas é relativamente recente, havendo a necessidade de obser‑ vância de aspectos éticos, apesar de os mesmos ainda não terem sido suficientemente discutidos e nem haver uma divulgação das diretrizes sobre o tema especificamente re‑ lacionadas com a fisioterapia na saú­de da mulher. De qual‑ quer forma, existem preceitos éticos bem estabelecidos que podem nortear a conduta profissional do fisioterapeu‑ ta neste campo.

A explicação de todos os procedimentos e terapêuticas a serem empreendidos e o consentimento por parte da paciente sempre devem ser cumpridos pelo fisioterapeuta.

Avaliação do assoalho pélvico Previamente à avaliação funcional dos ­músculos do as‑ soalho pélvico (MAP), deve ser rea­li­zada uma ação edu‑ cativa, que consiste em informações sobre noções anatô‑ micas básicas, equilíbrio vesicoesfincteriano, função do assoalho pélvico e maneira correta de contrair os MAPs. A avaliação dos MAPs é essencial na determinação do tratamento fisioterapêutico da mulher portadora de incon‑ tinência urinária. Vários métodos de avaliação dos MAPs

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 86

03/06/2011 19:16:12


Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em Mulheres 

89

20 min. Em relação ao posicionamento da paciente para apli‑ cação da eletroestimulação, utilizamos o decúbito dorsal, com os membros inferiores fletidos e abduzidos, pés apoiados. É importante considerar que a eletroestimulação tem algumas contraindicações, como: marca‑passo cardía­co, gravidez confirmada ou suspeita, lesões ou infecções uri‑ nárias ou vaginais, diminuição da função cognitiva, tumor intrapélvico, perío­do menstrual.31 Biofeedback O Biofeedback é definido pela Sociedade Internacio‑ nal de Continência (ICS) como uma técnica que faz parte do processo fisiológico da paciente, recebendo, tanto a pa‑ ciente quanto o terapeuta, uma resposta por meio de um Fig. 12.2 Equipamento de eletroestimulação. (Ver Encarte estímulo ­visual, auditivo e/ou tátil. Constitui um recurso terapêutico indicado no caso de A.C.B., já que ele auxilia colorido.) na facilitação proprioceptiva das contrações voluntárias do 29 Segundo Shepherd, Montgomery e Anderson, so‑ assoalho pélvico. O Biofeedback tem sua aplicabilidade associada a outras mente 40% das mulheres atendidas nos consultórios gi‑ técnicas reeducativas, sendo utilizado como mais uma ferra‑ necológicos são capazes de contrair conscientemente a musculatura pélvica. De acordo com Hesse, Vodusek e menta para ensinar o exercício corretamente, modificando Deindl,30 embora orientadas minuciosamente quanto à uma resposta inadequada e proporcionando um treinamen‑ anatomia e função dessa região, mais de 30% das pacien‑ to cognitivo da ­musculatura do assoalho pélvico.32 Portan‑ tes não conseguem distinguir corretamente a contração to, possibilita a conscientização e a aprendizagem da correta dos MAPs das contrações de outros ­músculos, como reto contração de um ­músculo pouco utilizado como o levanta‑ ­abdominal, glúteo máximo e adutores do quadril. dor do ânus,33,34 além de aumentar a motivação da paciente. A corrente mais recomendada atualmente é a bifásica, Equipamentos de Biofeedback computadorizados fo‑ e, nos casos de IUE, utilizam‑se altas frequências, em torno­ ram desenvolvidos com recursos que apontam graficamen‑ de 50 Hz, que promovem contração ­muscular do assoalho te a utilização inadequada da ­musculatura acessória, bem pélvico e melhora da resistência uretral. A intensidade em‑ como o momento exato do recrutamento ­muscular do as‑ pregada é de caráter in­di­vi­dual, de acordo a tolerância de soalho pélvico. Esses equipamentos com eletromiografia cada paciente, e o tempo de aplicação é de aproximadamente (EMG) monitoram pequenos sinais elétricos emitidos pe‑

Fig. 12.3 Equipamentos de Biofeedback. (Ver Encarte colorido.)

