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Sumário

Capítulo 15 Esporte e Comportamento no Futebol de Campo | Abordagem sobre a Inteligência Espiritual, 133 Capítulo 16 Efeitos Físicos e Psicológicos do Exercício em Pacientes com Câncer | Confluências entre Psico-oncologia e Psicologia do Esporte, 143 Capítulo 17 Burnout em Atletas de Alto Desempenho, 151 Capítulo 18 Artes Marciais e Esportes de Combate | Dicotomia Filosófica e os Riscos do Alto Rendimento Esportivo, 161 Capítulo 19 Contribuições da Psicologia do Esporte na Preparação de Atletas de MMA de Alto Rendimento, 169 Capítulo 20 Característica da Resistência Psicológica de Atletas Maratonistas sob a Ótica do Discurso do Sujeito Coletivo, 177 C

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Capítulo 21 Mulher, Esporte, Comportamento | Das Perspectivas Socioculturais e Psicológicas à Excelência Competitiva, 185 Capítulo 22 Psicologia do Esporte no Automobilismo, 203 Capítulo 23 Importância da Comunicação entre Treinador e Atleta, 213

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Capítulo 24 Você está Pronto? Talento, Preparação e Prontidão Competitiva, 219 Capítulo 25 “Prepara Marília Coutinho, Brasil” | Relato de Caso com Base no Conceito de Prontidão Competitiva, 229 Posfácio Dogville e Lance Armstrong | O Perverso Reflexo do Momento Esportivo, 239 Índice Alfabético, 243

Escrita por um time de craques, capitaneado pelo psicólogo do esporte João Ricardo Cozac, esta obra é uma ferramenta essencial para ampliar o conceito de atleta e suas diversas nuances socioculturais. Entre os  temas apresentados estão as correlações entre ansiedade e concentração no esporte, a dinâmica teórica e prática da motivação no esporte, o fenômeno psicossocial da violência no futebol, a utilização do biofeedback e neurofeedback no esporte, assim como diversas abordagens psicológicas sobre esportes coletivos e as emoções dos atletas em competições. A ciência busca seu espaço e reconhecimento na preparação esportiva, visto que a impessoalidade nas relações, permeadas por interesses paralelos, afasta a essência do atleta do objeto de trabalho e identificação. Somada a outros segmentos da psicologia − psicologia social, do desenvolvimento, clínica, experimental, organizacional, da personalidade e educacional −, a Psicologia do Esporte contribui para a ampliação do conhecimento dos fenômenos psicológicos que englobam a atividade esportiva. Psicologia do Esporte | Atleta e Ser Humano em Ação é, portanto, um livro indispensável para alunos e profissionais de psicologia, educação física e medicina, bem como preparadores físicos, técnicos, atletas e todos os que acreditam que, ao lado dos aspectos físico, tático e técnico, a dinâmica mental é um pilar que sustenta o desempenho do atleta, tanto na prática esportiva quanto em diversas áreas da vida.  

Capítulo 1 Universo Psicossocial da Criança e do Esporte, 1 Capítulo 2 Psicologia do Esporte e Categorias de Base | Importância da Formação para os Treinadores de Futebol, 9 Capítulo 3 Atletas Adolescentes de Esportes de Alto Rendimento e a Construção de seus Projetos de Vida, 19 Capítulo 4 Psicologia do Esporte e Interfaces de Compreensão, 31 Capítulo 5 Correlações entre Ansiedade e Concentração no Esporte, 53 Capítulo 6 Avanços Científicos e Tecnológicos na Avaliação e no Treinamento da Atenção Espacial no Esporte, 61 Capítulo 7 Caso Tatu | Treinamento com Terapia Cognitivo-comportamental e Biofeedback, 71 Capítulo 8 Aplicabilidade de Técnicas Cognitivo-comportamentais no Trabalho Psicológico com Atletas de Alto Rendimento, 79 Capítulo 9 Intervenções no Tênis | Atuação do Psicólogo Esportivo, 85 Capítulo 10 Preparação Psicológica para Atletas de Alto Rendimento, 91 Capítulo 11 Fenômeno Psicossocial da Violência no Futebol, 97 Capítulo 12 Cartão Vermelho | Raiva, Violência e Agressão Intencional no Jogo de Futebol, 109 Capítulo 13 Esportes Coletivos | Emoções e Sentimentos dos Atletas na Competição, 117 Capítulo 14 Muito Além do Garrafão | Estudo de Caso Envolvendo a Psicologia do Esporte e o Basquete, 125


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Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíram catálogos inigualáveis, com obras que têm sido decisivas na formação acadêmica e no aperfeiçoamento de várias gerações de profissionais e de estudantes de Administração, Direito, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e muitas outras ciências, tendo se tornado sinônimo de seriedade e respeito. Nossa missão é prover o melhor conteúdo científico e distribuí-lo de maneira flexível e conveniente, a preços justos, gerando benefícios e servindo a autores, docentes, livreiros, funcionários, colaboradores e acionistas. Nosso comportamento ético incondicional e nossa responsabilidade social e ambiental são reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem comprometer o crescimento contínuo e a rentabilidade do grupo.

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O GEN | Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária, que publicam nas áreas científica, técnica e profissional.

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João Ricardo Lebert Cozac Psicólogo do esporte. Presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte e do Exercício Físico. Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte. Membro acadêmico da Sociedade Sul-Americana de Psicologia do Esporte e do Laboratório de Psicossociologia do Esporte na Escola de Esportes da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). Diretor Clínico da Consultoria, Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte. Professor responsável pelo curso de formação em Psicologia do Esporte. Mestre em Educação pela Universidade Mackenzie. Doutorando pela Escola de Esportes de Educação Física – USP. Autor dos livros Psicologia do Esporte: Clínica, Alta Performance e Atividade Física e Com a Cabeça na Ponta da Chuteira. Colunista do jornal A Gazeta Esportiva, desde 1999, responsável pela coluna Gol de Cabeça, e da revista O2 de corrida e maratona. Colaborador da revista The Finisher e do jornal Eldorado Esportes na Rádio Eldorado. Professor do curso de extensão em Psicologia do Esporte na Universidade Mackenzie (2000-2002). Psicólogo do esporte no Sport Clube Corinthians Paulista (1997), no Goiás Esporte Clube (1999), no Cruzeiro Esporte Clube (futebol amador e profissional – 2000-2002), na Sociedade Esportiva Palmeiras (futebol profissional – 2005) e no Ituano Futebol Clube (2011). Psicólogo do esporte da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica Desportiva (2004). Realizou a preparação psicológica dos árbitros da Comissão Paulista de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (2005). Atende a atletas e equipes de diversas modalidades e categorias. Atua no esporte desde 1993.

