Issuu on Google+

Capa Cuidados Intensivos.qxd

31/3/05

12:35

Page 1

Cuidados Intensivos é uma obra prática e objetiva que reflete os 15 anos de experiência da autora em terapia intensiva, um texto que reúne o que há de mais importante no cotidiano de quem se dedica a essa área fundamental da enfermagem.

A preocupação com o dinamismo resultará em que novos assuntos serão agregados com rapidez à Série Práxis, de modo que esta será sempre a coleção de livros de enfermagem mais atualizada e mais completa. A Série Práxis não é estática: você terá sempre à sua disposição novos livros — e livros atuais.

Cuidados Intensivos é um verdadeiro manual de campo, uma obra inovadora e atualizada, compacta e abrangente — um livro que não esconde segredos e que não pode faltar na biblioteca de nenhuma enfermeira.

As obras que fazem parte da Série Práxis proporcionam consulta rápida e precisa: vão direto ao ponto, pois contêm somente informações de que os estudantes e profissionais necessitam para obterem os conhecimentos que lhes possibilitem prestar aos seus clientes uma assistência segura e eficaz.

www.editoralab.com.br

Cuidados Intensivos

A Série Práxis destina-se a atender a uma necessidade de estudantes e profissionais de enfermagem: literatura técnica de caráter prático e objetivo, porém dinâmica e atualizada.

Nancy H. Diepenbrock

A melhor, mais prática e mais atualizada coleção de livros para enfermagem!

Soluções rápidas para todas as situações de cuidados intensivos

As principais características do livro são: • Estilo claro e direto. O texto descreve como, quando, onde e por que se aplicam os procedimentos de enfermagem essenciais e mais costumeiros na prática da terapia intensiva. • Fácil acesso às informações. As informações estão classificadas por sistema corporal e, dentro de cada sistema, dispostas em ordem alfabética. • Figuras e tabelas. As muitas ilustrações e tabelas complementam e resumem as informações prestadas no texto, tornando-o ainda mais prático e mais objetivo. • Atualidade. O texto é atual, trazendo o que há de mais moderno em terapia intensiva.

Nancy H. Diepenbrock

www.editoralab.com.br

www.editoralab.com.br

www.editoralab.com.br


Cuidados Intensivos

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


A Série Práxis destina-se a atender a uma necessidade de estudantes e profissionais de enfermagem: literatura técnica de caráter prático e objetivo, porém dinâmica e atualizada. A preocupação com o dinamismo resultará em que novos assuntos serão agregados com rapidez à Série Práxis, de modo que esta será sempre a coleção de livros de enfermagem mais atualizada e mais completa. A Série Práxis não é estática: você terá sempre à sua disposição novos livros — e livros atuais. As obras que fazem parte da Série Práxis proporcionam consulta rápida e precisa: vão direto ao ponto, pois contêm somente informações de que os estudantes e profissionais necessitam para obterem os conhecimentos que lhes possibilitem prestar aos seus clientes uma assistência segura e eficaz. Visite o site da Editora LAB e cadastre-se para receber avisos sobre os lançamentos dos livros da Série Práxis: www.editoralab.com.br

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Cuidados Intensivos

Nancy H. Diepenbrock, RN, CCRN Staff Nurse Wausau Heart Institute, Wausau, Wisconsin Saint Mary’s Hospital, Rhinelander, Wisconsin.

Revisão Técnica Denise de Assis Corrêa Sória Mestre em Enfermagem — UNIRIO. Doutoranda em Enfermagem — UFRJ. Chefe do Departamento de Enfermagem Médico-cirúrgica — Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, UNIRIO.

Segunda Edição

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


 As autoras deste livro e a EDITORA GUANABARA KOOGAN S.A. empenharam seus melhores esforços para assegurar que as dosagens dos fármacos e os procedimentos apresentados no texto estejam em acordo com os padrões aceitos à época da publicação. Entretanto, tendo em conta a evolução das ciências da saúde, as mudanças regulamentares governamentais e o constante fluxo de novas informações sobre terapêutica medicamentosa e reações adversas a fármacos, aconselhamos enfaticamente que os leitores consultem sempre outras fontes fidedignas, de modo a se certificarem de que as informações contidas neste livro estão corretas e de que não houve alterações nas dosagens recomendadas. Isso é particularmente importante quando se tratar de fármacos novos ou de medicamentos usados com pouca freqüência.  As autoras e a editora se empenharam para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores caso, inadvertida e involuntariamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.  Dada a natureza histórica da profissão, adotamos no texto a designação enfermeira, no feminino.