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 89

03/06/2011 19:16:12


92  Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em Mulheres grama de cinesioterapia obedecem à seguinte sequência:­ aumento do conhecimento da região perineal e da função do ­músculo levantador do ânus; conscientização e isola‑ mento dos m ­ úsculos agonistas (­músculos do assoalho pél‑ vico) e acessórios (glúteos, abdominais e adutores); au‑ mento da força ­muscular do assoalho pélvico; e aumento da ação reflexa desses ­músculos durante as atividades diá­ rias que geram estresse.50,52 De maneira geral, os exercícios são mais facilmente executados em decúbito dorsal ou ventral, onde não há a ação da gravidade para dificultar a contração dos MAPs, evoluindo para as posições sentada e em pé. Desse modo, uma variedade de exercícios específicos pode ser incorpo‑ rada para suprir as necessidades e se adequar a cada pa‑ ciente.50,53 Entretanto, existem variações in­di­vi­duais que devem ser levadas em consideração e verificadas durante a avaliação fisioterapêutica. Além disso, para que um tratamento seja completo, é necessário o recrutamento tanto das fibras de contração lenta, como das fibras de contração rápida dos MAPs, o que ocorre quando são instituí­das contrações rápidas e len‑ tas dentro de um programa de tratamento com cinesiote‑ rapia.53 Em relação ao tempo de tratamento, observa‑se que para a obtenção do melhor resultado possível de um pro‑ grama de exercícios pélvicos ele precisa ser rea­li­zado du‑ rante um perío­do de 3 a 6 meses. Por ser um tratamento relativamente longo, tornam‑se primordiais a participação e esforço por parte da paciente e uma supervisão adequada por parte do fisioterapeuta. A intensidade da contração constitui outro aspecto de grande relevância. Segundo Bo,44 a intensidade da con‑ tração parece ser mais importante do que a frequência do treinamento. Guyton54 afirma que a atividade ­muscular de pouca intensidade, mesmo quando mantida por longos perío­dos, não resulta em hipertrofia significativa. Ao con‑ trário disso, a hipertrofia e, por conseguinte, o aumento da força ­muscular resultam principalmente de uma atividade ­muscular vigorosa. Incorporando esses conceitos no trei‑ namento dos MAPs, deve‑se preconizar repetições diá­rias, com aumento gradativo da intensidade da força e do tem‑ po de contração. Portanto, o enfoque do tratamento deve estar na qualidade das contrações e não na quantidade de repetições. Vários protocolos de exercícios para os MAPs são pro‑ postos na literatura, com resultados extremamente diver‑ sificados. Na revisão sistemática rea­li­zada por Bo,44 vários estu‑ dos clínicos randomizados têm demonstrado a efetividade do treinamento dos MAPs, com um índice de cura ou me‑ lhora subjetiva entre 56% e 70%. Para se propor um programa de reabilitação com exercícios para o assoalho pélvico deve‑se estabelecer os

seguintes critérios: duração das fases de contração e de re‑ laxamento (em segundos), número de repetições de con‑ tração lenta, número de repetições de contração rápida, intensidade da contração, frequência dos exercícios (séries de contrações diá­rias) e posição para a rea­li­zação dos exer‑ cícios.53,55 No entanto, estes critérios divergem significati‑ vamente entre os estudos.44,56 Na revisão da literatura rea­li­zada por Bo57 para ava‑ liar os efeitos do treinamento dos MAPs na IUE, verifi‑ cou‑se uma variação muito grande com relação ao núme‑ ro de contrações diá­rias (36 a 360 contrações), tempo de manutenção da contração (4 a 30,40 segundos) e tempo de treinamento (4 semanas a 6 meses). O uso de diferentes protocolos de tratamento, formas de analisar os resultados obtidos e instrumentos para me‑ dir função e força dos MAPs gera uma difícil combinação de resultados em metanálise a partir dos quais se possa atu‑ almente concluir qual programa de treinamento é o mais efetivo.44 Portanto, frente a essa dificuldade, o programa de treinamento dos MAPs deve ser personalizado com base na avaliação fisioterapêutica. Sendo assim, em conformidade com a avaliação da paciente estudada, o seu programa de tratamento deve conter: exercícios de contração dos MAPs; contração dos MAPs no momento de esforços simulados (p. ex., tos‑ sir, agachar, subir escada); educação postural e conscien‑ tização pélvica na frente do espelho com a utilização de bola terapêutica e associação com a respiração. Podemos também acrescentar no tratamento técnicas de reeduca‑ ção postural, objetivando trabalhar de forma sincrônica ­ úsculos abdominais, a coluna vertebral e os MAPs, os m a respiração.

