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ALONSO

Sobre o Autor Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos conta com grande quantidade de espécies da flora brasileira de importância medicinal e com as principais espécies vegetais que dão origem a novos produtos da indústria farmacêutica, sendo indispensável a estudantes e profissionais das áreas da saúde e industrial, bem como a todos os interessados no amplo campo da fitoterapia científica. Didático, abrangente e atualizado, este conceituado tratado – escrito originalmente em língua espanhola – é uma das obras pioneiras na América Latina mais respeitadas e recomendadas por médicos, agentes de saúde e autoridades regulatórias, devido ao rigor e à relevância do seu texto. Além disso, seu conteúdo se apresenta de maneira detalhada e precisa, em uma prática diagramação que facilita a leitura e o aprendizado.

J O R G E

A L O N S O

Autoridade em Fitoterapia na América Latina, o Dr. Jorge Rubén Alonso graduou-se em Medicina pela Universidad de Buenos Aires. Dentre suas muitas atribuições, destacam-se a de professor universitário de cursos de Farmácia e Medicina em seu país – Argentina –, professor convidado para o Mestrado Virtual em Fitoterapia pela Universidad de Barcelona, na Espanha, e diretor de Pós-graduação em faculdades de Medicina na Argentina, no Brasil, no Chile e no México. Além disso, é presidente da Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina, membro honorário da Sociedad Panamericana de Flebología y Linfología y Medicina Estética, membro honorário da Sociedad Cubana de Farmacología e membro da Società Italo-Latinoamericana di Etnomedicina (SILAE), palestrante em mais de 100 congressos em diversos países e médico consultor de laboratórios fitoterápicos nacionais e internacionais.

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As editoras que integram o GEN, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de pro magem, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. conveniente, a funcionários, colaboradores e acionistas.

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Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

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O GEN | Grupo Editorial Nacional, a maior plataforma editorial no segmento CTP (cientísociais aplicadas, humanas e de concursos, além de prover serviços direcionados a educação, capacitação médica continuada e preparação para concursos. Conheça nosso catálogo, composto por mais de cinco mil obras e três mil e-books, em www.grupogen.com.br.

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Médico graduado pela Universidad de Buenos Aires (UBA). Presidente da Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina. Membro da Sociedad Argentina de Medicina Antropológica de la Asociación Médica Argentina (AMA). Professor Titular da disciplina Farmacognosia, Farmacobotânica e Fitofarmácia do curso de Farmácia da Universidad Maimónides, na Argentina. Professor da disciplina Medicinas Complementares do curso de Medicina da Universidad del Salvador (Usal), na Argentina. Professor da Escuela Argentina de Osteopatía e do curso de Pós-graduação da UBA. Membro honorário da Sociedad Panamericana de Flebología y Linfología y Medicina Estética e da Sociedad Cubana de Farmacología. Membro da Società Italo-Latinoamericana di Etnomedicina (SILAE). Diretor dos cursos de Pós-graduação em Fitomedicina da Faculdade de Medicina da UBA, Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), campus Curitiba (1999–2001) (Brasil), Universidad Finis Terrae (Chile) e Universidad Autónoma Chapingo (México). Diretor de cursos de formação em Fitomedicina em Escolas Farmacêuticas de Buenos Aires e do interior da Argentina. Desde 2012, com Certificação Internacional de Qualidade Profissional outorgada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa Científica (Cebrapec), no Brasil. Professor convidado para o Mestrado Virtual em Fitoterapia pela Universidad de Barcelona (UB), Espanha. Revisor de revistas e outros periódicos sobre plantas medicinais. Autor do Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos (2007). Médico consultor de laboratórios fitoterápicos em níveis nacional e internacional. Palestrante em mais de 100 congressos nacionais e internacionais desde 1997.

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Jorge rubén Alonso

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ƒ O autor e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. ƒ Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2016 by EDITORA AC FARMACÊUTICA LTDA. Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro – RJ – CEP 20040-040 Tels.: (21) 3543-0770/(11) 5080-0770 | Fax: (21) 3543-0896 www.acfarmaceutica.com.br | www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br ƒ Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da AC FARMACÊUTICA LTDA. ƒ Capa: Bruno Sales Editoração eletrônica: Estúdio Castellani ƒ Ficha catalográfica A46t Alonso, Jorge Tratado de fitofármacos e nutracêuticos / Jorge Alonso ; [tradução Luciano Prado da Silva, Maria Edith Barbagelata et al.]. - 1. ed. - São Paulo : AC Farmacêutica, 2016. 1124 p. : il. ; 28 cm. Inclui bibliografia e índice alfabético ISBN 978-85-8114-191-6 1. Plantas medicinais. 2. Alimentos funcionais. I. Título. 13-02563 CDD: 615.321 CDU: 633.88

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ƒ O autor deste livro e a editora AC FARMACÊUTICA ltda. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelo autor até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br.

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Alexandros Spyros Botsaris Presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Chefe do Serviço de Clínica da Dor do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro.

Antonio Carlos de Carvalho Seixlack Médico formado pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (1980), com Residência em Clínica Médica. Clínico Geral do Ministério da Saúde. Membro do Conselho Diretor da área Médica da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Especialista em Acupuntura pelo Colégio Médico de Acupuntura (CMA).

Paulo Henrique de Oliveira Leda Graduado em Farmácia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tecnólogo, com atuação no Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte.

Tradução Cláudia Santos Gouvêa, Helena Alegre da Silva, Luana Medina Machado, Luciano Prado da Silva e Maria Edith Barbagelata Khater.

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Revisão Técnica

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Este livro conta com o seguinte material suplementar: ƒ Fotos coloridas das plantas que constam na obra em formato de apresentação (restrito a leitores) O acesso ao material suplementar é gratuito, bastando que o leitor se cadastre em: http://gen-io.grupogen.com.br.

GEN-IO (GEN | Informação Online) é o repositório de materiais suplementares e de serviços relacionados com livros publicados pelo científico-técnico-profissional, composto por Guanabara Koogan, Santos, Roca, Os materiais suplementares ficam disponíveis para acesso durante a vigência das edições atuais dos livros a que eles correspondem.

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Material Suplementar

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Estas linhas não são suficientes para descrever o trabalho criativo do Dr. Jorge R. Alonso no campo da Fitoterapia. Nós, que desfrutamos de seus ensinamentos, sua amizade, modéstia e simplicidade, sentimo-nos muito honrados e comprometidos em falar sobre alguém que dedicou grande parte da vida à pesquisa fitoterápica e, consequentemente, à prática médica. Sem dúvida, esta obra será, para as novas gerações, uma valiosa contribuição tanto para os que buscam conhecimento na área quanto para os que desejam atualizar-se. Minhas felicitações ao Mestre latino-americano; com certeza, o Dioscórides do século 21. Obrigado, Jorge! Juan de J. Garcia Martin, PhD, DSc Top Professor University of Miami (EE.UU). Membership of the Exp. Group. for Medicinal Plants (OMS-OPS). Wash. D.C.USA.

Jorge Alonso, presidente da Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina, é um médico de prestígio mundial no campo da Fitoterapia. Seu livro Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos (2007), a publicação em língua espanhola que mais extensamente aborda monografias de medicamentos vegetais com utilidade terapêutica, tem por objetivo proporcionar o maior nível de evidências científicas; para tanto, foram elaboradas mais de 200 monografias com base em cerca de 30.000 referências bibliográficas. A qualidade desta publicação em português não é diferente! Uma obra de consulta bastante útil para os profissionais da Saúde interessados em se aprofundar nos mecanismos de ação, aplicações terapêuticas e precauções das preparações fitoterápicas. Dr. Bernat Vanaclocha i Vanaclocha Médico. Director Editorial de la Revista de Fitoterapia Española. Vicepresidente de la Sociedad Española de Fitoterapia (SEFIT).

Na década de 1980, China, Índia e Japão avançaram na construção de um novo paradigma de saúde mundial: a reinterpretação do papel das plantas medicinais e dos alimentos que compõem os então chamados medicamentos tradicionais. Aqui, na Ibero-América, sentimos o mesmo pelo trabalho e pelos estudos médicos voltados a esse tema e realizados pelo Dr. Jorge Alonso, na Argentina. Suas pesquisas deram lugar à instituição da Fitoterapia como uma nova e fundamental disciplina na formação dos futuros médicos em toda a América Latina. O clássico Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos prova como os cientistas, embora tenham nascido e trabalhado fora do contexto dos grandes movimentos intelectuais do mundo contemporâneo, contribuem com sucesso para a construção da nova Medicina do século 21. Alegro-me por esta publicação escrita em língua portuguesa. Dr. Xavier Lozoya Legarreta Médico. Exdirector de la Unidad de Investigación en Medicina Tradicional y Plantas Medicinales del Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS). Miembro del Comité de Expertos de Plantas Medicinales de la Organización Mundial de la Salud (OMS).

É uma honra apresentar esta obra do Dr. Jorge Alonso, em português, na qual estão evidentes a experiência e a dedicação do autor, um profissional brilhante, amigo afetuoso e colaborador para a atualização e capacitação permanente de farmacêuticos e médicos de nosso país. As práticas e o desenvolvimento da Fitoterapia como tratamento complementar respondem à necessidade e ao comprometimento de toda a equipe de saúde para o bem-estar dos pacientes. Silvia M. Viggiola Farmacéutica. Coordinadora Científica del Departamento de Educación Continua del Colegio Oficial de Farmacéuticos y Bioquímicos de la Capital Federal (República Argentina).

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Depoimentos de Especialistas

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O Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos do Dr. Jorge Alonso influenciou decisivamente o uso terapêutico das plantas medicinais, sendo relevante nos meios acadêmicos e científicos como permanente material de consulta. As monografias, escritas de modo claro e completo, contemplam os últimos avanços na pesquisa de cada espécie tratada e são enriquecidas com ampla bibliografia. Sem dúvida, é uma obra imprescindível não apenas a farmacêuticos, médicos, veterinários, estudantes, herbolários e naturistas, mas também a todos os interessados em plantas medicinais. Dr. Marcelo Luis Wagner Profesor Titular de la Cátedra de Farmacobotánica de la Facultad de Farmacia y Bioquímica de la Universidad de Buenos Aires (UBA).

