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Hiper-revolução com o hipertexto A evolução da Informática no contexto educacional, bem como da massificação de aparelhos eletrônico de tecnologia avançada, que se iniciou com o próprio computador, e dele se sucederam outros tantos como os players de MP3 e celulares com diversas funções, todos estes trouxeram um novo tipo de conceito quanto à leitura e interpretação de textos: o hipertexto. O termo “hipertexto” foi criado por Vannevar Bush, norte-americano, em 1945, numa época em que ainda não existiam os computadores pessoais (os PCs), e ele, um cientista, desejava armazenar um maior volume de dados de uma maneira mais prática e eficiente para se consultar posteriormente (RAMAL, 2001 apud COUTO e PORTUGAL, 2003). Outros autores como Lévy (1995) e Chartier (2001), foram desenvolvendo estudos relacionados à idéia de hipertexto no âmbito da tecnologia. Podemos afirmar que o hipertexto já existia muito antes da invenção do computador. A Bíblia possui no seu desenvolvimento, marcações e versículos que levam a outros escritos, de outros autores (profetas, apóstolos) ou do mesmo, na própria Bíblia. É uma forma não linear de se ler (COUTO e PORTUGAL, 2003). Os muitos dicionários nos dizem, resumidamente, que os hipertextos podem ser textos, que no seu corpo (conteúdo) há vinculações a outros textos ou blocos de textos. Na verdade, hipertexto é uma forma muito mais prática de se ler, e que, sem sombra de dúvida, o uso cada vez maior dos computadores no nosso cotidiano fizeram com que isto ganhasse força. Caracteriza-se por ter uma forma de leitura não linear, isto é, que nos permite ir para outros textos, de acordo com o decorrer da nossa leitura. Considerando um ponto de vista mais moderno, os hipertextos são acessados nos computadores, de uma maneira que, por meio de hiperlinks (ou simplesmente links), o leitor possa ver mais textos correlacionados com o texto principal, e não precisa ser de uma forma sequencial, deixando a leitura bem mais dinâmica e interativa.


É mais uma forma de dinamizar o âmbito educacional, no trabalho com novas tecnologias. Mas ainda muito professores enxergam isso como algo que foge do tradicional, da maneira tida como ideal para ser trabalhado com os alunos, como Couto e Portugal (2003), já citam. O trabalho com as novas tecnologias, e nisso se inclui a leitura de hipertextos, fazem parte das várias possibilidades de se comunicar, de buscar a informação, e por conseqüência, o conhecimento mais facilmente, por parte dos alunos, e que podem ser perfeitamente viáveis nas escolas, nisso, cabe ao professor estar atualizado e, acima de tudo, compreender sua utilidade no âmbito educacional.

Gualberto Rodrigues de Araújo PROINFO – Módulo 2 São Roque, 6 de julho de 2010

REFERÊNCIAS:

COUTO,

R.M.S.;

PORTUGAL,

C.

Hipertexto

na

educação.

Disponível

em:

http://www.pedagogiadodesign.com/lpdesign/images/publicacoes/2003portugal_cout o_2lars_atopia.pdf . Acesso em 06 jul 2010.

CHARTIER, R. Cultura escrita, literatura e escrita. Porto Alegre, Armed, 2001.

LÉVY, P. As tecnologias da inteligência. Rio de Janeiro, Editora 34, 1995.


Hiper-revolução com o hipertexto