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Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher

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O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária, que publicam nas áreas científica, técnica e profissional. Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de profissionais e de estudantes de Administração, Direito, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí-lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

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Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher Elza Baracho Mestre em Ciência da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Professora Assistente da disciplina Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher, do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – FCMMG. Fundadora do Setor de Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Hilda Brandão da Santa Casa de Belo Horizonte. Coordenadora do Serviço de Fisioterapia em Uroginecologia UROMATER – Hospital Mater Dei. Vice-Presidente da ABRAFISM (Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher).

Quinta edição

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ƒ A autora deste livro e a EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelas autoras até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br. ƒ A autora e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. ƒ Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2012 by EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA.

Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro – RJ – CEP 20040-040 Tels.: (21) 3543-0770/(11) 5080-0770 | Fax: (21) 3543-0896 www.editoraguanabara.com.br | www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br ƒ Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da EDITORA GUANABARA KOOGAN LTDA. ƒ Capa: Renato de Melo Editoração eletrônica: A N T H A R E S Projeto gráfico: Editora Guanabara Koogan ƒ Ficha catalográfica B178f 5.ed. Baracho, Elza Fisioterapia aplicada à saúde da mulher / Elza Baracho. - 5.ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2012. Inclui bibliografia e índice ISBN 978-85-277-2104-2 1. Gravidez - Fisioterapia. 2. Exercícios físicos para mulheres - Aspectos fisiológicos. I. Título. 12-1373.

CDD: 618.2062 CDU: 618.2:615.8

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Colaboradores

Adriana Moreno Mestre em Reabilitação e Doutora em Uroginecologia pela UNIFESP — Escola Paulista de Medicina. Adriane Bertotto Mestre pela UCES-BA-Argentina. Professora do curso de Fisioterapia da Unilasalle-Canoas – Rio Grande do Sul. Professora da Pós-Graduação do CBES. Agnaldo Lopes da Silva Filho Doutor em Ginecologia pela UNESP. Professor Adjunto do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFMG. Professor da Pós-Graduação em Ginecologia da UNESP. Coordenador da Ginecologia do Hospital das Clínicas da UFMG. Alessandra Ferreira de Noronha Fisioterapeuta Pós-Graduada em Geriatria pela UFMG. Mestre em Ginecologia pela UNESP. Alexandre Carvalho de Menezes Titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Andréa Moura Rodrigues Maciel da Fonseca Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-Graduada em Uroginecologia pela UNIFESP. Antônio Vieira Machado Professor da disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Mestre em Medicina pela UFMG. Assistente Efetivo do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Misericórodia de Belo Horizonte. Ariel Gustavo Scafuri Docente Associado do Departamento de Morfologia da Universidade Federal do Ceará. Pós-Doutor em Urologia – Universidade Federal de São Paulo. Doutor em Urologia – Universidade de São Paulo. Armèle Dornelas de Andrade Professora da Universidade Federal de Pernambuco. Mestre em Fisiologia – UFPE. Doutora em Pneumoalergologia pela Universidade de Aix-Maseille, França. Pós-Doutora pela Universidade de British Columbia, Vancouver, Canadá.

Augusto Barbosa Reis Mestre em Fisiologia pelo Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e Doutorando pelo Programa de Cirurgia e Oftalmologia da Faculdade de Medicina da UFMG. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Professor substituto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG 2007-2009. Médico do SENUR (Serviço de Nefrologia e Urologia) do Hospital das Clínicas da UFMG. Bary Berghmans Clinical Epidemiologist. Health Scientist. Pelvic Physioterapist – Pelvic Care Center Maastricht – Maastricht University Medical Center, the Netherlands. Bruno Lemos Ferrari Coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital Mater Dei. Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica Regional Minas Gerais. Membro do GBECAM. Bruno Mello Rodrigues dos Santos Doutorando em Cirurgia pela UFMG. Titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Urologista do Hospital Mater Dei e Hospital das Clínicas da UFMG. Camila Teixeira Vaz Fisioterapeuta graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008). Especialista em Saúde da Mulher pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (2009). Mestranda do curso de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da Universidade Federal de Minas Gerais (2010). Cláudia de Oliveira Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professora da disciplina Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Santa Cecília – UNISANTA, SP. Professora da Pós-Graduação do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde – CBES – Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher (Módulo: Obstetrícia). Cláudia Lourdes Soares Laranjeira Mestre em Ginecologia e Obstetrícia pela UFMG. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e em Uroginecologia. Membro do ICS – Hospital Mater Dei.

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Cristine Homsi Jorge Ferreira Professora Doutora e Docente do Departamento de Biomecânica, Medicina Física e Reabilitação do Aparelho Locomotor, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Responsável pela área de Fisioterapia na Saúde da Mulher. Elyonara Mello de Figueiredo Fisioterapeuta, Doutora em Ciências do Movimento e da Reabilitação pela Universidade de Boston, EUA. Programas de Mestrado e Doutorado em Ciências da Reabilitação – Universidade Federal de Minas Gerais. Fundadora e Coordenadora do Serviço de Fisioterapia para Disfunções do Assoalho Pélvico do Hospital das Clínicas – Universidade Federal de Minas Gerais. Elisa Barbosa Monteiro de Castro Especialista em Fisioterapia em Obstetrícia e Uroginecologia pela FCM/MG. Professora do Curso de Pós-Graduação em Fisioterapia Aplicada à Obstetrícia e Uroginecologia da FCM/MG. Instrutora de Pilates certificada em Rehab Pilates pela PhysioPilates. Fernanda Saltiel Barbosa Velloso Fisioterapeuta Graduada pela UFMG. Especialista em Saúde do Trabalhador pelo IEC-PUC-MG. Mestre em Ciências da Saúde pelo IPSEMG. Professora Assistente do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de Belo Horizonte. Flaviane de Oliveira Souza Especialista em Saúde da Mulher e Mestre em Ciências Médicas, pelo Departamento de Biomecânica, Medicina Física e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Geraldo Duarte Professor Doutor Titular de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Giovana Teixeira Branco Vaz Fisioterapeuta Graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG). Mestre em Ciências da Saúde com ênfase em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora do Departamento de Fisioterapia da FCMMG e do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Gisela Rosa Franco Mestre e Especialista em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Henrique Moraes Salvador Silva Professor Livre-Docente de Ginecologia. Diretor Clínico e Coordenador do Serviço da Mastologia do Hospital Mater Dei. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira da Mastologia.

João Marcos Neto Médico Urologista. Membro Titular da Sociedade de Urologia. Médico Assistente do Serviço de Urologia da Santa Casa de Belo Horizonte. José Eduardo Fernandes Távora Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG. Pós-Graduado pela SouthWestern University of Dallas, Texas, EUA. Juliana Lerche Vieira Rocha Pires Fisioterapeuta da Harmonia Materno Infantil Clínica Interdisciplinar. Docente do curso de Fisioterapia da Faculdade Estácio do Ceará – Estácio-FIC. Mestre em Saúde Coletiva – Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Especialista em Desenvolvimento Infantil – Universidade Federal do Ceará (UFC). Juliana Magalhães Machado Barbosa Fisioterapeuta Graduada pela UFMG. Especialista em Gerontologia Social pela PUC-MG. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG. Mestre em Ciência da Reabilitação pela UFMG. Professora Assistente do Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde do Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH. Juliana Marques Figueiredo Kaukaul Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Uroginecologia. Uroginecologista do Hospital Mater Dei. Julio Dias Valadares Doutora em Ginecologia e Obstetrícia – UFMG (2001). Professor da FCMMG (1988). Membro do Conselho Deliberativo da Comissão de Residência Médica de MG (2003-2011). Laís Cristina Almeida Fisioterapeuta. Psicóloga. Atuação em Reeducação Postural Global e Sensoperceptiva, Osteopatia. Professora do Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais da disciplina de Recursos Terapêuticos Manuais. Professora dos Cursos de Especialização Lato Sensu Reposturar-se e Osteopatia – FCMMG. Letícia Alves Rios Dias Especialista em Saúde da Mulher e Mestre em Ciências Médicas pelo Departamento de Biomecânica, Medicina Física e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Lilian Valim Resende Fisioterapeuta pela PUC-MG. Mestre em Educação Tecnológica pelo CEFET-MG. Doutoranda em Demografia pela UFMG. Liliane Braga Nascimento Graduada em Serviço Social e Pós-Graduada em Atendimento Sistêmico à Família pela Universidade Católica de MG. Assistente Social efetiva do Hospital da Santa Casa de Belo Horizonte. Membro da Equipe Multidisciplinar da Maternidade Hilda Brandão.