A importância global da Fitoterapia como ferramenta terapêutica é indubitável. Entretanto, esse campo de trabalho nem sempre foi justamente valorizado, provavelmente devido à falta de informação e à interpretação insuficiente de seus benefícios e limitações. A contribuição do Dr. Jorge Alonso foi e é fundamental no progresso científico dessa disciplina. Seu livro Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos é um exemplo notável desse esforço. Esta publicação, em língua portuguesa, deve ser recebida com a boa notícia: ampliar a difusão do conhecimento das plantas medicinais e alimentícias e de suas aplicações, por meio de um critério profissional e com base no uso tradicional. Dr. Eduardo Dellacasa Cátedra de Farmacognosia y Productos Naturales del Departamento de Química Orgánica de la Facultad de Química de la Universidad de la República (Uruguay).

Autoridade em Fitoterapia na América Latina, o Dr. Jorge Alonso – com décadas de experiência clínica no uso de fitofármacos na atenção primária à saúde – presenteia a comunidade científica com este valioso Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos, uma referência indispensável a profissionais da Saúde, agências reguladoras e fabricantes de produtos medicinais à base de plantas no Brasil. Dr. Mahabir P. Gupta Profesor Titular de Farmacognosia y Director del Centro de Investigaciones Farmacognósticas de la Flora Panameña de la Universidad de Panamá.

Dispor de um livro que reúne tantas informações sobre nossas plantas medicinais é de grande ajuda a todos os que acreditam na importância de se tornar habitual a coterapia (a combinação de tratamentos) com fitofármacos. Muitos dos princípios ativos encontrados nos fitofármacos aumentam nossas defesas – que estão reduzidas em todas as patologias. Portanto, a coterapia pode não só melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas também potencializar os tratamentos clássicos. Dra. María Eugenia Letelier Muñoz Profesora Asociada del Departamento de Química Farmacológica y Toxicológica de la Facultad de Ciencias Químicas y Farmacéuticas de la Universidad de Chile.

É inegável a importância de uma disciplina milenar como a Fitoterapia, felizmente cada vez mais adotada como ferramenta terapêutica em todo o mundo. Este livro, por sua fácil compreensão e clareza de conceitos, é fundamental para preencher uma lacuna no conhecimento por parte de profissionais, docentes, alunos, agentes de saúde e adeptos de medicinas complementares! Rubén Quijano Farmacéutico. Profesor de la Universidad Maimónides (Argentina) y de la Universidad de la Punta (San Luis, Argentina). Miembro de la Subcomisión de Preparados Magistrales de la Farmacopea Nacional.

No momento em que a saúde humana necessita de um novo olhar em razão do surgimento de enfermidades relacionadas ao uso indiscriminado de medicamentos químicos, é fundamental o incentivo à utilização de fitocomplexos na prevenção e no tratamento de doenças. Nesse sentido, o Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos em português assume uma dimensão de extrema importância. Literatura de apoio segura e indispensável no campo das plantas medicinais, esta publicação facilitará significativamente a disseminação de conhecimentos tradicionais e científicos tão importantes, sobretudo quando se leva em consideração a biodiversidade de nosso país. Obrigada, Jorge Alonso, por nos presentear com esta obra! Dra. Nilce Nazareno da Fonte Professora de Farmacognosia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Membro da Câmara Técnica de Medicamentos Fitoterápicos (CATEF) da ANVISA.

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O Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos, organizado pelo Prof. Jorge Alonso, é uma obra magistral e de grande valor clínico, científico e acadêmico, imprescindível nos consultórios médicos modernos. Trata-se de uma enciclopédia profunda e bastante prática, ideal para consulta diária. O livro discute sobre a maioria das plantas medicinais conhecidas no mundo e nos informa – de maneira intensa, porém concisa – mecanismos, indicações, contraindicações e doses da maioria dos fitofármacos e nutracêuticos de uso clínico. Esta obra deve, portanto, ser referência obrigatória na escolha dos medicamentos utilizados na medicina convencional e na moderna medicina integrativa. J.C. Meeroff, MD, PhD Affiliate Associate Professor of Clinical Biomedical Sciences, Charles E. Schmidt College of Medicine. Florida Atlantic University. Director Institute of Integrative Medicine, Fort Lauderdale, Florida. Board Certified in Internal Medicine (ABIM) and Integrative Medicine (AAIM)

Desde a Antiguidade até os nossos dias, poucos são os métodos terapêuticos ainda adotados; um deles é o uso das plantas medicinais, responsáveis pela origem de aproximadamente 70% dos medicamentos atuais. Com o avanço científico, a planta medicinal passou a fazer parte da composição dos fitofármacos, garantindo aos pacientes segurança, qualidade e eficácia no tratamento e na prevenção de uma série de patologias, especialmente as crônicas. Entretanto, poucos livros sobre o assunto contêm uma profunda revisão da literatura científica como o do Dr. Jorge Alonso – um médico com vasta experiência na atenção primária e na pesquisa, cuja obra, de consulta essencial a todos os profissionais da saúde, fornece as informações necessárias à adequada prescrição dos fitofármacos. Dra. Martha Villar López Médica Internista. Directora de la Dirección Nacional de Medicina Complementaria del Seguro Social de Salud. Presidenta del Comité de Medicina Tradicional del Colegio Médico del Perú.

Durante a Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, em Alma-Ata, no Cazaquistão, a Organização Mundial da Saúde fez a seguinte declaração: “Há apenas uma Medicina – a que cura. Existem muitas formas de curar e a todas se deve apelar”. Uma delas é a Fitoterapia, parte constituinte da medicina holística e que, infelizmente, tem seu desenvolvimento impedido em razão de alguns interesses. Os melhores livros não são os que encerram uma discussão, e sim os que a abrem. A obra do Dr. Alonso é justamente isto: uma abertura ao debate sobre o uso de fitofármacos. Dr. Francisco Maglio Presidente de la Sociedad Argentina de Medicina Antropológica. Académico de Número de la Academia Argentina de Ética en Medicina.

O livro que temos prazer em prefaciar, escrito por um dos mais importantes especialistas no assunto, faz-nos refletir profundamente sobre a importância das plantas medicinais no sistema de saúde como alternativa terapêutica e o conhecimento das propriedades da Fitomedicina para o ensino na Graduação e Pós-graduação. Esta obra conscientizará ainda mais os leitores quanto à utilização dos produtos fitofarmacêuticos com segurança e eficácia necessárias. O Dr. Jorge Alonso, querido amigo, é um homem sincero, que põe sua alma em cada verso e nos contagia com uma grande vontade de trabalhar, assim como de vencer obstáculos ante qualquer tarefa. Este valioso tratado evidencia a importância dos fitoterápicos em saúde pública. Apesar do rigor científico com que foi elaborado, trata-se de um texto agradável e instrutivo, tanto para universidades como para qualquer outra instituição em que se utilizem fitomedicamentos com respaldo científico. Diadelis Remirez, PhD Investigador Titular del Centro para el Control Estatal de Medicamentos, Equipos y Dispositivos Médicos de Cuba (CECMED).

A relevância e o contexto atual em que esta obra foi elaborada evidenciam a grande importância da Fitomedicina no tratamento das diferentes patologias. Como resultado dessa combinação entre o antigo, o tradicional e a pesquisa científica moderna, temos à disposição um grande tesouro para a saúde da humanidade. Sou especialmente grato ao Mestre e amigo Dr. Jorge Alonso, pela permanente transmissão de conhecimentos e atualização médica que nos oferece por meio de sua apaixonante visão da Fitomedicina. Dr. Claudio Esteve Médico. Presidente Honorario de la Asociación Naturista de Buenos Aires (República Argentina).

A todos os profissionais da saúde que trabalham com plantas medicinais, este livro representa uma ferramenta de extremo valor, indispensável em nossa prática diária. Uma vez mais, o Dr. Jorge Alonso, reafirmando sua condição de referência no assunto, compartilha seu saber por meio de uma obra única, pela qual esperávamos. Fernando Oscar Estévez Castillo Farmacéutico. Director del Curso de Posgrado de Farmacia Homeopática de la Facultad de Farmacia y Bioquímica de la Universidad de Buenos Aires (Argentina).

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Os recursos da flora constituem, em muitos casos, a principal fonte para a atenção médica em várias regiões do mundo. Embora o uso tradicional das plantas medicinais seja uma base importante para essas práticas, a validação científica é fundamental para a segurança e a eficácia de sua utilização; por isso, a Fitoterapia também é adotada pelos profissionais da saúde. Nesse sentido, esta obra é uma contribuição valiosa e única, pois não só reúne os usos etnofarmacológicos de mais de 200 espécies em todo o mundo, mas também fornece sistematicamente todos os estudos farmacológicos, químicos e clínicos que respaldam essa informação. Dr. Cristian Desmarchelier Biólogo. Evaluador del Programa de Fomento de la Inversión Emprendedora en Tecnología (PROFIET) del Ministerio de Ciencia y Tecnología e Innovación Productiva de la Nación Argentina.

O Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos dá um novo impulso à Fitoterapia no Brasil. O conteúdo, assinado pelo consagrado médico argentino Dr. Jorge Alonso, é profundo e minucioso. Como se não bastasse a revisão da extensa literatura já publicada sobre muitos produtos disponíveis no mercado, o autor ainda adapta seu elenco de espécies ao nosso contexto, incluindo informações sobre vários fitoterápicos originários de nossa biodiversidade e consolidando os fundamentos de segurança e eficácia necessários à boa prática clínica. Esta é uma obra de consulta recomendada a todo profissional da área. Dr. Alexandros Spyros Botsaris Médico. Presidente do Conselho da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Membro do Programa Estadual de Plantas Medicinais de 1993 a 2010 (Brasil).