Caso clínico 3 J.M.C., 64 anos de idade, G2 P2 A0 (2 partos nor‑ mais) IMC 5 25 kg/m2, com queixa de aumento da ­frequência urinária, noctúria (3 a 4 micções por noite), incontinência de urgência. Nega uso de medicamentos ou outras queixas urinárias. O exame urodinâmico detec‑ tou bexiga hiperativa (Pressão de Perda do Detrusor 5 30 cmH2O). A análise do diá­rio miccional evidenciou micções com intervalos inferiores a 1 h, com algumas per‑ das urinárias ao longo do dia, sem associação com esforço físico. Na avaliação fisioterapêutica, a paciente apresentou grau 4 de contração dos músculos do assoalho pélvico (se‑ gundo a escala de Oxford), reflexos perineais presentes, ausência de prolapsos genitais. A paciente relatou também insegurança para sair de casa por medo de perder urina, além de sentir‑se envergonhada de os outros sentirem o cheiro de urina nela.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 92

03/06/2011 19:16:13


Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em Mulheres 

A eletroestimulação de baixa frequência também é indi‑ cada no caso de C.L.M., já que a mesma possui bexiga hi‑ perativa, além da perda de urina aos esforços. O tratamento comportamental deve ser instituí­do, pois, com base no diá­ rio miccional, a paciente apresenta aumento da frequência urinária (intervalos médios de 2 h entre as micções), além da necessidade de se reverem alguns hábitos como o taba‑ gismo e o etilismo.

Considerações Finais Atualmente, a atuação da fisioterapia uroginecológi‑ ca tem aumentado consideravelmente, tendo o respaldo científico para a utilização de vários recursos e técnicas. Porém, apesar de já existir um importante volume cientí‑ fico voltado à fisioterapia uroginecológica, é essencial que se tenha um incremento de pesquisas direcionadas a esta ­área de atuação, especialmente no Brasil. Outro aspecto a ser salientado refere‑se à prevenção das disfunções rela‑ cionadas com o assoalho pélvico, assim como a instituição de programas e/ou ações educativas direcionadas à popu‑ lação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Grosse D, Sengler J. Reeducação perineal. São Paulo: Manole, 2002. 141 p. 2. Betty JA. Nonsurgical therapies for urinary incontinence. Clin Obstet Gynecol, 1998; 41(3): 702‑11. 3. Holroyd‑Leduc JM, Straus SE. Management of urinary in‑ continence in women: scientific review. JAMA 2004; 291(8): 986‑95. 4. Abrams P, Cardozo L, Fall M, Griffiths D, Rosier P, Ulmsten U, van Kerrebroeck P, Victor A, Wein A. The standardisation of terminology of lower urinary tract function: report from the Standardisation Subcommittee of the International Conti‑ nence Society. Neurourol Urodyn 2002; 21: 167‑78. 5. Ortiz OC, Gutnisky R, Nuñez FC, Cortese G.Valoración diná‑ mica de la disfunción perineal en la mujer: propuesta de clasifi‑ cación. Obst y Ginec Lat Americ 1994; 52(2); 92‑8. 6. Girão MJBC, Sartori MGF, Rodrigues de Lima G. Diagnós‑ ticos clínico e subsidiá­rio da incontinência urinária. In: Mo‑ reno AL. Fisioterapia em Uroginecologia. São Paulo: Manole; 2004: 39‑50. 7. Enhorning G. Simultaneous recording of intravesical and in‑ traurethral pressure. Acta Chir Scand 1967; 30: 309‑17. 8. Guidi HGC, Petta CA, Silveira V, Matsui NM, Pinotti JA. Epi‑ demiologia da incontinência urinária. Rev Ginecol Obstet, 1990; 1(1): 43‑6. 9. Wall LL, Norton PA, DeLancey JOL. Practical Urogynecol‑ ogy. Baltimore: Williams & Wilkins; 1993: 127‑8. 10. Retzky SS, Rogers RM Jr. Urinary incontinence in women. Clin Symp 1995; 47(3): 2‑32. 11. Burton G et al. Is obesity a cause of genuine stress inconti‑ nence? Int J Gynaecol Obstet 1991; 3: 356.