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Liliane Lott Pires Psicóloga Clínica pela Universidade Católica de Minas Gerais. Pós-Graduada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos. Liv Braga de Paula Coordenadora do Serviço de Urodinâmica da Maternidade Odete Valadares – FHEMIG. Membro do Serviço de Uroginecologia do Hospital Vila da Serra, MG. Loic Dabbadie Fisioterapeuta Especializado em Uroginecologia, Patologias Anorretais e Sexológicas – Paris, França. Lucas Barbosa da Silva Ginecologista Obstetra do Hospital das Clínicas da UFMG e Hospital Sofia Feldman. Doutor em Medicina pela UNESP. Especialista em Mastologia pela UFMG e Oncologia Ginecológica pela Fundação Mário Penna. Luciana Albergaria Lamin Regis Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e em Uroginecologia. Uroginecologista da UROMATER. Luciana Moreno Marques Mestre em Ciência da Reabilitação pela UFMG. Aprimoramento em Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia pela Faculdade de Medicina da USP. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG. Professora Assistente do Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde do Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH. Mara Cláudia Azevedo Pinto Dias Nutricionista. Docente do Curso de Nutrição do Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH. Mestranda em Ciências da Saúde pelo IPSEMG. Especialista em Nutrição Materno-Infantil pela Universidade Federal de Viçosa, MG. Especialista em Nutrição Clínica pela Faculdade São Camilo, RJ. Mara de Abreu Etienne Fisioterapeuta pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Mestre em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Formação e Docente no curso de Especialização em Sexualidade Humana na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Márcia Salvador Géo Coordenadora do Serviço UROMATER. Membro da Comissão Nacional de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da FEBRASGO. Membro da Comissão Nacional de Título de Especialista em Uretrocistoscopia e Urodinâmica. PósGraduada pela Universidade de Londres – Serviço do Professor Stuart Stanton. Membro da Sociedade Internacional de Continência (ICS). Membro da Associação Internacional de Uroginecologia (IUGA).

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Maria Beatriz Alvarenga de Almeida Professora do Departamento de Fisioterapia da FCMMG e do Centro Universitário – UNI-BH. Especialista em Saúde Pública pela UNAERP. Mestre em Ciência da Saúde pelo IPSEMG. Maria Cristina da Cruz Fisioterapeuta pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Aspectos de Mastologia pela FCMMG. Mestranda em Ciências da Reabilitação pela UFMG. Supervisora do Projeto de Extensão Fisioterapia para Disfunções do Assoalho Pélvico do HC/UFMG. Maria da Glória Rodrigues Machado Fisioterapeuta. Mestre e Doutora em Ciências BiológicasFisiologia e Farmacologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Postdoctoral fellow – Anesthesia Center for Critical Care Research, Department of Anesthesia and Critical Care at Massachusetts General Hospital, Harvard Medical School, USA. Professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Maria Júlia Vieira de Oliveira Professora Assistente do Departamento de Tocoginecologia e Medicina da Criança da FCMMG. Mestre em Medicina pela UFMG. Área de Concentração: Ginecologia e Obstetrícia. Maria Letícia Leone Rocha Mastologista com Título de Especialista TEMA. Membro do Serviço de Mastologia do Hospital. Mater Dei. Imaginologista com Título de Habilitação em Mamografia. Marilene Vale de Castro Monteiro Doutora em Ginecologia pela UFRJ. Coordenadora do Ambulatório de Uroginecologia do Hospital das Clínicas da UFMG. Professor Adjunto do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFMG. Marília Buscacio Paulucci Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Odontopediatria pelo Conselho Federal de Odontologia. Especialista em Homeopatia para Cirurgiões Dentistas pelo Instituto Hahnemanniano do Brasil, Rio de Janeiro, RJ. Mário Dias Correa Professor Emérito da Faculdade de Medicina da UFMG. Professor Titular de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Mário Dias Correa Júnior Mestre e Doutor em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da UFMG. Maura Seleme Fisioterapeuta Especializada em Exames de Urodinâmica pela Faculdade de Medicina de Bichat, Paris, França. Doutoranda pela UFRJ. Coordenadora do Curso de Uroginecologia pelo CBES.

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Mônica Felissíssimo Professora do Departamento de Fisioterapia da PUC-MG. Especialista em Fisioterapia Aplicada a Geriatria e Gerontologia pela UFMG. Mestre em Ciência da Saúde pelo IPSEMG. Múcio Barata Diniz Coordenador do Serviço de Uroginecologia do Hospital Vila da Serra, MG. Coordenador do Ambulatório de Uroginecologia do Hospital Municipal Odilon Behrens, MG. Neyliane Sales Chaves Onofre Fisioterapeuta da Harmonia Materno Infantil Clínica Interdisciplinar. Docente do curso de Fisioterapia – Faculdades Nordeste (FANOR). Mestranda em Psicologia – Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Especialista em Desenvolvimento Infantil – Universidade Federal do Ceará (UFC). Especialista em Fisioterapia na Saúde da Mulher – FANOR. Nicole de Oliveira Bernardes Fisioterapeuta pela FCMMG. Doutora em Tocoginecologia pela UNICAMP. Professora Adjunta do Departamento de Fisioterapia pela PUC-MG. Patrícia Lordêlo Doutora em Medicina e Saúde Humana pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Professora Adjunta da EBMSP. Fundadora e Responsável do Centro de Distúrbios Miccionais na Infância – CEDIMI. Rachel Silviano Brandão Corrêa Lima Uroginecologista da UROMATER. Membro da Comissão Nacional de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da FEBRASGO. Membro da Comissão Nacional de Título de Especialista em Uretrocistoscopia e Urodinâmica. Pós-Graduada pela Universidade de Londres – Serviço do Professor Stuart Stanton. Membro da Sociedade Internacional de Continência (ICS). Membro da Associação Internacional de Uroginecologia (IUGA). Raquel Gontijo Mestranda em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialização em Obstetrícia, Uroginecologia e Aspectos de Mastologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Membro da equipe de Uroginecologia do Hospital Mater Dei – Belo Horizonte, MG. Graduada em Fisioterapia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Renata Dayrel Valadares Acadêmica do 6 o ano de Graduação em Medicina – UFMG. Renata Cardoso Baracho Lotti Fisioterapeuta. Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG. Professora da disciplina Fisioterapia na Saúde da Mulher e nas Disfunções do Assoalho Pélvico da Faculdade Estácio de Sergipe.