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■■ O autor e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. ■■ Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright 2013 pela EDITORA ROCA LTDA. Uma editora integrante do GEN | Grupo Editorial Nacional ■■ Rua Dona Brígida, 701 – Vila Mariana São Paulo – SP – CEP 04111-081 Tel.: (11) 5080-0770 www.grupogen.com.br | editorial.saude@grupogen.com.br ■■ Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da editora roca ltda. ■■ Capa: José Elias Silva Neto Anthares Editoração eletrônica: Projeto gráfico: Editora Guanabara Koogan

■■ Ficha catalográfica C918p Cozac, João Ricardo Lebert Psicologia do esporte: atleta e ser humano em ação / João Ricardo Lebert Cozac. 1. ed. - São Paulo: Roca, 2013. il. ISBN 978-85-412-0185-8 1. Esportes - Aspectos psicológicos. I. Título. 13-03177

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■■ O autor deste livro e a editora roca ltda. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as informações e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação, e todos os dados foram atualizados pelo autor até a data da entrega dos originais à editora. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, recomendamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas ou na legislação regulamentadora. Adicionalmente, os leitores podem buscar por possíveis atualizações da obra em http://gen-io.grupogen.com.br.

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Adriana de Lacerda Amaral Miranda Mestrado em Ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco. Especialização em Psicologia Aplicada ao Esporte de Alto Rendimento pela Universidade Veiga de Almeida. Formação em Terapia CognitivoComportamental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação (CPAF-RJ). Graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Psicóloga da Confederação Brasileira de Judô e da Seleção Brasileira de Nado Sincronizado. Professora e Supervisora na Universidade Veiga de Almeida. Aline Barbosa Licenciatura e Bacharelado em Psicologia pela Associação Catarinense de Ensino – Faculdade Guilherme Guimbala. Graduação em Psicologia do Esporte pelo CEPPE/SP. Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Pessoas pela Católica de Santa Catarina. Antonio Carlos Simões Licenciatura em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP (1972). Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Educação Campos Salles (1979). Licenciatura e Bacharelado em Psicologia e Formação em Psicólogo pela Universidade Guarulhos (2001). Mestre em Educação Física pela EEFE da USP (1987). Doutor em Ciência da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da USP (1990). Estágios especializados nos Institutos de Educação Física de Madrid (1975) e Moscou (1983). Professor Titular da EEFE/USP (2005). Coordenador e Pesquisador do Laboratório de Psicossociologia do Esporte (LAPSE) e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicossociologia do Esporte (GEPPSE) da EEFE/USP.

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Chayane Simioni Godoy Graduação em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná. Pós-Graduação em Psicologia do Esporte pela Universidade Castelo Branco (RJ). Especialista em Psicologia do Esporte pelo Conselho Federal de Psicologia. Sócia proprietária da Podium – Psicologia Esportiva, onde atua com atletas amadores e profissionais de diversas modalidades. Daniel Donadio de Mello Bacharelado em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutorando pela EEFE/USP. Formação em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Centro de Estudos em TCC. Formação em Psicologia do Esporte pelo CEPPE. Eduardo Luís de Souza Costa Graduação em Educação Física pela UniÍtalo – Centro Universitário Ítalo Brasileiro (2008). Membro Pesquisador do Grupo de Estudo em Psicossociologia e Pedagogia do Esporte enquanto Metodologia do Jogo pela UniÍtalo e, atualmente, Coordenador do Centro de Esporte da Fundação Julita e Treinador de Futebol do Núcleo de Formação de Atletas da Escolinha de Futebol Colorado. Elizabeth Leite Bettencourt de Sousa Augusto Graduação em Psicologia pela Universidade Paulista. Mestre em Ciências do Esporte no Programa de Educação Física da Universidade de São Paulo. Acadêmica do Laboratório de Psicossociologia do Esporte (LAPSE) da USP. Concluiu o curso de formação em Psicologia do Esporte pela clínica CEPPE. Erick Francisco Quintas Conde Psicólogo pela PUC-Rio. Mestrado em Neuroimunologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutorado em Neurociências pela UFF. Professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Colaboradores

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Fatima Maria Leite Cruz Mestrado e Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora Adjunta da UFPE. Professora efetiva do Mestrado e Doutorado em Psicologia e do Mestrado em Educação Matemática e Tecnológica da UFPE. Flávia Brenner Focaccia Justus Graduação em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná. Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná. Psicóloga do Esporte no Coritiba Foot Ball Club desde 2001 na categoria profissional. Sócia proprietária da Podium – Psicologia Esportiva, onde atua com atletas amadores e profissionais de diversas modalidades. Isabela Amblard Mestre e Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Psicóloga pela UNISANTOS. Professora efetiva do Centro Universitário Maurício de Nassau e dos cursos de Pós-Graduação em Psicologia do Esporte da Universidade Gama Filho e de Avaliação Psicológica da Faculdade Frassinetti do Recife. José Alberto Aguilar Cortez Graduação em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da USP (EEFE/USP). Mestrado e Doutorado pela EEFE/USP. Diretor da Fitcor Aptidão Física e Saúde. Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol e Futsal (GEPEFFS). Josiane dos Santos Cozac Graduanda no curso de Psicologia na UNIP (Universidade Paulista). Curso de extensão em Psicologia do Esporte pela clínica CEPPE (Consultoria, Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte). Membro da Associação Paulista da Psicologia do Esporte. Julio Cesar Bassan Graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (1986). Doutorado em Fisiologia do Exercício e Nutrição Aplicada ao Desporto pela Universidad Católica de Murcia, Espanha (2007), título reconhecido pela Universidade de São Paulo. Professor Adjunto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