97

12. Bo K, Sherburn M. Evaluation of female pelvic‑floor muscle function and strength. Phys Ther 2005; 85(3): 269‑82. 13. Moreira SFS, Girão MJBC, Sartori MGF, Baracat EC, Lima GR de. Mobilidade do colo vesical e avaliação funcional do as‑ soalho pélvico em mulheres continentes e com incontinência urinária de esforço, consoante o estado hormonal. Rev Bras Ginecol Obstet, 2002; 24(6): 365‑70. 14. Kegel AH. Progressive resistance exercise in the functional­ restoration of the perineal muscles. Am J Obstet Gynecol 1948; 56(2): 238‑49. 15. Laycock J, Jerwood D. Pelvic floor muscle assessment: The PERFECT Scheme. Physiotherapy 2001; 87(12): 631‑42. 16. Kegel AH. Stress incontinence and genital relaxation; a non‑ surgical method of increasing the tone of sphincters and their supporting structures. Ciba Clin Symp 1952; 4(2): 35‑51. 17. Pages I, Jahr S, Schaufele MK, Conradi E. Comparative analy‑ sis of biofeedback and physical therapy for treatment of uri‑ nary stress incontinence in women. Am J Phys Med Rehabil 2001; 80(7): 494‑502. 18. Isherwood PJ, Rane A. Comparative assessment of pelvic strength using a perineometer and digital examination. BJOG 2000; 107(8): 1007‑11. 19. Bo K, Sherburn M. Evaluation of female pelvic‑floor muscle function and strength. Phys Ther 2005; 85(3): 269‑82. 20. Bo K, Sherburn M. Visual observation and palpation. In: Bo K, Berghmans B, Morkved S, van Kampen M. Evidence‑Based Physical Therapy Pelvic Floor. Philadelphia: Elsevier; 2007: 50‑6. 21. Bo K, Kvarstein B, Hagen R, Larsen S. Pelvic floor muscle ex‑ ercise for the treatment of female stress urinary incontinence: II Validity of vaginal pressure measurements of pelvic floor muscle strength and the necessity of supplementary methods for control of correct contraction. Neurourol Urodyn 1990; 9: 479‑87. 22. Dougherty MC, Abrams R, McKey PL. An instrument to assess the dynamic characteristics of the circumvaginal ­musculature. Nurs Res 1986; 35(4): 202‑6. 23. Laycock J, Jerwood D. Development of the Bradford perine‑ ometer. Physiotherapy 1994; 80(3): 139‑43. 24. Cammu H, van Nylen M. Pelvic floor exercises versus vaginal weight cones in genuine stress incontinence. Eur J Obstet Gy‑ necol Reprod Biol. 1998; 77(1): 89‑93. 25. Hahn I, Milsom I, Ohlson BL, Ekelund P. Comparative as‑ sessment of pelvic floor function using vaginal cones, vaginal digital palpation and vaginal pressure measurements. Gynecol Obstet Invest 1996; 41(4): 269‑74. 26. Bo K, Stien R. Needle EMG registration of striated urethral wall and pelvic floor muscle activity patterns during cough, Valsalva, abdominal, hip adductor, and gluteal muscle contrac‑ tions in nulliparous healthy females. Neurourol Urodyn 1994; 13: 35‑41. 27. Peschers UM, Gingelmaier A, Jundt K, Leib B, Dimpfl T. Evaluation of pelvic floor muscle strength using four differ‑ ent techniques. Int Urogynecol J Pelvic Floor Dysfunct 2001; 12: 27‑30. 28. Polden M, Mantle J. Continência e incontinência. In:______. Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia. 2a ed. São Paulo: Livraria Ed. Santos; 2000: 317‑86.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 97