Para farmacêuticos de laboratórios de produtos naturais à base de plantas medicinais na América Central, este livro apresenta uma vantagem de primeira ordem em comparação com muitas outras fontes disponíveis: ele provê monografias farmacológicas de plantas medicinais exclusivamente da matéria médica latino-americana. É uma obra útil tanto para fomentar o desenvolvimento de novos produtos como para sustentar o dossiê de registro sanitário na região, cujo Regulamento Técnico Centro-americano Nº 11.03.64:11, para o Registro Sanitário de Produtos Naturais, inclui este tratado no rol de fontes de consulta reconhecidas. Dra. Lucrecia de Batres Cátedra del curso de Farmacognosia de la Universidad del Valle. Asesora del Departamento de Regulación y Control de Productos Farmacéuticos y Afines del Ministerio de Salud Pública y Asistencia Social de Guatemala.

Na tradição médica, geração após geração, grandes textos-guia acompanharam estudantes em busca da verdade a partir do conteúdo registrado em suas páginas. Este tratado, considerado um clássico, é uma das maiores obras que nos abre o mundo da Fitomedicina dos pontos de vista docente, científico e integrativo. Dr. Ernesto Vega Asún Médico. Secretario Académico de la Escuela de Medicina de la Universidad Finis Terrae (Chile).

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Desde a Antiguidade, o homem utiliza plantas com fins medicinais, uma prática que ultrapassou fronteiras (culturais, temporais e religiosas) de países desenvolvidos e, também, de países em desenvolvimento – em muitos dos quais os medicamentos ainda são considerados artigos de luxo. Em virtude disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir da Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde de Alma-Ata, no Cazaquistão, antiga União Soviética, incentivou diferentes governos de todo o mundo a validar as práticas tradicionais inseridas no acervo cultural de muitos países, a fim de alcançar os setores mais desprotegidos e carentes, os denominados grupos de risco sanitário. Entre as práticas tradicionais mencionadas pela OMS, a Fitomedicina demonstrou ser a mais reconhecida, empregada principalmente nos países em desenvolvimento da Ásia e da África. Portanto, não é estranho que, nos centros de atenção primária à saúde (APS) dessas nações, a utilização de plantas medicinais tenha se constituído uma política de estado e incentivado a grande quantidade de cultivos organizados e supervisionados pelas autoridades sanitárias, das quais fazem parte solidariamente o estado, as universidades e a própria população. São alarmantes os índices de pobreza na América Latina, onde o acesso a certos medicamentos é cada vez mais limitado. Ainda assim, são muito escassas as políticas estatais que tentam promover o uso de plantas medicinais na APS. Os esforços realizados pelo grupo de pesquisadores do programa Tramil, na área do Caribe, as iniciativas governamentais de Cuba ou as que há mais de uma década vêm sido desenvolvidas no Brasil – como a implementação da Fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) e o programa Verde Saúde em Curitiba – são exceções que deram lugar a essa prática ancestral. Em 2003, pela primeira vez, a República Argentina pôde incorporar à APS quatro fitomedicamentos, por solicitação de um trabalho conjunto entre a Asociación Argentina de Fitomedicina, (por mim presidida, atualmente, chamada Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina), o governo argentino e a Cooperazione Italiana. Outro aspecto importante é a formação dos profissionais da saúde, durante a qual as plantas medicinais são apenas mencionadas e, em muitos casos, claramente relacionadas a quadros de toxicidade – como se quisesse subestimar a temática ou relegá-la a práticas sem consenso acadêmico. No entanto, aqueles que menosprezam ou renegam a Fitoterapia desconhecem que grande parte dos fármacos administrados na Medicina tradicional têm, em sua composição, plantas medicinais (como aspirina, taxol, vincristina, vimblastina, etoposida, pilocarpina, digitais, L-dopa, galantamina, metformina etc.). Nesse sentido, a Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina tem trabalhado há mais de uma década na formação universitária, conseguindo, por exemplo, instituir a primeira Pós-graduação em Fitomedicina no Brasil, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), campus Curitiba. Outras conquistas de inclusão acadêmica foram alcançadas na Faculdade de Medicina da Universidad de Buenos Aires (UBA), em 2002, em cursos de formação farmacêutica de todo o país e, ainda, com a criação da primeira Oficina de Plantas Medicinais e APS com o aval da OMS/OPS, em 2003. Além disso, ministramos as disciplinas Medicinas Complementares – do curso de Medicina da Universidad del Salvador (Usal) – e Farmacognosia e Fitofarmácia, da Universidad Maimónides. Nosso papel educacional se desenvolveu também em outros países: em centros de APS da Amazônia Central Peruana (Programa de Desarrollo Alternativo en las Áreas de Pozuzo y Palcazú [PRODAPP]), no Centro de Medicamentos de Cuba (Cedem), na Universidad Finis Terrae (no Chile),

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Prefácio

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colaborando para o ditame da Pós-graduação em Plantas Medicinais (da Universidad Nacional Autónoma de México [UNAM]) ou o Mestrado em Fitoterapia pela Universidad de Barcelona (Espanha). Sem dúvida, a responsabilidade docente é substancial para o processo de acreditação e hierarquização da Fitoterapia, para que o profissional da saúde obtenha informação completa e com respaldo científico tanto sobre a utilização adequada das plantas medicinais quanto sobre os riscos relacionados a eventuais efeitos adversos, contraindicações e interações medicamentosas. Outra tarefa fundamental, talvez a mais árdua, é inter-relacionar as diferentes disciplinas concernentes à prática fitoterápica: Agronomia, Botânica, Ecologia, Biologia, Antropologia, Medicina, Farmacognosia, Epidemiologia etc. Da ação de cada um desses profissionais dependerá que se obtenham fitoterápicos seguros, eficazes e de qualidade em comparação com o medicamento convencional. Minha contribuição para este livro é, do ponto de visto médico, integrar e compilar todos esses ensaios e achados biológicos realizados por universidades e centros de pesquisa mundiais, a fim de colocá-los ao alcance dos profissionais da saúde, das empresas farmacêuticas e de agências reguladoras estatais. Meu agradecimento especial ao GEN | Grupo Editorial Nacional por publicar este conteúdo em língua portuguesa, possibilitando-me, assim, interagir com meus queridos colegas brasileiros. Para finalizar, uma frase sintetiza meu pensamento nesta área: “Medicina é uma só – a que cura”. As plantas medicinais e o saber etnomédico também fazem parte da Medicina baseada em evidências. É necessário, apenas, integrar conhecimentos e evitar prejulgamentos, pois os principais beneficiários dessa ação são os nossos pacientes. Jorge R. Alonso fitomedic@gmail.com

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Abacateiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1

Bolsa-de-pastor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171

Abóbora . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6

Borragem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .174

Abuta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13

Buchú . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179

Açaí . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17

Cabacinha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182

Açoita-cavalo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21

Café . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184

Agnocasto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

Cajueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192

Alcachofra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

Calêndula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198

Alcaçuz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

Cambará . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204

Alecrim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43

Camomila . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 208

Alfavaca. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

Camu-camu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .217

Alfavaca-cravo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54

Cancrosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219

Alfavaca-da-índia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58

Capim-limão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221

Alfazema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

Capuchinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 226

Alho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68

Carapiá . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229

Alteia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .81

Cardo-mariano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .231

Andiroba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84

Carniceira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241

Andrografis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88

Carqueja . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243

Angico-branco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98

Carrapichão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248

Anil-trepador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

Casca-d’anta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250

Anis-estrelado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104

Cáscara-sagrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 253

Arnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107

Castanha-da-índia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 256

Arnica mexicana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .114

Catuaba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 261

Aroeira-da-praia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117

Cavalinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263

Aroeira-salsa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .121

Cebola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266

Arruda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125

Celidônia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 273

Assa-peixe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131

Centelha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 279

Babosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .134

Chá-de-java . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 288

Barbatimão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148

Chambá . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293

Bardana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152

Chapéu-de-couro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296

Boldo-alumã . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158

Chá-verde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299

Boldo-do-chile. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160

Chia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 309

Boldo nacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165

Chicória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .313

ALONSO_Iniciais.indd 13

Alonso | Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2016 Editora AC Farmacêutica Ltda.

Sumário

10/08/2015 16:32:40


Cidrão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .317

Ginkgo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .551

Cimicífuga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 320

Ginseng . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 562

Clorela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 326

Goiabeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 577

Coentro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 332

Goji . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 586

Copaíba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 338

Graviola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 591

Coqueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 342

Grindélia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 597

Coriolus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 345

Guaçatonga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 599

Crataegus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .351

Guaco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 603

Cravo-da-índia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 358

Guaraná . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 608

Cúrcuma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364

Gugul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 613

Damiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .377

Guiné . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 618

Dente-de-leão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .381

Hamamélis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 625

Drósera. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 387

Hera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 629

Eleuterococo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 390

Hercampuri . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 635

Embaúba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 398

Hibisco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 637

Equinácea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 402

Hidraste . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 642

Erva-baleeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 412

Hipérico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 647

Erva-cidreira-de-arbusto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 415

Hissopo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 657

Erva-de-jararaca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419

Hoodia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 660

Erva-de-santa-maria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 421

Hortelã . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 663

Erva-doce . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 426

Incenso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 671

Erva-mate . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 432

Ipê-roxo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 676

Espinheira-santa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 439

Jurubeba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 684

Espirulina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 447

Laranja-da-terra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 686

Estévia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 455

Linhaça . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 691

Eucalipto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 461

Losna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 696

Eufrásia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 467

Lúpulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 701

Fáfia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 470

Maca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 708

Fedegoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 473

Macela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .713

Feijão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 478

Maitake . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 719

Feno-grego . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 482

Malva. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 722

Figueira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 489

Mamoeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 725

Figueira-da-índia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 493

Manga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .731

Fucus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 499

Manga-africana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 738

Funcho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 504

Mangostão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 740

Fungo vermelho do arroz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 510

Maqui . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 747

Ganoderma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .515

Maracujá . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 750

Garcínia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 521

Maracujá-azedo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 757

Garra-do-diabo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 526

Marapuama . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 762

Genciana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .531

Marroio-branco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 765

Gengibre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 535

Mastruço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 769

Gilbarbeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 544

Mático-do-chile . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 772

Gimnema. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 547

Melaleuca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 775

Alonso | Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos. Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2016 Editora AC Farmacêutica Ltda.

Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos

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Melão-de-são-caetano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 780

Ruibarbo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 935

Meliloto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 788

Sabugueiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 941

Melissa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 792

Sacha inchi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 946

Mil-folhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 797

Salgueiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 949

Milho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 802

Salsa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 955

Mirtilo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 807

Salsaparrilha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 960

Moringa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .813

Sálvia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 965

Mucuna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 818

Sangue-de-dragão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 971

Mutamba . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 824

Santolina. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 976

Nogueira-da-índia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 828

Sene . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 979

Noni . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 830

Serenoa (saw palmetto) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 984

Oficial-de-sala . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 838

Shiitake . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 989

Oliveira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 840

Soja . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 995

Orégano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 848

Tanchagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1004

Oxicoco (cranberry) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 852

Tília . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1010

Pata-de-vaca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 856

Tomilho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1014

Pau-ferro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 859

Trevo-vermelho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1021

Pelargônio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 861

Tríbulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1025

Petasites . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 865

Unha-de-gato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1032

Picão-preto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 868

Urtiga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1042

Pigeum-africano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 873

Urtiga-menor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1049

Pinhão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 877

Urucum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1052

Pitanga . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 884

Uva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1057

Polígala . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 887

Uva-ursi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1065

Prímula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 891

Valeriana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1070

Psyllium . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 897

Vassourinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1078

Quássia-do-brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 902

Verbasco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1081

Quebra-arado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 905

Verbena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1085

Quebra-pedra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 907

Withania . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1088

Rodiola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 913

Xixuá . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1098

Romã . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 918

Yacon . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1101

Rooibos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 928 Rosa-mosqueta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 932

Índice Alfabético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1105

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Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos

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Abacateiro

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Nome científico: Persea americana Mill. Sinonímia: Persea gratissima Gaertn; Laurus persea L. Família: Lauraceae. Nomes populares:  Português: abacateiro, pera-abacate, guadite.  Espanhol: aguacate, palta, avocado, guacande, avocato

(Cuba), palto (Peru, Chile).

 Inglês: avocado, alligator-pear.  Outros: pero avvocato (italiano), avocatier, avocat (francês),

Avokatbirnen (alemão).

desCriçãO BOtâniCA Árvore perenifólia que mede entre 8 e 20 m de altura, de tronco reto e casca rugosa. Apresenta densa copa e folhas grandes, de cor verde, alternas, ovoides e eliptiformes, que formam uma ramagem abundante. As flores são pequenas, de cor branco-amarelada, pedunculadas, reunidas em ramos axilares, seguidas por um fruto comestível, em forma de drupa esférica ou piriforme de cor variável: verde, amarelo ou violeta. A polpa é gordurosa, amarelada, de aspecto similar ao da manteiga (Lozoya Legarreta, 1995). distriBuiçãO geOgráFiCA O abacate é originário do México, da Guatemala e do Caribe. Prefere solos sílico-argilosos, férteis e profundos, crescendo desde os 100 até os 2.600 m acima do nível do mar. Seu cultivo se estendeu a vários países de clima tropical. No Brasil, cultiva-se principalmente nos estados do norte do país (Alonso, 2007). pArtes utilizAdAs Fruto (comestível) e folhas. Em menor escala, a casca e as sementes. A folha é inodora e de sabor adstringente. HistóriA Os indígenas denominavam esse fruto auácatl, em língua nahuátl, que significa “testículo”, em alusão à sua forma quando pende da árvore. Os deliciosos aroma e sabor do abacate fizeram com que os antigos botânicos o denominassem de P. gratissima. Durante a conquista espanhola, Fray Bernardino de Sahagún (século XVI) mencionava que os indígenas usavam a semente moída e untada para curar infecções nas orelhas, chagas, sarna e crostas no couro cabeludo; não deviam consumi-la as mulheres que amamentavam sob risco de acarretar diarreias às crianças. Em 1571, o protomédico Francisco Hernández fez alusão a propriedades afrodisíacas, talvez influenciado pela denominação indígena; no entanto, até hoje, essa crença popular se mantém. Da mesma forma, Hernández mencionava as virtudes do óleo obtido por prensagem das sementes, para fortalecer os cabelos e combater diarreia, de acordo com a informação dos próprios indígenas. Entretanto, logo no início do século XIX se começou a estudar com maior rigor científico essa árvore. Foi assim que encontraram na casca do fruto propriedades anti-helmínticas (desconhecidas até então) atribuídas à resina e ao tanino do epicárpio. Também se mencionam o cozimento da semente para combater as odontalgias e o das folhas contra a malária. Desses trabalhos e outros aportados por autores franceses, nutre-se a Farmacopeia Mexicana, a qual, no ano de 1913, refere algumas propriedades do

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Abacateiro

abacate, como antimalárico, antiespasmódico, anti-helmíntico e emenagogo, sem que nenhuma dessas propriedades tivesse sido investigada com a metodologia científica da época. usOs etnOmediCinAis O uso popular confere a essa espécie os seguintes efeitos: regulador da menstruação, antiflatulento, antitussígeno, afrodisíaco, diurético, abortivo e parasiticida. No primeiro caso, é de muita utilidade a decocção das sementes ou das folhas, sobretudo em casos de amenorreia (recordando não o administrar na suspeita de gravidez) (Lozoya Legarreta, 1995). Na África e na América Central, as infusões elaboradas a partir das folhas têm indicação de uso como antidiabético (Lima et al., 2012). As folhas em infusão são recomendadas também como antitussígeno, em casos de bronquite e como anti-inflamatório e antibacteriano em infecções urinárias. As folhas secas, aplicadas como compressas quentes, são recomendadas em uso local, para o alívio de cefaleia. Também se usa a casca macerada em aguardente aplicada como emplastro anti-inflamatório em fraturas ósseas. As sementes em decocção são indicadas para tratar neuralgias intercostais do tipo herpes-zóster (Robineau, 1995; Alonso, 2007). No Brasil, as folhas em infusão são usadas como diurético e anti-hipertensivo (De Ribeiro et al., 1986). As folhas e a casca são ricas em taninos, o que viabiliza seu uso em disenteria e enterite. Um copo do líquido feito das sementes secas embebidas em água fervente, em jejum, pode ser eficaz para teníase e oxiuríase. O óleo extraído do fruto é empregado em Cuba para controlar a queda de cabelo e ao mesmo tempo embelezá-lo e estimular seu crescimento (Carballo, 1994). No Peru, emprega-se a semente em infusão como hemostático, antidiarreico e antidisentérico, enquanto as folhas em infusão são usadas como emenagogo (Alonso, 2007). Os indígenas Shuar do Equador trituram as sementes e as maceram em aguardente para o tratamento de picada de serpentes. Os Ticunas da Colômbia usam a decocção das folhas como hepatoprotetor. Os Sionas-Secoya e os Quíchuas lhe atribuem propriedades contraceptivas. No México é frequente o uso da casca seca e moída do fruto como antidisentérico, enquanto a infusão das folhas é aplicada para a limpeza de feridas infectadas na pele, ou por via oral para tratar diarreias e indigestão (Lozoya Legarreta, 1995). Em Camarões, administra-se a decocção das folhas e casca em doses de 150 ml, 3 vezes ao dia, em casos de hipertensão arterial. A decocção do fruto é usada por gestantes como abortivo. Em Uganda, emprega-se a decocção de folha, casca e sementes para tratar a tuberculose (Tabutia et al., 2010), enquanto a raiz é indicada para câncer de mama e dos ossos (Engel et al., 2011). Na Nigéria, emprega-se a infusão de abacate em casos de malária.

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ciclooxigenase em macrófagos, e a geração de peróxidos de hidrogênio na pele de camundongos. Isso sugere que a persenona A, via inibição de óxido nítrico e superóxidos, poderia influenciar distúrbios inflamatórios de outra natureza, incluindo tumores (Kim et al., 2000). O extrato aquoso das folhas mostrou que, dependendo da dose, foram observados efeitos analgésicos e anti-inflamatórios em camundongos, evidenciados pelos testes de formalina, das contorções induzidas por ácido acético e no teste da placa quente (Adeyemi et al., 2002). Um produto comercial contendo IAS foi testado em gradientes de concentração entre 0,625 e 40,0 μg/ml, em cultivos de condrócitos humanos. Após 12 dias de incubação, os IAS aumentaram a síntese de agrecana e seu acúmulo no meio de cultura, de maneira dose-dependente. A síntese de agrecana não foi afetada pela presença de IL-1b. Os IAS também inibiram a produção de estromelisina-1 mesmo após indução por IL-1b e estimularam a produção do inibidor tissular de metaloproteinases.1 Tudo isso leva à conclusão de que os IAS inibem os processos de degradação da cartilagem e estimulam a reparação tissular desse tecido (Henrotin et al., 2003). Atividade antimicrobiana Entre os primeiros estudos realizados com o abacate, destacam-se aqueles realizados na década de 1950 com alguns extratos orgânicos das sementes, os quais apresentaram atividade antimicrobiana in vitro sobre Escherichia coli, Micrococcus pyogens, Sarcina lutea e Staphylococcus aureus (Gallo, 1953; Valeri et al., 1954). O efeito antibacteriano em infecções urinárias atribuído pela medicina popular possivelmente se deve ao efeito relaxante sobre músculo liso em ureteres, somado à ação inibitória sobre E. coli. Também demonstraram atividade antibacteriana in vitro os compostos alifáticos de cadeia longa isolados da casca do fruto, em especial sobre bactérias gram-negativas (Salmonella typhi e Shigella disenteriae) e gram-positivas, (Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis e Bacillus cereus) (Murakoshi et al., 1976). O extrato etanólico das sementes de abacate demonstrou efeitos inibitórios in vitro para Entamoeba histolytica e Giardia lamblia, enquanto o extrato clorofórmico das sementes evidenciou atividade inibitória sobre Mycobacterium tuberculosis (incluindo cepas resistentes), além de outras micobactérias, como M. fortuitum, M. avium, M. smegmatis e M. absessus, mostrando uma CIM2 ≤ 50 μg/ml (Jiménez Arellanes et al., 2013). O óleo essencial de P. americana in vitro, demonstrou, ser efetivo contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (Weniger et al., 1988). Extratos de abacate exibiram efeitos inibitórios in vitro sobre Moraxella cattharalis, de modo similar ao evidenciado pelo alho (Allium sativum), mostrando uma CIM =30 mg/ml (em ambos os casos), ainda que as zonas de inibição tenham mostrado diferenças (15 mm para o alho e 11 mm para abacate) (Rasheed e Thajuddin, 2011). Os compostos avocadenol A e B isolados do fruto verde mostraram atividade antimicobacteriana in vitro para Mycobacterium tuberculosis, mostrando uma CIM = 24,0 e 33,8 μg/ml, respectivamente (Lu et al., 2012). No que se refere a fungos, foi isolada do fruto de abacate uma série de compostos com atividade inibidora sobre a germinação de esporos de Colletotrichum gloeosporoides (Domergue et al., 2000). Nota dos revisores: trata-se do tissue inhibitor of metalloproteinases-1 (TIMP-1), uma proteína com capacidade de bloquear a ação proteolítica dessas enzimas. 2 Nota dos revisores: CIM significa concentração inibitória mínima, a menor concentração que consegue inibir o crescimento de um micro-organismo. 1