Traduzido de Quick Reference to Critical Care, second edition Copyright © 2004 by Lippincott, Williams & Wilkins Copyright © 1999 by Lippincott, Williams & Wilkins All rights reserved. 530 Walnut Street, Philadelphia, PA, 19106 USA Direitos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 2005 by EDITORA GUANABARA KOOGAN S.A. Travessa do Ouvidor, 11 Rio de Janeiro — RJ — CEP 20040-040 Tel.: (21) 3970-9480 / Fax: (21) 2221-3202 Publicado pela Editora LAB, sociedade por cotas de participação e de parceria operacional da EDITORA GUANABARA KOOGAN S.A. www.editoralab.com.br atendimento@editoralab.com.br Reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição pela Internet ou outros), sem permissão, por escrito, da EDITORA GUANABARA KOOGAN S.A. Capa: Bernard Projeto gráfico: Editora LAB Editoração eletrônica: Anthares  Ficha catalográfica D562c Diepenbrock, Nancy H. Cuidados intensivos / Nancy H. Diepenbrock ; revisão técnica Denise de Assis Corrêa Sória. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2005 il. : Tradução de: Quick reference to critical care, 2nd ed Inclui bibliografia ISBN 85-277-1020-X 1. Cuidados intensivos - Manuais, guias, etc. I. Título. 05-0900

CDD 616.028 CDU 616-083.98

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Colaboradoras

Deborah Becker MSN, CRNP, CS, CCRN Associate Director, Adult Acute Care Nurse Practitioner Program University of Pennsylvania School of Nursing Phuladelphia, Pennsylvania Betty Nash Blevins RN, MSN, CCRN Associate Professor of Nursing Bluefield State College Bluefield, West Virginia Marla J. DeJong RN, MS, CCNS, CCRN, CEN, Major Nurse Manager, Cardiology Services Keesler Medical Center Keesler Air Force Base, Mississippi Marge Lantz RN Assistant Director, Intensive Care Unit Hinsdale Hospital Hinsdale, Illinois Leanna R. Miller RN, MN, CCRN, CEN, NP Education Specialist — Burn/Flight/Trauma Vanderbilt University Medical Center Nashville, Tennessee

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Prefácio

Quatro anos decorreram desde a primeira edição deste Cuidados Intensivos e, apesar de toda a expectativa otimista, jamais esperei que este livro fosse tão bem recebido e tão amplamente utilizado. A obra mereceu versões para o italiano e para o japonês — e, agora, para o português —, e sinto orgulho por poder compartilhar estas páginas com enfermeiras de quase metade do mundo, contribuindo com a assistência que elas prestam. Tal situação constitui para mim uma inspiração e reforça meu entusiasmo de tornar esta segunda edição ainda mais expressiva, mais abrangente e mais fácil de consultar. Nenhuma enfermeira consegue memorizar todas as informações necessárias à prestação de cuidados de alta qualidade, especialmente nos dias de hoje, em que estas profissionais atuam como verdadeiras engenheiras biomédicas e também como enfermeiras clínicas. Sendo assim, o propósito deste livro ainda é o mesmo da primeira edição: propostas de soluções rápidas para as situações clínicas, tendo como princípio a simplicidade. O conteúdo do livro foi distribuído em capítulos referentes a cada sistema corporal, e os assuntos abordados em cada um desses capítulos foram dispostos em ordem alfabética. Por solicitação de muitas enfermeiras, na segunda edição foram acrescentados vários tópicos e outros foram atualizados e ampliados. Fizemos referenciamento cruzado no índice alfabético, para evitar frustração do leitor, ou incapacidade de localizar informações devida a alguma discrepância de terminologia ou sistemática de apresentação.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Como este livro é um guia de consulta rápida, os termos mais comuns e recorrentes geralmente estão abreviados. Embora essas abreviaturas tenham sido sempre precedidas pela expressão completa, por extenso, caso considere necessário o leitor poderá encontrar no Capítulo 11 uma lista de abreviaturas e seus significados. Os Capítulos 1 a 7 referem-se aos sistemas específicos do corpo: 1. Sistema Neurológico 2. Sistema Cardiovascular 3. Sistema Respiratório 4. Sistemas Gastrintestinal e Urinário 5. Sistema Renal 6. Sistema Endócrino 7. Sistemas Hematológico e Imunológico Os Capítulos 8 a 11 abordam tópicos gerais da terapia intensiva: 8. Fármacos, Doses e Tabelas 9. Conversões, Cálculos e Compatibilidade 10. Exames Laboratoriais 11. Diversos Nancy H. Diepenbrock, RN, CCRN

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Sumário

1. Sistema Neurológico, 1 2. Sistema Cardiovascular, 73 3. Sistema Respiratório, 159 4. Sistemas Gastrintestinal e Urinário, 213 5. Sistema Renal, 243 6. Sistema Endócrino, 267 7. Sistemas Hematológico e Imunológico, 283 8. Fármacos, Doses e Tabelas, 307 9. Conversões, Cálculos e Compatibilidade, 361 10. Exames Laboratoriais, 371 11. Diversos, 383 Índice Alfabético, 411