03/06/2011 19:16:13


98  Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em Mulheres 29. Shepherd AM, Montgomery E, Anderson RS. Treatment of genuine stress incontinence with a new perineometer. Physio‑ therapy 1983; 69(4): 113. 30. Hesse U, Vodusek DB, Deindl FM. Neurophysiological as‑ sessment of treatment with vaginal cones. Neurourol Urodyn 1991; 10: 394‑5. 31. Moreno AL, Rotta AL, Castro RA. Eletroestimulação funcio‑ nal do assoalho pélvico. In: Moreno AL. Fisioterapia em Uro‑ ginecologia. São Paulo: Manole; 2004: 127‑31. 32. Chiarapa TR, Cacho DP, Alves AFD. Incontinência Urinária Feminina: Assistência Fisioterapêutica e Multidisciplinar. São Paulo: Livraria Médica Paulista Editora; 2007: 71‑179. 33. Moreira ECH, Amaro JL. Cinesioterapia no tratamento da in‑ continência urinária na mulher. Mito ou verdade? Jornal da Incontinência Urinária Feminina 1999; 1. 34. Moreno AL. Biofeedback. In:______. Fisioterapia em Uroginecologia. São Paulo: Manole; 2004: 133‑36. 35. Carrière B. Incontinência. In:______. Bola Suíça: Teoria, Exercícios Básicos e Aplicação Clínica. São Paulo: Manole, 1999: 325‑56. 36. Ribeiro RM, Rossi P. Etiopatogenia e diagnóstico. In: Ribeiro RM, Rossi P, Pinotti JA. Uroginecologia e cirurgia vaginal. São Paulo: Roca; 2001: 55‑6. 37. Bump RC, Coates KW, Cundiff GW, Harris RL, Weidner AC. Diagnosing intrinsic sphincteric deficiency: comparing ure‑ thral closure pressure, urethral axis, and Valsalva leak point pressures. Am J Obstet Gynecol 1997; 177(2): 303‑10. 38. Haab F, Zimmern PE, Leach GE. Female stress urinary incon‑ tinence due to intrinsic sphincteric deficiency: recognition and management. J Urol 1996; 156(1): 3‑17. 39. Cardozo L. Role of estrogens in the treatment of female uri‑ nary incontinence. J Am Geriatr Soc 1990; 38(3): 326‑8. 40. Tapp AJ, Cardozo L. The postmenopausal bladder. Br J Hosp Med 1986; 35(1): 20‑3. 41. Bienfait M. Os Desequilíbrios Estáticos. São Paulo: Summus Editorial; 1995. 42. Matheus LM, Mazzari CF, Mesquita RA, Oliveira J. Influência dos exercícios perineais e dos cones vaginais, associados à cor‑ reção postural, no tratamento da incontinência urinária femi‑ nina. Rev Bras Fisioter 2006; 10(4): 387‑92. 43. Laycock J. Clinical evaluation of the pelvic floor. In: Schussler B, Laycock J, Norton P et al. Pelvic Floor Re‑education. Lon‑ don: Springer‑Verlag; 1994: 42‑8. 44. Bo K. Is there still a place for physiotherapy in the treatment of female incontinence? EAU Update Series I 2003; 145‑53. 45. Seo JT, Yoon H, Kim YH. A randomized prospective study comparing new vaginal cone and FES‑biofeedback. Yonsei Med J 2004; 45(5): 879‑84. 46. Moreira ECH, Borges FD, Coluna JMM, Frare JC. Avaliação e tratamento fisioterápico da incontinência urinária de esfor‑ ço: estudo de caso. Rev Fisiot Univ São Paulo 1997; 4(2): 101‑7. 47. Miller JM, Ashton‑Miller JA, DeLancey JOL. A pelvic mus‑ cle precontraction can reduce cough‑related urine loss in se‑ lected women with mild SUI. J Am Geriatr Soc 1998; 46(7): 870‑4. 48. Bo K. Is there still a place for physiotherapy in the treatment of female incontinence? EAU Update Series I 2003; 145‑53.