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Psicologia do Esporte | Atleta e Ser Humano em Ação Larissa De Genaro Rodrigues Graduanda (4o ano) de Psicologia pela Universidade Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Estagiária na Unesp, atendimentos no Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada (CPPA), na área de clínica (ênfase teórica cognitivo-comportamental) e na área da educação. Pesquisadora do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), na área de inclusão escolar. Liliana Cremaschi Leonardi Educadora física, Psicóloga Clínica, Psicóloga do Esporte, Psicogerontologista. Mestrado e Doutorado pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP). Marco Antonio dos Santos Ferreira Graduação em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná – CEPPE/PR. Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPr). Vice-Presidente da Associação Paulista de Psicologia do Esporte e do Exercício Físico. Professor de Psicologia Geral e do Esporte na Faculdade Dom Bosco. Psicólogo do Esporte pela clínica CEPPE. Mariana Mendes de Moura Oliveira Graduação em Psicologia pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) (2008). Atuou na Lance Livre Esportes junto às categorias Sub-16 e Sub-19 de basquetebol masculino, nas seleções brasilienses de basquete masculino Sub-15 e Sub-17 e junto à equipe profissional de basquete masculino. Brasília/UniCEUB/BRB Financeira. Marília Coutinho Professora, escritora, pesquisadora, treinadora e atleta. Graduação, Mestrado e Doutorado pela Universidade de São Paulo (1985, 1989 e 1994). Pós-Doutorado pela Virginia Polytechnic Institute and State University (1997). Lecionou em diversas universidades. Responsável por várias publicações acadêmicas e técnicas. Autora dos livros De Volta ao Básico: Powerlifting e Estética e Saúde. Campeã Sul-Americana e recordista mundial de powerlifting por diferentes federações. Presidente da Aliança Nacional da Força e credenciada junto ao Conselho Regional de Educação Física (CREF) na área de treinamento de força. 

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Nataly Exner Graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (2010). Formação em Psicologia do Esporte pela clínica CEPPE de Psicologia Esportiva. Idealizadora do site Mente Campeã. Paula Barbosa Santos Graduação em Psicologia pela Universidade São Francisco de São Paulo (2010) e extensão em Psicologia do Esporte pela Consultoria, Estudo e Pesquisa em Psicologia do Esporte (CEPPE) (2011). Atualmente trabalha como Psicóloga Organizacional na área de Recursos Humanos. Renata de Medeiros Rodrigues Penalva Reali Psicóloga formada pela PUC-SP. Formada pelo curso de Psicologia do Esporte (CEPPE). Atua como Psicóloga do Esporte em clínica. Thabata Castelo Branco Telles Mestrado em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Especialista em Psicologia do Esporte pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), com formação em Psicoterapia HumanistaFenomenológica e Psicologia do Esporte (CEPPE). Psicóloga, Mestre em Psicologia (FUNCAP/

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vii UNIFOR). Professora da UNIFOR e membro da Association for Applied Sport Psychology (AASP). Thais Cianflone Zucoloto Psicóloga (Pontifícia Universidade Católica, Campinas – PUCCAMP) com formação em Psicologia Esportiva pela Consultoria, Estudo e Pesquisa em Psicologia do Esporte (CEPPE). Cursando especialização em Psicologia Clínica e Hospitalar no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP). Thaise Coutinho dos Santos Formação em Psicologia do Esporte pela CEPPE/ SP. Graduação em Psicologia pela Faculdade Ruy Barbosa, Salvador. Atua na Divisão de Base de Árbitros de Futebol (DBAF) e equipe de remo do Esporte Clube Vitória. Thayse Rodrigues de Liz Licenciatura e Bacharelado em Psicologia pela Associação Catarinense de Ensino (ACE) – Faculdade Guilherme Guimbala. Graduação em Psicologia do Esporte pela CEPPE/SP.

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No país do futebol, onde cada brasileiro tem seu time do coração e o jornalismo esportivo dedica maior parte do seu tempo a perseguir a bola nos gramados, a Psicologia do Esporte (que vai muito além dos estádios) continua enfrentando obstáculos para se impor como ferramenta indispensável ao equilíbrio e desempenho dos atletas que atuam no gramado, nas pistas de corrida, nas piscinas, nas quadras ou, mesmo, aqueles que conduzem cavalos ou bicicletas. Na esfera sociocultural, as demandas emocionais de nosso povo parecem não ter mais fim. O saudoso jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues descreveu – na década de 1950 – a fragilidade da autoestima do povo brasileiro, o que denominou de “síndrome de vira-lata”. Esta lacuna afetiva é amplamente projetada no esporte e na avidez pelo surgimento de heróis que possam nos representar nos cenários esportivos nacional e internacional. Basta um atleta se destacar nas competições mais importantes que a esperança de nosso povo pela criação de um herói é renovada. Do mesmo modo, a não concretização destas expectativas gera uma frustração sem precedentes. Nosso alvo, como profissionais da Psicologia do Esporte, é divulgar a necessidade e a importância da implantação desta ciência para beneficiar atletas de todas as modalidades. Velocidade e músculos fortes, dietas balanceadas, treinos e exercícios são parte da formação dos esportistas. É importante lem-

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brar que encarar com seriedade e comprometimento os aspectos emocionais e psicológicos dos esportistas e das equipes é fundamental para que se obtenha o equilíbrio necessário entre o ser humano e o ser atleta. Um não existe sem o outro. Se lesões físicas podem ser consideradas uma ameaça ao rendimento dos atletas, da mesma maneira situações de estresse, ansiedade (pré-competitiva ou não) e outros desbalanceamentos comprometem seu rendimento e sua estabilidade. Neste livro estão reunidos artigos elaborados por um time de craques devotado a explorar, com empenho e profundidade, os diversos aspectos da psicologia esportiva. Tenho orgulho em dizer que a maioria deles é composta por ex-alunos meus que se dedicam com paixão ao aprimoramento da área da preparação esportiva. Cada um deles nos apresenta aqui sua valiosa contribuição com enfoques específicos, possibilitando ao leitor uma visão mais abrangente da Psicologia do Esporte e das ferramentas que ela disponibiliza para beneficiar a performance, garantindo aos atletas o necessário equilíbrio psicológico e emocional imprescindível ao seu rendimento. Na maioria dos países europeus, africanos e norte-americanos, a Psicologia do Esporte já se estabeleceu e se tornou parte integrante da preparação dos esportistas. Convido agora o leitor a uma reflexão mais profunda sobre o tema, desejando que a leitura desse livro possa colaborar para um maior conhecimento da prática e necessidade da implantação desta ciência nos meios social, pedagógico e esportivo. João Ricardo Lebert Cozac Março de 2013