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


7

Sistemas Hematológico e Imunológico AIDS, 285 Anemia, 287 Choque anafilático, 287 Coagulação, 288 Coagulação (cascata de), 289 Coagulação (fatores da), 290 Coagulação intravascular disseminada , 290 Coagulopatia de consumo , 292 Ehlers-Danlos (síndrome de), 292 Hodgkin (doença de), 293 Leucemia, 293 Linfossarcoma, 295 Líquidos corporais (compartimentos dos) , 295 Mieloma múltiplo, 295 Sangue (componentes do) , 296 Terceiro espaço (formação do), 297 Transfusões, 297

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

285

 AIDS A AIDS é uma doença infecciosa causada pelo vírus da imunodeficiência humana dos tipos 1 e 2 (HIV 1/ HIV 2) e caracterizase por uma deficiência adquirida do sistema imunológico do corpo. O sistema imunológico produz continuamente células e anticorpos que atacam e destroem os microrganismos que, de outra maneira, tornariam o indivíduo doente. O vírus da AIDS reduz a zero a contagem de alguns tipos de linfócitos T e deprime o sistema imunológico, desse modo anulando qualquer resistência natural e deixando o cliente suscetível aos vários tipos de vírus, bactérias, leveduras, fungos e parasitos. O vírus da imunodeficiência humana é transportado e transmitido pelo sangue. O complexo relacionado com a AIDS (CRA) é uma fase da infecção pelo HIV descrita clinicamente mas que não é mais comumente diagnosticada na prática atual. Em geral, os clientes que têm CRA apresentam fadiga, emagrecimento e sudorese noturna, além de infecções fúngicas superficiais na boca (monilíase oral) e nos dedos das mãos e dos pés. Entretanto, esses clientes não costumam desenvolver as infecções oportunistas e neoplasias que caracterizam a AIDS. Raramente os clientes infectados pelo HIV morrem no estágio do CRA. A pneumonia é a causa principal de mortalidade, geralmente causada pelo protozoário Pneumocystis carinii ou por citomegalovírus (CMV). A neoplasia que mais acomete o cliente portador da imunodeficiência é o sarcoma de Kaposi, que se espalha rapidamente e geralmente é fatal. Nos estágios iniciais, essa neoplasia pode limitar-se à pele (lesões vermelho-acastanhadas), mas rapidamente se espalha para os órgãos internos. Outro câncer que às vezes se desenvolve é o linfoma, uma neoplasia do sistema linfático que pode levar o cliente ao óbito. Os testes de triagem para AIDS são (1) ensaio imunossorvente ligado à enzima (ELISA) e (2) teste de Western blot. Ambos detectam anticorpos produzidos pelo sistema imunológico depois da infecção pelo vírus e, portanto, têm pouca precisão até que se complete um período de 4 a 12 semanas de infecção do indivíduo. SINTOMATOLOGIA COMUM DA SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA • • • •

Linfocitopenia, trombocitopenia Relação T4:T8 baixa Demência cerebral (30 a 40%) Emagrecimento inexplicável

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

287

car — pelo menos em tese. Por esta razão, o uso simultâneo de vários agentes antivirais aumenta as oportunidades de se combater o vírus. Estudos preliminares indicaram que a utilização de um IP com um dos fármacos mais antigos para se tratar a AIDS produz uma redução drástica nos níveis de HIV no sangue e aumenta a contagem de leucócitos capazes de combater a infecção. Entretanto, pesquisadores mostraram que, por razões ainda desconhecidas, alguns indivíduos desenvolvem resistência aos IP, além de terem sido observados outros efeitos colaterais. Alguns médicos expressam otimismo cauteloso quanto à eficácia desses fármacos. Os IP mais comuns são: • • • • • • •

Saquinavir, gel mole Saquinavir, gel duro Ritonavir Indinavir Nelfinavir Amprenavir Lopinavir + ritonavir

Anemia Hemolítica: destruição excessiva dos eritrócitos Ferropriva: deficiência nutricional (↓ VCM, ↓ HCM, ↓ CHCM) Aplásica: falência da medula óssea (↓ eritrócitos)

Choque anafilático Na maioria dos casos, o choque anafilático é desencadeado por uma reação de hipersensibilidade a um antígeno (p. ex., iodo, penicilina). Os linfócitos B secretam anticorpos IgE específicos em resposta a uma substância provocadora, resultando na estimulação da secreção de mediadores (p. ex., histamina). Por sua vez, a histamina causa reações sistêmicas: sibilação, edema laríngeo com broncospasmo, vasodilatação, urticária (erupções maculares na cabeça e nos braços, antes de se espalharem em padrão simétrico) e, por fim, choque. A vasodilatação aumenta a permeabilidade capilar e causa perdas de líquidos, resultando em hipovolemia, hipotensão e baixo débito cardíaco. Epinefrina é o fármaco utilizado no tratamento (pois reverte o broncospasmo e a hipotensão) e deve ser associada a difenidramina (diminui a ação da histamina). A albumina é administrada para atrair os líquidos de volta para o espaço intravascular, e agentes vasopressores (p.ex., dobutamina) são acrescentados ao tratamento se for necessário.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