49. Bo K, Talseth T, Holme I. Single blind, randomised controlled trial of pelvic floor exercises, electrical stimulation, vaginal cones, and no treatment in management of genuine stress in‑ continence in women. BMJ 1999; 318: 487‑93. 50. Moreno AL. Cinesioterapia do assoalho pélvico. In:______. Fisioterapia em Uroginecologia. São Paulo: Manole, 2004: 115‑20. 51. Andersen JT, Blaivas JG, Cardozo L, Thuroff J. ICS 7th re‑ port on the standardisation of terminology of lower urinary tract function: lower urinary tract rehabilitation techniques. Neurourol Urodyn 1992; 11: 593‑603. 52. Baracho E, Moreno AC. A reeducação da ­musculatura do as‑ soalho pélvico como método de tratamento conservador da incontinência urinária. In: Baracho E. Fisioterapia aplicada à Obstetrícia, Uroginecologia e Aspectos de Mastologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007: 430‑42. 53. Shelly B. Assoalho pélvico. In: Hall CM, Brody LT. Exercício Terapêutico: na busca da função. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001: 356‑90. 54. Guyton AC. Tratado de Fisiologia Médica. 7a ed. Rio de Janei‑ ro: Guanabara Koogan; 1989. 55. Tata GE. Incontinência. In: Pickles B, Compton A, Cott C, Simpson JE, Vandervoort A. Fisioterapia na terceira idade. São Paulo: Santos, 1998: 230‑54. 56. Bo K,Talseth T. Long‑term effect of pelvic floor muscle exer‑ cise 5 years after cessation of organized training. Obstet Gyne‑ col 1996; 87(2): 261‑5. 57. Bo K. Pelvic floor muscle training is effective in treatment of female stress urinary incontinence, but how does it work? Int Urogynecol J 2004; 15: 76‑84. 58. Norton P, Brubaker L. Urinary incontinence in women. Lan‑ cet 2006; 367(9504): 57‑67. 59. Abrams P, Cardozo L, Fall M, Griffiths D, Rosier P, Ulmsten U, van Kerrebroeck P, Victor A, Wein A. The standardisation of terminology in lower urinary tract function: Report from the Standardisation Subcommittee of the International Conti‑ nence Society. Urology 2003; 61(1): 37‑49. 60. Arruda RM, Olbrich de Souza G, Castro RA, Sartori MGF, Baracat EC, Girão MJBC. Hiperatividade do detrusor: compa‑ ração entre oxibutinina, eletroestimulação funcional do asso‑ alho pélvico e exercícios perineais. Estudo randomizado. Rev Bras Ginecol Obstet 2007; 29(9): 452‑8. 61. Burgio KL, Locher JL, Goode PS, Hardin JM, McDowell BJ, Dombrowski M, Candib D. Behavioral vs drug treatment for urge urinary incontinence in older women: a randomized con‑ trolled trial. JAMA 1998; 280(23): 1995‑2000. 62. Davila GW, Guerette N. Current treatment options for fe‑ male urinary incontinence – a review. Int J Fertil Women Med 2004; 49(3): 102‑12. 63. Sand PK, Appell RA. Disruptive effects of overactive bladder and urge urinary incontinence in younger women. Am J Med 2006; 119(3, Suppl 1): 16‑23. 64. Davila GW, Neimark M. The overactive bladder: prevalence and effects on quality of life. Clin Obstet Gynecol 2002; 45(1): 173‑81. 65. Wyman JF, Harkins SW, Choi SC, Taylor JR, Fantl JA. Psycho‑ social impact of urinary incontinence in women. Obstet Gy‑ necol 1987; 70(3, part. 1): 378‑81.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 98