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Apresentação

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Afinal, quem é esse sujeito, o atleta? Minha avó dizia que, quando entramos na casa dos outros, devemos fazê-lo com muito cuidado, para não estragar nada, e nos comportar direitinho. Eu nunca esqueci. Aceitei, muito honrada, o convite do João Ricardo Cozac para prefaciar este livro e o faço com o cuidado prescrito pela minha avó, o de quem entra na casa do “outro”. Estou aqui num papel de interlocutora “três-em-um”: academicamente, minhas casas são a sociologia e a biologia. No exercício da minha identidade, o nicho principal é o de atleta de alto rendimento. Finalmente, eu sou paciente de um psicólogo esportivo, no caso, o João. Assim, limpo os pés no capacho do bom senso e da ponderação e entro na casa da psicologia esportiva trazendo uma cesta de considerações quanto à institucionalização do esporte e o reflexo delas nas características de seu sujeito, o atleta; uma garrafa de reflexões de uma observadora participante e um pote de experiências de consultório de uma paciente. Observando a linha do tempo da institucionalização e evolução temática da psicologia esportiva, não é nenhuma surpresa que ela acompanhe as transformações que seus objetos – o esporte, o atleta e o praticante de exercícios físicos – sofreram. “Esporte”, como o conhecemos hoje, é um fenômeno recente: data do século 19. É o jogo institucionalizado; mais especificamente, o torneio institucionalizado. Se assumirmos “jogo” como a brincadeira organizada (codificada por regras) e o torneio como jogo competitivo (em que as regras levam a ganhadores ou a um sistema hierárquico de ranqueamento), o esporte é o torneio com um lugar social definido pelas relações de poder

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de quem o regulamenta. A diferença entre os torneios de bolinha de gude e de futebol é que o futebol é organizado por ligas, federações regionais, nacionais e internacionais. E antes, não existiam jogos e torneios? Evidente que sim. Os mais sérios, inclusive, eram os jogos de guerra. As artes marciais, hoje promovidas a esportes de combate e luta, são sistemas muito bem codificados e competitivos. Porém, antes de sua institucionalização, as manifestações “benignas” (onde o objetivo não era matar o oponente) eram um epifenômeno da arte da guerra que justificava os torneios. O mesmo se pode dizer dos Jogos Pan-Helênicos, os quais são semelhantes às Olimpíadas somente na forma. Os marcos fundamentais nesta institucionalização foram o aparecimento dos primeiros organismos de governança desportiva. Um dos episódios mais precoces e estudados deste fenômeno foi a separação entre o futebol e o rugby, com a formação da Football Association (FA), em 1863, e da Rugby Football Union (RFU), em 1871 (Dunning et al. 2003, p. 47*). O jogo e seus torneios eram praticados desde tempos muito antigos, com registros desde o século 14. Em torno de 1750, em plena industrialização inglesa, eles foram incorporados às escolas inglesas. Neste novo contexto, foram disciplinados e codificados. A partir de 1840, houve um período conturbado de conflitos, os quais se manifestavam como discordâncias quanto a regras e execução, mas naturalmente refletiam a natureza de todo conflito institucional desportivo: luta pelo poder.

*DUNNING, E., MALCOLM, D., and WADDING-TON, I. Sport Histories: Figurational Studies in the Development of Modern Sport. London: Routledge, 2003.

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Prefácio

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A partir daí, federações, ligas, associações e uniões (“órgãos de governança”) apareceram em todos os esportes, em todos os níveis. Desde os âmbitos de menor escala regional, como cidades e municípios, até países, continentes e o mundo, os esportes passaram a ser organizados e governados por estas instituições. Desde o estabelecimento deste modelo institucional, o processo decisório sempre esteve nas mãos dos dirigentes e dos demais atores empoderados (governantes, empresários) com os quais negociassem. O papel dos atletas era “animar” (dar movimento) o sistema, mas sempre estiveram alienados de si mesmos em um sentido decisório: sua própria ação, sua razão de ser, não lhes pertencia. O segundo marco da institucionalização são os Jogos Olímpicos da Era Moderna. Os Jogos Olímpicos foram uma criação do Barão de Coubertin e seus parceiros. Eles imaginaram uma atividade internacional, recorrente a cada quatro anos, em que o orgulho nacional se manifestasse por meios esportivos. A grande motivação real desta iniciativa foi a humilhação da França na Guerra Francoprussiana, em 1871. Desde sua primeira versão, em 1896, a característica marcante dos Jogos Olímpicos foi a rivalidade nacional, contida e regulada por uma burocracia cada vez mais complexa. O Comitê Olímpico Internacional (IOC) opera por meio de duas estruturas de governança: os Comitês Olímpicos Nacionais por país e as Federações Internacionais por esporte. O IOC tem o poder de aprovar qualquer modalidade esportiva como modalidade olímpica, entronizando, assim, uma federação internacional como sua representante oficial. A partir deste ato, a organização dos eventos competitivos passa a ser gerida por estas duas estruturas organizativas – federações e comitês olímpicos (Senn, 1999*). Os interesses políticos e econômicos envolvidos nos Jogos Olímpicos cresceram e *SENN, A. Power, Politics, and the Olympic Games: a history of the power brokers, events, and controversies that shaped the Games. Human Kinetics, 1999.

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Psicologia do Esporte | Atleta e Ser Humano em Ação se diversificaram. Durante os anos da Guerra Fria o foco era a ação política, motivo de um investimento governamental brutal por parte das grandes potências; hoje, o foco é a concorrência corporativa. De um jeito ou de outro, as Olimpíadas catalisam um gigantesco investimento político e financeiro, concentrando um poder difícil de calcular nas mãos dos Comitês Olímpicos e das Federações. Para o psicólogo esportivo, ignorar a dimensão das relações de poder na construção da identidade do atleta, bem como as reações emocionais e afetivas deste à sua prática, é perder uma proporção importante das variáveis do processo. Um fenômeno paralelo à institucionalização, com papel igualmente determinante sobre a identidade dos praticantes, foi a profissionalização. Dunleavy e colaboradores† (1982) chamam a atenção para as várias interpretações sobre a “democratização” do esporte que se admite ter ocorrido com sua profissionalização. Segundo os autores, temos duas categorias de interpretações: a “crédula” e a “cética”. Eu as chamaria de “ingênua” e “analítica”. A ingênua admite que, com a profissionalização, os esportes eram praticados por uma massa que não teria como se dedicar a eles sem o aporte financeiro. Os esportes teriam, então, saído da condição de uma prática aristocrática e se tornado “sem classe”. A visão analítica admite que inúmeros outros processos de exclusão e estratificação ocorreram. “Sem classe” certamente não é. Uma das consequências da profissionalização, sucesso comercial e de público de alguns esportes foi o total abandono da sua prática pela elite. O esporte e seus atletas passaram a ser identificados com as classes desfavorecidas, como é o caso do futebol (soccer). Como o sistema olímpico contemplava apenas o esporte amador, a crescente pro-

DUNLEAVY, A. O., MIRACLE, A. W., and REES, C. R.. Studies in the Sociology of Sport: Refereed Proceedings of the 2nd Annual Conference of the North American Society for the Sociology of Sport, Fort Worth, Texas, November 1981. Fort Worth, TX: Texas Christian UP, 1982.