289

Coagulação (cascata de) Via intrínseca (dentro do vaso) — contato com o colágeno do endotélio lesionado do vaso sanguíneo

Via extrínseca (fora do vaso) — lesão dos tecidos

Formação do complexo enzimático do ativador intrínseco Fator de Hageman (XIIa) Pré-calicreína Cininogênio de alto peso molecular

XI

Liberação do fator tissular e fosfolipídios dos tecidos

XIa Formação do complexo enzimático Ca++

IX

Fator tissular Fator VII Fosfolipídios

XIa

Ca++

Complexo de ativação do fator X IXa, VIII, fosfolipídios

X

Ca++

Xa

X

Complexo ativador da protrombina Xa, V, fosfolipídios

Protrombina

Fibrinogênio

 Seqüência da coagulação sanguínea. a, enzima ativada; Ca++, cálcio necessário em várias reações. A via comum final começa com a ativação do fator X.

Fator XIII de estabilização da fibrina

Ca++

Ca++

XIIIa

Trombina

Fibrina (instável)

Ca++

Fibrina (estável), formação de ligações cruzadas

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Cuidados Intensivos

290 Coagulação (fatores da) Fatores da coagulação

Número oficial I II III IV V

VII VIII

IX X XI

Sinônimo Fibrinogênio Protrombina Tromboplastina tissular Cálcio Fator lábil

Fator estável Fator anti-hemofílico

XII

Fator de Christmas Fator de Stuart-Prower Tromboplastina tissular (precursora) Fator de Hageman

XIII

Fator estabilizador da fibrina

Versão atual I II III IV V VI VI VII VIII VIII VIII IX X XI XII XII XII XII

(fibrinogênio) (protrombina) (fator tissular) (cálcio) (fator lábil) PF3 (atividades coagulantes plaquetárias) PF4 (fator estável) FAH (fator anti-hemofílico) FVW (fator de von Willebrand) RAg (antígeno-relacionado) (fator de Christmas) (fator de Stuart-Prower) (tromboplastina tissular precursora) FH (fator de Hageman) PK (pré-calicreína, Fletcher) CALM (cininogênio de alto peso molecular) (fator estabilizador da fibrina)

Os numerais em romano e os sinônimos que designam cada fator reconhecido pelo International Committee on Blood Clotting Factors estão localizados nas colunas da esquerda. Observe a ausência do fator VI. A versão apresentada na coluna da direita incorpora os fatores da coagulação reconhecidos recentemente, mas não é aceita oficialmente. (Green, D.: General considerations of coagulation proteins. Ann Clin Lab Sci 8[2]: 95-105. Copyright 1987 do Institute for Clinical Science, Inc. Reproduzido com autorização.)

Coagulação intravascular disseminada (Ver também Coagulopatia de consumo, p. 292) Coagulação intravascular disseminada (CID) é um estado de hipercoagulação generalizada no interior das arteríolas e dos capilares de todo o corpo. Esse distúrbio caracteriza-se por duas manifestações opostas: 1. Deposição difusa de fibrina com coagulação generalizada resultante; 2. Hemorragias dos rins, do cérebro, das supra-renais, do coração e de outros órgãos. A causa é desconhecida, mas possivelmente está relacionada com substâncias tromboplásticas que entram no sangue (p. ex., câncer metastático, complicações obstétricas, choque, sepse, lesões tissulares por queimaduras ou traumatismo, picadas de serpentes).

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

291

FISIOPATOLOGIA Liberação de substâncias tromboplásticas ↓ Deposição de fibrina na microcirculação ↓ Microtrombos no cérebro, nos rins e no coração ↓ Microinfartos e necrose tissular ↓ Destruição (hemólise) das hemácias retidas nas faixas de fibrina ↓ Consumo de plaquetas, protrombina e outros fatores da coagulação no processo ↓ Sangramento ↓ Ativação do mecanismo fibrinolítico pela coagulação descontrolada ↓ Formação dos produtos de decomposição da fibrina ↓ Inibição da função da coagulação pelos produtos da decomposição da fibrina ↓ Sangramento adicional NORMAL Shunt arteriovenoso aberto Vênula

Arteríola Capilar

A perfusão capilar mostra-se normal e o fluxo sanguíneo é rápido

Espasmo arteriolar com redução do fluxo sanguíneo pelo shunt

CID

Arteríola

Vênula

 Relação entre arteríolas,

capilares e vênulas na circulação normal, em comparação com a coagulação intravascular disseminada (CID). A figura ilustra o efeito do shunting arteriovenoso associado a CID.