Atividade imunológica e Oncologia experimental Alguns trabalhos estão relacionados com uma possível atividade imunomoduladora do extrato aquoso do óleo proveniente da polpa, em virtude de seu potencial de ativação linfocitária (Wagner et al., 1985) e fagocitária (Miwa et al., 1990). Nessa atividade estariam envolvidas as proantocianidinas (Souza Brito, 1996). Os extratos de folhas e talos frescos de abacate demonstraram atividade antitumoral em animais com tumores transplantados de adenocarcinoma 755 (Abbott et al., 1966), e atividade citotóxica, in vitro, induzida pelos compostos bifenil-2-HO-ase e bifenil-4-HO-ase do mesocarpo do fruto (McPherson et al., 1975). Da variedade aparentada Persea obovatifolia se isolaram vários neolignanos com atividade citotóxica em linhagens de células neoplásicas P-388, KB16, A549 e HT-29 (Tsai et al., 1996). Do fruto verde de abacate foram isolados diversos compostos do tipo alcano com atividade citotóxica in vitro para seis tipos diferentes de células tumorais humanas. Um deles demonstrou seletividade específica sobre células de carcinoma de próstata, com uma potência similar à do Adriamycin (Oberlies et al., 1998). O extrato metanólico (10 μg/ml) da raiz de abacate exibiu efeito antiproliferativo significativo (p < 0,05) sobre as células MCF-7 de câncer de mama responsiva ao estrogênio positivo (Engel et al., 2011). Sobre a mesma linha tumoral, a alquenolactona da raiz (10 μg/ml) também apresentou efeito antiproliferativo (Falodun et al., 2013). Já o extrato metanólico (50%) do fruto estimulou a proliferação de linfócitos humanos e diminuiu o número de anomalias cromossômicas induzidas por ciclofosfamida. A concentração de 200 mg/kg foi a que exibiu mais atividade em ambos os casos (Paul et al., 2011). Atividade metabólica O extrato etanólico das sementes demonstrou efeitos anti-hiperlipidêmicos em ratos com diabetes induzida por aloxana, em doses de 450 e 900 mg/kg (Edem et al., 2010). Já o extrato metanólico das sementes também revelou efeito hipolipemiante em ratos, o que se deveria à presença de compostos polifenólicos e fibra, o que, somado a seu efeito antioxidante, contribui para reduzir o índice aterogênico (Pahua Ramos et al., 2012). O extrato hidroalcoólico das folhas (0,15 e 0,3 g/kg/dia), administrado por via oral a ratos com diabetes induzida por estreptozotocina, após quatro semanas de tratamento, produziu efeitos hipoglicemiantes, possivelmente por meio da regulação na captação de glicose no fígado e nos músculos, agindo por meio da ativação da via PKB/Akt,3 o que restaura a regulação intracelular da produção de energia (Lima et al., 2012). Atividade cardiovascular A infusão das folhas causou hipotensão arterial em ratos (Feng, 1962). O extrato etanólico das folhas deflagrou, em ratos, um efeito diurético (Ribeiro et al., 1988). Um estudo in vitro demonstrou que as folhas de abacate apresentam efeito inibidor > 50% sobre receptores AT1 da angiotensina II, mecanismo semelhante a outros anti-hipertensores arteriais (Caballero et al., 2001). Ao mesmo tempo, o extrato aquoso das sementes ocasionou hipotensão em ratos normotensos acompanhada de redução da frequência cardíaca (Anaka et al., 2009). Outras atividades de interesse A infusão da folha induz espasmos em íleo de porco e útero de ratas, assim como exibe efeito depressor sobre aparelho 3 Nota dos revisores: corresponde a via enzimática da proteína quinase B, uma via de sinalização celular. Um dos mecanismos de alteração do metabolismo glicolítico da célula muscular, no diabetes, têm sido atribuído a essa via.

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Abacateiro

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folha e fruto a 2% (20 g/l), calculando uma administração de aproximadamente 200 ml a cada 6-8 horas. Tomando esses cuidados, a margem de segurança é de 100%.  Infusão: com as folhas (20-30 g/l). Tomar uma xícara, 2-3 vezes ao dia.  Extrato fluido: 2-10 ml/dia.  Extrato seco: 1 g/dia.

 Uso externo: infusão em forma de compressas locais, várias

vezes ao dia. Também se pode aplicar o óleo para realizar fricções.  Fitocosmético: o óleo de abacate é usado a 0,1%-5% como cremes e loções. Pode ser usado durante um tempo prolongado, já que não apresenta a desvantagem dos cremes preparados com óleo mineral, os quais podem irritar a pele.

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Abacateiro

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chamada abóbora vinhateira. O achado em tumbas incaicas de restos de abóbora vinhateira faz pressupor que antigamente existiu algum tipo de contato entre Ásia e América. A abóbora faz parte dos rituais do Dia dos Mortos de vários países da América (Estados Unidos, México, Guatemala), sendo comum seu emprego nas festas de Halloween (Alonso, 2007).

29-benzoato, multiflora-7,9(11)-diene-3a-29-diol-3-benzoato). O óleo é composto por glicerídeos dos ácidos graxos insaturados, além de um insaponificável (1,5%-2%) rico em esteroides (1%), dentre os quais se destacam: Δ5-esterol, Δ7-esterol e Δ8-esterol (Schauenberg e Paris, 1980; Peris et al., 1995; Younis et al., 2000; Azevedo Meleiro et al., 2007; Irshad et al., 2010; Veronezi e Jorge, 2012; Kikuchi et al., 2013).

usOs etnOmediCinAis As sementes são empregadas como anti-helmíntico. Para tanto, deve-se ingerir 30-40 g de sementes, após serem descascadas e trituradas. O produto resultante costuma ser mesclado com mel, devendo ser administrado de uma só vez, ou dividido a cada 60 minutos, ao longo do dia. Em seguida, deve ser ingerido um purgante salino. Para crianças, convém dar a metade da dose, e utilizar como laxante uma colherzinha de vaselina. Também se pode proceder à decocção das sementes cruas trituradas na dosagem de 2-3 xícaras ao dia. Em casos de enfermidade da próstata ou infecções de vias urinárias, podem ser consumidos 50-100g diários de sementes ou se proceder à ingestão de uma emulsão preparada com base em 100 g de sementes descascadas e trituradas em meio litro de água. Essa emulsão também é empregada em casos de insônia e inflamações. No Marrocos, emprega-se a polpa crua e macerada aplicada localmente como cataplasma em casos de queimadura. A decocção das sementes pode ser empregada como digestivo (Cabezón Martín, 1997). A decocção das sementes é ingerida em Trinidad e Tobago como bebida refrescante. No México consome-se o suco do fruto de abóbora como antidiabético (Germosén Robineau, 1996).

Análise nutricional para cada 100 g do fruto. Calorias (25); proteínas (1 g); gorduras totais (0,1 g); carboidratos (5 g); fibras (0,5 g); água (91,3 g); sódio (1 mg); potássio (383 mg); cálcio (22 mg); fósforo (44 mg); magnésio (8 mg); ferro (0,8 mg); provitamina A (100 μg); vitamina E (1,1 mg); tiamina (0,05 mg); riboflavina (0,07 mg); niacina (0,5 mg); piridoxina (0,10 mg); vitamina C (9 mg); purinas (0 mg); ácido fólico (11 μg); nitratos (68 mg); iodo (1 μg); zinco (200 μg); cobre (80 μg); cromo (2 μg) (Elmadfa et al., 1994). C. maxima e C. pepo contém luteína, enquanto C. moschata, não (Azevedo Meleiro et al., 2007).

usOs CulináriOs Das abóboras se consomem os frutos verdes, frescos, cozidos ou fritos, ou também os frutos maduros, empregados na elaboração de doces e pães. Em alguns povoados da Itália, costuma-se assar as flores batidas com ovo e farinha. Pode ser consumida em conserva ou em compota. O fruto contém numerosas sementes que apresentam polpa branca comestível. Com elas se elaboram as tradicionais pepitas ou sementes (“pipas”, na Espanha), secando-as ao sol e tostando-as com sal, sem que se queimem. É muito comum encontrá-las em barraquinhas de rua, sendo-lhes atribuídas propriedades curativas.