Ricardo Mello Marinho Ginecologista do Centro Pró-Criar de Medicina Reprodutiva. Professor Doutor do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Preceptor da Residência de Ginecologia do Hospital Municipal Odilon Behrens – BH. Rita de Cássia Meira Dias Titulo de Especialista em Medicina de Família e Comunidade – SBMFC. Título de Especialista em Nutrição – AMB. Especialização Endoscopia – Kumamoto, Japão. Roberto Magnum Vieira de Oliveira Pós-Graduando em Cardiologia. Rosângela Corrêa Dias Fisioterapeuta. Mestre em Ciências da Reabilitação pela Queen’s University, Canadá. Doutora em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de São Paulo. Professora Adjunta do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais. Sabrina Mattos Baracho Fisioterapeuta. Mestre em Ciência da Reabilitação pela UFMG. Professora do curso de Pós-Graduação da FCMMG e Fisioterapeuta do Núcleo Bem-Nascer em Belo Horizonte. Silvana Uchoa Especialista em Biofeedback EMG pela Columbus Urology, Ohio, EUA. Mestre (Desempenho Físico-Funcional e Qualidade de Vida) pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Diretora Técnica da Clínica Fisomax, PE. Docente do Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos (CBES). Simone Botelho Pereira Docente da Universidade Federal de Alfenas – UNIFALMG. Pesquisadora Colaboradora da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP-SP. Silvia Elizate Monteiro Professora da Disciplina Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia da Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte. Coordenadora do Curso de Especialização em Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia e Aspectos em Urologia pela FCMMG. Mestre em Engenharia de Produção pela UFSC. Sinval Ferreira de Oliveira Graduado em Medicina pela FCMMG. Mestre em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Solange de Melo Miranda Pediatra e Médica do Adolescente. Membro do Grupo de Atenção ao Adolescente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG.

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Tatiane de Paula M. Zuliani Fisioterapeuta pela UNIUBE. Especialista em Saúde da Mulher pela UNAERP. Atuante na Clínica UROMASTER, BH. Professora do Curso de Especialização em Fisioterapia Aplicada à Ginecologia, Obstetrícia e Aspectos em Urologia da FCMMG.

Tolomeu Artur Assunção Casali Presidente da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais – Biênio 2006/07. Médico Anestesiologista do Hospital Belo Horizonte. Oficial Médico da PMMG. Professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e da Universidade de Itaúna. Doutor em Ciências pela UFMG.

Thaís Andrade Guimarães Especialista em Saúde da Mulher – UGF. Professora do Curso de Pós-Graduação de Fisioterapia Aplicada à Saude da Mulher pela FCCMG.

Ubirajara Barroso Jr. Professor Livre-Docente de Urologia da Universidade Federal da Bahia. Professor Adjunto de Urologia da Escola Bahiana de Medicina. Pesquisador do CNPQ – Nível 2.

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Prefácio

Foi uma grande honra receber o convite para escrever este prefácio. A primeira edição foi um marco para a Fisioterapia em Saúde da Mulher por ter sido o primeiro livro publicado sobre o assunto no Brasil, e, a cada edição, a autora e seus colaboradores acompanharam com excelência os avanços da área, apresentando novos temas e atualizando os demais. Nesta edição, são acrescentados muitos assuntos, dentre os quais: hipertonia dos músculos do assoalho pélvico; saúde coletiva; disfunção urinária na infância e repercussões na fase adulta. Os casos clínicos apresentados favorecem o entendimento dos temas e atende às necessidades didáticas de professores, alunos e profissionais da área. Além dessas qualidades, o ótimo embasamento em estudos científicos atuais mantém esta obra, desde a sua primeira edição, como uma das principais – se não a principal – entre todas as publicadas no país sobre Fisioterapia em Saúde da Mulher. Esta edição, atualizada e revisada, contribui para a prática clínica, instiga ao avanço da área e, mais uma vez, consagra a autora como incansável guerreira em prol da Fisioterapia em Saúde da Mulher. Profa Dra Maria Cristina Cortez Carneiro Meirelles Presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (ABRAFISM)

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Material Suplementar Este livro conta com o seguinte material suplementar: 

Ilustrações da obra em formato de apresentação (restrito a docentes)

O acesso ao material suplementar é gratuito, bastando que o docente se cadastre em: http://gen-io.grupogen.com.br.

GEN-IO (GEN | Informação Online) é o repositório de material suplementar e de serviços relacionados com livros publicados pelo GEN | Grupo Editorial Nacional, o maior conglomerado brasileiro de editoras do ramo científico-técnico-profissional, composto por Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária.

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Sumário

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Parte 1 Gravidez, 1 Anatomia Feminina, 3 Pelve, 3 Genitália feminina externa, 4 Órgãos internos, 5 Ligamentos e articulações da pelve, 8 Assoalho pélvico, 9 Músculos da parede abdominal, 11 Mamas, 11 Bibliografia, 12

2

Avaliação e Intervenção da Fisioterapia na Gravidez, 32 Introdução, 32 Avaliação fisioterapêutica da gestante, 32

Ergonomia no Período Gestacional, 46 Introdução, 46 Atividades de vida diária | Orientações, 47 Exposição ocupacional a agentes físicos na gestação: riscos ergonômicos, 51 Orientações ergonômicas para o trabalho durante a gravidez, 52 Considerações finais, 53 Bibliografia, 54

6

Gravidez na Adolescência, 55 Introdução, 55 Atuação da Fisioterapia no atendimento à adolescente grávida, 57 Bibliografia, 58

7

Nutrição na Gestação, 59 Aspectos nutricionais da gestante, 59 Avaliação nutricional, 59 Necessidades nutricionais durante a gestação, 60 Energia, 60 Proteínas, 60 Vitaminas e minerais, 61 Interação de fármacos e nutrientes, 63 Intercorrências gastrintestinais funcionais comuns, 63 Nutrição nas situações especiais da gravidez, 64 Substâncias não nutritivas, 64 A nutrição nas situações clínicas da gravidez, 65 Bibliografia, 66

Adaptações Respiratóriasna Gravidez, 22 Introdução, 22 Efeitos hormonais na respiração, 22 Mecânica respiratória, 23 Músculos respiratórios, 24 Ventilação pulmonar, 24 Volumes e capacidades pulmonares, 25 Perfusão pulmonar e fluxo sanguíneo pulmonar, 25 Trocas gasosas, 27 Controle da respiração, 27 Bibliografia, 30

4

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Adaptações Fisiológicas da Gestação, 13 Introdução, 13 Contexto: adaptações atuais e há 2 milhões de anos, 13 Farmacocinética e exames laboratoriais na gestação, 13 Sistema genital, 14 Sistema endócrino, 14 Sistema tegumentar, 15 Sistema urinário, 16 Sistema hematológico, 17 Sistema imunológico, 17 Sistema musculoesquelético, 17 Sistema gastrintestinal, 18 Sistema respiratório, 19 Sistema cardiovascular, 20 Sistema nervoso central: aspectos psicoemocionais no ciclo gravídico-puerperal, 20 Bibliografia, 21

3

Intervenção fisioterapêutica na gravidez, 39 Bibliografia, 45

8

Síndromes Hipertensivas na Gravidez, 68 Conceitos, 68 Técnica para aferir a pressão arterial durante a gravidez, 68 Classificação da hipertensão, 68 Hipertensão arterial induzida pela gravidez, 69 Eclâmpsia, 70 Puerpério, 71 Hipertensão arterial crônica na gravidez, 71 Conduta, 71 Bibliografia, 71

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Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher

Sínfise púbica na gestação, 105 Cóccix na gestação, 105 Bibliografia, 106

Atuação do Fisioterapeuta nas Síndromes Hipertensivas da Gravidez, 72 Introdução, 72 Considerações sobre as síndromes hipertensivas da gravidez, 72 Intervenção fisioterapêutica em gestantes com síndromes hipertensivas, 73 Atendimento no leito, 73 Exercícios em gestantes com fatores de risco para desenvolver pré-eclâmpsia, 75 Considerações finais, 76 Bibliografia, 78

14 Odontologia e Gravidez, 107 Introdução, 107 Mudança de paradigma, 107 Formação de hábitos, 108 Boca, 108 Cárie dentária, 109 Saliva, 109 Fluoretos, 109 Dieta-nutrição e saúde bucal, 110 Higiene bucal, 111 Alterações bucais no período gestacional, 112 Mitos e verdades, 112 A odontologia e o bebê, 113 Amamentação e saúde bucal, 114 Bibliografia, 115