Capilar A perfusão capilar está reduzida, o fluxo sanguíneo é lento, ocorre trombose intracapilar com estagnação do sangue e acidose. As células nutridas pelos capilares morrem devido à isquemia causada pela trombose do sangue.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Cuidados Intensivos

292 DIAGNÓSTICO

• Prolongamento do tempo de protrombina (TP) e do tempo de tromboplastina parcial (TTP); tempo de sangramento anormal • Plaquetopenia • Aumento dos produtos de decomposição da fibrina • Redução do fibrinogênio (quantidades menores na circulação, porque esse fator é consumido no próprio coágulo) • Aumento do dímero D (quanto maior for o coágulo, maior o nível sérico) • Petéquias, equimoses na pele, nas mucosas e nos pulmões (microhemorragias) TRATAMENTO O tratamento tem como objetivo corrigir a causa subjacente. O tratamento com heparina é usado para interromper o ciclo da coagulação e preservar os fatores da coagulação. O uso de hemocomponentes para repor as perdas ainda gera controvérsia entre os especialistas.

Coagulopatia de consumo (Ver também Coagulação intravascular disseminada, p. 290) Essa expressão descreve um grupo de distúrbios que se caracterizam pela ativação anormalmente regulada das reações “prócoagulantes”, resultando na redução dos níveis dos componentes hemostáticos. O distúrbio mais comum desse grupo é a coagulação intravascular disseminada (CID). Os tipos de coagulopatia de consumo são: • Tipo I CID com fibrinólise secundária — CID aguda • Tipo II CID (trombina circulante) — CID crônica/compensada • Tipo III Fibrinólise primária (plasmina circulante)

Ehlers-Danlos (síndrome de) Os clientes que têm a síndrome de Ehlers-Danlos (SED) apresentam uma anormalidade nos tecidos conjuntivos que sustentam muitos componentes do corpo, tais como pele, músculos, ligamentos e órgãos. Essa doença é um distúrbio hereditário, que se caracteriza por fragilidade dos tecidos, flexibilidade exagerada da pele e hipermobilidade articular causada pelo colágeno anormal. Existem seis tipos principais de SED, cada qual constituindo um distúrbio diferente que “incide” em determinada família. Cada tipo é diferente e o cliente portador de um tipo não apresenta outro. As feri-

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

293

das cutâneas que não fecham, comuns em vários tipos de SED, devem ser abordadas com cuidado porque a reparação apropriada dessas feridas é necessária para se evitar desfiguração. Os procedimentos cirúrgicos são perigosos, porque os tecidos fragilizados podem romper-se facilmente. Pela mesma razão, as suturas podem causar problemas. Em geral, a intervenção médica limita-se a tratar a sintomatologia. O prognóstico depende do tipo específico de SED. A sobrevida pode ser reduzida, dependendo do tipo de acomentimento vascular da SED, tendo em vista a possibilidade de ruptura de vasos ou de órgãos internos. A expectativa de vida pode ser normal em outros tipos da síndrome.

 Hodgkin (doença de) Doença de Hodgkin é um distúrbio neoplásico progressivo, de etiologia desconhecida, que se caracteriza por crescimento desordenado dos linfonodos, do baço e do fígado. As células que proliferam são histiócitos anormais, conhecidas como células de ReedSternberg.

Cura em 95% dos casos com radioterapia Alívio da sintomatologia com quimioterapia e radioterapia paliativas

0

Nenhuma doença detectável antes de biopsia excisional

I

Linfonodo anormal único

II

Dois ou mais linfonodos anormais pequenos, restritos a um lado do diafragma

III

Doença localizada nos dois lados do diafragma, mas restrita aos linfonodos e ao baço

IV

Acometimento de ossos, medula óssea, parênquima pulmonar, pleura, fígado, pele, trato gastrintestinal, SNC, rins ou outros órgãos além do baço e dos linfonodos

 Estadiamento.

 Leucemia Leucemia é um grupo de neoplasias malignas causadas pela proliferação anormal dos leucócitos, que resultam em células imaturas amorfas conhecidas como blastos. Os blastos se proliferam na medula óssea e espalham-se para a corrente sanguínea e o sistema linfático. O cliente apresenta contagem alta de glóbulos brancos (leucocitose) com desvio para a esquerda. Existem quatro tipos de leucemia: 1. Leucemia linfocítica crônica (LLC) (90% das leucemias) • Acumulação gradativa de linfócitos anormais

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

295

 Linfossarcoma Linfossarcoma é um distúrbio maligno de etiologia desconhecida, que acomete principalmente os tecidos linfáticos. O sinal mais precoce é crescimento indolor dos linfonodos. Por fim, o linfossarcoma infiltra a medula óssea. A sorbevida é reduzida e o tratamento é paliativo com radioterapia e quimioterapia.

Líquidos corporais (compartimentos dos) (Ver também Sangue, composição do, p. 296) Os líquidos corporais representam cerca de 70% do peso corporal total e são divididos da seguinte maneira:

Água intracelular

Água extracelular (plasma)

Água extracelular (intersticial)  Distribuição dos líquidos corporais. O espaço extracelular inclui o compartimento vascular e os espaços intersticiais.