Atividade antiprostática Em um ensaio clínico aberto, foram administrados 90 mg de um extrato composto por esteróis das sementes a seis pacientes com hiperplasia benigna de próstata (HBP), previamente a uma ressecção cirúrgica do órgão, durante três a quatro dias. Analisados os tecidos retirados cirurgicamente, pôde-se constatar uma redução nos níveis de di-hidrotestosterona em comparação a outro grupo de pacientes não tratados (Schilcher, 1992). Da fração insaponificável lipídica (rica em esteroides) do óleo se obtém o Δ7-esterol, cuja estrutura química é muito similar à da di-hidrotestosterona, interferindo em seu metabolismo e inibindo competitivamente a enzima 5-α-redutase, responsável pela transformação de testosterona a di-hidrotestosterona, que é a forma mais ativa (Bombardelli e Morazzoni, 1997; Schulz et al., 2001). Outro estudo clínico aberto duplo cego efetuado com 53 pacientes portadores de hiperplasia benigna da próstata (HBP) avaliou os benefícios sintomatológicos da ingestão de um preparado (Curbicin®) elaborado com 80 mg de extratos de sementes de C. maxima e 80 mg de esteróis do fruto de Sabal serrulata ao longo de três meses de tratamento. Finalizado o estudo, constatou-se uma redução na frequência miccional, no resíduo miccional, na sensação de tenesmo, além de melhora na força do jato miccional (Carbin et al., 1990). Por sua vez, as cucurbitacinas (não estão presentes na semente) demonstraram interferir na união com globulinas ligantes de hormônios sexuais (SHBG). Nesse sentido, demonstraram formar complexos estáveis com as proteínas receptoras para andrógenos, sendo de grande importância para essa união o grupo 17-hidroxila e 3-ceto. Nas sementes foram identificados também fitoesteróis, de comprovada atividade antiprostática (Carbin et al., 1990; Cañigueral et al., 1998).

COmpOsiçãO químiCA Gérmen das sementes. Apresenta aminoácidos de núcleo pirrolidínico denominados cucurbitinas A e B (0,5%-2%). Além disso, contém: ácido cucúrbico, ácidos graxos insaturados (25%50%) formados pelos ácidos oleico (29%), linoleico (47%), palmítico (13,3%), esteárico (8%) etc. (Schauenberg e Paris, 1980; Peris et al., 1995). Planta inteira (sem a semente). Apresenta saponinas triterpênicas pentacíclicas conhecidas como cucurbitacinas (Peris et al., 1995). Outros componentes achados são: pectinas (30%), glicídios (37%), proteínas (38% ricas nos aminoácidos leucina e tirosina), tocoferóis (α, b e γ-tocoferol), lecitina, carotenoides (luteína, criptoxantina, violaxantina e b-caroteno), fitoesteróis (b-sitosterol, ergosterol, campesterol), peponosídeo, peporresina, pigmentos clorofílicos (clorofila B e feofitina A), aspectos minerais (selênio, manganês, cobre e zinco), triterpenos do tipo multiflorano (7a-metoximultiflor-8-ene-3-29-diol-3-acetato-29-benzoato, 7-oxomultiflor-8-ene-3a-29-diol-3-acetato-29-benzoato, multiflora-7,9(11)-diene-3-29-diol 3-p-hidroxibenzoato-

FArmACOdinâmiCA | Ações FArmACOlógiCAs Entre as principais qualidades da C. maxima se destacam suas propriedades anti-helmínticas e antiprostáticas. Em princípio, as cucurbitacinas seriam os compostos mais importantes do ponto de vista farmacológico. Não obstante, essas substâncias não são patrimônio exclusivo do gênero Cucurbita, tendo sido encontradas também nas espécies Trichosanthes kirilowii, Trichosanthes tricuspidata, Eleocarpus mastersii, Ecballium elaterium e Wilbrandia ebracteata, entre outras. Para melhor compreensão serão divididos os ensaios biológicos realizados de acordo com a atividade terapêutica proposta.

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Abóbora

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FOrmAs FArmACêutiCAs  Decocção: das sementes, na dosagem de 50-100 g/dia em adultos e de 20-40 g/dia em crianças.  Óleo: o óleo pode ser administrado formulado em cápsulas moles, na dosagem de 0,2-0,3 g por cápsula, administrando-se 2-3 unidades diárias. espéCies relACiOnAdAs

Cucurbita moschata (duchesne ex lam.) duchesne ex poir. Conhecida popularmente como anco, anquito, auyama, kayama (Panamá, Colômbia, Venezuela), ayote (Guatemala até Costa Rica), joko (Bolívia), calabaza (México), tamalayota (Náhuatl), calabacita, calabacín, zapallo anco (Argentina), zapallo (Equador, Colômbia, Peru), calabaza almizclera, tamalayote, zapallito loche, zapallito coreano, calabaza moscada. Em inglês é reconhecida como pumpkin, winter squash, musky squash, cushaw, butternut squash. No Brasil e em Portugal é conhecida como abóbora, abobrinha, abóbora-cheirosa, jerimum.

entre 37,5% e 51% e insaturados entre 48,8% e 62,4%, sendo o ácido linoleico o majoritário (62,41%). Em menor proporção aparecem os ácidos graxos palmítico (25,11%), esteárico (10,79%), araquídico (0,53-0,78%) e linolênico (0,66%) (Ortiz, 2012). No óleo da semente foram identificados diferentes esteróis: α-espinasterol, 25-de-hidrocondrilasterol, d-7-estigmastenol e d-7,24(28)-estigmastadienol (Rodríguez et al., 1996). Quanto ao conteúdo em carotenoides, aparecem em base seca, entre 120-280 μg/g (Neumark, 1970) e em base fresca entre 24-84 μg/g (Rodríguez Amaya, 1999). O principal é o b-caroteno, seguido de α-caroteno e, em menores concentrações, luteína, fitoflueno, zeta-caroteno, neurosporeno, violaxantina, neoxantina, flavoxantina e b-caroteno diepóxido (Arima e Rodrigues Amaya, 1990; González et al., 2001; Azevedo Meleiro et al., 2007; Veronezi e Jorge, 2012). Deve-se considerar que o conteúdo de umidade se aproxima dos 90% na polpa do fruto (Neumark, 1970; Ortiz, 2006) e isso o transforma em mercadoria perecível, com os nutrientes diluídos, o que faz com que se deva desidratar para reduzir a deterioração na pós-colheita (González e Prado, 2003) e convertê-lo em matéria seca e estável sem redução do valor biológico e retenção efetiva dos carotenoides (Nascimento, 2006). O OH

HN NH2

Cucurbitina

Trata-se de erva anual caulescente, reptante ou trepadeira, provida de talo anguloso e densamente pubescente, com gavinhas apicais que lhe permitem fixar-se à vegetação e ao solo. A casca do caule é de cor verde ou esbranquiçada, às vezes alaranjada. Apresenta folhas largas, cordadas a ovoides, ligeiramente tri/pentalobuladas, com margens serradas, flores solitárias, axilares e pentâmeras, de pétalas carnosas e suculentas. As masculinas apresentam forma acampainhada, com cálice curto expandido até o ápice, alcançando 18 cm de comprimento; as femininas apresentam pedúnculo largo e robusto, e o ovário globoso a cônico. Os estigmas, lobulados, aparecem de um a três. O fruto é piriforme. A polpa é branco-esverdeada quando o fruto ainda não está maduro, modificando para o laranja à medida que vai ficando maduro. No interior do fruto existem até 200 sementes elípticas, achatadas, branco-acinzentadas ou amareladas, de até 1 × 2 cm, com núcleo branco, doce e rico em óleo (Hernández Bermejo e León, 1994). A planta é oriunda das Américas Central e do Sul. Cresce em regiões tropicais e subtropicais, requerendo boa umidade, solos bem drenados e arenosos. Não tolera bem a seca nem as geadas. As variedades mais resistentes podem nascer até 2.200 m acima do nível do mar. É cultivada na América e na Ásia para consumo alimentar. Na América é comum encontrarem-se cultivos em Oaxaca (México), em Lambayeque (Peru) e na pré-cordilheira argentina e chilena. O uso etnomedicinal mais frequentemente reportado é o do emprego das sementes como antiparasitário. A parte utilizada é precisamente a das sementes e seu óleo. COmpOsiçãO químiCA As sementes têm até 43% de óleo que, tanto física como quimicamente, é um produto estável, contendo ácidos graxos saturados

A proteína crua representa 4,4%-14,5% com digestibilidade da matéria seca superior a 80%. A farinha crua elaborada com a semente apresenta 2,26% de proteínas, enquanto a fração deslipidizada, 1,65% (Salgado e Takashima, 1992). Entre as proteínas identificadas, destacam-se a cucurbitina (Sun et al., 1961), a cucurmoschina (Wang et al., 2003) e a moschatina (encontrada nas sementes maduras) (Xia et al., 2003). Entre os compostos fenólicos, destacam-se: glicopiranosídeos, cucurbitosídeos A, A-4, B, C, C-3, E (Koike et al., 2005; Li et al., 2009a; 2009b), sacarídeos: glicose (21,7%), ácido glicurônico (18,9%), galactose (11,5%), arabinose (9,8%), xilose (4,4%) e ramnose (2,8%) (Yang et al., 2007). Nas folhas foi identificado o ácido graxo insaturado 13-hidroxi-9,11,15-octadecatrienoico (Bang et al., 2002). Nos frutos foram isolados dois gliceroglicolipídeos tetrassacarídeos (Jiang e Du, 2011), na casca, cucurmosina (Xie et al., 2012) e nos talos, o lignano álcool de-hidrodiconiferilo (Lee et al., 2012). Atividade farmacológica A alta concentração de provitamina A das sementes e a presença de luteína resultam em uma fonte importante de nutrientes para melhorar a visão. Os frutos frescos cortados são produtos muito perecíveis, mais ainda que os vegetais crus intactos de origem. A ruptura do tecido por corte provoca alterações bioquímicas que conduzem a uma rápida deterioração do produto, com a possível perda de suas características organolépticas e nutricionais, e diminuição de sua vida de armazenamento (Sgroppo e Sosa, 2009). Na China, existem referências de emprego, com êxito, das sementes em esquistossomose aguda (Chou e Ming, 1960). A cucurmoschina demonstrou in vitro inibir o crescimento micelial dos fungos Botrytis cinerea, Fusarium oxysporum e Mycosphaerella oxysporum (Wang et al., 2003). Sobre Haemonchus contortus, diferentes extratos de C. moschata (aquoso, metanólico e