10 Atuação do Fisioterapeuta no Controle do Diabetes Melito Gestacional, 79 Introdução, 79 Fisiopatologia do diabetes melito gestacional, 80 Repercussões maternas e fetais, 80 Diagnóstico, 80 Tratamento, 80 Diabetes e exercício, 81 Protocolos de exercícios testados no DMG, 82 Vantagens dos programas de exercícios supervisionados do DMG, 83 Prescrição de exercícios à paciente com DMG, 84 Considerações finais, 84 Bibliografia, 85

11 Exercícios na Gravidez, 87 Indicações e contraindicações, 88 Intensidade dos exercícios, 89 Atividades físicas mais recomendadas, 89 Cuidados gerais para a prática de exercícios, 90 Bibliografia, 90

12 Hidroterapia para Gestantes, 92 Panorama histórico da hidroterapia, 92 Princípios físicos da água, 92 Efeitos fisiológicos da imersão em repouso e do exercício na água, 93 Exercício físico na gestação, 93 Hidroterapia para gestantes, 94 Equipamentos e cuidados com a água, 95 Bibliografia, 96

13 Técnicas Alternativas Aplicadas à Gestante, 97 Seção A | Pilates Modificado para Gestantes, 97 Introdução, 97 História do método pilates, 97 Conceitos e aplicações, 97 Fisiologia da gestação: considerações para a prática do pilates, 98 Pilates modificado para gestantes, 98 Conclusão, 98 Seção B | Reestruturação Postural Sensoperceptiva e a Osteopatia Aplicadas à Obstetrícia, 101 Manualidade, 101 Aplicação prática, 103

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Parte 2 Parto e Pós-parto, 117

15 Anestesia em Obstetrícia, 119 Introdução, 119 Histórico, 119 Alterações fisiológicas da gravidez e implicações na anestesiologia, 119 Avaliação pré-anestésica, 120 Analgesia e anestesia para o parto vaginal, 120 Anestesia para a cesariana, 122 Complicações, 123 Considerações finais, 123 Bibliografia, 124

16 Feto | Bacia Óssea Materna | Mecanismo de Parto, 125 Introdução, 125 Estática fetal, 125 Posição fetal, 125 Apresentação fetal, 125 Volume fetal: diagnóstico, 125 Estruturas ósseas fetais, 126 Estudo da bacia óssea materna, 127 Mecanismo de parto, 128 Mecanismo de parto | Tempos, 129 Determinação da altura do polo cefálico: planos de De Lee, 130 Bibliografia, 131

17 Parto: Considerações Evolutivas e Assistenciais, 132 Ciência da vinculação mãe-filho, 132 Período primal, 133 Parto: uma visão evolutiva, 133 Parto no século 21: o efeito da obesidade e miscigenação racial, 135 Posições maternas no trabalho de parto e no parto, 136 Parto na água, 139 Bibliografia, 142

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Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher

18 Parto Pré-termo, 143

Incontinência urinária, 208 Incontinência fecal, 210 Prolapso de órgão pélvico, 210 Função sexual e assoalho pélvico, 210 Anamnese, 211 Avaliação funcional do assoalho pélvico, 211 Treino muscular do assoalho pélvico, 212 Considerações finais, 214 Bibliografia, 215

Introdução, 143 Conduta, 143 Bibliografia, 146

19 Aspectos Fisioterapêuticos durante Trabalho de Parto, 147 Atendimento do fisioterapeuta na maternidade, 147 Bibliografia, 155

20 Puerpério, 156 Introdução, 156 Modificações do puerpério, 156 Cuidados pós-parto, 159 Complicações pós-parto, 160 Bibliografia, 164

„

Introdução, 219 Terminologia, 219 Fisiologia da menopausa e sintomas associados ao hipoestrogenismo, 219 Fisioterapia e exercícios para mulheres no climatério, 220 Conclusão, 221 Bibliografia, 221

Introdução, 165 Atendimento fisioterapêutico no puerpério imediato, 165 Bibliografia, 172

Aleitamento materno | Ações de promoção, proteção e apoio, 174 Ações educativas e tecnologias em saúde e mídia, 176 Manejo clínico e ampliado da amamentação, 177 Benefícios do aleitamento, 177 Bases da anatomia e fisiologia da amamentação, 177 Retirada e armazenamento do leite, 182 Alimentação no copinho e técnica de finger feeding, 184 Atividade física ⫻ aleitamento, 184 Principais dificuldades relacionadas à amamentação, 185 Bibliografia, 187

23 Atuação do Serviço Social na Maternidade, 188 Introdução, 188 Breve histórico, 188 Serviço social na saúde, 188 Serviço social na maternidade, 189 Direitos sociais, 191 Considerações finais, 192 Bibliografia, 192

24 Atuação da Fisioterapia Relacionada à Saúde da Mulher na Atenção Básica, 193 Sistema Único de Saúde do Brasil, 193 Assistência a mulheres com disfunções do assoalho pélvico, 194 Assistência no pré-natal, 196 Assistência no puerpério, 197 Assistência no pós-operatório do câncer de mama, 197 Considerações finais, 198 Bibliografia, 200

25 Fisioterapia no Puerpério Remoto, 201 Anamnese, 201 Exame físico, 202

Parte 3 Climatério, 217

26 Fisioterapia no Climatério, 219

21 Atuação do Fisioterapeuta no Puerpério Imediato, 165

22 Atenção Fisioterapêutica no Aleitamento Materno, 174

xvii

27 Climatério e Incontinência Urinária | Abordagem Psicológica, 222 Climatério, 222 Incontinência urinária, 226 Bibliografia, 228 „

Parte 4 Disfunções do Assoalho Pélvico, 229

28 Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico Feminino, 231 Introdução, 231 Avaliação do assoalho pélvico, 233 Bibliografia, 241

29 Biofeedback Perineal, 243 Diferentes tipos de biofeedback perineal, 243 Indicação e tratamento de reabilitação, 245 Conclusão, 251 Bibliografia, 254

30 Hipertonia/Hiperatividade dos Músculos do Assoalho Pélvico e Disfunções do Assoalho Pélvico | Abordagem Fisioterapêutica, 255 Hipertonia: o que é e como identificar?, 255 Compressão do nervo pudendo, 256 Avaliação e tratamento, 257 Conclusão, 258 Bibliografia, 259

31 Fisiopatologia e Abordagem Conservadora dos Prolapsos Genitais, 260 Introdução, 260 Anatomia do assoalho pélvico, suporte das vísceras pélvicas e fisiopatologia dos prolapsos, 260 Fundamentos anatômicos segundo a teoria integral, 262

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Fatores de risco para os prolapsos genitais, 263 Quadro clínico, 265 Diagnóstico e classificação dos prolapsos, 267 Acompanhamento conservador dos prolapsos genitais, 268 Papel atual dos pessários, 269 Conclusão, 269 Bibliografia, 269

32 Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico no Tratamento e na Prevenção dos Prolapsos Genitais, 271 Razões para treinamento dos músculos do assoalho pélvico em mulheres com prolapsos genitais, 271 Tratamento dos músculos do assoalho pélvico no controle dos prolapsos genitais, 272 Tratamento dos músculos do assoalho pélvico como adjuvante ao tratamento cirúrgico dos prolapsos genitais, 273 Considerações finais, 274 Bibliografia, 274

33 Incontinência Urinária, 275 Introdução, 275 Fisiologia do trato urinário inferior e da micção, 275 Teoria integral da continência, 276 Classificação da incontinência urinária, 277 Diagnóstico diferencial da incontinência urinária, 277 Propedêutica, 277 Tratamento da incontinência urinária, 279 Bibliografia, 280

34 Estudo Urodinâmico, 282 Introdução, 282 Fluxometria, 284 Cistometria, 284 Técnica para realização do estudo urodinâmico, 285 Estudo miccional, 285 Bibliografia, 286

35 Cistite Intersticial | Síndrome da Bexiga Dolorosa, 287 Introdução, 287 Etiopatogenia, 287 Diagnóstico, 289 Tratamento, 290 Conclusão, 291 Bibliografia, 292