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fissionalização do esporte levou a estranhas categorias de esporte pseudoamador: é, mas não é. O atleta é amador, mas recebe uma remuneração que de fato é um salário, “travestido” de outro benefício, e vive para treinar e competir. Há também o oposto: o falso profissional. Criada pelo governo, essa categoria se baseia no policiamento, por parte do governo e das federações, sobre auxílios que o atleta porventura receba de alguma empresa em troca de imagem e publicidade, ação qualificada como “profissionalizante” ainda que o auxílio não passe de um pote de suplemento alimentar. Esta última aberração é legitimamente brasileira; a anterior, no entanto, é amplamente globalizada. A profissionalização de fato, com grandes investimentos em eventos esportivos, times e atletas, manteve e renovou o impulso ao desenvolvimento das ciências do esporte alavancadas nos anos 1950 e 1960 por conta de Guerra Fria. Se os laboratórios de biomecânica, fisiologia esportiva e também psicologia esportiva nasceram e cresceram movidos pela guerra olímpica, hoje são alimentados pela concorrência corporativa. Vale um alerta para todos que observam sociologicamente o esporte: o esporte está mudando. As organizações estão mudando, ainda que com resistência. Muitos esportes não olímpicos já são multifederativos. Destes, alguns têm federações com características corporativas: colocam-se apenas como órgãos de sancionamento de resultados competitivos e prestadores de serviço em organização de competições. O atleta foi promovido a “cliente”. Essa relação é uma grande novidade econômica e social no esporte, e não é plenamente compreendida.

E o atleta? O atleta certamente mudou. É um sujeito em transição. Se antes o atleta era instrumento da disputa entre grandes potências e simbolizava o herói nacional, hoje seu lugar social não é mais consensual. O atleta olímpico vive uma crise de identidade, que emerge em tons dramáticos a cada quatro anos.

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xvii As relações econômicas no esporte também impuseram ao atleta uma mudança de atitude e postura. Antes, o atleta vivia plenamente o paradoxo do escravo: desempoderado, ele impunha a quem o detinha o ônus de gerenciá-lo. Assim, o governo, a universidade, o patrocinador ou quem quer que fosse “dono” do atleta, tomava todas as decisões por ele, arcava com riscos, o alimentava e gerenciava sua vida. Com a confusão, cada vez mais transparente, entre o amadorismo e profissionalismo, o que existe hoje é um complexo sistema de combinações entre as variáveis da condição amadora e profissional. Assim, temos atletas “amadores” que gerenciam todas as suas ocupações remuneradas em função da performance esportiva, sem que em nenhuma delas ele seja pago especificamente para treinar e competir. Ele é, na prática, um atleta profissional. A diferença deste atleta profissional daquele antes empregado de um time, ainda que com salários milionários, relegado a uma posição passiva, é que o novo atleta multiprofissionalizado é obrigado a gerir a si mesmo. Os atletas estão ficando mais velhos. A longevidade competitiva aumentou nas últimas décadas. Não há estudos sobre este fenômeno; no entanto, parece intuitivo atribuir parte dele aos avanços na medicina esportiva, agora mais focada na saúde e qualidade de vida do atleta do que nos objetivos imediatos da vitória competitiva. Cada vez mais, é possível, tecnologicamente, aproximar os dois desejáveis objetivos. Assim, não temos mais uma legião de crianças manipuláveis e submissas entrando em quadras, saltando sobre traves ou subindo em plataformas; temos adultos. Teoricamente, o adulto mentalmente apto não é tutelado. Só este item das características do “novo atleta” já é suficientemente conflitivo com a lógica do desempoderamento e manipulação do atleta, vigente no modelo de governança herdado do sistema olímpico, para gerar todo tipo de contradição. A maior longevidade competitiva pode ter alterado a estratificação social e cultural da população de atletas. Os jovens atletas advindos de segmentos econômica e culturalmente

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e 1990. As principais organizações internacionais (International Society of Sport Psychology, North American Society for the Psychology of Sport and Physical Activity) foram formadas entre o final dos anos 1960 e a década de 1970. A agenda da psicologia esportiva era explorar os aspectos emocionais e cognitivos em operação no ato esportivo. O sujeito das investigações científicas e a atuação da psicologia esportiva era o atleta desumanizado que a Guerra Fria apresentou a esta disciplina. Hoje o campo vive um período turbulento em que diversas tendências são discerníveis. Temos desde movimentos tecnicistas, de uma “área aplicada” com pacotes de protocolos estandardizados vendidos como soluções para times e indivíduos, propostas tradicionais, não muito diferentes do que foi a atuação durante os anos “de ouro” da Guerra Fria, até as tendências mais abrangentes que reconhecem a complexidade do indivíduo que se constitui como objeto da disciplina: o atleta. Mudando da terceira para a primeira pessoa, eu, a atleta, só me beneficio plenamente do terceiro tipo de abordagem. É bem provável que as duas anteriores permaneçam e floresçam. No entanto, sem a abordagem abrangente, em que o assenhoreamento de

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xix sua plenitude humana pelo atleta seja o foco da atuação do psicólogo esportivo, o “novo atleta” não é contemplado. Nem os milhões de indivíduos que se identificam com a prática esportiva e se comprometem com o exercício físico disciplinado fora dos parâmetros institucionais que o esporte organizado teve até agora. A minha experiência de consultório foi, ao mesmo tempo, identificar as variáveis atuando na minha performance, o que inclui desde o treino, a competição, o foco no dia a dia (e não apenas no evento competitivo ou no ato do treino), como monitorar meu sucesso em gerenciar uma vida humana de alguém cujos desejo, afetos e espiritualidade estão enraizados no fazer esportivo. Na arte de levantar peso; e, enquanto arte, expressão plena do meu ser e tradução subjetiva e emocional da minha percepção de mundo. Que proporção de “novos atletas” um psicólogo esportivo vai encontrar em sua prática? Não sei – não há como estimar. Mas em todo atleta contemporâneo, há uma parcela de “novo atleta”. Essa esfinge agora repete para vocês: “decifra-me ou te devoro”. Marília Coutinho