Mieloma múltiplo Mieloma múltiplo é uma neoplasia dos plasmócitos, que leva o cliente rapidamente ao óbito quando não-tratado. O cliente apresenta dor lombar e dores ósseas; hiperglobulinemia; e anemia, leucopenia e trombocitopenia. A urina contém proteína de Bence Jones. O tratamento é paliativo com quimioterapia e radioterapia.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Cuidados Intensivos

296 Sangue (componentes do)

(Ver também Líquidos corporais, compartimentos dos, p. 295) Sangue total (volume)

Elementos figurados, 45%

Elementos figurados (número por milímetro cúbico)

Leucócitos (diferencial) Neutrófilos, 57 a 67%

Leucócitos, 5.000 a 10.000 — defesa do organismo contra infecções

Eosinófilos, 1 a 3% Basófilos, 0 a 0,75%

Sangue, 8% Eritrócitos (hemácias): 4,2 a 6,2 milhões — transportam O2

Outros fluidos e tecidos, 92%

Plasma, 55%

Linfócitos, 25 a 33% Monócitos, 3 a 7%

Plaquetas, 140.000 a 340.000 (trombócitos) — atuam na coagulação

Proteínas (eletroforese)

Proteínas plasmáticas

Albumina, 54%

Proteínas séricas

Peso do plasma Proteínas, 7% Globulinas (eletroforese) Globulinas, 38%

Alfa, 14%

Água, 91,5%

 Composição do sangue.

Sais inorgânicos, lipídios, enzimas, hormônios, vitaminas, carboidratos, 1,5%

Fibrinogênio, 7%

Beta, 13%

Protrombina, < 1%

Gama, 11%

A quantidade efetiva de sangue de uma pessoa varia com o peso e a estatura, mas um indivíduo adulto do sexo masculino tem cerca de 6 l e uma mulher adulta tem cerca de 4,5 l. Cerca de 8% do peso corporal são constituídos pelo sangue.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

297

Terceiro espaço (formação do) A expressão formação do terceiro espaço refere-se à acumulação de líquidos (além dos líquidos extracelulares e intracelulares) que deveriam estar no sistema vascular mas que se acumulam em um espaço potencial (ou “terceiro espaço”), no qual não se supõe que possam estar. Esse líquido não está disponível para sustentar a circulação, embora permaneça dentro do corpo. Esse fenômeno é comumente observado em clientes que têm ascite, queimaduras, sangramentos profusos para uma articulação ou cavidade do corpo, ou no período pós-operatório depois da administração de grandes volumes de líquidos. Um indício precoce da formação do terceiro espaço é a redução do débito urinário, apesar da reposição adequada de líquidos. O débito urinário diminui porque os líquidos são desviados para fora do espaço intravascular. Em seguida, os rins recebem menos irrigação sanguínea e tentam compensar isso reduzindo o débito urinário. Outros sinais são aceleração da freqüência cardíaca, diminuição da pressão arterial, redução da pressão venosa central, edema, ganho ponderal e desequilíbrio hidreletrolítico. Em geral, administram-se a albumina ou colóides (moléculas protéicas grandes) para ajudar a manter o líquido no espaço intravascular.

 Transfusões PONTOS IMPORTANTES • Use apenas soro fisiológico (a 0,9%) nas infusões. A solução de lactato de Ringer causa aglutinação, enquanto que o soro glicosado provoca hemólise. • A temperatura do aquecedor de sangue nunca deve passar de 39,5ºC, para evitar hemólise. • Depois da transfusão de várias unidades de sangue, deve-se administrar Ca++, conforme prescrição, para evitar hipocalcemia. (Não associe o Ca++ com soro fisiológico.) • As reações transfusionais variam de respostas febris autolimitadas a hemólise intravascular potencialmente fatal. As reações transfusionais não-hemolíticas são mais comuns e ocorrem em 3 a 4% das transfusões. Essas reações são devidas a anticorpos do receptor que se formam contra as células do doador. Essas reações raramente evoluem para hipotensão ou angústia respiratória e comumente se evidenciam por febre, calafrios, cefaléia e mal-estar generalizado.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

299

• O risco de hepatite C transmitida por transfusão é de 1 em 3.000 a 4.000 unidades transfundidas. Essa reação transfusional é uma causa comprovada de hepatite crônica, que se desenvolve em 50% dos receptores infectados. • O risco de infecção pelo HIV transmitida por transfusão é de 1 em 150.000 unidades transfundidas. Resumo da compatibilidade % da sanguínea

Tipos sanguíneos aceitáveis do doador Hemácias PFC (plasma fresco Plaquetas congelado)