36 Abordagem Fisioterapêutica na Cistite Intersticial, 294 Introdução, 294 Etiologia, 294 Fatores de risco, 294 Sintomatologia, 294 Tratamento, 294 Fisioterapia, 294 Conclusão, 296 Bibliografia, 297

37 Bexiga Hiperativa, 299 Introdução, 299 Definições, 299 Sinais urodinâmicos, 299 Incidência, 300 Hiperatividade vesical ⫻ qualidade de vida, 300 Etiologia, 301 Quadro clínico, 301 Avaliação clínica, 302 Propedêutica, 303 Propedêutica complementar, 305 Tratamento, 305 Bibliografia, 311

38 Tratamento Cirúrgico da Incontinência Urinária de Esforço, 313 Introdução, 313 Considerações para o tratamento cirúrgico da incontinência urinária de esforço, 313 Classificação das técnicas cirúrgicas, 314 Qual a melhor técnica cirúrgica?, 318 Conclusão, 319 Bibliografia, 321

39 Atuação da Fisioterapia no Tratamento Conservador da Incontinência Urinária, 323 Introdução, 323 Tratamento das disfunções do assoalho pélvico, 323 Recursos utilizados no tratamento da incontinência urinária feminina, 324 Bibliografia, 328

40 Substâncias e Medicamentos: Ação sobre o Trato Urinário Inferior, 330 Fármacos que aumentam a resistência uretral, 331 Substâncias que diminuem a resistência uretral, 332 Substâncias que aumentam a atividade do detrusor, 332 Substâncias que diminuem a atividade vesical, 332 Medicamentos comuns na prática clínica e sua repercussão no mecanismo da micção, 333 Avanços recentes dos medicamentos que diminuem a atividade detrusora, 333 Bibliografia, 334

41 Bexiga Neurogênica, 336 Anatomia do trato urinário superior e inferior, 336 Epidemiologia, 337 Avaliação inicial, 337 Classificação, 338 Classificação urodinâmica, 338 Fisioterapia, 338 Bibliografia, 345

42 Incontinência Anal, 346 Anatomia e fisiologia anorretal, 347 Incontinência anal, 348 Avaliação fisioterapêutica do paciente com incontinência anal, 349 Tratamento fisioterapêutico da incontinência anal, 351 Bibliografia, 361

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43 Dor Pélvica Crônica Feminina, 363 Aspectos epidemiológicos da dor pélvica crônica na mulher, 363 Anatomofisiologia da dor pélvica crônica, 363 Modulação da dor, 364 Etiologia da dor pélvica crônica, 364 Abordagem da paciente com dor pélvica crônica, 365 Avaliação da dor, 365 Manejo médico da dor pélvica crônica, 366 Manejo multidisciplinar da dor pélvica crônica, 366 Fisioterapia e dor pélvica crônica, 366 Tratamento fisioterapêutico da DPC, 366 Eletroestimulação no tratamento de mulheres com DPC, 368 Bibliografia, 368

44 Cirurgias Ginecológicas, 370 Introdução, 370 Histerectomia, 370 Tratamento do prolapso genital, 371 Câncer de vulva, 371 Câncer de vagina, 372 Câncer de colo uterino, 372 Câncer de endométrio, 373 Câncer de ovário, 373 Bibliografia, 373

45 Sexualidade | Disfunções e Tratamentos, 375 Transtornos e disfunções, 375 Tratamentos, 379 Conclusão, 381 Bibliografia, 383 Leitura recomendada, 383 „

Parte 5 Aspectos de Mastologia, 385

46 Considerações sobre as Doenças de Mama, 387 Introdução, 387 Patologias benignas da mama, 389 Lesões não palpáveis da mama, 390 Câncer de mama, 392 Tratamento radical, 392 Reconstrução, 393 Tratamento conservador, 393 Dissecção axilar, 395 Cirurgia conservadora da axila, 396 Tratamento do carcinoma in situ, 396 Bibliografia, 398

47 Abordagem Fisioterapêutica em Mastologia Oncológica, 400

xix

Abordagem fisioterapêutica no pré e no pós-operatório de câncer de mama, 400 Principais complicações do pós-operatório, 402 Fisioterapia complexa descongestiva, 405 Cuidados gerais, 406 Qualidade de vida no câncer de mama, 407 Bibliografia, 409 „

Parte 6 Tópicos Especiais, 411

48 Avaliação da Qualidade de Vida Relacionada à Saúde, 413 Seção A | Qualidade de vida relacionada à saúde, 413 Definição e conceitos de qualidade vida, 413 Avaliação da qualidade de vida e saúde, 413 Qualidade de vida relacionada à saúde, 414 Seção B | Questionários de avaliação de qualidade de vida específicos, 415 Avaliação da qualidade de vida em mulheres com incontinência urinária, 416 Avaliação da qualidade de vida em mulheres com câncer de mama, 417 Conclusão, 419 Bibliografia, 419

49 Atuação da Fisioterapia nas Disfunções Vasculares Periféricas, 421 Introdução, 421 Insuficiência venosa crônica, 421 Tratamento, 421 Linfedema, 422 Considerações sobre a fisiologia do sistema linfático, 422 Diagnóstico do linfedema, 425 Diagnóstico diferencial, 425 Linfedema versus edema, 425 Tratamento do linfedema, 425 Avaliação fisioterapêutica, 426 Fisioterapia descongestiva complexa, 426 Considerações finais, 428 Bibliografia, 430

50 Disfunção do Trato Urinário Inferior na Infância, 431 Introdução, 431 Classificação, 431 Diagnóstico, 433 Tratamento, 434 Bibliografia, 437

Índice Alfabético, 439

Introdução, 400

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Feto | Bacia Óssea Materna | Mecanismo de Parto Mário Dias Corrêa e Mário Dias Corrêa Júnior



Introdução

O conhecimento de determinadas estruturas fetais e da bacia óssea materna é imprescindível para a escolha correta da via de parto: transpélvica ou transabdominal. Além disso, ele permite avaliar se existe ou não proporção entre o feto e a bacia materna. O estudo do feto tem por objetivo determinar a estática, o volume e algumas das estruturas ósseas dele que interferem no trajeto do nascituro no interior da bacia óssea materna.



Varia conforme o polo fetal que se encontra junto ao estreito superior da bacia óssea materna. Quando o polo for o cefálico, a apresentação será cefálica; se pélvico, a apresentação será pélvica. Nos fetos em situação transversal, a apresentação será córmica, porque a estrutura fetal que se posiciona junto ao estreito superior da bacia é a região acromial (espádua). ■



Estática fetal

Entende-se por estática fetal a maneira de o feto se posicionar dentro da cavidade uterina. No início da gestação, o feto movimenta-se muito e, por isso, a estática dele é variável; a partir do terceiro trimestre, ela é mais estável. A determinação da estática fetal é possível por meio de recursos clínicos – manobras de Leopold – ou empregandose recursos laboratoriais – a ultrassonografia. 

Posição fetal

Depende do relacionamento entre o dorso fetal e as regiões no abdome materno (flanco direito ou esquerdo, coluna vertebral e parede abdominal). A posição será direita se o dorso fetal estiver localizado no lado direito do abdome materno, ou esquerda, quando ocorrer o contrário, ou seja, dorso fetal do lado esquerdo do abdome materno. Essas posições são encontradas quando o feto está em situação longitudinal ou oblíqua. Na situação transversal, a posição será anterior – dorso fetal em relação à parede abdominal materna – ou posterior – quando o dorso fetal estiver voltado para a coluna vertebral da gestante.

Apresentação fetal

Variedades de apresentação e de posição

No estudo da estática fetal, necessita-se identificar também sua variedade de apresentação e de posição. Para identificação dessas variedades, há de ser conhecida a bacia óssea materna; por isso, esses aspectos da estática fetal serão abordados após o estudo da bacia óssea materna. 