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Δ7, (27)-estigmastatrieno-3b-ol, Δ7-estigmastenol, Δ7,25(27)-estigmastadieno-3b-ol e Δ7-avenasterol. Também foram achados b-D-glicopiranosídeos, pequenas quantidades de Δ5 e Δ8esteróis, triterpenos de núcleo multiflorano esterificados com ácido para-aminobenzoico, proteínas (31% a 51%) e aminoácidos pouco frequentes como etilasparagina, citrulina e cucurbitina ou 3-amino-3-carboxipirrolidina (0,5% a 2%) e oligoelementos como zinco, cobre, magnésio e selênio (Younis et al., 2000; Freixa, 2001; García Calvo, 2004; Bellma Menéndez et al., 2006). A extração de lipídios das sementes empregando etanol é similar ao extrato feito com hexano; no entanto, o ácido linoleico se extrai em igual proporção com etanol e éter de petróleo, sendo sua extração muito menor com hexano (López Hernández et al., 2009). Atividade farmacológica Os principais trabalhos realizados com suas sementes investigam a atividade redutora do seu extrato lipídico-esteroidal, sobre a hiperplasia benigna da próstata (HPB). Essa atividade é exercida por meio da inibição da enzima 5α-redutase, contudo trata-se de uma fraca inibição. Por outro lado, os estudos em animais de laboratório demonstraram também boa atividade antiandrogênica. A isso deve somar-se a atividade anti-inflamatória dos esteróis (Freixa, 2001). Estudou-se o efeito do extrato lipofílico de sementes de Cucurbita pepo no modelo in vivo de hiperplasia prostática experimental induzida por propionato de testosterona durante 15 dias em ratos. Observou-se que o extrato, em doses de 400 e 200 mg/ kg, provoca diminuição significativa do crescimento prostático (Bellma Menéndez et al., 2006). Evidenciou-se ainda que o óleo microencapsulado da semente inibe a contração do ducto deferente isolado de ratos, induzida por uma concentração submáxima de noradrenalina. Nesse experimento a curva cumulativa de dose-resposta da noradrenalina, na presença do óleo, foi desviada para a direita, indicando assim um efeito antagonista α-adrenérgico, o que permite melhorar a qualidade do jato de urina em casos de HBP (Tillán Capó et al., 2009). Em um ensaio clínico, randomizado, multicêntrico, com 12 meses de duração, em pacientes com HBP estágios I e II (n = 476, com média de idade de 63 anos), a eficácia de um extrato etanólico (15-25:1, 92%) das sementes (500 mg por cápsula) foi constatada em 233 indivíduos tratados, comparados ao grupo placebo (n = 243). O resíduo urinário, o volume da próstata e o antígeno prostático espécífico (PSA) permaneceram sem alterações (Bach, 2000). Em outro ensaio aberto, multicêntrico, que abrangeu 2.245 pacientes com HBP estágios I e II, a administração do mesmo extrato etanólico das sementes em doses entre 500 mg e 1 g diário obteve resultados satisfatórios com melhoria do índice IPSS5 da ordem de 41,4% e da qualidade de vida de 46,1%. Houve ainda redução da frequência miccional, diurna e noturna (Koch, 1995). Um estudo efetuado em homens portadores de HPB utilizando-se uma mescla de Δ7-esteróis (90 mg/dia via oral) extraídos do fitoterápico cru, e administrados por 3-4 dias antes de uma prostatectomia, identificou um declínio significativo nos níveis de di-hidrotestosterona em tecido prostático (p < 0,05), assim como redução da fosfatase ácida sérica (Koch, 1995). dos revisores: IPSS é a sigla de International Prostate Symptom Score, um questionário da avaliação de sintomas urinários baixos, secundários ao câncer de próstata ou a hiperplasia benigna da próstata.

5 Nota

Outro estudo aberto, multicêntrico, realizado ao longo de três meses, com 39 mulheres e 19 homens portadores de bexiga irritável, constatou que a administração de 6 g de sementes diárias durante oito semanas gera uma melhora sintomatológica subjetiva (como redução da poliúria e noctúria) em mais de 80% dos pacientes (Nitsch Fitz et al., 1979). Considerando o mecanismo de ação antiandrogênico das sementes, postulou-se o emprego de seus extratos na abordagem de alopecias. Com efeito, foram achados metabólitos reduzidos de di-hidrotestosterona na raiz do cabelo de homens calvos, com alto grau de ativação da enzima 5-α-redutase. Essa enzima se encontra em maior concentração nos folículos em fase anagênica (crescimento) que nos folículos em fase telogênica (substituição de cabelo morto) (García Calvo et al., 2004). Em nível digestivo, um triterpenoide de tipo cucurbitano presente nas sementes demonstrou propriedades antiulcerogênicas em ratos, mostrando inibição de 55,7%, 67,1% e 59,1% nos modelos de úlcera por ligadura pilórica, estresse por imersão e ingestão de indometacina, respectivamente. Essa atividade tem sido relacionada ao seu efeito antioxidante (Gill e Bali, 2011). Retomando esse tema, a atividade antioxidante das sementes mostrou superioridade do extrato etanólico (50%) em comparação ao extrato metanólico (80%) (Nawirska Olszańska et al., 2013). Em oncologia experimental, o extrato hidroalcoólico das sementes de C. pepo foi estudado em células ovarianas de cobaios e fibroblastos de ratos, assim como em linhagens celulares tumorais HepG2 e CT26, mostrando moderada citotoxicidade, com menor potência farmacológica em comparação a Taxus baccata e à cisplatina (Shokrzadeh et al., 2010). Outra das atividades mais reconhecidas nessa espécie é sua ação antiparasitária. Emprega-se contra a tênia, além de outros parasitas intestinais, tanto em crianças como em adultos. Um dos primeiros trabalhos demonstrou que a ingestão oral diária de 3 g de sementes a camundongos durante 28 dias reduz o número de parasitas de Schistosoma japonicum (Chou et al., 1958). Já o extrato metanólico das sementes administrado por via oral a camundongos, em doses de 20 mg/kg durante 3-4 dias, produziu atividade antiparasitária pouco potente sobre a Hymenolepis diminuta (Sharma et al., 1971). Em nível clínico, foi utilizado com êxito o extrato aquoso desproteinizado, administrado em jejum, por via oral, em três ingestas concentradas, em um só dia. A atividade anti-helmíntica relaciona-se com a cucurbitina, que produz um efeito paralisante sobre a musculatura lisa da tênia (Freixa, 2001). Os estudos de toxicidade indicaram que a administração intra-peritoneal do extrato aquoso ou do extrato alcoólico das sementes a camundongos exibe uma DL50 > 5.000 mg/kg, o que é indicativo da segurança de tais extratos (Desta, 1995). A monografia da Comissão E da Alemanha estabelece que as sementes estão indicadas para tratar bexiga irritável e distúrbios da micção associados ao adenoma de próstata em estágios I e II. A C. pepo figura entre as monografias da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da OMS (tomo IV). A dose recomendada é de 10 g de sementes ou seu equivalente em preparados farmacêuticos. O microencapsulado do óleo das sementes de Cucurbita pepo por meio de processo de secagem por aspersão com maltodextrina e goma arábica exibiu boa característica para encapsular óleos fixos, garantindo eficiência de encapsulação superior a 90% e perda por dessecação abaixo de 10% (López et al., 2009).

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Abuta Nome científico: Cissampelos pareira L. Sinonímia: Cissampelos acuminata Benth., C. bojeriana Miers., C. caapeba L., C. cocculus Poir., C. mauritiana Thouars, Dissopetalum mauritianum (Thouars) Miers. Família: Menispermaceae. Nomes populares:  Português: abuta, abútua, pareira brava, abutuabutua,

barbasco, butua, cipó-de-cobra.

 Espanhol: zarza, charrúa, cipó, mil hombres, contrayerba

(Argentina), bejuco da mona, palo de culebra (Paraguai), abuta, barbasco (Peru), oreja de tigre (Venezuela), bejuco de rato (República Dominicana), alcotan, curarina, oreja de rato (Guatemala), huaco, folha de capulincillo, quinita, redondilla, butúa (México).  Inglês: ice vine, pareira brava, velvet leaf, moonseed vine.  Guarani: ca-á-pebá, ka’a peva. desCriçãO BOtâniCA Planta trepadeira de caules volúveis, cilíndricos, lenhosos e de cor cinza, frequentemente manchados pela presença de líquens; raiz cilíndrica de cor marrom escuro por fora e amarelada por dentro, canelada longitudinalmente e cheia de nós transversais; folhas alternas, pilosas (especialmente no verso), parcialmente cordadas, medindo aproximadamente 30 cm de comprimento, margens inteiras, ovais e de cor acinzentada no verso; flores unissexuadas, racemosas e pequenas, brotando dos caules jovens, dispostas em inflorescências axilares e divaricado-cimosas; frutos conformados por bagas pilosas, de 1 cm de comprimento, ovaladas e de cor anegrada (Berdoncés, 1998; Marzocca, 1997).

distriBuiçãO geOgráFiCA O gênero Cissampelos está representado por pouco menos de 40 espécies distribuídas em regiões tropicais e subtropicais da Ásia, África, Oceania e América, sendo encontrada, neste último continente, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, em que a C. pareira habita as regiões mesopotâmica,1 da chaquenha e do noroeste. No Brasil, encontra-se nas proximidades do Rio de Janeiro2 (Berdoncés, 1998). A espécie cresce até mil metros sobre o nível do mar e ocorre na beira de estradas, pastos, potreiros e cercos. Costuma invadir cultivos de cana-de-açúcar (Marzocca, 1997). Propaga-se por sementes. pArte utilizAdA A parte utilizada para fins medicinais é constituída pela raiz, que, em estado seco, apresenta cor marrom acinzentada, rugosa longitudinalmente, com elevações anelares transversais. No início, seu sabor é adocicado e aromático, transformando-se em amargo logo depois (Cáceres, 1995). HistóriA Durante séculos, os alcaloides dessa planta se constituíram nos principais componentes do curare, um poderoso veneno inserido nas flechas dos índios da Amazônia. Os colonizadores portugueses do Brasil introduziram essa planta na Europa na segunda Nota dos revisores: o autor se refere à Mesopotâmia argentina, que fica ao norte, compreendendo as províncias das Missões e Entre Rios. 2 Nota dos revisores: Cissampelos pareira é uma espécie nativa do Brasil com ampla distribuição no território nacional: Norte (Acre, Amazonas, Pará, Tocantins), Nordeste (Bahia, Pernambuco, Piauí), Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo), Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). 1