Tipo do cliente

Sangue total

44

O

O

O

43

A

A

A ou O

Qualquer tipo ABO A ou AB

9

B

B

B ou O

B ou AB

4

AB

AB

AB

85 15

Rh+ Rh–

Rh+ ou Rh– Rh–

Qualquer tipo ABO Rh+ ou Rh– Rh–

População

Rh+ ou Rh– Rh+ ou Rh–

Crioprecipitado

Qualquer tipo Qualquer tipo ABO ABO De preferência, A ou AB A ou AB De preferência, B ou AB B ou AB De preferência, AB AB Rh+ ou Rh– Rh+ ou Rh– De preferência, Rh+ ou Rh– Rh–

ALBUMINA A albumina é usada como expansor do volume plasmático circulante no tratamento de choque hipovolêmico, hemorragia, traumatismo, hemodiluição aguda ou vasodilatação aguda. Esse componente reduz a perda para o “terceiro espaço”, incluindo-se a que ocorre na peritonite aguda, na mediastinite, em queimaduras e nas cirurgias de grande porte. A albumina é usada para reduzir o edema cerebral causado nos casos de neurocirurgia ou anoxia. Além disso, é administrada no tratamento de hipoproteinemia, cirrose hepática e nefrose. Volume • 5% (isotônica e isosmótica: 95% de soro fisiológico + 5% de albumina), frascos de 250 ou 500 ml • 25% (pouco sódio; 75% de soro fisiológico + 25% de albumina), fracos de 50 ml (12,5 g) ou 100 ml (25 g) Taxa de infusão • 5%: 1 a 10 ml/min; 25 a 60 min para os fracos de 250 ml (podem ser administrados a uma velocidade maior nos clientes em choque)

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Cuidados Intensivos

300

• 25%: não mais do que 4 ml/min; 12 a 25 min de infusão para os frascos de 50 ml Considerações especiais Os frascos de albumina não contêm anticorpos do grupo sanguíneo ABO; por esta razão, a compatibilidade não deve ser considerada. CRIOPRECIPITADO O crioprecipitado é usado para corrigir deficiências dos fatores VIII e XIII e de fibrinogênio. Em alguns casos, esse componente é administrado para controlar sangramento em clientes que têm uremia e CID (coagulação intravascular disseminada). Volume Em geral, é administrado em concentrados de 10 a 20 unidades Taxa de infusão 1 a 2 ml/min (10 ml do componente diluído por minuto) Considerações especiais O crioprecipitado contém volume pequeno de plasma e nenhuma hemácia. A compatibilidade plasmática é recomendada, mas não obrigatória. DEXTRANO 40 Dextrano 40 é uma solução colóide hipertônica, que produz expansão imediata e de curta duração no volume plasmático (em geral, uma a duas vezes o volume de dextrano 40 infundido) por atrair os líquidos do espaço intersticial para dentro dos vasos. Esse composto é usado no tratamento de choque causado por hemorragia, queimaduras, cirurgia ou traumatismo. Volume • 10% de dextrano 40 em soro glicosado a 5% ou em soro fisiológico Taxa de infusão • No choque, a dose recomendada durante as primeiras 24 h não deve exceder a 20 ml/kg. • Administre os primeiros 500 ml em 15 a 30 min; administre as doses subseqüentes mais lentamente. • As doses subseqüentes administradas no máximo por mais 4 dias não devem exceder a 10 ml/kg.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Cuidados Intensivos

302

uma deficiência comprovada. Não é usado como expansor de volume, suplemento nutricional ou medida profilática em transfusões sanguíneas maciças. Volume 200 a 250 ml (em geral, o volume está escrito na bolsa) Taxa de infusão 200 ml/h ou mais lentamente, se houver a possibilidade de sobrecarga circulatória. Considerações especiais O plasma não contém hemácias e não são necessárias provas cruzadas; contudo, não se deve administrar plasma ABO-incompatível. É necessário descongelar uma bolsa de plasma de cada vez, porque o PFC deve ser administrado dentro de 24 h depois do descongelamento; sua utilização depois desse período acarreta perda dos fatores lábeis da coagulação (V e VIII). A infusão deve ser feita com filtro para sangue ou hemocomponentes. HESPAN Hespan (amido hidroxietílico) é um colóide sintético produzido a partir do milho. Esse componente está indicado como expansor do volume plasmático em clientes em estado de choque resultante de hemorragia, traumatismo, sepse ou queimaduras. A expansão do volume pós-infusão é igual ou maior que a produzida com dextrano 70 ou albumina a 5%. Volume 500 ml Taxa de infusão A dose total recomendada é de 20 ml/kg/dia, mas este valor não é absoluto. O volume total pode ser infundido em 1 h, se a situação clínica exigir. Considerações especiais Os níveis séricos de amilase podem ficar cerca de duas vezes acima do normal depois da infusão do Hespan e isto não indica pancreatite.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