Volume fetal: diagnóstico

O conhecimento prévio do volume fetal e respectivo peso facilita a escolha da via de parto. A estimativa aproximada do volume fetal é possível com a utilização de métodos clínicos e, mais acuradamente, por meio da ultrassonografia. Os primeiros são simples e sempre disponíveis. A ultrassonografia exige equipamento e técnico experiente para realizá-la, o que nem sempre se consegue na prática. ■

Métodos clínicos

A inspeção, a palpação e a mensuração do abdome materno, complementadas pelo exame pélvico, permitem determinar, com boa margem de acerto, o volume e o peso aproximados do feto.

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Figura 16.5 Avaliação da conjugata diagonalis.

Localiza-se cerca de 5 cm à frente do promontório e 6 cm atrás da sínfise púbica (Figura 16.3B). Os diâmetros oblíquos são em número de dois. O direito começa na eminência iliopectínea direita e termina na articulação sacroilíaca esquerda (Figura 16.3C1), enquanto o esquerdo começa na eminência iliopectínea esquerda e termina na articulação sacroilíaca direita (Figura 16.3C2). Ambos medem cerca de 12,5 cm. O estreito médio da bacia situa-se entre as espinhas ciáticas e mede aproximadamente 10 cm. O estreito inferior é a saída da bacia. No sentido longitudinal, estende-se da extremidade do cóccix até a borda inferior da sínfise pública, medindo aproximadamente 9,5 cm. No momento do desprendimento fetal, o polo fetal empurra a articulação sacroilíaca para trás, aumentando sua extensão para cerca de 10,5 cm. No sentido transversal, a distância é de cerca de 10,5 cm e vai de uma tuberosidade isquiática de um lado até a do outro. ■

Avaliação da bacia óssea

Conhecendo-se teoricamente os ossos que compõem a pequena bacia, seus estreitos e diâmetros, torna-se possível avaliar a bacia e chegar a uma conclusão com relação ao tipo de via adequada ao parto. A avaliação laboratorial do tamanho da bacia pela radiopelvimetria não mais se realiza, devido à dificuldade técnica e aos inconvenientes do emprego dos raios X em gestantes. Em obstetrícia, a ressonância magnética ainda não é usada na avaliação das dimensões da bacia. Na prática, realiza-se a avaliação clínica, por meio da qual se procura determinar as dimensões dos três estreitos da bacia. No exame pélvico, através do fundo de saco posterior da vagina, mede-se a distância entre a margem inferior da sínfise púbica e o promontório (conjugata diagonalis).

Distância igual ou superior a 12 cm indica que a medida da conjugata obstétrica é igual ou maior que 10,5 cm, portanto, normal. Praticamente, quando não se alcança o promontório ao se realizar o exame pélvico, admite-se ser a conjugata obstétrica normal. Esta será anormal – menor – quando se tocar o promontório com facilidade. Existem ainda aquelas circunstâncias em que as dúvidas persistem: alcança-se o promontório com mais dificuldade. A avaliação clínica do estreito médio é mais difícil, exigindo experiência. Baseia-se na maior ou menor saliência das espinhas ciáticas e na distância entre elas. Anormalidades no estreito médio caracterizam-se por maior saliência nas espinhas e menor distância entre elas. No estreito inferior, o que se procura identificar é a abertura do arco púbico. Nas normais, essa abertura é ampla e não dificulta o toque. As dúvidas quanto ao tamanho da bacia após a avaliação clínica são frequentes. Quando isso ocorrer, a solução é submeter a paciente a uma prova de trabalho de parto, para confirmar a existência ou não de proporção fetopélvica. 

Mecanismo de parto

Mecanismo de parto é a maneira como o feto penetra no estreito superior da bacia, passa pelo estreito médio, ultrapassa o estreito inferior e desprende-se nos genitais externos. Durante esse trajeto, o feto passa por uma série de movimentos, conhecidos como tempo do mecanismo de parto. Alguns desses tempos são absolutamente necessários; outros, no entanto, nem sempre acontecem. A compreensão do mecanismo de parto exige que se conheçam, antes, as chamadas variedades de apresentação e de posição. ■

Variedades de apresentação

Na apresentação cefálica, são possíveis quatro variedades de apresentação: de vértice, de bregma, de fronte e de face.

Apresentação de vértice A cabeça fetal está inteiramente fletida. No exame pélvico, sente-se toda a sutura sagital e, nas extremidades, a fontanela posterior (occipital) e a fontanela anterior (bregmática). É a variedade de apresentação mais frequente e a única compatível com o parto transpélvico normal.

Apresentação de bregma O polo cefálico encontra-se semifletido. Ao exame, identificam-se parte da sutura sagital, a fontanela anterior (bregmática) e o início da sutura interfrontal.

Apresentação de fronte Nessa variedade o polo cefálico está semidefletido. Os dedos do examinador identificam a fontanela anterior, a sutura interfrontal e o nazo (nariz).

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Capítulo 16 | Feto | Bacia Óssea Materna | Mecanismo de Parto

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–3 –2

0

–1

+1

0

+2 +3

Figura 16.8 Planos de De Lee.

valores, ele concluiu que a presença do vértice no nível do estreito médio só aconteceria quando a grande circunferência ultrapassasse o estreito superior. Designou, então, o estreito médio como plano zero; acima, como planos negativos (de 1 a 5), e, abaixo, planos positivos (de 1 a 5) (Figura 16.8). A dificuldade de se medir em centímetros fez com que se avaliasse a altura da apresentação, considerando a distância em dedos (negativos – –1, –2 e –3 – e positivos – +1, +2 e +3) (Figura 16.8).

Na prática, a determinação dos planos de De Lee permite diagnosticar a altura da grande circunferência do polo cefálico. Nos planos negativos, o polo cefálico está alto, móvel; nos positivos, ele está fixo, o que pode ser facilmente comprovado a partir do exame bidigital. 

Bibliografia

Corrêa MD. Feto, bacia óssea materna e mecanismo de parto. In: Corrêa MD, Melo VH, Aguiar RALP, Corrêa Jr MD. Noções práticas de obstetrícia. 14. ed. Belo Horizonte: COOPMED. 2011; 4:47-58.

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Atenção Fisioterapêutica no Aleitamento Materno Elza Baracho, Juliana Lerche Pires e Neyliane Sales Chaves Onofre

“Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esqueça, Eu, todavia, não me esquecerei de ti.” (Is 49:15)

A gravidez, o parto, o puerpério, a amamentação e o período primal da criança são fases primordiais que causam satisfação e sentimento de realização para toda a família. Por outro lado, podem produzir medos, angústias, isto é, sentimentos ambivalentes ocasionando dificuldades. Diante disso, todo profissional de saúde que atende o binômio mãe-bebê deve conhecer as vantagens da amamentação para a criança e a nutriz. Deverá, também, ter conhecimento sobre a prevenção e o manejo dos principais problemas decorrentes da lactação, como, por exemplo: traumas mamilares, ingurgitamento mamário e mastite. Tais problemas são fonte de sofrimento para a lactante, podendo determinar o desmame precoce. Nesse sentido, é fundamental o conhecimento da anatomia, dos princípios fisiológicos da lactação, da postura e pega corretas, a fim de realizar um atendimento pautado em evidências científicas atuais associado à humanização do cuidado. O profissional de saúde deve promover, proteger e apoiar a amamentação com eficiência. Além de buscar conhecimento sobre o aleitamento materno e as competências clínicas, precisa ter habilidade de se comunicar eficientemente com a nutriz, uma vez que o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, pois contém todos os nutrientes de que ele precisa. Sua composição varia conforme a idade da criança e traz inúmeras vantagens tanto para esta como para a mãe e, consequentemente, para a família e sociedade. A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Ministério da Saúde recomendam que as crianças sejam amamentadas de forma exclusiva durante os 6 primeiros meses de vida e, depois dessa idade, recebam alimentos complementares, mas continuem sendo amamentadas até os 2 anos ou mais.