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no resto do país. Seus frutos são consumidos também pelas aves, especialmente pelos guácharos, enquanto suas sementes são ingeridas por roedores e alguns peixes. O cultivo intensivo de açaí se estendeu, dentro do território brasileiro, durante os anos 1980 e 1990. A plantação e a colheita nesse país se faz sob condições controladas. Seu período de safra ocorre entre julho e dezembro de cada ano, sendo a produção quase nula no resto do ano. Tanto no Brasil como na Venezuela, realizaram-se testes para a obtenção de farinha como uma forma alternativa de preservar os frutos em épocas de safra e utilizá-los na formulação de produtos para diversificar seu uso (Sanabria e Sangroni, 2007). COmpOsiçãO químiCA Frutos. Os extratos metanólico e etanólico dos frutos apresentam antocianidinas como: cianidina, cianidina-3-glicosídeo, cianidina-3-sambubiosídeo, cianidin-3-rutinosídeo, peonidina-3-rutinosídeo, delfinidina, malvidina, pelargonidina, epicatequina e peonidina, enquanto a fração acetônica demons-trou ser rica em outros compostos fenólicos como: catequina, ácido ferúlico, quercetina, resveratrol e ácidos vanílicos (Bobbio et al., 2004; Poulose et al., 2012; Mulabagal et al., 2012). O total de antocianidinas foi calculado em 5,3 mg/g de peso seco (Gallori et al., 2002). Também se identificaram os flavonoides apigenina, taxifolina (Gallori et al., 2002) e velutina (Xie et al., 2011). Sementes. Contêm ácidos graxos, destacando-se no extrato hexânico a presença dos ácidos: dodecanoico, tetradecanoico, hexadecanoico e 9-octadecenoico. Raiz. A partir do extrato bruto etanólico foi possível identificar flavonoides, catequinas, açúcares redutores, taninos catéquicos, esteroides e triterpenoides. A partir do extrato hidroacetônico foram identificados açúcares redutores, catequinas e flavanonas (Sena de Souza, 2007). OH OH +

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HO

OH

O OH

O

HO

OH HO

Cianidina-3-glicosídeo

Análise nutricional. Varia segundo o país de onde se obteve o produto. Em média, cada 100 g de polpa do fruto contêm: 8,1 g – 13,8 g de proteínas; 52,2 g de carboidratos (incluídos 20 g – 44,2 g de fibra), 32,5 g – 49,4 g de gorduras (> ácidos graxos poli-insaturados, em sua maior parte ácido oleico em porcentagens similares às dos óleos de oliva e canola, seguido de ácido palmítico), 260 mg de cálcio, 0,018 mg – 4,4 mg de ferro, 1.002 UI de vitamina A, pequenas quantidades de vitamina C, 2,20 g – 5,02 g de polifenóis, 0,70 g – 1,37 g de taninos, 0,73 g – 1,60 g de antocianinas, 2,2% – 5,2% de cinzas, assim como ácido aspártico e ácido glutâmico (Schauss et al., 2006; Neida e Elba, 2007; Sanabria e Sangroni, 2007). Na validação do perfil de minerais na polpa liofilizada foi demonstrado que o potássio (900 mg/100 g) e o cálcio (330 mg/100 g) são os minerais observados em maior abundância. O magnésio também apresenta concentrações importantes (124,4 mg em 100 g). As bebidas à base da polpa liofilizada têm um alto valor calórico: 489,39 kcal/100 g.

FArmACOdinâmiCA | Ações FArmACOlógiCAs A capacidade antioxidante do fruto de açaí promoveu grande quantidade de ensaios biológicos, destacando principalmente aqueles relacionados com atividade neuroprotetora e metabólica. Atividades antioxidante e anti-inflamatória Diferentes estudos indicam que o açaí contém compostos polifenólicos, principalmente de tipo antociânicos, e sua caracterização mediante cromatografia líquida de alta eficiência assinala um predomínio da cianidina 3-glicosídeo, epicatequina e catequina, com capacidade antioxidante do fruto de 48,6 μmol ET/L (equivalentes de Trolox por litro, utilizando método ORAC), o qual representa uma cifra superior à apresentada por morango, mirtilo e framboesa (Del Pozo-Insfran et al., 2004a; Lichtenthäler et al., 2005). Os extratos hexânico e dietiléter das sementes de E. oleracea demonstraram atividade antioxidante para o radical DPPH (1,1-difeniil-2-picrilhidrazil) em uma potência similar à mostrada por α-tocoferol. Significativas quantidades de polifenóis (0,62 mg/ml) foram encontradas no extrato oleoso da semente extraído com metanol, também com propriedades antioxidantes (Okada et al., 2011). Resultados similares já haviam sido encontrados por Rodrigues et al. (2006) ao testar extratos etanólicos e metanólicos das sementes para radicais peroxilo e peroxinitrito. As moscas Drosophila melanogaster que receberam em sua dieta 2% de extratos de polpa de açaí tiveram um período de vida mais longo do que aquelas que não receberam o produto. No mecanismo de ação dessa evidência são consideradas as propriedades antioxidantes dos compostos polifenólicos capazes de agir sobre genes de expressão de fatores metabólicos vitais para a sobrevivência do inseto (Sun et al., 2010). Por sua vez, os polifenóis do fruto de açaí mostraram atividade anti-inflamatória em células endoteliais humanas submetidas a estresse oxidativo gerado por níveis elevados de glicose, a qual, por meio da expressão do RNAm, gera citocinas pró-inflamatórias como IL-6 e IL-8. Também modulam o gene de expressão para a produção do mediador inflamatório VCAM-1 (Noratto et al., 2011). Em um estudo realizado em humanos com osteoartrose dolorosa, o consumo de 120 ml diários de um suco que contém em sua fórmula uma mistura de frutos (MonaVie Active®) na qual o açaí concentra a maior proporção, demonstrou-se, após 12 semanas de tratamento, uma melhora significativa na redução da dor e na ampliação dos movimentos. Em nível plasmático, constatou-se uma redução da proteína C reativa (PCR), ainda que em níveis não significativos, somada a um decréscimo dos marcadores de estresse oxidativo (Jensen et al., 2011). O flavonoide velutina demonstrou, em macrófagos de peritônio de ratos, inibir a expressão de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α e IL-6) em níveis micromolares reduzidos, por meio da inibição de ativadores como o fator nuclear κB (NF-κB), o mitógeno ativado de proteinoquinase p38 (p38-MAPK) e a fosforilação de JNK (Xie et al., 2011). Por sua vez, as frações do fruto ricas em cianidina-3-O-glicosídeo e cianidina-3-O-ramnosídeo demonstraram efeitos anti-inflamatórios pela inibição da expressão de iNOS (óxido nítrico sintase induzida) (Matheus et al., 2006). Em um estudo em ratos submetidos à fumaça de cigarro durante 5 dias comprovou-se que a administração de 300 mg/kg/dia por via oral de extratos de açaí reduz os processos de inflamação e oxidação do tecido pulmonar em comparação com um grupo controle sem tratamento (Moura et al., 2012). A incorporação de

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dose de 3,33, 10,0 e 16,67 g/kg) demonstraram a sua segurança. Puderam-se verificar efeitos antigenotóxicos para dano do DNA ocasionado por doxorrubicina em eritrócitos de sangue periférico, assim como na indução de micronúcleos em medula óssea. Tampouco se observaram danos tissulares em rins e fígado (Ribeiro et al., 2010). COntrAindiCAções Não foram relatadas contraindicações. Em princípio não há dados que evidenciem algum perigo no consumo de suco de açaí durante a gravidez.

stAtus legAl Nos Estados Unidos, no Chile, no Canadá e na Europa começou-se a comercializar como suplemento dietético como comprimidos ou cápsulas, barrinhas energéticas, suco, doces ou a fruta inteira. Não é encontrado em farmacopeias. FOrmAs FArmACêutiCAs5 Geralmente os frutos são consumidos como suco. As raízes secas podem ser preparadas em decocção, à razão de 2 xícaras ao dia. 5 Nota dos revisores: no Brasil, o açaí é consumido exclusivamente como alimento, na forma de suco ou polpa da fruta.

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Sobre o Autor Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos conta com grande quantidade de espécies da flora brasileira de importância medicinal e com as principais espécies vegetais que dão origem a novos produtos da indústria farmacêutica, sendo indispensável a estudantes e profissionais das áreas da saúde e industrial, bem como a todos os interessados no amplo campo da fitoterapia científica. Didático, abrangente e atualizado, este conceituado tratado – escrito originalmente em língua espanhola – é uma das obras pioneiras na América Latina mais respeitadas e recomendadas por médicos, agentes de saúde e autoridades regulatórias, devido ao rigor e à relevância do seu texto. Além disso, seu conteúdo se apresenta de maneira detalhada e precisa, em uma prática diagramação que facilita a leitura e o aprendizado.

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Autoridade em Fitoterapia na América Latina, o Dr. Jorge Rubén Alonso graduou-se em Medicina pela Universidad de Buenos Aires. Dentre suas muitas atribuições, destacam-se a de professor universitário de cursos de Farmácia e Medicina em seu país – Argentina –, professor convidado para o Mestrado Virtual em Fitoterapia pela Universidad de Barcelona, na Espanha, e diretor de Pós-graduação em faculdades de Medicina na Argentina, no Brasil, no Chile e no México. Além disso, é presidente da Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina, membro honorário da Sociedad Panamericana de Flebología y Linfología y Medicina Estética, membro honorário da Sociedad Cubana de Farmacología e membro da Società Italo-Latinoamericana di Etnomedicina (SILAE), palestrante em mais de 100 congressos em diversos países e médico consultor de laboratórios fitoterápicos nacionais e internacionais.

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Alonso | Tratado de Fitofármacos e Nutracêuticos  

Didático, abrangente e atualizado, este conceituado tratado – escrito originalmente em língua espanhola – é uma das obras pioneiras na Améri...

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