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1 Universo Psicossocial da Criança no Esporte, 1

10 Preparação Psicológica para Atletas de Alto Rendimento, 91

2 Psicologia do Esporte e Categorias de Base | Importância da Formação para os Treinadores de Futebol, 9

11 Fenômeno Psicossocial da Violência no Futebol, 97

3 Atletas Adolescentes de Esportes de Alto Rendimento e a Construção de seus Projetos de Vida, 19 4 Psicologia do Esporte e Interfaces de Compreensão, 31

12 Cartão Vermelho | Raiva, Violência e Agressão Intencional no Jogo de Futebol, 109 13 Esportes Coletivos | Emoções e Sentimentos dos Atletas na Competição, 117

5 Correlações entre Ansiedade e Concentração no Esporte, 53

14 Muito Além do Garrafão | Estudo de Caso Envolvendo a Psicologia do Esporte e o Basquete, 125

6 Avanços Científicos e Tecnológicos na Avaliação e no Treinamento da Atenção Espacial no Esporte, 61

15 Esporte e Comportamento no Futebol de Campo | Abordagem sobre a Inteligência Espiritual, 133

7 Caso Tatu | Treinamento com Terapia Cognitivo-comportamental e Biofeedback, 71

16 Efeitos Físicos e Psicológicos do Exercício em Pacientes com Câncer | Confluências entre Psico-oncologia e Psicologia do Esporte, 143

8 Aplicabilidade de Técnicas Cognitivocomportamentais no Trabalho Psicológico com Atletas de Alto Rendimento, 79

17 Burnout em Atletas de Alto Desempenho, 151

9 Intervenções no Tênis | Atuação do Psicólogo Esportivo, 85

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18 Artes Marciais e Esportes de Combate | Dicotomia Filosófica e os Riscos do Alto Rendimento Esportivo, 161

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Sumário

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19 Contribuições da Psicologia do Esporte na Preparação de Atletas de MMA de Alto Rendimento, 169 20 Característica da Resistência Psicológica de Atletas Maratonistas sob a Ótica do Discurso do Sujeito Coletivo, 177 21 Mulher, Esporte, Comportamento | Das Perspectivas Socioculturais e Psicológicas à Excelência Competitiva, 185 22 Psicologia do Esporte no Automobilismo, 203

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23 Importância da Comunicação entre Treinador e Atleta, 213 24 Você Está Pronto? Talento, Preparação e Prontidão Competitiva, 219 25 “Prepara Marília Coutinho, Brasil” | Relato de Caso com Base no Conceito de Prontidão Competitiva, 229 Posfácio Dogville e Lance Armstrong | O Perverso Reflexo do Momento Esportivo, 239 Índice Alfabético, 243

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Universo Psicossocial da Criança no Esporte João Ricardo Cozac, Daniel Donadio de Mello, Aline Barbosa, Larissa De Genaro Rodrigues, Thayse Rodrigues de Liz e Julio Cesar Bassan

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Introdução, 2 Metodologia, 2 Fundamentação teó­rica, 2 Apresentação e discussão dos resultados, 4 Referências bibliográficas, 7

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Capítulo 1

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Introdução

A pesquisa apresentada neste livro tem como objetivo investigar o que leva as crianças a ingressarem em uma escola destinada à prática esportiva. Conhecer os motivos e as in­f luên­cias existentes em suas escolhas, bem como os anseios produzidos diante da possibilidade de ser um atleta profissional. A iniciação esportiva é um processo de socialização dos in­di­ví­duos, e possui implicitamente determinados valores, conhecimento, condutas, rituais e atitudes próprios do grupo social no âmbito em que se rea­li­za a iniciação. Desta forma, a iniciação não é apenas o momento de início da prática de um esporte, mas a totalidade de uma ação que envolve o processo e o produto (Contreras, La Torre, Velazquez, 2001).

Levando em consideração os aspectos importantes para o bom desenvolvimento psicológico e físico da criança, buscamos referenciais teó­ricos que destacam a atividade física de maneira lúdica, a fim de promover um contato com o esporte e, consequentemente, desenvolver habilidades motoras ainda desconhecidas. As in­fluên­cias do meio externo podem produzir na criança um prazer enorme pela prática esportiva, levando-a à dedicação intensa para alcançar um aperfeiçoamento diá­rio. Entretanto, se as in­fluên­cias não estiverem de acordo com os desejos da criança, pode ocorrer frustração e até aversão ao esporte. As identificações feitas pelas crianças, seja com os pais, professores/técnicos ou até ídolos, são de suma importância para a permanência destas na prática esportiva. Em resumo, o acompanhamento físico e psicológico de uma criança que está iniciando suas atividades esportivas podem auxiliá­-la a identificar seus reais desejos e possibilitar que ela progrida nesta atividade de maneira autêntica e natural, fazendo com que o esporte agregue a sua vida características positivas e, não, frustrações.

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Metodologia

Para compreender o que leva a criança a iniciar uma atividade esportiva, utilizamos como ferramenta a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo. Na pesquisa de campo, aplica-se um questionário com dez perguntas qualitativas e quantitativas para firmar o estudo em um método indutivo, ou seja, por meio das respostas obtidas no questionário, visua­lizar as probabilidades do que ocorre com as crianças que iniciaram a prática esportiva. A pesquisa foi rea­li­zada com oitenta crianças com até doze anos de idade, sendo dividida em quatro modalidades: balé, basquete, futebol e tênis. Cada modalidade contou com respostas de vinte crianças. As instituições pesquisadas estão localizadas nos estados de Santa Catarina e São Paulo. CC

Fundamentação teó­rica

Muitos são os processos de desenvolvimentos pelos quais o ser humano passa, no entanto, atentaremos nessa parte do artigo no desenvolvimento psicológico e motor, a fim de compreender como o esporte pode favorecer ou prejudicar a criança que se encontra nessas fases. Segundo Fonseca (1997), o exercício físico contribui para o desenvolvimento físico e mental da criança, sendo uma ferramenta importante para a estruturação de seu ego. De acordo com o autor, o esporte com finalidade competitiva age diretamente no superego, ou seja, a criança passa a ter noções de valores morais e éticos, compreensão do que é ordem e disciplina. Achamos, portanto, que as práticas esportivas, seja de forma lúdica na infância, seja de forma competitiva na adolescência, são fatores para o desenvolvimento e para a saú­de mental (Fonseca, 1997).