Embora o aleitamento materno seja tão importante para a saúde da criança e da mãe, sua prática enfrenta ainda muitos obstáculos. Podem-se destacar o desconhecimento sobre o manejo clínico ampliado, a atividade profissional e até a pressão para o consumo de productos que competem com o aleitamento materno. São necessárias a criação e revisão constantes de estratégias de Saúde Pública que protejam e promovam o aleitamento materno em todas as suas dimensões. Em 1981, com a criação do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM), essas ações, até então presentes de forma isolada, passaram a ser planejadas pelo Ministério da Saúde. 

Aleitamento materno | Ações de promoção, proteção e apoio

Promoção

• Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM): entre 1 e 7 de agosto • Projeto Carteiro Amigo. ■

Proteção

• Legislação de proteção à maternidade: os direitos das mulheres não devem ser ameaçados pelo conflito entre as demandas por sobrevivência e a decisão de amamentar. Devemos buscar soluções para a mulher que trabalha e amamenta, reconhecendo esse caso como especial. A Constituição e a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) garantem uma série de direitos às mães trabalhadoras, como exemplo: ° A licença-maternidade e emprego a gestantes e lactentes são garantidas pela Constituição Federal de 1988 no artigo 7, inciso XVIII e no artigo 10, inciso II, alínea b, respectivamente

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Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher

aréola (parte escura ao redor do mamilo), os canais formam ampolas, que acumulam parte do leite produzido nos intervalos das mamadas. O mamilo pode ter de 15 a 20 orifícios, os quais se comunicam com os ductos principais. Através destes, o leite é excretado para o meio externo. Existem três tipos de mamilo: protruso, plano e invertido. Contudo, além da forma mamilar, o profissional deve avaliar se o mesmo é protrátil, ou seja, se, no momento da sucção, uma porção do mamilo e da aréola são capazes de formar o bico longo, internamente, na boca do bebê. Isso possibilitará a pega correta e a boa extração do leite materno. É importante que o profissional de saúde desmistifique, junto às mães, esta informação errônea – a de que o bebê suga apenas no mamilo e que, se o mamilo não for protuso, a amamentação não terá sucesso. Observe os tipos de mamilo na Figura 22.1. Após o parto, a prolactina, em conjunto com outros hormônios, estimula a produção de leite. A secreção de glândula mamária na 1a semana pós-parto, de 0 a 5 dias, é denominada colostro. Segue-se o leite transitório do 6o ao 10o dia, e leite maduro do 11o dia em diante. O aleitamento materno é o resultado de três processos extremamente inter-relacionados que ocorrem ao longo das três fases descritas a seguir.  Mamogênese e/ou lactogênese I. Tem início na metade da gravidez, quando a prolactina produzida pela adenohipófise estimula o crescimento do epitélio secretor e a consequente produção do pré-colostro.  Elaboração do colostro. Quando se inicia a produção de leite (apojadura ou lactopoiese). Ocorre após o nascimento, pois, sem a placenta, os níveis de progesterona diminuem. A apojadura acontece em torno 48 a 72 h após o parto, a mama aumenta de tamanho e temperatura e fica mais dolorida. Esse período dura em média 3 a 4 dias.  Galactopoiese. Após a descida do leite, quando há a manutenção da lactação e a excreção do leite pelo controle autócrino. Os níveis plasmáticos de prolactina elevam-se, em resposta à frequência, à duração e à intensidade da sucção do bebê. A produção do leite é determinada pelo reflexo da produção do leite. Este ocorre em resposta ao estímulo da sucção do bebê, que envia mensagem ao cérebro, espe-

Protruso

Plano

Figura 22.1 Tipos de mamilo.

cificamente ao hipotálamo (adeno-hipófise ou hipófise anterior). Lá é secretado o hormônio prolactina, que cai na corrente sanguínea e atinge os alvéolos. Nestes, o referido hormônio é capaz de estimular a produção das células secretoras de leite, com incremento na produção de leite. Por isso, quanto mais a criança sugar, mais leite a mãe terá. Para continuar produzindo bastante leite, é importante, além da ação da prolactina, esvaziar o peito durante as mamadas, pois a pressão do leite acumulado causa diminuição na produção (Figura 22.2). O reflexo da descida do leite é também estimulado pela sucção do bebê, que envia mensagem ao cérebro, ao hipotálamo (neuro-hipófise ou hipófise posterior), o qual secreta o hormônio ocitocina. Este hormônio trafega pela na corrente sanguínea até os alvéolos, promove a contração das células que envolvem os alvéolos (células mioepiteliais) e leva o leite para dentro dos ductos, para que possa ser sugado pela criança. A primeira hora após o parto é fundamental para a formação de vínculos, pois fisiologicamente são transportadas no plasma sanguíneo certas substâncias que regulam o comportamento maternal e o aumento dos níveis de estrogênio, ocitocina e prolactina. Essa flutuação hormonal diminui a possibilidade de depressão pós-parto, segundo Michel Odent (2002). A prolactina é chamada de hormônio da “maternagem”, e as endorfinas representam o sistema de “gratificação”. A ocitocina é conhecido como o “hormônio do amor”, pois, quando o bebê suga, o nível de ocitocina liberado é mais ou menos o mesmo que durante o orgasmo. É notória a importância do alojamento conjunto, pois ele constitui um sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio permanece ao lado da mãe 24 h por dia em um

Invertido

Figura 22.2 Reflexo da descida do leite.

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mamilos (Figura 22.13). Ao fim da mamada, é importante orientar a mãe a extrair algumas gotas de leite e espalhar nos mamilos, deixando secar, também como medida contra fissuras e mamilos doloridos. Existem fatores socioculturais, físicos (condições de saúde da mãe e bebê) e psicológicos envolvidos no processo do aleitamento materno. São pontos importantes a serem observados: a história pessoal da mulher; de seu desenvolvimento afetivo/sexual; de suas relações familiares (especialmente de sua identificação com sua própria mãe); a vivência da gestação, do parto e, principalmente, do puerpério (incluindo a experiência de relações familiares, e, principalmente, com o pai do bebê) e a interação mãe-bebê. Todos esses fatos são fundamentais, pois esse é um momento de crise, que causa tensão e pode repercutir na inibição do reflexo de ejeção do leite. No puerpério, são primordiais o atendimento multiprofissional e o cuidado à saúde integral, para promover o bem-estar biopsíquico do casal. Consequentemente, a mulher amamentará de forma eficaz, e poderão ser identificados determinados transtornos puerperais e dadas as devidas orientações. Tais transtornos podem ser divididos em três categorias: • disforia ou blues puerperal • depressão puerperal • psicose puerperal. Existem vários fatores que predispõem a mulher a distúrbios psíquicos, como: primiparidade, condição de mãe solteira, parto cirúrgico, dificuldades na relação conjugal, presença de eventos estressantes e carência de suporte social. Ressalte-se o seguinte: • O uso de cremes e pomadas na gestação e no pós-parto aumenta o risco de fissura, portanto, deve ser evitado • Deve-se evitar a higiene dos mamilos com água ou com qualquer substância, antes e depois das mamadas, pois ela remove a camada hidrolítica formada pela secreção das glândulas sudoríparas, sebáceas e tubérculos de Montgomery, e pelo leite materno.