03/06/2011 19:16:13


Atuação Fisioterapêutica na Incontinência Urinária em Mulheres 

66. WHOQOL – The World Health Organization Quality of Life assessment: position paper from the World Health Organiza‑ tion. Soc Sci Med 1995; 41(10): 1403‑9. 67. Fitzpatrick R, Fletcher A, Gore S, Jones D, Spiegelhalter D, Cox D. Quality of life measures in health care. I: Applications and issues in assessment. BMJ, 1992; 305(6861): 1074‑7. 68. Naughton MJ, Donovan J, Badia X, Corcos J, Gotoh M, Kelle‑ her C, Lukacs B, Shaw C. Symptom severity and QOL scales for urinary incontinence. Gastroenterology 2004; 126(1): 114‑23. 69. Aslan E, Beji NK, Coskun A, Yalcin O. An assessment of the importance of pad testing in stress urinary incontinence and the effects of incontinence on the life quality of women. Int Urogynecol J 2003; 14(5): 316‑20. 70. Wagner TH, Patrick DL, Bavendam TG, Martin ML, Buesch‑ ing DP. Quality of life of persons with urinary incontinence: development of a new measure. Urology. 1996; 47(1): 67‑72. 71. Blaivas JG, Appell RA, Fantl JA, Leach G, McGuire EJ, ­Resnick NM, Raz S, Wein AJ. Standards of efficacy for evaluation of treatment outcomes in urinary incontinence: recommenda‑ tions of the Urodynamic Society. Neurourol Urodyn. 1997; 16: 145‑7. 72. Fonseca ESM, Fonseca MCM. Incontinência urinária feminina e qualidade de vida. In: Moreno AL. Fisioterapia em Urogine‑ cologia. São Paulo: Manole; 2004: 95‑8. 73. Abrams P, Kelleher CJ, Kerr LA, Rogers RG. Overactive blad‑ der significantly affects quality of life. Am J Manag Care. 2000; 6 (Suppl. 11): 580‑90. 74. Tamanini JTN, D’Ancona CAL, Botega NJ, Rodrigues Netto Júnior N. Validação do “King’s Health Questionnaire” para o português em mulheres com incontinência urinária. Rev Saú­ de Pública. 2003; 37(2): 203‑11. 75. Tamanini JTN, Dambros M, D’Ancona CAL, Palma PCR, Ro‑ drigues Netto Júnior N. Validação para o português do Inter‑

76.

77. 78.

79. 80. 81. 82. 83.

84.

99

national Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form (ICIQ‑SF). Rev Saú­de Pública. 2004; 38(3): 438‑44. Géo MS, Lima RSBC, Laranjeira CLS, Kaukaul JMF. Bexiga hiperativa. In: Baracho E. Fisioterapia aplicada à Obstetrícia, Uroginecologia e Aspectos de Mastologia. 4a ed. Rio de Janei‑ ro: Guanabara Koogan; 2007: 361‑88. Hay‑Smith J, Herbison P, Ellis G, Moore K. Anticholinergic drugs versus placebo for overactive bladder syndrome in adults. Cochrane Database Syst Rev 2002, CD003781. Messelink B, Benson T, Berghmans B, Bo K, Corcos J, Fowler­ C, Laycock J, Lim PH, van Lusen R, Nijeholt GL, Pemberton­ J, Wang A, Watier A, van Kerrebroeck P. Standardization of terminology of pelvic floor muscle function and dysfunction: Report the Pelvic Floor Clinical Assessment Group of the ­International Continence Society. Neurourol Urodyn 2005; 24: 374‑80. Payne CK. Behavioral therapy for overactive bladder. Urology 2000; 55(Suppl. 5A): 3‑6. Moreno AL, Olbrich de Souza G. Tratamento comportamen‑ tal. In: Moreno AL. Fisioterapia em Uroginecologia. São Pau‑ lo: Manole; 2004: 137‑40. Wyman JF, Fantl JA. Bladder training in ambulatory care man‑ agement of urinary incontinence. Urol Nurs. 1991; 11(3): 11‑7. Moreno AL, Santos PFD. Cones vaginais. In: Moreno AL. Fisio‑ terapia em Uroginecologia. São Paulo: Manole; 2004: 121‑6. Haddad JM. Tratamento de mulheres portadoras de inconti‑ nência urinária de esforço através de cones vaginais: avaliação clínica e ultrassonográfica. Tese de Doutorado. Departamen‑ to de Ginecologia e Obstetrícia – Universidade de São Pau‑ lo‑USP, São Paulo, 1999. Bo K. Effect of electrical stimulation on stress and urge uri‑ nary incontinence: clinical outcome and practical recommen‑ dations based on randomized controlled trials. Acta Obstet Gynecol Scand 1998; 77(168): 3‑11.

Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática - Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução.

FERREIRA-CAP-12.indd 99

03/06/2011 19:16:14


Sem tĂ­tulo-2 1

20/07/2011 15:45:36


Ferreira | Fisioterapia na Saúde da Mulher: Teoria e Prática