Para Becker (2000), o esporte de maneira exagerada na infância pode produzir inúmeros fatores prejudiciais, como lesões e depressão decorrentes da carga de treinos excessivos, conse­quências negativas por causa da

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A mídia alimenta nosso imaginário, permite que as crianças possam sonhar e até mesmo se iludirem. A sociedade é consumidora do espetáculo. Quando se fala em esporte, fala-se em medalhas, vitórias, esforço intenso e principalmente dinheiro (Hatje, 2003).

15 10 5 0 Futebol

Tênis Masculino

Basquete

Balé

Feminino

Figura 1.1 Gráfico que ilustra o percentual de escolha das atividades esportivas relatadas de acordo com a classificação de gênero.

ao sexo feminino dentro desta modalidade sejam grandes, o que vemos ainda é a predominância do sexo masculi­no. O futebol é para os brasileiros, sem dúvida, mais do que um esporte: é uma paixão que faz parte da sua cultura. Esse esporte vem sendo praticado nas mais variadas formas, em todos os locais possíveis e imagináveis, por pessoas de todas as classes e, recentemente, por atletas do gênero feminino no nível internacional (Moraes, Rabelo, Salmela, 2004).

Em contrapartida, os resultados que mais chamaram a atenção foi no balé, em que a classificação de gênero foi igual, ou seja, mesma quantidade de meninos e meninas. Aqui, o ponto cultural também deve ser levado em consideração, pois a escola de dança em que a pesquisa foi realizada si­tua-se na maior cidade do estado de Santa Catarina, que recebe o título de cidade da dança, onde as crianças são estimuladas em todos os âmbitos, ou seja, na escola, pelos pais e pela mídia. As crianças que participaram da pesquisa encontram-se na faixa etária de onze e doze anos. Observamos, por intermédio da análise do questionário, que algumas crianças estão praticando mais cedo atividades esportivas; crianças de três anos de idade já treinam, no entanto, a maioria dos pesquisados iniciou suas práticas esportivas entre os sete e oito anos. Quanto ao interesse das crianças, pode-se perceber que a busca pela prática esportiva se dá em maior escala por interesse próprio, no entanto, há crianças que são incentivadas pelos pais, escola, amigos e mídia.

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Outra questão levantada no questionário é em relação aos ídolos que as crianças elegeram, apesar de o maior número de respostas fazerem referência a um ídolo vinculado ao esporte praticado pelo atleta mirim. O ídolo Neymar aparece em três das quatro modalidades pesquisadas, podendo este resultado ser compreendido por causa da questão cultural e de propagandas midiá­ticas. A exceção ocorreu no basquete, em que todos os pesquisados têm como ídolo atletas do próprio basquete. No balé, obtivemos uma resposta inusitada, quando uma criança declarou ter como sua maior referência na prática esportiva sua própria professora, o que pode ser visto como positivo, pois é possível perceber que nesta relação foi estabelecido um vínculo, que permite à criança ter satisfação na atividade praticada. Korsakas (2002) aponta que a prática esportiva quando oferecida às crianças deve ser permeada por ações da parte dos adultos sejam pais, dirigentes, técnicos, árbitros e todos os que interferem de alguma maneira na vida da criança. Essa identificação produz prazer e vontade de permanecer na atividade. Os resultados obtidos para basquete e futebol quanto ao motivo que os levou a iniciar a atividade aponta, na maioria dos casos, para interesse próprio, apresentando também uma pequena porcentagem influenciada pelos pais e outra pela mídia (Figura 1.2). No tênis, a in­f luên­cia dos pais é mais forte do que nas outras modalidades aqui apresentadas. Observamos como respostas um grande número de pais que praticam este esporte. Nesse momento, cabe mencionar o cuidado que deve ser tomado em relação ao incentivo que os pais dão aos seus filhos, estando sempre atentos ao fato de que seus desejos de rea­li­zação no

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Capítulo 1 | Universo Psicossocial da Criança no Esporte

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esportiva auxilia no desenvolvimento e no relacionamento de crianças e adolescentes. O que motivou a criança a iniciar a prática esportiva é altamente relevante para planejar estratégias que facilitem a permanência e continuidade da prática. Neste sentido, a família é o ponto crucial na vida da criança, uma vez que compete a ela a decisão sobre a entrada do filho no esporte e o auxílio no momento da decisão sobre a prática escolhida (Gabarra, Rubio, Angelo, 2009).

Observamos nos resultados obtidos um alto índice de crianças que apresentam o anseio de con­ti­nuar praticando o esporte e exercê-lo profissionalmente. Muitas crianças e jovens com grande potencial na prática esportiva dedicam tempo e esforços em função de resultados e conquistas e desistem de alcançá-los antes de chegar à fase adulta (Nascimento, 2005).

De acordo com Agresta e Oliveira (2011), crianças submetidas a altos níveis de estresse e que não acreditam em seu potencial de desempenho acabam interrompendo a prática na modalidade, podendo provocar frustração pelo investimento feito na atividade. A Psicologia do Esporte poderia auxiliar os treinadores a intermediar essas complexas relações entre os pais e seus filhos, ou melhor dizendo, entre os sentimentos de sucesso desejados pelos pais e os sentimentos de ludicidade tidos pelos filhos (Navarro & Almeida, 2008).

Diante dos resultados obtidos, sugere-se como intervenção o acompanhamento da equipe esportiva, a identificação dos interesses in­di­vi­duais, a orientação de técnicos e grupo de orientação de pais, para que a criança possa praticar o esporte sem deixar de passar corretamente por todas as etapas de seu desenvolvimento. O acompanhamento da equipe esportiva seria um trabalho rea­li­zado de forma conjunta por um profissional da Psicologia e um profissional da Educação Física, podendo este último ser o técnico. O acompanhamento da equipe deverá atuar de maneira multidisciplinar, a fim de permitir que o desenvolvimento da criança aconteça de maneira adequada nos âmbitos social, psicológico e motor.