Retirada e armazenamento do leite

A retirada do leite do seio é orientada nos casos em que a mãe e o bebê estejam separados e na fase do ingurgitamento mamário (para estimular a produção de leite). A escolha do método de extração vai depender do tempo em que o leite será ordenhado. Em períodos curtos (menores de 1 semana) utiliza-se a extração manual. Nos períodos prolongados (maiores que 1 semana) – como nos casos de bebês prematuros, lactentes enfermos e nutrizes que trabalham fora do lar – é mais indicada a bomba elétrica, pela sua rapidez e praticidade. Destaque-se que a extração deve ser de forma confortável e eficaz. As bombas elétricas podem provocar efeitos adversos, como lesão mamilar e contaminação bacteriana. Em uma revisão com 10 estudos, foi concluído que algumas medidas de baixo custo, como relaxamento, massagem de mama, bombeamento simultâneo, caso sejam aceitáveis para as mães, além da observância da frequência de expressão/bombeamento, podem ser eficazes em ajudar a mulher a fornecer leite ordenhado. Independentemente do método de expressão usado, as mães precisam se sentir valorizadas e apoiadas. ■

Ordenha manual

A orientação sobre a técnica adequada de ordenha manual pode ser útil para muitas mulheres. Desse modo, as principais indicações de ordenha estão relacionadas à condição materna e/ou do bebê: • Manter a lactação • Aliviar o ingurgitamento mamário • Aliviar a tensão na região mamiloareolar visando uma pega adequada • Alimentar bebês sem condição de sugar diretamente no peito da mãe (prematuridade, doença e outras dificuldades) • Fornecer leite ao próprio filho no caso de volta ao trabalho ou separação temporária por outras causas • Tratar mastite • Coletar o leite para ser doado a um BLH. A maioria das mulheres, do terceiro ao quinto dia após o parto, costuma produzir leite em excesso e, nessa fase, praticamente todas as nutrizes sadias podem tornar-se doadoras de leite humano.

Massagem da mama

Figura 22.13 A mãe deverá introduzir o dedo mínimo no canto da boca do bebê, a fim de retirar o vácuo que se forma no momento da sucção e impedir a formação de fissuras mamilares.

A massagem prévia da mama facilita a ordenha. Orientar a nutriz que coloque o dedo polegar no limite superior da aréola e o indicador no limite inferior (em forma de “C”), pressionando para dentro na direção da caixa torácica. Posteriormente, pressionar ritmicamente os seios lactíferos. Mudar, constantemente, a posição dos dedos (de superior e inferior, para lateral direita e esquerda e para a posição oblíqua), a fim de retirar leite de outros segmentos da mama (Figura 22.14).

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tir a produção de leite. Observar, ainda, as condições do bebê (sonolento, doente) e avaliar a sucção com o dedo mínimo enluvado na boca dele). É importante orientar a mãe a estimular a sucção com esse exercício. Verificar também se o recém-nascido tem movimentos orais atípicos e, no caso da disfunção oral, encaminhá-lo a profissional especializado.

Ducto bloqueado

O acúmulo e o espessamento do leite em um segmento mamário bloqueiam o ducto lactífero com consequente estase láctea. A puérpera sente dor, e a região da mama onde o ducto está bloqueado fica avermelhada e endurecida. Deve-se orientar a massagem suave na região, verificar a compressão de roupas, além de ajudar a estabelecer a boa pega. ■

Nos casos de atraso na descida do leite, é fundamental desenvolver a confiança da mulher, aconselhar e orientar, usar medidas para estimular a mama (massagem e ordenha). Se for o caso, orientar suplementação alimentar por meio de copo e usar as técnicas de relactação. Podem ser citadas algumas estratégias que transmitem confiança, como por exemplo: • Use a comunicação não verbal, preste atenção, saiba ouvir, remova as barreiras físicas e toque de forma apropriada • Realize perguntas abertas para que a nutriz possa expressar seus sentimentos e suas questões subjetivas • Mostre empatia • Evite palavras que transmitam a sensação de “julgamento”, sendo preferível que sejam dadas sugestões (e não ordens) • Aceite o que ela sente e pensa • Reconheça e elogie o que ela faz adequadamente • Dê poucas informações de cada vez, foque nas mais relevantes • Use linguagem simples, explicando os procedimentos e as condutas.

Mastite

A mastite acontece, em geral, durante os primeiros 3 meses após o nascimento. Ela está associada a secreção de leite diminuída, redução da produtividade e dificuldades para cuidar do bebê. Costuma manifestar-se unilateralmente e, quando não tratada, pode evoluir para abscesso ou, até mesmo, septicemia. Esta entidade pode ser causada por diversos microrganismos; existem relatos de determinados fatores que podem predispor a mulher, como: cansaço, estresse, tempo de sono reduzido, ingurgitamento mamário, fissuras e ducto bloqueado. A mulher pode apresentar dor e vermelhidão, febre, calafrios, mal-estar, prostração. Uma revisão de dois estudos (com 125 mulheres) apontou que o tratamento indicado é o esvaziamento da mama e a antibioticoterapia, podendo ainda ser instituído o uso de analgésicos, anti-inflamátórios e a aplicação de compressas frias. ■

Atraso na descida do leite

Bebê com dificuldades de sucção

Em caso de bebê que não suga, deve-se orientar a mãe a estimular a mama (no mínimo 5 vezes/dia), manualmente ou com a bomba elétrica de sucção, para garan-

No Capítulo 25 aborda-se a relação entre sexualidade e aleitamento materno. 

Caso clínico M.N., 38 anos, engenheira, casada, sem intercorrências na gestação, optou por parto cesariano, agendando a data de acordo com sua licença-maternidade. Não realizou cursos de preparação para os cuidados iniciais do recém-nascido e buscou adquirir conhecimentos somente nas consultas rotineiras do pré-natal. Procurou atendimento fisioterapêutico no 3o dia após o nascimento de sua primeira filha, com as seguintes queixas: dificuldade do bebê para abocanhar o mamilo, pouca produção de leite, necessidade de complementar com leite artificial para saciar a fome da criança. As mamas estavam duras e doloridas, até mesmo na região dos mamilos.  Conduta. No manejo clínico da amamentação, é fundamental a disponibilidade de tempo e paciência para realizar o aconselhamento de modo adequado, humanizado e

seguro. Evite que os pais tenham um sentimento de culpa e frustração, pois os acompanhantes e familiares devem acolher e auxiliar a puérpera. Portanto, no aconselhamento, a comunicação ativa é ponto fundamental para o sucesso de um bom atendimento ao binômio mãe-filho. Esse momento implica ajudar a mulher a tomar decisões de forma empática, sabendo ouvir e desenvolvendo a confiança. Esses são pontos-chaves. Também devem ser abordados o apoio e a participação da família nessa fase inicial, pois, muitas vezes, ela gera pressão e ansiedade para a puérpera, repercutindo no reflexo da ocitocina. É fundamental fornecer informações básicas sobre a pega, postura, massagem e ordenha, ou seja, questões que podem ajudá-la nos dias seguintes.

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Capítulo 22 | Atenção Fisioterapêutica no Aleitamento Materno

Para o bebê abocanhar o seio do modo correto, ele deve estar bem posicionado e com a mãe em posição favorável. Sua boca deve estar bem aberta para abocanhar corretamente o mamilo (formando o bico longo). Contudo, como se pode fazer a “boca de peixe” com o seio bem duro/rígido? São imprescindíveis o uso de compressa fria e a realização de massagem e ordenha nos seios durante essa fase. Com a aréola mais maleável, o bebê consegue extrair o leite com mais facilidade e, consequentemente, evita machucar a papila do seio, permitindo retirar o leite necessário para nutrir-se. A ordenha é, portanto, útil para aliviar o desconforto do ingurgitamento mamário e ajuda a manter a produção de leite quando o bebê não está sugando adequadamente.

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É fundamental esclarecer sobre o leite artificial dado ao lactente usando a mamadeira. Essa prática causa confusão de bicos e diminui a produção de leite. Para o tratamento de fissura/traumas nos mamilos, é importante informar sobre a técnica adequada. Oriente as mães a evitar que as mamas fiquem molhadas no sutiã, realizar o “banho de sol” nas mesmas, usar conchas no sutiã (em alguns períodos) e desaconselhe o uso de protetor descartável no mamilo. Deve-se sempre usar o dedo mínimo para retirar o bebê do seio. Outro ponto relevante é a necessidade de aumentar a frequência das mamadas, pois tal conduta pode evitar que criança venha para o seio com muita fome e, assim, use força excessiva para extrair o leite. 



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