303

O risco de reação alérgica é muito menor do que com o uso de dextrano. Pode alterar os parâmetros da coagulação e reduzir o número de plaquetas. FRAÇÃO PROTÉICA DO PLASMA Fração protéica do plasma (FPP) é um expansor do volume sanguíneo usado no tratamento de emergência do choque hipovolêmico causado por queimaduras, traumatismo, cirurgia e infecções. Além disso, esse preparado é usado como medida temporária no tratamento das perdas sanguíneas, quando não houver sangue total disponível. O FPP é usado para repor as proteínas plasmáticas dos clientes que apresentam hipoproteinemia (se não houver necessidade de restrição de sódio). Volume 250 ou 500 ml Taxa de infusão Até 15 ml/min; em geral, a taxa varia de 1 a 10 ml/min Considerações especiais Não há anticorpos do grupo ABO; por esse motivo, a compatibilidade não precisa ser considerada. A infusão rápida pode causar hipotensão de rebote. É semelhante à albumina a 5%. PLAQUETAS As plaquetas são usadas para controlar ou evitar sangramento associado a deficiências quantitativas ou qualitativas das plaquetas. Esse componente é usado profilaticamente quando as contagens de plaquetas forem < 10.000 a 20.000. As plaquetas não devem ser transfundidas em clientes que têm púrpura trombocitopênica idiopática (a menos que haja sangramento potencialmente fatal), ou como profilaxia em transfusões sanguíneas maciças. Volume 50 a 70 ml (1 bolsa ou unidade representa as plaquetas retiradas de 1 unidade de sangue); em geral, as plaquetas são administradas em concentrados de 6 a 10 unidades.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capítulo 7 / Sistema Hematológico e Imunológico

305

SANGUE TOTAL O sangue total é usado no tratamento de perdas sanguíneas maciças e agudas, que exigem a normalização da capacidade de transportar oxigênio das hemácias e a expansão do volume produzida pelo plasma. Entretanto, vale ressaltar que depois de 24 h, as plaquetas e os fatores da coagulação não estão mais viáveis. Volume 400 a 500 ml de sangue, mais 60 ml de anticoagulante por unidade Taxa de infusão A infusão deve ser tão rápida quanto necessário para se estabilizar o estado hemodinâmico. Considerações especiais Perdas sanguíneas agudas de até um terço do volume sanguíneo total do cliente geralmente podem ser corrigidas com soluções cristalóides e/ou colóides. Os avanços no uso dos hemocomponentes tornaram rara a transfusão de sangue total; por esse motivo, o sangue total não é usado rotineiramente devido ao risco de sobrecarga circulatória que ele impõe. Podem ser necessárias 24 h até que seja detectada uma elevação nos níveis de hemoglobina ou do hematócrito do cliente.

Diepenbrock | Cuidados Intensivos Amostras de páginas não sequenciais e em baixa resolução. Copyright © 2005ditora Guanabara Koogan Ltda.


Capa Cuidados Intensivos.qxd

31/3/05

12:35

Page 1

Cuidados Intensivos é uma obra prática e objetiva que reflete os 15 anos de experiência da autora em terapia intensiva, um texto que reúne o que há de mais importante no cotidiano de quem se dedica a essa área fundamental da enfermagem.

A preocupação com o dinamismo resultará em que novos assuntos serão agregados com rapidez à Série Práxis, de modo que esta será sempre a coleção de livros de enfermagem mais atualizada e mais completa. A Série Práxis não é estática: você terá sempre à sua disposição novos livros — e livros atuais.

Cuidados Intensivos é um verdadeiro manual de campo, uma obra inovadora e atualizada, compacta e abrangente — um livro que não esconde segredos e que não pode faltar na biblioteca de nenhuma enfermeira.

As obras que fazem parte da Série Práxis proporcionam consulta rápida e precisa: vão direto ao ponto, pois contêm somente informações de que os estudantes e profissionais necessitam para obterem os conhecimentos que lhes possibilitem prestar aos seus clientes uma assistência segura e eficaz.

www.editoralab.com.br

Cuidados Intensivos

A Série Práxis destina-se a atender a uma necessidade de estudantes e profissionais de enfermagem: literatura técnica de caráter prático e objetivo, porém dinâmica e atualizada.

Nancy H. Diepenbrock

A melhor, mais prática e mais atualizada coleção de livros para enfermagem!

Soluções rápidas para todas as situações de cuidados intensivos

As principais características do livro são: • Estilo claro e direto. O texto descreve como, quando, onde e por que se aplicam os procedimentos de enfermagem essenciais e mais costumeiros na prática da terapia intensiva. • Fácil acesso às informações. As informações estão classificadas por sistema corporal e, dentro de cada sistema, dispostas em ordem alfabética. • Figuras e tabelas. As muitas ilustrações e tabelas complementam e resumem as informações prestadas no texto, tornando-o ainda mais prático e mais objetivo. • Atualidade. O texto é atual, trazendo o que há de mais moderno em terapia intensiva.

Nancy H. Diepenbrock

www.editoralab.com.br

www.editoralab.com.br

www.editoralab.com.br


Diepenbrock | Cuidados Intensivos