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7 No que diz respeito à identificação dos interesses in­di­vi­duais, o trabalho deve ser desenvolvido por um profissional da ­área da Psicologia, considerando suas habilidades e conhecimentos em relação ao sujeito, que deverá perceber não somente o atleta, mas o meio em que este atleta está inserido, seus anseios e a influência das pessoas que o rodeiam. Nessa intervenção, pode-se constatar a hipótese levantada anteriormente, em que o meio externo exerce grande influência em suas escolhas. Outro ponto a ser trabalhado diz respeito à orientação aos técnicos, sendo de suma importância que a atividade seja rea­li­zada por um psicólogo, que será o responsável pela conexão entre o acompanhamento da equipe, os reais interesses da criança e os desejos dos técnicos em relação aos atletas. Para finalizar, outra intervenção cabível é o grupo de orientação de pais, que tem como finalidade a troca de experiências em relação à prática esportiva de seus filhos. O psicólogo é responsável por promover a discussão das atividades exercidas pela criança, assim como os limites em relação às etapas de seu desenvolvimento, sem deixar de pontuar os interesses identificados na criança. A partir dos resultados avaliados e com as propostas de intervenção relatadas acima, espera-se que o desenvolvimento motor, social e psíquico da criança inserida em uma atividade esportiva aconteça de forma saudável. CC

Referências bibliográficas

AGRESTA, M.; OLIVEIRA, R. C. Alerta para o desenvolvimento psicológico das crianças no Motocross. Disponível em http:// www.motox.com.br/publix/?id=5846. 2011. BECKER Jr., B. Manual de psicologia do esporte & exercício. Porto Alegre: Nova Prova, 2000, CONTRERAS, O. R.; LA TORRE, E.; DE VELÁZQUEZ, R. Iniciación deportiva. Madrid, Espanha: Ed. Síntesis, 2001. COZAC, J. R.. Psicologia esportiva infantil. Disponível em: http:// www.ceppe.com.br/index.php/psicologia-esportiva-infantil. html. 2008. ERIKSON, E. H. Infância e a Sociedade. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1987. FOLEY, V. D. Introdução à terapia familiar (J. O. A. Abreu, trad.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. FONSECA, E. B. O esporte como fator de desenvolvimento e de saú­de mental na criança e no adolescente. Rev. Bras. Méd. Esporte, vol. 3, n. 3, set 1997.

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Sumário

Capítulo 15 Esporte e Comportamento no Futebol de Campo | Abordagem sobre a Inteligência Espiritual, 133 Capítulo 16 Efeitos Físicos e Psicológicos do Exercício em Pacientes com Câncer | Confluências entre Psico-oncologia e Psicologia do Esporte, 143 Capítulo 17 Burnout em Atletas de Alto Desempenho, 151 Capítulo 18 Artes Marciais e Esportes de Combate | Dicotomia Filosófica e os Riscos do Alto Rendimento Esportivo, 161 Capítulo 19 Contribuições da Psicologia do Esporte na Preparação de Atletas de MMA de Alto Rendimento, 169 Capítulo 20 Característica da Resistência Psicológica de Atletas Maratonistas sob a Ótica do Discurso do Sujeito Coletivo, 177 C

M

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CM

MY

CY

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Capítulo 21 Mulher, Esporte, Comportamento | Das Perspectivas Socioculturais e Psicológicas à Excelência Competitiva, 185 Capítulo 22 Psicologia do Esporte no Automobilismo, 203 Capítulo 23 Importância da Comunicação entre Treinador e Atleta, 213 Capítulo 24 Você está Pronto? Talento, Preparação e Prontidão Competitiva, 219 Capítulo 25 “Prepara Marília Coutinho, Brasil” | Relato de Caso com Base no Conceito de Prontidão Competitiva, 229 Posfácio Dogville e Lance Armstrong | O Perverso Reflexo do Momento Esportivo, 239 Índice Alfabético, 243

Escrita por um time de craques, capitaneado pelo psicólogo do esporte João Ricardo Cozac, esta obra é uma ferramenta essencial para ampliar o conceito de atleta e suas diversas nuances socioculturais. Entre os  temas apresentados estão as correlações entre ansiedade e concentração no esporte, a dinâmica teórica e prática da motivação no esporte, o fenômeno psicossocial da violência no futebol, a utilização do biofeedback e neurofeedback no esporte, assim como diversas abordagens psicológicas sobre esportes coletivos e as emoções dos atletas em competições. A ciência busca seu espaço e reconhecimento na preparação esportiva, visto que a impessoalidade nas relações, permeadas por interesses paralelos, afasta a essência do atleta do objeto de trabalho e identificação. Somada a outros segmentos da psicologia − psicologia social, do desenvolvimento, clínica, experimental, organizacional, da personalidade e educacional −, a Psicologia do Esporte contribui para a ampliação do conhecimento dos fenômenos psicológicos que englobam a atividade esportiva. Psicologia do Esporte | Atleta e Ser Humano em Ação é, portanto, um livro indispensável para alunos e profissionais de psicologia, educação física e medicina, bem como preparadores físicos, técnicos, atletas e todos os que acreditam que, ao lado dos aspectos físico, tático e técnico, a dinâmica mental é um pilar que sustenta o desempenho do atleta, tanto na prática esportiva quanto em diversas áreas da vida.  

Capítulo 1 Universo Psicossocial da Criança e do Esporte, 1 Capítulo 2 Psicologia do Esporte e Categorias de Base | Importância da Formação para os Treinadores de Futebol, 9 Capítulo 3 Atletas Adolescentes de Esportes de Alto Rendimento e a Construção de seus Projetos de Vida, 19 Capítulo 4 Psicologia do Esporte e Interfaces de Compreensão, 31 Capítulo 5 Correlações entre Ansiedade e Concentração no Esporte, 53 Capítulo 6 Avanços Científicos e Tecnológicos na Avaliação e no Treinamento da Atenção Espacial no Esporte, 61 Capítulo 7 Caso Tatu | Treinamento com Terapia Cognitivo-comportamental e Biofeedback, 71 Capítulo 8 Aplicabilidade de Técnicas Cognitivo-comportamentais no Trabalho Psicológico com Atletas de Alto Rendimento, 79 Capítulo 9 Intervenções no Tênis | Atuação do Psicólogo Esportivo, 85 Capítulo 10 Preparação Psicológica para Atletas de Alto Rendimento, 91 Capítulo 11 Fenômeno Psicossocial da Violência no Futebol, 97 Capítulo 12 Cartão Vermelho | Raiva, Violência e Agressão Intencional no Jogo de Futebol, 109 Capítulo 13 Esportes Coletivos | Emoções e Sentimentos dos Atletas na Competição, 117 Capítulo 14 Muito Além do Garrafão | Estudo de Caso Envolvendo a Psicologia do Esporte e o Basquete, 125

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